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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

PALATO: 6 Passos para o churrasco perfeito

Afora os vegetarianos, a grande maioria dos brasileiros é louca por carne e o churrasco é o cenário perfeito para reunir amigos, seja em casa ou numa bela churrascaria. Tradicional no sul do país, o Churrasco há muito já invadiu as demais regiões e caiu no bom gosto de todo. Em versões tradicionais ou com cortes de carnes e acompanhamentos mais elaborados, tem churrasco para atender a todo tipo de paladar. E você, o que sabe sobre como preparar um bom churrasco? A MENSCH fez uma pesquisa e além de resgatar a origem desse evento da carne, dá dicas de como fazer um bom churrasco, daqueles de se fartar e se animar.

A CARNE E AS MISSÕES
Segundo alguns historiadores, a tradição do churrasco tem origem no século XVII nas missões jesuítas de catequização, na comunidade dos Sete Povos das Missões no oeste do Rio Grande. Após sua destruição, além das ruínas, o gado sem dono ficou a pastar e se multiplicar pela região passando a ser fonte de alimento dos tropeiros que viajavam em busca do ouro. A carne fresca era preparada nas brasas do chão e temperada com cinzas. Simples, não? A partir daí, cidades foram surgindo e crescendo pela região, e a tradição de se alimentar com a carne salgada assada na brasa foi se espalhando e se solidificando.

OS PASSOS PARA UM BOM CHURRASCO
Tudo bem que lá atrás, no início de tudo a coisa era simples, de maneira artesanal e dava certo: alimentava os tropeiros. Mas com o tempo, o bom churrasco passou a requerer alguns truques e exigências para ser o patrimônio nacional que é hoje. Conversando com gente que entende do assunto a MENSCH preparou um passo-a-passo para preparar e servir um churrasco inesquecível. Vamos lá?

Antes de ir às compras é necessário colocar na ponta do lápis o número de convidados, separando entre mulheres, homens e crianças, já que a quantidade ingerida por cada um desses grupos é distinta e vai fazer diferença na hora de estipular as quantidades de cada ingrediente. Alguns sites ajudam a calcular quantidades, como esse aqui:  http://www.calculoparachurrasco.com.br 

 1 - O LOCAL E A CHURRASQUEIRA 

A gente sabe que quem faz a festa são as pessoas, mas o cenário é peça importante. Pra sermos mais exatos, não só o cenário, mas a organização dele. Nesse sentido, seja na casa de praia, campo, piscina ou churrasqueira do condomínio, alguns itens são importantes para dar tudo certo no churrascão dos amigos. A churrasqueira é peça fundamental, concordam? E ela pode ser de vários tipos:

- ALVENARIA – essa é do tipo fixo, deve ser construída em local que não receba muito vento e é ideal pra quem tem no churrasco uma rotina. Nesse tipo o carvão queima devagar e libera calor constante;

- PORTÁTIL – barata, simples, fácil de acender, pode ser movida a gás ou elétrica. A desvantagem é que por não ter tampa não é ideal para local aberta por risco de chuva e leva cerca de 10 minutos para começar a aquecer;

- CHURRASQUEIRA COM TAMPA – Próprias para o churrasco no bafo. Economiza carvão, não precisa virar a carne de tempo em tempo, permite um sabor diferenciado na carne já que não há contato com a fumaça branca porque a gordura não pinga na brasa;

- CHURRASQUEIRA A GÁS – Muito comum nos países portenhos e hispânicos. É muito usada para pequenos cortes de carnes;

- FOGO DE CHÃO – sistema gaúcho de espetar a carne em fogueiras enfileiradas;



 2 - OS EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS: 

- Faca de açougueiro - quanto maior mais precisão no corte da carne;
- Faca de desossa – para frangos e outras carnes com osso;
- Garfo Trinchante – auxilia no corte da carne depois de pronta;
- Pinça – usada para virar peças pequenas como linguiças, em caso de uso de grelhas;
- Afiador para facas;
- Álcool para fazer o fogo, de preferência em gel para evitar acidentes;
- Espetos – precisam ser compatíveis com o tamanho da churrasqueira. Para carnes mais pesadas, espetos mais largos, para salsichões, asinhas de frango e outras peças mais leves, espetos mais finos. Peças grandes e largas pedem espetos duplos. Uma dica, leve seus espetos ao fim do churrasco para evitar a oxidação pelo sal da carne;
- Tábua de corte – quanto maior e larga melhor para o manuseio. Vidro é o ideal, mas as de polipropileno servem bem e as de madeira, apesar de acumularem bactérias, são esterilizadas em altas temperaturas;
- Vasilhas plásticas para o armazenamento das carnes antes de irem ao fogo;
- Vasilhas para tempero das carnes (mais rasas);
- Pano de prato;
- Pano descartável e lixeira para manter o ambiente limpo e higienizado;
- Avental para o churrasqueiro – há modelos bem modernos e descolados;
- Carvão - dê preferência para os de eucalipto;
- Sal grosso
- Temperos ao gosto dos convidados.

 3 - FAZENDO AS COMPRAS 

Com a lista de convidados na mão a próxima lista a fazer é a de compras. Escolha carnes, acompanhamentos e bebidas e calcule a quantidade pelo número de pessoas. Os especialistas sugerem uma média de 450gr de carne por convidado, já é uma referência. Como churrasco é sempre pra muita gente, o local ideal para as compras são atacadistas e frigoríficos ao invés de supermercados comuns. Você encontra de tudo em quantidade e preços bem mais interessantes.

Lembre-se de que alguns convidados em algum momento do churrasco vão querer “almoçar” além do petiscar que acontece o tempo todo. Nesse sentido é bom lembrar-se de acompanhamentos como arroz e maionese de batata. E para tornar tudo mais prático, o uso de utensílios descartáveis são bem vindos, de preferência os de madeira e papelão por questões ecológicas. No final de tudo, frutas e doces de compotas são bem vindos como sobremesa para adoçar o final da festa.

 4 - ESCOLHENDO E CORTANDO AS CARNES 

Os cortes mais desejados de carne para churrasco costumam ser a picanha, Costela, Bisteca e T-bone, Maminha, Fraldinha e Contrafilé.

- A picanha – deve ser escolhida uma peça com gordura uniforme sem falhas. O descongelamento deve ser feito na geladeira para manter a maciez da carne. O corte deve ser feito no sentido da gordura para a carne em bifes de 5 a 6 cm de espessuras. Na hora de assar o fogo deve estar bem quente, mas baixo para que ela não passe do ponto;

- Costela, bisteca e T-bone – a cor deve ser observada e a preferência é o vermelho vivo. A costela deve ter uma camada de gordura bem grossa, cerca de 5 cm e com coloração branca ou amarela clara, fuja das gorduras escuras. Os bifes de bisteca e T-bone devem ser cortados com no mínimo 2 cm de espessura;

- Maminha, Fraldinha e Contrafilé – essas carnes devem ser cortadas na transversal, ou seja, do lado contrário da fibra da carne. É preciso ficar atento à maminha e contrafilé que são carnes de preparo rápido, ficam prontas em minutos e devem ter espessuras acima de 1 cm. A fraldinha deve ser assada inteira em fogo médio.

