segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

ESPORTE: Na onda do skate, o surf de calçada

Febre do momento, a prática do skate tem conquistado milhares de adeptos em todo o país, sem distinção de sexo ou idade. Mais democrático do que nunca o skate é presença obrigatória nas ruas e tem feito a alegria de muita gente apesar dos tombos que são inevitáveis. O surgimento do skate tem algumas versões datadas em época diferentes, mas todas originárias nos EUA. Pra começar, vale saber que o nome original é skateboard que significa patins em uma prancha. Uma das versões data o surgimento na primeira metade dos anos 20 a partir dos rollers scooters. Outra diz que em 1918 um garoto chamado Doc ‘Heath’ Ball andava de joelhos numa madeira com eixos e rodas de patins que havia sido desmontado. 

A versão mais clássica vem da Califórnia na década de 50 e tem a ver com a falta de ondas e a vontade de surfar a todo custo, fazendo com que os surfistas criassem algo similar ao surf, mas que pudesse ser praticado fora da água. Daí eles usarem a mesma técnica do Doc Ball de uns 30 anos antes. O esporte adaptado do surf passou a ser conhecido como sidewalk surfing (surf de calçada) e logo, logo se espalhou por todos os cantos até ficar conhecido só como “skate”.

AO LONGO DO TEMPO

A década de 60 foi um tempo de grande efervescência cultural não só nos EUA, mas no mundo todo. Tempos de contracultura, movimentos de minorias, mudanças e a juventude estava no epicentro de tudo. Não à toa foi nesse período que o skate ganhou mais força e se profissionalizou, mais precisamente em 1963 quando foi realizada a primeira competição oficial na cidade de Hermosa Beach, Califórnia, tendo como vencedor Larry Steveson. A venda de skates pós competição chegou a mais de 50 milhões em todo o mundo.


Na década seguinte, por conta do racionamento de água nos EUA as piscinas vazias foram vistas pelos skatistas como ótimas pistas para manobras mais radicais dando origem ao skate vertical e a toda uma cultura e mercado voltado pra esse esporte, como roupas, revista (Skateboarder), músicas e material para fabricação de rodas (uretano, desenvolvido pelo químico Frank Nashworthy). Foi no final dos anos 70 que o skate começou a perder adeptos, pistas foram fechadas e as bicicletas começaram a invadir os espaços. Os resistentes acabaram criando assim o street skate, usando construções urbanas já que as pistas já eram quase inexistentes.

Nos anos 80 uma nova ascensão do skate se inicia, surgem as pitas em formato de U, novas tecnologias para fabricação de materiais e novos heróis do esporte como Steve Caballero, Tony Alva, Tom Sims e Tony Hawk, de apenas 12 anos. Daí pra frente o skate não perdeu mais espaço tendo nos ano 90 alcançado o “estrelato” profissional com exposição na mídia, programas de TV, cobertura de competições, marcas, produtos e publicações especializadas.


O “REI” DO SKATE – TONY HAWK

Tony começou a prática de skate ainda menino e conquistou mais de 80 títulos, incluindo 8 x-games (as Olimpíadas do esporte). Conhecido como pássaro voador foi garoto-propaganda de várias marcas e o primeiro a conseguir executar o primeiro giro de 900º no X-games de 1999. Considerado o melhor skatista de todos os tempos foi o pioneiro nas pistas verticais.

OS ROLÊS, EM QUALQUER LUGAR, EM QUALQUER IDADE

Entre os skatistas sair pra praticar o esporte se diz “dar uns roles” e tem muita gente fazendo isso, independendo da idade, encaixando a atividade dentro de suas rotinas, seja pra “desestressar” da vida moderna, seja para praticar atividade física, fazer novos amigos ou mesmo evoluir no esporte. 
Segundo pesquisa feita pela Revista 100% Skate, em 2012 eram 3.800.000 (três milhões e oitocentos mil) skatistas no Brasil com 52% nas capitais e regiões metropolitanas e 48% interior, sendo 14% no Norte/Centro-Oeste, 18% no Nordeste, 48% no Sudeste e 21% no Sul do Brasil

Em relação à faixa etária temos 25% tem entre 3 e 10 anos de idade, 30% entre 11 e 15 anos, 31% entre 16 e 20 anos, 7% entre 21 e 25 anos e 7% tem mais de 26 anos, e esses 7% tendem a aumentar a cada ano.

Independente da razão, o skate já entrou na vida de muita gente, incluindo dessa editora que vos fala, e pelo visto não sai mais. É o caso também de Sueli Lucena que se reúne com a turma sk8 na Itaipava Arena na Região Metropolitana do Recife para viver a adrenalina “É um esporte que trabalha o foco, pois você precisa estar atento e equilibrado o tempo todo para não levar uma queda”. Sergio Souza, 42 anos, costumava surfar e andar de patins na adolescência e na procura por um esporte pra vida adulta preferiu o skate pela facilidade, a filha de 11 anos já o acompanha no Parque da Jaqueira nos fins de semana e feriados para ele “especificamente o longboard, transmite uma sensação parecida com a de estar sobre as ondas”, já Ricardo Antunes tem pelo skate uma “paixão incomensurável” e a velocidade “sobre quatro rodinhas” é a sua maior motivação. 

O grupo que posou pras fotos dessa matéria atende pelo nome de Rivotril Skateboard e tem gente de toda idade, lugar e profissão. Eles costumam se encontrar em vários points da cidade do Recife para a prática do esporte em especial o Parque Dona Lindu, em Setúbal, bairro onde a maioria mora.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

ESTRELA: Tania Khalill está de volta fazendo sucesso na TV, ainda mais bela e cheia de planos


A atriz Tania Khalill é encantadora. Seja nas novelas e peças em que atua, seja por suas atitudes e posturas. Prova disso é essa entrevista. De volta à TV com a reprise da novela “Caminhos das Índias”, Tania volta a nos encantar e nos desperta um desejo de saber um pouco mais sobre ela. Mulher forte e delicada, bela e talentosa. Atrativos que fizeram seu marido, o cantor Jairzinho, se apaixonar e que já rendeu muitos frutos (seja na vida a dois, seja na vida profissional). Aqui está Tania de volta, cheia de planos e encantos para você não perdê-la de vista.

