sexta-feira, 28 de setembro de 2012

ENTREVISTA: O "rebelde" Arthur Aguiar canta, dança e atua (e vira um sucesso também na web)

O sucesso bateu à porta de Arthur Aguiar através de duas carreiras, a de ator e a de cantor. Pego de surpresa, mas não menos preparado para isso, Arthur agarrou com garras a oportunidade e humildemente viu nessas duas carreiras e forma de expressar sua arte. Conheça um pouco a trajetória desse ex-nadador que terminou se tornando um dos maiores sucesso também na internet e que em breve segue sua trilha fazendo música e atuando.

Tudo ia bem na natação até você resolver largar as piscinas para se entregar a carreira artística. Como foi essa escolha? Foi uma escolha muito difícil, mas eu precisava ir atrás do que eu realmente queria... Já tinha muito tempo que eu tinha vontade de fazer teatro, estudar interpretação... E já estava com 19 anos, ou eu largava tudo naquele momento ou depois ficaria mais complicado ainda.

Até "Rebeldes" foram várias participações em novelas e séries. Em algum momento achou que não deveria ter saído das piscinas? Não, na verdade eu sempre acreditei, estudei e corri muito atrás pra que desse muito certo. Tenho que agradecer muito porque as coisas aconteceram relativamente rápidas pra mim, tive a contribuição do fator sorte, que nessa profissão é essencial. Lógico que você tem que estudar, se dedicar, correr muito atrás, mas se você não tiver sorte, fica um pouco mais difícil.
 

Como chegou ao papel de Diego na novela "Rebeldes"? Foi através de teste mesmo, foram 4 testes até ser aprovado para fazer o Diego.

Considera-se um rebelde na vida real ou faz a linha “certinho”? Já fui bem rebelde (risos). Hoje, estou mais tranquilo, são fases né?

Como lida com o assédio? De uma forma muito tranquila. É muito gostoso você sair na rua e as pessoas te reconhecerem pelo seu trabalho, te dar os parabéns por tal cena, dizer que gosta de você, pedir uma foto, um autógrafo, é bem legal!

E a exposição de sua vida pessoal na mídia? Isso é uma coisa que me incomoda um pouco, não gosto muito de ver a minha vida pessoal na mídia. Acho muito mais interessante quando sai matéria sobre o meu trabalho, é mais válido. Mas, infelizmente eu não posso fazer muita coisa em relação a isso.

A banda Rebeldes conquistou não só fãs pelo Brasil inteiro, mas também discos de platina. Imaginou que um dia seria um cantor famoso? Eu realmente não esperava esse sucesso todo, eu já tocava violão, fazia aula de canto e compunha, mas nunca imaginei que pudesse rolar como cantor. Fico muito feliz porque agora que Rebelde está perto do fim, quero dar seguimento na minha carreira de cantor também. Já estou trabalhando num novo projeto chamado "Um fusca e um violão" com os meus amigos Guga Sabatiê, Taty Cirelli e Digão Lopes. Em breve terei mais novidades sobre esse projeto.
 
 
 

Você é um dos campeões de seguidores no Twitter. Isso faz você pensar bem no que postar? Com certeza, sei que tenho uma certa responsabilidade, até porque tenho seguidores que são crianças e adolescentes, então tenho que ter esse cuidado. O grande lance é conseguir se comunicar com todas as idades de uma forma mais natural possível, você sendo você mesmo fica sempre mais fácil.

Consegue explicar o porquê desse sucesso todo na internet? Na verdade, eu não sei muito bem explicar. (risos) Mas acho que elas se identificaram comigo de alguma forma, gostaram do meu trabalho, gostaram de mim e tenho certeza que posso contar com eles para os meus próximos trabalhos.
 

Tão jovem e já tão famoso. Isso pesa de alguma forma ou você lida bem com tudo isso? Procuro não pensar muito nisso. Penso que sou um ator e cantor que precisa continuar estudando muito para sempre estar melhorando e sempre surpreender as pessoas com alguma coisa nova. Tem muita estrada pela frente ainda, tem muita coisa que eu quero fazer.

Pensa em partir para uma TV maior, fazer cinema ou mesmo montar uma banda maior? Como tem planejado seu futuro? Com certeza! Penso sim em dar prosseguimento tanto na minha carreira de ator, como a de cantor. Inclusive como eu disse anteriormente, tenho um projeto que já estou trabalhando nele que vai se chamar "Um fusca e um violão" , que sou eu, o Guga Sabatiê, a Taty Cirelli e o Digão Lopes. Vai ser uma coisa meio “Tribalistas”, é um encontro de carreiras, são 4 amigos que se juntam para fazer música. A idéia é cantar músicas nossas e costurar os shows com algumas releituras, fazer com que as nossas canções cheguem ao maior número de pessoas possíveis.

Muito sucesso em pouca idade prejudica em algo? O que mudou em você? Acho que não. Graças à Deus tive uma segurança muito boa de família. Meus pais sempre colocaram muito meus pés no chão. Acho que família é a base de tudo. Na verdade, o que mudou foi que passei a ser uma pessoa pública e as pessoas começaram a me ver, como exemplo, ganhei uma responsabilidade a mais. Uma responsabilidade gostosa!
 
 

Quais os melhores anos da sua vida? Tem uma frase do Domingos Oliveira que eu gosto muito e acredito muito, que é "Os melhores anos das nossas vidas são sempre aqueles que estamos vivendo". Eu penso assim também!

