sexta-feira, 31 de março de 2017

ESTRELA: Erika Januza, a bela que abalou "Sol Nascente" está de volta

De uma hora para outra Erika Januza, até então secretária em uma escola na cidade de Contagem (Minas Gerais), viu sua vida mudar e logo de cara ela protagonizava uma série (Subúrbia) na Globo. Em seguida veio novela de Manoel Carlos em horário nobre (“Em Família”) e mais recentemente a novela “Sol Nascente” Daí em diante sua vida nunca mais foi a mesma. Porém Erika guarda sua essência que faz toda a diferença e conquista o público por onde passa. O jeito tímida, a sensualidade de um corpo curvilíneo e um jeito ainda moleca (ela adora dançar em frente ao espelho) são arrebatadores para quem cruza seu caminho. Dedicada, Erika vai além dessas qualidade e aos poucos vem trilhando sua trajetória como atriz com personagens marcantes. Enquanto ela não aparece nas telonas de cinema (espere agosto chegar) ou volte para a TV, se encante com essa matéria. Essa garota vai longe! 

De secretária em uma escola em Contagem para protagonista de série na Globo. Foi um susto muito grande essa mudança toda? Não diria susto, surpresa sim! Tenho muito amor pela minha história. A forma como tudo aconteceu. Foi um presente da vida maior do que eu podia imaginar. Eu estava naquele momento em que você pensa em mudar, mas o que fazer? Pensava em abrir uma lojinha, já que ser modelo, que eu tanto tentei, não dava certo. E de repente me veio essa resposta. A mudança aconteceu e me deu o norte e a certeza do que eu deveria fazer na minha vida.





Quando despertou para ser atriz e como foi esse início? Que dificuldades superou? Na verdade despertou ao fazer “Subúrbia”. Nunca tinha tido essa experiência. Achava uma realidade muito distante da minha. Era como admirar algo inatingível, digamos assim. Mas a vida me mostrou que quando tem que ser, nada é impossível. O que tem que ser seu atravessa um caminho, às vezes longo. Mas chega até você. Ser atriz, mais ainda no meu caso, requerer estudo. Decorar um texto não é o suficiente, é preciso verdade. Preparação. E eu me dediquei a cada dia e ainda me dedico para ser uma profissional cada dia melhor. Minha meta é ter o nome Erika Januza associado a atriz competente. 

Depois disso veio papel polêmico em novela de Manoel Carlos e mais recentemente a Júlia em “Sol Nascente”. Como foi participar desses trabalhos? “Em Família”, minha primeira novela, um tema forte. Fiquei feliz com o rumo da trama que fez o que eu gostaria de poder fazer sempre, ajudar ao telespectador de alguma forma, não só com o entretenimento em suas noites em frente à TV, mas levando alguma mensagem, inspiração, motivação. Fazer com que o outro se identifique. Podemos falar com essa personagem sobre a importância de se denunciar um abuso. Recebi muitas mensagens de depoimentos e de apoio. Fiquei muito grata com isso. E “Sol Nascente”, a Julia que terminou ajudando seu amor a se redimir e fazer a coisa certa. Mostrou também que pode querer mais, crescer na vida. Fez supletivo, mudou seu próprio destino e se tornou advogada. É o que eu desejo, que as pessoas se inspirem, acreditem em si mesmas apesar das dificuldades e cresça. É só dar o primeiro passo em direção ao seu sonho. O universo te ajuda a passar pelas barreiras, que não são poucas, mas conspira ao nosso favor!

Sua beleza e simpatia ajudam a esse talento todo que tem conquistado o público e diretores. Como você vê tudo isso? Pergunta difícil. Me sinto por vezes representando uma grande parcela da população brasileira. Mulher, negra. E o que sinto e ouço muito é um sentimento de orgulho de se verem "representadas". E pra mim é um motivo de orgulho imenso. E o que eu puder fazer de melhor para continuar levando essa mensagem de positividade e representatividade, farei. Quanto aos diretores, não quero ser vista apenas com um externo interessante. Quero além e ser chamada pela qualidade do meu trabalho. Simpatia? Obrigada! Pode ser coisa da minha terra! Da minha criação.  
Com todas essas qualidades e você ainda continua solteira? Não acredito...risos O que um homem precisa para chamar sua atenção? Pois é... Acho que o amor romântico que busco está ficando um pouco raro de se encontrar. As coisas estão modernas, inclusive o amor. Então estou me adaptando, (risos). Falo do desejo de namorar, noivar, casar (na igreja, de branco) e ter filhos. Sou tímida, não sei lidar bem com flertes, talvez me feche um pouco sei lá, mas adoro homem inteligente e com bom humor, que me faça rir! 

O que agrada em cheio essa mineirinha na hora da paquera? Olhares! As pessoas tem-se olhado tão pouco. Essa troca, aquele frisson de ele olhou pra mim, ele me viu olhando pra ele... é legal.  

Que programas fazem mais a sua cabeça quando está com tempo livre? Assistir a filmes é o primeiro da lista, às vezes passo o domingo vendo um atrás do outro, adoro. Comer... experimentar coisas novas ou ir ao mesmo lugar mil vezes, (risos) e dançar, amo! 

Com a visibilidade que a TV proporciona o assédio aumenta. Os homens são mais reservados nesse sentido ou tem recebido muita cantada? Recebo cantadas sim, como disse não sou a expert em lidar com elas pela timidez. Acho até que quando não era atriz recebia mais. Talvez a situação cause um receio de aproximação, sei lá. Muitas pela internet, que na verdade não levo muito a sério. Internet as vezes é um território onde as pessoas se "escondem" um pouco e dizem o que querem. Mas é um recurso, senão o maior atualmente ... até eu já usei! (risos)



O que os homens não sabem sobre as mulheres e precisam saber urgente? As mulheres estão e serão cada vez mais independentes. Isso não é um problema. As pessoas se unem pra somar, não para dependerem umas das outras. E minha independência não quer dizer que eu não precise ser "cuidada". Toda mulher gosta de receber cuidados, assim como todo homem gosta de ser cuidado. Somos seres humanos e neste caso, temos as mesmas ambições. E não tem essa de que os homens ainda não sabem tudo sobre as mulheres não! Eles precisam é começar a colocar em prática.

Que tipo de homem te atrai? O que eles precisam ter e ser para chamar sua atenção? De aparência é muito relativo, vai de cada um em cada momento. Mas um homem atencioso, que diz coisas inteligentes e bem humorado já prendem minha atenção. Ah e cheiro! Fundamental! 

E você está satisfeita com o que ver no espelho? É muito vaidosa? Até que ponto? Gosto do espelho, me amo como sou. A gente sempre quer uma coisinha aqui outra ali, se for o caso vou ali e faço por mim e que me deixara mais feliz. Sou vaidosa sim, adoro cremes, sapatos, roupas, etc. Mas nem de longe neurótica. Inclusive tenho um pouco de preguiça de pessoas assim “neuradas” o tempo todo com a aparência, com o peso, com a dieta... aí... Se cuidar sim, enlouquecer jamais. 

Cavalheirismo está fora de moda? O que te encanta nisso? Infelizmente acho que está. Até mesmo por isso quando um homem tem uma atitude de cavalheirismo, meu radar é logo ligado! (risos) As mulheres estão independentes sim, graças a Deus. Mas o cavalheirismo pra mim não tem a ver com dependência mas com o desejo de ser bem tratada. Abrir a porta do carro não porque eu não possa abrir, mas por um ato de gentileza. Eu sou do tipo que abro a porta, conserto a porta, troco a porta, mas ter alguém gentil do meu lado que queira fazer isso comigo, vale muito pra mim. 

Com o fim de “Sol Nascente” o que vem por aí? Esperamos te ver de volta em breve. Já com saudades de “Sol Nascente”, mas com a alegria dos novos desafios que virão! Em agosto estreia meu primeiro longa, onde fiz uma participação “O Filme da Minha Vida”, do Selton Melo. Em breve! Logo conto pra vocês mais novidades e elas estão batendo na porta!

