sexta-feira, 27 de novembro de 2015

CAPA: Jesus Luz - Sempre à postos para um novo sucesso, seja como DJ, modelo ou ator

Um cara tranquilão e que corre atrás dos seus sonhos (e realiza!), é o que podemos definir sobre o modelo / DJ / ator Jesus Luz. Isso mesmo, Jesus se divide entre essas três funções, que adora e cada vez procura ficar ainda melhor. Para ele nada é por acaso e as oportunidades tem que se agarradas com todo empenho. Do encontro com Madonna, há alguns anos atrás, até hoje muita coisa aconteceu e cada espaço conquistado ele mostrou sua determinação sem desperdiçar nada. Tanto que anos depois do encontro com a pop star mundial ele está aí, abrindo caminhos e conquistando fãs. E claro, garantindo mais uma capa na MENSCH (a 1ª foi em dezembro de 2011).

Jesus, desde o auê por conta do relacionamento com Madonna e a sua projeção já passaram alguns anos. Que análise faz dessa trajetória até aqui? Só tenho que agradecer por tudo que aconteceu e tem acontecido até hoje. As coisas estão fluindo naturalmente. Acredito muito no poder da lei da atração e tento sempre deixar uma mensagem de amor onde passo. Obrigado a todos que fazem parte disso tudo! 

Faria algo diferente? Algum arrependimento? Não e também não me arrependo de nada. Tudo acontece no momento certo na vontade de Deus. 

Você viveu picos de “audiência” com altos e baixos na mídia. Como você vê a fama e o sucesso? Algo mudou na sua forma de ver tudo isso? Todos nós vivemos altos e baixos na vida, mas não concordo que vivi altos e baixos da mídia. Temos que saber lidar com todas as situações. Nunca deixei de trabalhar e de fazer os meus projetos. O importante é acreditarmos no que fazemos e seguirmos sempre trabalhando honestamente. Ser digno e trabalhar com amor não tem nada de baixo.

O Jesus modelo de 2008 e o Jesus ator de 2015 são muito diferentes? Sou a mesma pessoa. A diferença é que no meu início, eu era bem mais novo, iniciando uma profissão e hoje, adquiri muita experiência, tanto na vida pessoal quanto na profissional, incluindo as minhas três carreiras: DJ, modelo e ator. Minha essência continua a mesma, graças a minha família, amigos e fãs. 


Com a fama veio o assédio das mulheres e da imprensa. Isso te incomodou em algum momento? Como lida com tudo? Nunca me incomodei e sou um cara tranquilo. Em relação à imprensa, só me incomodo quando falam alguma mentira sobre mim, principalmente porque não costumo falar sobre a minha vida pessoal, mas procuro respeitar e atender a todos os jornalistas. Sobre as fãs, agradeço por todo o carinho e respeito. Sem eles, não faz sentido. 

Como foi sua estreia como ator? Foi muito cobrado ou se cobrou mais que os outros? Pretende seguir com a carreira de ator? Foi maravilhosa! Primeiro, fiz uma participação em “Aquele beijo”, onde vivi o Zé bonequeiro e atuei ao lado da minha amiga Claudia Jimenez. Depois, em 2013, veio a chance de interpretar o Ronaldo, na novela “Guerra dos Sexos”, onde também pude atuar e contracenar com grandes atores. Se tiver oportunidade, claro que quero voltar a trabalhar como ator, tanto na TV quanto no teatro. Conciliando com a minha agenda de shows, tudo dá certo. 


Falando nisso, e como vai a vida de DJ? O que tem ouvido e curtido colocar para os outros ouvirem? Está ótima. Continuo com a minha turnê “Electrified”, viajando por todo o Brasil e exterior também. Nesse ano, visitei boa parte do Brasil, Estados Unidos, Inglaterra e Portugal. 

Verão chegando..., você adora praticar esportes como surf. Qual sua rotina de exercícios e esportes? Como cuida do corpo? Nunca deixo de cuidar de mim e do meu corpo. Tenho uma rotina de malhação e de dieta, onde priorizo uma alimentação mais saudável. Algumas vezes, dou uma escapadinha, mas nada que me faça pesar tanto a consciência. Além disso, estou sempre praticando esportes como o crossfit, na praia, flyboard e wakeboard. E, claro, sempre que posso, subo a Pedra da Gávea, aqui no Rio, que é um treino e tanto. (Risos)

Você é um praticante do flyboard. Como é para você? É uma sensação indescritível, como se eu estivesse voando mesmo. Aconselho a todos a experimentar esse esporte. 

Falando nisso, como foi participar do Saltibum? Vai continuar com os saltos na piscina? Foi um desafio e tanto, mas como adoro adrenalina, me senti em casa. Salto, mas por diversão, em lugares seguros e na natureza. De forma amadora, claro. (Risos)

Você curte tanto programas como uma praia com amigos como uma balada até altas horas? O que te diverte mais? Viajar com muitos amigos para lugares que eu possa entrar de cabeça na natureza. Como trabalho como DJ, a balada já é mais comum pra mim. 

É um cara muito vaidoso? Até que ponto vai sua vaidade? Sou vaidoso em relação ao meu corpo e como disse antes, procuro sempre praticar esportes e manter uma boa alimentação. Faço acupuntura facial e não pego sol sem protetor solar.

Na hora da paquera acha que as mulheres estão muito afoitas? Já se sentiu “usado” e “descartado?” Quem nunca? Acho que estamos numa fase em que as mulheres estão começando a atingir mais respeito principalmente na área profissional, mas ao mesmo tempo querem agir como os homens e acabam ficando mais "afoitas", como você disse (Risos). Não vejo problema algum nisso. 

O que uma mulher precisa ter para chamar sua atenção? Além do sex-appeal, ter uma cabeça e índole boa, gostar de ler e de música eletrônica. Se souber cozinhar, também...

Qual sua maior virtude? Tenho muita força de vontade e determinação. Quando quero alguma coisa, corro atrás. Minha fé sempre me salvou. 


E qual sua trilha sonora para esse verão? “Blame” (Calvin Harris (Blame), “We will rock You” - remix versão eletrônica (Queen), ”Can´t feel my face” (The Weekend), “Cheerleader” (Felix Jaehn) e “Runaway” (Galantis). E claro que não poderá faltar “This is House Music”, minha última produção e que a galera tem curtido muito nos shows.

Fotos Márcio Carvalho
Styling Wesley Dufrayer
Beauty Thiago Brandão
Agradecimento The Clube (roupas)

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

BAR: Mixologia - A arte de encontrar novos sabores

Mixologia é uma ciência. Uma alquimia. Uma arte. É a mistura de elementos que dão sabor e beleza aos drinks provocando sensações e alegrias. É o lúdico no universo das bebidas e tem muita gente se tornando especialista nisto, como Walmir Oliveira. À frente da Balaca Buffet de Líquidos, Walmir explica que tem a árdua missão de explorar os sabores e encontrar novas misturas inéditas para os seus clientes frequentemente. 
No mercado há 10 anos além de participar de cursos e palestra, o empresário revela que a curiosidade foi fundamental para o sucesso da sua profissão e pra quem acha que fazer drinks é uma tarefa fácil e simples, não é bem assim.

No início da carreira Walmir era apenas um bartender, ou seja, o profissional que executa as misturas, conta que começou a explorar o seu lado criativo pela necessidade de encontrar um lugar sólido no mercado. Após os primeiros anos atuando apenas com o curso do SENAC, o empresário começou a se interessar por estudos específicos e encontros nacionais.  Com o passar dos anos, a mixologia entrou de vez na sua empresa, deixando a execução apenas para os seus colaboradores. De todas as vertentes da mixologia, o empresário se especializou na molecular, ou seja, a transformação do líquido em sólido e arte de unir os dois sabores.
Mas se você não tem a pretensão de se tornar um mestre em mixologia, mas também não quer fazer feio nas festinhas em casa, nós temos algumas dicas para você montar o seu “bar” e mandar bem nos drinks. Pra começar, um bom drink já deve entusiasmar pela estética e pra isso onde ele será servido e como será misturado é fundamental. Em seguida, as bebidas básicas para se ter em casa e que proporcionam boas misturas. Então vamos à lista de compras:

Princípios da mistura para fazer um bom drink


Segundo David Embury autor de The Fine Art of Mixing Drinks (1948) os princípios básicos para elaboração de um bom coquetel se deve a mistura de três ingredientes: destilado-base mais agente modificador mais um flavorizante. O destilado dá o sabor básico da bebida e por isso deve vir em quantidade maior. O modificador deve se ligar ao destilado, possibilitando uma nova dimensão de sabor sem dominar o conjunto final, além de amenizar o álcool do destilado-base. O flavorizante é o item complementar de sabor ou de cor. Para ficar mais claro, alguns exemplos de cada tipo de ingrediente:

- DESTILADOS: Bourbon/Tenessee | Uísque Scotch blended | Uísque Malt | Tequila \ Gim | Rum

- MODIFICADORES: Suco de fruta natural | Água Tônica 

- VERMOUTHS: Noilly Prat | Lillet | Cinzano | Carpano Punt e Mes 

- BITTERS: Angostura | Underberg | Fernet Branca | Campari 

- FLAVORIZANTES: Licor Grand Manier (laranja) | Licor Ricard (anis) | Licor Chartreuse (ervas) | Xarope Grenadine Monin



SERVIÇO:
Balaca - Rua Paulino Gomes de Souza, 193 - Recife - Telefone: 081 9984-1790 - E-mail: balaca@balaca.com.br

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

ARQUITETURA: Do rústico ao sofisticado em um apartamento com cara de casa na cidade grande

Já imaginou morar em uma apartamento com cara de casa e no meio da cidade grande. Com estilo meio rústico e ao mesmo tempo um tom sofisticado, essa é a proposta do projeto desenvolvido pelo estúdio Svoya em Kiev. Onde foi criado um espaço onde tudo é feito para um descanso e uma vida tranquila e pacífica numa metrópole movimentada. 

O cliente queria converter o apartamento em Kiev de três salas em dois cômodos com uma área espaçosa que combinasse a cozinha com a sala de estar e jantar, bem como um quarto com um banheiro e um grande armário. Era importante para criar um ambiente mais "natural", que significa a utilização de materiais naturais como a madeira, cerâmica e muito cimento batido, além de tons mais crus tanto no projeto como na decoração e mobiliário.
Seguindo este princípio, telhas de madeira, trazidas das montanhas da região, foram utilizadas na área de estar. E telhas de cerâmica e uma decoração de ceramistas locais foram usados no saguão.

O apartamento ainda é decorado com elementos do design produto pelo "estúdio Svoya", tais como lâmpadas "VPOTOLOK", pedestais "IZDEREVA", tomada "8 bits", e com pinturas de Anton Sokolov. Até uma rede foi colocada no meio da sala dando o tom mais simples e caseiro ao apartamento. Detalhe para a adega prática e que mais parece uma intervenção artística.






terça-feira, 24 de novembro de 2015

CINEMA: Tizuka Yamasaki - Reinventando o cinema e fazendo história

Conhecida por filmes como “Parahyba Mulher Macho” e “Gaijin - Ama-me como Sou”, a cineasta Tizuka Yamasaki está de volta ao cinema depois de uma temporada em outros projetos. Em setembro estreou seu novo filme, “Encantados”, trazendo o universo indígena de volta às telas. E no mesmo ritmo acelerado, lutando contra um momento de falta de investimento nas artes de um modo geral, Tizuka já trabalha em seu novo projeto que trará para o grande público a revolução de 1817, no filme “A Noiva da Revolução”. A MENSCH conversou com a cineasta sobre cultura, projetos e, claro, cinema nacional.

Tizuka, falando em cinema nacional... como você vê o cenário hoje em dia? Está numa fase de baixas produções de qualidade em troca de filmes pipoca sem muito conteúdo? Continuamos fazendo filmes, bons e ruins, como em qualquer produção, incluindo as majors. É fato que os filmes espetaculares de muito efeito especial, com espaçonaves ameaçadas por estranhos planetas, assim como a comédia nacional - que há muitos anos fazem sucesso - atraem a atenção do público, em sua maioria, adolescente. E isso cativa financeiramente os donos das salas de cinema. Fomos "viciados" pela cultura americana de tanto assistirmos suas produções! E continuamos à mercê de suas produções de grande apelo comercial que dominam o mercado nacional, não deixando espaço para as produções independentes. Em que sala de cinema do Brasil, você pode ver os excelentes filmes europeus, asiáticos, árabes, africanos? Para vê-los, temos que frequentar os festivais internacionais ou esperar anos pra achá-los perdidos entre os filmes exibidos em algum canal de assinatura. Mas, considero importante ressaltar que tem muita gente produzindo bons trabalhos no Brasil. Por exemplo, veja só o polo de cinema pernambucano - com excelentes produções que têm emocionado as plateias, no Brasil e fora dele.

Desde seu último filme “Aparecida, o milagre”, já se vão cinco anos... e agora você está para estrear o filme “Encantados”, programado agora para setembro. Por que tanto tempo de uma produção para outra? Faltava uma boa história para contar ou ocupada com outros projetos? Histórias não faltam. Nesse intervalo, dirigi a série "As Brasileiras" - de Daniel Filho, para a TV Globo e fiz um média metragem sobre a artista plástica Tomie Ohtake. Também escrevi um roteiro para cinema, e desenvolvi um projeto para TV. Estamos preparando o lançamento comercial do “Encantados" e considerando estes tempos de falta de investimentos, acho que tenho trabalhado bem. (risos)

Sem falar da parte de investimentos, o que falta ao cinema nacional? Produzir mais filmes! E também regular melhor o mercado das salas exibidoras.

Por que se produz tantas novelas e seriados de qualidade mas no cinema a coisa fica a desejar? Desculpe, mas assim como no cinema, há bons e péssimos trabalhos televisivos. Há uma quantidade grande de péssimas novelas e péssimos seriados. Entre eles, há excelentes trabalhos também.  É certo que, depois da Lei da TV por Assinatura que garante uma parte de produção independente aos canais, houve um crescimento grande na área, aproximando mais o cinema das TVs, rompendo esse histórico longo período de produção sem parceria. Nos países mais desenvolvidos, com bons investimentos em cinema, as emissoras não produzem, elas apenas transmitem os produtos. A população sabe da importância cultural do cinema e luta pra não deixar a TV engolir esse patrimônio. Não é o que acontece no Brasil, apesar da eterna luta dos cineastas para defender esse direito que a população mereceria ter.

O boom dos seriados nos canais pagos virou uma saída alternativa para quem não quer produzir novela e não tem recursos para ir produzir cinema? Não vejo assim. Trata-se de mais uma janela de exibição para você, como realizador, escolher onde atuar.


O poder da massa, do grande público tem influenciado mais produções para TV e cinema. A que se deve isso? Não tenho essa certeza. Acredito que as emissoras oferecem um conteúdo que influência o público. Audiovisualmente, o brasileiro, assim como plateias do mundo todo, está mais para produtos de entretenimento, fácil de ser assimilado. Bom seria se o espectador pudesse escolher. Ter acesso a várias opções, o que não tem acontecido aqui onde o mercado é dominado pelos gigantescos lançamentos comerciais que empurram para fora as outras possibilidades de filmes. 

Voltando a “Encantados”... conta pra nós um pouco desse novo trabalho! Que desafios e prazer te trouxe? “Encantados” foi um desafio. Temos na nossa cultura um universo extremamente rico em misticismo. Mas, essa temática é perigosa, difícil de abordar. Fiz o filme com cuidado, tentando entender a fundo o universo da pajé marajoara Zeneida Lima. Quero que a plateia veja em sua história uma sabedoria milenar que vale a pena assistir. Espero que saiam do cinema encantados.

Falando em novos projetos, você está em fase de captação para o filme “A Noiva da Revolução” que trata que amor e revolução situado em 1817 na época da revolução. O que esse novo filme te desafia a contar? “A Noiva da Revolução”, baseado no romance de Paulo Santos de Oliveira, é um achado como enredo cinematográfico. Além dessa paixão entre um homem e uma mulher, trata-se de um evento desconhecido no Brasil. Por 74 dias, Pernambuco deu ao país uma experiência de independência, antes de D. Pedro I formalizar a libertação do Brasil de Portugal. A conjuração mineira que fez Tiradentes um herói da pátria, não chegou a se realizar como independência, como Pernambuco realizou com a revolução de 1817. Este feito histórico precisa ser revelado para o resto do Brasil e do mundo, registrando que desde os tempos das Capitanias, os pernambucanos nunca se curvaram diante de uma opressão cultural, política e econômica. Pernambuco merece uma produção cinematográfica para apresentar em 2017, no bi centenário da Revolução.  

A ideia é que “A Noiva da Revolução” seja lançado em 2017 em comemoração ao Bicentenário da Revolução. Não é isso? Como anda a parte de produção, captação e roteirização desse novo projeto? Estamos atrasados. O tempo é o nosso cruel adversário para que o filme fique pronto em dois anos. Não posso fazer o filme sozinha. Preciso de cumplicidade e apoio do povo pernambucano, como já tive quando filmei no estado o “Parahyba Mulher Macho”, no início dos anos 80. Acredito que esse espirito de solidariedade do pernambucano e muito orgulho da cultura local, serão a força motriz pra irmos em frente nesta produção. Somando a isso, arregaço as mangas e me atiro neste projeto movida a desafios. Há de dar certo!

Você costuma ir ao cinema ou prefere assistir filme em casa? O que costuma escolher para assistir? Costumo buscar filmes que me despertem a curiosidade, sempre por uma história bem contada, uma cultura desconhecida e pelo simples prazer de ver e me emocionar com o cinema!

AGRADECIMENTO: BEACH CLASS NOBILE (LOCAÇÃO) - www.nobilehoteis.cm.br

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

FITNESS: TURBINE SEU SHAPE NA PRAIA

Que tal turbinar seu corpo se exercitando ao céu aberto, com um visual daqueles e com um baixo investimento?! Pois é, isso é possível e são muitos os brasileiros que já optaram em sair do sedentarismo ou abandonaram os treinos tradicionais praticados em academias para correr, pedalar, nadar e até mesmo praticar um treino de força tendo o mar como testemunha. 

Se você não mora numa cidade litorânea ou numa cidade que dispõe de um lago ou rio com uma boa faixa de areia, talvez não tenha ideia de como a atividade física vem sendo praticada nestes locais, tanto que a demanda gerou a oportunidade que muitos profissionais de educação física têm aproveitando, e bem por sinal. Dentre eles, muitos buscaram especializações e cursos para poder lidar com estas novas e antigas modalidades, praticadas neste ambiente, até então usado para atividades mais ligadas ao lazer, que para atividades sistematizadas, ou seja, prescritas e elaboradas com um fim e uma sequência determinada. 

ELES VÃO INVADIR SUA PRAIA


É possível encontrar diversos praticantes na areia, na água, em cima do slackline¹, correndo, nas estações de musculação², pedalando, e não importa se as atividades são em grupo ou em trabalhos individualizados, são muitos os clientes satisfeitos. Roberto Maia, bancário, de 36 anos e praticante de musculação em academias há mais de 10 anos, viu no treinamento outdoor uma oportunidade para superar a monotonia dividindo-se entre a musculação e o grupo de condicionamento físico/treino funcional na praia. Ele destaca que “a sensação de se exercitar ouvindo o barulhinho do mar, o engajamento do grupo e a água de coco para se hidratar no pós-treino, foram decisivos para que ele diminuísse a frequência na academia e passasse a se dividir entre ambos”. Já Roberto Albuquerque, executivo, de 41 anos diz que nunca se adaptou aos treinos convencionais e que conseguiu manter-se fiel a uma atividade física regular, após ingressar na corrida em grupo. Segundo ele “a atenção que os profissionais dedicam aos clientes é um dos motivos que mais o incentiva, pois o como o grupo possui um número limitado de participantes é possível estreitar os laços de amizade e criar desafios comuns em que todos se ajudam para atingir”

¹ Pratica recreativa/esportiva que utilizado uma fita estacada entre dois pontos, que permite aos praticantes andar e realizar manobras entre eles. ² Algumas cidades dispõem de estações de musculação na praia oferecidas pela prefeitura ou em patrocinadas por empresas. 

TENDÊNCIA CONFIRMADA


Dentre as tendências do fitness para este ano, eleita a partir de uma pesquisa do Colégio Americano de Medicina e Esportes (ACSM), as atividades externas figuraram na 14ª posição, trabalhos de personal training em grupo na 8ª, exercícios com o peso do corpo em 2º lugar. O destaque ficou por conta dos exercícios com o emprego variações de alta intensidade, seguidos de um curto intervalo de recuperação, conhecido como HIIT. Note que todos eles não necessitam de uma academia para serem executadas.

³ Sigla em inglês - “High-Intensity Intermittent Training”.

PARA VOCÊ COMEÇAR ONTEM... FIQUE POR DENTRO DE ALGUMAS OPÇÕES DE ATIVIDADES NA PRAIA!




Anderson Santos é fundador do grupo Mais Atividade Física e Personal Trainer. Instagam: @asantospersonal 

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

ESTRELA: Camila Rodrigues, a estrela de "Os Dez Mandamentos", conquista todos com beleza e talento

Nascida em Santo André (SP) Camila Rodrigues encerra o ano com o maior sucesso da sua carreira de atriz com a personagem Nefertari, de “Os Dez Mandamentos”, o maior sucesso da Rede Record até hoje. Camila, como sempre linda, encarou o visual radical que a personagem pedia, e quase pelou totalmente suas madeixas e seguiu fazendo sucesso dentro e fora da TV. Exausta com o ritmo puxado das gravações, ela agora só quer relaxar e fazer nada demais. Sempre disposta a um novo desafio, a bela vai dar um tempo para recarregar as baterias e voltar em breve com força total. Antes disso posou para a MENSCH e conversou conosco. O belo resultado você confere aqui.

Como foi a vida de "rainha do Egito"? Muita responsabilidade em encarar um papel tão importante na história e para a história da humanidade? Acho que a maior responsabilidade é de fazer uma personagem com tantas possibilidades de caráter. Ela vai aos extremos e isso nos enriquece e enlouquece.  

O que fez a diferença nesse trabalho em relação a produções contemporâneas? O que te impressionou mais com essa produção? A diferença é grande. Começando pelo texto, que é leve mas com palavras e concordâncias que não usamos com frequência, têm os costumes da época, as roupas...  Precisamos achar uma naturalidade com formalidade o tempo todo, porque não é corriqueiro e naturalista mas tem que ser vivo! 

A novela chegou a desbancar a concorrência no horário nobre. Você esperava esse sucesso todo? O que te chamou atenção nisso? Esperávamos uma ótima audiência, sabíamos que estávamos fazendo uma novela com qualidade e potencial para ter visibilidade. 

Com tudo isso veio o aumento do assédio do público e imprensa. Isso te assustou em algum momento? Como atendê-los sem se expor demais? Não me assusta, nos alimenta, isso mostra que está valendo a pena esse um ano de trabalho.

Por falar em exposição, você sempre se mostrou muito reservada. Isso é algo que te faz ficar sempre atenta por conta da profissão ou é seu estilo? Já foi por conta da profissão, hoje é estilo de vida!

Como você lida com redes sociais? É muito ligada? Como controla o que você fala de você mesma e evita de se expor além da conta? As redes sócias vieram em um ótimo momento, temos a liberdade de termos voz ativa, ver o resultado do nosso trabalho, virou um termômetro quase instantâneo e eu gosto muito.

Com o personagem veio visual radical com cabelos curtinhos...  Como encarou essa mudança? Estranhou muito? Eu gostei da mudança, mas já quero um cabelo!   

Você é muito vaidosa? Como lida com o espelho e até onde vai sua vaidade? Minha vaidade vai ao ponto de me sentir bem comigo mesma.
E com relação aos homens, curte os vaidosos? Até onde é legal e quando passa do limite? Não muito, gosto ao natural!

Que armas usa quando quer chamar atenção e seduzir? Olhar! 

O que mais te atrai em um homem? Está mais para um Ramsés ou um Moisés da vida?! (risos) Hahahaha pode ser um pouquinho dos dois? 

E o que os homens ainda não aprenderam sobre as mulheres? Afinal, o que querem as mulheres? A verdade é que nem eu sei o que quero, não posso cobrar algo que ainda não achei. (risos) Somos mutantes e complexas!

Você está em seu 2º casamento... Já dá para dizer o que é mais gostoso de viver e o que é mais difícil na vida à dois? O dia-a-dia. É o mais gostoso, e o mais difícil ao mesmo tempo.

O que faria você atravessar o Rio Nilo por um relacionamento perfeito?! Relacionamento perfeito é você amar o outro, nada além disso! 



Líderes loucos e povo oprimido retratado na história lembra um pouco nossa realidade. Como você ver isso? Vejo que mais do que nunca precisamos de um libertador (esperança), e também esse é um dos motivos da novela estar se destacando.

Para conquistar Camila basta... Ser quem você é e ter um ótimo bom humor. 

Depois de "Os Dez Mandamentos" quais os próximos planos? Você continua com algum trabalho na Record? Continuo na Record, mas preciso de férias (risos). Devo voltar ano que vem em uma série, talvez no meio do ano.  

E para relaxar depois de um trabalho intenso como esse, qual o melhor programa? Não fazer nada junto com meu marido e meu cachorro!

O que as pessoas ainda não sabem sobre você que você gostaria que soubessem? Estou parada nessa resposta à uns 30 min, parei, pensei, respondi, apaguei e continuo sem resposta! (risos) Mas acho que as pessoas não sabem que sou mais divertida do que pareço. (risos)


Fotos Sergio Baia  /  Stylist Maria Whitaker  /  Make up Dennya Carvalho

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

CUIDADOS PESSOAIS: Na hora do banho cuidados especiais com os cabelos

Diferente das mulheres a maioria dos homens não se preocupa muito com os cabelos. Compra qualquer shampoo e muitas vezes nem sabe que tipo de cabelo tem. Para se ter uma ideia de como os homens são tão despreocupados e não possuem nenhum cuidado com o cabelo, alguns lavam os fios com sabão de coco, e para piorar utilizar gel com base em álcool, o que faz com que os fios fiquem ressecados e tenham um aspecto de que estão sujos. Mas esse cenário está mudando e os homens estão começando a se preocupar com a saúde e o aspecto dos seus cabelos. São muitos os que já investem em tratamentos e produtos especializados e pensando neles vamos hoje elencar os principais cuidados que um homem deve ter com os seus cabelos. Afinal, assim como o cabelo da mulher, o cabelo masculino também exige alguns cuidados mínimos para continuar saudável. 


Porém há homens que procuram manter um cabelo saudável, com brilho e maciez, seja por satisfação própria ou por pedido de sua companheira. O lançamento de produtos específicos para homens e as várias funções que esses produtos oferecem terminam atraindo mais consumidores que já entendem que cuidados com os cabelos não é algo importante apenas para as mulheres. Cada vez mais os homens têm se tornando vaidosos, modernos e cheios de atitude. E isso reforça a autoestima e cria novos hábitos. Como sabemos que cabelo do homem é um pouco diferente do cabelo da mulher, no geral, é mais grosso e as camadas estão bem compactadas e firmes, enquanto o delas costuma ser poroso, frágil, propenso à quebra. Por isso os produtos feitos para elas são ricos em ingredientes oleosos. 

Assim como os cabelos das mulheres, o cabelo masculino vai muito além de um simples shampoo. Não é lavou tá tudo certo. É importante identificar o tipo de cabelo e domá-los. Os cuidados se estendem à depois de uma boa lavagem, vale lembrar que quase nada salva um péssimo corte ou a falta de um bom condicionador (se tiver cabelo oleoso, relaxe, não use). Por isso é indicado que os homens passem a usar shampoos para seu tipo de cabelo, além de optar por comprar produtos de ação rápida, como por exemplo, hidratação ou tingimento em poucos minutos, afinal o homem não gosta de perder tempo com esse tipo de coisa. Ou seja, o homem que não tomar certos cuidados com os fios agora, corre o sério risco de, no futuro, ficar com caspa, calvície, fios amarelados e sem brilho, ressecamento ou oleosidade excessiva e até pontas duplas – sim, os homens também podem sofrer desse mal.

6 DICAS NA HORA DO BANHO

Além de tudo isso, é preciso que os homens passem a ter hábitos recomendados e voltados para os fios diariamente. Siga algumas das nossas dicas apresentadas aqui:

SHAMPOO CERTO - Começando pelo shampoo, escolha sempre um próprio para o seu tipo de cabelo e se possível, lave-o todos os dias. O fio capilar é como uma esponja que absorve todas as impurezas do meio ambiente. Além de o cabelo masculino já ter tendência a ser mais oleoso, o comprimento também pode não ajudar. Cabelos mais curtos acabam ficando oleosos mais facilmente, pois ela fica mais visível graças ao manto ácido, substância responsável por manter a oleosidade natural do couro cabeludo até quatro dedos abaixo da raiz. Portanto o segredo é lavá-los bem diariamente. Não se recomenda lavar os cabelos com sabonete, pois ele possui componentes que podem agredir o fio do cabelo propiciando à queda.


FUJA DO 2 EM 1 - É enorme a quantidade de homens que usam shampoo 2 em 1, aquele que já vem com condicionador. Eles aumentam a oleosidade do fio e deixam o cabelo com aspecto pesado. A fórmula traz ingredientes com alto poder de hidratação e outros que grudam na sujeira dos fios e são arrastados com a água durante o enxágue.

CUIDADO COM A ÁGUA QUENTE – No banho, ao lavar o cabelo, tome muito cuidado com a água quente, pois quando muito quente, provoca o aumento da produção da glândula sebácea, e por consequência, auxilia no aumento da indesejável caspa e da oleosidade dos fios. Além de sensibilizar o couro cabeludo.

CONDICIONADOR PODE - O condicionador é usado para trocar a carga elétrica do fio de cabelo e evitar que ele fique com aspecto de ressecado e quebradiço. Mas deve ser usado em pouca quantidade e apenas nas pontas do cabelo. Sempre usar de acordo com a quantidade de cabelo e nunca passar até a raiz do cabelo. Para se ter uma ideia, para cabelos muito curtos, o ideal é uma quantidade equivalente a uma moeda de 5 centavos; enquanto que para cabelos maiores ou cacheados o equivalente a uma moeda de 25 centavos.

SECOS E MOLHADOS – Uma dica muito importante é evitar dormir com os cabelos úmidos, pois dormir com os fios molhados pode ajudar no aparecimento de fungos no couro cabeludo. E ainda, quando utilizar gel, procure removê-lo antes de dormir.

USE BONS PRODUTOS - Os produtos de hoje em dia estão cada vez mais completos e graças à tecnologia fazem o controle de oleosidade, protegem, modelam enquanto hidratam, dão mais brilho e etc. Quando tiver qualquer dúvida pelo tipo de produto converse com um profissional para saber o que há de novidade para seu tipo de cabelo.



Fontes: Valcinir Bedin, dermatologista; Marcos Andressa e Paulo dos Santos, cabeleireiros, Dra. Carla Bortoloto é dermatologista clínica e cirúrgica do IPTCP (Instituto de Pesquisa e Tratamento do Cabelo e da Pele) e professora da pós-graduação do curso de Dermatologia da Fundação Pele Saudável de SP.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

TECNOLOGIA: Cidades do Futuro - As mudanças para transformar e construir redes inteligentes e humanas

A Campus Party é um evento nascido no final da década de 90, na Espanha, se internacionalizou em 2008, hoje está presente em países tais como Colômbia, México, Brasil, Inglaterra, Alemanha, Venezuela, Equador, chile, Estados Unidos e El Salvador. Em 2012, a Campus aportou em Pernambuco com seus quilômetros de fibras óticas e conexões neurais efervescentes para nunca mais zarpar. Foram muitos nomes importantes envolvidos nas articulações que ampliaram e trouxeram o evento pela 1ª vez em duas edições para um País. Destaque especial aos esforços do ex-Governador Eduardo Campos que, após visita à Campus Brasil se desdobrou para deixar de legado de seu trabalho um evento desse porte para o Estado de Pernambuco, potencializando os trabalhos de pesquisas nas áreas de tecnologia, inovação e empreendedorismo, registrando seu nome para sempre na história do evento, inclusive sendo homenageado na abertura desta edição.

A MENSCH realiza desde então uma cobertura diferenciada, vivenciando as 300h de conteúdos oferecidas aos campuseiros (denominação dada a quem se inscreve e cumpri a maratona de 3 dias, registrando muito além do evento, buscando compreender ao máximo o processo de fomento, a mudança de código fonte do mundo e de produção de conteúdos diversificados, relevantes e inovadores, produzidos de forma frenética e veloz, 20 GB para ser mais exata, velocidade de conexão oferecida durante o evento, em busca da transformação e construção de redes inteligentes e humanas. Descrever em palavras o conceito do evento é um desafio à parte, pois só vivenciando na prática para compreender todo o potencial de transformação deste gigantesco laboratório humano de mentes criativas. Só participando, vivenciando, sendo, compartilhando, para poder sentir o real poder de transformação das conexões entre tecnologia e seres humanos para a construção de um futuro melhor. 
A Campus Party Recife, fixou-se como um dos maiores e mais relevantes eventos de geração de conhecimento do mundo. Nesta 4 ª edição, como tema geral, foi trabalhada uma homenagem à obra de Jules Verne “Da Terra à Lua”, aproximando o universo deste visionário ao dos jovens inovadores com o intuito de provocar diferentes perspectivas do mundo, estimulando e inspirando os visionários deste século a pensarem juntos sobre os próximos anos, em busca da qualidade de vida no planeta. 

Mas, por que dar atenção especial a este evento se não sou da área de tecnologia? Você poderia perguntar, caso não seja da área. E se é, por que o olhar diferenciado para o evento? A resposta está dentre de tantos índices significativos de produção de conhecimento gerados - podemos começar pelo fato de que o Brasil é único país do mundo a realizar duas edições do evento. A primeira é a Campus Party Brasil, 2ª maior do mundo, realizada em São Paulo, que registrou este ano 8000 campuseiros e um público estimado de 100.000 pessoas.  O cofundador e presidente global da Campus, Paco Ragageles, sinaliza um futuro ainda mais promissor, provocando em seu perfil do twitter a comunidade tecnológica para uma possível terceira edição do evento no Rio de Janeiro, "Em outubro Rio... #cpsamba? ;) #ragaleaks", twittou ele em mensagem curta, porém poderosa, que influenciou de imediato a principal rede social do evento, uma comunidade que possui 12.000 campuseiros que já começam a viralizar a hashtag #CPRio.

A CPRecife deste ano também registrou números significativos. Foram 4000 campuseiros, vindos dos 27 estados brasileiros, instalados em uma área total de 27.000m², do Centro de Convenções de Pernambuco, 2.500 campuseiros acamparam no pavilhão de exposições ocupando uma infraestrutura bem planejada e híbrida; 400 pessoas envolvidas na organização de 250 atividades, divididas em workshops, maratonas de negócios, mentorias, hackathons e mais de 224 palestras. Tudo registrado por um batalhão de 250 jornalistas e produtores de conteúdo. As áreas de conhecimento dividiram atenções, desenvolvimento levou a maior fatia de inscritos com 20.5%, games ficou em segundo com 16,8%, empreendedorismo registrou 14.9%, segurança e redes 7.6%. A Campus é dívida em 4 áreas mestras: Inovação, Criatividade, Ciência e Entretenimento Digital.

MENTES BRILHANTES

Destaque para a palestra magistral de Lorrana Scarpioni, realizada na Arena (espaço interno do pavilhão do centro de convenções, exclusivo aos campuserios). A jovem curitibana de 24 anos, considerada um dos 10 brasileiros mais inovadores com menos de 35 anos pela revista de inovação MIT (Massachusetts Institute of Technology), é uma das idealizadoras do projeto de inovação social chamado Bliive, nascido no Reino Unido e hoje utilizado em mais de 50 países. Lorrana veio compartilhar sua experiência de criação da solução de utilizar o tempo como moeda. 


A área externa do pavilhão um espaço aberto ao público visitante, com fácil acesso e gratuito, proporcionou contato direto com o universo do empreendedorismo inovador, estimulando a participação e o engajamento em projetos como Open Campus, Campus Future e Startups&Makers Camp, Fórum Campus, que ocuparam todo o mezanino. Estima-se que cerca de 60 mil pessoas circularam pelo local. O destaque da Open Campus, área destinada a exposições e entretenimento, ficou por conta dos simuladores, onde as pessoas podiam experimentar a sensação de estarem pilotando carros, entre outros sistemas operacionais do mundo virtual. Já a Campus Future, um espaço dedicado a fazer com que pesquisas e projetos sejam acessados e compreendidos por um maior número de pessoas possível, teve a missão de atingir os interessados em ciência, inovação e tecnologia, destaque para os projeto de neuromarketing e a armadilha seletiva para tubarões.

Outra novidade que agitou os corredores da Campus Recife foi a informação da contratação da MCI Brasil, subsidiária brasileira da multinacional MCI com sede em Genebra, que será a organizadora do evento, a partir da próxima edição, em 2016. A gigante do mercado de comunicação e eventos coorporativos registra um faturamento de cerca de 339 milhões de Euros por ano. Todavia, a participação no Brasil ainda é considerada pequena, cerca de R$ 80 milhões em 2014. Com as novas parcerias, os organizadores esperam um aumento de 50%. De acordo com a nota divulgada pela empresa, o objetivo é expandir a Campus Party para outras regiões do país e levar o evento para outros países, ainda não explorados pela Futura Networks. 

STARTUP & MAKERS CAMP FEZ A DIFERENÇA 

O projeto Startup&Makers foi outro ponto alto do evento. Uma área inteiramente reservada para o investimento em empreendedorismo digital, que teve como foco principal apoiar empresas iniciantes no mercado de tecnologia, amplificando o legado da Campus Party, colaborando assim, com ações que fomentem o desenvolvimento e qualidade de vida da sociedade. O projeto foi realizado no ano passado, em Recife, e registrou resultados tão positivos que retornou este ano com força total - neste segundo ano, ampliou seus esforços com o projeto Startup360.

Para Vinck de Bragança, Coordenadora Startup360 Recife e São Paulo, gestora de Marketing da Associação Brasileira de Startups, facilitadora e realizadora do projeto Colisões “A área tem crescido e se expandido - este é um reflexo do mercado enxergando nos jovens e no empreendedorismo, um caminho de sucesso. Sete   startups foram premiadas, ganhando além de troféus, auxílio da aceleradora Jump para tirarem suas startups do papel ou alavancarem seus negócios. E a todos os participantes, ficou um convite, para através do Células Empreendedoras continuarem a desenvolver seus projetos.”

Em um espaço aberto ao público visitante e híbrido, a Arena dos campuseiros, um time de elite formado por 40 mentores (coaches) com expertise de mercado, circularam pelos corredores vindos de diversas origens como aceleradoras, como o Programa Células Empreendedoras, do SEBRAE, assim como muitos investidores anjos. No total foram 110 projetos divididos nas categorias early stage (fase inicial) e growth stage (fase de crescimento) - 50 destes foram selecionados através de edital para a área de S&M Camp, onde ganharam 3 dias de stand com infraestrutura completa (física e digital) para criarem seus ambientes de negócios. Com o Startup360, houve ainda a oportunidade de 60 inscritos para as maratonas de negócios. Startups formadas pelos campuseiros ganharam a oportunidade de participar das atividades de mentorias, workshops, palestras e painéis, com o último dia reservado aos pitches (apresentações) para investidores. Dos 32 projetos que foram para a final, 7 foram premiados. Estima-se que no espaço circularam cerca de 400 empreendedores.

O Professor Genésio Gomes mentor do Programa Células Empreendedoras e Curador do Projeto Startup&Makers, destaca os parceiros como ponto forte, pois os prêmios oferecidos motivaram e gamificaram o processo. O professor deu destaque a instituições tais como o SEBRAE, incubadora Porto Mídia do Porto Digital, aceleradora Jump, aceleradora Cesarlabs do Cesar, Células Empreendedoras e Rede Brasileira De Cidades Inteligentes E Humanas. E concluiu citando ainda as participações especiais “em nossa área tivemos a vinda do Profº. Álvaro de Oliveira e a equipe de pesquisadores da União Europeia quando selamos uma parceria de auxílio à Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas e a todas as startups premiadas, assim como a presença de um investidor de Nova York pertencente ao grupo OutThinker.” O professor Alvaro de Oliveira é um especialista renomado presidente da Alfamicro, presidente emérito da ENoLL (Rede Europeia de Living Labs) e Líder da Rede de Cidades Inteligentes e Humanas. Foi dele a iniciativa de formar a Rede em 2013, projeto que visa ligar cidades que se comprometem a colaborar e trocar experiências de boas práticas na execução das Cidades Inteligentes em contextos culturais, geográficos e institucionais. 

CIDADES DO FUTURO INTELIGENTES E HUMANAS

A CPRecife 2015, trouxe pelo segundo ano consecutivo como tema transversal as Smart Cities, ou cidades inteligentes. Todavia, o foco foi direcionado às interfaces humanas nas cidades do futuro. No Campus Fórum – Smart Cities, espaço que fomentou os debates sobre os caminhos e soluções de inovação tecnológica para as cidades brasileiras. Foi possível ter acesso a dados importantes sobre tendências na área. Na ocasião, foi realizado o 1º Fórum da Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas, que contou com o apoio e participação do Ministério das Cidades. A organização foi realizada em parceria com o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Municipais de Ciência, Tecnologia e Inovação, a Frente Nacional de Prefeitos, a União Europeia e o Banco Mundial. A Rede apresentou o Programa da Comunidade Europeia que prevê investimentos de cerca de 300 milhões de euros em cidades inteligentes e humanas.  A Rede Brasileira faz parte da Open & Agile Smart Cities (OASC) - atualmente presente em 7 países na Europa e no Brasil, único país fora da União Europeia presente na Rede. 

O conceito de Cidades Inteligentes e Humanas vem sendo disseminado no Brasil pelo ilustre professor Dr. Álvaro de Oliveira e segundo este especialista, “as atividades de sensibilização no Brasil foram iniciadas através de missões na cidade de Manaus em 2007, com a Rede Living Lab que aborda domínios de inovação técnica e social. Esse trabalho culminou, em parceria com o Fórum dos Municípios Brasileiros (através das Secretarias de Ciência, Tecnologia e inovação), na criação de uma Rede Brasileira de Cidades Inteligentes Humanas.”. O conceito de Cidade Inteligente e Humana surge como uma evolução da Cidade Inteligente, que valoriza ainda mais a prestação de serviços de um ambiente inteligente, para a vida de pessoas inteligentes, com governança e economia inteligentes. Nascido na Europa, o Manifesto da Rede de Cidades Inteligentes e Humanas, foi assinado no dia 29 de Maio de 2013, em Roma, fruto do trabalho do doutor Álvaro de Oliveira e sua equipe. O professor integrou a Comissão da União Europeia que veio a Campus Party para cumprir uma intensa agenda de prospecção e fechamento de parcerias.  Na ocasião, compartilhou, em sua palestra de abertura, no encontro da Rede, as experiências de sucesso que estão sendo aplicadas pela União Europeia.

O Programa Brasileiro para Cidades Inteligentes e Humanas, foi debatido durante 3 dias com o objetivo de fomentar a mudança de paradigmas necessárias para a transformação da governança das cidades, através de uma cultura participativa, transparente e inclusiva como motor para inovação social. Lugar melhor não haveria para se fomentar este debate. Pois, mesmo trabalhando dentro de um ambiente de tecnologia, a Campus Party já nasceu humana, uma vez que é um evento feito por pessoas para pessoas que pesam soluções em prol da humanidade formada por pessoas, sendo assim, o grande patrimônio da Campus são as pessoas que, através das conexões formadas ou fortalecidas no evento compartilham vivências e conhecimento. Sendo assim, mesmo trabalhando dentro do ambiente da tecnologia, o conceito de trabalho vai além, já que as soluções com bases puramente tecnológicas não conseguiram engajar os cidadãos e as prefeituras de forma eficaz até então. 

Apesar da diversidade de modelos de estratégias para cidades inteligentes e humanas em todo o mundo, é possível identificar um conjunto de recomendações estratégicas e operacionais para que os governos locais, atores econômicos e sociais, prepararem seus espaços para a implantação do sistema, com liderança e visão estratégica, envolvimento dos cidadãos - cidades para todos, com soluções de baixo custo e elevado impacto, fomento da inovação microcidades dentro da pólis, integração de infraestruturas e interoperabilidade, financiamento inteligente e avaliação de resultados. Trabalhando, assim, sob os eixos da universalização de acesso aos serviços, da geração de riqueza e o aumento de competitividade através de novos modelos de negócio e de redes colaborativas para desenvolvimento do ecossistema de inovação sustentável. 

O Fórum resultou na definição das 5 premissas que os projetos brasileiros devem priorizar para que possam aplicar a tecnologia inteligente e humana, concorrendo assim aos recursos oferecidos pela União Europeia, são elas: envolvimento das pessoas, investimento em plataformas abertas, adoção de metodologias dos “Living Labs Urbanos” de modo a garantir a participação dos cidadãos com centralidade nas soluções tecnológicas e sociais adotadas, estímulo ao ecossistema de inovação sustentável e integrado e governança participativa e transparente.

A MENSCH acompanhou os trabalhos da Comissão Europeia e de municípios Brasileiros que vieram participar do Fórum para traçar um panorama de como estão sendo conduzidos os trabalhos de desenvolvimento do Programa Europeu, e dos projetos da Rede Brasileira. O Programa Europeu cria senso de emergência para análise e integração de dados e informação de fontes diversas como suporte à antecipação de problemas, visando a resolução rápida, eficaz e a minimização dos impactos negativos sobre as cidades. Trata-se de problemas em diferentes áreas de segurança pública e da gestão de tráfego, passando pelas redes de energia, aos serviços de saúde. Enfim, todo e qualquer sistema que vise melhorar a qualidade de vida nos centros urbanos das cidades do futuro. A comunicação e a articulação do Brasil nessa união internacional é de responsabilidade do Fórum de Ciências, Tecnologia & Inovação, da Frente Nacional de Prefeitos.

Conversamos com André Gomyde, presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Municipais de Ciência, Tecnologia e Diretor Presidente da Empresa Companhia de Desenvolvimento de Vitória (CDV) sobre os primeiros movimentos de formação da Rede Brasileira de Cidades Inteligentes no Brasil. Segundo ele “A Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas surgiu oficialmente em setembro de 2014. Sua “certidão de nascimento”, por assim dizer, é a Carta de Vitória, assinada por 15 cidades e que recebeu este nome por ter sido assinada na capital do Espírito Santo.”. Questionado sobre qual o principal desafio para se implantar uma Smart Cities, respondeu “O primeiro desafio é a criação de uma infraestrutura tecnológica que sirva como uma base, uma plataforma mesmo, na qual os programas e aplicativos da cidade irão rodar. E isso é caro e complexo. As cidades brasileiras, no geral, não têm ainda a consciência de que esse investimento pode ajudar a salvar seus futuros.”  A lista das cidades já ativadas e conectadas à Rede na criação de soluções inteligentes e humanas no Brasil atualmente, inclui Espírito Santo – Vitória, Serra e  São Mateus, Pernambuco – Olinda e Recife, São Paulo – Campinas, Sorocaba, Taquaritinga e São Carlos; Goiás – Anapólis; Belém – Pará,  Minas Gerais – Belo Horizonte,  Brasília, Tocantins – Colinas de Tocantins, Paraná – Curitiba, Ceará – Fortaleza, Santa Catarina – Florianópolis, Amazonas – Manaus, Rio Grande do Sul – Porto Alegre e a cidade do Rio de Janeiro.

Ao comentar sobre a importância de realizar o Fórum dentro da programação oficial de um evento mundial como a Campus Party, Gomyde declarou “A Campus Party Recife foi excelente. Muito bem organizada e relevante do ponto de vista das contribuições que vai gerar para a cidade, a região e todos os participantes, porque ele é, afinal, um evento de compartilhamento, de troca. Realizar o Fórum dentro da Campus Party teve um sabor especial justamente porque pudemos vivenciar, durante todo esse tempo, o ambiente da inovação elevado à enésima potência. Tive a oportunidade de conhecer e conversar muito com o dono da marca em nível mundial, Francesco Ferruggia, que fez questão de convidar a Rede Brasileira para participar, como parceira, da Campus Party São Paulo. Na nossa reunião de trabalho avançamos muito nas discussões sobre a institucionalização da Rede e da necessidade de ampliarmos nossas ações de comunicação e de engajamento de novas parcerias e de integrantes. O saldo foi excelente.” 

Cláudio Nascimento, vice-presidente de Empreendedorismo e inovação da Rede e Diretor de Tecnologia na Prefeitura Municipal de Olinda, foi o responsável por integrar o Fórum à Campus Party Recife e coordenar as atividades da Comissão Europeia na missão, quando perguntado sobre a principal dificuldade dos municípios brasileiros investirem em tecnologia de melhoria de serviços para o cidadão declarou “O Brasil, sendo um país muito heterogêneo, obriga a uma análise cuidada município a município, mas em condições constantes, a principal dificuldade seria ter a percepção das prioridades de investimento e combater alguma informação de exclusão.” Quando perguntado sobre o tipo de governança e organização estrutural necessários para estimular as cidades a adotarem soluções inteligentes e voltadas à prestação de serviço de qualidade para o cidadão, Claúdio declarou “Precisa de um governo com uma política ativa de participação pública que envolva os utilizadores na tomada de decisão, que veja a co-criação como mais valia, que crie uma estrutura para ser responsável nessa matéria, que desenvolva a confiança dos demais atores dos territórios.” Ressaltou ainda, que foram selecionadas nessa 1ª etapa do projeto 10 cidades brasileiras. Em Pernambuco, três cidades foram contempladas nessa primeira fase do Programa. Olinda foi a primeira cidade do Estado a aderir à Rede, realizando um trabalho de articulação e integração diferenciado. Depois, veio Recife que realizou a solenidade de assinatura do termo de adesão à rede pelo do prefeito Geraldo Júlio durante o Fórum na Campus Party e Paulista, que ainda se estrutura para iniciar o processo. 

O chefe de Divisão de Inovação Organizacional e Participação da Câmara Municipal de Lisboa e presidente da Update Cities, Valter Ferreira palestrou de forma magistral com o tema “O lado humano da tecnologia”, no palco Terra, na Arena. Em entrevista exclusiva à MENSCH, afirmou que “A tecnologia nem sempre tem seguido as necessidades reais do ser humano. Na maioria das vezes, tem sido, sem sombra de dúvida, o móbil do desenvolvimento - é uma resposta moderna e eficaz às necessidades. No entanto, muitas vezes na rede pública, a transformação é apenas do meio, e não da mensagem, transforma-se burocracia física em burocracia digital, deixando de lado a participação dos cidadãos e a simplificação/modernização da administração pública. Por exemplo, grande parte dos portais europeus de cidades é centrada nos eleitores e não na cidade em si.”

Em 2010, a União Europeia lançou a Estratégia Europa 2020 visando um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo da Europa, priorizando iniciativas em áreas como inovação, eficiência dos recursos, agenda digital, industrialização, juventude, emprego e novas competências e combate à pobreza. Valter Ferreira falou sobre o futuro das cidades inteligentes na Europa e as prioridades que foram definidas para trabalhar no plano gestor das cidades até 2020 “A Europa tem neste momento, a decorrer um quadro de apoios e fundos para apoio ao desenvolvimento de cidades inteligentes que, no seu todo, abarcando vários programas, ascende aos 400 milhões de euros. O cerne das atividades decorrentes desses programas estão ligados à energia eficiente, segura e limpa, à mobilidade inteligente, verde e integrada, a ações climáticas, e à utilização eficiente de recursos.” Ressaltou ainda que os indicadores e requisitos básicos estruturais que levaram a inclusão do Brasil como único país fora da União Europeia a integrar a Rede Nacional, foram “o histórico de participação cidadã do Brasil, sua capacidade inovadora e forma como tem vencido e sabido adaptar-se aos tempos modernos, sem isso jamais poderia estar nesta rede. Falamos aqui claramente de um jogo de soma positiva para ambas as pares, pois o que ambas podem aprender é muito vasto, e será um ganho para a Europa e para o Brasil”.

O Presidente da Update ressaltou ainda, a importância da formação e desenvolvimento dos living labs urbanos como base fundamental para sucesso de um projeto de Smart Cities Humanas “Em primeiro lugar importa perceber que um living lab, ainda que conceptual abstrato, obedece a cinco princípios fundamentais, ou seja, tem que criar valor, ser sustentável, ser aberto, ser realista e ter influência. Ao falarmos de living labs, falamos de um espaço onde os demais atores das Cidades são encorajadas a encontrar-se e a interagir, permitindo assim, identificar os desejos, interesses e demandas comuns. É nesse encontro e interação que se constrói a cidade inteligente e humana. A cidade de Águeda em Portugal é um bom exemplo de como com dois living labs se transformou na cidade mais inteligente de Portugal. No Brasil, o Recife com o Porto Digital, que se pode comparar a um living lab, e após ter assinado a entrada na rede das cidades inteligentes e humanos, poderá estar a um passo da afirmação mundial.” Living labs, ou laboratórios vivos, são espaços de interação que visam desenvolver soluções para problemas reais das Smart Cities do futuro. Já existe atualmente um living lab em Recife que envolve uma parceria entre a UFPE, UFRPE, Emprel, Prefeitura do Recife, CESAR e Fablab.”

Valter registrou ainda seu sentimento em relação a vivência proporcionada pelo evento “Foi a primeira vez que fui a um Campus Party, e foi sem dúvida um grande evento, um evento que mexe com toda uma estrutura complexa, e que permite um cruzamento multidisciplinar de conhecimento inigualável. A toda hora e em diversos locais existia possibilidade de trocar ideias, conhecer experiências e fazer todo o tipo de perguntas. Foram três dias muito intensos, com muitos representantes de vários municípios brasileiros, em que se pode partilhar experiências, e explanar sobre o futuro da Rede. Um evento dessa natureza, dentro da Campus Party, faz todo o sentido, pois muitos daqueles que serão os players do futuro estavam naquele evento. Muitos jovens, muitos universitários, muitos empreendedores, muitos cidadãos e muitas autoridades locais, ou seja, todo o cerne nuclear do sistema de inovação territorial a habitar durante três dias no mesmo espaço, a conversar, a chegar a consensos e a criar redes, redes que serão a pedra que sustentará todo este empreendimento.”

O rápido crescimento das empresas de TICs (tecnologia da informação e comunicação) permitiu a criação e adaptação dos serviços oferecidos à população, à massificação da internet e das redes sociais, deram impulso extra ao ecossistema de inovação necessário para auxiliar as transformações sociais em todos os níveis da sociedade. Os cidadãos buscam, cada vez mais, conexão, por sua vez estão mais informados, conscientes e exigentes no que diz respeito às necessidades para a construção e desenvolvimento dos centros urbanos onde vivem. As cidades inteligentes devem aplicar intervenções estratégicas nas áreas de mobilidade, meio ambiente, energia, governança, empreendedorismo, criatividade e inovação social. 

A inovação social é um dos vetores mais dinâmicos e importantes do Programa da Rede, constituindo-se como um pilar fundamental na participação entre o governo e os cidadãos, estimulando e apoiando as iniciativas sociais, para tanto, faz-se necessário a inclusão social, a criação de comunidades e a ligação dessas comunidades às estruturas públicas.

As cidades são espaços com problemas e desafios, contudo, oferecem grandes oportunidades para quem está atento e comprometido com a formação de um novo código fonte social através da inovação, conhecimento e criatividade. Pesquisas apontam que as 600 maiores urbes do mundo deverão gerar cerca de 60% do PIB mundial até 2025 (Mc Kinsey, 2011). Sendo assim, um senso de urgência para a análise das soluções e um senso crítico sobre as dores que atingem a sociedade moderna podem contribuir para a formação de relações humanas saudáveis. A questão é de sobrevivência. Hoje, mais da metade da população do planeta concentra-se nas cidades, estima-se que este valor suba, podendo atingir 70% até 2050. As pólis são responsáveis por 60% a 80% do consumo de energia e irão gerar algo em torno de 75% das emissões de carbono emitidos no planeta (UNEP, 2011). 

Cidades são comunidades formadas por pessoas, polos de conhecimento e criatividade de uma cultura. Para que uma cidade seja considerada inteligente, precisa da colaboração dos diferentes atores urbanos, municípios, universidades, centros de investigação, empresas, cidadãos e quem mais quiser contribuir, trabalhando integrados na construção de modelos de governação em rede, adaptados a cada realidade, centrado em infraestruturas técnicas e tecnológicas. Há a necessidade de articulação entre a infraestrutura física (edifícios, estradas, redes de energia) e infraestrutura digital (fibra óptica, cloud computing, sensores, smartphones). A Cloud FIWARE, plataforma de código aberto na nuvem para construção de aplicativos inteligentes, foi escolhida como a Plataforma de suporte para o ecossistema das Cidades Inteligentes e Humanas. Os desafios tecnológicos das cidades que desejam se transformar em inteligentes são enormes, passando desde integração de tecnologias à capacidade de comunicação entre os vários sistemas e redes urbanas. O fato é que, a qualidade de vida no planeta precisa e deve melhorar, é uma questão de sobrevivência humana, seja nos grandes centros urbanos ou nas micro pólis os gestores públicos, privados e sociais, devem se engajar de verdade nas causas, enxergar as oportunidades de se investir em tecnologia para construção das cidades inteligentes e humanas e sintonizados às demandas das cidades do futuro.