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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

FOTOGRAFIA: O amor e as mulheres de Shakespeare

Os amores e tragédias de Shakespeare sempre renderam filmes, peças e inspiração para diversas expressões artísticas e culturais ao longo do tempo. Mesmo sendo obras tão antigas ainda servem como referência a criações atuais. Como a nova exposição do fotógrafo carioca Sergio Santoian (um velho parceiro da MENSCH que volta com carga total), juntamente com a fotógrafa Cintia Orth, que trazem novas inspirações dentro do tema Shakespeare.

Se observarmos as obras de Shakespeare, amor e morte são impossíveis de fato, mas, de direito, são aquilo que mobiliza a vida, mantendo o desejo vivo. Em Romeu e Julieta (1596), Shakespeare trata desse amor impossível e de como esses dois jovens, por intermédio dessa impossibilidade, se mantêm vivos enquanto desejo.

Já em Otelo (1604), Shakespeare nos apresenta Iago, talvez o personagem mais ardiloso de todas as suas peças. Nesse caso, é a impossibilidade de amar de Iago, que é vingativo e quer destruir Otelo por sentir-se preterido, que revela como Iago não sabe o que é viver. Ao se deixar levar pelas artimanhas de Iago, Otelo acaba assassinando sua amada, Desdêmona.

Em Hamlet (1601), Ofélia, ao se encontrar em um desespero trágico com a morte do pai e a impossibilidade do amor de Hamlet, torna a loucura a única saída possível para sua vida. E em Macbeth (1607), o amor e o poder são igualmente fortes na personagem Lady Macbeth. Sua ambição a leva à conquista do poder e a uma influência sobre o marido. Ao agir e reagir, enlouquecendo como forma de encarar os acontecimentos na sua vida, sem negá-los, ela acaba enfrentando a morte. E, por estar submetida à lei do desejo, pode morrer.

POR QUE SHAKESPEARE HOJE - AINDA?

Após quatro séculos da morte de Shakespeare, é incontestável a sua contemporaneidade. Ao explorar os temas da condição humana, esse autor nos revela o espetáculo de tramas, os labirintos da alma, e nos aponta questões sobre a contraditória essência humana. Ao construir histórias, nem sempre originais, sobre amor, política, relacionamentos humanos, cobiça, etc., Shakespeare não nos conta somente um enredo, ele põe em questão o que é viver.

Shakespeare construiu personagens cheios de contradições, que carregam a consequência dos seus atos e estão dispostos a enfrentar o seu destino. É a própria vida que se apresenta na inconstância dos sentimentos, na oposição entre criação e destruição, amor e poder, sofrimento e alegria. Razão e emoção são inseparáveis nos seres humanos. Não são deuses que orientam esses personagens, eles são de carne e osso, são homens vivos, vítimas e algozes, que têm medo. Mas não é o medo que determina as suas escolhas, e sim o desejo. Eles estão sempre em posição de agir, tomados por forças igualmente poderosas que podem puxá-los para um lado ou para o outro, e seja qual for o caminho, ele será sem volta. Mesmo os atos mais terríveis ocorrem por meio da escolha humana. Os personagens constroem e vivem o seu destino.

O objetivo da exposição é traçar um paralelo entre fotografia e teatro. Para isso, cada um dos fotógrafos escolheu uma atriz que dará vida as quatro personagens Shakesperianas. Assim, teremos uma exposição com dois fotógrafos, duas atrizes, dois olhares, duas interpretações, quatro personagens.

As atrizes escolhidas são: Júlia Foti por Sergio Santoian (loira) e Joana Mendes por Cintia Orth, além da participação do ator Bruno Lopes como Romeu. Jonathan Azevedo



SERVIÇO: Abertura: 01 de novembro as 19h
Até 30 de novembro, de terça a sábado das 16h às 21h
Solar de Botafogo (RJ)

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

ARTE: Precisão e Acaso - O artista pernambucano José Patrício em exposição individual (e marcante) no MEPE

Há 11 anos sem realizar uma individual em Pernambuco, o artista pernambucano, nascido em Recife, José Patrício expõe no Museu do Estado de Pernambuco (Mepe), até o dia 08 de outubro. A exposição Precisão e Acaso, que tem curadoria do carioca Felipe Scovino e reúne cerca de 40 obras produzidas pelo artista nos últimos sete anos – muitas já exibidas em feiras de arte, mostras coletivas e individuais no Brasil e no exterior, porém, na sua quase totalidade, inéditas no circuito artístico do Recife –, além de outras do início de sua carreira nunca antes apresentadas.

