quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

BEBIDA: Cervejarias artesanais de Santa Catarina, uma rota para beber direto da fonte


Se você gosta de cerveja, temos uma boa e uma má notícia. Comecemos pela boa, que você talvez já saiba: a revolução da qualidade finalmente está ganhando impulso no mercado brasileiro e as cervejarias artesanais estão se multiplicando mais rápido do que nunca. A faixa de cervejas especiais – a chamada faixa das Super Premium – hoje representa cerca de 1% do consumo nacional e deve dobrar na próxima década, na avaliação dos especialistas. Se há dez anos o Brasil tinha cerca de uma dúzia de microcervejarias, hoje já são para lá de 200, mais preocupadas com a variedade e em produzir bebidas utilizando processos cuidadosos e ingredientes acima da média do que com volume e preço, como costumam fazer as gigantes.

“A tecnologia e as condições de pagamento para montar uma microcervejaria hoje estão muito mais acessíveis, coisa de um terço do que era quando nós começamos”, explica Luiz Alexandre de Oliveira, mais conhecido por Xico, sócio-administrador da Opa Bier, de Joinville (SC), fundada em 2006.


Na opinião dele, o avanço das artesanais só tende a ganhar ritmo nos próximos anos. “Nós fomos as cobaias. A Borck (de Timbó-SC) abriu no facão o mercado de cervejaria artesanal no Estado. A Eisenbahn (de Blumenau-SC, comprada em maio de 2008 pela Schincariol) fez a picada no facão. Nós já encontramos essa picada, mas quem está vindo agora está pegando uma estrada asfaltada.” A opinião é compartilhada por outro cervejeiro, esse da turma que faz planos arrojados para acelerar na rodovia pavimentada das artesanais. “Nos Estados Unidos tem mais de 2.000 cervejarias, por que no Brasil seria diferente, sendo um país desse tamanho?”, questiona Rubens Siedschlag, proprietário da Volksbier, de Joinville (SC).

A má noticia? A revolução não será televisionada. Se algumas marcas já alcançam as gôndolas das grandes redes supermercadistas das capitais, o epicentro do processo permanece escondido nos galpões que abrigam tonéis reluzentes em algumas cidades médias e pequenas do interior do Brasil – alguns fabricantes ainda distribuem a bebida fermentada à perfeição apenas em barris, em forma de fresco chopp, disponível só nas próprias redondezas.

Um exemplo? Por que não quatro? A MENSCH fez uma excursão à linha de frente da revolução das artesanais, em Santa Catarina, Estado conhecido por abrigar uma colônia alemã numerosa e a maior festa da cerveja do país, a Oktoberfest. São mais de 20 fabricantes, dos quais selecionamos quatro, localizados em um raio de até 75 quilômetros de um aeroporto de alcance nacional, para você beber direto da fonte das artesanais. Das quatro, três tem bares próprios anexos para o visitante provar as bebidas elaboradas logo ali ao lado e todas permitem visitas à fábrica, para acompanhar o processo de produção.

“Todo mundo aqui na região faz cerveja de qualidade, não conheço ninguém que faça cerveja ruim”, afirma, com confiança, André Rodolfo da Silva, cervejeiro da Wunder Bier, de Blumenau (SC). Com um sorriso no rosto, ele ensina: “tomar cerveja na cervejaria não tem igual. No transporte ela fica suscetível a mudanças de temperatura e sofre com o movimento, vai chacoalhando no caminhão...” Conselho de cervejeiro não se desperdiça. Conheça a seguir alguns dos líderes da revolução - e comece a fazer as malas.

Opa Bier

A Opa Bier surgiu há sete anos, com o objetivo de ressuscitar uma cultura que acompanhava a maior cidade catarinense desde os seus primeiros dias e ameaçava desaparecer: produzir cerveja. A referência histórica se justifica. Pouco mais de um ano após a fundação da colônia alemã que deu origem a Joinville, o vilarejo de 700 habitantes já contava com uma fábrica artesanal da bebida – a Cervejaria Schmalz, aberta em 1852, a primeira do Estado. Quando a Opa começou, no entanto, os joinvilenses já se viam órfãos da produção da bebida há sete anos, desde o fechamento da unidade da Antarctica, uma referência na fabricação de cerveja na Região Sul do país desde os anos 40.



“Nós percebemos que o mercado artesanal estava crescendo no Brasil, com a venda das cervejas importadas”, explica Luiz Alexandre de Oliveira, o Xico, sócio-administrador da Opa Bier. “Aproveitamos para resgatar a cultura da cidade de fabricar cerveja e a tendência de consumo das artesanais e especiais.”

A aposta inicial da Opa foi no chopp – que até hoje representa 40% da produção e é vendido até engarrafado, sempre sob refrigeração, só na região de Joinville. Atualmente, porém, produz também seis variedades de cerveja (Pilsen, Weizen, Pale Ale, Porter, Old Ale e Sem Álcool), engarrafadas em long necks, garrafas descartáveis de 600 mililitros e até uma edição especial de garrafas de alumínio de 500 mililitros (apenas o tipo Pilsen).

Dos 8.000 litros de 2006 a fábrica no distrito de Pirabeiraba passou a fermentar entre 180 mil e 190 mil litros mensais neste ano, operando a cerca de 70% da sua capacidade. Para continuar a crescer, a cervejaria acredita em tratar a bebida com o cuidado que se dedica a alguém da família – Opa significa “avô” em alemão.

Volksbier

Entre as menores microcervejarias de Santa Catarina, a Volksbier reúne de forma inusitada duas paixões alemãs: a cerveja e o Volkswagen, o popular Fusca. Possui nada menos do que quatro deles, nas cores da bandeira da Alemanha - vermelho, amarelo e preto (dois) -, em cujo interior só sobrou espaço para o motorista. No lugar dos bancos traseiros foram alojados equipamentos para alimentar uma chopeira elétrica, com duas torres e suas respectivas torneiras brotando das janelas traseiras do carrinho.



O engenho, pensado para distribuir chopp em eventos, é obra de Rubens Siedschlag, proprietário da Volksbier, negócio aberto em novembro de 2010, em Joinville, inicialmente pensado para ser uma distribuidora de cervejas artesanais. Ao encontrar dificuldade para convencer as microcervejarias a lhe vender os próprios produtos, Siedschlag fez um ajuste de rota. Encontrou em um site de venda de produtos usados na internet os equipamentos completos de produção – que negociou por um carro, um Honda Civic -, e em agosto do ano seguinte já estava operando, com os Fusquinhas como símbolo maior da marca. Atualmente a capacidade é para 5.000 litros mensais, apenas de chopp.


Além dos fuscas, um bar montado à imagem de uma vila de colonos alemães funciona anexo à fábrica, servindo cinco variedades fixas de chopp (Pilsen, Lager, Weissen, Red Ale e Stout) e algumas sazonais, além de pratos da culinária germânica. Dado ao pioneirismo, Siedschlag desenvolveu uma solução própria para crescer entre os pequenos bares, de forma a driblar o alto custo de distribuição das chopeiras tradicionais, que gira em torno de R$ 5 mil e costuma ser bancado pelas cervejarias – só justificável para estabelecimentos de grande giro.

