terça-feira, 30 de novembro de 2010

As revistas masculinas de dezembro



Final de mês, início de dezembro chegando e as revistas começam a soltar suas edições (e capas) do último mês do ano. Em se tratando de revistas masculinas, não é comum algo muito especial de fim de ano, Natal. Mas sempre vem matérias como lista de presentes, espumantes e roupa para as festas. Algumas revistas ainda trazem belas mulheres na capa como uma forma de presentear os leitores. As surpresas são muitas esse mês e os leitores não terão motivo pra reclamar. Selecionamos algumas revistas que já mostraram a cara, quer dizer, a capa e vamos conferir o que elas tem de melhor esse mês.

Na capa da ALFA de dezembro, o político Aécio Neves como o político do ano, dentro da revista a relação dos homens eleitos do ano. Uma disputa entre dois repórteres em busca da barriga perfeita, uma viagem a Roma e uma Simone Spoladore sexy como nunca se viu. E pra fechar o pacote de fim de ano, o mega-guia ALFA de compras de Natal.

A Mens Health desse mês vem pra colocar o leitor em forma de uma vez por todas. Para isso série de exercícios para transformar gordura em músculo e um mês pra colocar o corpo em forma como elas querem. É o verão chegando e não se pode mais perder tempo, a ordem é trincar, segundo a revista. Além de tudo isso, cuidados com a pele, dicas de sedução e um guia tecnológico pra facilitar a vida do homem.



Esse mês teremos na capa da MAXIM a vencedora do concurso Maximodel da revista para eleger a modelo mais gata segundo os leitores. Esse ano, a eleita foi a bela morena carioca Bruna Alvin, que vem num ensaio matador. A edição ainda traz uma matéria sobre os "Bopes" de outros países, recordes sexuais, uma matéria com o vocalista da banda Aerosmith, Steven Tyler e algumas histórias clássicas sobre fantasmas zombadores.


A PLAYBOY de dezembro é umas das edições mais aguardadas do ano pelos leitores. E esse ano a estrela de Natal é a bela modelo, apresentadora e atriz, Letícia Birkheuer será a estrela da vez. Outras mulheres embelezam a edição, Maria Paula responde às 20P, Sasha Grey vem num novo ensaio e Fernanda Young apresenta um conto inédito. Fora elas, o conteúdo tradicional de final de ano com as cenas sexy no cinema e TV, a lista de presentes e estilo especial no clima MED MEN. Na entrevista do mês, o diretor do Corinthians Andrés Sanchez.


O irmão mais novo do Gol é novo carro da VW é o grande destaque na capa da Quatro Rodas de dezembro. Além dele uma matéria sobre o Fiat Bravo na Europa, um teste com o compacto Audi A1, os franceses Renault Fluence e Peugeot 408 atacam o império japonês, e ainda uma matéria com os híbridos da Honda que estão dando o que falar.



Já a máquina da revista Sexy é a modelo e musa Corinthians e Paulistão, Fernanda Passos, que mostrou seus atributos em belas fotos feitas em Bonito. Uma matéria sexy sobre sexo ao ar livre nas ruas, o dogging; as melhores baladas em Nova York e Samuel Rosa abre o verbo na entrevista do mês. De quebra, as gatas Dani Sperle, Tati Mascarenhas e Vanessa Tavares.




A TRIP de dezembro vem com a atriz Marjore Estiano na capa em fotos sensuais. No ensaio Marjore encarna uma prostituta e tira a roupa para as lentes de Autumn Sonnichsen. Na oura capa, o polêmico Alexandre Frota abre o verbo na entrevista. Kelly Slater aparece numa matéria que relata as 10 vezes em que ele foi campeão do mundo. E ainda várias matérias sobre o tema sexo, como ejaculação feminina e sexo tântrico.



Mal chegou às bancas e a VIP de dezembro já deu muito o que falar. O motivo? A bela Priscila Fantin em seu primeiro grande ensaio sensual. Linda na capa e nas fotos do craque Christian Gaul (leia entrevista exclusiva abaixo), Priscila é o grande presente de Natal da VIP a seus leitores. De resto a revista é só festa. Vem com a lista dos mais elegantes do ano e um especial com 32 páginas com o melhor em bebidas, presentes e roupas para o fim de ano. Outro grande destaque da capa é o filme sobre o criador do Facebook.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