Ter participado do grupo “Nós do Morro”, fez você pensar e ver sua profissão de um ângulo diferente? No que essa experiência te acrescentou como artista e cidadão? Com certeza! Aprendi muita coisa. As pessoas não têm ideia da quantidade de artistas talentosos que tem lá. No “Nós” a gente aprende a ver a profissão de uma outra forma. Eu lembro até hoje o que o Guti Fraga (presidente e um dos fundadores do “Nós do Morro”) me falou "aqui não é um curso, é uma vida" e acho que ele está muito certo. Lá a gente tem aula de tudo que você possa imaginar. Fico muito feliz de ter conhecido e participado, mesmo que por pouco tempo, dessa família que se chama “Nós do Morro”.

Cantor ou ator? O que escolheria se só tivesse uma chance de fazer sucesso? Os dois... (risos)... brincando, acho que o Brasil tem muito isso né? Você tem que escolher ou você é ator ou você é cantor. Lá fora os caras são tudo ao mesmo tempo, eles estudam tudo desde pequeno. Acredito que seja possível sim você fazer as duas coisas. Vou estudar e correr muito atrás para conseguir seguir e ser bem sucedido nas duas carreiras. Acredito que seja possível sim! Quando você acredita de verdade, estuda e vai em busca, não tem como dar errado!
 
 
 
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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

CRÔNICAS & INDAGAÇÕES: Os homens não são clichês‏

Sei que muitas mulheres vão me execrar depois de ler esse texto, mas de tudo que vivi e observei, concluí com muita calma, para escrever cada palavra aqui expressa. A verdade é que não tolero rótulos e muito menos situações que coloquem o homem como um troglodita, infiel, insensível e incapaz de entender uma mulher. Esse conceito é obsoleto e traz um ranço desnecessário e ultrapassado. Os tempos mudaram, para todos nós. Esse maniqueísmo, macho e fêmea, algoz e vítima, têm que acabar. Existe gente bacana e gente não tão bacana assim.

Homens interessantes complementam mulheres interessantes e vice versa. Creio piamente que os afins se atraem e que é possível esse complemento e esse encontro perfeito entre os gêneros. Acredito mais ainda, que as diferenças que na verdade nos unem, é o tempero perfeito para uma relação gostosa, duradoura, sensual e sempre inovadora! Temos nossas diversidades hormonais, culturais, mas isso tudo se administra. Contribuímos tão positivamente nessas evoluções  ao longo do tempo, para o crescimento do homem. Hoje, ele é mais sensível, demonstra afeto, ouve mais, divide a criação dos filhos, administra a casa, se importa em ser presente. E nós, mudamos culturalmente de forma positiva? 

O que não entendo é que lutamos tanto por tanta coisa, por liberdade, igualdade e ainda não conseguimos compreender que não somos e nunca seremos iguais, graças a Deus!!!!!! Temos enorme dificuldade de entender que mais do que se igualar, temos que crescer juntos e ajustarmos certas arestas, tão erradas, culturalmente falando. Acabamos nos tornando clones patéticos e fakes de nossos "modelos". A mulher em busca de uma pseudo "igualdade" ficou extra large em gestos, vocabulários e adotou um comportamento bizarro do qual, tanto refutou: o orgulho de ser infiel agora vigora no dia a dia, no vocabulário e nas atitudes femininas. Já ouvi, mãe transmitindo para a filha o conceito e as vantagens da infidelidade. E isso é tratado como um mérito, um up grade. Isso pra mim é um enorme retrocesso, pois fomos beber da fonte da qual tanto criticamos, por anos de imposição cultural. Ficamos amargas, secas, grosseiras, perdemos a feminilidade, que em nada tem a ver com personalidade.

Nos descaracterizamos e assim evoluímos, enquanto o homem, melhorou se aprimorou, ficou mais humano. Houve um grande engano e uma grande frustração. Queremos estar mais próximas do ideal masculino, do homem que amamos e, no entanto estamos mais preocupadas em malhar nossos corpos e esticar nossas faces, para a melhor amiga ter inveja. Valores terríveis foram manipulados e quem saiu perdendo fomos nós, viramos um estereótipos da "barbie" e o nosso " Ken", quer rever a velha "Susie", com toda a sua anatomia mais arredondada e humana. Ponto para eles, que souberam nessa reviravolta, absorver o que tínhamos de melhor e nota zero para nós, que nos apropriamos do que havia de pior neles. Novamente, se estabeleceu um enorme vazio e uma grande lacuna!!!

Ontem, na sala de espera de um consultório médico, pude ouvir a conversa entre duas mulheres casadas, que se enalteciam de suas "escapadas". Havia muito orgulho, no que diziam. Uma delas ainda falava que traia mesmo e que quando olha um homem na rua, passa a mão, diz que é gostoso e ainda o convida para um programa. Elas riam demais e buscavam em mim, ali no outro canto da sala, certa cumplicidade, claro que eu não pude conter o riso várias vezes, pois o papo estava tão surreal, que chegava a ser hilário. Saí dali e fiquei pensando muito mais no que as duas falaram do que no meu diagnóstico. Refleti muito, sobre essa conversa e cheguei a uma conclusão de que era sim um papo triste, apesar das gargalhadas e da aparente aura de bem resolvidas, havia ali um resultado cultural para lá de equivocado.
 
