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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

AVIAÇÃO: Gulfstream G650ER – O conforto agora vai mais longe

A Gulfstream, referência em jatos executivos de cabine média a grande, oferece ao mercado mundial a mais nova combinação de preço, desempenho e opcionais do seu segmento: O G650ER (ER é sigla para “Extended Range” que significa Raio de ação estendido), o mais novo carro-chefe, ou melhor, “jato-chefe” da empresa. Ele é também o jato executivo de maior alcance do mundo e proporciona alta flexibilidade no tocante ao tipo de missão para o cliente, podendo percorrer 7.500 milhas náuticas (13.890 km) a Mach 0,85, o suficiente para levar seus ocupantes de São Paulo a Moscou, Anchorage (Alasca) Dubai ou Canberra, na Austrália sem escalas! É claro que em viagens de tal envergadura, o conforto à bordo deve ser algo na categoria de sonho e é precisamente o que encontramos nele. 

Com um avançado projeto aerodinâmico, o G650 possui velocidade máxima de operação de Mach 0,925. Podendo alcançar a altitude máxima de 51.000 pés (15.545 m), o modelo consegue superar todo o tráfego aéreo pesado das rotas que ligam os grandes centros mundiais de decisão e também as condições meteorológicas adversas, com segurança e conforto. 

Esta nova versão foi anunciada em 19 de maio de 2014 e entrará em serviço no primeiro trimestre de 2015. Os atuais proprietários e detentores de pedidos do G650 poderão atualizar suas aeronaves para o padrão G650ER. Um novo centro de manutenção da Gulfstream em Sorocaba-SP, com estoque inicial de peças de U$ 8 milhões deve incentivar a venda dos modelos da marca no Brasil, que já conta com pouco mais de 40 aeronaves em circulação. Site oficial: www.pt.gulfstream.com

terça-feira, 12 de agosto de 2014

AVIAÇÃO: LABACE 2014 - Maior feira de aviação executiva da América Latina traz 70 aeronaves e fabricantes de todo o mundo.

Começou no Aeroporto de Congonhas em São Paulo, a Labace (Latin American Business Aviation & Conference), maior feira de aviação executiva da América Latina. Nesta décima primeira edição estão presentes os maiores nomes da aviação executiva mundial. Ao todo, mais de 90 empresas estão expondo produtos e serviços, incluindo 70 aeronaves e fazendo negócios durante os três dias de feira. O segmento registrou um crescimento de cerca de 5% no ano passado, segundo os dados da quarta edição do Anuário Brasileiro de Aviação Geral.

Embraer, Boeing, Bombardier, TAM Aviação Executiva são algumas representantes da indústria que trouxeram aeronaves para a exposição. Gulfstream, Dassault Falcon e Líder Aviação também estão com seus modelos expostos. Helibrás, Bell e Agusta são as empresas de helicópteros que podem ser vistos na feira.

Nesta edição, há a presença forte dos aeroportos privados, entre eles o Aerovale, de Caçapava, bem como o JHSF, que fica em São Roque, ambos no estado de São Paulo. Helipark e Helicidade também tem estande na Labace deste ano. Há ainda a presença de condomínios aeronáuticos, onde a pista de pouso é o ponto central e ligação entre os diversos hangares particulares das residências, como garagens do carro da família, onde se pode chegar em seu avião particular.


Uma constante na feira também são as participações de administradoras, que providenciam todos os cuidados e serviços especializados com aeronaves particulares, empresas de handling (serviços de solo) e catering (refeições de bordo) para a aviação executiva e empresas de Fractional Ownership, que gerenciam o uso compartilhado de aviões e helicópteros por um determinado número de proprietários, uma solução de custos dimensionados com disponibilidade planejada de um meio aéreo.


