segunda-feira, 30 de junho de 2014

CARRO: JAGUAR F-TYPE COUPÉ - Uma supermáquina nas pistas brasileiras

Lá nos anos 60, a Jaguar inovou e lançou o E-Type, considerado por muitos até então como o carro esportivo mais bonito já fabricado. E como a marca inglesa gosta de surpreender, traz agora ao Brasil o F-Type, herdeiro de toda a sua tecnologia, design e, claro, potência no motor. Com um custo variando de R$ 436 mil e R$ 609 mil, essa versão do tradicional esportivo inglês vem resgatar o seu pioneirismo e charme dos carros de dois lugares. Se o E-Type marcou toda uma geração, o F-Type vem em busca do mesmo impacto, agregando sua tecnologia a um design tanto conservador quanto arrojado. A versão Coupé é uma combinação perfeita entre beleza e desempenho, ampliando a sensação de poder de quem está atrás do volante. Quando a 260 km por hora a bordo desta máquina, não há quem não se empolgue e sinta uma grande sensação de liberdade.


O Jaguar F-Type Coupé é impulsionado por um motor de três litros V6, chamado de Supercharged 340, que acelera de 0 a 100 km/h em incríveis 5,3 segundos. Este motor inteligente garante tanto a velocidade final quanto a performance nas curvas, tornando agradável e ao mesmo tempo desafiante a experiência de dirigir. E o controle desse avanço sobre o tempo e o espaço é feito com as oito marchas do câmbio Quickshift, com sua precisão na rotação e na troca das marchas nas borboletas atrás do volante. Para garantir a estabilidade e o efeito solo diante de tanta potência, o F-Type já vem com aerofólio retrátil de série, que aciona sozinho ao atingir os 100 km/h. Design, aliás, é um dos diferenciais desta máquina. As curvas conservadoras do seu desenho proporcionam continuidade e suavidade, que junto com os detalhes fazem dele um carro cobiçado. Os faróis são bifuncionais com uma linha fina de LED, as maçanetas são retráteis e o teto panorâmico é a garantia de luz natural para iluminar seu sofisticado interior (que oferece até catorze temas e cores diferentes). Nos detalhes, o F-Type vai se diferenciado dos seus concorrentes. 



O lançamento do F-Type no Brasil também sinaliza o voo solo da Jaguar, que passa a controlar ela mesma as operações da marca no país, com expectativa de venda de cinquenta unidades no primeiro ano. Segundo os executivos da empresa (hoje controlada pela indiana Tata Motors), o carro será posicionado no mercado de luxo, crescente no Brasil, na tentativa de resgatar a identidade dos esportivos da marca. Pelo visto, o Jaguar vai ser muito encontrado e admirado nas ruas das cidades brasileiras em breve.

Ronco dos motores – Um dos “problemas” que a Fórmula 1 tem enfrentado este ano é a reclamação do público da queda dos decibéis do ruído dos motores V6 1.6, que nem de longe se assemelham ao ronco que sempre caracterizou a categoria máxima do automobilismo. Para resolver, a FIA propôs conectar uma espécie de corneta na saída do escapamento, para aumentar o ruído e a sensação de potência e velocidade, pelo menos aos ouvidos dos fãs. Uma solução mais engenhosa está presente no F-Type. Com apenas o acionamento de um botão no painel, o volume do ronco do motor aumenta, e a sensação de estar correndo se torna cada vez mais real. Talvez seja apenas um acessório, mas o que não se torna essencial numa máquina tão elegante e potente?



sexta-feira, 13 de junho de 2014

ESTRELA: Cheia de graça e de arte Mayana Neiva atua, escreve e inspira

Something in the way she moves, attracts me like no other lover…” E quem duvida que Something dos Beatles não combina bem com Mayana Neiva? E foi por conta deles que ela se lançou ao mundo com apenas 15 anos, desde muito cedo essa paraibana mostrou ser valente e destemida. Cheia de graça e de arte Mayana atua, escreve e inspira. Além de personagens brilhantes no cinema, na TV e no teatro a veia escritora já deu o ar da graça e pelo visto podem vir mais coisas por aí... I don't want to leave her now…

Começando pelo comecinho de tudo... Como foi a infância em Campina Grande? Da Paraíba tem saudade de que? Minha infância foi muito livre, brincando na rua e criando peças e personagens. Nasci em Campina Grande, mas logo fui para João Pessoa, com apenas cinco anos e me lembro do mar gostoso da frente da casa da minha avó, da tapioca, do barulho da família alegre em almoço de domingo.

A decisão de fazer high school nos EUA aos 15 anos foi um desejo seu ou dos seus pais? E como foi a experiência de morar em outro país ainda tão nova? Sempre foi um sonho meu. Na verdade eu me apaixonei pelos Beatles aos 10 anos e aprendi inglês para entender as músicas que eu ouvia e amava tanto. Queria ir para a Inglaterra, mas na época a empresa que fez meu intercâmbio só encontrou uma família nos Estados Unidos. Foi bem legal, uma experiência muito intensa para uma menina tão nova, mas eu que insisti para fazer e sei que foi uma das coisas mais especiais da minha vida, de fato me mudou para sempre. Comecei a fazer teatro lá na Califórnia e lembro do impacto que teve em mim, e tem até hoje.

Os concursos de Miss já eram um caminho para a vida artística ou não pensava nisso ainda? Aconteceu por acaso, montei minha primeira peça profissional "Hello Boy" e queria chamar atenção na minha cidade. Minha mãe soube pelo rádio. De alguma maneira funcionou, mas nunca tive muito jeito para a coisa. Me rendeu situações engraçadas.

Na mudança para São Paulo, no intuito de investir mais na carreira de atriz, quais sonhos levou na bagagem? Quais deles já se realizaram? Logo que voltei dos Estados Unidos, me inscrevi no concurso Criação Teatral Volkswagen e meu grupo ficou entre um dos finalistas na etapa regional e depois da nacional. Competíamos com mais de dois mil grupos na época. Nos apresentamos em Salvador e no Teatro Municipal de São Paulo. Lembro do impacto que teve em mim ver o teatro de vanguarda Paulistano. Senti um experimentalismo tão potente e precisava fazer parte daquilo. Me mudei para São Paulo logo em seguida, em 2004. Entrei no Teatro Oficina, no CPT do Antunes Filho e depois no Grupo XIX. Foi uma experiência única que sinto que me marcou profundamente. Sonhava em trabalhar com bom teatro, boa televisão e bom cinema, enfim contar boas histórias. Os sonhos sempre estão em contínua realização. 