SHOWS MENSCH: U2, Iron Maden e Jason Mraz no Brasil


O início de 2011 não vai deixar ninguém parado. Teremos três shows internacionáis para todos os gostos. Depois da passagem de Amy Winehouse, será a vez do cantor Jason Mraz, e em seguida duas grandes bandas, a heavy metal Iron Maden e a pop U2. Que depois de muitos rumores finalmente foi confirmados detalhes sobre o esperado show da irlandesa banda U2 no Brasil em 2011. Segundo informações da produtora T4F, a banda vai apresentar sua atual turnê 360º no dia 9 de abril no Estádio do Morumbi, em São Paulo. Um dos shows mais comentados do momento, com uma produção jamais vista onde o palco de 360 graus fica no meio do público e conta com um telão cilíndrico que oferece visão para todo o público, graças ao aparato técnico de última geração. O show terá cerca de duas horas de duração e inclui músicas do álbum mais recente do U2, "No Line on the Horizon", além de sucessos da carreira da banda, como "One", "Where The Streets Have No Name" e "New Year's Day". E terá abertura com a banda inglesa Muse. A produção do evento afirma que a estrutura completa será trazida ao Brasil.
 
COMO COMPRAR
- Membros do site oficial do U2 contam com pré-venda exclusiva e poderão adquirir ingressos entre os dias 01 e 03 de dezembro.

- Clientes dos cartões Credicard, Citibank e Diners contam com pré-venda exclusiva e poderão adquirir ingressos entre os dias 04 e 05 de dezembro.

- Fã clube oficial da Muse conta com pré-venda exclusiva e poderão adquirir ingressos no dia 06 de dezembro.

- A venda para o público em geral será aberta em 07 de dezembro.

ONDE COMPRAR
Internet (informações e vendas) — Tickets For Fun (www.ticketsforfun.com.br), a partir da 0h
Telefone para vendas — 4003-0806 (válido para todo o país), às 10h

Pontos de Venda Tickets For Fun (FNACs não participarão da venda deste show), às 10h
http://premier.ticketsforfun.com.br/content/outlets/agency.aspx, às 10h

RED ZONE
O setor RED ZONE, presente em todos os shows da turnê, é um espaço reservado onde quem adiquirir o referido ingresso contribui* com a RED - entidade que apoia o Fundo Global na ajuda do combate à AIDS na África.
Clientes que adquirirem ingressos para (RED)™Zone terão os seguintes benefícios:
- Setor reservado na pista, próximo ao palco.
- Acesso ao estádio através de entradas exclusivas.
- Na (RED)™Zone é possível ficar próximo ao palco, independente do horário de chegada no estádio.
- Venda de alimentos, bebidas e produtos de merchandising em locais exclusivos.
Os ingressos para a (RED)™Zone estarão disponíveis apenas através do site: www.ticketsforfun.com.br
*Arrecadação líquida da (RED)™Zone: Valor da taxa de doação (R$ 820,00), descontados os tributos fiscais. Os valores pagos pelos ingressos, taxas de conveniência e entrega não estão inclusos no valor da doação.
Nota do site: O valor não foi divulgado oficialmente, mas com base nos dados acima, deve sair na faixa de R$ 1mil.

ARGENTINA
Pra quem não quer esperar até abril, a opção será o show da banda na Argentina programado para o dia 30 de março.


Outro show muito esperado pelo grande público é o da banda Iron Maiden, que vai fazer shows em São Paulo e Belém no início do ano que vem, e os ingressos já começaram a ser vendidos neste sábado (27). Com um novo disco já entre os mais vendidos no Reino Unido, a banda vai retornar ao Brasil para seis apresentações entre março e abril da turnê de "The Final Frontier". As datas são:

26/03 - São Paulo - Local: Estádio do Morumbi
27/03 - Rio de Janeiro - Local: HSBC Arena
30/03 - Brasília - Local: Ginásio Nilson Nelson
01/04 - Belém - Local: Parque de Exposições
03/04 - Recife - Local: Parque de Exposições
05/04 - Curitiba - Local: Expotrade

Os ingressos para São Paulo custam R$ 100 (arquibancadas azul, vermelha e laranja), R$ 120 (arquibancada especial vermelha), R$ 190 (pista), R$ 220 (cadeiras inferiores A e B), R$ 250 (cadeiras cobertas azul, vermelha e laranja), R$ 300 (cadeiras premium azul e laranja) e R$ 350 (pista premium). Há meia-entrada em todos os setores para estudantes, aposentados e maiores de 60 anos.

As entradas já estão à venda no site www.livepass.com.br e pelo telefone 4003-1527, ambos com acréscimo de taxa de conveniência de 20%, além da bilheteria 1 do Estádio Morumbi, das 9h às 15h. A partir de domingo (28) até o dia 2 de dezembro, a bilheteria ficará aberta das 10h às 18h. Depois do dia 3 de dezembro, os ingressos deverão ser comprados no MorumbiShopping (estacionamento Piso G1).
Para o show de Belém, as entradas custam R$ 170 (pista), R$ 500 (camarote) e R$ 600 (área vip), todos em lote promocional e também com meia-entrada disponível em todos os setores.