Confio plenamente que homem pode ser sensível sim, homem respeita valores sim, homem é generoso sim, homem pode ser fiel sim, mas do outro lado tem que haver uma mulher que responda que atue e que não o induza a repetir padrões estéticos e culturais. Caetano já dizia com sabedoria "podemos ver o mundo juntos, sermos dois e sermos muitos, nos sabermos sós, sem estarmos sós.." Mulheres que costumam dizer a celebre frase: não existe homem fiel, certamente estão induzindo o seu , a agir dessa forma.Mulher quer ser amada, show!!!! Homem, também!!! Homem trai, mulher também!!! Lealdade, fidelidade, são qualidades inerentes e presentes ao caráter, situação e formação de cada pessoa, independente do gênero.

Homens não são clichês, seres não são clichês. Chato isso de rotular pessoas, situações, de encaixar cada um num determinado padrão de comportamento. Cada um de nós, independente do sexo, temos nossa história como base e nossa vontade como objetivo, mas é no percurso e no meio do caminho quando a gente se cruza, que a magia acontece e que o desafio instiga e a vida nos dá de presente a alegria desse encontro, para evoluirmos juntos. Sempre gostei de ter amigos, às vezes mais do que ter amigas apesar do risco de uma atração, de um sentimento não correspondido. Adoro a companhia masculina, a forma como lidamos com um mesmo problema, de forma tão singular e ao mesmo tempo tão complementar, seja como amigos, amantes, namorados...Há uma enorme parceria nesses casos. Não há competitividade, é mais leve. A objetividade mais presente na alma masculina contribui demais e o papo flui melhor. Rola até papo cabeça.

Sinceramente, posso afirmar que tive o prazer de encontrar homens maravilhosos, sensíveis e leais. Mérito meu? Não, apenas o desejo de ambos e o foco convertido na vontade de acertar, sem jogo, e principalmente em dar ao outro o melhor. Homens não são de Marte e muito menos, mulheres são de outro planeta. Não há manual nem bula, ainda bem. Estamos todos no mesmo barco e a arte desse encontro traz a sorte como prêmio e a sabedoria como manutenção. Compliquemos menos, meninas e vivamos a diferença!!
 
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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

MÚSICA: Shows que foram show‏

Como iniciar uma matéria sobre shows sem pensar no Woodstock, nos Beatles em cima do telhado – depois copiado pelo U2 -, o 101 do Depeche Mode e o Queen no estádio de Wembley? Sem falar no segundo e último show que a Legião Urbana fez em Recife.
 
Pois é, o Woodstock Music & Art Fair (nome default) foi não somente um show, mas um festival de música entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969 numa imensa fazenda em Bethel, Nova York e tendo como slogan "Uma Exposição Aquariana: 3 Dias de Paz & Música". Alguém sabe aqui o porquê desse slogan? Paz, Amor e Era de Aquário, tendo sua caracterização e atitude calcada na contracultura, manifestada pelo movimento hippie.
E de onde vem o nome Woodstock? O evento foi planejado para uma cidadezinha homônima, todavia os moradores já previam muito paz, amor, “orégano” e certos aditivos, fazendo com que acontecesse em Bethel, à uma hora e meia de distância. Foram trinta e duas apresentações realizadas ao longo dos quatro dias do evento. Tais como: Ravi Shankar, Richie Havens, Santana, Grateful Dead, Creedence Clearwater Revival, Janis Joplin, Sly & the Family Stone, The Who, Jefferson Airplane, Joe Cocker, The Band, Johnny Winter, Crosby, Stills, Nash & Young, Jimi Hendrix e outros imortais.
 
Literalmente nasci na época errada, mas nem sempre temos os políticos que desejamos no poder. Imagine ter vivido numa época de virtuose? Pois é. O Queen pra não ficar por baixo, em julho de 1986, no estádio de Wembley, Londres, se apresenta na sua última turnê deles, a Magic Tour, resultando no álbum Live at Wembley '86. Um clássico do Rock e Pop e não poderia ser diferente. Algumas que tocaram: One Vision, A Kind Of Magic, Under Pressure, Who Wants To Live Forever, I Want To Break Free, Love Of My Life, Bohemian Rhapsody, Crazy Little Thing Called Love, Radio Ga Ga, We Will Rock You, We Are The Champions, entre outras.

Para os fãs de Música Eletrônica, não incluo o que se toca em rave, há o belíssimo 101, um show em 1989 da banda Depeche Mode, que virou álbum e documentário, gravado em Pasadena, USA, no estádio Rose Bowl. O nome do evento surgiu de uma forma simplista: era o 101º show da turnê. E como documentário, foi um dos primeiros a mostrar o dia-a-dia de uma banda e dos fãs. Foram cerca de 70 mil pessoas vibrando, consagrando-a como uma das maiores bandas alternativas existentes até hoje.

Você pode ter uma TV full hd e home theater high end para ver um show, mas nada melhor que a energia de estar lá vendo de perto ou de binóculo, mas fazendo parte daquele momento e depois podendo sair dizendo: eu fui; e tu? (risos). E sobre os outros que comentei acima, aguardem porque virão mais e mais oportunidades.

E pra quem ficou com água na boca, apresentamos uma seleção com alguns DVD´s, CD´s e Blue Ray´s para reviver esses grandes músicos e seus shows.
 
