quinta-feira, 31 de outubro de 2013

MUSAS: As mais belas fotos das nossas "Garotas do Lado"

Agora em outubro a MENSCH completou seus três anos de vida. De outubro de 2010 até hoje foram muitas histórias e várias descobertas, algumas dessas descobertas nos trouxeram um grande prazer em trazê-las para o mundo MENSCH que são nossas queridas musas da seção “Garota do Lado”. Essa seção surgiu em nossa 1ª edição impressa e até hoje já revelamos sete belas garotas que tornaram a revista ainda mais desejada. Aproveitando a celebração de aniversário decidimos fazer uma seleção com as melhores fotos de nossas musas, começando por Danielle Meirelles, passando por Juliana Catarine (foto acima) até o preview do que veremos em breve com nossa mais nova “Garota do Lado”, Tata Assad (MENSCH #7).  Afinal, como dizem, recordar é viver!

DANIELLE MEIRELLES

Dani nasceu em Recife, rodou o mundo, e aportou em São Paulo para tristeza dos vizinhos desolados de Recife e sorte dos “mâno” da metrópole brasileira. Boa de cozinha, Dani é formada em gastronomia, tem 28 anos e pratica Kick Boxe para manter o corpo em dia e os vizinhos mal humorados afastados. Quer esbarrar com a Dani por aí? Corra pra João Pessoa, para onde ela gosta de fugir e curtir a calmaria, ou para um sushi ou uma boa mesa de bar para uma cerveja gelada.



JULIANA CATARINE

De repente, no meio da malhação, você já cansado, prestes a ir embora, se vê cheio de vontade de ficar e esquecer o cansaço. Isso tudo porque você deu de cara com uma miragem no meio do deserto de máquinas, anilhas e marombas. Seus olhos deram de cara com Juliana. Jú é corpo perfeito, saúde em dia, dieta balanceada, prazeres sem culpas, permitidos de vez em quando. Personal trainer ela vai te propor uma série de exercícios que seriam uma tortura para qualquer um, mas pra você será um prazer só por tê-la por perto. Conheça mais da nossa Garota do Lado e quem sabe, se tiver sorte, consegue uma hora na agenda dela e se torna seu aluno.

Onde é mais fácil te encontrar, numa balada, na praia ou num bom restaurante? Certeza absoluta em um bom restaurante, não troco por meia balada. Gosto mesmo de degustar um bom vinho, uma boa comida e um bom papo.



SILVANA SALAZAR

O Gato de Botas é um personagem de contos infantis, já a nossa Garota do Lado é uma Gata de Botas real, daquelas que não deixa ninguém imune ao seu charme, ao seu sorriso e a sua energia. Silvana Salazar canta, dança, encanta e tem na música uma grande companhia, além de profissão e paixão. No palco ela seduz o público, fora dele ela se deixa seduzir por quem a faça rir de forma sincera e compactue de suas crenças. Deixe-se embalar pela musicalidade da beleza de Sil Salazar e se tiver sorte, caro leitor, também por sua voz e performance.

Algum marmanjo já fez uma serenata para você? Curte? Já sim. Eu amo, seja desafinado ou não, seja que estilo for, o que importa é a intenção em tentar me agradar com algo que alimenta minha alma... Curto demais.

Por falar em cantar... Alguma cantada infalível? Não, infalível mesmo é a educação, o bom humor e a atitude.

O que você gosta de ouvir quando não está cantando? Sou fã de música e existe um momento para cada estilo e às vezes até o momento de contemplar o silêncio. 

WILMA GOMES

Ela é prosa e poesia, conto e romance. Ela é arte e artista. Wilma é linda, inteligente e como se não bastasse, bem humorada. Versátil, ela modela, atua nos palcos e na publicidade. E encanta. Como encanta! E para quem quiser cantá-la, sentimos avisar caro leitor, mas já a cantaram antes. Ela é a noiva que muitos gostariam, mas só um tem. Conheça mais da nossa Garota do Lado.



KAKÁ RAFAEL

Kaká cuida do corpo sem descuidar da mente. Estudante de Direito, a nossa Garota do Lado tem uma vida agitada, mas sabe conciliar trabalho, estudo e lazer e ainda arrumou um tempinho pra posar pra gente. Sorte, sua hein, leitor? Kaká é daquelas mulheres que gostam de ser elogiadas, mas que prezam pelo respeito e pelo caráter na hora da conquista, por isso, ganhar essa gata não é tarefa fácil se você não passa de um Don Juan. Com vocês, nossa Garota do Lado, Kaká Rafael.





MARIANNA ROSAS

Conta pra gente sobre experiência na Casa Bonita. O que você achou de melhor e o que poderia ser diferente? Ter participado do Casa Bonita foi uma experiência única que me trouxe crescimento profissional e conheci pessoas maravilhosas! Trabalhei com ótimos fotógrafos, conheci a cidade linda de Búzios e assisti vários shows legais. Entrei no Casa sabendo que era um programa sensual apesar de nunca ter me considerado uma pessoa sexy, e acho que o legal foi ir vendo que a cada ensaio, a cada clipe eu crescia mais um pouco, por isso acho que não faria nada diferente.


Quando quer seduzir que ferramentas você usa? Olha não sei se existem ferramentas, mas geralmente consigo tudo que eu quero. (risos)

Onde os homens erram e acertam em relação a conquistar as mulheres? E onde eles acertaram na hora de te conquistar? Ter senso de humor, ser cheiroso, ser gentil, adoro pessoas que me fazem sorrir, odeio pessoas grudentas, se eu não quero não adianta insistir que pra mim só piora.

E em breve... TATA ASSAD como nossa Garota do Lado (MENSCH #7)




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MOTOR: A BMW lança a R nineT para celebrar os 90 anos da sua divisão de motos

A marca BMW é mundialmente conhecida por seus potentes e luxuosos carros, porém outro segmento que faz o sucesso da marca são suas belas motos. Essa divisão da BMW está completando 90 anos em 2013 e para celebrar a data será lançado no Salão de Milão – 71 ª Salone Internationale del Motociclo, que acontecerá entre os dias 7 e 10 de novembro – um modelo inédito, a R nineT (nome que pode ser lido como ninety, ou noventa em inglês). 

