Mostrando postagens com marcador TV. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador TV. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 14 de abril de 2017

CAPA: Celso Zucatelli vive antenado em todo tipo de informação em todos os meios

O jornalista e apresentador Celso Zucatelli é um cara que vive antenado em todo tipo de informação em todos os meios. Dedicado e sempre pronto para um novo desafio, Zucatelli está à frente do programa “Melhor pra Você”, juntamente com seus colegas Edu Guedes e Mariana Leão. Ligado em redes sociais e as várias formas de informação que avançaram com o tempo, antes de tudo ele precisa amar e se divertir com o que faz. Sempre atual, Zucatelli solta o verbo sobre o real jornalista e sua paixão por viagens e muito rock, jazz e blues.

Celso, com toda sua experiência você acredita que hoje está mais difícil fazer jornalismo de verdade? Não, muito pelo contrário. Temos mais fontes de informação. A qualidade depende do nosso cuidado com o uso dessas fontes. O segredo está na orientação que damos aos novos jornalistas, para que não confiem na primeira informação que aparecer e, sim, que sempre tenham o cuidado de apurar com responsabilidade.

O quanto a internet e as redes sociais ajudam e atrapalham no meio disso tudo? Ajudam, mas vão ajudar mais, porque ainda estamos no processo de transição. Informações que "aparecem" do nada viram verdade, mas entenda que estamos falando de um encontro de gerações. Os novos profissionais de comunicação nasceram num mundo em que a velocidade de "postagem" cria uma enxurrada de notícias e algumas delas viram verdade antes que alguém possa dizer o contrário. Vamos ter que treinar a nova geração que é a base dos programas e jornais. Vai dar certo. 


Com tanta fonte de informação por que as pessoas estão menos tolerantes ou até mais ignorantes (de um modo geral)? Justamente por que elas acreditam na primeira informação. O que precisamos é que os erros sejam corrigidos, que injustiças sejam evitadas, que as mentiras sejam punidas. As redes sociais alimentam torcidas cegas, porque permitem que todos tenham voz. Mas oferecer espaço para manifestação não é ruim, desde que ele seja usado com responsabilidade. As pessoas vão aprender, é tudo muito novo.
Que desafios ser apresentador te traz? Onde está o prazer na função? Todos os dias volto para casa com mais conhecimento. Eu sempre aprendo algo no meu trabalho, nas reportagens que mostramos, nas entrevistas que fazemos e isso é um privilégio. O desafio maior é a gente se reinventar, sem perder a conexão com um público que já é parceiro. Amo meu trabalho.

Depois de um longo período na Record você mudou para a Rede TV. Como foi para você essa mudança e os novos desafios com nova casa e programa? Mudar é muito bom, faz a gente ter desafios, conhecer formas novas de trabalhar, crescer com profissional. A RedeTV! é uma emissora maravilhosa, comandada por sócios que participam ativamente do dia a dia da empresa. Isso gera transparência e velocidade nas decisões, o que é muito bom para profissionais, anunciantes e, claro, para o telespectador.



No “Melhor pra Você” você parece estar bem à vontade juntamente com seus colegas de programa. É um trabalho que parece diversão. Mas quais as maiores dificuldades? Sim, estamos muito felizes, justamente porque o ambiente de trabalho é muito bom. Você usou a palavra certa, diversão. Minutos antes de entrar no ar, todos os dias, eu grito no estúdio para a nossa equipe "senhoras e senhores, vamos..." e a galera responde: nos divertir. E assim deve ser. São duas horas por dia, ao vivo, cinco vezes por semana, fora gravações, reportagens e viagens. Se não for divertido, é impossível fazer.

Como lida com redes sociais? Que força uma crítica nas redes tem para você? As redes sociais nos deram um contato direto com o telespectador, o que eu acho muito legal. Mas, como eu disse antes, todos estão aprendendo a usar isso tudo. Costumo dizer que temos "seguidores" e "perseguidores", os chamados "haters". Críticas de seguidores são recebidas com atenção e respeito. Ataques de perseguidores são respondidos com a maravilhosa tecla "bloquear", simples assim.



