segunda-feira, 31 de julho de 2017

MUSA DO MÊS: Ana de Biase - Nossa musa fitness se despede das férias com muita aventura

Pense em uma viagem de férias, mixando esporte e aventura..., onde a protagonista da história é uma linda mulher que ama curtir a vida, considera em primeiro lugar o bem estar, a qualidade de vida, paz e harmonia. Nós da MENSCH pensamos quem poderia ser esta mulher, e convidamos Ana de Biase, a musa fitness do momento, que anda dando o que falar nas redes sociais. Figura carismática e motivadora, que sempre incentiva mulheres e o público em geral à pratica de esportes e vida saudável. Vamos contar uma estória neste ensaio, de uma viagem aventura, onde ora ela escala montanhas, ora desce em rappel, ora simplesmente contempla o horizonte, corre à beira mar, surfa..., em um clima que de férias com esporte e aventura. Esperamos que vocês curtam as férias de nossa musa de julho Ana de Biase.

Ana você saiu de sua terra natal, Guarapari, aos 18 anos, estudou direito, trabalhou em banco para custear os estudos, mas já sonhava ser modelo?  Como foi que isto aconteceu? Eu não tinha esse sonho em ser modelo quando decidi, aos 18 anos, sair de casa (em Guarapari), deixar a minha família e me mudar para Niterói - confesso que não foi nada fácil sair da minha zona de conforto e ir em busca dos meus sonhos, embora essa mudança tenha sido fundamental para o meu amadurecimento pessoal. Fui para Niterói cursar Direito e para me manter, trabalhei em um banco durante os dois anos que morei lá, num quarto alugado na casa de uma senhora muito querida que me acolheu super bem. Eu tinha uma rotina diária durante a semana toda - acordava bem cedo pra ir malhar, me arrumava na academia e ia direto trabalhar no banco, de lá seguia à noite para faculdade, chegando tarde da noite pra descansar. 

Foi uma fase muito boa da minha vida, na qual aprendi a me virar sozinha e todos os desafios enfrentados foram essenciais para a minha evolução e crescimento em todos os sentidos. Em 2001, participei do concurso "Essa é pra Casar", no Caldeirão do Huck, a convite da minha cunhada que era Coleguinha do programa na época. Fiquei em terceiro lugar e depois disso fui fazendo alguns pequenos trabalhos artísticos. De repente, surgiu um convite da Agência Mega para seguir a carreira de modelo fotográfico e morar em São Paulo (isso aconteceu a partir de um desfile que participei da Fórmula Renault, em 2002, no Espírito Santo). E seguindo meu coração, aceitei este desafio, largando o banco e trancando na faculdade o curso de Direito. Permaneci na cidade por apenas seis meses, pois percebi que o mercado de modelo era mais favorável para mim no Rio de Janeiro, além de também me identificar mais com a cidade maravilhosa (onde moro atualmente e pretendo morar pra sempre). 






Como foi que surgiu convite do Luciano Huck para se tonar a personagem Salva Vidas que acabou mudando radicalmente sua vida? Em Dezembro de 2004, recebi uma ligação da Agência Mega me chamando para ir num teste no Projac para uma personagem do programa "Caldeirão do Huck" e que era exatamente o meu perfil. Disseram que o teste já acontecia há mais de um mês mas o Luciano ainda não estava encontrando o que queria. Ele me viu num ensaio do site "Morango"(na época) e foi aí que entrou em contato com a minha agência pedindo para eu ir conhecê-lo pessoalmente. Cheguei e me apresentei com mais três loiras lindas finalistas. Fui escolhida e aprovada!! Graças a Deus!! Três dias depois estávamos gravando a estreia da personagem no programa de verão na praia.

Vivendo a personagem "Salva Vidas" você teve que aprender a lidar com assédio, convites para viajar pelo mundo, conciliar tempo, prioridades e atenção com o marido, rolava ciúmes? Sim, rolava ciúmes e rola até hoje! (risos) O meu marido é bem ciumento mesmo, mas tenho certeza que ele lida muito bem com as situações que aparecem, principalmente, por estarmos há tanto tempo juntos e termos uma cumplicidade e confiança muito grande um no outro. Já morávamos juntos desde antes de surgir a personagem do "Caldeirão" e isso foi essencial para conseguirmos, com muito amor, conciliar tudo: viagens, compromissos de trabalhos, assédio dos fãs e a nossa vida particular. E também sempre fui uma mulher muito simples, como qualquer outra, que não tem muita vaidade, que leva uma vida tranquila e caseira ao lado da família.

Quando foi que você decidiu se tornar jornalista esportiva? Tudo foi acontecendo repentinamente na minha vida e fui aproveitando as oportunidades que surgiam no meu caminho e as portas que se abriram na minha carreira de modelo! A experiência como a personagem Salva Vidas foi maravilhosa e fico feliz por ter tido a oportunidade de viver momentos intensos e inesquecíveis que fazem parte da minha história! Há dez anos atrás, eu só queria viver o momento presente, curtindo e aproveitando cada segundo daquela nova fase que surgia em minha vida. Os testes que iam aparecendo naquela época, me fizeram perceber que eu gostava muito mais de apresentar do que de atuar. Decidi então fazer Jornalismo e logo no início do curso já percebi que o meu sonho era seguir a área de esportes - na qual me identifico bastante - e ser apresentadora esportiva. Descobri que tudo assuntos ligados a esportes, saúde, aventura, turismo e natureza me proporcionavam uma enorme satisfação em estar apresentando... Me formei em Jornalismo e acho que na vida temos que descobrir o que mais nos dá prazer, pois assim nunca será um trabalho e, sim, sempre uma grande diversão e total realização profissional! 



Você curte praticar esportes, radicais, só os esportes garantem esta forma física invejável? Eu priorizo levar uma vida saudável, sem sacrifícios, apenas com bons hábitos alimentares e a prática de exercícios físicos diariamente. Faço musculação todos os dias na academia Bodytech, além de spinning, aulas de abdômen e glúteo (três vezes por semana), aulas de Muai Thay e CrossFight (uma vez por semana). Aos sábados malho em casa mesmo, pedalando 45 minutos e fazendo exercícios funcionais. Quando tenho um tempo, gosto de praticar wakeboard, capoeira, rapel e stand up. Também amo fazer snowboard todo ano quando faço viagens pra neve com minha família. Na verdade, acredito que para estarmos em boa forma, devemos aliar as atividades físicas diárias com uma alimentação saudável, à base de frutas, carne branca, bons carboidratos e verduras, além de beber muita água. Não sou excessivamente vaidosa com o corpo mas acho que o mais importante é nos cuidarmos com equilíbrio para sempre mantermos em primeiro lugar a nossa saúde, autoestima e bem-estar!

