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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

DIÁRIO DE BORDO: China para os fortes e seus vários destinos

Viajar pela China é experiência bruta e está longe de ser um passeio agradável. Começamos a nossa viagem por Xangai. Na China conhecemos alguns dos locais mais marcantes da viagem, mas também encaramos os dias mais cansativos. Essa foi minha segunda vez na China, mas a primeira vez em Xangai e no norte do país. Nesse roteiro planejamos três noites em Xangai, duas em Pingyao e duas em Xian em um ritmo bem mais acelerado do que o restante da viagem. Optamos por aproveitar ao máximo nossa semana na China para conhecer vários destinos, e terminamos a semana destroçados mudando o roteiro para tirar cinco dias de descanso em Bali. 

Apesar de ser um país fascinante, a China, em menor intensidade, me lembra a Índia e o Egito. Em todos esses destinos existem grandes tesouros da humanidade e experiências de viagem memoráveis, mas o caminho passa por ruas lotadas, cidades poluídas, banheiros imundos e a sensação de ter que estar sempre alerta para desviar dos oportunistas que perseguem turistas na rua. Também contribui a dificuldade de comunicação tanto com os locais que não falam inglês quanto pela internet, que tem vários sites, incluindo Google e Facebook, bloqueados pelo governo Chinês.


PASSADO E FUTURO EM XANGAI

Em Xangai a sensação é um pouco diferente. Tivemos o azar de estar lá justamente em um feriado nacional e enfrentamos multidões de turistas chineses pelas ruas da cidade. Apesar disso, Xangai é uma cidade moderna e bem aprazível para padrões Chineses. Aqui consegui até manter minha rotina de corridas matinais pelo famoso Bund, o calçadão que beira o rio e tem vista para o skyline de prédios modernos do bairro de Pudong. Enquanto os edifícios modernos brilham do lado de lá do rio, na avenida do Bund estão alguns dos edifícios históricos mais interessantes da cidade. A maioria parece ter saídos de Londres ou Chicago. Hoje são sedes de bancos, prédios do governo e hotéis de luxo, mas no passado já foram as sedes das empresas que movimentavam o porto de Xangai, que ficava bem ali no Bund. Também me impressionou na cidade o centro histórico com belos edifícios, praças e templos com centenas de anos de história. Xangai também é um dos melhores lugares para comer na China e a variedade de comidas de rua e restaurantes no estilo bandejão já possibilita uma boa experiência da gastronomia local. Para paladares mais refinados, existe em Xangai uma dezena de excelentes restaurantes; muitos deles no alto de prédios com vista para o Bund. Difícil aqui é evitar a muvuca. Caminhar pelo calçadão de Pudong à noite é quase como encarar Copacabana no ano novo. Com turistas vindos do interior da China, ocidentais chamam a atenção e o assédio de chineses querendo tirar fotos conosco faria a alegria de qualquer ex-Big Brother. Tiramos fotos com dezenas de adolescentes e senhoras. Todas sempre sorridentes, se aproximavam com muito respeito elogiando os cabelos cacheados da Ana. Os homens tiram fotos de longe e raramente se aproximam. 





A HISTÓRICA PINGYAO


Nossa próxima parada na China foi a pitoresca cidade de Pingyao. Patrimônio da humanidade, a cidade sobreviveu quase intacta à modernização de gosto duvidoso promovida pelo governo comunista após a revolução. Pingyao ainda conserva sua muralha medieval e mais de 4 mil casas que datam da dinastia Qing do século XVII. Para chegar lá tínhamos que voar duas horas e meia até uma cidade chamada Taiyuan e de lá pegar um trem. No trajeto foram fortes emoções. Fomos de metrô até o aeroporto doméstico de Xangai, e, sem informação do terminal de embarque, descemos no terminal errado. Até chegarmos no local certo de embarque faltavam apenas 35 minutos para a saída do nosso voo. Fomos os últimos a embarcar com o check in encerrando. Na correria, não consegui sacar dinheiro e fomos para o Norte com os poucos Yuan que sobravam no meu bolso. Chegando ao aeroporto de Taiyuan fomos assediados por pseudo taxistas e guias que queriam nos levar de carro direto a Pingyao. No balcão de informações turísticas, com a ajuda das simpáticas atendentes, que não falavam inglês, fomos colocados em um ônibus rumo à estação de trem. Taiyuan é exemplo vivo do milagre econômico da China. Estão construindo por lá centenas de torres residenciais de mais de trinta andares com o exato mesmo projeto arquitetônico. Algumas levam nomes chamativos em inglês como “The Elegance”, mas estão sendo construídas em frente a fábricas fumacentas. A cidade de Taiyuan parecia um enorme canteiro de obras e a estação de trens recém-inaugurada é impressionante. Apesar de ultramoderna, não tem caixas eletrônicos ligados à rede internacional. Ficamos aliviados quando descobrimos que o preço de duas passagens para Pingyao daria justo com os trocados que me restavam no bolso, deixando uma sobra para um taxi bem negociado em nossa chegada. Comprar a passagem foi outra função. As máquinas modernas de venda de bilhete têm opção de venda em inglês, mas ainda é impossível comprar uma passagem sem passar uma identidade chinesa pelo escâner da máquina. Éramos os únicos estrangeiros naquela estação imensa e nos custou até encontrar um guichê aberto com um humano disposto a vender uma passagem. Depois de tanta turbulência fomos agraciados com a descoberta de que em 2014 a China construiu uma nova linha de trens bala na região e o tempo de viagem à Pingyao hoje é apenas 40 minutos. 