A última mostra individual de José Patrício na cidade aconteceu em 2006, na extinta Galeria Mariana Moura. De lá para cá, ele vem trilhando caminhos diversos, utilizando outros materiais, indo além dos dominós que se tornaram um ícone dentro de sua produção. Segundo Felipe Scovino, a exposição pode ser compreendida como uma espécie de antologia, termo que ele julga adequado por estar ligado à criação e produção de poesias, de imagens. “A curadoria quer que o público conheça e reflita sobre as fases mais recentes da produção do artista; o seu interesse por novos materiais; as pesquisas cromáticas e cinéticas que vem investigando assim como as características centrais do seu trabalho que passam pela ampliação do termo construtivo, o caráter lúdico e participativo e a ideia de coleção ou arquivo de materiais cada vez mais difíceis de serem encontrado”, explica.

Nos últimos anos, Patrício vem utilizando materiais diversos, como botões, peças de quebra cabeças de plástico, dados, pregos, tachas, alfinetes, fios de eletricidade e de telefonia. São objetos simples, de pequeno valor (alguns fadados ao desaparecimento), garimpados por ele nos mais diferentes lugares, que, ressignificados em obras, terminam formando um painel rico sobre a cultura brasileira e seu dia a dia. “Trata-se da apropriação de elementos modulares encontrados na vida cotidiana. Interessam-me na medida em que contribuem para compor as obras a partir da sua acumulação, deslocamento das suas funções originais e inserção no contexto da arte”, comenta o artista que completa: “O lúdico permeia toda a minha produção. Seja na escolha de materiais diretamente relacionados com os jogos, seja nas estratégias que utilizo para a criação artística”.



As suas obras realizadas nos últimos anos refletem o desenvolvimento de uma pesquisa que discute os conceitos de diferença e repetição, por meio de estruturas fixas passíveis de variação formal a partir das características dos elementos que as compõem e das inúmeras possibilidades de configuração. Scovino diz que a produção de Patrício pode ser categorizada como uma forma de pintura, que não é feita com tinta, mas com as mãos e a experiência performática e evocadora de uma sensibilidade muito própria.

Em seu processo de criação, o artista parte sempre de uma regra, cria uma espécie de “método” de trabalho. Apesar dessa precisão, o resultado final é desconhecido, é o acaso, daí o nome da mostra (Precisão e Acaso) ter se centrado nesses dois polos aparentemente antagônicos. “Outra forma de aparição do acaso é a qualidade cinética dessas obras. O acúmulo, a ordem e o excesso provocam um distúrbio. Somos 'sequestrados' pela obra, pois ao querer desvendar a sua organização lógica, somos duplamente surpreendidos: por uma vibração óptica das intermitentes figuras virtuais e pela larga quantidade de pequenos objetos acumulados que deixam o nosso olhar à deriva. O foco não está mais no centro da obra, mas perdido, tentando dar conta das várias possibilidades de entrada que a obra oferece para decifrarmos sua lógica interna. E dependendo da perspectiva que adotamos em relação a obra, somos surpreendidos com novas qualidades cromáticas e estruturais. O trabalho se faz também pela qualidade em ser dinâmico, veloz e mutante”, explica o curador.

Para ele, a obra de José Patrício segue um caminho de coerência dentro da história das linguagens construtivas no Brasil, mas vai além contribuindo no alargamento do conceito de construtivo nas artes no mundo contemporâneo. A produção do artista possui um pensamento racional, uma precisão, regras e modos muito próprios de construção e observação das peças e elementos do qual faz uso. Mas, a despeito disso, o acaso também se faz presente. A pesquisa de Patrício se dá numa estrutura de obra aberta, suas escolhas no uso da cor, dos objetos, da organização e articulação entre eles, proporcionando ao espectador uma experiência vigorosa.