Erika, ainda costuma dançar na frente do espelho? Aí meu Deus... sim. Bem menos, (risos) mas continuo! 

Para te conquistar basta... Ser um homem do bem! Se for romântico, cheiroso, bem humorado, com alegria! Melhor ainda!




Fotos André Wanderley
Direção criativa e stylist Márcia Dornelles
Beleza Caty Pires
Tratamento de imagem Riccardo Rosso
Agradecimento especial Roberto Birindelli (locação)

Erika usou: Look 1 – blusa branca Lafort; Look 2 – blusa caramelo Douglas Harris, anel Metally, colar de penas e head band Zarpellon, short It´s e Co; Look 3 – blusa listrada Manga Rosa, brinco e pulseira Lavish, anel Magma, short Escaramuça.

quinta-feira, 30 de março de 2017

PERFIL: Carlos Augusto Costa - Educação, cidadania e a ação do neuromarketing na sociedade

Carlos Augusto Costa disputou a prefeitura da cidade de Recife pelo Partido Verde do qual é militante há mais de 30 anos, mas muito além do político está um cidadão que desde a infância aprendeu com seu pai, já falecido, sobre valores fundamentais como a educação. A formação profissional, o vasto conhecimento de mundo, a experiência de morar fora do país e principalmente o olhar voltado para o seu próprio país tornam Carlos Augusto um homem daqueles a quem se deve dar mais que um minuto de atenção. Conheçam um pouco mais do homem cercado inclusive por letras e poesias.

Ano passado você concorreu às eleições para prefeito. Como a política começou a ganhar espaço na sua vida? O que se pode aprender como pessoa (e não como político) durante a campanha? Na verdade, em algum grau fazemos política desde sempre. Mas sou militante do Partido Verde - PV há quase 30 anos. Participar de uma eleição, especialmente no Recife e mais ainda disputando o cargo maior da cidade – Prefeito, foi uma experiência marcante, gratificante e extremamente transformadora. Uma eleição é um processo muito intenso. Exige muito do candidato, seja no plano pessoal, familiar, político, profissional e social. Um período intensamente vivido em que tinha agenda diária, muitas vezes quatro, cinco eventos por dia. Então, digo que uma campanha vivida como a que eu vivi, é uma escola de cidadania. Um aprendizado para toda a vida. Valeu todos os segundos. Posso dizer que entrei um Carlos Augusto e saí outro. Bem melhor. Mais preparado.

Do que somos carentes enquanto sociedade e indivíduos constituintes de uma sociedade? A sociedade em que vivemos é muito desigual e, Recife, especificamente, muito mais. 72% das pessoas que vivem na Região Metropolitana do Recife ganham menos de 2 salários mínimos e 52% só tem até a 4a série. Somos carentes de muitas coisas. Mas também é uma realidade que somos um povo guerreiro. Um povo solidário, que acolhe, que não desanima, e foi muito gratificante ver e sentir isso durante a campanha eleitoral. Mas, necessitamos de uma melhor infraestrutura, de uma melhor saúde, mobilidade, segurança, especialmente, melhor distribuição de renda. Precisamos olhar mais para o lado. O Otto Lara Resende tem um poema que diz: “de tanto ver a gente acaba não vendo. A rotina embaça a visão”. Precisamos perceber os mais próximos, familiares e amigos, assim como os mais distantes. Precisamos cooperar mais e competir menos e se assim fizermos, tenho certeza que conseguiremos construir uma sociedade mais justa, inclusiva, sustentável e humana. E, precisamos urgentemente reconhecer a educação como o nosso bem maior e elegê-la como prioridade máxima. Não tenho dúvida que a Educação é o caminho para uma sociedade com indivíduos realizados e felizes.

A experiência de campanha foi, na verdade, um evento excepcional na sua vida. Você tem uma bagagem profissional muito rica. Como se deu sua trajetória até aqui? Comecei muito cedo. Aos 13 anos de idade, ajudando meu pai. Tínhamos um comércio numa pequena e linda cidade do sertão do Cariri, o Crato. Aos 15 anos com a morte dele, tivemos que vender e mudamos para Fortaleza e logo em seguida parti para o Sul Maravilha, o Rio de Janeiro. Era assim que nós do Sertão chamávamos Rio e São Paulo. Lá me formei em Engenharia Eletrônica. Trabalhei no Centro de Pesquisas da Eletrobrás-Cepel; Na Chesf – Companhia Hidroelétrica do São Francisco. Quando tive a oportunidade de morar quase 3 anos na Alemanha. Fui presidente do Condepe – Instituto de Planejamento de Pernambuco. Trabalhei no Sebrae Nacional e na MCI, do Cientista Político Antonio Lavareda. Hoje estou na Fundação Getúlio Vargas - FGV, onde sou diretor adjunto e coordenador do Laboratório de Neuromarketing. Paralelamente à minha vida profissional, sempre tive o entendimento que precisamos retribuir para a sociedade parte do que dela recebemos. Por esse motivo, há vinte anos lançamos o Movimento Cidade Cidadão, um movimento da sociedade civil de resgate da cidadania e em defesa do meio ambiente. E, mais recentemente, o Recife Bom Para Viver (recifebomparaviver.com.br), com causas semelhantes ao Cidade Cidadão. 

Você é diretor na FGV (Fundação Getúlio Vargas), liderando projetos de assessoria técnica em todo o país. Além disso, vive entre São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. Como essa experiência profissional lhe ajudou a conhecer a realidade brasileira e as necessidades do país do ponto de vista da gestão pública e da sociedade? A Fundação Getúlio Vargas é um espaço de muito prestígio e tradição, com uma credibilidade que a coloca acima de questões políticas. Sua criação vem da primeira fase de modernização do Estado brasileiro, com o presidente Getúlio Vargas. Estar lá me possibilita conhecer e transitar por todas as instâncias do poder público brasileiro, entendendo não apenas suas limitações e necessidades, mas conhecendo várias iniciativas extremamente inovadoras e bem-sucedidas em termos de gestão e políticas públicas que vêm sendo empreendidas por aí, às vezes nos lugares mais recônditos do país.

A FGV Projetos, da qual sou diretor-adjunto é a nossa área de assessoria técnica e por isso, somos chamados por diversos governos, seja no plano federal, estadual e municipal para contribuir com a melhoria da gestão pública. E assim temos feito. E dessas andanças, posso dizer que precisamos investir em muitas coisas. Mas, na minha opinião, três são fundamentais: Pessoas, Tecnologia e Infraestrutura. Investir em pessoas é garantir um futuro melhor para todos. A tecnologia veio para ficar. A cada dia, mais e mais, estamos dependentes dela. Então, os governos devem usar a tecnologia para melhorar a gestão, garantir maior transparência, mais qualidade dos serviços públicos e ao mesmo tempo, fazer mais, melhor e gastando menos. E por último, investir em infraestrutura. Isso para garantir as condições necessárias para que cresçamos de forma sustentável, com equidade e com justiça social.


Na FGV, você também é coordenador do Laboratório de Neuromarketing. Explica pra gente o que é o neuromarketing. Neuromarketing é o uso da neurociência aplicada ao marketing. Eu gosto de renomear o neuromarketing para a Nova Era do Marketing. O marketing, como sabemos, surgiu para aproximar as pessoas dos produtos.  As decisões tomadas eram basicamente em função de elaborações mentais dos consumidores, expressas sobretudo verbalmente, ou seja, decisões conscientes, cognitivas. A neurociência veio agregar uma nova abordagem, a partir da análise das reações emocionais e não cognitivas dos consumidores. Sendo assim, o neuromarketing agrega à tomada de decisão uma dimensão não verbal, não consciente, emocional. E isso pode fazer toda a diferença quando temos produtos muito similares e as pesquisas tradicionais não conseguem (sozinhas) responder às dúvidas da área de marketing.

Imagine que um governo precisa lançar uma campanha de saúde pública, com cartazes e inserções na TV. Chamam um artista importante para transmitir a mensagem e são feitas pesquisas qualitativas para testar as peças, mas, mesmo assim, a campanha não surte o efeito desejado. A partir de um estudo usando as ferramentas de neuromarketing, pode-se descobrir, sob a ótica não cognitiva, emocional, o que pode ter contribuído para a campanha não ter logrado êxito.