Nossa chegada à Pingyao não foi nada glamorosa. A nova estação foi construída em uma região rural cercada de plantações de milho e fábricas sinistras, com suas chaminés expelindo nuvens de fumaça preta. Barganhamos o taxi e seguimos para a cidade antiga. Fomos deixados em um dos portões de onde teríamos que caminhar até a nossa pousada. Tínhamos reservado um hotel tradicional em um dos casarões antigos e eu já previa que encontra-lo no labirinto de vielas não seria tarefa fácil. Mesmo perdidos na multidão, ficamos felizes com o visual com que nos deparamos na primeira rua dentro da cidade murada. Lanternas vermelhas no estilo chinês antigo iluminavam casarões históricos em ruas lotadas de barracas com vendedores de rua. Era a imagem da China tradicional que eu sonhava em conhecer. Decidi entrar na primeira pousada e mostrar a nossa reserva com o nome do hotel em mandarim. Um rapaz simpático com sua filha pequena, mesmo não falando inglês, nos levou até a porta da pousada que ficava duas vielas depois. 



A pousada, apesar de bem simples, ficava em um casarão antigo maravilhoso com várias pequenas casinhas no jardim que serviam de quartos. Ao entrar em nosso quarto vimos que a experiência seria realmente autêntica. A cama de madeira tradicional tinha um colchão bem fino e duro de palha, e o quarto inteiro não parecia ter mais que 6 metros quadrados. Tínhamos um banheiro privativo com uma “luxuosa” privada ocidental. O espaço no banheiro era reduzido mas ficamos felizes com um banho antes de sair para a rua. Passamos dois dias intensos em Pingyao desbravando vielas e casarões. No dia seguinte consegui finalmente sacar dinheiro no único caixa eletrônico da cidade que estava conectado à rede internacional. Mesmo com dólares e euros, trocar o dinheiro por moeda local é tarefa difícil. O governo regula todas as atividades de cambio, então não existem casas de câmbio fora dos principais centros e aeroportos. Com dinheiro no bolso, nos esbaldamos com a deliciosa comida local. A especialidade é o Pingyao Beef, que combina pedaços de carne bovina cozidos em um molho doce com legumes. Outro ponto curioso de Pingyao é que aqui foram fundados os primeiros bancos da China há mais de duzentos anos. A riqueza arquitetônica e a belíssima muralha valem uma visita de pelo menos dois dias. 

OS GUERREIROS DE XIAN


Nosso próximo e último destino na China seria Xian, onde pretendíamos visitar os famosos guerreiros de Terracota. Xian, além de ter os guerreiros, é uma cidade muito interessante para experimentar de forma mais autêntica a vida na China. Apesar de ainda ter uma muralha preservada que circunda o centro, Xian hoje é mais uma grande metrópole da China. Muito do patrimônio histórico foi destruído na modernização da cidade, mas ainda há muita riqueza cultural. Uma das principais atrações da cidade é o mercado da comunidade chinesa muçulmana que vive em Xian desde o tempo da rota da seda. Visitar o mercado noturno que acontece na rua principal do bairro foi uma das experiências mais caóticas e divertidas que tivemos em toda a viagem. A comida é completamente diferente do resto da China. Comemos batatas assadas com uma dúzia de especiarias e um delicioso sanduiche de cordeiro com molho não identificado. O cordeiro era cozido em caldeirões enormes no meio da rua. Também é tradicional do bairro tomar uma sopa com um pão que parece uma versão mais rustica do pão pita libanês. Bem massudo, ele deve ser picado pelo próprio cliente e colocado dentro de uma cumbuca onde a sopa é servida. Sugiro seguir as instruções do vendedor e deixar o pão bem picadinho. Se ele achar que você fez o trabalho mal feito não vai titubear em meter a mão no seu pão e demonstrar como deve ser feito. Os padrões de higiene na China são bem diferentes do nosso.