Uma das prioridades para a equipe bávara no desenvolvimento desse modelo foi ser fabricada com materiais autênticos e tradicionais para se chegar até essa clássica roadster que pretende passar a ideia de puro prazer em sua pilotagem. Esteticamente, o modelo aproveita a influência visual da Concept Ninety, criada por Roland Sands, e foi inspirada na primeira moto BMW, a R32 de 1923. Dela a R nineT herdou o motor em estilo boxer de dois cilindros e 1170 cc, que gera 110 cv a 7.750 rpm e 12,13 kgfm de torque (equiparada a R 1200 GS).

Sua potência não para por aí, o motor recebeu uma moderna transmissão de seis velocidades, poderosos freios com sistema ABS de série e o sistema de suspensão dianteira. Nos modelos boxer da BMW, a nova moto traz o mesmo garfo invertido que apresentado na superesportiva S 1000 RR. Toda essa potência faz com que a R nineT vá dos 0 a 100 km/h em 3,6 segundos e chegue a uma velocidade máxima superior a 200 km/h.


Outra característica da R nineT são as opções de customização. O projeto foi concebido dentro do estilo purista e minimalista, apropriada para que o cliente possa modifica-la, dando um aspecto de “fácil de montar”, a moto foi feita para receber acessórios que podem ser colocados apenas parafusando em sua lataria. Esse modelo tem sido apontado como uma típica “café racer”, ou seja, aquelas motocicletas específicas para viagens curtas, de velocidades afiadas de um café para outro. Com assento monoposto, a R nineT ainda pode vir com escape, como o Akrapovic feito de titânio, dando charme a mais. Partindo do slogan, “projete sua motocicleta, projete a sua vida”, essa moto é o típico brinquedo de montar e desmontar para adultos.



Confira abaixo, o vídeo promocional da novidade:



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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

INVESTIMENTO: O milionário mercado de cavalos de raça

A afeição entre homens e cavalos existe desde o princípio das civilizações, quando o animal começou a ser usado para o transporte ou conduzindo os soldados nas guerras. Hoje, a criação de cavalos, também chamada de “hobby dos milionários”, é na verdade um grande mercado que rende altas cifras para o restrito mundo dos haras. Segundo dados da Confederação de Agricultura e pecuária do Brasil, o mercado movimenta cerca de R$ 7,5 bilhões por ano, contabilizando 641 mil empregos diretos, estes números espantam, pois representam seis vezes mais que os empregos da indústria automotiva, e 20 vezes mais que os da aviação civil.

Ultimamente, houve um crescimento admirável de empresários de outros setores que partiram para o agronegócio de eqüinos. Muitos afirmam que é necessário conciliar as habilidades de gestão com o conhecimento sobre os animais, e aguardar o retorno do capital investido, que deverá ser em longo prazo. Mesmo com a inconstância da economia, o país mostrou-se vitorioso, houve um aumento da procura interna e externa pelos cavalos brasileiros. Empresários do porte de Luís Ermírio de Moraes, José Victor Oliva e Odebrecht, foram atraídos pelo aumento da rentabilidade no setor.
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Cavalos Crioulos (ABCCC), Roberto Davis, o mundo dos cavalos não é como investir na bolsa de valores, pois todos inicialmente entram pela paixão, e acaba se tornando um negócio. Não é a toa que conquistou alguns famosos, como Ana Paula Arósio, Jayme Monjardim e Galvão Bueno, que são criadores da raça Mangalarga Machador e Crioulos.
Uma boa explicação para o crescimento do mercado no Brasil seriam os baixos custos para a criação no país, em relação aos altos preços praticados no mundo dos esportes equestres. Porém, é preciso paciência, pois para a atividade se tornar um negócio lucrativo, é preciso um período de maturação entre cinco e sete anos. Além disso, há os custos para manutenção de cada animal, que é bem salgado.
Grande parte dos números desse mercado são conquistados nos leilões, que costumam até ser transmitidos ao vivo, para os interessados que não estejam presentes. São leiloados, garanhões, matrizes, potros, embriões e até o sémem, para que as características genéticas e habilidades do animal sejam propagadas.
Os “filhos” dos grandes garanhões, como o cavalo americano Royal Academy, um dos mais requisitados reprodutores de Puro Sangue Inglês do mundo, tem grandes chances no mercado internacional. Este, que citamos, teve sua última vinda ao Brasil  patrocinada por um consórcio formado pelos haras Old Friends, Mondesir e Stud TNT, pela bagatela de 2 milhões de reais. Tudo que ele teve a fazer é saciar seu apetite sexual com as éguas brasileiras.
PRINCIPAIS RAÇAS
ÁRABE (O filho do vento) - É a raça mais antiga do mundo, seus registros foram encontrados com o Faraó Phihiri, que viveu no século XX A.C. Por conta da sua resistência tornou-se a montaria de generais famosos como Alexandre O Grande, Napoleão Bonaparte, além de outros reis e príncipes. Possui uma conformação elegante e nobre linhagem, o cavalo Árabe é bastante usado no melhoramento de outras raças e até de cavalos comuns. Atualmente, a raça é uma das que atingem os maiores valores em leilões e coberturas, um bom animal custa em média oito mil dólares, porém o preço dos campeões é incalculável. O Brasil passou a produzir mais e acabou fazendo uma boa troca: a da quantidade pela qualidade. Desta forma, os equinos brasileiros tiveram êxito entre as criações do mundo inteiro e hoje a nossa produção de Árabe é reconhecida internacionalmente, na posição de terceiro maior criador do mundo, atrás dos Estados Unidos e Canadá.
INGLÊS (PURO SANGUE) - Como já diz o próprio nome, surgiu na Inglaterra, do cruzamento de outras raças para se obter animais para corridas de longa distância. Além de velocista, é usado como saltador de obstáculos e um bom cavalo de sela para passeio, também uma das raças mais famosas e valiosas do mundo. A sua excepcional mecânica de salto permite um excelente resultado no hipismo. O cruzamento de garanhões ingleses com éguas das antigas linhagens de sela ou trotadoras Anglo-normandas, resulta na raça Sela francesa, do famoso cavalo tricampeão brasileiro Baloubet du Rouet, montado por Rodrigo Pessoa. Vale dizer também, que há estudos avançados para clonagem do Baloubet du Rouet e outros cavalos campeões, o que custará em média US$ 200.000,00.
MANGALARGA MACHADOR -Esta raça é Brasileira, surgiu em Minas Gerais, em 1812, do cruzamento da raça andaluza com éguas nacionais de linhagens menos nobres. É sempre alvo de crítica pelos criadores de raças mais tradicionais. Devido a sua marcha confortável, é apto para passeios ou grandes viagens. O  mercado nunca esteve tão aquecido como agora, segundo Magdi Shaat, presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), o sucesso se deve a caracterís­ticas únicas da raça, como a de ser um animal pronto para qualquer trabalho no campo e também próprio para equitação técnica, além de extremamente dócil e fácil de ser manuseado por mulheres e crian­ças. Cerca de 800 novos investidores entraram no negócio desde 2005 só na raça Mangalarga Marchador, os 5,9 milhões de cavalos presentes no país geram um faturamento anual de US$ 3,6 bilhões.
QUARTO DE MILHA é fruto de garanhões da Arábia com éguas da Inglaterra. É conhecido por ser capaz de correr distâncias curtas mais rapidamente que qualquer outra raça. A raça é bastante conhecida em provas de vaquejada, tambores e corridas. Voltando aos leilões, é inquestionável que eles estão cada vez mais organizados, pois são as principais fontes de renda dos haras. Porém, antes de sair dando lances é importante analisar valores como genética, nutrição, manejo e criação. Além de checar a notoriedade da empresa leiloeira e verificar com cautela o catálogo de lotes. O leilão é de fato o termômetro mais confiável, demonstrando os altos e baixos das condições atuais do mercado.

