sexta-feira, 30 de março de 2012

ENTREVISTA: Todas as paixões de Zé Barbosa, o novo Cristo de Nova Jerusalém‏

Ele tem o nome do pai, José, mas vai interpretar o filho, Jesus. Conhecendo a trajetória de um e de outro, contada pela Bíblia, pode-se dizer, sem exageros, que José Barbosa, o Zé, é perfeito para o papel. Nessa entrevista você vai perceber o quanto a fala dele se mistura com as parábolas do Nazareno que pregava o amor e a caridade. A honestidade do desejo antigo de interpretar o papel que agora é seu, os valores, o orgulho de suas raízes, a simplicidade e a total ausência de deslumbre com a fama, que vem bater à sua parte, mostram o quanto esta pessoa merece interpretar o grande personagem de toda a história da humanidade. E como se não bastasse, no maior espetáculo ao ar livre do mundo, A Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, em Pernambuco. Conheça um pouco mais do homem que dará vida ao Filho de Deus e sem dúvida, em breve, a outros grandes personagens também.


Depois de anos o Jesus de Plínio Pacheco volta para a interpretação de um pernambucano. Quais sentimentos isso causa em você? Pressão, satisfação, ansiedade? Consegue descrever? Todos estes sentimentos estão presentes, e tantos outros também como: felicidade, realização  como profissional de  teatro e aprendizado. Afinal é o personagem mais complexo de que se pode imaginar. Cada indiví¬duo tem uma leitura de Jesus, uma forma de imaginá-lo. Trabalhar com essa expectativa, passar da melhor maneira as últimas horas de Cristo em um teatro como Nova Jerusalém, é uma oportunidade artí¬stica e espiritual í¬mpar.

Em 2010 você substituiu o ator Eriberto Leão que precisou se ausentar para receber uma premiação. Naquele dia desejou o papel de forma não oficial? O desejo sempre foi oficial, sempre esteve presente.

Você irá interpretar o Cristo, uma das principais figuras da fé cristã. Qual a sua crença? Tem fé no homem/santo que interpretará? Sou Cristão,  acredito no amor e na caridade, creio que estas duas atitudes, são as formas de ligação direta com Deus, e o aprendizado dos ensinamentos de Jesus, consistem exatamente nisso. Tenho uma fé gigantesca nesse homem.


Confira um dos comerciais da Nova Paixão de Cristo de Jerusalém:



O que você traz em sua personalidade da sua terra natal, Salgueiro? Eu nasci em Salgueiro e fui para Limoeiro aos 2 anos de idade. Minhas lembranças de infância e adolescência são de Limoeiro, onde conheci a arte e o amor de Cristo. Mas, de Salgueiro, acho que trago a persistência do Sertanejo, a batalha diária com uma esperança nos olhos que não se apaga.

Que momento mais te emociona e qual é o mais difícil de fazer? Cada momento, cena, pisar nesse lugar, reencontrar amigos, conhecer novos, tudo isso me emociona muito. O mais difícil... Não sei, o espetáculo é muito difícil... Acho que, como o áudio do espetáculo é gravado, creio que o mais difícil seja o sincronizar de tempos, fala e respiração. Fora isso, ele se torna fácil, pelo prazer que é estar neste lugar interpretando Jesus.





Soubemos que você é o responsável por ensaiar com os outros atores que vem de fora e sabe as falas dos personagens deles. Como se dá esse processo? Na verdade, só do ator que vem pra interpretar o Jesus. O ator chega com pouco tempo para ensaio, eu recebo a gravação do áudio deste ator, ensaio com o elenco e quando ele chega, faço uma vez, para que ele veja as marcações e depois junto com a direção, vou auxiliando-o no palco.


A Paixão de Cristo de Nova Jerusalém é interpretada por vários atores globais, considera isso uma oportunidade de troca de conhecimento? Considero válido, independente de rótulos nestes atores. Convivemos por muitos dias, conhecemos pessoas, não produtos. Estas pessoas que aqui chegam, são tratadas da mesma forma, como qualquer outra pessoa e nos damos muito bem, tanto pessoalmente quanto profissionalmente. Conhecer novas pessoas, novos profissionais.

E como é o entrosamento entre os atores que vem de fora e vivem a experiência pela primeira vez e os atores locais que já estão anos e anos nessa jornada? Flui normalmente. Temos 16 dias juntos no mesmo lugar, convivendo, rindo, comendo, conversando e trabalhando. Vivemos em comunidade durante essa época, e na hora do trabalho, trocamos experiências, nos ajudamos e buscamos o mesmo objetivo, que é fazer um belo espetáculo.
 


O que o fez buscar a carreira de ator? Meu amor pela arte, em todas as suas dimensões.

Como foi o início de carreira? Considera esse momento um novo início ou uma continuidade? Comecei desde muito cedo, criança ainda, no colégio. Fazia pecinhas na escola, depois passei a integrar grupos na minha cidade, vim para Recife e voltei a trabalhar com teatro e vídeo. Estar em Nova Jerusalém, interpretando o Cristo, é um marco na minha história profissional e pessoal.

O que levaria de Pernambuco para onde quer que fosse? O que você tem de mais pernambucano? Levo sempre comigo a alegria, persistência, esperança e fã que aqui em Pernambuco temos de sobra. Levo o desejo de que tudo sempre pode ser melhor, levo a riqueza e a multicultura do meu povo, que é pura arte. O que eu tenho de mais pernambucano? O sangue, as veias, a alma.

O que te diverte? O que curte fazer nas horas vagas? Amo ficar com meus filhos, brincar com eles. Isso é o que eu não consigo viver sem.

Qual sua grande paixão? Minha família, minha namorada, meu trabalho, a música, tudo que me dá desejo de estar.

Qual seu maior pecado? Acho que tenho que aprender a não julgar tanto. Tô tentando.

Quais seus planos para depois da Paixão de Cristo? Tenho uma circulação com a peça: Um Rito de Mães, rosas e sangue. E a gravação do trabalho da minha banda, fora isso tudo ainda é segredo.






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quinta-feira, 29 de março de 2012

NEGÓCIOS: Empreendendorismo - Diferenciação de mercado para a classe média‏

“O signo é o apogeu da mercadoria... A etapa acabada da mercadoria é esta em que ela se impõe como ‘código’, isto é, como lugar geométrico de circulação dos modelos, e como meio total, portanto, de uma cultura (e não somente de uma economia)”. (Jean Baudrillard, 1972)


Há algum tempo as principais marcas de moda do mundo sinalizam que a adequação da linguagem trabalhada junto aos públicos de relacionamento é o caminho para a diferenciação de mercado. Que através do trabalho de um conceito integrado entre os signos, com design diferenciado, planejamento e inovação, o mercado percebe e age de forma positiva aos códigos e estímulos sensoriais enviados pelas marcas, influenciando assim, o comportamento de compra das classes sociais. O entendimento e a aceitação do conceito de uma coleção ou de uma estratégia de comunicação pelos públicos fortalecem a cultura da moda, agindo não só na hora da decisão de compra, mas a transformação do comportamento de consumo da população.


