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sábado, 21 de fevereiro de 2015

CINEMA: Os homens do Oscar 2015, o perfil e as chances de cada ator

Nesse domingo a nata do cinema hollywoodiano se encontrará para mais cerimônia de entrega do prêmio máximo (pelo menos é o mais comentado) do cinema mundial. A cobiçada estatueta dourada entregue desde 1927 para os melhores de cada categoria, desenhada pelo Diretor de Arte da Metro, Cedric Gibbons e confeccionada pelo escultor George Stanley, é objeto de desejo para qualquer ator, diretor ou roteirista de cinema. Com transmissão para 225 países, o mundo irá acompanhar o famoso desfile pelo tapete vermelho até a entrega de todos os prêmios. 

A grande festa do Oscar já passou por altos e baixos, largou os grandes musicais cansativos, já apresentou o mais chic e o mais brega em matéria de estilo e glamour, mas o ponto alto é ver o seu ator ou filme preferido levar a disputada estatueta dourada. O vencedor será anunciado nesse domingo 22 de fevereiro, direto do Dolby Theater, em Los Angeles, onde vamos conferir as emoções da 87ª cerimônia do Oscar. Mas aqui, no tapete vermelho da MENSCH, destacamos os homens do Oscar. Os candidatos a Melhor Ator da temporada 2015. 

O APRESENTADOR

Esse ano a apresentação ficará à cargo do astro de TV Neil Patrick Harris, tarefa que não é das mais fáceis, pois o apresentador do Oscar tem que ter além de talento, carisma e desenvoltura, muita criatividade para tirar de letra qualquer surpresa que possa surgir ao vivo e saber a medida certa das piadas. Muitas vezes a plateia não entende bem ou o mundo ignora com comentários ácidos. Harris, irá substituir Ellen DeGeneres, que havia conquistado público e crítica com humor amigável, após o anfitrião "sem noção" Seth MacFarlane, de 2013.

Harris é muito conhecido do público americano, e por fanáticos por séries de TV, por ter interpretado o mulherengo Barney Stinson no seriado "How I met your mother", entre 2005 e 2014. Recentemente ele atuou em filmes como "Garota Exemplar" (2014) e "Os Smurfs 2" (2013). Aos 41 anos, o ator americano se mostrou capaz de tal função ao apresentar o Tony Awards, maior prêmio do teatro nos Estados Unidos. Sendo muito elogiado por unir piadas e cantoria durante a premiação. Talentoso, Harris sabe dançar, cantar e magnetiza a plateia como poucos. De resto vamos esperar o final da cerimônia para fazer mais comentários sobre o rapaz.

Mais conhecido pelos papéis de humor, em filmes como “O Todo Poderoso”, “A Feiticeira” e o mais conhecido “O Virgem de 40 Anos”, Steve Carell mostra que seu talento vai muito além do humor nesse papel denso em Foxcatcher como o treinador de personalidade difícil e suicida. Carell chegou como um forte candidato a ocupar as vagas do Oscar de Melhor Ator, porém diante da crítica especializada que começaram a voltar seus holofotes para atores como Michel Keaton e Eddie Redmayne. Carell não poupou esforços para deixar de lado sua imagem cômica até se transformar e mergulhar o universo dramático que seu personagem em Foxcatcher exigia.

O ator inglês Benedict Cumberbatch tem sido bastante elogiado por sua atuação em O Jogo da Imitação onde interpreta um homem responsável pelo fim da Segunda Guerra Mundial. mas a sua vida trágica é o que dá o levante para buscar o Oscar. Ao 38 anos, Cumberbatch possui um vasto leque de trabalhos no cinema, na televisão, no teatro e na rádio. Essa sua primeira indicação ao Oscar é uma promessa do que podemos esperar dele nos próximos anos.

Figurinha tarimbada de grandes produções de Hollywood, Bradley Cooper segue com sua terceira indicação seguida ao Oscar. Bom sinal para o ator que não se cansa de encarar os mais diversos papéis em busca de novos desafios. Seu personagem em Sniper Americano é baseado em fatos reais e conta a história de um atirador de elite das forças especiais da marinha americana. Durante cerca de dez anos ele matou mais de 150 pessoas, tendo recebido diversas condecorações por sua atuação na Guerra do Iraque - é um chamariz para Oscar.

Apontado como favorito à vencedor na categoria de melhor ator, Michael Keaton retorna aos holofotes depois de anos em filmes de pouco destaque, e justamente sua volta se dá com um personagem que larga os filmes de super-heróis para um personagem mais denso no teatro. À seu favor diante da Academia esse renascimento, principalmente se ela dá a redenção final. Ano passado, Matthew Mcconaughey foi agraciado com esse mesmo tipo de corrida. Por outro lado ele tem que superar quatro desempenhos que são baseados em pessoas reais - algo que muito agrada a Academia. 

Eddie Redmayne
A TEORIA DE TUDO
Por falar em personagens da vida real, a transformação de Redmayne para seu personagem em “A Teoria de Tudo”, impressiona e o torna um dos favoritos a vencedor da categoria de Melhor Ator. A Academia gosta dessas transformações e são o ponto chave para quem ganha um Oscar Lembra do caso de Daniel Day-Lewis ao vencer como Melhor Ator por "Meu Pé Esquerdo"?! O ator londrino Redmayne se graduou em história da arte pela Trinity College, em Cambridge, e tem ganho prêmios ao longo da carreira como os prêmios Laurence Olivier de melhor ator coadjuvante e o Tony Award pela participação na peça "Red". Com o papel de Richard II, ele foi premiado com o “Teatro Círculo de Melhor Performance de Shakespeare” de 2011. Ou seja, se não for dessa vez, em breve veremos Redmayne subir para pegar seu Oscar.

Mark Ruffalo – FOXCATCHER
O ator já vem com uma indicação anterior, e surgiu como um forte nome ao Oscar de Ator Coadjuvante por seu personagem em "Foxcatcher". À seu favor diante dos concorrentes é por se tratar de um personagem baseado em uma pessoa que realmente existiu. 

J.K. Simmons – WHIPLASH
Talvez seja a grande surpresa da noite, J. K. tem ganhado na maioria das premiações pré-Oscar, ele se encontra na dianteira com folga para pegar a estatueta de Ator Coadjuvante pelo longa independente Whiplash.

Robert Duvall - O JUIZ
Super consagrado por suas atuações, Duvall é o mais experiente, com cinco indicações e um Oscar de Melhor Ator (em 1984 por “A Força do Carinho”). É considerado uma lenda viva do cinema e um veterano entre os indicados.

Ethan Hawke – BOYHOOD
Com três indicações anteriores sem sucesso, Hawke vem pela segunda vez na categoria de Melhor Ator Coadjuvante. Alguns especialistas dizem que talvez ainda não seja dessa vez, mas sua dedicação em Boyhood conta muitos pontos à favor.

Edward Norton – BIRDMAN
Norton já vem de duas indicações anteriores ao Oscar, sendo uma delas nesta categoria. Talvez esse ano ele fique ofuscado pelo destaque dedicado a Michael Keaton. Meio avesso às campanhas Oscar, Norton tem aparecido sempre que possível para promover seu filme.

Fonte: www.termometrooscar.com

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

CINEMA: Os Homens do Oscar 2013 - Os concorrentes, filmes e reais chances de ganhar


É chegada a temporada de uma das maiores e mais esperada premiação do cinema: o Oscar, a estatueta dourada entregue desde 1927 para os melhores de cada categoria. Para assistir, concorrer e receber a estatueta desenhada pelo Diretor de Arte da Metro, Cedric Gibbons e confeccionada pelo escultor George Stanley desfilarão pelo tapete vermelho vários atores, atrizes, diretores e toda essa gente badalada, criativa e competente do trade cinematográfico. O  vencedor será anunciado nesse domingo 24 de fevereiro, direto do Dolby Theater, em Los Angeles, onde vamos conferir as emoções da 85ª cerimônica do Oscar. Mas aqui, no tapete vermelho da MENSCH, passarão somente os Homens do Oscar. Os candidatos a Melhor Ator da temporada 2013. Vamos a eles!