Você acha que o Brasil está preparado para o uso deste tipo de tecnologia? Como essas e outras tecnologias podem ajudar o país a superar seus desafios, tanto do ponto de vida do desenvolvimento econômico, quanto do social? Como falei anteriormente as tecnologias vieram para ficar e o neuromarketing também. Segundo alguns estudos de cada 100 produtos lançados no mercado 85 deles não logram êxito. É muito desperdício. Com as novas ferramentas do marketing, estamos conseguindo ajudar aumentar essa taxa de sucesso.

E quanto às novas tecnologias? Quanto a outras novas tecnologias, ainda há bastante resistência ao uso delas em várias situações, mas isso está mudando sensivelmente. Cada vez mais as cidades e seus gestores estão se dedicando a estudar e sistematizar o uso de Big Data, como são chamadas as grandes massas de informações que circulam pela internet, para implementar inovações que possam melhorar os serviços públicos e, sobretudo, a qualidade de vida das pessoas. No Recife, o Porto Digital tem sido uma referência nacional e internacional quando se fala em tecnologia. No Rio de Janeiro, foi criado o Centro de Operações do Rio, que monitora a cidade inteira para oferecer respostas rápidas e eficientes a situações que possam perturbar o andamento cotidiano da cidade. Em São Paulo, estão criando um sistema de monitoramento de placas de carro, o que promete controlar melhor a questão do trânsito. Pode-se dizer que a partir do uso inteligente da tecnologia, cada vez mais as cidades brasileiras estão se tornando smart e inclusivas. Uma outra realidade diz respeito aos smart-fones. Eles estão cada vez mais presentes no nosso dia-a-dia e com eles, uma serie de aplicativos ajudam a melhorar nossa vida, por exemplo: Waze, Uber, WhatsApp, Facebook.

Não tenho dúvida que no campo da gestão pública o uso de Big Data vai mudar a realidade das nossas cidades nos próximos anos. E na indústria, a Internet das Coisas está moldando a chamada indústria 4.0. Podemos dizer que os novos tempos serão de muitas mudanças e para isso, a educação é o caminho para a inclusão das pessoas nesse novo mundo que se avizinha.

Já dá para pensarmos como será a cidade do futuro? Para ajudar a imaginar a cidade do futuro, o pesquisador Carlos Ratti, do MIT, faz uma analogia com a Fórmula 1. Os aficionados devem lembrar como eram as corridas há alguns anos passados. Os carros paravam nos boxes e a equipe ia ajustar manualmente os equipamentos. Hoje, com inúmeros sensores e microchips, os chamados computadores de bordo, quase tudo é feito remotamente, em tempo real. As cidades do futuro serão muito parecidas com isso. Olhe à sua volta, e você vai encontrar inúmeras coisas que hoje são feitas sem uso da tecnologia e que muito em breve estarão automatizadas.

Voltando à sua pergunta, se o Brasil está preparado? Respondo, que algumas partes, sim. As que não estiverem precisam urgentemente estar.

Você viveu e trabalhou na Alemanha. Ao mesmo tempo, viaja muito pelo mundo afora. Nós brasileiros, costumamos nos encantar com todas as vantagens de viver em países mais desenvolvidos, mas nem sempre estamos dispostos a mudar nossos hábitos por aqui. Você acha que ainda temos esse complexo de querer ser a Europa? E, como essas experiências internacionais mudaram sua visão de mundo e lhe ajudam cotidianamente na vida e no trabalho? Não concordo que queremos ser uma Europa. Queremos ser Brasil. Brasileiros, nordestinos, com nossas tradições e nossa cultura. Isso não quer dizer que não possamos olhar o que de bom está sendo feito em outros lugares e buscar melhorar aqui. Normalmente o que vem de fora não guarda relação direta com a nossa forma de viver. E sendo assim, se simplesmente copiada, tem grande chance de não funcionar. Porém, precisamos avançar muito em questões como distribuição de renda, infraestrutura, inclusão social e zelo com o meio ambiente. E minhas andanças pelo mundo me mostram que podemos e devemos ser mais responsáveis e cuidadosos com que nos cerca.

O que tem o Brasil, que é cobiçado mundo afora? Como usar isso em favor da sociedade? O Brasil é um dos países mais criativos e bem-humorados do mundo. Quando morava na Alemanha, dizia: se pudéssemos juntar a criatividade dos brasileiros com a organização dos alemães, não tinha para ninguém. Realizamos as Olimpíadas que não deixou nada a desejar a nenhuma outra já realizada. Pelo contrário, mesmo no meio de uma crise, de ameaça de Zica vírus e problemas de infraestrutura, foi uma das mais bem organizadas e belas. No mundo todo se elogia a capacidade do brasileiro em resolver problemas e criar soluções inovadoras, mesmo em situações de escassez. Alguns dos nossos executivos são chamados para missões ditas “impossíveis” pelo mundo. Esse é o lado bom do Brasil, o lado que devemos valorizar.


Você é casado com Juliana Lins, fundadora da Vila 7, filha de Tarcísio fundador da saudosa Livro 7. Você deve gostar de ler, não? Juliana é uma pessoa excepcional. Ensina-me todos os instantes. E como você falou, há cinco anos fundou a Vila 7, um espaço que tem tudo a ver comigo. Pois oferece livros educacionais e brinquedos sustentáveis e inteligentes. Tudo bem atual. Veja que respiramos letras (risos). E mais ainda, convivendo com o Tarcísio Pereira, uma referência brasileira quando se fala de livraria. E com a mãe, Letícia Lins, filha de Osman Lins (um dos mais importantes escritores brasileiros) e jornalista das mais competentes da nossa cidade, não poderia deixar de sofrer essa belíssima influência. Sim, gosto muito de ler. Leio, mas gostaria de ler mais, mesmo aproveitando as horas de voos.

Sendo homem público e executivo de uma instituição tradicional, como cuida da sua imagem e como transita por todos esses meios? Imagem diz muita coisa de uma pessoa. Quando encontramos alguém que não nos conhece, em questão de segundo ela já faz uma avaliação, não consciente de quem somos. E isso faz toda a diferença.  Por isso, trato bem da minha aparência e procuro me vestir bem. Mas o mais importante é sermos verdadeiros e éticos. Então, por isso digo que a imagem diz muita coisa, mas não diz tudo. O resto somos nós mesmos que externamos, mesmo sem percebermos.

Como é o Carlos Augusto em casa com os filhos? Que herança gostaria de deixar para eles e para Recife, seja como cidadão ou político? Para os meus filhos deixo o exemplo de fazer a coisa certa. Minha orientação é: “faça o que seu coração ordenar, desde que não faça mal ao outro”. E acima de tudo deixo também o que para meu pai tinha como o valor fundamental na vida de uma pessoa: Educação. Meu pai dizia: “educação é tudo”. Porque ela ninguém tira de você. Além disso, cultivo diariamente e estimulo que os meus filhos façam também, duas coisas que, para mim, são fundamentais na vida de uma pessoa e para toda a coletividade: o respeito e a gratidão. E isso quero deixar para meus filhos; o resto, eles que vão construir. 

Quanto às nossas cidades que escolhemos para realizar nossos sonhos, essas, precisam de atenção. Como disse antes, estamos em tempos de grandes transformações, mas também de carências, contrastes e desigualdades que precisam ser enfrentadas. E, a cada dia, tenho certeza que somente com a cooperação conseguiremos transformá-las em cidades que respeitam as pessoas e que acima de tudo, criem um ambiente e um contexto onde elas realizem seus sonhos e sejam felizes. E é esse o meu sonho, trabalho por isso todos os dias.


