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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

ESPORTE: O judô como herança para toda a vida

Diante de tantas modalidades esportivas que nos fazem buscar superação pessoal, vamos falar de um esporte cuja essência vai além da superação: o judô! Conhecido pela expressão “arte suave”, carrega princípios em sua filosofia que fazem desse esporte uma doutrina na qual seus praticantes irão levar para a vida toda. Quando Jigoro Kano criou o judô em 1882, tinha o objetivo de desenvolver uma arte de defesa pessoal que fortalecesse o físico, o espírito e a mente, disseminando uma cultura de honra, educação e respeito, de geração a geração; verdadeiro espírito dos samurais - o Bushido.


Nosso atleta é Sérgio Nagai, 50 anos, casado com Danuza Moura e pai de Luana (20 anos), que irá prestar exame para faixa preta esse ano, Luisa (9 anos), competidora de ginástica rítmica e Yudi (4 meses), futuro judoca.
Sérgio praticamente nasceu dentro de uma academia de judô e começou a praticar o esporte aos cinco anos de idade. É filho do Sensei Tadao Nagai, um dos mais conceituados professores de judô no Brasil. “Seu Nagai” como é conhecido seu pai, fundou a associação Nagai de Judô, em 1971, e deu início a uma linhagem de judocas, que já está na terceira geração. 

“Meu pai veio de uma família de lavradores e desde pequeno ajudava nos serviços árduos da lavoura. Aos 10 anos saiu do interior do Paraná, onde morava, e foi estudar em São Paulo. Ficou interno na casa de Ryuzo Ogawa, um dos precursores da difusão do judô no Brasil. Ali iniciou os primeiros passos no judô, junto com uma rotina diária de serviços, como a limpeza da academia. Com o tempo foi aflorando o dom que tinha no esporte. Após ter se classificado em 3º colocado em um campeonato internacional pré-olímpico em Nova Iorque, chegou a ser convocado para as olimpíadas de Tokyo em 1964, mesmo ano em que o Judô se tornou esporte Olímpico. Infelizmente, o Brasil não teve verba suficiente para levar toda a sua delegação.” 

Sérgio é formado em educação física pela UFPE, com especialização em bases fisiológicas e metodológicas da preparação física pela Universidade Gama Filho. Na carreira de judô, tem um histórico de peso: vinte títulos de campeão pernambucano, dois de norte-nordeste e um terceiro lugar no campeonato brasileiro universitário. Na categoria máster, conquistou os títulos de bicampeão brasileiro, campeão sul-americano e vice-campeão pan-americano, chegando a se classificar em quinto lugar no mundial. Também praticou jiu-jitsu, conquistando os títulos de campeão pernambucano, campeão norte-nordeste e terceiro lugar no mundial. Em um campeonato na Bahia, enfrentou o Rodrigo Minotauro.



“Sou viciado em exercícios físicos. Corro uma média de 8km, três vezes por semana, e treino judô semanalmente, estando sempre pronto para competir. Tenho que conciliar meus treinos com as 13 turmas de alunos (dos 3 aos 50 anos de idade), já que sou professor de judô em algumas escolas e universidades e na minha academia. Nessa rotina pesada de treinos e muitos campeonatos, foram muitas contusões ao longo dos anos, mas consigo suportar graças ao amigo e quiropraxista Fabrício Bartholo, que vem me tratando e aliviando minhas dores”.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

ESPORTE: Windsurf e adrenalina nas ondas de Jericoacoara

Fernando Pessoa já poetizava sobre o mar, seus encantos e mistérios. O Mar das grandes rotas de navegação, dos descobrimentos e dos esportes, claro! E esse mar está pra peixe, pra surf, pra SUP, pra mergulho, pra nadar e pra praticar o Windsurf. Pegue sua vela e navegue com a gente neste esporte que vem ganhando os mares, desafiando os ventos e quebrando ondas.

UMA PRANCHA, UMA VELA E UMA IDEIA


A década de 60 é o tempo de surgimento do windsurf. Foi nessa época que o casal, Newman e Naomi Darby desenvolveram o primeiro protótipo da prancha com vela. A experiência deles, ela canoísta e ele velejador, foram fundamentais para esta ideia, bem como o desejo de Naomi de por uma vela na sua canoa para poder se locomover mais rápido, contudo como a proposta não deu certo de primeira eles abandonaram a ideia antes mesmo de patenteá-la. E quem acabou levando adiante foram os amigos Hoyle Schweitzer (engenheiro aeroespacial) e Jim Drake (empresário e surfista), que, baseados num conceito um pouco diferente do inicial e com mais recursos financeiros, requereram patente do novo equipamento esportivo chamado windsurf, em 1968.

Pra coisa dar certo era necessário conciliar o movimento da vela com a direção da prancha, foi quando perceberam que a ação da vela mais os movimentos do corpo em uma prancha do surf poderiam dar o controle da direção, a partir daí Drake ficou responsável pelo desenvolvimento da vela e Schweitzer pelo shape e tamanho da prancha. Em 1973, foi produzida a primeira prancha em série e em 1984, o windsurf já estava participando dos Jogos Olímpicos.

A PRÁTICA

O windsurf é considerado por seus praticantes um esporte completo, já que trabalha todos os músculos do corpo, necessita de coordenação, equilíbrio e concentração para a precisão dos movimentos. Ainda assim é considerado um dos esportes aquáticos mais fáceis e, portanto o mais recomendado para os aprendizes ansiosos por resultados rápidos. Isso é o que dizem, só tentando mesmo pra saber. 

A verdade mesmo, é que o windsurf acaba sendo considerado um esporte radical tamanha as acrobacias realizadas por seus adeptos. A depender do vento os windsurfers chegam a atingir velocidades altíssimas, o recorde que se tem registro é de cerca de 90 km por hora. Consegue imaginar? Como é um esporte aquático e que depende do vento, conhecimento sobre marés e correntes é fundamental para um bom aproveitamento da modalidade. Saber nadar é essencial inclusive para a segurança do praticante. 



AS MANOBRAS

• Aerial Jibe - você salta sem soltar os pés das alças, gira a prancha em 180º e vira a vela no ar.

• Back Loop - O atleta dá um loop para trás.

• Body Drag - O velejador tira os pés da prancha e arrasta-os na água, retornando à posição inicial.

• Jump Jibe - Quando a troca da direção da prancha é feita no ar.

• Loop - Uma volta completa com a vela no ar.

• Push Loop - Um Back Loop contra o vento.

• Table Top - O velejador dá um salto e deixa a prancha horizontal ao mar.

NOS VENTOS DE JERI

Mari Patriota, fotógrafa super conceituada, esteve em Jericoara, uma das mecas do windsurf, e conversou com dois grandes nomes locais do esporte, o Bené e o Samuel. Moradores de Jeri, de vida simples, mas rica de sonhos e amor pelo vento, os meninos, que são praticantes do esporte há um bom tempo e até já participaram de campeonatos montaram há pouco mais de 4 meses uma escola de Windsurf e foram parceiros no projeto Provador. Além de ensinar as meninas a velejar na prancha de Wind, Bené e Sassá conversaram com Mari sobre o sonho de abrir a escola e o prazer de levar cada vez mais pessoas à prática da paixão deles. Esse foi o jeito ideal de ter o próprio negócio, na cidade onde gostariam e fazendo exatamente o que amam, espalhando esse amor em cada novo aluno. Fantástico, não?

O Bené explicou que a maior dificuldade dos iniciantes é entender sobre a direção do vento e essas noções são básicas para a prática do esporte. Para quem tá começando, o ideal é o mar com pouco vento, em média 2/4 nós, assim o aluno vai por partes trabalhando o equilíbrio e se familiarizando com o equipamento. Quanto às habilidades dos alunos, as mulheres tendem a pegar o jeito mais rápido que os homens, porém abandonam antes que eles que praticam por mais tempo. Quanto aos cuidados, o maior deles é evitar que numa queda, que é natural, o equipamento possa cair por cima do praticamente, fora isso, com esforço e afinco de 3h a 5h de aulas seguidas o aluno já consegue velejar sozinho, entrando e saindo do mar numa boa.




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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

ESPORTE: Nosso “Homem de Ferro” e o triathlon para superação

Praticar esportes é estar na busca constante de superação. Para os esportistas “amadores”, o maior adversário são eles mesmos. Pensando nisso, vamos falar de um esporte que representa essa capacidade de resiliência e superação. O Triathlon vem conquistando novos adeptos, geralmente atletas de corrida ou ciclismo, que buscam diversificação das suas práticas esportivas.

TRIATHLON PARA SUPERAÇÃO

O Triathlon (triatlo em português) é um esporte composto por três modalidades: natação, ciclismo e corrida. O primeiro Triathlon moderno foi registrado em San Diego, Califórnia, na década de 1970. No dia 24 de setembro de 1974, a Equipe do Clube de Atletismo de San Diego organizou uma disputa para sair da rotina dos treinos de pista. O desafio consistia em nadar 550m, pedalar 8km e correr 8,5km. 46 participantes completaram a prova e, a partir daí, o esporte cresceu até se tornar uma modalidade olímpica e reunir milhões de praticantes em todo o mundo. Atualmente, o Triathlon Olímpico envolve 1,5km de natação, 40km de ciclismo e 10km de corrida.

Como representante “amador” desse esporte, apresentamos o executivo Henrique Fernandes, 43 anos, executivo com carreira em multinacional por mais de 15 anos e praticante de triathlon há seis anos. É o nosso “Homem de Ferro”. “Salazar”, como é conhecido no triathlon, já completou mais de 42 provas, entre elas, o Mundial Olímpico em Londres, por duas vezes o Full Distances na Alemanha e por mais de quatorze vezes o Half Distances (meio Ironman) e outras provas nas distâncias olímpicas e sprint.

A Full Distences, entre as diversas modalidades de competição de triathlon, tem em sua mais desafiadora essência os 3,8km de natação, 180 km de ciclismo e 42.195m de corrida (uma maratona). Atualmente, as mais conhecidas mundialmente são: “Ironman”, franquia originalmente americana e o “Challenge”, mais forte no continente europeu.


“Tenho a vida voltada aos esportes: praticando escalada, paraquedismo, mergulho, corrida de aventura e de rua. No ciclismo, encontrei minha esposa e grande amor, amiga de longas datas, a Rosinha. Ela aceitou um convite para pedalar comigo e a partir daí, nossa união só se fortaleceu. Descobrimos e compartilhamos nossa paixão pelo esporte. Estamos casados há 11 anos e dessa união temos um filho lindo chamado Felipe”, comentou Henrique.
Que ainda comentou, “Rosinha iniciou no triathlon em 2011, alguns meses depois embarquei nessa aventura que se tornou nosso estilo de vida. Hoje planejamos o calendário anual de competições juntos, os investimentos que precisam ser feitos, e o mais importante, como administrar nossa relação com a família e o trabalho. Consegui encaixar todo meu treinamento no início da manhã. Minha rotina é acordar todos os dias às 04h, orientado por uma planilha de treinos semanal que se divide em corrida e natação nas segundas, quartas e sextas e ciclismo nas terças, quintas e domingos. Nos sábados pratico um treino de transição (ciclismo + corrida).”

FULL DISTANCES “CHALLENGE ROTH”

Sua última competição foi agora em julho, a Full Distances “Challenge Roth”, prova histórica que acontece na Bavária, Alemanha. Essa prova vem sendo eleita por revistas especializadas como a maior e melhor prova do circuito internacional. Henrique conseguiu realizar a prova em 11h46’, apesar de ter treinado muito. Não foi seu melhor resultado, já que sua meta era 10h25’. Mas essa marca tem um simbolismo histórico: a primeira prova que se tem registro de “Ironman” foi em 1978, no Havaí, onde o oficial da marinha, Gordon Haller, venceu a prova com o tempo de 11h46’58’’. 

“O cenário em Roth é incrível! Foram 5 mil atletas participantes, cerca de 17 vilarejos, 7 mil voluntários e a impressionante torcida do público em todos os momentos da competição. Minha largada foi às 7h05, na 8º onda junto com 200 atletas. Foram 3.800m de natação em um canal de navegação fechado para a competição, saí da água com 1h08’ em direção à área de transição. Iniciei os 180km de ciclismo em um percurso de muitas subidas e decidas, que nesse dia ventava muito. O momento mais emocionante e esperado da prova é a subida do Solar Hill, onde 2 mil pessoas esperam a passagem dos atletas, formando um corredor humano. Terminei o percurso com 5h21’, acima do tempo esperado. Transição para última etapa da competição, os 42km da maratona, como diz Rosinha, “a cereja do bolo”. Nessa fase temos como avaliar o principal divisor de águas de um atleta na competição; a alimentação, que definirá se você irá atingir seus objetivos”, relata o triatleta.

ALIMENTAÇÃO ESPECIAL

Segundo Henrique, o atleta precisa seguir um protocolo alimentar complexo durante a prova, desenvolvido e acompanhado por um nutricionista especializado. A partir do momento em que começa a pedalar é preciso ingerir carboidrato, cápsulas de sódio, minerais e água a cada 30 minutos, para não haver perda de rendimento e força.

Após um dia com mais de 11 horas de prova, conclui o atleta, emocionado: “Passamos por um turbilhão de sentimentos, ansiedade, alegria, dor, concentração e resiliência. A grande chegada na Arena Roth é o momento mais esperado e emocionante para um atleta. Podemos sentir o prazer de concluir uma prova desafiadora e reforçar nossa paixão pelo triathlon.”


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

ESPORTE: Dez dicas de equipamentos para você ser um ciclista equipado

As bikes cada vez mais tomaram espaço nas ruas da cidade grande, campo e competições. Seja por meio de transporte, lazer ou esporte, as magrelas estão aí e cada vez mais com mais opções e possibilidades. Mas para isso é bom ficar atento a equipamentos de proteção, seguranças ou as novidades do mercado em matéria de bikes. Seja para rodar na cidade, estrada ou montanhas, confira nossa lista de dez produtos sugeridos e boa pedalada.



Capacete Airnet - Com visual limpo e simples, o capacete Airnet é a combinação ideal de funcionalidade e desempenho para ciclistas em busca de aventura e estilo. Preço sugerido: R$ 829,90

Luvas BG Gel - A luva de dedos longos com acolchoamento com Body Geometry Gel proporciona máximo conforto e proteção, reduzindo a fadiga e a dormência das mãos como nenhuma outra. Preço sugerido: R$ 164,90 

Diverge Comp Carbon - É uma máquina de exploração de alta eficiência. Com altura do movimento central e ângulo da caixa de direção exclusivos, a Diverge proporciona confiança e pedaladas macias em qualquer terreno. Ao mesmo tempo, o quadro e garfo em carbono top de linha FACT 10r conferem eficiência e conforto para longas aventuras no selim. E com a potência e modulação dos freios a disco Shimano com acionamento hidráulico, a Diverge Comp rapidamente se transforma na bike perfeita para sair pedalando e começar a explorar as estradas onde poucos chegam. Preço sugerido: R$ 20.999,00 



Epic FSR Comp Carbon - Feita para mover-se rapidamente no terreno, subir soberbamente e mantê-lo fora de perigo com uma suspensão dianteira e traseira modificada e inteligente. É uma bike de corrida exemplar com componentes confiáveis como cassetes SRAM 2x10 e freios Shimano Deore. Preço sugerido: R$ 24.799,00 

Sapatilhas Recon Mixed Terrain - Quando o asfalto termina, entra a Recon. Projetada para pilotos que adoram quando o asfalto acaba e começa o terreno com cascalho, a sapatilha Recon Terreno Misto é a combinação perfeita de durabilidade, conforto e aventura. Com sua sola rígida em carbono FACT e palmilha Body Geometry, o ciclista vai sentir uma conexão perfeita com a bike, que transforma-se em potência, tanto nas pedaladas em estradas de terra, quanto asfaltadas. E quando você se depara com obstáculos onde precisa carregar a bike, a sola aderente SlipNot™ confere uma aderência superior para andar nos terrenos mais acidentados. Rode na estrada e fora dela com as confortáveis e versáteis sapatilhas Recon. Preço sugerido: R$ 1.349,90 

SL Pro Bib Short - Vestuário para a prática do ciclismo com a alta performance da tecnologia Body Geometry. Preço sugerido: R$ 819,90 


Onde encontrar 
www.specialized.com.br
www.ospreypacks.com
www.suunto.com
www.oakley.com.br
www.tf.com.br

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

ESPORTE: CORRA! Com saúde e acompanhamento profissional

Atualmente a corrida de rua é uma das modalidades do atletismo que mais se difunde em números de adeptos no mundo todo. Atualmente, existem milhares de corredores, profissionais e amadores em busca constante pela superação e desafios sem limites fazendo do esporte uma paixão e um vício saudável incurável.

Os benefícios de que a corrida é capaz de proporcionar aos praticantes pode sim mudar sua vida. Através dela, você melhora suas capacidades e condicionamento físico, entra em forma e ainda tem um valor incalculável quando se fala nas questões psicológicas, já que diminui o stress. Você com certeza já passou de carro por várias pessoas correndo, na chuva ou sol, com ar de satisfação e realização e agora é a sua vez de se tornar uma delas. Então, vamos fazer o seguinte: você começa com força de vontade e nós, profissionais de educação física, começamos com dicas e guias para você dar início ao seu treino e nunca mais parar. Está PRONTO?


Preparar, apontar...

Para iniciar qualquer prática de atividade física é necessário e imprescindível uma consulta médica e uma orientação adequada de um profissional de Educação Física. Além dos trâmites profissionais, um bom par de tênis e um monitor cardíaco simplificam as ferramentas da corrida.
Portanto, siga esses primeiros passos:

1 - Avaliação clínica: o médico será responsável por avaliar seu condicionamento físico, taxas de colesterol e triglicérides. Dentre outros, o eletrocardiograma, que investiga arritmia e insuficiência cardíaca.

2 - Ferramentas: saiba escolher o tênis apropriado para corrida o adequando ao tipo da sua pisada, e que seja confortável durante todo seu treinamento e provas. Um bom monitor cardíaco, para que seu treino seja controlado de acordo com a sua frequência cardíaca, SEU TREINO TEM QUE SER EFICIENTE E RESPALDADO COM SEGURANÇA.




PRONAÇÃO: A pronação ou pisada pronada acontece quando há uma rotação interna excessiva do pé e do tornozelo ou seja ela começa do lado externo do calcanhar (às vezes um pouco mais para a parte interna), terminando a passada perto do dedão. Esse tipo causa mais tensão na estrutura do pé, o que pode desalinhar o tornozelo, os joelhos e os quadris provocando desperdício de energia e aumentando o risco de dores na panturrilha e articulações.

Indicações de tênis: Asics Gel Cumulus 13, Nike Vomero, Asics Gel-Nimbus, Adidas Supernova Glide, Mizuno Wave Creation.


SUPINAÇÃO: A supinação ou pisada supinada é o oposto da pronação e revela uma situação em que o pé rola para o lado de fora. Assim as forças durante a pisada não são distribuídas igualmente pelo pé, que possui o arco alto e não tem sua mobilidade afetada. Esta pisada se inicia no calcanhar do lado externo e se mantêm o contato do pé com o solo do lado externo, terminando na base do dedo menor causando concentração nos dedos de fora, o que cria o risco de lesões, principalmente nos joelhos, pés, e nas costas.

Indicação de tênis: Asics Gel Cumulus 13, Nike Vomero, Asics Gel-Nimbus, Adidas Supernova Glide, Mizuno Wave Creation.


NEUTRA: A pisada neutra, como o próprio nome já inspira é o tipo ideal de pisada já que possui um nível de equilíbrio entre a pronação e a supinação proporcionando uma absorção de choque eficiente na fase de apoio da pisada. Essa pisada começa com a parte externa do calcanhar e o pé rotaciona ligeiramente para dentro durante a movimentação, terminando com a parte da frente do pé inteira tocando o solo.

Indicações de tênis: Asics Gel Cumulus 13, Mizuno Wave Creation, Saucony ProGrid Triumph, Nike Vomero, Asics Gel Kayano, Asics GT 2160, Nike Air Pegasus, New Balance 1063.





TESTE DO PÉ MOLHADO

Uma forma “caseira” de identifica o seu tipo de pisada é através do teste do pé molhado:
a) Coloque uma folha de jornal em uma superfície plana no chão
b) Molhe a sola do seu pé direito (em uma bandeja por exemplo)
c) Dê um passo lento sobre a folha de jornal, pisando do calcanhar para os dedos (como se estivesse andando sobre o jornal)
d) Faça o contorno (com uma caneta) da mancha que ficou no papel e compare o desenho resultante com as figuras acima e veja com qual seu pé mais se assemelha.

TIPO DE MONITORES CARDÍACOS

A Frequência cardíaca ou ritmo cardíaco é o número de batimentos cardíacos por unidade de tempo, geralmente expresso em batimentos por minuto (bpm) e deve ser levada em consideração na hora de qualquer treino. Cada pessoa tem sua frequência mínima e máxima e o intervalo entre elas é justamente a chamada Zona Alvo ou Zona de Treinamento. Uma forma prática de acompanhar a frequência cardíaca em exercício é por meio de monitores cardíacos de pulso que auxiliam no controle da intensidade de treinamentos cardiorrespiratórios. Mas antes, procure um profissional para descobrir sua frequência mínima, máxima e zona alvo. Alguns tipos de monitores:

- Monitor Cardíaco New Balance N5 Grafite - calcula o percentual de frequência mínima, média e máxima, além de possuir alarme de zona alvo visual e sonoro. Também conta com registro de gasto calórico, memória e arquivo de 30 treinos com data e hora do exercício. 

- Monitor Cardíaco Speedo 58005g0 - Possui configurações pessoais de monitoramento cardíaco, como zona de alerta, medição e leitura de frequência cardíaca. Também registra o gasto calórico com base em informações como idade, peso, altura, tipo e nível do exercício. 

- Monitor Cardíaco Nike Triax C6 - Tem função de busca de zona alvo personalizada, iluminação a um toque e modo para exibição da pulsação, calorias gastas, zona atual e tempo total do exercício. O monitor é feito de cristal mineral, resistente a riscos.

- Monitor Cardíaco Garmin FR 70 Fem - Monitora frequência cardíaca, gasto calórico e ao final do exercício transfere os dados para seu computador. Conta ainda com GPS e tecnologia sem fio que permite a conexão com outros dispositivos compatíveis, como contador de passos (opcional) ou equipamentos de academia. 

- Monitor Cardíaco Oregon SE332 Zone Trainer 2.0 - O modelo feminino possui tecnologia Eletrocardiográfica (ECG) "strapless", que dispensa a cinta transmissora. Para visualizar os batimentos cardíacos, basta pressionar os dedos indicador e médio sobre o sensor na frente do relógio, que informará a medição em poucos segundos.

ORIENTAÇÃO DE PROFISSIONAIS

Procure profissionais específicos e adequados para o seu objetivo: primeiramente um Médico, depois um profissional de Educação Física, e por último um Nutricionista para assessorar na sua alimentação. A multidisciplinaridade vai ajudá-lo a chegar ao seu objetivo com saúde, segurança e eficácia.

*Alexandre Oliveira é Coordenador Técnico da rede de academias TopFit.

OFERECIMENTO TOPFIT: www.topfit.com.br

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

FITNESS: A mentalidade em torno do desafio

Com toda a minha força, acredito que reside em cada um de nós uma forma de poder e de inteligência que simboliza o topo do potencial humano. Trata-se de algo que, infelizmente, às vezes é cercado por fábulas e controvérsias. Não se trata de uma solução mágica, mas sim de progressão. No entanto, o que parece impossível, é na verdade possível. Por trás de grandes feitos existe uma imensa jornada de pequenos passos, e uma atitude mental que faz toda diferença. Todos querem progredir e obter resultados excepcionais, mas muitos esquecem um dos aspectos mais importantes do desempenho: a mente.

Baseado em estudos, mentores, testes e minha experiência como coach, palestrante, instrutor de Parkour, atleta de Crossfit, Tae-kwon-do e bodybuilding, gostaria de relatar através de alguns exemplos, a forma como os grandes atletas lidam com os seus pensamentos, emoções e comportamentos diante de um desafio, e como isso afeta o seu destino.

MENTALIDADE INVENCÍVEL

Em 1954 o inglês Roger Bannister (ao lado) rompe a barreira mental desmitificando a ideia de que era humanamente impossível correr uma milha em menos de quatro minutos. Pois o mesmo, cravou pontualmente em 3:59.4 e se tornou o primeiro ser humano a realizar esse feito. Quando foi proposto que correr uma milha em menos de quatro minutos era que não tinha possibilidade de acontecer, a mentalidade em torno do desafio mudou. Era preciso provar que era possível sim.

FOCO A LONGO PRAZO

Nascido em 1943, o lendário Bill Bradley, logo cedo se apaixonou pelo basquete, porém não tinha nenhum talento para o jogo. Era lento, desajeitado e não saltava alto. Diante desse grande desafio, ele teve a ideia de compensar todas essas deficiências por meio de pura prática. Com muita disciplina, ele se submeteu a uma das mais rigorosas e eficientes rotinas de treinamento na história dos esportes. Trabalhando dessa maneira durante anos, Bradley aos poucos transformou-se em um dos maiores astros do basquete.

DETERMINAÇÃO

O que se esconde por trás de grandes façanhas tem pouco a ver com genética ou potencial. Tudo se baseia de como você usa sua mente, e resume-se na capacidade de continuar trabalhando com determinação independente do desafio. Enquanto uns sucumbem facilmente nos primeiros obstáculos, outros determinam suas metas e seguem adiante, em busca daquilo que traçaram como um objetivo de extrema importância em suas vidas.

PLANEJAMENTO E VISÃO

Eu descobri que os maiores atletas da história, como Bannister, Bradley e tantos outros, inclusive os que eu mais admiro na atualidade: o maior velocista do mundo, Usain Bolt; Michael Phelps, maior nadador do mundo; e Rich Froning, o homem mais condicionado do mundo, aumentaram a performance para administrar com excelência os estados emocionais para obter resultados com excelência. Além de praticar de forma incansável e seguir um planejamento com definição de metas inteligentes, eles focam na solução e nunca no problema / obstáculo.


MOTIVAÇÃO

Os grandes atletas são intrinsecamente motivados. Esse “pequeno detalhe” faz toda diferença diante de um desafio. Eles desempenham um comportamento de gratidão, basicamente em realizar uma atividade para si mesmo ao invés de desejar alguma recompensa externa. Eles apreciam o treino pela oportunidade de ultrapassar seus limites. Sentem orgulho dos seus avanços porque faz sentirem-se mais fortes e confiantes. Estão satisfeitos com o domínio sobre os pensamentos, domínio sobre o cérebro e sobre o espírito. E o mais fantástico é que eles sabem que podem conseguir tal comando, em uma condição inacreditável.

AUTOCONFIANÇA

Certo dia, um amigo e eu marcamos para treinar Parkour. E, em um dos momentos do treino, resolvemos fazer um salto de precisão em um muro. Esse salto requer conhecimento técnico e habilidades de alto nível, porém, tanto eu como ele estávamos aptos e condicionados a executar tal movimento. O movimento consistia em saltar de um muro de 4,5 metros de altura para outro em uma distância de aproximadamente 2 metros na ponta dos pés. No meu caso não me senti desafiado, só fazia parte do treino. Já para o meu amigo foi um momento de extremo desafio, pois mesmo tendo praticamente o mesmo tempo de treino que eu e um nível de Parkour bem parecido, o meu parceiro de treino estava diante de um dilema.

Mas, como um atleta competente e determinado aceitou o desafio e executou a precisão com sucesso. Antes de saltar, ele me disse que o vento forte que soprava estava tirando a sua concentração. Eu perguntei: que vento? Ele deu uma risada e saltou.

PRÁTICA INTENSIVA

Eu acredito piamente que quando você se aprofunda na sua arte, e se aplica com tanta intensidade quanto possível a uma tarefa de cada vez, essa atividade se torna automática, você passa a ter espaço mental para observar a si mesmo e torna-se um mestre. Um mestre do seu estado emocional, na arte de dominar a si mesmo. E quanto maior o controle, maior será sua inteligência e maior será sua grandeza e vitória, gerando um considerável desenvolvimento de sua consciência. Não é o desafio, mas os pensamentos, as crenças e a mentalidade em torno do desafio que fazem toda a diferença. 


domingo, 29 de janeiro de 2017

SAÚDE: Dicas de nutrição para os corredores

A corrida é um dos esportes que mais cresce em nosso país, e paralelo a este crescimento seus adeptos buscam por informações diversas que melhorem seus treinos, desempenho e forneçam uma maior segurança à prática. Após abordar como escolher o tênis ideal, resolvemos selecionamos dicas nutricionais específicas para os diferentes momentos da prova (antes, durante e após), para que a alimentação torne-se um aliado na caça de melhores resultados. Vamos às dicas:

ANTES DA PROVA

Altere sua dieta de 2 a 3 dias antes da competição, nessa fase você precisará aumentar a sua reserva de glicogênio muscular, portanto sua dieta será supercompensada em carboidratos. Consuma macarrão, batata, pães, arroz, macarrão, torradas, geleias, suco de frutas, entre outros.


Nesse período evite o consumo de alimentos ricos em gordura (molhos gordos, frituras, recheios gordurosos, embutidos) e fibras (verduras cruas, produtos integrais, etc.), pois retardam o esvaziamento gástrico. Também diminua as porções de proteína (carnes, peixe, ovos, etc.), já que a dieta deve ser predominantemente de carboidrato.

Se você não tiver restrição de uso de sal, utilize no dia anterior à prova alimentos mais ricos em sódio (normalmente são os industrializados). Exemplos: sopas prontas em pacotes, picles, queijo ralado, molho de tomate, suco de tomate, ervilha e milho em conserva, são os mais comuns.

Não ingira refrigerante e álcool 24h antes do evento. Eles são diuréticos!

Sugestão de refeição que antecede a prova:
De 2h30 à 3h antes: copo de suco + sanduíche de pão branco com queijo + fatia de bolo simples. De 1h a 1h30 antes: copo de suco + torrada ou bolacha com geleia.

HIDRATAÇÃO (dia anterior à prova) - Adote uma ingesta sistemática de 4,5L de líquidos 24h antes do exercício ou competição.

SUGESTÃO: no café da manhã use 2 copos de suco (500 ml) + 1 copo (300 ml) de leite ou iogurte ou suco de soja tipo Ades.

No almoço use mais 2 copos de suco (500 ml). Em cada lanche use 1 copo (300 ml) de suco ou leite ou água de coco ou iogurte (total = 900 ml). No jantar use 1 copo de leite ou suco de soja tipo Ades (300 ml) + 1 copo de suco (300 ml) ou 1 prato de sopa. Antes de dormir use 500 ml de água.

DURANTE A PROVA

Se sua prova durar menos de 1 hora: Poderá começar a ingestão de água, se possível, a cada 20 minutos um copo de 200-250 ml. Se sua prova durar mais de 1 hora, sua hidratação poderá ser de duas formas:


Usando uma bebida esportiva do tipo Gatorade /Powerade ou outra de sua preferência: Use a cada 1 hora de corrida uma garrafa e distribua em pequenos goles a cada 15 minutos.

Usando carboidrato em gel: Cada unidade tem 30g de carboidrato que deve ser consumido com 500 ml de água. Modo de usar:  a cada 1 hora de corrida usar um Glicogel e beber 500 ml de água. O consumo deve ser devagar, dê pequenos goles de água para um pouco do gel.

OBS:  Se, durante a prova, a distribuição de água for em copo de 250 ml, usar para cada gel dois copos. Se for garrafa de 500 ml, usar para cada gel uma garrafa de água. Lembre-se de sempre consumir o carboidrato + a água devagar, em pequenos goles.


APÓS A PROVA 

Adote um consumo regular de líquidos + eletrólitos + carboidratos logo após o exercício, use seu repositor de carboidratos. Verifique que algumas dessas dicas podem e devem ser usadas durante os treinamentos, em especial daqueles que treinam para provas de longa distância e que precisam de reposição de carboidratos durante o treino. 

 NÃO ESQUEÇA , antes de começar a correr devemos procurar um médico, um profissional de educação física e, se possível, um nutricionista. Fique atento, exercícios aeróbicos com duração acima de 20 minutos já são considerados de longa duração e exigem bastante dos indivíduos, principalmente quando praticados de média a alta intensidade e sob condições adversas, muitas vezes verificadas em algumas provas, como sol forte e grandes inclinações, por exemplo. Portanto, não saia correndo de qualquer maneira, trace metas e mantenha uma rotina de treino para tal.  Desta forma, a possibilidade de usufruir dos benefícios oriundos desta atividade é bem maior.

Desejamos ótimas provas a todos. 


*Roberta Costi e Izabel Oliveira são nutricionistas, e Anderson Santos é personal e faz parte do Mais Atividade Física.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

PERFIL: "Eu, Carlos Burle e meus novos desafios no mar ou no asfalto"


Fala galera, aqui é o Carlos Burle, surfista profissional de ondas grandes, recentemente entrei para o livro dos recordes com um feito incrível na praia de Nazaré em Portugal onde peguei a maior onda já surfada pelo homem até os dias de hoje. Muita gente me pergunta como é que eu faço para viajar durante o ano inteiro, encarando aquelas ondas enormes, como eu me preparo e o que é preciso para se superar em condições adversas.  Então eu queria passar para vocês aqui um pouco de como a minha vida funciona.

Tenho que treinar constantemente, então muitas vezes eu levo o lado lúdico para os meus treinos e com o skate tem sido assim também, eu uso o skate para me divertir, compartilhar momentos em família, com meus amigos, para me locomover e para treinar. No final do dia eu me sinto muito mais preparado, mais saudável e assim rola uma interação muito maior com o meio ambiente, não tem poluição, é totalmente sustentável, então eu recomendo o o surfe skate, se você está afim de se divertir, ta afim de treinar e compartilhar esses momentos em família também.

Eu gosto muito de praticidade, minha vida é pratica, então nessas cidades grandes onde a locomoção é muito difícil você ter um skate pequeno, leve que você não precisa colocar o pé no chão, é só andar, andar e andar...Fazer exercícios, se divertir e no final do dia termina reunindo a família, os amigos sempre num ambiente saudável.

Eu acho que a vida é isso, você entender que ela pode ser divertida e saudável ao mesmo tempo que você está treinando, tem tudo a ver com o meu esporte que é o surfe, então eu tenho usado essa ferramenta sempre porque tem feito uma diferença muito grande na minha vida, sempre que eu viajo levo meu skate na bagagem.

Pratico surf desde os anos 80 e sempre curti essa parceria entre o surf e o skate afinal um nasceu do outro, o skate surgiu para simular o surf nos dias que não tinha onda e hoje o surf é que busca manobras do skate nas competições. Com o surgimento do skate simulador de surf eu me reencontrei com o skate de forma definitiva pois ele traz um movimento muito parecido com o do surfe devido ao sistema de eixos desenvolvidos especialmente para simular o surfe no asfalto.

As vezes me perguntam se eu não tenho medo de me machucar no skate, afinal hoje eu já arrisco um pouco mais em algumas pistas mas, o que eu respondo é que assim como no surfe eu tenho medo sim mas ele nunca me parou porque eu sempre quis superar os meus desafios e com isso me sentir mais forte para poder ter uma energia boa na minha vida, no dia-dia mesmo sabe, poder ter uma energia de confiança e coragem no que eu faço.

Hoje toda nova geração do circuito mundial anda de skate e andam bem pra caramba, são esportes de prancha e se você quiser ser audacioso precisa executar aquelas manobras voando e girando, tem que ter coragem e usar bastante a habilidade do corpo. No meu caso minha proposta é muito mais adquirir força nas pernas, abdominal e resistência do que essas manobras super radicais.


Acho que hoje em dia é quase obrigatório, se você quer surfar tem que andar de skate também pois eles se combinam e se complementam em todos os sentidos, quando eu ando duas horas de skate é como se tivesse surfado o dia inteiro, o exercício é muito intenso e prazeroso, então quando eu estou em algum lugar que não tenha surfe mas possa andar de skate eu não penso duas vezes.  

Com relação a cair e levantar, quando você se esbarra com obstáculos na sua vida, se você não quiser sentir a pressão de cair ou de errar, você não vai evoluir, no esporte é exatamente a mesma coisa. Então a primeira coisa que você deve fazer é ter uma leitura disso tudo e usar essa referência do medo para minimizar os riscos, se existe a possibilidade de eu cair vou usar uma joelheira, um capacete enfim, equipamento de proteção é sempre muito importante.

Eu sou pioneiro no surf de ondas grandes e na minha profissão eu fui buscar os limites mas se você quiser praticar o skate numa boa e com tranqüilidade você tem que usar a cabeça, com sabedoria você pode muito bem estar usando essa sensação de risco ou de medo para minimizar as conseqüências. Então não pare, não desista, continue tentando porque assim você vai sentir orgulho de você mesmo e vai ter mais confiança não só no esporte mas na vida.

Nunca desistam dos obstáculos e desafios, eles são uma grande oportunidade para você evoluir! Aloha!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

CAPA: Arthur Nory, nosso super atleta ruma a novas medalhas e conquistas

Determinação, disciplina e apoio familiar fizeram, e fazer, do ginasta Arthur Nory um grande campeão. Ainda mais agora nas Olimpíadas de 2016 quando ganhou mais uma medalha e viu seu nome ficar ainda mais popular dentro e fora das quadras. Alto astral e de bem com a vida Nory segue sua rotina de exercícios e de um jovem de apenas 23 anos que também quer se divertir, sair com amigos e colher os frutos do seu esforço. O cara tem um futuro próspero e já se prepara para o próximo mundial que irá acontecer em outubro no Canadá. Entre um treino e uma viagem conversamos com Nory e foi uma grata descoberta.

Como acredita que o esporte pode fazer parte de uma família e como essa família pode descobrir e incentivar futuros atletas? O esporte está muito presente aqui no Brasil, e acredito que agora após as Olimpíadas cresceu ainda mais. E conhecer nossos ídolos, ver ícones do esporte em ação, isso nos motiva a querer entrar no esporte. Levo isso na minha vida, pois fui influenciado pela Daiane dos Santos. Eu a vi competindo nas Olimpíadas de 2004 e me apaixonei pelo esporte.

Você cresceu numa casa de atletas, tendo a mãe nadadora e o pai judoca. Em que ponto o apoio dos seus pais foi fundamental na formação não só do atleta, mas do campeão Arthur Nory? Foi fundamental o apoio, a influência do esporte desde pequeno. Pelo meu pai eu seria judoca, até a faixa preta, e pelo judô conheci a ginastica. Uma coisa levou a outra. Ginastica é minha paixão, e minha mãe viu muito disso. Então por eu ser apaixonado, disciplinado e determinado nos meus objetivos na ginastica, minha mãe sempre me motivou a continuar. Porque antes de tudo, devemos fazer aquilo que amamos. 




No início você foi pelo judô mas graças a influência (indireta) dos irmãos Hypólito você migrou para a ginástica olímpica. Olhando para trás acredita que seria tão bom judoca quanto é ginasta? Quando exatamente viu que a ginástica era sua praia? Acredito que seria mediano. Porque eu não amava o judô como amo a ginastica. Fazia por fazer. Mas em 2007, após dois anos de ginastica artística na minha vida, me tornei campeão brasileiro infantil (e ganhei todos os aparelhos), ali em diante percebi que era aquilo que devia seguir.

Do que você abriu mão, e abre até hoje, para ser o atleta disciplinado e campeão que é hoje? A gente abre mão de muita coisa. Quando a gente cresce, vem as “tentações” que seria sair, balada, festas. Mas como atleta sabemos que não é sempre que podemos. Devemos sim, ter uma boa alimentação, cuidar do sono, dormir é fundamental. Treinar e treinar e treinar. Dar o 100 por cento todos os dias para atingir nossos objetivos.

Um atleta consegue medir o quanto é treino, disciplina e dom em sua trajetória de sucesso? Dá para se chegar ao pódio só com treino e disciplina mas sem o dom? Ou o contrário. Acho que todo atleta só chega lá trabalhando, treinando. Talento ajuda, mas não é o fundamental. Tem que treinar, treinar, treinar, treinar e treinar bastante. 




Você chegou a ser 3º Sargento da Aeronáutica. Acredita que a disciplina militar te ajudou? Como conquistar a disciplina ideal? Eu fui incorporado pouco antes das Olimpíadas. As Forças Armadas criaram esse projeto de alto rendimento para incentivar os atletas. Agora em 2017 vou fazer o curso de formação, antes estávamos muito focados para competir.

Depois de passada as Olimpíadas... que peso real teve a medalha de bronze aqui no Brasil? Enorme. Não só pelo o peso da medalha, mas pelo o que nós atletas passamos para chegar nela. E toda nossa história no esporte para consegui-la. Porque todos sabem que não é nada fácil geral lá.

Hoje em dia a cobrança é maior dos outros ou sua em relação a novas medalhas? Em que você pode melhorar? A gente sempre pode melhorar ainda mais. Novos objetivos, novo código de pontuação da ginastica. Então agora é focar para as próximas Olimpíadas e campeonatos mundiais.

Disciplina é a grande questão de qualquer atleta. Qual o grande desafio para se alcançar e manter a disciplina? É pessoal. A disciplina vem da pessoa. Ninguém vai te obrigar a estar 8 horas da manhã no ginásio. Ninguém vai pegar na sua mão para levar até lá. Acredito que nós não devemos nenhuma barreira falar mais alto que nossos sonhos. 

Fora das quadras você se considera um cara disciplinado? Que ensinamentos o esporte traz para seu dia-a-dia? Me considero sim. Sou atleta dentro e fora. E sei que o que faço fora do ginásio também pode afetar dentro. Devemos sempre pensar como campeões. Campeões da vida. 

A ginástica traz como resultado físico um corpo perfeito. Tem algo a melhorar? O que mudaria no seu corpo? É difícil manter? Manter o peso, manter a forma. A ginastica trabalha muito o corpo. O corpo todo praticamente. Então temos todo o cuidado, desde a fisioterapia, massoterapia, alimentação, para manter o corpo ideal de cara atleta. É muito pessoal também. 



Como é sua rotina de exercícios e alimentação? Tenho todo um trabalho com a minha nutricionista (Carol Yoshioka), que tem o planejado conforme competições, conforme o calendário esportivo. Então a gente trabalha muito nisso. Início de temporada, pré-temporada, competitivo, pós competitivo, período de férias. Temos profissionais que nos auxilia.

Quando não está treinando o que curte fazer para se distrair? Sair com amigos, encontrar meus amigos, ver filme. Adoro rir, adoro estar perto de pessoas que gosto muito. Mas gosto muito de ir ao teatro, admiro muito o teatro musical. 

Na Vila Olímpica entre uma competição e outra a paquera rola solta? Dá para se distrair um pouco ou melhor se preservar? Olha, na Vila eu não vivenciei esse lado de paquera. Mas sei que rolou bastante.

Você é um cara vaidoso? Até que ponto? Como lida com o espelho? Sou, sou vaidoso. Acho que até demais. (risos). Para estar bem para entrar bem para competir.

O que espera para 2017? Quais suas metas dentro e fora das quadras? 2017 espero muita saúde. É muito fundamental, pois preciso estar inteiro para poder competir. E ser medalhista mundial (que vai acontecer em outubro na cidade de Montreal, Canadá). Focar bastante nesse nosso código de pontuação e treinar muito para ser campeão olímpico!




Foto e beauty Binho Dutra com produtos Alfaparf e Yl (Yellow)
Direção criativa Marco Antonio Ferraz 
Agradecimentos especiais Deborah Aguiar e Wagner Quirino

Arthur Nory (Ford Sports) veste: Look 1- Terno Flower Homme; sandálias Havaianas; Look 2 - Terno Florwer Homme, boné Chanel Vintage; Look 3 - Calça, t-shirt e jaqueta CK