Após adquirir seus novos animais, é hora de fazê-los render e criar a sua fábrica de cavalos. Produzir cavalos, como os puro-sangue, por exemplo, é uma atividade cara, demorada e de risco. Criar um potro, da concepção até o momento do leilão, aos dois anos de idade, custa entre dez e quinze mil reais, nos haras mais qualificados.

UM HOBBY LUCRATIVO
Os grandes garanhões como o cavalo Gadheer, do Haras Mondesir, do grupo carioca Peixoto de Castro, chegou a valer até quatro milhões de reais e foi o maior reprodutor brasileiro. A baia de Gadheer tem paredes revestidas de madeira, iluminada por lampiões e é climatizada para garantir uma temperatura amena no verão, além do detalhe da fechadura da porta, que é de bronze. Importante citar este cavalo como exemplo, pois ele rendeu mais de dez milhões de reais a seus donos, só como reprodutor.
Para tornar o hobby lucrativo é preciso computar item por item, reduzindo gastos excessivos para, no mínimo, empatar os custos de produção com o valor de comercialização. É preciso uma administração muito cautelosa, apesar desse trabalho não, necessariamente, representar uma fonte de renda que interfira na saúde orçamentária dos proprietários.
No Haras Mairiflor, propriedade de Luiz Augusto Sacchi, criador de Mangalarga Marchador, a política é visar o lucro dos negócios de sua fazenda, mas sua experiência de 12 anos como diretor de banco torna-se relevante na hora de saber a diferença entre custo e despesa. "Custo é o que se gasta para obter resultados. Despesa é a taxa de desperdício sobre a produção. Dessa forma, temos de fazer o nível de despesa ficar o mais próximo dos índices desejáveis do custo, uma vez que isso determinará maior ou menor sucesso na venda."
Eleito melhor criador-expositor do país em 2010, o mineiro Adolfo Geo Fi­lho também diz que o mercado nunca esteve tão bom e credita essa expansão ao aquecimento da economia rural como um todo, mas destaca que o Man­galarga Marchador leva vantagem sobre outras espécies por ter o “melhor custo­-benefício”. “O agronegócio tem crescido muito. Com o aumento da base da pirâ­mide da economia, mais trabalhadores rurais entram no mercado e todo si­tiante quer ter um cavalo. E o manga­larga tem uma marcha excepcional e agrada muito ao usuário final, seja ele o peão, a mulher ou a criança”, diz o pro­prietário do Haras Santa Esmeralda, em Belo Horizonte, com a experiência de quem está no ramo há 30 anos.
Os cavalos destinados aos esportes recebem um tratamento diferenciado, são inúmeros tratamentos veterinários, alimentação balanceada e equilibrada, treinamentos esportivos específicos para raça, estábulos climatizados, sessões de natação e até supervisão de acumputuristas.
ESPORTES
Hipismo - Além disso, muitos são os esportes que aquecem o mercado. O hipismo, por exemplo, é a arte de transpor obstáculos sobre os cavalos, sendo o único esporte em que competem homens e mulheres em uma mesma prova. Suas regras variam de acordo com a modalidade. O salto é a categoria mais conhecida e, dependendo da competição, ganha aquele que percorrer a prova no menor tempo possível. O esporte surgiu do costume de nobres europeus, tem como linha básica para um bom resultado a integração entre o conjunto cavaleiro e cavalo.
Os campeonatos movimentam e muito o mercado atual. Recentemente, a etapa final do campeonato mundial de hipismo foi no Rio de Janeiro, no evento Athina Onassis International Horse Show. O porte do evento é muito grande, contou com um investimento superior a quinze milhões de reais, com o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e patrocínio de empresas como Bradesco Private, CN e CN Worldwide, Copacabana Palace, Daslu, Gerdau, Rolex e Pamcary.
Pólo - Pouco conhecido no Brasil, porém não menos importante, o pólo, é um dos esportes mais empolgantes. É considerado um esporte para poucos, pois exige animais de alta qualidade, muito treino e estrutura. Geralmente usa-se a raça Petizo de Pólo, que poderá ser cruzado com o Puro Sangue Inglês para obter uma raça mais forte. É jogado a galope e é um dos esportes mais rápidos do mundo. Cada time possui quatro jogadores montados em cavalos, golpeando uma bola com um taco de 3 metros. O objetivo é fazer o maior número de gols. A partida  dura em média 1 hora e é dividido em 4 a 6 chukkas, que duram 7,5 minutos cada, os cavalos deverão ser trocados a cada chukka e só podem ser utilizados 2 vezes na mesma partida.
Corrida - Um dos esportes mais populares, sem dúvida, é a corrida. É pouco rentável no Brasil, mas isto é bem diferente no exterior, como nos Estados Unidos, por exemplo. A corrida de cavalo mais lucrativa do mundo fica em Dubai, a Dubai World Cup. Lá as premiações chegam a US$ 21.5 milhões.  Atualmente os Emirados, são conhecidos como o novo centro internacional de cavalos, sem falar, que é uma experiência única assistir a exibição dos cavalos da família real e dos melhores do planeta no local onde foram criados.
CURIOSIDADES
- Sendo tão valiosos e para melhor exposição aos compradores, os cavalos também têm direito a tratamento completo de beleza. Os cavalos, antes de participarem de exposições, apresentações e corridas, são aprimorados por profissionais especializados, os chamados groomers.
Há vinte anos, quando a quantidade de leilões de cavalos no Brasil era imensa, o embelezamento dos animais era bem mais comum. Entretanto, ainda hoje, os tratamentos valorizam os eqüinos, sendo capazes de harmonizar defeitos e realçar qualidades”, diz o groomer e esteticista de animais, Sérgio Villasanti, que é de Campinas (SP), mas realiza trabalhos em todo o país.
- O “spa” envolve banho, tosquia, embelezamento de pêlos, adornos de crina (como pentear, realizar tranças, sprays para dar brilho ao dorso e vernizes para casco), além de pintura de rosto, que geralmente destaca marcações no animal que com o tempo vão se apagando. Cada raça tem suas necessidades, como corte de crina diferente e pelagens específicas, é importante respeitar as especificidades de cada uma.
- Como se vê, o comércio dos cavalos de raça é bem agitado. Para quem tem uma visão leiga sobre o assunto, não imagina os saltos do negócio, principalmente no país. É um trabalho que mistura paixão e lazer, o que torna a corrida pelo lucro bem acirrada. Então se você se interessou pelo assunto, esqueça a fazendinha do facebook e comece a pesquisar onde será o próximo leilão.

