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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

MULHER EM FOCO: Camila Ganzolli - Festas como foco de um grande negócio

O sucesso profissional muitas vezes surge do acaso, quando a rotina tira o foco do que muitas vezes é o mais importante para atingir nossas metas. E um bom exemplo disso é a trajetória da empresária carioca Camila Ganzolli, onde um problema familiar a levou para uma nova perspectiva profissional e hoje ela possui uma empresa que trabalha com design de festas e outra de flores. Com muita criatividade, talento e enxergando o que realmente o seu cliente quer, Camila seguiu o ano com perspectiva muito positiva mesmo no meio de ajustes econômicos atuais. 

Camila sua carreira como designer começou por acaso, mais especificamente quando você precisou idealizar uma festa de aniversário do seu filho. Como foi que isso aconteceu? Digo que Deus tem um caminho para cada pessoa, e o meu descobri quando fui fazer a festa de 1 ano do meu filho mais novo. Os valores estavam mais altos do que queria investir. Eu queria um tema diferente do famoso "Pintinho amarelinho", sem estar vinculado com a Galinha Pintadinha. Resolvi adaptar à festa ao meu orçamento, fazendo eu mesma, ao invés de contratar decoração. Coloquei no papel detalhe por detalhe. Vi que tinha um dom escondido, mas tive certeza no dia da festa. Foi surpreendente! Os convidados elogiaram tudo, do buffet à decoração. Tudo tão diferente, tão harmonioso. Foi muito gratificante!

Como foi que surgiu oportunidade de você se tornar uma empresária do ramo de festas? Meu filho mais novo, vivia tendo sérios problemas de saúde, sempre gripado, com infecções, crises respiratórias, até que um dia, em uma destas crises, foi diagnosticado, que ele era alérgico a ovo, trigo e leite. Meu mundo desmoronou, pois estava planejando a festa de aniversário de um ano dele quando soube que ele não poderia comer nada daquilo. Esta dor acabou se tornando em uma depressão. Uma amiga me vendo naquele estado, decidiu me ajudar a ocupar a mente, e me convidou para ajudá-la na empresa de festas, a qual ela trabalhava. Chegando na DUETT FESTAS, fiquei encantada com tantos detalhes, me senti tão leve! Como se aquele lugar me fizesse esquecer os problemas e ainda podia fazer algo que eu amava. Por coincidência estavam querendo dar uma elevada na empresa trazendo novos investimentos, quando perguntei se não queriam uma sócia e gostaram da ideia! Virei sócia e 6 meses depois, por problemas pessoais da outra sócia comprei a parte dela e hoje sou a atual Dona da Duett. Continuamos dando seguimento, mas com melhorias em questões de detalhes, melhores preços, qualidade, que ela sempre teve e considerando um atendimento qualificado.


Você cria cada projeto personalizado, qual o diferencial do seu trabalho como designer e com consultoria e planejamento de eventos? Hoje vejo que cada evento é único. Mas é no estilo do cliente que buscamos a inspiração, desde o convite aos arranjos até os últimos detalhes que vai do porta guardanapo a lembrança do convidado. Na Duett, não só eu, mas toda minha equipe está treinada para fazer a leitura do cliente. Acho que ao longo do tempo aprendi a decifrar muito do que os clientes querem em seus eventos, observando seus gestos, seus olhares e até a roupa que se usa. Vemos seus olhos brilharem, assim sabemos quando estamos no caminho certo, ao criar o evento a qual ele sonha e imagina cada detalhe. 

Quais são as maiores dificuldades encontradas no mercado de festas e o que você considera eficaz para manter seus clientes motivados? Atualmente são inúmeras as dificuldades, mas as mais evidentes são escassez de matéria-prima, que ao mesmo tempo e muito grande o leque, mas sempre em quantidade menor. Outro ponto é a desvalorização de nossa área por meio de alguns profissionais que fazem por hobbie. Acima de tudo existe a crise econômica no país, que afetou não só o nosso setor mas todos, fazendo com que as pessoas diminuíssem os custos de investimentos em eventos. Mas conseguimos readequar as ideias e matérias-primas usadas, estando de acordo com o investimento do cliente, acho que isto gera fidelização na clientela.

