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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

ESTRELA: Fabiana Karla é humor, talento... É rock bebê!!

O que dizer de Fabiana Karla? Uma mulher solar, superlativa com mil talentos e qualidades?! Do humor ao drama, dos palcos do teatro ao microfone na TV, Fabiana é sucesso por onde passa. E para nossa surpresa, a danada agora está botando para quebrar no programa PopStar cantando do sertanejo ao rock. Uma verdadeira popstar que nos conquistou faz tempo com seu talento e carisma. Pernambucana arretada, Fabiana segue encarando novos desafios e tirando de letra tudo que se dispõe a fazer. E tirando por essa capa da MENSCH a danada não cansa de nos surpreender. Quebra tudo Fabiana!

Fabiana, indo direto para os projetos atuais... Esperava esse sucesso todo em PopStar? Nossa! Eu não esperava nem estar a essa altura no programa, mas sabia que ia me divertir muito e que faria o meu melhor. Penso que o sucesso é consequência de algo que você se esmera muito para fazer e que cai no agrado das pessoas. Acho que consegui me colocar nesse lugar, pois por onde eu passo tenho só recebido elogios. Ter a oportunidade de mostrar esse outro lado que as pessoas não conheciam pra mim tem sido como um prêmio.  

O que é mais difícil nesse processo de preparação até chegar o dia da apresentação? O nervosismo e o desconhecido. São muitos os detalhes técnicos que eu desconhecia ou que não faziam parte da minha rotina: aula de canto com assiduidade, fonoaudiólogo, resguardo para que a voz esteja apta... E, convenhamos, ir para o palco para fazer algo que você não domina contribui para a carga emocional. Além disso tudo, tenho minha filha ao meu lado em cada apresentação – ela faz meu backing vocal. Na primeira vez que subi ao palco e olhei pra ela foi uma emoção fora do comum.

Como a música entrou na sua vida e para onde você quer que ela te leve? A música está na minha vida desde que nasci e esteve em meus melhores momentos. Meus pais sempre cantaram e me apresentaram um vasto cancioneiro e os grandes intérpretes. Além disso, sou nascida em Pernambuco, uma terra cheia de musicalidade e ritmos. Observei o quanto a música regia meus sentimentos, tem influência no meu humor, no meu dia a dia... Hoje quero que ela me leve pra onde quiser, porque sinto que ela ultrapassa fronteiras e isso é mágico. A música preencheu arestas que eu mesma nem conhecia dentro de mim. Quando eu começo a cantar, sinto que estou mais perto de Deus. Tem um sentido muito particular, hoje, na minha vida! Os acordes hoje fazem mais sentido nos meus ouvidos e no meu coração. 



Seja cantando ou atuando, o seu carisma sempre chama atenção e conquista o público. Quando descobriu isso e de onde vem? O carisma é algo que Deus entrega na mão da gente e diz: “Guarda, isso é precioso. Quando precisar, você usa”, (risos). Eu não sei explicar isso, sempre fui uma pessoa que respeitou bastante a posição do outro, mas que sempre buscou com que os demais se sentissem bem na minha presença. Acho que essa posição deixa as pessoas ao meu redor mais à vontade. Acho que isso pode ser chamado de carisma. Sou grata aos que têm carinho por mim e gostam do meu trabalho. Eu me esforço muito pra que isso se mantenha.

Você parece ter sido uma criança bem animada e inquieta. É isso mesmo? Vivi uma infância muito gostosa e legal. Eu era uma criança, dita pelos demais, como bem inteligente, e eu gostava de mostrar isso. Pulei a alfabetização, pois já sabia ler e escrever. Sempre fui bastante atenta e a televisão já me chamava muita atenção. Eu me divertia com pessoas muito mais velhas, que tinham um olhar diferente, como Genival Lacerda e Dercy Gonçalves. Depois de adulta, percebi que aquele apreço já sinalizava minha aproximação com o humor. Hoje em dia sou muito amiga do Dedé - de Os Trapalhões - e me emociono cada vez que converso com ele... Vejo meu ídolo de infância conversando comigo pelo whatsapp, se divertindo comigo, isso é muito louco na vida. xTive uma família que me estimulou muito para eu desenvolver meus dons. Eu brincava de ser apresentadora de circo, era muito criativa e todos me incentivavam. Gostava muito de esportes, brincava de tudo e fui uma criança bem serelepe, pode-se dizer. Hoje penso “coitada da minha mãe”, quando lembro do quanto eu era agitada (risos). 