 
 
 
 
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terça-feira, 25 de setembro de 2012

ESPORTE: A elegante prática do hipismo‏

Seja na caça, na guerra, nas viagens, homem e cavalo sempre tiveram uma relação próxima. Tudo começou nas antigas civilizações quando o homem utilizava o cavalo como transporte passando a adestrá-lo, entretanto, só por volta dos anos 20 que o esporte deu um salto, principalmente com a Federação Equestre Internacional. O hipismo é um esporte conhecido pela elegância e surgiu com os nobres Europeus, principalmente os Ingleses, que praticavam caça a pequenos animais, como a raposa, onde os cavalos precisavam saltar os obstáculos que encontravam pela floresta.

No Brasil, o Hipismo tem origem na cidade de Recife, Pernambuco e foi trazido pelo príncipe holandês Maurício de Nassau no ano de 1641. Vale salientar que o hipismo também fez parte da primeira Olimpíada da Era Moderna, em Atenas, em 1986, apena como demonstração. Depois de um tempo, com a oficialização do esporte, surgiu a divisão em três modalidades; concurso completo de equitação, salto e adestramento.


PRIMEIROS SALTOS
 
O ideal é começar cedo, a partir dos dois anos a criança já pode fazer equitação e saltar a partir dos 7, mas isso não impede que você possa começar aos 20, 30, 40, 50... Não há limites de idade ou qualquer outro tipo de restrição para a prática deste esporte.

O CAVALO A raça de cavalos mais usado no esporte é o Inglês, que além de velocista, é usado como saltador de obstáculos e também para passeio; é também uma das raças mais famosas e valiosas do mundo. A sua excepcional mecânica de salto permite um excelente resultado no hipismo. O cruzamento de garanhões ingleses com éguas das antigas linhagens de sela ou trotadoras Anglo-normandas, resulta na raça Sela francesa, do famoso cavalo tricampeão brasileiro Baloubet du Rouet, montado por Rodrigo Pessoa. Vale dizer também, que há estudos avançados para clonagem do Baloubet du Rouet e outros cavalos campeões, o que custará em média US$ 200.000,00.
 
Os especialistas ensinam que ao escolher um cavalo deve-se ter em mente que para um cavaleiro novo o ideal é um cavalo velho e para um cavaleiro velho, um cavalo novo. Isso implica em segurança para quem estar começando, já que o cavalo velho é mais experiente no trato com cavaleiros, já está mais acostumado a ser montado.
 
 
Uma vez que você já escolheu o seu cavalo chega a hora de escolher a hípica ou o haras onde ele irá viver. Repare bem nas instalações e infra-estrutura do lugar, conheça o veterinário que trata dos animais, como é a prática de exercícios e os cuidados no dia-a-dia. O cavalo é um animal que não deve ficar parado por muito tempo sob o risco de sofrer atrofia, tanto é que ele até dorme “em pé”, ficando deitado por cerca de no máximo uma hora, por isso é imprescindível a escolha de um bom lugar para ele ser cuidado e treinado.
 
DRESS CODE
 
Para a prática de hipismo existe como em outros esportes uma indumentária própria que deve ser adquirira pelo praticante. Você vai precisar de um cap que é capacete apropriado para equitação, um Culote, a calça para montaria e um par de botas apropriadas para pratica. Nas competições costuma-se usar uma gravata de crochê e uma casaca (espécie de blazer) vermelha ou preta.
 
 
MONTAR PARA COMPETIR
 
Caso você opta pela competição além da prática em si do hipismo, é importante sabe que dedicação é fundamental. Segundo Carlos Avelar, cavaleiro e dono de uma hípica em Pernambuco, “Hipismo é uma opção de vida, a dedicação deve ser obrigação, pois os cavalos devem e precisam ser trabalhados 6 dias por semana tendo apenas um dia de descanso para poderem ser atletas e prontos a qualquer esforço.” 
As dificuldades vão variar de acordo com as categorias de salto que se pretende competir, quanto mais alto, mais necessidade de treino, mais investimento de tempo e dedicação. A prática do hipismo também requer um bom aporte financeiro, a começar pela compra do cavalo que fica em uma média de R$ 50.000,00 a depender da idade e condições do animal, que geralmente é da raça BH, raça brasileira desenvolvida especialmente para hipismo; dos custos com a hípica para treinos e cuidados com o cavalo.
 
Mas para quem ainda não está certo sobre levar a prática e a competição à sério, pode-se fazer aulas sem necessariamente precisar ser proprietário de um cavalo, pois as hípicas têm animais especialmente para este fim. Dessa maneira os custos caem vertiginosamente para mensalidades de R$ 180,00, por exemplo, para aulas e treinos.
 
 
AS COMPETIÇÕES
 
O hipismo consiste basicamente na arte de montar e comandar o cavalo, o que exige muita técnica, ao passo que o atleta e o animal formam um conjunto. Isto é tão levado à sério, que o hipismo é um dos únicos esportes onde homem e mulher competem juntos, na mesma prova. O concurso completo de equitação é uma categoria que envolve adestramento, prova de fundo (subdividida em quatro etapas) e salto, chegando a durar três dias. No adestramento, existe um julgamento que avalia as performances, movimentos obrigatórios e a coreografia. Por fim, a categoria mais popular é a de saltos onde sobe ao pódio quem somar o maior numero de pontos, derrubando o menor número de obstáculos e chegando ao fim do percurso no menor tempo possível.
 