- Vídeo: Galvão Bueno com Rodrigo Pessoa (3 vezes campeão do mundo, campeão olímpico)

FONTE:
- IstoÉ Dinheiro
- Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
- Associação Brasileira de Cavalos Crioulos (ABCCC)
- Revista Rural
- http://www.dubaiworldcup.com/

terça-feira, 29 de outubro de 2013

NÁUTICA: NAVEGAR É PRECISO - O crescente mercado náutico consolida a região Nordeste como novo polo de negócios

O local parecia perfeito. Ali na foz do Rio Capibaribe, no encontro com o Atlântico, aconteceu a segunda edição do Recife Boat Show, que se solidificou como a maior feira náutica da região Nordeste. As dezenas de embarcações de todos os tamanhos estacionadas no Shopping RioMar, no Recife, parecem que encontraram seu porto seguro para encantar milhares de apaixonados por barcos, água e luxo. Diversos expositores montaram os seus estandes para apresentar seu portfólio de embarcações e fazer negócios com clientes de todo o Brasil.

Um evento como esse atrai muita gente. Foram 15 mil pessoas, em quatro dias de feira, que puderam conhecer as novidades do mercado, observar de perto motos aquáticas, lanchas de vários tamanhos e conhecer um pouco mais da cultura náutica. E conseguiram. Para se ter uma ideia, o volume de negócios fechados durante o evento foi de R$ 49 milhões, o que mostra uma grande tendência de aquecimento desse mercado e um direcionamento das pessoas ao mar, em posse da sua própria embarcação.

Os organizadores do Recife Boat Show, Jorge Carriço e Jonas Moura, se animaram com os resultados e ainda estimaram um aumento desse montante em 15% nas semanas subsequentes, com novos negócios decorrentes da feira. Foram comercializadas 79 lanchas, 40% a mais do que na edição de 2012, além de 19 motos aquáticas. Essa amostra, concentrada em apenas quatro dias de feira, revela como o mercado náutico do Nordeste está navegando de vento em popa. Quem comemora são os estaleiros. Vários deles estiveram representados no Recife Boat Show, como Recife Náutica, Valent, Fibrafort, Ventura, Yamaha, Sea Doo, Kawasaki, Royal Mariner e muitos outros. “A presença de consumidores focados proporcionou a efetivação mais rapidamente dos negócios, aquecendo ainda mais a produção dos estaleiros, que estão a todo vapor para o verão”, diz Jorge Carriço.

Um dos destaques foi o pernambucano Fibrasmar, com a sua recém-lançada New Wish de 23 pés, que bateu a meta de vendas no evento. Essa lancha é uma versão atualizada da Wish e representa bem o que está acontecendo no mercado náutico hoje em dia. O público comprador é o iniciante, tem entre 28 e 35 anos e aprecia o prazer proporcionado pelos esportes náuticos, como o wake board. Quem sintetiza tudo isso é o gerente comercial da Fibrasmar, Vinícius Rangel: “A renovação dos produtos já existentes e consagrados é de extrema importância para que a empresa acompanhe a evolução do mercado, bem como sua modernização e a demanda por barcos esportivos”.


Talvez o volume de negócios exponha bem o tamanho do mercado e a disposição das pessoas a se aventurarem no mundo das águas. Mas só andando pela feira para perceber o entusiasmo do público, muitas vezes boquiabertos com o tamanho, o design e a potência dos barcos. De fato, é um mundo a se descobrir, e o Recife Boat Show pareceu estar disposto a ajudar. Além dos estandes dos estaleiros, havia vários outros expositores como negócios correlatos ao mudo náutico. Construtoras patrocinaram o evento e expuseram seus lançamentos imobiliários em praias paradisíacas da região, perfeitas para serem exploradas com a lancha nova. Bancos estavam lá para dar o suporte financeiro para os compradores. Moda praia, turismo e serviços náuticos, como seguros e licenças para pilotar, também marcaram presença. Até uma fabricante de helicóptero encontrou uma conexão entre o mercado náutico e os seus negócios.