FOTOS CARLOS CAJUEIRO
PRODUÇÃO NATÁLIA CASTRO

AGRADECIMENTO
RICARDO ALMEIDA (RIOMAR RECIFE)

quarta-feira, 29 de março de 2017

MUSA: Jacqueline Sato a beleza oriental em "Sol Nascente"

O que não faltava na novela “Sol Nascente” era mulher bonita. A disputa era grande e a dúvida maior pela mais gata a chamar nossa tenção. Mas Jacqueline Sato se sobressaiu e nos arrebatador com sua beleza oriental. Um belo exemplo de como a mistura genética e cultural pode trazer um belo resultado. Jaqueline possui descendência de alemães, espanhóis, japoneses, índios e portugueses. A gata acabou de encerrar sua participação mas passou por aqui para falar um pouco da sua trajetória e nos contas os próximos passos. Não vamos perde-la de vista.

Miss, modelo, apresentadora e atriz. Experiências diversas que te levaram a ter a formação que você tem hoje. Como você avalia sua trajetória? Acho que nada é em vão, cada passo dado é importante. Tudo o que passamos na vida se torna referência, aprendizado, crescimento. Sempre busco absorver o melhor de cada oportunidade. 

Quando percebeu que queria ser atriz e como foi esse início? Quero isto desde pequena. Tanto atuar como cantar, que não deixa de ser uma outra forma de interpretação, me “chamavam”. Mas foi quando estava saindo do colégio e tinha que decidir o que faria "quando crescesse" quando dei meu primeiro passo nesta direção. Iniciei os estudos e desde então nunca mais parei. 

E o destino terminou te colocando em “Sol Nascente”. O que foi seu grande destaque para o grande público. Como foi participar desse trabalho? Maravilhoso! Todos foram muito generosos, sempre trabalhando com toda a energia. Não só o elenco, a equipe toda era muito unida. Vai deixar saudades. A Yumi me fez aprender muitas coisas, seja na interpretação ou em coisas que dificilmente iria atrás se não fosse por causa da personagem como surfar e, principalmente, manusear um torno e serrote, por exemplo (risos). Acabei levando pra ela um pouco de como são a maioria das japonesas, o lado mais reservado, movimentos contidos e delicados. 

Fazer novela é desafiador e divertido, a cada semana você descobre um novo aspecto do seu personagem. Existe a sinopse do personagem, mas a dramaturgia da novela dá muitas voltas e quase sempre somos surpreendidos. Não é como numa obra fechada que o ator consegue visualizar todas as curvas e obstáculos da estrada que o personagem vai percorrer. Para mim fazer novela é como dirigir na neblina numa estrada desconhecida. Você não tem ideia do que vem pela frente, mas deposita todo o cuidado para caminhar aquele trecho que consegue enxergar. E de pouquinho em pouquinho vamos construindo o personagem. Tendo um time como foi o de Sol Nascente, mesmo sem saber o que viria no bloco de capítulos seguinte, era prazeroso seguir essa viagem que durou quase 10 meses. O jogo sempre fluía muito bem e o resultado foi esta curva crescente na trama e na audiência que pudemos conferir durante todo o processo.  

Atuar no núcleo oriental te deixou mais confortável? Ou tanto faz? O que me deixou mais confortável foi a personagem, que desde a sinopse me encantou. E aí tiro o chapéu para os autores Walter Negrão, Suzana Pires e Júlio Fischer. Sou descendente de japoneses por parte de pai mas também de alemães, espanhóis, portugueses e índios por parte de mãe. O que mais importa pra mim é entender o universo do personagem, como aquela “pessoa” age, pensa, reage. E o primeiro passo para isso é um bom texto. 



Como você falou, é descendente de alemães, espanhóis, japoneses e portugueses. Sente a influência de cada uma dessas culturas na sua vida? Faltou descendente de índios, (risos) Sério! Meu avô por parte de mãe é filho de um índio com uma alemã. E minha avó, filha de um espanhol com uma portuguesa. A parte japonesa veio dos meus avós paternos. Sinto sim. Nós brasileiros somos esta mistura genética e cultural. Sinto isto como uma das nossas maiores riquezas. 

Paulista e atualmente morando no RJ. Foi fácil a adaptação e o novo estilo de vida? Gosto de mudanças. Nunca quis viver sempre numa mesma cidade. Quanto mais lugares eu puder conhecer e tentar me adaptar melhor. Gosto muito de estar em contato com a natureza e isto tem de sobra no Rio. Foi uma delícia poder assistir ao pôr do sol na praia nos dias de folga, entre outras coisas. Confesso que batia saudades do namorado e da família. Mas nada que uma ponte aérea a mais na semana não resolvesse. Tirei de letra. 

Que programas faz mais a sua cabeça quando está com tempo livre? Estar em contato com a natureza. Seja caminhar na praia, no campo ou numa trilha na mata. Isso sempre renova minha energia. Estar com minha família e meu namorado, em casa mesmo, não importa o lugar. Fora isto, gosto muito de ir ao teatro, cinema, shows de música e de sair para dançar. Dançar cansa o corpo mas descansa a mente. E claro, viajar. Mas ai não basta só o tempo livre, né? Mas é o melhor investimento sempre.

Com a visibilidade que a TV proporciona o assédio aumenta. Os homens são mais reservados nesse sentido ou tem recebido muita cantada? Até agora o assédio nesse sentido foi tranquilo. Sempre com muito respeito e carinho. Não recebo muita cantada descarada não. 

O que os homens não sabem sobre as mulheres e precisam saber urgente? Somos menos complicadas do que os homens pensam. Quanto mais livres formos e mais papo reto houver entre o homem e a mulher, mais rápido haverá o entendimento entre ambos.

Que tipo de homem te atrai? O que eles precisam ter e ser para chamar sua atenção? Não existe um tipo específico. Não precisa ter nada em específico. Apenas ser. Ser verdadeiro consigo traz segurança e autenticidade. Isto é a primeira coisa. Atração pura e simples é uma coisa que não dá muito para explicar, são muitos fatores que levam a isso. Não tem uma regra. 

É muito vaidosa? Até que ponto? Sou vaidosa sim, mas sem exageros. Não sofro ou me obrigo a nada. Tem dias que estou mais vaidosa, quero me arrumar, me maquiar e subir no salto, e tem outros em que quero ficar de cara lavada, tênis e coque no cabelo. Depende do meu estado interno. 

Cavalheirismo está fora de moda? O que te encanta nisso? Mais do que cavalheirismo, encaro como gestos de carinho, atenção e isso deve existir sempre do homem para a mulher e da mulher para o homem. Posso abrir tranquilamente a porta do meu carro ou fazer meu café sozinha, mas claro que gosto quando meu namorado faz para mim. E vice-versa. Muito mais importante do que “cavalheiros” ou “damas” é a gentileza entre o casal. Isso sim me encanta e nunca sai de moda. 

Com o fim de “Sol Nascente” o que vem por aí? Esperamos te ver de volta em breve. No segundo semestre deste ano estreio nos cinemas. Estou muito empolgada e ansiosa com isto que sempre foi meu maior sonho como atriz, a telona. O filme chama-se "Talvez uma história de amor", dirigido por Rodrigo Bernardo, onde faço Carol, professora de Yoga e ex namorada do protagonista Virgilio, interpretado pelo Mateus Solano. O filme está lindo e tem um elenco incrível: Gero Camilo, Marco Luque, Natalia Dill, Juliana Didone, Flavia Garrafa, Dani Calabresa, Totia Meirelles, Thaila Ayala, entre outros. O filme é baseado no romance homônimo do autor francês Martin Page. Quando chega em casa, após mais um dia corriqueiro no trabalho, Virgílio (Mateus Solano) liga a secretária eletrônica e ouve um recado perturbador. É uma mensagem de Clara (Thayla Ayala), comunicando o término do relacionamento dos dois. Virgílio, então, entra em choque e ouve repetidamente a mensagem, buscando algum sentido. O término não é o problema; o problema é que Virgílio, solteiro, não faz a menor ideia de quem seja Clara.

Vou participar da série (Des)Encontros da Sony. Ao final das gravações do longa "Talvez uma história de amor" fui convidada pelo diretor para fazer a segunda temporada da série (Des)encontros da Sony, a qual ele também escreve e dirige.  A série conta os encontros e os desencontros, até que duas "almas gêmeas" se encontrem, ou não. Depois do sucesso da 1a temporada, as gravações da 2a temporada começam ainda no primeiro semestre com estreia em 2017.