De Recife para o Rio de Janeiro. Como foi essa mudança e o que foi mais difícil? A coisa mais difícil foi deixar minha família no Recife e vir para o Rio para ter meu trabalho reconhecido. Mas, por mais que tivesse esse reconhecimento no Recife, tinha o desejo principal de viver com a minha arte. Lá, fazia propagandas em TV e estudava teatro TODOS OS DIAS. Tinha um ritmo frenético, artisticamente falando, e vivia de teatro. Mas a gente sabe que o eixo Rio-São Paulo é mais forte quando se trata dessa área, principalmente o Rio de Janeiro, quando se quer trabalhar como atriz em televisão. Realmente não foi nada fácil deixar meus filhos para que eu pudesse transitar. Mas eu sentia que precisava vir, ver se daria certo. Hoje não posso dizer ainda que já deu certo. É claro que conquistei uma posição confortável, mas acredito que ainda tem coisa melhor por vir no meu futuro.

O que você leva das suas raízes para sua realidade carioca? E consegue encontrar algo em comum entre as duas cidades? O Rio de Janeiro abriu os braços pra mim e me deu a maioria das coisas que eu tenho, porque foi através do meu trabalho aqui que eu consegui atingir a estrutura de vida que tenho hoje. Então sou muito grata a essa cidade que me abraçou desse jeito. Das minhas raízes trago minha essência, que levo pra onde vou. Trago a alegria, esse jeito de ser nordestino, essa positividade, a força, a música, a gastronomia – adoro fazer um cuscuz para as minhas visitas -, a decoração da casa, a coisa da receptividade, ter meu lar sempre em festa com os amigos. Quanto à igualdade, acho o carioca muito receptivo, isso é um ponto bastante semelhante aos pernambucanos.  

Pergunta básica... sofreu algum tipo de pré-conceito por ser nordestina no início? Nunca sofri preconceito por ser nordestina. Pelo contrário, sempre foi um prenúncio de boas coisas porque tive nordestinos que me validaram, antes de eu chegar – Chico Anysio, Tom Cavalcanti, Renato Aragão... Eu, sinceramente, só tenho boas experiências.  

Muita gente fala hoje em “você me representa”, “levanto bandeira pelas minorias” ou “sou modelo fora do padrão”... Esse discurso cansa ou é necessário? Esses dias no Popstar a Preta Gil, que é uma grande representante das mulheres brasileiras, disse que eu era necessária e que representava a ela e a uma classe grande de mulheres que precisam dessa representatividade. Fiquei muito feliz, honrada e grata, porque me sinto contribuindo pra que muitas mulheres se sintam melhores e saibam que não estão só e pra que não percam as esperanças de dias melhores. Um discurso que fala por uma maioria que é enxergada como minoria, acho que é incansável e tem que ser replicado e falado várias vezes. Nós vivemos um mundo cheio de intolerância e violência. Nós temos que repetir para fixar e deixar claro que é necessário quebrar certos tipos de ação, ou pelo menos amenizar. E para que as pessoas que sofrem certo tipo de preconceito saibam que a minha voz está ecoando no coro delas. Mesmo que o opressor não escute logo, o oprimido tem que saber que não está só. Faço apologia ao bem estar, acho que as pessoas têm que se amar. 

Com as redes sociais estamos mais próximos uns dos outros, mais ao mesmo tempo menos tolerantes com as diferenças. Como você ver isso? A questão das redes sociais é que elas viram um grande termômetro pra algumas coisas e também um inconveniente para outras. A minha lástima com relação às redes é esse fato de perder um pouco da penalidade com ofensas proferidas. Acaba por dar voz a pessoas que são grosseiras na forma de falar. Tem também o fato de que agora todo mundo julga, entende de tudo, mesmo que não tenha base para isso. Mas, o que podemos fazer? Sou uma pessoa que curte muito as redes sociais, pois com elas tenho a possibilidade de estar mais próxima do público e posso ver como as pessoas pensam. Também não podemos ser alheios ao fato de que essas redes são de importância para o nosso trabalho e para os nossos relacionamentos. 

O “remédio” é rir disso tudo? Como o riso te faz bem e o que te tira o bom humor? O remédio pra muita coisa é rir. Acho que rir é uma ótima arma, mas rir de tudo é desespero. Nós estamos vivendo no Brasil momentos de querer chorar, mais do que tudo. Só que quando a gente ri, a gente não perde a esperança. Então acho que é uma grande arma pra gente acreditar em dias melhores, porque eles virão. 