No dia seguinte fomos conhecer os famosos guerreiros de Terracota. A peregrinação até o mausoléu do imperador, que fica em uma região remota da periferia, incluía decifrar dois ônibus. O primeiro até que foi fácil, já o segundo saía da estação central de Xian, que para variar, era um caos humano difícil de navegar. Chegamos sãos e salvos no mausoléu perto do meio dia. Apesar da região próxima estar repleta de fábricas fedorentas, o governo fez um bom trabalho transformando uma área bem grande ao redor das escavações em parque nacional. A estrutura do parque é excelente. Felizmente o feriado chinês já tinha acabado e conseguimos visitar tudo sem grandes apertos. O complexo possui três tumbas, sendo a primeira a mais impressionante com milhares de guerreiros em tamanho natural, cada um com uma feição e detalhes da vestimenta única. Sem dúvidas a visita vale todo o esforço. 




Outro passeio bacana na cidade é alugar uma bicicleta para dar a volta completa em torno da enorme muralha que circunda o centro. A vista lá de cima é incrível e as calçadas largas tornam o passeio a pé ou de bicicleta bem tranquilo. Terminamos nossa semana na China apreciando o último pôr do sol na névoa de poluição do alto da muralha de Xian. Estávamos exaustos, mas felizes com a experiência. Visitar a China é para os fortes, e minha maior recomendação é não tentar desbravar todas as principais cidades desse enorme país em uma só viagem. 





DICA IMPORTANTE: Vale fazer o roteiro com mais calma intercalando alguns pontos de descanso e investir um pouco mais em hospedagem, principalmente na localização, para evitar grandes deslocamentos em transporte público. Voltar para um quarto fresco e confortável é sempre acolhedor. 

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

DESTINO: Uma aventura pelos Balcãs, da Croácia até a Sérvia

Palco recente de um dos piores conflitos da atualidade a região dos Balcãs se abre novamente aos turistas em um roteiro que combina paisagens maravilhosas e experiências inesquecíveis.

Comecei minha cruzada pelos Balcãs inesperadamente por Dubrovnik no sul da Croácia. Por conta de problemas com o visto Sérvio tive que entrar pela Croácia e resolver minha situação na embaixada em Podegorica, capital de Montenegro, antes de entrar na Sérvia. Os transtornos da viagem foram rapidamente compensados pela beleza da cidade. Dubrovnik é seguramente uma das cidades mais bonitas que eu já estive. Toda fortificada e localizada na beira do mar esmeralda croata a cidade guarda uma aula de história em suas vielas medievais. Dar a volta na antiga muralha é um dos grandes atrativos da cidade e é difícil fazer o percurso sem tirar uma centena de fotos. No final da tarde a melhor pedida é subir de teleférico para a parte mais alta da cidade onde fica as ruínas de uma antiga fortaleza hoje símbolo da resistência da cidade no bombardeio de 1991. Além das marcas da guerra o forte tem hoje uma exposição interessante sobre os dias de guerra. O tom da apresentação expondo a versão croata dos fatos mostra como as feridas da guerra recente continuam abertas. Aproveite a vista maravilhosa do local e o por do sol no mar com a cidade antiga de fundo.
De Dubrovnik segui em carro rumo ao sul a Montenegro. Para quem vêm da Croácia as paisagens mais incríveis da costa de Montenegro estão próximas a fronteira. O litoral abre como um fiorde ao sul do país revelando praias maravilhosas e cidades históricas pitorescas. A primeira delas é Perast que além de um vilarejo medieval bem preservado tem duas pequenas ilhas com antigos mosteiros. A vista do alto da torre da igreja é maravilhosa e o passeio fica completo com um almoço de frutos do mar a beira mar. Seguindo pela estrada a próxima cidade que vale uma visita com pernoite é Kotor. Aqui encontrei uns amigos e com a ajuda de uma agencia de viagens na praça principal alugamos um apartamento dentro da cidade antiga. Kotor tem como atrativo além da vila medieval cercada por muros uma fortaleza militar que sobe 2 km morro acima dando a cidade uma linha extra de muralha. A subida até a fortaleza é dura e tem que ser feita no final da tarde com o sol mais baixo. O esforço é compensado com o visual maravilhoso da cidade e do Fiorde. À noite Kotor ferve no verão com vários pequenos bares em suas ruelas e becos.

No dia seguinte seguimos viagem pela costa de Montenegro até Budva que seria nossa base para explorar a costa desse belo país. Budva tem um bonito centro histórico também com sua cidade murada, mas predomina no cenário a cidade moderna e a praia de Becici com bons resorts para quem quer curtir uns dias de praia no mar Adriático. O balneário é bastante turístico com grande parte dos turistas vindo da Sérvia para passar o verão. Por conta disso a cidade tem uma vida noturna interessante, mas já foi bem descaracterizada pelo turismo de massa. 