Você foi bailarina por anos, quais os benefícios para o corpo, para a mente e a carreira de atriz? O ballet me levou a careira de atriz, foi lá que aprendi a ter paixão pelo palco, a experimentar com afinco alguma coisa que tivesse a ver com o meu coração, que falasse algumas coisas que quando criança eu nem sabia o que era, mas era uma maneira de expressão que me fazia muito bem. O ballet me levou a carreira de atriz com certeza. Meu deu foco determinação e persistência. Acho que elementos como esses são fundamentais para minha vida.

Em "Caminho das Índias", reprisada agora na Globo, sua personagem se envolve com um homem de outra cultura, com outros costumes e acaba “abandonada” por ele. Acha possível que relações com pessoas de costumes e crenças tão distintas possa dá certo sem que um ou outro “abra mão” dos seus hábitos culturais? Acho que em um relacionamento a gente abre mão, muitas vezes, independente de hábitos culturais, acho que é um tipo de experiência se relacionar que inclui abrir mão muitas vezes. Não deixando de lado o que somos, apenas deixando de lado em certos momentos. Acho que é possível sim. Um pais como o Brasil e a Índia têm muitas diferenças culturais, mas eu ainda acho que o amor é capaz de superar tudo isso, ou facilitar essas diferenças todas.

Você morou em Cuba por conta do ballet, qual sua visão social e política da “Ilha de Fidel”? A minha visão social e política é tão abrangente, prefiro falar da experiência emocional, eu tinha 17 anos e tantas coisas aconteceram, foi uma experiência muito diferente, de um país capitalista para um socialista, ou com resquícios de socialismo, já estava em transformação. Eu fui em um ano para dançar em um festival e o outro eu fui para ficar seis meses e já percebi a diferença nesse período. Mas só de não ter o que eu desejava na minha mão, ter que compartilhar a água do banho que tinha que buscar de balde no vizinho, e perceber que isso de fato não mudava nada nos aspectos intelectuais e emocionais daquela nação tão determinada e certa no que desejam. Eles têm uma crença muito maior no Governo, eles reclamam do Governo, queriam grandes experiências, viajar o mundo, mas artisticamente eles são muitos cultos, educação chega para todos, ninguém morre de fome. Eles têm os elementos básicos da educação, do social e da moral muito claros. Foi sensacional, acho que ali muita coisa se transformou.

Em tempos de “cabo de guerra” ideológicos como cria suas filhas para conviverem com diferenças sem confrontos? Estamos em mutação constante, de opiniões próprias, ainda mais diferenças de outra ordem, que são imensas. A única coisa e principal que sempre digo para elas é ter respeito. Que todos temos diferenças e temos que aprender a conviver com isso. Se não viveremos em um ambiente de guerra.


Quais as qualidades de Jairzinho como homem, pessoa e marido que todos deveriam ter? (risos) Ele é o meu escolhido é uma pessoa brilhante, amável, me ensina a abrir a mente, a amar, deixar para lá e a não ser tão feminina no sentido – “nervosa”. Ele é a minha melhor escolha. 

Falando em Jairzinho, vocês são pessoas públicas famosas, como lidam com assédio? Há ciúmes? Normal, a gente não deixa de fazer nada. Claro que tem momentos que estamos a fim de ficar só a gente, aí ficamos em casa. A gente lida bem com ciúmes, quando acontece a gente se resolve.

Por falar nisso... Era fã do Balão Mágico? (risos) Eu era muito fã do Balão Mágico e queria ser a Simoni.  Acho que várias garotas dessa idade tinham esse sonho.

Em tempos de empoderamento feminino, como se posiciona? Me valorizando. As mulheres estão no caminho de todo dia se descobrir e se permitir, ver os seus valores, posições e rever. Eu agradeço por viver nesse século, nesse tempo. Se não, eu sofreria consequências. Eu venho de uma família que apoia a mulheres sempre, mesmo sendo neta de sírio, árabe, que de certa forma as mulheres são oprimidas, eu só tenho a agradecer o meu avô Callil. Minha mãe há setenta anos atrás estudava, e se tornou uma grande psicóloga e doutora e que sempre abriu as portas para mim e minhas irmãs, somos em três mulheres. Ela nos dizia para não depender de ninguém e batalhar atrás dos nossos sonhos. Só tenho gratidão. 

 Você já foi conquistada, mas no caso de suas amigas solteiras, que buscam relacionamento, reclamam das atitudes ou falta delas, por parte dos homens? Você concorda? Acho que o ser humano reclama sempre. Tendo alguém ou não, acho que se relacionar é a grande missão da humanidade, acho muito difícil se relacionar. É você se questionar todos os dias, pergunta, revê, abrir mão. Claro que tem mais sorte, ou fez a escolha mais próximas ao que desejava, mas é difícil mesmo, seja amigo, parceiro, filho.

Onde os homens estão pecando e acertando hoje em dia nos relacionamentos? Não sei fazer essa análise. As mulheres sempre querem ser galanteadas, serem mulheres, serem conquistadas e respeitadas. Homens que valorizem que cuidem, que organizem algumas situações, que façam alguma coisa, além do que as mulheres não consigam.

Algumas novelas te fizeram viajar para lugares exóticos, como a Turquia por exemplo. O que pra você há de mais enriquecedor em uma viagem? Viajar para mim é o melhor presente, não tem nada material que me faça abrir o coração e a mente mais do que viajar. Eu sempre viajei muito desde pequena. Foi muito especial viajar para Turquia, pois foi o mais próximo que cheguei da minha origem, A Cappadocia é muito perto da Síria. Eu fui com a minha irmã mais velha e curtimos muito na época de “Salve Jorge”. O povo é carinho, a comida é sensacional. Me tocou muito, só de ouvir a oração que eles fazem de manhã e no final do dia, me levava para outra dimensão.  

Qual o seu conceito de felicidade? Se considera feliz? Eu sou feliz e busco a felicidade. A felicidade é ligada a paz... Só é capaz de existir a felicidade quando há paz.