Os campeonatos são um espetáculo à parte e movimentam e muito o mercado. Recentemente, a etapa final do campeonato mundial de hipismo ocorreu na cidade do Rio de Janeiro ano passado, no evento Athina Onassis International Horse Show. O porte deste acontecimento foi cavalar e contou com um investimento superior a quinze milhões de reais, com o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e patrocínio de empresas como Bradesco Private, CN e CN Worldwide, Copacabana Palace, Daslu, Gerdau, Rolex e Pamcary.
 
OI ATHINA ONASSIS HORSE SHOW 2012

Entre os dias 04 e 06 de outubro, a Sociedade Hípica Brasileira, no Rio de Janeiro, transforma-se no centro do hipismo mundial com a realização do Oi Athina Onassis Horse Show, a plataforma de entretenimento através do esporte que une hipismo, moda, música e gastronomia. Consolidado como um dos principais eventos hípicos do mundo, graças ao seu excelente nível técnico e de organização, o Athina Onassis Horse Show vai trazer novamente ao Brasil as grandes estrelas deste esporte, que vão saltar atrás de uma das maiores premiações do ano, em uma competição de alto nível internacional e totalmente alinhada às regras da Federação Equestre Internacional (FEI), a entidade máxima do hipismo mundial.


Seu alto nível também é um grande incentivo ao esporte nacional, uma vez que permite ver de perto o que há de melhor do hipismo, competindo com destaques nacionais. O Brasil, que também brilha no cenário mundial, contará com nomes como os cavaleiros Álvaro de Miranda Neto, o Doda, idealizador do Oi Athina Onassis Horse Show, Rodrigo Pessoa, campeão olímpico, e tantos outros que representam com orgulho o esporte em competições por todo o mundo. Já consolidado como um dos mais destacados torneios do calendário internacional, o Oi Athina Onassis Horse Show 2012 tem tudo para repetir o sucesso dos últimos anos. Dentro da pista com a participação dos melhores conjuntos de salto e fora dela com um evento charmoso, sofisticado e com o suporte de grandes patrocinadores. Mais informações: www.oiaohs.com.br

CIRCUITO NORTE E NORDESTE DE HIPISMO
 
Desde o mês de março que foi dada a largada ao Circuito Norte e Nordeste de Hipismo, que engloba vários estados e é fruto de uma evolução do esporte no território nacional iniciado nos anos 90. Centenas de cavaleiros participavam das etapas que aos poucos foram se tornando tradicionais em cada estado.
Para ordenar, estimular a realização e participação de todos os estados que tivessem interesse em realizar provas, um grupo de colaboradores resolveu organizar um calendário anual com todos os estados interessados.
 
[ treino no Centro Hípico Zona Sul - PE ]
 
Como na sua maioria esses colaboradores eram profissionais ou pessoas muito influentes em suas regiões o movimento tomou forma rapidamente. Para facilitar a organização foram definidas categorias, que mesclavam categorias oficiais e categorias que se adequavam a realidade do norte e nordeste. Utilizando regulamentação oficial e de outros rankings pelo Brasil, foi criado o primeiro regulamento do Circuito Norte e Nordeste. É importante citar o grande parceiro do circuito ao longo de todos os anos o GRUPO GERDAU, sempre patrocinando e ajudando no fomento do esporte. Ao longo dos seus 15 anos o circuito ajudou a formar excelentes cavaleiros e amazonas, vencedores de Ranking Nacional da CBH, além de cavaleiros campeões brasileiros nas suas diversas categorias e destaque no cenário nacional e internacional. A etapa final será entre os dias 13 a 16 de dezembro em Pernambuco. Mais informações: www.hipismonortenordeste.com.br

GRANDES CAVALEIROS
 

Os nomes que são referências no hipismo brasileiro são: Rodrigo Pessoa, Bernardo Alves, Cesar Almeida, Vitor Alves Teixeira, Pedro Veniss, Álvaro de Miranda, o Doda. Rodrigo Pessoa é tri-campeão e nos recentes Jogos Pan-americanos em Guadalajara, no México, uma nova estrela brasileira começa a brilhar no esporte, o medalha de prata Bernardo Alves.
 
 
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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

FOTOGRAFIA: Henri Cartier Bresson, o homem invisível e toda a visibilidade de sua obra

Nascido na Paris de 1908, Henri viveu uma época onde os pais ditavam o futuro dos filhos mas tendo ele já nascido um artista livre seguiu seu próprio rumo. Em uma viagem à África Henri deixou a pintura e se enveredou de vez pela fotografia se tornando o grande mestre da arte fotográfica dos anos 20 inspirado pela fotografia de do húngaro Martin Munkacsi, publicada na revista Photographies (1931), mostrando três rapazes negros a correr em direção ao mar, no Congo.

Viajou o mundo com sua Laica em punho e fez o mundo viajar com suas fotografias focadas em temas do fotojornalismo. Como não poderia deixar de ser, fez grandes registros históricos, foi prisioneiro dos Alemães por três anos durante a Segunda Grande Guerra e por pouco não fazem uma exposição póstuma de suas obras por acharem que estava morto. Foi também o primeiro fotógrafo da Europa Ocidental a registrar a vida na União Soviética de maneira livre.