O significado de conceito está cada vez mais próximo do entendimento popular, devido principalmente ao crescimento do acesso a informação, seja através de capacitações oferecidas por instituições ou pela inclusão no mundo digital. E com a massificação, o fascínio pelas marcas traduz uma necessidade crescente da vontade de sonhar. Para uma marca atingir o campo do sonho individual e coletivo, deve destacar-se e perdurar no mercado, para tanto, deve saber adaptar-se as oscilações de comportamento do mercado consumidor, dominar as correntes da moda, estar sempre atualizada com as tendências, buscar ultrapassar o campo dos códigos e dos símbolos transformando-se em referencia no segmento escolhido encantando sempre os seus públicos.  A cultura da mera cópia de um produto ou das imagens captadas e montadas de forma desintegrada não funcionam, os públicos estão cada vez mais bem informados, consequentemente mais exigentes.

A Rodada de Negócios da Moda Pernambucana, em sua 13ª edição, realizada no espaço de eventos do Shopping Difusora, em Caruaru (PE), ocorrida em março, pode comprovar que os públicos estão mais sensíveis a real importância e eficácia de um trabalho conceitual, como ponto diferencial para destacar produtos e comunicação no mercado da moda. A edição de inverno ultrapassou a meta prevista, com um resultado 23% maior do que o previsto, esta primeira edição de 2012, chega a marca de 39,3% de crescimento em relação aos resultados obtidos na mesma edição de 2011, segundo dados fornecidos pela organização do evento.

A Rodada de Negócios é realizada pela Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (ACIC), com promoção do SEBRAE e Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD-DIPER); apoio da ASCAP, ACIT, ACIASUR, ACIPA, SINDIVEST, SENAC, SEBRAE, SENAI e Prefeitura de Caruaru. O evento é formado por compradores de todo o Brasil, destaque para Bahia, Mato Grosso, Ceará, Piauí, São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde a cultura do design, da qualidade e do relacionamento são pontos fortes para o fechamento de negócios.

O evento tem como foco a classe média, composta das classes B e C. É considerado pelo governo do Estado como a principal bolsa de negócios de moda de Pernambuco, registrando em três dias de evento um faturamento acima dos R$ 13.000.000. As 120 marcas expositoras, que estiveram presentes no evento apresentaram suas criações em 9 segmentos diferentes: moda feminina, infantil, íntima, jeans, masculina, praia, fitness, surf e streetwear.
 

O cenário mercadológico moderno aponta o crescimento e a consolidação do poder de consumo da classe média, segundo o documento “Retrato do Brasil - IPC Maps 2011” o crescimento do consumo chega a 20% em comparação a 2010, alavancada principalmente pelas classes B2 e C1. Só a classe C mesmo segmentada, concentra cerca de 49,3% dos domicílios brasileiros, correspondendo a cerca de 29,6% de tudo que foi consumido no País. A expansão registrada pelos institutos especializados deve-se em grande parte a estabilidade econômica de nosso País, ao nivelamento do salário mínimo, aos programas sociais, o acesso a informação e a massificação das ferramentas digitais.

O perfil de compra dos consumidores emergentes tem um potencial que pode ser até 13 vezes maior do que a elite, afirmam alguns especialistas. Sendo assim, a marca que desejar entrar, manter ou crescer neste segmento deve buscar ser democrática, influente, amigável, respeitar a diversidade e despertar acima de tudo emoção, trabalhar o marketing sensorial é uma estratégia que ganha não só o shire of mind e sim principalmente o Shire of heart, criando um vínculo afetivo com o consumidor, visando transformá-lo em fã. Aponta ainda, que elevando o conceito de consumo do consumidor brasileiro, será possível aproximar o comportamento de consumo ao padrão típico de países desenvolvidos.

Circulando pela rodada pôde-se notar uma diferença significante na linguagem usada pelas marcas do agreste perante o mercado nesta edição, a responsabilidade educadora da organização do evento merece destaque, pois construiu uma identidade marcante para evento, com um formato impactante. A ambientação foi composta de painéis gigantes, trabalhados dentro de efeitos P&B vintage, que trouxeram o clima e o encanto necessários para envolver os públicos de interesse, estimulando as vendas, fortalecendo as negociações pós-vendas e rendendo feedbacks positivos aos que visitaram o espaço.
 

A mensagem desta edição buscou sinalizar a importância da criação conceitual e autoral. Conseguindo concretizar a mensagem através das peças assinadas pelo jovem estilista Pietro Tales, revelação do Moda Recife 2011 e eleito pela imprensa nacional como promessa de sucesso nacional e internacional. Comprovou com bom gosto, que é possível dialogar com harmonia, design, negócios e sustentabilidade, através da apresentação de looks comerciais montados com as marcas parceiras como Anunciada Moda, Colcci, a design de biojóias Patrícia Moura e a Mr. Cat.

Agregado aos trabalhos de identidade visual do evento, a organização desenvolveu ainda junto às empresas participantes capacitações em diversas áreas, dependendo da necessidade apontada pela empresa, indo da criação de produtos, a identidade visual dos estandes, através dos agentes das instituições apoiadoras. Detectou-se a demanda de integrar esforços para inovar a cultura local, adaptar os códigos culturais de moda voltados para a classe média, público trabalhado pelo evento. Repensar as formas de comunicação utilizadas, para que haja uma adequação de linguagem visando persuadir os públicos, valorizar a autoestima, o prazer, a recompensa, a qualidade, a autenticidade e a cultura popular, com uma linguagem diferenciada

O trabalho de conceito aplicado pelas empresas do Agreste aos seus produtos e a sua comunicação ainda precisa amadurecer e ser massificado. Só assim, toda a cadeia se fortalecerá, principalmente, perante a concorrência globalizada. Na rodada a moda masculina, por exemplo, foi possível encontrar bons exemplos de peças muito interessantes, com design, lavagens, tons, elementos visuais, texturas, qualidade de acabamento, adequação as normas para exportação e preços, dialogando harmoniosamente, de forma competitiva. Peças dentro deste conceito podem ser encontradas em uma grade estendida que variam de 36 a 48 e valores médios das peças, no caso das calças jeans de R$ 38,00 a R$ 52,00 para atacado.

Se você é empreendedor do ramo ou deseja entrar neste segmento, precisa deixar o preconceito de lado e visualizar o potencial do consumo emergente e os excelentes negócios proporcionados. Porém, não deve esquecer que para isso tem que trabalhar de forma a se destacar, se diferenciar, inovar no mercado. O dinheiro mudou de bolso e o que antes estava em um universo de consumo distante desta população, hoje é parte da realidade. Porém, deve-se entender que principalmente na moda o sonho, o desejo, a magia e as boas práticas integradas ao conceito trabalhado ela marca de forma diferenciada podem render excelentes resultados.

