Mostrando postagens com marcador musica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador musica. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

MÚSICA: Samyra Show - Cantora revelação é fenômeno no Nordeste e uma das grandes promessas para 2018

Se as vozes femininas estão dominando o mercado sertanejo, o mesmo movimento pode ser percebido no forró, segmento antes dominado pelos homens, e que ganha cada vez mais representantes mulheres à frente dos vocais. A cantora Samyra Show é uma delas. Com 20 anos de carreira e com passagens por quatro bandas de forró, a cantora colhe os frutos do voo solo iniciado há três anos. A sugestão para começar a trilhar sozinha a sua história veio do amigo Wesley Safadão. E, desde então, muita coisa mudou. Em agosto, a cantora lançou o CD e DVD “Samyra Exclusive no Paraíso” – com participação de Safadão e de seu amigo Xand Avião -, com seis músicas inéditas e também os sucessos das duas décadas de carreira como "O Mundo Girou", "Coração Apertado", "Alta Tensão" e "Falsiane". E, em novembro, Samyra assinou contrato com a Sony Music, uma das maiores gravadoras do mundo. Ela encerra o ano com uma meta profissional para 2018: invadir o Sudeste!

Samyra Show, hoje, se apresenta para mais de 300 mil pessoas em arenas lotadas e caiu nas graças de personalidades reconhecidas, como Regina Casé, Cláudia Leitte, Hugo Gloss, David Brasil, Gominho e Léo Dias, que a descreveu como “o maior fenômeno feminino atual do Nordeste”. Desde então, os bordões e hashtags, que são sua marca registrada, #ADiferentona, #ADiferentonaQueVoceRespeita e #AceitaEla, já acumulam mais de 60 mil menções nas redes sociais. Obstinada, ela ainda revela que se inspira em personalidades como Anitta e Cláudia Leitte: “elas têm a garra e a ousadia de tentar uma carreira internacional, mesmo sabendo como é difícil. Não se acomodam por serem consolidadas no mercado brasileiro”. Já está na hora do Brasil #aceitar a #diferentona.

O que mudou ao começar a carreira solo? Por um lado, a responsabilidade aumentou. Agora é o meu nome que está na linha de frente, tenho o compromisso de atender as expectativas dos fãs que me acompanharam nas bandas esses anos todos. Por outro, é muito gostoso ter o domínio da minha carreira, poder realizar minhas ideias, expressar minha criatividade e perceber que conquistei, individualmente, o carinho do público. Estou vivendo o meu melhor momento profissional.

Como se sentiu ao lançar o primeiro trabalho dessa nova fase, o CD e DVD Samyra Exclusive no Paraíso, e já estrear com parcerias de peso como Wesley Safadão e Xand Avião? É um sonho realizado e aconteceu no melhor momento da minha carreira. Tive a oportunidade de cantar sucessos das minhas duas décadas de trabalho e lançar canções inéditas com o apoio de amigos queridos. Conheço o Wesley há muito tempo, muito antes do sucesso. Aqui em Fortaleza, todo mundo do forró é próximo. Ele vem a churrasco na minha casa. Trocamos impressões por telefone. Ele foi o primeiro convidado e me deu sim de cara. Wesley me abriu muitas portas e continua me apoiando. O Xand, eu conheci por meio do meu marido, Fábio, que também é meu empresário. O Xand quis que eu escolhesse a música que participaria, daí escolhi “A Dança do Desprezo”, porque ele tem esse jeito mais divertido.


Quais os planos para ‘chegar chegando’ no Rio e em São Paulo? Eu acredito que o Forró é um ritmo universal. Safadão, Xand e outros artistas já provaram que no Sudeste tem espaço para o nosso trabalho, mas também quero inovar, me aproximando de ritmos mais familiares para o público carioca e paulista. Pretendo fazer parcerias com nomes do funk e do pagode em 2018, pois acho que não tem limites para essa mistura de ritmos. E, claro, shows! Já estou planejando uma agenda de apresentações no Rio e em São Paulo no começo do ano que vem, me aguardem! Eu também tenho canções de outros artistas no meu repertório, como Claudia Leitte e Pabllo Vittar, então vai ter muita música conhecida da galera. E ouçam meu CD e DVD para já pegarem a malemolência do Forró!

Você teve uma vida cheia de desafios. Acredita que tudo isso te motivou a perseguir o sucesso? Com certeza! Creio muito em Deus e sei que nada nos acontece por acaso. Ele só nos coloca em situações que sabe que podemos suportar. Todas as dificuldades que passei – financeiras, de saúde, perdas familiares – me tornaram quem eu sou hoje, uma pessoa determinada, que batalha pelos sonhos, mas mantém sempre os pés no chão. Minha origem é muito humilde e isso está presente na minha essência. O sucesso é a retribuição do meu trabalho, sou muito agradecida por isso, mas sou privilegiada por ter uma família maravilhosa, pela oportunidade de correr atrás dos meus objetivos e pela chance de superar as dificuldades que apareceram. 

Você tem números impressionantes na internet. Além das milhões de visualizações no YouTube e milhares de menções nas redes sociais. Acredita que essa popularidade contribui ou é fruto do sucesso da sua carreira? A internet mudou o jogo completamente, nos adaptamos a uma nova forma de ser artista. Eu canto há vinte anos, desde muito antes das redes sociais ganharem essa dimensão, principalmente no interior do Nordeste. A popularidade nas redes sociais é uma manifestação do carinho do público, que conquistei durante minha carreira. Mas a internet é um meio fortíssimo de divulgar meu trabalho e conquistar novos fãs. O pessoal do Sudeste, por exemplo, que ainda não viu meus shows, pode ouvir meu CD no *Spotify* ou ver minhas apresentações no *YouTube*. Hoje temos que produzir e viver pensando nisso. Sempre fotografo meus looks, compartilho minha rotina com as pessoas nas redes, é uma forma de me aproximar das pessoas e faço isso com muito prazer. Sei que quem está ali me vendo e curtindo torce por mim, é ótimo receber essa energia e trocar carinho com eles.


Fotos Chico Cerchiaro @chicocertchiaro
Styling A Produção @a.producao
Make Rita Vasques @ritavasques_

sábado, 16 de setembro de 2017

ESTRELA: Nossa PopStar Sabrina Parlatore é música para os olhos

A campinense Sabrina Parlatore começou a carreira ainda na adolescência. De mala e cuia foi sozinha começar a vida nas passarelas de modas e comerciais no Japão. Não demorou muito tempo para ela estar para a telinha. Durante cinco anos apresentou seis programas na MTV, onde acabou virando musa e atraindo uma legião de fãs. Fez reportagens para Telecurso 2000 e depois foi para a Band, TV Cultura e o canal a cabo Glitz e trabalhou como apresentadora do Red Carpet no Oscar. Em 2016, a estrela lutou contra um câncer de mama. Hoje após superar a doença, se dedica também a dar voz e força as outras mulheres que tem ou tiveram problema semelhante. Como se não bastasse, ela também canta. E muito bem! Recentemente ela foi uma das finalistas do POP STAR. Curta o show, quer dizer, a entrevista com nossa estrela, que posou para este ensaio exclusivo para a MENSCH no Skull Bar, em São Paulo.

