sexta-feira, 29 de junho de 2012

ENTREVISTA: Luciano Szafir, ex-modelo, ator, empresário e pai da adolescente mais famosa do país‏

Luciano Szafir parece ter uma espécie de tranquilidade oriental, talvez adquirida na prática do judô desde os 5 anos. Lida bem com o assédio e os infortúnios da fama, mas também sabe aproveitar as positividades que ela carrega. Dono do próprio nariz desde muito cedo, já morou no exterior contra a vontade dos pais e depois voltou com a humildade de quem sabe pedir e aceitar desculpas. De todas as suas conquistas, alegrias e vitórias, Sasha é sem sombra de dúvidas e melhor e maior de toda. Pai dedicado e amoroso, ensina e aprende com a filha adolescente mostrando que uma relação de respeito entre pais e filhos é a base para uma educação sólida. De família tradicional, Szafir guarda preceitos e rituais judeus como forma de agradecimento a Deus. Conheça um pouco mais do ator que é também um homem de sucesso no mundo dos negócios.

Modelo, empresário e ator. As coisas foram acontecendo naturalmente na sua vida ou foi algo planejado ao longo do tempo?  Acho que como filho mais velho foi natural começar a trabalhar com os negócios da família. Isso foi aos 13 anos de idade. A partir daí nada foi planejado, as oportunidades foram aparecendo, algumas deixei passar e outras agarrei.

Dentre essas três realizações profissionais, onde você se sente mais confortável e realizado? Como ator sem dúvida alguma.
 

Em algum momento desse processo de se tornar uma pessoa pública você já se sentiu invadido ou acuado por parte da mídia ou mesmo do público? Em algum momento isso tudo te incomodou? Acredito que no inicio é um pouco complicado. A medida que você passa a entender como funciona esse "processo", fica administrável. Como tudo na vida, tem o lado bom e o ruim. Hoje lido muito bem com isso. Nada me incomoda muito ou me emociona muito também.
 
Sua exposição na mídia, por ter se tornado um artista, ajudou ou atrapalhou sua vida de empresário? Em alguns poucos casos foi negativo, mas na maioria deles positivo.
 

Conta como foi o convite pra participar da série Barrados no Baile, sucesso estrondoso, nos anos 90? Eu havia saído de casa contra vontade dos meus pais e já estava quase um ano longe em NY e sem falar com meu pai. Resolvi dar um basta na carreira de modelo (que já havia me dado tudo que eu queria na época) e retornar ao Brasil. Liguei para minha família, fizemos as pazes e disse que retornaria para casa e aos negócios em uma semana. No dia seguinte recebi esse convite, conheci a produtora que queria que eu me mudasse para Los Angeles e estudasse durante os 7 meses, me arrumaram coach mas eu não fui. Não conhecia a profissão, e nem imaginava que seria esse sucesso, então voltei.

Dublar o filme “Valente” da Disney é a realização de um sonho antigo, né? De onde vem essa vontade de dublar? Nossa, amo tudo da Disney!! Especialmente depois que a Sasha nasceu. Creio que vi todos os desenhos e filmes por várias vezes e em cada um me emocionei. Então quando veio o convite fiquei em êxtase. “Valente” é fantástico, tenho certeza que todos vão amar. 


Você já interpretou Pilatos em 2002 na Paixão de Cristo em Nova Jerusalém, e recentemente participou do curta metragem religioso "A Palavra de Elias", ambos em Pernambuco. Como foram essas experiências? Você é um cara religioso? Não só Pilatos como também Jesus por 3 vezes e isso só em Pernambuco. Mas respondendo sua pergunta não sou religioso, acredito muito em Deus. E quanto às experiências foram fantásticas, porém bem diferentes. Paixão de Cristo é um espetáculo teatral muito emocionante e quanto ao curta “A Palavra de Elias” faço um corrupto sem cunho religioso.

Você mantém algum ritual judeu no seu dia-a-dia? Ponho talit e tefilin quase todos os dias. É uma espécie de meditação e agradecimento para mim.

É difícil ser pai de uma adolescente, famosa e muito visada? Como é seu relacionamento com Sasha? Ela e uma menina maravilhosa, extremamente doce e com uma cabeça fantástica. Conversamos muito e sobre tudo. Temos uma relação excelente e nos vemos quase que diariamente. Me considero um homem de muita sorte nesse aspecto.

Você vem de uma família muito tradicional. Que valores você conserva e tenta passar para sua filha? A conversa e o respeito sem dúvida. Isso é fundamental para ambos os lados. Porque além de eu ensinar muito a ela fiquei surpreso o quanto ela me ensinou também.

Até pouco tempo você namorava uma modelo bem mais nova que você, Xuxa, com quem você se relacionou já é mais velha. Quando a diferença de idade pode atrapalhar uma relação? Ate então jamais havia tido uma relação com tamanha diferença de idade. Quase sempre me relacionei com mulheres mais velhas, mas a Julia era muito madura. Bem eu acho que quanto mais o tempo passa mais a diferença será sentida.