Após alguns dias de praia curtindo o belo litoral Montenegrino subimos a serra rumo à fronteira com a Sérvia. O trajeto até Belgrado não é longo em distancia (cerca de 500 km), mas as pequenas estradas que atravessam as montanhas tornam a viagem lenta e demorada. O visual no caminho é espetacular principalmente cruzando as altas montanhas que dividem os dois países. Se prepare para encarar uma fila de até 4 horas para passar pela imigração Sérvia. Doze horas depois que deixamos Budva chegávamos ao povoado de Guca no interior da Sérvia onde ficaríamos alguns dias para o tradicional festival de trompetas que acontece todos os anos em Agosto. Por uma semana bandas de
trompetas de todo o país e até internacionais vem a esse pequeno vilarejo competir no festival.
A festa reúne milhares de pessoas que transformam Guca em uma versão Sérvia do Festival de Woodstock com pessoas acampando em todo o espaço disponível nos pastos ao redor da cidade. Através da agencia oficial do evento (guca.com) nos hospedamos em uma casa de uma família local que logo nos recebeu com uma tradicional dose de Raki e o café forte no estilo turco. As ruas estavam lotadas de barracas que vendiam o tradicional porco e carneiro no rolete, bandeiras e camisetas nacionalistas Servias e todo o tipo de souvenir da festa. Por todos os lados bandas desfilavam tocando para qualquer grupo que abanasse alguma nota de Dinar Sérvio. A folia se concentra na arena onde as bandas que estão competindo se apresentam, na rua principal da cidade vários bares e restaurantes ficam lotados. Outro ponto de concentração é a praça da vitória que tem uma estátua de um trompetista. Como manda a tradição todos escalam a estátua para tirar uma foto de preferência abanando a bandeira Sérvia. Para curtir bem o festival apreenda duas palavras essenciais em Sérvio: Pivo (cerveja em Sérvio) vai ser usada ao longo de toda a tarde e a noite, e Voda (água em Sérvio) será essencial para a sua sobrevivência na manhã seguinte.

Depois da minha primeira noite fui desesperado por uma água logo que acordei e os sinais que fiz me renderam uma “Pivô” quente logo de manhã. Outra dica fundamental é que vegetarianos devem passar longe de Guca. As refeições variam de porco e carneiro à kebabs e linguiças. O único vegetal que passou pelos nossos pratos quando alguém pediu uma salada foi um pouco de repolho. Eu presenciei o desespero de um casal holandês que com muito custo conseguiu em uma das barracas que o churrasqueiro prepara-se um peito de frango grelhado que antes de ir para dentro do pão foi batizado com o molhinho do leitão assado. Curta a música e a alegria das ruas com os simpáticos locais. São poucos os estrangeiros que chegam a Guca então é comum que os locais ofereçam Raki ou Pivo aos turistas em gesto de confraternização.
Terminado o fim de semana de festa seguimos para Belgrado. A hoje alegre capital da Sérvia é testemunha da história de muitas guerras envolvendo o país. Da fortaleza medieval que marca seu centro históricos aos prédios em ruínas bombardeados pela Otan em 98 a cidade pode ser facilmente conhecida a pé. Além dos atrativos diurnos Belgrado guarda o melhor para a noite. Com o tamanho de Campinas Belgrado surpreende com uma vida noturna de dar inveja a qualquer metrópole. No verão grande parte dos restaurantes, bares e casas noturnas se concentram na beira do Rio Danúbio em balsas flutuantes.

Comece com um jantar na cidade histórica de Zenum que fica a 18 km de Belgrado e foi no passado o limite do império Austro-Hungaro enquanto Belgrado estava sob o domínio Otomano. A cidade histórica bem preservada tem ótimos restaurantes à beira do rio. Depois da meia noite siga para as balsas em frente ao antigo Hotel Iugoslavia que fica nas proximidades. Invista em uma visita ao Blay Watch que mistura música pop internacional com shows de cantores Sérvios que empolgam os locais. Por conta da vida noturna vale ficar na cidade pelo menos quatro dias. Procure pelo Hotel Mr President, um excelente hotel butique com ótimo custo benefício. Além dos quartos confortáveis o hotel oferece internet, jantar e ligações internacionais grátis.

Terminamos nossa aventura nos Balcãs em Belgrado com a certeza que voltaríamos para conhecer a Bósnia, Macêdonia e o restante da Croácia. Seguramente a região tem assunto para meses de viagem e muitas matérias.

Texto e fotos: Fernando Russo
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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

DESTINO: América do Sul sobre rodas - Com um pé na estrada e muitas histórias para contar

Se viajar é viver, então por que não viver viajando? Foi com esse pensamento que decidimos iniciar nossas aventuras pelo mundo! Nós sempre tivemos vontade de conhecer mais a cultura dos nossos hermanos, sua gastronomia e as belas paisagens do sul do continente. Por isso, quando surgiu a ideia dessa temporada de viagens internacionais, concluímos que explorar a América do Sul, passando por Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Equador e Colômbia, poderia ser uma grande experiência e um novo passo para nós.

