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sábado, 30 de dezembro de 2017

CAPA: Alok - O DJ número 1 do Brasil é o som da nossa festa

Um cara tranquilo, grato pela sua trajetória e que sabe valorizar bem a raiz brasileira. Esta é a imagem que temos do DJ Alok, goiano de 26 anos que predomina nas playlists internacionais de quem curte uma boa música eletrônica atualmente. Eleito este ano pela Forbes Brasil uma das pessoas com menos de 30 anos mais influentes do país, ele não se gaba do sucesso em si. “Isso é consequência de um sonho. Mas, na verdade, minha maior vontade era ver a música eletrônica ir além do que estamos acostumados, limitada às baladas”, comenta, satisfeito. Um dos nomes mais respeitados da cena eletrônica brasileira, Alok acumula prêmios e indicações, como “Melhor DJ do Brasil” pela revista britânica DJ Magazine, em 2015, “Top 25 do Mundo” em 2016, na mesma publicação. 

Outra curiosidade é que ele também é idealizador da gravadora UP Club Records e da Artist Factory, empresa responsável por gerenciar artisticamente nomes do segmento de música eletrônica. Sua base familiar já dava um preview de que, em algum momento, seria dado o start para a carreira de DJ. E o ingresso dele na área, conta, ocorreu de maneira extremamente espontânea. Não havia como ser diferente: seus pais, Ekanta Jake e Juarez Achkar - conhecidos no meio como Ekanta e Swarup -, estão na vanguarda do gêneropsy trance no Brasil e idealizaram o Universo Paralello, célebre festival de e-music que ocorre anualmente na Bahia.

Apesar de Goiás ser considerado berço da música sertaneja, o acolhimento do público com o brazilian bass, que é como batizou a house music, Alok revela que não teve qualquer dificuldade para ganhar espaço como artista na localidade. “A receptividade foi melhor impossível. Ainda mais pelo fato de eu ser goiano, né? Há um depósito extra de sentimentos que facilitou o processo”, orgulha-se. Embora costume fazer nacionais e internacionais com frequência, o também produtor musical não dispensa uma boa relaxada em Alto Paraíso (GO), lugar onde já morou na infância e com o qual revela manter uma forte ligação espiritual. Entre as celebridades brasileiras que curte dar aquela “espiada” nos stories está o humorista piauiense Whinderson Nunes. A seguir, conheça melhor quem é, o que faz e do que gosta o DJ Alok.


Hoje em dia, o cenário de música eletrônica mundial tem um público bastante exigente, concorda? De que país vem o tipo de som que você mais curte? Música boa não tem nacionalidade e varia muito de artista a artista. Eu curto o trabalho de diversos profissionais de países aleatórios, inclusive há produtores competentes em toda parte dentre eles vários do Brasil.

Para você, que características tem um bom DJ atualmente? Carisma, criatividade, técnica e paixão pelo que faz, deixando sucesso e dinheiro como consequência de toda a dedicação.

Como você se atualiza das tendências mundiais de e-music? Os aplicativos de música sempre me mantiveram bem atualizado em relação a isso. As playlists contribuem bastante me deixando a par em primeira mão.

Que outros gêneros de música, além de brazilian bass, predominam na sua playlist predileta? Ultimamente ando bem eclético com influências do rap ao rock, do techno ao trap... Não me privo de ouvir música boa, seja ela qual for.

As redes sociais têm um papel muito grande na divulgação de qualquer projeto ou pessoa hoje em dia. Como você lida com isso? Que story no Instagram você não perde por nada? Virou alicerce já... Sempre fui muito ativo em todas as plataformas como forma de me manter mais próximo do público. Por conta do tempo eu tenho me envolvido de maneira reduzida mas sempre ativo. Quanto às histórias, eu curto acompanhar Whinderson sempre, ele é fora da curva.


Isso traz uma certa “intimidade” com o público. Como você lida com o assédio dos fãs? É tranquilo. Às vezes a gente tem um pouco da privacidade limitada, mas nada que não dê pra administrar. Quanto ao contato, eu gosto e retribuo sempre. Admiro eles e o carinho deles por mim. Sou muito grato sempre e isso me motiva, me move.

Com que frequência você viaja para o exterior para se apresentar? E que apresentação mais marcou? Depende muito, mas normalmente saio do Brasil por volta de 10 ou 15 vezes ao ano. Sobre a apresentação que mais marcou eu destaco o Tomorrowland da Bélgica, Lollapalooza Argentina e a última turnê na China.

Essa rotina puxada te deixa tempo livre? O que curte para relaxar? A gente sempre arruma uma forma de esfriar a cabeça e relaxar em algumas das nossas viagens mas nada se compara a ir para Alto Paraíso (GO), lá é pra mim o melhor lugar pra se relaxar. Tenho uma conexão muito forte com a Chapada dos Veadeiros.

