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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

CRÔNICAS & INDAGAÇÕES: Os homens não são clichês‏

Sei que muitas mulheres vão me execrar depois de ler esse texto, mas de tudo que vivi e observei, concluí com muita calma, para escrever cada palavra aqui expressa. A verdade é que não tolero rótulos e muito menos situações que coloquem o homem como um troglodita, infiel, insensível e incapaz de entender uma mulher. Esse conceito é obsoleto e traz um ranço desnecessário e ultrapassado. Os tempos mudaram, para todos nós. Esse maniqueísmo, macho e fêmea, algoz e vítima, têm que acabar. Existe gente bacana e gente não tão bacana assim.

Homens interessantes complementam mulheres interessantes e vice versa. Creio piamente que os afins se atraem e que é possível esse complemento e esse encontro perfeito entre os gêneros. Acredito mais ainda, que as diferenças que na verdade nos unem, é o tempero perfeito para uma relação gostosa, duradoura, sensual e sempre inovadora! Temos nossas diversidades hormonais, culturais, mas isso tudo se administra. Contribuímos tão positivamente nessas evoluções  ao longo do tempo, para o crescimento do homem. Hoje, ele é mais sensível, demonstra afeto, ouve mais, divide a criação dos filhos, administra a casa, se importa em ser presente. E nós, mudamos culturalmente de forma positiva? 

O que não entendo é que lutamos tanto por tanta coisa, por liberdade, igualdade e ainda não conseguimos compreender que não somos e nunca seremos iguais, graças a Deus!!!!!! Temos enorme dificuldade de entender que mais do que se igualar, temos que crescer juntos e ajustarmos certas arestas, tão erradas, culturalmente falando. Acabamos nos tornando clones patéticos e fakes de nossos "modelos". A mulher em busca de uma pseudo "igualdade" ficou extra large em gestos, vocabulários e adotou um comportamento bizarro do qual, tanto refutou: o orgulho de ser infiel agora vigora no dia a dia, no vocabulário e nas atitudes femininas. Já ouvi, mãe transmitindo para a filha o conceito e as vantagens da infidelidade. E isso é tratado como um mérito, um up grade. Isso pra mim é um enorme retrocesso, pois fomos beber da fonte da qual tanto criticamos, por anos de imposição cultural. Ficamos amargas, secas, grosseiras, perdemos a feminilidade, que em nada tem a ver com personalidade.

Nos descaracterizamos e assim evoluímos, enquanto o homem, melhorou se aprimorou, ficou mais humano. Houve um grande engano e uma grande frustração. Queremos estar mais próximas do ideal masculino, do homem que amamos e, no entanto estamos mais preocupadas em malhar nossos corpos e esticar nossas faces, para a melhor amiga ter inveja. Valores terríveis foram manipulados e quem saiu perdendo fomos nós, viramos um estereótipos da "barbie" e o nosso " Ken", quer rever a velha "Susie", com toda a sua anatomia mais arredondada e humana. Ponto para eles, que souberam nessa reviravolta, absorver o que tínhamos de melhor e nota zero para nós, que nos apropriamos do que havia de pior neles. Novamente, se estabeleceu um enorme vazio e uma grande lacuna!!!

Ontem, na sala de espera de um consultório médico, pude ouvir a conversa entre duas mulheres casadas, que se enalteciam de suas "escapadas". Havia muito orgulho, no que diziam. Uma delas ainda falava que traia mesmo e que quando olha um homem na rua, passa a mão, diz que é gostoso e ainda o convida para um programa. Elas riam demais e buscavam em mim, ali no outro canto da sala, certa cumplicidade, claro que eu não pude conter o riso várias vezes, pois o papo estava tão surreal, que chegava a ser hilário. Saí dali e fiquei pensando muito mais no que as duas falaram do que no meu diagnóstico. Refleti muito, sobre essa conversa e cheguei a uma conclusão de que era sim um papo triste, apesar das gargalhadas e da aparente aura de bem resolvidas, havia ali um resultado cultural para lá de equivocado.
 
Confio plenamente que homem pode ser sensível sim, homem respeita valores sim, homem é generoso sim, homem pode ser fiel sim, mas do outro lado tem que haver uma mulher que responda que atue e que não o induza a repetir padrões estéticos e culturais. Caetano já dizia com sabedoria "podemos ver o mundo juntos, sermos dois e sermos muitos, nos sabermos sós, sem estarmos sós.." Mulheres que costumam dizer a celebre frase: não existe homem fiel, certamente estão induzindo o seu , a agir dessa forma.Mulher quer ser amada, show!!!! Homem, também!!! Homem trai, mulher também!!! Lealdade, fidelidade, são qualidades inerentes e presentes ao caráter, situação e formação de cada pessoa, independente do gênero.

Homens não são clichês, seres não são clichês. Chato isso de rotular pessoas, situações, de encaixar cada um num determinado padrão de comportamento. Cada um de nós, independente do sexo, temos nossa história como base e nossa vontade como objetivo, mas é no percurso e no meio do caminho quando a gente se cruza, que a magia acontece e que o desafio instiga e a vida nos dá de presente a alegria desse encontro, para evoluirmos juntos. Sempre gostei de ter amigos, às vezes mais do que ter amigas apesar do risco de uma atração, de um sentimento não correspondido. Adoro a companhia masculina, a forma como lidamos com um mesmo problema, de forma tão singular e ao mesmo tempo tão complementar, seja como amigos, amantes, namorados...Há uma enorme parceria nesses casos. Não há competitividade, é mais leve. A objetividade mais presente na alma masculina contribui demais e o papo flui melhor. Rola até papo cabeça.

Sinceramente, posso afirmar que tive o prazer de encontrar homens maravilhosos, sensíveis e leais. Mérito meu? Não, apenas o desejo de ambos e o foco convertido na vontade de acertar, sem jogo, e principalmente em dar ao outro o melhor. Homens não são de Marte e muito menos, mulheres são de outro planeta. Não há manual nem bula, ainda bem. Estamos todos no mesmo barco e a arte desse encontro traz a sorte como prêmio e a sabedoria como manutenção. Compliquemos menos, meninas e vivamos a diferença!!
 