Para manter tudo em dia, como é sua rotina diária para organizar: compromissos, família, trabalho, esportes, e ainda sobrar tempo para lazer? Procuro priorizar as obrigações diárias como mãe e esposa, sempre tentando conciliar com a minha agenda de trabalho e a rotina de malhação e esportes. O lazer fica mais para os finais de semana mesmo. Somos muito caseiros, amamos curtir a nossa casinha com nosso filhote e nossos cachorros, por isso, nem saímos tanto para fazer programas de lazer. Gostamos mais de convidar os amigos para nos visitarem e só de estarmos nós três juntos já basta e é maravilhoso demais! (risos) Sem falar que estou amando a vida de mamãe e me sinto completamente realizada por ter essa bênção de filho tão amado na minha vida. Ele veio no momento certo, após 16 anos de relacionamento com meu maridão e numa fase muito madura em que posso me dedicar integralmente ao meu filhote! Todo o trabalho e abdicação vale a pena por sentirmos e conhecermos o maior amor do mundo! E ainda tenho um maridão que me ajuda bastante, um paizão mega dedicado e amoroso, que faz tudo junto comigo e fica cuidando do nosso filho enquanto estou trabalhando.







Você acabou de se tornar digital influencer, passando a fazer parte do ranking da ICONOSQUARE, na categoria Fitness, como foi que isto aconteceu? Confesso que é um universo muito novo pra mim e que fiquei surpresa e feliz com essa novidade!! É um privilégio estar como digital influencer na mesma categoria que a Gabriela Pugliesi! Espero influenciar as pessoas de uma maneira totalmente positiva, pra cima, levando a vida leve e saudável! Que venham bons frutos e muitos trabalhos pela frente!!

Você está prestes a lançar um canal no YOUTUBE, chamado Esporte e Aventura, conta como vai ser? No momento estou conciliando a vida de mamãe com a de modelo fotográfico, fazendo campanhas para marcas fitness e moda praia, lacei no início deste ano o meu site, contando um pouco da minha vida pessoal e profissional ao longo desses dez anos de carreira (www.anadebiase.com.br) e me preparo para gravar matérias para o meu programa chamado "Saúde e Aventura", no qual consiste em viagens que abordem temas explorando o turismo, esportes, aventuras e dicas de saúde relacionadas às peculiaridades de cada região. Inicialmente, as gravações serão feitas no Rio de Janeiro, me aventurando com esportes como trilhas, travessias (longas com acampamentos), escaladas, canoagem, voo de asa delta, parapente, parasail (paraquedas puxado por lancha), rapel e tudo mais que que for de aventura nas mais diversas paisagens que a Cidade Maravilhosa nos oferece. 

Em seguida, pretendo explorar os esportes e as belezas da região montanhosa do meu lindo Estado, Espírito Santo e, depois, partir para viagens em todo o Brasil. O primeiro programa vai ao ar em Setembro e será gravado na trilha da Pedra da Gávea - que é a trilha mais procurada do Brasil. É conhecida como a mais temida, perigosa e também a mais bonita que temos no nosso país. Vou abordar as dificuldades, altura, paisagens, beleza, como se faz para chegar lá, o que é permitido e necessário levar, além de paradas "obrigatórias" para fazer fotos clássicas e registrar a vista deslumbrante do local. Estou super empolgada e entusiasmada com essa nova fase, conciliando a vida de mamãe - que estou amando, em plenitude de total - com as gravações esportivas pelas quais sempre sonhei fazer e que me realizo profissionalmente. Em breve, muitas novidades! Espero que gostem! 

Que características admira em um homem? Honestidade, bom humor, caráter, simplicidade, gentileza, brilho nos olhos e aquela vontade e alegria de viver.

Você está casada há 17 anos, com filho lindo, mas parece que o tempo não passou, existe uma receita para um casamento feliz? Não há receita. Acho que tentamos levar a vida juntos da melhor maneira possível, respeitando o jeito de ser, as particularidades e os limites um do outro, sempre com o coração aberto e muito diálogo, que é tão importante em uma relação! Temos uma cumplicidade, amizade e parceria muito grande, pois nos conhecemos com 21 anos de idade e, desde então, fomos crescendo e amadurecendo juntos, sempre um torcendo demais pela felicidade e realização do outro, com uma admiração recíproca entre nós! Isso nos motiva e nos entusiasma a estarmos mais juntos do que nunca! 

Também nos identificamos bastante, temos muito em comum, gostamos de fazer as mesmas coisas, somos apaixonados pelos nossos três cachorros, adoramos malhar, curtir uma praia, viajar, ir ao cinema, bons restaurantes, ver filmes e seriados interessantes e procuramos estar sempre em contato com a natureza para recarregar as nossas energias e sentirmos a presença de Deus em nossas vidas, nos abençoando! Sem falar que a maternidade só fortaleceu ainda mais a nossa relação e parece que fechou um "elo" de amor entre nós três! Sem dúvida, foi o que de melhor aconteceu em nossas vidas, somos muito gratos a Deus por essa bênção divina e por sentirmos todo esse amor incondicional, o maior do mundo! 




Quais são seus projetos para 2018? Em 2018 pretendo estar realizada profissionalmente como apresentadora esportiva, com o meu programa "Saúde e Aventura", bombando no meu canal do youtube, apresentando diversas matérias esportivas e dicas de saúde para um público de todas as idades. E ainda feliz e realizada também ao conciliar a minha carreira de modelo - que amo completamente - e a maternidade que é a melhor bênção que recebi na vida!

Deixe uma mensagem para os leitores da MENSCH... Agradeço demais o carinho de todos da revista, foi um enorme prazer fazer este ensaio e espero que os leitores gostem!! Tenham sempre muito amor no coração em tudo o que fizerem na vida, respeito ao próximo e gratidão a Deus, nunca desistindo dos seus sonhos e sempre acreditando que tudo é possível quando buscamos com fé e amor! Um grande beijo a todos!






Fotos Uine Monteiro e Marcio Romano
Direção criativa e Stylist Marcia Dornelles
Beleza Isabela Caiado
Making of Rodrigo e Adriane Mansur
Instrutor de Rappel Fabio Magrão 
Apoio Esportivo Adventura Rio de Janeiro
Locação Sheraton Rio www.sheraton-rio.com.br

ANA DE BIASE VESTE 

Look Biquini dourado: biquini Mansur Sports, pulseira e brinco Maria Oiticica, chapéu Vix Paula Hermannny; Look Biquini laranja: biquini Morena Rosa e brincos Rincawesky; Look Biquini Preto e Branco: biquini Mansur Sports Brinco Lígia Mello Semijóias; Body Branco: body Mansur Sports, colar, brincos e pulseira Maria Oiticica; Look surf: maiô colorido Mansur Sports, brinco PK folheados & joias; Look Jeep: cropped Morena Rosa, short jeans Sly, óculos Morena Rosa, anel, colar, brinco e lençinho Panna, pulseiras Ryon e Botas Tutu sapatilhas; Look Vestido Florido: vestido Perfeito Glamour, óculos Morena Rosa, sandálias Ceconello, pulseiras Ryon; Look Macaquinho: macaquinho Damyller; Look Escalada: short Manobra Radical, top Vivame; Look Sunset (caneca): quimono de trico Viviane Furrier, casaco Ypslon

sexta-feira, 28 de julho de 2017

CAPA: O reinado de Igor Rickli na TV, palcos e vida real

O que faz de um homem ser um exemplo perante outros? Valores como respeito, cordialidade e gentileza infelizmente estão se tornando escassos hoje em dia. Mas ao conversar com o ator Igor Rickli, encerrou recentemente seu trabalho em “O Rico e Lázaro”, percebemos o quanto isso está latente em sua personalidade e estilo de vida. Ator de sucessos na TV e nos palcos, Igor segue sem deslumbres sua trajetória sempre observando e aprendendo com o outro. Inclusive com seu pequeno filho, que a cada dia traz um novo desafio. E de herança, valores nobres que aprendeu com seus pais e tenta transmitir para seu filho. Em nossa segunda matéria com Igor, percebe-se que ele é realmente um MENSCH de atitudes e coração. 