Em termos de máquina e velocidade, a novidade ficou por conta do JetSurf (foto acima), uma prancha motorizada que pode alcançar até 55 km/h, com total controle do “jetsurfista”. O público aprovou e não teve para quem queria. A prancha foi desenvolvida pelo engenheiro theco Martin Sula, que já trabalhou na Fórmula 1 e na MotoGP. Feita de fibra de carbono e liga de alumínio, ela pesa incríveis 15 kg (dá para despachar no avião e levar para qualquer lugar, diziam os representantes no estande) e consome apenas dois litros de gasolina por hora de uso. Não é a toa que é um hobbie de Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen, pilotos de ponta da Fórmula 1. A versão de 86cc sai por R$ 35 mil e se esgotou nos primeiros dias do Recife Boat Show.

A ESTRELA DA FESTA – Mas quem reinou absoluta na festa foi a lancha Gran Turismo GT 38, do estaleiro francês Beneteau, representado no evento pela Newcomex. Sua presença imponente já na entrada chamava a atenção, com seus 41 pés de comprimento, design italiano inspirado em carros esportivos e motor de 300 hp movido a diesel.

A Gran Turismo GT 38 possui dois espaços para serem aproveitados pelos “marinheiros”. O deck inferior abriga confortavelmente quatro pessoas, que podem passar a noite no barco e aproveitar um belíssimo nascer do sol em qualquer parte do mundo. O ambiente ainda tem uma copa e mesa para jantar, perfeito para quem quer criar boas memórias a bordo. Um andar acima, no deck principal, um lounge para aproveitar a vida ao ar livre e tomar sol, com teto solar no cockpit (mas se o calor apertar, também tem ar condicionado), espaço de convivência, churrasqueira e plataforma de mergulho — afinal, o mar também é para ser aproveitado. Um barco de luxo para quem quer curtir a vida em grande estilo, sem dúvida. E tinha alguém disposto, que desembolsou R$ 1,320 milhão para levá-la para a sua marina.

O verão já chegou, se é que por essas bandas ele algum dia vai embora. É hora de aproveitar o sol e o mar, e os que estiveram na edição 2013 do Recife Boat Show sabem como fazer isso em grande estilo. Agora, é só esperar o ano que vem e conferir o que teremos de novidade no mercado náutico na próxima edição do evento. Até lá, é ligar os motores e zarpar.



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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

PERFIL: Sebastian Vettel, o jovem tetracampeão do mundo na Fórmula 1

Quando Michael Schumacher venceu quatro títulos consecutivos na Fórmula 1, entre 2000 e 2003, igualou uma marca de quase 50 anos do pioneiro piloto argentino Juan Manuel Fangio. Não se esperava que tão cedo alguém fosse chegar perto desse feito tão marcante. Mas aconteceu, e foi ele o protagonista, Sebastian Vettel, o garoto prodígio da categoria top do automobilismo mundial.

Desde sua primeira vitória na F1 em 2009, ainda pela Toro Rosso em Monza, até hoje tetracampeão, Vettel passou por tudo o que um piloto passa numa carreira vitoriosa. Titularidade numa equipe de ponta, brigas com companheiro de equipe, ser piloto número um, ser questionado por desrespeitar acordos de cavalheiros e ordens do time, ter seu talento reverenciado, rodada na primeira volta na corrida do título. Enfim, um script perfeito para um multicampeão das pistas.

Mas o piloto é também um homem com alma de garoto. O rádio de sua Red Bull revela os "uhuuu!", "yeah!" e "yes!" de cada vitória, típico comportamento juvenil que não se cansa de comemorar cada sucesso como se fosse o primeiro. E não é por menos, com 26 anos de idade, ele tem apenas 117 GPs disputados, somando 43 pole positions, 59 pódios e 36 vitórias, tudo isso coroado em quatro títulos mundiais em seis temporadas completas. Números assustadores.

O que mostra muito da personalidade do agora tetracampeão são seus capacetes. A cada corrida, uma pintura diferente. Geralmente com muito brilho e cores vibrantes, como ele, que não esconde o sorriso a cada conquista. A pouca idade também traz algumas vantagens para Vettel. Seus recordes geralmente vêm acompanhados das palavras “mais jovem”, adjetivando expressões como o mais jovem a participar de um treino da F1, o mais jovem a marcar um ponto, o mais jovem a marcar uma pole, o mais jovem a ganhar uma corrida, mais jovem campeão mundial... ufa!

Seb, como é conhecido no circo da Fórmula 1, já começa a sentir os efeitos do seu sucesso. Pilotos, equipes e parte da imprensa já insinuam que o seu absoluto domínio nas últimas quatro temporadas tendem a tornar a Fórmula 1 entediante, com um único vencedor e com poucas emoções. Isso veremos em 2014, quando as regras mudam e teremos a volta do motor turbo V6 1.6L, menos potentes que os atuais. Todos os carros precisarão renascer e veremos como Vettel e sua Red Bull vão se comportar. Até lá, o tetracampeão das pistas terá uma agenda cheia, com certeza.

HOMEM DE VIDA SIMPLES

Diferentemente de seus contemporâneos no automobilismo, não é comum encontrar Vettel nos tabloides. Nada de fotos em praias paradisíacas a bordo de iates. Esse não é o estilo dele. Sua vida é bastante simples, privada e reclusa, o que não é nem um pouco atrativo para os paparazzi e para a curiosidade mórbida dos leitores de jornais sensacionalistas.

Morar em Mônaco? Também não. Apesar dos milhões de dólares que fatura anualmente da Red Bull e de seus patrocinadores, Vettel vive tranquilamente numa cidade rural da Suíça (talvez também tenha ido para lá para fugir do fisco alemão, como muitos). Segundo ele, há mais vacas do que gente por lá. Carrões, nem pensar! O piloto número 1 do mundo dirige uma van 2007 de segunda mão, que ele gosta muito por levar sua bicicleta e suas “tralhas”. Mulheres? Só a dele, Hanna Prater, amiga de infância que virou namorada. Já a viu fotografada ao lado dele? Pois é, privacidade.