Hoje as mulheres estão mais atiradas, às vezes até cometendo atitudes que criticavam nos homens. Isso te assusta de alguma forma? Está difícil ter um relacionamento mais sério hoje em dia? No seu caso a fama ajuda ou atrapalha? Realmente as mulheres estão mais atiradas mesmo. Acredito que isso veio junto com a independência. Mas não tenho medo ou incômodo disso não. Quanto a ter relacionamento sério isso acontece quando você encontra alguém que bate com você, que realmente balança. Com ao tempo e a experiência confesso que acho mais difícil acontecer.
 
Que importância o jiu-jítsu tem na sua vida? Considera que o esporte pode mudar a pessoa? Tudo. Comecei a lutar judô com 5 anos e jiu com 10. Tive a sorte de ter um primeiro mestre que praticamente virou um segundo pai, Mestre Otavio de Almeida e depois seu filho também que chamo carinhosamente de Otavinho. Somos família até hoje e com certeza junto com meu pai moldaram meu caráter. É claro que o esporte muda a vida de uma pessoa. Os que não fazem não sabem como teriam a vida modificada para melhor. Deveria ser lei (risos)!

Além de praticar esporte, o que você faz para manter uma boa aparência? É vaidoso?  Acho que apenas esporte mesmo. Procuro estar sempre barbeado e gosto de perfume, mas nada em excesso.

Quais suas programações preferidas para os dias de folga?  Ficar com minha filha.

Você representa a imagem de um cara que chegou lá, um cara bem sucedido. O que ainda falta? O que você almeja? O que considero mais importante na vida e continuar a ter sonhos, gols. Quando você perde isso morre. Eu quero estar no teatro até o fim da minha vida. Enquanto puder andar, falar e a mente estiver lúcida estarei trabalhando!!!
 



Coordenação de Produção: Márcia Dornelles - MD Produções -
www.mdproducoes.com
Edição de moda: Marco Antonio Ferraz
Fotos: Alex Santana
Styling: Paulo Zelenka
Beauty: Alice Brown
 
LOOKS:
Look1: Camisa Toulon e calça Luidgi Specciale
Look2: Blazer Essencial, camisa Aviator, calça AD, sapato e cinto Swans
Look3: Tricot e Calça Toulon


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quinta-feira, 28 de junho de 2012

CINEMA: Heróis em ação - Uma seleção de filmes com muita adrenalina que você vai querer ver esse ano‏

Estamos no meio do ano e quase no mês de julho, que costuma trazer grandes estréias no cinema. E esse ano especificamente as novidades cinematográficas chegam cheias de adrenalina e muita ação. A temporada vai pegar com muita pancadaria, lutas, guerras e heróis em ação. A começar por dois grandes e populares super-heróis e seus esperados filmes, no caso o Homem-Aranha e Batman, que encerra sua trilogia com um dos filmes mais comentados do ano e prometem rivalizar com as estrelas da Marvel em faturamento. Com super-poderes ou apenas no braço mesmo, eles vão à luta! Prova disso será a estréia de Os Mercenários 2 que pela 1ª vez na história de cinema reúne simplesmente todos os maiores atores de filmes de ação num filme que promete ser no mínimo bem agitado.
Além dos heróis do gibi, histórias de ficção científica como as refilmagens de O Vingador do Futuro e Dredd vão chamar atenção pelos incríveis efeitos especiais. Também teremos a volta do clássico James Bond em mais um 007 e o retorno da bela Milla Jovovick em Resident Evil 5, ainda mais forte e mais bela. Outro que dará o que falar é a incrível história de Abraham Lincoln, o caçador de vampiros, que mistura história com ficção nesse ótimo (pelo que parece) filme de ação. E para você ficar por dentro do que vem por aí, selecionamos oito dos filmes cheios de adrenalina que você não vai querer perder este ano. Anote as datas na sua agenda, prepare o seu bolso e bons filmes!


 


























Fonte: Kinemail, GQ, Cinemenu, TecMundo, Adoro Cinema, Cinema10

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quarta-feira, 27 de junho de 2012

FITNESS: Fuja do overtraining e treine na medida certa‏

Overtraining ou super-treinamento é uma síndrome que acomete pessoas que praticam esportes ou treinamentos com altos níveis de exigência para obtenção um determinado objetivo e ocorre quando o organismo é submetido a uma sobrecarga exagerada sem que haja um descanso adequado. Geralmente, se dá por um conjunto de múltiplos fatores de estresse (emocionais, comportamentais e/ou ligados à condição física), aliados há um desequilíbrio entre a carga de treinamento e a falta de recuperação.

Tantos atletas profissionais como amadores, independente do nível de treinamento, estão sujeitos a desenvolver essa síndrome, principalmente quando atingem uma estagnação no avanço dos resultados, conhecida como platô. Em resposta a esse platô, o atleta profissional ou amador, vitima da desinformação ou da falta de um planejamento adequado, treina cada vez mais e mais.

Estudos realizados constataram que 50% dos jogadores semi-profissionais, 65% dos corredores de longa distância e 21% dos nadadores entraram em estado de super-treinamento em algum momento de sua carreira (Gastmanm e Lehmanm, 1998), tornando-o o número um em lesões de esportes sem contato (corrida, natação, musculação, por exemplo).