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quarta-feira, 28 de março de 2012

MOTO: A Ducati Streetfighter 848 mostra potência e competitividade no mercado nacional‏

Faz mais de um ano que a Ducati liberou testes para a 848 Evo uma esportiva capaz, mas não tão radical como as superbike que pretendia alcançar um número maior de usuários. Essa intenção da marca italiana se encaixa para a família das naked mais esportivas formada pela Streetfighter e a Streetfighter S.

Essas duas motos são equipadas com um motor eficaz e exigente de 1099 cc e 155 cv. Para completar a família, a nova Streetfighter 848 chega num momento em que a Europa está controlada por legisladores repressivos e em que as motos lógicas lideram o mercado. Deslizando pelas linhas originais da Ducati, com a essência e os genes esportivos de todas as outras motos da marca, a 848 é, ao mesmo tempo, completamente válida para o cenário em que vivemos.
 
O “Motor Valley”, ou “Terra dei Motori”, é o berço do motor na Itália. Ali se concentram marcas como a Ducati, Ferrari, Lamborghini, Bimota e muitas outras, além dos circuitos de Ímola e Misano. Como curvas lentas e entrelaçadas fica claro o bom desempenho da Streetfighter 848, assim como suas reações rápidas. Rodando com novos e pegajosos Pirelli Supercorsa SC2 em 180/60 atrás, pode-se entrar cada vez mais rápido nas curvas e trocar de direção como se a moto fosse pluma. Com um pouco mais de pressão no garfo Marzocchi, se consegue um pouco mais de altura do conjunto frontal, assim a moto fica mais precisa em alta velocidade. O amortecedor transmite bem as reações do pneu traseiro, com confiança. Para uso na pista, a posição do guidão está adequada.

O bicilíndrico em V a 90º também cumpre seu papel com boa nota no circuito e garante força, importante para pistas com curvas lentas. De fato poderia fazer em primeira zona de torque máximo, sem perder estabilidade graças ao DTC, ou em segunda em baixas rotações. A eletrônica da Ducati brilha no circuito, com o controle de tração de oito posições, o mesmo usado nas esportivas.

Na prática, tem que ser muito brusco para que o DTC atue em sua totalidade, já que usa-lo na posição 2 é o mais indicado para pilotagens rápidas. Se o pneu deslizar um pouco, as duas luzes do painel digital acendem, ao passo que se as derrapadas forem fortes, as três luzes da Streetfighter 848 acenderão. Sendo assim, depois de poucas voltas, temos total confiança no sistema e podemos desfrutar da pilotagem.
 

O painel da máquina italiana é totalmente digital e conta com um menu completo, além de permitir a regulagem do controle de tração. Já o Chassi, é o mesmo da 848 EVO, porém com medidas mais conservadoras (24,5º de cáster e 103 mm de trail), preparado para a pilotagem rápida e estável ao mesmo tempo. As suspensões, por sua vez, também receberam mudanças e ficaram mais suaves do que as da 848 EVO, graças às (substituto do Showa). A parte de freios está bem desenvolvida e potente, graças ao uso dos equipamentos Brembo, com novas pastilhas “soft feeling”, que podem ser ajustadas ao gosto do piloto. Por fim, o propulsor, o novo Testatreta 11º, possui 132 cv e ótimo desempenho. Responde rápido quando exigido pelos pilotos e usuários comuns.
 
Feita a prova do circuito, ficou claro que a nova Streetfighter 848 é capaz de tudo, rápida na pista e também agradável na estrada. Sem dúvida, a 848 atrairá um grande público e será um objeto de desejo. A moto será comercializada em um preço acessível em relação as suas rivais da categoria, o que tornará a prova comparativa bem interessante. A 848 chegou às lojas da Europa no final do ano passado, no tom amarelo das fotos e também em vermelho e totalmente preta. No Brasil a 848 encontra-se disponível em algumas capitais desde o início desse ano. O lançamento mundial da Streetfighter 848 no Brasil mostra a importância que o país tem para a marca. A fabricante italiana planeja iniciar a montagem de suas motos em Manaus, AM, pelo sistema de CKD (Complete Knock Down, totalmente desmontado, em inglês). “Teremos mais informações nas próximas semanas”, explica Roberto Righi, diretor de vendas da marca.
Fonte:

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terça-feira, 27 de março de 2012

HOMEM DA CASA: Faça você mesmo pequenos reparos em casa‏

Em uma casa existe todo um mundo desconhecido de engrenagens que fazem nosso dia-a-dia funcionar em perfeita ordem. Contudo, este mundo se torna visível quando alguma coisa se desgasta, seja pelo tempo ou mau uso, e começa, por exemplo, a fazer nossa pia ficar num pinga-pinga, nosso chuveiro deixar de esquentar, nossa descarga parar de funcionar e tantas outras situações que nos tiram do sério e do prumo muitas vezes.

Chamar alguém pra consertar nem sempre é a melhor opção, seja pela disponibilidade da pessoa em atender o chamado com urgência, seja pelos valores cobrados, ou mesmo pelo fato de colocar um estranho na sua casa. Conhecer o funcionamento dessas engrenagens é importante, claro que você não precisa ser mestre no assunto meu rapaz, mas algumas coisas você mesmo pode fazer caro leitor, afinal você é um homem bem resolvido, independente e capaz de consertar suas próprias coisas, não é verdade?

Pense bem, fazer pequenos reparos domésticos, além de econômico pode ser também divertido e prazeroso. E ainda pode te deixar na maior moral com a gatinha ou a patroa. A MENSCH mostra algumas dicas para mandar os problemas pra longe da sua casa! Anote tudo, siga à risca e deixe tudo em ordem. Pra começo de conversa, você precisa equipar-se! Isso mesmo, soldado nenhum vai à guerra sem o fuzil. Ter sempre à mão uma caixa de ferramentas é fundamental. Mas e o que ter nessa caixa? Vamos às compras então! 






Agora, de ferramentas em punho, deixa o encanador e zelador fora disso e mãos à obra! Listamos os problemas mais comuns de acontecerem e as dicas de como resolver de forma independente.
 

VAZAMENTO EM REGISTROS, PINGA-PINGA NA TORNEIRA, CHUVEIRO OU DUCHA HIGIÊNICA. O QUE FAZER?Esse problema além de incomodar nos ouvidos, pode ocasionar um aumento considerável na conta de água. Fique atento! Feche a válvula de água do local a ser realizado o reparo. Com a chave de cano e chave de fenda, retire o cabeçote e verifique se a borracha vedante está danificada, retire-a com um alicate universal e troque por uma nova. Preço médio R$ 0,25. Caso persista ou o cabeçote esteja passando do fim da rosca, troque o conjunto do cabeçote completo, que deve ser levado à loja de ferragens para reconhecimento do modelo. Preço médio R$ 25,00.