Ao longo de sua carreira você tem interpretado personagens fortes, rei, milionário, sultão... e inclusive Jesus Cristo (no teatro). Parece que seu tipo agrada autores e diretores para esse tipo de papel. Como você vê isso? Minha mãe sempre falava que desde criança eu tinha mania de grandeza... (risos) Acho que sou intenso na vida... acabo atraindo os personagens mais carregados. 

Dentre esses personagens boa parte vilão. É mais gostoso realmente interpretar um vilão? E qual o personagem dos sonhos? Gostoso, gostoso não é! É muito exaustivo defender o "errado" mas confesso que gosto bastante! Os vilões sempre tem conflitos mais fortes e geralmente são mais ricos para brincar. Não sonho com nenhum específico, mas quero os mais interessantes sempre!


Seu mais recente papel, Zac, em “O Rico e Lázaro”, possui um caráter duvidoso e você o defendeu como um ser humano que possui o bem e o mal dentro de si, como qualquer pessoa. Para você o que faz despertar mais um lado que outro? Acredito que se a gente não for bem nutrido de amor e cuidado desde criança temos todos o potencial pra se tornar "do mal". Zac tinha muita dor guardada. Ferida aberta. Rancor. Isso é muito próximo de nós. Se não souber tratar, mata!

Como pai que base você procura e quer dar a seu filho para que ele saiba fazer as escolhas certas? Procuro ensinar a importância do respeito e compaixão. Com esses dois ingredientes ele pode ir longe onde quer que escolha ir. 

Ainda sobre “O Rico e Lázaro”, a história fala de escolhas e redenção. Qual a importância de se contar uma história com esses valores nos dias de hoje? É fundamental se falar de escolhas. Ainda mais hoje que temos MUITAS opções, informações, pessoas e possibilidades. Procuro pensar sempre no que é mais agregador para o coletivo e como ser eficiente nesse todo! Sei que soa ingênuo... mas gosto desse caminho. Não faço nada sozinho, sempre preciso do outro e é para o outro que trabalho.


A humanidade está evoluindo tecnologicamente e retrocedendo como ser humano? Você concorda? Concordo que estamos transformando. E essa reforma provoca desordem e caos. Acho que é um processo natural. Não me assusta mais ver o ponto que chegamos, até por que acho que vai piorar. Mas acredito que a mudança começa em mim. Se quero ver a diferença, tento SER a diferença.

Você parece ser um homem muito tranquilo e fiel aos valores sólidos de família, amizade e respeito ao próximo. De onde vem isso e como faz para manter isso ativo? Gosto muito de observar. Tudo. As pessoas, situações enfim... isso me ajuda a perceber o outro. Nessa loucura que estamos, poder enxergar o outro é um privilégio. Amo ter amigos e aprendo muito com eles. Com os problemas deles. E faço questão de não esconder os meus... quanto mais verdadeiros, mais fácil fica passar por esse furacão!

Na teoria das redes sociais o povo ou se mostra muito raivoso ou com muita compaixão. Mas na vida real nem sempre corresponde. Como você enxerga isso? Muita ideologia e pouca ação. É muito fácil usar uma rede social pra expressar uma ideia onde todos podem ver. Me interessa é o que FAÇO na vida real, em casa, no trabalho. Gosto da ideia de que "seja o exemplo". Não tô falando que é fácil... mas aos menos tento!

Ser pai mudou em que na sua vida? Existe um Igor antes e depois de ser pai? Sem dúvida! Perdi o papel de protagonista da minha vida e passei pra coadjuvante e tô amando esse papel... (risos)

Você fez sua estreia em novelas na Globo, em “Flor do Caribe”, depois passou para Record, já passou por teatro musical e cinema. Que apanhado geral faz da sua trajetória como ator? Que ainda tenho muito chão pra chegar onde quero chegar, mas de verdade, estou curtindo muito esse caminho, ouvindo um som incrível no último volume e rodeado de pessoas que amo! Estou feliz onde e como estou.

Cantar ainda é sua praia ou só para o trabalho no teatro? Que importância a música tem na sua vida? Só pra teatro. Não sinto como A MINHA praia.  

Falando em teatro, Jesus... Como foi interpretar Jesus na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém por dois anos? Quem acompanhou de perto viu como foi emocionante pra mim... até hoje ainda não acredito no que vivi lá e ainda me emociono com aquela experiência. Foi uma das coisas mais LINDAS que conheci e vivenciei. Sentia muito conectado com a história e o público. E foi uma bela troca. Que vai deixar um buraco de saudade pra sempre!

E nas horas vagas Igor, o que mais curte fazer? Gosto de cuidar da casa... arrumar o que quebrou, ou trocar o que já não cabe mais. Mas adoro receber amigos em casa, beber vinho e dar muita risada! 

Você se considera um cara vaidoso? Quando isso desperta em você? Sou. Inevitavelmente. Tento controlar pra não ficar refém de um ego ou vaidade. Me cuido para me sentir bem... mas sempre respeito o limite do que é saudável. 

O que mais admira nas mulheres? Onde elas te encantam? Na contradição da força com a leveza! Sem dúvida são mais evoluídas que nós (risos) e vejo como estamos lascados nas mãos delas por termos tolhido essa força durante TANTO tempo. Respeito o feminino e reconheço ele no homem também. E te digo mais... um homem tem que ser muito macho pra reconhecer isso. (risos) 

Quais os próximos passos depois de “O Rico e Lázaro”? Só Deus sabe... agora estou de férias e quero aproveitá-las ao máximo por que sei que será breve! 


quinta-feira, 27 de julho de 2017

MUSA: Mysterious Way - Bono no show de Ju Sarda

Paris, 26 de julho de 2017, o dia em que Bono Vox, vocalista da banda irlandesa U2, ficou aos pés da pernambucana Ju Sarda. Talvez um dia ele esqueça esse momento, mas ela e milhares de fãs do U2 pelo mundo jamais esquecerão e muito menos a MENSCH que já teve a bela morena como sua Musa em 2014 (em um belo ensaio que você confere aqui).

Já é de praxe em um momento épico do show Bono puxar alguma fã da plateia e cantar com ela um trecho de alguma música do repertório (durante muito tempo foi o quase hino “with or without you”), mas não é nada comum que a tal fã roube a cena, no melhor dos sentidos, ficando tão à vontade entre seus ídolos, confiante diante de milhares de pessoas desejosas de estarem no lugar dela, dançando com Bono como se fosse rotina, sendo elegante, sensual e incrivelmente natural.

Ju Sarda não vai ficar na memória deste dia somente por ser linda, mas por ter sido a garotinha de 10 anos que em 1991 gravou em fitas k-7 o que tocava nas rádio para seu irmão em coma devido a um atropelamento. Sem saber, as maiorias das músicas eram do Achtung Baby do U2 e por querer, a partir do que ouvia, o U2 passou a ser uma grande paixão pra ela. Daí em diante o consumo de U2 se dava de todas as maneiras. A menina foi crescendo, trabalhando e a grana do porquinho era investida em shows, cd´s, dvd´s e tudo o mais que se referisse ao U2, inclusive tatuagens.