Ele criou uma caixa conservadora que faz as vezes de chopeira, com uma torneira acoplada. Funciona como um refrigerador, mantendo até dois barris de chopp sempre gelados, aumentando a vida útil da bebida, que fora da câmara fria é de apenas 72 horas. “O preço é bem mais baixo, cada uma delas custa R$ 1 mil, um quinto da chopeira”, explica. A Volksbier tem uma dessas caixas de conservação em funcionamento em um bar de Joinville e outras três já encomendadas.

Os planos de Rubens não param por aí. Depois da “cerveja do povo” (Volksbier, em alemão), ele tem outra marca já registrada, a Bierwagen (“caminhão da cerveja”), pensada para uma linha engarrafada da bebida, a ser fermentada em uma outra fábrica, nos próximos anos. É bom não duvidar...

Bierland

Encravada na Itoupava Central, um dos bairros de maior presença de descendentes de alemãs em Blumenau-SC (por si só quase um sinônimo de Oktoberfest), a cervejaria criada em 2003 não podia ter recebido nome mais adequado – do alemão, Bierland se traduz por “terra da cerveja”.



Dos 20 mil litros iniciais produzidos mensalmente, hoje a média passou a algo em torno de 80 mil litros ao mês. Durante os três meses de pico, porém, - entre outubro (quando os esforços são redobrados para ajudar a matar a sede dos milhares de visitantes da maior festa da cerveja do Brasil) e dezembro, os tanques de fermentação operam à capacidade máxima, de 130 mil litros por mês.


“Hoje 60% do que produzimos é chopp e 40% é cerveja”, explica o cervejeiro Osmar Farias, há nove anos na Bierland. “Mas nosso plano é ampliar a faixa da cerveja e deixar de 20% a 30% para o chopp.” A fábrica elabora atualmente três tipos de chopp (Pilsen, Pale Ale e Weizen) e oito variedades de cerveja - Pilsen, Pale Ale, Weizen, Bock, Vienna, Stout e Golden Ale, incluindo uma releitura das primeiras fermentações que os imigrantes alemães desenvolveram ao chegar às margens do Rio Itajaí, por volta de 1860, batizada de cerveja “Tipo Blumenau”.

Farias é um exemplo vivo da revolução das artesanais que vem tomando conta do Brasil. “Antes de trabalhar aqui na Bierland eu nem gostava de cerveja”, conta, sem vergonha. Agora, fica indignado ao ver alguém pedir um chopp sem colarinho: “Se eles soubessem o trabalho que eu tenho para manter a espuma desse jeito...” A cervejaria tem um bar anexo à fábrica para quem quiser provar a bebida elaborada no galpão vizinho - não decepcione o Osmar, faça questão dos seus dois dedos de espuma.

Wunder Bier

Também estabelecida em Blumenau (SC), a Wunder Bier tem uma ligação umbilical com a maior festa da cerveja do país. “Abrimos as portas no dia 1º de setembro de 2007 e 30 dias depois já estávamos vendendo chopp na Oktoberfest”, orgulha-se André Rodolfo da Silva, que passa suas noites zelando pelo bom descanso da bebida nos brilhantes tonéis de aço – é ele o cervejeiro que responde pelo turno noturno da fábrica.



Com uma produção média de 40 mil litros mensais, a Wunder Bier está em estágio de transição. “Podemos dizer que 99% do que fabricamos é chopp, mas estamos planejando um avanço na cerveja”, explica Silva. Por enquanto, são três os tipos de chopp (Lager-Hell, Hefe-Weiss e Schwarsbier), cuja produção salta para 80 mil litros ao mês entre outubro e dezembro, a temporada de pico. Sem uma engarrafadora própria – que já está nos planos -, há alguns meses a cervejaria desenvolveu uma parceria com a joinvilense Opa Bier. Envia cerca de mil litros do chopp escuro Schwarzbier para o norte do Estado, em um tonel de aço, e recebe a bebida de volta devidamente engarrafada.


No começo foi só uma experiência, mandamos um lote que havia sobrado, sem conservantes, sem mudar em nada a receita, e deu certo”, conta o cervejeiro. Da experiência inicial veio a decisão de começar a engarrafar também o chopp de trigo (Hefe-Weiss). Ainda firmemente lastreada no chopp, a aposta da Wunder Bier para crescer está em bares próprios e parceiros no entorno de Blumenau, em um raio de 100 quilômetros. A fábrica mantém um bar anexo ao galpão de produção, para os visitantes provarem a bebida, pouco habituada a viajar.

Pode parecer pretencioso antes do primeiro gole, mas em alemão Wunder Bier quer dizer “cerveja maravilhosa”.

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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

FETICHE: A cantora Rihanna e a top Kate Moss provocantes em ensaio com clima sadomasoquista

Elas são duas gatas e fazem o maior sucesso por onde passam. Têm fama de “bad girls” e são bem polêmicas. E sendo assim, o encontro da cantora Rihanna com a top Kate Moss para um ensaio com o fotógrafo Mario Testino não poderia passar despercebido aos olhos do mundo. Em um clima totalmente provocante com pitadas de sadomasoquismo, com direito a algemas, máscaras e roupas de couro, Rihanna e Moss demonstraram tanta desenvoltura que acabaram ficando nuas durante a sessão para a revista “V Magazine”. Durante a entrevista a cantora Rihanna chegou a brincar: “Tire o top dela e coloque essa p... no meu colo”. Ela afirmou que a ideia do ensaio veio de Kate durante uma conversa com o fotógrafo numa festa. “Ela entrou na conversa e disse: ‘Quero fazer um ensaio com você’”. “Eu disse: ‘Você só pode estar brincando’”, contou Rihanna. E o resultado disso tudo você pode conferir aqui nesse vídeo do making of e nessas provocantes fotos.






Confira o vídeo com o making of...

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

SAÚDE: Nutrição X Musculação - Como uma boa alimentação pode ajudar a perder peso e ganhar massa muscular

Quem pratica musculação com o objetivo de ganhar massa muscular ou reduzir seu porcentual de gordura, geralmente quer resultados rápidos. Assim, nesta esperança, é que se inicia o uso desregrado de suplementos alimentares. Porém, é preciso ficar atento, pois as promessas de resultados feitas pelos fabricantes, geralmente não possuem qualquer respaldo científico ou são embasadas em pesquisas encomendadas, funcionando muitas vezes como efeito placebo. Dentre os produtos mais conhecidos e consumidos, podemos citar; Whey protein (proteína isolada do leite), Hipercalóricos, Creatina, Aminoácidos, BCAA, Maltodextrina e pro hormonais. Diante de tantas opções, vale salientar que a escolha dos suplementos (e sua quantidade), dependerá do biótipo e da reação do organismo de cada pessoa.

Alimentação: segundo o dicionário é o processo pelo qual os organismos obtêm e assimilam alimentos ou nutrientes para as suas funções vitais, incluindo o crescimento, movimento e reprodução. E é na oscilação do dia-dia, que acabamos deixando os bons hábitos alimentares para o segundo plano, comprometendo nossa saúde, rendimento profissional ou intelectual, além de nossas atividades físicas. E é claro, que quem pratica musculação, seja por saúde ou estética, precisa ter uma alimentação diferenciada, pois engana-se aquele que acredita, que só porque começou a treinar, poderá comer de tudo. Muito pelo contrário, é importante, ter o auxílio de um nutricionista, para elaborar um plano alimentar, após uma avaliação física detalhada.