Foram mais de 10 anos no Zorra e depois surgiu novela e outros projetos. Corte fazer novela? Sente falta de um programa fixo de humor como era no Zorra ou era hora de alçar novos voos? Adoro desafios, como esse do POPSTAR. O Zorra foi e sempre será muito importante na minha vida. Foi a plataforma por onde eu pude me lançar para o público que me conhece hoje. Tenho público de criança a idosos, graças a esse período. Sou muito grata ao programa onde fiquei quase 15 anos. Acho que os ciclos existem e acontecem. Fechei esse ciclo para me transformar ainda mais artisticamente. Acho que esse vai sempre ser o maior desafio da minha vida, estar com olhar atento, não ficar aquém. Quero ser uma velinha com uma cabeça jovem e cheia de projetos a cumprir. No momento tenho grande vontade de apresentar um programa com a minha cara, onde eu possa ter esse contato direto sendo eu e não um personagem. 


Dra. Lorca, Cacilda e Perséfone (Amor à Vida), algum carinho especial por essas loucas personagens? Eu sou apaixonada pelas minhas personagens e já percebi, inclusive, que muitas delas são fogosas: Dona Cacilda, Olga (novela Gabriela) e Perséfone (Amor à Vida). O meu carro chefe foi sempre a Lucicreide, que represento desde os 13 anos de idade, que depois levei para o Zorra Total e o Mauricio Sherman conseguiu coloca-la num contexto perfeito para o programa. E agora estou a colocando no cinema, com o filme “Lucicreide vai pra Marte.” Mas isso é como perguntar de qual dos filhos gosto mais, é complicado responder.  

Por falar em Escolinha em breve ela estará de volta em mais uma temporada. Como é participar desse projeto? O que mais te agrada? A Escolinha é um grande presente. Primeiro por ter a honra de fazer um papel que era da Claudia Gimenez, mulher que sempre admirei, não só como profissional mas como mulher. O projeto em si é algo que entra na casa das pessoas como se fosse um abraço. Os textos são deliciosos, adoro a redação da Escolinha, isso faz muita diferença pra gente. E tem a emoção de estar em uma sala de aula. Eu trabalhei com o Chico Anysio e era meu sonho fazer a Escolinha com ele. Eu vivia correndo atrás, quando ele ia na minha cidade, com uma fita VHS da Lucicreide, com a intensão de colocar a personagem na Escolinha, e nunca consegui. Depois, quando tive com ele no Zorra, contei pra ele. Ele lamentou, disse que adorava a Lucicreide. Depois, quando me vi com o filho dele, Bruno, gravando, fiquei muito emocionada. Ele consegue trazer o olhar que o Chico tinha. Além de ser muito parecido, ele traz a atmosfera do pai. Sem falar no elenco, que é maravilhoso. A equipe, a produção e a direção conseguem tornar tudo uma verdadeira diversão. É um dos produtos que eu mais tenho prazer em fazer. 


Atuar, cantar, dançar (você esteve na 1ª temporada de Dança dos Famosos). O que mais quer fazer na TV e fora dela? Já escrevi um livro, tive filhos, então nem vou plantar a árvore ainda porque tenho vários projetos pra fazer (risos).

Como conquistar essa nordestina arretada? Sempre gostei de pessoas inteligentes. Então inteligência, bom humor, verdade, coração bom... nossa, sou exigente, né? (risos). 

Por fim, como foi sensualizar no estilo roqueira para esse ensaio? Foi muito legal! Fomos criando tudo e foi saindo esse espírito Rock’n roll. Já me remeto ao primeiro Rock in Rio, em que fiquei muito triste de não poder ir, morava em Recife ainda. Inseri um espírito meio Nina Hagen, entre outras mulheres nas quais a gente admirava bastante, com seus estilos próprios. Tive a sorte de ter nascido em uma época em que homens e mulheres eram muito intensos e interessantes. Quem sobreviveu aos anos 80 e 90 sabe do que estou falando. Nasci em 75 e tive influência de pessoas cheias de personalidade. Quando se fala de rock, penso em Nina Hagen, Janis Joplin, influencias que tentei brincar um pouco no ensaio. 

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

CAPA: As mil faces do humor por Marco Luque


Você certamente já ouviu falar de personagens como o motoboy Jackson Faive, o taxista Silas Simplesmente, a diarista Mary Help, que sempre estão marcando presença no “Altas Horas”. O “ser humaninho” por trás desses (dentre outros) é Marco Luque. Um cara multifunção, ator, dublador, humorista e locutor, que desperta o bom e tradicional palhaço que existe dentro de nós e deixa a vida mais leve. Se você não lembra, Marco surgiu para o grande público lá no CQC, mas antes e depois desse “divisor de águas”, ele fez e faz muita coisa. Sobre o que vem por aí, dois filmes e novo personagem na “Escolinha do Professor Raimundo”. Ex-tímido, hoje em dia deixa muita gente tímida diante de suas piadas, mas cada vez conquistando mais espaço e fãs. Assim como nós!