Os ingressos poderão ser comprados pelo site http://bis.showdeingressos.com.br. O atendimento ao público poderá ser feito pelos telefones 0/xx/11/8628-0011 (São Paulo), 0/xx/81/9637-7412 (Recife), 0/xx/82/9985-3131 (Maceió) e 0/xx/84/9951-8673 (Natal).

A partir do dia 2 de dezembro começa a venda de ingressos para o show do Rio de Janeiro pelo site www.livepass.com.br. Para Recife, as entradas estarão à venda a partir de 4 de dezembro pelo site www.ingressorapido.com.br. Em Brasília, os ingressos estarão disponíveis para o público a partir do dia 6 de dezembro no site www.livepass.com.br. Ainda não há data fixada para o início da venda dos bilhetes para o show de Curitiba.

No site, a banda divulgou uma nota dizendo que vai rodar o mundo em 66 dias. A turnê começa em Moscou, na Rússia, no dia 11 de fevereiro. A previsão é de que termine no dia 10 de julho em St Petersburg, também na Rússia. O 15º disco do Iron Maiden dominou a parada britânica e relegou ao segundo posto "Recovery", do rapper Eminem. Após três décadas nos palcos, 80 milhões de discos vendidos e 2 mil shows na bagagem, o Iron Maiden é um dos principais expoentes mundiais do heavy metal. Para a gravação de "The Final Frontier", a banda britânica se reuniu com o produtor Kevin 'Caveman' Shirley, no estúdio Compass Point de Nassau (EUA).

Fonte: UOL


E seguindo o ritmo de grandes apresentações internacionais no Brasil nesse início de ano, foi confirmada a vinda de Jason Mraz que fará uma pequena turnê pelo país. O cantor americano autor de sucessos como pop reggae "I´m Yours" e "Lucky" ( http://www.youtube.com/watch?v=acvIVA9-FMQ&feature=related ), iniciará por São Luís (Maranhão) no dia 30 de janeiro, no Trapiche - Praia Ponta D´Areia, depois fará outra apresentação no Festival de Verão de Salvador entre os dias 2 e 4 de fevereiro, e por fim em Recife dia 6 de fevereiro. O local em Recife ainda não foi confirmado pela Raio Lazer, sabe-se que será uma domingueira, à tarde. Aguardamos maiores informações.

domingo, 28 de novembro de 2010

MUSA MENSCH: Irina Shayk



Essa semana um ensaio feito pela famosa revista masculina, GQ, da Espanha deu o que falar e colocou sua protagonista em todos os sites e jornais do mundo. A estrela da vez nas manchetes foi a modelo russa Irina Shayk de 24 anos, e namorada do craque português Cristiano Ronaldo. Isso tudo por conta das fotos em que aparece nua, que segundo a modelo a edição espanhola da "GQ" usou o Photoshop - programa de edição de imagens - para fazer parecer que ela estava nua em um ensaio para a revista. Irina, afirma que usava uma tanga cor da pele durante a sessão de fotos, que ocorreu há dois meses na localidade de Chinchón, na Espanha, sob as lentes do badalado fotógrafo Vicent Peters.


Segundo Irina ela não tinha sido consultada sobre o uso do programa para apagar sua calçinha em três das 14 fotos publicadas na revista. Segundo o agende de Irina não estava no contrato fotos de nudez, e estudam uma forma de processar a revista. Já segundo o diretor da publicação Javier Fernández Angulo, Irina tirou a roupa com naturalidade e que esse tipo de tanga usada é muito comum nesse tipo de foto para que as modelos não fiquem totalmente nuas e que ela sabia que a peça seria apagada.

Para ele, a modelo deve está chateada com o fato de a revista ter estampado a manchete "Você quer ver a namorada de Ronaldo pelada?" na capa da publicação. Uma das condições para fazer as fotos e dar a entrevista que saiu na revista era que não fosse perguntado nada sobre o jogador. Bem, com ou sem photoshop o importante é que Irina está lá lindamente nua e sensual nas páginas da GQ para felicidade da ala masculina no mundo todo. Mas muitos, principalmente aqui no Brasil, devem se perguntar quem é Irina Shayk?