Caso você se enquadre em alguns dos sintomas acima, procure o profissional de educação física que lhe assiste e converse a respeito. Um profissional qualificado adequará as sessões de treino de acordo com a sua realidade, alimentação, demais atividades e objetivos. O melhor tratamento do overtraining é o repouso e pode variar entre 1 e 8 semanas,  dependendo de cada caso. Além do repouso outras medidas podem ser tomadas. São elas:

- Redução das cargas de treino;


- Pausar a atividade atual e procurar uma atividade que lhe proporcione mais prazer;

- Promover uma recuperação passiva e ativa, que consiste em pequenos jogos, corridas leves, treinos regenerativos;

- Avaliação individual meticulosa dos fatores de estresses psíquicos e sociais, aliado a informações detalhadas sobre treinamento, competição e alimentação.

É comprovado que treinos intensos são melhores em diversos aspectos, mas estes devem ter uma supervisão adequada. Não copie treinos de outras pessoas ou atletas, nem siga o treino da moda a revelia! A individualidade, os limites de intensidade/volume do treino e repouso devem ser respeitados para obtenção do sucesso. Lembre-se que treinar mais não significa melhores resultados! Prime por um treino com qualidade!

 
* Tony Aguiar faz parte da equipe de profissionais de educação física do site www.maisatividadefisica.com.br

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terça-feira, 26 de junho de 2012

MUSA: Hermila Guedes encanta e provoca no teatro, cinema e TV‏


À primeira vista Hermila Guedes até parece uma menina, baixinha, magrinha, jeitinho meigo, voz suave. Aí você espera ela sair do camarim, posicionar-se diante da câmera e pronto, a menina sai de cena e o mulherão toma conta de tudo e todos hipnotizando com seu olhar marcante e postura de quem está no comando. Hermila encarna qualquer personagem, quanto mais desafiador melhor. Moça do sertão de Pernambuco é uma mulher arretada que vira fera pra defender a família se for preciso e deixa o pudor de lado para se entregar ao papel que assume no cinema, novela ou teatro. A cada papel, reconhecimento e elogios.

No cinema, O Céu de Suely, Baixio das Bestas, Deserto Feliz, Assalto ao Banco Central; nas novelas Amor Eterno Amor, Ciranda de Pedra e no teatro, "Essa Febre que Não Passa", só para citar algumas de suas participações. Precoce, Hermila ganhou seu primeiro prêmio aos 20 anos, por sua atuação no curta-metragem de Adelina Pontual, O Pedido. O prêmio de melhor atriz veio no 4º Festival de Cinema do Recife e no 10º Cine Ceará. Hermila é gentileza e disponibilidade, se entregou a este ensaio sem limites, incorporando a diva que ela de fato é e fez do Teatro de Santa Isabel, no coração do Recife, o cenário ideal para nos brindar com todo o seu talento. Aprecie caro leitor as fotos e também a entrevista e descubra que Hermila encanta em imagem e texto.
 
Você vem de Cabrobó, interior de Pernambuco, terra de “cabra macho”. Homem pra conquistar uma mulher deve ser delicado ou másculo? Um homem para mim tem que ter as duas qualidades. Saber bem a hora de ser delicado e hora de ser bem másculo. Adoro gentileza, mas com muiiiita "pegada".
 
Suas personagens vão de sedutoras a masculinizadas, como a sargento Selma, de Força Tarefa. Na vida real, acredita que é necessário ser criativa e “interpretar” papéis para não deixar a relação cair na rotina? Ainda não precisei interpretar papéis para melhorar a rotina da minha relação, não. O nosso trabalho acaba nos deixando longe um do outro por um tempo. Então a saudade acaba se transformando, infelizmente ou felizmente, num tempero que ajuda a deixar a relação bem quente.
 

Ainda falando de seus papéis na TV e cinema, você transita por um mundo onde seus personagens são mais densos e complexos. Isso foi um objetivo seu ou surgiu de acordo com as oportunidades de trabalho? Eu comecei minha carreira praticamente junto com a retomada do cinema pernambucano. A minha "escola" foi esse cinema, feito do nosso jeito. Foi a pouca experiência que me ajudou a atuar com mais naturalismo, sem "vícios teatrais". Naquela época eram os trabalhos que valiam a pena fazer e eu não perdi a oportunidade.

No cinema você chamou muita atenção com algumas cenas em O Céu de Suely e Baixio das Bestas. Foi um desafio para você encarar papéis assim? Algum pudor? Desafio sempre existe, é isso que me estimula. O pudor também me acompanha, até entrar em cena. Quando estou atuando esqueço dor, pudor, constrangimento. O mundo para. Esqueço até quem eu sou.
 



Depois dessa intensidade toda no cinema você hoje está na novela das 6 (Amor Eterno Amor) com um personagem mais "calmo". É um desafio diferente trabalhar em novela? Todo trabalho para mim é novo, é desafiador, seja ele na televisão, teatro ou cinema. É lógico que cada linguagem tem suas particularidades e o fato de ter feito pouca TV, torna o trabalho um pouco mais difícil. Essa é minha segunda novela e estou muito feliz com a Marlene (minha personagem). Tenho aprendido muito com meus colegas de trabalho e direção. Tenho me sentido mais à vontade com a linguagem.

Qual o maior erro que um homem pode cometer na cama? Gozar, virar para o lado e dormir. Nenhuma mulher merece...

