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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

NUTRIÇÃO: Suco saudável (e prensado) na medida certa

A tal da alma de gordinha é uma coisa difícil da gente se livrar. Por mais que eu tente, os pensamentos obsessivos por chocolate rondam sempre a minha cabeça. Agora imagina a pessoa aqui começar a pesquisar sobre comidas detox, funcionais, ingredientes aceleradores do metabolismo e todo esse mundo que até há pouco tempo não me pertencia. 

No momento, tive certeza que milagres acontecem. Não que eu estivesse abandonando o mundo da jaca, mas apenas ampliando os horizontes. E um assunto que me chamou atenção foi a controvérsia que gira em torno das diversas modalidades de sucos. Finalmente, suco é, ou não é saudável? E essa onda de novos estabelecimentos especializados em suco, é puro marketing? Qual a diferença entre sucos batidos no liquidificador e os que resultam de prensagem a frio? 

Em casa, eu sempre tomei muito suco batido no liquidificador. A cada gole eu mentalizava que aquilo devia estar fazendo um bem danado para meu organismo, sem contar que eu pensava- suco é fruta, logo, é light, posso tomar sem medo de ser feliz. Comecei a criar uma infinidade de misturas aleatórias só para conhecer novos sabores. E olhe que ainda não me tinham sido apresentadas as fórmulas detox. Bom, isso foi até o dia em que descobri alguns detalhes. 

As fibras das frutas batidas no liquidificador perdem suas estruturas, o que causa uma redução dos benefícios se comparado ao consumo da própria fruta. Ainda, o próprio processo de triturar em uma velocidade muito rápida gera calor, acarretando a oxidação e eliminação dos nutrientes. Esse mesmo efeito é verificado na centrífuga. 

Para evitar essas perdas, surgiu recentemente um novo método que está caindo nas graças do consumidor - são os sucos resultantes de prensagem a frio. É utilizada uma prensa hidráulica para, com a força da pressão, extrair o suco. Nesse processo, não há geração de calor, portanto, permite a preservação das vitaminas, nutrientes e enzimas, havendo apenas uma pequena oxidação. 

Embora tenham suas qualidades ressaltadas pelo fato de serem feitos com frutas frescas, sem aditivos químicos e conservarem até cinco vezes mais nutrientes do que os batidos no liquidificador, os sucos resultantes de prensagem a frio têm algumas desvantagens. Entre elas, a pequena durabilidade, na medida em que perdem a validade em cerca de três dias, além do preço ser mais salgado em decorrência da necessidade de um grande volume de frutas para produzir uma pequena garrafa de suco, o que também eleva consideravelmente o valor calórico. 

Esses são os principais motivos pelos quais os nutricionistas fazem coro para recomendar o consumo da própria fruta, em vez dos sucos, sobretudo para quem tem uma dieta calórica restritiva. Não que os sucos não sejam saudáveis ou recomendados, mas devido às ressalvas citadas, a melhor opção torna-se sempre o consumo individualizado e in natura do alimento.

Sem contar que, o consumo diário de frutas e legumes traz tantos benefícios que fica difícil listar todos. Cada espécie reúne um conjunto de vitaminas, nutrientes, sais minerais e antioxidantes, principalmente em sua casca, que exercem funções preventivas em relação a doenças e ajudam a manter a pele mais bonita e jovem. 


O abacate, por exemplo, que sempre foi visto como um vilão devido ao seu alto teor calórico, auxilia na redução e controle do colesterol. As outras frutas verdes, como kiwi, limão, uva verde e maçã verde reduzem o risco de câncer, controla o sistema imunológico e têm efeitos anti-inflamatórios. Por outro lado, as frutas vermelhas, entre elas, a melancia, framboesa, morango, acerola, goiaba, cereja e amora são ricas em vitaminas B e antioxidantes que retardam o envelhecimento e ajudam no funcionamento das células de nosso corpo, além de proteger contra doenças cardiovasculares. 

A fórmula ideal, então, é comer cerca de 3 porções diárias e sempre variar para garantir a ingestão dos diversos tipos de nutrientes. O caminho das pedras a gente já sabe, só nos resta agora equilibrar com as “jacadas” do dia a dia. 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

TECNOLOGIA: O Whatsapp como ferramenta de trabalho e de relacionamento

De fato, azul é a cor mais quente. Não pense você que essa afirmação é uma referência ao filme francês de Addellatif Kechiche, que ganhou a Palma de Ouro no Festival de Canes em 2013. A frase refere-se à nova e também polêmica atualização do Whatsapp. Agora, as setas azuis do aplicativo indicam que as mensagens foram lidas pelo destinatário. Antes desse uptade, era possível saber apenas a última vez que o contato abriu o app, mas isso não era garantia de que ele havia, de fato, sido visualizado. No final de novembro, o Whatsapp lançou mais uma atualização, que permite aos usuários desativar o aviso de mensagem lida.  