Percebemos que você é um cara vaidoso, cuida da imagem do corpo. Do que você não abre mão e até onde vai a vaidade? Eu passei a me cuidar mais depois dessa ascensão mas não é uma prioridade, prefiro dar atenção antes ao meu espírito etc. Em relação a vaidade, não largo a academia e boa alimentação por nada. Sempre acho uma forma de treinar entre um show e outro.

No meio de tantas opções, o que uma mulher precisa ter para chamar sua atenção? Autenticidade, carisma e humildade. Se interessar por assuntos que envolvam autoconhecimento e que se sintam parte da diferença para uma sociedade com futuro melhor.

Conte-nos suas três maiores inspirações. Meu pai, minha mãe e pessoas que necessitam de algum tipo de ajuda sempre, na qual acabo criando um vínculo e aprendendo muito com eles. Tenho várias fontes de inspirações.



PINGUE-PONGUE
Quando menos é mais: em poucas palavras, pode-se conhecer uma pessoa, apenas pelas preferências. Neste breve pingue-pongue, o DJ Alok mostra um pouco de si. Confira:

Criolo ou Daft Punk? Criolo.
Hambúrguer vegano ou maminha suculenta? Vegano.
Sonhar junto com alguém ou sozinho? Com alguém.
Para acampar: praia ou serra? Serra.
Água de coco ou whisky 18 anos? Coco.
Piano ou violão? Piano.
Telefonema ou Whatsapp? Telefonema.
Villa Mix ou Tomorrowland? Villa Mix
Dia ou noite? Noite.
Voltar no tempo ou espiar o futuro? Espiar o futuro.


FOTOS GABRIEL WICKBOLD
PRODUÇÃO JU HIRSCHMANN  /  RHELDEN
BELEZA PAULO ÁVILA

ALOK veste: Look 1 - Camisa ELLUS (11-3061.2900), camiseta Youcom (11-3587.6696), acessórios Algo Mais (19-3701.2905); Look 2 - Camisa Água de Coco, óculos acervo pessoal; Look 3 - Jaqueta Tropical Wear (11-4781.4294), camiseta Youcom, acessórios Algo Mais  

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

CAPA: Alok, o melhor DJ do Brasil e o único brasileiro no ranking dos melhores do mundo

O som da música eletrônica era música de ninar quando o DJ Alok era criança. Filho de pais DJ´s famosos, logo aos 11 anos Alok começou a tocar e não parou mais. O resultado disso é que recentemente ele foi eleito como o melhor DJ do Brasil, segundo a “bíblia” da música eletrônica, a House Mag. Fruto de muita dedicação e amor pelo que gosta, o jovem Alok (hoje com 23 anos) já se apresentou ao lado de nomes famosos como Armin Van Buuren e David Guetta e faz mais de 20 apresentações por mês, dentro e fora do Brasil. Com um som cheio de personalidade e um estilo que contagia, o ano de 2016 promete ser ainda mais incrível e a cara desse verão. Conversamos com Alok para conhecer um pouco mais desse cara que não deixa multidões paradas.

Você termina 2015 sendo eleito o melhor DJ do Brasil segundo a revista especializada House Mag. Como foi para você ter sido apontado como o número 1 do Brasil? É a satisfação em nível nacional maior que um DJ deseja ter e com certeza fez total diferença na minha carreira, me deu maior visibilidade e credibilidade também.  


Até chegar a isso como foi sua trajetória? Como foi o início e que dificuldades enfrentou? Comecei a tocar com 11 anos e sempre tive ótimas influências por causa dos meus pais, Swarup e Ekanta, que também são DJ's. Pais DJ's, amigos dos pais Dj's, assim tudo ficou mais fácil. Sobre as dificuldades? Sempre teremos pedras no caminho, temos que buscar a nossa superação, a luta é diária. 

Como foi que a música entrou na sua vida? E quando se descobriu DJ de verdade? Toda a minha carreira teve uma base construída na minha casa, com os meus pais. Eu já sabia que seria Dj's desde que passei a acompanhar eles em suas apresentações e hoje devo tudo à eles. Cresci na cena e a credibilidade que os meus pais tem acabou influenciando na minha carreira também. 

Que diferencial que você acredita ter em relação aos outros DJs? Gosto de colocar a música sempre à frente de qualquer outra qualidade minha, acho que essa é a melhor resposta mesmo, a música com personalidade. 


Hoje é comum ver muita gente se auto intitulando DJ, mas o que faz um bom DJ no sentido profissional? O que diferencia o amador do profissional? Profissionalismo vai além de dominar as ferramentas. Profissionalismo envolve compromisso com o público. 