Seu nome tem algum significado? Mahayana significa "caminho da Iluminação" no budismo tibetano.

Tem alguma crença especial? Como cuida do lado espiritual? Sou budista. Medito todos os dias por pelo menos 15 minutos, acalma minha mente e meu coração. Frequento o Kadampa Centro de Meditação.

Quais seus traços mais marcantes e quais qualidades é feliz em ter? Sou muito determinada, gosto muito de aprender algo novo todos os dias. Amo literatura, línguas e viagens.

O nascimento da sua sobrinha rendeu um livro, a carreira de escritora está nos planos? Ela me ronda, me acurrala numa parede as vezes. Escrevi o Livro Sofia sobre uma menina que engoliu o Sol para a minha sobrinha. Sou formada em Literatura e entusiasta da experiência escrita. Amo Guimarães Rosa e Mia Couto. Sim, tenho meus versos escritos, quero escrever mais crônicas e me espalhar mais nas palavras, me dá prazer. Ser finalmente seu nome e um sobrenome é acolhedor, depois de ser tantos personagens a escrita de alguma maneira te sacraliza.

Qual a importância de Antunes Filho na sua vida? Muito grande, um mestre. Mas como ele outros, o Luís Fernando Carvalho, o Zé Celso, o Clarck Middleton, a Susan Batson. Precisamos beber da fonte.

Das suas personagens, consegue escolher a mais marcante? A onça Caetana da Pedra Do Reino é a que mais me marcou, onde raspei a cabeça e renasci. Foi também meu primeiro trabalho na televisão com o Luís Fernando Carvalho. Desirée da novela Tititi, entretanto foi a mais popular.

E o seu dia-a-dia, como se organiza entre trabalho e lazer? Vivo entre Rio de Janeiro e NY. Muito estudo, muito trabalho e muito prazer.

Rituais de beleza, algum? Ser feliz, beijar na boca, fazer o que ama.

O que considera essencial para que uma relação funcione bem? Respeito, admiração, generosidade e humor.

Onde os homens acertam e onde erram na conquista das mulheres? Não acredito em gênero. Acho que amor é amor, bateu o olho, vibrou, pronto.

A verdade, seja qual for, ou as "mentiras sinceras" podem ser melhores? A verdade!

O que é mais atraente em um homem? A inteligência. Me mata!

Teatro, cinema, TV, o que a gente pode esperar para 2014? Tenho contrato com TV Globo e estou a disposição dos projetos da casa, mas este me parece um ano de cinema e teatro. Acabei de fazer dois filmes "O tempo que leva" de Cintia Dommit Bittar e "O homem que matou minha amada morta", de Aly Muritiba. Lancei no final de maio o primeiro filme em Florianópolis e participei do III Olhar de Cinema de Curitiba, participando de uma mesa de debates. Atualmente, estou ensaiando uma peça que vai estrear em Nova York no segundo semestre "Cawboy Mouth", com direção do James Lee, no West Village, em NYC.



Direção Criativa - Marco Antônio Ferraz 
Produção Executiva - Márcia Dornelles - www.mdproducoes,com
Fotos - Ricardo Penna 
Beauty - Everson Rocha 
Cabelo - Alcilene Vieira 
Styling - Paulo Zelenka 

MAYANA NEIVA VESTE - Look 1: Vestido Karamello (acervo), Body Dolce&Gabana, sandálias Jorge Bischoff, joias H Stern; Look 2: Vestido Morena Rosa, sandálias Roberto Cavalli (acervo), joias H Stern; Look 3: Vestido Colcci, joias H Stern; Look 4: Body TM, joias H Stern; Look 5: Top Maria Valentina, sandálias Roberto Cavalli (acervo), joias H Stern; Look 6: Top Morena Rosa, joias H Stern.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

ESPECIAL: Guia da Copa 2014 - Os favoritos, os craques, as musas, as festas e muito estilo para curtir o Mundial.

Sessenta e quatro anos depois, a Copa do Mundo volta ao Brasil, o país que adotou o futebol como paixão nacional e promete fazer o maior mundial da história. Todas as seleções campeãs do mundo participarão e querem mais uma vez levar para cada o troféu mais cobiçado do planeta: a Taça Fifa.

OS FAVORITOS - Predizer quem vai ser campeão é coisa do falecido polvo Paul. Num esporte tão imprevisível e passional como o futebol não há espaço para certezas, mas os favoritos de sempre encabeçam a lista: Brasil, Argentina, Alemanha e Espanha, a atual campeã. A Itália é sempre a que chega mal e faz um bom papel. Correm por fora a Inglaterra, Uruguai, Portugal, França e Holanda, que merecem ser respeitados.

SURPRESAS - Algumas seleções com menor tradição prometem fazer bonito na Copa. Colômbia, Costa do Marfim, Bélgica e Suíça têm jogadores nas maiores ligas da Europa e podem chegar bem longe nesta Copa.


OS ASTROS - A ausência de Ribéry e Ibraimovic desequilibra mais ainda a disputa pelo protagonismo, com caminho aberto para Messi e Cristiano Ronaldo, com Neymar querendo mostrar por que é a grande estrela em ascensão do futebol mundial. Mas olhos abertos para o uruguaio Suárez, o holandês Robben e o italiano Balotelli.

AS MUSAS – Como sempre futebol atrai mulheres que curtem futebol, ou simplesmente para admirar os jogadores, numa Copa do Mundo a coisa toma outra proporção. Além das que vão ao campo ou para os bares torcer pela seleção, tem uma outra seleção que se destaca nessa época. A das mulheres dos jogadores! Em geral são belas e famosas, que terminam parando nas capas de revistas de todo o mundo. Nesse ano essa seleção está encabeçada pelas gatas Irina Shayk (namorada de Cristiano Ronaldo) e nossa brasileiríssima Bruna Marquezine (que dispensa apresentação não é galera?!).






 BOLA NO PÉ E CICEROS NA MÃO!  -  A Cícero bolou uma coleção especial para torcermos na Copa com muito estilo! A linha Futebol Arte foi inspirada nos dribles e jogadas mais famosas da história da seleção brasileira; e criada em uma atmosfera retrô para reafirmar a nossa paixão nacional que está em nosso DNA. Essa linha é vendida nos formatos 9 x 13 cm e 14 x 21 cm, em brochura ou wire-o. Não tem como não ter! Corra para o gol e garanta já o seu! À venda na Livraria Cultura.

 GUIA POLITICAMENTE INCORRETO DA HISTÓRIA DO BRASIL  - O jornalista Leandro Narloch prefere adotar uma postura diferente – que vai além dos mocinhos e bandidos tão conhecidos. Ele mesmo, logo no prefácio, avisa ao leitor: “Este livro não quer ser um falso estudo acadêmico, como o daqueles estudiosos, e sim uma provocação. Uma pequena coletânea de pesquisas históricas sérias, irritantes e desagradáveis, escolhidas com o objetivo de enfurecer um bom número de cidadãos.” É verdade: esse guia enfurecerá muitas pessoas. Porém, é também verdade que a história, assim, fica muito mais interessante e saborosa para quem a lê. (Livraria Saraiva)

 SKYY VODKA  - “O mercado brasileiro é muito importante para Skyy Vodka e não poderíamos deixar de prestigiar os consumidores com uma edição especial, reunindo elementos da marca como o icônico azul com as cores que representam a bandeira brasileira. Queremos que os consumidores brasileiros saibam a importância que têm para a marca no mundo e desfrutem dessa bela e exclusiva homenagem”, afirma Julka Villa, diretora de marketing da Campari do Brasil.

 O VINHO DA COPA  - FACES, DA VINÍCOLA LÍDIO CARRARO, TRAZ O CONCEITO DE BRASILIDADE NA GARRAFA 

Vinho e Copa do Mundo, uma combinação talvez impensada para grande parte dos torcedores. Mas, de olho na tendência, a Fifa repetiu a experiência da copa da África do Sul em que elegeu um vinho emblemático para o campeonato  e escolheu o rótulo Faces Fifa World Cup 2014 para representar o Brasil no mundial de futebol. 


Para os enófilos e bebedores de plantão, a possibilidade de harmonizar chutes a gol com boas goladas na taça. Produzido pela Lídio Carraro, vinícola situada no Rio Grande do Sul, o Faces é oferecido nas versões branco, rosé e tinto.  Todos os três rótulos são assemblages, ou seja, produzidos com mais de uma variedade de uva. O Faces branco é um blend de Chardonnay, Moscato Branco e Riesling Itálico. Já o rosé é composto por Pinot Noir, Merlot e Touriga Nacional. E, finalmente, o Faces tinto traz um “time de 11 uvas”:   Teroldego, Malbec, Nebbiolo, Cabernet Sauvignon, Tannat, Touriga Nacional, Alicante, Pinot Noir, Merlot, Ancellotta e Tempranillo.

Todos os rótulos são agradáveis, fáceis de beber – sem muita complexidade - e combinam com a nossa gastronomia. O branco e rosé são levíssimos, perfeitos para saladas, peixes e pratos com frutos do mar, enquanto o tinto é frutado e tem taninos macios, harmonizando bem com caças e pratos com carne vermelha.  Segundo Mônica Rosseti, enóloga da vinícola, o Faces tenta traduzir toda alegria e o estilo de vida do brasileiro. “Queríamos dar a sensação de brasilidade na taça. No início do projeto pensamos em unir uvas de todas as partes do país para a concepção dos rótulos, mas como logisticamente seria complicado, resolvemos homenagear com uvas das diferentes regiões vitiviníferas do Rio Grande do Sul”. Por Mariana Lôbo

SERVIÇO
Onde encontrar: Atacamax - Rua do Brum, 269 – Recife. Telefone: (81) 3419-0103. E também: RM Express, Diplomata, Portal de Piedade, Massa Nobre, Nova Armada, Engenho Casa Forte, Supermercado Vila Aldeia.
Preço: R$ 39,90/45,00.





 ARENA BRAHMA  - O Barchef, no bairro de Casa forte, foi o local oficial escolhido pela Ambev para sediar a Arena Brahma durante os jogos do Brasil na Copa do Mundo. A proposta da grande festa brasileira é para que ninguém fique parado, do começo ao fim. Além dos Djs que irão tocar nos intervalos das partidas, os torcedores irão curtir muito som, antes mesmo do Brasil entrar em campo e no final da partida, com uma banda específica para cada dia. Além de lounges e bares, que oferecerá open bar de cerveja, a estrutura do local contará com dois telões na parte externa da casa, um a céu aberto e o outro em uma parte coberta. Também terão 32 televisões de 60 polegadas espalhadas por todas as mesas, para os torcedores não perderem nenhum lance. 

SERVIÇO
Quando: 12, 17, 23 de junho 
Onde: Barchef, Rua 17 de Agosto, 1893 - Poço da Panela
Ingressos: R$ 90 (feminino) e R$ 110 (masculino) casadinha R$ 230,0 (feminino) e R$ 290 (masculino) Mesa, R$ 600 o dia e R$ 1.500 a casadinha. À venda na Redley e no Barchef. Informações: (81) 3097 0634 ou (81) 3204-8500. As vendas estão sendo realizadas no Barchef de Casa Forte, no Barchef de Boa Viagem, na loja Redley, do Shopping Recife e pelo o site www.ingressoprime.com.br 


BUD MANSION  - A Carvalheira foi a escolhida para sediar o projeto Bud Mansion, no Recife. De acordo com o projeto, idealizado pelo Budweiser - patrocinadora oficial da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 durante os jogos do Brasil - a cachaçaria oferecerá estrutura inovadora com três projetores de altíssima resolução FullHD, os mesmos usados nas maiores projeções mundo afora, além de vinte tevês espalhadas pela cachaçaria. Para completar o agito, os produtores Victor Carvalheira, Jorginho Peixoto, Zé Pinteiro, Rafael Lobo e Geraldo Bandeira escalaram o DJ Magal, a dupla sertaneja Felipe & Gabriel e o grupo Tropa de Choque (12/06), Léo Verão & Daniel Freitas e Citrus Clube (17/06) e Felipe & Gabriel + Citrus Clube (23/06). Open bar de Santa Dose, Fika, cerveja, refrigerante e água estão inclusos no ingresso.

SERVIÇO
Quando: 12, 17 e 23 de junho
Onde: Cachaçaria Carvalheira, Rua Manoel Didier, 53 - Imbiribeira, Recife - PE,  (81) 30818130
Ingressos: 1º lote: R$ 100 feminino e R$ 120 masculino (sem casadinha)
À venda nas lojas Jogê dos shoppings Recife e RioMar. Venda de mesa na área de evento: R$ 500, com direito a um ingresso e dez energéticos. Mesa em Lounge Climatizado: R$1.000,00 com um ingresso, dez energéticos e dez pulseiras de acesso ao lounge.

 WINNER CUP  - O Winner Sports bar, tem como missão e proposta oferecer a seus clientes a melhor experiência em transmissão de esportes em geral. E é claro, não podia ficar de fora do maior evento esportivo atualmente existente que é a Copa do Mundo. Procurando lapidar esta ideia da transmissão na casa que já oferece conforto e segurança, somamos o espirito festivo da Copa e adicionamos diversas atrações para entreter o público que pretende estender a sua festa. 

SERVIÇO
Onde: Winner Sports Bar, Rua Venezuela, n148., 52020-170 Recife
Ingressos: R$ 100,00; Mesa Bistrot (Área Externa): R$ 150,00 (Revertido Em Consumo); Mesa Bistrot (Área Interna): R$ 200 Reais (+1 Litro); Sofás Camarote: R$ 600,00 (3 Ingressos + 1 Litro). Informações e reservas: 81 3127-6150 / 9765-9091 / 9937-7564

terça-feira, 10 de junho de 2014

CARREIRA: Raul Boesel, paixão pelas pistas (de corridas e de dança) e mudança na carreira

O que acontece quando se une música e velocidade? Você tem um piloto que se torna DJ e faz nas pistas de dança o sucesso que fazia nas pistas de corridas. Essa é história profissional de Raul Boesel, o piloto brasileiro, que já viveu nos Estados Unidos, depois de passar por várias categorias de corrida, aos 48 anos viu a paixão pela música falar mais alto que o ronco dos motores e mudou a vida. Persistente, mas não do tipo que não dá murro em ponta de faca, Raul tem como filosofia de vida a honestidade e o respeito pelo outro. Leia a entrevista e conheça mais desse apaixonado pelas pistas.

Acostumado a acelerar, a altas velocidades na pista, como se comporta nas ruas da cidade? Sou uma verdadeira tartaruga, já escutei várias vezes isso dos meus filhos! Mas lugar de correr é na pista.

O que a sua história nas pistas te ensinou e você vai levar por toda a vida? Ser honesto e respeitar o próximo, mesmo num ambiente de tanta competitividade. Digo isso porque dependi muito de outras pessoas para conseguir bons resultados: mecânicos, engenheiros etc. Um bom trabalho numa equipe de corrida é o que leva a ter bons resultados. 


Das pistas de corrida para as pistas de danças, como se deu essa mudança? Era um sonho antigo ou algo que descobriu de repente? Desde minha juventude sempre gostei de música, gravava minhas próprias fitas cassete! A música sempre foi uma paixão paralela à carreira de piloto, escutava música fazendo ginástica, nas viagens, no avião, em casa, e sempre música eletrônica. Quando comecei a acordar pensando mais em música do que no carro de corrida, entendi como um sinal de que minha motivação pelas corridas já não era 100% e de que estava na hora de parar, estava com 48 anos.

Sua carreira de DJ vem desde 2007, algum preconceito por ter vindo de outra profissão? Muito. Tem gente que acha que ser conhecido como piloto facilita, mas pelo contrário, foi um grande desafio e uma dura escalada para as pessoas e a comunidade da música eletrônica me levarem a sério, levou algum tempo para outros artistas, promotores se convencerem de que aquilo não era um hobby e sim minha profissão, com a mesma dedicação, com o mesmo entusiasmo e profissionalismo que tive na minha carreira de piloto. Hoje, depois de 7 anos, já consegui meu espaço nesta profissão que é super competitiva e tenho muitos fãs do DJ Raul Boesel.  

Como compara a emoção de ganhar uma corrida e de ver a galera agitando na pista de dança com o seu som? São emoções diferentes, quando estou tocando e o contato é direto com as pessoas o tempo todo, olhos nos olhos, sou eu que estou comandando a festa, o público pode estar gostando ou não, esse é o grande desafio do DJ, entender a pista, não deixar a festa desanimar. Já toquei por 8 horas seguidas e ver a galera curtindo é uma sensação incrível. Já nas corridas a vitória é a única maneira do piloto se satisfazer completamente, o pódio é o único momento de satisfação, quando o piloto interage com o público.  


Quando olhou para a Deborah Cesco  e teve a certeza de que era a mulher da sua vida? Foi realmente um interesse à primeira vista, conheci a Deborah rapidamente em São Paulo quando fui conhecer a loja Daslu, em julho de 2001 e ela trabalhava na parte masculina, eu ainda morava em Miami. Nunca mais nos vimos, mas ela ficou na minha cabeça até que, em dezembro daquele ano, voltei à loja com o intuito e na esperança de reencontrá-la! Para minha sorte, ela estava lá e o resto é história, estamos juntos ha 11 anos.  

Você já residiu nos EUA, tem vontade de voltar a viver lá? O que aconselha para os tantos imigrantes brasileiros que estão deixando sua pátria pra trás? Fui muito feliz nos EUA, mas não foi fácil, bati muito a cabeça e demorou para conseguir uma oportunidade profissional. Meu conselho é perseverar e ser sério, não sair da linha, os EUA não é o país do jeitinho. O mais difícil é conseguir o visto para trabalhar legalmente, sem estar legalizada a situação fica bem mais complicada.  O Brasil realmente está muito complicado em todos os sentidos, segurança, custo de vida, impostos sem benefícios e acredito que ainda vai ficar pior, por esses motivos tenho vontade de voltar.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

BEBIDA: Vinho Tinto, a Ramos Pinto e a sua tradição na garrafa

O vinho do Porto é uma bebida forjada pelo tempo, suntuosa, cuja essência remete ao enorme prazer que sentimos ao degustá-la tão despretensiosamente, seja como aperitivo ou após uma bela refeição. Ao contrário do que imagina o senso comum, ele tem origem na região do Douro, em Portugal, e não na cidade do Porto. Embora a Meca do vinho do Porto seja o distrito de Vila Nova de Gaia, na margem oposta ao Porto, a belíssima paisagem impressiona menos que a concentração de bodegas ali estão representadas e suas verdadeiras preciosidades: barricas de carvalho empilhadas nos porões há séculos. 

Assim, fomos parar nas caves da Casa Ramos Pinto, na ativa desde 1880. Interessante descobrir que o seu fundador, Adriano Ramos Pinto, apostou no Brasil como mercado consumidor quando ninguém olhava para o país. Logo, a história de sucesso da bodega confunde-se com a história do vinho do Porto no Brasil, sendo nós os maiores apreciadores do seu produto desde o início do século XX. De lá para cá, a bodega oferece seu mix de vinhos a 85 países e fatura por ano mais de 1 milhão de euros por ano – uma potência, com produtos competitivos e de bom custo benefício em relação à qualidade. 

Entre os seus diferenciais, a bodega se vangloria por possuir utilizar em seus vinhos uvas dos próprios vinhedos de diferentes quintas e investir sempre em inovação. Tudo isso se traduz em seus excelentes produtos, cada um com sua especificidade, como veremos adiante na prova de cinco diferentes rótulos standards apresentados. A convite da bodega encaramos a prova in loco, com ordem de notas realizada dos vinhos mais frutados para os mais amadeirados.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

ENTREVISTA: O Mr. simpatia Marcos Veras fala sério com muito humor

"Nossa como você é sério!" Disse a moça de uma lanchonete quando Marcos Veras pediu café. Aí a gente se pergunta: comediante tem de fazer o rir o tempo todo? Ser gaiato até na hora de fazer um pedido na lanchonete? É caro leitor a vida não tá fácil nem pra quem faz rir (risos). Pois bem, Marcos Veras trabalha muito e trabalha bem feito, leva a sério fazer comédia e antes de tudo fazer arte. Na TV, no cinema, na rádio, no teatro ele se encontra e se faz. Conheça o lado sério do ator e comediante Marcos Veras. E sim, a gente ri com algumas respostas.

Você nasceu em Castelo, e sua primeira peça foi "A Bela Adormecida". Se considera um príncipe? Era essa a intenção? (risos) Nunca tinha pensando nisso. Mas tanto no Castelo quanto na Bela Adormecida tem monstro, e eu comecei nesse infantil fazendo quem? O monstro. Fui promovido a príncipe no fim da temporada. (risos)


Você se formou em publicidade, chegou a atuar como publicitário? E a formação em teatro já visava a carreira de humorista ou a veia cômica se mostrou somente ao longo do tempo? Me formei em propaganda e marketing depois de estar formado em teatro, mas nunca exerci. E quando me formei como ator nunca pensei em seguir como comediante. Minha formação é como ator, porém sempre fui fã de todos os programas de humor, via, copiava e representava nas salas de aula, nas festas da família onde já imitava os parentes. Em algum momento a vida se encarrega de escolher um carro-chefe pra você, um cartão de visita, e o meu foi o Humor. Mas acima de tudo sou ator e curto fazer comédia, drama, enfim, representar. 

Aí você é comediante e nos encontros de família ou de amigos tem de ser o mais engraçado e contar piadas? (risos) Como é o Marcos Veras quando não está fazendo graça? Como é seu humor? Isso rola muito e no geral o comediante não gosta de ser engraçado quando pedem pra ele ser engraçado, principalmente quando está fora de serviço. A graça é uma coisa natural que vem a determinada situação vivida naquele momento. Já cheguei numa lanchonete e pedi um café e a balconista disse "Nossa como você é sério!" Como será que ela pensou que eu fosse pedir um café? Imitando o Sílvio Santos? Na vida eu sou muito bem humorado em casa, com os amigos. Eu e Júlia quando saímos pra jantar fora, por exemplo, é só risadas. Sou irônico, mas sou um cara extremamente sério naquilo que faço. 

Fazer humor é coisa séria, ainda mais em tempo de “politicamente correto” e patrulhamentos em mídias sociais. Como fazer piada com tantos melindres? É possível? É possível, mas é difícil. Um pé no saco na verdade. Encaretamos demais em todos os sentidos e isso reflete na forma de se fazer humor na forma de se fazer arte em geral. Hoje em dia tudo e todos têm um sindicato, uma organização qualquer pra defender determinada minoria ou maioria pra julgar o que é humor, o que é ofensa. Só que isso não tem filtro e acaba sobrando pros humoristas. As redes sociais são um avanço, gosto e tenho todas. Mas como é uma área muito grande tem muito lixo também. Pessoas falando sem embasamento algum. Mas mesmo dentro de toda essa caretice estamos dando bons passos e trazendo de volta o frescor que o humor precisa ter. “Porta dos Fundos” e “Tá no Ar” estão aí mostrando isso. 

No que você costuma achar graça e o que te tira do sério? Acho graça de tudo que a nossa “Porta dos Fundos” faz. Sem corporativismo os textos são ótimos e o nosso elenco é incrível. Recebo uns vídeos no whatsapp que são bem engraçados também. E me tira do sério, campanha eleitoral, Senado, Câmara dos Deputados e promessas.



Como você avalia o humor atualmente? O que você curte? Sempre fomos um país movido a humor. Sempre tivemos comediantes incríveis que estão até hoje aí como Jô, Agildo, Silvino. Acho que o humor na TV precisa se renovar, temos poucos programas de humor e os que têm são com fórmulas ultrapassadas e repetidas. Gosto muito do movimento que o “Tá no Ar” está fazendo na Globo, é um passo, é uma vitória da comédia ter um programa que sacaneia a própria Globo. Humor sempre está em alta. Prova disso é que todos os programas de entretenimento, auditório, querem um comediante no seu casting. ‘Esquenta’ tem, ‘Faustão’ tem, eu tô na ‘Fátima’ e por aí vai. Rio na TV aberta hoje com ‘Grande Família’, ‘Programa do Jô’. Na internet sem dúvida o ‘Porta dos Fundos’ que revolucionou o mercado de humor na internet. No cabo gosto de ‘The Big Bang Theory’. 

Teatro, rádio, TV... Várias linguagens, formatos e muitas vezes públicos distintos. Encontra alguma dificuldade em atuar em diversos veículos ou tudo flui de forma tranquila pra você? Na verdade são diferentes, mas todos interligados, todos são arte, comunicação, entretenimento. Não encontro nenhuma grande dificuldade porque faço tudo com muita paixão e disciplina e sempre tive como característica passear por várias áreas, ser inquieto. Ser versátil pro artista é fundamental. E gosto de experimentar, não ficar na zona de conforto. O teatro é a casa do ator. No “Encontro com Fátima Bernardes”, por exemplo, sou o responsável pelo humor, mas ali sou mais comunicador que comediante. E essa não rotina é o que me instiga.  

Como é o processo criativo de um personagem humorístico? Cada ator tem o seu. Todo ator é um observador. O comediante acho que é o dobro porque ele pensa sempre torto, debochado, vai sempre pro lado do absurdo pra aquilo virar comédia. E a partir desse absurdo chega um corpo, uma voz, um ritmo para esse personagem. 



Atualmente você está no Encontro com Fátima Bernardes, Porta dos Fundos, no teatro com "Falando a Veras" e "Atreva-se", além de estar estreando no cinema com 4 filmes e ser um homem casado que tem de dar atenção à esposa. Como consegue fazer tudo isso rindo e fazendo rir? Ufa, pois é. Ainda tenho um programa na Nativa FM só meu todo sábado com música, entrevista e humor! Fazer o que gosta é essencial. Você fica cansado, mas é um cansaço diferente, uma mistura de prazer e estafa (risos). E Júlia, minha esposa, além de uma atriz incrível é uma mulher maravilhosa. Somos parceiros e cúmplices e isso ajuda na nossa convivência. Ela também trabalha muito então a admiração e compreensão é mútua.  

O bom humor já te ajudou na hora da conquista? Realmente as mulheres gostam de homens que a fazem rir? Sem sombra de dúvida. Não sei se isso tem comprovação científica, mas na prática é assim. Mulher gosta de homem que a faz rir. Não pode ser bobalhão, gaiato. Tem que ser engraçado na medida certa. E sempre usei o humor como arma de sedução. Desde meus 6 anos de idade, ops, quero dizer desde os 13 anos de idade. 

Uma vez que o trabalho do ator passa a ser mais exposto, mais divulgado as críticas vão surgindo, umas construtivas outras depreciativas, como lida com o que vem do público e da crítica? Lido super bem com os dois tipos de crítica. Meu saldo graças a Deus é positivo. Tenho recebido melhores críticas do que depreciativas, que vem na maioria das vezes mais das redes sociais. Mas é isso, quanto mais aparece mais sujeito a botar a cara pra bater. Estão batendo pouco. 

Você é do tipo que ri de si mesmo? Sempre. Primeira regra da comédia. Ria de si mesmo antes de rir do outro ou de fazer rir. 

Seus sonhos artísticos já se realizaram? Algum que você pode citar? Me considero sim um cara realizado, sou um cara de sorte. Tenho bons trabalhos, faço o que gosto. Sou cercado de pessoas legais. Mas é claro que o nosso combustível pra viver é o trabalho e ultimamente estou experimentando o cinema que é a minha paixão atual. Fiz o “Copa de Elite”, meu primeiro filme já como protagonista que estreou esse ano.  Depois disso já estou indo pro meu quarto longa, inclusive um deles “A Estrada do Diabo” de André Moraes com Débora Secco, Júlio Andrade e Lúcio Mauro Filho e que estreia no fim do ano, onde vivo um vilão pela primeira vez, um cara sem escrúpulos, sem espaço nenhum pra comédia. E esse mês comecei a rodar um filme com Porchat chamado “Entre Abelhas” com a direção do Ian SBF diretor do “Porta dos Fundos”. É uma tragicomédia. Então as pessoas vão me ver num tipo de trabalho diferente do que elas estão acostumadas a ver.  Além disso pretendo apresentar um programa meu na TV, fazer série, peça nova.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

FOTOGRAFIA: Pelada! Uma coletânea de imagens aéreas de campos de futebol

Você pode até não gostar de futebol mas ele está ao seu redor. São camisetas de clubes, bolas nos pés de gente de todas as idades, álbuns de figurinhas, estádios, bandeiras e aquelas três traves de madeira ou metal que, por vezes, aparecem em áreas com ou sem vegetação rasteira, mais ou menos retangulares e que congregam os apaixonados pelo esporte mais popular do país. Muitas vezes usado como artifício para manter desocupado um terreno ou "apropriado" de áreas devolutas pelos próprios jogadores, os campos de futebol dominam a paisagem vista do ar e dão uma dimensão do porquê desse país ser um grande produtor de talentos.

Em praias paradisíacas, manguezais, florestas, morros, praças, junto à pistas de pouso, terrenos urbanos em cidades de todos os tamanhos, vemos as traves, alguma delimitação do espaço e, por vezes, marcações das áreas do compo de futebol. As medidas variam muito mas, certamente, ali se formam os futuros craques internacionais e os jogadores de fim de semana, sem um futuro brilhante além das quatro linhas que delimitam seu território de sonhar. 



terça-feira, 3 de junho de 2014

CRÔNICAS & INDAGAÇÕES: Sexto sentido, mundo virtual e o que tem que acontecer

Quando uma mulher disser pra você “eu sou a mulher da sua vida”, repare bem, porque muito provavelmente ela é mesmo. Gabi namorava havia uns 5 anos. Já não era mais aquela coisa de frio na barriga, borboletas no estômago, mas ainda era um namoro, à beira da falência, mas era.

Estudiosa, ela passou em um concurso público e foi logo adicionada ao grupo dos participantes no Facebook. Com poucos integrantes, ficou fácil reparar nas fotos e de cara ela achou o Luiz um gatinho. Luiz que usa óculos para enxergar melhor também reparou na Gabi.  Como é de praxe na etiqueta das mídias sociais, foi um tal de curte post aqui, curte foto ali, parecia até que ele ficava só esperando uma postagem dela pra curtir e fazer-se notado.

Ela notou. Em tempos de paqueras virtuais, muita curtida é tipo ficar piscando nas paqueras de antigamente. E notando ela passou a curtir as postagens dele também. O namoro? Ah, esse agonizava, mas quando o Luiz adicionou a Gabi, ela se retraiu, afinal, tinha lá um tal de “em relacionamento sério”. Passaram-se semanas e Luiz a ponto de desenvolver uma gastrite aguardava uma notificação de “Gabi aceitou o seu pedido de amizade”. 

Finalmente ela aceitou e as conversas passaram a acontecer e de forma frequente. Sabe quando a janelinha azul aparece e seu coração dispara? Então, era assim com eles. Enquanto ela se dividia entre o novo sentimento que nascia e o antigo que morria, ele ajudava a cavar o velho e trazer mais vida para o novo. Conseguiu.


Gabi acabou o namoro, as conversas eram cada vez mais frequentes e cada vez mais voltadas para a paquera, para a exposição do interesse de ambos. Foi quando ela saiu com a sentença: “eu sou a mulher da sua vida!” Ele riu, achou graça. Ela também, mas uma graça cheia de certeza apesar de não saber de onde essa certeza vinha.

Os papos iam, iam, iam, até que cessaram por um tempo. Gabi ficou aflita, coração de mulher sente as coisas. Ela só soube depois, mas a ex-noiva do Luiz o havia procurado. Na única ligação que fez pra Gabi ele insinuou que havia outro alguém por perto. Gabi chorou, mas como seu sexto sentido já havia dito, era ELA a mulher da vida dele, então, era só uma questão de tempo.

Passado o “susto” os papos voltaram, mas enquanto Gabi fazia seu papel de mulher, toda entregue e cheia de certezas se sentimentos, Luiz fazia seu papel de homem, todo pé atrás e cheio de racionalidade (a diferença entre os sexos!).

Decidida, Gabi deu uma bela trollada no Luiz exatamente no dia 01 de abril (o dia da mentira!) e durante uma ligação telefônica soltou que havia voltado para o ex e estavam de casamento marcado. Luiz teve um ataque e pra não ficar viúva antes mesmo de casar Gabi desmentiu e Luiz finalmente se entregou de corpo e alma àquela relação virtual e à distância, mas que só precisava de paciência e vontade pra fazer dar certo.


Quase um ano depois eles finalmente se encontraram no curso de formação da Petrobrás na cidade maravilhosa. E como não poderia deixar de ser, o encontro foi igualmente maravilhoso e Luiz rapidinho tratou de pedir a mão da Gabi em casamento ao pai dela. Hoje eles estão noivos e Gabi sempre diz: “eu avisei que era a mulher da sua vida desde o começo”. Luiz concorda cheio de amor.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

DESTINO: Uma aventura de carro pelo deserto da Namíbia

Localizado na Costa Oeste do continente africano, entre África do Sul e Angola, a Namíbia é um dos países com a menor densidade demográfica do mundo com apenas 2,2 habitantes por km², e grande parte de seu território é coberta por desertos e parques nacionais. 

Nossa viagem começa na capital em Windhoek quase nas vésperas do ano novo. A tranquila capital da Namíbia ainda guarda um pouco da influência dos colonizadores alemães que lá construíram uma bela catedral Luterana e alguns casarões que lembram vilarejos da Bavária. Outro legado deixado pelos alemães foi a fabricação de cervejas. A Windhoek Lager é sem dúvidas a melhor cerveja que já tomei na África.  Comemoramos a nossa chegada com uma bem gelada no bar da cobertura do hotel Hilton de onde se tem uma vista panorâmica do centro da cidade. O hotel é uma excelente base para conhecer o centro e funciona como porta de entrada e saída para muitos visitantes de passagem para as atrações do país.



Apesar de ter sido colônia Alemã, a Namíbia foi tomada pelos britânicos na primeira guerra mundial.  Os ingleses ficaram com as minas de diamante e logo anexaram a Namíbia ao território da África do Sul, do qual fez parte até a sua independência em 1990.  Por conta disso, o inglês ainda é uma das línguas oficiais da Namíbia junto com o Africâner e dialetos locais. Outro facilitador para o turista é que o dinheiro local chamado Namibian Dollar está atrelado ao Rand Sul-africano, que está disponível para compra aqui no Brasil e pode ser usado tranquilamente por toda a Namíbia.  Aproveitamos para conhecer a capital em nosso primeiro dia já que no dia seguinte seguiríamos para Walvis Bay no litoral. 

Comprei nossas passagens aéreas para Walvis Bay pelo site da Namibian Airways com meses de antecedência. Pretendíamos voar no dia 30 de dezembro e só havia um voo por dia. O plano B seria alugar um carro na capital e dirigir 650 quilômetros pelo deserto até a costa. Decidimos fazer o trajeto por terra somente na volta.  Embarcamos esperando um voo lotado, entretanto o novo Embraer da Namibian Airways tinha menos de dez passageiros a bordo. Pousamos no meio do deserto e desembarcamos em um pequeno aeroporto improvisado com terminais em tendas e containers. Um novo aeroporto está sendo construído em Walvis Bay


Na saída retiramos nosso carro e seguimos 50 quilômetros rumo ao litoral norte, direto para Swakopmund. Construída pelos alemães no século XIX, essa bela vila que ainda preserva seu patrimônio histórico é hoje o principal centro turístico da região e é também conhecida como a capital dos esportes radicais. A caminho de Swakopmund já se pode admirar um dos principais atrativos da região: as dunas gigantes do deserto que chegam até a praia. Nos instalamos em um simpático hotel a beira mar chamado Atlantic Beach Villas. Era um dos poucos disponíveis nos tradicionais sites de reservas online e a escolha não decepcionou. Tínhamos um amplo apartamento térreo com uma varanda com vista para a praia. Com uma visita a um supermercado nossa noite do ano novo já estaria garantida.



Em nosso primeiro dia começamos com a atração maior da cidade: o deserto. O acesso é restrito a carros e grande parte de sua extensão está dentro de um parque nacional. Sendo assim, nos juntamos ao Tommy Desert Tours para conhecer as dunas em um 4X4. No folheto do tour a promessa era um safari dos Little Five, ou “pequenos cinco”, fazendo uma paródia com os Big Five, que são os cinco grandes mamíferos que todos querem ver durante um safari na África. Guiados pelo próprio Tommy, descobrimos a diversidade de vida e a fragilidade do ecossistema do deserto. Muito além dos montes de areia vivem ali várias espécies de plantas e animais que conseguem sua água através da condensação da névoa úmida vinda do mar que encobre o céu por algumas horas todos os dias. 

Apesar de nunca chover nessa região, a temperatura está sempre entre 10ºC e 20ºC em qualquer época do ano. De besouros a cobras e camaleões, Tommy mostra todos esses pequenos animais dando uma aula de biologia. Fora a aula, o visual é de tirar o fôlego. Do topo das dunas a paisagem é marcada pelo contraste do mar azul encontrando as areias multicoloridas do deserto. Após quatro quilômetros de dunas rumo ao interior, as areias dão lugar a uma planície desértica, e mais algumas dezenas de quilômetros adentro surgem rochas vulcânicas que mostram parte da crosta mais antiga da Terra em uma formação conhecida como a “face da lua”. A jornada além das dunas não está incluída no roteiro do Tommy, mas vale a viagem de uma hora no final da tarde para visitar esse cenário da “face da lua”, que já foi usado em alguns filmes de Hollywood.

Além dos passeios pelo deserto, vale conhecer também o cais de Walvis Bay e admirar a colônia de pelicanos na praia. É fácil tomar um barco no porto e visitar a colônia de focas nas águas geladas do oceano Atlântico sul, rico em vida marinha, que aliás é um prato cheio para os amantes de frutos do mar. Passamos três das noites mais disputadas do ano em total tranquilidade em Swakopmund.  No dia 2 de Janeiro decidimos cair na estrada e seguir rumo ao interior a caminho de Sossusvlei, uma das principais atrações da Namíbia. Nesse dia descobri meu primeiro erro de planejamento.  Todas as estradas da região apesar de largas e bem conservadas são de terra batida. Portanto ao alugar um carro escolha um veículo 4X4 e não um pequeno Polo como eu. Cruzamos o deserto por dezenas de quilômetros sem encontrar com um único carro, enquanto muitos dos meus amigos encaravam horas de congestionamento para voltar da praia após o ano novo no Brasil.


No primeiro dia viajamos cerca de 300 quilômetros até um hotel no deserto chamado Rostock Ritz que seria nossa base pelos próximos dois dias. Durante todo o trajeto não avistamos nenhum ponto de parada, nem um posto de gasolina sequer, apenas alguns banheiros públicos improvisados com um cercado de madeira e um buraco no chão. Nosso Polo aguentou bravamente o calor e a areia do deserto passando por paisagens deslumbrantes. Vez por outra atravessávamos leitos de rio secos que por nunca encherem não se fazia necessário construir pontes. Nesses leitos de rio algumas árvores e plantas crescem com a ajuda da água que corre pelo subterrâneo.

Chegamos ao Rostock Ritz e encontramos um verdadeiro oásis no meio do deserto. Com os chalés construídos no alto de uma colina em forma de iglus, a vista que se tem dos apartamentos é de tirar o folego. Sem qualquer luxo cada iglu tem uma cama de casal coberta por um mosquiteiro e um ventilador de teto que se move por energia eólica. A arquitetura do iglu deixa a temperatura interna bem agradável. Foi da nossa varanda que vi o céu mais estrelado da minha vida.  No dia seguinte partimos bem cedo para Sossusvlei, que ainda estava a quase quatro horas de viagem, na tentativa de chegar às dunas gigantes quando o sol não estivesse alto. No caminho vimos o espetáculo do nascer do sol cercado de manadas de zebras e antílopes no deserto. 



Quando entramos no parque nacional já chegava perto das 10h00. Deixamos nosso bravo Polo para trás e pegamos um veículo 4X4 do parque que nos levou até as dunas gigantes de Sossusvlei. A paisagem não podia ser mais maravilhosa. Dunas de mais de 300 metros e tons avermelhados contrastavam com lagos secos de tom amarelado e árvores de milhares de anos fossilizadas. O coração do parque era mais seco que qualquer outro local que atravessamos do deserto. Escalamos uma duna gigante sofrendo com o calor para ver o visual lá de cima, retornando para o carro uma hora depois já meio desidratados.



Na volta pretendíamos conhecer uma cidade chamada Solitaire que era anunciada por placas desde que deixamos o litoral e ficava no caminho de volta ao hotel. Seria uma parada perfeita para o almoço. Quando nos aproximávamos da cidade passamos por um posto de gasolina que era o único que vi no caminho todo. As placas nos confundiam. Não conseguíamos encontrar a tal cidade e já meio famintos decidimos voltar e parar no posto mesmo. Ao chegar, para a nossa surpresa, o posto de gasolina era Solitaire. A zona urbana da cidade era formada pelo posto, um restaurante, uma lanchonete, um pequeno mercado e uma borracharia. A placa de bem-vindo a Solitaire indicava que na cidade havia 92 habitantes. Provavelmente a grande maioria vive nas fazendas da região. Nos deliciamos com um bife de antílope antes de retornar ao hotel para a nossa última noite no deserto. No dia seguinte outros 300 quilômetros nos separavam da capital Windhoek, onde passaríamos a última noite antes de deixar o país. De volta ao hotel, admirando meu último pôr do sol na Namíbia, coloquei aquele simpático país entre os cinco mais bonitos que eu já tinha visitado em uma longa lista de 65 países. Agora quando me perguntam o que foi que eu mais gostei da Namíbia a resposta é simples: o silêncio, a simpatia e a simplicidade de um lugar maravilhoso.