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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

HISTÓRIA: Nos Passos do Frevo - O museu que evoca e exibe o ritmo do Carnaval pernambucano

Comemorando o dia do Frevo, em 09 de fevereiro de 2014, Recife recebia o que há muito já merecia: um museu dedicado à história do Frevo. O Paço do Frevo nasceu para ser um centro de referência de ações, projetos e atividades de documentação, transmissão, salvaguarda e valorização de uma das principais tradições culturais brasileiras, reconhecida como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco: o frevo. Além de reconhecer a importância do Frevo não só para o Brasil, principalmente, para Pernambuco, o Paço abre espaço para que residentes e visitantes possam não só “cair no ritmo”, mas, sobretudo, conhecer a fundo a história desse ritmo, dos blocos, de cada passo e de como a vida pulsa entre sombrinhas e clarins.

Localizado na Praça do Arsenal da Marinha, no Bairro do Recife, o Paço é uma iniciativa da Prefeitura do Recife, com realização da Fundação Roberto Marinho e gestão do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG). O projeto conta com o patrocínio cultural da Rede Globo e do Banco Itaú. Os patrocinadores do espaço são o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), o Governo do Estado de Pernambuco, por meio de sua Secretaria de Turismo e da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), o Instituto Camargo Corrêa, o Instituto Votorantim e da Pilar Produtos Alimentícios e apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura.



PRA VER, OUVIR E APRENDER 

O Paço do Frevo, além de ser espaço para contemplação da cultura pernambucana é também lugar de aprendizado interativo. A Escola de Música busca formar novos profissionais e gerações de orquestras de frevo, mas também pode receber aquele visitante curioso que quer aprender, sem grandes pretensões profissionais. A Escola de Dança, da mesma forma, serve aos foliões que querem fazer bonito no carnaval e também aos profissionais da dança que querem se formar passistas e levar a arte do frevo para além das fronteiras do estado e do país.

Com salas próprias para realização de workshops, encontros e palestras, muitas pessoas podem não só aprender os passos e o uso dos instrumentos do frevo, mas também debater sobre sua origem e seu papel na sociedade atual, e produzir e difundir suas atividades e os produtos gerados por elas. O Paço do Frevo conta com:

- Estúdio de gravação montado no primeiro andar aberto para receber músicos profissionais e amadores.

- Centro de Documentação Maestro Guerra Peixe promove a produção, organização e acesso a documentos e informações relativas ao frevo disponibiliza um acervo em expansão com mais de 900 exemplares de livros, revistas, catálogos, periódicos, CDs e DVDs. O Centro de Documentação também tem como objetivo produzir, sistematizar e difundir memórias, conhecimentos e conteúdos relacionados ao frevo e ao patrimônio cultural imaterial.

- Rádio online que é responsável pela difusão audiovisual sobre quem compôs o frevo (canção) e ainda menciona suas criações do passado.



UM MUNDO DE CORES 

Muito além do colorido vibrante das sombrinhas e roupas dos passistas, o Paço do Frevo recebe a todos em um universo de cores, palavras, expressões e memórias relacionadas ao frevo de forma contagiante. 

Quem vai ao Paço tem a oportunidade de conhecer desde os principais acontecimentos da história do frevo na linha do tempo, no térreo do prédio, até os estandartes e flabelos de importantes blocos e agremiações pernambucanos na estonteante Praça do Frevo, no 3º andar do imóvel restaurado.  

O PRIMEIRO ANO 

Em seu primeiro ano de funcionamento (inaugurado em 9 de fevereiro de 2014), o espaço se tornou um centro de referência e levou mais 122 mil pessoas a conhecer e aumentar seu encantamento com o frevo. Só no mês de Janeiro de 2015, o espaço bateu todos os recordes de visitação, recebendo mais de 17 mil visitantes. Ao todo, mais de 23 mil pessoas participaram de visitas guiadas que receberam os visitantes todas as semanas ao longo desse primeiro ano.

Outra importante conquista foi a inserção do Paço no calendário de grandes eventos culturais da capital pernambucana, como a 11ª Mostra Brasileira de Dança e o 19º Festival Internacional de Dança do Recife. Em 2015, essas parcerias continuam com o espaço marcando presença em eventos como o Janeiro de Grandes Espetáculos e o Porto Musical. Ao longo de 2014, o Paço recebeu uma programação intensa, contribuindo para que o frevo seja vivenciado, renovado e fortalecido durante o ano inteiro, incentivando o mercado e promovendo a sua salvaguarda. 