 5 - TEMPERANDO 

A forma mais comum, simples e até mesmo rústica de se temperar a carne para o churrasco é o bom e velho sal grosso. Não tem erro. 
A simplicidade do sal grosso tem como principal função realçar o sabor da carne. A forma de temperar é ainda mais simples, basta passar a carne no sal grosso despejado em uma vasilha que caiba a peça inteira.  Um segredo para que o sal grosso fixe melhor na carne é lambuzá-la com azeite de oliva ou óleo.
Um jeito mais elaborado de temperar o churrasco são as marinadas, alho, misturas de ervas e outros temperos. No caso das marinadas, vinhas de alho e ervas a carne deve ficar imersa por várias horas para absorver estes sabores.
Vale lembrar que carnes vermelhas não devem ser temperadas com vinagre e/ou limão, pois enrijece as fibras.



segunda-feira, 27 de novembro de 2017

GASTRONOMIA: Atum, Farofa & Spaghetti - A viagem gastronômica de chefs pernambucanos a cidades estrangeiras reconhecidas por sua culinária local

Os chefs pernambucanos André Saburó, Joca Pontes e Duca Lapenda são atum, farofa e espaguete no filme que conta a relação afetiva desses três amigos com a gastronomia. É como se a essência de suas cozinhas se ampliasse em tela grande para mostrar ao espectador o quanto de sentimento, técnica e sabor podem estar presentes em um único prato. Basta saber de onde ele veio e a que se propõe. Resultado de vários anos de captação de imagem feita pelo diretor romano Riccardo Rossi no dia a dia e na viagem do trio para regiões do Japão, Roma e França.

Mesmo embasado por cenários tão distintos, o longa, com ares de documentário, tem um fio condutor básico, que é o convite feito a Joca para a realização de um jantar no estrelado Zé Kitchen Galerie, onde o chef trabalhou durante sua temporada de estudos em Paris. Para esse retorno tão apropriado a quem hoje comanda restaurantes de peso no Recife, como Ponte Nova, Villa e La Plage, veio a ajuda indispensável de uma dupla que reforça o movimento de união e compartilhamento entre os cozinheiros pernambucanos. O pedido para Duca, da marca de referência italiana Pomodoro Café, e Saburó, do premiado Taberna Japonesa Quina do Futuro, formarem a pequena comitiva rumo à França aconteceu sem nenhuma espécie de roteiro ou jogo ousado de câmera, o comum de superprodução. Aliás, os envolvidos neste filme foram os que também investiram na captação de verbas do road movie. "Acabou que todo mundo segurava a câmera e participava da cena ao mesmo tempo. Temos centenas de horas de gravação contínua, condensadas em pouco mais de uma hora", lembra Duca.

INTERCÂMBIO GASTRONÔMICO


São cenas com os bastidores de um jantar importante, que começa pela escolha atenciosa dos ingredientes em feiras e supermercados, passando pela troca de informações com outros chefs e chegando à ansiedade de quem saiu da sua zona de conforto para fazer bonito. "Fomos muito bem recebidos. A França ainda me impressionou na riqueza dos detalhes, como numa maneira precisa de dobrar uma simples massa", diz Saburó. Mas, entre os ensinamentos, houve a troca. Como na passagem pela Itália, onde o trio também cozinhou com pedidas regionais, como queijo de coalho e goma de tapioca, em cozinha típica de lá. "Marcou a qualidade dos produtos de origem, principalmente os vegetais e sua melhor berinjela, abobrinha e tomate", comenta Joca. No vídeo, esses ingredientes crescem em forma e cor, que fica até difícil assistir com fome. Na chegada ao Japão, a vivência da comida servida na rua ou nos rituais domésticos, onde o respeito pelo alimento e tudo em sua volta se faz presente. "Foi importante não só conhecer o funcionamento do mercado de peixe, como também entrar naquelas casas e se deparar com uma história tão viva dos orientais", completa Duca. Contexto perfeito para Saburó reviver momentos de família, com participação da mãe e do irmão em situações importantes da viagem.


Entre hotéis, restaurantes, avenidas e tantos ingredientes no fogão, os três foram ainda reafirmando a amizade e o alter ego que intitula o filme. "O que é possível trazer de uma viagem como essa são as técnicas que, talvez, sejam possíveis de aplicar em produtos locais", resume Saburó. Em tempo, o longa já conquistou diversos prêmios internacionais, incluindo o de Melhor Filme em Língua Estrangeira, do disputado Hollywood International Documentary Awards. Já foi exibido no Festival Audiovisual Cine-PE. E continua inscrito em vários outros festivais mundo afora. Promete ganhar força para exibição em telonas brasileiras. Como tem que ser.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

HORIZONTE: Os sabores do Pará - Uma viagem gastronômica muito além da maniçoba

De sua capital, Belém, cidade das Mangueiras, cidade Morena, do ciclo da Borracha, terra do Rio Guamá, terra de muitos povos, entre eles, os povos Tupinambás, Paris das Américas. Muitas são as denominações da cidade que um dia teve seus domínios lusos, portugueses e tantas raças que aqui fincaram os pés. Já foi chamada Feliz Lusitânia, Santa Maria do Grão Pará. Muitas histórias permearam esse solo, conquistas, perdas, explorações, categorias que foram elevadas, e ainda tem em sua áurea, esse apogeu - a Índia das Américas. 

De fato, Belém tem em suas margens e entrecortes todas essas manifestações. De sua arquitetura opulenta dos domínios e ciclos, de sua riqueza banhada pela proximidade da foz amazônica, de seus rios que a enobrece, o mercado que traduz o mais belo acervo de sua cultura, como seus múltiplos emblemas e rastros de miscigenação, Pará nas cidades que se seguem e na sua vasta região insular abre porta para uma história de redescobertas que há muito vem sendo explorada. De sua vegetação plural e variedade aquática, das terras do Rio Maguari, da cidade de Bragança da Marujada, do Santo Preto, Santo Benedito, da nossa Senhora de Nazaré, santa que abençoa esse povo forte das lutas, como a autêntica, revolta dos Cabanos. 




Belém, Pará tramita e tem sabor de magia. De um canto a outro os temperos e essências nos remete a um feitiço de brasilidade, de danças e mãos ágeis, numa tríade perfeita das três raças dominantes, o carimbó, suje nessa busca representativa. Dos insumos e variedades diversas, dos usos e feitos, tanto quando ao país, o destaque aqui é que nesse lado do Brasil, a comida tem uma marca forte, um registro latente, o seu povo sabe falar de seus preparos, comem, admiram. Suas raízes estão acessas, e nos convida a um desejo de participar e entrar nesse universo.