Você está preparando a inauguração de um novo braço de sua empresa no Rio de Janeiro, no segmento de flores, como vai se configurar esta “joint venture”? Foi por acaso, que surgiu uma conversa sobre este empreendimento: Estava tomando café com pessoas renomadas e de tradição no setor de flores, quando comentei sobre um projeto meu, um sonho! Eu estava fazendo um estudo de mercado nesta área. Daí descobri que estavam cogitando a mesma ideia, para longo prazo, mas faltava alguém nesta área de designer. Foi que surgiu a “joint venture”, seria um bom investimento e um casamento perfeito para ambas as empresas, pois não há nada parecido no Brasil. Estamos confiantes para ano que vem já inaugurar o empreendimento que une flores e designer.

Projetos para 2018? Expandir minha empresa e iniciar este novo empreendimento no Rio de Janeiro. Quero estar mais tranquila para viajar mais! Adoro conhecer novos lugares e culturas diferentes. Peço a DEUS que o ano novo seja cheio de bênçãos e luz para mim e minha família. E ao mundo, mais amor e igualdade!

FOTOs  EDU RODRIGUES
PRODUÇÃO MARCIA DORNELLES

BELEZA CATY PIRES

CAMILA VESTE: Só A Rigor
AGRADECIMENTOS: Carmem Leboreiro, Windsor Copa Hotel (21) 2195.5300, 
Carla Flores (21) 3860.2169

quinta-feira, 1 de junho de 2017

MULHER EM FOCO: Jeniffer Setti - Talento para atuar e empreender


Essa bela morena encanta logo de cara. Lábios carnudos, cabelos longos, corpo escultural e um olhar naturalmente sexy. Depois você vai descobrindo mais sobre Jeniffer Setti e percebe que ela vai muito além da beleza. Prova disso foi o sucesso dela na novela “Os Dez Mandamentos”, e sua capacidade de empreender por outras frentes como websérie e um projeto que envolve cultura e cidadania. Formada em Direito, aos 19 anos descobriu que Arte Cênicas era o que ela queria para ela e correu atrás. Depois de alguns trabalhos na Globo e recentemente na Record, Jeniffer só tem colhido os frutos dessa dedicação. 

Depois de atuar em algumas novelas e peças você resolveu empreender com o projeto “In Setti”. Fala um pouco sobre isso esse projeto... O In Setti era um sonho muito antigo. Sempre tive vontade de criar um espaço, onde as pessoas pudessem aprender, ensinar e trocar experiências sobre dramaturgia. Vivi longos anos promovendo encontros com amigos e parceiros de trabalhos para leituras de peças teatrais, séries e filmes. Todo esse movimento sempre me enriqueceu muito! Em função de já ter feito inúmeros workshops e cursos de interpretação pra TV, pude tirar o que foi bom de cada um deles. Avaliar o mercado e chegar a esta grande realização. 

O que te motivou a criar esse projeto num momento como esse no Brasil onde as coisas estão mais difíceis para empreender? O projeto In Setti começou há 5 anos atrás, e quando a crise chegou, o negócio já estava em um estágio avançado, bem desenvolvido. Optei por ser otimista e seguir em frente. A minha grande motivação foi justamente a falta que as pessoas sentem de ter uma oportunidade para aperfeiçoamento, tanto na área profissional, quanto na cultural. Ajudar motiva!

Indo para o começo como atriz... Quais foram os maiores desafios? Como foi no início? Como a maioria dos atores, bem difícil! É preciso persistir nos objetivos e acreditar que uma hora aparece uma oportunidade de mostrar o nosso trabalho. Meu maior desafio foi superar as portas que se fecharam e continuar acreditando no ofício. Antes eu lutava para estar inserida na arte, hoje eu ajudo as pessoas a se envolverem mais. Ajudo a acreditarem mais em si! É muito gratificante.