Qual a trilha sonora e qual programa para um noite especial? Stevie Wonder! Adoro ir ao cinema e se tiver uma grana sobrando eu pego o avião e vou para Nova York assistir as novidades. É sensacional ver uma arte que me toca muito. Eu viajo muito para lá porque o Jair trabalha bastante lá...Aqui no Brasil temos coisas incríveis, como o “Bonde Chamado Desejo” e outros espetáculos. 

O que curte ler, ver e ouvir? Eu adoro ler desde de best seller até Heidegger. Não tenho preconceito de ouvir e de leitura. Eu gosto de Agatha Christie e as vezes eu gosto de leituras mais densas.


O que vem por aí em 2016? Vem um programa em família de um projeto meu e do Jair que se chama “Grandes Pequeninos” que é de música, de teatro, circo voltado para as crianças. Sentimos a necessidade disso e o Jair compôs. O primeiro ficamos em cartaz no Teatro Folha e agora no segundo vem um programa no Discovery Kids, temos um canal no Youtube com animações, um CD novo e temos um projeto de rodar o país com o espetáculo. É muito especial e feito com o coração para as crianças. É ficarei em cartaz com o espetáculo “Dez Encontros”, no teatro Folha, em São Paulo até março e um filme uma comedia que deve lançar no segundo semestre. 

Fotos Pino Gomes
Moda Alê Duprat
Beleza Teodoro Jr.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

MÚSICA: AllyCats, a banda que conquistou o público com um som cheio de estilo

Os três são fãs de rock, motos e cheios de estilo. Não faltava nada mais que ligasse esses três amigos ao som meio “vintage”. O universo de garagem e motos também está presente na identidade da banda AllyCats. Um som gostoso de ouvir, animado para dançar e que caiu como uma luva (de moto!) para os integrantes Josias, Daniboy e Carlos Cajueiro. Ah, a barba, outra paixão em comum, vem para coroar o estilo dos AllyCats. O trio recentemente se apresentou no Jazz Festival de Gravatá, interior de Pernambuco, juntamente com grandes músicos de jazz do mundo e mais uma vez os AllyCats levantaram o público. A MENSCH conversou com eles para conhecer um pouco mais dessa banda cheia de identidade e seus integrantes.

Como surgiu a ideia de montar a banda Allycats? Nós sempre gostamos do estilo vintage, "old school", tanto no vestuário, como na música. Sempre ouvi muito Rockabilly. Na época, eu (Daniboy) e meus irmãos tínhamos uma garagem em casa, onde vivíamos customizando nossas motocicletas, e a trilha sonora, era basicamente Rockabilly music. É um estilo de som que tem tudo a ver com a cultura Old school de customização de carros e motos. Daí veio o nome Allycats, uma mistura da expressão americana "Alley Cats"(gatos de rua) e alicates (ferramentas). Desde então a ideia de formar uma banda Rockabilly não me saía da cabeça, e por muito tempo, fiquei à espera do momento e dos "caras" certos.


E como foi esse encontro de vocês três até chegar na AllyCats? Eu (Daniboy) já conhecia o Josias e o Cajueiro desde muito tempo, até que um dia, numa conversa, marcamos de "tirar" um som, coloquei a ideia na mesa, e os dois toparam na mesma hora e abraçaram a causa com maestria. E não poderia ser uma junção melhor. Foi o casamento perfeito! Nascia os Allycats.

Como foi o processo de escolha do repertório? O rockabilly, é uma música muito fácil de "digerir", várias músicas do nosso repertório, são clássicos, conhecidas por todos, músicas que posso dizer que já fazem parte da 'cultura popular' do rock'n Roll. Claro, que várias outras, são músicas que nos identificamos, e que queremos levá-las ao público. 



Que novos desafios tem encontrado com esse novo projeto? A cena Rockabilly, no Sul do país, é forte e já tem seu espaço. No Nordeste, essa é uma cena que tem tudo para crescer da mesma forma. Temos alguns nomes, como Joanatan Richard (PE) e The Bop Hounds (RN), entre outros, que nos ajudam nesse desafio de consolidar esse estilo musical por essas bandas. 

Além da música vocês tem trabalhado todo o conceito vintage da banda. Como surgiu essa ideia? No Rockabilly, o visual é muito importante, o estilo Rocker (Topetes, Jaquetas...), os instrumentos, tudo reflete o clima e o visual da época, e sem dúvida, chama atenção e diferencia o trabalho, como um todo. Hoje, vivemos vestidos como se fossemos tocar. (risos)

O que podemos esperar mais desses três loucos por música e motos? Estamos preparando um material, em um futuro bem próximo. Primeiramente um clipe, com essa cultura "biker". Estamos em produção de músicas autorais, e logo, logo, gravaremos essas músicas. O Trabalho não para, o caminho não é fácil, mas estamos fazendo algo que amamos, da forma que gostamos. Podemos chamar os Allycats de família, pois é assim que nos sentimos.


Fotos Simony Rodrigues / Carlos Cajueiro

AllyCats no Facebook: /www.facebook.com/allycatsband

Acompanhe um pouco do que rolou no festival de jazz:


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

DESTINO: Quatro destinos brasileiros para quem gosta de turismo de aventura

Um país tão rico em natureza e paisagens exuberantes como o Brasil tem que ser aproveitado de diversas maneiras. Considerado um dos melhores países para a prática do turismo de aventura, os apaixonados por esportes radicais só terão problemas em escolher qual dos pontos é o melhor. Igor Arruda, praticante de várias modalidades do esporte de aventura e consultor de viagens da Luck Viagem, listou quatro destinos brasileiros para quem gosta de montanhismo, rapel, bike, canoa, mergulho ou trilha. Programe-se e boa aventura, quer dizer, boa viagem! 


Da escalada à canoagem, a Chapada Diamantina é um lugar que reúne o melhor do esporte de aventura no Brasil. Dá para fazer trekking (trilha) no Vale do Capão ou na Cachoeira da Fumaça, numa caminha de que pode chegar a 25 km. O roteiro Volta ao Parque, que dura seis dias para um percurso de mais de 200 km, apresenta paisagens incríveis para quem gosta de bike. E o visual deslumbrante também está presente quem procura pela canoagem, navegando pelo Mucugê e no Vale do Capão, por meio do Rio Preto.