JOSÉ PATRÍCIO
“Sua obra, portanto, é um constante acontecimento. Cabe ao espectador escolher se a sequência numérica está crescendo ou decrescendo, e ainda em que ponto do trabalho se apreende essa velocidade e faz essa escolha. Estamos constantemente envolvidos por escolhas, caminhos, formas e cores que induzem movimentos, traços, rumos e territórios. E é exatamente essa qualidade de caos que particularmente me anima. Experimentar o fato de que a razão também pode provocar novos caminhos e sentidos, muitas vezes não esperados, ainda mais se levando em conta que essa experiência parte (supostamente) de um dado concreto, matemático e assertivo”, conclui Scovino.


SERVIÇO:
Precisão e Acaso – José Patrício
Curadoria: Felipe Scovino
Vernissage: 27 de julho de 2017, às 19h
Visitação: 28 de julho a 08 de outubro de 2017

Museu do Estado de Pernambuco - MEPE
Av. Rui Barbosa, 960 - Graças, Recife - PE, 52050-000
De terça a sexta, das 9h às 17h.
Sábados e domingos, das 14h às 17h
Telefone: (81) 3184-3174

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

EXPOSIÇÃO: A gastronomia contemporânea do Japão sob o olhar do fotógrafo Sergio Coimbra e o chef Yoshihiro Narisawa

A JAPAN HOUSE em São Paulo exalta a cozinha japonesa na exposição Satoyama. Com pré-lançamento mundial do livro de mesmo nome, que será lançado em 2018, é o resultado de um trabalho concebido a quatro mãos entre dois importantes nomes da cena gastronômica mundial, o fotógrafo brasileiro Sergio Coimbra e o chef de cozinha japonês Yoshihiro Narisawa.

Com abertura para o dia 19 de setembro, a exposição tem concepção e curadoria de Felipe Ribenboim, da Base7 Projetos Culturais. Nela serão exibidas cerca de 80 fotografias, além de objetos e vídeos com curiosidades e relatos de personagens presentes na trajetória e nas criações do chef durante os três anos de processo em que ele e o fotógrafo Sergio Coimbra percorreram diferentes localidades no Japão para retratar a gastronomia local, definida por Narisawa como Satoyama Cuisine – “alimento para o corpo e a alma”. A Satoyama é construída com base na origem da cultura dos japoneses, que têm coexistido com a natureza em terras, montanhas e mares. 

O resultado destas dez viagens para a exploração de cenários e da natureza trazem à tona segredos da culinária japonesa, que mesmo os japoneses desconhecem, como o amplo respeito aos alimentos utilizados, sua sazonalidade e seu produtor, aspectos capturados pelas lentes do fotógrafo brasileiro que registrou a cultura e os hábitos alimentares apresentados por meio das releituras do renomado chef.




A mostra traz um panorama da diversidade regional e as histórias dos recursos alimentares do Japão interpretados pela sensibilidade de um renomado chef. Essas histórias estarão retratadas na exposição por meio de imagens fotográficas, tanto do prato finalizado quanto das regiões de sua produção, dos agentes envolvidos nesse processo, o produto e as culturas ancestrais relacionadas aos alimentos: das técnicas às significações.

Narisawa traduz para o século XXI técnicas gastronômicas tradicionais e a forma de pensar sobre a alimentação do futuro e a sua sustentabilidade. A exemplo, o uso do misterioso Koji – o fungo nacional; a utilização do carvão Binchotan, o preparo de cobras, entre outras, reforçando a valorização dos produtos regionais com uma perspectiva contemporânea e de consciência ambiental. Como resultado, criou um prato denominado Soil Soup (Sopa de Terra) que, em suas palavras, "expressa a importância do meio ambiente através do que comemos".

Em celebração a este encontro, o chef Yoshihiro Narisawa e o fotografo Sérgio Coimbra farão juntos uma palestra sobre a gastronomia japonesa, da tradicional à contemporânea. Dia 19 de setembro, na JAPAN HOUSE São Paulo, com vagas limitadas.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

FOTOGRAFIA: Dia dos Pais em preto e branco by Polo Ralph Lauren

Em clima de dia dos pais, a grife Polo Ralph Lauren convidou dez amigos da marca, ao lado de seus pais, para uma sessão de fotos, que capturou momentos descontraídos entre pais e filhos, no restaurante Cozinha 212. Victor Collor de Mello, sócio do restaurante e fotógrafo, é quem assina os retratos, que serão expostos na loja da Polo Ralph Lauren no Brasil, no shopping Iguatemi São Paulo. As fotos em preto e branco registram momentos descontraídos de pais e filhos como celebração à data. Bruno Dias, Stefan Weitbrecht e Bruno van Enck são alguns dos filhos que se encontram com os seus pais. A ação resultou numa exposição com direito a coquetel que acontece dia 08 de agosto.