Sabrina, você começou sua carreira aos 15 anos como modelo, viveu no Japão trabalhando como moda, publicidade e TV. Qual foi a maior dificuldade no início? Acho que a maior dificuldade é quando se é muito nova. Eu comecei com 16 anos a trabalhar como modelo, fui quatro vezes ao Japão, e acho que maior dificuldade é a gente ainda ser muito ingênua quando novinha. É difícil ter que lidar com a malícia das pessoas mesmo as que trabalham e convivem com você. Imagina, muito novinha, morar sozinha no Japão tendo que fazer tudo, me virar... Não foi fácil não. Mas a minha mãe sempre confiou muito em mim e acho que isso acabou me gerando um amadurecimento precoce. Eu sempre fui uma menina de muita responsabilidade, de muito pé no chão e graças à Deus tudo deu certo.


Você entrou na MTV em 1995 e acabou se tornando apresentadora de vários programas. Como foi sua experiência na casa? A minha experiência na MTV foi a melhor possível, tanto que ainda sou reconhecida como “a Sabrina da MTV” e acho que serei sempre. Foi uma experiência incrível. Acho que eu não tinha noção do que significava tudo aquilo. MTV foi a primeira TV segmentada para jovens e na época só tinha ela praticamente e a gente era referência para todos os adolescentes da época. E isso era muito importante. Foi uma experiência maravilhosa. Foram cinco anos que parece que foi mais tempo do que isso e lá me tornei muito conhecida e aprendi muito. Comecei crua de tudo, fui amadurecendo e aprendendo com o universo da música, conhecendo muita gente ligada a esse universo, que é uma paixão minha desde daquela época. E foi maravilhoso. A MTV era uma mãezona. A gente era muito amparada em todos os sentidos. E todos nós, VJs, éramos muitos colegas, muito amigos. Era um ambiente muito saudável, onde todo mundo torcia por todo mundo, não havia competição entre nós apresentadores, e sim uma amizade e uma torcida para que todo mundo fosse bem e obtivesse sucesso. Esse é o clima ideal de um ambiente de trabalho. Então era um ambiente muito saudável, muito bacana.

Você possui um extenso currículo como apresentadora, tendo passado por várias emissoras, sempre à frente de produtos de sucesso. Toda essa facilidade e carisma exige técnica ou é algo natural? Como funciona? Olha, aprendi tudo na raça mesmo, sabe? Fui adquirindo experiência com a profissão, com trabalho mesmo, com o dia a dia, fui aprendendo... Então eu não sei. Eu acho que existe algo de natural em mim que as pessoas gostam e entendem uma certa espontaneidade que acho bom, uma credibilidade muito grande e isso as pessoas falam. Eu tenho esse feedback das pessoas. Então acabei construindo ao longo da carreira uma imagem muito sólida de seriedade, de ser profissional, de ética profissional, tudo isso só agrega valor e reconhecimento. Fico muito feliz por isso por que é o principal mesmo. Agora eu fui aprendendo com experiência, sozinha mesmo, observando e me observando. É importante à gente ter noção se assistir na TV e ver o que precisa ser feito, o que não está bom, o que precisa melhorar. Então, essa auto-observação e autoanálise é importante. Eu sempre tive isso.

Em 2011 e 2014 você foi escolhida da TNT para apresentar o Red Carpet do Oscar. Conta como foi? Apresentar o Tapete Vermelho do Oscar pra TNT foi um dos trabalhos mais legais que já fiz na vida. Eu fazia o “ao vivo” lá nos Estados Unidos nos estúdios da sede americana da Turner – TNT e a experiência de trabalhar com americanos foi maravilhosa. E o tema cinema é uma grande paixão também. Acho que cinema e música são grandes paixões. E era uma delícia porque o meu trabalho era assistir a todos os filmes para depois poder comentar e então era um grande prazer ir ao cinema trabalhando. Eu ia sozinha no meio da semana assistir ao um filme e isso era um trabalho. Foi muito legal. E trabalhar ao lado de Rubens Ewald Filho realmente foi uma honra, a pessoa que mais entende de cinema no Brasil. Foi um trabalho excepcional, um dos melhores de minha vida.

Você passou por uma difícil experiência ao ser diagnosticada com câncer de mama em 2016. Como foi que você superou a doença? Experiência do câncer de mama foi uma das mais duras e difíceis da minha vida, provavelmente uma coisa que vai ficar marcada para sempre e é um divisor de águas da minha vida porque eu aprendi muito com isso. Aprendi a ser uma pessoa mais serena, uma pessoa mais aberta a outras pessoas e uma pessoa que compartilha coisas pessoais, pois eu sempre fui muito fechada. Agora eu superei isso com fé, com força, esperança, pensamento positivo. Eu sabia que tudo ia dar certo. Tive que ter muita paciência porque é muito difícil, é muito sofrido o tratamento, mas eu sempre tive esperança que tudo ia passar, que ia dar tudo certo. E hoje eu encaro assim como uma missão de levar informação para outras mulheres, de conversar e de levar uma palavra de apoio. Certamente uma experiência sofrida, mas enriquecedora.


Qual é a receita para agradar Sabrina Parlatore? Acho que pra me agradar a pessoa tem que ser calma, tem que saber ouvir, tem que saber falar na hora certa, tem que ter sensibilidade, tem que ter discernimento... É isso, acho eu (risos) e que me dê espaço, que me deixe tranquila onde posso exercitar do lado dela o silêncio, sabe? Acho que é isso.

Você é disciplinada? Como é sua rotina no dia a dia para manter–se em forma? É... Tenho fases em que estou disciplinada e outras fases que não, sabe? Difícil a gente manter a boa forma, se alimentar direito sem cometer excessos. Eu sou comilona, adoro comer. Acho um prazer comer, sair pra jantar, mas a gente tem que controlar mesmo. Então eu procuro assim... Comer saudável eu como, o problema é que gosto de comer bastante, gosto de comer um doce, então eu procuro ter um equilíbrio. Tem dias que eu abuso e aí tem outros dias que dou uma maneirada. E nos exercícios físicos é a mesma coisa: tem épocas que estou super malhando. Eu gosto de fazer, que dizer, preciso fazer musculação. Gosto muito de nadar, gosto muito de fazer ioga... Então, é isso, mas eu gosto de me ver no peso, em forma e quando eu não “tô”, eu me sinto mal. Principalmente depois que acabei de fazer o tratamento do câncer, a quimioterapia. O tratamento me inchou muito, engordei sete quilos. Agora que estou começando a desinchar, estou perdendo peso. Ainda quero perder quatro quilos. É difícil, depois dos 40 a coisa complica sim e muito. Muito difícil para emagrecer, para manter o peso, mas é a vida, né? (risos) Vamos tentando.

O que você gosta de fazer para se divertir? Eu adoro ficar em casa. Na verdade eu me divirto vendo filmes no Netflix que adoro, mas lógico eu gosto muito de viajar. Acho que a grande felicidade é quando tiro férias. Viajo para algum lugar inspirador. Adoro atividades relaxantes, adoro ir pro um spa por exemplo, adoro tomar banho de banheira, adoro receber massagem (risos). Então, adoro essas coisas gostosas, comer bem, tomar um bom vinho. É isso que mais gosto de fazer, me divirto, me deixa feliz.