Maniçoba, Tambaqui, Tacacá, Pato no Tucupi, Açaí, Jambu e milhares de variedades se entremeiam, numa imensa harmonia entre os voos que as garças alçam nos céus que em certa hora tomam uma cor acinzentada da chuva que todo o dia chega no horizonte. 

A vida nessas bandas tem a cadência das marolas do rio, os barcos de tons e tamanhos diversos, seus homens que se confundem com as passagens do tempo e os goles de batida de caju-açu, que lembram os lados de Abaeté, a música tem ritmo sensual, onde a sensação é latente e pulsa na velocidade da riqueza aquática que habitam nesse ecossistema. Os cheiros são uma imensidão, e mesmo, o pitiú, odor forte de peixe, traz uma sensação de frescor, única que condensa as barcaças e a vida controlada pelas águas. Belém, e seus arredores tem essa identidade, esse legado forte que estar na pele, nas expressões, na fisionomia que traz traços tão marcantes dos nativos de tantas tribos que aqui, estão resistindo ao irresistível contexto mercantil.  


As senhoras que banham suas ânsias, suas mãos que tramam nas panelas cheias de temperos com os tacacás, os tambaquins, maniçobas, tucunarés, filhotes e pirarucus, são as mesmas que esfregam incansavelmente as poucas e parcas roupas suas, mas de seus lábios a cada movimento de exaustão soam melodias suaves e que rebuscam um encontro sagrado de uma cidade que ao fundo se mira. As aningas, plantas aquáticas, que beiram a aproximação oceânica que contornam os furos regiões insular.  Os açaís gritam e explodem com sua cachadas trazendo cultura e alimento ao povo. Os matapis, cesto de pescas, que ficam submersos nas águas de tons esverdeados que prometem uma excelente festança de camarão. Nessa região a fome ainda é distante, a vida é tão frondosa como a Mamorana (árvore amazônica) que vive submersa no rio, como uma simbiose entre ela e o caboclo, sente-se que aqui o tempo tem uma pausa, e tudo anda na trepidação dos motores a diesel, único fator que nos lembra da cidade grande e suas faces de destruição... 


DIANTE DE TANTA RIQUEZA E BELEZA BELÉM DORME E AMANHECE INSÓLITA, LINDA EM DEGRADES E TONS

Entre igarapés e uma vegetação onde a rainha é a Samaumeira, árvore sagrada, os pés de cacau fazem festa, e numa casa fincada na beira das águas, o cheiro nos permite brincar com os sentidos mais doces da infância, chocolate triturado numa bancada com o moedor de ferro, formam-se em nibs, pó e doce em 100 a 70 por cento de cacau, uma maravilha amazônica. Vale a pena conhecer dona Nena, cuidadora dessa diversidade, mulher guerreira que trouxe de sua infância a braveza da natureza nativa. 

Das mãos de tantos que nas ilhas, nas cidades condensam essas sensações, Belém dos homens e mulheres que se embalam no pavulagem, tramam suspiros e rotas que se miram em texturas e sabores únicos. Pará, dos caiçaras, povo curtido em em diversidade e belezas infinitas, que a priprioca, ervas sem fim, além de um visual que nos remetem a nobreza terrena. 

Das lendas do Muiraquitã, batráquios (sapos) que eram confeccionamos em jade pelas belas nativas  nos leitos do Rios amazônicos, que colocavam nos pescoços dos seus guerreiros para sorte levar em suas aventuras, as mururés, plantas aquáticas que banham os Rios, das construções coloniais com traços europeus e opulência do ciclo da borracha, dos telhados vermelhos das casas seculares, e das muitas riquezas que brilham jazido em tons lilás (ametista, nova descoberta) em tempos atuais, Pará, através de sua capital,  traz muitos caminhos e rotas.















E entre mais de cinco rotas, Pará se estende na fé e na missão de seu povo, do Círio de Nazaré,  procissão que movimenta uma multidão, onde há uma congregação em fervor a Nossa Senhora, a seus bravos homens e valorosas mulheres que em Bragança, na Vila do Castelo, no dia de São Pedro, reúnem-se em diversos embarcações e vão em busca da imagem do santo, a contemplar com suas barcas cheias de bolas coloridas e a agradecer mais um ano, mar a dentro, lançam suas rezas, a fartura vinda das águas que fazem desse estado, um pleito de variedades alimentares. Pará de D. Heloísa que em sua cozinha nos recepciona, com sua gentileza abre e convida a um banquete, um bandeirado na brasa e covinas fritas, peixes da região, acompanhado com Chibé, preparo indígena feito com água e farinha, feito pelas mãos habilidosas de Liliane, filha de um líder dos pescadores aposentado, seu Castro e enteada de D. Heloísa. Arroz entra como mais um complemento, mas a felicidade de se comer nessa mesa caiçara, mostra de fato o autêntico sabor do Pará.

Falar do Pará, de Belém tem essa sensação de um texto sem fim, onde a cada possível ponto, sempre virá uma vírgula, um nova e infinita permissão de vivência e emoção, Pará é para se sentir, se tem cheiro, tem tato, tem calor que emana, não só de seu aspecto climático, mas principalmente de seu povo e dá sensação de quem lá pisou chamais sairá de lá. Viva o Pará. 

Horizonte é uma trilha, um caminho em meios diversos, onde o foco e mostrar os redutos mais adversos sobre uma ótica alimentar de raiz, de verdade e histórias, onde teremos contextos urbanos e rurais, mas todos serão pontuados, na possibilidade tenaz da boa e surpreendente visão dessa biodiversidade humana. 




FICHA TÉCNICA
Idealização e texto - Andrea Hunka 
Coordenadora - Ângela Sicília 
Produtora - Foco Filmes & Fotos 
Colaborador no Pará - Flavio Contente (Fotógrafo/Videomaker)   
Chefs correspondentes - Andrea Hunka, Alberto Bernardini, 
Angela Sicília, Joyce Francisco, Geo Bassani e Geovana Nacarato

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

ROTEIRO: 7 Restaurantes imperdíveis em Fortaleza

Nada é mais gostoso numa viagem do que descobrir os segredos da cidade, os lugares frequentados por quem mora nela e saber das coisas. Pensando nisso, fizemos uma seleção de 7 restaurantes imperdíveis em Fortaleza. Lugares que vão lhe surpreender pela gastronomia incrível e os ricos sabores para os mais diversos paladares. Você vai descobrir que a capital cearense tem muito mais do que lindas praias e gente hospitaleira para lhe oferecer.

1 - Embora já tenha filiais espalhadas por quase todo o país (e em breve inaugure sua primeira filial em Miami), a principal flagship do grupo Coco Bambu é parada obrigatória para almoço ou jantar, em plena Avenida Beira Mar, o principal corredor turístico de Fortaleza. O “camarão internacional” segue como o prato “best seller”, mas os meus preferidos são, sem dúvida, o espetinho de camarões na crosta de pão de alho e o “Rede de Pescador” – cataplana que vem com postas de peixe, camarões, lulas, mexilhões e lagostas grelhados com azeite extra virgem. Como sobremesa peça uma torta de côco (servida quente com sorvete de creme) ou “o melhor pudim de leite do mundo”. As caipirinhas daqui são deliciosas, e a carta de vinhos também oferece muitas opções! 