Como não teríamos orçamento para levar uma equipe conosco, o jeito era encarar sozinhos a missão de gravar dez episódios para a televisão brasileira. Isso nos obrigaria a fazer o trabalho de pelo menos oito pessoas, além de nos desdobrarmos para cruzar os 21 mil quilômetros no continente! A preparação para enfrentar o novo desafio foi de apenas 3 meses, já que queríamos aproveitar a chegada do verão no Hemisfério Sul. Nesse curto espaço de tempo, fizemos a pré-produção de tudo que precisaríamos e fomos obrigados a estipular um cronograma de gravação apertado para cumprir. O roteiro foi planejado em cima das pautas escolhidas em cada país, e a definição da rota foi fundamental para ganharmos as estradas! A verdade é que a gente não tinha a menor ideia do que ia encontrar pela frente.

No decorrer dos 180 dias consecutivos, ajudamos a escavar um dinossauro de 90 milhões de anos, escalamos um dos vulcões mais ativos da América do Sul, visitamos povos que vivem em ilhas flutuantes no Lago Titicaca, praias paradisíacas no Pacífico, geleiras, florestas e muito mais! Foi uma viagem extraordinária, e por termos apenas um ao outro para contar e compartilhar tantas descobertas, nossa relação como casal ficou ainda mais fortalecida.

Como nem tudo são flores, imprevistos acontecem. Mesmo com tudo planejado, nós passamos por algumas situações complicadas, como quando acabamos com as pastilhas dos freios na descida da Cordilheira dos Andes e ficamos atolados com o motorhome em uma estrada de cinzas vulcânicas na Argentina.
Conheça alguns trechos história.

PORQUE AMÉRICA DO SUL

Nós já havíamos realizado uma primeira expedição voando em um monomotor pelo Brasil e queríamos expandir nossas fronteiras e conhecer mais do sul do continente. Foi então que pensamos em fazer uma grande viagem pelos países da América do Sul e gravar a segunda temporada da série para a TV Globo. Nós tivemos apenas três meses de pré-produção e planejamento, foi tudo muito rápido, mas conseguimos fazer toda a pesquisa das pautas, entrar em contato com os entrevistados e definir a nossa rota.

POR VEZES OS ASSUNTOS NOS ESCOLHEM

Nós fizemos uma grande pesquisa sobre os temas interessantes que poderíamos abordar em cada país e região. Tentávamos sempre encontrar duas pautas por país para diversificar os assuntos e diminuir o tempo de deslocamento de uma locação a outra. Mas muita coisa interessante que surgia na rota também virava pauta, como, por exemplo, os bosques petrificados de Sarmiento, com árvores de 65 milhões de anos!





APRENDENDO E LIDANDO COM DIFICULDADES

A primeira dificuldade foi o idioma espanhol, pois saímos daqui falando um "portunhol" improvisado. Fomos, a cada dia, nos aprimorando na língua e no final da expedição estávamos supercontentes por termos conseguido aprender a falar fluentemente o espanhol. A outra dificuldade que tínhamos no decorrer da viagem, era de encontrar campings para pernoitar com o motorhome em algumas localidades não tão turísticas. A América do Sul ainda não tem tanta infraestrutura para este tipo de turismo, mas isso tem um lado bom. A experiência acaba sendo mais íntima e selvagem em diversos lugares, já que essas regiões foram menos exploradas.

DEPOIS DO ESFORÇO, A RECOMPENSA 

Uma das experiências mais marcantes que tivemos durante a viagem, foi quando escalamos o Vulcão Villarrica, na cidade de Pucón, no Chile. Esse é um dos vulcões mais ativos da América do Sul e foram cinco horas caminhando para chegar até o topo da cratera. Este foi o maior exemplo de superação que nós tivemos de passar durante a viagem. Ao longo do percurso, quase desistimos por diversas vezes, pois o trajeto realmente exige muito preparo. Apesar de todo o cansaço, e com muito esforço, conseguimos completar a missão e chegar ao cume do imponente vulcão.



LAR, DOCE LAR POR ONDE FOR

Nossa primeira viagem de motorhome foi pela Nova Zelândia e foi uma experiência inesquecível. O motorhome é ao mesmo tempo o meio de transporte, o “hotel” e o restaurante, já que ele reúne todas as necessidades básicas de uma viagem. Você escolhe onde irá dormir, almoçar e jantar e, por vezes, os lugares podem ser bem pitorescos e fora do circuito turístico. Esse estilo de viagem mudou o nosso conceito de turismo e de vida. Durante a expedição percebemos como algumas “necessidades” de uma cidade grande se tornam desnecessárias no dia a dia e nós aprendemos a viver com muito menos do que o habitual.

AR, TERRA...EM BREVE MAR

Depois de voar pelo céus do Brasil e cruzar as estradas da América do Sul por terra, é hora de desbravar o mar! Já estamos trabalhando no planejamento da terceira temporada da série para fecharmos a trilogia: ar, terra e mar. 


VAI. SONHOS SE REALIZAM NO MOVIMENTO

Uma dica muito importante é definir a data de partida, parece que quando definimos uma meta, as coisas convergem para a realização do objetivo. Uma segunda dica que sempre damos, é não desistir dos seus sonhos. Às vezes pode demorar, pode parecer muito difícil, mas com força de vontade e dedicação as coisas acontecem.