Daniel Day-Lewis - "Lincoln"

Daniel Day-Lewis pode fazer história na Academia, sendo o primeiro ator a levar para casa a terceira estatueta do Oscar. Será? Sem Daniel Day-Lewis não haveria, filme. Steven Spielberg revelou que só faria "Lincoln" se o astro inglês decidisse protagonizar o longa sobre o presidente norte-americano, que aboliu a escravidão no país graças a uma desgastante (e nem tão heroica assim) "batalha" por votos no Congresso. Daniel chegou a recusar a oferta através de uma carta, por crer que não poderia interpretar um personagem tão icônico, mas se Spielberg tem que agradecer a alguém pela mudança de ideia do ator, esse alguém é Leonardo DiCaprio. Sim! O argumento que DiCaprio usou ou se ele fez uma "inception" em Day-Lewis, ninguém sabe, mas fato é que o astro voltou atrás e o resto é, literalmente, História. Conhecido pela forma intensa como se prepara para seus personagens, Daniel Day-Lewis, que no set de "Lincoln" era chamado apenas de "Sr. Presidente", investiu na sua transformação em Abraham Lincoln desde a postura curvada e até o timbre de voz (trabalhado e enviado secretamente para Spielberg), humanizando a figura política. O ator chegou a declarar que nunca sentiu um amor tão profundo por alguém que não conheceu e ao aceitar o prêmio do sindicato dos atores (SAG) por sua atuação como Lincoln filosofou: "Foi um ator quem assassinou Abraham Lincoln, e consequentemente, é apropriado que um ator tente trazê-lo de volta à vida de tempos em tempos". Daniel Day-Lewis tem dois prêmios Oscar de melhor ator, um por "Meu Pé Esquerdo" (1989) e outro por "Sangue Negro" (2007).


Denzel Washington - "O Vôo"

Em "O Vôo" ("Flight"), Denzel vive o piloto de avião bad boy, Whip Whitaker, que acaba se tornando o herói do momento ao fazer um quase impossível pouso de emergência, que salvou 96 vidas, das 102 a bordo. O problema é que o comandante Whitaker estava sob o efeito de álcool e cocaína durante o vôo e quando se procuram culpados pela queda do avião, ele fica em uma situação delicada. Também dono de duas estatuetas, uma de melhor ator por "Dia de Treinamento", em 2002, e outra de melhor ator coadjuvante por "Tempo de Glória", em 1990, Denzel Washington se tornou o segundo ator negro a conquistar o prêmio (o primeiro foi Sidney Poitier) na história do Oscar. O astro acumula um total de seis indicações, mas se por um lado ele é veterano, por outro, faz mais de uma década que ele não concorre em alguma categoria da premiação.

Hugh Jackman - "Os Miseráveis"

Quando Hugh Jackman pensou em desistir de interpretar o ex-prisioneiro em busca de redenção, Jean Valjean, na versão cinematográfica do clássico da Broadway "Os Miseráveis" (três semanas antes das filmagens começarem), por acreditar que estava aquém do papel, ele provavelmente não imaginou que esse trabalho o levaria à sua primeira indicação ao Oscar na categoria melhor ator. Felizmente, a esposa do astro o convenceu a não abandonar o barco e encarar o personagem que o rendeu ainda o Globo de Ouro de melhor ator em comédia ou musical. 

Hugh Jackman pode ser um novato entre os concorrentes ao prêmio, mas ele está longe de ser um estreante no Oscar. O versátil galã australiano, que canta, dança, sapateia e é eternamente lembrado como o Wolverine da saga da Marvel "X-Men", foi o apresentador da 81ª cerimônia do Oscar, em 2009, com direito a números musicais ao lado de Zac Efron, das colegas de elenco em "Os Miseráveis", Anne Hathaway e Amanda Seyfried, e até mesmo da diva Beyoncé. Na época, Hugh não foi indicado por sua atuação em "Austrália" (e até brincou com isso durante a abertura da cerimônia), mas foi aplaudido de pé pela plateia.


Bradley Cooper - "O Lado Bom da Vida"

Por mais difícil que pareça ver um homem esnobado, marginalizado, e nada sedutor nos olhos azuis de Bradley Cooper, é assim que o bonitão aparece em cena, mostrando do que é capaz em "O Lado Bom da Vida". Aos 38 anos, ele debuta no Oscar como o recém-surtado Pat (que por pouco não foi vivido pelo ator Mark Wahlberg), personagem completamente diferente do autoconfiante Phil da comédia "Se Beber, Não Case", que o revelou para o mundo. E para completar a emoção da estreia na premiação da Academia, Bradley ainda concorre na mesma categoria que seu ator favorito, Daniel Day-Lewis.  

Joaquin Phoenix - "O Mestre"

Ele pode não ser galã como seus concorrentes, mas o controverso ator Joaquin Phoenix, de 38 anos, também tem uma carreira bem sucedida, que conta com um Globo de Ouro de melhor ator em comédia ou musical, por "Johnny & June" e até um Grammy de melhor trilha sonora, também por "Johnny & June", filme em que deu vida ao lendário astro country Johnny Cash. Conhecido por interpretar personagens atormentados nas telas, seu também problemático Freddie Quell de "O Mestre" o levou à terceira indicação ao Oscar. As duas primeiras foram: melhor ator coadjuvante por "Gladiador", em 2001, e melhor ator por "Johnny & June", em 2006. Em outubro de 2003, o astro chegou a anunciar sua aposentadoria das telas, afirmando que passaria a se dedicar apenas à sua música, mas sua polêmica carreira de rapper parece não ter, digamos, "decolado" e Joaquin voltou aos filmes.

COADJUVANTES

Foi somente em 1937 que criou-se uma premiação para os atores que apesar de não interpretarem o personagem principal, tinha um enorme peso na narrativa do filme. Assim nasceu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. As regras foram mudando ao longo dos anos na tentativa de ser mais justa a distinção. O primeiro ator a ganhar um Oscar de coadjuvante foi Walter Brennan, por sua interpretação no filme Meu Filho é Meu Rival. Veja abaixo quais os concorrentes desse ano. Nós já temos nossa preferência. E você, qual sua aposta?




Fontes: Cineclick, Globo.com, UOL



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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

ENTREVISTA: Rodrigo Teixeira, o novo mago dos efeitos visuais é brasileiro e conta sua trajetória‏

Antes de qualquer coisa, a idéia do homem de capa da MENSCH é trazer um cara que seja um exemplo em sua profissão. Um homem que chegou lá e tem uma bela história de vida pra contar. Pois bem, nosso entrevistado da semana, o técnico de efeitos visuais Rodrigo Teixeira, é o tipo ideal para ser nossa capa. Além de uma referência no seu campo de atuação, tem uma bela história que serve de exemplo pra muita gente. Uma história de perseverança, dedicação e sonhos. Sua trajetória profissional começou há pouco mais de 11 anos atrás quando numa sala de cinema em Porto Alegre, ao terminar de assistir o filme Independence Day, descobriu onde gostaria de chegar: do outro lado da tela. Foi assim que começou a sua jornada até mudar-se para Califórnia e depois de muita ralação está aqui às vésperas de mais um consagrado trabalho ser indicado ao prêmio maior da indústria do cinema, o Oscar. O filme da vez é o recordista de indicações desse ano, “As Invenções de Hugo Cabret”, de Martin Scorcese, que levou 11 indicações, inclusive de efeitos visuais. Trabalho que coube a Rodrigo e seus colegas mais uma vez. Bem, melhor mesmo é ler a entrevista e conhecer um pouco mais desse cara que está fazendo toda a diferença em Hollywood e se tornou um novo mago dos efeitos visuais da atualidade.