Assim, diante de tantas informações e lendas, convidamos a conceituada nutricionista esportiva Roberta Costi, para acabar de vez com as dúvidas que temos na hora de nos alimentarmos ou de escolher o suplemento correto. Lembrando que é importante ter o acompanhamento de um profissional, tanto na alimentação, quanto na execução dos exercícios. 

Sabemos que a alimentação é fundamental para aperfeiçoar o resultado da musculação. Mas quais as conseqüências para uma pessoa que faz um treinamento intenso e não supre suas necessidades nutricionais? Para Dra. Roberta não “suprir as necessidades nutricionais” pode ser em quantidade e/ou qualidade. Segundo ela, se ingerirmos menos calorias do que o exercício requer teremos fadiga precoce, é aí que muito esportista consome pré treinos cheios de cafeína para “agüentar” o treino, ao invés de aumentar as calorias diárias. Se também não atendermos as necessidades diárias de calorias para o treino atual, podemos entrar em catabolismo, ou seja, usar as proteínas como fonte energética, prejudicando a hipertrofia. Comer menos do que se precisa é uma agressão ao organismo, nessa situação ele “guarda gordura” como garantia, tudo que não queremos quando fazemos exercícios. Em relação a qualidade da dieta para hipertrofia é clara a necessidade de usarmos pelo menos 30g a mais de proteínas na dieta e comer mais carboidratos das mais variadas fontes, além de aumentar o consumo dos antioxidantes naturais para diminuir a oxidação causada pelo exercício intenso. O ideal é não passar mais de 3h sem comer. No mais, a dieta deve se igual a das outras pessoas em qualidade, devemos comer de forma balanceada, seguindo a Pirâmide Alimentar.

E o uso de suplementos alimentares, eles realmente são importantes para quem treina? Existem alguns suplementos para quem quer “secar” ou “ganhar massa”? Segundo Dra. Roberta, “quem realiza exercícios intensos e pesados diariamente pode sim precisar de suplementos alimentares. O tipo de suplemento vai depender do tipo de atividade desenvolvida e do “momento de treino”, que depende da prescrição do professor/treinador. “Secar” ou “Ganhar massa muscular” não se consegue com suplementos e sim com TREINOS bem feitos, a dieta adaptada a este treino e os suplementos serão os otimizadores desse processo, e eles fazem toda a diferença. Lembre-se que o treino em algum momento atinge platôs e, para quebrá-los, a dieta ou a mudança da dieta e/ou o uso de algum suplemento ou a mudança do suplemento são fundamentais. Para secar, o treino pode ser mudado e na dieta mudamos o tipo de alimentos. Por exemplo: usamos os de “baixo índice glicêmico”, aqueles que não aumentam a insulina, retiramos a lactose e o excesso de frutose e, principalmente, dividimos o dia em 5 ou 6 refeições/dia”.

Quanto a nutrição pode nos ajudar na musculação, a nutricionista Dra. Roberta Costi levanta algumas questões práticas e de extrema importância. Como o vilão de todas as dietas, os doces, ou os melhores alimentos para uma boa dieta para perder gordura. Debatemos também a famosa “ração humana” e os efeitos das bebidas alcoólicas no organismo. Por fim, dicas práticas para se alimentar bem no dia-a-dia.

Começando pelo “vilão” da maioria das pessoas em dieta... os doces e a gordura. Por que temos tanta “afeição” por esse tipo de alimento? “Porque na “Idade da Pedra” foram esses nutrientes que nos ajudaram a sobrevivermos. A gordura era reserva de energia quando passávamos dias sem conseguir alimento e os açúcares (carboidratos) foram fundamentais fontes de energia para fugirmos dos perigos, aos quais estávamos expostos. Vale lembrar que até hoje o organismo sempre tenta guardar gordura quando se sente ameaçado e usa as proteínas como energia quando não comemos carboidratos.” diz Dra. Roberta.



Se os doces são os vilões, quais seriam os mocinhos. Os alimentos que nos ajudam a “secar”, deixar o abdômen em forma. Alimentos integrais e raízes. Deve-se evitar a lactose dos laticínios e excesso de frutose de mel, frutas e sucos. Usar açúcar mascavo ou demerara ao invés do refinado. E finalmente, não passar de 3h entre as refeições.


A “RAÇÃO HUMANA"


Segundo Dr. Roberta, a maior parte das nutricionistas faz alguma restrição ao seu uso. No emagrecimento pode ser uma escolha para aumentar saciedade do cliente obeso compulsivo e evitar picos de insulina. Contudo se o cliente já vai usar bastante fibra da dieta que prescrevi, não precisamos da ração. Para constipação intestinal idem, se a pessoa não consome nada de fibra ela pode ajudar, contudo o ideal é usar outro tipo de fibras que são as gomas, estas vão estar nas raízes e na aveia e são hoje o que há de melhor para funcionar o intestino.

AS BEBIDAS ALCOÓLICAS, ATÉ QUE PONTO INTERFEREM NO ORGANISMO.

“Não sei se consumo de álcool interfere na hipertrofia, contudo é verdade que seu consumo excessivo leva a acúmulo de gordura visceral devido a sua metabolização em triglicerídeos e esta é a forma como a gordura fica armazenada no nosso corpo. O álcool é muito calórico, tem 7 Kcal/g, se não gastarmos o que consumimos ele se converte em triglicerídeos e será armazenado, nos homens no abdômen.” Diz Dra. Roberta.

Uma dúvida muito comum para quem pratica exercícios físicos é se é errado treinar logo após se alimentar. Segundo Dra. Roberta, sim, deve-se esperar no mínimo 1 hora se for refeição grande, se for um lanche esperar uns 30 min para treinar. Quando treinamos com estômago cheio ocorre desvio do fluxo de sangue para o estômago, ou seja, o bom é que todo fluxo vá para meus músculos levar glicose (energia) para que meu desempenho seja ótimo, se o estômago tem que trabalhar o sangue é desviado para lá e nosso desempenho cai.


Agora um ponto importante é observar nos alimentos industrializados se estão prontos para consumi-los com segurança. Ler o rótulo do que se come é fundamental. O ideal é evitar tudo que tiver muito produto químico, para isso é só ver um bocado de sigla que não entendemos nada, isso não pode ser substância alimentar, tem que ser artificial demais e não fará bem a sua saúde. “Evite os que têm muito sódio, a recomendação diária de consumo é de até 2000 mg/dia, só os macarrões instantâneos têm 1000mg... O grande vilão desses produtos é o glutamato monossódico, sempre que ele estiver presente, caia fora... Prefira produtos de padaria, com menor tempo de vida, estes têm menos aditivos. Leia e se afaste de gordura hidrogenada que forma gordura no seu abdômen e diminui-se o bom colesterol, ela está em tudo que é crocante, como bolachas, biscoitos, pipoca de microondas, salgadinhos, além de sorvetes e coberturas de tortas.

E aquele célebre ditado popular; “café da manhã de rei, almoço de nobre e jantar de mendigo”, devemos seguir? Para Dra. Roberta “Sim, isso tem origem no nosso ritmo circadiano que pela manhã nosso corpo está mais rápido, tende a gastar o que comemos e não a guardar. Até o almoço isso ainda é assim. Já após o por do sol o ritmo começa a diminuir, nessa hora devemos comer bem menos, pois ele tende a guardar como gordura, pois, iremos dormir e não nos movimentar.”