Você se lançou recentemente como cantora, tendo excursionado pelo país em turnês. Como está sendo conciliar a música com outras atividades artísticas? Eu amo a música. Estou no momento muito feliz em que estou concretizando um grande sonho que é cantar e estou sendo aceita. As pessoas estão gostando do que estão ouvindo e isso que é mais importante pra mim. Conciliar com outras atividades não é fácil, porque demanda muito tempo por tudo. Eu tenho as frentes de: sou cantora, sou apresentadora, sou palestrante... E é difícil conciliar a tudo, mas estou tentando. Estou com agenda bem cheia agora por causa do POPSTAR, mas estou muito feliz. Estou no momento muito feliz profissional depois de tudo que passei. Acho que o POPSTAR foi um presente para mim, programa que foi uma delícia fazer e que está me dando um retorno espetacular, principalmente por mostra pro Brasil inteiro que eu também canto, eu já tenho feito isso há certo tempo e agora estou obtendo um reconhecimento de mais gente e isso é muito legal. Estou com vários shows agendados. Estou bem feliz com esse momento profissional.


Como foi participar do POPSTAR? Foi o maior presente que ganhei profissionalmente nos últimos anos. Foi realmente uma experiência incrível de crescimento, de oportunidade, experiência, uma alegria imensa. O POPSTAR é solar, ele é alegre, ele é astral, as pessoas, todo o grupo, o elenco e produção e direção. Existe uma harmonia tão grande, era uma energia tão incrível rolando, porque a música traz isso. A música ela faz isso com as pessoas, ela mexe coma a alma. Então, trabalhar num programa desses foi uma coisa linda e fazendo uma das coisas que eu mais amo na vida que é cantar. Então estou feliz demais.

Quais são seus projetos para 2018? Projetos... Acho que 2018 vai ser uma extensão do que está sendo 2017, que é justamente essa carreira de cantora. Estou com show que estou preparando agora, estou lançando um clipe, devo gravar um disco no próximo ano, vou continuar as minhas palestras sobre o câncer de mama e como mestre de cerimônias também, que eu apresento bastante eventos, espero continuar fazendo bastante os meus pocket shows também para eventos corporativos. E isso! Acho que tá bom (risos).

Deixe uma mensagem para os leitores da MENSCH... Minha mensagem para os leitores é... Espero que vocês gostem das fotos, espero que meus antigos fãs da MTV estejam gostando dessa minha nova carreira agora de cantora e que eu também conquiste os leitores novos (me sigam @sabrinaparlaoficial). Convido a todos pra curtir a minha música, irem ao meu show e me conhecer também como cantora. É isso! Deixo um grande beijo a todos e espero que gostem do ensaio e da entrevista. Grande beijo.


CRÉDITOS EQUIPE
Fotos Rogério Tonello @rogeriotonello_
Produção Executiva Márcia Dornelles
Stylist Juliana Maia
Produção de Moda Ju Hirschmann
Beleza Anna Costa
Agradecimentos Welberson Soares (colaboração) 
e Skull Bar (locação) @skullbarsp

Sabrina Veste
Look 1: Vestido preto Elisa Lima, scarpin Mundial, acessórios Swarowski; Look 2 (capa): Macacão preto com dourado Carol Bassi, scarpin Shoestock; Look 3: Conjunto de veludo preto Ricardo Almeida, scarpin Arezzo

terça-feira, 12 de setembro de 2017

MÚSICA: Daniel Figueiredo um dos mais requisitados produtores musicais no Brasil

Daniel Figueiredo é um dos mais requisitados produtores musicais no Brasil. Tendo realizado inúmeros trabalhos com grandes nomes da música, como: Beth Carvalho, Jerry Adriani, Aline Barros, Emílio Santiago, Jane Duboc, Daniela Mercury entre outros. Autor e intérprete dos temas dos vídeos oficiais de apresentação do Brasil e das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 da FIFA. Daniel também já fez trabalhos para o cinema americano como: "Transmigration" e "The Heartbreaker". Após compor várias a trilhas para vários produtos da Rede Record, ao criar a trilha para novela “Os Dez Mandamentos”, que foi considerado capaz de criar uma orquestra de um homem só. Sempre extravasando criatividade, o multifacetado Daniel Figueiredo, é também empresário, criador da Music Solution e da UP-RIGHTS empresa pioneira em administração de direitos autorais. E recentemente lançou um documentário e aplicativo que leva seu nome e dá acesso a conteúdo exclusivo sobre produção musical.

Daniel desde quando a música começou a fazer parte de sua vida? Desde pequeno já me interessava muito por música, recentemente minha irmã lembrou que eu já brincava de cantar as músicas misturadas, parte de uma com parte de outra o que hoje é considerado um estilo denominado "Mashup". Na adolescência comecei a colecionar discos e por volta dos 20 anos já queria criar minha própria música. Toquei um tempo sozinho, com a minha própria afinação, fazendo apenas as minhas músicas e nem mostrava para ninguém. Como eu não tinha equipamento para poder gravar e fazer a música completa tive que me render aos padrões para poder tocar com outras pessoas. Tive bandas "de garagem", depois toquei em bandas de baile, para poder pagar as contas, até que consegui montar meu primeiro estúdio. Fiz muitos jingles, depois produção de discos e em 1999 me mudei para o Rio para trabalhar como arranjador para uma dupla de compositores, Claudio Damatta e Alvaro Socci, que já eram estabelecidos no mercado. Comecei a produzir discos de artistas de renome, 2 foram agraciados com o Latin Grammy, até que recebi, em 2005, o convite para fazer trilhas para a Record, onde estou até hoje.

Além de produtor musical, compositor e pesquisador nato de vários instrumentos, você se considera acima de tudo um guitarrista. O que é que a guitarra tem de tão especial? A guitarra é um instrumento de possibilidades infinitas e por isso é o instrumento que mais evolui. Apesar de eu usar mais o teclado no dia a dia do estúdio, a guitarra é especial pra mim também por ser meu instrumento de formação. Dediquei muito tempo da minha vida pesquisando a guitarra e agora, com o meu disco "Guitar Heroes" poderei fazer esta singela homenagem a este instrumento tão especial, além de poder tocar ao lado de grandes ídolos.


Você compôs a trilha sonora para a novela e Filme "Os Dez Mandamentos" que levou 6,7 milhões de espectadores ao cinema nas 4 primeiras semanas de exibição, de onde veio inspiração para criar músicas originais que emocionou tanto o público? A inspiração para mim vem de muitas maneiras: do texto, das referências do diretor, das cenas e até dos instrumentos novos que sempre gosto de experimentar. Tem também aquelas melodias que vem quando você menos espera, como se seu subconsciente estivesse compondo pra você enquanto você está distraído.
  
Quem ouve as músicas da novela e do filme nem imagina que a maioria delas foi criada por um homem só, ou seja você mesmo.  Este é seu estilo de trabalho? como funciona este processo? Além de ter muita facilidade de criar temas/melodias eu tenho zilhões de ideias gravadas então não tem necessidade nem sentido, e as vezes nem tempo de compor com outras pessoas. No caso das letras em hebraico, estas foram criadas quase que na totalidade pela Marcella Polidoro. A dificuldade fica mais no desenvolvimento dos temas, arranjos e interpretações do que na criação dos mesmos. Tive ajuda de alguns músicos e arranjadores para fazer arranjos de alguns temas, principalmente quando vinham uma grande quantidade de encomendas que eu não teria tempo hábil para realizar sozinho. Nestes casos eu crio o tema e faço geralmente um rascunho e envio para algum músico fazer o arranja e depois, na maioria dos casos, eu também faço a mixagem, para poder manter uma unidade sonora.