Independence Day é um filme de ficção sobre a união das nações para salvar a humanidade e foi também o filme que te inspirou. Não é uma ligação bacana que tenha sido justamente a união dos seus amigos que fez você superar as primeiras dificuldades quando seguiu seu sonho e foi para os EUA? Acho interessante a maneira de como conheci cada um dos meus amigos que tive a oportunidade de trabalhar nesses últimos 11 anos. Primeiro conheci o Ben que me levou na fogueira na praia para conhecer o Volker Engel, depois o Adam Watkins e o Brandon Davis (o Brandon não pode estar conosco no Hugo porque estava trabalhando no Adventures of Tintin na Nova Zelândia) e o Alex Henning durante o Ring of the Nibelung que depois acabou me levando para o Sin City. Fico muito feliz por ver cada um deles evoluindo cada vez mais e tudo isso torna o nosso trabalho muito mais agradável. Ainda sobre Independece Day... Sabe quando algo chama você? Quando eu vi o logo da Fox, antes do filme, tive uma sensação estranha. Ainda não entendia o que era. O que pensei foi: 'Como eu faço para sair daqui e ir para trás da tela? Estou sentado nesta cadeira, vendo um filme em Porto Alegre. Mas qual é a distância até o outro lado?' Senti que tinha de sair, fazer algo acontecer. Foi quase como uma paranóia: 'Para onde vou? O que faço?' Fiquei obcecado. 


Rodrigo, como foi no início nos EUA? Que dificuldades enfrentou? Foi difícil. Sempre que ia viajar, alguma coisa acontecia. Sempre algo relacionado a dinheiro. Eu juntava a grana e tinha de usar para alguma outra coisa. Então, em 26 de fevereiro de 2001, durante o Carnaval, fui para São Paulo e finalmente embarquei para Los Angeles, com apenas 500 dólares no bolso. Fui morar em West Hollywood, na casa de um ex-vizinho (também Rodrigo) de Porto Alegre que trabalhava no famoso restaurante brasileiro Bossa Nova. Rodrigo Dorsch era gerente e disse que talvez pudesse conseguir um trabalho para mim. ''No primeiro dia eu já gastei 150 dólares. Fui a lugar onde se faz cópia de fitas e fiz cópias do meu material. No dia seguinte, outro amigo que estava visitando o Rodrigo me mostrou onde ficavam os ônibus. Todos os lugares em que eu queria ir ficavam em Santa Mônica.


Então, coloquei as fitas na mochila, e aí começou a história. Estava sozinho, debaixo da sola do sapato do bandido. Às vezes pensava no que estava fazendo com a minha vida. Se você olhar o tempo em fevereiro de 2001, vai ver que choveu quase o mês inteiro. E não chove nunca em Los Angeles. Eu caminhei mais da metade dos dias na chuva. Saía de West Hollywood com os endereços dos lugares que tinha de ir, e nada disso era programado, eu ia e batia na porta. Não tinha celular, então ligava com moedinhas de um orelhão em um shopping. Contava uma historinha sobre ter vindo do Brasil e perguntava se podia entregar meu material. Às vezes parava na praia e tinha de caminhar até 30 quadras até o local aonde desejava chegar.

Como foi descoberto? Como surgiu o primeiro emprego? Depois de ralar o dia inteiro, eu só ia para casa de madrugada e no dia seguinte começava de novo. Então passei por um lugar na Sunset Boulevard e comecei a ler os serviços que o estabelecimento prestava. Computação gráfica era um deles. Apesar de não ser o que eu estava procurando, resolvi bater na porta para deixar minha última fita. Quando abriram, eu comecei a falar o texto que dizia em todos os lugares em que pedia trabalho. Dessa vez, quando disse que era do Brasil, uma mulher me puxou pelo braço dizendo que eu estava atrasado. Sem entender, esperei na recepção até que um homem chegou e me abraçou dizendo que estava feliz em me ver. ''Como tá o Marcelo?'', Quando perguntei quem era Marcelo, o homem falou que Rodrigo era muito engraçado. Em seguida, disse que eu poderia começar na segunda. Assustado, finalmente perguntei o que estava acontecendo e o homem explicou que, no dia anterior, um amigo do Rio de Janeiro havia ligado dizendo que um cara do Brasil iria bater na porta pedindo emprego e que precisava ajudá-lo. 

Eu mal conseguia acreditar. Durante os anos de 2001 e 2002, fiz somente trabalhos pequenos. Daí eu conheci um cara que ficou meu amigo, Ben Grossmann. Um dia, Ben me ligou e disse que ia ter um luau na praia e que eu tinha de ir, pois teria uma galera de cinema que eu precisava conhecer. Chegamos ao luau e um cara de barba começou a perguntar quem eu era, o que eu fazia. Falaram que eu era do Brasil e ele queria saber minha história. Disse que estava tentando realizar um sonho, mas não queria falar na frente de todos. Ele insistiu e eu contei que assisti a Independece Day e isso mudou minha vida. O cara só me respondeu: 'Engraçado, esse filme também mudou minha vida. Foi meu primeiro Oscar.' Ele era Volker Engel, supervisor de efeitos visuais do filme. Um ano depois, Volker me ligou e me ofereceu um trabalho, um filme pequeno. No meio desse filme apareceu a oportunidade para fazer outro, de um amigo dele, que precisava de algumas mudanças. O filme era O Dia Depois de Amanhã e o diretor era Roland Emmerich, o mesmo de Independece Day.
 


Os Nibelungos têm algo de especial pra você? É um projeto muito especial pra mim, pois foi a minha primeira grande chance de fazer efeitos em um filme e foi através desse que surgiu a oportunidade de fazer "O Dia Depois de Amanhã".

E como foi essa história de cair num buraco? Num desses dias, eu estava caminhando em um beco, todo molhado, sujo de barro. De repente pisei em um buraco, caí e machuquei minha perna. Quando saí do buraco, cheio de barro e folhas, percebi que havia perdido o papel com os endereços. Comecei a chorar. Eu precisava dos endereços para o resto do dia e ainda eram 9h da manhã. Para um cara que estava controlando o dinheiro do ônibus, era o fim. Esse negócio doeu bastante e eu voltei caminhando. Mesmo que tivesse o papel, não poderia chegar aos lugares assim. Lembro de passar pela Universal Music, pela MTV e pensar: 'Eu estou aqui na frente de todos esses lugares bacanas, mas nem sei se vou conseguir fazer parte disso'.''
 

Algumas cenas de "Superman Returns" foram cortadas depois do preview por não ter aceitação do público. Foi uma frustração pra você? 
Na época foi, pois trabalhamos uns três meses em quase 15 minutos de filme onde o Superman volta a Krypton, mas no final o filme ficava com mais de três horas então a seqüência inteira foi cortada. Eu escutei falar que a Warner tinha soltado esse material numa edição especial recentemente e estaria até no youtube, mas não quis ver, pois o material nunca foi finalizado por completo.