Labace - Latin American Business Aviation & Conference
De 12 a 14 de agosto, no Aeroporto de Congonhas, São Paulo, portão 3.
Horário de funcionamento:
Dia 12 (terça-feira) – das 12 às 20h
Dia 13 (quarta-feira) – das 12 às 20h
Dia 14 (quinta-feira) – das 12 às 19h

terça-feira, 20 de novembro de 2012

AVIAÇÃO: A esquadrilha da fumaça garante um espetáculo no céu e aquece o patriotismo do brasileiro‏

Nunca se viu comemoração igual dos dias do aviador e da Força Aérea Brasileira (FAB), na capital pernambucana. Em 17 de novembro deste ano, as aeronaves da EDA (Esquadrão de Demonstração Aérea), mais conhecida como Esquadrilha da fumaça, partiram da Base Aérea de Recife às 14hs e deram um show aéreo sem precedentes de magnificência e público.
 
Pela primeira vez na história da Base Aérea do Recife, o evento foi aberto e contemplado por mais de 5 mil pessoas e, com isso, o Comando de Aeronáutica provou que o militarismo está longe de ser aquela coisa sisuda, dura, seca e sem sentimentos que o estereótipo ratifica. Pelo contrário, o Comando demonstrou através deste tão espetacular evento, que pode reunir gerações inteiras, assim como agregar valores já tão esquecidos, como o patriotismo. Foi emocionante ver avós, filhos e netos reunidos em torno do espetáculo e do espírito patriota que a todos assolava tão naturalmente. Quem por lá esteve, garantiu a oportunidade de verdadeiramente vivenciar o orgulho de ser brasileiro.
 

A HISTÓRIA DA ESQUADRILHA


A esquadrilha da fumaça, que é formada por pilotos e mecânicos de manutenção de aeronaves militares, tem a finalidade de aproximar a aviação civil e militar, contribuindo para a integração entre as forças armadas no Brasil, além de demonstrar o potencial dos pilotos da Força Aérea Brasileira (FAB) para o Brasil e para o mundo.
 
No início dos anos 50, um grupo seleto de pilotos da antiga Escola de Aeronáutica, que ficava em Campos dos Afonsos – RJ, reunia-se no intervalo das aulas, para praticarem diversas manobras e acrobacias, com o intuito de incentivar os cadetes, demonstrando e transmitindo aos mesmos confiança em relação às aeronaves e aos próprios pilotos. Graças a uma visita da comitiva estrangeira à Escola em 14 de maio de 1952, pôde-se prestigiar aquela que foi a primeira demonstração oficial do grupo. Porém logo se percebeu que seria necessário incluir algo que facilitasse ao público visualizar as manobras. Foi então que em 1953, que uma aeronave NAT-6 com um tanque de óleo exclusivo para produção de fumaça entrou em campo para produzir o efeito esperado.

Atualmente com sede na Academia da Força Aérea, em São Paulo, o Esquadrão de Demonstração Aérea tem mantido o espírito de determinação do grupo até os dias atuais mesmo com aeronaves mais modernas e acrobacias cada vez mais elaboradas.

ESPETÁCULO NO CÉU E PATRIOTISMO NA TERRA

Além da apresentação da Esquadrilha da fumaça, que mais do que justificou o dia de comemoração, o evento ainda proporcionou aos pernambucanos, várias outras atrações como lançamento de pára-quedistas, shows e sorteios de sobrevôos panorâmicos de Recife a Porto de Galinhas. Houve também a oportunidade de visitação às aeronaves civis e militares.

Um dia memorável, que de certo estará eternizado nas lembranças dos que lá estiveram. E que venham outras oportunidades como esta, pois o povo Nordestino e Brasileiro carece de periódicas injeções de ânimo e patriotismo.
 
 
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terça-feira, 31 de julho de 2012

AVENTURA: Empresa suíça cruza o Atlântico a bordo do clássico JU 52‏

Já imaginou um revival aos anos 30 a bordo de um clássico da aeronáutica cruzando continentes? Pois bem, a Rimowa, empresa alemã que atua há mais de cem anos na fabricação de malas de alto padrão, se uniu novamente à companhia aérea JU-Air para proporcionar uma experiência inesquecível aos passageiros do JU52, uma réplica da aeronave considerada pioneira em longas viagens. O avião partiu dia 18 de junho de Colônia, na Alemanha, em direção aos Estados Unidos, retornando ao seu ponto de partida logo após a expedição trazendo na bagagem uma experiência inesquecível.
 