Ao longo de 30 anos de profissão, você produziu trilhas para vários outros produtos da Record tais como Rainha Esther, José do Egito, A Terra Prometida, participou de álbuns indicados ao Grammy Latino, é autor e intérprete dos temas dos vídeos oficiais de apresentação do Brasil das cidades sedes da copa do Mundo de 2014 da Fifa, de tudo isto, o que é que te emociona mais? É muito difícil dizer mas, posso destacar "Os Dez Mandamentos" na minha biografia por vários motivos: o ineditismo, o feedback do público, o imenso sucesso em vários países, etc.

Você está lançando um documentário criado a partir do sucesso da novela e do filme "Os Dez Mandamentos", como surgiu esta ideia? É uma oportunidade de mostrar para as pessoas os bastidores da criação da música de um produto pioneiro no mundo. De acordo com uma pesquisa que fiz, quase a totalidade das pessoas que assistiam a novela não sabiam que era um brasileiro que fazia as músicas, todas achavam que era música" comprada do exterior. Depois que ficam sabendo que é "de casa" elas passam a valorizar ainda mais o produto e a produção musical dos brasileiros.

Você está lançando também 2 (dois) aplicativos que dará acesso a conteúdos exclusivos sobre produção musical, quais são e como as pessoas terão acesso a eles? O nosso primeiro aplicativo comercial, o PayTalk, já disponível para iOS e Android, será a maneira mais fácil para qualquer pessoa, principalmente artistas, consultores, professores, celebridades, "monetizarem" seu tempo livre. É uma ligação "a pagar" e cada um pode estabelecer o valor que quer cobrar por minuto. O aplicativo “Daniel Figueiredo”, por sua vez, é uma ideia para monetizar a carreira de artistas. O usuário pode baixar gratuitamente e ter acesso à alguns conteúdos, mas a maioria são exclusivos e o usuário só acessa se assinar o aplicativo. O valor da assinatura no meu caso é simbólico, 5 dólares. Este tipo de aplicativo é ideal para artistas do Mainstream, que tem uma quantidade enorme de fãs, mas resolvi eu mesmo ser a "cobaia", para poder apresentar melhor a ideia.

Além de uma carreira artística de sucesso, você também é empresário na área de Direitos autorais. Conta como funciona a UP-Rights? A UP-RIGHTS realiza um trabalho de administração de direitos autorais, imprescindível para quem tem muitas obras e ou fonogramas. Tenho muito orgulho da empresa ter conseguido provar que clientes que achavam que deviam mais de 400 mil na verdade não deviam nada e descoberto em alguns casos mais de 100 mil reais "esquecidos" em editoras que o cliente nem sabia que existia. Criei e mantenho esta empresa com o único propósito de ajudar os artistas a aumentarem seus recebimentos. Todo o lucro da empresa é reinvestido. Uma coisa maravilhosa que esta empresa proporcionou ao mercado é uma segunda opinião, pois até então os artistas recebiam as informações das associações, mas não havia como checá-las, por falta de conhecimento, tempo ou pessoas qualificadas para esclarecer todas as suas dúvidas.


Qual sua próxima produção? O “Guitar Heroes” – um disco gravado com os meus heróis da guitarra. Pessoas que admiro por muito tempo e que jamais imaginei que estariam participando de um projeto meu. Por isso decidi chamar esses ídolos para gravarem participações especiais como se fossem "duelos" de guitarra, um em cada faixa. As participações já estão todas gravadas, com Scott Henderson, Greg Howe, Jeniffer Batten, Larry Coryell, Mike Stern, Paul Gilbert, Jeniffer Batten, Sergio Hinds, Big Gilson, Sidney Linhares, Marcos Kleine, Jamie Glaser, Roman Miroshnichenko e Kiko Loureiro. Além destas participações algumas músicas estão sendo "re-arranjadas" e regravadas por grandes nomes como Ricardo e Thiago Feghali, Marcos Maia, Bicudo, Marcio Horsth, Olney Figueiredo, Christiano Rocha, Carlos Bala, DJ Robson Vidal, Hércules Mota, Kimura, entre outros que ainda irão gravar. A co-produção e gravação está a cargo do Paulo Cima e a produção executiva do Luiz Helenio. Estou também produzindo um disco de duetos da grande Jane Duboc, que é histórico para mim, que contará com a participação de grandes artistas como: Egberto Gismonti, Roupa Nova, Nelson Faria, Roberto Menescal, Fabio Jr, Toquinho, Oswaldo Montenegro e Jay Vaquer. 

Daniel qual o conselho você daria para os jovens produtores musicais que estão lutando para conquistarem um espaço no mercado? Eu acredito que estudar e pesquisar nunca é demais, em qualquer área mas, a experiência me ensinou muito mais do qualquer curso que eu pudesse ter feito. No audiovisual mais do que outros tipos de arte, a criação é coletiva. Todas as peças precisam se encaixar e a precisão do encaixe é o segredo das grandes produções. Portanto, saber ouvir e entender o que o autor, diretor e sonoplasta precisam é essencial. É muito importante se manter atualizado tecnologicamente, para poder resolver os problemas o mais rápido possível e aumentar a produtividade. Uma boa oportunidade para os novos talentos é enviar seus trabalhos para serem analisados pela MusicSolution, uma empresa que criei com mais dois sócios, Luiz Helenio e Júlio Cesar, esta empresa produz trilha-sonoras em escala, cerca de 200 trilhas por mês, e para tanto, temos colaboradores em várias partes do mundo, para suprir a crescente demanda do mercado, estamos sempre abertos a ouvir novos talentos que possam colaborar em nossos trabalhos.


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

MUSA: Livia Dabarian - A musa dos musicais vai de Queen a VAMP

Com 20 anos de carreira, Livia Dabarian é um dos grandes destaques do teatro musical brasileiro da atualidade e está com a agenda repleta de compromissos. No dia 9 de setembro, a carioca subirá ao palco do Teatro Municipal do Rio com o show “Freddie Mercury Revisited”, ao lado do marido e também cantor e ator Alírio Netto. O espetáculo, aliás, já foi apresentado com sucesso em Nova York e São Paulo - onde terá nova sessão em outubro. E, a partir do dia 15 de setembro (até fim de outubro), ela poderá ser vista em São Paulo com sua divertida megera Mary Matoso no musical "Vamp", baseado na novela homônima de Antônio Calmon (A atriz já deu vida à personagem na temporada carioca da peça). E, no dia 20 de setembro também, Livia Dabarian e outras três estrelas de musicais nacionais se juntam para apresentar “Just 4 show” na capital paulistana. 

Lívia como o teatro e os musicais surgiram em sua vida? Quando eu era adolescente comecei a trabalhar em peças infantis da Disney nas quais eu, sem perceber, cantava, atuava e dançava ao mesmo tempo. Quando comecei a estudar mais sobre isso percebi que o mercado dos musicais era algo enorme fora do Brasil e que eu precisava me aprofundar no assunto se quisesse trabalhar com isso. 

