sexta-feira, 30 de agosto de 2013

ENTREVISTA: Kiko Pissolato, o motorista Maciel em "Amor à Vida", fala sobre sua trajetória, sonhos e dia-a-dia

Pés no chão, cabeça nos sonhos. Assim a gente pode definir o ator Kiko Pissolato. De passos firmes e honestos ele vem galgando cada vez mais espaço na arte de atuar e papeis de destaque na TV. Kiko é do tipo família, do tipo que não se deslumbra com fama, mas sabe que ela pode acontecer e está preparado para encará-la. Na pele do motorista-cúmplice do personagem Félix de Amor à Vida, Kiko fala sobre sua trajetória, sonhos e dia-a-dia.

Você saiu do interior pra estudar educação física, acabou se apaixonando pelo mundo das artes e se tornou ator. Como se deu essa mudança de rumo? Essa mudança começou quando sai de Cosmópolis em 1998 pra fazer faculdade. Na época eu passei na Unicamp e na USP e preferi São Paulo, justamente para poder viver outra realidade. Cheguei com 17 anos em São Paulo e um mundo novo se abriu para mim. Penso que devemos sempre buscar desafios em nossa vida pra conseguirmos crescer. Não podemos nos dar por satisfeito nunca. Me formei Bacharel em Esporte e depois voltei pra fazer cursinho em Cosmópolis e tentar outra faculdade, pois sabia que meu caminho não era aquele. Foi quando pude meditar sobre minha vida e decidi fazer teatro. Então voltei pra São Paulo para estudar. Fiz escola de teatro e alguns cursos, mas o mais importante foi o estudo individual que fiz, através da pesquisa e da leitura. Li muito, vi filmes, fui ao teatro, a museus e investiguei o ser humano e o mundo. E acho que nunca vou parar de estudar. Foi um chamado. Desde criança eu tinha essa vontade, mas em Cosmópolis não tinha onde colocar isso pra fora. Na minha época não tínhamos teatro na cidade, nem cinema, nem museus... Fiz piano e participei do coral da escola que era onde dava pra colocar meu lado artístico pra fora, além dos filmes que fazia com primos e irmãos. Mas foi só com 22 anos, já formado, que eu decidi largar tudo o que tinha construído até então e arriscar-me nessa nova profissão. Mas o amor à arte é que me interessou e não a fama ou dinheiro. Tenho 10 anos de carreira e passei por muitas dificuldades. Tive de fazer diferentes trabalhos enquanto fazia teatro. Fui professor, palestrante, vendedor, garçom, segurança... Ser artista é vocação e ralação.


E como foi até chegar à  Globo e no horário nobre? Tudo isso te assustou de alguma forma? Minha carreira era dividida com meus outros trabalhos de onde tirava meu sustento e procurei fazer o máximo pra correr atrás do prejuízo de ter começado tardiamente. Fiz teatro, novelas e séries na internet, curtas, médias... Testes e mais testes de publicidade e cinema. Dai veio, em 2007, a oportunidade de fazer meu primeiro teste na Globo. Era pra "Cobras e Lagartos". Lembro-me muito bem de toda a expectativa que isso gerou em mim. Fui pro Rio de ônibus, sem grana, peguei uma van até o Projac e fiz o teste. Confesso que mandei muito bem, mas não era minha hora. Voltei e foquei ainda mais em fazer teatro. Até 2007 eu havia ensaiado muitas peças, porém, entrado em cartaz com apenas uma. Foi quando tive a oportunidade de, no SESI de São Paulo, fazer a peça "Tristão e Isolda". Fiz mais de 140 apresentações e foi minha formatura no teatro. Estava pronto pra encarar os palcos. 

Depois fiz mais duas peças e veio o convite pra ingressar na Oficina de atores da Globo. Então veio a tão sonhada estreia na Globo. Foi em “Cama de Gato”, fazendo uma participação de dois capítulos onde fazia um capanga que jogava o namorado da vilã da escada e dava uma “prensa” nele. Foi legal começar com uma participação pequena pra conhecer o ambiente. Depois fiz "Força Tarefa", um policial que perseguia o protagonista pelas ruas. E, o bacana foi fazer cenas de ação. Aí veio "Na Forma da Lei" onde fiz um dos personagens centrais do episódio. Um personal trainer que junto com a amante matava o marido dela. Foi um trabalho que me exigiu mais em termos de atuação. Em seguida veio o convite pra entrar em "Insensato Coração" para viver um comparsa do vilão, foi muito legal, pois foi minha primeira vez no horário nobre, dai veio o Jair de "Avenida Brasil" e agora o Maciel de "Amor à Vida". Não foi de uma hora pra outra. A vida me preparou. Portanto não tem sustos.

Mesmo tendo passado por tantos projetos na Globo, como os citados por você, só agora o grande público e a mídia estão dando o devido destaque. A que você atribui isso? O que mudou? Acho que é porque o papel me colocou em maior destaque que os outros de até então e pude mostrar mais meu trabalho. Também conta o fato da novela estar na boca do povo. E tive a sorte e o privilégio de estar envolvido ao mesmo tempo com Félix e Valdirene, que são sem duvida, dois dos personagens favoritos do público. Isso fez com que o público e a imprensa tivessem olhos pra mim. Sinto isso no número de entrevistas e no carinho e reconhecimento das pessoas nas ruas.

Acredita que seu personagem e o Félix, interpretado pelo Mateus Solano, tem uma relação com certa sinceridade e de cumplicidade. Como você enxerga isso? Acho que a relação deles é sim de sinceridade e cumplicidade. Vejo os dois como parceiros e torço para que eles aprontem cada vez mais. Claro que o Félix é o patrão e o cérebro da dupla, mas o Maciel mostrou ter iniciativa. Claro que o Félix tem outros parceiros, como a Glauce e Leila, mas ele já mostrou que confia no Maciel e este, que o chefe pode nele confiar. Eles tramaram, riram, confidenciaram... Agora se é amizade, só interesse ou algo mais, só o tempo e o Walcyr poderão responder. 