Esse é o primeiro JU52, desde 1937, com certificação para transportar passageiros. O trajeto completo durou algumas semanas, com uma parada em Oshkosh, no Estado de Wisconsin, durante o EAA AirVenture, maior encontro de aviação da América do Norte, além de outros destinos. “Assim como os produtos Rimowa, o JU52 representa o melhor da qualidade alemã, com materiais de alta qualidade, acabamento preciso e inovação”, explica Dieter Morszeck, atual presidente e CEO da Rimowa, que esteve full-time nessa viagem.

O JU52 é uma réplica da aeronave que voava por rotas que incluíam as mais remotas regiões africanas, América do Sul, Cabul e até mesmo ao longo dos Andes, uma vez que o avião foi desenvolvido para suportar as mais adversas condições climáticas e tempestades de areia. E para marcar essa jornada, a Rimowa criou um diário de bordo para acompanhar todo o trajeto feito pela aeronave. Como um adorador de fotografias, o próprio Dieter Morszeck foi responsável por atualizar diariamente o canal com seus registros de belas paisagens.

Roteiro da viagem:

Saída – 18 de junho de 2012
Leverkusen/Colônia – Norwich, Wick / Norwich, Wick – Vagar / Vagar – Reykjavik / Reykjavik – Kulusuk  / Kulusuk – Iqaluit / Iqaluit – Auburn
Auburn – Los Angeles.

Tour América do Norte: Los Angeles – Denver / Denver – Oshkosh / Oshkosh – Nova York / Nova York – Waterloo / Waterloo – Toronto / Toronto – Retorno.

 
A HISTÓRIA DO JUNKERS

Encabeçada pelo seu fundador e projetista Hugo Junkers, a Junkers era um fabricante alemão de aviões civis e militares que em 1926 desenvolveu um monomotor com grande capacidade de passageiros, denominado Ju 52/1m. Seu resistente esqueleto metálico e uma fuselagem revestida por chapas de alumínio ondulado reduziam o impacto durante o vôo. Em 3 de Setembro de 1930 o primeiro avião, de c/n 4008 fez seu primeiro vôo, equipado com um motor BMW L-88 de 800Hp, depois recebeu motorizações diferentes mas já levava 17 passageiros. O protótipo foi apresentado à Força Aérea Alemã em Novembro de 1930, recebendo autorização de produção no mês seguinte. No início sua produção era de apenas 12 aeronaves, mas apenas um avião foi finalizado, recebendo o prefixo D-1974. Os gerentes de marketing e venda da Junkers acordaram cedo para uma previsão mercadológica completamente errada e o Hugo Junkers determinou que o brilhante engenheiro Ernst Zindel liderasse uma equipe capaz de criar um trimotor de grande capacidade de carga.

Foi com essa missão que a equipe viu no JU 52/1m a possibilidade de receber mais 2 motores e assim o protótipo 4008 recebeu 3 motores P&W Hornet de 550 Hp cada um, passando a se chamar Ju 52/3m, este novo aparelho voou em 7 de Março de 1932 e já recebeu encomenda de 7 unidades por parte do Lloyd Aéreo Boliviano, e encomendas subseqüentes por parte da AeroOY (atual Finnair), VASP, SINDICATO CONDOR (Cruzeiro do Sul), VARIG, FAMA (atual Aerolineas Argentinas), SABENA (Bélgica) e inúmeras empresas de vários países como Áustria, China, Colômbia, Dinamarca, Equador, França, Inglaterra, Grécia, Itália, Moçambique, Portugal, entre vários outros.


JU52 – UM CLÁSSICO DA AVIAÇÃO

JU 52 é um dos aviões mais famosos desenvolvimentos pelo engenheiro Hugo Junkers. Que hoje é sinônimo de engenharia de segurança, confiabilidade e qualidade, ao ponto de influenciar a aviação civil hoje em dia como poucas aeronaves. Logo após a sua viagem inaugural em maio de 1932, o modelo rapidamente se tornou aeronave padrão para Luft Hansa e se saiu tão bem que se tornou responsável por quase 75% de todo o transporte aéreo seis anos mais tarde. Os passageiros apreciavam seu alto padrão de conforto, bem como seu tempo de vôo, e ainda dominava trechos desafiadores como os Alpes.