São 8 ao todo, 4 referentes a banda, sendo uma delas desenhada por ninguém mais ninguém menos que seu “parceiro de palco”. Dos 3 encontros de Ju com Bono, um rendeu uma camisa autografada e outro, mais recente (maio de 2017), durante a turnê The Joshua Tree 30 anos, a tal tatuagem "feita" por Bono, onde ele escreveu o nome e desenhou um trevo, símbolo da Irlanda. Diante disso tudo só faltava uma coisa: subir ao palco. E ela subiu majestosa. Mas humilde que é, tem certeza que pra Bono não foi nada especial (ah, será?!), já que é muito comum pra banda esse momento com fãs, mas com certeza ele captou a confiança e a alegria dela por estar ali.


Quanto a ela, bem, saibam com suas próprias palavras: “A ficha ainda não caiu. Lembro que acordei no dia e disse a mim mesma – hoje eu vou subir. Parecia que alguém estava falando isso o tempo todo na minha cabeça, nunca tinha tido tanta certeza. Quando vi que o Bono me olhou algumas vezes do palco, o coração bateu forte e essa certeza só aumentava. A música começou e vi que ele apontou pra mim, mas não me chamou...Parecia que dizia – se prepara que é você. Depois ele veio de novo me olhou nos olhos e me chamou. Quando coloquei os pés no palco eu só ouvia – seu sonho está se realizando, divirta-se – E foi isso que eu fiz”

E fez bem feito, fez bonito levando muita gente a se emocionar e se motivar a ter confiança e persistência para realizar seus próprios sonhos.

She moves in a mysterious way.








Se você não viu a apresentação de Ju Sarda no  show do U2 em Paris confira aqui:







Fotos Newman Homrich
Produção Executiva Cris Glasner
Styling Mychelle Jacob 
Cabelo e make-up Isnaldo Braga 

Juliana veste: Bobô (roupas), Flamboyant (tecidos), Fruit la Passion (lingerie), Jorge Bischoff  (sapatos), Trudys (adereços); Agradecimentos: Suites Avalon (locação)
www.sunshine.com.br

quarta-feira, 26 de julho de 2017

HOMEM NA COZINHA: A cozinha é para todos!

Antes de qualquer coisa, acho importante me apresentar: meu nome é Raphael, tenho 32 anos e sou de São Paulo. Minha formação é como publicitário e até pouco tempo atrás era responsável pela área de marketing de uma grande marca multinacional e apenas mais um apaixonado pela gastronomia. Para mim sempre pareceu muito distante fazer a transição da publicidade para a gastronomia, até que um dia levei a sério a sugestão feita por dezenas de amigos de me inscrever no reality Masterchef com o pensamento de "vamos ver no que vai dar". 

Deu que fui evoluindo etapa a etapa até eventualmente ser eliminado. Mas o mais importante foi que finalmente vi um motivo para largar tudo e ir em busca dessa paixão que me perseguia há tanto tempo. Sim, larguei a estabilidade de um emprego em uma grande multinacional para me arriscar na cozinha. E se agora você está pensando "esse cara é louco", fiquei tranquilo, já ouvi isso bastante, inclusive do trio de chefs mais famoso do Brasil.

Já faz um tempo que levo um estilo de vida bastante saudável desde a prática diária de CrossFit até uma alimentação balanceada, buscando sempre manter o equilíbrio que inclui aquelas jacadas esporádicas em meio a rotina da dieta, afinal ninguém é de ferro. 

Uma coisa que sempre me chamou atenção nesse universo de ser "saudável" foi o sofrimento e o alto índice de desistência dos que se aventuram nesse mundo. Não culpo ninguém pela dificuldade em seguir uma dieta, afinal elas sempre estão relacionadas a comidas sem graça, sem gosto, que parecem comida de hospital. 

Mas nessa minha nova jornada de cozinheiro amador quero mostrar a todos que é possível ser saudável e ainda assim ter um comida cheia de sabor, descomplicada e sem sofrimento. E a parte do "descomplicada" acho que talvez seja a mais importante aqui, porque já perdi a conta das inúmeras vezes que deixei de tentar cozinhar algo por olhar para a receita e já sentir aquela preguiça de tantos processos e ingredientes envolvidos. Quero compartilhar minhas experiências e dificuldades na cozinha que tenho certeza que são as mesmas de qualquer outro que se atreve a entrar cozinha, e acredite, por mais assustador que pareça, raramente é um bicho de sete cabeças.

Minha ideia aqui é poder mostrar receitas e dicas que tragam enraizadas na comida esses 3 pilares: descomplicada, saudável e saborosa. De modo que seja delicioso levar um estilo de vida saudável e que prove que qualquer um pode cozinhar! 


FILET CHATEAUBRIAND 

COM REDUÇÃO DE BALSÂMICO, CEBOLAS CARAMELIZADAS E PURÊ DE COUVE FLOR COM AVELAS. VAMOS PRECISAR DE:

Rendimento: 4 porções
Tempo de preparo:  40 minutos

PARA A CARNE
4 files chateaubriand (se preferir pode usar 8 medalhões de file mignon, o chateaubriand nada mais é que um medalhão bem alto)
Fio de azeite para untar a frigideira
Sal e pimenta do reino a gosto

PARA O MOLHO
100ml de aceto balsâmico  
1 colher de sopa de mel

PARA AS CEBOLAS
4 cebolas aperitivos ou 2 cebolas normais
2 colheres de chá de manteiga ghee (pode usar a normal também)
Sal a gosto

PARA O PURÊ 
1 couve flor (cerca de 300g)
1 dente de alho
1 colher de sopa de manteiga ghee
Sal e pimenta a gosto
40g de avelas grosseiramente trituradas
Salsinha picada para temperar

Para facilitar vou dividir o processo em 4 passos, mas fique a vontade para fazer mais de um passo ao mesmo tempo.

PASSO 1 - PURÊ DE COUVE FLOR
Remova o talo do miolo e as folhas da couve flor quebrando o resto em pequenos floretes. Coloque-os numa panela junto com o dente de alho e cubra com água. Ferva por cerca de 8-10 minutos até que os floretes estejam macios ao espetar um garfo. Escoe a água, reservando um pouco para caso seja necessário deixar o purê mais liquido. Coloque no processador (liquidificador ou mixer também utilizados) a couve flor com o alho, a manteiga, sal e pimenta, e bata até obter a consistências de purê, se achar muito espesso bata mais com um pouco da água reservada até obter a consistências desejada.

PASSO 2 - REDUÇÃO DE BALSÂMICO COM MEL
Misture o balsâmico com o mel e leve a fogo médio numa frigideira. O liquido vai levantar fervura formando bolhas, mas fique tranquilo que não irá queimar. Aqueça até que o liquido tenha seu volume reduzido pela metade. Para checar o quanto já reduziu retire a frigideira do fogo, quando as bolhas fica fácil ver o quanto do liquido já evaporou. Coloque num recipiente e reserva na geladeira.

PASSO 3 - CEBOLAS CARAMELIZADAS
Corte as cebolas ao meio no sentido da raiz até a ponta. Derreta a manteiga numa panela e acrescente as cebolas com a parte interna voltada para baixo até que as cebolas absorvam parte da manteiga. Acrescente água a panela até quase cobrir as cebolas. Aqueça em fogo médio até que a água evapore completamente, quando isso acontecer mantenha a panela no fogo até que as cebolas estejam levemente queimadas e coradas em baixo. 