Enquanto alguns reclamam que o novo recurso compromete a privacidade das pessoas, outros receberam a novidade de maneira pacífica. A advogada Kamila Leal aprova a nova atualização, contudo, defende o uso moderado do aplicativo. “Agora posso ter certeza que minhas mensagens foram lidas, isso funciona principalmente nos grupos. Não me sinto forçada a responder. Muitas pessoas ficam incomodadas com isso”, pondera. Ainda de acordo com ela, é preciso compreensão e maturidade das pessoas que utilizam o app.  “Evitar conversar sobre informações sigilosas do trabalho, divulgar fotos inapropriadas, por exemplo”, informa. 

Para quem tem um comportamento mais compulsivo em relação ao aplicativo, o doutorando em Neuropsiquiatria e Ciências do Comportamento e tutor de psicologia da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS), Igor Lins Lemos, explica que nenhuma modificação tecnológica interfere positivamente ou negativamente na vida dos usuários do app. “O que fará com que esse valor seja atribuído é a interpretação que o sujeito terá em relação às atualizações e a maioria de nossas interpretações é positiva”, afirma. 

Ainda de acordo com Lemos, as pessoas vivem num mundo imediatista. “Como a tecnologia proporcionou a comunicação em tempo real, assume-se que não mais devemos aguardar informações, mas que elas devam ser visualizadas de forma imediata e isso é um erro grave”, explica. “O uso de qualquer artefato tecnológico deve ser feito de forma moderada, nós é quem dominamos os aparelhos eletrônicos, não o oposto. O usuário deve buscar outras atividades de lazer não vinculadas à tecnologias e estabelecer horários para checar o Whatsapp”, aconselha. 

Na opinião do designer gráfico Júlio César, a mudança foi positiva. “Para o bem ou para o mal, acho importante saber que sua mensagem foi visualizada, o app aperfeiçoou bastante”, explica. Ainda de acordo com ele, a insistência em ter uma resposta é um dos pontos baixos. “Acho que isso gera uma expectativa nas pessoas, mas só porque visualizamos, não quer dizer que vamos responder imediatamente”, diz. Em relação à utilização, o designer se considera um “heavy user” (que utiliza demais). “Quando fui assaltado, mal consegui passar uma semana sem o aplicativo”. 

A estudante de gastronomia, Soraia Liz Jácome ainda está se adaptando à novidade e afirma estar adorando. “Sou muito viciada em Whatsapp e como meus amigos moram longe, utilizo para tudo. Compartilho coisas engraçadas, mantenho contato com a família e me considero também uma heavy user”. Contudo, Soraia afirma que não desenvolveu nenhum comportamento compulsivo na utilização do aplicativo. “Acho que você tem que respeitar as pessoas ao seu redor. Tento evitar utilizar o Whatsapp se estou com meus amigos”, diz. 

Para o professor da Universidade de Santa Fé, Novo México, nos Estados Unidos, Dafyd Rawlings as diferentes culturas transmitem mensagens singulares. “Utilizo o Whatsapp apenas para uso pessoal, contudo acredito que com o avanço da tecnologia, o contato pessoal vai ficando cada vez mais superficial na medida em que os usuários vão substituindo momentos por teclas de celular”, afirma.  Quem concorda com a opinião do docente é o agente administrativo Camilo Torres. “Não morreria se ficasse sem o aplicativo. Não acho que a atualização foi prejudicial, creio que ajuda no relacionamento e aproximação pessoal, porém, ele não pode ser a única forma de contato das pessoas”, comenta. 

NOVAS FORMAS DE USO 

Em um mundo cada vez mais imediatista, ter informações rapidamente passou a ser crucial. Vários veículos de comunicação, empresas e organizações estão explorando cada vez mais as redes sociais e as ferramentas dos smartphones para atingirem um público diversificado. Dessa forma o Whatsapp é inserido em um contexto que vai além do se comunicar com amigos e manter contato com parentes distantes, por exemplo. 