A simplicidade do piloto também está na cozinha, elegendo a comida da mãe a sua preferida. E como todo jovem, ele costuma ir a partidas de futebol do seu time quando pode, o Eintracht Frankfurt. Fã dos três Michaels — Schumacher, Jordan e Jackson —, Sebastian Vettel talvez ainda não perceba o tamanho dos seus feitos, que podem fazê-lo chegar bem perto dos seus ídolos. E o que faz em um domingo pela manhã, quando não há corrida: “Dormir, tomar um grande café da manhã e, se o dia estiver ensolarado, praticar algum esporte ao ar livre, como Badminton. Tudo para relaxar”, diz ele. Esse é o tetracampeão de Fórmula 1, esse é Sebastian Vettel.



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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

ENTREVISTA: Lucas Malvacini, o "anjinho" de Amor à Vida, se mostra como uma das novas promessas da TV

O poder de uma mídia como a TV pode de uma hora para outra transformar a vida de alguém, foi o que aconteceu com o modelo Lucas Malvacini ao aparecer na novela Amor à Vida na pele do “anjinho de Félix”. Rapidamente viu seu nome saltar para capas de revistas, jornais e vários comentários na internet com muito mais intensidade do que quando ganhou o concurso de Mister Brasil em 2011. Até então Lucas trabalhava como modelo internacional e sonhava um dia fazer sua estreia para o grande público. Agora com a fama, pretende aproveitar para se preparar mais ainda e conquistar seu espaço como uma das novas promessas da TV atual. Conheça um pouco mais desse cara determinado e cheio de gás para fazer mais e melhor.

O grande público terminou te conhecendo através do "polêmico" Anjinho de Félix da novela Amor à Vida. Foi o início de um sonho realizado? Como isso repercutiu para você? Com certeza foi um desejo de criança se tornando realidade, sempre quis ser ator e poder realizar da maneira que está sendo é um privilégio pra mim.

Com certeza o assédio deve ter aumentado bastante... Como você tem lidado com isso? Algo já te incomodou? O assédio aumentou como um todo sim, mas é gratificante você ser reconhecido pelo seu trabalho. Ainda não passei por nenhuma situação que tivesse me incomodado, pelo contrário; as pessoas são muito carinhosas e respeitosas. Esta sendo só alegria. 

Em 2011 você foi eleito Mister Brasil e seguiu trabalhando como modelo. Trabalhar essa imagem de beleza te rotulou de alguma forma? Existe ainda algum preconceito? Existe sempre os prós e os contras em quase tudo que fazemos e com o Mister Brasil não foi diferente. A beleza de certa forma gera uma dúvida nas pessoas, se você está onde está em função dela ou porque você além de ter a beleza também tem conteúdo ou algo a mais a oferecer. Eu acho que a melhor solução é o tempo. Aos poucos você consegue mostrar quem você é, e o "preconceito" diminui. É ter paciência e persistência.

Qual a melhor atitude para qualquer tipo de preconceito? Acredito que seja a tolerância. A falta dela gera muitas coisas desagradáveis, inclusive é a raiz do preconceito, ninguém é obrigado a ser ou a entender o que não somos ou o que não queremos, mas se respeitarmos e tivermos tolerância com as pessoas, certamente viveremos numa sociedade melhor. 

Por trabalhar muito sua imagem e nesse mundo de beleza, você é um cara vaidoso? Até que ponto vai sua vaidade? Já fui mais vaidoso, hoje tenho me preocupado menos com isso. Acho que a carreira de modelo acaba nos colocando mais perto da nossa vaidade porque trabalhamos exclusivamente com a beleza, o corpo, a pele, cabelo, sorriso, então tudo vira uma preocupação do nosso próprio ofício. O que faço hoje é treinar quando estou com tempo e gosto de correr, mas nada além da normalidade.


Como você cuida do corpo? Qual sua rotina de exercícios e alimentação? Tento ser saudável, mas sem exageros, mantenho uma alimentação rica em frutas e legumes, muito liquido e uma rotina de exercícios regulares. Adoro estar em movimento, seja correndo ou praticando algum esporte específico.

Por conta do trabalho você já morou na Itália e EUA. Que facilidades e que dificuldades enfrentou? Morar fora é sempre uma aventura muito doida. Ainda mais modelando, você vive uma rotina intensa e precisa se adaptar aos costumes de forma rápida, minha maior dificuldade inicialmente foi o idioma, acabei tendo que me virar para sobreviver. (risos) E as facilidades são alguns privilégios que a oportunidade de estar fora do seu país te proporciona, poder conhecer lugares históricos, pontos turísticos, entender melhor a cultura do país em que vive e ser também um pouco daquilo, não como turista mas como cidadão daquele lugar. 

Como você vem trilhando sua carreira como ator? Acho que tudo na vida merece dedicação e seriedade, ainda mais se tratando de profissão. Hoje estudo diariamente, seja lendo algum texto ou livro, assistindo à filmes ou até mesmo indo ao teatro, além de estar estudando TV e Cinema no Rio e tendo aulas com meu coach.

O que você espera de você como ator? Alcançar meus objetivos. Tenho muita vontade de fazer um longa, sonho em ser um ator seguro em cena, ter cada vez mais conhecimento da profissão, dominar a técnica mesmo, e sei que com esforço e comprometimento isso pode se realizar. 

Nos momentos de folga, como gasta seu tempo? O que curte fazer para se distrair? Gastar o tempo é uma expressão que não gosto muito, prefiro utilizar o tempo, gosto de ler um bom livro, me reunir com amigos, ir a praia ou praticar algum esporte. 

Mineiro morando no Rio de Janeiro. Adaptou-se fácil ao ritmo da cidade? O que mais curte? Super-rápido. Sou de Juiz de Fora MG, e por lá dizem que somos "mineirocas", (risos), então a parte da adaptação foi tranquila. O que mais gosto do Rio é de estar morando aqui, isso pra mim já é um grande motivo pra curtir. O Rio é incrível, o clima e a energia que essa cidade tem são inexplicáveis. Não preciso de muito para ser feliz.

Depois do Anjinho, quais seus próximos passos? Algum projeto em vista? Continuar estudando sempre, me aperfeiçoando, progredindo e com isso estar em novos projetos interessantes.