terça-feira, 16 de maio de 2017

ARTE: Ecce Homo - Coletiva destaca aspectos do ser masculino com obras de 12 artistas

A Verve Galeria, em São Paulo, inaugurou dia 04 (e vai até 24 de junho) a mostra coletiva Ecce Homo, com participação de artistas de vários segmentos, dentre eles Alex Flemming, Allis Bezerra, Florian Raiss, Francisco Hurtz, Gabriel Wickbold, Guilherme Licurgo, Hudinilson Jr., João di Souza, Leonilson, Marcelo Auge, Maurício Coutinho e Paulo von Poser. Sob a curadoria de Ian Duarte Lucas, 16 trabalhos apontam o masculino como tema e apresentam diversas visões acerca deste território e suas incontáveis possibilidades, por meio de colagens, esculturas, fotografias e pinturas. 

A Verve é uma galeria de arte contemporânea fundada em São Paulo, em 2013. Em seus espaços, tendo à frente Allann Seabra e Ian Duarte Lucas, transita por diversos meios e linguagens. Nascida do entusiasmo e inspiração que animam o espírito da criação artística, a Verve Galeria é abrigo para diferentes plataformas de experimentação contemporânea. A eloquência e sutileza que caracterizam o nome do espaço também estão presentes na cuidadosa seleção de artistas e projetos expositivos. Por entender que as linguagens artísticas são processos contínuos e complementares, representa novos talentos e profissionais consagrados que transitam livremente entre a pintura, fotografia, escultura, vídeo, site in situ, site-specific, gravura e o street art.






Ao longo da História, uma pluralidade de descrições identitárias foram imputadas ao homem – por muito tempo - em caracterizações restritas aos distintos papéis sociais por ele representados na sociedade. “Além das tentativas a fim de defini-lo a partir de sua identidade biológica, coexistem ainda inúmeras teorias discutidas no campo da psicanálise e da sociologia”, comenta Ian Duarte Lucas. Até a contemporaneidade, vemos a evolução de conceitos sobre o masculino, combinados e justapostos, e passamos a entender que certamente não há uma única resposta. 

Neste contexto, Ecce Homo busca ressaltar a construção do indivíduo masculino em sua singularidade, a despeito de conceitos e definições generalizadas, apresentando obras de artistas homens que revelam a memória, a descoberta da sexualidade, o resgate de elementos simbólicos, a construção e o questionamento de imagens e o desejo de pertencimento – paralelamente às pequenas e grandes narrativas que originaram suas identidades enquanto artistas, refletidas em trabalhos que tratam deste universo. 

Em um tempo em que as próprias fronteiras de gênero são questionadas, a exposição faz alusão à frase de Pilatos ao exibir o Cristo martirizado - “eis o homem” – e ressoa a pergunta essencial de Nietzsche em sua famosa obra Ecce Homo: “Como se chega a ser o que se é?”. Histórias, por vezes muito pessoais, despertam a reflexão nos espectadores, ao contarem um pouco do caminho percorrido por cada artista no sentido de encontrar respostas a esses questionamentos.


Serviço:
Verve Galeria - Rua Lisboa, 285 - Jardim Paulista, São Paulo / SP, (11) 2737-1249
Horário: Terça a Sexta, das 10h às 19h e Sábados, das 11h às 17h.
www.vervegaleria.com

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

FOTOGRAFIA: Tributo a Henri Cartier-Bresson em exposição‏

A fotografia é a pintura feita com a luz, é a arte do registro do momento, é a vitória do homem sobre o tempo. Ela alia a arte à tecnologia na medida em que possui clara face técnica, mas também precisa da expressão artística que seja realizada. Sem o componente de arte a fotografia se reduz à mera reprodução do mundo que nos cerca e sem a tecnologia a arte não se materializa.
 