Como escolhe o setlist das festas que participa? Ah eu sempre tento fazer com que seja melhor que o último sempre. 

Quais são os seus produtores de música favoritos na atualidade? Eric Prydz e Gui Boratto são excelentes no meu ponto de vista. 

Em que lugar do mundo sonha em colocar a galera para dançar? Burning Man!  

O que é fundamental para ter uma boa vibe com o público? Carisma sempre, porque é envolvente e aproxima muito.  

Onde estão as grandes baladas no Brasil e no mundo? Brasil com certeza São Paulo e Santa Catarina, no mundo EUA, Holanda, Ibiza.

Quais os novos projetos? O quem tem de novo vindo por aí? Meu álbum é um dos meus projetos que deve ser consolidado em breve.  

O que você costuma ouvir quando não está colocando música para os outros ouvirem? Ouço um pouco de rock, reggae e outras vertentes eletrônicas.  

Quando não está no comando das baladas, o que curte fazer pra se divertir e pra descansar? Ir até Alto Paraíso e me desligar de tudo, é revigorante. Sempre reservo um tempo e fujo pra lá.  

Qual o som desse verão? Alok & Blue Rose - Sunlight - YouTube 


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

CAPA: Jesus Luz - Sempre à postos para um novo sucesso, seja como DJ, modelo ou ator

Um cara tranquilão e que corre atrás dos seus sonhos (e realiza!), é o que podemos definir sobre o modelo / DJ / ator Jesus Luz. Isso mesmo, Jesus se divide entre essas três funções, que adora e cada vez procura ficar ainda melhor. Para ele nada é por acaso e as oportunidades tem que se agarradas com todo empenho. Do encontro com Madonna, há alguns anos atrás, até hoje muita coisa aconteceu e cada espaço conquistado ele mostrou sua determinação sem desperdiçar nada. Tanto que anos depois do encontro com a pop star mundial ele está aí, abrindo caminhos e conquistando fãs. E claro, garantindo mais uma capa na MENSCH (a 1ª foi em dezembro de 2011).

Jesus, desde o auê por conta do relacionamento com Madonna e a sua projeção já passaram alguns anos. Que análise faz dessa trajetória até aqui? Só tenho que agradecer por tudo que aconteceu e tem acontecido até hoje. As coisas estão fluindo naturalmente. Acredito muito no poder da lei da atração e tento sempre deixar uma mensagem de amor onde passo. Obrigado a todos que fazem parte disso tudo! 

Faria algo diferente? Algum arrependimento? Não e também não me arrependo de nada. Tudo acontece no momento certo na vontade de Deus. 

Você viveu picos de “audiência” com altos e baixos na mídia. Como você vê a fama e o sucesso? Algo mudou na sua forma de ver tudo isso? Todos nós vivemos altos e baixos na vida, mas não concordo que vivi altos e baixos da mídia. Temos que saber lidar com todas as situações. Nunca deixei de trabalhar e de fazer os meus projetos. O importante é acreditarmos no que fazemos e seguirmos sempre trabalhando honestamente. Ser digno e trabalhar com amor não tem nada de baixo.

O Jesus modelo de 2008 e o Jesus ator de 2015 são muito diferentes? Sou a mesma pessoa. A diferença é que no meu início, eu era bem mais novo, iniciando uma profissão e hoje, adquiri muita experiência, tanto na vida pessoal quanto na profissional, incluindo as minhas três carreiras: DJ, modelo e ator. Minha essência continua a mesma, graças a minha família, amigos e fãs. 


Com a fama veio o assédio das mulheres e da imprensa. Isso te incomodou em algum momento? Como lida com tudo? Nunca me incomodei e sou um cara tranquilo. Em relação à imprensa, só me incomodo quando falam alguma mentira sobre mim, principalmente porque não costumo falar sobre a minha vida pessoal, mas procuro respeitar e atender a todos os jornalistas. Sobre as fãs, agradeço por todo o carinho e respeito. Sem eles, não faz sentido. 

Como foi sua estreia como ator? Foi muito cobrado ou se cobrou mais que os outros? Pretende seguir com a carreira de ator? Foi maravilhosa! Primeiro, fiz uma participação em “Aquele beijo”, onde vivi o Zé bonequeiro e atuei ao lado da minha amiga Claudia Jimenez. Depois, em 2013, veio a chance de interpretar o Ronaldo, na novela “Guerra dos Sexos”, onde também pude atuar e contracenar com grandes atores. Se tiver oportunidade, claro que quero voltar a trabalhar como ator, tanto na TV quanto no teatro. Conciliando com a minha agenda de shows, tudo dá certo. 