Junto com o amigo Robert Capa, David ''Chim'' Seymour e George Rodger, fundou a Agência Magnum em 1947 e já em 1948 partiu para o mundo novamente, circulando por Índia, Burma, Paquistão, China e Indonésia até 1950. Suas lentes registraram o fim do domínio britânico na Índia, o assassinato de Mohandas Gandhi e os primeiros meses de Mao Tse Tung tudo devidamente registrado no livro IMAGES À LA SAUVETTE lhe rendendo uma reputação sem precedentes.
"No meu modo de ver, a fotografia nada mudou desde a sua origem, exceto nos seus aspectos técnicos, os quais não são minha preocupação principal. A fotografia é uma operação instantânea que exprime o mundo em têrmos visuais, tanto sensoriais como intelectuais, sendo também uma procura e uma interrogação constantes. E' ao mesmo tempo o reconhecimento de um fato numa fração de segundo, e o arranjo rigoroso de formas percebidas visualmente, que conferem a esse fato expressão e significado".


Perfeccionista, tentou por duas vezes destruir suas próprias fotos, o que felizmente, não conseguiu. Deixou a Magnum em 1966 e passou a não mais fotografar de forma profissional. Avesso a fama e badalações não se deixava fotografar por não querer que fizessem com ele o que ele fez com os outros a vida inteira. Para muitos Cartier-Bresson é puro lirismo e poesia, suas imagens desconhecem limites e sua genialidade se dá justamente por ele estar sempre invisível e deixar suas fotos sob os holofotes.


Henri Cartie-Bresson, faleceu em 02 de agosto de 2004, mas a sua obra é eterna e continua influenciando muitos artistas, fotógrafos e admiradores. Como poucos sabem fazer parar no tempo situações que duraram frações de segundos. Para preservar o seu legado e manter vivo o seu espírito livre, Henri Cartier-Bresson, Martine Franck e sua filha Mélanie decidiram montar uma fundação que teve início na primavera de 2003, um ano antes de o mestre partir.

A fundação é reconhecida pelo governo Francês como de obra de grande interesse público e está sediada em uma belíssima casa em Montparnasse. Fica a dica para os amantes do trabalho de Henri Cartier-Bresson, para quem a câmera é um instrumento de intuição e espontaneidade. 
 
 
 
 

 
 
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Se você curte fotografia, não pode deixar de participar do Encontro MENSCH sobre o tema que vai acontecer na livraria Saraiva do Shopping Recife próxima quinta (27/09). E saiba mais um pouco sobre sobre a arte de fotografar.
 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

ENTREVISTA: Tuca Andrada, versátil e sempre pronto para novos desafios

"A vida mesmo quando sombria é bela". Por essa frase já dá pra perceber que Tuca Andrada é um entusiasta da vida, um cara otimista e que não pensa nas dificuldades. Foi assim quando se mudou de Recife, sua terra natal, para seguir carreira de ator no Rio, levando vontade e deixando saudades. Tuca está na nova novela das 18h da Globo que se passa em uma época de transformações, aliás transformação é com ele mesmo. Versátil, vai da comédia ao drama com maestria. Conheça um pouco mais desse grande ator que está sempre se realizando.

Foi difícil deixar sua cidade natal para tentar carreira artística no Sudeste? Sempre é difícil se deixar a terra onde a gente nasceu e onde fui muito feliz, mas quando se tem um sonho é preciso persegui-lo mesmo que tenhamos que deixar para trás coisas que prezamos tanto.
 

Apesar da efervescência cultural, em cinema e teatro, em outras localidades fora do eixo Rio-São Paulo, ainda é preciso para o ator se deslocar para o Sudeste para poder viver da arte? Sim, as oportunidades de trabalho ainda são maiores e melhores no eixo RJ-SP, mas começa a aparecer atores que não estão dispostos a largar sua terra e que conseguem trabalhar constantemente. Um exemplo disso é o Irandhir Santos, um dos atores mais requisitados do atual cinema brasileiro e que mora por aí em Recife.

Você já fez novela, teatro, cinema, drama, comédia, isso foi planejado para se tornar o ator versátil que é ou as oportunidades foram surgindo e você foi aproveitando todas? As duas coisas. Sempre trabalhei para ser um ator que pudesse fazer todos os gêneros possíveis, mas, é claro, que tive boas oportunidades.
 

Quando você lembra dos prêmios que já ganhou o que te vem à cabeça? Uma frase da Fernanda Montenegro: "Prêmios são acidentes de percurso"

O que considera melhor para o ator, contrato por obra ou por período? Depende de como tá a vida financeira do ator... (risos)

“O Pequenino Grão de Areia” foi sua estréia nos palcos. Que lembrança traz desses momentos? As melhores possíveis, estrear com um texto pernambucano de João Falcão, com amigos por perto tendo a direção do próprio João Falcão, com um personagem encantador... Além disso, tudo na peça foi um sucesso, me abriu portas aqui no RJ e rendeu uma indicação para o prêmio Mambembe de melhor ator em teatro infantil, ou seja, tudo de bom.

O ator, em cena, muitas vezes precisa se abstrair de seus problemas pessoais para dar tudo de si ao personagem. É um processo sempre difícil ou a prática o torna fácil? Muitas vezes os problemas que um ator está passando podem ajudá-lo no palco, outras podem atrapalhar muito. É pratica mesmo e com o tempo o ator vai aprendendo a usar tudo na sua vida, o bom e o ruim, em seu favor.
 


Já pensou em se arriscar por trás das câmeras? Produzindo, dirigindo, escrevendo roteiros? Já sim e é para breve.