Quem se insere nesse novo contexto é o Colégio Boa Viagem (CBV), que em novembro utilizou o Whatsapp para dar dicas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para os alunos da escola. “O colégio costumava usar vídeos no Facebook, mas como eram postados tarde resolvemos usar uma forma de linguagem mais direcionada”, explica um dos sócios da Voz Comunicação e responsável pelo desenvolvimento do projeto, Nilton Lemos. Segundo ele, a Voz amadureceu o projeto e incluiu um canal de comunicação via Whatsapp com os estudantes e os pais também.  “Nossa primeira experiência foi com o Enem, geramos um canal de comunicação com o aplicativo entre o CBV, os pais e alunos”, finaliza. 

Na opinião do diretor pedagógico do CBV, José Ricardo Diniz, a experiência foi positiva. “Fizemos três grandes grupos no Whatsapp com alunos do ensino médio e cada coordenação ficou responsável por cada um. Demos dicas de conteúdo, alimentação balanceada e outras informações úteis sobre o Enem para os estudantes”, explica. Ainda de acordo com Diniz, as mídias sociais são um meio de atingir a todos e personalizar a comunicação. “Foi possível também mostrar aos pais a importância do conjunto de informações que estavam sendo divulgadas para os filhos. Nas próximas ações nós pretendemos inovar e utilizaremos ferramentas do dia a dia”, finaliza.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

ESTILO DE VIDA: 7 sinais de que sua casa precisa de uma reforma

Nem sempre os sinais de que a casa está pedindo uma reforma são tão visíveis aos olhos, assim como nós, a casa também precisa de check-up, só que a cada 5 anos. Existem empresas que procuram vazamentos e revisam as instalações elétricas. Telhados, calhas e rufos também devem ser vistoriados para que não ocorram infiltrações. Para tratar do assunto e dar outras dicas conversamos com as arquitetas Aline e Denise Bernacki e elas prepararam uma lista com sete situações que devem ser observadas para que ela possa ser planejada, evitando custos desnecessários e não programados.

Segundo as arquitetas é inevitável fazer a manutenção da casa e não fazer uma pequena reforma que seja. É importante por exemplos, não deixar aquele pequeno vazamento para consertar depois, o ideal é fazer uma verificação geral e planejar tudo para evitar surpresas desagradáveis ao longo do caminho. Isso vale para todos os itens da residência. Quando não há necessidade de reforma estrutural, mas pintou a vontade de uma mudança estética, a alternativa é fazer pequenas alterações que renovem os ambientes, como pintar ou adesivar azulejos, colocar um novo rejunte, pintar, comprar um novo tapete, alterar as cortinas ou colocar papel de parede em alguns locais, por exemplo. 

1º – INFILTRAÇÃO
É o primeiro indício de problema na construção. Acontece tanto em apartamentos, como em casas e seus sinais mais comuns são o mofo, escurecimento ou estufamento das paredes, queda de azulejos, pisos levantados ou descolados. Ela pode vir do piso, das paredes ou do teto e, se não resolvida, pode chegar a danificar estruturas. “Evitar a infiltração é mais simples do que combatê-la, por isso, quando a reforma for realizada, é importante que os devidos cuidados sejam tomados para evitar retrabalho futuro”, explica a arquiteta Denise Bernacki.

2º – INSTALAÇÕES
Podem levar a sérios problemas, mas sua “validade” varia muito de acordo com a construção e qualidade dos produtos utilizados durante a execução do projeto. As instalações envolvem fiação elétrica, estrutura hidráulica, ar-condicionado e automação. Casos de curto circuito e quedas repentinas de chave elétrica, por exemplo, podem ser indicadores de que a fiação é muito fina, antiga ou que o quadro de energia não está mais dando conta da demanda da residência, principalmente quando o imóvel é mais antigo e passou a ter uso de mais equipamentos eletrônicos, nesses casos, é recomendada a troca da fiação para evitar acidentes graves e até mesmo incêndios. Canos estourados ou retorno de água pelo ralo indicam que está na hora de reformar a parte hidráulica do imóvel, “quando esses problemas começam a aparecer, o ideal é aproveitar e fazer uma transformação geral para aproveitar o quebra-quebra”, completa a arquiteta Aline Bernacki. A necessidade ou desejo de instalar ar-condicionado ou de automatização também pedem por reforma, pois necessitam alguns ajustes estruturais e técnicos para sua viabilização.