Em Amor à Vida, Maciel, o seu personagem é capaz de tudo por dinheiro. E você, que lugar o dinheiro ocupa na sua vida? O lugar da necessidade. Quero ter dinheiro para comprar minha casa, ter uma vida confortável com minha família, poder abrir meu teatro/espaço e ajudar meus próximos. Nada de acumular. Nada de luxos desnecessários. Não vivo para ganhar dinheiro, tento ganhar dinheiro para viver.

Entre você e o ator Felipe Titto, que trabalha na novela como o mordomo tatuado, moram juntos há algum tempo. Vocês já se conheciam antes desse trabalho ou a amizade surgiu por conta dele? Eu e o Felipe nos conhecíamos de testes em São Paulo, mas nos tornamos amigos quando fizemos um filme juntos em novembro passado. Soubemos juntos que tínhamos sido aprovados para a novela. E quando começamos a dividir o flat no Rio, nos aproximamos ainda mais. Ele é um grande parceiro e torço muito por ele. Mas fico no Rio apenas quando gravo ou tenho compromisso. Minha residência é em São Paulo com minha mulher.


Acredita que amizade de homem é mais sincera que de mulher? Existe mesmo o "pacto" de fidelidade masculina entre dois amigos? Entre dois amigos existe o pacto de fidelidade e confiança sim. Porém podem ser dois homens, duas mulheres ou um homem e uma mulher. Basta serem amigos. Se não há fidelidade e confiança não há amizade.

A tal crise dos 7 anos chegou pra você e sua esposa, ou passaram incólumes por ela? Quando vi a Bruna pela primeira vez soube que ela seria minha companheira pra toda a vida. Nos damos super bem, nos completamos e nos admiramos mutuamente. Quem convive conosco sabe que não brigamos nunca. Somos duas pessoas em busca de autoconhecimento e, portanto, quando há alguma discordância, refletimos e chegamos a um acordo. Passamos por momentos de reflexão há alguns anos, mas saímos fortalecidos. Especificamente, a crise dos sete anos não tivemos. Sem crise. É preciso todos os dias olhar para dentro e ver como podemos ser melhores pra nós mesmos. Só estando bem com você mesmo é que é possível verdadeiramente estar bem com o outro. Sem cobranças. E entender o espaço e as necessidades do parceiro é fundamental para o sucesso da relação.


O que fez para conquistar sua mulher e que dicas daria aos homens que buscam um relacionamento sério e estável? Para conquistar a Bruna precisei apenas ser eu mesmo e dar tempo a ela pra me conhecer. Sem afobação nem cantadas prontas. Foi uma conquista diária que durou um ano ou mais. Uma mulher especial não se impressiona facilmente. E para os homens que buscam um relacionamento sério, a dica principal na minha opinião é procurar no lugar certo. Balada é lugar pra conhecer gente que quer diversão e não necessariamente compromisso. Quer se amarrar, esteja de olhos abertos durante o dia. E fundamentalmente trate sua mulher como gostaria de ser tratado. Não faça pra ela o que não quer que ela faça de volta. Simples assim. Chega de machismo e posse.

Você faz o estilo mais reservado, ou encara com naturalidade a exposição por conta da profissão? Sou mais reservado, porém, nada tenho a esconder sobre minha vida. Encaro com naturalidade a exposição sim. Faz parte do pacote. O fato de não ter nenhuma rede social me permite ter mais tranquilidade e privacidade. As pessoas se expõem demais na internet e depois reclamam. Preservo minha intimidade, porém, sabendo que o artista que está na TV é uma pessoa pública.

Tem rolado muito assédio por conta do seu personagem na novela? Como você tem lidado com isso? Te incomoda em algo? Tem, sim, rolado muito assédio. Pessoas me parando e pedindo fotos e autógrafos. Mas não me incomoda em nada. Só recebo carinho. Ainda não sou famoso, estou famoso. Não sofro ainda um efeito "Beatles", longe disso. Quem assiste a novela e vê meu trabalho quer falar comigo, comentar. É natural. Eu sempre gostei muito de TV e sei como é ter esse carinho pelo artista da novela, que esta na sala da sua casa todos os dias.

E os cuidados com a saúde e o físico? Que hábitos tem para se manter saudável e em forma? Amo me exercitar. Levo uma vida ativa. Adoro carregar peso e andar a pé. Evito elevador ou escada rolante ou carro pra ir até a esquina. Vou à academia quando posso. Corro. Treino luta em casa. Danço sozinho. Gosto de me mexer. Mas respeito meu corpo e descanso quando ele pede. Nada de anabolizante. Só ovo e bife... Me alimento bem, mas sem pirar. Arroz, feijão, salada e carne. Como as frutas que gosto, bebo bastante água. Utilizo comigo o que aprendi na faculdade. Não sou de beber... Só uma cerveja de vez em quando. Mas gosto de um bom hambúrguer e batata frita. Gosto de refrigerante. Amo café. O importante é ter equilíbrio. Tudo o que é demais faz mal. E não adianta só cuidar do corpo e não da mente. Corpo e mente saudáveis. Atitude equilibrada sempre. Pensar, meditar. Estar bem comigo mesmo. Comparar meus resultados apenas com meus próprios padrões. Os padrões da sociedade mudam de tempos em tempos e tentar se enquadrar pode deixá-lo louco e insatisfeito.

Você já deu aula de capoeira e disse não ter medo de trabalho, encara desafios e tempestades numa boa? Me lembro que quando fazia "Insensato Coração", meu pai, que é Engenheiro Agrônomo e faz jardinagem e paisagismo, pegou um trabalho junto à prefeitura de Cosmópolis para plantar grama em toda a entrada da cidade. Era um canteiro central de mais de 100 m. E lá fui eu vestido com minhas roupas de guerra ajudá-lo. Descarregando caminhão e plantando e comendo marmita. Meu lado peão. Adoro um trabalho braçal. Lembro das pessoas passando e olhando. O que me dá vergonha é ficar parado. É não querer fazer nada. Trabalho é trabalho. Encaro sim qualquer desafio. Lembro de falar pra minha esposa nos momentos difíceis que se não conseguisse me firmar como artista, me tornaria porteiro de condomínio ou vendedor, ou voltaria a dar aulas... Lógico que fazendo teatro também. Sempre pensava em caminhos alternativos, mas graças a Deus posso viver do que amo. Vivo de teatro há algum tempo e agora também da TV. Infelizmente, no Brasil, viver da arte e fazer o que se ama é para poucos.