PASSO 4 - FILÉ CHATEUBRIAND OU MEDALHÃO DE FILÉ MIGNON 
Aqueça a frigideira em fogo alto. Unte com um fio de azeite e adicione a carne. Deixe a carne dourar cerca de 3 a 4 minutos de cada lado e depois doure as laterais da carne. Importante, tente mexer o mínimo possível na carne enquanto ela estiver assando para que ela mantenha sua suculências e não fique soltando sangue, o ideal é vira-la apenas uma vez. Retire a carne da frigideira e coloque-a num prato para descansar por cerca de 5 minutos. Depois do tempo de descanso tempero com sal e pimenta do reino a gosto (o processo de temperar a carne após a cocção faz com que a carne mantenha sua suculência)

SUGESTÃO DE FINALIZAÇÃO
Posicione o purê quase no centro do prato colocando a carne por cima dele na borda que estiver mais próxima ao centro. Acrescente as avelas e a salsinha por cima do purê. Separe as laminas das cebolas de modo que elas fiquem parecendo uma canoa e posicione algumas delas próximas a carne e ao purê. Despeje a redução de balsâmico dentro das cebola e por cima da carne, ela irá escorrer formando uma base de molho ao redor da carne.

Voilá! Você tem um prato saudável prático e super saboroso, de fazer qualquer um passar vontade.

terça-feira, 25 de julho de 2017

DESTINO: Conheça a Escócia de carro, desbravando a terra do whisky

Nosso roteiro começou na capital Edimburgo, onde visitamos o mais importante dentre uma dezena de castelos medievais que cruzariam nosso caminho pelas estradas da Escócia. A vista do castelo, que foi construído no topo de uma colina, é impressionante, é possível avistá-lo de qualquer ponto da cidade.  Do castelo sai à famosa Royal Mile, rua que concentra os principais prédios antigos e monumentos da cidade, ligando o castelo ao palácio da família real Britânica e ao parlamento Escocês. Quem quiser conhecer mais a fundo a história da capital, além de visitar o castelo deve conhecer o Mary King’s Close – encontrado durante uma reforma no prédio da bolsa de valores, o Mary King’s Close é um antigo beco da Edimburgo medieval que ficou preservado e fechado durante anos sob as construções da nova cidade. Uma visita guiada pelos becos escuros revela as condições terríveis que vivia grande parte da população no século XVII quando a cidade foi assolada pela peste negra. Outra atração pitoresca é a Rosslyn Chapel, capela enigmática com supostos segredos templários. Situada a poucos quilômetros de Edimburgo em uma zona rural, foi lá que Tom Hanks e Audrey Tautou gravaram uma das últimas cenas do filme "O Código da Vinci". Programe ao menos quatro dias para curtir Edimburgo. Ficamos no novo Grand Sheraton hotel que tem localização perfeita para explorar o centro a pé. Com quartos modernos e confortáveis e um belo SPA, o hotel tem bom custo benefício e um excelente restaurante.



Em Edimburgo alugamos um carro e partimos para o norte rumo aos Highlands. Explorar as estradas secundárias da Escócia é a melhor forma de conhecer suas vilas, castelos e lagos. Nossa primeira parada foi Sterling onde fica o segundo mais importante castelo escocês com um belo museu que conta a história de reis e guerras frequentes no passado. Do topo do castelo já se pode admirar belas paisagens rurais e as montanhas dos Highlands. Partimos de Sterling rumo aos lagos glaciais de Glen Coe. No primeiro dia de estrada a dificuldade maior é adaptar-se à mão inglesa pilotando um carro mecânico com tudo invertido. A adaptação é rápida mais vale alugar o carro com cobertura total de seguros para garantir as rodas raspadas ou algum erro de cálculo na baliza inversa. O desafio de dirigir ao contrário é compensador. Dirigir pelas estradas da Escócia foi um dos pontos altos da viagem. No caminho de Glen Coe avistamos as primeiras paisagens totalmente rurais as margens do lago Lockmond. São milhas de fazendas de carneiro e antigas vilas com casas de granito. No caminho já avistamos uma Hamish, a vaca dos Highlands. Com seus chifres enormes e rosto coberto de pelo, esse animal dócil e acostumado ao clima frio do norte é um dos sinais de que estamos entrando na região dos Highlands. Em Glen Coe a paisagem muda de forma drástica.  Ficam para trás os pastos verdes cheios de carneiro e predomina um cenário árido maravilhoso, montanhas altas de terra vermelha e roxa cercam lagos glaciais e refletem o céu azul. A região tem ótimas estações de ski, mas suas estradas podem ficar intransitáveis no inverno. Na primavera o visual da neve no topo das montanhas, as várias trilhas que se abrem para caminhada e passeios de bicicleta fazem do local um paraíso para um dia relaxante. O charmoso vilarejo de Glen Coe tem pequenas pousadas no estilo Bed & Breakfast com clima de total tranquilidade. 





Seguimos viagem rumo ao litoral parando no vilarejo pesqueiro de Mallaig. Daqui saem balsas e barcos para a Ilha de Skye, um dos lugares mais disputados na Escócia no verão, mas que fora de temporada guarda paisagens maravilhosas e vilarejos remotos com rica história dos antigos Clãs. Dormimos em Mallaig e curtimos um belo jantar de frutos do mar com vista para o porto. Na manhã seguinte atravessamos de balsa com o carro até a ilha principal do arquipélago.  Do desembarque seguimos por pequenas estradas regionais até a vila de Elgol em um dos pontos mais remotos da ilha. Esse foi sem dúvida o dia mais bonito de estrada que fizemos. A sensação de estar atravessando um local remoto que parou no tempo combinada com paisagens maravilhosas em um belo dia de primavera, fez desse um daqueles dias perfeitos de viagem. Com apenas um pista a pequena estrada cruzou fazendas, ruínas e belos lagos até avistarmos o mar. De vez em quando um carro vinha na contra mão nos obrigando a sair da estrada já que só passava um veículo por vez. O cuidado maior tinha que ser tomado com os carneiros na pista.  

Chegamos ao ponto mais remoto da ilha e retornamos pela mesma estrada, ainda entusiasmados com cada detalhe da paisagem. Cruzamos a única ponte que liga a ilha ao continente e fomos almoçar no vilarejo de Plockton. Nessa bela vila a beira mar com arquitetura típica dos highlands  curtimos um maravilhoso prato de frutos do mar com pescados locais. À tarde seguimos rumo a Inverness e o famoso Lago Ness. No caminho paramos para visitar um dos principais cartões postais da Escócia – o Castelo de Eilean Donan. Construído em uma pequena ilha no encontro de mar com um lago, e ligada ao continente por uma ponte, o castelo que foi totalmente restaurado pela família proprietária nos anos 30 vale uma visita de algumas horas.  Chegamos ao Lago Ness no final da tarde a tempo de ver o por do sol em suas águas negras, sem sinal do famoso monstro Nessie que hoje deu nome a pubs, hotéis e restaurantes da região. Próximo ao lago está Inverness, a capital dos highlands. Com bons hotéis e restaurantes, muita gente usa a cidade como base para passeios de um dia pela região. Em um roteiro de carro vale programar pelo menos um dia e uma noite em Inverness e jantar em um dos excelentes restaurantes da cidade. Nós estávamos lá no dia do meu aniversário e aproveitamos para almoçar no disputadíssimo Rocpool, que faz jus à fama de melhor restaurante da cidade.  