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quarta-feira, 16 de maio de 2012

CRÔNICAS & INDAGAÇÕES: O que temos de aprender com os homens: amigo também é homem

Ok, eu me rendo. Por mais superiores que nós mulheres possamos ser, a humildade me permite dizer que há sim algumas coisas a aprender com os homens. Poucas, mas há. Guerra dos sexos à parte, os homens lidam com algumas coisas de uma forma mais prática, e eu até diria, inteligente que nós. Sim, é possível! Por exemplo: amiga, pros homens, também é mulher.

E realmente é. E eles vivem isso sem culpa e sem deixar oportunidades passarem. Já nós, mocinhas, colocamos alguns espécimes na gôndola de a-m-i-g-o e nunca mais a figura sai de lá. Às vezes até algo nos sinaliza que é hora dele sair dali, mudar de seção, mas resistimos bravamente, chegamos a sentir algo quando ele arruma outra pessoa, mas nada nos move em direção àquela prateleira que não seja a-m-i-z-a-d-e.

Preconceito? Não, não creio que seja isso. Na verdade, fraternizamos a amizade mais que os homens, daí uma vez enxergado como irmão o nosso amigo não pode se tornar homem aos nossos olhos sob o risco de praticarmos incesto. Por mais que tenhamos assistido inúmeras vezes O Casamento do Meu Melhor Amigo, com a linda Julia Roberts, nos mantemos inflexíveis.

Já os rapazes, mesmo sendo amigos, camaradas, cúmplices e até muitas vezes confidentes, se acham a amiga gostosa continuam achando até o fim e se ela der mole, ele vai lá e manda ver. Afinal, tem tudo pra dar certo, já se conhecem, sabem as manias um do outro, têm amigos em comum, o que falta é ver se rola a tal química. Sim, eles são espertos.

Pra nós, que tendemos a refletir mais que tudo, mesmo superando a fase não-é-incesto-vocês-não-têm-os-mesmos-pais, pensamos e nos preocupamos com o que vai ser da amizade se o romance não der certo. Não queremos trocar o certo pelo duvidoso, não é? Mas, e aquele lance de que quem não arrisca não petisca? E aquela história de que o amor pode estar do seu lado? E outra que diz que não se namora inimigo? Hã?! Aposto que alguns leitores estão torcendo para que algumas de suas amigas também estejam lendo e se convencendo de que o que escrevo possa fazer sentido.

Mas que fique claro que não falo da amizade-colorida por si só, de um P.A., falo de você olhar para o lado de repente e ver que aquele seu amigo, que te conhece bem, com quem você tem inúmeras afinidades, que te respeita e admira e vive dizendo que você merece um cara bacana, pode, de verdade, SER esse cara bacana. E aí, tudo o que você precisa fazer é se permitir.

Agora meninos, vale a dica: quando uma mulher se decepciona com um homem o bicho pega, mas quando esse homem é amigo dela, o bicho agoniza e morre, por isso, vale o cuidado nessa tentativa de mudança de status na relação, vale a honestidade e a transparência que sempre existiram na amizade. Lembre-se, ela não é mais uma conquista, ela é aquela sua amiga querida, que quando sofria você tinha a vontade de sair batendo nos caras.

E meninas, também não é pra sair achando que TODOS os seus amigos são namorados em potencial, a ideia é, caso perceba algo de diferente no ar, investigar, ir mais a fundo, arriscar, quem sabe você não petisca?

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quarta-feira, 4 de abril de 2012

CRÔNICAS & INDAGAÇÕES: Sobre elucubrações femininas e falta de sinais masculinos

Vou começar prestando uma confissão: sim, nós mulheres elucubramos eternamente. Nossas mentes são férteis, imaginativas, inventivas. Nossas sinapses nervosas são uma verdadeira queima de fogos em Copacabana no réveillon e daí, meus queridos, a razão de termos a necessidade clara de que vocês deixem as coisas às claras.

Um simples gesto dá margem a uma infinidade de significado. Para vocês é um s-i-m-p-l-e-s gesto, mas para nós pode ser o cessar fogo ou a hecatombe nuclear. Não nos torturem. Nossa natureza é assim, complexa; nossa criatividade é uma mistura de Walt Disney, Hanna-Barbera, Spielberg e Rodrigo Teixeira, entre tantas outras mentes geniais da fantasia e efeitos visuais.
 

Por que seguir na contramão do senso comum sob signos já estabelecidos, quase que por convenção, como as placas de trânsito? Por exemplo, uma seta cruzada por uma faixa indica: proibido seguir em frente. Assim é a aliança, indica que o caminho está obstruído, você pode até seguir, mas corre o risco de uma ser pega numa blitz e vixe... tome prejuízo.
 

Um ‘E’ cruzado com uma faixa expressa que ali é proibido estacionar, então, pega na mão da sua namorada, ficante, peguete, pegue na mão da cidadã e indique que pelo menos naquele instante você está com ela, e é um tanto quanto arriscado para as outras estacionarem por ali.
 

Carinho, mãos sobre o ombro, na perna, dão ideias de que você já está com alguém. Já ficar de costas, olhar para outras, não pegar na mão, nem dá a mínima, indica que você está livre e há vagas no estacionamento.

A confusão é que hoje os sinais não são claros e não há luz de xênon que nos faça enxergar se você, mocinho, está só ou acompanhado. Para aquelas que dirigem depois de ter bebido sem medo da blitz, ok, não há impedimentos, mas para as que não querem tomar multa, xiii, aí à inibição toma conta e grandes oportunidades podem ser perdidas.
 

De um lado você pensa: ela nem me dá bola. Do outro pensamos: que safado, com outra e olhando pra mim. Droga, e eu até gostei dele, se não estivesse acompanhado...
 

Lembrem-se, em menos de 1 minuto uma mulher consegue elaborar um roteiro de um longa onde vocês se apaixonam, ela descobre que você tem outra, partiu o coração das duas e por isso nem você nem a corja a qual você pertence vale nada, e ainda jura que nunca mais se deixará ser enganada novamente por promessas feitas sob a luz da lua. E isso tudo sem saber sequer o seu nome.
 