Marco, no meio de tanta notícia negativa hoje em dia no Brasil onde tirar inspiração para fazer rir? O humor, além de oferecer entretenimento, diversão e alegria, promove reflexão e debate sobre assuntos importantes para a sociedade, que muitas vezes nós não paramos para pensar ou analisar. Esses temas também servem de inspiração para nós.


Como dizem, é realmente mais difícil fazer rir do que chorar? O melhor sem dúvidas é chorar de rir...(risos) Concordo, o melhor é chorar de rir e fico muito contente quando acontece isso nos meus shows. É difícil fazer as pessoas rirem, mas procuro ter um repertório amplo, assim consigo atingir diferentes estilos de público. Além disso, minhas piadas são inspiradas no cotidiano das pessoas, então elas se identificam e o riso surge solto.

O que te faz rir e o que te tira do sério? Fazer as pessoas rirem, me faz feliz. Além, é claro, da minha família. E o que mais me deixa de mau humor é a falta de sensibilidade e preocupação das pessoas com as outras. Não vejo mais aquele respeito, aquele sentimento de empatia e solidariedade. Hoje isso é muito raro, infelizmente.

Você parece ser hiperativo... Desde criança já se percebia isso? Desde pequeno eu gostava de fazer brincadeiras. Na época de colégio, às vezes, a professora separava um tempo ao final de cada aula para que eu pudesse fazer imitações para os meus colegas de classe. Fazer as pessoas rirem sempre foi algo que gostei de fazer.

Como você era quando criança e adolescente? Algum dos seus personagens traz um pouco dessa época? Eu era muito tímido e usava o humor pra me aproximar da turma, nesta época eu ainda não pensava em criar personagens.

Quando percebeu que fazer humor era o caminho para a realização profissional? Na verdade, sempre tive essa ligação com o humor e, aos poucos, no teatro, fui desenvolvendo melhor esse lado em mim. Mas como disse acima, desde a época da escola fazia imitações e adorava ver a galera gargalhando.

Mais do que atuar, fazer humor é ter uma sensibilidade e um jogo de cintura maior. Onde não errar o ponto? Particularmente, procuro nunca fazer piadas que soem ofensivas. O meu entretenimento é mais voltado para toda a família, por isso, me policio mais nas piadas para tentar não errar.






O que o CQC significou para você e como chegou até lá? Eu tenho gratidão. Passei por muita coisa até chegar no CQC, estudei muito com preparadores de elenco, como a Fátima Toledo, fiz peças dramáticas, e entrei no grupo do “Terça Insana”, idealizado pela atriz e diretora Grace Gianoukas. Neste espetáculo, nasceram personagens como o motoboy Jackson Faive, o taxista Silas Simplesmente, a diarista Mary Help, entre outros. Aos poucos, com muito trabalho, outros convites foram surgindo, entre eles para integrar a equipe do CQC, em 2010. Tudo que passei até hoje me fez crescer profissionalmente e me proporcionaram ótimos aprendizados, com o CQC foi assim. Foram oito anos de programa, em que aprendi muito como pessoa e como profissional. O CQC trouxe um diferencial para a TV ao abordar temas políticos e sociais muito importantes de uma forma branda.

Hoje em dia grande parte do elenco do CQC está na Globo. Isso de certa forma foi um reconhecimento do desempenho de vocês lá na época do CQC? O CQC foi muito importante na trajetória de todos nós, mas acredito também que foi resultado de muito trabalho realizado durante anos.

Fez amigos ou colegas de profissão? Como foi e é a relação entre vocês? Sim, até porque a gente acaba convivendo mais com as pessoas do trabalho, o Andreoli, por exemplo, é meu amigo e frequenta minha casa. Somos bem próximos até hoje, nos encontramos sempre nos bastidores e o clima de alegria e cumplicidade rola solto. É ótimo!



Ator, dublador, humorista, locutor... Onde se sente mais em casa? Ou tudo junto misturado? Gosto muito de aprender, é claro que o humor está enraizado em mim, tenho alma de palhaço, mas quando surge oportunidades novas fico feliz e, dependendo do trabalho, embarco de cabeça na experiência. Foi assim nos dois filmes que fiz e que devem estrear ainda esse ano, o “Talvez Uma História de Amor”, de Rodrigo Bernardo; e “O Homem Perfeito”, de Marcus Baldini. No segundo, contraceno ao lado de Luana Piovani, Juliana Paiva e Sergio Guizé. Adorei fazer cinema e estou ansioso para ver a reação do público.

O futebol ainda ocupa um espaço em sua vida? De que forma? Somente nas horas de lazer. Costumo jogar com os amigos e também em eventos beneficentes.