Arrepende-se de ter "largado" o basquete pelo cinema? Não me arrependo, mas gostei muito e até certo ponto da minha vida tinha certeza que o basquete seria o meu futuro. Tive certeza até à tarde que fui ao cinema assistir o Independence Day! (risos)

"Keep Walking". Mais que um slogan, um mantra pra você? 'No caminho que eu fazia no início, tinha um billboard do Johnny Walker que dizia 'Keep Walking'. Eu lembro de que quando via essa propaganda, sentia que estava no caminho certo, que precisava continuar caminhando. Todos os dias torcia para chegar logo ali, para ler aquele billboard e me sentir melhor. Cada vez que passo por desafios ou momentos difíceis lembro-me de "keep walking" e o quanto isso ajudou na conquista do meu sonho. Como diz o meu pai, a vida é um quebra cabeça e as pecas com tempo vão se acertando, portanto "continue andando"!
 


"Ninguém vai tirar minhas vitórias emocionais de mim. Eu me lembro das caminhadas, do dia em que caí no beco. Sempre me lembro desses momentos e da garra que eu tinha durante aqueles dias. São as coisas que me fazem vencer, que me fazem continuar caminhando.'' Não esquecer das dificuldades torna cada vitória mais saborosa? Não esquecer as dificuldades ajuda a manter o equilíbrio e dar o valor merecido às conquistas sem deixar isso subir a cabeça. A vida é uma montanha russa cheia de altos e baixos, portanto precisamos aprender com cada derrota e usar essa energia como base para fortalecer nossas vitorias.

O que em "Alice" foi mais difícil e mais prazeroso de se fazer? Em Alice eu tive a oportunidade de trabalhar na sequência onde ela atravessa o pântano pisando nas cabeças decapitadas pela rainha. O mais difícil foi lidar com a escala dela em estéreo 3D, mas foi um projeto artisticamente tão rico e a iluminação foi tão linda que tiramos isso de letra. Trabalhar em um time de amigos torna tudo mais fácil e prazeroso.

3D, palavrinha mágica pra você ou palavrinha que permite você realizar mágica para outras pessoas? No inicio era uma palavra mágica pra mim, hoje o que me dá mais prazer é criar mágica para as outras pessoas, saber que eu fiz parte de algum sentimento bom que você teve ao sair do cinema, mesmo que ninguém nunca saiba quem somos e como foi feito.
 


Como é isso de você inserir "pequenas assinaturas" suas nos filmes, como O “T” na placa do carro de Bruce Willis em "Sin City"? Isso começou de uma forma engraçada durante o Day After Tomorrow quando o diretor Roland Emerich pediu para colocar um logo da NASA na estação especial perto da câmera. No dia seguinte eu tinha colocado o logo do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e não falei nada. Quando entramos no cinema para mostrar a cena ele apontou na tela com um laser e perguntou o que era aquilo. O Volker Engel respondeu... O Rodrigo é brasileiro e colocou o logo do INPE ali e o da NASA mais pro lado menor. O Roland só respondeu: ótimo! Nada mais justo já que a estação é internacional! Cada filme foi assinado por nós de uma forma engraçada ao ponto que no 2012 fui inserido na cena de destruição de Los Angeles onde estou no meio da rua tentando escapar da freeway que desaba!! (risos)
 
Consultoria tecnológica em mais diversos setores, como surgiu essa nova área de atuação profissional? No final do Superman em 2006 e decidi tirar umas férias de efeitos visuais e queria explorar outras áreas onde poderia aplicar a tecnologia que usamos em cinema. Uma das grandes vantagens de trabalhar em uma área tão criativa e técnica é que você tem acesso a tecnologias que só vão entrar no mercado daqui alguns anos. Portanto comecei a aplicar isso em outros setores (financeiro, saúde, militar, aeroespacial, educação, museus, óleo e gás, segurança, cassinos, etc...). Hoje isso traz um bom equilíbrio com os filmes e a mudança de terreno criativo me mantém afiado. 


O Brasil só nas férias ou tem planos de voltar a morar e trabalhar aqui? Não tenho planos de morar agora pelo rumo que a minha vida tomou aqui, mas nunca se sabe, sempre estou de portas abertas para futuras oportunidades e mantenho um contado quase que diário com os amigos daí. Há anos atrás tive a oportunidade de trazer os meus pais pra cá e isso fez toda a diferença já que é o alicerce do meu caráter.

Trabalhar ao lado de grandes atores e mitos do cinema como Martin Scorcese ainda dá um frio na barriga ou o mito já se desfez e virou apenas colega de trabalho? Isso é estranho, porque sempre a ficha só cai depois que o projeto vai aos cinemas e você começa ver os cartazes na rua e a repercussão do filme. Estamos tão focados durante a produção e temos uma responsabilidade tão grande que não tem espaço para tietagem. Normalmente o frio na barriga só vem quando você esta dentro do cinema na estréia, escondido no fundo esperando a reação do publico.

O que você pode nos contar sobre Hugo, que você filmou com Scorcese? O Hugo foi um projeto de efeitos invisíveis em grande escala, algo que eu já queria fazer há anos. Foi difícil para nós no começo fazermos essa roda toda começar a andar, já que tínhamos por volta de 500 pessoas espalhadas em nove países. Mais uma vez eu tive a oportunidade de trabalhar com o mesmo grupo de amigos lá do começo (Ring of the Nibelung) e isso sempre torna tudo muito mais fácil. O Ben Grossmann (que esta concorrendo ao Oscar), Adam Watkins e eu ficamos aqui em Los Angeles montando todo esse quebra-cabeça, enquanto o nosso outro amigo Alex Henning (que também concorre ao Oscar) ficou em Londres comandando toda a operação Européia. Desde o começo já sabíamos que seria grande o desafio de fazer um filme 3D de efeitos que fosse confortável para os olhos, mas no final todo o trabalho durou quase 14 meses, valeu a pena. Ficamos muito felizes com as 11 indicações ao Oscar.

Você é um homem realizado? O que deseja do futuro? Se pudesse, naquele cinema em POA com 19 anos, abrir uma porta no tempo falar com o Rodrigo de 35 anos de hoje. Nunca iria imaginar que já aos 28 teria realizado os meus sonhos em cinema. Portando sou realizado e muito grato por todas as dificuldades que passei ate hoje e mais feliz ainda por ter as pessoas que amo por perto acompanhando toda essa jornada. Do futuro eu desejo estar aberto para percorrer novos caminhos nunca esquecendo dos princípios que me ajudaram a conquistar o sonho que hoje é minha realidade. Em momentos difíceis da minha vida eu li essa frase da Eleanor Rosevelt que resume muito bem essa minha jornada pela busca dos sonhos. "O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos"
 


Assista o making of completo do filme "As Aventuras de Hugo Cabret":



Fotos: Capa: Lewis Payton http://www.lewispayton.com/
          Ensaio no Griffith Observatory em Cinemascope: Andre de Souza  
Makeup: Bruna Nogueira e Tina Soares-Sherer
Rodrigo veste: Ermenegildo Zegna
Agradecimentos: Paramount Pictures


 


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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

CINEMA: Os homens do Oscar 2012 indicados para Melhor Ator e Melhor Ator Coadjuvante‏

Esse ano o páreo está duro, pois todos os indicados ao prêmio de Melhor Ator têm uma larga experiência nos mais variados estilos de filmes. E claro, não falta talento à esse time de astros de Hollywood. Por isso mesmo esse ano está bem complicado apontar um vencedor. Até porque muitos dos filmes ainda nem estrearam aqui no Brasil. Os cinco indicados ao Oscar de Melhor Ator tem perfís bem variados e experiências muito distintas, além de nacionalidades variadas. Alguns apostam entre o francês Jean Dujardin e o queridinho de Hollywood George Clooney, pendendo para o francês, que ganhou os prêmios do Sindicato dos Atores e o Globo de Ouro. O problema é que Clooney também ganhou o Globo de Ouro, que separa a premiação entre comédia e drama. Sem falar no grande Gary Oldman, dos melhores atores de sua geração, que nunca havia sido sequer indicado e está magnífico em “O Espião que Sabia Demais”. Por outro lado, se for para acertar as contas com o passado, Clooney já foi indicado quatro vezes, três como melhor ator (venceu o de coadjuvante por “Syriana”) e Brad Pitt, também na terceira indicação, tem chances. Talvez o que tenha as menores chances seja o mexicano Demián Bichir, que segundo a crítica, estaria tomando o lugar que por justiça seria de Leonardo DiCaprio. Enquando a decisão não vem, vamos conhecer um pouco mais sobre cada participante.