O que esses anos todos de TV foram te ensinando em relação a prestação de serviço com o público, a diversão e a parte comercial do negócio? Prestação de serviço é a coisa mais gostosa de fazer. Hoje mesmo, uma denúncia de telespectadores nos levou a um lugar e, enquanto estávamos ao vivo, chegou a equipe da prefeitura para resolver o problema. Fizemos o nosso papel e isso é muito bom. A diversão, como eu te disse, tem que ter todos os dias, é nosso combustível e a parte comercial é fundamental para garantir o funcionamento desta máquina. A RedeTV! sabe cuidar bem de seus parceiro, com uma equipe comercial fantástica. Conversamos, debatemos e encontramos sempre o melhor caminho para que a entrega comercial seja a melhor e todo mundo fica feliz.

A TV digital e por assinatura cada vez ganha mais espaço hoje em dia. Que caminhos você enxerga para a TV aberta no futuro? Vamos ver cada vez mais o crescimento do tal do "on demand", ou VoD, o vídeo sob demanda. A possibilidade de assistir seu programa favorito na hora que você quiser ou puder é o futuro, e isso não vai acabar com a grade tradicional das emissoras. Apenas vai aumentar e muito a possibilidade para o telespectador de não perder o conteúdo que mais gosta. São mudanças para melhor.

Trabalhar na frente das câmeras te deixou mais vaidoso com o visual? Como se cuida e qual seu estilo? Eu deveria me cuidar mais, na verdade. Faço o que é importante para o meu trabalho. Voltei para o meu peso, não deixo mais de praticar esporte e tenho uma alimentação saudável. E isso, claro, é bom para a vida e não apenas para o trabalho. Meu estilo é bem básico: se pudesse, só bermuda e chinelo. Jeans e camiseta preta completam bem o que eu preciso.

Por falar em vaidade, como lidar com o outro tipo de vaidade no meio disso tudo? É mais difícil lidar com a sua vaidade ou a externa? O importante é que, quando sabemos que isso é um trabalho, como qualquer outro, não nos deixamos levar. É simples, mesmo. É verdade que nem todos pensam assim, mas isso faz parte do nosso meio e temos de saber lidar. Está no pacote.  




E quando não está trabalhando o que curte fazer para relaxar? Ficar em casa é a coisa que eu mais gosto de fazer. Ver seriados na TV, cozinhar, curtir a família. Quando estou em São Paulo, cinema e restaurantes são meus programas, além da bike no domingo. Mas o que eu amo mesmo é viajar, é minha paixão. Trabalho pra isso, pra viajar. Pode ser destino de natureza, porque amo esportes radicais, ou cultural, onde volto com uma maravilhosa bagagem de conhecimento. Acabei de voltar da África, sou apaixonado pela Ásia. Enfim, viajar sempre. Logo mais, algumas das minhas viagens estarão no YouTube. Estamos montando uma seleção bem legal.

O que costuma ler, ver e ouvir? Leio tudo, amo ler. Gosto bastante de romances policiais, amo cinema e seriados. Tô vendo a segunda temporada de Quantico, muito boa. Na música, sou um cara, especialmente, do rock, do jazz e do blues. São os estilos que dominam meus aplicativos de música.

Qual a diferença de fama e sucesso para você? Conquistou as duas? Sucesso profissional você pode ter em qualquer área e a chamada fama é, para alguns, parte do sucesso na nossa área. Mas acho que uma boa palavra é "reconhecimento". Quando seus empregadores e, no caso do nosso caso, seus anunciantes e telespectadores reconhecem o que você está fazendo como algo especial, de qualidade, você pode ficar feliz. É claro que isso passa pelo carinho que recebemos do público, que é um privilégio. 

Quais os próximos desafios dentro e fora da TV? Fora da TV, continuar viajando, conhecendo o mundo. Na TV, tenho muitas possibilidades, muitos formatos diferentes que nunca fiz e que quero fazer. As oportunidades aparecem, precisamos saber aproveitar. E, sempre, tenha certeza, estarei me divertindo. É a regra.