Irina Shayk cresceu em num vilarejo russo tão pequeno que "não tinha sequer revistas de moda", segundo disse a própria Irina, o que significa dizer que uma carreira de modelo fotográfico praticamente era um sonho muito distante, sem grandes referências. Mas, graças a um anúncio que a mãe de Irina viu em uma parada de ônibus (em uma aldeia um pouco maior) foi o suficiente para rapidamente colocar em movimento a inevitável transição de estudante de marketing para o de modelo conceituada. Isso foi há seis anos, e desde então Irina atingiu um número impressionante de cair o queixo da Swimsuit spreads SI, e foi morar em New York City.

Em 2007, ela se tornou o rosto da marca de lingerie Intimissimi, aparecendo em companhias, catálogos e propagandas, assim como um comercial em 2009. Em 2010, Irina foi nomeada representante oficial da marca Intimissimi. No mesmo ano, ela também se tornou o rosto da marca Lacoste e da LaPerla.  Seu trabalho como modelo inclui dentre outros contratos incluem a Beach Bunny (2009), Advinha (2008-2009), e a Armani Exchange.

E tanto sucesso terminou chamando atenção do jogador português Cristiano Ronaldo. Ela não gosta de falar sobre seu relacionamento, mas confessa pelo menos, um segredo: "Eu não sou um fã de futebol, com certeza não.”

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

MENSCH ENTREVISTA: Christian Gaul






Christian Gaul é o tipo do fotógrafo, digamos, "desglamourizado". Um grande profissional que não se deslumbra com o meio onde circula, cheio de celebridades e personalidades. Um cara que simplesmente tem a fotografia na veia e a paixão pela vida, muito mais que pelas coisas. Com seu jeito simples e uma inteligência que lhe é peculiar, Christian respondeu às nossas perguntas com jeito de quem recebe um amigo sentado no chão da sala com vista pro mar. Esse é o jeito simples, e sofisticado ao mesmo tempo, de um dos grandes fotógrafos nacionais.

Você é formado em Literatura e Economia, e terminou virando fotógrafo. Como foi isso?
É aquele velha historia.. Quando eu era garoto, não sabia realmente o que eu gostaria de fazer. Meu pai era formado em economia e parecia ter uma vida feliz. Economia é um bom mix de humanas com exatas, requer conhecimento de muitas áreas. Então imaginei, na época, estar fazendo uma escolha sensata. A literatura alemã, faculdade na qual também me formei, veio justamente com a vontade de me aproximar do que eu entendia como arte ou artístico - foi uma necessidade de dar mais vazão a minha criatividade. Precisava ver mais disso, sim falar que cumprir a faculdade de literatura me ajudou também a manter viva o que já fora minha língua materna - o alemão.



Soube que você conheceu J. R. Duran na época em que morava em NY  e ficaram amigos. Teve alguma influência de Duran na sua carreira?  Como é a relação de vocês hoje em dia?
Não ficamos amigos, só dei umas escovadas nele em jogos de squash... rs rs rs. Foi assim, meu pai arrumou um trabalho em NY e fomos todos - meu irmão, minha mãe, meu pai e eu- morar lá. Morávamos em Scarsdale. Ai, certo dia meu pai falou: "Sabe aquele fotografo da PLAYBOY, o JR Duran? Vai chegar aqui em casa hoje.." Eu não sei como meu pai trombou com o Duran, mas o fato é que ele apareceu e marcamos de jogar squash. Eu não tava nem um pouco ligado em fotografia. Queria é fazer esporte e Duran foi meu "freguês".  Eu tinha 16 anos... tem tempo. Mas lembro que não perguntei nada de fotografia pra ele e lembro de ter uma imagem dele ser um sujeito bacana.  Infelizmente, depois dessa época, encontrei pouco com ele, mas tenho uma admiração enorme por seu trabalho, pelo jeitão que ouço falar dele por ai. Deve ser um cara ótimo de tomar um chopp.

Qual a sua formação em fotografia?
Tenho um "Minor degree" em fotografia. Nos “Estates” é assim: Você se forma com Major, a faculdade principal (no meu caso me formei em economia e literatura, como Major), e minor, uma faculdade secundaria, com um pouco de menos ênfase e tal. Depois de fazer esse "minor" de fotografia na NYU (Universidade de Nova Iorque), onde tive professores  absolutamente incríveis, sendo que o Josef Koudelka foi um deles (!), fui para a New England School of Photography em Boston, Massachussets,  por recomendação de outra grande fotografa amiga minha, a Ana Quintela. Os cursos lá eram extremamente técnicos, aprendi a relevar e  ampliar com destreza. Fazia um monte de viragens loucas em filme, torrava a química. Era divertido, mas depois de um ano (o curso era desenhado para 2 anos), comecei a "encher" um pouco. Dai, passei umas  ferias no Brasil e aconteceu o obvio - me apaixonei por uma carioca e  larguei tudo! Fui pro Rio e comecei a labuta - na fotografia!!! 