Começando por George Clooney, 50 anos, que já teve cinco indicações ao Oscar, venceu uma de Ator Coadjuvante em 2006 por Syriana, e concorreu como Diretor, Roteiro Original, Roteiro Adaptado e Ator, Clooney é um dos astros mais queridos da atualidade. Com carisma e simpatia, Clooney é elogiado por atores, diretores e por sua enorme legião de fãs ao redor do mundo. Um ícone do cinema e de masculinidade dos dias de hoje. Filho de um apresentador de TV, quando criança acompanhava o pai nos estúdios com apenas 5 anos. Abandonou sua carreira de jornalista de TV e foi trabalhar como ator no programa “Academia de Combate” em 1986. E foi justamente na TV que o sucesso descobriu Clooney, no seriado ER interpretando o Dr. Doug Ross, onde ficou de 1996 até 2000. Com o sucesso do personagem, Clooney largou a TV e foi se dedicar a sua carreira no cinema, onde fez seu primeiro filme de destaque, “Um Drink no Inferno” em 1996. Hoje em dia além de atuar em frente às câmeras, dedica-se, esporadicamente ao trabalho de diretor, como nos filmes Confissões de Uma Mente Perigosa e em Boa Noite e Boa Sorte, pelo qual foi indicado ao Globo de Ouro e ao Oscar de melhor diretor em 2006.


Em sua segunda indicação ao Oscar de Melhor Ator (a 1ª foi pelo filme "O Curioso Caso de Benjamin Button"), Brad Pitt, 48 anos, vem acumulando prêmios ao longo desses 25 anos de carreira completados esse ano. Seu nome já foi garantia de bilheteria gorda em inúmeros filmes de sucesso mundial como Lendas da Paixão, Seven, Clube da Luta e Doze Homens e Um Segredo. Brad tem lutado ao longo desses últimos anos de carreira por produções mais caprichadas e papéis que possam explorar seu potencial como ator. Nascido em Oklaroma (EUA), chegou a cursar Jornalismo, Propaganda e Publicidade onde largou o curso à duas semanas da formatura para ir para Califórnia com a idéia de se tornar um astro do cinema. De fato Brad conseguiu alcançar esse sonho, mas até lá percorreu um longo caminho onde chegou a trabalhar de motorista e servente em uma cadeia de fast-food para se manter. Depois de algumas pontas em programas de TV e pequenas produções para o cinema, sua primeira grande chance veio com o filme “Thelma e Louise”, onde atuou junto a Geena Davis, substituindo o ator William Baldwin, que recusou o papel para fazer "BackDraft - Cortina de Fogo." Essa participação rendeu o convite do ator Robert Redford para participar do filme “Nada é Para Sempre”, que terminou impulsionando sua carreira ao esperado estrelato. Outro marco no seu início de carreira foi o gordo cachê de 8 milhões de dólares pelo filme Lendas da Paixão. De lá pra cá inúmeras produções de sucesso e outras de gosto duvidoso. Em 1995 foi eleito pela revista People o Homem Mais Sexy do Mundo, título que iria se repetir em 2000. Em 2005 casou-se com a atriz Angelina Jolie e protagonizam o casal mais belo de Hollywood (como são apontados pela mídia mundial). 

O azarão da noite pode ser o ator mexicano Demián Bichir, de 48 anos, um veterano em sua terra natal e quase um estreante em Hollywood. Filho de atores, iniciou sua carreira aos 14 anos fazendo novelas. Seu primeiro longa-metragem foi “Escolhas do Coração” em 1983. Seguiu por alguns anos em produções para a TV mexicana e filmes no México, Espanha e Estados Unidos. Seu primeiro filme americano foi “No Tempo das Borboletas”, ao lado da atriz Salma Hayek em 2001. Seu filme "Sexo, pudor y Lágrimas" (1999) quebrou recordes de bilheteria no México e se tornou o filme número 1 filme mais visto na história do cinema mexicano. Mas o grande público só ficou conhecendo mesmo o talento de Demián no seriado Weeds do canal Showtime, onde participou da quinta e sexta temporada. Foi ao lado de atores consagrados internacionalmente como Penélope Cruz, Victoria Abril e Gael Garcia Bernal que ganhou um prêmio no MTV Awards em 2003 por Bendito Inferno. Seguindo sua carreira de sucessos, Demián participou em 2008 da superprodução Che e agora em 2012 recebe a indicação de Melhor Ator com o filme “Uma Vida Melhor”. 

Com mais de três décadas de cinema, o consagrado ator Gary Oldman, 53 anos, por incrível que pareça nunca foi indicado ao Oscar até ser esse ano. Oldman começou sua carreira estudando arte dramática de maneira aprofundada na Britain's Brufford Rose Drama College, não se formando apenas como ator mas também saindo bacharel nessa área no ano de 1979. Sua estréia no cinema foi em 1981, mas só 10 anos depois foi que Hollywood descobriu seu talento ao participar do filme em JFK - A pergunta que Não Quer Calar, filme dirigido por Oliver Stone, no qual interpretava Lee Harvey Oswald, o homem que atirou e matou o presidente John Kennedy. A partir daí, sua filmografia foi crescendo e sua atuação sendo vista como impecável pela crítica especializada. Sucessos de bilheteria como Harry Potter, Batman (Begins e Cavaleiro das Trevas) e Drácula de Bram Stoker só tornaram seu talento ainda mais popular diante do grande público. Porém não o suficiente para a academia do Oscar lhe indicar anteriormente. Alguns críticos dão como certo que será dele o Oscar desse ano como uma forma de recompensar os anos em falta com o ator. 

Por fim o ator francês, Jean Dujardin, de 39 anos, que tem dado o que falar por sua explêndida atuação em O Artista. Jean, nascido nas redondesas de Paris, onde começou a contemplar a carreira de ator alguns anos depois enquanto servia o serviço militar obrigatório. Ele chamou a atenção quando apareceu no show de talentos francês Graines de Star em 1996 como parte do grupo de comédia Nous Nous C, que foi formado por membros do teatro Carré blanc. Logo após estreou na TV em seriados que revelaram seu potencial como o que o levou a participar de seu primeiro filme no cinema, Uma L'Abri des Indiscrets Respeita, em 2002. Em 15 de janeiro de 2012, Dujardin ganhou um Globo de Ouro de Melhor Ator - Musical ou Comédia Picture Motion. E ainda faturou o prêmio do Screen Actors Guild de Melhor Ator e o BAFTA também como Melhor Ator. Ainda esse ano Dujardin irá aparecer em Les Infidèles, que se prepara para lançar ainda esse mês na França e seu próximo projeto é o remake de Claude Berri 's Moment Wild One (Un momento d'égarement) em que ele vai estrelar ao lado de Vincent Cassel.