Aline reforça que a validade de uma instalação hidráulica, por exemplo, quando bem feita é infinita. O que acorre atualmente é que imóveis antes dos anos 70 eram feitos com tubulação de ferro, o que gera ferrugens e por isso a necessidade de troca, além dos fios serem finos para a quantidade de eletrodomésticos e eletroeletrônicos que utilizamos hoje, além dos quadros de disjuntores terem sido projetados para menos carga do que utilizamos hoje. Por isso o ideal é que os imóveis com 30/40 anos tenham toda a tubulação elétrica e hidráulica trocadas para se adequarem aos novos padrões de utilização. Atualmente aconselhamos fazer um bom projeto elétrico e hidráulico prevendo os usos e alternativas enérgicas (como a solar) e automação para ter o melhor aproveitamento das instalações da casa, além de contratar um bom executor que dê garantias dos serviços prestados.

3º – ESQUADRIAS 
Com o tempo é normal que, além das perdas estéticas, elas comecem a emperrar ou não estejam mais isolando e protegendo o interior do imóvel. Ao trocá-las, o ideal é investir em esquadrias mais novas, de fácil manutenção, com vidro duplo para isolamento térmico e sonoro, por exemplo. “Manter as esquadrias em bom estado é essencial para a segurança e conforto dos moradores e da estrutura, além de valorizar muito o imóvel e sua fachada”, explicam as arquitetas.

4º – ACABAMENTOS
Pisos e pinturas naturalmente desgastam com o tempo e esse é mais um sinal da necessidade de uma reforma, assim como a troca de louças, telhado, revestimentos, papel de parede etc. Essas mudanças podem vir acompanhadas de outros motivos para reformar ou ainda para repaginar totalmente o imóvel, mas é importante lembrar que a manutenção é sempre mais fácil e econômica do que a substituição desses acabamentos, como os pisos de taquinhos, tipo parquet, que são de excelente qualidade, bom gosto e valorizam o imóvel, mas se sua manutenção for deixada de lado começam a descolar e devem ser trocados.

Mas se você pensa em trocar o piso, isso pode ser feito sem muito quebra-quebra e a necessidade de trocar o anterior com argamassa de piso sobre piso encontradas em lojas de materiais de construções, mas nesse caso é necessário ajustar as portas e rodapés, pois eleva-se aproximadamente 2 cm quando o piso antigo não é retirado.

5º – COMPRA DO IMÓVEL 
Quem nunca achou um imóvel “quase” dos sonhos? Localização perfeita, espaço ótimo e até área externa, mas a sala é muito pequena ou é antiga. É normal que isso aconteça e nesse momento uma reforma é sempre bem-vinda para adaptar a residência à necessidade do comprador. É possível quebrar paredes para ampliar a sala, por exemplo, ou ainda trocar a fiação elétrica de um apartamento antigo antes da mudança.

6º – ESTILO ARQUITETÔNICO
Enjoar daquele estilo ou achar que algo não tem mais o seu perfil também são ótimos motivos para reformar. O imóvel pode ser completamente repaginado, por que não? A reforma contempla principalmente mudança na decoração e no revestimento. “Na hora de vender um imóvel, esse tipo de reforma também pode ajudar muito a valorizá-lo”, dão a dica as arquitetas.

7º – ESTILO DE VIDA
Bebês nascem, filhos saem de casa, mas seus quartos continuam lá ou ainda nunca foram planejados. A mudança do estilo e situação de vida dos moradores também pode pedir uma reforma para adaptar e renovar os ambientes. “Quando um filho sai de casa, você pode transformar seu quarto em um escritório ou sala de televisão, por exemplo. São essas mudanças que fazem com que a residência seja tão dinâmica e viva quanto seus moradores”, completam as arquitetas Bernacki.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

CONFRARIA: DICAS DE QUEM SABE CURTIR O MELHOR DA VIDA COM ESTILO

Uma coisa que ninguém abre mão sempre que possível é curtir as boas coisas da vida, um bom vinho, uma belo hotel ou um bom restaurante são alguns desses prazeres na vida que o dinheiro pode nos proporcionar e que tanto desejamos. Alguns custam mais que outros, o importante é desfrutar de momentos inesquecíveis e em boas companhias. Convidamos cinco homens que sabem o real sentido disso para nos dar dicas de alguns desses momentos em forma de viagens, passeios, diversão e música. O resultado você confere logo à baixo. Anote essas dicas e assim que possível coloque em prática. Nossa confraria aprova!