Como “pai” de tantos “filhos”, como Mustafary e Mary Help, tem algum que você tenha um carinho especial? E de onde vem a inspiração para cria-los? Todos têm o mesmo espaço e carinho na minha vida e no meu coração. Sou uma pessoa bastante observadora, gosto de reparar nas pessoas, em seus trejeitos, suas manias. Em um país onde diversas culturas convivem harmoniosamente como o nosso, é um prato cheio de inspiração para os meus personagens. Não existe povo mais inspirador do que o brasileiro.



O humor sempre ajudou na conquista? De certa forma, sim. Principalmente na adolescência, pois eu era muito tímido e contava com o humor para driblar a timidez, (risos).

A mulher ser bem humorada é um requisito básico para te conquistar? Eu já fui conquistado pela Flavia, minha esposa, (risos), mas o bom humor deve ser um requisito básico pra vida em geral, a vida sem humor fica triste.

Em breve você estreia na “Escolinha do Professor Raimundo”, que expectativa guarda sobre esse novo trabalho e personagem clássico da TV? É a melhor possível. Fiquei muito lisonjeado com o convite e é mais uma conquista importante para a minha carreira. Ter a oportunidade de interpretar o Nerso da Capitinga me deixa feliz e realizado. Sempre acompanhei a Escolinha, gostava de imitar os personagens, principalmente o Nerso. Só tive alguns dias para a preparação e ensaios, mas foquei em ver vídeos do Pedro Bismark, já que não tive contato com ele pessoalmente. Estou na expectativa de saber se ele achou boa ou não a minha atuação.





Fotos Jeff Segenreich ODMGT
Direção Criativa Octavio Duarte
Produção Executiva Márcia Dornelles
Beleza Vanessa Sena ODMGT
Stylist Rafa Menezes ODMGT
Retoucher Marcelo Kalfmanm ODMGT

Marco Luque veste: Look 1 - Tricot Zegna; Look 2 - Blazer YSL, calça Fideli, camisa Hugo Boss; Look 3 - Camisa manga longa Hugo Boss, tricot azul Zara, calça Ricardo Almeida; Look 4 - Camisa Murilo Lomas, calça Diesel, pulseira Rafa Menezes para Caterina; Look 5 - blazer preto, camisa branca e calça Fideli

quarta-feira, 14 de junho de 2017

HUMOR: 17 provérbios chineses muito sábios

Há muitos e muitos anos, um jovem discípulo do templo de Shaolin procurou seu velho mestre chinês e perguntou: 
“Oh, sábio mestre, por que você é tão sábio e eu sou tão estúpido?”
O velho mestre pegou uma bolinha marrom no chão e disse: 
“Toda manhã, eu como uma dessas bolinhas de sabedoria, que me deixam muito mais inteligente e esperto...”
O discípulo pegou a bolinha da mão do mestre e jogou na boca. Ele começou a mastigar, fez uma careta e cuspiu tudo.
“Mas mestre...”, ele disse, “isso é bosta de ovelha!”.
E o mestre respondeu: 
“Está vendo? Você já está mais sábio!” 

***

A milenar cultura chinesa tem respostas para todas as indagações que afligem a mente do ser humano. Afinal, foram os chineses que inventaram o macarrão, a pólvora, o papel higiênico e os filmes de Kung Fu. 

Depois de vastíssima pesquisa nos principais textos filosóficos daquele país, resumi a inestimável sabedoria em apenas 17 provérbios. Ilumine-se!

01 – O homem comum fala, o sábio escuta e o tolo problematiza no Facebook.

02 – Não tema as nuvens negras, pois elas carregam em si a água límpida e fresca. Mas leve um guarda-chuva quando sair de casa.  

03 – A mulher virgem é como um balão de gás: basta apenas um furo.

04 – O homem que não consegue controlar a flatulência tem grande dificuldade em fazer amizades. 

05 – Um grande homem é um homem que não perdeu a candura da infância. Também ajuda se ele for alto. 

06 – A mulher que morde e depois assopra nunca é muito tolerada nas casas de tolerância. 

07 – O homem superior deve ser flexível como o bambu e jamais duro como o jade. Mas a mulher do homem superior não concorda muito com isso não.

08 – O homem que só ataca dragões não deve ser considerado um príncipe encantado. 

09 – O homem que busca enfermeira gostosa precisa ser sempre um paciente.

10 – A mulher que tem telhado de vidro deve tomar muito cuidado com helicópteros. 

11 – Lembre-se sempre: no campo de batalha, o inimigo é aquele que está vestido com um uniforme diferente do seu.  

12 – É preciso mil dias para aprender o bem, mas meia hora praticando o mal é muito mais divertido.

