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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

HISTÓRIA: Nos Passos do Frevo - O museu que evoca e exibe o ritmo do Carnaval pernambucano

Comemorando o dia do Frevo, em 09 de fevereiro de 2014, Recife recebia o que há muito já merecia: um museu dedicado à história do Frevo. O Paço do Frevo nasceu para ser um centro de referência de ações, projetos e atividades de documentação, transmissão, salvaguarda e valorização de uma das principais tradições culturais brasileiras, reconhecida como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco: o frevo. Além de reconhecer a importância do Frevo não só para o Brasil, principalmente, para Pernambuco, o Paço abre espaço para que residentes e visitantes possam não só “cair no ritmo”, mas, sobretudo, conhecer a fundo a história desse ritmo, dos blocos, de cada passo e de como a vida pulsa entre sombrinhas e clarins.

Localizado na Praça do Arsenal da Marinha, no Bairro do Recife, o Paço é uma iniciativa da Prefeitura do Recife, com realização da Fundação Roberto Marinho e gestão do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG). O projeto conta com o patrocínio cultural da Rede Globo e do Banco Itaú. Os patrocinadores do espaço são o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), o Governo do Estado de Pernambuco, por meio de sua Secretaria de Turismo e da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), o Instituto Camargo Corrêa, o Instituto Votorantim e da Pilar Produtos Alimentícios e apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura.



PRA VER, OUVIR E APRENDER 

O Paço do Frevo, além de ser espaço para contemplação da cultura pernambucana é também lugar de aprendizado interativo. A Escola de Música busca formar novos profissionais e gerações de orquestras de frevo, mas também pode receber aquele visitante curioso que quer aprender, sem grandes pretensões profissionais. A Escola de Dança, da mesma forma, serve aos foliões que querem fazer bonito no carnaval e também aos profissionais da dança que querem se formar passistas e levar a arte do frevo para além das fronteiras do estado e do país.

Com salas próprias para realização de workshops, encontros e palestras, muitas pessoas podem não só aprender os passos e o uso dos instrumentos do frevo, mas também debater sobre sua origem e seu papel na sociedade atual, e produzir e difundir suas atividades e os produtos gerados por elas. O Paço do Frevo conta com:

- Estúdio de gravação montado no primeiro andar aberto para receber músicos profissionais e amadores.

- Centro de Documentação Maestro Guerra Peixe promove a produção, organização e acesso a documentos e informações relativas ao frevo disponibiliza um acervo em expansão com mais de 900 exemplares de livros, revistas, catálogos, periódicos, CDs e DVDs. O Centro de Documentação também tem como objetivo produzir, sistematizar e difundir memórias, conhecimentos e conteúdos relacionados ao frevo e ao patrimônio cultural imaterial.

- Rádio online que é responsável pela difusão audiovisual sobre quem compôs o frevo (canção) e ainda menciona suas criações do passado.



UM MUNDO DE CORES 

Muito além do colorido vibrante das sombrinhas e roupas dos passistas, o Paço do Frevo recebe a todos em um universo de cores, palavras, expressões e memórias relacionadas ao frevo de forma contagiante. 

Quem vai ao Paço tem a oportunidade de conhecer desde os principais acontecimentos da história do frevo na linha do tempo, no térreo do prédio, até os estandartes e flabelos de importantes blocos e agremiações pernambucanos na estonteante Praça do Frevo, no 3º andar do imóvel restaurado.  

O PRIMEIRO ANO 

Em seu primeiro ano de funcionamento (inaugurado em 9 de fevereiro de 2014), o espaço se tornou um centro de referência e levou mais 122 mil pessoas a conhecer e aumentar seu encantamento com o frevo. Só no mês de Janeiro de 2015, o espaço bateu todos os recordes de visitação, recebendo mais de 17 mil visitantes. Ao todo, mais de 23 mil pessoas participaram de visitas guiadas que receberam os visitantes todas as semanas ao longo desse primeiro ano.

Outra importante conquista foi a inserção do Paço no calendário de grandes eventos culturais da capital pernambucana, como a 11ª Mostra Brasileira de Dança e o 19º Festival Internacional de Dança do Recife. Em 2015, essas parcerias continuam com o espaço marcando presença em eventos como o Janeiro de Grandes Espetáculos e o Porto Musical. Ao longo de 2014, o Paço recebeu uma programação intensa, contribuindo para que o frevo seja vivenciado, renovado e fortalecido durante o ano inteiro, incentivando o mercado e promovendo a sua salvaguarda. 