Fotos: Drica Donato
Produção e Stylist: Fábio Van Bogea
Beleza: Werner Le Monde
Acessórios: Joalheiro Carlos Rodeio (pulseira Senhor do Bonfim)


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terça-feira, 22 de outubro de 2013

FOTOGRAFIA / ÍCONE: Madonna provocante em ensaio de Terry Richardson e em sua biografia oficial

Incansável, mais uma vez Madonna vem à tona na mídia mundial com mais um ensaio provocante em seu currículo. Dessa vez a estrela da música pop encarou as lentes do ousado fotógrafo americano Terry Richardson para a capa da revista americana Harper´s Bazaar de novembro. O resultado foi uma combinação explosiva em fotos cheias de referências sadomasoquistas, com muito visual preto e meia arrastão nos looks. Porém, o destaque maior ficou por conta de uma mordaça de ferro!

Aos 55 anos, Madonna mostrou que mantém seu corpo sarado, às vezes até demais, e muito sex appeal, um dos traços marcantes de sua imagem. Para ilustrar o ensaio, nada mais polêmico que trechos exclusivos de sua biografia que ela lançará em breve. Essa é a 1ª vez que a cantora divulga um pouco do que está por vir de sua biografia oficial (o que já foi publicado foi material não autorizado por ela). Confira abaixo parte desse conteúdo divulgado pela popstar (e traduzido por Leonardo Magalhães).

TRUTH OR DARE? / VERDADE OU CONSEQUÊNCIA?

Esse é um slogan muitas vezes associado a mim. Eu fiz um documentário com este título, e ele se prendeu a mim como papel mata-moscas desde então. É um jogo divertido, se você está com vontade de assumir riscos, e geralmente eu estou. No entanto, você tem que jogar com um grupo inteligente de pessoas. Caso contrário, você se verá beijando todo mundo na sala ou fazendo sexo oral em garrafas de água! As pessoas geralmente escolhem a “verdade” quando é a vez delas porque você consegue mentir sobre si mesmo e ninguém será o mais sábio, mas quando você é desafiado a fazer algo, você tem que fazê-lo de verdade. E fazer algo ousado é uma proposta bastante assustadora para a maioria das pessoas. Mesmo assim, por alguma estranha razão, isso se tornou a minha “razão de viver”.

Se eu não posso ser ousada em meu trabalho ou na forma como vivo a minha vida, então não vejo por que estar neste planeta.

Isso pode parecer um pouco extremista, mas crescer em um subúrbio no centro-oeste era tudo o que eu precisava para entender que o mundo era dividido em duas categorias: as pessoas que seguiram o status, que ficavam na zona de conforto, e as pessoas que jogaram as convenções pela janela e dançaram a um ritmo diferente. Eu me atirei para a segunda categoria e logo descobri que ser uma rebelde e não conformada não a torna muito popular. Na verdade, faz o oposto. Você é visto como um suspeito. Um encrenqueiro. Alguém perigoso.

Quando você tem 15 anos, isto pode ser um pouco desconfortável. Adolescentes querem encaixar-se por um lado e ser rebelde do outro. Beber cerveja e fumar maconha no estacionamento da escola não era minha ideia de ser rebelde, porque isso é o que todos faziam. E eu nunca quis fazer o que todo mundo fazia. Eu pensei que era mais legal não depilar as pernas ou debaixo dos braços. Quer dizer, por que Deus nos deu cabelo lá afinal? Por que os caras não tinham que raspar lá? Por que isso foi aceito na Europa, mas não nos EUA? Ninguém podia responder às minhas perguntas de forma satisfatória, então eu ousei ainda mais. Me recusei a usar maquiagem e lenços amarrados na cabeça, como uma camponesa russa. Fiz o contrário do que todas as outras garotas faziam, e comecei a afastar os homens. Eu desafiava as pessoas a gostarem de mim e da minha não-conformidade.

Isto não correu muito bem. A maioria das pessoas me achava estranha. Eu não tinha muitos amigos; Posso não ter tido nenhum amigo. Mas tudo acabou bem no final, porque quando você não é popular e você não tem uma vida social, há mais tempo para se concentrar em seu futuro. E, para mim, que estava indo para Nova York me tornar uma artista de verdade. Para ser capaz de expressar-me em uma cidade de inconformistas. Pra me deleitar, e dançar e agitar em um mundo e estar rodeada por pessoas ousadas.

Nova York não era tudo que eu pensava que seria. Ela não me recebeu de braços abertos. No primeiro ano, colocaram uma arma na minha cabeça. Estuprada no telhado de um edifício, eu fui arrastada com uma faca em minhas costas, e tive meu apartamento invadido três vezes. Não sei por quê; Não tinha nada de valor depois que levaram meu rádio pela primeira vez.


Os edifícios altos e a escala maciça de Nova York tiraram o meu fôlego. As calçadas quentes e o barulho do tráfego e a eletricidade das pessoas correndo por mim nas ruas foi um grande choque para meus neurotransmissores. Senti que eu tinha me conectado com outro universo. Eu me senti como um guerreiro mergulhando através das multidões para sobreviver. O sangue corria nas minhas veias, e eu estava pronta para sobrevivência. Me sentia viva.

Mas também me cagava de medo, e pirava com o cheiro de mijo e vômito em toda parte, especialmente na porta de entrada do meu terceiro andar sem elevador. E todos os mendigos na rua. Não foi nada para o qual me preparei em Rochester, Michigan. Tentar ser uma dançarina profissional, pagar meu aluguel depois de posar nua para aulas de arte, encarar as pessoas olhando para mim nua. Desafiando-as a pensar em mim como um formulário que eles estavam tentando capturar com seus lápis e carvão. Eu era desafiadora. 

Teimosa em sobreviver. Em ser bem-sucedida. Mas foi difícil e era solitário, e eu tive que me desafiar todos os dias para continuar. Às vezes, me fazia de vítima e chorava na minha caixa de sapato de um quarto com uma janela que dava para uma parede, vendo os pombos cagarem na minha janela. E perguntava-me se tudo valia a pena, mas então eu me recompunha e olhava para um cartão-postal de Frida Kahlo grudado em minha parede, e a visão de seu bigode me consolava. Porque ela era um artista que não se importava com o que as pessoas pensavam. Eu a admirava. Ela foi ousada. Pessoas deram-lhe muito trabalho. A vida deu-lhe muito trabalho. Se ela pôde fazer isso, então eu também podia.