Você é casada e tem uma filha, até onde vai para proteger sua família? Com as referências das mulheres guerreiras que tenho na família e o sangue que corre nessas veias, eu sou capaz de tudo e mais um pouco. Vou longe por eles, sem cansar. Aliás, é o que tenho feito desde que s Celina nasceu. Ela faz eu me sentir a mulher mais forte do mundo.

 

Caça ou caçadora? Qual o papel da mulher nos anos 2000? Observando bem as mulheres dos anos 2000, elas estão mais para caçadora do que para caça. Mas o bom é poder ser as duas. Caçar sempre cansa. Tem uma hora que é melhor ser a caça, não? (risos).

TV, teatro, cinema. O que te seduz mais e melhor? Eu amo atuar e confesso que ando apaixonada pelas três linguagens, não tenho preconceito. E tenho me saído bem, na medida do possível, em todas elas. O fato é que sou uma atriz privilegiada né, não?

Em uma cena, até onde vai o seu pudor e limitações? Em cena não há pudor, não há limites, porque quem está em cena é a personagem e só cabe o que sente a personagem.

Sexo bom é sexo... Sexo bom é sexo com quem se ama

Que conselhos daria a dois homens, sendo o primeiro interessado em um relacionamento sério e o segundo em sexo sem compromisso? Se esses dois homens estão interessados em mim, tanto para um quanto para outro o meu conselho é o mesmo. Espera eu estar num dia bom.

 

STYLING: DÁRIO SHOUPAIWISKY
LOOKS: EMPORIO HD -
www.emporiohd.com.br  
AGRADECIMENTO: DIRA RAMOS - TEATRO SANTA ISABEL
www.teatrosantaisabel.com.br

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segunda-feira, 25 de junho de 2012

CARRO: Mercedes C-63 AMG, o esportivo, classe C mais potente já produzido pela marca‏



Acaba de chegar ao mercado brasileiro, conforme prometido no ano passado, a Mercedes C63 AMG Coupé Black Series. E foi só lançar este modelo que o estoque da Mercedes esgotou-se num piscar de olhos, e olha que a classe C mais potente e rápida da história da montadora surgiu com um precinho nada doce; coisa de US$ 337.800,00. Haja números, não é mesmo? Por sinal, este modelo chega ao Brasil, com o valor convertido em reais, em média de R$ 691 mil.

A linha Black Series foi inaugurada em 2006 com o SLK55 AMG. E a versão para o C63 AMG Coupé foi apresentada em julho do ano passado, durante uma etapa do Mundial de Fórmula 1, em Nürburgring, na Alemanha.


Mais é só dá uma olhada nessa beleza que você percebe que o investimento vale a pena. A força deste motor gera 517 cv de potência a 6.800 rpm e 63,2 mkgf de torque a 5.200 rpm. Em conjunto com o câmbio SpeedShift de sete velocidades, o C63 AMG Coupé Black Series vai de 0 a 100 km/h em 4,2 segundos e atingindo a velocidade máxima de 300 km/h.

Além de toda esta força, a suspensão ajustável garante uma direção confortável até nas altas velocidades, já os freios de material composto, pacote aerodinâmico avançado e o acabamento esportivo, garante perfeito desempenho dentro e fora das pistas, oferecendo mais segurança para o condutor acelerar sem medo, ABS com EBD e controles de estabilidade e tração. No quesito segurança, o carro ainda vem equipado com cinco airbags. E para a alegria de quem estiver ao volante, o ESP (controle de estabilidade) possui apenas três modos de funcionamento: ligado, esportivo e desligado. Não é de impressionar que os discos de freios cresceram (360 e 390 mm, pinças em vermelho de 6 e 4 pistões…).





Dentre os detalhes que fazem toda diferença estão o pacote aerodinâmico AMG, que oferece aerofólio de fibra de carbono e os para-choques, dianteiro e traseiro, com design muito esportivo, sem perder a classe do bólido alemão. Quanto as rodas de liga leve de 19” apareceram na cor cinza titânio e há uma saída de escapamento dupla, com ponteiras cromadas.

O interior é totalmente esportivo, com detalhes em couro e pespontado. Os bancos apesar do desenho esportivo foram desenvolvidos para fornecer conforto para quem estiver curtindo um bom passeio, que terá a disposição toda a central multimídia da mais alta tecnologia Mercedes Bens.

Assista ao vídeo promocional:



Este carro superou a expectativa de vendas da Mercedes, que teve como a sua única saída fabricar ainda mais carros, as últimas unidades disponíveis para o Brasil, serão vendidas apenas sob encomenda. Corra, se não você ficará sem a sua!


Fonte: Mercedez-Benz, icarros, noticiasautomotivas.com, motor pasion

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sexta-feira, 22 de junho de 2012

ENTREVISTA: Pablo Bellini, o ator argentino que está se realizando no Brasil‏

Pablo Bellini desconstrói estereótipos. É argentino, mas não sabe jogar futebol, tem um jeito de latin lover, mas é super família e não acredita valer a pena arriscar perder algo difícil de achar, como uma mulher maravilhosa, por algo fugaz que se encontra em cada esquina. Com os filhos nascidos no Brasil, Pablo já pode ser considerado mais que um hermano, afinal, caiu no gosto do público, mesmo com papéis controversos, e nas graças no núcleo de teledramaturgia da Globo, onde tem cada vez conquistado mais espaço e personagens. Entre Brasil e Argentina, Pablo se divide entre as paixões de um país e outro. Da Argentina sente falta das caminhadas noturnas e do sorvete de doce de leite, do Brasil sente falta da simpatia e do calor dos brasileiros. De barman a modelo e agora ator, atualmente na novela "Cheias de Charme", Pablo Bellini é uma pessoa que vale a pena conhecer mais, mesmo tendo vindo do país “rival”, afinal, ele é ator e não jogador de futebol, né?