Exagero? Paga pra ver!


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quinta-feira, 8 de março de 2012

CRÔNICAS & INDAGAÇÕES: Dia Internacional da Mulher, Darwin e a seleção natural‏



Segundo as teorias do biólogo Charles Darwin, as espécies evoluem e se adaptam ao meio. Dessa forma algumas sobrevivem e outras desaparecem em um processo natural. Deve ser por isso que temos tão mais mulheres que homens de uns tempos pra cá. Será? Dotadas de uma natureza perfeitamente adaptável, nós mulheres, somos o retrato da evolução.
 

Queimamos sutiãs, brigamos pelo voto, pela pílula, sexo livre e hoje, pasmem, podemos até engravidar sem um parceiro (vide os bancos de esperma). Saímos da Amélia de Mario de Lago e Ataulfo Alves e chegamos à presidência da República. Deixamos fogão, vassoura e tanque para pilotar aviões, gerenciar grandes empresas e sermos chefes de família. Somos leoas, camaleoas ou gatinhas manhosas. Somos a moça bonita da Praia de Boa Viagem, somos mulher de verdade. Do salto ao calcanhar rachado somos guerreiras de dia e maquiadas à noite.
 

E vocês, homens? Ah vocês continuam na idade da pedra e lascadas estamos nós por isso. Continuam rudes, grosseiros e querendo nos conquistar pelos cabelos. Continuam embebidos em velhos clichês e não percebem que o mundo mudou, que nós ocupamos, não os seus espaços, mas espaços que poderiam ser nossos também assim como os nossos podem ser compartilhados com vocês.
 

Que apesar de às vezes ser divertido, não queremos a guerra dos sexos, queremos o amor entre os sexos, porque em toda essa evolução uma coisa não mudou, continuamos românticas. Românticas e não bobas, que fique claro. Vamos lá rapazes, não é o mais forte quem sobrevive, mas aquele com maior capacidade de adaptação.


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domingo, 22 de janeiro de 2012

CRÔNICAS & INDAGAÇÕES: Da coleira pra baixo e outras desculpas masculinas‏

O cinismo masculino é pauta de todo encontro de Luluzinhas que se prezam. A capacidade que eles têm de nos oferecer respostas absurdas para nossas afirmações (eu quis dizer indagações) é de se aplaudir de pé, se não fôssemos nós mesmas as vítimas.
Que ninguém perde a visão por estar comprometido com o outro é fato. Mesmo inebriado com o mais profundo e verdadeiro amor nosso olhar pode desviar para alguém que nos chame a atenção, e sinceramente, não vejo nenhum grande mal nisso. Olhar não tira pedaço, paquerar e deixar de nos dar atenção por conta disso, aí sim, tira um bom pedaço da nossa calma e bom humor.

Agora pior do que olhar é dizer que não olhou. Isso não só tira pedaço como nos provoca uma tendência de ataque homicida sem precedentes. Vamos lá camaradas, sejam homens de fato, assumam! Pior que ser safado é ser safado e sonso! Negar o óbvio é pior que olhar para um “rabo de saia” na rua.

Outro dia ouvi de uma amiga que o noivo, ao reparar em uma big loira que passeava com um cachorro, saiu com a seguinte pérola ao ser questionado sobre o ocorrido: “ô amor, eu só olhei da coleira pra baixo. Reparou que graça o cachorro?!” Ha Ha Ha. Essa foi boa, não?

O sujeito abusou do direito masculino de ser sonso e cínico em uma única frase. Nem mesmo seus pares, outros homens que estavam no recinto quando a história foi contada, conseguiram ir em defesa do criativo amante dos caninos.

Na boa, é verdade que nem sempre quando a gente diz que quer a verdade, a gente quer de verdade a verdade, mas daí a nos julgar ocas de qualquer resquício de perspicácia, inteligência e percepção do mundo que nos rodeia... aí já é demais, até porque não somos nós que estamos da coleira pra baixo.

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domingo, 18 de setembro de 2011

Crônicas e Indagações Femininas: "Nós falamos muito ou vocês que ouvem pouco?"

A grande maioria esmagadora dos homens, pra não dizer a unanimidade, costuma apontar como um dos maiores defeitos femininos o fato de falarmos muito. A pergunta que eu faço é: será que falamos muito mesmo, ou são vocês, hominhos, que não param pra nos escutar? Hã?
Porque a bem da verdade a gente até se comunica com mais efusão e quantidade de palavras que os homens, chegamos a repetir algumas frases, mas isso simplesmente pelo fato de que vocês nos dão as paredes ao invés dos ouvidos! E aí, não temos outra saída a não ser falar, falar e falar até vocês resolverem escutar.

Tenho plena certeza que nossas conversas seriam mais simples e objetivas se vocês nos dessem atenção, poucos minutos e pronto, qualquer assunto estaria devidamente e satisfatoriamente resolvido e não teríamos a fama injusta de falarmos demais.

Claro que também vale lembrar que como seres mais sensíveis ao mundo que nos cerca, observamos mais e melhor tudo e todos, por isso nossos assunto tendem a ser mais ricos em conteúdo e diversidade, mas isso não é falar muuuuito, isso é ter muito assunto sobre o qual falar, por favor, não confundam, ok?

A meu ver, homens são desatentos por natureza, desligados, e até desnaturados, daí toda essa problemática do falatório feminino. Aposto que se tivessem dado ouvido às suas mães, hoje não jogariam toalha molhada na cama, não fariam xixi fora do vaso saberiam que não se bebe água direto da garrafa.

Ah que bom seria se vocês não fossem surdos. Ouviram?
Ps: esse texto é curtinho pra ninguém sair por aí dizendo que eu falo muito, viu?

