quinta-feira, 1 de junho de 2017

FOTOGRAFIA: As 100 fotos inéditas de Marilyn Monroe

O que parecia quase impossível se mostrou possível, pois após anos depois da morte de um dos maiores ícones do cinema mundial, Marilyn Monroe volta a chamar atenção por conta de uma seleção de quase 100 fotos inéditas da atriz. São fotos feitas pelo fotógrafo John Vachon para a revista "LOOK", durante uma interrupção das filmagens de "O rio das almas perdidas", em agosto de 1953, no Canadá. Foram publicadas apenas três delas no seu número de outubro daquele ano. As demais fotos ficaram "perdidas" ao longo desses anos até surgirem agora. O livro reúne todas essas fotos inéditas que é um verdadeiro desfrute para os fãs de Monroe e amantes do cinema. Pois Marilyn na época estava no auge de seu sucesso. Ela tinha acabado de completar mais um filme e estava noiva de lenda do beisebol Joe DiMaggio. Nessa época Marilyn tinha viajado para as Montanhas Rochosas canadenses e John foi atrás de capturar um lado diferente de Marilyn? Um lado que mostrasse uma "Marilyn real".






John fez mais de 100 fotos de Marilyn em sua melhor forma. As fotos deste livro são espetaculares. Ele conseguiu capturar momentos simples e íntimos da estrela como no que Marilyn de maiô de duas peças aparece de muletas ou em momentos de relaxamento. Essas fotos comprovam que Marilyn e a câmara fotográfica eram amigos íntimos. Afinal ela entendia a fotografia e de como tirar uma boa foto. Numa das fotos aparece justamente Marilyn fotografando o belo cenário das montanhas rochosas. Esse livro é composto apenas de fotos em P&B o que dá um charme todo especial à publicação. Item obrigatório em qualquer estante de livros de arte e fotografia.



Afinal, o mito Marilyn Monroe nunca morre.

MÚSICA: Sgt. Pepper's, a primeira vez de um clássico que completa 50 anos

A Rua Líbero Badaró em São Paulo nunca foi um bom ponto para uma loja de discos. Na vizinhança entre as apinhadas Ruas São Bento e Direita ou do outro lado, descendo a Avenida São João, nas Grandes Galerias, hoje chamada de Galeria do Rock, penetrando pelas concorridas Dom José de Barros, 24 de Maio ou Sete de Abril, fazia mais sentido e era possível encontrar diversas lojas que faziam a festa de adolescentes como eu. Ou de adultos que buscavam nas saudosas Bruno Blois ou Brenno Rossi os últimos lançamentos de jazz ou clássicos.

O Museu do Disco na Rua Dom José de Barros com os desejados lançamentos importados de pop/rock, completava o cenário daquele longínquo 1967. Entretanto, foi na Líbero Badaró, em uma loja deslocada, pouco expressiva, que vi pela primeira vez, colada na vitrine, a capa dupla aberta, com os rapazes em vistosos trajes de banda militar, os Beatles e Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band.

Da loja, sons estranhos invadiam a rua. Entrei, peguei, olhei todos os detalhes, mas não tinha a menor idéia do que estava acontecendo. Como qualquer garoto daquela época, eu tinha pouco acesso às notícias sobre a música que ouvíamos. As rádios e as lojas de discos eram nossos horizontes máximos e únicos.
O jornal, hoje revista, Rolling Stone nasceu um pouco depois e chegava irregularmente em algumas poucas livrarias. Outros jornais ingleses apareceram, mas meu inglês era quase nenhum. Eu tentava ler os artigos e capas de discos, segurando um dicionário. Eram dias para ler e mais ou menos compreender uma matéria.


Como então entender todas aquelas letras impressas na contracapa vermelha de Sgt. Pepper’s? Como absorver aqueles sons mesclando instrumentos orientais, orquestras e ruídos de animais? O que era tudo aquilo para o garoto de um mundo sonolento, de cenários vagos clamando por perspectivas?

Os beatles deixaram de se apresentar ao vivo em agosto de 1966 e passaram a exercitar toda a criatividade do grupo nos estúdios. Na verdade, vinham mudando o mundo musical desde 1965 quando lançaram Rubber Soul. Ali apresentaram a cítara indiana ao mundo, pianos que soavam como cravos e harmonias insuperáveis. Deram um passo maior ainda quando fizeram Revolver no ano seguinte. Baterias gravadas em reverso, guitarras distorcidas, arranjos de cordas e até submarinos amarelos. 

E entre o final de 1966 e início de 1967 gravaram três novas composições, duas delas, "penny lane" e "strawberry fields forever", foram lançadas como compacto em fevereiro do novo ano, por pressão da gravadora que queria novos produtos do grupo. A terceira, "when i'm sixty four", foi incluída em sgt. Pepper. 