Tendo a dança como pano de fundo, a peça Seis Aulas de Dança em Seis Semanas aborda temas como família, amizade, sonhos, frustrações, idade e eterna busca pela felicidade. Como lida com esses temas na sua vida pessoal? Temas complexos, (risos). Precisaria de uma entrevista só para falar disso tudo.

Você já está trabalhando no próximo papel para a TV, a nova novela das 18hs. Como será esse trabalho? O que espera dele? É uma novela que se passa na virada do século XIX para o século XX no Rio de Janeiro. Uma época de grandes transformações para a cidade e para o Brasil. Faço um ator de uma companhia de teatro, é o núcleo cômico da novela e tem sido muito divertido. Tenho como companheiros de cena Maria Padilha, Paulo Betti e Maria Clara Gueiros, grandes profissionais e ótimos colegas.


 
 
Depois de alguns anos de carreira, você se sente mais realizado ou realizando? Sempre realizando, realizado só quando morrer.

Qual sua maior vaidade como ator e como homem? Como ator, sempre conseguir dar tudo o que o personagem pede, conseguir explorar todas as nuances que ele possa ter. Como homem, são tantas...

Falando em vaidade, como mantém a forma? Alguma rotina de exercícios ou dieta específica? Faço musculação, alongamento e corrida. Dieta só quando é extremamente necessário. Detesto fazer dieta e graças a Deus não tenho facilidade de engordar.

Quando a passagem de tempo realmente importa? Quando percebo que não tenho mais fôlego para certas atividades. (risos)

O que curte mais quando está em Recife e o que curte mais quando está no Rio de Janeiro? Em Recife, rever os amigos, comer tapioca com queijo de coalho, andar na praia, sentar num bar da Rua da Moeda e jogar conversa fora. No Rio, gosto de ficar em casa, já que paro tão pouco aqui devido ao trabalho.

Qual a maior virtude de um homem e o que você busca para si? Ser verdadeiro consigo mesmo, ter coragem, ser honesto e nunca desistir dos seus sonhos. Procuro sempre pensar que tudo isso aqui é passageiro, nada é para sempre e que a vida mesmo quando sombria é bela.
 
 
 
Produção de moda: Jhon Santana
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

FOTOGRAFIA: Leica pop - A famosa câmera fotografica alemã com a grife de Paul Smith

Todo bom fotógrafo sabe que a Leica a marca de câmeras Leica sempre foi referência no mundo da fotografia. Isso fez com que a marca virasse um ícone da fotografia quase que um artigo de luxo para os profissionais e apreciadores da arte de fotografar. Depois de três colaborações de sucesso com a marca Hermès, a Leica convidou Paul Smith para criar um modelo mais estiloso para seus produtos. A junção da famosa marca alemã com o conceituado estilista inglês Paul Smith, resultou na Leica X2 Edition Paul Smith.

 
O design pop colorido com cores fortes como o laranja e o verde neon decorando a câmera, ou seja, nada do cromado básico e frio. O que deixou os fãs dos cliques e da moda ainda mais apaixonado pela marca. A escolha por essas cores mais fortes é um traço marcante do trabalho do estilista que tem grande preferência por paleta de cores fortes em suas coleções. A câmera vem com uma capa protetora toda feita em calfskin leather. Anteriormente, a Leica havia feito uma parceria com a marca de luxo Hermès, cuja câmera era revestida por couro e cada estojo era feito à mão.

Mesmo não sendo a primeira vez que o estilista desenvolve algo para a marca, não é a primeira vez que Paul desenvolve um modelo de câmera fotográfica. Também foi dele a criação de uma padronagem para estampar o corpo de uma Fisheye da Lomography, outra marca de câmeras cultuada pelos moderninhos e amantes da lomografia.
 
 
 
A edição da Leica X2 Edition Paul Smith será limitada, pois terá produção de apenas 1.500 exemplares e chegará ao mercado europeu em outubro por um preço que gira em torno de 2 mil euros, ou seja, cerca de R$ 6.560. Pois é, item de colecionador para poucos felizardos. Enquanto isso dê uma olhada no depoimento (em inglês) do próprio Paul Smith, que fala da sua relação com a fotografia e como foi o processo de criação da câmera Leica X2. Que segundo ele: “Customizar essa câmera foi um processo bem natural”.


 
 
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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

ESTILO: Vista-se bem para o trabalho, do formal ao mais despojado

A forma como nos vestimos diz muito mais sobre nós do que imaginamos. E isso no trabalho esse é um "detalhe" que pode fazer toda a diferença, para melhor ou para pior. Saber qual a roupa ideal para o trabalho é uma dúvida muito comum hoje em dia. Pois cada vez mais as empresas têm adotado posturas menos conservadoras, especialmente em regiões mais quentes do país. Então muitas vezes ao invés de ajudar termina se criando mais dúvidas, pois nem todas as empresas adotam essa postura. Mas principalmente é importante observar três requisitos básicos, a profissão, o cargo e a empresa em que você trabalha (ou vai trabalhar). Em geral a roupa de trabalho ficou mais "relaxada" e flexível em muitos casos. Muitas empresas permitem que seus funcionários usem jeans como traje do dia a dia, em se tratando de funções e empresas menos formais. 