Você veio para o Brasil para acompanhar sua esposa, na época namorada, quando ela fazia uma temporada de balé e acabou ficando e ela voltando. Não pensam em se estabelecer de vez no Brasil? A minha esposa veio primeiro do que eu contratada por uma companhia de balé de São Paulo. Depois eu larguei tudo para vir atrás dela e a gente chegou a morar em São Paulo  um tempo. Foi lá onde nasceram meus filhos e tenho grandes amigos. Durante esse tempo eu trabalhei de modelo e graças a isso consegui viajar pelo mundo. Depois comecei a estudar teatro e foi a partir daí que eu fiz três minisséries na Globo, Maysa, Dalva e Herivelto e Tudo Novo de Novo, e uma participação em Araguaia. Depois disso eu voltei para Argentina no ano passado. Nesse intervalo me convidaram para fazer um teste para a novela e acabei voltando para o Brasil. Não deu nem tempo de desfazer as malas e eu já estava aqui de volta (risos). Eu estou muito feliz, já que sempre quis fazer uma novela inteira, sobretudo na Globo, onde eu acredito, se faz as melhores novelas do mundo. Eu não pensei duas vezes e voltei, só que dessa vez direto para o Rio e estou gostando muito de estar aqui de volta, curtindo muito essa cidade maravilhosa. Penso sim em ficar por aqui, mas primeiro preciso conversar com minha esposa sobre isso (risos).

Passando essa temporada no Brasil, você já sentiu alguma resistência por parte do público por ser argentino? Ou a "rivalidade" só existe no futebol? A única hora que sinto resistência é quando se fala de futebol (risos). Quando me perguntam quem é melhor se Pelé ou Maradona (risos), fora isso sempre fui bem tratado. Uma ou outra piadinha e nada mais (risos).

Por ser argentino e morar no Brasil, é muito cobrado em ser bom de futebol? Conversa com os brasileiros sobre futebol ou acha melhor não entrar em polêmicas? (risos) Eu gosto muito de esporte e de jogar bola, mas sou muito ruim (risos). Sempre que me convidam eles acham que por eu ser Argentino jogo que nem o Messi (risos). Outro dia fui jogar convidado pelo Lucas Ribeiro, um ator do elenco, e depois do jogo ele me falou "você me enganou Pablo, acho que você não é Argentino é Paraguaio (risos)". Se fosse jogador ia ser um Dunga ou um Simeone e só cometeria faltas.
Fazer novela no Brasil é só mais um trabalho ou poderia ser considerado um sonho antigo? É um sonho antigo que por sorte e muito sacrifício consegui realizar. Agora me convidaram para uma peça de teatro (cartaz abaixo) depois da novela e gostaria muito fazer cinema.
 

Em recente entrevista você disse: “o olho vai, mas o coração segura“, em relação aos instintos sexuais, a distância da família e o seu casamento de 18 anos. Acredita que a traição, mesmo com tudo conspirando “a favor” pode ser evitada de fato? Lógico que se pode  evitar, a mente domina o corpo, senão seríamos animais e não seres humanos. Mas lógico que a tentação existe, mas sou muito esforçado e não colocaria em risco uma família por causa de uma tentação. Mas que é difícil é! (risos)

Falando sobre assédio feminino, as brasileiras superam as argentinas ou você consegue passar despercebido por elas? (risos) Agora esta difícil. O assédio está sendo grande. Sabia que fazer novela aqui no Brasil tinha essa repercussão, mas é bem maior do que eu esperava, só vivendo mesmo para se ter a ideia real do que significa. Na rua já me falaram "Alejandro mi amor". É algo novo para mim, estou curtindo muito. O artista gosta e precisa ser reconhecido faz bem para o ego. Acho que no Brasil as mulheres são mais simpáticas e abertas, as argentinas são um pouco mais introspectivas e os atores de novela são menos assediados do que aqui. 


Você tem 37 anos e está nessa relação há 18 anos. Ter casado muito cedo fez você amadurecer logo? Como é o Pablo marido e pai? Casado estou há 10 anos, o resto foi de namoro, mas eu entrei na linha mesmo depois de casar. Mas já tinha aproveitado bastante, já que fui criado por meu pai e ele sempre me deu muita liberdade. Fora isso, saí de casa, comecei a trabalhar e pagar as contas com 18 anos. Lá na argentina é muito comum isso e dificilmente você recebe mesada e roupa lavada (risos). Tudo isso fez com que eu amadurecesse mais cedo.



Eu tento ser um bom marido e um bom pai, me cobro muito e tento sempre ser melhor, eu dou meu máximo e sei que não sou o melhor, mas pelo menos tento ser. Gosto muito de participar na criação dos meus filhos, gosto de levar eles pra passear, ao médico, buscar na escola, levar no parque, brincar etc. Não sou daqueles pais que só compram presente, acho que carinho, amor e presença fazem a diferença na hora de criar os filhos.