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Crônicas e Indagações Femininas: "Entre a pílula azul e a pílula vermelha"

Sabe aquela cena de Matrix quando é oferecida a Neo a pílula vermelha ou a azul? A primeira dá acesso à realidade nua e crua de Zion onde todos lutam pela sobrevivência e comem uma ração de proteínas que nos faz enjoar só de ver; a outra possibilita o mundo na Matrix tal qual pensamos que conhecemos, mas é apenas uma ilusão, uma projeção de uma realidade há muito perdida. Bem, quem assistiu ao filme clássico sabe do que estou falando e sabe também que Neo escolheu deixar a Matrix.

Pessoalmente eu prefiro a Matrix com todos os seus apelos sensoriais, a degustação de um bom vinho ou um super junk food que libera todas as minhas seretoninas juntas (ou eu penso que...). Deixem eu viver na “ilusão” do quanto é bom sentir as águas quentes do Tahiti ou a neve de Nova Iorque caindo no ano novo. Enfim, não tenho vocação para ser o que sai da caverna e vai gritar para todos que há um mundo lá fora e blá bla bla bla. Platão já contou essa história e a gente já sabe como termina!

É assim que eu penso, mas ultimamente uma ideia tem me ocorrido. Definitivamente, nos relacionamentos, essa coisa de viver na ilusão realmente não faz sentido. O tempo inteiro (especialmente as mulheres, sorry!) construímos relacionamentos baseados em fantasias, aquilo que nos gostaríamos que fosse. Vimos o que não existe no outro, projetamos nossos próprios sonhos, deixamos de perceber os defeitos e atenuamos muitas ações indesejadas apenas para não destruir uma ideia. Ai já viu, vivemos uma ilusão, mas uma hora a realidade emerge e não saberemos como lidar com ela. Cobramos o que não devemos, sofremos com o óbvio que não quisemos ver, choramos com os sonhos perdidos.

Por isso que o melhor, pelo menos nos relacionamentos, é enxergar as coisas como elas são e entender de uma vez por todas que nem tudo é perfeito mesmo. E isso vale para homens e mulheres! Há sempre coisas boas e ruins, qualidades e defeitos convivendo lado a lado. Só precisamos saber o que nos faz bem e eleger algumas prioridades. Lidar com o real desde o começo faz a gente perceber que a vida não é um conto de fadas (pena!), mas constrói qualquer relacionamento com uma base bem mais sólida e duradoura.  Nesses casos, eu escolho a pílula vermelha.

domingo, 17 de julho de 2011

Crônicas e Indagações Femininas: "Alô, cadê a ligação?!?"

Você conhece um carinha gato e interessante na balada. Ele te acha igualmente gata e interessante. Rola química, ping-pong (aquele papo que faz parecer que vocês nasceram um para o outro) e vocês ficam, e aí entendam “ficam” como quiserem (só beijo, beijo e amasso, sexo, whatever!).

É tudo muito bom, tudo muito bem e chega a hora da despedida, afinal, nem tudo é pra sempre, certo?

“Foi ótimo pra cá, foi muito bom pra lá” e lá vem a famigerada frase: “Eu te ligo”.

Para os homens isso é de praxe, junto com  “vamos marcar de novo” e tantas outras frases do manual que eles  usam (preciso de uma cópia urgente!!!) e não teria nenhum problema se fosse igualmente de praxe para as moçoilas que as escutam. A questão, caro leitor da espécie masculina, é que mesmo em pleno século XXI, pós-feminismo, pós-presidentA, muitas mulheres ainda são românticas, ainda acreditam no que os homens dizem (e cá pra nós, que saco não poder acreditar, né?) e ainda esperam  a tal ligação no dia seguinte e se sentem enganadas (xi...exagerei!), melhor, se sentem desprezadas (hum...mais exageros!), agora vai, sentem que você não estava nem aí pra elas (e vai ver não estava mesmo, não é?)...não importa...se você NÃO pretende ligar, não diga que vai ligar, peça o telefone, porque vai que dar vontade de ligar mesmo, mas não use a frase “ eu te ligo”, ok?.  Posso até pedir com mais jeitinho... Por favor, não diga “eu te ligo”...  Dá pra ser ou tá difícil?

Mas só pra tirar uma dúvida...por que danado vocês dizem “eu te ligo”? É falta do que dizer? Que tal somente, “adorei, foi ótimo estar com você” (ponto)...acho que caímos naquela de que homens definitivamente não se comunicam direito com nós mulheres...será?
Ah, só um minuto, vou ali atender uma ligação ;)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Crônicas e Indagações Femininas: "Porque nem tudo é o que parece!"

Nas teorias de comunicação, ruído é toda e qualquer interferência que impeça a comunicação de ser perfeita. Só tem um problema: na comunicação homem-mulher, às vezes (ou quase sempre) o que acontece é um estrondo. Se fosse só um ruído estava bom! É que na maioria do tempo, falamos maçã, pensamos abacaxi e o homem entende banana. Ai já viu. Estão lançadas as cartas para os mal-entendidos, as explosões e até, em casos mais graves, rompimentos.

Há as diferenças natas entre os gêneros. Mulher, todos sabem, tem mais habilidade com as palavras. Aos três anos, nós já possuímos um vocabulário três vezes maior do que o dos meninos na mesma idade.
Enquanto vocês ainda estão no bla bla bla, nós já elaboramos sentenças complexas e intermináveis. Ai reside o primeiro problema. É que a gente fica assim pra sempre! E os homens, bem, falam menos, tendem a ser mais objetivos e menos detalhistas.

Ai a mulher fala, diz, explica. Fala de novo! Insinua, mas no fundo está pensando um monte de outras coisas, elucubrando, se adiantando nas suas complexidades. E o homem, coitado, está se atendo literalmente às palavras que lhe foram dadas. Na sua objetividade infinita e miopia para os detalhes, ele não vê a profundidade das sentenças, se pega ao dito como a única verdade. Não sabe ele, que existe todo um outro lado, um mar de significados a ser desvendado.  

Às vezes, tenho a impressão que é um diálogo de surdos. Nem tudo pode ser dito e quase tudo é reinterpretado, até porque, além das diferenças inerentes, há de se acrescentar as vivências de cada um. Ai para um viajar significa a alegria de fazer a malas e descobrir o novo; para outro, sair do conforto, desviar, mudar planos. E não vou nem falar de outros verbos como amar, comer e rezar também, os resultados podem ser explosivos.