Como a TV, o cinema e o teatro mexem com você? Em que eles te fazem mais realizado? Falar de veículos em especifico é se ater a pequenas diferenças que no todo da profissão, no que se refere a minha realização pessoal, não tem importância. Trabalhar como ator, ser um artista, fazer arte, é sempre um prazer para mim. Sinto-me honrado e feliz de poder fazer o que amo. De ter como objeto de investigação o ser humano. De não ter rotina. De poder falar às pessoas sobre qualquer tema que quiser ou achar importante. Poder usar metáforas pra me fazer entender. E poder olhar pra cada pessoa em qualquer lugar do mundo e com ela algo novo aprender. É poder olhar qualquer coisa e me inspirar. É me alimentar, diariamente, continuamente e depois através de uma cena, uma peça, um filme, um personagem, uma canção. Poder inspirar, alegrar, sacudir, estremecer, enraivecer, encantar, contagiar, ensinar, ao público.

Que qualidades e que defeitos você espera um elogio e uma paciência (em relação a você)? Uma qualidade minha que merece um elogio é a dedicação. Sou muito disciplinado e perseverante. Sigo sempre em busca do que acredito. Mas é preciso ter paciência com minha teimosia. Quando não quero, não quero e pronto!  

Que rumos espera para sua carreira por conta do destaque que o Maciel vem ganhando na novela? Agradeço muito a oportunidade me dada pelo Walcyr e pela direção da novela. E, espero voltar aos palcos assim que acabar a novela e se possível voltar a TV em 2014 mesmo. Quero fazer muitos trabalhos na TV e no teatro e expandir minha carreira no cinema. Também penso em explorar meu lado musical em breve. Enfim, trabalhar sempre, é isso o que me deixa feliz.



Acompanhe a MENSCH também pelo Twitter e Facebook: RevMensch e baixe gratuitamente pelo iPad na App Store 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

CARRO: Muscle Cars, os lendários carros de alta potência e desempenho fantástico‏

O termo “Muscle car” surgiu nos EUA, e virou moda mundial depois que alguns filmes de Hollywood massificaram o termo em filmes de ação transformando alguns modelos de carros em verdadeiros astros de cinema. Os tais “carros musculosos, ou melhor dizendo, carro de alto desempenho, nada mais é que um automóvel com muita potência, peso razoável e aceleração fantástica. O primeiro dessa safra de carros foram os Pontiac de tamanho médio equipados com um potente motor V-8 de 6,4 litros (389 polegadas cúbicas). Daí nasceu o termo em 1964 e virou uma febre nas décadas de 60 e 70.

As características desse tipo de carro passavam por um motor de grande cilindrada, o V8, claro, tinham uma aparência robusta e grande variedade de opcionais, capazes de dar aos seus consumidores a tão desejada individualidade. O GTO oferecia uma enorme lista de opcionais, para que o consumidor pudesse "fazer" seu carro. A opção transformava um dócil Tempest em um GTO nervoso. Saindo direto do showroom da loja, o mais que equipado "Bólido" podia acelerar de 0 a 100 km/h em menos de 7 segundos, que era um desempenho fantástico em 1964. 

Naquele período os Estados Unidos produziram carros rápidos e potentes bem antes da Segunda Guerra Mundial e logo foram seguidos pelos fabricantes europeus, visando um público de alto poder aquisitivo e louco por velocidade. A maioria desses carros era composta por raridades caras e o muscle car era o filho do mercado de massa do jovem americano na década de 60, e Detroit dominava o mercado automotivo mundial.

Em 1969, uma nova geração do Barracuda, fabricado pela Plymouth, divisão da Chrysler. Também equipado com o V8 440, com três carburadores duplos Holley. O carro possuía um visual esguio, mas ao mesmo tempo agressivo. Outro Plymouth que fez história foi o Road Runner Superbird de 1970. O nome vem do simpático personagem da Warner, no Brasil chamado de Papa Léguas, que vive correndo para escapar do coiote. E de fato o nome não poderia ser mais apropriado, já que velocidade também era o ponto forte desse Plymouth. As demais montadoras não ficaram para trás e cada uma lançou seu modelo de muscle car, a GM não se restringiu à divisão Pontiac e apresentou vários outros modelos para entrar na briga. A Chevrolet contra-atacava o Mustang com o Camaro. A versão Z28 de 1967 utilizava o V8 de 302 pol3 (5,0 litros) com 290 cv e oferecia desempenho bem adequado e uma farta lista de opcionais. O carro foi um fez um enorme sucesso, vendendo 220.000 unidades naquele ano.
A Chevrolet também entrou no páreo com vários modelos. O Impala possuía em 1967 uma versão, batizada de SS 427, com o imenso motor de 7,0 litros e 385 cv de potência. Já o Chevelle 1970, tinha lugar garantido no grupo dos muscle cars e também foi incluido sua bela versão picape El Camino. Ambos utilizavam um V8 de 7,5 litros, o que lhes dava um desempenho brutal.



O auge das grandes máquinas e desses carros tunados durou até o início dos anos 70, quando os muscle cars quase desapareceram. Em 1973, com a crise do petróleo, os embargos impostos pelos países produtores, e com a alta dos preços do combustível, fizeram com que os americanos preferissem comprar os econômicos carros japoneses ao invés dos beberrões americanos. Além disso, o governo dos EUA passou a impor uma série de normas de controle de poluição e de consumo de combustível, o que sacramentou ainda mais a crise entre os potentes carrões. Também foi estabelecido um limite nacional de velocidade de 88 km/h.

O panorama só mudou no começo da década de 80 para dar início a uma nova era voltada para o alto desempenho que ainda dura até hoje, graças ao enorme progresso técnico atingido desde a "era dourada" de 1964 a 1970. E realmente, muitos muscle cars atuais têm melhor desempenho do que seus venerados ancestrais da década de 60 e ainda por cima são mais econômicos, poluem menos e são bem superiores quanto ao desempenho e segurança.