O JU 52 também teve a reputação de ser praticamente indestrutível. Depois de se manter firme contra concorrentes como o Dornier Do K3 ou o Fokker F. XII em uma reunião internacional de aeronaves comerciais em Zurique, em 1932, o JU 52 colidiu de frente com um biplano, perto de Munique em seu caminho de volta. Apesar de danos graves à fuselagem, a unidade de cauda e o trem de pouso, o piloto foi capaz de fazer um pouso de emergência em um campo sem maiores danos. O bom e velho JU era capaz de aterrissar em pequenos lotes de terra ainda continua voando mesmo depois de uma surra. Ele também foi usado como hospital militar e resgatou soldados durante a guerra. E ainda está voando.
 

Confira o diário de bordo em:
www.rimowa-in-the-air.com
Fonte: Aviões e Musicas

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segunda-feira, 18 de junho de 2012

TECNOLOGIA​: Luxo e conforto à bordo do novo A330 da Virgin Atlantic

Atenção, senhores passageiros, estamos cada vez mais perto do futuro, principalmente no quesito conforto, a bordo do novo A330 da Virgin Atlantic, carinhosamente chamado de “Miss Sunshine”, por enquanto exclusivo para quem estiver no eixo Londres - Nova York.

A equipe do estúdio Pengelly Design, que fica em Londres, foi responsável pelo projeto, da companhia Virgin, que reinventou a sua Upper Class, equipara-se com a nossa classe executiva, proporcionando uma experiência incrível a bordo. A cabine além de moderna ficou muito elegante, mantendo o conhecido vermelho da Virgin com cristais Swarovski para dar um brilho extra, além disso, linhas, formas e luz indireta de neon, fazem alusão ao movimento de um vôo.


Não se tem dúvida que a iluminação recebeu uma atenção especial, já que foi implementado um novo sistema de mood lighting, concebido pelos especialistas de arquitetura da iluminação DHA, proporcionando mudança de cor durante o vôo para ajudar os passageiros a relaxar e se descontrair, dormir e até ajustar os fusos horários;

A estética futurista predomina em toda aeronave, quem também se preocupou em socializar os passageiros, criando um espaço de convívio e uma plataforma que permite vários nichos de interação, tanto para quem se senta nas banquetas, quanto para quem fica em pé.

Os assentos em couro, na cor café, ficaram mais espaçosos, confortáveis, largos e com uma inclinação ideal para algumas horas de sono. Cada “espreguiçadeira” consegue visualizar a área externa por duas janelas, proporcionando mais luz e espaço, além disso, todos os assentos têm acesso direto ao corredor, para poder entrar, sair e entrar de novo sem nenhum obstáculo.

Ao seu dispor, o passageiro terá um monitor touchscreen de 12,1 polegadas, com um controle também touchscreen, e é carregado com o novo sistema de entretenimento da Virgin, o JAM, para conectar o seu smartphone, dispositivos USB, ou tablet, e assim, assistir, ler, ouvir o seu próprio conteúdo.

Além disso, há um painel retrátil no braço da poltrona, e uma nova mesinha para coquetéis, além da luz de leitura totalmente ajustável e uma entrada de fone de ouvido convenientemente localizada, tomadas para laptop's, compatível com a maioria dos tipos de plugs, e o sistema OnAir, para fazer e receber ligações, sms e navegar pela internet no seu próprio telefone.


Caso prefira esquecer os negócios e tomar um drink, você estará no lugar certo, pois o bar é a maior atração desta aeronave, que é separado da cabine e tem grandes novos espaços para conversar ou quem sabe reunir uma turma para “esquentar” antes de uma balada.

 
A Virgin investiu quase 100 milhões de libras e esperou quatro anos para criação e concepção deste avião. É claro que a companhia foi ousada, principalmente pelo fato do mercado está tão preocupado em oferecer baixo preço. O engraçado, é que tanta tecnologia e design futurista, talvez tenham nos remetido aos áureos tempos de glamour da aviação.

Obs: o preço da passagem inclui também a nova sala VIP no aeroporto JFK (em New York), além de todo serviço de bordo. Para conhecer mais do novo A330, faca um tour 3D no site www.virginatlanticplaneview.com. Boa Viagem!

