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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

ESTILO: Sunga ou bermuda, veja o que fica melhor para você e aproveite o melhor desse verão.

O verão está aí e eis que surge a dúvida do que usar na praia. Há os que preferem sunga, outros não dispensam o conforto da bermuda, mas e aí? Qual escolher na hora da dúvida? Não precisa se preocupar. O dilema está mais perto de ser resolvido com as dicas que separamos para os homens que querem mandar bem na praia ou na piscina e aproveitar o melhor do sol. A sunga teve seu auge há um bom tempo, lá pelas décadas de 60 até 80 e depois foi substituída pelas bermudas em tecidos sintéticos bem na linha surfista. De uns tempos pra cá, a coisa tem ficado bem democrática e tem opções pra todos os gostos. Além da sunga e da bermuda, shorts curtos, um pouco acima do joelho também estão aparecendo, mesmo que timidamente, na moda praia brasileira e, por conta da influência norte-americana e europeia tem aparecido por aqui. A preocupação da maioria dos homens é qual o melhor modelo para o tipo físico e para não passar vergonha. Então, eis as opções.

Sunga

Escolha certeira dos mais desinibidos e combina bem pra praticamente todos os tipos físicos, mas se você está acima do peso, melhor não ir por este caminho. A sunga marca muito e deixa a barriga e o bumbum em evidência. Fique atento, pois a sunga ressalta mais as pernas. Se você tem problemas com elas ou é baixinho, evite. Até a sunga tem vários modelos, desde os menores até o sungão com as laterais bem largas, quase como um short curto. Pra todas as opções de modelo de sunga, se você é gordinho, fica incomodado com suas pernas ou quer parecer mais alto, melhor evitar essa opção e partir pra uma bermuda ou short. Se quiser, mesmo assim, investir no modelo, opte pelas com laterais não muito grossas. E para não errar, as melhores cores são sempre as mais discretas. Os clássicos preto, grafite, marrom e azul escuro vão sempre bem. Atente também para o tamanho. Nada de usar uma peça muito apertada. Além de feio fica desconfortável.




Bermuda ou short

Começou com os surfistas e caiu no gosto dos demais. Indicada pra todos os tipos desde que não se importem em ter duas cores de bronzeado nas pernas. Assim como para as sungas, as bermudas e shorts precisam estar adequados à variedade de modelos aos biótipos específicos. Se você é baixinho, escolha um modelo acima do joelho. Tenha em mente que quanto mais comprida, menor você vai parecer e, mesmo pros mais altos, atenção: até dois dedos abaixo do joelho é o comprimento ideal. Quanto ao fechamento, velcro com cordão, para os que estão em forma, Velcro com elástico tanto para os muito magros quando para os muito gordinhos. 

Os materiais sintéticos e tecidos inteligentes disponíveis no mercado são os mais indicados pra entrar e sair da água sem problemas. A maioria dos mais modernos tem secagem rápida e agentes anti-bactericida que são muito legais para roupas de banho. Shorts super curtos pode? Pode mas tenha em mente que vai chamar atenção porque não é algo que se vê muito por aí. Se você não tem problemas com isso, ok. Ou isso, ou parta pra uma sunga larguinha.

Parceria que dá certo

Mesmo que você não goste de sunga, pega mal ir com cueca ou sem nada por baixo da bermuda ou short. Mesmo que você não tire a bermuda, vai ser visualmente mais legal e mais confortável uma sunga discreta por baixo. Independente da sua escolha entre sunga, bermuda e short o importante é o bom senso e adaptar ao seu estilo escolhendo estampas, cores, modelos e detalhes que tenham a ver com você.

Lisa ou estampada?

As lisas são mais clássicas e discretas. É tipo a escolha certa pra quem tem medo de errar ou chamar atenção demais se o objetivo não é bem esse. No caso das estampas, a escolha pesa muito mais pra quem está fora de forma. Estampas chamam mais atenção e com cores fortes então, mais ainda. Você tem as opções de estampas mais discretas com duas cores próximas no caso de querer um visual mais descolado. As com motivos menores e mais discretos também são uma boa opção pra sair do lugar comum e não aparecer demais. Para o verão 2014, o que se viu nas passarelas foi muita estampa tropical com flores, pássaros e estampas geométricas coloridas lembrando caleidoscópios.


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

ESPORTE: WINDSURF, ADRENALINA NAS ONDAS DE JERICOACOARA

Fernando Pessoa já poetizava sobre o mar, seus encantos e mistérios. O Mar das grandes rotas de navegação, dos descobrimentos e dos esportes, claro! E esse mar está pra peixe, pra surf, pra SUP, pra mergulho, pra nadar e pra praticar o Windsurf. Pegue sua vela e navegue com a gente neste esporte que vem ganhando os mares, desafiando os ventos e quebrando ondas.