Fonte: HowStuffWorks, Autozine, Punta Taco, Street Machine, Quatro Rodas

Acompanhe a MENSCH no Twitter: @RevMensch, curta nossa página no Face: RevMensch e baixe no iPad, é grátis: http://goo.gl/Ta1Qb

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

HOTÉIS & RESORTS: Três incríveis hotéis latinos que atrelam luxo e meio ambiente

Quando se pensa em fugir dos grandes centros e ter um contato maior com o meio ambiente logo se imagina locais com pouca estrutura e distante de tudo que possa remeter à luxo e conforto. Porém é possível atrelar tudo isso numa mesma viagem curtindo uma hospedagem singular em que a realidade vai parecer sonho. E alguns desses lugares estão muito mais perto do que imaginamos. A MENSCH fez uma seleção de três hotéis pra lá de diferentes e dentro dessa proposta do rústico e natural com o conforto (e até o luxo). E o melhor de tudo, não muito distante. Em países como o Peru, Chile e México se encontram esses três belíssimos hotéis que são um verdadeiro deleite para poucos felizardos. Três hotéis que deixam o hóspede em contato direto com as belezas naturais de suas regiões sem ter que abrir mão de conforto. Seja na beira de lagos, no meio da floresta ou na encosta de morros, o importante é que a experiência seja inesquecível. Conheça essas três maravilhas e programe sua próxima viagem.

ENDÊMICO RESGUARDO SILVESTRE – MEXICO
Para quem pretende fugir das grandes metrópoles e ter contato direto com as belezas naturais de uma bela região a dica é o hotel Endemico Resguardo Silvestre, no Vale de Guadalupe – região vinícola de Baja Califórnia, Novo México.  Com vinte quartos duplos independentes em um EcoLoft construído nas encostas dos morros do Valle dentro de uma área de 94 hectares, que conta ainda com uma vinícola e uma área residencial. 


O Hotel Endémico Resguardo Silvestre, é um hotel que se caracteriza sobretudo por seu espírito ecológico onde o cuidado foi de não intervir diretamente no terreno, considerando que parte da filosofia do projeto é respeitar a natureza da melhor forma possível. Sua estrutura surge elevada do terreno e sustenta o esqueleto feito de aço dos apartamentos, chamados EcoLoft, permitindo assim que não haja contato direto com o meio. Nas fachadas as cores seguem os tons da terra, numa forma de harmonizar o hotel com a paisagem local.

Mas quem pensa que o hotel é um local para aventureiros pouco exigentes com conforto e luxo está redondamente enganado. Os quartos são decorados com muito bom gosto com objetos de design moderno. Cada quarto mede cerca de 20 metros quadrados e não deixam nada a desejar se comparados às suítes dos hotéis mais tradicionais, e o mesmo vale para os banheiros. A idéia é ter um estilo de uma casa para acampar “de luxo”, oferecendo as necessidades básicas dos hóspedes, e ao mesmo tempo o seu contato com o meio ambiente, desfrutando de uma das paisagens mais incríveis da região. A proposta do hotel é que não deve faltar nada para seu hóspede possa usufruir de uma temporada bastante confortável, regada a muito vinho mexicano.




Falando em vinho, o hotel ainda oferece aos hóspedes uma enoteca para desfrutar um dos melhores vinhos da região enquanto observa o sol se pôr sobre o vale, muito bem acomodado e aquecido por uma pequena lareira terracota. Além disso, uma bela piscina com vista panorâmica e um restaurante supervisionado pela Escola de Artes Culinárias de Tijuana.

O Hotel Habita Endémico Resguardo Silvestre é uma "reserva selvagem" com design moderno e elegante do arquiteto Jorge Gracia onde a intenção foi, de fato, criar uma mistura de bangalô com camping de luxo. O suficiente para você querer passar uns dias nesse hotel que é excêntrico em suas formas mas que não deixa de ser um sonho.


BAOBÁ HOTEL & SPA - CHILE
Você já se imaginou ficar hospedado no meio da floresta numa enorme árvore Baobá? Pois no meio dos Andes da Patagônia, no sul do Chile, numa região chamada de “ecoregiões valdiviana” com uma variedade de habitats existe o hotel Baobab Hotel & SPA. Com sua grandiosa estrutura, esse hotel vai te fazer emergir e descobrir a grandiosidade da floresta fria, cheia de montanhas e vulcões andinos patagônicos.


A ecorregião Valdiviana contém uma das sete florestas temperadas restantes do planeta e a segunda maior no mundo. Apontada como uma das 25 ecorregiões mais valiosas e ameaçadas do planeta. "A Patagônia ocupa a ponta sul da América do Sul, um vasto território de mais de 900.000 quilômetros quadrados. Esta região de forma triangular, situada a sul do Rio Colorado na Argentina e Valdivia no Chile chamada Tierra del Fuego”. Essa paisagem da Patagônia oferece grandes contrastes, de um lado as planícies e terraços, a leste a vegetação dominante é a estepe herbácea, arbustiva e nos Andes, a oeste, por lagos glaciais, rios e florestas densas.


O hotel que tem a forma de um Baobá, no seu interior possui uma enorme árvore nativa que ocupa o centro dando a idéia de fundir a árvore chilena com esta respeitável árvore africana, conhecida como "pão de macaco". Com 55 quartos distribuídos por seus 7 andares, todos com uma espetacular vista para a mata o que proporciona uma incrível experiência. Porém, mesmo estando no meio da floresta o hotel possui toda a estrutura de um grande hotel urbano, com centro de convenções, que ocupa uma área de 250 m2 com uma capacidade máxima de 200 pessoas; espaço para crianças e um completo SPA.

Lá no Lawenko Spa, localizado em uma extremidade do hotel, o hóspede encontrará uma atmosfera acolhedora e uma decoração atraente, onde ele poderá contar com uma piscina aquecida com comunicação externa, hidromassagem, saunas seca e terapias de vapor, massagens e bar na piscina, que oferece aos visitantes de sucos, bebidas, cerveja, bebidas, lanches e sanduíches.

Todos os ambientes do hotel seguem o estilo rústico e natural com muita madeira da parede ao teto e vegetação local. No terraço superior o hóspede pode desfrutar da bela vista da mata com suas montanhas e clima dos Andes enquanto saboreia um belo vinho chileno. Passarelas suspensas levam os hóspedes a um passeio pelas copas das árvores e um contato direto com o ecossistema dos Andes. Sem dúvidas uma experiência inesquecível e singular.
 