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

TECNOLOGIA: Voando com a Honda



Correria nos aeroportos, passageiros do eixo Rio-Tóquio reclamando de malas extraviadas, salas de embarques lotadas e você sonhando em ter o seu próprio jatinho particular.
De olho no crescente mercado mundial de jatos executivos compactos e em pessoas que sonham em não depender mais de companhias aéreas, a montadora japonesa Honda já está produzindo com força total o seu Honda Jet.  Trata-se de um modelo Very Light Jet (também chamado de VLJ), uma categoria de aviões a jato de pequeno porte que já começou a circular pelos céus desde o ano passado.
E com pouco tempo em ação a companhia só tem motivos para comemorar, pois sua primeira investida no mercado aéreo decolou com o Honda Jet já que a lista de pedidos só aumenta desde que o modelo foi lançado na NBAA (convenção de aviação executiva nos Estados Unidos).

O Jatinho

O Honda Jet comporta até dois tripulantes e seis milionários passageiros. As turbinas, também produzidas pela própria Honda, são projetadas na superfície superior da asa principal resultando no ganho de 30%  de espaço no interior da cabine excluindo a necessidade de instalações estruturais da turbina na fuselagem reduzindo o arrasto a altas velocidades e aumentando a eficiência da aeronave.

O modelo tem autonomia para trafegar por 3540 km (1180 nm), atinge altitude máxima de 43.000 pés e velocidade de cruzeiro de 420 nós. Além disso, o seu design e aerodinâmica avançada contribuem para redução do consumo de combustível, pois seu bico cria um fluxo laminar de ar, que em combinação com o motor, resulta em uma economia de até 40% em comparação com outros jatos do mesmo grupo.

Os japas não brincam mesmo em serviço, a fuselagem é feita em compósito de carbono e as asas são construídas com painéis inteiriços de alumínio deixando sua superfície mais lisa e mais eficiente. O HondaJet está equipado com duas turbinas a jacto (turbofan) GE Honda HF120 de elevada eficiência.

O painel de controle possui um layout inovador a base de vidro, o mais avançado painel de comando de vôo disponível, com modernas funcionalidades integradas em termos de instrumentos eletrônicos aéreos, apresentando telas com capacidade MFD, informação meteorológica por satélite, sinóptica por gráficos, áudio digital, e sistema de Visão Sintética opcional.
No seu interior, encontramos bancos confortáveis de couro e vários acessórios que tornam o percurso bem confortável. Como o foco é o público executivo, o interior poderá se transformar tranquilamente numa pequena sala de reunião ou lounge para tomar um whisky e bater um papo descontraído. Com este lançamento a Honda pretende causar uma turbulência no mercado, pois um dos fatores que explica o sucesso do seu Jet é o preço acessível, cerca de US$ 4 milhões, que por sinal, é uma pechincha comparado ao modelo Gulfstream G550, um dos mais vendidos e modernos do momento, que chega a custar quase US$ 60 milhões. Assim acredita-se que a Honda dará asas a um novo segmento: o avião comercial “popular”.
Testando
A Honda iniciou os testes no dia 20 de dezembro de 2010 e o seu primeiro vôo foi realizado no Aeroporto Internacional Piedmont Triad em Greensboro, Carolina do Norte, onde está situada a unidade sede da Honda Aircraft Company. A aeronave permaneceu no ar durante 51 minutos, onde foi possível analisar as características, desempenho e também verificações do sistema. Os diversos dados de teste colhidos durante o vôo foram transmitidos em tempo real à base operacional. Os primeiros modelos vendidos, só serão entregues em 2012, dois anos depois do previsto pela Honda.
"Este é um marco muito importante para o programa HondaJet. Esta aeronave foi construída e testada segundo os rigorosos processos de certificação da FAA, pelo que estamos muito contentes por termos alcançado com sucesso este primeiro vôo. A nossa equipa tem trabalhado de forma extremamente afincada para alcançar este objetivo fundamental para o programa HondaJet e estes resultados refletem a atenção e a determinação da Honda no desenvolvimento de uma aeronave topo de classe. A análise inicial dos dados de vôo deixa-nos muito encorajados, o que indica que o HondaJet cumpriu com o esperado. À medida que avançamos, continuaremos a centrar todos os nossos esforços e energias para fornecer aos nossos clientes o avião a jacto executivo mais avançado e mais leve jamais construído”.
(Michimasa Fujino, Presidente e CEO da Honda Aircraft Company)



Interessou-se em decolar nessa? Então comece a selecionar a sua tripulação, caprichando na aeromoça, claro, entre no site da Honda e veja como encomendar o seu Honda Jet. Boa viagem!