Dança e música parece que sempre fizeram parte da sua vida. É isso? Que importância tem e até onde te leva? Sim! Minha mãe me colocou em aulas de dança e teatro porque eu tinha muita energia quando criança! (risos)... eu logo percebi que eu amava fazer aquilo o dia inteiro e pedia pra cada vez fazer mais aulas. Isso acabou me preparando pro mercado desde muito nova, o que me ajudou no meu primeiro trabalho profissional que foi ser vocalista do grupo "Oxgênios", amadrinhado pela Xuxa, e nos trabalhos que vieram a seguir como o programa "Gente Inocente" e o navio de cruzeiros pela Europa "Island Star" no qual eu cantei por um ano. 

A onda de teatro musical no Brasil continua promissor? O que aconteceu para o brasileiro despertar para isso? O mercado de musicais está crescendo muito no Brasil. Agora, além das grandes produções de franquias que vem pro Brasil com sucessos da Broadway e West End como o "We Will Rock You", temos produções brasileiras que contam sobre a nossa cultura também como o "Vamp". O público brasileiro tinha uma resistência contra atores atuando e cantando ao mesmo tempo e com músicas dissertativas contando o dia a dia dos personagens. Acho que isso começou a mudar a partir do momento que brasileiros começaram a se relacionar com as peças, como em “Tim Maia” e “Elis” e se interessaram por outros gêneros também. 

Lembra de qual musical assistiu e te tocou pela primeira vez? Como explicar isso? Lembro como se fosse hoje! Eu estava ensaiando para cantar no navio de cruzeiros em Londres e fui assistir “O Fantasma da Ópera” no "Majestic Thetre", mesmo teatro que a peça está em cartaz por 20 anos. Fiquei completamente embasbacada!! Lembro que comprei um assento bem barato e que tinha visão parcial então ficava levantando pra ver tudo, chorei igual a uma criança! Tive que voltar no dia seguinte pra ver de um lugar melhor. Tive certeza naquele dia que era isso que eu queria fazer. 


Essa semana você estreia no Teatro Municipal do RJ com o show "Freddie Mercury Revisited" ao lado do marido? Muita expectativa? O que esperar dessa apresentação? Nós dizemos que o "Freddie Mercury Revisited" é o nosso bebê! Nós criamos o show após sermos o casal protagonista do musical "We Will Rock You", com músicas do Queen e queríamos continuar cantando esse repertório que toca tantas gerações. Estreamos o show no Triad Theatre em Nova Iorque em dezembro de 2016 e depois em SP, no Teatro Bradesco. Os dois shows foram muito bem recebidos. Agora temos a honra de cantar no Teatro Municipal do Rio dia 9 de setembro e estamos preparando um show muito especial. Dessa vez, fazemos arranjos pra piano, violão e carrón dos maiores clássicos do Queen e Freddie e traremos esses clássicos pra um formato intimista. A plateia pode esperar muita emoção e Rock! E, pra quem não conseguiu ver a primeira vez em SP, teremos mais uma apresentação dia 14 de outubro novamente no Teatro Bradesco. 

Fora isso em breve você estreia em São Paulo com o musical "Vamp" encenando a louca Mary Matoso ao lado de Claudia Ohana e Ney Latorraca. Como tem sido a turnê de "Vamp" e trazer para os musicais uma história clássica da TV? “Vamp” é um musical divertidíssimo! A Mary Matoso foi um presente ENORME! Eu não fazia ideia de quantas pessoas amavam e se identificavam com ela. Ser a vilã perua é deliciosamente divertido. Trabalhar com Ney Latorraca todos os dias é um aprendizado diário, tanto de atuação quanto de humildade e profissionalismo! 

O que é mais divertido e desafiador no musical? Com certeza o mais desafiador é criar a minha própria Mary Matoso sem deixar de homenagear a personagem que as pessoas já conhecem e amam. E o mais divertido é contracenar com esse elenco de atores INCRÍVEIS! Osvaldo Mil que é o meu parceiro e faz o Prefeito Matoso é maravilhoso e só Deus sabe das nossas piadas internas em cena! (risos) 

Com tanta tempo de teatro e musicais você acha a TV um "mal" necessário para o ator ainda? Eu acho que todo veículo de comunicação é válido! TV, teatro, cinema, rádio... todos se completam de alguma forma e exercem o seu papel. O Papel da TV, ao meu ver, de levar a arte pra dentro da casa das pessoas, acaba sendo o mais popular mas não o vejo como "um mal". O importante é saber que pra cada veículo é preciso, sim, de uma preparação específica. E muita preparação! Eu tenho vontade fazer TV e voltar a fazer cinema exatamente por isso: aprender com os diferentes processos de criação. 
  
O que você curte ver, ler e ouvir nas horas vagas? Amo ver séries e filmes de assuntos variados! Tento não ser 100% do tempo a "atriz em pesquisa" e assistir coisas pra relaxar também. Amo "Orphan Black" e recentemente me rendi ao "Game of Thrones". Mas o meu hobby predileto é mergulhar. No fundo do mar é tudo muito calmo e silencioso. Gosto de fugir pra lá de vez em quando.

Qual a importância de Freddie Mercury e a banda Queen na sua vida? Eu ouvi Queen e Freddie toda a minha adolescência. Mas com certeza o mais importante foi ter tido eles como trilha sonora do romance entre eu e o meu marido. Nos conhecemos nos ensaios do “We Will Rock You” e ficamos muito amigos. Fomos nos apaixonando à medida que os nossos personagens se apaixonavam na trama... e cantando músicas do Queen. Até o nosso primeiro beijo foi com a música "Who wants to live forever" de fundo, no ensaio. Ele é o amor da minha vida e meu melhor amigo. Vamos fazer a nossa festa de casamento em outubro! Não preciso nem dizer que Queen estará no set list, né? (risos) 

Como se conquista Livia Dabarian? Nossa!! Acho que meu marido pode responder melhor do que eu! Com ele foi PA PUM! (risos) Meus pontos fracos são senso de humor e personalidade forte! Além disso gosto de estar sempre perto de gente com energia BOA! Acredito muito nisso. 

Você está bem sexy e provocativa nessas fotos... É isso mesmo na vida real? (risos) Sim!!! Eu acordo assim todos os dias!!! (risos) Nada! A maioria das vezes estou com roupa de ensaio e correndo de um lado pro outro com um coque bagunçado pra cima. Mas nesse ensaio quis liberar a mulher fatal que todas nós temos dentro de nós! 

domingo, 9 de julho de 2017

ENTREVISTA: Enzo Romani - Tem revelação na música e na TV

A música corre solta na vida de Enzo Romani, não foi à toa que seu último trabalho como ator ele tocava em uma banda de rock pop na novela “Rock Story” e mais recentemente participou do quadro “Show dos Famosos”, no Faustão. Com uma mistura multicultural em seu DNA, Enzo usa isso à seu favor na hora de compor e colocar pra fora sua porção musical. Cheio de projetos ele promete ser um dos destaques da nova geração, seja na TV ou nos palcos.

Enzo, você é o melhor exemplo de miscigenação... Descendente de italiano com japonês e de árabe com português. Quando em sua vida você sente essas influências? A todo momento. Minhas influências musicais são um exemplo dessa miscigenação. Bebo tanto do rock quanto do soul, tanto do MPB quanto da música cigana. Além do lado musical eclético, me sinto em casa onde quer que eu esteja. Afinal o mundo é minha casa. Principalmente quando medito, me sinto muito conectado com meu lado oriental.

Soubemos que você morou em várias partes do Brasil, de Maceió e Floripa. Como foi isso? O que isso te trouxe de positivo e negativo? Acredito que não trouxe nada de negativo. Pelo contrário, a possibilidade de ter convivido com diversos povos e culturas só me trouxeram evoluções pessoais, espirituais e musicais. 



Você logo cedo enveredou pela música. Quando isso deu início? Alguma influência? Total influência dos meus pais, que sempre viajaram comigo ouvindo todos os estilos musicais possíveis (risos). Desde os meus 6 meses de idade até meus 4 anos vivemos pelas estradas viajando dentro de um caminhão. Esse foi meu verdadeiro berço musical. E início da experiência com um instrumento foi com meu primeiro violão que ganhei aos 8 anos de idade. 

E como a veia para artes cênicas começou a tomar espaço? Quando percebeu que queria ser ator? Foi muito despretensioso e nunca havia imaginado me tornar ator antes da história que irei contar abaixo. Tudo começou num teste realizado na Mega Talents em São Paulo para a novela “Malhação - Seu lugar no mundo”. Tive um “insight” e resolvi levar meu violão (que é a extensão do meu ser) e cantei uma das minhas composições (Somos um só) no teste. Tive a enorme alegria de estrear a própria canção na primeira cena do meu personagem Pedro, criado carinhosamente pelo autor Emanuel Jacobina.

Como lida com esse lado músico e ator? Daria para escolher só um caminho? Definitivamente não. É claro que as vezes preciso escolher qual projeto mergulhar. Seja uma novela, a produção de um disco, um lançamento de um show, um filme. Mas a música ocupa um lugar muito especial na minha vida. Em 2015 pouco antes de entrar em Malhação, recebi o audacioso convite do meu amigo e renomado produtor musical Apollo 9, para co-produzir cerca de 100 músicas em menos de um mês, o projeto: “Na Voz Delas” exibido no Canal Bis. Foi um grande marco, pois após essa incrível experiência aprendi e descobri meu lado Produtor e Arranjador Musical. O que hoje me possibilita produzir minhas próprias músicas enquanto faço uma novela simultaneamente. 


Hoje em dia com muitos musicais se tornando cada vez mais populares um ator que canta é tudo de bom. Como você enxerga isso? Incrível. Os musicais mostram o lado versátil e completo que muitos artistas tem, mas não tinham tamanha abertura no Brasil e consequentemente tais habilidades eram desconhecidas pelo público. Uma grande oportunidade de valorizarmos nossos artistas.

Você participou de “Malhação – Seu lugar no mundo” (2015) e esse ano você esteve em “Rock Story”. Como tem sido a “relação” com a TV e a vida de ator? A relação vem sendo incrível, pois se abriram diversas portas para projetos como por exemplo o “Show dos famosos” e com isso pessoas que já gostavam do meu trabalho como ator descobriram mais da minha essência. A visibilidade é importantíssima para disseminar a mensagem do amor. 

Você encerrou recentemente sua participação em “Show dos Famosos” no Faustão. Como foi essa aventura? Se sentiu realizado? Muito realizado e feliz. Me superei em tantas áreas pessoais que seria impossível descrever aqui. Mas literalmente foi uma aventura. Nós, os 8 participantes tínhamos até um grupo no whatsapp que se chamava “Destemidos”. Eu mudaria o nome para “Os transcendidos”, pois foi o que aconteceu com cada um de nós no processo de aprendizado. 

Você parece ser um cara zen que adora natureza e simplicidade. É isso mesmo? O termo “zen” já era bem presente na minha vida mesmo antes de saber o que significava. Sempre fui criado em meio a natureza, me sinto completo com as coisas simples da vida. Sou adepto da homeopatia desde que nasci, medito diariamente como manutenção da mente/corpo/espirito. Vejo tudo isso como algo inerente ao meu ser. Indispensável para me sentir vivo.

O que curte fazer no tempo livre? Que programas fazem sua cabeça? Gosto muito de ler um bom livro, surfar, praticar yoga, trilhas, cachoeiras e se for possível unir tudo isso com minha essência cigana, VIAJANDO.

Com visual sempre estiloso se considera um cara vaidoso? Até que ponto? Do que não abre mão? Já fui bem mais vaidoso mas não abro mão de me sentir confortável dentro de roupas que representam aquilo que sinto. Quanto ao corpo, pratico exercícios físicos diários pois fazem parte do meu estilo de vida saudável. Já os meus adereços (anéis e colares), são mais do que acessórios. São presentes inestimáveis que marcam momentos, pessoas e lugares inesquecíveis dos quais conheci.



Ainda sobre Rock Story... Você tirou de letra interpretar um músico da banda 4.4? O que foi mais desafiador? O mais difícil foram as coreografias e a movimentações da boyband. Esse desafio só foi possível graças ao profissionalismo e competência do nosso amigo Raffaele Casuccio. 

Qual o próximo voo, TV ou música? Ou os dois juntos? Estou dedicando a maior parte do meu tempo para a produção e lançamento do meu novo álbum “DiaeNoite”. O disco deve ser finalizado apenas em 2018 mas até lá lançarei singles e clipes para toda a galera que vem me acompanhando. E as datas para shows já começam a partir de Agosto desse ano. Conciliando tudo isso com estudos de aprimoramento cênico. 

terça-feira, 7 de março de 2017

MÚSICA - O que ouvir esse mês: de Solange a Enigma, passando por Dead or Alive e Sofi Tukker

Fizemos uma seleção que está rolando de mais atual e cool para você conhecer e embarcar nessa viagem musical esse mês. Conheça e curta o som de Solange, Enigma, Dead or Alive e Sofi Tukker.

SOLANGE - A SEAT AT THE TABLE (2016)

Solange (que até deixou de usar seu famoso sobrenome “Knowles” para se distanciar ainda mais da sombra da sua famosa irmã Beyoncé), lançou um dos melhores álbuns de 2016. Bem distante dos hits pop-coreô ou de encabeçar a lista da Bilboard, “A Sea at The Table” é um banquete sonoro, calmo e empoderado, que fala abertamente sobre racismo, tudo embalado acusticamente pela sua doce voz. Já avisamos que este é um álbum pra se degustar suavemente, afinal são quase 21 faixas entre interludes e músicas. Mas depois da primeira audição você constatará a beleza impar desta obra-maestra que Solange levou quase 5 anos para finalizar e nos presentear. 

Ouça:


ENIGMA – THE FALL OF A REBEL ANGEL (2016)

25 anos depois do lançamento do primeiro álbum de estreia (“MCMXC a.D.”) o projeto “Enigma”, inovava a dance music fusionando o eletrônico com os tradicionais cantos gregorianos. Agora a mente por trás do projeto (o romeno-alemão Michael Cretu) volta com seu oitavo disco, “The Fall of a rebel Angel” após um hiato de oito anos, desde o penúltimo “Seven Lives Many Faces”.  Na nova obra (sem grandes novidades experimentais), Enigma destila nas 12 faixas sua aura de mistério e religião, misturando agora seu pop-ambient com pitadas do contemporâneo dubstep. Você até terá a sensação deja-vu deste álbum com relação aos anteriores (porque no fundo não trazem nada de novo ou inovador em relação a sua própria discografia). Mas a produção musicalmente impecável, tão cheias de detalhes, densas camadas de instrumentos e muito surround apenas percebido com o uso de bons headphones, por isso por si só já merece uma audição.

Ouça:



DEAD OR ALIVE – YOUTHQUAKE (1985)

Em outubro passado mais uma figura ímpar e de extrema importância para o cenário musical partiu deste mundo encabeçando a extensa lista de perdas de estrelas da música que nos deixaram neste triste 2016. Pete Burns a cabeça, o corpo e a imagem andrógina da banda inglesa icone do synthpop inglês “Dead or Alive” lançou sua obra maestra em 1985: “Youthquake”, onde na capa já vinha com a linda imagem doo fotografo Mario Testino, e nove músicas que ficariam pra história. Claro que sempre lembraremos do seu eterno smash-hit “You spin me round” (que é tocado incansavelmente até hoje), mas ainda temos que destacar neste álbum as faixas “In too deep”, “My Heat goes Bang” e “It´s been a long time”. 

Ouça:



SOFI TUKKER – SOFT ANIMALS (2016)

A dupla (Sophie Hawley e Tucker Halpern), de Nova York, fazem um “Indie Tropical Deep House” pop, chiclete porém bem cool. Eles vem emplacando um single atrás do outro sem dar descanso para as pistas. O primeiro “Hey Lion” chamou atenção para a sonoridade tropical, mas foi com o segundo single “Drinkee” que eles explodiram para o mundo (inclusive aqui no Brasil). “Drinkee” cantada em português com forte sotaque gringo, tem letra (quase um mantra) do escritor carioca Chacal, onde a dupla recita os versos de poema “Relógio” (“com Deus me deito, com Deus me levanto, eu bato um papo eu bato um ponto, eu tomo um drink eu fico tonto”). Acabam de lançar o terceiro single “Awoo” que tem participação de Betta Lemme e promete o mesmo sucesso. Em resumo compre o E.P. Com as 6 incríveis faixas, porque ele não irá sair do seu sound-system durante os próximos meses. 

Ouça:

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

CAPA: A alma musical de Zé Ricardo, do Carnaval ao rock (in Rio)

Um homem múltiplo que cada vez mais se descobre diante de um (prazeroso) desafio. Zé Ricardo, vive e transpira música. Seja como cantor, produtor de musicais, shows e filmes, seja como diretor artístico. Nessa função de diretor artístico, é dele a responsabilidade de cuidar do Palco Sunset no Rock in Rio, no qual está há 10 anos nessa função. Hiperativo, Zé Ricardo, sempre de sorriso largo e muitas ideias na cabeça, abraça cada projeto como se fosse o único na sua corrida maratona de trabalho. Atualmente assina a trilha da peça ONLINE do ator Paulo Gustavo que estreou em novembro no Rio, compôs e gravou a trilha do filme “Minha Mãe é Uma Peça 2”, também do Paulo Gustavo, produziu 4 faixas no CD novo da Mart'nália, e ainda assinou a direção musical e artística do novo show da atriz Samantha Schmutz. Além do novo projeto que mistura música e artes plásticas que ele está levando pra Berlim. Isso só para citar os últimos projetos desse cara. Entre viagens e projetos a MENSCH conversou com Zé que já se prepara para muito trabalho com a nova edição do Rock in Rio que vem chegando agora em 2017. Mas antes disso, ele cai no carnaval com shows no Recife Antigo. Sua alma musical não o deixa ficar parado.

Como a música entrou em sua vida? Quando percebeu que era isso que você queria para você? Eu sou músico desde que me entendo por gente. Meu pai toca vários instrumentos. Eu cresci ouvindo Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo e todos os grandes compositores e instrumentistas do choro e do samba brasileiros através do meu pai. Quando ele saia pra trabalhar minha mãe ouvia Ray Charles, Nat king Cole e outros deuses do blues e do Soul. Eu ficava encantado com aqueles dois universos. A música que faço hoje, tem muita influência do que escutava com eles. Desde pequeno, cantava no colégio. Fazia música pra os trabalhos de grupo na escola. Comecei a tocar violão com 12 anos. Aos 16 anos, já tocava em bares na noite do Rio com autorização do meu pai, meu grande incentivador. A música sempre foi meu destino.

Cantor, produtor e diretor artístico. O que pesa mais o artista ou o homem de negócios? Que peso cada um tem em sua vida? O cantor ajuda muito o diretor artístico e vice versa. Meu trabalho de curadoria se beneficia muito da capacidade que tenho de resolver os impasses artísticos através da música. Seja pegando o violão e sugerindo um outro acorde, propondo um novo arranjo ou escolhendo o melhor tom pra um cantor. Essa capacidade traz segurança pra os artistas e os faz aceitarem embarcar nas minhas propostas com confiança. Eu componho e canto porque se não o fizer vou transbordar. Compor e cantar são necessidades vitais pra mim. São o combustível da minha alma. Descobri na direção artística e na produção um mundo fascinante. Tenho crescido muito nessa vertente e ainda há tanto pra descobrir. Nos últimos anos o homem de negócios vem tomando muito tempo do cantor. Mas eles estão se entendendo. Um precisa do outro. 


Diante dessas três vertentes da música na sua vida, como é sua rotina? O mais difícil da minha rotina é exatamente não ter rotina. Eu já me acostumei a ser “Vários em um”. (risos). Meu penúltimo CD tem esse título. Não só ser cantor e diretor artístico mas ser pai, amigo, marido, filho enfim… Muitas funções. Todas exatamente importantes. Antes eu ficava um pouco angustiado. Mas hoje tenho a certeza que meu dou ao máximo em tudo. Então me deixo mais em paz. 

Eu trabalho pro Rock in Rio todos os dias. Seja encontrando um artista, falando com um agente, o festival está presente diariamente na vida. Há dois anos atrás montei um estúdio de gravação, onde além de gravar minhas músicas, faço ensaios de outros projetos que produzo e gravo as trilhas dos longa metragem e das peças de teatro que assino. Fiz questão que meu estúdio fosse perto da minha casa. Pra poder levar meus filhos no colégio e correr em casa pra botá-los pra dormir sempre que posso. Eu amo tudo o que faço. Vou me ajustando todos os dias. O tempo hoje é o meu bem mais valioso.

É mais fácil produzir para outro artista do que para você mesmo? O Zé produtor cobra muito do Zé cantor? Bem mais fácil produzir outro artista do que a si mesmo. Aliais, eu acho que todo artista precisa de um produtor. Um visão distanciada é extremamente importante. Ainda mais no meu caso que componho, canto, faço arranjos. O produtor é fundamental. Quando estou fazendo CD é um momento delicioso porque entrego o leme do barco pra meu produtor. Ele conduz e eu fico só como artista. A sensação de ter alguém pensando nos detalhes pra você é muito boa. Meu último CD “7 Vidas”, tive a alegria de ser produzido por um dos melhores produtores do planeta. Meu amigo Moogie Canazio. Passei 2 meses em Los Angeles gravando. Ele pensava em cada detalhe. Desde a banda ao estúdio que iríamos gravar. Foi sensacional!!

Quando e como você chegou ao Rock in Rio? Como avalia sua trajetória no festival? O Rock in Rio é o sol da minha vida profissional. Um dia recebi um telefonema da Roberta Medina que mudou minha vida. Ela me convidou pra ir a Lisboa e apresentar um conceito artístico pra um novo palco do Rock in Rio. Nasceu assim o palco Sunset. Que começou em Lisboa. Realizando encontros entre artistas portugueses africanos e brasileiros. O palco virou um sucesso em Portugal. Veio para o Brasil em 2011 e foi um grande sucesso outra vez recebendo artistas de peso como Ben Harper, Sepultura, John Legend, Joss Stone entre outros. Conquistou seu espaço também nas edições do Rock in Rio em Madri e em Las Vegas. Acho que venho contribuindo com muita garra, amor e dedicação para a história fantástica do Rock in Rio. As coisa tem dado certo!