Quem você citaria como seus grandes mestres e "ídolos" na fotografia?
Josef Koudelka, Helmut Newton, Yousuf Karsch, Sally Mann, Cartier Bresson, Duane Michals, Jacques-Henri Lartigue, Ansel Adams, Edward Weston, William Claxton, Nan Goldin, Geraldo de Barros, Richard Avedon, Sebastião Salgado, Maureen Bisiliat, Robert Mapplethorpe, Andre Kertesz, Rodchenko, Diane Arbus, Robert Capa, Miguel Rio Branco.. São muitos.

Você já teve que administrar ciúmes de namoradas por conta de alguma modelo ou celebridade que estava fotografando?
Às vezes acontece, mas nada serio. No imaginário das pessoas tem esse negócio de achar que modelo e fotografo sempre dão uma trepada no camarim, entre um clic e outro. Não é assim. É profissional... Passo isso para quem eu fotografo e passo para quem estiver comigo.


Aliás, você é um dos fotógrafos mais requisitados para fotografar celebridades? Existe algum motivo especial?
Sou uma pessoa tranqüila no set, sem pressa, embora eu clique rápido, resolva rápido a imagem. Sou bem humorado. Procuro me divertir e quem está junto dá lá suas risadas também. Bom, acho que o maior motivo, porém, é que a celebridade acredita num bom resultado estético desse encontro. Acho q isso deve ser o principal.

Como você lida com as celebridades na hora de fazer um trabalho? Algum ataque de estrelismo?
Lido com respeito, mas não coloco em altar. Sinceramente, não me recordo agora de ataque de estrelismos. "Mala" tem em tudo que e lugar, e uma ou outra acaba virando celebridade, outras viram fotógrafos!

Pra você fotografar belas mulheres pra editorais de moda, campanhas publicitárias, mulheres nuas ou cantores para capas de cd, tem tudo o mesmo peso de satisfação? Onde você se realiza mais?
Mulheres nuas, pra mim é sempre um prazer de observar, independente do grau de beleza. Aliás, a beleza física, pra mim, já está em outro plano. Curto nudez, inclusive de homem. Acho pele uma coisa muito bonita. Gosto do nu, por que em ultima análise é o melhor retrato e adoro fazer retratos. Contar estórias fotográficas que componham um  retrato ou o retrato de uma situação é gostoso também - e a moda,  muitas vezes é isso pra mim. Gosto quando utilizo a moda como suporte para  contar outra coisa. Fotografo editoriais de moda como quem escreve uma crônica.

Qual trabalho faria você aceitar sem receber um tostão?
Fotografar o papa. Não sou religioso.

Em geral você tem como característica fotografar em estúdio. É uma preferência sua realmente ou questão de oportunidade?
Não me considero um fotógrafo com essa característica. Na verdade, até  venho fotografando um pouco mais em estúdio, mas diria que sou da rua,  de locação. Portanto, acaba sendo, de fato, uma questão de oportunidade. Gosto muito do estúdio. Gosto muito da "rua". Sou de gêmeos, entendeu?

Os seus trabalhos pairam por universos bem contrastantes, que vão do glamour dos ensaios sofisticados de moda à produções mais alternativas e simples na concepção como alguns ensaios para a TRIP e trabalhos com músicos. Como você consegue transitar em universos tão distintos?
É da minha natureza experimentar, diversificar. Sou assim. Houve um momento onde procurei traçar "a reta", mas não consigo. Gosto muito de muitas coisas e quero ser livre para ver, sentir, expor.

E para campanhas publicitárias, existe alguma técnica especial? Dá mais ou menos trabalho que um editorial de moda?
Dá mais trabalho porque você tem um diretor de arte no seu cangote querendo que você faça coisas. Às vezes coisas que você acha ruins, às vezes  essas diferenças de opiniões afloram no meu silêncio, mas toco pra  frente. Acho que fazer algo que você não acredita plenamente é difícil, mas levo na boa. A melhor técnica, além da boa técnica, é ser uma pessoa atenciosa no set, saber respeitar o cliente, não ser um chatuba que vem com uma idéia "nova" a cada 5 minutos - é saber proceder, trabalhar junto com a criação da agência. Já no editorial dá pra colocar mais a sua opinião. e isso é assim, suponho, porque se é bem menos remunerado por um editorial... 