Coco Bambu - Av. Beira Mar, 3698 - Beira Mar, Fortaleza - CE, 60165-121 - Fone: (85) 3198-6000

2 - Nenhum restaurante em Fortaleza é tão fiel às técnicas tradicionais da culinária francesa quanto o L’École, um complexo que reúne restaurante e escola de alta gastronomia num casarão lindo do século XIX, comandado pelo chef Albertino Araújo - Grand Diplome pela Le Cordon Bleu. Só o espetáculo da “esfera de chocolate” que se derrete na sua frente banhada com calda quente de chocolate meio amargo já valeria a visita, mas antes disso você precisa descobrir o “tartare de salmão” em cama de maracujá e o delicioso “fettuccini com camarões ao molho quatro queijos”. Outra opção de prato principal é o frango à Cordon Blue, que vem acompanhado de risoto de parmesão empanado. Você vai se surpreender!

L'École - R. Monsenhor Bruno, 819 - Meireles, Fortaleza - CE, 60115-190 - Fone: (85) 3051-3372


3 – Sob o comando do sócio e maître Azevedo – um cearense que tem na bagagem mais de 20 anos no Antiquarius carioca e dois anos no paulistano A Bela Cintra, o Sobreiro é sem dúvida a melhor cozinha portuguesa do Ceará e uma das melhores do Brasil. Com ambiente contemporâneo, serviço impecável e delícias como o “arroz de pato à portuguesa” e o “picadinho carioca”; minha sugestão vai mesmo para o “Bacalhau à Lagareiro”, que sempre chega dourado por fora e suculento por dentro, laminando desde a primeira garfada. Encerre tudo com uma “sericaia” - tradicional sobremesa ibérica servida com fio de mel de abelha ou o clássico tiramisú regado com creme de cassis. São inesquecíveis!

Sobreiro - Rua Manuel Queirós, 511 - Papicu, Fortaleza - CE, 60176-150 - Fone: (85) 3234-0062

4 - Com ambiente cosmopolita e despretensiosamente sofisticado, o L’Ô é um restaurante que facilmente faria sucesso em São Paulo, Nova York ou Londres. Ocupando um prédio antigo, bem próximo ao Centro Cultural Dragão do Mar e a caminho do centro da cidade, tem foco na gastronomia internacional com toques de “fusion food” e, entre as muitas delícias, você tem que provar o “camarão grelhado com molho curry”, servido com nhoque de mandioquinha, recheado com banana da terra e finalizado com chuva de gengibre confit. Termine tudo com a “tuille de amêndoas”, recheada com mouse de banana com sorvete de pipoca caramelizada. Você vai amar! A carta de vinhos oferece ótimas opções.

L'Ô - Av. Pessoa Anta, 217 - Praia de Iracema, Fortaleza - CE, 60060-440 - Fone: (85) 3265-2288

5 - O casamento de um gaúcho com uma mineira apaixonados pelo Ceará fez surgir o Villa Alexandrini, uma cantina discreta, bem intimista e especializada em risotos. O de camarões da Costa Negra com molho rústico de tomates frescos de São Benedito é simplesmente sensacional. E o de carne de sol com parmesão é uma excelente opção para os que preferem carne. Como entrada não deixe de pedir a “bruschetta em pão de coco” e como sobremesa, a panqueca “a la Campelo”, uma delícia que vem recheada com brownie gourmet e creme de avelã com cacau, servidos em piscina de calda quente de chocolate e acompanhado por sorvete de creme com cerejas confitadas. Sugiro um bom champagne brut para acompanhar tudo!

Villa Alexandrini - R. Frederico Borges, 81 - Varjota, Fortaleza - CE, 60175-040 - Fone: (85) 3267-1049


6 - Com ambiente requintado à meia luz, móveis clássicos e decoração pontuada com réplicas de quadros do pintor italiano que dá nome ao restaurante, o Caravaggio tem na sua cascata de lagostas um dos pratos de frutos do mar mais deliciosos da capital cearense. Um certo “fumado” dá a lúdica sensação de que o prato acabou de ser preparado por pescadores nativos, numa fogueira à beira da praia. Um verdadeiro espetáculo para a visão, olfato e paladar! Como prato principal, peça o filet com “foie gras” e encerre com a “Surpresa Caravaggio”, uma sobremesa gelada, ideal para quem gosta de iguarias bem doces com castanhas picadas. A carta de vinhos e champanhe daqui é uma das melhores da cidade. 

Caravaggio - Rua Professor Dias da Rocha, 199 - Meireles, Fortaleza - CE, 60170-310 - Fone: (85) 3242-4703

7 – Situado num dos corredores mais movimentados da cidade, com decoração minimalista pontuada por obras de arte, alguns totens de joias contemporâneas e um grande bar ao centro, o Moana é uma ode à gastronomia de fusão - com toques especiais de vários sabores tipicamente cearenses. O cardápio atual leva assinatura do chef gaúcho Eduardo Sttiger que criou o “Camarão Chico Anysio”, meu prato preferido. Nele, os camarões são flambados na cachaça branca suave, acompanhados por um delicioso nhoque fresco de batata doce e finalizado com um suave molho de queijo gruyére. Como sobremesa, faça uma viagem pelo inesquecível “crème brûlée de rapadura” e finalize com uma dose da cachaça premium cearense Cedro do Líbano. 

Moana - Av. Dom Luís, 55 - Meireles, Fortaleza - CE, 60160-230 - Fone: (85) 3181-7001

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

MENSCH EXPERIENCE: Tour de France - Uma viagem por regiões da França através de uma seleção especial de vinhos


A 1a edição do Mensch Experience, que aconteceu em Recife no último dia 27, reuniu um seleto grupo de convidados para fazer uma viagem por regiões da França através de uma seleção especial de vinhos harmonizados com pratos elaborados especialmente para a ocasião. Para complementar uma breve experiência sobre design em hotelaria e moradia diferenciada. Uma noite pra lá de agradável proporcionada juntamente com os parceiros da HAUT (@haut_id) e LACOMEX (@lacomexvinhos).

Vinho Espumante Cuvée Laurent Brut Blanc de Blancs 

Região: Provence

Espumante francês, produzido na região da Provence, com as uvas Ugni-Blanc e Colombard. Leve e Refrescante, excelente opção para celebrar grandes momentos como hoje. Ideal para abrir as Degustações. 

Harmonizando com: Parme panier aux brie
Cestinhas de presunto de parma guarnecidas com queijo brie, pimentão vermelho caramelizado e manjericão                        

Vinho L’Opale de la Presquile 2015 | AOP Denominação de Origem Protegida de Côtes de Provence  

Região: Provence

Nada mais prazeroso que uma garrafa gelada deste rosé da Provence. L’Opale de la Presqu’Ile de St. Tropez é um vinho elegante, fresco e muito saboroso. O visual é de coloração rosa acobreado, límpido e muito brilhante. Os aromas recordam hibisco,rosas, morango fresco,cereja e canela. Na boca demostra equilíbrio, bom frescor e final muito saboroso. Este vinho é produzido em Ramatuelle, uma pequena vila da Provence que encontra-se perto de St. Tropez, verdadeiro cartão postal. Elaborado com as uvas Grenache, Cinsault e Carignan.