Site oficial: www.huilohuilo.com/alojamiento/baobab-hotel-spa


TITILAKA LODGE – PERU
Localizado em uma península privada nas margens do Lago Titicaca, o premiado Titilaka Lodge Experience é um dos mais sofisticados refúgios de luxo para qualquer viajante que procure aliar conforto e meio ambiente num mesmo local. Explorar os recursos naturais, culturais e históricos desta região remota e mística, é sem dúvida um dos grandes atrativos desse belo hotel.


O Titilaka é um alojamento contemporâneo que oferece luxo e conforto, integrado com o meio ambiente mantendo os melhores padrões de instalações e serviços internacionais. A começar pela impressionante fachada, a decoração combina ambiente moderno com a herança colorido da região. Grandes janelas permitem que os hóspedes possam admirar o belo lago Titicaca, ou se esbaldar em torno dos confortáveis terraços.




Ao total são dezoito quartos muito bem localizados com vista para o lago. Os quartos possuem piso aquecido, além de uma variedade de detalhes que garantem uma estadia confortável. Algumas suítes possuem um clima de spa, com banheiras enormes e chuveiros de massagem. Os quartos proporcionam um ambiente calmo e aconchegante que são essenciais para se re-energizar após um dia curtindo os vários tipos de excursões disponíveis, que vão desde passeios de barco, mountain bike, a pé ou de carro. Uma estadia no Titilaka inclui ainda excursões culturais, aventura e natureza, com flexíveis itinerários personalizados, além de todas as refeições gourmet e fusão, incluindo as bebidas.

O visitante ainda pode explorar as comunidades andinas nas ilhas de Taquile ou Uros; visitar os sítios arqueológicos de Chullpas de Sillustani e as esplêndidas igrejas coloniais nas cidades de Juli, Pomata and Lampa, ou simplesmente absorver o espírito da região. Sem dúvida uma bela forma de atrelar cultura, conforto e descanso numa mesma viagem.
 
Site oficial: www.titilaka.com


FONTE: Condé Nast Traveller
www.archdaily.com.br

Acompanhe a MENSCH também pelo Twitter: @RevMensch e baixe no iPad, Baixe agora Na App Store , é grátis: http://goo.gl/Ta1Qb

terça-feira, 27 de agosto de 2013

SEXO: Acenda o sinal verde para o sexo no carro e divirta-se

Dirigir é um prazer. O homem dentro de um carro se sente mais forte, confiante e cheio de si. Carro é poder, status e vai muito além de um simples meio de transporte. E para alguns vai muito além mesmo... O seu veículo pode te levar por estradas bem prazerosas, cheias de curvas sinuosas e excitação em alta velocidade. E não estamos falando de rallys ou coisas do gênero, estamos falando do bom e velho sexo no carro!

Mesmo com nossas cidades cada vez mais violentas e vigiadas por câmeras de segurança, com criatividade e muito fogo, dá pra apimentar a relação saindo da cama para os bancos do seu possante e viver essa aventura sob quatro rodas.  Conversamos com alguns adeptos desta prática e as dicas são bem interessantes. Por motivos óbvios, os meninos não quiseram expor seus nomes, mas deixaram relatos bem interessantes para incentivar e animar nossos leitores a novas práticas ao volante. E para quem acha que isso é coisa de homem, ledo engano, segundo nossos entrevistados, algumas meninas até gostam e praticam mais que muito marmanjo por aí.


DIREÇÃO SEGURA

O primeiro cuidado é com a segurança, não se deve parar o carro em qualquer rua e mandar ver na vontade correndo o risco de sofrer um assalto ou outro tipo de violência. Segundo um de nossos entrevistados, as ruas são bem mais práticas, mas estacionamentos de shoppings e aeroportos tendem a ser mais seguros. O risco é um guardinha te pegar no flagra, né camarada? Mas antes um guardinha que um bandido. O horário noturno acaba sendo o mais escolhido, não só porque a escuridão torna a coisa mais discreta, como também por essas situações acontecerem, geralmente, quando se está voltando de algum evento e o fogo do casal toma conta.

Apesar dos cuidados em não ser flagrado ou o medo do perigo, acabam mesmo sendo fatores estimuladores do tesão. Para um dos nossos entrevistados “a  sensação de proibido dá uma apimentada no clima, e o desconforto se transforma em um estimulo a mais. Mas a possibilidade de alguém interromper ou se aproximar é o mais legal. Só não faço mais pelo risco de assalto”, danadinho o menino, hein?!

Encontrado o local “ideal” para a transa automobilística, o segundo passo é o malabarismo e contorcionismo para achar uma posição bacana tanto pra dar mais prazer como pra evitar desconfortos e hematomas no dia seguinte.

AS MANOBRAS

Segundo nossos entrevistados, as posições vão de acordo com o momento, mas eles são unânimes em escolher o banco de trás como o mais confortável. Um das dicas é deitar os bancos da frente para frente, o homem ficar sentado no banco e a mulher vir por cima, de frente, com os joelhos no banco, pra permitir os movimentos. Se ela ficar de costas o visual é sensacional, relata um dos rapazes.

Pesquisando aqui e ali, conversando com um e outro, a gente encontrou algumas posições que se você ainda não experimentou com sua gata, vale tentar.


Como você viu, tem posição pra tudo quanto é necessidade, basta um pouquinho de elasticidade e tá garantida uma boa transa com doses de adrenalina.

 HISTÓRIAS PARA CONTAR 

E toda boa fantasia sexual realizada precisa ser compartilhada para ser validade, certo? Dessa forma, mesmo no anonimato, nossos amantes-motoristas, dividiram com a gente algumas situações pelas quais passaram por conta de uma vontade desenfreada a bordo de um possante.

 E é Goooolll!!! 