Partindo de Inverness seguimos rumo à região produtora de whiskey que tem como centro Dufftown, uma vila com construções de pedra cercada por doze destilarias. Fizemos uma visita a tradicional Glenfiddich que ainda permanece sob administração da família que a fundou em 1886. A visita guiada mostra todo o processo produtivo e termina com uma degustação das variedades 12, 15 e 18 anos. O whiskey é degustado da maneira tradicional escocesa, puro ou com um pouco de água. Após a degustação você pode comprar uma garrafa e cumprir o ritual completo de sacar a bebida do barril, etiqueta-la, colar o rótulo, lacrar e levar para casa uma garrafa com o sue nome. Além das destilarias, as cidades da região valem a visita pela arquitetura, tranquilidade e hospitalidade. Escolhemos como base para passar à noite a cidade de Huntley. Aproveitando a data do meu aniversário ficamos em um hotel castelo da para comemorar em grande estilo. Localizado em uma mansão do século XVII o Huntley Castle Hotel tem quartos amplos e charmosos, com a hospitalidade da família de proprietários que administra o hotel. A uma caminhada de 30 minutos pelo belo jardim pode-se visitar a cidade e as ruínas de um impressionante castelo medieval.  O hotel conta também com um simpático pub com uma carta invejável de single malts da região. 



Na manhã seguinte iniciamos nossa descida ao sul rumo a Edimburgo, passando pela região de Perthshire, com parada especial na vila de Dunkeld. Aqui a paisagem dos highlands dá lugar a bosques verdes impressionantes.  Continuamos nosso roteiro por estradas secundárias descobrindo belos vilarejos e fazendas. Antes de chegar a Edimburgo decidimos visitar nosso último castelo da viagem por recomendação do dono de um dos Bed & Breakfasts que ficamos. O Glamis Castle acabou sendo um dos mais interessantes que visitamos.  Propriedade de descendentes da família real Britânica, o Glamis conserva sua arquitetura original e grande parte das salas decoradas da maneira que fora utilizada pelos proprietários. O castelo é hoje conhecido como o edifício mais mal assombrado da Escócia, e uma visita guiada revela histórias surpreendentes sobre as muitas gerações que o ocuparam. 

Uma semana depois que partimos de Edimburgo voltávamos para a capital, maravilhados com a Escócia. Reserve de 10 a 15 dias para visitar o país. O roteiro fica ainda mais especial se você estiver bem acompanhado. A tranquilidade e beleza do roteiro rende uma bela lua de mel. Se for com amigos programe de estar aos fins de semana em Edimburgo e Glasgow para curtir a vida noturna. A segunda é a capital dos pubs e Rock da Escócia. Ambas ficam próximas concentradas na região sul do país. No norte, mesmo em cidades maiores como Inverness o clima é bem pacato e só se dão bem os carneiros que fogem da panela.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

CUIDADOS PESSOAIS: Dê um tapa no visual com ceras e finalizadores

Os homens estão cada vez mais vaidosos, mas não é de hoje que a maioria tem uma preocupação maior quando se trata dos cabelos. A verdade é que eles vivem passando gel, pomada, cera, secam e tingem os fios, modelam, cortam de vez em quando e, às vezes, até arriscam passar um creminho. Portanto, quando você ler nas matérias sobre cabelos o termo “finalização”, saiba que se trata do “algo mais” que se usa para dar um diferencial na hora de ir pra balada. Nessa modalidade temos os grupos das pomadas, ceras, gel, mousse e cremes modeladores, dentre outros. 

As pomadas e ceras vão ajudar a definir mechas, penteados e a domar os cabelos mais rebeldes. As ceras tem um brilho suave, enquanto as pomadas já são mais opacas. Se você tem pouco cabelo, use um mouse, vai deixar um aspecto mais arrumado e disfarçar o couro cabeludo. Porém, é importante saber que tipo de finalização e produto é mais adequado para você, para evitar ficar com o cabelo com uma aparência bem diferente daquela que buscava. Entenda quais são esses produtos e para que serve cada um. 

CERA OU POMADA?

POMADA - Ajuda a definir o penteado sem marcar completamente o desenho e é responsável por deixar os fios suavemente no lugar, com aparência brilhante e sem o efeito “melado”, sujo-chique. Uma pequena quantidade do produto na palma da mão já basta, não é necessário enxaguar.

CERA - Versátil, é a maneira correta de deixar seu cabelo desarrumado “de propósito”, ou espetado irregular com elegância, ou até realmente estruturar seu cabelo conservadoramente para todo o dia.  Simples de usar, basta passar na palma da mão, passar pelo cabelo e desenhar o corte.

GEL - Talvez o mais popular e familiar para a maioria dos homens, o gel deve ser usado apenas para quem tem cabelo muito volumoso. Sua finalidade é simples, segurar seu cabelo no lugar e ficar aquela aparência molhada e brilhante. Para quem tem o cabelo ralo, é o fim. Pois irá deixá-lo ainda mais ralo.

MOUSSE - Ajuda a modelar, fixar e avolumar os fios, sem o efeito pesado do gel. Deixa o cabelo com uma aparência suave e natural. Mesmo não sendo muito usado pelos homens, o mousse libera polímeros, que acaba “engrossando” e preenchendo o visual do cabelo, ideal para quem tem fios muito finos.

CREME MODELADOR - Esse tem ação parecida com a do gel, só que não endurece tanto o cabelo.


DICAS PARA NÃO ERRAR A MÃO
- Quando for usar ceras ou pastas lembre sempre de aplicar no cabelo seco. Assim você consegue o efeito desejado, evitando um visual pesado. Para isso, pegue uma pequena quantidade com os dedos, esfregue na palmas das mãos e aplique no cabelo. Vá modelando, passando os dedos até conseguir o visual desejado. 

- Se optar pelo spray, procure usar os secos que deixam o penteado no lugar por mais tempo dando um visual mais arrumadinho. Agora se você deseja um visual mais desarrumado, aplique o salt spray sobre o cabelo e bagunce com os dedos.

- Preste atenção em seu tipo de cabelo para escolher o finalizador adequado. Cabelos mais grossos o ideal é ceras e pomadas, cabelos mais finos o spray seco é o mais indicado.

- Uma dica importante, independentemente de qual finalizador você vai usar, não esqueça de lavar o cabelo antes de aplicar o produto. Se seu cabelo estiver sujo ou oleoso, o efeito pode ser desastroso, dando um aspecto pesado. E lembre-se, espere o cabelo secar. Se estiver com pressa, use o secador.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

CAPA: Gabriel Stauffer conquista o público enfrentando o preconceito em "A Força do Querer"


Talvez, para o grande público, o ator Gabriel Stauffer, que atualmente está interpretando o personagem Claudio em “A Força do Querer”, esteja no início de carreira, mas o que muita gente não sabe é que ele traz uma grande bagagem que vai muito além de interpretar um personagem. A escola de Gabriel foi o circo, que além de trazer uma grande experiência, ainda acrescenta uma desenvoltura extra. Para se ter ideia, ele faz malabares, piruetas e ainda anda na corda bamba. Aliás, "andar na corda bamba" é algo bem presente na vida dos atores que, a cada personagem, enfrentam e superam um novo desafio. Apesar disso, Gabriel parece estar tirando de letra a trama de seu personagem Claudio e a relação com Ivana (Carol Duarte) na novela das 21h. Enquanto eles seguem com sua história, confira um pouco da trajetória de Gabriel Stauffer.