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

CAPA: Bruno Guedes, a nova revelação de "Malhação" é um dos destaques da temporada e promete mais


Toda temporada de “Malhação” tem revelado grandes jovens talentos. Isso é fato. E nessa temporada atual um carinha que chegou meio que discretamente tem atraído os olhares do público e da crítica, o ator Bruno Guedes. Aos 22 anos esse carioca tem mostrado que talento e dedicação são o segredo do seu sucesso. Junte a isso carisma e a popularidade nas redes sociais. O poder das redes sociais criam webcelebridades e os lançam nas demais mídias. E Bruno é um ótimo exemplo disso. Conheça um pouco mais desse cara que ainda vai dar muito o que falar.

Bruno, de repente veio Malhação e tudo mudou. Como foi tudo isso? Aconteceu muito rápido. Ainda é difícil acreditar que tudo isso está acontecendo e que eu estou vivendo esse sonho. Está sendo uma experiência incrível trabalhar com atores tão renomados como o Marcos Pasquim, Deborah Secco, Thiago Fragoso e Oscar Magrini. 

Você é apontado como “webcelebridade”, o que acha disso e como lida com redes sociais? Não foi algo que eu busquei para minha vida, mas aconteceu. Não teve uma fórmula... as coisas aconteceram de forma orgânica. De repente me vi influenciando mais de meio milhão de pessoas simplesmente sendo eu. Mostrando meu dia a dia e meu estilo de vida. Depois de “Malhação” isso se multiplicou. Gosto de estar presente nas redes sociais porque é um canal direto com o nosso público/fãs e eu gosto dessa troca. Eles me motivam. 


Como é para você aos 22 anos conseguir um espaço (e sucesso) na Globo? Como isso mexeu com você e como cuida disso? Tento controlar minha ansiedade. Sei que ainda tenho muito para trabalhar para de fato ter meu trabalho reconhecido. “Malhação” é uma escola e estou muito feliz de estar aqui. 

Estudante de publicidade você consegue levar algo desse meio para sua vida de ator? E a vida de ator te influencia em algo no curso? Sim! Acho que esse universo está integrado. Como estudante de publicidade consigo ter uma visão mais comercial do lado ator. Até pra trabalhar do lado de fora das telas. Acredito que as redes sociais estão aí para ajudar a trazer o público de volta pra TV. 

A exposição que a TV dá te incomoda em algo? Diferentemente do teatro, em que o público está ali, é "palpável", o público da TV é algo que a gente não tem controle. É tanta gente que os números se tornam números. Quando a gente sai na rua é que de fato vemos o quão grandioso é o público da TV aberta. Fico muito feliz em receber esse carinho. 

Com isso o assédio aumentou? Como lida com isso? Aumentou mais em redes sociais. Pessoalmente a galera fica com vergonha.

O que uma mulher precisa ter para chamar sua atenção e criar o interesse? E as mais velhas tem chance? Gosto de mulher com atitude. Que não depende de ninguém pra ser feliz. Que vai estar do meu lado pra ser minha parceira. Beleza não é tudo. Acho que a palavra chave é parceria. Também gosto de viajar, então ela vai ter que ser parceira: de ir junto comigo e embarcar nas aventuras ou de ser parceira e deixar eu viajar sem ela. Ciúmes também é algo que não combina comigo e com meus relacionamentos. Acho que quando você está com alguém é porque você quer estar com a pessoa. Confiança é tudo. 



Você é surfista e aventureiro. Como cuida do corpo e o que o esporte te traz? Pratico esportes desde pequeno. Já fui federado em natação. Já fiz diversas lutas (muai thai, capoeira e Jiu Jitsu), e hoje estou na onda do surf, skate e futebol com os amigos. Sempre fui um cara chato com academia. Puxar ferro nunca foi a minha praia. Gosto de esportes ao ar livre, me divirto mais e não sinto o tempo passar.

É muito vaidoso? A TV te deixou mais vaidoso? Até que ponto? Já fui mais... hoje me entreguei pelo personagem. Acredito que ser ator é se entregar de corpo e alma pela arte. Se tiver que deixar o cabelo/barba crescer ou raspar, estamos aí! (risos)


Qual seu estilo na hora de se vestir? O que faz sua cabeça? Não tenho muito um "estilo", mas gosto de roupas neutras. No meu guarda roupa predomina o preto e o branco. Daí não tem erro!!! 