Podemos dizer que você é um homem-família? Qual o valor dela pra você? Sim, com certeza. É a primeira e mais importante coisas para mim, tudo o que eu faço é por eles e pensando neles. Desde que meus filhos nasceram são o centro do mundo. Antes eu era a terra agora eles que são e eu virei apenas um satélite que gira ao redor deles. A família é simplesmente tudo e sempre falo que "o lugar mais lindo do mundo é ao lado deles".
A novela "Cheias de Charme" é seu quinto trabalho na Globo (já fez participações em "Tudo Novo de Novo", "Araguaia", "Maysa" e "Dalva e Herivelto"). Sente que está conquistando cada vez mais espaço na teledramaturgia brasileira? Sim, acho que o Brasil e a Globo me deram muita oportunidade, coisa que ainda não tive no meu país por enquanto, por isso sou grato! Aqui consegui realizar meu sonho de ser ator e pretendo seguir ganhando mais espaço, mas eu gosto que as coisas aconteçam no seu devido tempo, não gosto de cortar caminho, nem de atropelar as coisas, gosto de ir passo a passo.

No início soube que você achou que seria muito difícil encontrar papel aqui no Brasil por conta do seu sotaque, mas terminou entrando para a série "Maysa" justamente por conta dele. Como foi o convite e a experiência de participar de um trabalho tão importante aqui? Sim, algo que achei que iria ser um empecilho acabou me ajudando (risos). Maysa foi maravilhosa, o Jayme Monjardim deu essa oportunidade para mim e eu agarrei com unhas e dentes. Tentei dar meu máximo e acho que valeu a pena. Foi um trabalho maravilhoso e uma responsabilidade muito grande já que era uma história real e sobre tudo a história de vida do próprio diretor da série.
 
O ator português Ricardo Pereira, fez sessões de fonoaudiologia para “perder” o sotaque português e assim ampliar as possibilidades de personagens. Você pensa sobre isso? Sim, já estou pensando nisso. Já conversei com uma fonoaudióloga e em breve vou começar. Só que no caso do de Ricardo é um pouco mais simples pois ele já fala português, só que com outro sotaque, eu falo já falo outro idioma.




Engraçado que você tem um casamento estável, mas vem fazendo papéis de homens conquistadores, que ou traem suas esposas ou fazem as esposas traírem seus maridos. Como lida com isso e mais, como a sua esposa lida com isso? Não rola ciúme? Engraçado (risos), acho que o sotaque remete muito a o latin lover, a essa coisa do conquistador, mas eu sou um cara tranquilo. A minha esposa lida bem com isso, ela confia em mim e é uma relação de muitos anos e muita madura. Já aprontei muito, acho que tem a hora certa para isso. Fora isso a gente conversa muito sempre. Não vou arriscar perder uma mulher maravilhosa e uma família linda por uma traição, por um ato de paixão. Acho que o amor duradouro é muito mais difícil que uma paixão passageira, seria um negócio ruim perder algo muito mais difícil de encontrar por algo que você acha em qualquer esquina.

Você começou a trabalhar como modelo. Como foi descoberto? Era sua meta se tornar modelo e talvez um dia virar ator? Ou a meta sempre foi ser ator, e modelo foi só mais um degrau? Eu era barman e trabalhei em hotéis com isso. O trabalho de modelo foi sem querer. Quando fui morar em São Paulo comecei, por insistência da minha esposa e das amigas dela. Logo que fiz o primeiro trabalho ganhei o que eu ganhava em um mês no hotel e não pensei duas vezes. Trabalhava como modelo, sendo que gostava mais de comercias do que foto e foi aí onde comecei a estudar teatro e decidi ser ator. Mas comecei como hobby, achando que nunca iria trabalhar no Brasil por causa do sotaque. Meu professor falava "você com esse sotaque ia ter que voltar para a Argentina para trabalhar como ator.” Mas de uns anos para cá a Globo se preocupou em dar mais veracidade nas novelas e evitar o sotaque forçado, acho que isso foi fundamental para mim.

Você é ligado em moda até que ponto? Qual seu estilo de vestir?Gosto de usar algumas coisas da moda e outras mais básicas, fora isso sou um pouco careta, tem coisas que eu gosto, mas não tenho coragem de usar (risos).
Respeito muito a moda. Acho que é arte e como tal deve ser respeitada.

Do que sente mais falta da Argentina nesse tempo todo que está no Brasil? Ler um jornal enquanto tomo um café sentado na calçada, sentar numa livraria para ler, sair e caminhar à noite para tomar um sorvete de doce de leite com a família.

E do que sente falta do Brasil quando está na Argentina?As praias, a simpatia e a alegria das pessoas, o calor, o sorriso do povo.


 

Fotos: Drica Donato
Produção: Guerreiro Cavaleiro / Gabriel Daniel
Agradecimentos: Container Multimarcas - Barra
Studio fotográfico Drica Donato

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quinta-feira, 21 de junho de 2012

MÚSICA: Lana Del Rey, a nova diva da música?