De acordo com a Neurociência que tenta entender nossas respostas a certos estímulos que podem ser alimentares, consumindo mais ou menos comida ou escolhendo certos tipos de alimentos e não outros... Por exemplo, no stress ou ansiedade comemos mais alimentos doces ou chocolate ou carboidratos porque estes aumentam nossas endorfinas e nos acalmam. Se comermos na frente da TV não olhamos o alimento, o cérebro não registra que comenos e quando finalmente tirarmos a atenção da TV vamos procurar comida pois não registrou que saciamos, pois isso depende do estímulo visual.

Aproveitamos a oportunidade para saber algumas dicas práticas para se manter uma dieta no dia-a-dia, quando se passa a maior parte do tempo fora de casa. “Primeiro não podemos nos render ao PRÁTICO E INSTÂNTANEO, infelizmente. As dicas são: Se organizar para levar seus lanches do dia. Use castanhas ou misturas de castanhas, nozes, uva passa e amendoim. Use frutas secas como damasco, banana passa e uva, se não dá para levar fruta fresca. Use barras de cereais sem chocolate e bem integral. Use biscoitos e bolachas integrais de loja especializadas. Use sanduíches integrais. Use sucos prontos de uva, laranja, etc. Use leite de soja tipo ADES. Use iogurtes, queijos magros, fermentados nos lanches. Se mora só tente congelar molho de tomate caseiro, carnes preparados na sua casa, sopas caseiras. Use macarrão e arroz integral quando estiver em casa. Se come em self service prefira os bem caseiros que tenham feijões, lentilha, grão de bico, saladas, integrais, sucos. Evite as grandes redes de fast food. Lembre-se é só se organizar, é fácil, nós é que complicamos".

Fonte: (serve também como indicação:
Livro: "Nutrição Esportiva: uma visão prática"
Autores: Márcia Daskal Hirschbruch & Juliana Ribeiro de Carvalho
Livro: "Nutrição para treino de força" de Suzan Kleinner

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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

HOMEM DA CASA: Faça você mesmo pequenos reparos em casa

Em uma casa existe todo um mundo desconhecido de engrenagens que fazem nosso dia-a-dia funcionar em perfeita ordem. Contudo, este mundo se torna visível quando alguma coisa se desgasta, seja pelo tempo ou mau uso, e começa, por exemplo, a fazer nossa pia ficar num pinga-pinga, nosso chuveiro deixar de esquentar, nossa descarga parar de funcionar e tantas outras situações que nos tiram do sério e do prumo muitas vezes.

Chamar alguém pra consertar nem sempre é a melhor opção, seja pela disponibilidade da pessoa em atender o chamado com urgência, seja pelos valores cobrados, ou mesmo pelo fato de colocar um estranho na sua casa. Conhecer o funcionamento dessas engrenagens é importante, claro que você não precisa ser mestre no assunto meu rapaz, mas algumas coisas você mesmo pode fazer caro leitor, afinal você é um homem bem resolvido, independente e capaz de consertar suas próprias coisas, não é verdade?

Pense bem, fazer pequenos reparos domésticos, além de econômico pode ser também divertido e prazeroso. E ainda pode te deixar na maior moral com a gatinha ou a patroa. A MENSCH mostra algumas dicas para mandar os problemas pra longe da sua casa! Anote tudo, siga à risca e deixe tudo em ordem. Pra começo de conversa, você precisa equipar-se! Isso mesmo, soldado nenhum vai à guerra sem o fuzil. Ter sempre à mão uma caixa de ferramentas é fundamental. Mas e o que ter nessa caixa? Vamos às compras então! 





Agora, de ferramentas em punho, deixa o encanador e zelador fora disso e mãos à obra! Listamos os problemas mais comuns de acontecerem e as dicas de como resolver de forma independente. 

VAZAMENTO EM REGISTROS, PINGA-PINGA NA TORNEIRA, CHUVEIRO OU DUCHA HIGIÊNICA. O QUE FAZER? Esse problema além de incomodar nos ouvidos, pode ocasionar um aumento considerável na conta de água. Fique atento! Feche a válvula de água do local a ser realizado o reparo. Com a chave de cano e chave de fenda, retire o cabeçote e verifique se a borracha vedante está danificada, retire-a com um alicate universal e troque por uma nova. Preço médio R$ 0,25. Caso persista ou o cabeçote esteja passando do fim da rosca, troque o conjunto do cabeçote completo, que deve ser levado à loja de ferragens para reconhecimento do modelo. Preço médio R$ 25,00.

A RESISTÊNCIA DO SEU CHUVEIRO NÃO ESTÁ ESQUENTANDO A ÁGUA, E AGORA BANHO FRIO? Desligue o disjuntor referente ao seu banheiro. Retire o chuveiro da parede rosqueando-o. Abra-o e com o alicate de bico fino, retire a resistência queimada. Vá até uma loja com o modelo do seu chuveiro. Coloque a nova resistência com precisão, uma folga pode desgastar com mais velocidade seus contatos e ela durar pouco tempo. Preço médio R$ 12,00. (uma mão-de-obra para realizar esse pequeno serviço é de geralmente R$ 30,00)

TUBOS DE ESGOTO DA PIA DO BANHEIRO OU DA COZINHA ENTUPIDOS. É nessa hora que vemos que não se pode deixar descer tudo pelo ralo, né?! No caso do banheiro, pode ter ocorrido entupimento por causa de fios de cabelo, hastes flexíveis ou algo do tipo. Na cozinha pode ser o excesso de gordura ou de alimentos que caem junto com a água para a rede de esgoto. Deve ser feito a desobstrução de ralos e válvulas e a troca dos tubos extensíveis, essa última sem o auxílio de ferramentas, o tubo pode ser retirado e colocado apenas com as mãos e sem esquecer do veda rosca! Preço médio R$ 7,50.

ALGUMA LÂMPADA NÃO ACENDE EM SUA CASA? OU UMA TOMADA NÃO FUNCIONA? NÃO TENHA MEDO DO ESCURO! Geralmente só percebemos isso a noite! Primeiro, desligue o disjuntor referente ao cômodo da lâmpada queimada. Em seguida, peça que alguém segure uma lanterna ou a deixe em uma posição que ilumine o local. Consiga uma escada para que fique em uma posição confortável para ter acesso à lâmpada, evitando quedas. Desenrosque a lâmpada queimada sem tocar no bulbo (vidro), ele pode quebrar caso o faça. Para trocar tomadas, use a chave de fenda para abrir a placa e retirar os fios dos contatos, recoloque-os na nova placa na mesma posição da antiga. Claro, com a energia da tomada desligada sempre!