ATORES COADJUVANTES 2012

Esse ano a estatueta do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante será disputada entre quatro veteranos e um novato. São eles Kenneth Branagh por "Sete Dias com Marilyn" (My Week with Marilyn - 2011), Max von Sydow por "Tão Forte e Tão Perto" (Extremely Loud & Incredibly Close - 2011), Christopher Plummer por "Toda Forma de Amor" (Beginners - 2010), Jonah Hill por "O Homem que Mudou o Jogo" (Moneyball - 2011) e Nick Nolte por "Guerreiro" (Warrior - 2011). Todas as apostas e críticas apontam Christopher Plummer como o vencedor dessa categoria. Por sua atuação como o homem que resolve assumir sua homossexualidade no fim da vida, Plummer vem derrotando seus concorrentes na maioria das premiações desse ano. Se alguém parece ter força para derrotá-lo é Max von Sydow, que teve um desempenho maravilhoso em "Tão Forte e Tão Perto". Outro indício de que as apostas podem se concretizar é o fato de Plummer já ter ganhado o Globo de Ouro e o SAG Awards na mesma categoria. 

Kenneth Branagh - O ator irlandês mais conhecido por suas adaptações das obras de William Shakespeare, Branagh começou a carreira em uma participação não creditada em "Carruagens de Fogo" (Chariots of Fire - 1981) e seguiu trabalhando na televisão até se destacar no cinema em "Henrique V" (Henry V - 1989), filme pelo qual recebeu suas primeiras indicações ao Oscar, nas categorias de melhor direção e melhor ator. Essa é a sua quinta indicação ao Oscar, a primeira como ator coadjuvante.

Max von Sydow - Ator sueco que estreou no cinema em 1949 em "Bara en mor" (Idem - 1949). Participou de inúmeras produções tanto no cinema europeu, quanto no americano. Entre os mais populares estão: "O Exorcista" (The Exorcist - 1973), "Conan, o Bárbaro" (Conan the Barbarian - 1982), "007 - Nunca Mais Outra Vez" (Never Say Never Again - 1983), etc. Tornou-se conhecido das gerações mais novas com papéis em filmes, como "Minority Report - A Nova Lei" (Minority Report - 2002), "O Escafandro e a Borboleta" (Le scaphandre et le papillon - 2007), "Ilha do Medo" (Shutter Island - 2010) e na série de TV "The Tudors" (Idem - 2007 - 2010). Essa é a sua segunda indicação ao Oscar. A primeira foi na categoria de melhor ator em 1989 por "Pelle, o Conquistador" (Pelle erobreren - 1987).
 
Christopher Plummer - Mais conhecido como Capitão Von Trapp de "A Noviça Rebelde" (The Sound of Music - 1965), o ator canadense tem 59 anos de carreira e mais de 190 trabalhos no cinema e na TV. Nunca teve o reconhecimento merecido, mas nos últimos anos tem se destacado e chamado a atenção das gerações mais novas com seus papéis em filmes como "O Informante" (The Insider - 1999), "Uma Mente Brilhante" (A Beautiful Mind - 2001), "A Última Estação" (The Last Station - 2009) e mais recentemente "Millennium - Os Homens que não Amavam as Mulheres" (The Girl with the Dragon Tattoo - 2011). Consagrado também no teatro, eventualmente trabalha como dublador de filmes animados.
 
Jonah Hill - O mais novo entre os concorrentes, o ator começou em pequenos papéis no cinema em "Huckabees - A Vida é Uma Comédia" (I Heart Huckabees - 2004) e "O Virgem de 40 Anos" (The 40 Year Old Virgin - 2005). Participou de vários filmes e programas de televisão, inclusive como dublador de animações como "Horton e o Mundo dos Quem!" (Horton Hears a Who! - 2008) e "Como Treinar seu Dragão" (How to Train Your Dragon - 2010). Não teve nenhum desempenho significativo, mas surpreendeu em "O Homem que Mudou o Jogo".


Nick Nolte - Começou a carreira nos estúdios Disney participando de um episódio da série de televisão "Aventura Disneylândia" (Disneyland - 1954 - 1990). E foi na televisão que ganhou notoriedade com seu papel em "Rich Man, Poor Man" (Idem - 1976). Mas foi na década de 1980 que sua carreira deslanchou comercialmente com "Um Vagabundo na Alta Roda" (Down and Out in Beverly Hills - 1986). Entrou nos anos de 1990 trabalhando em produções renomadas como "Cabo do Medo" (Cape Fear - 1991) e o "Óleo de Lorenzo" (Lorenzo's Oil - 1992). Recebeu duas indicações ao Oscar de melhor ator por "O Príncipe das Marés" (The Prince of Tides - 1991) e "Temporada de Caça" (Affliction - 1997).
FONTE:
www.sidneyrezende.com

OUT OF CHARACTER 

Essas fotos que ilustram com perfeição essa matéria são do grande fotógrado Douglas Kirkland, que à pedidos da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas apresentou recentemente a exposição "Out of Character", com retratos dos nomeados deste ano. As fotos exclusivas foram expostas ao público dia 11 de fevereiro na Grand Lobby da Academia, em Beverly Hills. Kirkland fotografou todos os atores e atrizes eleitos desse ano como melhor ator/atriz e melhor ator/atriz coadjuvantes. Ao todo são 20 retratos distintos, de formato grande que estarão em exposição até 18 de março. Em uma galeria online apresenta todos esses retratos, juntamente com cenas por trás dos clicks, tudo disponível no site oficial do Oscar: www.oscar.com.
 
Após a exposição, os retratos se tornarão parte da coleção da Academia na Herrick Library. Kirkland tem feito retratos de astros e estrelas do cinema há mais de cinco décadas, imortalizando lendas como Elizabeth Taylor, Marilyn Monroe, Orson Welles, Audrey Hepburn e Paul Newman. Também conhecido como fotógrafo dos sets de filmagens, ele já trabalhou em mais de 100 filmes, incluindo "The Sound of Music", "Out of Africa", "Titanic" e "Moulin Rouge". Recentemente viajou para a Austrália para fotografar o novo filme de Baz Luhrmann, "O Grande Gatsby", com lançamento previsto para este ano.

"Out of Character" está aberta de terça a sexta das 10 da manhã às 5 da tarde e nos fins de semana a partir de meio-dia às 6 PM, a entrada é livre. A Galeria do está localizada na sede da Academia na rua Wilshire Boulevard, 8949, em Beverly Hills.

O Oscar será apresentado no domingo, 26 de fevereiro no Kodak Theatre em Hollywood & Highland Center, e transmitido ao vivo para mais de 225 países em todo o mundo.


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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

HOLLYWOOD MENSCH: James Franco - A hora e a vez do "novo" astro das telas.

Não tem pra ninguém, só dá James Franco na lista de queridinhos de Hollywood nessa temporada. James é a nova-velha aposta da indústria do cinema atual. Digo "nova-velha" por que não é de hoje que conhecemos James Franco e muito menos que ele está na batalha por um reconhecimento maduro de que de fato ele é um grande ator. Atualmente James tem colecionado capas de revistas e indicações a prêmios graças ao badalado filme (com o qual ele concorre ao Oscar), "127 Horas". Um thriller que é baseado numa história verídica que tem se destacado entre os grandes filmes da safra 2010/2011.

O astro de "127 Horas" declarou ter ficado ancioso com a cena em que seu personagem corta o próprio braço na luta pela sobrevivência. "Nós sabíamos que esta seria a cena que todos estariam ansiosos para ver", disse Franco. "Precisávamos equilibrar [a cena]. Achar um meio termo entre mostrar demais e não mostrar o suficiente para não banalizar a história e a experiência". Disse ainda: "Aquele ato foi como um portal para que Aron (o personagem no filme) fosse adiante, e o espectador, para ter toda a experiência dele, precisa passar por este portal com ele". Aron ficou com o braço preso sob uma rocha em um canyon de Utah, nos EUA, por seis dias, com pouca água e comida. Durante os dias de aflição, usou uma câmera de vídeo para gravar mensagens para a própria família, que foram usadas para recriar o filme. "O que é mais poderoso sobre estas mensagens é a dignidade com que ele achou forças. Ele achou que iria morrer e estas seriam as últimas coisas que sua família e sua mãe iriam ver. Então ele deixou mensagens edificantes, ao invés de mensagens de auto-comiseração", opinou o astro.