Não somente das 275 quedas d’água vive o turismo de Foz do Iguaçu. Para quem gosta de arvorismo, há um circuito no Parque Nacional. Dá para fazer trilha no Parque das Aves e, de quebra, admirar os 900 tipos de aves, de 150 espécies, que vivem livres no local. Para quem quer algo ainda mais cheio de adrenalina, é possível fazer paraquedismo, saltando de aviões a 3.500 metros de altura e passando até 50 segundos em queda livre e mais oito minutos planando de paraquedas pela Tríplice Fronteira e o Lago de Itaipu. Há rapel próximo às Cataratas, rafting pelas corredeiras e muro de escalada.

Conhecida pelas lindas paisagens aquáticas, Bonito não poderia ter recebido outro nome. O esporte mais frequentado é justamente a flutuação, como os que acontecem nas águas cristalinas do Rio Sucuri, após 400 m de trilha. Há ainda o Abismo Anhumas, que, após um rapel de 75 m, os turistas chegam a uma caverna submersa, onde podem fazer mergulho com cilindro e flutuação. O melhor é que só podem descer oito pessoas por grupo, ou seja, o passeio é tranquilo e bastante inspirador. Também é possível fazer mergulho no Rio Formoso e no Rio da Prata.


É no Balneário Camboriú que está localizado o Parque das Aventuras. Com um nome desses fica até fácil adivinhar qual a proposta do local. Lá há uma atividade pioneira no Brasil, o arborismo acrobático, com 120 m de extensão e duas horas de duração, onde as pessoas escalam, caminham sobre cabos, entram em cavernas e fazem tirolesas. A navegação também é outra opção, nas praias da Barra, Laranjeiras, Taquarinhas, Taquaras e Praia dos Amores. A Praia da Brava é um dos melhores picos para os surfistas. E, a opção mais visitada, um trenó da mata, conhecido como Youhooo, que corta 710 metros de mata, em uma velocidade de 60 km/h com descidas, subidas e curvas sinuosas. Também é possível encontra passeios de parapente e ziprider.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

MULHER EM FOCO: Um mergulho na intimidade de Juliana Santos, empresária a frente de uma das maiores multimarcas do país

De um sorriso contagiante e uma energia admirável, Juliana Santos, o nome por trás da conceituada multimarcas Dona Santa, nos recebe para abrir um lado seu ainda inexplorado pela mídia, a vida pessoal. Apesar do tema delicado, a naturalidade permeia toda a conversa. Claro, o universo da moda se mistura à sua trajetória fazendo parte de suas experiências desde os três anos de idade, quando sua mãe, Lília Santos, ainda dedicava-se exclusivamente à academia Perfformance, seu primeiro negócio. “Eu nasci em 77 e mamãe abriu a academia em 80. Então, acho que essa coisa de vaidade, de beleza sempre teve muito presente em minha vida, desde pequena. Na época não existia Dona Santa, mas havia lojinhas dentro da academia e lá mamãe vendia moda fitness. Depois, ela colocou uma confecção própria com outros tipos de roupa. Já nesse tempo eu adorava ficar ali dentro, ajudando a vender e vivenciando meu imaginário”, recorda.

Mesmo estudado quase todo o colegial no tradicional Santa Maria, em Boa Viagem, Zona Sul de Recife, Juliana conta que foi na adolescência que seu estilo começou a se moldar. No segundo grau, quando a única peça obrigatória do uniforme era a camisa, a moça à frente de seu tempo já usava um jeans moderno e coturno. “Lembro que a febre era a Levis 501, mas ninguém usava aqui. Então eu ia para o colégio já com esse estilo. As pessoas falavam, ficavam olhando de lado, mas eu sempre fugi do padrão. Mesmo sem redes sociais ou internet, já me informava e gostava de usar as coisas que fossem mais diferentes”. 


Nessa época, nem imaginava que um dia abandonaria o sonho de se formar em Letras para gerir um negócio tão sólido e se tornar uma espécie de celebridade do mundo fashion, uma trendsetter. Viajou para a Inglaterra para realizar intercâmbio de um ano, seguindo à risca o caminho que toda jovem de sua classe percorria. “Quando voltei, mamãe já tinha inaugurado a Dona Santa, que abriu suas portas em 1995. Comecei uma faculdade e tranquei. Depois passei a cursar Letras, pois adorava. Mas senti que não estava dando conta das coisas, porque foi justamente quando comecei a trabalhar na loja, em 1998”. Foi o perfeccionismo, característica forte de Juliana, que a motivou a fazer uma escolha. “Tinha a ideia de que iria voltar (a cursar Letras), mas o trabalho foi demandando cada vez mais, porque precisei me envolver em outras áreas. Enfim, nunca mais deixei a loja”, diz ela com a certeza de que essa foi a guinada na sua vida.

Desde que se tornou sócia, Juliana assumiu a frente de diversas atividades: da curadoria das roupas até as compras mais simples, de manutenção. Tudo passa por ela. Por trabalhar com a mãe e ter tanta afinidade com sua atividade, muitas vezes o limite entre o lado pessoal e o profissional é sutil. Apesar disso, faz questão absoluta de manter cada parte em seu devido lugar. “Eu divido minha vida de empresária da de mãe e da de filha. É muito difícil, mas isso se tornou para mim uma imposição. Hoje se usa muito o WhatsApp como e-mail, mesmo assim, quando estou em casa, eu só respondo se for alguma coisa muito urgente, senão faço questão de deixar para depois. Acredito que o principal para alcançar esse objetivo, é ter metodologia e organização para focar no que se está fazendo, seja na hora do lazer ou na hora do trabalho. É estar inteira em qualquer lugar”, afirma. 


Na hora de se vestir, essa dupla realidade é a mesma. “Tem final de semana que mamãe me vê em casa e diz: ‘Juliana, acho que ninguém acredita que você fica assim em lugar algum.”  O caso é que, se eu puder, passo o final de semana de biquine, já que amo praia, ou até de lingerie, porque não quero ver roupa na minha frente, não pensar no que usar”, brinca relatando ainda que certa vez foi ao shopping com o filho Bernardo, de seis anos, numa tarde de cinema, Game Station e lanche. “Uma colega da academia disse que pensou ter me visto com ele, mas achou que era alguém muito parecida comigo por estar de camiseta, calça jeans e chinelo. Respondi que era eu mesma, e ela ficou impressionada. As pessoas acham que há uma obrigação de estar o tempo inteiro bem vestida, e final de semana, tudo que eu quero é ficar à vontade”.  