Como se vê daqui a 10 anos? Consegue imaginar? Não consigo imaginar, mas eu sonho em continuar vivendo da arte. Ou na TV, ou no cinema ou no teatro.

Quando encerrar essa temporada de Malhação já tem planos para a carreira de ator? Quais os próximos passos? Ainda não tenho nada em mente. Pretendo continuar estudando e quem sabe produzir uma peça num futuro.


Fotos Binho Dutra 
Direção criativa Marco Antonio Ferraz
Beauty com produtos Alfapart

Look 1: terno Florwerhomme; Look 2: terno Florwerhomme, camisa Gap, sandálias Havaianas; Look 3: jaqueta Armani Vintage, calça Hugo Boss, gorro acervo pessoal; Look 4: terno Flowerhomme

sexta-feira, 1 de junho de 2012

ENTREVISTA: Lysandro Kapila, o apresentador que está dando o que falar na TV‏

Fama, sucesso, audiência, IBOPE... tudo isso são fatores que definem quem entra para a TV e quem permanece lá dentro. São fatores variáveis que a todo instante podem definir para o bem ou para o mal um trabalho de um profissional. Nosso entrevistado dessa semana, um dos apresentadores do programa Muito+ da Band, sabe muito bem o que é isso. Foi com profissionalismo, de dedicação e muito jogo de cintura de Lysandro Kapila trilhou sua carreira que começou na época da faculdade comandando uma TV universitária, chegou a ser redator no Caldeirão do Huck e hoje está em sua nova fase como apresentador de programa de TV. Cada experiência vivida, seja por trás das câmeras ou no contato direto com gente simples ou celebridades, foi lapidando o profissional que Lysandro é hoje. Para não ser perder ao longo do caminho, nem se deslumbrar com o sucesso, Lysandro vem blindado de simplicidade e profissionalismo. Além de um “homem da TV”, Lysandro faz o estilo paizão, marido, filho e amigo com alta média de IBOPE. Acompanhe essa entrevista e veja que Lysandro é apenas um cara comum fazendo o que sabe assim como qualquer grande profissional. O resto é conseqüência. 

Lysandro, como é passar de redator do Caldeirão do Huck, na TV Globo, para apresentador do programa Muito+, na Band? É uma virada gigantesca na vida. Afinal de contas, são varias as mudanças. Mudança de função, de programa, de emissora e de cidade! (risos) Foi e está sendo um grande desafio. É você deixar de ser um pensador e escritor de programa/quadros, em que tem a responsabilidade de criar e/ou manter um conceito/idéia, para passar a ser o rosto e a voz de um produto televisivo. São funções que compõem o conjunto de um programa, mas completamente diferentes.

Como foi seu início de carreira até chegar a ser redator do Caldeirão? Quem trabalha em televisão, sabe que não é fácil. É um mercado super concorrido, muitas vezes instável e as ofertas de trabalho não dão conta da demanda de profissionais que são formados nas universidades. Comecei minhas experiências profissionais na própria faculdade. Tive a oportunidade de trabalhar no único telejornal, universitário, diário e ao vivo do país, na época (início dos anos 2000). Lá, fui “pauteiro”, repórter e apresentador. Convivi com profissionais de mercado que davam toda a orientação necessária para se desenvolver na área. E da faculdade, me joguei no mercado. Já fui produtor, repórter tradicional, de terno e gravata, já dirigi (informalmente) matérias e quadros, já operei câmeras, já fui assistente de edição de reality show... Enfim, nessa profissão, você tem que assoviar e chupar cana, ao mesmo tempo. (risos) E acredito que o grande barato de trabalhar em televisão é isso. Circular, aprender e crescer. Todos os trabalhos me ajudaram a ter cada vez mais uma visão lúcida do mercado. Sou um curioso por natureza. Logo, trabalhar em televisão é uma eterna descoberta. Do mundo em nossa volta e de nós mesmos...
 