A RESISTÊNCIA DO SEU CHUVEIRO NÃO ESTÁ ESQUENTANDO A ÁGUA, E AGORA BANHO FRIO?Desligue o disjuntor referente ao seu banheiro. Retire o chuveiro da parede rosqueando-o. Abra-o e com o alicate de bico fino, retire a resistência queimada. Vá até uma loja com o modelo do seu chuveiro. Coloque a nova resistência com precisão, uma folga pode desgastar com mais velocidade seus contatos e ela durar pouco tempo. Preço médio R$ 12,00. (uma mão-de-obra para realizar esse pequeno serviço é de geralmente R$ 30,00)

TUBOS DE ESGOTO DA PIA DO BANHEIRO OU DA COZINHA ENTUPIDOS. É nessa hora que vemos que não se pode deixar descer tudo pelo ralo, né?! No caso do banheiro, pode ter ocorrido entupimento por causa de fios de cabelo, hastes flexíveis ou algo do tipo. Na cozinha pode ser o excesso de gordura ou de alimentos que caem junto com a água para a rede de esgoto. Deve ser feito a desobstrução de ralos e válvulas e a troca dos tubos extensíveis, essa última sem o auxílio de ferramentas, o tubo pode ser retirado e colocado apenas com as mãos e sem esquecer do veda rosca! Preço médio R$ 7,50.

ALGUMA LÂMPADA NÃO ACENDE EM SUA CASA? OU UMA TOMADA NÃO FUNCIONA? NÃO TENHA MEDO DO ESCURO!Geralmente só percebemos isso a noite! Primeiro, desligue o disjuntor referente ao cômodo da lâmpada queimada. Em seguida, peça que alguém segure uma lanterna ou a deixe em uma posição que ilumine o local. Consiga uma escada para que fique em uma posição confortável para ter acesso à lâmpada, evitando quedas. Desenrosque a lâmpada queimada sem tocar no bulbo (vidro), ele pode quebrar caso o faça. Para trocar tomadas, use a chave de fenda para abrir a placa e retirar os fios dos contatos, recoloque-os na nova placa na mesma posição da antiga. Claro, com a energia da tomada desligada sempre!

(Foto: Revista Época SP)
FECHADURAS OU CADEADOS EMPERRANDOS?Todos já passamos por isso, ficar insistindo em abrir uma fechadura emperrada. Coloque um pouco de grafite em pó ou óleo de máquina no cilindro da fechadura. Retire e coloque a chave algumas vezes para espalhar o material.  Isso pode ser feito antes do problema aparecer, como medida de manutenção! Caso persista, compre uma fechadura do mesmo modelo (só elas cabem direito no espaço da porta) e troque com o auxílio de chaves de fenda ou Philips. Preço médio R$ 48,00

COLOCAR QUADROS, PEÇAS DE BANHEIRO OU DE COZINHA NA PAREDE. FAÇA BONITO!Com o auxílio do nível bolha posicionado sobre o quadro e da trena verifique a posição correta antes de prende-lo. Se a peça a ser pendurada for pesada, recorra a parafusos com bucha e usando a furadeira com broca apropriada, fure a parede com precisão e cuidado, evitando o deslizamento da broca. E, verifique antes a posição de possíveis tubulações de água ou energia no local! Uma ótima alternativa para peças leves, como pequenos espelhos ou acessórios de banheiro, é a fita dupla face. Com ela, você evita o uso desnecessário de furadeiras e assim danificar sua parede. Preço médio R$ 6,00

Viu só? É simples e econômico fazer seus próprios consertos. Mãos à obra caro leitor!


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segunda-feira, 26 de março de 2012

HOTÉIS & RESORTS: Três incríveis hotéis latinos que atrelam luxo e meio ambiente‏

Quando se pensa em fugir dos grandes centros e ter um contato maior com o meio ambiente logo se imagina locais com pouca estrutura e distante de tudo que possa remeter à luxo e conforto. Porém é possível atrelar tudo isso numa mesma viagem curtindo uma hospedagem singular em que a realidade vai parecer sonho. E alguns desses lugares estão muito mais perto do que imaginamos. A MENSCH fez uma seleção de três hotéis pra lá de diferentes e dentro dessa proposta do rústico e natural com o conforto (e até o luxo). E o melhor de tudo, não muito distante. Em países como o Peru, Chile e México se encontram esses três belíssimos hotéis que são um verdadeiro deleite para poucos felizardos. Três hotéis que deixam o hóspede em contato direto com as belezas naturais de suas regiões sem ter que abrir mão de conforto. Seja na beira de lagos, no meio da floresta ou na encosta de morros, o importante é que a experiência seja inesquecível. Conheça essas três maravilhas e programe sua próxima viagem.

ENDÊMICO RESGUARDO SILVESTRE – MEXICO
Para quem pretende fugir das grandes metrópoles e ter contato direto com as belezas naturais de uma bela região a dica é o hotel Endemico Resguardo Silvestre, no Vale de Guadalupe – região vinícola de Baja Califórnia, Novo México.  Com vinte quartos duplos independentes em um EcoLoft construído nas encostas dos morros do Valle dentro de uma área de 94 hectares, que conta ainda com uma vinícola e uma área residencial. 


O Hotel Endémico Resguardo Silvestre, é um hotel que se caracteriza sobretudo por seu espírito ecológico onde o cuidado foi de não intervir diretamente no terreno, considerando que parte da filosofia do projeto é respeitar a natureza da melhor forma possível. Sua estrutura surge elevada do terreno e sustenta o esqueleto feito de aço dos apartamentos, chamados EcoLoft, permitindo assim que não haja contato direto com o meio. Nas fachadas as cores seguem os tons da terra, numa forma de harmonizar o hotel com a paisagem local.

Mas quem pensa que o hotel é um local para aventureiros pouco exigentes com conforto e luxo está redondamente enganado. Os quartos são decorados com muito bom gosto com objetos de design moderno. Cada quarto mede cerca de 20 metros quadrados e não deixam nada a desejar se comparados às suítes dos hotéis mais tradicionais, e o mesmo vale para os banheiros. A idéia é ter um estilo de uma casa para acampar “de luxo”, oferecendo as necessidades básicas dos hóspedes, e ao mesmo tempo o seu contato com o meio ambiente, desfrutando de uma das paisagens mais incríveis da região. A proposta do hotel é que não deve faltar nada para seu hóspede possa usufruir de uma temporada bastante confortável, regada a muito vinho mexicano.




Falando em vinho, o hotel ainda oferece aos hóspedes uma enoteca para desfrutar um dos melhores vinhos da região enquanto observa o sol se pôr sobre o vale, muito bem acomodado e aquecido por uma pequena lareira terracota. Além disso, uma bela piscina com vista panorâmica e um restaurante supervisionado pela Escola de Artes Culinárias de Tijuana.