É desse abismo de interpretações que reside a grande diferença entre os gêneros e também é aquilo que torna ainda mais instigante essa relação. O sucesso dos relacionamentos está justamente em tentar entender os pensamentos, desvendar as reais intenções, se colocar no lugar do outro. É claro que tudo fica mais fácil se a gente pensar e dizer a mesma coisa e se os homens também buscarem um pouquinho mais de abstração. Porque nem tudo é o que parece e eu escrevi tudo isso porque, na verdade, eu queria dizer que...risos! Decifrem!

domingo, 3 de abril de 2011

Crônica e Indagações Femininas: "Uga, Uga"


Você encontra um cara que lhe faz tremer as pernas, acelerar seu coração e ter borboletas no estômago.  Como não poderia deixar de ser, você se entrega a paixão.
O cara tem a maior pinta de modernoso. É inteligente, Phd, Doutor, Mestre e não-sei-o-que-mais, publicou livros, tem idéias super interessantes sobre o céu, a terra, a água e o mar. Conhece grandes teóricos, conversa com segurança sobre vários assuntos e claro, é um gentleman que abre a porta do carro, puxa a cadeira e elogia seu dresscode.
A paixão se une a admiração e vira amor.
Você casa com ele e passam a construir sonhos juntos e por um bom tempo a vida é perfeita até que ele começa a criar uma dependência de você, te sufocar e te fazer mais mãe dele do que esposa. Tudo vira responsabilidade sua, ele é incapaz de se mover do sofá e enquanto você se mata de trabalhar, fica num corre-corre, ele se acomoda e se contenta com o que tem mesmo sendo capaz de muito, mas muito mais. Aí acontece o óbvio: a admiração se esvai, o amor acaba e você se pega na terapia pra tentar reverter a história. Nada acontece. Ele não se move, acha que tudo vai passar se vocês fizerem uma viagem, ele promete mudar, ser o cara de antes...você até dá essa chance (e mais algumas outras) para os dois mas nada muda e aí você diz: acabou.
O que se espera do cara descrito lá no comecinho do texto? Maturidade pra encarar o término de uma relação que ele não ajudou a manter. Se espera, mas não se tem.
Por que? Porque aquele cara altamente politizado, intelectual, PhD e a “porra toda” é na verdade um homem de Neandertal, um ser pré-histórico, que ao perder a “caça” perde também a noção e o bom senso e age como um ser irracional, vingativo e baixo. Vira um fofoqueiro de marca maior, posa como vítima e acha coitado, que tirando de você bens materiais (que vocês construíram) vai fazer você voltar pra ele. Fala sério! Alô, século XXI meu bem!
E aí, você até tem pena desse ser irracional de Lattes recheado, mas parte pra outra porque tem sons que você prefere mais a rugidos de Uga, Uga!

sábado, 12 de março de 2011

Crônicas e Indagações Femininas: "E daí que é Carnaval?"


Acabou o carnaval.

Acabou o tempo da balbúrdia, da folia momesca que a tudo e a todos permite seja lá o que for.

O tempo do beija-beija em toda esquina, ladeira ou meio-fio. Acabou o período do: “Mas é carnaval!”.

Essa é uma das frases mais proferidas pelos foliões masculinos sempre que alguma mocinha se desvencilha de alguma investida deles.  A cara de espanto deles chega a ser hilária, como se já fosse hilária a falta de semancol*.

Fala sério?!
Não é porque é carnaval que a gente vai dá mole pra qualquer um não, viu? Imagina, podendo beijar príncipe a gente vai beijar sapo, só porque “é carnaval”?!

Necas de pitibiriba**. Que todo mundo fica mais soltinho ao som dos clarins, ah fica, não nego. Mas daí a beijar cafuçu***? No way. (A não ser na prévia pernambucana “I Love Cafuçu”, aí a gente abre um exceção, é claro... rs)

Pois então, que fique claro que isso não é frescura. A gente adooora ser paquerada, que vocês brinquem com as nossas fantasias, que nos dêem cantadas (não as baratas, viu?) mas daí a querer beijar a força sob o pretexto do contexto carnavalesco, sinto muito, não!

A gente costuma ficar mais “dada” no carnaval, digamos assim, mas isso não implica em “mais dada pra todo mundo e qualquer um”.
Entendam, mesmo menos seletiva (?!) continuamos seletivas, queremos beijar os carinhas que nos atraem, que nos parecem interessantes, que nos despertam o desejo... os feios-desinteressantes-sem-noção-e-charme que nos perdoem, mas certas coisas nem o carnaval salva!

E boa ressaca pra todo mundo!

* falta de noção
**de jeito nenhum
*** cara malandrão, brega, feioso

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Crônicas e Indagações Femininas: "Meu buraco é mais em cima"


Já que esse é o tema dessa coluna clamo aos homens brasileiros que me tirem uma grande dúvida: qual o problema de chamar uma mulher para sair e demonstrar/dizer que está interessado nela? Isso se chama encontro ou date em inglês e nas séries americanas também. A história é assim: duas pessoas se curtiram, mesmo que rapidamente, marcam um encontro para saber se realmente é o que estão pensando, se interesse e desejo vão surgir. Ambos sabem que pode rolar, afinal date é isso mesmo. Pode ser que não aconteça se um não for o que se esperava, mas também pode ser que aconteça tudo.

“Não sou freira, nem sou puta”

Isso em tese, porque por essas bandas especialmente Nordeste você nunca sabe se é um date mesmo, nunca fica claro que está a fim e que pode acontecer algo. Às vezes, há uns cinco encontros e você não sabe qual é a do cara. E a mulher não pode dizer tão claramente porque pode ser tachada de muitas palavras impronunciáveis para essa revista tão polida. Os homens parecem não estar preparados para essa mulher decidida e forte e que muitas vezes não está procurando um casamento, mas apenas uma ou algumas noites de prazeres. Tão normal, tão instintivo. Tão humano.