13 – Cem homens podem fazer um acampamento, mas apenas uma mulher pode chegar lá e dizer: “Gente... vamos mudar o piano de lugar para ver como é que fica?” 

14 – O homem virtuoso segue a linha reta. O homem obtuso anda em círculos. 

15 – Mulher que vende amor, compra palácio. Mulher que vende palácio, mora de aluguel.

16 – O homem sábio transporta um pouco de terra todos os dias para construir uma montanha. O homem realmente sábio compra um caminhão.

17 – Seja como o rio que contorna os obstáculos, mas não como o rio que despenca da serra em forma de cachoeira. Você vai se machucar muito.

segunda-feira, 13 de março de 2017

HUMOR: A cozinha existencialista do Jean-Paul - O melhor restaurante fenomenológico do Brasil

A gastronomia existencialista acaba de ganhar mais uma casa na cidade, o restaurante Compadre Jean-Paul, sob o comando do chef João Kierkgaard, que já passou pelo Le Canard Depressive. Desta vez, no entanto, a inspiração é a cozinha regional brasileira, que recebe sutis ingredientes existencialistas.

A Galinha Cozida Com Quiabo e Angústia, por exemplo, vem à mesa no ponto certo e cada garfada é um convite ao desespero. É como se o prato gritasse “a vida é uma experiência vazia e sem sentido, mas tem uma pimenta aí pra acompanhar?”

O mesmo não se pode dizer do Pato Desolado ao Tucupi que, com sabor amargo e carne dura, é um convite para que o comensal cometa suicídio antes do final do jantar. A existência precede a essência, mas o Pato Desolado de Kierkgaard beira a indecência.

Já o Filé a Camus é um prato desiludido, com um bife amarguradamente insípido coroado com um ovo frito inútil como a queda de uma árvore num lugar desprovido de observadores. Terá o filé existido per-si ou é apenas a representação imperfeita de um filé ideal que existe num universo perfeito? E, neste caso, será que é possível pedi-lo ao ponto, ligeiramente mal passado?

O clamor pela vida é parcialmente recuperado com as sobremesas de João Kierkgaard. A Banana Suicidada em Calda de Laranja acrescenta delicado engajamento marxista-leninista à fruta, trazendo algum sentido à existência vazia do comensal. O Picolé Amargo da Solidão é o fecho perfeito para uma refeição plena de ansiedade, agonia e amargura. Saltar de uma ponte é de bom tom, mas só se ninguém se jogar na água para socorrê-lo.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

ESTRELA: Samantha Schmütz no cinema mais sexy e divertida como nunca esteve


Mais do que humorista, uma artista. Mais do que comediante Samantha Schmütz é bem humorada e leva a vida de forma leve e prazerosa como se deve ser. Samantha é versátil e se joga de cabeça onde for desde que o personagem seja bom e lhe conquiste. Sua nova aventura no cinema, “Tô Ryca!”, que estreia essa semana, ela está mais inspirada que nunca. Sexy e engraçada, sua personagem apronta todas e garante ótimas risadas do começo ao fim.

Samantha, atualmente com tudo isso que está acontecendo no País, como anda seu humor? Acho que nesses momentos temos que ter ainda mais humor para lidar com essa crise e tentar ser criativo para driblá-la. Mas também acho muito importante usar o humor para se posicionar.

Todo mundo tem a impressão que o humorista é alguém engraçado 24h por dia. O que te tira do sério? E como é seu nível de humor diário? Me tira do sério falta de profissionalismo. Eu sou bem humorada na vida e muito alegre na maior parte do tempo.

O que te faz rir? Falar bobagens com os amigos.

Nós brasileiros sabemos rir de si mesmos? Somos realmente um povo bem humorado ou estamos ficando chatos? Acho que somos super bem humorados. Existem também os chatinhos da patrulha do politicamente correto, mas é minoria. 

Fora do Brasil, onde se faz mais humor? Ou humor gringo é bobão para nosso padrão? Acho que na América do Norte as comédias são bem fortes. A Inglaterra também é muito conhecida por seu humor ácido. Não consigo generalizar e colocar todos como "humor gringo". Cada cultura tem seu tipo de humor e todos são muito bons... Charles Chaplin, Jerry Lewis, Mr. Bean. Amo humor, seja nacional ou internacional.

Seu novo filme, "Tô Ryca!", que estreia essa semana, você faz uma pobre que fica milionária. Em geral o núcleo pobre são mais bem humorados que os ricos? Não costumo generalizar as coisas! Eu mesma já fiz estes dois perfis de personagens.  