O Pernambuco Foto Clube traz para Recife a Exposição “Tributo a Henri Cartier-Bresson” e a MENSCH conversou com a diretoria do Clube sobre a proposta da exposição e o mercado de fotografia no estado. Segundo eles, Pernambuco sempre se destacou nas artes plásticas, nas artes cênicas, na música e na literatura. Tal destaque ocorre no plano nacional e muitas vezes ultrapassa as fronteiras do nosso país. E para buscar esse mesmo destaque na arte o Pernambuco Foto Clube, que agrupa cerca de mil fotógrafos amadores e profissionais está apresentando a exposição “Tributo a Henri Cartier-Bresson”, que sem dúvida representará um marco na fotografia pernambucana e contribuirá para sua consolidação e avanço. A exposição proposta homenageará um fotógrafo francês que vem influenciando todos aqueles que abraçam a fotografia em todos os países, celebrando o caráter universal da arte.
 


PERNAMBUCO FOTO CLUBE

O Pernambuco Foto Clube (PFC) foi fundado em maio de 2011 e já agrega quase mil fotógrafos amadores e profissionais. Seu objetivo é promover a interação entre todos aqueles que abraçam a arte da fotografia e desejam expressar-se através dessa importante vertente artística. Fornece um espaço para discussões cotidianas de temas relacionados à fotografia numa importante página de relacionamento (Facebook) e promove saídas fotográficas que proporcionam interação direta entre seus membros.
 

 

Tais saídas ocorrem com frequência mensal e possibilitam que dadas cenas sejam registradas por dezenas de olhares distintos. Os resultados têm sido extremamente frutíferos. Há ainda um grupo de discussão mantido pelo PFC no sítio Flickr, onde são realizados concursos de fotografia com periodicidade mensal. Até o momento cinco concursos já foram realizados e contaram com a participação de muitos membros. Tais concursos são centrados em temáticas específicas e o vencedor de um concurso tem o direito de escolher o tema do concurso seguinte.

A página web do Pernambuco Foto Clube pode ser acessada em
www.pernambucofotoclube.com.br. Tal página contribui para a divulgação das atividades do grupo e deverá ter seu conteúdo continuamente ampliado ao longo do tempo. O Pernambuco Foto Clube é administrado por: Ana Caúla Cribari, Aziel Pereira Jr., Francisco Cribari Neto e Lamartine Teixeira. Encontra-se em curso a filiação do Pernambuco Foto Clube à Confederação Brasileira de Fotografia.

A EXPOSIÇÃO

Homenagearemos um dos maiores nomes da fotografia mundial e que ainda nos dias atuais exerce influência inegável sobre todos aqueles que abraçam a fotografia. Trata-se, pois, de homenagem merecida. A exposição ocorrerá na Livraria Cultura no bairro do Recife Antigo por se tratar um local de elevada visibilidade e pelo qual transitam semanalmente centenas de pessoas. Espera-se, assim, que as fotografias expostas alcancem público expressivo. A curadoria da exposição, que envolverá desde a seleção das fotos a serem expostas até a organização física na Livraria Cultura, ficará a cargo da fotógrafa Renata Victor, Coordenadora do Curso de Fotografia da Universidade Católica de Pernambuco. Trata-se de pessoa experiente e de amplo renome no campo da fotografia em nosso estado.
 
 

A exposição agrupará cerca de cinquenta a sessenta fotos, todas em preto e branco, todas na temática definida e todas produzidas por membros do Pernambuco Foto Clube. A abertura da exposição aconteceu essa semana e deverá ficar montada na Livraria Cultura até o início de dezembro.

O HOMENAGEADO

Henri Cartier-Bresson nasceu na França em 22 de agosto de 1908 e faleceu em 2 de agosto de 2004. É considerado um dos pais do fotojornalismo. Em 1947 fundou, juntamente com Robert Capa and David Seymour, a agência Magnum, que tem até hoje papel de destaque central na fotografia. Viajou o mundo fazendo registros fotográficos para importantes revistas, como por exemplo Life e Vogue. Foi o primeiro fotógrafo da Europa Ocidental a fazer registros da vida cotidiana na extinta União Soviética. Fez ainda fotografias de Gandhi em seus últimos dias. A página da Fundação Cartier-Bresson, que agrupa informações sobre o fotógrafo e sua obra, pode ser acessada em
www.henricartierbresson.org/index _ en.html Cartier-Bresson é um dos maiores ícones da fotografia.
 