“Sou rainha do meu tanque”

Ai o resultado é um “chove não molha”, uma indefinição, um joguinho chato que só faz perder tempo.  Já ouvi muitas histórias dessas: um cinema, dois cinemas, um jantar, outro cinema e nada. E não é por falta de interesse, porque se for isso não tem nem a segunda saída. Mas por pura falta de atitude. Falta de um olhar mais forte, de uma certeza arrebatadora, de um impulso, de uma ação direta e final. É simples: quero ou não quero.

Antes que todos os homens se pronunciem, sei que também há muitas mulheres que complicam, fazem doce e cozinham em banho maria. Mas aviso aos navegantes: nem todas são assim. Há muitas bem resolvidas, decididas e firmes nos seus propósitos. Então para essas, não precisa ter medo, basta ter atitude e decisão.

“Sou mais macho que muito homem”.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Crônicas e Indagações Femininas: "Medo de que?"


Ficante, Peguete, paquera...qualquer coisa menos N-a-m-o-r-a-d-a. Vocês saem por semanas com a mesma garota, adoram ela, a companhia, o carinho, mas não tem jeito, chamam de tudo, menos de namorada. Como se assumir um namoro fosse assumir um compromisso eterno que jamais pudesse ser rompido. Qual é, nem casamento é assim!

Namorar é gostoso, é leve e faz bem pra todo mundo. Mais prático namorar do que ficar naquele “não-sei-o-que” que pode trazer inúmeros constrangimentos. Começa que você nunca sabe se leva a menina nas festas de familiares e ela nunca sabe se deve chamar você, afinal, vocês nem sabem o que são! Fora que fica naquela coisa do liga-não-liga no final de semana porque se não são namorados ligar pode parecer forçar a barra ou ficar no pé. Ainda tem a possibilidade de um ver o outro acompanhado de um terceiro, afinal, se não são namorados não têm compromisso um com o outro, certo?

E quando chega o dia dos namorados? Aí pronto, danou-se tudo, comprar ou não comprar presente? Reservar ou não o motel e o restaurante pra uma noite romântica e comemorativa? Ixi agonia! E as amigas e amigos? Os solteiros (definidos) nunca sabem se fazem convites para programações de solteiros e os não-solteiros (definidos) não sabem se chamam pra programações de casal. Ah quanta confusão desnecessária! Meninos parem com medo bobo de assumir relacionamentos, a gente não morde (só se vocês gostarem, claro!) e também não vamos nos achar donas de vocês só porque temos o título de namorada, vamos achar isso de todo jeito! (hahahaha) Brincadeirinha.

A grande verdade é que é extremamente irritante e broxante essa coisa não definida, esse não saber exatamente até onde podemos contar com vocês ou não. Se estamos sozinhas ou acompanhadas. É melhor vocês começarem a se livrar do medo, do contrário vão acabar sem namoradas (possíveis) bem bacanas porque perderam o time.  Aviso: esperar caaaansa demais, ainda mais pra quem usa salto, fica a dica.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Crônicas e Indagações Femininas: "Ei, repara na minha lingerie!"



A gente passa horas tentando escolher uma lingerie bacana, economiza pra comprar peças da Victoria´s Secret e Fruit de La Passion, pesquisa qual modelo e cor combina mais com nosso tom de pele e... e nada! Os homens simplesmente não reparam! Vão logo arrancando tudo sem sequer cuidar pra não estragar a renda delicada ou a aplicação de pérolas e vidrilhos. Insensíveis! Poxa, custa reparar, apreciar, e-l-o-g-i-a-r? Se for pra tirar tudo sem sequer dar uma olhadinha geral, do tipo de cima a baixo, a gente vai comprar calcinha no camelô da Rua das Calçadas* a R$ 3,00 cada feita de algodão com estampa da vovó! Ah... mas aí aposto que vocês iam reparar e quiçá, broxar! Depois comentariam com os amigos na mesa de bar que não agüentam suas namoradas com calcinhas cor da pele e estampa florais ”igual-a-da-minha-mãe”. Haja paciência com a insensibilidade estética de vocês pra nossas peças íntimas.

Mas o pior ainda estar por vir, vocês não reparam nas nossas, mas babam horrendamente ao se depararem com um outdoor enorme com foto da Gisele Bundchen anunciando lingerie da Hope (aquelas sem costura que não marcam a roupa e modelam nosso corpitcho), assim não dá! Mundo injusto! E tem mais, como se não bastasse não valorizarem as nossas roupas de baixo, ainda não cuidam da de vocês! Insistem nas cuecas azul bebê como se não tivessem saído da infância e fosse a mamãe que ainda comprasse as roupinhas do neném. Custa comprar umas cuecas novas, com cores másculas e modelos que deixam o bum-bum de vocês irresistíveis?(sim, sim, sim nós gostamos da preferência nacional tanto quanto vocês. Fica a dica!) É meninos, a gente repara meeeeesmo.

Da mesma maneira que as calcinhas tipo “caçola” tiram o “apetite” de vocês, as cuecas “afolozadas” e que já perderam a cor original (vulgo encardidas) também nos deixam sem fome. E mais, na primeira oportunidade a gente joga no cesto do banheiro pra se livrar de vez da peça indesejada e ainda vamos ligar pras amigas pra contar a façanha. Vamos lá meninos, mais atenção com o que cobre o fruto proibido. Pra que pressa em tirar a nossa roupa? Apreciem os detalhes florais, os bordados, as aplicações, a textura do tecido, o modelo, as cores... a gente vai gostar e saber “agradecer” os elogios de um jeitinho todo especial que vocês vão até querer ir conosco nas próximas compras.

*Rua do centro de Recife com peças e preços populares.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Crônicas e Indagações Femininas: "Sobre contos de fadas (e fados)"


É sério: os sutiãs nas fogueiras e a pílula já aconteceram há mais de 40 anos. Passou. É história, passado. Ponto. Vírgulas...