Falando nisso, e como vai a vida de DJ? O que tem ouvido e curtido colocar para os outros ouvirem? Está ótima. Continuo com a minha turnê “Electrified”, viajando por todo o Brasil e exterior também. Nesse ano, visitei boa parte do Brasil, Estados Unidos, Inglaterra e Portugal. 

Verão chegando..., você adora praticar esportes como surf. Qual sua rotina de exercícios e esportes? Como cuida do corpo? Nunca deixo de cuidar de mim e do meu corpo. Tenho uma rotina de malhação e de dieta, onde priorizo uma alimentação mais saudável. Algumas vezes, dou uma escapadinha, mas nada que me faça pesar tanto a consciência. Além disso, estou sempre praticando esportes como o crossfit, na praia, flyboard e wakeboard. E, claro, sempre que posso, subo a Pedra da Gávea, aqui no Rio, que é um treino e tanto. (Risos)

Você é um praticante do flyboard. Como é para você? É uma sensação indescritível, como se eu estivesse voando mesmo. Aconselho a todos a experimentar esse esporte. 

Falando nisso, como foi participar do Saltibum? Vai continuar com os saltos na piscina? Foi um desafio e tanto, mas como adoro adrenalina, me senti em casa. Salto, mas por diversão, em lugares seguros e na natureza. De forma amadora, claro. (Risos)

Você curte tanto programas como uma praia com amigos como uma balada até altas horas? O que te diverte mais? Viajar com muitos amigos para lugares que eu possa entrar de cabeça na natureza. Como trabalho como DJ, a balada já é mais comum pra mim. 

É um cara muito vaidoso? Até que ponto vai sua vaidade? Sou vaidoso em relação ao meu corpo e como disse antes, procuro sempre praticar esportes e manter uma boa alimentação. Faço acupuntura facial e não pego sol sem protetor solar.

Na hora da paquera acha que as mulheres estão muito afoitas? Já se sentiu “usado” e “descartado?” Quem nunca? Acho que estamos numa fase em que as mulheres estão começando a atingir mais respeito principalmente na área profissional, mas ao mesmo tempo querem agir como os homens e acabam ficando mais "afoitas", como você disse (Risos). Não vejo problema algum nisso. 

O que uma mulher precisa ter para chamar sua atenção? Além do sex-appeal, ter uma cabeça e índole boa, gostar de ler e de música eletrônica. Se souber cozinhar, também...

Qual sua maior virtude? Tenho muita força de vontade e determinação. Quando quero alguma coisa, corro atrás. Minha fé sempre me salvou. 


E qual sua trilha sonora para esse verão? “Blame” (Calvin Harris (Blame), “We will rock You” - remix versão eletrônica (Queen), ”Can´t feel my face” (The Weekend), “Cheerleader” (Felix Jaehn) e “Runaway” (Galantis). E claro que não poderá faltar “This is House Music”, minha última produção e que a galera tem curtido muito nos shows.

Fotos Márcio Carvalho
Styling Wesley Dufrayer
Beauty Thiago Brandão
Agradecimento The Clube (roupas)

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

MÚSICA: George Mendez, o DJ que rodou o mundo com as melhores baladas e suas trilhas musicais incríveis

“De Pernambuco para o mundo”. Essa frase cabe para George Mendez. Apaixonado e fascinado por música desde os 5 anos esse pernambucano ganhou o Brasil e o mundo tocando nas maiores e melhores baladas...Além de DJ, e dos bons, George tem uma escola de formação de DJ´s e compõe trilhas sob medida para o mundo da moda e dos eventos só para citar alguns exemplos mostrando que a música faz parte da vida e não só das festas.

Como surgiu a ideia de criação de trilhas para moda, eventos, websites...? Onde conheceu esse mercado? Da própria necessidade de clientes em busca de um trabalho exclusivamente feito para eles, acentuando através do áudio a sua marca, o seu estilo ou a sua proposta. Conheci esse mercado quando visitei a loja francesa "Colette" em Paris e vi que tudo dentro dela era harmoniosamente estudado: da decoração a arquitetura, passando pela música. 

Ao ser convidado para criar uma trilha sonora o que precisa saber sobre o cliente para desenvolver a trilha certa? Seu ambiente, sua arquitetura, sua marca, sua proposta, suas aspirações e, sobretudo, que produto oferece e para que classe(s). Baseado nisso e visitando o local durante o seu funcionamento e observando a atmosfera é que uma trilha pode ser desenvolvida.