O que ele produziu na França e em suas viagens pelo mundo vem influenciando todos os fotógrafos que se seguiram. A arte e sua linguagem ao largo são universais, pois lidam como a essência de nossa humanidade. Uma homenagem pernambucana a esse artista francês representa a coroação do caráter universal da arte. A arte, tal qual nossa essência humana, é universal e atemporal. A I Exposição do Pernambuco Foto Clube celebrará tal universalidade.
 
 
 Para saber mais sobre Henri Cartier Bresson clique AQUI
 
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terça-feira, 9 de outubro de 2012

ESPECIAL: Designing 007 - 50 anos do estilo Bond‏

Esse mês o famoso agente secreto mais famoso, James Bond comemora 50 anos de história no cinema. O agente James Bond, conhecido pelo código 007, foi criado pelo escritor inglês Ian Fleming em 1953. E quase dez anos depois de ganhar fama na literatura, o espião protagonizou seu primeiro longa-metragem em 1962. Desde então, diversos diretores fizeram adaptações dos livros de Fleming para os cinemas e continuando em 2012 com o lançamento do mais novo filme Skyfall, o 23o filme da franquia. Dentre as várias comemorações existentes uma em especial irá chamar atenção dos fãs, é a exposição da galeria Barbican de Londres. Graças a Eon Productions, o poder por trás Bond, que abriu as portas de seu acervo para o mundo ter acesso ao “estilo James Bond”. Com curadoria do historiador de moda Bronwyn Cosgrove e do premiado (com o Oscar) figurinista Lindy Hemming, a exposição examina o estilo dos filmes através de trajes, design de produção, objetos, carros e gadgets, do mundo de 007 nesses 50 anos.

A lista de acessórios e peças é fruto de visionários profissionais de produção, como Ken Adam e Peter Lamont, que a cada novo filme eles pesquisavam a exaustão para chegar até suas criações. Na exposição é possível ver alguns dos acessórios que fizeram a fama do agente secreto tais como os trajes espaciais usados em Moonraker (1979) até a Pistola de Ouro Scaramanga de The Man With The Golden Gun (1974), passando pelo Bond Lotus Esprit S1, de The Spy Who Loved Me (1977). E uma das peças mais premiadas na expo do Barbican é um dos modelos do clássico Aston Martin usado para o filme Goldfinger, de 1959. O carro se tornou o mais famoso e cobiçado do mundo. Um modelo idêntico que mais tarde foi utilizada em outro filme, o Golden Eye (de 1995), que revela um passado quase inacreditável de meio século de sucesso de um personagem mundialmente conhecido. 
 

UNIFORME BOND
Para muitas pessoas, porém, a imagem icônica de Sean Connery em um terno no estilo Príncipe de Gales, como no longa “Goldfinger”, debruçado sob seu Aston Martin DB5 é uma imagem essencialmente Bond. Para Bond sempre aparecer impecável, inúmeros alfaiates, como Mayfair Anthony Sinclair, que vestiu Sean Connery impecavelmente elegante de Armani e Tom Ford. O que a exposição explora é como a alfaiataria tenta transmitir de cada ator o espírito do personagem James Bond.
 

 
O resultado de todo esse cuidado com os detalhes que surpreendem a platéia e lança o estilo Bond para o mundo passou a moldar um estilo próprio de sua época. Quem não se lembra da mala de Sean Connery explodindo em Moscou Contra 007 (From Russia With Love, de 1963), ou o rifle de Timothy Dalton em Licença para Matar (1989). Assim como alguns itens que saíram da ficção para a vida real, como o telefone Ericsson com um mecanismo de flip que depois foi incorporado ao novo aparelho lançado pela empresa, o R380. Confira aqui alguns dos objetos da exposição que vai levar os fãs do agente a um mergulho pelo universo Bond.


Assista os vídeos sobre a exposição:
 
VIDEO II:
 

Fonte: GQ, UOL, Guardian, Exame.com

 
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segunda-feira, 16 de maio de 2011

CARRO: Car Collection of Ralph Lauren, a maior coleção de carros raros vai para o museu.