Harmoniza com: Mousse de Saumon et épinards:
Mousse de salmão com espinafre acompanhado de salada de alface verde, molho de morango e amêndoas tostadas.
  
    
Vinho Chateau Moulin de Mallet 2014 | AOC Bordeaux

Região: Bordeaux

O Chateau Moullin de Mallet 2014 é um Vinho extremamente elegante elaborado na Região de Bordeaux, na vila de Pujols próximo a ST Emilion região onde se encontra um dos melhores vinhos do Mundo. Elaborado a partir das uvas clássicas Merlot 90% e Cabernet Sauvignon 10%, apresenta no seu aspecto visual um vermelho com tons violáceos, brilho e uma boa limpidez. No olfato traz aromas de frutas vermelhas como cassis e morango e rosas. Na taça demonstra taninos suaves e uma boa fruta que equilibra bem diante da sua acidez. 

Harmoniza com: Ragoût de canard avec purée de baroa:
Ragú de marreco guarnecido com purê de batata baroa    

Vinho Espumante Cuvée Laurent Brut Rose

Região: Provence

Espumante Rosé com aroma de frutas vermelhas com belo visual rosé pálido e na boca ele é equilibrado e refrescante. Elaborado exclusivamente com a uva Grenache. A temperatura ideal para servi-lo é 6 a 8°C. 

Harmoniza com: Flambée de fruits rouges dans le vol-au-vent:
Massa folhada guarnecida de flambé de frutas vermelhas e chantilly







Todos os vinhos da matéria estão disponíveis pelo site: http://wineinpack.com.br


Acompanhe um pouco do que aconteceu no MENSCH EXPERIENCE:




quarta-feira, 26 de julho de 2017

HOMEM NA COZINHA: A cozinha é para todos!

Antes de qualquer coisa, acho importante me apresentar: meu nome é Raphael, tenho 32 anos e sou de São Paulo. Minha formação é como publicitário e até pouco tempo atrás era responsável pela área de marketing de uma grande marca multinacional e apenas mais um apaixonado pela gastronomia. Para mim sempre pareceu muito distante fazer a transição da publicidade para a gastronomia, até que um dia levei a sério a sugestão feita por dezenas de amigos de me inscrever no reality Masterchef com o pensamento de "vamos ver no que vai dar". 

Deu que fui evoluindo etapa a etapa até eventualmente ser eliminado. Mas o mais importante foi que finalmente vi um motivo para largar tudo e ir em busca dessa paixão que me perseguia há tanto tempo. Sim, larguei a estabilidade de um emprego em uma grande multinacional para me arriscar na cozinha. E se agora você está pensando "esse cara é louco", fiquei tranquilo, já ouvi isso bastante, inclusive do trio de chefs mais famoso do Brasil.

Já faz um tempo que levo um estilo de vida bastante saudável desde a prática diária de CrossFit até uma alimentação balanceada, buscando sempre manter o equilíbrio que inclui aquelas jacadas esporádicas em meio a rotina da dieta, afinal ninguém é de ferro. 

Uma coisa que sempre me chamou atenção nesse universo de ser "saudável" foi o sofrimento e o alto índice de desistência dos que se aventuram nesse mundo. Não culpo ninguém pela dificuldade em seguir uma dieta, afinal elas sempre estão relacionadas a comidas sem graça, sem gosto, que parecem comida de hospital. 

Mas nessa minha nova jornada de cozinheiro amador quero mostrar a todos que é possível ser saudável e ainda assim ter um comida cheia de sabor, descomplicada e sem sofrimento. E a parte do "descomplicada" acho que talvez seja a mais importante aqui, porque já perdi a conta das inúmeras vezes que deixei de tentar cozinhar algo por olhar para a receita e já sentir aquela preguiça de tantos processos e ingredientes envolvidos. Quero compartilhar minhas experiências e dificuldades na cozinha que tenho certeza que são as mesmas de qualquer outro que se atreve a entrar cozinha, e acredite, por mais assustador que pareça, raramente é um bicho de sete cabeças.

Minha ideia aqui é poder mostrar receitas e dicas que tragam enraizadas na comida esses 3 pilares: descomplicada, saudável e saborosa. De modo que seja delicioso levar um estilo de vida saudável e que prove que qualquer um pode cozinhar! 


FILET CHATEAUBRIAND 

COM REDUÇÃO DE BALSÂMICO, CEBOLAS CARAMELIZADAS E PURÊ DE COUVE FLOR COM AVELAS. VAMOS PRECISAR DE:

Rendimento: 4 porções
Tempo de preparo:  40 minutos

PARA A CARNE
4 files chateaubriand (se preferir pode usar 8 medalhões de file mignon, o chateaubriand nada mais é que um medalhão bem alto)
Fio de azeite para untar a frigideira
Sal e pimenta do reino a gosto

PARA O MOLHO
100ml de aceto balsâmico  
1 colher de sopa de mel

PARA AS CEBOLAS
4 cebolas aperitivos ou 2 cebolas normais
2 colheres de chá de manteiga ghee (pode usar a normal também)
Sal a gosto

PARA O PURÊ 
1 couve flor (cerca de 300g)
1 dente de alho
1 colher de sopa de manteiga ghee
Sal e pimenta a gosto
40g de avelas grosseiramente trituradas
Salsinha picada para temperar

Para facilitar vou dividir o processo em 4 passos, mas fique a vontade para fazer mais de um passo ao mesmo tempo.

PASSO 1 - PURÊ DE COUVE FLOR
Remova o talo do miolo e as folhas da couve flor quebrando o resto em pequenos floretes. Coloque-os numa panela junto com o dente de alho e cubra com água. Ferva por cerca de 8-10 minutos até que os floretes estejam macios ao espetar um garfo. Escoe a água, reservando um pouco para caso seja necessário deixar o purê mais liquido. Coloque no processador (liquidificador ou mixer também utilizados) a couve flor com o alho, a manteiga, sal e pimenta, e bata até obter a consistências de purê, se achar muito espesso bata mais com um pouco da água reservada até obter a consistências desejada.

PASSO 2 - REDUÇÃO DE BALSÂMICO COM MEL
Misture o balsâmico com o mel e leve a fogo médio numa frigideira. O liquido vai levantar fervura formando bolhas, mas fique tranquilo que não irá queimar. Aqueça até que o liquido tenha seu volume reduzido pela metade. Para checar o quanto já reduziu retire a frigideira do fogo, quando as bolhas fica fácil ver o quanto do liquido já evaporou. Coloque num recipiente e reserva na geladeira.