Mas a carreira desse californiano de 32 anos nem sempre foi assim. Franco se formou na Palo Alto High School em 1996, ano em que começou a atuar nos palcos teatrais de sua cidade. Logo após, Franco foi estudar na University of California (UCLA), porém interrompeu os estudos para se dedicar a carreira de ator. E foi lá por Los Angeles que surgiu sua primeira oportunidade em 1999 numa série de televisão de sucesso. Em 2000 viria sua estréia no cinema, mas só em 2003 foi que James Franco se tornou conhecido do grande público ao estrear no filme Homem-Aranha, no papel de Harry Osborn, o filho do vilão Duende-Verde (Willem Defoe).
O filme foi um sucesso de crítica e comercialmente falando, arrecadando 114 milhões de dólares em sua estréia na América do Norte e 822 milhões em todo o mundo. Em decorrência dessa projeção que o filme deu, Franco fechou ótimos contratos e pôde estrelas grandes filmes ao lado de grandes astros. Em 2010 Franco chegou a participar de cinco grandes filmes, dentre eles "127 Horas" com o qual concorre ao Oscar de melhor ator. Se James Franco vai ganhar ou não, não sabemos, porém não será por isso que ele vai deixar de brilhar na calçada da fama esse ano. Em 2011 Franco já tem nada menos que quatro grandes produções para filmar, dentre elas o ramake de "Planeta dos Macacos". Vida longa e próspera ao novo queridinho de Hollywood.

A revista americana Entertraiment Weekly de janeiro coloca o astro no pódio.


Texto: André Porto
Tratamento de imagem: Jorge Souza Filho
Fotos: Reprodução e Divulgação

CINEMA: Os Homens no Oscar 2011 (os concorrentes e nossas apostas)

Acontece nesse domingo 27/02 a festa do Oscar, com o formato atual de 10 indicados ao prêmio máximo. Assim como no ano passado, o que  importa são os 5 filmes principais, todos indicados também na categoria de melhor direção. Liderando em números,a coprodução Inglaterra/EUA "O Discurso do Rei", do novato e desconhecido Tom Hooper, sai na frente com 12 indicações, seguido de "A Rede Social" (8 indicações), "Bravura Indômita" (10 indicações), "Cisne Negro" (5 indicações) e "O Vencedor" (7 indicações), estes 4 dirigidos respectivamente por diretores modernos, vibrantes, independentes, que não seguem a tradição convencional da Academia de Hollywood: David Fincher, Joel e Ethan Coen, Darren Aronofskye David O. Russell. Não dá pra reclamar, o bom cinema está muito bem representado. O diretor favorito é David Fincher, por "A Rede Social".


Os outros 5 filmes cumprem a proposta de Hollywood em destacar com o prestígio da indicação máxima sucessos como "Toy Story 3" (ótima animação da PIXAR que, pelo jeito vai garantir uma vaguinha todo ano na categoria) e "A Origem" (o mais fraco dos dez), "127 Horas" de Danny Boyle e dois filmes pequenos, índices, que serão muito beneficiados com o carimbo das indicações ao Oscar em seus cartazes, o que há de ótimo para serem notados pelo público médio avesso a filmes 'alternativos': "Inverno da Alma" (com mais 3 indicações, roteiro adaptado, atriz (Jennifer Lawrence) e ator coadjuvante (John Hawkes) e a comédia romântica gay (desculpem o cacófono...). "Minhas Mães e Meu Pai", concorrendo também em roteiro original, atriz e ator coadjuvante (Annette Bening e Mark Ruffalo). Incrível como a  Academia ignorou completamenteo impecável "O Escritor Fantasma" de Roman Polanski e "Ilha do Medo" de Martin Scorsese.


Pra lá de previsíveis serão as vitórias de Colin Firth e Natalie Portman como protagonistas. Entre as muitas boas surpresas das indicações, tivemos Michelle Williams indicada como atriz em "Namorados Para Sempre", Jeremy Renner como coadjuvante em "Atração Perigosa", a novata Hailee Steinfeld por "Bravura Indômita" e Jacki Weaver pelo incrível filme australiano "Reino Animal". O diretor inglês Mike Leigh foi indicado como roteirista por "Another Year". A maravilhosa trilha sonora de Trent 'NIN' Reznor e Atticus Ross para "A Rede Social" também está no páreo. Uma curiosidade é que "Além da Vida" concorre (com muita justiça) a melhores efeitos visuais, pelos impressionantes não mais que 10 minutos de um tsunami na sequência que abre o filme. Na mesma categoria, concorrem dois megasucessos mundiais: "Alice no País das Maravilhas" e "Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1". O ótimo novo sucesso da Disney também foi lembrado, "Enrolados" concorre a um Oscar de melhor canção, mas ficou de fora de melhor animação, que tem uma grande surpresa entre os concorrentes, o belíssimo "O Mágico", de Sylvain Chomet.

Por fim, muito bom ver "Exit Through the Gift Shop", do misterioso artista pop inglês conhecido como Banksy, entre os indicados a melhor  documentário (será que ele aparece na festa?), categoria que coloca, por tabela, o Brasil no páreo com Vik Muniz na criação, com a indicação de "Lixo Extraordinário", das inglesas Lucy Walker e Karen Harley. Nota bizarra para a indicação do filme grego "Dente Canino" (Kynodontas, 2009) de Giorgos Lanthimos, ao prêmio de melhor filme estrangeiro. Tópico filme dodói pra chocar em festivais de cinema, visto pelo Kinemail numa sessão nervosa na Mostra SP 2009 - daquelas em que muitos retiram-se da sala no meio da sessão, chocados - o filme é um alegoria cênica e provocante, sobre uma família que se fecha em uma casa vivendo nos seus próprios parêmetros sociais e culturais. Violência pesada, incesto em vários níveis, humor negro e cenas de sexo explícito fazem parte do cardápio que não é careta!

Como a Academia tende a indicar filmes estrangeiros exóticos, miserabilistas ou cheios de mensagens edificantes e esperançosas sobre a humanidade, eu me pergunto: Será que os velhinhos da Academia VIRAM mesmo "Dente Canino" antes de votar?



OSCAR 2011 - As Previsões

MELHOR FILME

Esqueça o resto: A Rede Social (8 indicações) versus O Discurso do Rei (12 indicações). Ambos são queridos pela crítica, sucessos de bilheteria e favoritos ao prêmio principal. Cisne Negro (5 indicações) e Bravura Indômita (10 indicações) seriam  as ameaças, mas nem o primeiro parece ser tão forte nem os irmãos Coen receberão outra estatueta tão cedo (ganharam em 2008 por "Onde Os Fracos Não Têm Vez"). O Vencedor (8 indicações) é o quinto filme com  verdadeira, mesmo que mínima, chance ao prêmio.