UMA PRANCHA, UMA VELA E UMA IDEIA


A década de 60 é o tempo de surgimento do windsurf. Foi nessa época que o casal, Newman e Naomi Darby desenvolveram o primeiro protótipo da prancha com vela. A experiência deles, ela canoísta e ele velejador, foram fundamentais para esta ideia, bem como o desejo de Naomi de por uma vela na sua canoa para poder se locomover mais rápido, contudo como a proposta não deu certo de primeira eles abandonaram a ideia antes mesmo de patenteá-la. E quem acabou levando adiante foram os amigos Hoyle Schweitzer (engenheiro aeroespacial) e Jim Drake (empresário e surfista), que, baseados num conceito um pouco diferente do inicial e com mais recursos financeiros, requereram patente do novo equipamento esportivo chamado windsurf, em 1968.

Pra coisa dar certo era necessário conciliar o movimento da vela com a direção da prancha, foi quando perceberam que a ação da vela mais os movimentos do corpo em uma prancha do surf poderiam dar o controle da direção, a partir daí Drake ficou responsável pelo desenvolvimento da vela e Schweitzer pelo shape e tamanho da prancha. Em 1973, foi produzida a primeira prancha em série e em 1984, o windsurf já estava participando dos Jogos Olímpicos.

A PRÁTICA

O windsurf é considerado por seus praticantes um esporte completo, já que trabalha todos os músculos do corpo, necessita de coordenação, equilíbrio e concentração para a precisão dos movimentos. Ainda assim é considerado um dos esportes aquáticos mais fáceis e, portanto o mais recomendado para os aprendizes ansiosos por resultados rápidos. Isso é o que dizem, só tentando mesmo pra saber. 

A verdade mesmo, é que o windsurf acaba sendo considerado um esporte radical tamanha as acrobacias realizadas por seus adeptos. A depender do vento os windsurfers chegam a atingir velocidades altíssimas, o recorde que se tem registro é de cerca de 90 km por hora. Consegue imaginar? Como é um esporte aquático e que depende do vento, conhecimento sobre marés e correntes é fundamental para um bom aproveitamento da modalidade. Saber nadar é essencial inclusive para a segurança do praticante. 



AS MANOBRAS

• Aerial Jibe - você salta sem soltar os pés das alças, gira a prancha em 180º e vira a vela no ar.

• Back Loop - O atleta dá um loop para trás.

• Body Drag - O velejador tira os pés da prancha e arrasta-os na água, retornando à posição inicial.

• Jump Jibe - Quando a troca da direção da prancha é feita no ar.

• Loop - Uma volta completa com a vela no ar.

• Push Loop - Um Back Loop contra o vento.

• Table Top - O velejador dá um salto e deixa a prancha horizontal ao mar.

NOS VENTOS DE JERI

Mari Patriota, fotógrafa super conceituada, esteve em Jericoara, uma das mecas do windsurf, e conversou com dois grandes nomes locais do esporte, o Bené e o Samuel. Moradores de Jeri, de vida simples, mas rica de sonhos e amor pelo vento, os meninos, que são praticantes do esporte há um bom tempo e até já participaram de campeonatos montaram há pouco mais de 4 meses uma escola de Windsurf e foram parceiros no projeto Provador. Além de ensinar as meninas a velejar na prancha de Wind, Bené e Sassá conversaram com Mari sobre o sonho de abrir a escola e o prazer de levar cada vez mais pessoas à prática da paixão deles. Esse foi o jeito ideal de ter o próprio negócio, na cidade onde gostariam e fazendo exatamente o que amam, espalhando esse amor em cada novo aluno. Fantástico, não?

O Bené explicou que a maior dificuldade dos iniciantes é entender sobre a direção do vento e essas noções são básicas para a prática do esporte. Para quem tá começando, o ideal é o mar com pouco vento, em média 2/4 nós, assim o aluno vai por partes trabalhando o equilíbrio e se familiarizando com o equipamento. Quanto às habilidades dos alunos, as mulheres tendem a pegar o jeito mais rápido que os homens, porém abandonam antes que eles que praticam por mais tempo. Quanto aos cuidados, o maior deles é evitar que numa queda, que é natural, o equipamento possa cair por cima do praticamente, fora isso, com esforço e afinco de 3h a 5h de aulas seguidas o aluno já consegue velejar sozinho, entrando e saindo do mar numa boa.





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