O Hotel Habita Endémico Resguardo Silvestre é uma "reserva selvagem" com design moderno e elegante do arquiteto Jorge Gracia onde a intenção foi, de fato, criar uma mistura de bangalô com camping de luxo. O suficiente para você querer passar uns dias nesse hotel que é excêntrico em suas formas mas que não deixa de ser um sonho.


BAOBÁ HOTEL & SPA - CHILE
Você já se imaginou ficar hospedado no meio da floresta numa enorme árvore Baobá? Pois no meio dos Andes da Patagônia, no sul do Chile, numa região chamada de “ecoregiões valdiviana” com uma variedade de habitats existe o hotel Baobab Hotel & SPA. Com sua grandiosa estrutura, esse hotel vai te fazer emergir e descobrir a grandiosidade da floresta fria, cheia de montanhas e vulcões andinos patagônicos.






A ecorregião Valdiviana contém uma das sete florestas temperadas restantes do planeta e a segunda maior no mundo. Apontada como uma das 25 ecorregiões mais valiosas e ameaçadas do planeta. "A Patagônia ocupa a ponta sul da América do Sul, um vasto território de mais de 900.000 quilômetros quadrados. Esta região de forma triangular, situada a sul do Rio Colorado na Argentina e Valdivia no Chile chamada Tierra del Fuego”. Essa paisagem da Patagônia oferece grandes contrastes, de um lado as planícies e terraços, a leste a vegetação dominante é a estepe herbácea, arbustiva e nos Andes, a oeste, por lagos glaciais, rios e florestas densas.


O hotel que tem a forma de um Baobá, no seu interior possui uma enorme árvore nativa que ocupa o centro dando a idéia de fundir a árvore chilena com esta respeitável árvore africana, conhecida como "pão de macaco". Com 55 quartos distribuídos por seus 7 andares, todos com uma espetacular vista para a mata o que proporciona uma incrível experiência. Porém, mesmo estando no meio da floresta o hotel possui toda a estrutura de um grande hotel urbano, com centro de convenções, que ocupa uma área de 250 m2 com uma capacidade máxima de 200 pessoas; espaço para crianças e um completo SPA.

Lá no Lawenko Spa, localizado em uma extremidade do hotel, o hóspede encontrará uma atmosfera acolhedora e uma decoração atraente, onde ele poderá contar com uma piscina aquecida com comunicação externa, hidromassagem, saunas seca e terapias de vapor, massagens e bar na piscina, que oferece aos visitantes de sucos, bebidas, cerveja, bebidas, lanches e sanduíches.

Todos os ambientes do hotel seguem o estilo rústico e natural com muita madeira da parede ao teto e vegetação local. No terraço superior o hóspede pode desfrutar da bela vista da mata com suas montanhas e clima dos Andes enquanto saboreia um belo vinho chileno. Passarelas suspensas levam os hóspedes a um passeio pelas copas das árvores e um contato direto com o ecossistema dos Andes. Sem dúvidas uma experiência inesquecível e singular.
 
Site oficial: www.huilohuilo.com/alojamiento/baobab-hotel-spa


TITILAKA LODGE – PERU
Localizado em uma península privada nas margens do Lago Titicaca, o premiado Titilaka Lodge Experience é um dos mais sofisticados refúgios de luxo para qualquer viajante que procure aliar conforto e meio ambiente num mesmo local. Explorar os recursos naturais, culturais e históricos desta região remota e mística, é sem dúvida um dos grandes atrativos desse belo hotel.


O Titilaka é um alojamento contemporâneo que oferece luxo e conforto, integrado com o meio ambiente mantendo os melhores padrões de instalações e serviços internacionais. A começar pela impressionante fachada, a decoração combina ambiente moderno com a herança colorido da região. Grandes janelas permitem que os hóspedes possam admirar o belo lago Titicaca, ou se esbaldar em torno dos confortáveis terraços.





Ao total são dezoito quartos muito bem localizados com vista para o lago. Os quartos possuem piso aquecido, além de uma variedade de detalhes que garantem uma estadia confortável. Algumas suítes possuem um clima de spa, com banheiras enormes e chuveiros de massagem. Os quartos proporcionam um ambiente calmo e aconchegante que são essenciais para se re-energizar após um dia curtindo os vários tipos de excursões disponíveis, que vão desde passeios de barco, mountain bike, a pé ou de carro. Uma estadia no Titilaka inclui ainda excursões culturais, aventura e natureza, com flexíveis itinerários personalizados, além de todas as refeições gourmet e fusão, incluindo as bebidas.

O visitante ainda pode explorar as comunidades andinas nas ilhas de Taquile ou Uros; visitar os sítios arqueológicos de Chullpas de Sillustani e as esplêndidas igrejas coloniais nas cidades de Juli, Pomata and Lampa, ou simplesmente absorver o espírito da região. Sem dúvida uma bela forma de atrelar cultura, conforto e descanso numa mesma viagem.
 
Site oficial: www.titilaka.com


FONTE: Condé Nast Traveller
www.archdaily.com.br

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sexta-feira, 23 de março de 2012

ENTREVISTA: Bruno Dubeux, médico, ator, apresentador... e inquieto‏

Há um ditado que diz: “de médico e louco todos temos um pouco”. No caso de Bruno Dubeux ele poderia ter dito assim: “de médico e artista, eu tenho muito”. Pois bem, Bruno desde criança queria ser ator, mas acabou fazendo faculdade de medicina, outra área pela qual se interessava muito. Danado que é o destino, Bruno acabou fazendo umas fotos para publicidade, incentivado pela prima e daí para o mundo artístico as portas foram se abrindo. A medicina foi acompanhando tudo isso em paralelo até que Bruno, médico formado, se mudou de vez para o Rio de Janeiro e durante uma peça, filme ou programa de TV ele atende seus pacientes em São Paulo. Sim, ele faz as duas coisas, mas nem me pergunte como ele consegue, nós tentamos, mas nem ele sabe explicar. Conheça um pouco mais desse pernambucano/americano que brilha no mundo artístico carioca, nos hospitais paulistanos e mostra suas raízes nas gírias recifenses.

Bruno, explica um pouco pra gente como foi que aconteceu tudo isso: formado em Medicina, terminou indo pro Rio de Janeiro pra se tornar apresentador e ator. Foi muito curioso porque as possibilidades foram se apresentando pra mim e a ousadia e força de vontade permitiram que elas virassem escolhas. Quando criança sempre dizia que queria ser ator, mas essa vontade ficou adormecida ao longo da adolescência. Acho que o fato de não ter contato com ninguém do meio artístico em Recife e a cidade na ocasião não ter um mercado e formação favoráveis, contribuiu pra uma falta de incentivo. Então resolvi fazer medicina, profissão pela qual também sentia afinidade. Foi a partir daí que as tais possibilidades foram surgindo. 