Para te conquistar basta... Já fui conquistada! (risos). Acredito que entre muitas coisas, bom humor é uma das mais importantes.


DESTINO: As boas energias de uma Noronha exotérica

Morro do Pico, Dois Irmãos, Cacimba do Padre, Praia da Conceição, pousadas e restaurantes maravilhosos, e pessoas pra lá de animadas, Fernando de Noronha é incrível! Você desce do avião e quando toca os pés na ilha, sente de cara a boa energia que existe no lugar. Isso não é uma sensação, é sentimento puro. Pra quem já foi, sabe do que estou falando. E pra você que planeja viajar para esse paraíso, sabe qual é a primeira coisa que o turista faz quando chega? Sorri! Simples assim! O sorriso de quem chega é contagiante. Mas dessa vez vou compartilhar com vocês uma experiência nova e única na ilha.

Já que estamos falando de sorriso, que tal navegar pela ilha, num barco com o nome de Happy Days. A bordo, pessoas de energia super positiva, nativos e locais, como Tuca Sultanum, Pedrinho, Silvinha, a única professora de Yoga da ilha, entre outros. Acrescente aí uma convidada ilustre, chamada Tenzin Namdrol, uma monja brasileira que morou sete anos, entre Índia e Nepal, em monastérios da tradição do budismo tibetano. Ela é ilustre, não por ser uma celebridade conhecida no mundo todo, mas por trazer consigo, algo conhecido no mundo todo, o amor. 

Tenzin nos fez vivenciar um elaborado ritual budista. A embarcação puxa uma grande placa de acrílico no mar, através de uma corda. Nessa placa está escrito um mantra sagrado em sânscrito, uma das línguas mais antigas do mundo. O barco vai em direção a, nada mais nada menos do que Praia do Sancho, considerada pela segunda vez consecutiva, pela Tripadvisor, a praia mais linda do mundo. Namdrol, nos ensina a entoar um mantra budista, que nos permite embarcar em uma outra viagem. 

Na verdade Namdrol faz questão de dizer que todo esse ritual só é possível, através da nossa presença e de todos aqueles que têm a sensibilidade de enxergar... "a essência da vida e da natureza divina de todos os seres. O mantra sagrado apenas desperta a nossa natureza divina já presente em todos os seres." Fernando de Noronha é simples assim, puro sorriso na alma de quem chega e pura alegria na alma de quem vai embora. Viva Noronha, ame Noronha.




Bio: Marcio Salim é carioca e tem uma carreira de 22 anos de televisão. Começou como cameraman, até atingir o cargo de Diretor de Imagem. Trabalhou 13 na TV Globo, 8 na Record e um ano em WebTV. Sua carreira como fotógrafo decolou neste ano de 2015, com três exposições em galerias de arte em Miami, Fort Lauderdale e na Galeria Antônio Carlos Jobim, no Consulado Geral do Brasil, em Los Angeles. Atualmente, Marcio se dedica a projetos de expedições fotográficas pelo Brasil e Estados Unidos.

terça-feira, 28 de março de 2017

CARRO: Techrules Ren o projeto mais arrojado em matéria de supercarro hibrido de luxo

A montadora Techrules apresentou no Salão de Genebra 2017 seu projeto mais arrojado em matéria de supercarro hibrido. O Ren é o primeiro veículo de produção da empresa chinesa de pesquisa e desenvolvimento automotivo, e possui a tecnologia de veículo elétrico de recarga de turbina (TREV). Com design inspirado em uma aeronave espacial, o Ren é otimizado para a eficiência aerodinâmica, com um layout de três cockpit modular que impressiona elaborado pelos designers automotivos, Fabrizio e Giorgetto Giugiaro. Com uma entrada totalmente inusitada onde o motorista passa por uma cúpula estilo jet-jet que se eleva para permitir o acesso das pessoas, para completar o visual futurista, faróis dianteiros de laser, e 'star-burst' em LEDs.

O Techrules Ren traz um chassi leve que foi projetado e construído por especialistas em automobilismo, l.m. Gianetti de turim. O layout modular focado no desempenho permite que o carro seja configurado com um, dois ou três toldos de policarbonato: um para o uso da trilha apenas pelo motorista, dois para a configuração "le mans" com um único passageiro ou três para acomodar o motorista e dois passageiros. 'Ren' é o primeiro supercarro de produção elétrica do mundo para caracterizar o sistema TREV (turbina recarregando veículo elétrico) entregando níveis excepcionais de eficiência e desempenho, com um baixo impacto ambiental.



Uma variedade de configurações estará disponível. O modelo principal - com uma capacidade de bateria de 25 kWh, e com dois motores na parte dianteira + quatro na parte traseira - oferece potência máxima de 960kW (1287 cavalo-vapor) com uma gama de 1170 km de apenas 80 litros de combustível diesel. A conveniência do supercarro é reforçada ainda mais por um interior requintado que oferece exclusividade com materiais de luxo de alta qualidade. Os espaços envolventes da cabine do piloto e do passageiro são em couro italiano mais fino, com as almofadas de assento com acabamento em denim produzido pela grife PT Pantaloni Torino.

O 'Ren' vem equipado com tecnologias inovadoras, incluindo avançados sistemas de assistência ao motorista (ADAS), além de uma variedade de modos de condução. Dentro do cockpit do condutor, o centro do volante abriga uma tela auto-niveladora que exibe instrumentos focados no desempenho, enquanto uma câmera retrovisora alimenta três telas de monitoramento. O luxuoso supercarro da Techrules irá fornecer uma mistura única de desempenho, poder brutal e inigualável eficiência. Além do conceito inovador de powertrain e plataforma da Technrules para dar suporte a carros urbanos com potencial para muitas outras variações de modelos.


Veja vídeo com a apresentação do Techrules Ren Salão de Genebra 2017:

segunda-feira, 27 de março de 2017

ESTILO: Invista na bolsa - 10 Modelos de bolsas e pastas para usar no trabalho ou lazer

Bolsas para homens ou bolsas masculinas: esse é um assunto sobre o qual com certeza você já ouviu e sempre gera discussão. Procure em qualquer fórum da internet ou lance a questão em qualquer grupo de amigos, vai gerar polêmica com certeza. Os homens já começaram a usar cremes e se depilar, mas falar de bolsa para homem é ainda um assunto tabu e mal interpretado no universo masculino. Talvez o problema esteja na língua portuguesa. Dizemos aqui somente bolsa, já em inglês existe a palavra purse que descreve bolsas para mulheres e a palavra genérica bag usada para todos os tipos de bolsas. Antes de ir mais além, recorramos ao dicionário: “recipiente de pano, couro ou matéria plástica, cuja boca possui, às vezes, um sistema qualquer de fechamento, como zíper e botões. Há modelos especiais para viagens, compras, ferramentas, caça, etc”.

Portanto, homens podem parar de pré-conceito e assumir que já usou algum tipo de bolsa. O que os assusta é que a palavra bolsa remete automaticamente para a bolsa que a mãe dele usava ou às muitas que você vê sua namorada, mulher ou companheiro comprando compulsivamente. Há alguns anos foi criada a expressão murse – fusão das palavras em inglês man e purse, na tentativa de criar uma palavra específica para bolsa de homem. Não deu muito certo porque ainda era associada ao mundo feminino.

Antes da revolução feminista, somente os homens trabalhavam e eram eles que carregavam os documentos e dinheiro em suas maletas e pastas, portanto, foram os pioneiros a usar bolsas no trabalho. Pesquisas mostram que até a Idade Média as bolsas eram usadas tantos por homens quanto por mulheres e com a evolução da moda, mais e mais bolsos foram adicionados às roupas masculinas, o que libertou o homem de carregar uma bolsa, já que podia levar o que precisava nos bolsos.