(Foto: Revista Época SP)
FECHADURAS OU CADEADOS EMPERRANDOS? Todos já passamos por isso, ficar insistindo em abrir uma fechadura emperrada. Coloque um pouco de grafite em pó ou óleo de máquina no cilindro da fechadura. Retire e coloque a chave algumas vezes para espalhar o material.  Isso pode ser feito antes do problema aparecer, como medida de manutenção! Caso persista, compre uma fechadura do mesmo modelo (só elas cabem direito no espaço da porta) e troque com o auxílio de chaves de fenda ou Philips. Preço médio R$ 48,00

COLOCAR QUADROS, PEÇAS DE BANHEIRO OU DE COZINHA NA PAREDE. FAÇA BONITO! Com o auxílio do nível bolha posicionado sobre o quadro e da trena verifique a posição correta antes de prende-lo. Se a peça a ser pendurada for pesada, recorra a parafusos com bucha e usando a furadeira com broca apropriada, fure a parede com precisão e cuidado, evitando o deslizamento da broca. E, verifique antes a posição de possíveis tubulações de água ou energia no local! Uma ótima alternativa para peças leves, como pequenos espelhos ou acessórios de banheiro, é a fita dupla face. Com ela, você evita o uso desnecessário de furadeiras e assim danificar sua parede. Preço médio R$ 6,00

Viu só? É simples e econômico fazer seus próprios consertos. Mãos à obra caro leitor!




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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

ENTREVISTA: Guilherme Leicam é uma aposta de sucesso na nova geração de jovens talentos da TV‏

Vaidade, talento e sucesso são palavras bem comuns quando falamos de atores e sua arte. Nas nossas entrevistas sempre batemos nessas teclas pois são bem pertinentes a esse universo. Alguns sabem melhor que outros como lidar com elas, independente de idade ou maturidade. Nosso entrevistado dessa semana nos impressionou e cativou a todos por saber lidar com maestria conseguindo se destacar no meio de tudo isso. Guilherme Leicam é um jovem ator admirável! Não só pelo seu talento, que vem sendo lapidado ao longo de seus personagens, mas por ser “um cara massa” (assim como definimos ele durante um papo). Se o sucesso de um ator depende acima de tudo de humildade, esse cara vai longe. Gui, já nos sentimos íntimos, sabe como conduzir sua profissão e o seu papel de cidadão de forma a ser tido como um exemplo. Exemplo para jovens (e por que não velhos) atores, exemplo para os seus fãs, exemplo para você que lê essa entrevista. É o ato de como ser simples e feliz com o que se conquista. Afinal, tudo é resultado da dedicação e do talento. Conheçam um pouco mais desse “cara massa” e decorem esse nome, ele ainda vai surpreender muita gente!

Voltando um pouco no tempo... Já dava indícios que seria ator? Como surgiu essa vocação para atuar? Quando criança eu era louco por cinema, virava noites assistindo filmes com a minha mãe e um dia conheci a "sala escura", a tela enorme, eu vivia aquelas imagens com uma intensidade muito grande. O cinema era um grande refúgio para minha imaginação porque eu era um menino super tímido. Aí veio o dedo da musa!!!! Minha mãe teve a melhor ideia da vida dela (risos). Me colocou no teatro pra que eu perdesse a timidez. Imagina só! Juntou toda aquela imaginação acumulada por aquele monte de estórias e personagens do cinema com o fascínio e os jogos lúdicos do teatro. Deu no que deu!!!! Estou aqui dando essa entrevista (risos). De tímido não tenho mais nada. Falo com todo mundo e acabei encontrando a profissão que me faz o cara mais feliz do mundo. 



Guilherme, seu primeiro trabalho na Globo, Tempos Modernos (novela das 19hs), já lhe rendeu a indicação de ator revelação. Podemos dizer que você começou com o pé direito. Isso te assustou de alguma forma? Não tive medo. Claro que foi uma surpresa, mas, na verdade, me motivou. Me deu aquela adrenalina gostosa, muito parecida quando eu ando de moto na pele de Vitor, eu adoro moto! Pensei: “bom se me consideram uma revelação na minha primeira novela deve ser porque devo estar dirigindo bem a minha máquina” (risos).  Também a coisa ficou por aí, nada de deslumbramentos, isso não faz o meu tipo! 



Em seguida, seu segundo trabalho foi em Fina Estampa, como filho do personagem de Carlos Casagrande. Como foi estrear em horário nobre no meio de atores como Casagrande, Tânia Khalil e Arlete Salles? Horário nobre é coisa séria! Mas eu fui tão bem tratado que, pra falar a verdade, não senti muito o peso. Dei o meu melhor. Ganhei o papel por mérito, passei por uma bateria de testes com outros atores experientes e sempre era muito elogiado. Quando fui escolhido fiz exatamente o que me pedia a sinopse. Este personagem me exigiu uma atenção enorme porque ele tinha que ser menor de idade, tanto que meu pai (Carlos Casagrande) tinha uma enorme loja de moto e eu não podia nem ter uma!!! (agora estou me vingando hahaha) Eu era orientado a manter o personagem mais infantil. Ele era bem diferente do Vitor que é o personagem mais maduro que já interpretei. O Vitor está servindo até para eu por em prática coisas que estudo num grupo de filosofia há alguns anos. Idéias como ética, amizade, amor, que sempre foram muito caros aos filósofos. E especialmente, no caso do Vitor, pensar os limites de sacrificar uma vida por outra pessoa, no caso meu irmão Sal (Pedro Cassiano), ator que por acaso já era meu colega no mesmo grupo de estudos, dos quais participam também Isis Valverde e Bruno Gagliasso. Tô bem acompanhado, né?



E agora em seu terceiro trabalho na Globo, você encara o protagonista Vitor de Malhação. Como foi fazer o caminho "inverso" em começar pelo horário nobre e chegar em Malhação, que é um laboratório para jovens atores? É como se fosse um prêmio, pois quase todo jovem, mesmo não sendo ator, já deve ter se projetado dentro do cenário de Malhação. Principalmente como aquele cara legal, como é o Vitor e, que de quebra, ganha muitos beijos de meninas incríveis (risos). Estou inteiro na novela, com o mesmo foco da novela das nove. Meus fins de semana literalmente acabaram… eu tenho uma rotina de estudos e preparação pesada. Estou lendo muito sobre o universo emocional dos jovens e consequentemente, aprendendo muito sobre mim, o que é uma dádiva dessa profissão. Em malhação, a linguagem e o público alvo é que muda, o desafio para o ator é o mesmo.

Agora como protagonista de uma novela como Malhação com certeza o assédio irá aumentar. Está preparado? Quando o assédio é agradável e quando ele incomoda? É engraçado! Mesmo nesse período que estive mais dedicado ao teatro e sem gravar novela, o assédio continuava muito grande. Claro que agora a coisa tomou um volume incrível, porque além das meninas, acrescentaram-se as senhoras. Gente, meu público da terceira idade está bombando!! Fico muito feliz com isso! Elas são tão carinhosas, me tratam como se eu fosse filho ou neto delas. Como disse antes, o período de timidez já passou, adoro conversar com as fãs, e mesmo sabendo que vou ser parado a cada esquina pra tirar zilhões de fotos, não deixo de ir a lugar nenhum!!! Tô amando tanto carinho.

O que uma mulher precisa ter para chamar sua atenção e atiçar seu interesse? Estou numa fase muito internalizada. Gostaria de namorar uma garota que estivesse nesse momento também. Nada de papo cabeça ou de bancar o bicho grilo, mas gostaria de dividir a minha cama com quem estivesse a fim de pensar um pouco mais no que acontece dentro de nós e ao nosso redor. O mundo contemporâneo é muito complexo. Outro dia vi uma definição de sexo da Maitê Proença que achei muito lúcida. Perguntaram a ela sobre o que ela achava de fazer sexo e ela respondeu com uma palavra: “indispensável”. Não é genial? A resposta foi só essa e disse tudo. É indispensável mesmo, eu adoro, mas sou mais que isso. Ao mesmo tempo ela deu toda a dimensão dele em nossas vidas, deu também a sua limitação. Sou um ser social e gosto da função que o ator tem de chamar a sociedade ao debate. Tentarei usar a minha popularidade pra isso sempre, aprendi no teatro desde pequeno lá na minha terrinha.