PASSO 3 - CEBOLAS CARAMELIZADAS
Corte as cebolas ao meio no sentido da raiz até a ponta. Derreta a manteiga numa panela e acrescente as cebolas com a parte interna voltada para baixo até que as cebolas absorvam parte da manteiga. Acrescente água a panela até quase cobrir as cebolas. Aqueça em fogo médio até que a água evapore completamente, quando isso acontecer mantenha a panela no fogo até que as cebolas estejam levemente queimadas e coradas em baixo. 

PASSO 4 - FILÉ CHATEUBRIAND OU MEDALHÃO DE FILÉ MIGNON 
Aqueça a frigideira em fogo alto. Unte com um fio de azeite e adicione a carne. Deixe a carne dourar cerca de 3 a 4 minutos de cada lado e depois doure as laterais da carne. Importante, tente mexer o mínimo possível na carne enquanto ela estiver assando para que ela mantenha sua suculências e não fique soltando sangue, o ideal é vira-la apenas uma vez. Retire a carne da frigideira e coloque-a num prato para descansar por cerca de 5 minutos. Depois do tempo de descanso tempero com sal e pimenta do reino a gosto (o processo de temperar a carne após a cocção faz com que a carne mantenha sua suculência)

SUGESTÃO DE FINALIZAÇÃO
Posicione o purê quase no centro do prato colocando a carne por cima dele na borda que estiver mais próxima ao centro. Acrescente as avelas e a salsinha por cima do purê. Separe as laminas das cebolas de modo que elas fiquem parecendo uma canoa e posicione algumas delas próximas a carne e ao purê. Despeje a redução de balsâmico dentro das cebola e por cima da carne, ela irá escorrer formando uma base de molho ao redor da carne.

Voilá! Você tem um prato saudável prático e super saboroso, de fazer qualquer um passar vontade.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

PALATO: A salada como prato principal

A presença de hortaliças na nossa alimentação diária é de fundamental importância não só para quem está querendo perder peso, mas para quem quer ter saúde. Elas são fontes de fibras, que auxiliam o funcionamento intestinal e promovem saciedade, vitaminas e minerais, além de compostos bioativos com atividade antioxidante, que protegem nosso corpo dos danos causados por radicais livres, auxiliam na imunidade e reduzem inflamação. 

ALGUMAS DICAS DEVEM SER LEVADAS EM CONSIDERAÇÃO:

- Consuma uma salada colorida, assim você terá uma variedade maior de micronutrientes e compostos bioativos;

- Procure, sempre que possível, consumir verduras e legumes orgânicos, para evitar a exposição aos agrotóxicos;

- Cuidado com os molhos industrializados! O ideal é utilizar opções naturais como azeite, limão ou mesmo molho naturais feitos em casa, como pesto, por exemplo.

Mesmo sabendo da importância, muitas pessoas ainda dizem que não gostam de saladas. Mas atualmente, a variedade de opções e combinações que encontramos no mercado é enorme e, dificilmente, você não vai encontrar uma que agrade ao seu paladar. É preciso tentar!


 GREENMIX (@vivagreenmix) 

- MAROMBA
Mix folhas verdes com almôndegas de frango com batata doce, tomate, palmito e molho de frutas vermelhas.

Essa é uma boa opção para os praticante de exercícios físicos, pois contém uma excelente fonte de carboidratos de baixa carga glicêmica (batata doce), que fornece energia por tempo prolongado, e proteína de alto valor biológico (frango), sendo muito bem utilizada e aproveitada pelo organismo para a recuperação muscular. Para finalizar, um molho regado de antocianinas, um potente antioxidante. Mas não quer dizer que quem não faz exercícios não pode consumir. Ela é saudável para todos.

- SALADA MIX
Mix de folhas verdes com penne gluten-free, caponata siciliana, cranberry, cebola roxa, amêndoas laminadas ao molho de azeite de ervas.
Salada vegetariana, excelente para quem adora uma massa, mas está evitando o consumo de glúten. Além disso, ela tem um alto poder antioxidante e anti-inflamatório por conter antocianinas, provenientes das frutas e vegetais vermelhos e roxos, como cranberry, berinjela e cebola roxa. As amêndoas e azeite ainda dão um toque final de gorduras do bem, que também agem como anti-inflamatório, auxiliam na regulação dos níveis de colesterol e são importantes para produção hormonal do nosso corpo.


 SANSA (@sansarecife) 

- FRANGO
Mix de folhas, cubos de frango grelhado, tomate cereja, queijo parmesão, molho pesto com limão siciliano e massinha de pizza integral maçaricado com muçarela.

Salada rica em proteínas devido a união do frango com dois tipos de queijos, e fibras proveniente são só das folhas, mas também da massa integral. Além disso, o tomate é fonte de licopeno, que protege nossas células contra o stress oxidativo e tem efeito preventivo de câncer de próstata. O molho pesto une os benefícios do azeite a outras ervas como o manjericão, sendo assim um molho leve, saudável e saboroso.

- QUEIJOS
Mix de folhas, pedaços de peito de frango, tomate pelado, queijos ricota, muçarela e parmesão, envolvidos no azeite com manjericão e farofa funcional crocante salgada, composta de cereais, alecrim, azeite e sal. 

quarta-feira, 12 de abril de 2017

HOMEM NA COZINHA: Um filé de pescada onde a caipirinha vem no prato e não no copo

O risoto, de origem italiana, é sem dúvida um prato altamente apreciado em vários países do mundo. A iguaria, úmida e cremosa, é uma típica representação da cozinha do norte da Itália, onde o termo é um diminutivo e significa “arrozinho”.

O RISOTO E A ARTE DOS VITRAIS

O conhecido Risotto alla Milanese, o mais famoso dos risotos, é obra do mestre Valério di Fiandra, que na época era responsável pela criação dos vitrais da Catedral de Milão. O prato, diz a lenda, foi criado durante uma festa de casamento, no ano de 1574. Fiandra, que era reconhecido tanto pelas suas belíssimas obras de arte quanto pelo seu bom gosto para a gastronomia, durante o casamento da sua filha, resolveu oferecer aos convidados um de seus pratos preferidos, o risoto. Porém, durante a preparação da iguaria, o mestre, por ser muito ciumento, deixou cair um pedaço de açafrão dentro da panela que nesta época era utilizado como corante para os vitrais, dando origem ao que hoje se conhece por Risotto alla Milanese.


Os sócios Marco Uchôa (Marc) e Luiz Felipe Azevedo (Louis), ambos com formação em gastronomia, resolveram levar praticidade e sabor à mesa dos pernambucanos com receitas originais sem conservante ou estabilizante químico nas preparações, preservando assim o real sabor dos pratos; como este cremoso Risoto de Caipirinha com File de Pescada laqueada no mel de Engenho

Essa receita inusitada traz a tradição Nordestina da cachaça para preparo no cozimento do grão conferindo um gostinho especial cítrico e perfumado, e para arrematar este delicia, uma porção generosa de queijo parmigiano reggiano dando uma cremosidade e suculência que contrasta com o mel e a leveza do peixe!




quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

PALATO: Cafe de l’Homme, amor à primeira vista em Paris


No coração de um dos lugares mais visitados do mundo, está localizado o Cafe de l’Homme, no qual podemos apreciar uma das mais emblemáticas vistas de Paris, a Torre Eiffel. O Café de l’Homme foi reinaugurado no Palais Chaillot após cinco anos de restauração, com um ambiente totalmente requintado, moderno e com o terraço mais concorrido da Cidade Luz. 

Cheio de histórias e reconhecido internacionalmente pela sua arquitetura, o Palais de Chaillot foi planejado para a exposição universal de 1937, pelos arquitetos Léon Azéma, Jacques Carlu e Louis-Hyppolite Boileau. Esta construção é um das mais famosas da capital francesa, onde tudo foi minuciosamente escolhido para dar vida a este histórico monumento. No Palais de Chaillot encontramos inúmeras esculturas, quadros de ilustres pintores e um grande acervo de arte decorativa dos anos 30.


A nova decoração do Café de l’Homme foi totalmente repensada e assinada pelos arquitetos Gilles & Boissier (os mesmos arquitetos que assinaram o Hotel Baccarat em Nova Yorque, o Hotel Mandarin Oriental em Marrakech, entre outros). A ideia foi criar um ambiente que conjugasse uma decoração contemporânea, com móveis feitos totalmente sob-medida e um toque de estilo art déco dos anos 30, que são bem característicos do Palais de Chaillot.
O novo Café De l’Homme tem uma superfície total de 500m2 e seu terraço, de 300m2, tem uma vista total para a Torre Eiffel, para o Champs de Mars e para os Jardins do Trocadéro. Sendo assim, uma das mais belas vistas do mundo e, sem dúvida, um dos terraços mais disputados em Paris. 

Os sócios Coco Coupérie-Eiffel (tataraneta de Gustave Eiffel, o arquiteto que criou a Torre Eiffel) e Christophe Bonnat criaram um conceito para o Café de l’Homme: uma brasserie parisiense contemporânea e elegante, que seduz os clientes não somente pelo seu ambiente especial, mas também pela sua gastronomia e carta de vinhos excepcionais.

O chef estrelado Frédéric Vardon, juntamente com o chef executivo Mickaël Fourbe, são os responsáveis pelo menu requintado com várias opções saborosamente elaboradas de produtos da região. As sobremesas também são um ponto bem forte no cardápio, como os famosos “Figos frescos e assados”, o “Cheesecake Café de l’Homme” ou o “Gâteau de chocolate bio”, entre outras delícias.

Para os apreciadores de vinho, a adega do restaurante propõe alguns tesouros de grande raridade. Sautemes e Barsac, Branco e Tinto da Bourgogne e também Bordeaux (Château Margaux de 2001, Château Latour de 2002, Château Cheval Blanc de 2004 e até um Petrus de 2002).

Os clientes têm a opção de escolher também diversos coquetéis, a lista é bastante diversificada, com algumas variações de mojitos, cervejas e uma boa seleção de rum e whisky. Nos dias mais quentes o Café de l’Homme abre as portas de seu maravilhoso terraço, no qual encontra-se, ainda, uma imponente estátua de Hércules, realizada pelo artista Alber Pommier em 1937 e que é hoje um patrimônio histórico.

A vista do terraço do Café de l’Homme é realmente de tirar o fôlego, amor à primeira vista!



Fotos Gabi AlvesPierre Monettaé

CAFÉ DE L’HOMME
17, place du Trocadéro et du Onze Novembre, 75016 Paris 
Aberto todos os dias de 12h às 2h
Reservas: +33 1 44 05 30 15
www.cafedelhomme.com

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

GUIA MENSCH: O melhor para se comer e beber em Fernando de Noronha

Noronha por sí só já vale uma viagem, mas a cada nova viagem descobrimos novos lugares para comer, beber e fazer uma boa  farra. A MENSCH já foi tantas vezes na ilha que resolveu fazer um pequeno guia de lugares legais para se curtir o melhor de tudo isso para quem está indo para lá pela 1a (ou 2a, ou 3a...) vez. Aqui vão nossas dicas. Fique atento e o resto é por conta da natureza. Aproveite!


CORVETA
Para quem está em busca de uma cozinha brasileira litorânea, com pegada afetiva e, ao mesmo tempo, contemporânea, este é o lugar. O cuidado com a apresentação faz parte do métier do chef da casa, Erick Damascena. Por lá um cardápio equilibrado com alternativas de entradas, pratos principais, que também incluem opções para duas pessoas, e sobremesas que variam quase diariamente. Com um décor que mescla elementos rústicos em um ambiente sofisticado, o restaurante tem mais uma curiosidade: todos os pratos terminam com 17, numa referência à corveta naufragada na ilha. À noite a belíssima casa se transforma, através de uma iluminação intimista que salta aos olhos.  Nesse horário também o menu sofre alteração ficando mais sofisticado. 

Restaurante Corveta
Rua de São Miguel, 342, Vila dos Remédios
Funcionamento: 12h às 15h e das 18h30 às 23h30
Fone: (81) 3619.1486
Aceita cartão de crédito  

VARANDA
O chef Auricélio Romão oferece uma gastronomia de toque autoral em seu restaurante Varanda, localizado na Vila do Trinta. A experiência de ter passado por várias cozinhas da ilha foi suficiente para montar, já na abertura, um cardápio eclético, que atende visitantes de qualquer paladar. Por lá, opções clássicas de pescados passando por carnes, aves e até risoto vegetariano. As boas vindas ficam por conta do caldinho, que abre apetite para o que está por vir. Há pratos que não saem do menu desde a inauguração e outros que entram em homenagem aos amigos e experiências do chef. Para acompanhar, vale experimentar drinks como o curioso Coquetel da Verdade – feito com gin, mel, limão, gengibre, suco de capim santo e frutas. Opção perfeita para ver o tempo passar sentado numa das mesas do deck, com vista para o verde da casa. Ainda há uma carta variada de vinhos, espumantes e sucos.

Restaurante Varanda
Rua Major Costa,130, Vila do Trinta
Funcionamento: diariamente, das 12h30 às 23h30
Fone: (81) 3619.1546
Aceita cartão de crédito 

CACIMBA
É numa casa antiga localizada no centro histórico de Noronha, que funciona o Cacimba Bistrô e sua cozinha contemporânea, pioneiro desse formato na ilha – que até então experimentava a culinária oferecida nas pousadas. Hoje, possui cardápio enxuto, mas repleto de referências internacionais adaptadas à realidade local. À noite, o bistrô ganha o charme da luz de vela sobre as mesas da varanda, que dão para a ladeira da Vila dos Remédios. Na parte do salão há mesas baixinhas e almofadas coloridas propondo um clima mais descolado. Por todos os lados estão os quadros de Bruno Veiga trazendo o clima litorâneo, bem a ver com o estilo. 

Cacimba Bistrô
Praça Pres. Eurico Dutra, 9 (V. dos Remédios) 
Fone: (81) 3619.1200       
Funcionamento: 12h às 15h e das 18h30 às 23h30
Aceita cartão de crédito 

ZÉ MARIA
O Festival Gastronômico da Pousada Zé Maria é um verdadeiro espetáculo aos olhos. Todas as quartas e sábados oferece um banquete com quase 50 opções de pratos coloridos e bem montados, que logo desperta o encantamento dos visitantes. É quando o empresário Zé Maria faz seu papel de anfitrião, convocando todos em volta da mesa para apresentar o cardápio servido na noite. O ritual desperta a curiosidade dos comensais, que logo atendem ao chamado para degustar. A lista de pratos é extensa, inclui iguarias como gratinado de frutos do mar, camarão ao creme de jerimum, lagosta caramelizada, barracuda na folha da bananeira, ostra ao vinho branco, siri mole ao leite de coco, paella e muitas outras sugestões coloridas. Os doces aparecem num segundo momento. Nesse tocante, cheesecakes, brownies, mousse de pitanga, brigadeiro, pudim de leite, entre outras guloseimas que surgem ao lado de licores variados. Convém fazer a reserva com antecedência, já que este é um dos eventos mais procurados da ilha. 

Pousada Zé Maria
Rua Nice Cordeiro, 01 - Floresta Velha
Fone: (81) 3619.1258
Funcionamento:  todas as quartas e sábados, a partir das 20:30h
www.pousadazemaria.com.br  

ACQUA MARINE 
O Acqua Marine é conhecido pelo seu tradicional peixe na telha, absolutamente o prato principal do lugar, instalado no também tradicional Hotel Dolphin. A receita original é antiga e vem de família, sofrendo poucas interferências feitas com a ajuda da própria autoria junto ao chef da casa, Fábio de Sanctis. Hoje, o peixe, para dois ou quatro, vem com um leve toque de dendê e legumes guarnecido por arroz branco e batata souté. O respeito ao prato é tão grande que as telhas onde é servido vêm de Tracunhaém, município do interior pernambucano, ícone na produção de elementos em barro. Apesar dessa referência, o cardápio da casa é bem variado. Já para entrada, as opções passeiam entre iscas de peixe, filezinho de agulha, conchas de frutos do mar e camarões. Para principal as pedidas são cremes, saladas, lagostas, moquecas, paella, camarões, peixes, carnes, aves e massas. No quesito sobremesa, o destaque vai para a criação com toque regional, o Danado de Bom. Trata-se de bananas empanadas cobertas com mel de engenho, paçoca e calda de chocolate. 

Restaurante Acqua Marine
Rodovia BR-363, s/n - Vila Vacaria
Funcionamento: segunda a sábado das 12h às 22h
Tel.: (81) 3619.1100
Aceita todos os cartões e cheque


BAR DO MEIO
Um dos bares mais descolados da ilha, com um visual marcante perfeito para apreciar o pôr do sol em frende ao Morro do Pico e uma simpática e aconchegante ambientação, com pegada ecológica voltada para a preservação do meio ambiente e sustentabilidade. Dentre os ritmos que embalam o lugar, que oferece um competente sistema de som, predomina o lounge, convidando para se tomar um espumante e bater papo com os amigos. No menu, permeiam pratos e petiscos leves e originais, onde se destacam os bem elaborados ceviches, além de grande variedade de drinks. A localização é um caso à parte, já que fica entre duas das mais badaladas praias de ilha: a Praia do Meio e a Praia da Conceição.

Bar do Meio
Estrada da Alamoa S/N
Fone: (81) 8503.1020
Funcionamento: de terça a domingo das 15h às 22h
Não aceita cartões de crédito 

BAR DO CACHORRO
Há mais de duas décadas este é o endereço mais procurado para curtir a noite na ilha, dançar forró, MPB, maracatu e outros ritmos num espaço generoso que pode abrigar até 200 pessoas. A cozinha é outro item que vem sendo aprimorando para receber bem para o almoço e o arrebatador pôr do sol. Como não poderia deixar de ser, prevalecem frutos do mar como peixe grelhado com castanha e camarões empanados, mas também há medalhões de filé, risoto de palmito e spaghetti italiano. Tudo isso, claro, pode vir acompanhado de drinks convidativos, a exemplo das caipiroscas de frutas variadas. Quem preferir pode investir em espumante, vinho ou mesmo cerveja. Com uma estrutura dessas é difícil imaginar que antes o lugar servia como um lava-jato. Hoje, ainda oferece lojinha com itens para presentes, boa música e gente de todas as partes do mundo. 

Bar do Cachorro
Praia do Cachorro S/N Vila dos Remédios
Fone: (81) 3619.1229
Funcionamento: segunda a sábado 11h às 3h da manhã
Aceita cheque e cartão de crédito 

O PICO
Comida, diversão e arte é o lema do Bar do Pico. Um canto feito para os encontros após a praia para tomar um bom espumante ou vinho, drinks ou cervejas geladas e se deliciar com um menu despretensioso com opções de tapas, risotos, sanduíches, saladas e sobremesas. O lugar conta ainda com uma galeria de arte com exposição de xilogravuras do mestre J. Borges, ícone da arte em Pernambuco, que criou desenhos exclusivos para a ilha, uma raridade. Além de tudo isso, lá é possível desfrutar de projeções ao ar livre, no cinema Mil Estrelas no Pico, que, aliás, é o único da ilha. Para finalizar, o visitante ainda pode comprar arte popular do estado e de outros cantos do Brasil, moda com assinatura de estilistas e semijoias de pedras brasileiras. 

O Pico 
Rua Nice Cordeiro, S/N, Bairro da Floresta Nova
Fone: (81) 3619.1377
Funcionamento: de quarta a segunda, das 13h à 1h

GINGA BAR 
Daqueles lugares para encontrar os amigos e jogar conversa fora. Tudo isso, claro, regado a entradinhas como o camarão empanado com toque de gengibre, baião de frutos do mar e outras opções práticas.  O clima informal prevalece em dias como a terça-feira, quando está garantida a programação pop-rock da ilha, sempre a partir das 21h. A investida é das sócias Hea Schin e Vera Bumagny, amigas de longa data, que trouxeram de São Paulo o sonho do negócio próprio num ambiente de pegada esportiva, com vários telões para a exibição de jogos. Hoje, a proposta é mais gastronômica com cardápio variado. Por lá, ceviche, saladas e costelinha suína frita. Filé de peixe grelhado com molho de moqueca de camarão, acompanhado por arroz de castanha e batata souté está entre os principais, mostrando que é possível comer bem no almoço e voltar à noite, nas terças, para curtir um som. 

Ginga Bar
Rua São Miguel s/n – Vila dos Remédios
Funcionamento: terça a domingo do meio-dia às 16h e das 19h às 23h (até 00h30 nas terças) 
Fone: (81) 3619.0461
Aceita cartão de crédito