É nesses momentos de calmaria que ela para e reflete sobre um dos seus grandes desafios. “A coisa mais difícil é, sem dúvida, educar uma pessoa. Para mim não tem trabalho, não tem nada, e sim ter a capacidade de educar um ser humano”, define ao falar sobre o pequeno Bernardo. É quando ela adquire um ar sublime e, por uns instantes, suspira ao completar: “É algo muito instintivo. Obviamente eu sou o meu melhor pra ele. Com ele eu sou rígida e brigo. Mas, ao mesmo tempo, tenho um lado muito menina, muito moleca, de brincar, de pintar, de fazer piada comigo mesma e com os outros”. Nesse momento, segue falando da família. “Sou muito apegada à minha mãe, não sei se por ser a filha caçula com certa distância para meus dois irmãos, Zezinho 10 anos e Ana Cecília 8, já que quando criança isso fazia toda a diferença. Hoje em dia moro no mesmo prédio dela, então querendo ou não, a gente nunca se descolou. Vivo chamando ela lá pra casa e adoro ficar jogando conversa fora”. Já o pai, cita como um grande professor e parceiro. “Ele me ensinou tudo da área financeira da loja. No começo, me acompanhava de forma bem próxima, depois as reuniões foram tendo um intervalo maior até chegar ao que está agora. Apesar de eu já ter a prática, pelo perfil de pai ele se interessa em acompanhar o cenário”, revela.


No dia a dia, a rotina começa cedo. Aliás, bem antes de sair de casa. “Costumo dizer que começo a trabalhar na hora de me arrumar pra vir pra loja, porque eu não posso vir pra cá de qualquer jeito. Eu posso até estar com um jeans e uma camiseta, mas tenho que saber como exatamente estou usando esse jeans e essa camiseta”, comenta.


Para enfrentar uma atividade tão intensa e cheia de detalhes, o combustível da trendsetter é sol e mar. Ela revela que se no fim de semana não encaixar um dia de praia, nos de trabalho, troca a academia por caminhadas no calçadão, com direito a um mergulho. “Já até deixei uma boa dermatologista porque ela queria vetar o meu banho de sol. Moro de frente para a praia e sou uma pessoa totalmente solar. A meditação também faz parte do meu cotidiano e acho que é outra atividade fundamental”. Dessa forma, ela segue agregando bem-estar em torno do estilo que veste a casa, o trabalho e a vida. 



Acompanhe os bastidores do ensaio fotográfico:


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

MOTOR: F1 W07 Hybrid, o novo carro da Mercedes para buscar o tricampeonato em 2016

A temporada 2016 de Fórmula 1 está se preparando para a largada (que começa 20 de março) e algumas novidades estão vindo à tona. Como o novo carro da Mercedes que foi divulgado neste domingo as imagens do F1 W07 Hybrid, modelo com o qual irá competir em 2016. Com duas temporadas praticamente perfeitas, levando dois títulos de construtores e dois de pilotos, sua missão é manter o domínio e manter os ânimos calmos entre sua dupla de pilotos, que vem para a quarta temporada juntos, tendo novamente o tricampeão Lewis Hamilton #44 e Nico Rosberg #6 como pilotos. 
O carro esteve na pista pela primeira vez na sexta-feira passada em Silverstone, durante um evento promocional que rendeu 100 quilômetros. Ele ainda terá um lançamento oficial antes do início da pré-temporada nesta segunda-feira em Barcelona. E segundo o chefe técnico da equipe, Paddy Lowe, o F1 W07 Hybrid apresenta “mini revoluções” em relação ao seu antecessor. “Depois de uma temporada de grande sucesso em 2015, a nossa prioridade foi identificar as áreas em que fomos mais fracos e tentar melhorá-las”, disse.

“Nosso objetivo é a excelência em todas as áreas, e, ao mesmo tempo em que tivemos alguns resultados fantásticos no ano passado, há muitas áreas em que ainda podemos ser muito melhores. Esse é o tipo de cultura que tentamos incutir em toda a organização – esforço constante para chegar a algo melhor”, prosseguiu Lowe. “Tivemos uma série de etapas onde não atuamos como o planejado em 2015 – principalmente em Cingapura – assim havia muitas coisas para melhorar para 2016. Estamos buscando otimização absolutamente em todas as partes”, finalizou o dirigente.



Veja a apresentação feita por Lewis do novo carro da Mercedes:

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

ESTRELA: Leona Cavalli - Talento e sensualidade à flor da pele na TV, teatro ou cinema

Alleyona, nome raro e original para uma estrela que brilha como Leona Cavalli. Ela é uma das atrizes mais talentosas de sua geração e tem feito um enorme sucesso na TV seja lá em que papel for. Leona tem uma presença forte, traz sempre uma verdade em cada personagem e sempre transpira uma sensualidade natural. Seja por seu largo sorriso ou pelo olhar brilhante. Ou seja, essa gaúcha nunca passa despercebida. Foi assim desde o início, com sua primeira novela (Belíssima) até hoje no teatro e na TV (em “Totalmente Demais”). O cenário que escolhemos para este ensaio exclusivíssimo, foi no conceituado hotel Sheraton na Barra da Tijuca, onde pode se desfrutar de uma bela vista para o mar e desfrutar de aconchegante SPA para momentos de relax assim como nossa estrela merece. Ao final digamos que foi um bate papo, totalmente demais!  

Leona, poucas pessoas conhecem seu verdadeiro nome de nascimento: Alleyona, como foi que seus pais tiveram esta inspiração de escolher para você um nome tão raro? Minha mãe queria que eu me chamasse Leona, mas meu pai achava “forte” demais, dizia que chamariam de "Leoa"; e como ele foi professor de latim, preferiu Alleyona, inspirado na raiz latina "Alea". Tentou simplificar mas não adiantou... No meu primeiro filme, "Céu de Estrelas", cheguei a usar Alleyona, mas as pessoas falavam “Aleona”, então achei melhor usar o original Leona mesmo.