A primeira delas é a nossa própria criação entre barbies e kens, brincando de casamento e de família feliz! E mais recentemente temos as princesas com seus vestidos brilhosos, coroas, sapos e príncipes. Idealizamos, nos frustramos e idealizamos de novo. A necessidade do mundo de conto de fadas parece não sair das mulheres mesmo depois de muitos sutiãs queimados e um já adiantado século XXI.

Somos executivas, independentes, amantes, faceiras, sérias, modernas, mas no fim, lá dentro mesmo, onde poucas têm coragem de ir, ainda habita o sonho idílico de família, casamento, filhos e a mesa de café da manha de comercial de margarina. E, com tantas conquistas, hoje é até “feio” a mulher gritar para o mundo que esse é o seu sonho mesmo e daí?

E em todas essas transformações no mundo me pergunto qual é o grande sonho dos homens. Eles também estão redefinindo seus papeis, mas aposto que eles, lá dentro, (não?) desejam sustentar uma casa sozinhos, trabalhar, chegar em casa e encontrar o jantar pronto quentinho. Ou será que ganhariam menos que suas companheiras sem maiores problemas? Por onde, então, passam suas aspirações masculinas mais íntimas, suas ambições impronunciáveis na sociedade atual? Qual será o conto de fadas desse homem moderno?

Realmente não faço ideia, cada vez que tentei entender me surpreendi mais! Sei que tanto mulheres quanto homens ainda estão se ajustando e buscando encontrar seus limites. O mundo mudou, é verdade, tudo muito bonito, mas aquele passado não é tão longe nem tão sólido assim. Tanto que no primeiro discurso oficial como presidente eleita em outubro de 2010, Dilma Roussef disse que mães e pais podem olhar para suas filhas e dizer “sim, você pode”. Isso mostra que ainda existem muitas vírgulas nessa história de princesas e príncipes, que está apenas começando.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Crônicas e Indagações Femininas: "Drama Queen"



Nós, mulheres, somos as rainhas do drama. Não adianta, é sempre assim: choramos, indagamos, fazemos elucubrações sobre a vida, o relacionamento, os ex. Temos crises existenciais e a bendita TPM. Mas a culpa é dos hormônios, dizem. Ufa! Quem dera fosse só isso. É da natureza feminina esse envolvimento emocional duplicado, a necessidade de buscar um não sei o quê que nunca virá. Talvez, pela nossa própria criação, constantemente confundimos sonhos/idealizações com a realidade. Colocamos um no lugar do outro e ai a bagunça está feita.
 
E os homens? Será se para eles tudo é mais fácil mesmo? Para quem está de fora, eles são mais pragmáticos, preto no branco, mais diretos. Misturam menos as coisas e ai tudo fica mais simples! Ai eu me pergunto: para onde vão as crises existenciais? Os rompantes? As erupções dramáticas? A indecisão? O passado revisitado freqüentemente? Ah! Que inveja...
 
É claro que essa lei não é absoluta e existem muitas mulheres inquebráveis e muitos homens prontos para se virarem pelo avesso. Na verdade são nuances, os tons de emoção e razão que perpassam os dois gêneros e que dão graça e cor ao relacionamento. O drama, na dose certa, é o tempero (o danado é acertar a medida!).
 
Ainda me pergunto para onde escoam as emoções masculinas, mas, quer saber? Vamos assumir: nós, mulheres, amamos um bom enredo! O bom é se conhecer e se permitir experimentar, mais sábios seremos se cada um aprender um pouco com o outro lado. Fica o recado: less drama, more passion!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Crônicas e Indagações Femininas: "Nós e o Clube do Bolinha"



Somos lindas, inteligentes, perfumadas. Usamos lingeries provocantes, maquiagem que não borra e blusa com decote. Estamos sempre cheias de amor pra dar e prontas pra fazer carinho, mas nada disso adianta! Basta uma única ligação e lá se foram as nossas esperanças de uma noite de amor. É sempre assim, um amigo liga chamando pra um chopp “com os amigos” e vocês, meninos, vão correndo. Não tem choro nem vela, chantagem ou biquinho que faça efeito, vocês dão as costas e se vão. Não sei qual a graça de passar horas sentados numa mesa rodeado de machos até o garçom avisar que o bar vai fechar. Ah! O que tanto vocês conversam? Qual pauta pode ser mais interessante do que falarmos coisas românticas ao pé do ouvido? Sinceramente não entendo! O que tem essa danada dessa confraria que nos faz ficar de lado?
Aliás, nem de lado porque vocês impedem a nossa participação, nós ficamos mesmo é de fora! Fico pensando se nesses encontros vocês se sentem mais livres e à vontade pra falar qualquer tipo de abobrinha, coisas que vocês evitam perto de nós para não parecerem bobos e infantis (o que geralmente são de fato...rs). Ou se seria pra poder falar mal de nós, mulheres indefesas. Reclamar do quanto demorarmos pra ficar prontas (no conceito de tempo de vocês, claro) ou do quanto vocês odeiam fazer compras conosco (o que também não entendo, é tão divertido!) ou da dificuldade que têm em distinguir verde oliva de azul petróleo (pobre visão limitada para cores!). Talvez seja uma oportunidade para contar vantagens.
Uma vez que não estamos por perto para desmentir, vocês podem falar o que quiser, dizer que fazem isso e aquilo com uma desenvoltura de causar inveja e “sair por cima” na turma dos amigos. Ou seria pra falar das amigas gostosas que vocês sonharam em “possuir”? Ou do tesão que sentiram pela colega de trabalho que era noiva mas parecia dar bola pra vocês? Ou ainda pra falar um da mulher do outro e das vezes que “compartilharam” a mesma peguete tempos atrás? Também pode ser uma oportunidade pra contar como conseguiram conquistar a fulaninha que se fazia de difícil ou como conseguiam driblar as futuras namoradas ainda fazer com que elas achassem que paqueravam um santo! Ah! São muitas as possibilidades, renderiam vários posts.
Usamos salto agulha, vestido colado e batom com brilho. Somos sensuais, meigas e bem humoradas. Expliquem então, por que não temos vez quando o Clube do Bolinha entra em ação?
Seja lá porque for, lembrem-se há também o "Clube das Luluzinhas"!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Crônicas e Indagações Femininas: "Fantasias. As suas e as NOSSAS."