Mas veio o mundo moderno e de novo o homem precisa levar em algum lugar seus cartões de visita, carteira, óculos de sol, telefone, caneta, iPad, netbook, chave de casa, chave e documento do carro, outro telefone – afinal, não há bolso que aguente e nem adianta usar a bolsa da namorada ou mulher porque lá também não cabe mais nada. Na China há uma verdadeira febre, onde os homens percebem na bolsa um item de status no trabalho. Além disso, carregar uma bolsa estilosa pode ajudar na carreira ou pelo menos causar uma boa impressão profissional: com o aumento da competitividade do mercado profissional é preciso se diferenciar na multidão. Todo mundo já aprendeu a usar um bom terno e gravata e que a mulherada olha direto para o sapato e o cinto. Não pense que ela não está falando com as amigas: “olha que gato, todo bem vestido, mas vocês viram a mochilinha vagaba que ele está usando”.

As empresas experientes em vender moda para homens ainda não acertaram na comunicação com os marmanjos, mesmo assim os números estão indo muito bem. Hoje em dia a grande diversidade de opções de bolsas para homens e mulheres acaba atrapalhando o homem na hora da escolha, já que em média o público masculino tem menos informação sobre moda. Para não errar diante dos tantos tipos de bolsas, vejam a seguir algumas feitas para os homens usarem sem medo.


1) Pasta Executiva (ou maleta)/Briefcase: Talvez a mais antiga e mais difundida entre os tipos de bolsas para homens. Sua origem remonta do século 14 para transporte de dinheiro e outros objetos de valor. Mas foi por volta de 1800 que os homens começaram a carregar documentos e outros objetos, além de dinheiro. As mais tradicionais são em linhas retas, em couro e com uma pequena alça para serem carregadas na mão. Mas muitas já possuem uma alça removível opcional.
O ator Brad Pit e sua funcional bolsa carteiro.
2) Bolsa Carteiro ou Messenger Bag: São as bolsas masculinas com uma alça grande para serem carregadas cruzadas nos ombros. Ela foi criada em Nova York por Globe Canvas/De Martini sob encomenda de uma empresa telefônica: os operários precisavam ter as mãos livres e fácil acesso às ferramentas quando pendurados nos postes. É um tipo de bolsa geralmente mais informal, de lona ou tecido bem resistente. Também vem sofrendo mudanças ao longo dos últimos anos e algumas em couro ficaram bem sofisticadas, podendo até serem usadas com terno e gravata.

3) Camera Bag ou Small Cross-body bag: Versão menor da messenger bag, é mais retangular e usada na vertical. Como o nome diz, sua foi originalmente idealizada se levar máquinas fotográficas, mas hoje em dia têm sido usada para se levar documentos e celular em viagens de turismo e nos fins de semana. Embora hoje em dia com o advento de equipamentes mais sensíveis e sofisticados algumas empresas lançaram bolsas específicas para fotografia.

4) Bolsa de viagem ou Duffel bag ou ainda Weekend Bag:  Uma grande bolsa normalmente usada para viagens ou esportes. O nome vem de Duffel, uma cidade na Bélgica, de onde vinha o pano grosso usado para fazer esse tipo de bolsa nos seus primórdios. Hoje em dia, assim, como os demais tipos de bolsa também existem versões em canvas e em couro

5) Holdall ou Carryall: Bolsas com base retangular com uma abertura com zíper na parte superior. É uma versão menor da duffel bag ou mala de viagem de mão. As mais sofisticadas são de couro, mas, normalmente são feitas em nylon ou tecido resistente.
 


6) Bolsa de Ginástica ou Bowlling Bag ou ainda Sporty Bag: Parecem bolsas de viagem, mas, são menores e usadas para o dia a dia, academia, sua principal diferença são as alças que são menores do que as holdalls.


7) Doctor Bag: Esse tipo de bolsa remonta de quando os médicos iam visitar seus pacientes nas vizinhanças. Com a vida moderna essa bolsa acabou por se perder. Até as grandes grifes começarem a relançar peças inspiradas nessa clássica bolsa de fundo chato, lados arredondados e ligeiramente alongados.


8) Bolsa tipo Sacola ou Tote Bag ou ainda Shopper bag ou Cabas: Talvez a mais controversa e polêmica das bolsas de homem, porque em muitos casos e dependendo de sua atitude lembra muito as bolsas de mulher. A Tote Bag é a evolução da pasta porta-documento. E tem sido muito difundida nos últimos anos para substituir as sacolas de plásticos em lojas e supermercados.

9) Porta-terno ou Garment Bag: Bolsa ou mala para o homem de negócio levar sem muito problema e minimizar os amassados suas camisas e paletós.

10) Mala de viagem ou Suitcase: A mais conhecida sem dúvida. Feita em material bem resistente, geralmente em formato retangular. Com ou sem rodinhas.

Bem, agora é escolher o melhor modelo, ou os modelos, que se adeque à sua necessidade e aproveitar a variedade de estilos e funcionalidades que o mercado oferece. Afinal, além do que vestir é também muito importante saber o que usar: a pasta, maleta, bolsa dão um ar todo especial, um certo charme e elegância ao homem, além de marcar presença no estilo e na apresentação pessoal.

*Fábio Garcia é consultor de imagem e autor do site www.bolsasdevalor.net

sexta-feira, 24 de março de 2017

ESTRELA: Marcella Rica, simpática, talentosa e um dos maiores motivos para você assistir a novela das 21h

Se você observar a quantidade de vezes que a palavra “risos” aparece nessa entrevista vai perceber o quanto a atriz Marcella Rica é simpática, divertida e alto astral. Talvez parte do grande público só tenha conhecido Marcella agora com o papel de Jéssica em “A Lei do Amor”, mas ela já vem de muito tempo construindo uma carreira de sucessos. Ao todo já são 12 anos, passando de Malhação ao sucesso na novela das 9. Marcella é divertida, naturalmente sexy e altamente ligada em sua carreira. Para nos surpreender, encarnou a Madonna nas lentes do fotógrafo Sérgio Baia e nos arrebatou de vez. Com o fim da novela vai ficar um vazio... Volta logo Marcella! É a lei do amor! (risos)

Marcella, aos poucos já são mais de 10 anos na TV. Como você avalia sua trajetória? 12 anos já (risos), tô velha! Comecei aos 13, apresentando um quadro quinzenal no Fantástico (“Aí, Se Liga”). Eu acho que tive muita sorte, que Deus foi muito bom comigo e minha família me ajudou a fazer boas escolhas. Foi muito importante toda a base familiar pra lidar com tudo, entender o que era sólido e o que era sonho, onde eu precisava me empenhar, estudar e a ordem das coisas... Foi um processo duro, mas muito bonito até aqui. O fato de ir crescendo e as oportunidades irem surgindo aos poucos, foi muito importante. Pegar um personagem sem estar pronto pra ele é difícil demais e o mercado é muito exigente. E é muito difícil entender cedo também, que a concorrência é grande e que a profissão é instável, o estudo é constante e é essencial ser ativo. Hoje tenho a produtora, corro atrás dos meus projetos... foi bom entender a necessidade disso cedo. Tive a sorte de trabalhar priorizando os estudos desde sempre e os convites foram surgindo aos poucos, no tempo certo. Aprendi muito em “Malhação” e sou muito grata pela Jéssica ter chegado hoje pra mim.  



Quando despertou para ser atriz e como foi o início? Fui ao Teatro Tablado com 10 anos assistir uma aula da minha amiga-irmã, Lorena Comparato, e me apaixonei, na semana seguinte estava matriculada. Passei a frequentar muito o Tablado e assistir "Pluft" (com a Cláudia Abreu) todo final de semana. Acho que o despertar foi nessa época e vivo dizendo pra Cacau que contracenar com ela hoje na novela faz muita coisa ter sentido pra mim, sobre as escolhas até aqui. Mas nem sonhava em ser atriz ainda, logo na sequência veio o convite pro quadro no Fantástico, que me levou ao "Toma lá dá cá", onde conheci o Diogo Vilela, que me convidou pra minha primeira peça profissional. Acho que durante a temporada com ele, entendi que era isso e aí foram surgindo novos convites... 