Porém, naquele fevereiro, paul ainda não tivera a ideia de que no novo disco eles atuariam como se fossem um outro grupo, uma nova banda que iria apresentar em nome dos beatles as novas canções... Assim nasceu o conceito de sgt.pepper's lonely hearts club band. Nós saboreamos as mudanças no vento quando "penny lane" e "strawberry fields forever" chegaram às lojas. Estávamos avisados.

Mesmo assim e por tudo isso, o Sargento Pimenta e Sua Banda dos Corações Solitários abriram os portais de um admirável mundo novo. Nunca antes, nem depois, um impacto tão grande seria sentido na música, na indústria e nas rádios. Mudamos todos. Da primeira guitarra de Sgt. Pepper’s ao último piano de A Day In The Life, sonhávamos, acordávamos, perdíamos e recuperávamos nossa inocência. 

Todos nós, entendendo ou não, cantávamos com Ringo os versos de “With A Little Help From My Friends”... Quem era Lucy in the Sky with Diamonds? Era mesmo LSD? Ou simplesmente o desenho retratando uma coleguinha de escola de Julian, filho de John? Verdade é que a coleguinha, Lucy O’Donnell,  lembrava de desenhar com Julian e adulta deu entrevista dizendo que não gostava desse tipo de música. Lucy O’Donnell morreu em 2009, perdendo uma luta contra Lupus.

Paul McCartney, jovem e ansioso, não aguentou esperar que o produtor George Martin se desocupasse de outras tarefas do grupo e encomendou o arranjo de “She’s Leaving Home” ao competente Mike Leander que já havia escrito o naipe de violinos de “As Tears Go By” para os Rolling Stones. Foi a única vez que Sir George Martin não escreveu um arranjo para os Beatles.

Um antigo pôster anunciando um circo inspirou John a compor “Being For The Benefit Of Mr. Kite”, repleta de trampolins, cavalos amestrados dançando a valsa, pulando círculos de fogo e como escreveu John, “um momento esplendido está garantido a todos...” Para encerrar a faixa, imitando um órgão alimentado a vapor, tapes de sons aleatórios foram cortados em pequenos pedaços, lançados ao ar, depois colados um a um, reproduzidos em alta velocidade e adicionados à música.


George Harrison então crescia como compositor a passos largos e mesmo contribuindo com apenas uma canção, compareceu com uma mistura de orquestra e instrumentos indianos como nunca se viu antes. Acrescente-se a isso versos que cabiam em qualquer poema e temos “Within You, Without You”. “Quando você enxergar além de você, talvez encontre paz de espírito esperando por lá, e chegará o momento em que você verá que somos um só e que a vida flui em você e sem você.”

A pequena e enérgica reprise do tema de Sgt. Pepper abre as portas do estampido, do estouro final, em que todo o disco converge para a épica “A Day In The Life”, a visão apocalíptica de John para as notícias do jornal. A morte de Tara Browne,  herdeiro do império Guinness, os buracos em Lancashire, a guerra que a Inglaterra havia vencido, na verdade, um filme em que John participara. E então um crescendo das cordas nos leva até a explosão de um dantesco acorde de piano... Com menos de quarenta minutos de duração, Sgt. Pepper e os Beatles mudaram o mundo para sempre.

Artistas tentaram copiar, fazer algo parecido e um até enlouqueceu, o brilhante Brian Wilson, líder dos Beach Boys, cujo álbum Pet Sounds de 1966, de acordo com Paul McCartney, servira de inspiração para algumas passagens de Sgt. Pepper.
Ninguém chegou perto... Nunca. O disco que revolucionou a história da música e ainda é referência para todos, completou quarenta e cinco anos de idade em junho passado. 

Décadas depois, alguém, em algum lugar, perguntou se lembrávamos de quando havíamos ouvido Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band pela primeira vez. 

Eu lembro... Foi lá na Rua Líbero Badaró...



MULHER EM FOCO: Jeniffer Setti - Talento para atuar e empreender


Essa bela morena encanta logo de cara. Lábios carnudos, cabelos longos, corpo escultural e um olhar naturalmente sexy. Depois você vai descobrindo mais sobre Jeniffer Setti e percebe que ela vai muito além da beleza. Prova disso foi o sucesso dela na novela “Os Dez Mandamentos”, e sua capacidade de empreender por outras frentes como websérie e um projeto que envolve cultura e cidadania. Formada em Direito, aos 19 anos descobriu que Arte Cênicas era o que ela queria para ela e correu atrás. Depois de alguns trabalhos na Globo e recentemente na Record, Jeniffer só tem colhido os frutos dessa dedicação. 