Vai ganhar: O Discurso do Rei
Merece ganhar: Qualquer um, menos A Origem
Deveria estar aqui: O Escritor Fantasma
MELHOR DIRETOR
Por mais que Tom Hooper tenha ganhado o prêmio do sindicato de diretores por "O Discurso do Rei", os próprios ingleses concordaram que o prêmio de direção deve ir para David Fincher, que venceu o Bafta. Fincher é um cineasta admirado o suficiente para recebem a lembraça dos acadêmicos, ainda que "A Rede Social" tenha esfriado um pouco. E não subestimem Darren Aronofsky e seu "Cisne Negro".
Vai ganhar: David Fincher (A Rede Social)
Merece ganhar: Qualquer um, menos Tom Hooper (O Discurso do Rei)
Deveriam estar aqui: Debra Granik (Inverno da Alma) e Roman Polanski (O Escritor Fantasma)

MELHOR ATOR
Colin Firth vem papando tudo e deve ganhar o Oscar tambêm. Javier BardemJeff Bridges já têm o deles, Jesse Eisenberg e James Franco vão ter que esperar.
Vai ganhar: Colin Firth (O Discurso do Rei)
Merece ganhar: Qualquer um.
Deveria estar aqui: Ryan Gosling (Namorados Para Sempre)

MELHOR ATRIZ
Essa é a categoria mais sólida do Oscar, mesmo Natalie Portman sendo a favorita inquestionável. Mas não seria uma infelicidade se qualquer uma das outras quatro atrizes levassem o prêmio.
Vai ganhar: Natalie Portman (Cisne Negro)
Merecem ganhar: Todas.
Deveriam estar aqui: Naomi Watts (Jogo de Poder) e Giovana Mezzogiorno (Vincere)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Melissa Leo, que interpreta a perturbada mãe dos boxeadores de "O Vencedor", vem se firmando como favorita, mas Helena Bonham-Carter é mais famosa, e pode roubar o prêmio mesmo que numa performance inferior. Se os votos se dividirem, a adorável Amy Adams, em sua terceira indicação, pode surpreender ficar com prêmio.
Vai ganhar: Melissa Leo (O Vencedor)
Merece ganhar: Jacki Weaver (Reino Animal)
Deveriam estar aqui: Mila Kunis e Barbara Hershey (Cisne Negro)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Christian Bale
rouba a cena de Mark Wahlberg em "O Vencedor", e seu Oscar é o prêmio mais certo do filme. A Academia adora doentes e viciados numa história de superação, mas sua performance vai muito além disso. Será que Geoffrey Rush e todo esse amor por "O Discurso do Rei" podem estragar a festa?
Vai ganhar: Christian Bale (O Vencedor)
Merece ganhar: Christian Bale (O Vencedor)
Deveria estar aqui: Andrew Garfield (A Rede Social)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL"O Discurso do Rei" deve ganhar por força das circunstâncias (e porque a Academia não tem lá muito senso crítico pra escolher seus roteiros  favoritos), mas bem que Mike Leigh poderia levar seu primeiro e mais que merecido prêmio por "Another Year".
Vai ganhar: O Discurso do Rei
Merece ganhar: Another Year
Deveriam estar aqui: Sentimento de Culpa e Cyrus

MELHO ROTEIRO ADAPTADO"A Rede Social" é o favorito, e se a Academia decidir dar o prêmio de melhor filme para "O Discurso do Rei", esse será um dos prêmios de consolação do é filme do Facebook. Aaron Sorkin já ganhou vários prêmios pela adaptação do livro.
Vai ganhar: A Rede Social
Merece ganhar: Inverno da Alma
Deveriam estar aqui: Reencontrando a Felicidade e O Escritor Fantasma

MELHOR ANIMAÇÃO"Toy Story 3" também foi indicado a melhor filme. Ou seja, esta categoria já está definida.
Vai ganhar: Toy Story 3
Merece ganhar: O Mágico
Deveria estar aqui: Enrolados


MELHOR FILME ESTRANGEIRO
"Biutiful" tem nomes reconhecíveis para os americanos, enredo hollywoodiano (apesar da depressão), e duas indicações, logo sai na frente na categoria. O alemão "Em Um Mundo Melhor", de Suzanne Bier, venceu o Globo de Ouro e pode levar o prêmio dessa categoria que é a mais imprevisível e desnorteada de todas. Será que o chocante "Dente Canino", da Grécia, pode superar o obstáculo de ter sido pouco visto?
Vai ganhar: Biutiful (Espanha)
Merece ganhar: Dente Canino (Grécia)
Deveriam estar aqui: Homens e Deuses (França), A Pequenina (Áustria) e Tio Boonme, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas (Tailândia)

DIREÇÃO DE ARTE E DE FOTOGRAFIA
Imprevisíveis, depende do quanto A Academia ama "O Discurso do Rei".
Vâo ganhar: "Bravura Indômita" (Fotografia) e "O Discurso do Rei" (Direção de  Arte).
Merecem ganhar: Cisne Negro ou Bravura Indômita (Fotografia) e Harry Potter e As Relíquias da Morte à Parte I (Direção Arte)
Deveriam estar aqui: Inverno da Alma (Fotografia) e Não Me Abandone  Jamais (Direção de Arte)

MAQUIAGEM E FIGURINO
O primeiro não tem favoritos (Rick Baker pelo péssimo O Lobisomem?) o segundo segue a linha de Direção de Arte e de Fotografia.
Vão ganhar: A Minha Versão do Amor (Maquiagem) e O Discurso do Rei (Figurino)
Merecem ganhar: Qualquer um (Maquiagem) e Bravura Indômita (Figurino)
Deveriam estar aqui: Cisne Negro (Maquiagem e Figurino)


MONTAGEMCom exceção de 127 Horas, todos tem chances reais. Mas "A Rede Social" também deve levar esse.Vai ganhar: A Rede Social
Merece ganhar: A Rede Social
Deveria estar aqui: Scott Pilgrim Contra O Mundo

MIXAGEM E EDIÇÃO DE SOM
Quanto mais barulhento, mais eles gostam. "O Discurso do Rei" aqui não tem tantas chances, só se resolverem dar todos os prêmios para ele.
Vão ganhar: A Origem (Mixagem) e Bravura Indômita (Edição)
Merecem ganhar: Bravura Indômita (Mixagem e Edição)
Deveriam estar aqui: Harry Potter e As Relíquias da Morte à Parte I (Mixagem) e Scott Pilgrim Contra O Mundo (Edição)

TRILHA SONORA E CANÇÃO
Alexandre Desplat fez trabalhos maravilhosos esse ano (O Escritor Fantasma, por exemplo), mas foi indicado pelo mais fraco de todos: O Discurso do Rei. Deve ganhar pelo conjunto da obra. Já das canção desse ano, ninguém lembra de nenhuma.

Vão ganhar: O Discurso do Rei e If I Rise (127 Horas)
Merecem ganhar: A Rede Social e I See the Light (Enrolados)
Deveriam estar aqui: As trilhas de TRON e O Legado (Daft Punk) e O Escritor Fantasma e as cançães de Scott Pilgrim Contra O Mundo

A Origem é o favorito e deve ganhar.EFEITOS VISUAIS
Vai ganhar: A Origem
Merece ganhar: Além da Vida
Deveria estar aqui: Cisne Negro

DOCUMENTÁRIO
Todos são fortes concorrentes. "Trabalho Interno" fez bastante sucesso e seria o vencedor? Correto? "Lixo Extraordinário" (veja o vídeo abaixo), coprodução entre Brasil e Inglaterra, conquista quem o assiste, mas não foi tão assistido. E a maioria torce para que o 'artista de rua' Banksy leve o prêmio pelo excelente "Exit Through The Gift Shop", mesmo que ele odeie a Academia. Os outros dois documentários, "GasLand" e "Restrepo" também foram venerados pela crítica.



Bem, façam suas apostas e bom filme!

Texto: Fernando Vasconcelos (www.kinemail.com.br)
Fotos: Divulgação