Texto: André Lima

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

AVENTURA: Fotografia Aérea com Newman Homrich



A avião é algo que fascina os homens desde criança. Seja com os modelinhos de plástico ou no passeio de domingo ao aeroporto. Já a fotografia é a arte de olhar as coisas, agora imagine olhar tudo isso lá do alto, das nuvens?! Unir a aviação com a fotografia?! É a fotografia aérea. Um ramo pouco divulgado dentro do universo da fotografia tanto comercial como de arte. Um ramo que requer do profissional da fotografia não só apuro técnico e um olhar apurado para captar os melhores momentos (e não são poucos), mas muito estômago e coragem. Para conhecer e se informar sobre essa categoria da fotografia fomos bater um papo com Newman Homrich, que nos concedeu uma entrevista. Fotógrafo conceituado que se descobriu fotógrafo numa noite no meio de uma semana qualquer de 1985, onde estudava Administração na UFPE. Newman, que sofria para acordar cedo, largou as aulas de administração para se dedicar a fotografia, iniciada com um curso com o fotógrafo-mestre Firmo Neto. Como precisava pagar as contas, resolveu unir a necessidade ao prazer. Seu primeiro trabalho na área foi fotografando para um jornal de praia, que o acolheu e publicou suas primeiras fotos que logo em seguida resultou nos primeiros trabalhos de publicidade.

Logo de início, agregando ao trabalho de fotógrafo de publicidade e modelos, Newman enveredou para uma de suas grandes paixões, a aviação. Na época já frequentador do Aeroclube de Pernambuco, desde quando foi morar em Recife vindo do Sul do país, onde fazia fotos de aviões e se arriscava em vôos panorâmicos. "Cheguei, inclusive, a iniciar o meu curso de piloto privado que minguou, ao ser interrompido. Em pouco tempo passei a procurar por oportunidades de fotografar para o II COMAR, Base Aérea do Recife, Aeroporto dos Guararapes e demais organizações, unidades militares e empresas de aviação aqui sediadas."

Questionado sobre o que veio primeiro, se a paixão pela aviação ou pela fotografia, Newman é categórico: "Tenho certeza que foi a paixão pela aviação, pois ela veio primeiro. Desde meus primeiros modelos plásticos, aqueles da Revell, ganhos no Natal do ano em que completei sete anos de idade, me encantei com o mundo da aviação. Li muito sobre Segunda Guerra para pesquisar sobre os modelos que montava e passei mais tarde a querer ser piloto também. Prestei exames para a EPCAR - Escola Preparatória de Cadetes do Ar e AFA - Academia da Força Aérea. Não passei e a FAB não perdeu nada, porque voltei a fotografar para ela na primeira oportunidade! Além da FAB pude na minha vida civil, viver oportunidades que não teria se fosse militar, com seus compromissos."

Esse tipo de fotografia é separada por Newman como a fotografia aérea (objetos no solo, vistos do céu) daquela de aviação em vôo (aeronaves em vôo, vistas de outra aeronave ou plataforma elevada). "Para esta acredito, que para alguém que não conheça o meio aéreo, a preparação para o vôo com o devido planejamento e noção das variáveis envolvidas (tempo, vento, orientação do sol, tráfego aéreo no local, etc.) seja o mais difícil, conjugado ao bem estar fisiológico em uma situação onde estamos olhando fixamente através da câmera e a nossa plataforma está em constante movimento, sofrendo turbulências. A comunicação com o piloto também costuma ser difícil para os dois tipos de fotografia, mas se resolve com o conhecimento dos sistemas de bordo. Na foto de aviação uma das situações mais difíceis é quando temos que alinhar uma aeronave em vôo com algum objeto no solo, criando aí uma série de exigências, tais como orientação da iluminação para ambos, contraste entre o primeiro e o segundo plano, posição na hora da foto e ainda altitude e orientação da aproximação, com as correções imediatas na hora da tomada da imagem. Faz suar bastante!"