Uma vez você comentou que freqüentou um campo de nudismo na Austrália e não usou sua câmera. Experiências como essa que tornam  o nu algo banal facilitaram para você como fotógrafo na hora de  fazer ensaios de nudez? Como lida com isso? 
Não sei se entendi bem a pergunta, mas o q rolou na Austrália é que "cai" de pára-quedas num dos encontros  anuais do Rainbow Community (encontro da comunidade hippie mundial). Foi mágico ver o que vi e não me senti a  vontade para deflorar com minha câmera tudo que via. Fiz alguns retratos, fotografei alguns cangurus selvagens pastando e correndo no meio da floresta. Mas tinha um universo todo lá para "captar". Logo no começo dessa temporada conheci um fotografo que vinha clicando essa turma há anos. Ele era um hippie nas horas vagas e durante o resto do tempo vivia de fotografia de casamento em Londres. Ele me mostrou as suas fotos e eu me emocionei muito.

Era um trabalho lindo e vertiginoso. Um trabalho de muita intimidade com as pessoas. Um trabalho de amizade, de amor. Realmente muito tocante e muito diferente de tudo que vi até hoje. Perguntei na época o que ele queria fazer com as imagens e ele disse que  nada o interessava alem de  poder distribuir as imagens para quem estava nelas. Ou seja, ele ia nos encontros fotografar, dar fotos para as pessoas que ele  fotografava e ficava lá curtindo isso. Enfim, não me senti no direito de fazer nada ali. Qualquer coisa estaria muito aquém do que eu vi com esse fotógrafo, que não me lembro o nome, cacete!!!! Ali despertou em mim, de maneira muito natural, o que depois descobri ser algo que Kertesz  divulgava no tempo dele: "respeite o material, respeite o sujeito,  respeite o assunto" ...ou algo assim. Hoje fotógrafo com isso na cabeça.


Você já morou em vários países, estudou literatura, já fotografou cavalos... o que você trás na sua bagagem pessoal que  você acrescentou na sua carreira como fotógrafo?
Na minha bagagem coloco sempre a sandália da humildade... rs rs aquela  do pânico mesmo - porque já fotografei cavalos, mas também já fotografei  porcos, vacas, ferro velho (tudo p uma revista de leilões) e já  fotografei coluna social também, que pra mim foi o pior! Brincadeiras a parte, sigo com os dizeres de Kertesz, sobre o respeito durante o exercício da nossa profissão. Na vida como um todo, vale o mesmo.

Deixando a fotografia de lado, o que você curte como hobby? Quais são suas outras paixões?
Gosto de andar de moto, enduro, meio do mato, trilha, gosto de acelerar, deitar a bichinha na curva. Aí, gosto de jogar tênis, frescobol. Minha paixão é por minha família. E gosto muito de não fazer nada tb.

Você se incomoda com o uso do photoshop nas suas fotos? Alguma  vez erraram a mão e você cancelou o trabalho?
Procuro me estressar cada vez menos. Já erraram, ainda erram - tanto pra cima quanto pra baixo. O photoshop não me incomoda quando bem usado. Estamos passando por uma fase louca nisso de apreciar a beleza. O padrão é cruel. Não vejo muita volta nisso.
Você convive com muitas mulheres, famosas ou anônimas, deve ouvir muitas histórias... Daí te pergunto, o que as mulheres ainda  não sabem sobre os homens (ou teimam em não saber)?
Acho q elas sabem muito mais sobre os homens do que os próprios homens.

O que tem mais peso para você, a sua vaidade ou o seu desempenho? (de modo geral)
Desempenho.

Qual seu próximo trabalho? E qual gostaria que fosse o próximo?
Fotografar Marina de La Riva para a S/N, do BOB. E gostaria de clicar o Papa.


Conheça um pouco mais do trabalho de Christian: www.chistiangaul.com

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

MÚSICA MENSCH: Show Paul McCartney, eu fui!

A língua portuguesa é uma das mais ricas do mundo, contudo e ainda assim, não há palavras que possam descrever tudo o que foi o show de Paul McCartney no dia 21 em São Paulo.

Até para quem não é fã seria emocionante.

Além de toda a história que carrega este “senhor” de 68 anos, a sua alegria, vitalidade e energia em cima do palco é contagiante e eletrizante. Os portões abriram às 17h30, tinha gente acampado desde a quinta-feira, a fila dava voltas em todo o Morumbi s-e-m  e-x-a-g-e-r-o mas as pessoas não pareciam se importar, afinal aquilo tudo não era sacrifício era só um warm up para o show que viria logo depois.

O público era de várias partes do país e a julgar pelas bandeiras, alguns vizinhos latinos também estavam presentes juntando-se ao coro que gritava “Paul, Paul, Paul” sempre que o astro terminava uma canção ou fazia algum comentário em um português  arranhado.