Em meio a um cenário musical das grandes divas que começou com Amy Winehouse e tem em Adele a grande estrela atual, foram surgindo músicas e notinhas sobre uma “nova Adele”. Cheia de estilo próprio, como as demais citadas, Lana Del Rey foi aparecendo cada vez mais nas redes sociais e parte do próprio álbum "vazado" na íntegra logo antes do lançamento oficial, contribuindo para sua chegada ao topo. Porém o mais interessante é como Lana é símbolo da nostalgia que toma conta dos EUA. Músicas como "Videogames" e "Blue Jeans" evocam uma América do passado, cheia de glamour.

A bela cantora de ar nostálgico nasceu em 21 de junho de 1986 e seu nome artístico é uma combinação do nome da atriz Lana Turner com o carro Ford Del Rey. Foi em 2012 que Lana lançou seu primeiro trabalho profissional, um EP chamado Kill Kill, produzido por ela, e lançado sob o nome Lizzy Grant por uma gravadora independente, a 5 Points Records. O EP foi posto à venda no iTunes por um curto período e depois foi retirado de circulação.


As músicas do EP foram gravadas em 2008 para um álbum, que demorou dois anos a ser lançado pela gravadora. Devido a uma série de divergências artísticas com a 5 Points, Lana contratou advogados para comprar de volta os direitos autorais das músicas que produziu para o álbum. A gravadora, então, decidiu lançar o álbum digitalmente, mas esse só ficou à venda durante dois meses em 2010, até que um acordo fosse feito. Lana decidiu retirar o material lançado como Lizzy Grant do mercado para não confundir futuros consumidores e fãs do trabalho lançado como Lana Del Rey, mas diz ter planos de lançar as músicas futuramente.
BORN TO DIE
Foi no final de outubro de 2011 que Lana Del Rey assinou contrato com a Interscope Records e lançou seu single de estreia, “Video Games”. Em entrevista à revista americana The Observer, Lana revelou: “Eu coloquei a música online há alguns meses porque era a minha preferida. Para ser honesta, ela não seria um single, mas as pessoas gostaram mesmo dela. Fico muito triste quando toco essa música. Ainda choro algumas vezes quando a canto.” Lana também promoveu seu álbum com uma série de performances ao vivo em uma mini turnê pela Europa, além de aparecer em diversos programas de TV europeus. Matthew Perpetua, da Rolling Stone, comentou que, apesar de Lana estar nervosa e aparentemente ansiosa durante a performance das músicas, ela “cantou com confiança considerável”. Ela mesma criou os próprios vídeos musicais para as músicas “Blue Jeans”, “Off to the Races”, entre outras.

Assista o vídeo de Born to Die:

No final do ano passado, durante uma entrevista ao programa francês Taratata, Lana revelou que teria o nome de Born to Die, com data de lançamento mundial prevista para o dia 31 de janeiro. E assim, em janeiro desse ano seu primeiro álbum chegou às lojas e já chegou como um dos lançamentos mais esperados do ano. Porém, e talvez até por causa disso, a recepção foi tépida. Vítima da própria imagem criada em torno de si mesma, principalmente em cima de um único sucesso, “Video games”, a expectativa para “Born to die” era quase impossível de ser recompensada. Mesmo antes de poder ser avaliada, Lana já estava “apanhando” da crítica. Vítima do seu próprio sucesso por antecipação, Lana Del Rey foi cruelmente descartada como uma artista menos séria. Mas para muitos, Lana Del Rey ainda é uma aposta promissora dentro do cenário musical.


Making of do desse ensaio para a revista ZOO:


Fonte: Folha, Wikipedia, G1

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quarta-feira, 20 de junho de 2012

BEBIDA: Tudo sobre conhaque, a bebida quente para aquecer seu inverno‏

Pelo calendário, oficialmente o inverno começa hoje. E já que estamos na estação mais fria do ano que tal provarmos um bom conhaque, que é "a cara" dessa estação, porque aquece e ilumina ao mesmo tempo. Não é à toa que o espanhol chama este néctar de "el sol embotellado". O conhaque, que é também um brandy, assim como outras bebidas destiladas que já conhecemos, é o produto decorrente da destilação de vinho, geralmente contendo cerca de 40–60% graus Gay-Lussac por volume. O nome em português é derivado da palavra francesa cognac, um tipo de conhaque com indicação de procedência da região homônima da França.

UM POUCO DE HISTÓRIA

Foi na França, por volta do século XII que surgiu o conhaque. Ali se produzia um vinho inferior, branco e de graduação alcoólica muito baixa, apreciado na Grã-Bretanha e nos países escandinavos. Porém, os produtores do vinho tinham dois inconvenientes na produção: ele era muito delicado, se deteriorava rapidamente e também as taxas pesadas que o governo francês aplicava sobre as bebidas exportadas. Como solução para os problemas, alguns vinicultores decidiram destilar uma parte do vinho. O álcool obtido, de alta graduação, muito concentrado, seria  exportado e  o consumidor acrescentaria  água, obtendo um novo vinho.



O concentrado também seria utilizado no aumento de graduação alcoólica do vinho  branco comum.  Porém,  uma parte desse álcool, não foi exportada, nem incorporada ao vinho. Simplesmente, ficou envelhecendo em barris de carvalho. E com o passar do tempo, essa bebida adquiriu uma cor caramelo e perdeu muito de  seu  ardor.  Nasceu, assim,  o  conhaque,  cujas  melhores marcas são produzidas, justamente, em Cognac, uma das  cidades de Charente. Grandes casas produtoras são Remy Martin, Martell, Henessy e Courvoisier.