Newman nos explicou que para as imagens de objetos no solo, com necessidade de visualização de detalhes eleva a exigência sobre o equipamento. Câmeras de alta resolução e objetivas de série profissional dão ao produto final o diferencial que se espera, sempre com redundância ou reserva, pois uma hora de vôo perdida por problemas de equipamento pode sair muito caro ou ser uma oportunidade perdida para sempre. Ter ainda um bom GPS ajuda a localizar áreas e limites de propriedades em locais desconhecidos do piloto e do fotógrafo. "Nas imagens de aviação em vôo o equipamento especial que é bom que tenhamos é um cinto de segurança redundante, quando trabalhamos com a porta da aeronave aberta. Fita adesiva fechando levemente o cinto normal da aeronave também é desejável. Nas fotos feitas a bordo de caças é imperativo que o equipamento não possua correias e não seja volumoso, pois o espaço é mínimo e uma correia solta ou uma teleobjetiva pode bater sem intenção ou acionar algo indesejado, como um manche ou um acionador de assento ejetor!"

E como se concentrar no foco, no ângulo... enquanto o avião faz as piruetas e o estômago dá aquela embrulhada?! "Não sei! (risos). Isto mesmo. Tive a sorte (e, às vezes, ajuda dos comprimidos...) de nunca passar mal em vôos de fotografia. Me concentro e me sinto à vontade voando de tal forma que não passo mal em vôos de foto aérea. Em fotos a bordo de caças e outras aeronaves de combate tive a ajuda dos anti-enjôos, recomendados pelos pilotos para aqueles que voam de "saco", como chamam quem vai de carona, sem poder mexer em nada. Dizem que esses comprimidos dão sonolência, mas já cheguei a tomar dois (com a supervisão do médico da unidade aérea) e voltar eufórico, "adrenalizado", com o sucesso da missão de foto e as imagens obtidas."

E ao ser indagado sobre sua melhor experiência no ar, Newman foi direto: "Isso é o mesmo que perguntar ao Sultão qual a melhor do harém com elas todas olhando! Cada experiência tem um sabor especial. Pode ser em um vôo de formação com 27 AT-26 Xavantes, sendo o único civil participante, um pairado de helicóptero, assistindo manobras quase acrobáticas de outra aeronave do mesmo tipo a poucos metros de distância, acrobacias de uma aeronave solitária a 40.000 pés de altitude com manobras comandadas pelas minhas próprias mãos, vôos em ala para fotografar pela porta de pára-quedistas do Bandeirante ao entardecer no litoral sul, participar de exercícios e pousar de helicóptero a bordo de um navio da Marinha do Brasil que passa ao lado de uma baleia se apresentando para a platéia de marinheiros, ouvir o som dos motores de um R-35 Learjet acelerando para manter a ala acima das nuvens enquanto eu o fotografo, subir à bordo de um Bandeirante que acabou de pousar em uma auto-estrada, circular em vôo e voltar a pousar nesta, etc. São inúmeros os momentos gratificantes."

Agora é difícil se imaginar em tal situação, câmera na mão, avião nas alturas e não sentir sequer um medinho. "O único medo que tive em todos esses anos de vôo aconteceu seis meses depois de a situação perigosa ter acontecido! Marcamos para fazer uma fotografia inspirada em imagem de decolagem de um dos Blue Angels, esquadrilha da marinha dos Estados Unidos. Fizemos a imagem com alguns problemas de comunicação, mas a imagem ficou muito interessante. No final do ano o comandante da unidade pediu para que eu fizesse um pôster da imagem. Como a imagem era feita em slide, o que na época acarretaria em custos altos e qualidade baixa, pedi ao piloto que fizera a primeira para fazermos novamente a imagem. Um guerreiro sempre gosta de desafios, mas ele disse que não gostaria de fazer. Refugou mesmo! Senti que eu estava totalmente inocente do perigo que passei quando os outros pilotos presentes perguntavam, não quem foi o piloto da aeronave da foto, mas sim quem era o doido que fotografou aquilo e até se era câmera por controle remoto... As pernas tremeram na hora!"

Ao todo, já foram horas e horas de fotografia e muitas outras de vôo: "Fotografo profissionalmente desde 1985 e comecei a fazer um levantamento de horas e tipos de aeronaves. Só de helicópteros são 16 modelos diferentes, totalizando quase 400 horas. De caça, um modelo apenas, onde totalizei 23 vôos em 21 horas. Faltam as aeronaves de transporte, de aviação comercial e até três vôos de para-pente (ironia para um careca voar nisso)!"

Numa das fotos selecionadas para essa matéria, uma esquadrilha da fumaça faz sua apresentação do ladinho do avião onde nosso fotógrafo estava; "Fica difícil temer algo junto a um pessoal tão profissional como os "Fumaceiros". Eles são muito preparados e inspiram total confiança. Friozinho sempre tenho em qualquer show aéreo, pois do contrário vai me faltar a emoção. Sei que o perigo existe, mas ele não é palpável para nós como é para os que estão voando. Um dos pilotos que conheci pessoalmente faleceu recentemente em vôo de apresentação e eu fiz um vídeo em sua homenagem:




Mas e qual as diferenças entre esses diversos tipos de fotografia? Segundo Newman o grau de controle sobre a criação e sobre os meios para se obter as imagens desejadas é muito maior na fotografia de aviação em vôo ou foto aérea. "Domino o equipamento, a técnica, o controle sobre os meios e com planejamento, procuro o momento ideal para marcar a realização das imagens. Procuro conhecer a ficha técnica e o envelope de emprego das aeronaves envolvidas para melhor aproveitar suas capacidades. Nas fotos publicitárias temos que seguir uma receita criada pela agência, com margem de influência pessoal reduzida. Nas fotos de modelos temos uma boa dose de liberdade de criação, mas as variáveis são tantas que temos que trabalhar em equipe para reduzir a carga de trabalho de um editorial de moda, por exemplo."

Para Newman, o mercado para fotografia aérea é bom mas pode crescer mais. É um tipo de serviço muito procurado por empresas com plantas industriais, latifundiários, construtoras e editoras. Newman começou a difundir o uso da fotografia aérea como arte e está em processo de captação de imagens. Para a fotografia de aviação o mercado é reduzidíssimo, segundo ele. Quase inexistente embora muitas pessoas gostem de aviação. É constituído basicamente por editoras de revistas especializadas, nacionais e internacionais, sites e blogs especializados.

Brincar de "voar" e ainda fotografar deve proporcionar nomentos em que é difícil não parar de fotografar para contemplar o visual. "Recentemente, quase deixo de curtir em 3D real uma cena que estava fotografando compulsivamente! Era um pôr-do-sol sobre nuvens a bordo de um Hércules C-130 do 1º/1º GTT, em deslocamento de Natal-RN para Recife, ao final de um dia para a imprensa no exercício Cruzex V."


Diante de tão belas fotos, fica difícil imaginar alguma que não foi feita ainda. Mas como a magia da fotografia é infinita, sempre se tem uma que se deseja saber. Perguntamos isso ao nosso intrépido fotógrafo: "A foto que ainda não foi feita é a minha melhor! Estou trabalhando nela!" E quais os planos para o futuro? "Popularizar produtos e vendê-los o suficiente para viver apenas disso seria como um sonho realizado. Algo como uma loja de produtos de aviação. Gostaria também de testar meus conhecimentos e meu inglês ao guiar um grupo de amantes da aviação em viagem para Oshkosh - Wisconsin - EUA, feira aérea que reúne cerca de 10.000 aeronaves em Wittman Field. Gostaria ainda de fotografar operações a bordo de porta-aviões, registrar em vôo as acrobacias com a Esquadrilha da Fumaça, fotografar uma grande aeronave comercial em vôo, etc."

Mais informações: http://www.nh.fot.br/