Você saiu de trás das câmeras para frente das câmeras. Isso te envaidece? Era algo que você procurava? Se eu falar que não me envaidece, estaria sendo hipócrita. Mas definitivamente, não me deixo cegar pela vaidade. Nem pelos luxos e facilidades que passam a acontecer por conta de estar na frente das câmeras. Sou uma pessoa normal. Igual a todo mundo. O fato de estar na frente ou atrás das câmeras, não me faz melhor nem pior que outras pessoas. E era algo que procurava para ter mais uma experiência em televisão. Para complementar minha vivência nesse mercado.

Hoje você trabalha em contato direto com a fama. Alguma vez na vida você já tinha se imaginado como um cara famoso? Tem ideia de como vai lidar com isso? Não me imaginava famoso e ainda não me imagino. Para mim, vou na Band fazer meu trabalho e pronto. Meu foco não pode ser na fama. Meu foco é evoluir e aprender nessa nova função. Deixo a fama, para os verdadeiros famosos. Apresento um programa sobre famosos. Eles sim são as estrelas e é sobre eles que o público quer saber.
 

Existe alguma fórmula para a audiência garantida ou até hoje é algo impossível de se prever? Quem souber o segredo do sucesso de audiência, será o mais novo bilionário do mundo. (risos) Por isso, que todas as emissoras e canais a cabo do mundo inteiro, travam uma luta, na maioria das vezes, sadia. Nosso saudoso Chacrinha, disse: “Na TV nada se cria, tudo se copia”. Acho que na TV muito se cria e muito se copia. No nosso caso, do M+, estamos em um horário complicado. Muitas pessoas estão trabalhando nessa hora. Mas estamos crescendo mês a mês. O público já entendeu a proposta do programa e já se acostumou com a turma toda junta (risos). Somos uma opção nas tardes da TV brasileira e acredito que o caminho do sucesso é atender ao que o publico desse horário quer ver. Sejam os convidados que vão ao programa, sejam as matérias e quadros que desenvolvemos por lá. Quando vai um convidado que o público não curte muito, a resposta é imediata. Somos uma novidade nas tardes. Estamos nos acostumando com o publico e eles conosco. Digamos, que em um namoro que a cada dia vai ficando mais encaixado e com mais intimidade (risos).

Como você definiria o profissional e a pessoa do Luciano Huck? Muito simples. Pra mim, o maior comunicador/apresentador em atividade na TV brasileira. Um cara fantástico na frente das câmeras e mais ainda fora delas. É minha grande referência, como apresentador. Sempre foi um grande aprendizado conviver com ele no trabalho. É incrível ver como ele foi crescendo como profissional e como ser humano. E genial a forma como ele consegue ajudar tudo e todos, ao mesmo tempo em que desenvolve entretenimento puro. Sou muito grato por ter tido a oportunidade de trabalhar com ele e pela oportunidade que o Caldeirão me deu de conhecer esse país de cabo a rabo. Ver que existe muito mais que capitais. Que esse país é rico de belezas naturais e principalmente de gente. O Caldeirão, Luciano e equipe, conseguem mostrar isso através de seus quadros. É fantástico ver como o Luciano se envolve e como ele curte fazer o Caldeirão. Sou e sempre serei fã desse cara.

Adriane Galisteu sempre foi uma musa, um ícone de beleza. Como é trabalhar ao lado dela apresentando o Muito+? Uma delícia! Galisteu, foi uma grata surpresa. Uma pessoa alegre, divertida e super alto astral. Fico impressionado como essa mulher é trabalhadora. Não tem tempo ruim pra ela. E é uma mãe admirável. Como eu também tenho filho pequeno, sempre falamos sobre eles. Os prazeres e as dificuldades de criar, cuidar e educar os filhotes. É boa esposa, filha e mãe. Fora o profissionalismo e a baita experiência que ela tem em televisão. Observo bastante e aprendo muito com ela. É um presente ter a amizade dela, da família e profissionais que trabalham com ela.
 

No Muito + você tem a liberdade para criar ou a fórmula já vem fechada e você só faz apresentar? No programa, minha função fica mais restrita a apresentação e locução. Mas o Rodrigo (diretor do M+) dá total liberdade para sugerirmos temas e tudo o mais. Em relação aos textos, temos roteiristas para darem conta da demanda que é grande.

O que é mais difícil em trabalhar para a TV numa época onde se faz de tudo por uma boa audiência? Vale tudo por uma boa audiência? Não acho que vale tudo por uma boa audiência, não. Temos que ter limites. Ética sempre. Mas, muitas vezes, o conceito de ética não é claro ou igual de uma pessoa para outra. E aí começam os problemas. No caso do M+, por exemplo, quando são exibidos fotos ou vídeos de mulheres nuas, são colocadas tarjas. Á tarde, tem muita criança, enfim... Temos que respeitar o horário.

Como você avalia a TV brasileira hoje em dia? Em minha opinião, nossa televisão é bacana. Com uma variedade grande de conteúdos e produtos. Eu, assim como a maioria dos brasileiros, adoro ver TV. Brasileiro adora futebol, carnaval e televisão, né? (risos)
 
A segmentação de público é uma boa saída para TV aberta? Acho o contrário. Em TV aberta não se pode arriscar muito. Na verdade, o que aconteceu no Brasil é que a TV a cabo virou um grande laboratório para a TV aberta. Sejam de conteúdos e formatos, até profissionais da área. TV aberta é para toda a família. Logo, você não pode segmentar tanto.

Quando você não está trabalhando o que curte ler, ver e ouvir? Livros, tenho até vergonha de falar, mas não estou conseguindo ler muitos ultimamente. O meu preferido é um sobre história da filosofia. Curto os filósofos, suas ideias e o contexto social onde eles surgiram. Se eu tivesse um tempo, adoraria fazer uma formação nessa área. Em TV, adoro uma boa novela e produtos como A Liga. Este formato lembra muito o “Documento Especial” da extinta, TV Manchete. Quando resolvi fazer minha formação como jornalista, foi por conta do “Documento Especial”. Adoro também o “220 volts” do Paulo Gustavo, do Multishow. Dou muita risada! Curto UFC também... Filmes, gosto dos mais variados possíveis. Meu preferido é o Poderoso Chefão 2. Música, sou muito eclético. De música Clássica, ao pagode. De Enia a Valesca Popozuda. (risos)

Você curte tatoo ou apenas essa específica do pezinho no seu braço? Curto. Tenho quatro. Nas costas toda um Buda, no ombro direito, uma flor de lys, no ombro esquerdo, o caduceu de mercúrio e no antebraço a réplica da pezinho do meu filho e o nome dele. Essa última a minha preferida por motivos óbvios. (risos) As outras, também tem alguns significados, mas é uma longa história. Não cabe aqui. (risos) Pretendo fazer outras, mas por hora está bom.
 



Que qualidades você busca como profissional e como homem? Como profissional, pretendo ser correto, ético, sempre. Crescer, melhorar e poder contribuir com o meu trabalho. Como homem, busco ser uma pessoa de bem com a vida e com as pessoas em volta. Ser um bom pai, um bom filho, marido e cidadão.

O que te assusta mais o IBOPE, a política nacional ou celebridade instantânea se achando famoso? No âmbito da política, me assusta o quanto pagamos de impostos e como esse dinheiro todo não volta em melhorias sociais e estruturais, por exemplo. Não ter uma educação pública de qualidade. Hospitais públicos caindo aos pedaços. Aeroportos que não dão conta da demanda. Estradas sem condições de trânsito e mal sinalizadas. Muda partido político no poder e não mudam os escândalos e casos de corrupção. Isso me assusta muito.

Como você definiria fama e sucesso hoje em dia? O que você busca? O conceito de pessoa celebre mudou muito, né? Confesso que estou mais preocupado com o sucesso do que com a fama. Sucesso, no trabalho, em casa, com meus amigos e meus familiares. Luto para conquistar esse sucesso, diariamente. E o que eu busco? Acho que o que todo mundo busca: a felicidade. Essa eterna busca do “e foram felizes para sempre” é o que dá o sabor da vida. Só que para ser feliz para sempre, temos que conquistá-la diariamente.
 


Acompanhe a MENSCH no Twitter: @RevMensch, curta nossa página no Face: RevMensch e baixe no iPad, é grátis: http://goo.gl/Ta1Qb