OUTROS NÚMEROS MOSTRAM A FORÇA DO PAÇO DO FREVO 

Até janeiro de 2015, foram 93 apresentações culturais, entre bandas, artistas e agremiações. Nas 37 edições da Quinta no Paço, realizadas no 3º andar do prédio, agremiações e grupos alternaram encontros com a tradição da cultura popular e novas experimentações da dança e da música do frevo. Entre os destaques dessa programação, Quinteto Violado, O Bonde Bloco Carnavalesco Lírico, Coral Pró-criança, Flaira Ferro, etc. 

Nas 40 apresentações da Hora do Frevo realizadas no Evoé Frevo Café, releituras do frevo foram experimentadas, tais como o frevo em rabeca de Cláudio Rabeca, o frevo para sanfona com Mestre Camarão e a música instrumental de jovens artistas como Henrique Albino. Além disso, onze Arrastões do Frevo fizeram com que a programação artística do Paço do Frevo extrapolasse os muros do museu, colocando todo mundo para frevar nas principais ruas do Bairro do Recife. 

Também foram realizados três (Com)Passos, encontros de improviso entre bailarinos e músicos e dois Conexões Frevo, momentos de intercâmbio cultural com outras expressões como o bluegrass americano e o fado português e o encontro do Maestro Forró com o grupo norte-americano Clinton Curtis Band, no Conexão Cultural 2014 Estados Unidos-Pernambuco, e o intercâmbio entre o frevo e o fado português protagonizado pelos músicos pernambucanos Geraldo Maia, Beto do Bandolim e os grupos Brasil Sonoro e Fado ao Centro, de Portugal, são exemplos de como o museu(Paço do Frevo) pode explorar o potencial internacional do frevo e ser um forte indutor de intercâmbios entre artistas, bandas e grupos. 

Para coroar este primeiro ano, o Paço do Frevo se despediu de 2014 realizando a Cantata do Paço, com direção do maestro Marcos Cesar e apresentação da Orquestra Retratos e do Coral Edgard Morais. O espetáculo trouxe as influências do pastoril, manifestação folclórica típica do Natal (dnça Portuguesa originada a partir de atividades pastorais). 

No campo da formação (estudo do frevo), o Paço do Frevo promoveu, com o apoio da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), o 1º Encontro de Pesquisadores do Frevo, reunindo estudiosos do mundo acadêmico e profissionais ligados ao universo do frevo para discutir alternativas para a salvaguarda desse bem cultural. O evento mobilizou cerca de 150 pessoas, com destaque para a participação do multiartista Antônio Carlos Nóbrega. O Paço também ofereceu 33 cursos e oficinas na Escola de Dança e na Escola de Música, que atraíram mais de 567 alunos, tanto do público local quanto de turistas. O evento de formação das turmas do Curso Regular de Frevo e de Técnica Vocal foi um dos destaques da área neste primeiro ano de funcionamento do Paço do Frevo, bem como a realização do Quatro Frevos em Debate, mesas de discussão sobre o mercado da música, o ensino da dança, entre outros temas relacionados à cultura do frevo. 

 “As ações de formação, difusão e fruição do frevo em seus gêneros musicais objetivaram a estruturação de um mercado anual. Nesse contexto, estreitamos relações com os músicos e maestros escolásticos de referência nacional e internacional (como Clóvis Pereira, Duda, Nenéu Liberalquino, Édson Rodrigues, Ivan do Espírito Santo, Spok, Marco César), ao ofertar cursos que completaram a rede de ensino musical da cidade. Contribuímos para a renovação de repertório e atuamos na qualificação profissional dos músicos”, pontua o Gerente-Geral do Paço do Frevo, Paulo Braz. 



PARCERIAS 

Importantes instituições pernambucanas se colocaram como parceiras do Paço no desenvolvimento da cultura do frevo, entre elas, o Departamento de Música da UFPE, Biblioteca Central da UFPE no trabalho de restauro e conservação do acervo, da Banda da Polícia Militar de Pernambuco, o Comando da Base Aérea de Recife – BARF, na cessão de professores para o início das atividades da futura Orquestra do Paço do Frevo, o Sebrae e o Consulado Americano.

 “Foi um ano de grandes desafios, mas, também, de significativas conquistas, principalmente quando tratamos do desenvolvimento de públicos, formação de plateias e ativação da cadeia criativa e produtiva do Frevo. Há um campo de oportunidades a ser explorado, de profunda ressonância social, imenso repertório simbólico e potencial econômico. Investimos, neste primeiro ano, na convivência e reflexão, experimentação e renovação, criação e difusão, abrindo possibilidades concretas para o desenvolvimento de iniciativas direcionadas à memória, inovação e salvaguarda deste patrimônio imaterial, do Brasil e do mundo”, ressalta Eduardo Sarmento, Gerente de Conteúdo do Paço do Frevo. 

SERVIÇO 

Paço do Frevo - Praça do Arsenal da Marinha, s/n, Bairro do Recife - Terças, quartas e sextas: 9h às 18h. / Quintas: 9h às 21h / Sábados e domingos: 12h às 19h. Ingresso: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia). Mais informações: 3355-9500 / www.pacodofrevo.org.br

quinta-feira, 5 de maio de 2011

CULTURA: A Estética do Cangaço, por Frederico Pernambucano de Melo


O universo do cangaço sempre foi um assunto muito próprio do universo masculino, onde os homens dominavam e comandavam seus grupos. Tanto que o mais famoso representante dessa cultura de foras da lei, o Mestre Virgulino, vulgo Lampião, até hoje é tema de livros e estudos. Sempre com histórias ligadas a nossa cultura, em especial pelo cangaço que nos fascina com seus “causos” e relatos. Para saber um pouco mais dessa cultura fomos atrás do celebre escritor pernambucano Frederico Pernambucano de Melo, que recentemente lançou o livro “Estrelas de Couro, a Estética do Cangaço” que mostra a face oculta quando se fala em cangaço. Frederico é Procurador Federal e Historiador, pesquisou a fundo as histórias do cangaço e passou dias na caatinga como os antigos “cabras” do bando de Lampião. E em breve será o curador do Museu no Estado sobre o tema.

Sobre a vontade de ser escritor e falar sobre o cangaço, Frederico nos falou não saber se o homem descobre a vocação ou se a vocação descobre o homem, mas o fato é que ele é um homem dos dois mundos já que a família do pai é do litoral e a da mãe do alto sertão. Quando jovem Frederico gostava de ouvir as histórias dos antigos cangaceiros que fizeram parte do bando de lampião que costumavam freqüentar sua casa para escutar suas histórias, nessa época já sentia necessidade de relatar e perpetuar para história o conhecimento de um universo real nordestino e da sua saga mais apaixonante que foi o cangaço.

Frederico foi muito amigo do escritor e sociólogo Gilberto Freire, que era primo de seu avô paterno Ulisses Pernambucano de Melo, essa amizade começou na época em que ele fazia faculdade, já que seu maior desejo era fazer parte do grupo montado por ele e composto por Silvio Rabino (psicólogo social), René Ribeiro (escritor), Estevão Pinto (historiador) e tantos outros. Frederico passou 15 anos trabalhando como assistente dele, seu ensinamento mais precioso foi sobre a percepção. Ele dizia que a percepção era a porta de entrada para grande inteligência e completava com a frase “prestem bem atenção a pormenores que iluminam”.

Mas como você avalia a opinião popular sobre o cangaço? “Cambiante como sempre já que é contada por duas vertentes, a dos antigos oficiais de polícia que tinham combatido o cangaço e que por isso os demonizava e pelos marxistas que desculpavam todas as brutalidades cometidas pelos mesmos.

Sobre os autores que dedicaram parte da sua vida a relatar sobre o cangaço, Frederico nos cita José Lins do Rego com “Pedra Bonita” e “Cangaceiros”, Graciliano Ramos com “Vidas Secas”, Cândido Portinari com a coleção "Cangaceiros",  na Europa quando o tema é citado através de Glauber Rocha com “O Dragão da maldade Contra o Santo Guerreiro” e “Deus e o Diabo na Terra do Sol” e Lima Barreto com o filme “O Cangaceiro”.

Frederico vê o cangaço como um movimento de irredentismo brasileiro, já que no processo de descobrimento os europeus relatavam que aqui se vivia "sem lei, nem rei e se era feliz". “Esse mito fez com que certos grupos sociais no Brasil desde os primórdios da colonização ficassem a margem do processo que se desdobrou a partir de uma ideologia chamada mercantilismo que é considerada como o pré-capitalismo. Foram esses os valores que o descobridor nos trouxe. Alguns grupos se afeiçoaram e aceitaram até serem escravizados para entrar no processo econômico e de grande prestígio dos metais nobres, os que não se renderam a esses encantos se mantiveram as margens e muitas vezes de arma em punho para uma possível defesa.” 

Sobre como surgiu a idéia de misturar versos populares em trechos do seu livro “Guerreiros do Sol”, Frederico nos fala que “surgiu para mostrar a cultura e a história de um povo que por muitas vezes só recebeu notícias através dos versos cantados na boca dos ciganos, no sertão ainda é comum reunir as pessoas para declamar canções, versos ou causos.

Uma curiosidade bem comum é sobre o significado e a importância dos símbolos estampados nas peças que eram usadas pelos cangaceiros. Que na verdade, segundo Frederico, era a representação das crenças populares onde se buscava nos símbolos uma forma de proteção. Além de trazer defesas e atacar os inimigos, muitos serviam como adorno estético. Um dos principais é a estrela de Salomão que é uma espécie de blindagem, já que os cangaceiros acreditavam que elas devolviam todo mal que era desejado a eles.

Frederico nos relata uma curiosidade interessante, que tais adornos eram feitos pelos próprios cangaceiros, exímios costureiros e pode-se dizer até que eram “estilistas”, que muitas vezes desenhavam antes de iniciar a costura. Em alguns caso costurar rendia a um “cabra” a liderança de um subgrupo já que assim ele conseguia “condecorar” seu bando.

Para saber um pouco mais sobre a estética e a influência do cangaço na sociedade, recomendamos, além dos filmes citados por Frederico, os seus dois livros, “Estrelas de Couro, a Estética do Cangaço” e “Guerreiros do Sol”.

Texto/Entrevista: Jamahe Lima
Fotos: Jamahe Lima, Divulgação, Rede Globo, Portal São Francisco
Agradecimentos: Frederico Pernambucano de Melo

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

MENSCH ESPECIAL: Coca-Cola natalina - A publicidade de Natal ao longo dos anos



Como estamos numa época especial do ano, resolvemos fazer uma homenagem à data, e ao mesmo tempo fazer uma viagem no tempo ao longo das publicidades natalinas da marca Coca-Cola. Sabemos que o verdadeiro símbolo do Natal é Jesus Cristo, isso é inegável. Mas essa época também tem outro símbolo muito forte criado pela propaganda: O Papai Noel ou Santa Claus.

A maioria das pessoas pode concordar sobre o que lembra o Papai Noel - alegre, com uma roupa vermelha e barba branca. Mas ele nem sempre parecer que assim, e a Coca-Cola, na verdade ajudou a dar uma imagem moderna do Papai Noel. 2006 marcou o aniversário de 75 anos do famoso Papai Noel da Coca-Cola Papai. Criado a partir de 1931, os anúncios de revista para Coca-Cola apresentou St. Nick como uma espécie de ícone, um alegre homem em um terno vermelho. Pelo fato das revistas serem amplamente vistas, e por causa desta imagem de Papai Noel que apareceu há mais de três décadas, é a imagem que maioria das pessoas têm hoje baseada nessas propagandas. Antes da introdução em 1931 do Papai Noel da Coca-Cola, criado pelo artista Haddon Sundblom, a imagem da Noel variava, de grande a pequeno e de gorducho a muito alto. Papai Noel até apareceu como um duende e parecia um pouco assustador.

Através dos séculos, o Papai Noel foi descrito de diversas formas, desde um homem magro à altura de um elfo. Usado um manto de um bispo até de um caçador de animais. O moderno Papai Noel é uma combinação de uma série de histórias a partir de uma variedade de países. Na Guerra Civil o cartunista Thomas Nast desenhou Papai Noel para a Harper's Weekly, em 1862; Santa foi mostrado como um duende, pequena figura que apoiaram a União Europeia. Nast continuou a chamá-lo de Santa (Claus) por 30 anos e ao longo do caminho mudaram a cor do casaco do castanho para o vermelho tradicional. Embora algumas pessoas acreditem que o Papai Noel da Coca-Cola veste de vermelho porque essa é a cor de Coca-Cola, a roupa vermelha vem da interpretação Nast de St. Nick. A Coca-Cola começou a sua propaganda de Natal em 1920 com os anúncios relacionados em revistas como The Saturday Evening Post.


Neste momento, muitas pessoas pensavam na Coca-Cola como uma bebida apenas para o tempo quente. A Coca-Cola Company iniciou uma campanha para lembrar as pessoas que a Coca-Cola foi uma grande escolha em qualquer mês. Isso começou com o slogan 1922 "A sede não conhece a temporada", e continuou com uma campanha de ligação com um verdadeiro ícone do inverno - Papai Noel - com a bebida. Em 1930, o artista Fred Mizen pintou numa loja de departamentos a imagem de Papai Noel com uma multidão bebendo uma garrafa de Coca-Cola. O anúncio ganhou destaque maior do mundo na Soda Fountain, que era localizado na famosa loja de departamento de Barr Co., em St. Louis, Missouri, Mizen de pintura e foi utilizada em anúncios impressos que época do Natal, aparecendo em The Saturday Evening Post, em dezembro de 1930.


A Archie Lee, D'Arcy Publicidade, Agência Executiva que trabalhava com a Coca-Cola, queria que a próxima campanha para mostrar um Papai Noel saudável, realista e simbólico. Em 1931, a Coca-Cola encomendou ao ilustrador Haddon Sundblom (ver boxe) para desenvolvesse imagens publicitárias com Papai Noel - Santa mostrando-se, não um homem vestido de Papai Noel, como Mizen o retratou. Para se inspirar, Sundblom se virou para o poema Clement Clark Moore 1822 "A Visit From St. Nicholas" (comumente chamado de "'Twas the Night Before Christmas"). A descrição de Moore de S. Nick levou a uma imagem do Papai Noel que foi calorosa, simpática, agradavelmente roliça e humana. Para os próximos 33 anos, Sundblom pintou retratos de Santa, que ajudou a criar a imagem moderna de Papai Noel - uma interpretação que vive até hoje nas mentes de pessoas de todas as idades, em todo o mundo.


De 1931 a 1964, a publicidade da Coca-Cola mostrou Papai Noel entregando (e brincando!) brinquedos, parando para ler uma carta e desfrutando uma Coca-Cola, brincando com as crianças que ficaram para cumprimentá-lo e atacando uma geladeira em um número de casas. As pinturas originais de Sundblom eram em óleo, e foram adaptados para a Coca-Cola em anúncios de revista, displays de loja, outdoors, cartazes, calendários e até bonecos de pelúcia. Muitos dos que hoje são itens para colecionadores. O Papai Noel da Coca-Cola Santa fez sua estréia em 1931 no The Saturday Evening Post e aparecia regularmente na revista que, assim como Ladies Home Journal, National Geographic, The New Yorker e outros. A campanha publicitária popular apareceu instantaneamente em cada época, refletindo os tempos. Sundblom continuou a criar novas versões do Papai Noel até 1964. Por décadas depois, da Coca-Cola ter caracterizado a imagem de Papai Noel na base original das pinturas de Sundblom.

Estas pinturas originais de Haddon Sundblom são algumas das peças mais apreciadas na colecção de arte dos Arquivos da Coca-Cola, e que tenham sido expostos ao redor do mundo, inclusive no Louvre, em Paris, o Royal Ontario Museum, em Toronto, no Museu da Ciência e Indústria de Chicago, a loja de departamento Isetan, em Tóquio e a loja de departamentos NK, em Estocolmo. O Papai Noel da Coca-Cola teve uma fase duradoura, e a poderosa qualidade poderosa continua a ressoar até hoje. Muitas das pinturas originais podem ser vistas em exposição no Mundo da Coca-Cola em Atlanta ou em turnê durante o período de Natal. No início, o artista Haddon Sundblom pintou a imagem de Papai Noel usando um modelo vivo - seu amigo, Lou Prentiss, um vendedor aposentado. Quando Prentiss faleceu, Sundblom utilizou a sí próprio como um modelo, se olhando em um espelho. Após a década de 1930, ele usou as fotografias para criar a imagem de São Nicolau.

A imagem do Papai Noel apareceu nas caixas de garrafas de Coca-Cola desde 1931, quando o artista Haddon Sundblom criou pela primeira vez a sua versão do St. Nick. A embalagem em si foi criada - e patenteada - pela Coca-Cola. E introduzida em 1923, permitindo que as pessoas tomassem mais garrafas de Coca-Cola em casa. "Sprite Boy" personagem, que apareceu com o Papai Noel e foi utilizado em publicidade da Coca-Cola na década de 1940 e 50, também foi criado pelo artista Haddon Sundblom. Embora a Coca-Cola tenha uma bebida chamada Sprite, o personagem não foi nomeado para a bebida. O nome Sprite Boy veio porque ele é um sprite - um elfo. Sprite Boy apareceu pela primeira vez em anúncios, em 1942, enquanto o Sprite bebida não foi introduzido até a década de 1960. Em 2001, as obras originais de Sundblom de 1962 foram utilizadas como base para um comercial de TV de animação estrelando pelo Papai Noel da Coca-Cola. O anúncio foi criado pelo vencedor do Oscar de animação de Alexandre Petrov.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

BEBIDA: A história de sucesso do Whisky Johnnie Walker

O famoso whisky Johnnie Walker é a marca mais amplamente distribuída de whisky escocês misturado no mundo, vendido em quase todos os países com vendas anuais de mais de 130 milhões de garrafas. Por trás de tudo isso, quase dois séculos de história de sucesso. História que começa mesmo em 1805 com o nascimento de John Walker, filho de Alexander Walker e Elizabeth Gemmell numa fazenda em Kilmarnock, distrito de Ayrshire, na Escócia. Com a morte de Alexander Walker a família teve que vender os bens da fazenda Todriggs e comprar uma mercearia [com o nome John Walker] em Kilmarnock ficando para o jovem, John Walker, com apenas 14 anos, gerenciar os negócios da família. Os negócios foram prosperando com o tino comercial de John, que vendia de tudo um pouco, inclusive suas marcas de whisky. Mas o faturamento da empresa ainda era muito aquém do esperado, girando em torno de 8%. John, casou e teve seu primeiro filho, o qual batizou de Alexander, num clara homenagem ao pai. Mas nem tudo caminhou como o esperado na época, a família Walker viu sua propriedade vir por água abaixo depois de uma enorme inundação destruiu tudo. Em menos de um ano os Wlakers reconstruíram tudo e seguiram em frente. Após a morte do pai, Alexander seguiu com os negócios da família e em 1865 produziu seu primeiro uísque misturado, o Walker’s Old Highland.

Foi nesse período que Alexander criou a garrafa quadrada, o que significava menos garrafas quebradas e garrafas com melhor condições de armazenamento em menos espaço, que seria uma das características da marca Johnnie Walker e começou a distribuir seu whisky pelo mundo de navio através de acordos comissionados com os capitães. Outra inovação de Alexander foi o rótulo inclinado para ficar a marca Walker’s Old Highland, isso em 1977. O que dois anos depois resultou no primeiro prêmio ganho, uma medalha vinda da Austrália. Sob o comando de Alexander, multiplicou por várias vezes o percentual de vendas, que passou para uma margem entre 90 e 95%.  Com o reconhecimento premiado na Austrália, o filho de Alexander, Jack, viajou para Sidney com o intuito de montar um escritório e ampliar ainda mais os negócios. Nesse mesmo período, um representante leva a marca também para a África do Sul, o que resulta numa enorme produtividade de mercadorias e muitas filiais abertas.



No início do novo século, a terceira geração da família Walker, encabeçada por Alexander Neto e George estão à frente dos negócios. Alexander II um grande blender e George um grande homem de negócios, investem pesado na sua linha de cores. E foi durante a I Guerra Mundial que foi lançado o Johnnie Walker Branco. E em 1906 a J&W tem três linhas de whiskys,  o Old Highland Whisky, o Special Old Highland e o Extra Special Old Highland, cada um com sua cor de rótulo diferenciada e seus respectivos blends.



Dois anos depois nasceria um novo e poderoso ícone dessa história, o Striding Men, pelas mãos de Tom Browne, um cartunista que durante um almoço com os irmãos Walker, criava a figura do homem de cartola e botas que viraria um dos símbolos mais importantes, e valiosos, do mundo. Somado a isso tudo, foi que no centenário da marca J&W, em 1920, que foi lançado um novo rótulo, o Johnnie Walker Gold Label. E chegaram com isso tudo a Concessão Real, como sinal de excelência, qualidade e reconhecimento, tanto que até hoje são fornecedores da casa real.


A história de sucesso da Johnnie Walker terminou virando uma grande "corrente" onde o "mantra", "Keep Walking" em inglês, que instiga as pessoas a não desistirem e continuar tentando, nos estimula a sermos homens de sucesso, no aspecto humano e profissional, e essa é a essência da Johnnie Walker. E o espírito do homem Johnnie Walker. 




Conheça um pouco mais:
http://www.johnniewalker.com.br/