Aos 25, é um pouco mais fácil ser ousada, especialmente se você é uma popstar, porque o comportamento excêntrico é esperado de você. Até então, eu depilava debaixo dos braços, mas também usava quantos crucifixos meu pescoço aguentava, e dizia às pessoas em entrevistas que eu fazia porque achava Jesus sexy. Bem, ele era sexy para mim, mas também dizia que era provocante. Tenho uma relação engraçada com a religião. Acredito muito em comportamento ritualístico, contanto que não machuque ninguém. Mas eu não sou uma grande fã de regras. E, mesmo assim, não podemos viver num mundo sem ordem. Mas para mim, há uma diferença entre regras e ordem. As pessoas seguem regras sem questionar. A ordem é o que acontece quando as palavras e ações unem as pessoas, e não as separa. Sim, eu gosto de provocar; está no meu DNA. Mas em nove de 10 vezes, há uma razão para isso.

Aos 35 anos, estava divorciada e procurando pelo amor em todos os lugares errados. Eu decidi que precisava ser mais do que uma menina com dentes de ouro e namorados gangsters. Mais do que uma provocadora sexual implorando as meninas para não aceitarem o segundo lugar. Comecei a procurar significado e um sentido real de propósito na vida. Eu queria ser mãe, mas percebi que, só porque eu lutava pela liberdade, não significava que estava qualificada para criar uma criança. Eu decidi que precisava ter uma vida espiritual. Foi quando eu descobri a Cabala.



Dizem que quando o aluno está pronto, o professor aparece, e eu temo que esse clichê se aplicou a mim também. Esse foi o próximo período de ousadia de minha vida. No início, eu me sentava na parte de trás da sala de aula. Eu era geralmente a única mulher. Todo mundo parecia muito sério. A maioria dos homens usava ternos e kippahs. Ninguém me percebia e ninguém parecia se importar, e isso me serviu muito bem. O que o professor dizia me deixou louca. Ressoou em mim. Me inspirou. Nós estávamos falando sobre Deus e o céu e o inferno, mas não parecia que um dogma religioso estava sendo enfiado na minha garganta. Eu estava aprendendo sobre ciência e física quântica. Eu estava lendo Aramaico. Eu estava estudando História. Fui apresentada a uma sabedoria antiga que eu podia aplicar na minha vida de forma prática. E, pela primeira vez, perguntas e debates foram incentivados. Este era o meu tipo de lugar.

Quando completei 45, casei-me novamente, com dois filhos e morava em Inglaterra. Considero a mudança para um país estrangeiro algo muito ousado. Não foi fácil para mim. Só porque falamos a mesma língua, não quer dizer que falamos a mesma língua. Não percebi que havia ainda um sistema de classes. Eu não entendia a cultura de Pubs. Eu não entendia que seria reprovada por ser abertamente ambiciosa. Mais uma vez, eu me senti sozinha. Mas eu permaneci lá e encontrei meu caminho, e aprendi a amar a sagacidade inglesa, a arquitetura georgiana, o pudim de caramelo pegajoso e o interior inglês. Não há nada mais bonito do que o interior da Inglaterra.

Então eu decidi que tinha vergonha dos ricos e que havia muitas crianças no mundo sem pais ou famílias para amá-los. Me inscrevi em uma agência de adoção internacional e passei por toda a burocracia, testes e espera que todo mundo passa quando adotam. Como obra do destino, no meio deste processo uma mulher me ligou de um pequeno país na África chamado Malawi, e me contou sobre os milhões de crianças órfãs da AIDS. Antes que consiga dizer “Zikomo Kwambiri”, eu estava no aeroporto em Lilongwe em direção a um orfanato em Mchinji, onde conheci o meu filho David. E esse foi o começo de mais um capítulo de ousadia de minha vida. Eu não sabia que tentar adotar uma criança ia aterrar-me em outra tempestade de merda. Mas assim foi. Fui acusada de rapto de criança, tráfico, usando meu status de celebridade para avançar na fila, subornar funcionários do governo, bruxaria e tudo o mais. Certamente, eu tinha feito algo ilegal!

Esta foi uma experiência reveladora. Um ponto muito baixo na minha vida. Eu poderia aceitar as pessoas me criticando por simular masturbação no palco ou publicar o meu livro Sex, ou até por beijar Britney Spears em uma premiação, mas por tentar salvar a vida de uma criança não era algo que eu pensei que seria castigada. Amigos tentaram me animar, dizendo para pensar nisso tudo como dores de parto que todos temos que passar quando damos à luz. Isto era vagamente reconfortante. De qualquer forma, eu superei. Eu sobrevivi.
Quando adotei Mercy James, vesti a minha armadura. Eu tentei estar mais preparada. Eu me armei. Desta vez, fui acusada por uma juíza do Malauí que, por estar divorciada, eu era uma mãe incapaz. Lutei contra a suprema corte e ganhei. Demorou quase um ano e muitos advogados. Ainda assim apanhei, mas não doeu tanto. E ao olhar pra trás, não me arrependo de um momento da luta sequer.

Dez anos depois, aqui estou eu, divorciada e morando em Nova York. Fui abençoada com quatro filhos incríveis. Tento ensiná-los a pensarem além. A serem ousados. A optar por fazer as coisas, porque é a coisa certa a fazer, não porque todo mundo está fazendo. Eu comecei a fazer filmes, o que é provavelmente a coisa mais desafiadora e gratificante que já fiz. Estou construindo escolas para as meninas em países islâmicos e estudando o Alcorão. Acho que é importante estudar todos os livros sagrados. Como meu amigo Yaman sempre me diz, um bom muçulmano é um bom judeu, e um bom judeu é um bom Cristão, e assim por diante. Concordo plenamente. Para algumas pessoas, é um pensamento muito ousado.


Como a vida continua (graças a Deus!), a ideia de ser ousada se tornou a norma para mim. Claro, isso é tudo sobre percepção porque questionar, desafiar as ideias das pessoas e dos sistemas de crenças e defender aqueles que não têm voz, tornou-se uma parte do meu cotidiano.

No meu livro, é normal. No meu livro, todo mundo faz algo ousado. Por favor, abra este livro. Eu te desafio!



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