Você participou de “Os Dez Mandamentos” (com a personagem Safira), que se tornou um marco atual na TV. Como foi fazer parte dessa novela e a que você atribui esse sucesso todo da novela? Atribuo a qualidade à autora, aos colaboradores, aos diretores e atores que se empenharam grandemente. Em janeiro deste ano, eu estava em Miami passando férias, quando liguei a TV, lá estava "Os Dez Mandamentos", fiquei muito emocionada de saber que até nos Estados Unidos a novela está sendo assistida e com uma ótima audiência. Fiz as duas temporadas da novela, foram dois anos de envolvimento terei pra sempre uma enorme gratidão por ter feito parte desta obra. Minha querida Safira, estará pra sempre em meu coração!

Depois de passar por alguns programas na Globo você foi para a Record. Como foi essa mudança? Não houve mudança, Hoje os atores e as emissoras tem muito mais liberdade pra decidirem com quem vão trabalhar, Acho ótimo! Na Globo fiz pouca coisa, meu último trabalho foi o seriado "A Segunda Dama", da Heloisa Perissé, a qual eu tenho um carinho imenso! A Record me deu grandes personagens, sou muito grata.

Em breve você volta a atuar, dessa vez na websérie “Mina Zen”. Como é para você estrear nessa nova plataforma? É um caminho que você quer se dedicar mais ou algo pontual? Esse caminho é o futuro, independente de teatro, TV e cinema. O ator precisa estar interagindo em todas as plataformas para que seu trabalho seja visto. Nesse momento é pontual e estou amando fazer. É incrível! 

O que podemos esperar de “Mina Zen”? Conte um pouco do que vem por aí? Pra falar a verdade, eu nunca me diverti tanto na minha vida!! Trata-se de uma feminista radical que tem múltiplas personalidades. Ela se transforma cinco pessoas completamente diferentes. Estou amando essa oportunidade de brincar e aprender tanto com esses personagens. 

Na série você faz inclusive um homem. O desafio foi maior. Como foi a preparação? É verdade, eu faço um homem, e está sendo incrível descobrir mais deste universo masculino, a virilidade para ele é a coisa mais importante, por isso precisei me empenhar bem na preparação de voz. Ele está fantástico.

Voltando ao projeto “In Setti”, uma das propostas é curso de teatro para crianças carentes. Que desafio e que realização você espera encontrar com isso? Lá na escola, vou abrir um horário, uma vez por mês pra fazer esse trabalho social que sempre sonhei quando eu era pequena. Lembro que a primeira vez que quis fazer um curso, não pude pagar nem a matrícula. Sei bem como é.... Ajudar, vai será a parte mais gratificante!

Em tempos difíceis abrir portas e encarar novas frentes de trabalho são uma realidade e um caminho para o sucesso. O que te move? Vejo como uma grande oportunidade de aprender com os erros e acertos. As pessoas precisam entender que só crescemos ajudando o próximo e nada faz sentido se não é feito com amor para compartilhar, retribuir, vivenciar. Isso me move: a paixão pela dramaturgia.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

MULHER EM FOCO: Juliana Cavalcanti - A maior produtora de música eletrônica no brasil dá o tom da nossa festa

Considerada a maior produtora mulher de música eletrônica do Brasil, a empresária e administradora de empresa é muito mais que rótulos. Ao tocar a primeira batida, seus olhos brilham e como a mesma afirmou na matéria, “gosto de sensações e de causar emoções nos outros”, sentimentos esses que partem diretamente dela e que são transpostos para seu público em cada detalhe, em cada escolha, em cada evento. 

Com mais de 12 anos de trabalho no ramo, Ju Cavalcanti, através de sua produtora Reality, organiza seus eventos com maestria e perfeição nos mínimos detalhes. É responsável por trazer para Pernambuco grandes nomes, como David Guetta, Armin Van Buuren, Hardwell, Martin Garrix, dentre outros. “Esse é um mundo extremamente machista e masculino. Às vezes os artistas não acreditam que toda aquela magnitude de festa foi promovida por uma mulher (risos). Fechamos contrato diretamente com as agências. E isso chega a impressionar alguns artistas porque, de fato, eles, não esperam. Martin Garrix, por exemplo, demorou a acreditar. Fazer o que? (risos).” Em 2016 ela voltou com o selo 'Essential' para o universo das 'raves' e prepara-se para o 'bombar' no único réveillon de música eletrônica do Recife.

A paixão de Ju pela música eletrônica vem desde a adolescência e aconteceu de maneira muito natural: ouvindo rádio. “O início da minha carreira se deu com o psy trance quando eu fui fazer a minha primeira pós-graduação no Rio de Janeiro. Sou formada em Administração, trabalho na Teletaxi, empresa familiar, a qual também me dedico. Nessa viagem, tive acesso a um estilo de música que não existia no Recife. Eu conheci festas diferenciadas em lugares abertos (super incomum ao que se via aqui), e aquilo me chamou muita atenção. Os eventos eram em Vargem Grande, no meio de florestas. Amei tudo aquilo e me perguntei: por que não levar essa ideia pra o Recife? Eu já era fã de música eletrônica e quando eu voltei, fiz minha primeira festa, que na época, assinava com a marca 'Liquid Sky' e, desde então, não parei mais.”, conta Juliana.

E foi com essa inquietude de buscar a inovação no que há de melhor na produção de festa que, durante os três meses, em que fez outra pós graduação em Harvard, ela aproveitou para conhecer diversas agências, festivais, inúmeras vertentes de música eletrônica e o leque de opções que ela poderia também trabalhar. “As coisas foram fluindo. Sempre tive uma parceria muito boa, tanto com as agências, quanto com os artistas. E foi crescendo. Vendi essa primeira marca e criei outras e aí surgiu a oportunidade de comprar o King Festival, que é o maior festival de música eletrônica do Norte Nordeste”, diz ela. E completa, “fui aprendendo na prática e conhecendo as diversas linhas existentes nesse estilo musical. Hoje, já produzimos diversas festas em locações incríveis. Trouxe todos os DJs grandes de psy trance. Mas, como tudo evolui e pede mudança, notei que o mercado pedia algo novo, então apostei no trance. Tive oportunidade de fazer Armin Van Buuren – na época, era o DJ número 1 do mundo, segundo a aclamada revista DJ MAG”, comemora. 

Dedicação, amor pelo o que faz, e uma equipe afinada, são os componentes que não podem faltar no trabalho da empresária e produtora. “Sou uma pessoa extremamente planejada e tenho uma equipe com gente muito competente. Então, enxergo tudo com muita antecedência e vou levando essa jornada em paralelo. Chega um momento que eu preciso me dedicar 100% ao evento. Mas aí, a administradora, já se organizou pra isso. Entra uma rotina extremamente desgastante, mas é o que acontece há 12 anos. E sempre foi assim. Estou na Teletaxi, levando minha vida normalmente, então, no meio do expediente, paro, e resolvo alguma coisa. Hoje em dia, além de ter uma equipe bem maior, muitas coisas das festas são feitas de maneira virtual, e isso facilita muito.”, conta. 



Segundo Juliana, é crescente a popularização da música eletrônica, principalmente entre as pessoas mais jovens e com essa mistura de ritmo. Para manter sempre suas produções com elevadíssimo padrão, ela busca inspiração nos maiores eventos do mundo. “Gosto de viajar pra conhecer o que há de melhor por aí. Eu vivenciei todos os grandes festivais no mundo. Vejo o que está acontecendo lá fora e tento trazer para cá. No Brasil, os festivais ganham corpo e público. Isso impulsiona o produtor a dar o melhor de si. Eu gosto de fornecer experiências para o público. Eu quero que as pessoas cheguem aos meus eventos e digam que são inesquecíveis e levem isso para o resto das suas vidas”, revela. E, ainda, completa, “para o futuro, teremos muitas surpresas, principalmente no que diz respeito ao King Festival. Outra novidade que está reservada para 2017, é que serei embaixadora do energético Burn, e dessa parceria, pode-se esperar muitas emoções. A música eletrônica é um estilo que me estimula a buscar sempre algo novo, me inspira sempre mais.”, finaliza.


Fotos Carlos Cajueiro
Styling Thaís Machado
Beleza Mauro Frazão
Assist. de fotografia Jey Godoy

Agradecimentos
Vestidos A Maison (81) 3877.2718
Anéis e brincos CIS Joias (81) 3327.0291
Carro Stuttgart Porsche 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

MULHER EM FOCO: Um mergulho na intimidade de Juliana Santos, empresária a frente de uma das maiores multimarcas do país

De um sorriso contagiante e uma energia admirável, Juliana Santos, o nome por trás da conceituada multimarcas Dona Santa, nos recebe para abrir um lado seu ainda inexplorado pela mídia, a vida pessoal. Apesar do tema delicado, a naturalidade permeia toda a conversa. Claro, o universo da moda se mistura à sua trajetória fazendo parte de suas experiências desde os três anos de idade, quando sua mãe, Lília Santos, ainda dedicava-se exclusivamente à academia Perfformance, seu primeiro negócio. “Eu nasci em 77 e mamãe abriu a academia em 80. Então, acho que essa coisa de vaidade, de beleza sempre teve muito presente em minha vida, desde pequena. Na época não existia Dona Santa, mas havia lojinhas dentro da academia e lá mamãe vendia moda fitness. Depois, ela colocou uma confecção própria com outros tipos de roupa. Já nesse tempo eu adorava ficar ali dentro, ajudando a vender e vivenciando meu imaginário”, recorda.

Mesmo estudado quase todo o colegial no tradicional Santa Maria, em Boa Viagem, Zona Sul de Recife, Juliana conta que foi na adolescência que seu estilo começou a se moldar. No segundo grau, quando a única peça obrigatória do uniforme era a camisa, a moça à frente de seu tempo já usava um jeans moderno e coturno. “Lembro que a febre era a Levis 501, mas ninguém usava aqui. Então eu ia para o colégio já com esse estilo. As pessoas falavam, ficavam olhando de lado, mas eu sempre fugi do padrão. Mesmo sem redes sociais ou internet, já me informava e gostava de usar as coisas que fossem mais diferentes”. 


Nessa época, nem imaginava que um dia abandonaria o sonho de se formar em Letras para gerir um negócio tão sólido e se tornar uma espécie de celebridade do mundo fashion, uma trendsetter. Viajou para a Inglaterra para realizar intercâmbio de um ano, seguindo à risca o caminho que toda jovem de sua classe percorria. “Quando voltei, mamãe já tinha inaugurado a Dona Santa, que abriu suas portas em 1995. Comecei uma faculdade e tranquei. Depois passei a cursar Letras, pois adorava. Mas senti que não estava dando conta das coisas, porque foi justamente quando comecei a trabalhar na loja, em 1998”. Foi o perfeccionismo, característica forte de Juliana, que a motivou a fazer uma escolha. “Tinha a ideia de que iria voltar (a cursar Letras), mas o trabalho foi demandando cada vez mais, porque precisei me envolver em outras áreas. Enfim, nunca mais deixei a loja”, diz ela com a certeza de que essa foi a guinada na sua vida.

Desde que se tornou sócia, Juliana assumiu a frente de diversas atividades: da curadoria das roupas até as compras mais simples, de manutenção. Tudo passa por ela. Por trabalhar com a mãe e ter tanta afinidade com sua atividade, muitas vezes o limite entre o lado pessoal e o profissional é sutil. Apesar disso, faz questão absoluta de manter cada parte em seu devido lugar. “Eu divido minha vida de empresária da de mãe e da de filha. É muito difícil, mas isso se tornou para mim uma imposição. Hoje se usa muito o WhatsApp como e-mail, mesmo assim, quando estou em casa, eu só respondo se for alguma coisa muito urgente, senão faço questão de deixar para depois. Acredito que o principal para alcançar esse objetivo, é ter metodologia e organização para focar no que se está fazendo, seja na hora do lazer ou na hora do trabalho. É estar inteira em qualquer lugar”, afirma. 


Na hora de se vestir, essa dupla realidade é a mesma. “Tem final de semana que mamãe me vê em casa e diz: ‘Juliana, acho que ninguém acredita que você fica assim em lugar algum.”  O caso é que, se eu puder, passo o final de semana de biquine, já que amo praia, ou até de lingerie, porque não quero ver roupa na minha frente, não pensar no que usar”, brinca relatando ainda que certa vez foi ao shopping com o filho Bernardo, de seis anos, numa tarde de cinema, Game Station e lanche. “Uma colega da academia disse que pensou ter me visto com ele, mas achou que era alguém muito parecida comigo por estar de camiseta, calça jeans e chinelo. Respondi que era eu mesma, e ela ficou impressionada. As pessoas acham que há uma obrigação de estar o tempo inteiro bem vestida, e final de semana, tudo que eu quero é ficar à vontade”.  

É nesses momentos de calmaria que ela para e reflete sobre um dos seus grandes desafios. “A coisa mais difícil é, sem dúvida, educar uma pessoa. Para mim não tem trabalho, não tem nada, e sim ter a capacidade de educar um ser humano”, define ao falar sobre o pequeno Bernardo. É quando ela adquire um ar sublime e, por uns instantes, suspira ao completar: “É algo muito instintivo. Obviamente eu sou o meu melhor pra ele. Com ele eu sou rígida e brigo. Mas, ao mesmo tempo, tenho um lado muito menina, muito moleca, de brincar, de pintar, de fazer piada comigo mesma e com os outros”. Nesse momento, segue falando da família. “Sou muito apegada à minha mãe, não sei se por ser a filha caçula com certa distância para meus dois irmãos, Zezinho 10 anos e Ana Cecília 8, já que quando criança isso fazia toda a diferença. Hoje em dia moro no mesmo prédio dela, então querendo ou não, a gente nunca se descolou. Vivo chamando ela lá pra casa e adoro ficar jogando conversa fora”. Já o pai, cita como um grande professor e parceiro. “Ele me ensinou tudo da área financeira da loja. No começo, me acompanhava de forma bem próxima, depois as reuniões foram tendo um intervalo maior até chegar ao que está agora. Apesar de eu já ter a prática, pelo perfil de pai ele se interessa em acompanhar o cenário”, revela.


No dia a dia, a rotina começa cedo. Aliás, bem antes de sair de casa. “Costumo dizer que começo a trabalhar na hora de me arrumar pra vir pra loja, porque eu não posso vir pra cá de qualquer jeito. Eu posso até estar com um jeans e uma camiseta, mas tenho que saber como exatamente estou usando esse jeans e essa camiseta”, comenta.


Para enfrentar uma atividade tão intensa e cheia de detalhes, o combustível da trendsetter é sol e mar. Ela revela que se no fim de semana não encaixar um dia de praia, nos de trabalho, troca a academia por caminhadas no calçadão, com direito a um mergulho. “Já até deixei uma boa dermatologista porque ela queria vetar o meu banho de sol. Moro de frente para a praia e sou uma pessoa totalmente solar. A meditação também faz parte do meu cotidiano e acho que é outra atividade fundamental”. Dessa forma, ela segue agregando bem-estar em torno do estilo que veste a casa, o trabalho e a vida. 



Acompanhe os bastidores do ensaio fotográfico: