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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

SAÚDE: O homem e o testosterona - Os benefícios do hormônio para o antienvelhecimento e a massa muscular


“Ser homem culturalmente é sinônimo de vigor e virilidade. A falta de vigor, porém, pode ser um sinônimo de problemas de saúde”, conta Leandra Sá, farmacêutica da Farmacotécnica. E aí que entra o tal hormônio masculino, o testosterona. “O hormônio masculino tem efeito sem igual em todo o corpo de um homem. Ela é produzida nos testículos e nas suprarenais e é para o homem, o que estrógeno é para mulher”, explica Leandra.

A busca por um corpo em forma é um longo caminho; são anos de academia, alimentação saudável e suplementação, além da torcida para a genética ficar eternamente a nosso favor. Acontece que os estudiosos americanos, vem procurando na terapia de hormônios o combate ao envelhecimento e perda de músculo. 

Estudos bioquímicos têm demonstrado que o avanço da idade acompanha a elevação sanguínea das enzimas aromatase e 5 alfaredutase, responsáveis pela metabolização dos nossos hormônios esteróides. Quanto a nossa testosterona pode sofrer ação desta aromatase, transformado-se em estradiol (hormônio de maior concentração na mulher), resultando no subproduto DHT (dihidrotestoterona), ou seja, testosterona inativa. A medicina que almeja o anti-envelhecimento tem demonstrado que o bloqueio destas duas enzimas de forma comedida e acompanhada tem resultado num rejuvenescimento, pois evita a sarcopenia (perda de massa muscular), bem como a rarefação capilar (calvície), propiciando um ambiente perfeito para ganhos de massa magra e redução de gordura abdominal.

Recentemente, a mídia ficou impressionada com os resultados de um americano chamado Jeffry Life, 'garoto-propaganda' da empresa de reposição hormonal Cenegenics, que com atualmente 74 anos, injeta em si mesmo, duas vezes por semana, pequenas doses de testosterona e afirma que sua vida melhorou em vários aspectos. Aos 59 anos, o executivo americano J.G. começou a se sentir deprimido e ansioso. Tinha dificuldades para dormir, sua libido já não era mais a mesma e, por mais que se esforçasse na academia e cuidasse da alimentação, não conseguia atingir os resultados que queria. 'O trabalho também ia mal. Ter que lidar com o estresse, e a competição ampliava os sintomas, quando não era combustível para eles'. (Fonte: Globo.com)

Assim, Jeffry, desconfiado de que poderia estar sofrendo com os sintomas do declínio de testosterona em seu corpo, procurou um médico, e após alguns exames, lhe fora receitado uma terapia de reposição hormonal. “Tomei minha primeira dose e, uau, pareceu que tudo deu uma volta de 180 graus”, disse o executivo à BBC Brasil.

Acontece que com o passar do tempo, o nível das enzimas aromatase aumenta no organismo humano favorecendo uma maior conversão do excesso de testosterona e estradiol, acarretando uma maior concentração de gordura abdominal (tendência natural nos homens) e o crescimento das glândulas mamárias (note que a maioria dos idosos possui ginecomastia, aumento e flacidez do peitoral).

Quem tem obesidade também apresenta um maior número de aromatase, causando-lhe diversos sintomas, desde sexuais até queda de desempenho físico e mental, depressão, ansiedade, irritabilidade, dificuldade de concentração, cansaço, isolamento social, baixa auto-estima, queda de cabelo, além de osteoporose.

A partir dos 30 anos de idade o nosso corpo diminui naturalmente a produção de hormônios em nosso corpo, tendo na reposição hormonal, neste caso, a Testosterona, a solução para estes problemas congênitos, doenças, estresse e efeitos colaterais de certos medicamentos. Entretanto, o estudo sobre a eficácia da terapia hormonal encontra-se em andamento, principalmente no que se refere ao combate ao retardamento da idade. Vale frisar que a maioria da testosterona produzida em laboratório utilizada neste tratamento é feitas a partir de vegetais como soja e inhame. A reposição hormonal pode ser feita por meio de injeções, adesivos ou via oral.

Apesar de ser um tratamento relativamente novo e que muitas vezes não é coberto pelo plano de saúde, cerca de US$ 400 milhões por ano está sendo gasto em receitas nos Estados Unidos sobre estas drogas. (Fonte: Revista TIME)

Mas a grande procura pelo tratamento não está restrita só aos norte-americanos, cada vez mais homens de todo o Globo estão se informando e investindo uma boa quantia na terapia hormonal. É claro que é primordial um acompanhamento periódico por médicos através de exames, o que acaba aumentando o custo do tratamento, que varia em torno de US$ 1 mil por mês, no laboratório Cenegenics, por exemplo.

É claro que todas as fotos que vemos de “antes e depois” é um grande estímulo, porém é necessário verificar com seu médico se a terapia com testosterona é ideal para você, bem como, estudar bem sobre este polêmico assunto, pois outros especialistas afirmam que o uso desregular da testosterona pode estimular o desenvolvimento de outras doenças, como; câncer de próstata e problemas cardíacos.
 
AJUDE A ELEVAR SEU TESTOSTERONA 
A quantidade de testosterona varia de homem para homem de acordo com vários fatores, sendo o genético o principal. Assim como também a sua perda ao longo do tempo. Enquanto não se comprova a eficácia da terapia hormonal nos homens, pode-se tentar maneiras naturais de elevar a produção natural de testosterona ou ao menos mantê-la no máximo. Seguem algumas dicas: 

1 – EXERCITE-SE! A prática de atividades que exigem muito esforço físico como a musculação. Com treinos que combinem 100% de esforço e intensidade ajudará na produção de testosterona.

2 – TOME SOL Não é à toa que no verão a libido sexual aumenta. Pesquisas comprovaram que durante o verão a testosterona aumenta devido ao fato dos ciclos de luz e escuridão durante o dia. Além de aumentar os níveis de produção de vitamina D.

3 – MENOS SOJA Consuma menos soja, pois ela aumenta os níveis de estrogênio (principal hormônio feminino), o que interfere de forma negativa sobre os níveis de testosterona.

4 – BEBA MENOS (álcool) O excesso de álcool no organismo possui um efeito drástico em baixar os níveis de testosterona. Evite exagerar na dose, ou se possível, não beba.

5 – COMA MAIS HORTALIÇAS Alguns vegetais como bróculis, couve-flor, rabanetes e couve ajudam a combater o estrogênio, ajudando a elevar os níveis de testosterona.

6 – MENOS ESTRESSE Procure relaxar e não ficar nervoso com facilidade. Ao se estressar você libera o cortizol, um hormônio altamente catabólico que irão derrubar seu nível de testosterona.

7 – MAIS SEXO Ao praticar sexo se estimula a liberação de hormônio oxitocina que por sua vez liberam mais endorfinas naturais (químicos estabilizadores do humor) na corrente sanguínea. O levará o corpo a um relaxamento intenso e propício ao sono. Todo o processo ajuda a aumentar o testosterona.

8 – BOM SONO Por fim, o que citamos acima, uma boa noite de sono que irá contribuir para manter seu nível de testosterona em dia.

Tente aplicar à sua rotina de vida ações saudáveis como essas citadas e você irá se manter mais disposto sem precisar da reposição de testosterona antes da hora.

Para ler mais sobre o assunto:

FONTE: Globo.com, Dr. Antônio Mesquita, Revista TIME, Homem Corpus

terça-feira, 5 de abril de 2016

SAÚDE: Impotência sexual - Vamos falar sobre isso sem vergonha

“Isso nunca aconteceu comigo”. Essa costuma ser a frase mais dita pelos homens que experimentam o gosto amargo da impotência sexual pela primeira vez. Em uma cultura ainda dominada pelo machismo, exigindo do homem um eterno vigor, é natural que uma situação como essa cause vergonha e constrangimento, mas é fundamental que se busque mais informações e ajuda médica para enfrentar o problema. Fugir dele ou fingir que ele não existe, definitivamente, não é a melhor opção.


O QUE É A IMPOTÊNCIA SEXUAL?

A impotência é o fato do homem não conseguir produzir ou manter uma ereção peniana durante tempo suficiente para uma relação sexual. É muito mais comum do que muita gente pensa, cerca de mais de 30 milhões só no Brasil, e pode acontecer com homens de qualquer faixa etária, sendo mais comum após os 40, quando praticamente todo homem vai ser acometido por pelo menos um caso de impotência em sua vida sexual.

QUANDO A IMPOTÊNCIA SE TORNA UM PROBLEMA?
Apesar de ser o pesadelo de todo homem, a impotência só se tornará de fato um problema, algo considerado fora da normalidade, quando começam a acontecer de forma recorrente. Uma, duas, três vezes em períodos espaçados não representam um problema, por isso, o melhor a fazer nesses casos é esquecer o assunto. Já quando a coisa começa a acontecer com certa dose de frequência, aí sim, vale um cuidado maior e principalmente uma ida ao médico. Só o médico, um andrologista, será capaz de diagnosticar a causa, que pode se dá por vários fatores, e aplicar o tratamento correto.

AS CAUSAS DA IMPOTÊNCIA SEXUAL

Antes de falar das causas, vamos derrubar alguns mitos. O primeiro deles é que impotência sexual está ligada a idade. Não, não está. Apesar de acontecer com mais frequência a partir dos 40 anos e se intensificar aos 60, há um número significantes de jovens que já vivenciaram a impotência sexual ao menos uma vez. Vasectomia e masturbação não causam impotência, e sequer tem alguma ligação com isso. Impotência não tem a ver com masculinidade, assim como potência sexual também não.

Dito isso, vamos às causas...

Convencionou-se dividir as causas da impotência sexual em dois tipos: Orgânica e Psicológica.

- Causas orgânicas ou físicas

Ligada a distúrbios orgânicos relacionados aos hormônios e questões vasculares, tem como principal característica começar de forma gradual e depois se intensificar ao longo do tempo.

As principais causas físicas são:

• Problemas com o suprimento de sangue do pênis – problemas vasculares
Impedem a irrigação do corpo cavernoso peniano responsável pela ereção. O diagnóstico se dá através de um exame de ultrassom chamado Cavernossonograma Doppler capaz de desenhar a imagem colorida do fluxo sanguíneo no pênis.

• Efeitos colaterais de drogas e medicamentos Geralmente afetam a irrigação dos vasos ou atacam o sistema nervoso central impedindo os comandos ligados à ereção. Os remédios que mais causam disfunções eréteis são:

• Medicamentos usados para tratar hipertensão arterial (pressão alta), tais como espironolactona e diuréticos a base de tiazida, bem como beta-bloqueadores.

• Medicamentos usados para tratar depressão (antidepressivos) e ansiedade (ansiolíticos), tal como fenotiazina.

• Medicamentos usados para tratar distúrbios neurológicos, tais como doença de Parkinson e outras.

• Medicamentos usados para tratar problemas gastrointestinais, tal como a cimetidina.

• Medicamentos usados para tratar alergias.

Fique atento e evita a auto-medicação. Vale lembrar que drogas, álcool e fumo são atualmente uma das maiores causas da impotência sexual.

• Distúrbios do sistema nervoso

As doenças nervosas geralmente afetam os nervos que controlam o processo de ereção impedindo que ela aconteça ou tenha a duração necessária para o ato sexual.

Hiperplasia (aumento das células de um tecido) e o câncer da próstata têm sido responsáveis pelo aumento do número de casos de impotência. As cirurgias e tratamentos radioterápicos causam danos aos nervos, em maior ou menor grau, afetando desta forma a função erétil.

• Distúrbios hormonais
Distúrbios hormonais estão comumente ligados ao universo feminino, mas engana-se quem pensa que homens também não sofrem deste mal. Calcula-se que 5 a 10% dos homens sofrem de algum tipo de disfunção hormonal. Os casos mais comuns são a diminuição dos níveis de testosterona, que é o hormônio sexual masculino mais importante. Alguns especialistas falam em andropausa, uma versão masculina da menopausa, já que a queda no nível de testosterona está ligada a idade e afeta a libido, assim com no caso feminino, mas não há consenso médico em relação a isso.

Outro hormônio apontado como causa de impotência sexual é a prolactina, que na mulher é responsável pela estimulação das glândulas mamárias para a produção de leite. Nos homens, o nível normal desse hormônio é baixo, somente em casos de alterações hormonais é que ele aumenta de nível causando o que os médicos chamam de hiperprolactinemia. Antes mesmo de surgir uma primeira experiência de impotência sexual é importante nos check ups de rotina solicitar exames de testosterona, FSH e prolactina, são eles que vão detectar alguma alteração nos níveis desses hormônios possibilitando alguma ação preventiva caso alguma anormalidade seja apresentada.

• Danos estruturais do pênis

Acontecem devido a cistos, tumores, fibrose do tecido do pênis e a um encurvamento anormal, conhecido como Doença de Peyronie Traumas na virilha também têm sido apontados como causa de impotência sexual. Pesquisas ainda em evolução apontam que andar de bicicleta pode ser um grande fator de impotência por conta dos golpes no períneo (triângulo entre o ânus e a base do escroto) contra a barra frontal da bicicleta. As pesquisas estão em andamento para avaliar se a fricção contra o assento também pode levar a disfunção erétil. Para os praticantes do ciclismo fica o alerta para maiores cuidados na prática do esporte.

Causas psicológicas
O sexo está longe de ser uma função puramente fisiológica do ser humano. Envolve emoções das mais variadas que vão desde o amor a vaidade de uma performance digna de aplausos. A pressão social sobre a potência e desenvoltura masculina na hora do sexo gera grande ansiedade e expectativa que muitas vezes levam a falta de ereção, causando desconforto e constrangimento entre os parceiros. As causas puramente psicológicas para a impotência sexual, podem se instalar de forma abrupta, após algum trauma, por exemplo, ou de forma gradativa, por conta de ansiedade prolongada, depressão, stress, decepções amorosas, entre outros fatores.

Como já mencionamos anteriormente, algumas falhas podem acontecer uma vez ou outra e não significarem necessariamente impotência sexual, contudo, alguns homens não conseguem ver dessa maneira e já ficam tão perturbados que acabam por falhar outras vezes e com mais frequência. Entender que falhas eventuais podem e são normais de acontecer é o primeiro passo para que elas não se tornem frequentes.

Algumas situações, relativamente banais, da rotina de qualquer casal, também podem levar a falta de ereção, como falta de diálogo após uma briga, desconfiança e ciúme. O cenário e contexto da transa também podem levar a não realização do ato, como iluminação excessiva, barulhos perturbadores, medo de ser pego (no caso de estar transando em lugar apropriado ou com pessoa não apropriada) e até mesmo estar em uma relação sem vontade e sim pela “obrigação de macho”.

TESTE DA EREÇÃO DO SONO

Na busca pelo diagnóstico os médicos costumam fazer um teste para descobrir se o paciente tem ereções durante o sono. As ereções matutinas são de fundo psicológico e a presença delas é sinal de não haver causas orgânicas para a impotência sexual. O teste implica em uso de um anel de selos de correio ao redor do pênis flácido. Caso ao amanhecer o selo esteja rompido é sinal de que houve uma ereção durante o sono. Ainda que diagnósticos apontem para causas psicológicas, testes para causas orgânicas também devem ser realizados, pois muitas vezes o psicológico está presente quando a causa é orgânica.

TRATAMENTO DA IMPOTÊNCIA SEXUAL

Já sabemos das possíveis causas e também que uma ou outra falta de ereção não é motivo de preocupação, mas e no caso de ser constada a impotência sexual? O que deve ser feito? O sexo é de extrema importância na vida do homem, então, é natural que a falta de ereção, ocasional ou frequente, mexa com suas estruturas emocionais e em uma primeira reação, ele tenda a “se esconder” e não enfrentar o problema de frente, contudo, é imprescindível que uma vez recuperado do susto ele procure ajuda médica, pois a impotência tem tratamento.

Nada de vergonha na hora de conversar com o andrologista (a versão masculina da ginecologista). Nenhum detalhe deve deixar de ser dito e não minta na conta de falta de ereções, o médico não está ali para julgar seu desempenho sexual como um amigo em mesa de bar ou mulher sedenta de desejo. O papel dele é descobrir as causas e tratar o problema. Tenha isso em mente e a consulta fluirá de forma leve e segura.

O médico irá realizar exames físicos completos e exames de laboratórios, só assim poderá indicar o tratamento ideal, que pode implicar em uso de medicamentos orais (como Viagra e afins), injeções de prostaglandina ou implante de prótese peniana. Além dos resultados dos exames alguns fatores pessoais do paciente serão considerados, como idade, estado geral de saúde, funções circulatórias e quantidade de parceiros sexuais.


- Medicamentos orais: Atuam no controle do fluxo sanguíneo no pênis permitindo que a ereção aconteça e tenha duração suficiente para a relação sexual. Vale lembrar que só causam efeito sob estímulo sexual.

- Injeção de Prostalglandina: Assim como os medicamentos orais, atua no fluxo sanguíneo. A aplicação indolor e tem efeito rápido (2 a 3 minutos) e confiável, com duração de cerca de 01 a 02 horas com custo acessível.

- Prótese Peniana: As próteses penianas são principalmente indicadas para casos de causas orgânicas mais sérias, como diabetes e doença de Peyronie. A cirurgia de implante de prótese peniana é realizada há mais de 3 décadas e apresenta resultados de satisfação em índices elevados de 80 a 90% dos casos.

A prótese funciona como “esqueleto” novo no pênis, sendo implantada dentro dos corpos cavernosos gerando ereções normais como se o homem nunca tivesse tido problemas e impotência sexual. Há diversos tipos de próteses, sendo a mais procurada a do tipo maleável por causar mais conforto ao usuário. A cirurgia é simples feita inclusive com anestesia local e duração de 01 hora. O paciente estará liberado para atividades sexuais 30 dias após a cirurgia seguindo as recomendações médicas.

Bem, diante de qualquer sintoma, procure logo o médico e não tenha vergonha de enfrentar esse problema. Afinal, é importante se sentir de bem com a vida e com seu corpo.



segunda-feira, 4 de abril de 2016

FITNESS: Avaliação física, os benefícios desses exames antes de iniciar uma atividade

Quando nos empenhamos num treinamento, melhoramos nossa alimentação, substituímos hábitos pouco saudáveis e nos dedicamos, notamos que evoluímos em relação ao nosso estágio inicial, mas não conseguimos quantificar a magnitude desta melhora num determinado espaço de tempo. Podemos até usar indicadores como a balança ou uma roupa que não cabia e passa a caber, para termos uma ideia do nosso progresso diante da perda de peso corporal, mas só podemos dimensionar estes ganhos através de testes específicos e certificados pela ciência. Este conjunto de testes, aliado a uma entrevista inicial, chamada de anamnese, forma o que chamamos de avaliação física.

Antes de iniciar qualquer atividade física é importante realizarmos dois tipos de avaliação; uma avaliação médica e em seguida uma avaliação física. Esta última servirá como um norte para prescrição da atividade física escolhida, pois possibilitará que o professor/treinador identifique seus pontos fortes e fracos, além de permitir a comparação dos resultados.

O QUE É AVALIAÇÃO FÍSICA?
É uma ferramenta importante na prescrição de exercícios e na evolução do treinamento, pois através de testes, o avaliador identifica possíveis fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, além da composição corporal (peso, porcentagem de gordura), medidas de circunferências (cintura, quadril) e variáveis funcionais como a capacidade aeróbica, anaeróbica, força e flexibilidade, que juntas fornecerão informações importantes para a prescrição e escolha do treinamento. 



ETAPAS DA AVALIAÇÃO FÍSICA

A avaliação física é de competência do profissional de Educação Física, e deve passar por algumas etapas. Tais como:


- Anamnese: é um questionário detalhado dos seus hábitos de vida. Ex: hábitos alimentares, etilismo, doenças na família, cirurgias, dores, medicamentos, alimentação, sono, atividades físicas, etc.


- Histórico Físico: conhecer seu histórico de atividades físicas. Se já pratica/praticou, qual tipo de atividade se identifica mais.

- Histórico Clínico: fatores de risco coronariano (tabagismo, hipertensão, sedentarismo, entre outros), cirurgias, etc.

- Teste de capacidade cardiorrespiratória: realização de teste de esforço, geralmente submáximo, que consiste em andar/correr (esteira) ou pedalar (bicicleta ergométrica) em esforço crescente com monitoramento da atividade do coração, para descobrir como anda sua aptidão aeróbica.

- Testes antropométricos e de composição corporal: levantamento das medidas de peso, estatura, circunferências (abdome e coxas), percentual de gordura corporal e massa magra, realizados através das medidas das dobras cutâneas ou outro aparelho específicos.

- Avaliação postural: neste verifica-se subjetivamente, através de observação ou fotografia, desvios da coluna vertebral, ombros, joelhos, pés, vícios posturais, assimetrias e desequilíbrios musculares.

- Avaliação neuromotora: são aplicados teste de força, resistência muscular e flexibilidade, quantificando e classificando o avaliado numa escala que vai de muito fraco a excelente. Geralmente, compõem está avaliação:

* Força: num dos testes mais comuns, a força é medida através de um equipamento denominado dinamômetro, que afere a capacidade que o individuo tem de vencer uma determinada resistência.

* Resistência muscular: são feitos através da execução de movimentos repetidos num determinado espaço de tempo. Os mais comuns realizados são com abdominais e flexões de braço.

* Flexibilidade: mede-se a capacidade que o músculo tem de se estender ao máximo. Um dos mais comuns utiliza um equipamento chamado Banco de Wells, que contém marcações em centímetros que qualificam o avaliado quanto à distância alcançada.

ERROS MAIS FREQUENTES
Pensar que a avaliação médica substitui a avaliação física;
Só fazer a 1º avaliação e depois não reavaliar para comparar os resultados;
Não realizar uma nova avaliação ao retornar à academia.


DICAS
1
- Não comece uma atividade física sem uma Avaliação Física e sem passar pelo seu médico, eles são de grande importância para minimizar os riscos e melhorar os resultados de um treinamento. 

2 - Faça avaliação física e, periodicamente (entre 3 e 4 meses), uma reavaliação. Desta forma, você sempre saberá se seus objetivos estão sendo alcançados.

3 - A Reavaliação deverá ser realizada para identificação dos resultados. Assim, o profissional analisará se será necessária a mudança do programa de exercícios ou sua manutenção, alterando apenas algumas de suas variáveis.

4 - Procure um profissional de Educação Física habilitado (formado e com registro no CREF), para orientá-lo durante o exercício, bem como para prescrevê-lo.

Enfim, essa “bateria” de testes indicará sua real condição física, detectando os pontos positivos e/ou deficiências a serem trabalhadas. Com ela em mãos o educador físico identificará a melhor atividade e em que intensidade e freqüência seu treinamento deve ser prescrito. Assim, você pode ter certeza que o treinamento estará adaptado à sua realidade, o que minimiza possíveis erros e torna a prescrição mais eficiente e segura.


Texto por Tony Aguiar e Anderson Santos, são personais da MAIS Atividade Física.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

NUTRIÇÃO: Suco saudável (e prensado) na medida certa

A tal da alma de gordinha é uma coisa difícil da gente se livrar. Por mais que eu tente, os pensamentos obsessivos por chocolate rondam sempre a minha cabeça. Agora imagina a pessoa aqui começar a pesquisar sobre comidas detox, funcionais, ingredientes aceleradores do metabolismo e todo esse mundo que até há pouco tempo não me pertencia. 

No momento, tive certeza que milagres acontecem. Não que eu estivesse abandonando o mundo da jaca, mas apenas ampliando os horizontes. E um assunto que me chamou atenção foi a controvérsia que gira em torno das diversas modalidades de sucos. Finalmente, suco é, ou não é saudável? E essa onda de novos estabelecimentos especializados em suco, é puro marketing? Qual a diferença entre sucos batidos no liquidificador e os que resultam de prensagem a frio? 

Em casa, eu sempre tomei muito suco batido no liquidificador. A cada gole eu mentalizava que aquilo devia estar fazendo um bem danado para meu organismo, sem contar que eu pensava- suco é fruta, logo, é light, posso tomar sem medo de ser feliz. Comecei a criar uma infinidade de misturas aleatórias só para conhecer novos sabores. E olhe que ainda não me tinham sido apresentadas as fórmulas detox. Bom, isso foi até o dia em que descobri alguns detalhes. 

As fibras das frutas batidas no liquidificador perdem suas estruturas, o que causa uma redução dos benefícios se comparado ao consumo da própria fruta. Ainda, o próprio processo de triturar em uma velocidade muito rápida gera calor, acarretando a oxidação e eliminação dos nutrientes. Esse mesmo efeito é verificado na centrífuga. 

Para evitar essas perdas, surgiu recentemente um novo método que está caindo nas graças do consumidor - são os sucos resultantes de prensagem a frio. É utilizada uma prensa hidráulica para, com a força da pressão, extrair o suco. Nesse processo, não há geração de calor, portanto, permite a preservação das vitaminas, nutrientes e enzimas, havendo apenas uma pequena oxidação. 

Embora tenham suas qualidades ressaltadas pelo fato de serem feitos com frutas frescas, sem aditivos químicos e conservarem até cinco vezes mais nutrientes do que os batidos no liquidificador, os sucos resultantes de prensagem a frio têm algumas desvantagens. Entre elas, a pequena durabilidade, na medida em que perdem a validade em cerca de três dias, além do preço ser mais salgado em decorrência da necessidade de um grande volume de frutas para produzir uma pequena garrafa de suco, o que também eleva consideravelmente o valor calórico. 

Esses são os principais motivos pelos quais os nutricionistas fazem coro para recomendar o consumo da própria fruta, em vez dos sucos, sobretudo para quem tem uma dieta calórica restritiva. Não que os sucos não sejam saudáveis ou recomendados, mas devido às ressalvas citadas, a melhor opção torna-se sempre o consumo individualizado e in natura do alimento.

Sem contar que, o consumo diário de frutas e legumes traz tantos benefícios que fica difícil listar todos. Cada espécie reúne um conjunto de vitaminas, nutrientes, sais minerais e antioxidantes, principalmente em sua casca, que exercem funções preventivas em relação a doenças e ajudam a manter a pele mais bonita e jovem. 


O abacate, por exemplo, que sempre foi visto como um vilão devido ao seu alto teor calórico, auxilia na redução e controle do colesterol. As outras frutas verdes, como kiwi, limão, uva verde e maçã verde reduzem o risco de câncer, controla o sistema imunológico e têm efeitos anti-inflamatórios. Por outro lado, as frutas vermelhas, entre elas, a melancia, framboesa, morango, acerola, goiaba, cereja e amora são ricas em vitaminas B e antioxidantes que retardam o envelhecimento e ajudam no funcionamento das células de nosso corpo, além de proteger contra doenças cardiovasculares. 

A fórmula ideal, então, é comer cerca de 3 porções diárias e sempre variar para garantir a ingestão dos diversos tipos de nutrientes. O caminho das pedras a gente já sabe, só nos resta agora equilibrar com as “jacadas” do dia a dia.