Com Jéssica parece que haverá um divisor de águas na sua carreira. Como tem sido "cuidar" dessa personagem com tantas nuances? Um presente sem fim. Sou muito grata por essa oportunidade, por todo o aprendizado, pela convivência com tantas pessoas incríveis e por esse personagem, que me permitiu voar pra tantos lugares, descobrir tantas coisas, criar, visitar universos distintos... foi muito, muito bom! O aperto no peito da despedida já tá por aqui, junto com a gratidão. Mas essa fica, pra sempre.  


E como está sendo trabalhar ao lado de Claudia Raia. Parece que a relação de mãe e filha da novela vai além diante da sintonia de vocês? Um SONHO! Eu digo isso em todas as entrevistas, mas não dá pra não repetir (risos)! A Cláudia é o máximo e responsável por grande parte do aperto no peito nessa despedida. Ela me abraçou de um jeito muito lindo, me ensinou muito, me deu a mão e construiu comigo do jeito mais doce, e não só a relação cênica, mas na vida também. Ela é um ser humano extraordinário, fora do comum e muito generosa. A gente se diverte muito, ela cuida como mãe, toma conta, dá os melhores conselhos... são puro carinho e amor. Eu era fã, agora sou ainda mais fã e filha babona. Ela e a Flor viraram uma família pra levar pra vida, o maior presente da novela.

A Jéssica tem algo seu? E ao fim desse trabalho acha que algo dela ficará em você? O que ela te ensinou? Acho que a determinação, força. E talvez uma dose de sincericídio bem humorado também (risos). Em mim fica - ainda mais registrado do que sempre foi - que amor de mãe salva, que a mulher precisa ser respeitada, o "não" significa não e os abusos precisam ser denunciados. Fica também um certo apego pelos cabelos e a habilidade de passar 11 horas em cima de um salto como se nada fosse. Ah! E claro, aprendi a encher um tanque no capricho como ninguém (risos). 

A personagem, assim como você, tem uma sensualidade discreta. Meio pin-up, loira, boca carnuda, alta... Que acha? Acho que não tem como fugir muito, querendo ou não a gente se empresta, ou melhor, se dá toda pra personagem, então com certeza tem muito de mim ali, não só fisicamente. Mas tirando essa parte, acho que sou um pouco mais discreta que ela (risos), pelo menos no começo da trama a Jéssica era bem "jogada", abusava mais dos atributos. Eu acredito em outro tipo de sensualidade, algo menos pensado.

Você se acha sexy? Dei uma gargalhada antes de responder, isso já diz tudo né? (risos) Me acho nada! Acho que o humor é a ponte na maioria das minhas conexões (risos). 

Já sentiu alguma vez os homens inibidos na sua frente? Eu sou muito comunicativa e workaholic, então é tanta informação e velocidade que até eu fico inibida comigo mesma às vezes (risos).  


Que tipo de homem te atrai? O que eles precisam ter e ser para chamar sua atenção? Acho que o que move minha atenção é admiração. Gosto de quem é de verdade, sabe respeitar, acredita no trabalho, tem personalidade, senso de humor, fé, sonhos e entusiasmo na vida.

O que os homens ainda não aprenderam na hora de conquistar uma mulher? Seria injusto generalizar, porque sem dúvida muitos aprenderam. Mas acho que ainda falta muito o respeito. E o interesse em conhecer, dar relevância, tratar com igualdade... Tem muita gente ainda precisando compreender a diferença entre conquistar algo ou alguém. 

O que você não permite que o homem faça num relacionamento (na relação a dois) e o que faz ele ganhar muitos pontos com você? Acho que a falta de respeito é a pior coisa que pode acontecer numa relação a dois e em qualquer tipo de relação. E quem cozinha bem nessa vida, eu já amo. (risos)




Cavalheirismo está fora de moda? O que te encanta nisso? Existe um questionamento grande em relação a isso. Sobre o termo, sobre ser ou não "à moda antiga", sobre o feminismo lutar muito pela igualdade, mas ainda existir uma grande expectativa feminina em relação a essa busca pelo "cavalheirismo"... é um tema polêmico. Eu na verdade acho que não só as mulheres, mas todo ser humano gosta de ser bem cuidado, de lidar com pessoas gentis, que gostam de agradar. Então prefiro trocar cavalheirismo por gentileza - com pitadas de romantismo -, porque gentileza, gera gentileza. Eu acho encantador e acho que seria lindo se todas as pessoas no mundo - homens e mulheres - fossem mais gentis, românticas e carinhosas. 

E você está satisfeita com o que ver no espelho? É muito vaidosa? Até que ponto? Jamais saberei o que é isso (risos). Os 3 kg que a gente queria ter a menos sempre existirão pra provar que a vida sem chocolate não tem graça, já me conformei. (risos). Acho que nada em excesso é bom, principalmente vaidade, pode ser até perigoso. Mas gosto de me cuidar sim, hoje até mais pela saúde do que só pela aparência. Eu cuido muito da alimentação, da postura - minha coluna tem 89 anos -, continuo treinando, uso protetor solar, tiro a maquiagem, durmo de aparelho... amo minha dermatologista (Dra Vanessa Metz), minha dentista (Dra. Cristina Figueiredo), minha manicure (Elaine Carvalho) (risos)... tenho todos aqueles cuidados clássicos, sempre válidos (risos). Mas nada além do ponto, até porque a vida é muito corrida e eu realmente prefiro usar o tempo pra trabalhar e estudar mais.   

Depois de "A Lei do Amor" o que vem por aí? Esperamos te ver de volta em breve. Continuo com meus projetos de direção na produtora, dirigindo alguns canais no YouTube e agora gravando os bastidores da segunda temporada de "Valentins" para o Canal Gloob. Começo a ensaiar uma nova peça com o Diogo Vilela em breve, muito feliz e ansiosa pra trabalhar com ele novamente. E na expectativa de mais projetos e convites legais, sempre. :)

Para terminar... Como foi participar desse ensaio meio Madonna, meio Lady Gaga...? Provocou!! (risos) Foi um pulo da cobertura, de olhos fechados, diretamente pro colo do Sérgio Baia (fotógrafo), porque eu sabia que ele ia me pegar com direito a colchão de plumas lá embaixo (risos). Liguei pra ele e falei, olha... a ideia é bem ousada e abusada, mas agora você dá seu jeito pra me fazer baixar a Madonna na frente da sua lente! (risos) Ele e a Vivi Gonzo foram o máximo!

Nós concordamos e amamos!


quarta-feira, 22 de março de 2017

BEM ESTAR: Vamos alongar para ter mais flexibilidade, aquecer a musculatura e evitar lesões

Antes de iniciar uma atividade física, uma das primeiras coisas que devemos fazer é alongar. Por muitos e muitos anos essa questão pareceu uma verdade incontestável, pois aprendemos nas velhas aulas de educação física que o alongamento ajuda a prevenir lesões, aquece a musculatura, melhora a flexibilidade, e por ser uma prática adotada por boa parte dos profissionais de educação física até hoje. Não é difícil ouvir praticantes de atividade física atribuindo algumas lesões ou dores pós-exercícios ao fato de não terem alongado o suficiente, comprovando o quanto se dá importância a tais afirmações.

O grande problema, ou solução, é que a ciência se modifica e isso tudo foi colocado em xeque por diversos estudos que comprovam que segurar a musculatura em uma determinada posição por 20 a 30 segundos de forma intensa, antes de realizar um exercício, aeróbico ou de musculação pode atrapalhar mais do que ajudar. Corredores de longas distâncias tiveram seus tempos diminuídos, e outros aumentaram o esforço para realização do mesmo percurso. Já em atletas que precisavam de força, verificou-se diminuição de até 30% na mesma e ainda uma diminuição na potência muscular.

Se você está comemorando porque não precisará mais "perder tempo" ou sempre achou chato alongar, vá com calma. Não é aconselhável chegar de qualquer jeito e começar a sua atividade, existe formas eficientes de aumentar a temperatura muscular, atividade neural da musculatura e melhorar o desempenho. Alongamentos dinâmicos, que mais parecem com o aquecimento, onde o praticante realiza movimentos repetitivos são largamente utilizados por atletas de ponta.