ALÉM DA UVA...

Além do vinho, esta bebida destilada pode ser feita com suco de fruta fermentado (no caso da uva normalmente são utilizadas apenas espécies viníferas). E costuma ser degustado após as refeições. Assim como outro Brandy, a história do conhaque começa nos vinhedos. Trata-se, fundamentalmente, de videiras da variedade Ugni Blanc instaladas sobre o terreno de calcário na região de Charente que, segundo os experts no assunto, dão à fruta (a uva) muito das particulares que serão exaltadas em seu produto final.

Uma vez colhida a fruta, parte-se para o processo de vinificação, em que é extraído um vinho ácido e de baixo teor alcoólico. No entanto, os charentinos descobriram que destilando duas vezes esse produto (ou seja, levando o vinho a ebulição e recuperando a parte da bebida com maior proporção de álcool) seria possível conseguir uma aguardente deliciosa. Uma vez obtido o "eau de vin", o produto fica em repouso em barris de carvalho por anos e anos. Nesse período, vai adquirindo essa cor âmbar, tal qual nós identificamos com o conhaque expostos nas lojas. E também é nessa fase que recebe o gosto peculiar concedido pela madeira.



Depois desse período de hibernação, o chefe da casa de conhaque dispõe da matéria-prima necessária para elaborar seus cortes (mesclas), para o que irá se transformar em aguardentes de diferentes idades. Em geral, trata-se de privilegiar a consistência de cada marca (ou seja, que as características de cada rótulo sejam mantidas através do tempo).


Dado que o conhaque não continua sua evolução na garrafa, as referências com relação à idade correspondem ao tempo que passou no barril a fração mais jovem do corte. Portanto, se foi usado 5% de aguardente de quatro anos de madeira, por mais que o resto tenha um século de barril, isso não é levado em conta na hora de rotular. As casas mais reputadas utilizam aguardentes mais antigas, inclusive as gamas intermediárias. Para não mencionar os casos verdadeiramente excepcionais nos quais são utilizadas aguardentes de um século de hibernação, mas já estamos falando do segmento mais caro de conhaque.

As distinções de idades mais freqüentes são as seguintes:


** VS (Very Special), Trois Étoiles (Três Estrelas) ou Compte 2: "el eau de vie" mais jovem, tem dois ou mais anos no barril.


** VSOP (Very Special Old Pale), Reserva ou Compte 4: mínimo de quatro anos de madeira.


** X.O, Napoléon, Hors d¿Age, Compte 6: mínimo de seis anos.



Muitos países souberam desenvolver bebidas de qualidade. Sem ir muito longe, a Espanha produz Brandies que podem jogar nas ligas mais competitivas. Entretanto, ninguém como os franceses souberam codificar, tabular e traçar sua geografia em função da qualidade de sua produção.

UMA BEBIDA DE MUITO ESTILO

Não pode deixar de notar o caráter nobre, quase aristocrático, do conhaque que tem uma imagem associada ao bom viver e a sofisticação do gosto. Houve um tempo em que os comerciantes de conhaque exploraram esta imagem de sofisticação usando a imagem de que o bebedor da bebida era um homem bonito, mas mal intencionado, sentado ao lado de um cachorro enorme com um copão de conhaque na mão.


Por outro lado, alguns comerciantes compreenderam que, se essa superstição de certa forma abre as portas para aumentar o valor de seus bens, mas não ajudava na hora de levar o produto para o grande público consumidor. E isso está mudando aos poucos. Hoje, os principais consumidores de conhaques finos estão nos países do Oriente, onde passam de mão em mão por cifras astronômicas. Por outro lado, há uma tentativa de agregar o charme do conhaque ao Ocidente, onde muitas vezes o consumo de Single Malts e outros destilados de alta gama começam a repercutir no segmento de bebidas alcoólicas de alto preço.



COMO BEBER CONHAQUE

O conhaque é uma bebida para se tomar no frio por conta do teor alcoólico e concentração de odores que só são bem degustados com baixa temperatura ambiente. A forma ideal de servir o conhaque é em cálices bojudos, para facilitar o contato com a palma das mãos e permitir um leve aquecimento, propiciando o desprendimento dos aromas da bebida. Tradicionalmente, o copo de conhaque é aquecido com uma vela, fazendo com que a concentração da bebida aumente e você sinta o calor que o conhaque te proporciona. Agitando a taça, o aroma se destaca ainda mais. E quanto mais tiver sido envelhecido em madeira, mais atraente é o seu perfume.

OUTRAS BEBIDAS COM CONHAQUE - Se você acha muito forte o sabor do conhaque, pode se degustar a bebida de outras formas, como drinks, bebidas doces e até como remédio.


O choconhaque é uma boa pedida pra um encontro romântico, no friozinho, debaixo das cobertas. Fácil de fazer, derreta, em banho-maria, uma barra de chocolate e misture uma caixinha de creme de leite, coloque conhaque e sirva.

Uma receita antiga que ajuda a aliviar os sintomas e evitar uma possível gripe é misturar conhaque ao suco de laranja e beber.



Fonte: VinhoNet, Jorge Tadeu, Bebida Liberada, UOL, IsotÉ Dinheiro


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