Nessa sua trajetória pelo seu reconhecimento como ator, qual a maior virtude e o maior pecado que um ator pode ter/cometer? Acho que a resposta é a mesma para as duas indagações. O maior e o pior pecado de um ator está relacionado à DISCIPLINA. Disciplina está relacionada com vocação. Talento, nós temos muitos no Brasil e no mundo, mas vocação é outra coisa. Perspectiva muito diferente. A Fernandona está sempre repetindo isto em suas palestras pelo Brasil. Pessoas de enorme talento vão ficando pelo caminho, infelizmente. Isso pode parecer um clichê, mas não é. Sobretudo na televisão que tem um processo super acelerado de produção e com um nível de exigência cada vez maior, principalmente, para atores jovens. A fase de apenas rostinhos bonitos, se existiu, acabou faz tempo. Até porque hoje todo brasileiro é um especialista em futebol e  em novelas. Em cada bar, em cada esquina, eu ouço as pessoas falando que fulano é péssimo ator, que a beltrana não convence, pertencemos hoje à seleção brasileira das novelas e a cobrança está na boca do povo, não só na crítica especializada. 



Você já trabalhou como modelo, isso te fez mais vaidoso? Como você lida com a vaidade? Que cuidados você tem com a aparência? Eu adoro trabalhar como modelo. Adoro moda, principalmente moda brasileira. Vestir uma roupa de um estilista brasileiro é muito bacana, não devemos nada ao resto do mundo nessa área. Eu acho o máximo a nossa criatividade. Mas não sei se sou exatamente vaidoso. Eu gosto muito de brincar e dentre as brincadeiras possíveis, o modo como me visto me diverte. Sabe essa coisa do índio de ter uma cor para cada ocasião? Ou o hábito de usar ornamentos como um complemento? Acho muito bacana isso. É muito parecido com vestir um estado de espírito. Por exemplo, adoro perfumes, tenho vários, e dependendo do meu humor vou escolhendo um a cada dia. Por outro lado, tem o lance profissional. A alta definição faz parte do dia a dia dos atores. Quem não conhece bem a rotina dos estúdios modernos não sabe que temos que estar com a pele sempre muito bem cuidada. Não é nem uma opção, é uma exigência cada vez mais implacável das câmeras de última geração. Então, eu gosto de unir o útil ao agradável. Me cuidar é um jeito de celebrar a festa da vida e manter em alta o meu profissionalismo. Se isso é vaidade, sou bem vaidoso.



Quais valores sua família te passou que você levará para o resto da sua vida e que você coloca em prática? “E quem há de negar que essa lhe é superior”. Caetano, na canção Língua, lança essa idéia intrigante. Ele afirma que a amizade é superior ao amor (amor erótico). Clarice Lispector diz em uma de suas obras: “Um amigo me chamou pra cuidar da dor dele, guardei a minha no bolso. E fui.” Estes dois artistas incríveis me ajudam a explicar o que rola na minha família. Minha mãe é uma grande amiga, mora bem perto de mim e está sempre ao meu lado desde que vim pro Rio, ainda muito moleque. Isso foi se estendendo, naturalmente, para quem está ao meu lado.  Não foi bem um ensinamento, tipo lição de moral. Ao contrário, o grande barato é que esse modo de agir que minha família passou pra mim se deu de forma prática. Eu sou muito ligado nessa questão da amizade. É o centro da minha personalidade. Sou capaz de acordar de madrugada para dar uma força a um amigo, mesmo estando “quebrado” de trabalho. Então se eu fosse definir o que aprendi de berço eu diria: “vamos quebrar tudo quanto o lance for se disponibilizar pro outro!”

O que costuma fazer para relaxar e se divertir nas folgas das gravações? Não tenho muitas folgas, quando rola eu aproveito para por em dia meu lado musical. Estou muito ligado nesse lance de compor. Na verdade, os momentos livres que aparecem estão mais entre as gravações porque, durante a semana, passo quase o dia todo no Projac. Então, rolam muitas rodas de violão com o pessoal do elenco.  Ando compondo muito e a receptividade tem sido bem bacana! Inclusive, numa dos exercícios para a composição do personagem me pediram para fazer uma música relacionada a uma personagem. Então, compus uma coisa bem humorada e despretensiosa que acabou no youtube. Da última vez que eu vi estava com quase 60 mil execuções. Fora isso, estou aprendendo a surfar, esporte que sempre me fascinou, independente de modismos. O skate também é uma paixão que me proporciona uma enorme ecologia mental.  Bom, tem também um tempinho pra uns beijos na boca que ninguém é de ferro, né?

Quem são seus ídolos e por quê? Eu sou um cara muito feliz, parte pelo meu esforço, mas também tenho dado muita sorte. Sou muito jovem e já tenho o privilégio de esbarrar todo dia com tantos ídolos meus e, provavelmente, de todo o povo brasileiro. Mais que isso, eu trabalho com eles, muitas vezes em cena tenho que abraçá-los, tocar neles, imagina! A primeira vez que me dei conta disso, num arrepio que me pegou dos pés a cabeça, foi contracenando com Antônio Fagundes em Tempos Modernos. Para quem não frequenta, ou não sabe o que é, existe em cada estúdio uma sala bem confortável para que os atores esperem seu momento de gravar. Digo isso, porque falar de Antônio Fagundes pode parecer um clichê e eu detesto clichês. Mas não é. Se Fagundes não está gravando só há duas opções: ou está no almoço ou lá, nessa sala de sonhos, sentado, lendo, sempre lendo.  Sua cultura sobre a alma das pessoas impressiona, mas que ninguém pense que ele é um chato! Quando crescer quero ser como ele, divertido, humilde e acessível a todo mundo. Não é só que a leitura o ajude a ser o grande ator que é, isso é óbvio, mas é que conhecer as pessoas como elas são e não projetar o que você pensa sobre elas ajuda muito a gente a ser mais feliz. E o que interessa é isso, ser feliz! De que adianta ser famoso e não ser feliz? Eu tô fora! Estudar por estudar também não serve para nada. Eu quero entender o que é diferente de mim, só assim poderei ser um ator versátil e surfar cada personagem, como uma onda completamente diferente a cada vez que entro no mar.
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

CINEMA: Os Homens do Oscar 2013 - Os concorrentes, filmes e reais chances de ganhar


É chegada a temporada de uma das maiores e mais esperada premiação do cinema: o Oscar, a estatueta dourada entregue desde 1927 para os melhores de cada categoria. Para assistir, concorrer e receber a estatueta desenhada pelo Diretor de Arte da Metro, Cedric Gibbons e confeccionada pelo escultor George Stanley desfilarão pelo tapete vermelho vários atores, atrizes, diretores e toda essa gente badalada, criativa e competente do trade cinematográfico. O  vencedor será anunciado nesse domingo 24 de fevereiro, direto do Dolby Theater, em Los Angeles, onde vamos conferir as emoções da 85ª cerimônica do Oscar. Mas aqui, no tapete vermelho da MENSCH, passarão somente os Homens do Oscar. Os candidatos a Melhor Ator da temporada 2013. Vamos a eles!