Do “Grande Circo Místico” para a novela das 9h na Globo. Um salto sem rede de proteção! Como foi isso? Conta pra gente. Sim, nosso trabalho é estar sempre na beira do precipício, prontos pra pular. Na verdade, do Grande Circo, em 2014, para a novela, em 2017, muita coisa aconteceu. Foram mais de 6 musicais, 2 peças e um longa-metragem. Todos saltos difíceis e desafiadores. Em cada um, aprendi algo novo. Os desafios de cada trabalho, cada equipe e cada veículo me instigam a continuar. Isso que é incrível na nossa profissão, sempre irá ter algo novo e um frio na barriga diferente.

Aliás, você veio do circo...tem experiência com malabares, piruetas, corda bamba... Como entrou no circo e que importância tem para você? Sim, entrei para as aulas de circo ainda quando morava em Curitiba. Participava de um grupo de arte de rua chamado Oxigênio. Ele existe até hoje e continua fazendo um trabalho muito bonito. Foi ali, no Oxigênio, que tive o primeiro contato com Circo, Pirofagia, Teatro, Stomp (fazer sons com objetos comuns como vassoura, lixo, etc). Foi de extrema importância pra mim. O material do ator é o corpo. Com o circo entendo e trabalho o meu corpo. Ele me ajuda na capacidade motora, na respiração, na força, agilidade e prontidão.



Isso te deixou mais maleável para encarar as câmeras de TV? O que aprendeu lá que coloca em prática hoje em dia? Meu corpo carrega tudo o que aprendi. O mais importante que levo até hoje do teatro e do circo é estar disponível para o jogo. Saber jogar e ouvir tudo o que está acontecendo em cena: os companheiros, o espaço, a câmera... A ansiedade, por exemplo, pode até atrapalhar essa prontidão para o ouvir, mas, ao meu ver, é de fundamental importância para que a cena aconteça.

Você chegou a cursar Publicidade & Propaganda e largou para ser ator. Quando percebeu que era hora de mudar? Acho que a vontade estava sempre presente. Às vezes, me pegava pensando: “Será que não era outra coisa que eu tinha que fazer”? (Risos) Não que eu fosse infeliz no curso de Publicidade, mas achava que tinha outros dons que estavam adormecidos e com vontade de acordar. Em certo momento, tudo confluiu para que a mudança acontecesse. Foi aí que tranquei a faculdade, peguei minha trouxinha de roupa e me mudei para o Rio. É preciso coragem para grandes mudanças que, em alguns momentos, podem ser doídas, mas as recompensas são maravilhosas.

Antes de encarar o personagem Claudio em “A Força do Querer” você já tinha feito participações na TV. Como foi essa trajetória até o Claudio e como surgiu o convite? Sim. Acho que foi em 2012 que fiz minha primeira participação na TV Globo. Foi coisa de um capítulo, um dia. Apesar de ter sido tudo muito rápido, considero que foi uma baita experiência na época. Depois, já em 2016, fiz uma participação um pouco maior na minissérie “Nada Será Como Antes” onde participava mais, tinha mais cenas e relações. Meu personagem interferia na trama. Foi muito importante também. Não demorou muito e veio o Cláudio, um personagem de uma novela das 21h. Nesse meio tempo, volta e meia, fazia testes para novelas da casa e, na maioria das vezes, o "sim" não vinha. Nessa profissão convivemos muito com o "não" e temos que saber lidar com ele. O ator é testado o tempo todo. Importante é perseverar, continuar estudando e acreditando. Em “A Força do Querer”, por exemplo, recebi convite para fazer o teste de outro personagem, o Ruy. De uma certa forma, foi um "não" que acabou se transformando em “sim”. Não peguei o Ruy, mas veio o Cláudio. Um presente!



É um personagem com uma certa complexidade pois ele se apaixona por uma garota que não se identifica com seu gênero e passará por uma transição ao descobrir que, na verdade, é um homem no corpo de mulher. Teve algum preparo especial para o personagem? Como encarou isso? Está preparado para possíveis “críticas” do público em geral? Encarei com muita alegria. Acho que o papel do ator e, nesse caso, também o da novela é, além de entreter e divertir, o de levantar questionamentos e mostrar à sociedade suas diversas faces. A trama da Ivana é excelente por esse motivo e fiquei muito feliz quando soube que faria parte dela. A Glória é uma autora audaciosa, no melhor sentido da palavra, e tem criado a história de uma maneira muito inteligente, de um modo que as pessoas entendam toda a trajetória de quem vive isso na vida real e, de certo modo, de quem se identifica com ela. Pra fazer o personagem, pesquisei muito, vi muitas coisas, séries, filmes e depoimentos. Como todo o papel que faço, acho importante conhecer a atmosfera que ronda o personagem.

Um ator é movido a desafios. Quais os seus maiores desafios. Ainda possui algum tabu que precisa ser quebrado internamente? Com certeza. Se falasse que não tenho nenhum, estaria mentindo, mas, pensando agora, não me vem nenhum à cabeça. Todos nós somos cheios de tabus e medos e eles aparecem quando menos esperamos. O importante é sabermos lidar com eles, com coragem e respeito aos nossos próprios limites.

Um curitibano no Rio de Janeiro. Como foi a adaptação e o que levou de suas raízes para o Rio? Sou de lá, mas meus pais são cariocas. Sempre tive família aqui, avós, tios... Meu pai e minha mãe se casaram e foram construir a vida juntos em Curitiba, mas sempre vinham passar as férias aqui no Rio. Quando vinha, tinha casa pra ficar, já conhecia o clima da cidade e já gostava. Todos da família me ajudaram na adaptação.



Você fez muitos musicais no teatro...que peso a música tem em sua vida? O que curte ouvir? A música é fundamental na minha vida. Desde pequeno que via meus pais ouvirem muita música em casa e, sempre que estamos juntos, cantamos. A música tem um poder muito grande, de agregar, de tocar as pessoas. Eu gosto de muita coisa, de Bach à Radiohead, de Cartola à Tropkillaz, de Gorillaz à Dona Onete (risos). Acho que depende da fase da vida e da ocasião. Ultimamente tenho escutado muito MPB, Chico, Milton, Elis e Caetano.

Quando está de folga o que curte fazer? Que programas fazem sua cabeça? Sou uma pessoa que gosto de estar com outras pessoas. O que mais curto é juntar pessoas que gosto de conversar e ficarmos juntos para dividirmos a mesa, a bebida, a comida, os dramas e as risadas.

Como a vaidade se revela em você? Talvez no fato de gostar de me vestir bem, de ser reconhecido pelo meu trabalho e de, volta e meia, quando passo por um espelho, dar uma olhadinha para ver se o cabelo está no lugar. (risos)

O que te atrai nas mulheres? Gosto de mulheres fortes, que sabem o que são, que tem opinião, que eu possa conversar por horas, com senso de humor e com iniciativa.