O importante é se vestir de forma que as pessoas percebam qual o seu cargo na empresa, já que partimos do princípio que a roupa projeta uma imagem de nós mesmos. O que vai variar, como falamos, é o tipo de trabalho que a pessoa exerce. Por exemplo, advogados e empresários de grandes corporações não tem como fugir do habitual terno, mesmo em regiões quentes. Já arquitetos, publicitários ou profissionais das áreas de cultura têm mais liberdade na hora de escolher o que vai usar. No caso deles, muitas vezes quanto mais "descolado" mais legal parece ser a pessoa. Porém, sempre com o básico de bom gosto e coerência.
Mas voltando aos mais formais, deve-se sempre usar o bom senso na hora da escolha do que vestir. Bermuda (por mais bonita e social que ela seja), calça jeans rasgada ou modelo skinny, camisetas gola V e chinelos são proibidos em um traje de trabalho. Diante disso, o homem deve se vestir de maneira adequada levando em conta também o horário de seu serviço, local e tipo de atividade que exerce. Outro ponto fundamental para o sucesso de suas produções é analisar a maneira que os demais empregados se vestem para que exista uma certa harmonia, e você não corra o risco de pecar por exageros em luxo ou falta dele destoando dos demais colegas de trabalho.

Nos ambientes corporativos de trabalho mais formais, trajes sérios e elegantes são fundamentais para manter uma boa aparência. Costumes em tons escuros e cortes certos garantem seu estilo adequado. A peça-chave do guarda-roupa masculino é o terno. Apesar de, para você, parecer ainda mais difícil se vestir com trajes sociais todos os dias para trabalhar, a situação é bem mais simples do que você possa imaginar, já que seu look básico se torna praticamente um uniforme e não perde muito tempo pensando no que usar. Suas opções limitam-se à escolha de cores e as combinações entre calça social, camisa, paletó e gravata apenas. Aliás, a gravata é que vai dar um diferencial, pois trará um toque mais pessoal ao look. Para esse estilo é aconselhável que se tenha ternos e costumes de cores sóbrias como azul marinho e cinza. A cor da camisa ideal é a branca ou cores claras com listras discretas, e os sapatos de preferência pretos. Lembre-se que cinto e meia devem combinar com os sapatos.

Se a roupa diz muito quem somos, às vezes você deve usar isso a seu favor se vestindo para projetar uma imagem, já a roupa nos permite isso. É uma forma diferente de encarar o guarda-roupa de trabalho que termina nos mostrando que a moda pode, sim, ser prática e refletir os anseios de cada um. Isso sem precisar fazer grandes sacrifícios para estar bem-vestido, e o melhor, sem gastar muito. Para isso basta escolher as peças ideais que melhor se encaixem no seu perfil e do seu ambiente de trabalho. Outra dica importante, antes de se vestir, confira sua agenda os compromissos para aquele dia. Caso tenha uma reunião ou encontro com funcionários de outra empresa onde o traje formal seja exigido, o melhor a fazer é investir em um look mais elaborado com ternos ou costumes.
Pensando nisso, se as suas atividades forem normais, você pode escolher as roupas como de costume. Aquelas combinações clássicas informais mais indicadas para a rotina na empresa que vão de uma simples calças jeans, à blazers, jaquetas, sapatênis, camisas e camisa pólo básica. Não tem erro. Por falar em erro, evite usar camisetas estampadas, a não ser que você seja, ou queira parecer, estagiário ou bastante jovem e trabalhe em uma atividade mais descontraída. É importante lembrar que mesmo mais relaxadas, as regras de moda para escritórios mais descontraídos não são as mesmas das que regem os seus passeios no final de semana, portanto, bermudas e camisas de time de futebol são proibidas para a sua rotina de trabalho. Isso também fica de fora.

A ROUPA CERTA PARA CADA ESTAÇÃO
Sabemos que cada estação pede um tipo de roupa, se é inverno, usamos roupas de tecido mais grosso e mais peças de roupas, se é verão, roupas leves e cores mais variadas são o básico. Porém alguns detalhes são importantes de se observar de acordo com a estação:

VERÃO – Talvez a estação mais difícil de se manter na linha, especialmente para quem mora no Norte e Nordeste. Escolha jeans mais leves, já que o calor é mais intenso durante o dia inteiro, e nos pés, use dockside ou mocassim (sem meias). Os tênis mais básicos também são confortáveis e estilosos. Já para quem não tem escapatória e usa terno, escolha os que são feitos com lã fria, que não superaquecem. E use uma camiseta básica por baixo para absorver o suor. Se você é daqueles que sua muito, lembre-se de levar uma camiseta extra, caso tenha uma reunião ou encontro de negócios no mesmo dia.

INVERNO – Quando chega o inverno é mais fácil ficar elegante. Se a pedida é formal, os costumes são os mais indicados. Se possível (e necessário) coloque um suéter ou sobretudo para aquecer. Se o estilo é mais informal, escolha um bom jeans escuro e peças clássicas como uma camisa com blazer, que vão substituir o paletó. Se o estilo é mais informal, a boa calça jeans que pode ser combinada com moletom, jaqueta de nylon, jaqueta de couro, cardigã, blazer... vai depender do seu estilo e de onde você trabalha.
É isso, dosando estilos e maneiras de usar visando o tipo de trabalho que você faz, e o local, com poucas peças você estará sempre bem vestido. Na hora de escolher suas roupas nas lojas, pense sempre de que forma elas serão usadas no trabalho. Lembrando que quanto mais discretas e básicas elas forem, melhores maneiras de combiná-las entre sí. Não tem mistério, basta ter bom senso e se adequar da melhor forma à sua realidade de trabalho.


Fontes: Chic - Glória Kalil, Guia VIP

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