Ainda na adolescência (uma fase mais que saudosa), ao chegar no prédio da amada pra deixá-la em casa nosso intrépido moçoilo não resistiu ao tesão que lhe tomava o corpo e começou a beijá-la e dá-lhe uns amassos. A moça, que de contida não tinha nada, “montou” em seu alazão e mandou ver. Como o carro era um Gol 1000 o espaço ficou pequeno e a porta do motorista precisou ser aberta para a perna da menina ter espaço pra evoluir! Ah isso em tempos de câmeras digitais, né? Flagra na certa.

 Pela estrada a fora... 

Estrada tranquila, início de namoro, tesão a mil, e o acostamento vira parada de amantes e os dois pombinhos pulam pro banco traseiro com ela por cima e de quebra música no rádio pra criar um clima e esquecer o desconforto. Ainda bem que não rolou Polícia Rodoviária, nessa estrada, concordam?

 Vouyers  

Você tá lá no bem bom e nem repara que do lado de fora do carro tem um casal te espiando. A sorte? Eles só deram risadas e foram embora. Ainda bem que não era nenhum casal guardião da moral e bons costumes, né?

 Buzinaço 

E a falta de experiência de um dos nossos entrevistados faz o rapaz transar com a namorada no banco do motorista em pleno Drive-in, resultado? No pra lá e pra cá, o bumbum da menina vai direto pra buzina e o rala e rola é anunciando em alto e bom som fazendo com que um funcionário do lugar viesse verificar o ocorrido. Discrição é item importante nessa prática, tá?

Agora é sua vez caro leitor, conta pra gente suas aventuras sexuais no automóvel. 


Acompanhe a MENSCH também pelo Twitter e Facebook: RevMensch e baixe gratuitamente pelo iPad na App Store 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

FITNESS: Treino funcional, a modalidade que cada vez ganha mais adeptos dentro e fora das academias

Ultimamente o treinamento funcional vem adquirindo vários adeptos, e a cada dia mais este vem se fortalecendo como a modalidade mais procurada nas academias. Porém devemos ter alguns cuidados quando falamos que um treinamento é funcional. Como por exemplo, algumas pessoas acham que treinamento funcional é quando se utiliza elásticos, plataformas de equilíbrio e bolas suíças; muita calma nessa hora, pois o verdadeiro treinamento funcional é muito mais que isso.

O treinamento funcional preconiza a analise e desenvolvimento do movimento humano, utilizando planos lineares e transversais, buscando sempre o aperfeiçoamento do movimento agregado a estímulos diversos como: equilíbrio, deslocamento, impulsão, força... O que estamos querendo dizer é o seguinte: Todo treinamento, se este foi feito exclusivamente para você, é funcional. Pois ele foi desenvolvido para aprimorar alguma capacidade funcional sua, seja ela força, potencia, propriocepção, flexibilidade...

Inicialmente este tipo de treinamento foi desenvolvido para melhoria e aperfeiçoamento de atletas, visando uma maior especificidade dos movimentos executados no desporto praticado, com o passar do tempo e grande influencia da mídia várias pessoas conheceram o treinamento funcional e viraram adeptas da modalidade. Com o surgimento dessa modalidade vieram também os equipamentos funcionais, que só enriqueceram mais a área nos dando mais recursos para o desenvolvimento dos movimentos. 

ALGUNS EXEMPLOS DE EXERCÍCIOS FUNCIONAIS 



Agradecimento: Academia Hi - www.hiacademia.com.br


Acompanhe a MENSCH também pelo Twitter e Facebook: RevMensch e baixe gratuitamente pelo iPad na App Store 

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

ENTREVISTA: André Bankoff, rude e sofisticado, um ator em ascensão, um homem em eterna evolução

Impressionantemente. É assim, caro leitor, que você ficará com esta entrevista. André Bankoff participa pela segunda vez da nossa revista e já mostrou que tem talento de sobra, faz a linha bonitão por quem as mulheres suspiram, e como se isso já não fosse muito, o cara ainda tem a simplicidade no modo de ser e viver, valores e princípios que o tornam um cidadão consciente de direitos e deveres e um amor e gratidão pela família que fazem a gente entender como se formam boas pessoas em índole e caráter. Connheça ainda mais sobre o ator de sucessos como Mad Maria, Poder Paralelo, Morde e Assopra, Louco por Elas e agora Saramandaia. Ainda confira as belas fotos produzidas no La Suite by Dussol em um belo dia de sol.

Saramandaia é um remake e as comparações com a primeira versão são inevitáveis. Nesse sentido a "missão" e a "pressão" de dar certo é ainda maior? Saramandaia foi uma novela de sucesso, um marco histórico na televisão brasileira, difícil não pensar o que ela representou em 1976, porém, foram outros tempos, tempos da ditadura, da luta pela liberdade de expressão, do exílio, mas que acabou se chocando com a realidade social vivida em nosso país nos dias de hoje: a luta pela mudança! Nosso autor, Ricardo Linhares, trabalhou muito nesse aspecto, e também no que diz respeito à aceitação do outro, a falta de tolerância da sociedade por parte das pessoas ao que se difere. O elenco todo entrou de cabeça e por isso tenho certeza que cumprimos nossa ''missão'' porém, sem pressão, o que existe dentro dos nossos estúdios é muita alegria, uma equipe unida, disposta a trabalhar, fazer o que mais amamos, que é a arte de atuar, dar vida aos personagens que vivem em SARAMANDAIA. Sabe aquela famosa frase? Chorei de tanto rir? Então, é muito frequente em nossas gravações! Viva Saramandaia (risos)!!


Seu personagem é um ativista político e você cresceu com uma mãe bastante politizada. Qual sua opinião diante das manifestações que vem ocorrendo em todo o país? Ótima pergunta! Estamos vivendo um momento de transição, onde o protagonista da história é o povo; que antes vivia aceitando em silêncio tudo o que um governo podre e corrupto impunha, porém, agora, descobrimos a força da nossa voz nas ruas de todo o país. Não podemos mais ficar calados diante de tanta injustiça social, diante da corrupção desenfreada que o país vive, e por que não falar da roubalheira por parte do governo em cima do dinheiro que é nosso, dos impostos exorbitantes que pagamos e que nunca é revertido em benefício do povo? Não vamos parar, fui para as ruas e continuarei indo, lutando por um país melhor, menos injusto e que no futuro possa respeitar sua sociedade, respeitar a escolha do que cada cidadão depositou em seu candidato, e assim, fazer um trabalho digno que um político precisa fazer. Trabalhar mais, tomar vergonha na cara e não roubar!!! Melhor parar por aqui, isso me irrita completamente, seria capaz de falar muita merda pra esses políticos idiotas...