OUTROS NÚMEROS MOSTRAM A FORÇA DO PAÇO DO FREVO 

Até janeiro de 2015, foram 93 apresentações culturais, entre bandas, artistas e agremiações. Nas 37 edições da Quinta no Paço, realizadas no 3º andar do prédio, agremiações e grupos alternaram encontros com a tradição da cultura popular e novas experimentações da dança e da música do frevo. Entre os destaques dessa programação, Quinteto Violado, O Bonde Bloco Carnavalesco Lírico, Coral Pró-criança, Flaira Ferro, etc. 

Nas 40 apresentações da Hora do Frevo realizadas no Evoé Frevo Café, releituras do frevo foram experimentadas, tais como o frevo em rabeca de Cláudio Rabeca, o frevo para sanfona com Mestre Camarão e a música instrumental de jovens artistas como Henrique Albino. Além disso, onze Arrastões do Frevo fizeram com que a programação artística do Paço do Frevo extrapolasse os muros do museu, colocando todo mundo para frevar nas principais ruas do Bairro do Recife. 

Também foram realizados três (Com)Passos, encontros de improviso entre bailarinos e músicos e dois Conexões Frevo, momentos de intercâmbio cultural com outras expressões como o bluegrass americano e o fado português e o encontro do Maestro Forró com o grupo norte-americano Clinton Curtis Band, no Conexão Cultural 2014 Estados Unidos-Pernambuco, e o intercâmbio entre o frevo e o fado português protagonizado pelos músicos pernambucanos Geraldo Maia, Beto do Bandolim e os grupos Brasil Sonoro e Fado ao Centro, de Portugal, são exemplos de como o museu(Paço do Frevo) pode explorar o potencial internacional do frevo e ser um forte indutor de intercâmbios entre artistas, bandas e grupos. 

Para coroar este primeiro ano, o Paço do Frevo se despediu de 2014 realizando a Cantata do Paço, com direção do maestro Marcos Cesar e apresentação da Orquestra Retratos e do Coral Edgard Morais. O espetáculo trouxe as influências do pastoril, manifestação folclórica típica do Natal (dnça Portuguesa originada a partir de atividades pastorais). 

No campo da formação (estudo do frevo), o Paço do Frevo promoveu, com o apoio da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), o 1º Encontro de Pesquisadores do Frevo, reunindo estudiosos do mundo acadêmico e profissionais ligados ao universo do frevo para discutir alternativas para a salvaguarda desse bem cultural. O evento mobilizou cerca de 150 pessoas, com destaque para a participação do multiartista Antônio Carlos Nóbrega. O Paço também ofereceu 33 cursos e oficinas na Escola de Dança e na Escola de Música, que atraíram mais de 567 alunos, tanto do público local quanto de turistas. O evento de formação das turmas do Curso Regular de Frevo e de Técnica Vocal foi um dos destaques da área neste primeiro ano de funcionamento do Paço do Frevo, bem como a realização do Quatro Frevos em Debate, mesas de discussão sobre o mercado da música, o ensino da dança, entre outros temas relacionados à cultura do frevo. 

 “As ações de formação, difusão e fruição do frevo em seus gêneros musicais objetivaram a estruturação de um mercado anual. Nesse contexto, estreitamos relações com os músicos e maestros escolásticos de referência nacional e internacional (como Clóvis Pereira, Duda, Nenéu Liberalquino, Édson Rodrigues, Ivan do Espírito Santo, Spok, Marco César), ao ofertar cursos que completaram a rede de ensino musical da cidade. Contribuímos para a renovação de repertório e atuamos na qualificação profissional dos músicos”, pontua o Gerente-Geral do Paço do Frevo, Paulo Braz. 



PARCERIAS 

Importantes instituições pernambucanas se colocaram como parceiras do Paço no desenvolvimento da cultura do frevo, entre elas, o Departamento de Música da UFPE, Biblioteca Central da UFPE no trabalho de restauro e conservação do acervo, da Banda da Polícia Militar de Pernambuco, o Comando da Base Aérea de Recife – BARF, na cessão de professores para o início das atividades da futura Orquestra do Paço do Frevo, o Sebrae e o Consulado Americano.

 “Foi um ano de grandes desafios, mas, também, de significativas conquistas, principalmente quando tratamos do desenvolvimento de públicos, formação de plateias e ativação da cadeia criativa e produtiva do Frevo. Há um campo de oportunidades a ser explorado, de profunda ressonância social, imenso repertório simbólico e potencial econômico. Investimos, neste primeiro ano, na convivência e reflexão, experimentação e renovação, criação e difusão, abrindo possibilidades concretas para o desenvolvimento de iniciativas direcionadas à memória, inovação e salvaguarda deste patrimônio imaterial, do Brasil e do mundo”, ressalta Eduardo Sarmento, Gerente de Conteúdo do Paço do Frevo. 