Você é gaúcha, filha de pai político e mãe professora, com 3 irmãos, como foi sua infância, adolescência e sua relação com a família? Nasci em Rosário do Sul, minha infância foi junto à natureza, brincando na fazenda, nadando no rio, com muita liberdade. Ao mesmo tempo em que estudei em colégio de freiras, tive uma educação exigente. Fui uma adolescente rebelde, com ideais e sonhos muito diferentes do ambiente em que eu vivia, pois não tinha referência de atores nem teatro na cidade, mas meus pais foram maravilhosos, apesar de não gostarem da minha opção de ser atriz, sempre me apoiaram.

Como foi que você descobriu, que queria mesmo seguir carreira artística? A primeira vez que entrei em cena foi aos seis anos, na escola. Fiquei encantada com a possibilidade de brincar, de verdade, de ser outras pessoas, viver outras vidas através das histórias. E virou um sonho me tornar atriz, que só aumentou quando descobri que isso podia ser uma profissão.



Como foi sua estreia na TV, mais precisamente em novelas, dá um certo frio na barriga, ou isto acontece só no teatro, ou nunca acontece com você? Fiz participações em séries, "Os Normais" e a "Grande Família", mas minha primeira novela foi "Belíssima", do Silvio de Abreu, tive a sorte dele escrever uma participação pra mim, sou muito grata. Foi sim uma grande emoção, que sinto ainda, a cada novo personagem, a cada estreia, a cada apresentação, filmagem ou gravação, seja no teatro, no cinema ou na TV.

Você traz no currículo peças, filmes e novelas admiráveis, obras de autores conceituados, as quais contracenou com elenco estelar, existe alguma obra especial, do tipo “inesquecível” pra você? Considero um presente e uma honra poder fazer personagens maravilhosos, com grandes diretores, autores e colegas. Muitos são inesquecíveis, talvez todos; mas alguns tiveram um significado maior na minha carreira, como a estreia no teatro profissional com "Hamlet", de Shakespeare, direção de Zé Celso, onde fazia Ophelia; no cinema "Amarelo Manga", de Claudio Assis, na TV "Gabriela" com a Zarolha, de Jorge Amado por Walcyr Carrasco, direção de Mauro Mendonça Filho, mas poderia citar com certeza muitos outros. Agora estou fazendo duas personagens que amo, no teatro, a pintora Frida Kahlo, na peça “FridaYDiego”, de Maria Adelaide Amaral, dirigida por Eduardo Figueiredo; e na TV, a Gilda de "Totalmente Demais", de Rosane Svartman e Paulo Halm, com a direção de Luiz Henrique Rios. Agradeço a companhia de tantas pessoas talentosas e amigas, acho que é isso o que vale a pena no caminho, além do amor do público, que é o mais importante.  


Ao longo de tantos anos de trabalhos artísticos, foram muitas dificuldades, decepções, competição, lutas, vitorias, conquistas, qual é a regra de sobrevivência nessa área? Não existe uma regra, cada situação se mostra completamente diferente; mas o que é comum e necessário sempre é manter a chama do amor pelo ser humano acesa, com disciplina, persistência, humor e, como em toda profissão, humildade.

 Você é do tipo que gosta de desafios, sem medo de se atirar de cabeça na arte e na vida? Amo desafios, acho que é fundamental arriscar, ousar, se reinventar, manter o espírito de curiosidade e ter alegria com o novo, pois é assim que aprendemos.

Como você lida com o assédio através do mundo virtual, redes sociais, e vida real? Lido com naturalidade, sabendo que faz parte, pois é um contato inevitável com o público; mas procuro manter um limite de respeito.

Do que você ainda não falou publicamente e gostaria de ter oportunidade de expor? Nada que eu lembre no momento.

O que você mais gosta de fazer quando está de folga? Viajar, amo! Também ir ao cinema, teatro, pintar, andar a cavalo, cuidar do meu sítio, ler, tantas coisas...

O que você mais aprecia em um homem? O caráter.

Quais são seus próximos projetos? Em março lançarei meu segundo livro e primeiro infantil, de uma personagem que tenho a algum tempo "Bela Belinha, uma palhacinha". E continuo com a peça “FridaYDiego” viajando pelo Brasil e gravando “Totalmente Demais” até Maio.

FOTOS MARCIO ROMANO
DIREÇÃO CRIATIVA E PRODUÇÃO EXECUTIVA - MARCIA DORNELLES
BELEZA - ALINE OLIVEIRA
TRATAMENTO DE IMAGEM – WILL WESA

LEONA VESTE - LOOK DOURADO: M RODARTE, ACESSÓRIOS ZARPELON; LOOK PRETO: SÓ A RIGOR, ACESSÓRIOS PANNA; LOOK VERMELHO: SÓ A RIGOR, ACESSÓRIOS MIRES BRANDÃO E PANNA

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

CARRO: Mercedes-Benz AMG GT, o carro que trouxe novamente a marca ao topo dos superesportivos

No final do ano passado a Mercedes-Benz foi um dos grandes destaques do Salão do Automóvel de São Paulo graças ao novo AMG GT, que colocou novamente a marca em evidência em seu portfólio de superesportivos atraindo a atenção do público presente. Mas e o que esse novo modelo tem de especial fomos descobrir e constatamos que se trata o modelo top na categoria.

Com um visual muito agressivo, o AMG GT S chama atenção pelo capô longo e cabine reduzida, bem como os faróis com LEDs e escape duplo retangular. Por dentro, o estilo reflete exatamente o exterior. Um cockpit com console elevado e largo, dotado de inúmeros comandos e o AMG SELECT CONTROL. Diferente de outros carros da Mercedes, ele vem com uma pequena alavanca de marchas posicionada mais atrás.



O AMG GT S é a versão mais poderosa do esportivo da Mercedes-AMG, ele vai de 0 a 100 km/h em 3,8 segundos. Vem com transmissão de dupla embreagem e sete marcas AMG SPEEDSHIFT MCT com quatro modos de condução: Comfort, Sport, Sport+ e Race. Além disso, conta com suspensão AMG RIDE CONTROL, que apresenta programação variável dependendo das condições da pista, sendo selecionável pelo condutor.