Daniel Day-Lewis - "Lincoln"

Daniel Day-Lewis pode fazer história na Academia, sendo o primeiro ator a levar para casa a terceira estatueta do Oscar. Será? Sem Daniel Day-Lewis não haveria, filme. Steven Spielberg revelou que só faria "Lincoln" se o astro inglês decidisse protagonizar o longa sobre o presidente norte-americano, que aboliu a escravidão no país graças a uma desgastante (e nem tão heroica assim) "batalha" por votos no Congresso. Daniel chegou a recusar a oferta através de uma carta, por crer que não poderia interpretar um personagem tão icônico, mas se Spielberg tem que agradecer a alguém pela mudança de ideia do ator, esse alguém é Leonardo DiCaprio. Sim! O argumento que DiCaprio usou ou se ele fez uma "inception" em Day-Lewis, ninguém sabe, mas fato é que o astro voltou atrás e o resto é, literalmente, História. Conhecido pela forma intensa como se prepara para seus personagens, Daniel Day-Lewis, que no set de "Lincoln" era chamado apenas de "Sr. Presidente", investiu na sua transformação em Abraham Lincoln desde a postura curvada e até o timbre de voz (trabalhado e enviado secretamente para Spielberg), humanizando a figura política. O ator chegou a declarar que nunca sentiu um amor tão profundo por alguém que não conheceu e ao aceitar o prêmio do sindicato dos atores (SAG) por sua atuação como Lincoln filosofou: "Foi um ator quem assassinou Abraham Lincoln, e consequentemente, é apropriado que um ator tente trazê-lo de volta à vida de tempos em tempos". Daniel Day-Lewis tem dois prêmios Oscar de melhor ator, um por "Meu Pé Esquerdo" (1989) e outro por "Sangue Negro" (2007).


Denzel Washington - "O Vôo"

Em "O Vôo" ("Flight"), Denzel vive o piloto de avião bad boy, Whip Whitaker, que acaba se tornando o herói do momento ao fazer um quase impossível pouso de emergência, que salvou 96 vidas, das 102 a bordo. O problema é que o comandante Whitaker estava sob o efeito de álcool e cocaína durante o vôo e quando se procuram culpados pela queda do avião, ele fica em uma situação delicada. Também dono de duas estatuetas, uma de melhor ator por "Dia de Treinamento", em 2002, e outra de melhor ator coadjuvante por "Tempo de Glória", em 1990, Denzel Washington se tornou o segundo ator negro a conquistar o prêmio (o primeiro foi Sidney Poitier) na história do Oscar. O astro acumula um total de seis indicações, mas se por um lado ele é veterano, por outro, faz mais de uma década que ele não concorre em alguma categoria da premiação.

Hugh Jackman - "Os Miseráveis"

Quando Hugh Jackman pensou em desistir de interpretar o ex-prisioneiro em busca de redenção, Jean Valjean, na versão cinematográfica do clássico da Broadway "Os Miseráveis" (três semanas antes das filmagens começarem), por acreditar que estava aquém do papel, ele provavelmente não imaginou que esse trabalho o levaria à sua primeira indicação ao Oscar na categoria melhor ator. Felizmente, a esposa do astro o convenceu a não abandonar o barco e encarar o personagem que o rendeu ainda o Globo de Ouro de melhor ator em comédia ou musical. 

Hugh Jackman pode ser um novato entre os concorrentes ao prêmio, mas ele está longe de ser um estreante no Oscar. O versátil galã australiano, que canta, dança, sapateia e é eternamente lembrado como o Wolverine da saga da Marvel "X-Men", foi o apresentador da 81ª cerimônia do Oscar, em 2009, com direito a números musicais ao lado de Zac Efron, das colegas de elenco em "Os Miseráveis", Anne Hathaway e Amanda Seyfried, e até mesmo da diva Beyoncé. Na época, Hugh não foi indicado por sua atuação em "Austrália" (e até brincou com isso durante a abertura da cerimônia), mas foi aplaudido de pé pela plateia.


Bradley Cooper - "O Lado Bom da Vida"

Por mais difícil que pareça ver um homem esnobado, marginalizado, e nada sedutor nos olhos azuis de Bradley Cooper, é assim que o bonitão aparece em cena, mostrando do que é capaz em "O Lado Bom da Vida". Aos 38 anos, ele debuta no Oscar como o recém-surtado Pat (que por pouco não foi vivido pelo ator Mark Wahlberg), personagem completamente diferente do autoconfiante Phil da comédia "Se Beber, Não Case", que o revelou para o mundo. E para completar a emoção da estreia na premiação da Academia, Bradley ainda concorre na mesma categoria que seu ator favorito, Daniel Day-Lewis.  

Joaquin Phoenix - "O Mestre"

Ele pode não ser galã como seus concorrentes, mas o controverso ator Joaquin Phoenix, de 38 anos, também tem uma carreira bem sucedida, que conta com um Globo de Ouro de melhor ator em comédia ou musical, por "Johnny & June" e até um Grammy de melhor trilha sonora, também por "Johnny & June", filme em que deu vida ao lendário astro country Johnny Cash. Conhecido por interpretar personagens atormentados nas telas, seu também problemático Freddie Quell de "O Mestre" o levou à terceira indicação ao Oscar. As duas primeiras foram: melhor ator coadjuvante por "Gladiador", em 2001, e melhor ator por "Johnny & June", em 2006. Em outubro de 2003, o astro chegou a anunciar sua aposentadoria das telas, afirmando que passaria a se dedicar apenas à sua música, mas sua polêmica carreira de rapper parece não ter, digamos, "decolado" e Joaquin voltou aos filmes.

COADJUVANTES

Foi somente em 1937 que criou-se uma premiação para os atores que apesar de não interpretarem o personagem principal, tinha um enorme peso na narrativa do filme. Assim nasceu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. As regras foram mudando ao longo dos anos na tentativa de ser mais justa a distinção. O primeiro ator a ganhar um Oscar de coadjuvante foi Walter Brennan, por sua interpretação no filme Meu Filho é Meu Rival. Veja abaixo quais os concorrentes desse ano. Nós já temos nossa preferência. E você, qual sua aposta?




Fontes: Cineclick, Globo.com, UOL



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MUSA: Cida Costa ainda mais bonita, sexy e provocante‏

Desde que surgiu como modelo de uma campanha publicitária que rodou o mundo em festivais de publicidade, a modelo Cida Costa ganhou projeção e nunca mais parou. Hoje, aos 50 anos, Cida está ainda mais bonita e provocante, e se prepara para encarar novos desafios. Mais segura de si, Cida dá um “restart” geral em sua vida profissional e segue em rumo a novos projetos que envolvem arte e beleza. Afinal, de beleza ela entende, tanto que o resultado vocês podem conferir nesse belíssimo ensaio.

Cida, como você está se sentindo com o convite para estrelar uma campanha de lingerie no momento em que você já é avó? Fico muito feliz em saber que eu represento bem a mulher brasileira, com muita jovialidade e energia, também sou de certa forma um referencial para a consumidora, independente da idade que elas possuem, minha imagem é um incentivo a se cuidarem, serem bem tratadas, sempre mostrando o resultado de uma vida saudável com muita elegância. A menina de hoje quer ser como eu amanhã. Achei lindo, uma adolescente lindíssima me dizer uma vez: "Eu quero ser igual a você". Penso que a mulher que se cuida e que se ama será sempre uma mulher bonita.
 