Depois de atuar em algumas novelas e peças você resolveu empreender com o projeto “In Setti”. Fala um pouco sobre isso esse projeto... O In Setti era um sonho muito antigo. Sempre tive vontade de criar um espaço, onde as pessoas pudessem aprender, ensinar e trocar experiências sobre dramaturgia. Vivi longos anos promovendo encontros com amigos e parceiros de trabalhos para leituras de peças teatrais, séries e filmes. Todo esse movimento sempre me enriqueceu muito! Em função de já ter feito inúmeros workshops e cursos de interpretação pra TV, pude tirar o que foi bom de cada um deles. Avaliar o mercado e chegar a esta grande realização. 

O que te motivou a criar esse projeto num momento como esse no Brasil onde as coisas estão mais difíceis para empreender? O projeto In Setti começou há 5 anos atrás, e quando a crise chegou, o negócio já estava em um estágio avançado, bem desenvolvido. Optei por ser otimista e seguir em frente. A minha grande motivação foi justamente a falta que as pessoas sentem de ter uma oportunidade para aperfeiçoamento, tanto na área profissional, quanto na cultural. Ajudar motiva!

Indo para o começo como atriz... Quais foram os maiores desafios? Como foi no início? Como a maioria dos atores, bem difícil! É preciso persistir nos objetivos e acreditar que uma hora aparece uma oportunidade de mostrar o nosso trabalho. Meu maior desafio foi superar as portas que se fecharam e continuar acreditando no ofício. Antes eu lutava para estar inserida na arte, hoje eu ajudo as pessoas a se envolverem mais. Ajudo a acreditarem mais em si! É muito gratificante.

Você participou de “Os Dez Mandamentos” (com a personagem Safira), que se tornou um marco atual na TV. Como foi fazer parte dessa novela e a que você atribui esse sucesso todo da novela? Atribuo a qualidade à autora, aos colaboradores, aos diretores e atores que se empenharam grandemente. Em janeiro deste ano, eu estava em Miami passando férias, quando liguei a TV, lá estava "Os Dez Mandamentos", fiquei muito emocionada de saber que até nos Estados Unidos a novela está sendo assistida e com uma ótima audiência. Fiz as duas temporadas da novela, foram dois anos de envolvimento terei pra sempre uma enorme gratidão por ter feito parte desta obra. Minha querida Safira, estará pra sempre em meu coração!

Depois de passar por alguns programas na Globo você foi para a Record. Como foi essa mudança? Não houve mudança, Hoje os atores e as emissoras tem muito mais liberdade pra decidirem com quem vão trabalhar, Acho ótimo! Na Globo fiz pouca coisa, meu último trabalho foi o seriado "A Segunda Dama", da Heloisa Perissé, a qual eu tenho um carinho imenso! A Record me deu grandes personagens, sou muito grata.

Em breve você volta a atuar, dessa vez na websérie “Mina Zen”. Como é para você estrear nessa nova plataforma? É um caminho que você quer se dedicar mais ou algo pontual? Esse caminho é o futuro, independente de teatro, TV e cinema. O ator precisa estar interagindo em todas as plataformas para que seu trabalho seja visto. Nesse momento é pontual e estou amando fazer. É incrível! 

O que podemos esperar de “Mina Zen”? Conte um pouco do que vem por aí? Pra falar a verdade, eu nunca me diverti tanto na minha vida!! Trata-se de uma feminista radical que tem múltiplas personalidades. Ela se transforma cinco pessoas completamente diferentes. Estou amando essa oportunidade de brincar e aprender tanto com esses personagens. 

Na série você faz inclusive um homem. O desafio foi maior. Como foi a preparação? É verdade, eu faço um homem, e está sendo incrível descobrir mais deste universo masculino, a virilidade para ele é a coisa mais importante, por isso precisei me empenhar bem na preparação de voz. Ele está fantástico.

Voltando ao projeto “In Setti”, uma das propostas é curso de teatro para crianças carentes. Que desafio e que realização você espera encontrar com isso? Lá na escola, vou abrir um horário, uma vez por mês pra fazer esse trabalho social que sempre sonhei quando eu era pequena. Lembro que a primeira vez que quis fazer um curso, não pude pagar nem a matrícula. Sei bem como é.... Ajudar, vai será a parte mais gratificante!

Em tempos difíceis abrir portas e encarar novas frentes de trabalho são uma realidade e um caminho para o sucesso. O que te move? Vejo como uma grande oportunidade de aprender com os erros e acertos. As pessoas precisam entender que só crescemos ajudando o próximo e nada faz sentido se não é feito com amor para compartilhar, retribuir, vivenciar. Isso me move: a paixão pela dramaturgia.