Uma prima era modelo e certo dia minha tia não pôde acompanhá-la e me pediu pra ir. O fotógrafo, Renato Filho, me perguntou se não gostaria de trabalhar em campanhas publicitárias, que eu tinha perfil e fiz meu primeiro book com ele. Ele me passou os contatos das maiores produtoras da cidade e na semana seguinte já estava fazendo uma foto pra um outdoor. E, a partir daí, comecei a fazer também vídeos publicitários, depois surgiu teste pra uma campanha com texto como ator, fiz e passei e desde então os trabalhos como ator em publicidade foram aumentando e passei a fazer também em João Pessoa, Natal, Maceió, etc. Desde então senti vontade de entrar para um curso livre de teatro em Recife. Por isso, fazer esse ensaio fotográfico com o Renato agora está sendo bem especial. Foi a partir das fotos e apoio dele que entrei no mercado e, agora, em um momento bacana da minha trajetória tive a oportunidade de estar em Recife e poder ser clicado por alguém que tem importância no meu início de processo artístico.

E fui fazendo todos esses trabalhos em paralelo a faculdade de medicina. Só não me pergunte como conseguia conciliar (risos). No ultimo ano da faculdade, a Márcia Andrade, produtora de elenco da TV Globo, esteve em Recife pra fazer pesquisa de novos atores pra oficina da Globo. Fui convidado, fiz o teste e passei pra etapa final que foi no Rio, só que essa não rolou. Mas nós ficamos muito amigos e sempre em contato. Três meses depois dessa etapa final do teste me formei em Medicina e a Márcia deve ter percebido minha vontade em tentar a carreira artística no Rio e me deu muita força pra que eu tentasse naquele momento, já que depois, se começasse a residência, seria bem mais difícil. E foi graças ao apoio dela, sugestões de cursos no Rio e de me apresentar pra classe, que comecei a dar meus primeiros passos na carreira artística profissional. Talvez, sem esse estímulo, tudo seria diferente; não teria tomado uma decisão tão radical e não estaria aqui. Por isso devo muito à Marcia. É sem dúvida minha madrinha.

E como foi seu início no Rio de Janeiro? Encontrou muitas barreiras? A minha chegada ao Rio foi há quase 6 anos. Comecei fazendo vários cursos livres de ator e depois entrei pra graduação em teatro na UniverCidade, em Ipanema, com três anos e meio de duração e, no fim do ano passado, fiz a peça de formatura. Ao longo desses anos fiz trabalhos como ator em TV, teatro e cinema. Já o ofício de apresentador só surgiu no início do ano passado, em Janeiro. Uma amiga ficou sabendo do teste para o Alternativa Saúde pela internet, achou que era minha cara e me telefonou avisando. Fui atrás. Não tinha a informação de quem estava fazendo o teste. Liguei pra várias produtoras que conhecia até chegar à que estava fazendo o teste e fui aprovado. Tem sido uma experiência diferente e não menos incrível. Gosto de gente, de me comunicar, sou curioso e tenho afinidade com o tema. Tudo se encaixou.
O que te levou para a medicina? Fui pra área da medicina por iniciativa própria. Não tinha nenhum parente próximo que fosse médico em Recife. Apenas meu avô paterno, que morava em Belo Horizonte. Me motivei inicialmente por uma grande afinidade pelo assunto. Adoro biologia e sempre tive curiosidade de estudar o corpo humano, sua estrutura, como funciona fisiologicamente e como as drogas farmacológicas atuam nele. Adorava estudar anatomia. Em uma das férias, por exemplo, na UFPE, passei quinze dias dissecando cadáveres. Tanto é que minha residência seria em cirurgia. Tenho habilidade com as mãos e gosto da ideia de intervir, da objetividade e resolver o problema de forma mais imediata. E além da afinidade com o tema, de gostar de lidar com pessoas, me fascina a ideia de um ser humano desenvolver a capacidade de curar outro. Isso é de uma beleza incrível.

Acredita que em algum momento terá de escolher entre a carreira artística e a médica?  Acredito na agregação dos talentos desenvolvidos e procuro não pensar muito nessa questão. Acho que o ser humano está em constante movimento e que se em algum momento da minha vida uma dessas possibilidades se apresentar muito forte de forma que me preencha bastante, vou procurar sabedoria pra agir da melhor maneira. Atualmente estou bem feliz conciliando as duas carreiras. Com certeza sou outro médico depois do ator e por outro lado a bagagem desenvolvida pelo médico interfere no meu ator. Agora, novamente, não me pergunte como consigo conciliar tudo. Definitivamente o meu dia deveria ter 48h (risos).
 

Ator, médico, apresentador, falta algo ainda que você queira ser "quando crescer" (risos)? Queria ser o Super-Homem (risos). Brincadeira. À medida que vou crescendo, vou me empenhando em fazer minhas atividades da melhor forma. E quero crescer sempre com a sensação de que estou fazendo o melhor que posso independente da função. Mas - com essas três funções - acho que dá pra me acalmar, já que o ator pode ser sempre quem e o quê ele quiser (risos).

Quais as expectativas para ser protagonista no cinema? O Cristino [Personagem interpretado em Estado de Exceção] foi um dos meus maiores presentes de 2011. O processo inteiro durou mais de um ano, o ultimo dia de filmagem foi no final do mês passado. Houve muita dedicação e me empenhei muito na pesquisa, construção e desenvolvimento desse personagem. Ele tem uma trajetória bem interessante e que vai se transformando muito do início ao fim do filme. É um ser complexo, bombardeado internamente com tanta coisa acontecendo à sua volta. E o Juan Posada, o diretor do longa-metragem, gosta muito de trabalhar com a ambiguidade dos personagens. E todos esses são aspectos que me interessam muito no trabalho do ator, então tive todas as motivações pra mergulhar de cabeça nessa viagem.

É o primeiro longa que faço um papel de destaque. E foi todo filmado em película, com uma fotografia incrível do Miguel Vassy (que inclusive foi premiado em seu ultimo longa). Então, é um filme que tem muitos valores e isso faz a gente ter muita vontade de vê-lo pronto. Agora também a expectativa vai até o limite da curiosidade de ver o resultado final porque, cada vez mais, sinto a importância do ator trabalhar o desapego. Tem que fazer, dar o melhor de si e se desapegar. E é assim sempre.  


Pelo que soube seu personagem é um policial que preza pela ética e se decepciona com o que encontra pela frente. E você fez laboratório em um Batalhão no RJ. Mudou sua ótica em relação à visão que você tinha da polícia nacional depois que você vivenciou esse outro lado? Definitivamente. A questão do ator de se colocar ao máximo na situação e no lugar do outro, para a partir daí atuar, proporciona uma postura diante do mundo maravilhosa. O Tenente Edilton - a quem sou muito grato - foi, digamos, o meu coach na polícia. Acompanhei a rotina no Batalhão, a supervisão na viatura, ronda na Rocinha e fiz aula de tiro. Terminamos ficando amigos. É louco que a gente quando passa por uma blitz, sabe que está com tudo certo, os documentos em dia, mas ainda sim tem medo ou frio na barriga. Isso pra mim foi muito interessante. Hoje passo por policiais e os sinto como colegas, como se fossem os colegas médicos do hospital. E outras várias vezes na rua alguns policiais cruzavam por mim e eu por um milésimo de segundo estranhava que não batiam continência (risos). Só o tempo de eu dizer: "Se liga, Bruno, você não é o tenente Cristino agora" (Risos).