Você tornou-se conhecida por ganhar alguns prêmios em campanhas de publicidades dirigidas por celebrados diretores, qual foi o prêmio que te deu mais projeção na mídia? Sem dúvida o da Seiva de Alfazema da Phebo, porque ganhou o Leão de Ouro em Cannes, então tive bastante mídia espontânea no Brasil e no exterior. Saí do ostracismo e me tornei uma figura pública, foi um marco.


Agora aos 50 anos o que é que muda na carreira e na vida pessoal? Na vida pessoal as coisas caminham de uma forma muito natural, já na profissional, vou me dedicar muito mais, pois estou tomando as rédeas para uma transição sólida da carreira de modelo para a carreira de atriz, portando exigirá muito mais de mim, mais desafios. 


Quais são seus hobbys, o que você gosta de fazer quando não está trabalhando? Gosto de coisas bem simples, tais como; ficar sem maquiagem, caminhar, ir ao shopping, encontrar as amigas, tomar uma água de coco e olhar o mar no fim de tarde.

Existe algum sonho não realizado? Sonhos não tem pernas, então corro atrás dos meus. Sonho em morar em definitivo no Rio em 2013, ficar mais próxima da minha família e dos amigos queridos que aqui cultivei, e não ter que ficar com malas prá lá e prá cá. Sonho em trabalhar com pessoas talentosas e estar fazendo um trabalho sério, isso sempre, por isso, vou parar e retomar minhas aulas de canto e tudo o que envolve minha profissão. Estando assim mais preparada para aproveitar as oportunidades que surgirem.

Atualmente você está estudando textos para o teatro, convite para minissérie , web séries, TV, cinema...enfim o que está rolando no momento? Sim, tenho feito leituras e recebi alguns convites para peças de teatro com pessoas que admiro e comprometidas com a arte. Quero fazer algo que vá me trazer satisfação pessoal em primeiro lugar, no momento estou engajada num projeto de uma minissérie com pessoas novas e muito talentosas.

Quais são seus planos para 2013? Morar em definitivo no Rio, poder caminhar na orla todos os dias, tomar minha aguinha de coco e apreciar a paisagem e nos fins de semana um churrasquinho com os amigos. Na vida profissional adoraria fazer uma campanha publicitária bem linda. Um musical e uma novela e quem sabe algum filme também.


 

Direção de Produção - Márcia Dornelles - www.mdproducoes.com
Fotos - Kadu Niemeyer
Edição de Moda - Marco Antonio Ferraz
Make Up - Luciano Sousa
Tratamento Digital de Imagens - Will Wesa



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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

FOTOGRAFIA: "A História de Olga" um conto de fadas erótico sob a ótica da fotógrafa alemâ Ellen von Unwerth‏

A fotógrafa alemã Ellen von Unwerth tem se destacado no mundo da fotografia por conta de seus livros com altas doses de erotismo e uma certa luxúria “clássica”. Ellen retrata uma aristocracia lasciva onde homens são meros objetos de desejo de belas mulheres atrevidas e loucas por uma diversão mais permissiva. Recentemente Ellen encerrou sua exposição que durou de 7 de setembro de 2012 até 16 de fevereiro de 2013 fruto de seu mais novo livro de fotos The Story of Olga, em parceria com a editora Taschen,
 
CONTO DE FADAS ERÓTICO

Este livro lhe rendeu muitos comentários e já se transformou no atual objeto de desejo de amantes da fotografia e apreciadores de arte em geral que anseiam em ter esse verdadeiro “catálogo de luxo” sobre a liberal Olga. Na verdade “The Story of Olga” poderia ser visto como um ousado conto de fadas, porém sem a inocência inerente aos contos de fadas, devido aos excessos selvagens que Olga e sua comitiva celebram entre cenários opulentos, como um castelo pomposo ou estábulos rústicos. Com temas pitorescos e o erotismo libertino de Olga para seduzir o observador, “A história de Olga” retrata um mundo de luxúria apaixonada e desejo onde a protagonista inesperadamente experimenta um sonho erótico. 
 

 
Dentro desse cenário Olga encontra-se sozinha e viúva, com um desejo sexual que se desperta logo após a morte do seu marido. No seu caminho para a satisfação incondicional Olga realiza suas fantasias em intensidade inesperada sem ir além do seu mundo familiar de glamour e luxo. No caso do “observador", o mero admirador das fotos de Olga, desliza sua visão sobre os espaços de imagens extravagantes e detalhadas, e se torna profundamente comovido com esta ambivalência aparente da linguagem direta da imagem e da atratividade que Ellen von Unwerth consegue transmitir ao contemplador.

A sensação de desejo de uma forma atraente e divertida é nítida, não só por trazer a sensualidade das cenas narrativas de forma perceptível, mas por criar uma tensão, da qual o espectador mal consegue escapar. O que se vê são jogos sexuais entre Olga e suas amigas em cenários coloridos, pomposos, que retratam atmosferas e cenas carnais, combinando a estética do erotismo com o jogo estimulante da devoção e da dominação.
 
 

 
OLGA ESTÁ DE VOLTA!

A personagem título é a modelo e apresentadora russa Olga Rodionova, casada com o magnata Sergey Rodionov, que em 2009 resolveu realizar o desejo de  registrar as próprias fantasias eróticas em um livro de fotografia. Na época Olga procurou a fotógrafa Bettina Rheims e a escritora Catherine Millet, famosa por seus textos picantes e polêmicos. E agora Olga volta à tona na parceria feita com Ellen von Unwerth que resultou num livro com edição limitada de apenas 1000 cópias, numeradas e assinadas por Ellen von Unwerth.

O LIVRO DESEJADO

A equipe de Von Unwerth para esse livro incluiu a jovem estilista inglesa Anna Trevelyan, que criou um estilo único e atraente, ao mesmo tempo fascinante, bonito, provocador e sexualmente carregado; o cenógrafo francês Fabienne Eisenstein, responsável por criar os rituais pagãos e as cenas extravagantes no Chateau. O livro vem com capa dura em uma caixa especial, e tem uma seleção de 250 cópias ainda mais limitada com ampliação de uma foto para por na moldura. Os preços variam de US$ 700 (edição normal) e US$ 1800 (edição com pôster) e está à venda no site da Taschen:
www.taschen.com
 
 
A ARTISTA

Ellen von Unwerth trabalhou como modelo de moda há 10 anos, antes de assumir a câmera e se tornar uma das fotógrafas mais badaladas no mundo da moda. Seu trabalho editorial é destaque em inúmeras revistas, incluindo Vogue, Interview, Vanity Fair e iD. Suas campanhas publicitárias importantes incluem grandes marcas como Victoria Secret, Banana Republic, Guess, Diesel e Chanel. Em 1991 ela foi agraciada com o primeiro prêmio no Festival Internacional de Fotografia de Moda e seu trabalho foi destaque em Arqueologia do Elegance (2002) e Formar Ficção no MoMA / Queens (2004). Suas muitas exposições individuais incluem renomadas galerias como a Hamilton, em Londres, e sua exposição “Vingança” (2003) circulou por exposições em Nova York, Paris, Amesterdão, Hamburgo, Moscou e Pequim.
 
 
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