Por falar no filme, conta como foi participar dele e o que podemos esperar dessa nova aventura no cinema? Foi um sonho realizado, me dei de corpo e alma e o resultado está na tela. Garanto a todos muita diversão!

Recentemente você fez sua a novela, "Totalmente Demais", como foi para você participar desse trabalho? Adoro meu trabalho e foi uma experiência ótima! O desafio para mim é sempre fazer personagens totalmente diferentes um dos outros. 


Voltando um pouco... Como foi o início de carreira? Vamos voltar bastante ... Comecei dançando com 5 anos de idade. O meu lugar é o palco, desde muito tempo.  

Como você descobriu o humor? Ou como ele te descobriu? O meu pai sempre foi muito bem humorado e me ensinava tudo pelo viés do humor. Eles me fazia rir o tempo todo. Ele herdou o timing de comédia do meu avô e eu herdei do meu pai.

Você tem medo de ser taxada de apenas uma atriz de humor ou é isso mesmo e você está feliz como está? Existe uma cobrança interna sua ou do público em geral? Não tenho esse medo e também não me importo com rótulos. Sei que sou múltipla artisticamente. Sei fazer outras coisas além do humor e minha consciência é o que me importa. 

Você vai de Junhinho Play à uma personagem mais sensual. O que mais curte? Você se acha moleca e sensual como eles também? Sim... Os dois estão dentro de mim.

Sabemos que você é casada, mas um homem para te chamar atenção precisa ter humor? E o que mais? Humor sempre, mas companheirismo é o mais importante.

O que faz sua cabeça quando está de folga? O que te diverte e distrai? Viajar, ir à praia e sair para jantar. 

O que mais podemos esperar de Samantha por aí? Um álbum de inéditas!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

ENTREVISTA: O humorista Nizo Neto comemora 40 anos de carreira falando de sexo em nova peça

O ator Nizo Neto não nega as origens, filho do comediante Chico Anyzio, logo enveredou pelo mesmo caminho do pai participando de programas de humor, como a saudosa Escolinha do Professor Raimundo, além de novelas, filmes e peças de teatro. Porém, sem nunca largar o bom humor e a paixão pela arte de atuar. Quer dizer, em se tratando de Nizo, atuar é apenas uma das suas diversas atividades, o cara atua, dirige, escreve...e até dubla personagens de desenhos, como fez clássico Caverna do Dragão (com o personagem Presto). Versátil, ousado e criativo, Nizo resolveu comemorar seus 40 anos dessa vida agitada falando de sexo ao lado da esposa, a atriz (e sexóloga) Tatiana Presser na peça “Vem transar com a gente”. O título sugestivo dá margem a muitos debates e muitas risadas. Pensando nisso, fomos conversar com Nizo para saber um pouco mais sobre esse “convite” ao teatro e seus futuros projetos. E claro, conhecer um pouco mais desse cara divertido e inquieto.

O que mais o seu pai, Chico Anysio, inspirou na sua vida? Fora a parte artística, de quem sofri uma influência enorme, uma grande inspiração por parte dele foi a honestidade. 


40 anos de carreira. Qual balanço faz de todos esses anos na vida artística? Sou um grande privilegiado. Viver de arte, em qualquer parte do mundo, não é tarefa fácil.

Você atua, dubla e escreve. Dá tempo de fazer mais o quê? (risos) Mais o que vier! Um dos grandes fascínios do meio artístico é essa diversidade.
TV, teatro, cinema, como trafegar por todas essas mídias e sem perder a qualidade e a naturalidade para atuar, escrever e dirigir? Fazer qualquer coisa artística profissionalmente é bem mais difícil do que se imagina. Criar quando se está inspirado é infinitamente mais fácil. O desafio é administrar isso no dia a dia. Mas a prática, a experiência e, principalmente, o amor à coisa, ajudam.

Você está em cartaz no teatro com a peça “Vem transar com a gente”. Por que a gente deve ir? (risos) Esse é um projeto único, com formato inédito no mundo. Vocês devem ir porque vão aprender se divertindo e vice-versa (sem que ninguém tire a roupa). Tem coisas simples e importantes sobre sexo que vocês vão descobrir e melhor: rindo muito! Tem mais detalhes em http://facebook.com/vemtransarcomagente 



O que tem sido mais interessante para você nessa peça, poder falar de sexo abertamente com o público ou receber o feedback do público que chega até vocês para realmente tirar dúvidas sobre o assunto? Os dois. O Brasil é um país extremamente sensual. Está na hora de pararmos com esse papo hipócrita de “moral” quando se fala de sexo de verdade. É muito legal poder falar sobre isso de forma aberta e, claro, bem humorada e elegante. O feedback do público é sensacional. Tem uma parte interativa, onde a plateia faz perguntas escritas de forma anônima e a Tatiana (Presser) responde no palco. Se vocês vissem o que se pergunta (e o que se responde...) com certeza cairiam pra trás. Aliás, vocês podem ver no nosso blog de perguntas e respostas (www.vemtransarcomagente.blogspot.com.br). Muitos casais vem nos perguntar coisas e, principalmente – pessoalmente e pelo Face - dizer o quanto a peça foi  importante pra dar um “up” nas suas relações. Muito gratificante.