Compor uma música tem a ver muito com inspiração, né? Já compor uma trilha pra um objeto/produto tem mais técnica que inspiração ou não? Como é o processo? Tem mais a ver com um amplo conhecimento musical mesmo... Lembrar de coisas antigas, referências atuais, tendências ou até mesmo estilos que ainda não são tão comuns ou explorados. Eu prezo muito pela exclusividade e tento fugir dos rótulos fáceis (a não ser que seja isso que o cliente busque, quase nunca é!). Sempre procuro a versão menos tocada ou menos previsível de uma música ou artista, claro que respeitando a identidade proposta pelo ambiente previamente estudado. O processo é lento, porque preciso, além de ouvir, pesquisar em sites e revistas especializados para então iniciar o processo de seleção propriamente dito. Em média, de cada 100 músicas que escuto, seleciono cinco ou 10 no máximo para um cliente x, aproveito e separo o que pode ser uma opção para um outro cliente e já deixo guardada em uma pasta. 

Além da produção de trilhas sua empresa também oferece cursos para DJ para faixas etárias diversas... Compartilhar conhecimento é importante pra você? Na minha empresa-escola, a OKMUZIK, os cursos de DJ são individuais para que o aluno possa ter o máximo de aproveitamento, seja ele no Kids (curso para crianças até 12 anos) ou no Senior – para senhores acima dos 60 que buscam no curso uma terapia e uma diversão.  E é nessa troca de informação, seja com crianças, jovens ou senhores, que todos nós (talvez eu mais que todos) aprendemos algo novo sobre outro ponto de vista. 


Hoje a gente vê muita gente se autointitulando DJ, mas o que faz um bom DJ no sentido profissional? O que diferencia o amador do profissional? A facilidade que a tecnologia trouxe para o campo da música fez com que qualquer um possa ser "um DJ" hoje em dia. Seja ele um DJ amador (que exerce por hobby) ou um DJ profissional (que faz disso sua principal fonte de renda). O que o faz bom, como em todas as profissões, é o aperfeiçoamento e o contínuo estudo para se reciclar, e se aliado a isso você traz consigo o dom da música, BINGO! É meio caminho andado pra você ser um ótimo DJ. Um bom DJ é aquele que agrada ao público para o qual ele foi contratado para entreter. Se o público tem um gosto próximo ao gosto pessoal do DJ é outro fator que certamente levará ao sucesso do seu trabalho.

Como surgiu a vontade de ser DJ em você? Quando percebeu que tinha talento e podia fazer disso uma profissão? Nunca brinquei de bola, peão, pipa ou futebol. Com 5 anos eu já comprava discos de novelas internacionais e ouvia no "3 em 1" da minha mãe.  Me fascinava ver o disco girando e que dele saíssem todas aquelas músicas. Aos 12 anos, fui a uma festinha de aniversário de um amigo do colégio em uma "danceteria" e quando vi aquele mundo de luzes, botões e sobretudo “discos" na cabine do disc-jockey foi quando meus olhos brilharam e minha mente descobriu o que eu queria fazer na minha vida: TRABALHAR COM MÚSICA!

Tocar no Brasil e no mundo... A galera curtindo o som que você coloca...Como é seus prazer e satisfação nisso tudo? Qual a maior realização de um DJ? Minha maior realização é ter criado minha identidade como DJ (já que praticamente tudo que eu toco eu mesmo criei através de remixes e produções próprias), isso sem dúvida é o meu maior diferencial e o meu maior orgulho. Gosto de surpreender meu público seja com alguma música esquecida à qual eu fiz uma versão nova, (não existe isso de música velha, existe música boa esquecida), seja com batidas e fusões inesperadas. Nisto reside minha maior satisfação: ver a vibração das pessoas em sintonia com a minha através da música.

Onde estão as grandes baladas no Brasil e no mundo? O que fazem delas grandes baladas? Ibiza, na Espanha ainda é a meca das baladas do mundo. Seja pelo tamanho dos clubes, pelos DJ’s mais badalados da atualidade que tocam todo o verão lá, pela qualidade técnica do som sempre impecável e pelos detalhes de luzes e decoração. No Brasil, temos em São Paulo meus dois clubes favoritos: o D-edge e a The Week (estilos totalmente diferentes, porém qualidade indiscutível, sem deixar a desejar a nenhum clube do mundo).

O que você costuma ouvir quando não está colocando música para os outros ouvirem? No meu iPod tem Ella Fitzgerald, Cocteau Twins, The Smiths, Nina Simone, The XX, e os nacionais tenho ouvido muito Silva, Adriana Calcanhotto e Tiê.

Quer ouvir um pouco do som de George Mendez? Acesse: http://www.okmuzik.com.br/#/home

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

ENTREVISTA: David Guetta de volta ao Brasil e no topo das paradas ao redor do mundo

Fenômeno da house music e do pop mundial, o DJ francês David Guetta ultrapassou a marca de um milhão em vendas no Reino Unido com “Titanium (feat Sia)”, David Guetta está de volta ao Brasil na melhor época do ano: o verão. Movimentando clubs, festas e festivais em todo o mundo, Guetta se apresenta em oito shows ao melhor estilo “Work hard, Play Hard”. Nascido em 7 de novembro de 1967, começou sua carreira aos 17 anos de idade, tocando em pequenas boates de Paris. Em 2002, lançou o seu primeiro disco, 'Just a Little More Love' e de lá pra cá não parou mais se tornando cada vez mais popular. Para se ter ideia da popularidade de Guetta hoje em dia, os ingressos para seu primeiro solo DJ esgotaram todos os ingressos do Estádio Azteca, no México, e de Wembley, em Londres. Ele foi o primeiro DJ a receber o certificado VEVO, ultrapassando 100 milhões de visualizações em seus 6 vídeos oficiais registrados no canal. Com seu álbum “Nothing But The Beat”, recebeu o disco de Platina duplo no Reino Unido. E ao todo já foram vendidos 3.5 milhões de álbuns e CDs ao redor do mundo, sendo novamente Disco de Platina em 17 países. E não para por aí, Guetta recentemente lançou o documentário “Nothing but the Beat”, levando os fãs à loucura. Confira a programação especial e mais detalhes sobre Guetta nessa entrevista concedida no final do não passado.

You are currently getting prepared to release ‘Play Hard’, which will be the ninth and final single to come from your album ‘Nothing But The Beat’. How do you feel for this album to be coming to an end, so to speak? 
Você está atualmente se preparando para lançar 'Play Hard', que será o nono e último single extraído do seu álbum 'Nothing But The Beat'. Como você se sente por este álbum estar “chegando ao fim”, por assim dizer?

I have to say, I’m so happy to finish with ‘Play Hard’ because it was such a big record. I couldn’t release it before because we had issues with clearance, but we’re finally ready and the video is insane, I love it! And to finish the album with such a big record… It’s wonderful. 
Eu devo dizer que estou muito feliz por terminar o 'Play Hard', porque foi realmente um grande disco. Eu não pude lançá-lo antes porque tive algumas dificuldades para liberá-lo, mas finalmente está pronto e o vídeo é insano! Eu adorei! Encerrar o álbum com um grande single... É maravilhoso!

The single features Ne-Yo & Akon, both of whom you have worked with on singles before. How did you get to bring them together for this track? And what do you feel each of them brings to the song?
O single traz Ne-Yo e Akon, com os quais você trabalhou em outros singles antes. Como você conseguiu reuni-los para esta faixa? E o que você sente em relação ao que cada um deles contribuiu para esta música?

If I was going to count my three favourite songwriters, Akon and Ne-Yo would be part of it. So to have the two of them together in a song, and especially when they had never worked together, to me it was obvious that they would have to make a song together and I’m really happy that we’ve managed to do this. I think that they really like each other and they really respect each other, it’s just that they have never had the opportunity to do it before, so yeah, it’s pretty magic to have them both.
Se eu listasse meus três compositores favoritos, Akon e Ne-Yo estariam incluídos. Portanto, ter os dois juntos em uma música, especialmente considerando que eles nunca haviam trabalhado em parceria, para mim era óbvio que eles teriam que fazer uma música juntos e eu estou muito feliz por nós termos conseguido acertar isso. Eu acho que eles gostam mesmo um do outro e realmente se respeitam, só que eles nunca tiveram a oportunidade de fazer isto antes, então, é pura magia ter os dois.

The chorus of the track samples iconic Alice Deejay track ‘Better Off alone’. Are you a fan of the original track? And when did the idea to use it first come to you?
O refrão deste single é um sample da icônica faixa 'Better Off Alone', da Alice Deejay. Você é um fã da faixa original? E quando a idéia de usá-la surgiu para você?



For ‘Play Hard’, I used a sample from Alice Deejay, one of the biggest European Dance records of all time. It’s funny because I was not really playing the record at the time it was out. I think the way I played with it is interesting.
Para 'Play Hard', eu usei uma amostra desse disco de Alice Deejay, um dos maiores discos dançantes europeus de todos os tempos. É engraçado porque eu não estava realmente tocando muito esse disco no momento em que surgiu. Acho que a maneira como eu trabalhei ela foi interessante.

The video for the track is unique to say the least. How did the concept for the video begin to come to life?
O vídeo para a faixa é único, para dizer o mínimo! Como é que o conceito para o vídeo começou a criar vida?