Como se vê daqui há 20 anos? Me vejo sendo desafiado ainda mais no meu trabalho. Sendo reconhecido pelo o que eu faço e cercado por aqueles que eu amo. 

quinta-feira, 20 de julho de 2017

MÚSICA: Ney Matogrosso - Um prêmio para a música brasileira

Nessa quarta, 19 de julho, a 28a edição do Prêmio da Música Brasileira homenageou o cantor Ney Matogrosso. Que com seu talento e carisma conquistou a todos. Em homenagem a esse grande artista vamos rever sua entrevista para a MENSCH em 2015. Foi um belo papo sobre cultura, evolução humana, sinais e claro, música brasileira.

Ney Matogrosso não se define, não se encerra em uma ou outra característica já impressa em um dicionário, nem mesmo o Aurélio. Ney é Ney é vida e movimento incessante, criatividade que pulsa em ritmo acelerado, é performance e metamorfose. É arte, música, som, ar... É Ney Matogrosso. Ao completar 40 anos de carreira, Ney lançou novo show, “Atento aos Sinais”, ganhou Grammy Latino e está em eterna evolução como homem e artista. A MENSCH conversou com esse admirável artista e o resultado você confere aqui nessas páginas. 

Como estar atento aos sinais e entendê-los? Olha, eu considero que se estar atento é não ser uma pessoa que viva no mundo da fantasia nem da ilusão. Estou vivo no mundo da realidade, prestando atenção a tudo que acontece no mundo, o que acontece no nosso país. Prestar atenção a todos os movimentos de todos os lados.


Em seu novo show, “Atento aos Sinais”, você aos 73 anos, parece estar mais elétrico que nunca. À que você atribui essa força toda? Realização do que ama fazer? Sim! Na verdade quem criou tudo isso fui eu. Houve um momento que eu vi que era uma coisa muito pesada, mas aí eu pensei: “ué, mas foi você quem inventou então você vai fazer!”, e faço. Todos os meus shows foram criados por mim, eu inventei e eu faço.

Você foi eleito pela revista Rolling Stone como a terceira maior voz brasileira de todos os tempos...Como se sente e o que acha disso? Nada dessas coisas, desses prêmios, dessas citações, nada disso sobe na minha cabeça. Eu não tenho mais tempo pra isso, sabe? Eu acho que se isso tivesse chegado durante os meus 30 anos, talvez isso tivesse subido de alguma maneira. Fico feliz com o reconhecimento, mas isso não me vira à cabeça, nem quero ter a ilusão de nada.

Final do ano passado você recebeu o prêmio pelo conjunto da obra do Grammy Latino e em seu discurso falou que jamais pensou que isso pudesse acontecer. Por que não? O que esse prêmio significou para você? É um reconhecimento ao meu trabalho, que me deixa feliz, mas que também não muda nada na minha vida. Quando eu disse que não imaginava isso, é porque não imaginava que eles estivessem prestando atenção porque a coisa é lá. Então, eu nunca imaginei que eles estivessem prestando atenção no que eu estivesse fazendo aqui no Brasil, tão longe daquilo e tão sem contato com eles. Houve uma época, quando eu fui indicado outra vezes, por discos, em que eles tentaram que eu me envolvesse, que eu fosse uma das pessoas que votasse, porque eles têm artistas da América Latina toda, mas eu nunca quis me envolver com isso. Então eu achava também por essa razão que pelo fato de não ter me envolvido quando eles tentaram se aproximar de mim que eles não iam me buscar de novo. E fiquei surpreso, realmente.

Ao longo de 40 anos da carreira algum arrependimento? Não tenho nenhum arrependimento de nada. Eu fui pelo caminho mais difícil, porque eu não me submeti às gravadoras quando elas eram poderosas, opinavam e decidiam. Eu nunca permiti isso. Para não permitir isso eu passei por 6, porque quando elas chegavam querendo impor eu dizia: "Não, tô saindo!". Eu faria de novo, da mesma maneira, porque eu precisava da minha independência artística, e eu tenho essa independência artística. Eu estaria fazendo o que muita gente faz, isso nunca me interessou. Se eu ainda mantenho interesse 41 anos depois é porque eu faço alguma coisa original. 


E quais as glórias são mais lembradas (além desse Grammy)? Uma glória é ter atravessado 41 anos com uma carreira estável, num país considerado de memória muito descartável e que se esquece rapidamente das pessoas e eu tenho atravessado, estou aqui 41 anos depois ainda reconhecido, trabalhando. No começo eu era um hippie, eu era contra o sistema e eu não queria ser aplaudido. Quando as pessoas me aplaudiam eu me fechava todo, porque eu não estava ali para ser aplaudido, eu estava ali para desacatar as autoridades. Então quando as pessoas batiam palmas pra mim eu me fechava todo, eu não aceitava, eu não recebia. E hoje em dia eu entendo isso de outra maneira, eu entendo que é uma retribuição ao que estou fazendo e me abro totalmente, para receber os aplausos.

O que há em Ney Matogrosso hoje do Ney dos tempos do “Secos e Molhados”? Ainda sou idealista! Ainda tenho um grande impulso para realizar meu trabalho, ainda acredito nos mesmos princípios, eu não me desviei deles.

Qual sua maior fonte de inspiração? Não é que seja a maior fonte de inspiração, mas eu necessito de um contato regular com a natureza. Necessito, porque isso me fortalece, qualquer natureza!

O que a música brasileira tem de melhor atualmente? Como você a vê? Eu ouço falar que há uma crise de criação e eu não concordo. Não há uma crise de criação, há uma dificuldade da criação chegar ao gosto popular. Porque agora é muito mais difícil você tocar em rádio, porque agora depende de pagar. Antigamente não, você gravava um disco, você ia a todas as estações de rádios do Brasil por onde você viajasse para fazer seu show em cada estado, em cada cidade para falar do seu trabalho. Hoje em dia isso acabou todo mundo sabe que você precisa pagar para tocar. Esse é o grande obstáculo porque ficou mais fácil de gravar, a divulgação e a distribuição é que ficaram complicadas. O que ocupou lugar foi a música de menor qualidade, esses modismos cada vez vão descendo o mais o nível é muito estranho.


Ideologia, a gente precisa sempre ter uma pra viver? Sim. A gente tem que acreditar em alguma coisa, mesmo que seja no que não está aí. Que é possível  outro mundo, uma outra coisa, porque nós vivemos numa "democracia", mas a loucura está em um grau muito grande. É uma democracia camuflada e cada dia você tem notícia das atitudes do Governo que te deixam mais cabreiro, pra onde vamos?

Quais suas crenças religiosas e como mantém mente e corpo são? Eu não tenho nenhuma religião formal. Eu creio em muitas coisas que a maioria das pessoal talvez nem acredite. Eu acredito em vida em outros planetas, porque eu não posso acreditar que nós sejamos o ápice da criação. Se nós somos o ápice da criação, quem criou, errou! Eu acho que existem pessoas mais evoluídas que nós nesses universos e até mais atrasadas que nós também. Acredito que chegaremos ao momento em que teremos essa consciência, infelizmente eu penso que isso acontecerá na hora do grande cataclismo e abrir-se-á essa consciência para nós.