Atuar ao lado da esposa (e sexóloga) dá mais intimidade à peça? Vocês dois já viveram muito das situações citadas na peça? Muito mais intimidade. Há hoje nos EUA e na Europa alguns shows cômicos dando dicas de sexo e que são grande sucesso. Mas o que torna “Vem Transar...” inédito é que ele é feito por um casal que está junto há 11 anos e tem duas filhas. Isso dá uma intimidade e credibilidade únicas. Lógico, muitas situações foram (e são) vividas por nós.



Agora que você está mergulhado nesse universo de terapia sexual, qual o problema mais comum e qual a solução mais indicada? No momento existe uma grande obsessão pelo “fio terra”. Muitas mulheres preocupadas com esse desejo por parte dos homens e temor de achar que, por isso, vão virar homossexuais. A solução indicada? Vá ver “Vem Transar Com a Gente”, temos um quadro dedicado exclusivamente ao assunto.

Você se sente mais à vontade para debater o assunto na rua e em casa com Tatiana? Claro que em casa. Tudo fica mais à vontade em casa. Mas não vejo sexo como esse tabu que a maioria vê. Sinceramente eu não tenho o menor problema em subir ao palco e, sem estar “por trás” de um personagem, falar disso abertamente. Desde pequeno eu aprendi que ator com vergonha tem que mudar de profissão.


Você está em Muita Calma nessa hora 2. Diz aí, quando fica difícil manter a calma? Quando a gente abre o jornal e vê tantas atrocidades se repetindo no mundo. O ser humano não tem jeito. 

O que a gente deveria alugar e o que deveríamos vender? Um casarão velho em Copacabana, que já foi num ponto nobre e agora tem uma comunidade enorme formada em volta. Ih, essa é a história de "Vendo ou Alugo", filme da Betse de Paula que eu participo e estreia em agosto num cinema perto de você.

Pouco se sabe de sua vida privada, mesmo você sendo uma pessoa pública. Como consegue esse feito? Sei lá.

Boas lembranças do Sr Ptolomeu? Maravilhosas. Ter feito a "Escolinha" foi um privilégio para poucos. Com certeza um dos maiores programas de humor da história. Lá eu tive a chance de contracenar com um pessoal que pouca gente da minha geração teve. O Ptolomeu em si era meio chato, mas ele me fez famoso.

A Escolinha do Professor Raimundo foi um grande sucesso e muita gente começou lá. Como conciliar tantos talentos em um só quadro conseguindo equilibrar a aparição de todos? A Escolinha tinha uma equipe fantástica de comediantes e redatores. Conciliar gente boa não é tão complicado. E o próprio formato do programa facilitava essa carpintaria. Tenho saudade da "Escolinha".

Como se deu sua carreira de dublador e qual o caminho para quem quer trilhar essa profissão? Sempre gostei de fazer vozes. Eu comecei em dublagem em 83. Posso dizer que peguei ainda a “era de ouro”, quando se dublava em 16mm e ficava todo mundo junto no estúdio, muitos vindos da Rádio Nacional. Dublagem é um trabalho dificílimo e extremamente especializado. Nossa dublagem, junto com a alemã e a italiana, está entre as melhores do mundo. Eu já não faço há um tempo, tenho me dedicado a outros projetos e para você estar no mercado, tem que se dedicar. Foi uma coisa importantíssima na minha vida, uma escola maravilhosa onde tive o privilégio de trabalhar com uma galera que poucos tiveram. Graças à dublagem posso, orgulhosamente, dizer que tenho uma formação radiofônica. Quem quer trilhar essa profissão eu aconselho que faça um curso, vá aos estúdios, faça testes e ENCHA O SACO DOS DIRETORES! Não tem outro jeito. Tem que ter paciência, não é fácil entrar no mercado. Um detalhe: Tem que ser ator sindicalizado. É o mínimo né, gente? Se é pra dublar o Al Pacino que seja pelo menos por um ator profissional.

É fácil fazer rir? E o que te tira do sério? Fazer rir nunca foi coisa fácil, mas tá cada vez mais difícil. O que me tira do sério é a impunidade. Vivo no país certo, né...?


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