Um desfrute para os amantes de automóveis antigos, e raros, é a exposição da coleção pessoal do estilista Ralph Lauren no Museu de Artes Decorativas de Paris que teve abertura dia 28 de abril e vai até 28 de agosto. É a exposição "The art of the automobile: masterpieces from the Ralph Lauren collection". A coleção do estilista Ralf Lauren, uma das mais prestigiosas do mundo, com 17 modelos esportivos lançados entre 1929 e 1996 (muitos deles usados em pistas de corrida), é exibida pela primeira vez na Europa.

Os visitantes podem olhar para a frente para ver um quarteto de metais que inclui um incrível Ferrari 250 LM (1964), um Ferrari 250 GT SWB Berlinetta Scaglietti (1960), um Jaguar XKS (1956/1958) e Alfa Romeo 8C 2300 Monza (1931). Além dessas incríveis máquinas, um total de outros 13 veículos de Lauren estarão em exposição. Estas incluem dois dos mais caros veículos do mundo: a Ferrari 250 GTO (1962) e Bugatti 57 SC Atlantic Coupe (1938). Ambas as peças tem um valor estimado em US$ 30 à US$ 40 milhões cada.


A variedade de veículos e fabricantes é bem diversificada. Nomes clássicos como Bentley, Alfa Romeo, Bugatti, Mercedes-Benz, Jaguar, Porsche, McLaren e, claro, Ferrari. As “obras de arte motorizadas” italianas, com seu vermelho característico, têm sido as mais populares até o momento. Entre os destaques estão o Bentley Blower (1929), o Mercedes-Benz SSk "Comte Trossi" (1930), o Bugatti 57 SC Atlantic (1938), a Ferrari 375 Plus (1954), o Jaguar XKD (1955), o Mercedes-Benz 300 SL Gullwing Coupé (1955) e a Ferrari 250 Testa Rossa (1958).

POR DENTRO DA GARAGEM DE RALF
Ralph Lauren, possui cerca de 60 dos mais raros, valiosos carros mais no mundo, incluindo um cupê Bugatti 1938, um 1938 Alfa Romeo Mille roadster Miglia, eo mundo só 1930 Mercedes-Benz SSK "Contagem Trossi roadster", todos em condições ideais para ir para as ruas dirigidos pelo próprio designer. Essa galeria particular de raridades, que é a garagem de Ralph Lauren, é carinhosamente chamada de "DAD Garage", ou "garagem pai", localizado perto de Atlanta, num prédio discreto e ao contrário de muitos museus de automóveis, tudo é mantido em perfeito estado de funcionamento.
Alguns exemplares foram restaurados à perfeição, chegando a serem retocados de maneira minunciosa com pintura bem próxima do original e troca de couro dos bancos para chegar o mais próximo possível do original. Durante alguns anos, sua coleção permaneceu espalhada por suas propriedades em Westchester, a casa de praia em Montauk e seu rancho em Telluride. Até que Lauren resolveu criar seu pequeno moseu-garagem, pensou em fazer isso no subterrâneo de sua casa em Westchester.
Até que o gerente e curador, técnico em automobilística, Mark Reinwald encontrou o prédio que antes foi uma concessionária de carros de luxo, onde hoje está o "DAD Garage" com suas relíquias automobilísticas. Esse prédio consta de um lobby de entrada, biblioteca e um armário negro em aço inoxidável onde são guardados dossiers completos sobre cada carro. São documentos pertinetes ao carro, faturas originais para reparos, artigos de jornais e revistas. Além de uma oficina particular. Toda a história e seus raros exemplares de carros colecionados por Ralph Lauren ao longo desses anos se encontra no livro lançado juntamente com a exposição, é o "SPEED, STYLE AND BEAUTY".
E para quem tem a oportunidade, o Museu de Artes Decorativas de Paris fica no número 107 da Rue de Rivoli e funciona das 11h às 18h às terças, quartas, sextas, sábados e domingos, e de 11h a 21h às quintas. As entradas custam 9 euros. Mais informações nos sites www.ralphlaurencarcollection.com e http://www.lesartsdecoratifs.fr/


E pra quem não tem a oportunidade de ir até Paris conferir a exposição, confira esse vídeo que dá uma visão geral de todo o evendo. Entre no Museu de Artes Decorativas de Paris:



Texto: André Porto
Fotos: Michael Furman
Fonte: www.ralphlaurencarcollection.com , Revista Vanity Fair, O Globo