SERVIÇO 

Paço do Frevo - Praça do Arsenal da Marinha, s/n, Bairro do Recife - Terças, quartas e sextas: 9h às 18h. / Quintas: 9h às 21h / Sábados e domingos: 12h às 19h. Ingresso: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia). Mais informações: 3355-9500 / www.pacodofrevo.org.br

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

CULTURA: Galo da Madrugada e de todos os carnavais celebra 40 anos

UM POUCO DE HISTÓRIA - Criado pelo empresário Enéas Freire O Galo da Madrugada desfilou como bloco pela primeira vez no sábado, dia 23 de janeiro de 1978, às 5h da manhã, saindo da sua sede na Rua Padre Floriano, 43, no bairro de São José. E pensar que o bloco que entrou para o Livro dos Recordes, o Guiness Book em 1995, por reunir cerca de um milhão de pessoas pelas ruas e avenidas da cidade arrastou somente 75 foliões em seu primeiro desfile. De lá pra cá a cada ano mais e mais foliões de todos os cantos do Brasil e também do mundo acordam cedo pra render homenagens ao Galo.

A ideia de sair ao sábado de madrugada se devia ao fato de naquela época não ser feriado, daí a festa tinha de acontecer antes do comércio do Centro abrir. Agora todos param para ver o Galo passar e a saída dos trios e carros alegóricos acontece das 10h da manhã. Quando criou o Galo, Enéas Freire tinha como objetivo resgatar a folia de rua e a criatividade dos pernambucanos que estava sendo deixada de lado pelos grandes bailes de clube da época. Não sabia ele que ali, naquele dia, nascia uma dos grandes ícones do carnaval de Pernambuco e que até hoje é exatamente o que ele queria que fosse: um espaço onde a criatividade, a irreverência e a alegria reinam a céu aberto nas ruas do centro do Recife.

Foi em 1979 quando aconteceu a 1ª Noite dos Estandartes no Clube Português que o Galo ganhou seu estandarte e hino oficial criado por Mauro Freire e pelo compositor José Mário Chaves. Com o tempo e o aumento dos foliões as orquestras passaram a tocar em cima de caminhões para propagar mais e melhor o som, mas ainda assim não era suficiente e os trios elétricos passaram a fazer parte do Galo da Madrugada.


GANHANDO AS RUAS HOMENAGEANDO FRANCISCO JOSÉ EM 2018

Com o tema “Galo 40 anos, Promovendo o Folclore e a Cultura de Pernambuco”, o bloco sairá às ruas em 10 de fevereiro de 2018. “Esse ano estamos comemorando 40 anos de uma festa que resgatou o ritmo pernambucano. O Galo da Madrugada promoveu uma verdadeira revitalização para o carnaval de rua, mantendo-se fiel aos seus objetivos, fortalecendo o folclore e a cultura e, principalmente, crescendo sem perder a originalidade. Nossa bandeira é sempre defender o frevo, o folclore e a cultura pernambucanos”, explica o presidente do Galo da Madrugada, Rômulo Meneses. 

É na Ponte Duarte Coelho que fica o boneco do Galo, medindo 35 metros de altura que dá pra ser visto de longe e é o grande símbolo da festa. Durante o trajeto há camarotes privativos e improvisados em varandas e sacadas, afinal todos querem ver o Galo passar. No chão, milhares de pessoas seguem os trios e orquestras durante todo o dia. E neste ano Para o desfile, muitas surpresas são esperadas. O folião poderá reviver os carnavais passados, além de relembrar grandes compositores que fomentaram a cultura e contribuíram para que o frevo fosse perpetuado. 

O Galo fará, ainda, uma homenagem especial ao repórter Francisco José, que também celebrará, em 2018, 40 anos de cobertura dos desfiles do Galo da Madrugada. Para comemorar os 40 anos, o clube irá promover, ainda, algumas outras ações que serão realizadas ao longo do de 2018. “O que podemos adiantar, é que será lançado um CD comemorativo onde convidamos alguns compositores e artistas que fazem parte da história da agremiação para compor e/ou gravar músicas para celebrar os 40 anos do bloco, estamos programando outras atividades como:  lançamento de dois livros, lançamento de uma exposição itinerante e a produção de um filme documentário”, conclui Rômulo.