O que é mais bacana de Saramandaia? As amizades que constitui com meus amigos de cena: Theodoro Cochrane, André Abujamra, Fernando Belo, Pedro Tergolina, Sergio Guizé, Mauricio Tizumba, Marcos Palmeira, Matheus Nachtergaele, Zéu Brito, Thais Melchior, Tarcísio Meira... e por ai vai (risos) Foi um trabalho de pessoas boas, amigas de verdade. Isso eu levo com muito carinho de Saramandaia.  



Qual a sua relação com o teatro? O teatro é minha escola, minha base: me conforta, me ensina, não me deixa acomodar a fim de virar um ator medíocre, pelo contrário, me faz pesquisar, investigar dia e noite atrás da minha evolução como ator. Em São Paulo, faço parte da turma de estudos e pesquisas do grupo de teatro TAPA, e é lá no galpão que podemos arriscar, errar, consertar, até chegar a perfeição... Se é que ela existe para o ator. Será?! Não sei...

O que acha que faz um homem ser mulherengo, do tipo que não quer relacionamento sério com ninguém, como é o caso do Pedro, seu personagem em Saramandaia? Pedro é um cara rico, jovem, de personalidade forte, livre acima de tudo! Difícil pensar em casamento com tudo que a vida oferece a ele. Mas veja bem, chega um certo momento que qualquer pessoa vai querer amar e ser amado. Por isso ''espertesamente'' já usando o ''palavrismo'' saramandista, o Pedro não vai deixar a Bia escapar dos seus braços, ele ama essa mulher. Ele sabe que o poder do dinheiro é bom, mas sem amor, nada disso adianta. Aos poucos, o Pedro vai deixar o ''safadismo'' de lado e viver apenas um único amor. (risos)

Você é um homem que faz mais a linha concreto e aço escovado ou terra, mato e riacho? Terra, mato e riacho. Sou do interior, do tipo que laça boi se precisar. Meio bronco no jeito de ser (risos) mas se precisar, eu passo uma argamassa. (risos)

Qual seu programa romântico preferido? Viajar, quando o trabalho permite, sair pra jantar, cinema, ficar em casa deitado conversando sobre a vida, estender uma canga na areia com uma boa garrafa de vinho... Essas coisas! Quanto mais simples, melhor.

Sente orgulho da pessoa que é ou sente que precisa mudar algo no seu jeito de ser? (risos)... Sempre precisamos mudar, mas tenho evoluído e me questionado muito na terapia, isso tem me ajudado a me entender mais como ser humano. Tenho sido mais tolerante com algumas coisas que antes chutava o pau... mas às vezes é preciso, e ai... chuto com vontade mesmo! 

Que valores que recebeu que gostaria de passar para quando construir uma família? A verdade, o respeito, a fé, e a ética moral que meus pais me deram, esses valores com certeza levarei para os meus filhos. Tenho sorte de ter tido os pais que tenho, me ensinaram muito, e assim quero fazer com minha família. 






Que dicas daria para um homem conquistar uma mulher? E o que uma mulher precisa fazer para chamar a atenção de um homem? Ser quem são, sem se esconder, jogar, fingir. Apenas viva e deixe rolar as coisas de forma natural.

Em Saramandaia seu personagem descobre um segredo que a mãe escondia há tempos. Como lida como a mentira? Odeio a mentira, pode reparar que começo a frase de cima com a palavra ''verdade'' ou seja, aconteça o que acontecer, prefiro sempre a verdade do a mentira.

O que te assusta e o que você deseja do futuro? O que me assusta é pensar em perder as pessoas que eu amo, que um dia estiveram ao meu lado, é ver que vivemos num país onde a sociedade sofre por descaso de um governo corrupto, é saber que a miséria não foi erradicada e que ainda pessoas morrem de fome. E o que eu desejo? Ver essa mudança social ainda vivo e poder ter a certeza de reencontrar essas pessoas um dia quando eu partir desse mundo também.



Agradeço a vocês Editores da MENSCH.

Forte Abraço!!! 
André Bankoff


Fotos Sérgio Santoian
Maquiagem Ítalo Santana
AGRADECIMENTO: La Suite by Dussol: www.bydussol.com/

Acompanhe a MENSCH também pelo Twitter e Facebook: RevMensch e baixe gratuitamente pelo iPad na App Store 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

ESTILO: Dicas e tendências da moda masculina 2013

Manter-se na moda e seguir tendências não são privilégios femininos. Os homens, apesar de quase sempre optarem por peças mais conservadoras, contam com uma vasta gama de acessórios no mercado, que dispõe de peças para todos os estilos. As joias da Guerreiro, por exemplo, estão conquistando cada vez mais o público masculino. Arrojadas, elas são desenvolvidas à mão e confeccionadas com materiais nobres, como prata, ouro e pedras preciosas. Brad Pitt, Orlando Bloom, Johnny Depp, David Beckham, Rico Mansur e Michael Schumacher são alguns clientes de peso da joalheria. Entrando no clima religioso, lembramos de uma tendência cada vez mais comum para a ala masculina: o uso de acessórios com uma pegada de religião. Além de jaquetas de couro, que nunca saem de moda, xadrez, jeans nos pés, bermuda com um corte diferenciado, óculos cheios de estilo e bota para todas as estações. O importante é ter estilo e vestir-se bem!