Que vocês meninos são cheios das fantasias sexuais toooodo mundo sabe. O que ninguém parece saber ou lembrar é que nós, as meninas, também temos nossas fantasias, e não são aquelas curtinhas usadas nos dias de Reinado de Momo.
Vocês nos querem vestidas de enfermeira, de meia arrastão, de “quatro”, de caras e bocas. Nos querem no carro, no elevador, no banheiro apertado do avião e principalmente, nos querem com outras meninas. E pra nos ter do jeito que vocês querem, fazem de um tudo, argumentam, seduzem, falam do quanto é importante para a relação que nós sejamos parceiras em suas fantasias e do quanto sofrem com nossas negativas.
Fantasia é algo super saudável e existe mesmo pra ser realizada, desde que, claro, ninguém se agrida ou se desrespeite.
Agora, queridos meninos, pergunto: vocês querem que nós realizemos as fantasias de vocês, e as NOSSAS, vocês estão dispostos a realizar? Heín?! Heín?!
10 entre 10 homens sonham em fazer sexo com duas mulheres e acham super natural que a gente aceite isso, mas nenhum, ou quase nenhum, se dispõe a realizar umas das principais fantasias femininas: a de transar com 02 homens.
Tabus, preconceitos, egoísmo, machismo...seja lá qual for a razão, fica a dica: fantasias temos todos, meninos e meninas. Seria muito gentil se os meninos ao invés de só PEDIR, pudessem também, de bom grado, CEDER à criatividade e vontade feminina.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Crônicas e Indagações Femininas: "Porque queimamos os sutiãs."


Meninos, quando Olympe de Gouges, no calor da Revolução Francesa redigiu uma declaração dos direitos das mulheres, ela não estava pedindo a vocês que deixassem de serem gentis conosco.
O que as grandes mulheres da história do feminismo queriam era participar ativamente da vida política, do mercado de trabalho e ter direito a uma vida sexual livre de julgamentos e preconceitos e não sermos tratadas como “machos”.
Podemos sim pagar a conta, mas queremos que vocês sejam gentis no primeiro encontro, que, aliás, sequer precisa ser no lugar mais chique e caro da cidade, pode ser na beira da praia tomando água de coco. A gente pode trocar o pneu do carro, mas esperamos que vocês não nos deixem quebrar a unha que levou mais de uma hora pra ficar pronta no salão. Podemos caminhar sozinhas, mas adoramos que vocês nos deem a mão como um gesto de carinho. Podemos abrir o pote de conservas, mas gostamos de ver a força que vocês têm.
Ok, muitas de nós não tem se permitido a gentilezas por achar que isso pode soar como dependência do espécime masculino, mas insistam mesmo assim.
Adoramos a independência que conquistamos e jamais abriremos mão dela, mas também adoramos que vocês nos admirem por isso sem deixar de perceber a delicadeza de nossas almas,  e atenção, isso não é uma questão de p-r-e-c-i-s-a-r é uma questão de d-e-s-e-j-a-r.
E hoje, como ontem, desejamos que vocês sejam gentis.
Inclusive nos possíveis comentários sobre esse artigo...hehehehehehe
*a queima de sutiãs não aconteceu realmente durante o concurso da Miss América de 1968, mas foi sugerido que se fizesse isso para protestar contra a ditadura da beleza e o fato acabou repercutindo e desde então virou símbolo de algumas manifestações femininas. Para mais informações pode-se pesquisar por “bra-burning day”

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Crônicas e Indagações Femininas: "Oi, cadê o tchau?!"



São vários os aspectos do universo masculino que deixam encucadas as nossas cabecinhas femininas, mas o tal do “não saber sair de um relacionamento” além de tudo, dá uma dorzinha, uma revoltinha,uma raivinha e P-Q-P, uma vontade de matar com requintes de crueldadezinha. Tá tudo no diminutivo porque eu sou delicadinha, viu?

Pois então. Pra tentar abrir a porta dos nossos corações (que invariavelmente estão sempre entreabertas) os homens fazem de tudo com tanto esmero que a gente se descuida e se deixa levar. São educados, delicados, atenciosos, românticos e tem por nós uma consideração que affff, nos falta o ar e nos sentimos tão sortudas que não imaginamos o perigo que nos espreita.

Ok, nós mulheres também usamos de artifícios na fase da conquistas, não disse que éramos puras e inocentes, mas levamos a consideração até o fim, diferente de vocês que assim que se desinteressam por nós esquecem gentilezas, palavras doces e beijos ardentes. Ninguém deve fazer ou pedir promessas, elas invariavelmente existem para serem quebradas. Ninguém deve achar que o sentimento de hoje obrigatoriamente será o de amanhã e porque ele mudou era mentira. Não, não...os sentimentos mudam muitas vezes alheios às nossas vontades e isso deve ser aceito e compreendido. O “X” da questão é, quando o sentimento acabar ou a sua escolha for “sair fora” tenha pela moça a mesma consideração e cuidado que você teve no momento da conquista. É difícil por um fim? É. Também é pra nós. É difícil ver lágrimas nos olhos de uma mulher? É (e por isso que a gente usa tanto esse artifício...hehehehe) mas permita que ela tenha boas lembranças de você e do tempo que passaram juntos, tenha sido ele um mês, um ano ou uns dias. Saiba fechar o ciclo, porque para nós é muito importante por o ponto. As reticências e as vírgulas são cruéis demais para as nossas almas venuzianas.

Crie coragem, molenga, honre as calças que você veste, tenha consideração, saiba olhar para uma mulher e dizer a ela que acabou. Seja forte ao vê-la verter lágrimas, xingar você ou te implorar para não deixá-la. Seja honesto com você, com ela e com o que os uniu, mesmo que tenha sido somente o bom e velho tesão. Não é porque acabou que precisam ser inimigos ou se tornarem estranhos.


Depois, do Oi, saiba dar Tchau!