Aliás, prova de gentileza digna de um “sir” tentar se comunicar na língua do público. Há quem fique falando porque ele estava lendo, mas há tantos que falam nossa língua e fazem show sem o mínimo de interação, como quem está só mesmo cumprindo contrato. Paul não, Paul arriscou gírias e rebolados para mostrar que respeitava aquelas 64 mil pessoas que o aplaudiam, riam, gritavam e choravam emocionadamente por estarem ali, diante de um sonho que se realizava numa super produção de tirar o fôlego.

Me perdoem (assim mesmo com o pronome oblíquo na frente) os confetes mas não tenho a menor pretensão de aqui, neste espaço, fazer um relato frio e imparcial de um momento mágico. Minha pretensão é de tentar passar nessas linhas o máximo possível da emoção que vivi e vi nas pessoas ao meu redor durante 03 horas de show inesquecíveis.

E por falar em pessoas, o público era bem eclético. Várias gerações de fãs se encontraram e cantaram juntos sucessos de Paul e dos Beatles. Famílias inteiras estavam presentes, com pai, mãe, avós, filhos e netos curtindo o mesmo som. Minutos antes de o show começar era perceptível a ansiedade e os olhos marejados de muita gente que parecia não acreditar que estava ali.

Quando Paul McCartney entrou no palco o estádio foi ao delírio. Dias, horas, uma eternidade de espera acabava ali, com o ex-beatle (será mesmo justo usar “ex”?) trajando calça preta, camisa branca e um blazer azul. Foi dada a largada para uma das noites mais importante, inesquecível, extraordinária da vida das milhares de pessoas que lotaram o estádio.

Paul seguiu o setlist da turnê (no segundo dia houve surpresas e alterações) abrindo o show com Venus and Mars/Rock  Show, seguidas por Jet e All My Loving (ver setlist completo aqui). Não dá para descrever os melhores momentos, mas alguns foram realmente tocantes, quando ele tocou My Love  dedicada a Linda (e fez questão de dizer: “essa música eu fiz para minha gatinha”) , Here Today em homenagem a Lennon e Something para lembrar George Harrison.

And I Love Her” e “Blackbird” também chamaram a atenção, principalmente o telão da segunda que parecia ter imagens em 3D. Antes de iniciar Ob-la- di, Ob-la-da Paul pediu para que todos cantassem com ele para depois emendar com “ vocês já estão cantando todas mesmo” o que demonstrou a emoção dele ao ter TODAS as músicas cantadas pela platéia.

A Day in the Life/Give Peace a Chance” com certeza fez muita gente pensar: “se estamos todos aqui unidos por Paul por que não nos unirmos em outras situações também?”  A sincronia das “Olas” feitas várias vezes pelas arquibancadas mostravam o quanto estavam todos envolvidos, atentos e dispostos a fazer daquele show um grande momento em todos os sentidos.

Os balões brancos agitados enquanto o telão exibia o símbolo da paz e Paul puxava o coro “give peace a chance” foi como uma oração aos céus pela paz e amor ao próximo. Arrepiante até para a mais cética das criaturas.

Let It be” dispensa comentários, mas vale dizer que a partir deste momento esta narradora não mais conteve a emoção inside e colocou para outside tudo o que sentia através de lágrimas e aposto que muita gente fez igual!

Para quem estava ligado no setlist sabia que Let It Be anunciava o apogeu de efeitos visuais do show com Live and Let Die. Dito e feito. Todo mundo parecia realmente esperar pelos fogos sincronizados com os acordes da canção que foi trilha sonora de ninguém mais ninguém menos que 007, o espião mais famoso de todos os tempos. Os gritos (inclusive e principalmente os meus) acompanharam a queima de fogos que poderia ser vista do alto dos céus de São Paulo e levou todos a loucura. Por falar em céu vale dizer que este show foi presenteado por uma lua cheia em tons de laranja que mais parecia uma espectadora nobre do que um astro celestial.

Hey Jude anunciava o fim do show e mais uma vez o público mostrou que conhecia as letras e cantou junto com o astro que se despediu com a banda ao final da canção. Aliás, que banda! Dava pra ver a emoção dos músicos por estarem ali com ele, Paul McCartney. O baterista era uma alegria só e durante Dance Tonight fez passinhos que renderam gargalhadas e a certeza que Paul não era o único músico simpático no palco.

Como era esperado, todos voltaram ao palco para o primeiro “bis” que começou com Day Tripper. Já o segundo teve início com Yesterday, que, aliás, devia estar sendo bastante aguardada devido a reação do público. O rock and roll tomou conta quando Paul tocou Helter Skelter e os tiozões de camiseta preta e cabelos longos grisalhos foram ao delírio!