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

CULTURA: O som (e a alma) do Sertão

Pernambuco ganhou em 2014 um presente de fazer chorar não só os amantes mais calorosos do Leão do Norte, mas também capaz de seduzir e cativar os olhos de fora. O museu Cais do Sertão, localizado no icônico bairro do Recife Antigo, atrai público das mais diversas idades principalmente pela originalidade e poeticidade que transbordam da exposição. O Cais do Sertão é uma viagem ao universo do sertanejo que, além de ser um forte, encanta com toda sua singularidade cultural e social perante as muitas adversidades. 

Pode até parecer paradoxal, mas a proposta (muito bem desenvolvida, vale ressaltar) é contar a história do Sertão a partir da alta tecnologia. Dessa forma, somos convidados a fazer um mergulho interativo na alma e vivência típica dessa região dominada pela seca, mas também cheia de simbolismos. Tudo isso amalgamado pela vida e obra de Luiz Gonzaga, talvez o sertanejo mais admirado e conhecido do país. 

O espaço de 2000 m² (em breve será inaugurada a segunda parte que somará mais de cinco mil metros quadrados) está dividido em sete temas centrais: viver, trabalhar, cantar, ocupar, crer, migrar, criar. Entre elas corre o Rio São Francisco que nos lembra a todo o momento da sua importância e centralidade para o Nordeste. Somos convidados a atravessá-lo inúmeras vezes durante nosso passeio ao cruzar cada um dos temas propostos e nesse ritmo podemos identificar trechos das músicas do Rei do Baião e momentos de sua grandiosa carreira, que conta um pouco do Brasil e da gente. 




Revivemos, dessa forma, sentimentos adormecidos e resgatamos do nosso imaginário memórias afetivo-culturais que nos fazem se sentir não só pernambucanos, mas, acima de tudo, brasileiros. Por mais distantes que estejamos daquela realidade, identificamo-nos com a simplicidade e profundidade de uma região historicamente castigada pela geografia física e política. Ao mesmo tempo que vemos ferramentas de trabalho rudimentares atestando a criatividade do homem no seu cotidiano, atravessamos o túnel do diabo lembrando que os mistérios da vida existem independente do tempo e da ciência. 


Em uma sala escura de poderosa projeção ouvimos a música de Luis Gonzaga ganhando o mundo na voz de artistas conhecidos em um show particular. No andar superior, encontramos depoimentos de quarenta e oito migrantes contando como foi deixar sua terra sem saber o que iam encontrar adiante, entre as ilustres personalidades o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz um emocionante relato. Por fim, finalizamos o trajeto em uma sala de música onde podemos tocar instrumentos como triângulo, sanfona, zabumba e tantos outros que embalam as canções arretadas do Rei do Baião. 

Uma vez, com suas canções até hoje modernas, Luis Gonzaga mostrou o Sertão ao mundo. Agora, o museu Cais do Sertão, ao homenagear o sertanejo com seu jeito simples de vida, suas crenças, dores e superações, presta uma grande homenagem ao Brasil, integrando essa região tão rica à metrópole e nos lembrando sempre que, assim como na música, da aridez brota amor, poesia e arte. 


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Um pouco antes de chegar no Cais do Sertão, chama atenção do público um enorme nome “Recife” colocado na Praça do Marco Zero que já virou ponto para várias fotos. Segundo Camilo Simões, Secretário de Turismo e Lazer de Recife, faltava uma marca que identificasse a cidade. “Percebíamos que faltava uma marca de destino turístico que traduzisse bem o que era o Recife. Uma marca moderna, que fosse mutável, que ela pudesse se adaptar ao período do ano sem perder essa identidade visual. E criamos essa marca que está no Marco Zero hoje, que tem a sombrinha de frevo, que é o nosso símbolo da nossa cultura, e o nome “Recife” onde o “Rec” representa a parte de recordação, de gravação, de memória, de ficar...e a gente pode usar tanto o nome Recife completo, como o “RecCarnaval”, “RecSãoJoão”, “RecNatal”... Foi uma marca bem construída nesse conceito. 

Também faltava na cidade um local onde você pudesse fazer uma foto e identificar em que local é esse, o que isso representa. E colocamos lá essa marca tamanho gigante, que se tornou um grande sucesso. Se você chegar lá no domingo tem fila para fazer foto. Uma coisa relativamente simples, mas que marca a vida da cidade, que divulga o nome da cidade nas redes sociais e nas recordações das fotos das pessoas. Uma experiência tão legal que vamos manter a do Marco Zero e vamos colocar uma no 2o Jardim de Boa Viagem, que é outro ponto turístico também. E a localização aqui no Recife Antigo, além disso, é no Marco Zero, que é o símbolo maior de nossa cidade e ao fundo tem o Parque das Esculturas, uma doação do mestre Francisco Brennand. Assim conseguimos condensar numa só foto, e numa só região, toda a cultura e tudo o que o Recife representa para o turista e o cidadão fazer sua foto de recordação.”

quarta-feira, 2 de março de 2011

DESTINO: Recife e Olinda, e a animada mistura de ritmos.