Além dele, o aquecimento específico ganha destaque, onde se utiliza uma carga menor do que a do exercício e realizam-se algumas repetições (10 a 12 no caso da musculação, com 50% da carga antes do primeiro exercício, por exemplo). Dessa maneira preparamos a musculatura, aceleramos a frequência cardíaca, melhoramos a amplitude do movimento, funcionamento articular, entre outros.
Portanto, se você não dispensa o alongamento tradicional, segurando 15 a 30 segundos na mesma posição (30 segundo têm se mostrado mais eficiente), a sugestão é alongar a musculatura que não irá trabalhar naquela sessão de treino ou alongar em outro horário. Assim poderá aumentar a amplitude articular, melhorando ou mantendo a flexibilidade em longo prazo. Já para o treino logo a seguir, seja de musculação ou aeróbico, realize alongamentos dinâmicos e não esqueça a importância do aquecimento. Bom treino.
Os exercícios de alongamento podem (e devem) ser feitos à qualquer hora e em qualquer lugar. Em casa ao acordar, no trabalho com os colegas, após uma longa viagem e claro, na academia antes de praticar exercícios. Afinal o alongamento deve proporcionar bem-estar, conforto e auxiliar no melhor desempenho de atividades físicas.

*Anderson Santos é educador físico e personal do Mais Atividade Física. (www.maisatividadefisica.com)

terça-feira, 21 de março de 2017

ESTILO: Vista-se bem para o trabalho, do formal ao mais despojado

A forma como nos vestimos diz muito mais sobre nós do que imaginamos. E isso no trabalho esse é um "detalhe" que pode fazer toda a diferença, para melhor ou para pior. Saber qual a roupa ideal para o trabalho é uma dúvida muito comum hoje em dia. Pois cada vez mais as empresas têm adotado posturas menos conservadoras, especialmente em regiões mais quentes do país. Então muitas vezes ao invés de ajudar termina se criando mais dúvidas, pois nem todas as empresas adotam essa postura. Mas principalmente é importante observar três requisitos básicos, a profissão, o cargo e a empresa em que você trabalha (ou vai trabalhar). Em geral a roupa de trabalho ficou mais "relaxada" e flexível em muitos casos. Muitas empresas permitem que seus funcionários usem jeans como traje do dia a dia, em se tratando de funções e empresas menos formais. 

O importante é se vestir de forma que as pessoas percebam qual o seu cargo na empresa, já que partimos do princípio que a roupa projeta uma imagem de nós mesmos. O que vai variar, como falamos, é o tipo de trabalho que a pessoa exerce. Por exemplo, advogados e empresários de grandes corporações não tem como fugir do habitual terno, mesmo em regiões quentes. Já arquitetos, publicitários ou profissionais das áreas de cultura têm mais liberdade na hora de escolher o que vai usar. No caso deles, muitas vezes quanto mais "descolado" mais legal parece ser a pessoa. Porém, sempre com o básico de bom gosto e coerência.

Mas voltando aos mais formais, deve-se sempre usar o bom senso na hora da escolha do que vestir. Bermuda (por mais bonita e social que ela seja), calça jeans rasgada ou modelo skinny, camisetas gola V e chinelos são proibidos em um traje de trabalho. Diante disso, o homem deve se vestir de maneira adequada levando em conta também o horário de seu serviço, local e tipo de atividade que exerce. Outro ponto fundamental para o sucesso de suas produções é analisar a maneira que os demais empregados se vestem para que exista uma certa harmonia, e você não corra o risco de pecar por exageros em luxo ou falta dele destoando dos demais colegas de trabalho.


Nos ambientes corporativos de trabalho mais formais, trajes sérios e elegantes são fundamentais para manter uma boa aparência. Costumes em tons escuros e cortes certos garantem seu estilo adequado. A peça-chave do guarda-roupa masculino é o terno. Apesar de, para você, parecer ainda mais difícil se vestir com trajes sociais todos os dias para trabalhar, a situação é bem mais simples do que você possa imaginar, já que seu look básico se torna praticamente um uniforme e não perde muito tempo pensando no que usar. Suas opções limitam-se à escolha de cores e as combinações entre calça social, camisa, paletó e gravata apenas. Aliás, a gravata é que vai dar um diferencial, pois trará um toque mais pessoal ao look. Para esse estilo é aconselhável que se tenha ternos e costumes de cores sóbrias como azul marinho e cinza. A cor da camisa ideal é a branca ou cores claras com listras discretas, e os sapatos de preferência pretos. Lembre-se que cinto e meia devem combinar com os sapatos.

Se a roupa diz muito quem somos, às vezes você deve usar isso a seu favor se vestindo para projetar uma imagem, já a roupa nos permite isso. É uma forma diferente de encarar o guarda-roupa de trabalho que termina nos mostrando que a moda pode, sim, ser prática e refletir os anseios de cada um. Isso sem precisar fazer grandes sacrifícios para estar bem-vestido, e o melhor, sem gastar muito. Para isso basta escolher as peças ideais que melhor se encaixem no seu perfil e do seu ambiente de trabalho. Outra dica importante, antes de se vestir, confira sua agenda os compromissos para aquele dia. Caso tenha uma reunião ou encontro com funcionários de outra empresa onde o traje formal seja exigido, o melhor a fazer é investir em um look mais elaborado com ternos ou costumes.
Pensando nisso, se as suas atividades forem normais, você pode escolher as roupas como de costume. Aquelas combinações clássicas informais mais indicadas para a rotina na empresa que vão de uma simples calças jeans, à blazers, jaquetas, sapatênis, camisas e camisa pólo básica. Não tem erro. Por falar em erro, evite usar camisetas estampadas, a não ser que você seja, ou queira parecer, estagiário ou bastante jovem e trabalhe em uma atividade mais descontraída. É importante lembrar que mesmo mais relaxadas, as regras de moda para escritórios mais descontraídos não são as mesmas das que regem os seus passeios no final de semana, portanto, bermudas e camisas de time de futebol são proibidas para a sua rotina de trabalho. Isso também fica de fora.

A ROUPA CERTA PARA CADA ESTAÇÃO


Sabemos que cada estação pede um tipo de roupa, se é inverno, usamos roupas de tecido mais grosso e mais peças de roupas, se é verão, roupas leves e cores mais variadas são o básico. Porém alguns detalhes são importantes de se observar de acordo com a estação:

VERÃO – Talvez a estação mais difícil de se manter na linha, especialmente para quem mora no Norte e Nordeste. Escolha jeans mais leves, já que o calor é mais intenso durante o dia inteiro, e nos pés, use dockside ou mocassim (sem meias). Os tênis mais básicos também são confortáveis e estilosos. Já para quem não tem escapatória e usa terno, escolha os que são feitos com lã fria, que não superaquecem. E use uma camiseta básica por baixo para absorver o suor. Se você é daqueles que sua muito, lembre-se de levar uma camiseta extra, caso tenha uma reunião ou encontro de negócios no mesmo dia.

INVERNO – Quando chega o inverno é mais fácil ficar elegante. Se a pedida é formal, os costumes são os mais indicados. Se possível (e necessário) coloque um suéter ou sobretudo para aquecer. Se o estilo é mais informal, escolha um bom jeans escuro e peças clássicas como uma camisa com blazer, que vão substituir o paletó. Se o estilo é mais informal, a boa calça jeans que pode ser combinada com moletom, jaqueta de nylon, jaqueta de couro, cardigã, blazer... vai depender do seu estilo e de onde você trabalha.

É isso, dosando estilos e maneiras de usar visando o tipo de trabalho que você faz, e o local, com poucas peças você estará sempre bem vestido. Na hora de escolher suas roupas nas lojas, pense sempre de que forma elas serão usadas no trabalho. Lembrando que quanto mais discretas e básicas elas forem, melhores maneiras de combiná-las entre sí. Não tem mistério, basta ter bom senso e se adequar da melhor forma à sua realidade de trabalho.