The End” significava exatamente isto, o fim do show, mas o começo de lembranças que ecoarão por toda a vida de quem esteve presente no estádio do Morumbi das 21h30 às 24h30 do dia 21 de novembro de 2010 ao virem entre tantas outras coisas, Paul carregar a bandeira brasileira junto da britânica em um sinal de agradecimento.

Eu vivi isso. Isso vai viver em mim para sempre.


SERVIÇO
Dados da viagem MENSCH
Cia Aérea: TAM – www.tam.com.br
Hotel: Panamericano – Rua Augusta, 778 - Consolação, São Paulo, 01305-000 (11) 3231-0312

CARRO MENSCH: Lexus LFA 2011


Apresentado na Semana do Design de Milão em 2009, o Lexus esteve de novo em exibição no Tokyo Motor Show e como sempre atraiu todas as atenções. O Lexus LFA 2011 não é simplesmente um carro, é uma super-máquina que levou quase uma década para ser produzido, tempo que levou para aprender a construir suas próprias ferramentas até concretizar isso tudo. Para fazer o LFA, a Toyota criou um dos dois únicos teares circulares no mundo, então o utilizou para tecer simultaneamente um tubo de carbono dentro de outro. Construíram este sistema somente para fabricar as colunas A do carro.  
Algumas características próprias do Lexus, faz dele um carro pra lá de especial. Como por exemplo centro de gravidade baixo sem precedentes com 45 cm – localizado diretamente abaixo do aro do volante. uma característica convencional executada com perfeição, mas como chegaram a esse CdG é muito mais complicado. Primeiro, o motor está localizado bem recuado no compartimento, e ligado à transmissão de seis velocidades por um eixo de transmissão em carbono. Os resfriadores de óleo estão na frente do carro, enquanto os radiadores estão na traseira para ajudar na distribuição de peso, alimentados pelas entradas atrás das portas. Tudo isso cria uma distribuição dos 1480 kg em 48% para a dianteira e 52% para a traseira. Isso explica o CdG na horizontal, mas não na vertical, o que é atingido com uma instalação incrivelmente baixa do motor no carro, que empurra o centro de gravidade para baixo. Os pontos de fixação do motor e do transaxle (transeixo) estão localizados em quatro lugares, nos extremos da unidade. Tudo isso elimina os efeitos da distribuição de força no chassi.

Com o Lexus se pode chegar ao ponto de corte de combustível, em 9.500 rpm, em seis décimos de segundo. Isso é resultado de uma massa recíproca incrivelmente baixa. Usaram tecnologias desenvolvidas pelo programa da Toyota na Fórmula 1 para desenvolver o bloco, por exemplo, forjado nas mesmas instalações, usando as mesmas técnicas do motor de F1. O mesmo aconteceu com a transmissão, cujas seis velocidades são acionadas hidraulicamente por borboletas, com o sistema simples tradicional no lugar das embreagens duplas, com receio que as duas embreagens influenciassem negativamente a distribuição de peso no carro. A velocidade de troca de marchas é ajustável, levando apenas dois décimos de segundo no ajuste mais rápido, mas que pode ficar mais lento para um uso mais “macio” no dia a dia, coisa que ele não é mesmo no ajuste mais rápido. E ainda possui uma transição dos freios incrivelmente poderosos – discos com 38,9 cm de diâmetro com um monobloco Brembo acionado por seis pistões – para o acelerador supersensível não é tão suave, atualmente, quanto é necessário quando se dirige no limite da aderência. Mas estes LFAs são protótipos pré-produção, e serão aprimorados antes do inicio da produção agora em dezembro de 2010. A Lexus planeja “quebrar as fôrmas” após apenas 500 LFAs, e planeja construir cada carro de acordo com as necessidades dos clientes. Em tom de piada, a empresa estima haver cerca de “30 bilhões” de possíveis combinações.




O Lexus pode atingir uma velocidade máxima de "apenas" 325 km/h, um tempo de 0 a 100 de 3,7 segundos e um tempo de volta em Ring de 7:30, o LFA não é o sonho de consumo de um colecionador de recordes. Apenas 500 sortudos compradores do LFA comprarão o mais completo "pacote" já construído para um supercarro. Com uma capacidade tecnológica e desempenho, a Toyota conquista o patamar dos maiores fabricantes de carros esportivos do mundo. São carros como esse que projetam o futuro de montadoras e seus incríveis protótipos para uma nova era automotiva. E pra encerrar, sabe o preço desse sonho? Quase US$ 400.000!