Acompanhe a MENSCH também pelo Twitter e Facebook: RevMensch e baixe gratuitamente pelo iPad na App Store 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

CRÔNICAS & INDAGAÇÕES: Briga de menino

Meninos brigam. Acontece. É um dos rituais de crescimento que todo garoto deve passar. Os mais sortudos possuem irmãos para praticar em casa antes de enfrentar a vida real. Os filhos únicos precisam se virar com o conhecimento teórico adquirido com videogames e desenhos animados. Costumam ser os primeiros a tombar. Mas todos passam por alguma briga. Não é que a meninada queira, na maioria das vezes, sair no braço uns com os outros. Ninguém com juízo quer e crianças, mesmo as do sexo masculino, são criaturas extremamente lógicas. É só que se espera que, em determinadas situações-limite, a pancadaria aconteça de maneira mais ou menos espontânea. Coisa de macho. O que não impede ninguém de sentir medo. Medo de apanhar, claro, ou pior, ser tachado de covarde. Medroso. Borra-botas. Cagalhão. O cagalhão não tem o respeito dos seus pares. O cagalhão é um pária a cada intervalo de aula. Claro, no fundo, todos somos cagalhões, em maior ou menor grau. O segredo é fazer com que o adversário se revele primeiro. Na infância, a grande maioria das brigas se resume a provocar um ao outro enquanto a visão periférica busca desesperadamente um professor ou alguém com autoridade para interromper o embate antes que alguém precise ir às vias de fato.

- Vai encarar? Vai encarar?
- Vou encarar! Tu vai encarar?
- Vou! Vai encarar?
- Já disse que vou, zé-ruela!
- Então vem!
- Vem!
- Vem!
- Te fode!
- Te fode tu!
- Vem!
- Vem!
- Né homem não é?
- Pega aqui!
- Pega aqui tu!
- Vem!
- Vem!

A troca de insultos, nem sempre muito criativos, pode durar toda uma eternidade ou o tempo do recreio, o que acabar primeiro. Não é incomum que os lutadores, em acordo tácito e silencioso, estendam as preliminares até que sejam obrigados a voltar para a sala de aula, evitando o derramamento de sangue e, consequentemente, a diversão dos colegas, geralmente reunidos em círculo ao redor. Vez por outra, contudo, o destino reúne oponentes que verdadeiramente desejam se enfrentar, a vontade de remodelar o rosto do desafeto na base da mãozada provando-se mais forte do que o instinto de autopreservação. Quando isso acontece, é necessário que a provocação atinja níveis épicos de avacalhação, assegurando uma reação violenta por parte do ofendido. O método clássico e virtualmente infalível é xingar a mãe.

- Esse círculo aqui é a mãe de fulano, oeeeeeeeeeeeeeeeeee!

Nesse momento, o autor da injúria se dedica a realizar coisas indizíveis com o anel desenhado na areia. Pisar e cuspir na genitora metafórica são atitudes válidas e prontamente encorajadas pela plateia, sempre munida de sugestões úteis. Uma vez vi um menino, que tinha fama de maluco, arriar as calças e ficar de cócoras em cima do círculo, obrando enquanto ria maniacamente. Dizem que o outro garoto desenvolveu problemas psicológicos graves. Até hoje, não consegue dar uma barrigada sem pensar na mãe. Mas isso ainda é pouco. Quando inimigos jurados resolvem se enfrentar, a coisa é levada a outro nível e qualquer chance de uma solução diplomática vai para o saco.

- Esse círculo aqui é o CU DA MÃE DE FULANO, OEEEEEEEEEEEEEEEEEE!


Se botar a mãe no meio já é imperdoável, especificar partes do corpo é fazer a injúria render pelas próximas 17 gerações. Nessa modalidade, além das esculhambações já citadas, alguns incautos se dedicam ao imperdoável mergulho. O ato consiste, basicamente, em se lançar sobre o círculo, de bruços, por vezes com a braguilha aberta, e molestar violentamente a caricatura de ânus da mãe alheia. Um movimento tão ousado quanto perigoso, já que o ofensor se expõe à fúria do seu antagonista, que muitas vezes emenda o mergulho do outro com uma bicuda bem dada no nariz. Nesse momento, agressor e agredido rolam engalfinhados sobre o brioco da discórdia, enquanto uma mãe, em algum lugar, sente uma sensação indescritivelmente incômoda em seu ser.

Já me envolvi em brigas e já estimulei várias outras. Hoje, adulto, sinto-me na obrigação de evitar que a meninada se meta em situações que podem custar uma amizade ou um membro. Dia desses, vi dois garotos embolando pela rua, gritando e xingando um ao outro. Separei os moleques e tirei o maior de cima do menor. Em meu melhor tom professoral, palestrei sobre os horrores das brigas infantis, as vidas destruídas, as mães irrecuperavelmente escrotizadas. Eles olharam um para o outro. O mais alto deu uma goipada catarrenta na areia.

- Te fode.

- A gente só tava brincando, zé-buceta! – concluiu o menorzinho, cara de anjo, enquanto se afastava coçando o traseiro cheio de terra.

Pensando bem, as mães que me perdoem, mas brigar quando se é criança é uma delícia.




Acompanhe a MENSCH também pelo Twitter e Facebook: RevMensch e baixe gratuitamente pelo iPad na App Store 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

FOTOGRAFIA: O olhar de vários fotógrafos do Pernambuco Foto Clube sobre a vida nas grandes cidades

Esta semana é a semana em que se comemora o dia do fotógrafo (dia 19/07), ou poderíamos dizer, “dia da paixão pela fotografia”. Para alguns, paixão é algo tão sério, que até se torna profissão. Uma profissão apaixonante que começa no olhar de um e segue para o olhar de muitos. O interesse pela fotografia pode vir da influência de alguém próximo, amigo, familiar ou pela magia que uma foto pode provocar. É a sensibilidade que vai fazer com que o profissional enxergue que cada pessoa é uma pessoa, cada objeto é um objeto, ou seja, que cada coisa a ser fotografada é única e especial naquele momento e que mesmo o mundo sendo único para todos, para o fotógrafo cada pessoa deve ser encarada como um mar de possibilidades.

Pensando nesse momento único, convidamos o grupo Pernambuco Foto Clube para retratar a vida nas grandes cidades. Foram várias fotos, diferentes olhares sobre coisas até comuns, porém imagens únicas. Muitos retrataram a pobreza, a miséria nas ruas. Outros registraram momentos bucólicos ou cotidianos. O importante foi o registro em cima de um tema tão amplo como a fotografia pode ser. Confiram os melhores clicks dessa bela seleção de imagens e eleja sua preferida.











Acompanhe a MENSCH também pelo Twitter e Facebook: RevMensch e baixe gratuitamente pelo iPad na App Store