LER TAMBÉM É VIAJAR

Enfim, são tantas aventuras que, além da série na TV, resolvemos lançar o livro "América do Sul Sobre Rodas", onde mostramos nossas dicas da viagem, o roteiro completo que percorremos, as histórias inéditas e as diversas fotos dessa incrível jornada que fizemos pelo sul do continente. 


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

DIÁRIO DE BORDO: Dallas beyond the "buyers club"

Durante viagem para o Canadá fiz uma escala em Dallas. Naquela oportunidade tive menos de 24 horas para "conhecê-la", mas suas características me deixaram com aquela vontade de "quero mais"!  O aeroporto fica na pequena cidade de Fort Worth a cerca de 40 minutos de distância, mas não subestimem: trata-se do hub da empresa aérea American Airlines, e surpreende pelo tamanho e variedade de lojas. Sem dúvida é daqueles aeroportos que - no retorno - gostamos de chegar com alguma antecedência para um "last look"! Por fim, fui impactado pelo banner a seguir com a imagem que bem caracteriza o Texas no imaginário coletivo: terra de pastos, gados e cowboys!



Era agosto, no auge do verão texano! Segui então para o hotel, localizado no centro da cidade. No caminho passei por Adisson - que acolhe muitas industrias e escritórios corporativos. Alguns shoppings gigantescos com grandes marcas podem ser avistados a beira da rodovia principal, dentre os quais o “Galleria". Os galpões se fundem aos viadutos e, ao longe, surgem esboços de arranha céus e torres. Hospedei-me (e super indico) no charmoso Joule Hotel (www.thejouledallas.com) onde, logo na entrada, me deparei com a imensa escultura de um globo ocular no páteo.


Escultura “Big Eye” do artista Tony Tasset, com seus 30 metros de altura, tridimensional.
As ruas me lembraram “Gastown”, em Vancouver, num mix interessante de construções ultra modernas e redutos pitorescos que remetem a época da fundação da cidade (cerca 1841). Muitas praças, restaurantes e bares, em sua maioria especializados na culinária mexicana. Aliás, fica a dica aos que não gostam de pimenta e condimentos! Cervejas artesanais e drinks exclusivos podem ser saboreados a cada esquina.




O centro divide-se em regiões estratégicas: área financeira, igrejas e templos religiosos, prédios comerciais e um reduto especial chamado “Art District”, onde ficam os museus e muitas, mas muitas esculturas espalhadas por toda parte! Aos que curtem museus indico o Centro Nasher de esculturas e o “Dallas Contemporary”. Grafites inspiradores ocupam grandes murais e fachadas dos edifícios. Na paisagem externa, chama a atenção uma serie de gigantes metálicos em várias posições de um único personagem, o “Travelling Man”, criação de Brad Oldham. A seguir, alguns registros do simpático conterrâneo.





Atrás apenas de Houston e San Antonio, Dallas desponta como a terceira maior cidade do Texas, com mais de 6 milhões de habitantes. Cenário do trágico assassinato do presidente americano John F. Kennedy em 1963, a região do Dealey Plaza ainda e bastante visitada. Vidros espelhados dominam a fachada dos edifícios que geralmente trazem lojas ou pequenos “Malls" nos andares térreos. A cada reflexo… uma boa surpresa!




Encantos turísticos a parte, o meu alvo estava nas lojas de decoração e design, muito bem representadas ao longo da imponente McKinney Avenue com a presença de grandes nomes e marcas como Johathan Adler, Crate&Barrel, 4510 e Apple. A seguir compartilho algumas fotos que fiz no interior dessas lojas que ditam tendências. Dallas não e uma cidade estruturada para se andar a pé, mas num lapso de distração confesso ter caminhado cerca de 3 km por essa avenida com tantas possibilidades! 

Minha estada foi de apenas 5 dias, o suficiente para conhecer os principais pontos de interesse. Sem dúvida temos aqui uma alternativa tranquila, recheada de cultura, bem mais barata que outras localidades americanas e que oferece a mesma infraestrutura em termos de hospedagem, comércio e gastronomia. Essa viagem jamais poderia ser encerrada sem a subida no topo da "Reunion Tower”, de onde registrei um dos “skylines” mais impressionantes que já vi, emoldurado pelo pôr do sol. Moradores agradáveis, solícitos e muito bem humorados te aguardam nesse destino, sem dúvida, surpreendente! Até a próxima parada!

terça-feira, 18 de julho de 2017

AVENTURA: Aprendendo kung fu na Tailândia


Antes de janeiro, minha única experiência com artes marciais tinha sido boxe na adolescência. Uma tentativa, na época, de tentar a sorte em algum esporte que não envolvesse uma bola e me ajudasse a perder alguns quilos. Já a minha esposa, Anaisa, tinha alguns anos de balé e um curso básico de Yôga. Foi assim que chegamos a um retiro de Kung Fu de um mês nas montanhas do Norte da Tailândia. Nossa intenção era fazer um detox, colocar nossos corpos para trabalhar e deixar nossas mentes descansar. 

Chegamos a cidade de Pai em um teco-teco de 10 passageiros vindos de Chiang Mai. Apesar do Kung Fu Shaolin ter suas origens nos templos da China, mestre Iain Armstrong escolheu Pai para montar uma filial do clube do Kung Fu Nam Yang, que tem sede em Cingapura. Pai fica no final da cadeia dos Himalaias e por isso recebe o ar puro vindo das montanhas, que é a base da energia do Kung Fu. A proposta do retiro é receber alunos de todos os níveis que queiram passar por um treinamento intensivo de Kung Fu e conhecer a filosofia de vida que sustenta tal arte marcial. Diferente de outras artes marciais que tem suas regras adaptadas ao esporte, o Kung Fu no formato tradicional é usado somente como último recurso. 

Logo pela manhã nosso dia começava com o Chi Kung, uma técnica chinesa milenar para recarregar o corpo com a energia universal conhecida como Chi. Misto de alongamento com meditação, o Chi Kung era feito diariamente ao nascer do sol, com uma vista espetacular das montanhas. Na sequência, treinávamos as rotinas do Shuang Yang, semelhante ao Tai Chi Chuan, que tem o objetivo de ajudar os alunos a incorporar os movimentos básicos do Kung Fu de forma relaxada e em flow. No intervalo da manhã tomávamos chá com o mestre e entrávamos a fundo na filosofia do Kung Fu. À tarde o treino ia se intensificando para técnicas de combate com armas e treinos físicos acompanhados de muito alongamento. Nas refeições, comíamos uma dieta balanceada de alimentos orgânicos com ervas medicinais chinesas. 

Como um bom amador, cheguei ansioso para aprender a chutar, já que achava que nos chutes e socos eu já conseguia me virar com a minha base do boxe. Logo descobri que antes de chegar nos chutes eu teria que reaprender a andar, respirar e, principalmente, relaxar. Os anos de musculação e tensão no trabalho tinham me deixado com os ombros duros, e no Kung Fu a flexibilidade e relaxamento total da musculatura são essenciais para se defender e atacar com rapidez e força. A primeira e grande lição que tivemos sobre Kung Fu é que sem relaxar não conseguimos lutar. No ocidente temos a crença de que estarmos sempre super ocupados faz parte da rotina de trabalho e o estresse pode ser aliviado em nossos horários livres. Na realidade, assim como no Kung Fu, o estresse bloqueia nossa capacidade de atacar nossos problemas com rapidez e criatividade. Acho que ouvi a palavra “relax” centenas de vezes dos instrutores sempre que eu me atrapalhava em alguma rotina. 

Outro desafio foi entrar no flow do Kung Fu. Diferente da minha experiência com boxe e da forma como apreendemos no ocidente, não existe uma receita precisa a ser seguida de como se defender ou atacar no Kung Fu. O lutador eficiente entra na luta com a mente aberta e consegue responder aos golpes usando a força do oponente contra ele próprio. No Kung Fu, a força dos músculos não é importante e pode atrapalhar a flexibilidade de ligamentos e tendões usados de forma rápida e precisa para iniciar sequências de golpes que dependem exclusivamente de como se movimenta o adversário. O lutador que planeja sua sequência de golpes não consegue se defender com rapidez e eficiência. Toda a filosofia do Kung Fu deriva dos princípios do Tao de que não conseguimos controlar o ambiente e temos que nos adaptar à ordem natural das coisas, reagindo aos desafios que encontramos no caminho. O objetivo é entender o flow e usá-lo a nosso favor. 


Após a primeira semana de dores musculares, fomos nos adaptando ao treino e evoluindo com uma rapidez impressionante. Ajuda muito a filosofia do Kung Fu de não competição entre membros do clube. A ideia é que cada aluno se concentre em ser melhor hoje do que era ontem, canalizando a competição para um processo de evolução própria, respeitando o tempo de cada um. No Kung Fu não há faixa preta e objetivo final a ser alcançado. O que se espera do aluno é que ele comece e não desista. A evolução virá ao longo de toda a vida. Desde de criança aprendemos a competir com os outros e o resultado muitas vezes é frustrante. Queremos ser melhores que nossos colegas e um dia tão bons quanto o mestre. No Kung Fu aprendemos a desenvolver nosso próprio estilo, melhorando a cada dia. 

Partimos de Pai após um mês de Kung Fu com alguns quilos a menos e nos sentindo renovados pelos treinos e lições de vida. Decidimos tornar o Kung Fu parte da nossa rotina e incorporar o que aprendemos além da arte marcial. Mesmo com tantos países na lista de destinos a visitar, o plano é voltar para a Tailândia no ano que vem, quem sabe da próxima vez mais relaxado.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

DIÁRIO DE BORDO: Marrocos um país sedutor, colorido e harmonioso

Que o Marrocos é um destino incrível ninguém tem dúvida. Já vimos isso em revistas e programas de TV. Agora quando você está lá e confere de perto todo o encanto desse lugar a impressão é outra. Acompanhamos o diário de bordo do decorador de ambientes Newton Lima para sentir suas reais impressões (e dicas) e o resultado não poderia ser diferente. “Admirador das cores, fui para o Marrocos buscar novas inspirações e conhecer essa cultura encantadora”.

Casablanca é o centro financeiro e a principal porta de entrada no país. Já teve outro nome – Anfa – até meados de 1500. Sua arquitetura é simples e constitui de uma mistura de estilos, com predominância da cor branca e palmeiras espalhadas por toda a cidade. Destaco a maior Mesquita do pais – Hassan II, de onde tradicionalmente se ouvem as 5 chamadas diárias para oração. Dica de hospedagem: Sofitel Casablanca (ótima localização, com vista para a Mesquita).

A cidade de Rabat tem em seus monumentos e pontos turísticos uma grande atração quando pensamos no Marrocos: grandes construções com características medievais, afrescos e paisagismo típico do oriente médio.
É possível encontrar mercado de alimentos, peças de decoração e souvenires tradicionais. Tomar um chá marroquino no “Jardim Menara”, é imperdível! Dica de hospedagem: Hotel Mandarine (um pouco afastado, porém bastante característico)



Chefchaouen – Chamada de “A Cidade Azul”, fica ao norte quase na divisa com o sul da Espanha. Um ponto curioso é o povoado que foi pintado de azul pelos próprios moradores a cerca de apenas 20 anos, como parte de uma estratégia econômica para atrair o turismo e alavancar os recursos locais o que tornou a cidade num dos 5 destinos mais procurados por turistas no Marrocos. O vilarejo principal é composto de trilhas para se percorrer a pé onde lojas, moradores e visitantes disputam o estreito espaço de suas ruelas. Comer o tradicional Tagine nos restaurantes da Praça Outa Haman é uma ótima sugestão! Dica de hospedagem: Pousada Chez Aziz.





Volubilis & Meknes – Ruínas e registros históricos podem ser conferidos no sítio de Volubilis, na cidade de Moulay Idriss, onde aspectos evidentes da construção romana e incríveis mosaicos preservados recebem milhares de visitantes todos os anos. Já Meknes impressiona por sua estrutura imperial, com edificações históricas abertas ao público, como o Mausoleu do Cheikh El Kamel. É importante fazer uma visita guiada ao sítio arqueológico.
Os são vilarejos pequenos e a hospedagem pode ser em Fez.

Fez – Tudo o que se pensa em matéria de história e costumes locais pode ser conferido na cidade de Fez. A Medina (aglomerado urbano e comercial) é um verdadeiro labirinto, sendo de fundamental importância a companhia de um guia local durante a visitação. Cerâmicas de qualidade são encontradas. Tive a oportunidade de conhecer uma fábrica de mosaicos, onde acompanhei todo o processo – essencialmente manual - desde a concepção da argila até a montagem final e colagem das peças. Tingimento de couro, os famosos tapetes e artefatos em jade, amuletos... convivem lado a lado em meio a um caos encantador. No vestuário, predominam os Kaftans para mulheres e Djellabas para os homens, e o tradicional chapéu masculino – Barrete – representa a adesão dos usuários a fraternidade.

Vale um jantar no restaurante Al Fassia, mas não esqueça de fazer reserva.
Dica de hospedagem: Hotel Riad Palais (vista incrível da cidade)



Marrakech – é cidade mais famosa e por consequência mais procurada do Marrocos. Os edifícios podem ter no máximo 4 andares e, a exemplo de da cidade azul de Chefchauoen, lá todas as construções são pintadas na cor terracota. O Souq (mercado de variedades) junto da praça Djemaa são os pontos turísticos mais procurados – ao contrário dos artefatos encontrados em Fez, há muita coisa de origem chinesa, com preços e possibilidades alternadas. Dica de hospedagem: Hotel Mamounia. Não deixem de conhecer as instalações que são belíssimas!

DICAS PARA QUEM QUER CONHECER O PAÍS

É fundamental ter um guia nas cidades de Fez e Marrakech pelas complexidades logísticas;

. Negociar é preciso! Por fim, desista da compra e saia da loja – o vendedor irá atrás de você com uma contraproposta atrativa;


. Observe atentamente as possibilidades na mistura de cores e padrões: acabamentos e estampas aparentemente opostos podem assegurar identidade ao seu projeto;

. Os itens de qualidade superior estão em Fez: artefatos em cerâmica cinza (GrayClay) são, inclusive, os mais resistentes para viagem;

. Itens de maior volume podem ser despachados diretamente pelas lojas até sua casa, mas vale um estudo prévio em torno do valor do frete e impostos;

. É um povo gentil. Se quiser agradecer no idioma, diga: Shukran.