Cerveja para Punks! Pode parecer estranho, mas existe sim uma cervejaria escocesa que usa o slogan “Beer for Punks” e que consegue atrair olhares do mundo todo, seja por causa de sua irreverência nos rótulos ou pela ótima qualidade das cervejas. O nome da cervejaria é BrewDog e toda essa história de sucesso desembarcou no final do mês de janeiro aqui no Brasil, especificamente nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Fui acompanhar de perto o que exatamente James Watt, um dos proprietários da marca veio fazer por aqui.
Antes de começar, conheça um pouco mais sobre a BrewDog, que nasceu com o conceito de ser uma cervejaria alternativa, que quebra regras, corre riscos, cria tendências, mas, acima de tudo, fabrica uma cerveja boa e saborosa. A cervejaria modificou alguns estilos clássicos mundiais de cerveja, dando um toque inovador e contemporâneo. A idéia é redefinir o mercado de cerveja do Reino Unido, apresentando para o máximo de pessoas possível o mundo da cerveja artesanal para mudar a percepção das pessoas e desafiá-las a entender o que é cerveja.
Nada de cervejas comerciais, o assunto aqui são cervejas extremas, com sabor e muita personalidade. O primeiro contato com James Watt foi na cervejaria Nacional em São Paulo, onde foram realizados dois eventos de degustação dos rótulos da cervejaria, um para imprensa e outro para público. Ambos estavam com sua capacidade máxima, todos curiosos pelos rótulos punks da cervejaria escocesa.
No Brasil, a BrewDog é distribuída pela Tarantino que junto com WTrends organizou o evento. Com tradução da sommelier de cervejas Kathia Zanatta, os rótulos foram sendo servidos e James Watt foi explicando cada um deles, 5 AM Saint (com aroma de frutas), Punk IPA e Hardcore IPA (com amargor na medida certa), Black Tokyo Horizon (parceria entre 3 cervejarias: BrewDog, Nogne e Mikkeller), Tactical Nuclear Penguin (com 32% de álcool), Sunk Punk (fermentada embaixo do oceano e com adição de sal marinho e rum) e para finalizar a AB:06 (linha experimental da cervejaria). As cervejas da BrewDog podem ser encontradas em empórios e bares especializados em todo Brasil.
Já está nas lojas a mais nova geração do Honda Civic, um carro que já conquistou vários seguidores pelo Brasil. Então, pisa na embreagem porque nada mais justo que conhecê-lo mais de perto. Vale lembrar que a Honda atrasou na “entrega” do carro, em virtude de todas as catástrofes que ocorreram no Japão, fazendo a montadora assistir de longe as suas vendas caírem, enquanto os concorrentes assumiam a direção do mercado. O new Civic chegou na disputa dos sedans sem grandes mudanças, a não ser pelo porta malas que aumentou consideravelmente. A impressão que se tem é que o carro veio mais equipado e com escasso investimento no estilo, pois nada surpreendeu quanto ao design. Além de algumas mudanças perceptíveis, com seus faróis que ficaram mais estreitos e as setas transparentes.
Vale ressaltar que o Civic segue a linha do produto global, ou seja, igual para todo o mundo. Entretanto, houveram algumas modificações de caráter estético no modelo brasileiro. O pára-choque dianteiro ficou bem mais esportivo e os faróis mais refinados. Já a traseira do veículo, perdeu ponto, com um refletor como extensão das lanternas, que talvez tenha deixado o veículo com um ar de conservador.
Internamente o carro veio bem mais equipado e inteligente, com um painel que continua grande, cheio de informações e uma tela de cinco polegadas. Nos comandos, é possível mexer no sistema de áudio, indicações do GPS, verificar o medidor de combustível e câmera de estacionamento. Todos os vidros agora seguem a linha da Toyota no sistema “um toque”, além disso, o volante recebeu comandos de satélites que comandam o sistema de entretenimento e personalização e ainda o piloto automático. Em algumas versões podemos encontrar ainda, Bluetooth, airbags laterais, controle de estabilidade aprimorado e teto solar, por exemplo.
Além de várias peças plásticas mal elaboradas, a qualidade do estofado foge de um acabamento impecável, bem como a superfície emborrachada das portas. Além disso, no painel é encontrado pouco cuidado com o visual, com um enorme espaço vazio e mostradores espalhados de forma avulsa.
Quem fizer o teste drive no ‘new’ irá perceber que o carro está bem mais leve de dirigir, silencioso, respondendo rápido aos comandos e se adequando melhor quando for preciso ativar a suspensão. Apesar da semelhança com o antigo, a Honda afirma que mais de 90% das peças foram alteradas, inclusive trazendo o sistema Econ, que poderá ser ativado com um botão deixando o controle de injeção de combustível mais econômico, já que o alto consumo foi uma das maiores criticas do modelo anterior.
Quanto à transmissão, poderá ser automática ou manual de cinco velocidades. Já na automática, a montadora afirmou que ela veio mais econômica, após ter realizado mudanças nos solenóides utilizados no conversor de torque. Pouco se modificou também no motor 1.8 que continua a entregar os 140 cv e 139 cv com etanol e gasolina e 17,7 kgfm e 17,5 kgfm de torque.
Segundo o engenheiro da Honda, Alfredo Guedes, os consumidores estavam satisfeitos com os números entregues pelo motor, mas a marca entendia que podia melhorá-los. Para isso, houve redução do atrito das partes internas do motor com aplicação de molibdênio aos pistões, alteração na geometria de admissão de ar e mudanças no i-VTEC do motor. Seus ressaltos foram modificados e os comandos tiveram sua espessura reduzida.
Com este lançamento a Honda pretende voltar ao topo das vendas, apesar de ter mais dificuldades com uma concorrência mais experta no mercado atual. Os preços começam em R$ 69.700, na versão LXS manual e podem chegar até R$ 85.900 na versão EXS, oferecida apenas com câmbio automático. E aí você, esperava mais do novo Civic?
Video do making of do VT:
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