Ser diretor artístico do Rock in Rio deve ter seu grau de estresse entre decidir que artista entra, administrar cada ego e ter o controle para que tudo saia bem. Que parte é mais difícil e mais prazerosa? É uma responsabilidade e uma honra gigantesca trabalhar num festival que mudou a história música no Brasil. Trabalhar ao lado do Roberto Medina e do Paulo Fellin. Aprender com esses dois mestres na arte de festivais. Poder ousar, arriscar e contribuir pra o aparecimento de novos artistas. Também atualizar uma nova geração sobre quem fez música inesquecível nos últimos anos. É um trabalho sério que exige técnica mas também muito amor. Exige coragem. Eu procuro focar sempre na parte prazerosa. Ela é sem dúvida bem maior do que os problemas. Juntar dois artistas as vezes é complicado. Administrar egos, inseguranças e tensões fazem parte do trabalho. 

Exercer essas suas três funções dá uma visão mais ampla da música como negócio. Onde é mais comum o artista derrapar? Quais as ciladas que podem existir nessa área? O negócio da música está mudando muito rapidamente. As novas tecnologias, a maneira dinâmica com que se produz música no mundo hoje em dia, a maneira com que ela é distribuída, tudo é novidade pra quem vem de um mercado que ficou anos dentro do mesmo formato. Os artistas derrapam quando não se atualizam. Quando continuam presos a uma época em que a música era feita e consumida de outra maneira. O artista que ficava em casa e esperava a gravadora e o empresário fazerem tudo, hoje tem que arregaçar as mangas e trabalhar. Estreitar o caminho entre ele e seu público. Não dá pra se esconder mais.

Hoje o público brasileiro está com um gosto musical meio duvido, digamos assim. Como você avalia isso? É muito difícil vender rock e MPB no meio de tanto funk e sertanejo? Não acho que exista um estilo de música pior que o outro. Acho que existe preguiça. Falta de acabamento. Descaso pelo que o público consome. As letras estão cada vez mais pobres. As melodias obvias. Os arranjos medíocres. Os produtores culturais cada vez mais acovardados. Com medo de perderem seus cargos. Arriscando nada. Subestimando a capacidade do povo de assimilar boa música. São os produtores culturais que deveriam apresentar novas opções de música de qualidade ao público. Essa é a nossa obrigação. Dar não só o que o povo quer. Mas principalmente o que ele precisa e nem sabe que quer. Só por não conhecer. Jamais poria a culpa no público. Se existe culpa ela está na covardia de quem produz e distribui música.


Como você observa a trajetória do Rock in Rio do início (que você já estava participando) até hoje? Que mudanças ocorreram até hoje? O Rock in Rio não se conforma com o sucesso. Não descansa nele. Essa inquietação vem do nosso criador e presidente Roberto Medina. Ele contaminou toda nossa equipe com essa ideia. Ele está sempre querendo coisas novas. Desafios. Ele não aceita que pensemos pequeno. Isso faz com que o festival se reinvente a cada edição. O surgimento do Palco Sunset, da Rock Street, do Street dance e o projeto Amazônia Live que vai plantar um milhão de arvores na Amazônia são provas que o festival está mudando e crescendo. Com o frescor de quem começa hoje! 

O que o público pode esperar para a próxima edição em 2017? Que surpresas ou mudanças vem por aí? Muita música pop, muito Rock. Uma cidade do Rock nova e cheia de novidades pra todas as idades. Shows inesquecíveis no palco Mundo. Encontros memoráveis no palco Sunset. O charme da Rock Street que vai trazer os costumes de um pais espetacular. O público pode esperar o melhor Rock in Rio de sempre!!!

Na hora do Zé produtor no comando o que se torna mais difícil, casar suas ideias com a do artista ou administrar o ego do artista? Já abriu mão de algum trabalho por conta disso? Juntar artistas e propor novas ideia pra eles, exige além de conhecimento delicadeza. Sou artista e sei que o que nós precisamos é nos sentir seguros quando vamos a um lugar fora da nossa zona de conforto. Esse é meu trabalho. Passar segurança aos meus convidados. Deixá-los seguros que o festival vai estar ali pra suportar e cuidar de tudo pra que seus espetáculos sejam maravilhosos. Não imponho uma ideia a um artista. Faço uma sugestão. Escuto sua opinião. Seus receios. E trago as soluções. Já abri mão de trabalhos que pagavam bem mas tratavam a música com desrespeito. Que queriam só a popularidade sem ligar pra qualidade. Eu tenho fé na música. E suas infinitas possibilidades. Jamais vou trata-la sem carinho. 

Onde busca inspiração para suas músicas? Quem são seus ídolos? No cotidiano, na minha vida, na vidas das pessoas. Adoro observar as paixões ao meu redor. Seus encontros e desencontros. Gosto de falar de amor. E de dor também. Meus ídolos são tantos. Na verdade eles são meus heróis. Cartola, Ray Charles, Djavan, Marvin Gaye, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Stevie Wonder e tantos outros que amo.

E o que faz sua cabeça quando não está trabalhando? O que te diverte (sem ser trabalho)? Brincar com meus filhos, levar eles pra viajar, cozinhar pros amigos, ir ao Maracanã ver o Flamengo, ouvir música sem pensar em nada.

E o Zé Ricardo como artista, o que trará de novo em breve? Novo CD, Segue o Baile…? O meu show “Segue o Baile” vai rodar o Brasil no ano que vem. Começamos no Rio, depois uma temporada em Recife, depois o sul do pais e São Paulo. Podem chegar que a diversão vai ser garantida!


Fotos Rodrigo Lopes
Produção executiva Márcia Dornelles

terça-feira, 14 de junho de 2016

MÚSICA: Leon Bridges - Uma nova voz para a soul music

Com uma voz potente e um visual vintage, nascido em julho de 1989 na cidade de Atlanta, Geórgia, o cantor e compositor norte-americano Leon Bridges promete ser um grande destaque esse ano. Bem na linha das grandes vozes negras dos anos 60, no estilo do Retro-Soul, o texano de 26 anos tem se destacado com seu primeiro álbum que vem com essa pegada retro, seja por sua música quanto pelo visual; chapéu, paletós bem alinhados e calça de cintura alta, Leon conquista pelo alto nível musical. 

Prova disso é seu disco “Coming Home” lançado no ano passado no iTunes, e que logo chegou ao top 10 do Spotify, resgatando o soul, r&b e o gospel tradicional sulista da década de 60. Para seu álbum de estreia, Leon fez questão de reunir um grupo fanático pela soul music do século passado, usando aparelhos analógicos para dar o clima e nada de gravar os músicos separadamente. A ideia foi reunir todos para tocarem juntos como se estivessem em um palco. O resultado é um disco gostoso de ouvir e que nos faz viajar no tempo. As faixas “Lisa Sawyer”, que Leon compôs para sua mãe, “River” (faixa-título) e “Shine” soam quentes e vivas.


Confira alguns trabalhos de Leon e fique fã:
NPR Music Tiny Desk Concert: