sábado, 3 de junho de 2017

ESTRELA: Graziela Schmitt depois de encantar os portugueses volta à telinha em "O Rico e Lázaro"

A trajetória de Graziela Schmitt tem sido bem diversificada, com trabalhos bem diferentes uns dos outros, sempre com personagens que de uma forma ou de outra tem formado a atriz que ela é. Atriz essa que encantou os portugueses ano passado com o sucesso “Belmonte” levando ao Emmy Internacional de melhor novela. De volta ao Brasil, Grazie encara um novo desafio com o personagem Dana na novela “O Rico e Lázaro”, sua 2ª novela de época que traz a atriz mais um belo desafio. Em meio a isso tudo, Grazie fez esse belo ensaio para a MENSCH e nos contou um pouco da sua bela trajetória, além de tabus, beleza e a nova vida de casada.

Grazie, depois de um período em Portugal com uma protagonista de sucesso você volta ao Brasil para mais um trabalho. Como foi essa experiência fora do Brasil? A experiência foi maravilhosa do começo ao fim. Amei morar em Lisboa. Realizei meu sonho de morar na Europa por um tempo e trabalhando! Sou muito feliz por ter vivido isso. Durante o tempo que estive em Lisboa gravando, pude viajar bastante por Portugal e países ao redor. Como amo viajar, isso tornou esse momento ainda mais especial. Importante ressaltar que fui muito bem recebida pelos portugueses e que fiz amigos pra vida toda.



A que se deve esse sucesso todo em terras lusitanas? O que encantou tanto os portugueses? "Belmonte" foi uma novela linda que se passava entre Lisboa e Alentejo (região de vinhas e olivais em Portugal). A trama, escrita por Artur Ribeiro, foi muito bem construída e amarrada. O elenco era impecável e composto por muitos atores que fazem bastante cinema, teatro e TV em Portugal. Todos com formações e processos de trabalho distintos. Devido a uma intensa troca entre nós, o trabalho se tornou muito rico nesse sentido. Todos, da técnica à equipe de diretores, autores e atores, mergulharam fundo para contar essa história. O resultado de tanto empenho foi muito positivo. Somos gratos por essa experiência que nos levou ao Emmy Internacional de melhor novela. 

Você já passou por muitos projetos diferentes, de Xuxa a Malhação, novelas como A Favorita, Amor e Revolução, Belmonte (Portugal) e agora O Rico e Lázaro. Como você avalia suas escolhas e sua trajetória? Se eu pudesse comparar a minha carreira como uma maratona, diria que ainda estou nos cinco quilômetros iniciais. A corrida é longa e ainda existem muitos personagens e histórias pra contar. Sou muito feliz por ter feito parte de todos os trabalhos citados acima. Cada um deles serviu de base para o próximo degrau.





Indo lá para o início como tudo isso começou? Quando despertou que ser atriz era sua vocação? Minha mãe conta que, desde os 3 anos de idade, eu apontava para a televisão e dizia que queria ser igual a Glória Pires. Acho fofa essa história. Posso dizer que era um sonho que estava no meu coração e que hoje se realiza através do meu ofício.

Falando do seu trabalho mais recente como está a trajetória de sua personagem Dana em “O Rico e Lázaro”? Como está sendo a experiência? A Dana é um presente, uma personagem muito rica interiormente e que vive por fé. Além disso, o elenco com quem contraceno é composto por atores generosos e extremamente divertidos. Temos um entrosamento muito grande. Só posso falar muito bem dessa experiência em "O Rico e Lázaro" que é a minha segunda novela de época. A primeira foi "Amor e Revolução", onde interpretei a protagonista Maria Paixão, que se passava na época da ditadura militar.

Da comédia ao drama, do humor ao infanto-juvenil. Em que se sente mais confortável e onde se sente mais desafiada? Adoro transitar por todos os gêneros. Na realidade, independentemente de ser comédia ou drama, o que mais me interessa e desafia é o perfil da personagem, o universo em que ela vive e seus conflitos.

Fazer “Bonitinha, mas ordinária” no teatro foi um desafio? Já que estamos falando de uma obra de Nelson Rodrigues que sempre tem um texto mais picante e pesado. Foi muito bom ter feito. Tínhamos um grande elenco como Clarice Niskier, Henri Pagnocelli e Isio Ghelman. O espetáculo foi dirigido pelo Eduardo Wotzik, amigo de longa data e um dos melhores diretores do teatro carioca. 


Aliás, existe algum tabu para você? Nudez, drogas, violência... Algo te constrange na hora de atuar? Acho que o que pode constranger um ator em cena é um personagem sem propósito. Isso constrange.

Já sofreu com ciúmes do parceiro por conta de algum personagem ou trabalho? Como lida com isso, ou lidaria com isso? Não sofri, mas lidaria com delicadeza.

Atualmente você está casada. Como enxerga a vida a dois? Vejo como duas pessoas que caminham juntas, como se fossem um só, e em uma mesma direção. Resumindo, é muito melhor do que eu poderia imaginar!  

O que é imprescindível num relacionamento? Amor, respeito, companheirismo e sinceridade. Honrar o seu amor e rir com ele... Acho isso imprescindível!

Na sua opinião, em que as mulheres dão de 10 x 0 nos homens? Talvez as mulheres sejam melhores ouvintes do que os homens, mas não acho que ser melhor ou pior em algo tenha a ver com a questão do gênero. Vejo mais como uma questão pessoal, independente do sexo.

Você acabou de fazer 36 anos e continua cada vez mais bonita. Como se cuida? Bebo muita água, tiro o make antes de dormir e uso hidrantes específicos para o meu tipo de pele. Além disso, gosto de caminhar e adoro treinos funcionais! Também cuido da alma e do espírito. Acho essencial esse equilíbrio.

Falando em vaidade, qual a maior vaidade para o ator (que pode resultar em coisa boa e que pode arruinar)? O ego, se mal administrado, pode te arruinar em cena e na vida. Temos que ficar muito atentos a isso. Já a vaidade, no sentido de cuidado com o trabalho e consigo mesmo, pode gerar excelentes frutos. Sem exageros, é claro!


Fotos Rodrigo Lopes
Styling Cristina Boller
Beleza Jô Araújo