Mas o fato é que desmistifiquei totalmente a imagem da polícia militar que tinha. É um trabalho duro, cansativo, de muita responsabilidade e cobrança. E, infelizmente, pouco reconhecido e muito criticado. Pude sentir na pele um pouco da diferença do tratamento da população. Algumas vezes eu estava no set de filmagem, na rua ou na favela, com meu figurino e, os que não sabiam do filme, me olhavam diferente, não olham no olho. Imagina você passar todos os dias fazendo o seu trabalho com todo mundo cruzando por você, te olhando diferente, como se você não fosse desse mundo? Sofrendo por um valor de imagem que vem agregado àquela farda e que você não tem nada a ver com as atitudes de outros. Agora, por outro lado, ter essa sensação concreta foi ótimo para o meu personagem, que passa por esse mau juízo no filme.

Você saiu de Recife e se divide entre Rio e São Paulo. Do que sente saudade da terra dos altos coqueiros? Das pessoas, da autenticidade junto com a simpatia do pernambucano. É interessante que o pernambucano é ao mesmo tempo desconfiado e simpático, e também carinhoso no falar. Fala tudo no diminutivo: "Quer um cafezinho?", "Eu vou dar um jeitinho", "Sente aqui nesse cantinho". Agora se bem que a gente fala no imperativo. Quem vê de fora acha que é arrogância, mas é só o jeito de falar mesmo. Ah, sinto muita falta das nossas gírias. É sempre motivo de piada aqui no Rio quando escapole uma: Arrodear, buruçu, gota serena e adoro o "pense": Pense numa comida boa; pense num calor; pense num bicho chato... (risos).

Já pode falar mais da sua nova proposta para TV, misturando viagens? Posso falar só um pouco porque é um piloto de programa que ainda vai ser vendido. É um projeto meu juntamente com dois parceiros, a Gisele Werneck, atriz, que também apresentará o programa junto comigo e o Danilo Machado, produtor. É um programa que mistura viagem, hábitos e comportamentos em diferentes cidades do mundo. Faremos alguns pilotos agora no Oriente Médio e Ásia.
 

Você viverá experiências incríveis em países exóticos que irá conhecer como a Índia. Gosta de se aventurar em meio ao desconhecido? Quais suas expectativas? Viajar, ainda mais pra lugares pouco explorados e desvendados, pra mim é muito instigante. Adoro conhecer pessoas diferentes, de outras culturas e línguas e tentar entender o que temos em comum, o que diferencia a gente e ao mesmo tempo nos une como ser humano. Oman, o primeiro lugar que vou próximo aos Emirados Árabes, me parece ser muito rico, desenvolvido e os omanis, o povo local, extremamente simpático e receptivo, apesar de ser muito religioso. Até a década de 70 o país era governado por um tirano e totalmente isolado do mundo, quando um Sultão assumiu o poder, governa há 40 anos e trouxe muita prosperidade ao país. Acho que vai me chocar um pouco a relação do homem e da mulher, que é bem discrepante. Já a Índia deve ser muito colorida, efervescente, forte, com muita pobreza e com uma espiritualidade intensa. Não sei, mas acho que vai ser uma viagem daquelas de mudar a visão de mundo.
 

Costuma levar o médico aos palcos e o ator aos plantões? É curioso porque tem sido uma experiência bem diferente. A minha trajetória profissional, apesar de já fazer alguns cursos livres como ator, em Recife, começou com a medicina. É uma formação cartesiana, limpa, asséptica, na qual é preciso não se envolver passionalmente com o problema do outro, para poder ter clareza e discernimento, no sentido de poder agir racionalmente, e ajudá-lo. Quando terminei a universidade e entrei na faculdade de teatro, aqui no Rio de Janeiro, tive dificuldade no início porque o aprendizado me exigia justamente o caminho inverso. Foi preciso fazer uma desconstrução. O teatro é se permitir viver no caos, na “sujeira”, é o não saber, com toda a sua angústia criativa, é o exercício de sempre se colocar no lugar do outro, em treinar nossa sensibilidade em se afetar pelo outro. Foi na faculdade de teatro que aprendi a ser mais humano e é uma loucura pensar que a graduação médica também não faz esse caminho.
Então, com certeza, sou outro medico desde que me tornei ator. Mudou minha forma de  enxergar, me comunicar e me sensibilizar com o ser humano e, consequentemente, com os pacientes. E o medico me faz um ator interessado em estudar de forma aprofundada o texto, a ter disciplina e ser metódico.

Para se tornar um médico são anos de estudo, dedicação e há também investimento da família. Quando decidiu seguir a carreira de ator como sua família reagiu? Não deixou de ser um choque porque a decisão de vir pro Rio foi justamente no ano em que voltei de estágios de alguns hospitais como em Harvard, Mayo Clinic e Atlanta. Eu estava me preparando para fazer residência nos EUA. Não chegaram a fazer nenhum alarde, mas sabia que não estavam satisfeitos. Mas eu já era maior de idade, trabalhava, era formado, pagava minhas contas e dono do meu nariz. Minha mãe especialmente sempre me apoiou. Lembro que disse: "prefiro um sapateiro feliz a um infeliz ilustre médico". E também as coisas foram surgindo aos poucos. Primeiro fui com planos de ficar no Rio só por 3 meses pra sentir, depois aumentei pra mais três meses e estou aqui até hoje. No fundo sabia que não iria mais voltar (risos).

O que é mais legal em apresentar o Alternativa Saúde, do GNT? O mais incrível é poder juntar as minhas duas carreiras efetivamente num mesmo trabalho. A medicina me permite ter uma intimidade e tranquilidade com o assunto, com bom domínio do conteúdo. E a bagagem do teatro, explorar o meu lado comunicativo, expressivo e sensível, pra que a troca de informação se dê da melhor forma. Tem também o exercício do ator, que já comentei, de sempre se colocar no lugar do outro. Trago muito esse princípio para minhas entrevistas no Alternativa Saúde. Sempre procuro links do papo com minhas referências pessoais e percebo o quanto trazer isso ao bate-papo aproxima a relação e tudo flui mais à vontade e com naturalidade. A escuta também é um fator muito importante tanto para um bom ator quanto para o apresentador. Muitas vezes o apresentador fica preocupado em lembrar-se da próxima pergunta aí se “despluga” do aqui e agora e termina perdendo os ganchos que o entrevistado traz e a conversa fica mecânica e fria.

O que é uma boa alternativa de saúde que você coloca em prática no seu dia a dia? Troco os deslocamentos de carro pela bicicleta sempre que possível. Assim me exercito, tiro o stress liberando endorfinas, fico em contato com o meio ambiente, economizo e não poluo o ambiente. Acho uma ótima alternativa de saúde e felizmente consigo praticar quase todos os dias. Além disso, invisto numa dieta rica em fibras, sempre com fruta na primeira refeição do dia, poucos alimentos ricos em lipídios, queijos brancos e grelhados, mas dois dias na semana me permito comer o que quiser, com moderação.


Já que você trabalha em frente às câmeras, como você cuida da aparência? É vaidoso? Até onde você vai no campo da vaidade? Sou vaidoso, mas não com uma vaidade que me aprisione ou me prive das coisas. Acho que até certo ponto ela é saudável. Se te faz sentir bem consigo mesmo e te traz uma boa relação com o espelho, sem grandes sacrifícios, então ótimo. Não sou de ir à academia todo dia, deixar de me socializar para evitar comer calorias ou mesmo de usar muitos cremes. Mas vou à academia duas a três vezes por semana, tento balancear minha dieta e o que tento lembrar de passar no rosto sempre é protetor solar, que a minha amiga Roberta Castro, dermatologista, toda vez que me vê, pega no meu pé em relação a isso e pra garantir que vou usar, me dá várias amostras grátis (risos). E faz questão de repetir que é a medida mais comprovada pela literatura que previne o envelhecimento do rosto. Agora tenho que admitir que meus valores mudaram muito nos últimos cinco anos, em relação à época que morava em Recife. Era bem mais vaidoso. Só saía bem arrumado de casa e com o cabelo sempre no lugar, por exemplo. Hoje a minha vaidade mudou, certamente por conta do teatro. E trago essa referência pras gravações do “Alternativa Saúde”. A minha vaidade é saciada no encontro com a verdade e a autenticidade na cena. Quando assisto a um programa e sinto que estava ali conectado com o "aqui e agora" e sendo bem verdadeiro, um cabelo despenteado ou um ângulo da câmera ruim não interferem na estética toda da coisa.

Com essa exposição toda o assédio termina aumentando. Como lida com isso? Já sentiu alguma diferença? Acho que não chega a ser assédio propriamente. Não chego a ser parado na rua. Às vezes sinto que me olham com a sensação de "conheço esse cara de algum lugar". O que acontece muito são pessoas de Estados diferentes pedirem pra me adicionar nas redes sociais.  E também ressurgem das cinzas aqueles conhecidos distantes que já tinha perdido contato, pra falar que me viram, dar os parabéns etc. (risos).

Sente-se realizado com todas essas conquistas? Qual sua próxima realização? O que podemos esperar do inquieto Bruno? Com certeza estou muito feliz com essas conquistas. Foi um ano de muito trabalho e é muito gratificante depois de alguns anos de estudo começar a colher os frutos, ainda mais na carreira de ator que é super incerta e subjetiva. Realmente - como você colocou - inquieta é uma palavra que está muito presente no meu vocabulário. Realizo algo, comemoro, mas logo em seguida sinto uma inquietação grande de dar início a algo novo. Pra ter ferias preciso viajar porque se ficar em casa, com certeza arrumo imediatamente algo pra me ocupar. No momento estou gravando uns pilotos de programa para TV, como falei acima, que ocupará parte do meu tempo esse ano, pois virá ainda edição, venda etc. E, além disso, estou ensaiando um espetáculo com minha companhia (Julia Mendes, Tatyane Mayer, Manuela Do Monte e Pedro Casarin) que montamos durante a faculdade, para estrear aqui no Rio de Janeiro, no segundo semestre. Um trabalho de pesquisa de um texto de um autor carioca relacionado ao cineasta Alfred Hitchcock. Estamos pesquisando textos e pensando sobre nossa estética há dois anos. Então será uma realização muito importante em minha trajetória. Espero ter a oportunidade de levar o espetáculo a Recife e, finalmente, estrear num palco profissional em minha cidade natal.


Agradecimentos: Dona Santa / Santo Homem

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quinta-feira, 22 de março de 2012

ESTILO: O que usar e o que não usar‏ no primeiro encontro

Que as mulheres apreciam um homem bem vestido, isso não é novidade. Mas quais peças elas não admitem serem usadas no primeiro encontro? Fiz uma pequena lista dos itens que podem detonar o seu dia de conquista: pochete, por exemplo, é uma peça que não deve estar no guarda-roupa de nenhum homem, nem para usar em um único encontro. Sapato social com meia branca, se você não for cover do Michael Jackson é melhor esquecer! Bermuda e chinelo também não são adequados (a não ser que o encontro seja na praia). As mulheres também não apreciam excesso de perfume, camisa aberta, modelito rapper (correntes, pulseiras ou muitos anéis ), roupas muito justas, coloridas demais ou velhas.

Ao escolher o que usar, um homem pode passar diversas mensagens:  relaxado, cuidadoso, moderno, conservador, antenado, clássico, despojado, cafona ou de bom gosto. Por isso é preciso muito cuidado e critério com as peças do guarda-roupa. Hoje a atenção com a aparência não é, nem deve ser interesse exclusivo das mulheres. Nem todos os homens estão atentos à maneira de se vestir e não sabem como perdem pontos logo de cara se vestindo inadequadamente. Portanto, não esqueça que muitas vezes você não terá uma segunda chance de causar uma boa primeira impressão!

Então, aí vão 10 sugestões para você sobreviver ao seu primeiro encontro com estilo e, quem sabe, ainda se dar bem:






ROUPAS – O QUE USAR SEM MEDO Vale ressaltar que aliado ao estilo de cada um deve vir muito conforto, detalhe que deve ser levado em consideração no guarda roupa masculino. O jeans é peça obrigatória e poderá vir como jaquetas ou camisas de botão, que poderão ser usados com calça também de jeans. Também vale uma atenção especial para as peças no estilo cargo,elas valem tanto para bermuda quanto para calça. Uma combinação que nunca sai de moda e agrada em cheio é usar com camisa xadrez sobrepondo uma camiseta básica. Nos pés, o sapatênis é quase um curinga. É um tipo híbrido, que se caracteriza por não ser nem tão esportivo quanto um tênis e nem tão formal quanto um sapato. Alheios à crítica especializada de moda que os acha definitivamente cafonas, consumidores fazem deles um sucesso de vendas,  forçando alguns fabricantes a criarem novos e modernos modelos tornando esse tipo de calçado cada vez mais bem visto.

UM TAPA NO VISUAL Faça a barba, lave os cabelos, deixe o seu rosto o mais clean possível, mulher gosta de ver o rosto do homem. Mesmo que ela goste de barba e se você usa, mantenha-a bem aparada. Quanto ao perfume, capriche na escolha mas não exagere na quantidade, coloque-o em pontos estratégicos do seu corpo, como atrás das orelhas, no pescoço e também nos pulsos. E claro, não esqueça do bom hálito e um bom desodorante que segure a onda a noite (ou dia) toda.



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