Uma das festas mais esperadas do ano no Brasil, sem dúvida é o Carnaval. A Folia de Momo toma conta de tudo, inclusive do tempo que as coisas devem acontecer. “Quem nunca ouviu a expressão” : Ah, as coisas só começam depois do carnaval”. Pois bem, é fantasia pra cá, programação pra lá, passagens, aluguel de casas, reunir os amigos, fazer pesquisas...o importante é não ficar parado! Seja com samba, frevo ou axé, o Carnaval é a festa da alegria, descontração e irreverência . A MENSCH deseja aos seus leitores um carnaval inesquecível por isso preparou uma matéria especial com dicas de onde e como brincar. Alá lá ô ô ô...

RECIFE E OLINDA FERVEM AO SOM DE VÁRIOS RITMOS.
Não dá pra falar de uma sem falar da outra. As cidades irmãs tem um dos carnavais mais democráticos e multiculturais do país, com programação para todas as idades e gostos, mas é claro que por aqui imperam o Frevo, o Maracatu e o Caboclinho. Recife foi dividida em Pólos Culturais, assim tem carnaval em todos os cantos da cidade, mas é no Recife Antigo que se reúnem mais foliões.
No Marco Zero, o chamado Pólo Multicultural, acontecem a abertura e o encerramento do Carnaval do Recife e é onde se apresentam os grandes artistas nacionais dos mais variados estilos musicais. No Pólo Mangue acontece o Festival Rec Beat ,  onde a galera do rock and roll curte o carnaval  de forma alternativa. Além de shows, tem desfile de moda e outras atrações.
Ainda no Recife Antigo, aos arredores da Praça do Arsenal, Ruas do Apolo e Bom Jesus, o folião pode apreciar a graciosidade dos carnavais de antigamente com os blocos líricos ou sentir o corpo tremes com os batuques dos Maracatus.
[ DICA - Projeto Lambe Lembe. A partir de 17 de março a mostra ganha novidades: serão expostas as lonas do estúdio e projetado um vídeo com quatro mil fotos. Local: Centro Cultural Correios Recife. Av. Marquês de Olinda, 262, Bairro do Recife. Fone: 3224-5739 ]

A folia no Recife Antigo começa cedo e vai até a madrugada e tem atrações Também pra criançada. E pra começar a brincadeira tem ainda o Galo da Madrugada, considerado o maior bloco de arrastão do mundo. Se você não tem medo de multidão, encare com vontade, se tem, procure os camarotes ou arquibancadas e venha com o pessoal!
Quanto a estacionamento, bem... aí você fica mesmo na mão dos flanelinhas ou dos estacionamentos pagos, os preços variam de R$ 5,00 a R$ 15,00. Já em Olinda a folia pega fogo mesmo durante o dia. É acordar cedo, subir o Alto da Sé, comer uma tapioca reforçada e descer a ladeira correndo atrás das troças!
A tarde uma macaxeira na Noca pra recarregar as energias e continuar o sobe e desce ao som das orquestras. O dia de sábado costuma ser o de “menor“ movimento pois compete com o Galo da Madrugada que acontece no centro de Recife. Em Olinda reina a criatividade e a irreverência, então nada de ir de “cara lavada”, vista uma fantasia, de preferência de tecidos leves para você não derreter, pinte o rosto, vale tudo pra entrar no clima da festa.
Uma boa pedida são as concentrações dos blocos, as mais concorridas: "Enquanto Isso na Sala da Justiça" e "Acho é Pouco". As espumas foram proibidas, mas as pistolinhas d´água ainda dão banho em muita gente, por isso, nada de esquentar, revide com um sorriso e muito frevo de pé! Quanto à paquera, aí rola solta! Colombinas encontram Pierrots, Tarzans as suas Janes, e por aí vai... mas lembre-se: se o clima esquentar, use camisinha pra folia durar a vida inteira!
"SEXTA, abertura do carnaval de Recife no Recife Antigo. SÁBADO, Galo do Madrugada na Rua Imperial. DOMINGO de manhã no Alto da Sé em Olinda para concentração do Bloco Enquanto Isso na Sala de Justiça. SEGUNDA E TERÇA no Recife Antigo." Vanessa Tavares, Administradora, 25 anos 
Para a programação completa clique aqui

Texto: Nadezhda Bezerra
Fonte:
www.programacaocarnavalrecife.com.br/
Fotos: Divulgação