This video is the video I was waiting to do for so many years. It’s telling about a sub-culture in Mexico that is real, the pointy boots, you know, Tribal, all of this - This is a real sub-culture in Mexico. I love to show people that have an obsession, have a passion, and want to be the best at what they do. A lot of people said “What? Pointy boots? What’s the point? These people are crazy”, and I’m like “No they’re not crazy, they’re into their things” and I thought it was fun to show this to the world, and to do it with a sense of humour obviously.
Este vídeo é aquele que eu estava esperando fazer há tantos anos. Ele fala sobre uma subcultura no México, que é real, as botas de bico fino, você sabe, Tribal, tudo isso - Esta é uma subcultura de verdade no México. Gosto de mostrar às pessoas que têm uma obsessão, que têm uma paixão, e querem ser as melhores no que fazem. Um monte de gente disse: "O quê? Botas de bico fino? Qual é a questão? Estas pessoas são loucas! "e eu penso" Não, eles não são loucos, eles estão na deles, são suas coisas", e eu pensei que era divertido mostrar isso para o mundo e fazê-lo com algum senso de humor, é claro.

You had a great year last year, and this year has got off to a massive start too. How has 2013 been for you so far?
Você teve um grande ano em 2012 e este ano teve um grande começo também. Como tem sido 2013 para você?

2013 sounds and looks really, really amazing. I’m in the happiest place possible right now because, as I said before, this is my last single with ‘Play Hard’ and I’m working on the new album, but I have all the time in the world to do it so I’m just experimenting with sounds, melodies, ideas, directions… It’s just the most magical moment where I’m totally free. I don’t have to deliver at a certain time, I don’t have to respect a certain style… I’m just having fun in the studio, that’s it.
2013 soa e parece realmente incrível. Estou na posição mais feliz possível agora porque, como eu disse antes, este é o meu último single com 'Play Hard' e eu estou trabalhando no novo álbum, mas eu tenho todo o tempo do mundo para fazê-lo e eu só estou experimentando com sons, melodias, ideias, direções... É apenas o momento mais mágico, onde eu sou totalmente livre. Eu não tenho prazo para entregar o trabalho, eu não tenho que respeitar um certo estilo... Eu estou apenas me divertindo no estúdio, é isso.

You have been extremely busy DJing since the turn of the year. What have been some of the highlights so far for you?
Você tem estado extremamente ocupado tocando desde a virada do ano. Quais foram os maiores destaques até agora para você?


You’re going to say I’m very Mexican lately… I’m making this video about Mexican sub-culture, but yeah, one of the craziest shows I had lately was at Azteca Stadium, which is the biggest stadium in Latin America, in Mexico City. It was really, really incredible. First, to feel a huge stadium like this is crazy. I don’t even think people realise what it is for a DJ to do that, and second, the crowd was so enthusiastic.
Você vai dizer que estou muito “mexicano” ultimamente... Estou fazendo este vídeo sobre a subcultura mexicana, mas um dos shows mais loucos que eu fiz recentemente foi no Estádio Azteca, que é o maior estádio da América Latina, na Cidade do México. Foi realmente incrível! Primeira vez que me senti em um enorme estádio como este, foi uma loucura! Eu nem acho que as pessoas percebem o que é para um DJ fazer isso e para completar, a multidão estava muito entusiasmada.

You recently reached over 40 million Facebook fans, which is a huge landmark for anyone, but particularly as you are the first electronic music artist to do so. How does that make you feel? 
Recentemente, você chegou a mais de 40 milhões de fãs no Facebook, o que é um grande marco para qualquer um, mas especialmente porque você é o primeiro artista da música eletrônica a fazer isso. Como se sente?

40,000,000 fans on Facebook, that is insane, I cannot believe it myself. It’s like a country! We celebrated this by giving away a remix of ‘Play Hard’ by R3hab to each fan He’s an incredible DJ/Producer, yeah, it’s a big deal. Thank you to all of you, it’s really incredible, it’s such a big and fantastic community now. 
40 milhões de fãs no Facebook, isto é uma loucura, eu não consigo acreditar! É como um país inteiro! Comemoramos isto soltando um remix de 'Play Hard', feito pelo R3hab para os fãs. Ele é um DJ e produtor incrível, coisa séria! Obrigado a todos vocês, pois é realmente incrível! Agora é como uma grande e fantástica comunidade.

Confira vídeo oficial do documentário Nothing But The Beat




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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

ENTREVISTA: Jesus Luz, de modelo à ex-namorado de Madonna e atual DJ de sucesso‏

A capa desta semana é um garoto de 24 anos que já fez e aconteceu; bem, pelo que percebemos em nossa entrevista continuará a crescer e a colher muitos frutos. O Jesus Luz é carioca da gema filho de uma cabeleireira e de um funcionário publico do Rio de Janeiro. Em 2007 começou sua carreira como modelo desfilando no Fashion Rio, em seguida foi selecionado pelo fotógrafo Steven Klein para estampar o editorial da revista W, ao lado da cantora Madonna. O que ele não esperava, era que ia sair de uma seção de fotos rindo à toa ao lado da rainha do POP e com os pés nas principais passarelas do mundo. A partir daí, enquanto os tablóides se preocupavam em descobri sobre sua vida pessoal, Jesus despontou como modelo, inclusive desfilando ao lado de nomes como Gisele Bundchen e sendo o rosto de marcas como Dolce e Gabanna e Givenchy. Ele continua trabalhando no meio da moda, mas parece que foi mordido pelo bicinho da indústria da música, talvez por ter tido uma excelente professora, concordam?

Num estilo de música eletrônica comercial, Jesus Luz vem mostrando seu som lotando vários clubs e fechando grandes parcerias musicais. Quanto àquela conversinha de que ele só está na mídia porque teve um relacionamento com a Madona, o mesmo afirmou: “Hoje tenho uma carreira consolidada e seria besteira me incomodar com rótulos”. É claro que isto lhe rendeu uma repercussão há algum tempo, mas porque não tirar proveito disto tudo? Não se tem dúvida que esta é a hora dele mostrar que realmente tem talento. Enfim, que tal saber um pouco mais da história deste artista nas próximas linhas?
Como foi pra você passar de modelo para namorado de Madonna e de namorado de Madonna para um DJ requisitado em toda a parte? Foi tudo muito rápido? Como foi tudo isso? Foi tudo acontecendo na minha vida. Quando eu vi, já estava em Nova York estudando e depois me tornei DJ profissional. Tudo fluiu muito bem e até hoje continua muito intenso. Não consigo descrever isso.

Em algum momento te incomodou ser reconhecido como namorado de Madonna e depois como "EX"? Não, sempre tive orgulho do meu vínculo com ela e sou muito grato por tudo. Hoje tenho uma carreira consolidada e seria besteira me incomodar com rótulos.
 
O que Madonna te ensinou que você guardará pro resto da vida? A acreditar em mim mesmo.

Você mixou uma música de Madonna que chegou a ser incluída no último CD de coletâneas dela. A música dela de alguma forma te influenciou a ser DJ ou no estilo de música que você toca? Na verdade, eu não mixei. Fiz uma participação como DJ no clipe de Celebration. Ela sempre foi uma grande influência, para mim, como mulher e como artista.
Qual a diferença da música eletrônica que toca no Brasil com a música que toda no exterior? Existe muita diferença hoje em dia? Sim, sempre existiu. O Brasil está cada vez mais trazendo essas raízes de fora, e essa diferença, um dia, vai acabar. Todos vão entender a música eletrônica, assim como muitos deles entendem o nosso samba.

Que estilo musical você prefere tocar? Você usa mais seu gosto ou o que o público vai curtir? O meu som é comercial e faço a galera dançar muito, mas procuro sempre trazer a cultura eletrônica para o Brasil. Um dos pontos altos das minhas apresentações é a abertura, onde coloco uma batucada e misturo com algum hit. Faz muito sucesso na Europa.

Você teve algum contato com produtores internacionais? Se sim, o que
deu para aprender com eles?
Uma das minhas maiores influências é o produtor Paul Oakenfold. Digo que ele é o meu padrinho na profissão de DJ, mas não posso me esquecer do produtor e DJ suíço Yves Larock. Fizemos uma parceria na gravação do clipe da música "Running Man", que foi filmado no Rio de Janeiro e acaba de ser lançado. Vale à pena conferir! (veja no fim da matéria)


Em qual lugar do mundo se escuta a melhor música eletrônica? Não sei dizer exatamente, mas na Europa eu vi os melhores DJs.

O que você acha de DJ´s que usam música pop nas apresentações, assim como David Gueta? Acho essencial. A música pop é animada, feliz e funciona na maioria dos lugares.

E a carreira de modelo, como vai? O que ela te traz de aprendizado?
A carreira vai bem. Próximo trabalho é com a Frittz, uma marca brasileira. Sempre aprendi muito a lidar com as câmeras através do meu trabalho como modelo.

Qual sua maior vaidade e qual seu maior pecado? Minha vaidade é sempre me manter sarado e um dos meus maiores pecados é o chocolate!

Se pudesse recomeçar tudo, faria tudo do mesmo jeito ou mudaria algo na sua vida? O que espera do futuro? Faria tudo do mesmo jeito, só que aproveitando mais ainda a vida. Espero ter sucesso nessa minha jornada e que eu possa representar sempre o Brasil lá fora!



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