Com posição de dirigir voltada completamente para a condução esportiva, o AMG GT S parte rapidamente para seu objetivo sem delongas. Para quem quer experimentar todo o potencial do carro, o modo Race é o indicado. Assim, o V8 4.0 biturbo parte com disposição insana e em poucos segundos o cupê alemão já alcança altas velocidades.

Nervoso, o AMG GT S não tolera vacilos ao volante. A traseira tende a sair ligeiramente devido à grande força do propulsor, mas é totalmente corrigível, permitindo entrar e sair de curvas em alta velocidade com o carro totalmente na mão. O poder de frenagem supera em muito o dos demais modelos da AMG e direção muito direta permite explorar ainda mais as curvas e chicanes.

A aceleração é brutal e o corpo fica quase o tempo todo colado ao banco. Conforme as curvas e retas vão passando, a confiança ao volante vai ficando cada vez maior, apesar de toda a brutalidade nas retomadas e do ronco “explosivo” dos escapes logo atrás. Definitivamente, o AMG GT S tem nas pistas o seu habitat perfeito. O preço desse superesportivo é de US$ 329.900, o que dá uma média de R$ 1,3 milhão.

Fonte: Mercedes-Benz / Auto Guide

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

MUSA(S): Mari Rosas & Tatá Assad juntas em um ensaio quente e cheio de provocação

Duas de nossas descobertas na seção “Garota do Lado” voltam para comemorar conosco nossos 5 anos com um novo ensaio, dessa vez juntas para nossa alegria. As loiras Mariana Rosas e Tatá Assad se encontram para protagonizar um ensaio quente e cheio de provocação.


Aqui está você de volta às páginas da MENSCH em um novo ensaio... Como foi fazer essas novas fotos e ao lado da sua amiga Tatá Assad? MARI: Fiquei muito feliz de poder estar na MENSCH pela terceira vez, e como tudo que é bom, é melhor ainda estando ao lado de quem se gosta, amei fazer o ensaio com Tata que além de parceira de trabalho é uma amiga muito querida!

Do último ensaio para esse você engravidou. Mas está em plena forma. Foi difícil voltar à forma ideal? Como cuida do corpo? MARI: Não acho que tenho o corpo ideal ainda, mas fiz o possível na gestação para não engordar. A melhor forma de cuidar do corpo é a alimentação, então sempre que vejo que estou começando a sair da linha procuro comer bem, a academia também me ajudava muito, mas ainda não consegui voltar a frequentar ela regularmente.

Sabemos que hoje você é casada, mas o que um homem precisa fazer para te conquistar? MARI: Pra me conquistar não sei se isso ainda é possível por que já me conquistaram (risos), mas admiro muito homens que são educados, que tem senso de humor, que respeitam a mulher, que sabe ser parceiro, homem que sabe ser homem.

Que parte do seu corpo é aquela que você pensa: "ah, aqui eu me garanto!"? (Risos) MARI: Me garantir eu não sei, mas gosto muito do meu bumbum.

Quais os planos para 2016? Algum projeto novo? MARI: Ano que vem estaremos nos mudando para outro estado, eu, marido e filho, então acho que até meio do ano vou precisar deixar o profissional de lado, mas assim que tudo estabilizar, vou botar em prática alguns projetos que tenho.






Aqui está você de volta às páginas da MENSCH em um novo ensaio... Como foi fazer essas novas fotos e ao lado da sua amiga Mari Rosas? TATÁ: Foi ótimo, nos damos muito bem e somos muito amigas isso facilitou muito para ficarmos mais à vontade. Tanto adoramos que já vamos fazer outro juntas (risos).

Você parece ser uma mulher segura de si e decidida. Verdade? Isso assusta os homens? TATÁ: Sou sim...acredito que assusta justamente o tipo de homem que eu não me interessaria!

Sabemos que hoje você é casada, mas na hora da paquera o que faz um homem ser interessante aos seus olhos? TATÁ: Gosto de homem sério, mesmo na hora da paquera. Pra mim não pode ficar dando muito mole não...tem que ser difícil (risos).

Qual o cenário ideal para viver uma noite romântica? TATÁ: Uma praia, com um bom vinho e uma musiquinha de preferência.

Quais os planos para o 2016? Algum projeto novo? TATÁ: Muitos projetos... vem coisa boa por ai...(risos) Surpresa!



Confira o making of do ensaio com nossas musas:



Fotos Newman Homrich
Produção Executiva Cris Glasner
Estilo Renata Falcão
Make & Hair Érika Lins / Washington Barros

AGRADECIMENTOS
Animale (roupas), Trudy´s (adereços), Schutz (sandálias), Absolut Art Bar - Recife (locação)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

ESTRELA: Carolina Kasting, linda, delicada e muito talentosa

Entrevistar a atriz Carolina Kasting é sempre um prazer. Delicada e firma ao mesmo tempo, atenciosa e culta sem exageros. E ainda por cima um talento incrível para criar mulheres diversas, fortes e delicadas, assim como ela. E são essas várias mulheres que encontramos ao conversar com ela. Da dona de casa à mãe dedicada, da esposa apaixonada à batalhadora. Poderíamos ficar aqui tecendo mil qualidades e elogios, mas o melhor é ler essa entrevista e se tornar ainda mais fã dela. Assim como nós somos.


Dança, moda, teatro... a carreira de atriz foi sendo construída ao longo do tempo ou já era uma vontade e vocação antiga? Foi sendo construída ao longo do tempo. Desde pequena eu criei uma relação de fascínio com o palco, por causa da dança. Sonhava em ser bailarina clássica. Aos 14 anos saí de minha terra natal, Florianópolis, para seguir meu sonho. Acabei modelando em São Paulo e depois fui fazer a Escola de Teatro Célia Helena. Foi onde me encontrei. Estudar dramaturgia, preparar o corpo para fazer uma personagem, se tornou tudo para mim. 

TVs e produtoras sem concentram no eixo Rio / São Paulo fazendo com que muita gente que almeja carreira televisiva se mude para lá, quais as dificuldades enfrentadas nesse início? A dificuldade que os jovens enfrentam hoje tem a ver com o imediatismo que estamos vivendo no mundo. De uma hora para outra você pode virar uma celebridade e eles acabam confundindo as coisas e achando que a profissão de ator é isso. Não é. Na minha profissão, você tem que estudar muito, ter cultura, gostar de arte, ler, buscar referências no passado e estar sempre ligado no futuro. A fama é uma circunstância do mercado. Quem você é como artista independe de você ser famoso ou não. A segunda maior dificuldade é se manter trabalhando, justamente por causa desse imediatismo atual. 



Em tempos fluidos onde ninguém é totalmente bom ou totalmente ruim, como vê o papel da mocinha e da vilã? Tanto a mocinha como a vilã deve estar estruturada numa composição que abrange o humano. Nunca seremos uma coisa só. Temos várias faces dentro de nós. Em teatro chamamos isso de vontade / contra a vontade. A personagem se enriquece assim. Um exemplo dessa verticalidade são as personagens da Elizabeth Jhin (na novela “Além do Tempo”). A condessa Vitória, a Melissa, a Judite que fiz em “Escrito nas Estrelas”, são personagens atormentadas por si próprias. Algumas conseguem perdoar e se redimir, outras não. 

Trabalhar como atriz atrai olhares do público tanto pra carreira quanto pra vida pessoal, algum incômodo nisso? Como lida com fama, exposição, assédio? Uma das coisas que valorizo na minha profissão é a relação com o público. Cabe a mim fazer de tudo para que essa relação mantenha-se boa. Sou muito sincera com o meu público e lido com a exposição de forma muito lúcida. Como na vida, gosto de delicadeza, afeto e educação, recebo isso do meu público. Quando recebo algo agressivo ou mal educado, corto na hora. 




“Além do Tempo”, sua novela mais recente tratou sobre as crenças espíritas, reencarnação, carma, evolução...No que você crê? Eu creio em algo maior que nós. Em um sentido maior. E minha espiritualidade é muito específica. Não sigo nenhuma religião, pois acredito que cada um deva desenvolver sozinho sua espiritualidade e deva tentar crescer e se elevar em espírito sempre. Não gosto de dogmas, acho que são limitadores do livre pensar. 

Sua personagem era uma mulher que sofria nas mãos do homem que amava, havia uma relação de poder além do querer bem e do respeito. Como vê hoje as questões femininas sobre assédio e violência doméstica? Ainda é um grande tabu. Não conheço uma única mulher que não tenha sofrido assédio. Mas estamos evoluindo, claro, hoje se pode falar sobre isso. Até mesmo para si mesma, você pode admitir que foi vítima de assédio e que a culpa não foi sua. Só assim poderemos nos ver livres de uma sociedade que ainda coloca a mulher em um papel de submissão em relação ao homem. Na verdade somos iguais, nem melhores, nem piores. A ideia de gênero foi uma construção social. Somos todos iguais, viemos e iremos para o mesmo lugar. 

O que é mais difícil em relação ao perdão? Perdoar é o mais difícil para o ser humano. Deus, como é difícil perdoar! É um exercício de elevação do espírito. 

E no amor ao próximo? Tenho esse sentimento de compaixão desde cedo. Não sei porque. Parece que nasci assim (risos). Ajudar os outros, amar sem esperar nada em troca, sempre me fez muito bem. E meu marido e minha filha têm o mesmo sentimento para com os outros. Fico muito feliz com isso. 




Linda, doce e serena, é assim que vemos você, que outro lado da Carolina pouca gente conhece? O meu sangue quente (risos). Trago o sangue dos Arruda (meu sobrenome paterno) nas veias. São pessoas muito determinadas e trabalhadoras mas têm o pavio curto. 

Maternidade, trabalho, casamento, muitas mulheres em uma, como lidar sem se estressar? (risos) Ah, as mulheres não sabiam o que estavam preparando para si com a emancipação feminina (risos). Acumulamos muitas funções, somos muitas hoje em dia e temos que dar conta. Mas acaba que é muito bom, quando se faz tudo isso por amor. Uma vez fiz um post com uma frase de minha autoria que dizia que tudo bem, profissão, dinheiro mas que eu gostava mesmo era de voltar pra casa e cuidar dos meus filhos e marido. Me chamaram de machista (risos). Gente! Eu gosto mesmo de ser esposa, mãe, dona de casa, gosto de cuidar das minhas coisas, das pessoas que amo. E também gosto de trabalhar, ser reconhecida profissionalmente, me sentir desejada, cobiçada. São as muitas mulheres dentro de mim. 


Não existe receita nem segredo, mas o que leva a uma relação feliz e harmônica? O diálogo, que permite o respeito, que alimenta o amor. 

Que pessoas deseja que seus filhos sejam? As pessoas que eles são. Humanas. 

Você começou na TV em 1996 com “Anjo de Mim”, de lá para “Além do Tempo” são 20 anos de carreira. Como avalia sua trajetória? O que ainda falta? Pois é, nesse ano, além de ter um bebê e colher os frutos de uma novela tão bem sucedida como “Além do Tempo”, ainda tenho que comemorar os meus 20 anos de carreira! Acho que não falta nada, só tenho a agradecer por tudo. E continuar trabalhando com amor e dedicação ao meu ofício. 

E quando quer relaxar, o que mais curte fazer? Ficar com meu marido. Eu o amo mais que tudo. Ele é meu companheiro. Em grande parte responsável pelo que tenho e sou. 

Fora a maternidade, ainda planeja algo para esse ano? Vou aproveitar para pré-produzir um monólogo teatral sobre a vida da Liv Ullmann, grande atriz que sempre admirei. Terá direção do Paulo de Moraes e espero estar estreando no final do ano, quem sabe em comemoração aos meus 20 anos de carreira. A peça se chama "Liv" e será meu primeiro monólogo. Obrigada pelo alto nível das perguntas, Revista MENSCH, foi um prazer. 


Fotos Sergio Baia
Styling Karen Brustolin
Assistente Fê Tolen
Beauty Everson Rocha