sexta-feira, 30 de novembro de 2012

ENTREVISTA: Raoni Carneiro, sempre em produção intelectual constante como músico ou ator‏

Raoni Carneiro começou a carreira artística cedo, aos 13 anos e por isso tem uma lista de trabalhos imensa para um ator de apenas 30 anos. Nascido em São Bernardo do Campo, Raoni deu seus primeiros passos no Thespis, grupo de teatro amador do interior de São Paulo. De lá pra cá são peças, novelas, filmes e não só na atuação, mas também na direção e produção. Raoni acredita que o ator deve ser versátil e botar a mão na massa para as coisas acontecerem ao invés de só ficar na espera de papéis. Atualmente na Globo, Raoni já fez trabalhos no SBT que considerou fundamentais para ganho de experiências. Mas falando em papéis, talvez o melhor até agora seja o de pai. Casado com a também atriz Fernanda Rodrigues, ele tem uma filha chamada Luiza com quem aprende todos os dias e se encanta. Com vocês, Raoni Carneiro.

Você iniciou sua carreira artística muito cedo, aos 13 anos, como se deu essa escolha? Pra ser sincero eu não sei, foi numa brincadeira. Meu professor de música do colégio fazia parte de uma famosa companhia de teatro da minha cidade e um dia brinquei, "se precisar de um ator profissional pode me chamar", ele disse que precisa de um ator e que iriam fazer teste. Fui, fiz o teste e passei. Depois fui atrás do estudo em SP. 

Sua base é o teatro amador, o considera sua grande escola como ator? Minha base é o teatro. O teatro amador é a primeira parte do processo de formação de um ator. Então se a base não for bem feita, "o prédio" cresce frágil.

Seu trabalho mais recente na TV foi em Gabriela, um das grandes obras de Jorge Amado. Tem o costume de ler? Quais seus atores preferidos? Fiz faculdade de Letras na USP, e para entrar numa faculdade desse nível não tem como não passar por Jorge Amado antes e durante o processo. O mais legal de tudo foi poder viver um pouco de como foi essa época. Foi como poder fazer uma viagem no tempo. Experiência incrível.
 
 
Após participação no seriado Sandy e Júnior você foi fazendo uma novela atrás da outra. Foi desgastante ou foi essencial para se firmar na TV? Foi essencial para me firmar. O desgaste é emocional. Mas se você reparar, a grande maioria dos meus personagens são diferentes e as caracterizações também.

Você chegou a fazer novelas no SBT e depois voltou pra Globo. Passar por outras emissoras o enriqueceu profissionalmente? Sim, da maneira que aconteceu comigo foi uma escola.

Você dirige e produz, além de atuar. Por quê? Como se deu isso? Porque desde cedo entendi que a profissão não é fácil e nunca ficaria esperando me chamarem para trabalhar. E um artista tem que estar na produção intelectual constante. Vivemos numa era de celebridades e esses acabam virando personagens deles mesmo.
 

O que costuma fazer para compor um personagem e dirigir atores? Alguma regra? Nenhuma regra. É uma junção das descobertas com suas referências. E disso sai um novo trabalho artístico. Em relação a dirigir e atuar o processo é completamente diferente. Dirigir você se preocupa com a obra e em relação ao ator, você é uma peça importante de uma história.

Casado e com uma filha. Vocês já descobriram algum segredo para não deixar o casamento cair na rotina? Tentar se apaixonar sempre.

A fidelidade é algo mais difícil de manter quando se é ator? Ou justamente por poder viver outras pessoas e outros relacionamentos (através dos personagens) isso termina matando essa necessidade de conhecer outras pessoas? Como você vê isso? Sou um profissional como outro qualquer. O respeito numa relação deve existir independentemente da sua profissão. O fato de ser ator nos expõe a essas situações permissivamente, mas isso não significa que temos a chance de matar uma necessidade.

Ser casado com uma atriz os tornam mais cúmplices, parceiros na profissão? Vocês evitam “trazer trabalho pra casa?” Tentamos, mas é inevitável. Mas a cumplicidade nossa não esta profissão, está na nossa afinidade, e na escolha de construir uma família juntos.

Que valores e princípios busca passar para sua filha? E o que tem aprendido com ela? Aprender, aprendemos todos os dias com ela. Mas o que mais queremos é poder formar um ser humano legal e preparada pra vida.

Você e Fernanda costumam sair muito. Quais seus programas de lazer favoritos? Não muito. Quando saímos vamos a restaurantes e bares com os amigos.
 

Como anda o Raoni da banda Trupe? Realizado ou realizando com a banda?  Realizado.

O que faz sua cabeça quando se fala em música? Música é a língua universal, é o toque de emoção que falta na vida real. É mágico.

Você é um cantor que atua ou um ator que canta? Como você se vê? Um artista que busca desafios. Atuar, cantar, dirigir, produzir, isso tudo um artista deve fazer.
 
Em relação à vida, o que você cansou de perder tempo e o que passou a valorizar com o tempo? Depois do nascimento da Luisa, o tempo ficou mais nobre. Passei a dar valor para as coisas que realmente importam. Realmente tem coisas que não vale a pena perder tempo!

 
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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

ESTILO: Saiba como escolher os óculos de grau ideal para seu rosto e estilo

Já foi se a época de que usar óculos de grau era sinônimo de sacrifício, que envelhece, que incomoda, que machuca. Claro que ninguém gosta de enxergar mal, mas se o problema existe, e lentes de contato são incômodas demais para o seu gosto, a saída é tratar esse objeto com mais atenção. Afinal você não quer correr o risco de ir para a balada enxergando meio mal e paquerar alguém totalmente fora do seu padrão por pura falta de visão… Hoje em dia, passada a fase da lente de contato, virou uma forma de estilo usar óculos. E pensando nisso marcas famosas e diversos fabricantes estão investindo em armações de óculos masculinos de grau estão bem versáteis e têm elaborado armações masculinas para todos os gostos.

Com inúmeras opções, o segredo está em escolher a armação certa para você. Pois o ruim não é usar óculos de grau, e sim escolher uma armação errada. Os óculos, assim como um relógio ou a gravata, são acessórios. E assim devem ser tratados com mais cuidado e de acordo com sua personalidade. Escolher uma armação de óculos masculinos de grau é mais fácil do que você pensa. Uma dica é não avaliar os óculos apenas pelo visual frontal. Cheque as laterais. Às vezes um detalhe faz toda a diferença. O modelo escolhido não depende tanto da idade, mas sim do seu perfil. As armações de óculos masculinos de grau têm que ter a sua cara e não sua idade.


Bem-escolhida, uma armação pode fazer milagres, deixando você até mais jovem, mais magro e até mais bonito. Para isso selecionamos sete dicas que vão ajudar na hora de escolher sua armação de óculos de grau:

01 - Evite usar armações que cubram a sua sobrancelha, ela deve ficar à vista. Se for muito grossa, prefira uma com pouca informação visual na parte superior, para não ficar com uma “sobrancelha dupla”;

02 - O olho deve ficar no centro da lente. Repare se a armação não está muito larga ou muito alta. A testa não precisa enxergar;

03 - Óculos que marcam e incomodam o nariz e as orelhas são péssimos. A boa armação é aquela que antes de tudo é confortável;

04 - Para quem tem muitas rugas ou olheiras deve evitar armações que “emoldurem” o problema. Para não demarcar, procure as mais discretas, transparentes e evite lentes escuras para disfarçar, porque elas vão apagar a expressão;



05 - Se você usa barba e bigode, lembre-se que são itens a mais no seu rosto. Portanto cuidado na hora de escolher a armação para que não pareça que você está com uma “máscara”, de tantos itens cobrindo o rosto. As armações mais finas e discretas são as mais indicadas nesses casos;

06 - Modelos esportivos devem ser bem fechados para proteger a retina, mas não podem grudar no rosto, senão a lente embaça;

07 - Um cuidado muito importante é em relação ao seu tipo de rosto, muitas vezes os modelos escolhidos não combinam com o formato do rosto. O indicado, por exemplo, são os modelos pequenos para os rostos pequenos, e os modelos grandes para os rostos grandes. 







QUAL SEU ESTILO?

EXECUTIVO – Se você procura um visual mais básico e formal, o ideal são as armações com cores discretas, que fogem do tradicional preto sem ser sisudo. Para os mais tradicionais, uma armação com toques em prata e madeira. E para aqueles que preferem que o acessório apareça o mínimo possível podem optar pelos modelos três peças ou de titânio, quase transparentes com aros tão finos ou meia armação.

DESCOLADO – Para os moderninhos que procuram algo mais descolado e moderno, uma boa opção são os óculos de acetato grossos e coloridos que hoje são encontrados com armações em materiais mais leves. Esses modelos inovam nas formas enquanto mantêm o equilíbrio com cores mais discretas. É importante não exagerar para não parecer ter saído de uma festa à fantasia, o ideal é optar por cores que se fundam com a tonalidade da pele. Afinal os óculos não podem chamar mais a atenção que o resto. Importante é que a peça esteja bem incorporada ao estilo da pessoa.


ESPORTISTA – As armações mais discretas, com detalhes em cor e lentes do tipo foto sensíveis, que escurecem sob o sol, são as mais indicadas para quem tem um estilo esportivo, e vive suando a camisa. Para eles o importante é sentir mais resistência na armação, e demonstrar uma certa jovialidade tão comum aos esportistas. 


Se você que óculos coloridos, análise a cor correta para você. A maioria das pessoas opta por cores neutras ou casuais, fáceis de combinar com qualquer tipo de ocasião e roupas. O ideal é ter cores em sua própria base de cor. E a melhor maneira de determinar as principais paletas de cores é a sua pele, olhos e seu cabelo.

DE ACORDO COM AS CORES...


Astro de Hollywood e seus óculos.
Tonalidade da cor da pele - O tom da cor da pele é o elemento principal e primordial para a escolha da coloração, as cores podem cair em um ou dois tipos de cores como a coloração quente e casual. Cores quentes são tons de pêssego e beges; já o casual atende uma base de cor azul ou avermelhada.


Cor dos Olhos - As cores dos olhos são os elementos secundários para a coloração, para as pessoas que têm olhos azuis seriam terno azul claro ou cinza, violeta, talvez. Considerando olhos castanhos, de castanho claro a um preto forte.


Cor dos Cabelos - A cor do cabelo é outra maneira de encontrar a melhor opção, na maioria das vezes recebendo a mesma cor. As cores casuais vêm em azul, preto, branco, marrom e verde, para o quente, amarelo, dourado, marrom ou amarelo, laranja, avermelhado. Para quem é loiro, pode escolher entre as lentes escuras ou mais claras. Com relação à armação, o ideal são os modelos mais leves e dourados. Para os morenos, armações e lentes mais escuras em tons de marrom ou preto. Armação tartaruga também fica bem para esse tipo. Já para quem é negro, tons de âmbar, armações de metal e peças com tratamento de envelhecido são os mais indicados. E para os ruivos, todo cuidado é pouco, pois a armação não pode brigar com a cor do cabelo (que já chama atenção naturalmente). Tons escuros como marrom, vinho e preto são os indicados.

E lembre-se sempre: Após o uso, procure lavar sempre com água corrente e sabonete. Quando for secar, não aperte o lenço nem fique esfregando a lente para não riscar.


Fonte: GNT, Lacoster, Guia VIP


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terça-feira, 27 de novembro de 2012

CRÔNICAS & INDAGAÇÕES: Meu gato e eu‏

A escolha do animal de estimação conta muito no momento do julgamento da sociedade. Macho que é macho, se pudesse, criaria um dinossauro em casa, alimentando-o com os pedaços ensanguentados da torcida do time rival. Como isso não é possível (ainda), convencionou-se que homens curtem cães e que gatos são coisa de mulher, quase sempre solitária, louca, mal-amada e/ou praticante de magia negra. Estereótipos. Eu mesmo sempre gostei de animais de todos os tipos e já criei passarinho, papagaio, jabuti, coelho e, claro, cachorros. Nunca havia tido gatos, até que um apareceu para mim, bem no meu local de trabalho, magro, arrepiado, com cara de assustado, novinho demais para estar se aventurando assim pela vida e pelo pátio de uma faculdade. Por morar só em um apartamento que é menor do que um banheiro de rodoviária (porém com um cheiro semelhante), meu primeiro instinto foi procurar o dono ou alguém mais estruturado para ficar com ele. Decidido a encontrar um lar para o bichano, conversei com o vigilante do dia.
 

- O senhor sabe quem é o dono desse gato?
- Rapai...esse gato tava por aí no pátio.
- Eu sei. Foi lá que eu peguei ele. O senhor sabe quem é o dono?
- Rapai...né o senhor não, professor?
- ...veja. Veja só. Eu tô aqui perguntando ao senhor, porque eu não sou o dono e nem sei quem é. O senhor entendeu?
- Rapai...sei não. O senhor pode deixar aí pra ver se aparece alguém que leve.
- Hmmm. É, né? Ele deve ter dono ou uma mãe aqui perto. Melhor deixar ele e...
- Agora mais tarde vão soltar Florzinha.
- ...oi? Florzinha?
 

- É o cachorro do diretor, uma mistura de dobermann com pitbull. Ninguém sabe como um dobermann acabou cruzando com um pitbull, por causa da altura, né? Vai ver usaram um banquinho. Mas o cachorro é o cão, professor. Já matou sete gatos esse mês e tenho certeza que um deles foi só de susto.
 

- ...o senhor tem uma caixa de sapatos pra me emprestar?

E foi assim que me vi voltando para casa de bicicleta, a mão esquerda no guidom, a direita segurando uma caixinha de papelão trêmula com a tampa furada, que de vez em quando miava desesperadamente toda vez que eu ameaçava perder o equilíbrio. Ainda estou me acostumando com a ideia de ter um felino em casa e, enquanto isso, a notícia vai se espalhando entre amigos e parentes. Para a grande maioria das pessoas, um homem solteiro que mora sozinho criando um gato é uma coisa no mínimo esquisita. Para alguns, até mesmo alarmante.
 

- Alô? Fred?
- Alô, vó? Tudo bom?
- Meu filho, que história é essa de gato?
- Bom, eu...eu achei um e trouxe pra casa. O nome é Azeviche. Hmmm. Gostou?
- Azeviche? Que muléstia é essa?!
- É o nome de uma pedra preciosa, vó, toda preta. Que nem ele.
- Você tá criando um gato preto? Virou macumbeiro, foi?!
- Macumb...o que danado uma coisa tem a ver com a outra?!
- BAIXE O TOM DE VOZ PRA FALAR COMIGO, AQUI NÃO TEM NINGUÉM GRITANDO!
- ...certo, vó. Desculpa. Olha, o gato é preto sim, eu não acredito nessas coisas, não tenho superstição nenhuma, tô nem aí. Tá bom?
- Mas meu filho, um gato, prum rapaz assim, solteiro. Não fica bem.
- Como assim, não fica bem?
- O povo vai começar a falar...sabe como é, vão dizer que você é feito esses homens, sabe, que hoje em dia toda novela tem um.
- Galã?
- Não, frango.
- VÓ! Isso é jeito de falar?! E outra, eu não sou gay. Não sou. Por que é que a senhora sempre acha que eu sou gay?
- Porque você me dá motivo.
- ...tchau, vó.
 

Não é fácil criar um gato quando não se tem experiência nenhuma no assunto. Ele não funciona da mesma forma que um cachorro e tem necessidades diferentes. Da mesma forma, a interação com o bicho reserva lá suas peculiaridades. Por exemplo, quando um gato deseja demonstrar desgosto pelas besteiras que o humano desajeitado que mora com ele perpetua diariamente, ele não faz escândalo. Não berra, morde ou te estapeia enquanto você dorme, por mais que você mereça. Não, tais coisas estão abaixo dele. Quando um gato desce do seu pedestal para criticar seus inferiores, ele mija. Mija no chão que você acabou de lavar. Mija no seu sapato social que foi o último presente da sua tia-avó falecida. Mija ao lado da caixa de areia, mas não dentro dela, só para acrescentar avacalhação à ofensa. Mija no sofá que você não impermeabilizou porque é um humano burro e pirangueiro, mija nos pratos que você lavou e deixou no escorredor, mija com a altivez de um anjo distribuindo justas punições. Uma vez, bebi água com um gosto altamente suspeito, de um copo que eu tolamente havia deixado em cima do balcão enquanto ia ao banheiro. Mais de uma vez precisei colocar na janela o colchão que Azeviche havia escolhido como alvo de seus castigos felinos, suportando em silêncio os boatos humilhantes que se espalhavam entre os vizinhos. E aqueles olhos azuis sempre me seguindo pela casa. Me julgando. Evito até tirar a roupa na frente dele, com medo do que ele pode pensar da minha barriguinha protuberante. O danado do gato me fez voltar à academia.
 

Pior é quando ele decide usar as minhas canelas para afiar as unhas ou me matar do coração, correndo pelo apartamento como um ninja em miniatura, caçando coisas que não estão lá. É difícil compreender como um bicho tão pequeno consegue ocupar todo o espaço de uma cama de casal. Isso quando não resolve dormir em cima da tampa da privada, do teclado do computador (enquanto eu estou usando), da pá de lixo ou da minha cabeça, quando está se sentindo particularmente aventureiro. Azeviche tem algum tipo de fetiche por crânios, materializando-se em pleno ar com as garras estendidas em direção ao rosto assombrado do infeliz mais próximo, quase sempre eu. Dia desses, esqueci da fixação que gatos têm por fios de qualquer tipo e cometi a temeridade de tentar colar o cabo da internet na parede do apartamento. O gato, claramente seguindo os desígnios de seu mestre satanás, aproximou-se com propósitos sombrios. Alarmado, travei um dos diálogos mais tensos da minha vida.
 

- Azeviche, o que você...o que é que...pare! Não se aproxime!
- ...
- Azeviche, é sério! Essa cola é altamente tóxica! E seca em segundos! Fica aí!
- ...
- Isso...isso foi um sorriso?! Pare de me olhar assim! Já pedi pra nunca mais me olhar assim!
- ...
- Por favor! Você fica na cama e eu no sofá a semana inteira! Azeviche, eu tô de joelhos aqui!
- ...
- Não! Não pula! Por tudo o que é sagrado, não pulaAAAAAAAAAAAAAAARRRRRRRRRRRRRRRGH!


Quem poderia imaginar que os planos de saúde não cobrem ataques de felinos domésticos? Ao menos o médico do posto de saúde me garantiu que em um mês ou dois, meus dedos iam descolar e eu ia voltar a ter a sensação de tato do cotovelo para baixo. O mais complicado foi arrancar os fios grudados pelo corpo todo com um mínimo de perda de pele. Tudo bem, só dói enquanto estou consciente. Azeviche nunca se desculpou, mas também nem precisa. O que é uma briguinha entre amigos? Porque se a relação com um cão é de dependência afetiva, com um gato é de camaradagem masculina em sua essência mais pura. Ele não vem quando eu chamo, me ignora quando preciso dele, me sacaneia sempre que pode e peida descaradamente quando minha namorada me visita. Azeviche e eu não precisamos um do outro, nós gostamos um do outro. O que é mais do que se pode dizer de muitos casais por aí.

Eu não o adotei, decidimos morar juntos, coisa de amigo mesmo. Bromance. Só espero que ele jamais descubra o quanto eu preciso dele.

Aí sim, que ele ia ficar insuportável mesmo.


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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

GADGETS: Turbine seu som com esses equipamentos de última geração.


A pureza do som é isso que as empresas de equipamentos de eletrônicos tentam alcançar a cada nova invenção tecnológica. O objetivo é conseguir eliminar ruídos e apurar a qualidade do som reproduzido em fones de ouvido, leitores de MP3 ou criados pelo próprio usuário. A indústria de equipamentos eletrônicos tem evoluído cada vez mais para seduzir um público consumidor que está sempre em busca da perfeição do som. Pensando nisso fizemos uma seleção de equipamentos de ultima geração que estão se destacando por conta de sua alta performance. São equipamentos que vão fazer você turbinar seu som. Seja em casa, no carro ou durante o lazer.

SENNHEISER RS 180 - Os fones de ouvido Sennheiser RS180 usam a tecnolología Kleer para a transmissão sem fio do som, e ainda conta com a vantagem do bluetooth que lhe proporciona maior autonomia e qualidade de som semelhante ao de um CD. Seu alcance é de até 100 metros em linha reta e além de muito confortável. O design destes fones de ouvido Sennheiser chamam atenção por suas linhas modernas. Eles vêm equipados com equilíbrio e controle automático de volume pode ajustar o volume de esquerda e direita no primeiro caso, e melhorando a inteligibilidade de fala no segundo. Com almofadas, confeccionadas em tecido macio e agradável, proporcionam conforto mesmo em períodos de uso prolongado. No fone esquerdo, botões laterais comandam volume e balanço. O uso do Sennheiser RS 180 é extremamente simples. Basta conectar a base à uma fonte de áudio, que pode ser um laptop, um iPod ou um aparelho de som, e retirar o fone da base. O headphone utiliza duas pilhas AAA que são recarregadas quando está apoiado na base.
ENVY 14 BEATS EDITION - Seja qual for o seu estilo de música o ENVY 14 fará você se sentir como se estivesse no estúdio, na fileira da frente ou atrás do palco, ouvindo a música como se estivesse lá ao vivo. O Envy Beats oferecesse um som alta qualidade, os auto-falantes frontais fornecem uma saída de áudio acima da média em todas as faixas de frequência - até mesmo os graves, cuja qualidade é sempre fraca nesse tipo de equipamento. Possui um console de áudio que permite personalizar a saída através de um equalizador poderoso. Com um teclado retro-iluminado vermelho e um design caprichado, com direito a revestimento emborrachado com toque aveludado do touchpad de multi-toque. Vem com fones de ouvido confortáveis ao extremo, que praticamente blindam os ouvidos contra qualquer interferência externa. 

CONFIGURAÇÃO TURBINADA - O Envy vem com um processador Intel i5-460M de 2,53 GHz, acompanhado de 4 GB de RAM DDR3 (expansível até 8 GB), tudo isso coordenado por uma versão customizada do Windows 7 Home Premium de 64 bits. Também vem com drive óptico tipo slot loading, leitor de cartões flash 2-em-1 (SD e MMC), tela LCD com iluminação de LED de 14,5 polegadas com resolução de 1366 x 768 pixels (ideal para exibir vídeos em alta resolução simples de 720p), 3 portas USB 2.0, uma porta tipo e-SATA e mais uma porta mini-Display (versão miniatura da porta HDMI). E para completar, vem com disco rígido de 750 GB com sistema de proteção ProtectSmart 3D DriveGuard, placa de vídeo ATI Mobility Radeon HD 5650 com 1 GB de memória DDR3 dedicada (expansível até 2 GB) e webcam. E por fim, ainda ganha download ilimitado de músicas da Universal Music por um ano. Ou seja, o aparelho perfeito para você descobrir suas qualidades de DJ.

Fonte:www.hp.com.br
www.sony.com.br
www.cabassebrasil.com.br

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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

ENTREVISTA: A trajetória de Frejat, do início com o Barão, a paixão pela música até essa tal da felicidade‏

Aos 50 anos, Roberto Frejat parece um garotão que acaba de descobrir o sucesso  tocando sua guitarra  para uma multidão de fãs. Sempre muito positivo, entusiasmado e generoso, Frejat continua trilhando uma carreira de sucesso que começou com um encontro do destino, onde conheceu a banda da sua vida e os amigos que viraram cúmplices dessa história de prosperidade. Desse encontro nasceu também uma bela parceria de música e de vida com esse que talvez tenha sido seu maior amigo e irmão pra toda a vida que foi Cazuza. Juntos viveram momentos especiais para a história do rock nacional que bravamente lutou por seu espaço e se firmou como um dos gêneros musicais mais populares até hoje. Frejat é a história viva e pulsante do rock. Em suas veias passa o sangue do grande roqueiro que é e em seu coração bate a melodia das baladas românticas e felizes. Para celebrar a vida e a música, Frejat caiu novamente na estrada atrás dessa tal de felicidade, seja a dele e a dos felizardos fãs que o acompanham ao longo desses anos. Se você leitor, nunca viu ou conheceu a emoção de curtir de perto o show desse cara, não perca tempo, a chance é agora. Uma experiência única do rock nacional, onde novos ritmos e modismos nunca irão chegar nem perto. Experiência essa que vem desde os anos 80 e não morrerá nunca. Leia a entrevista e se prepare para o show...
 
O amor pela música começou cedo. Influência dos seus pais? Não, na verdade não. Meus pais, principalmente minha mãe, sempre me apoiaram. Foi algo instintivo. Eu tinha 4 ou 5 anos e já me interessava por música. Era pra ser.

Quem foi Gaetano Gallifi na sua vida? Uma figura fundamental! Na época que comecei a ter aula com ele, não tinha didática de guitarra no Brasil. Tínhamos grandes nomes como Miles Davis, Jimi Hendrix... Ele foi meu mentor estrangeiro. Na época no Brasil não tínhamos acesso a muita informação que vinha de fora, e ele trouxe o método dele para cá. Até hoje ele é muito atual. Foi gratificante ver que ele editou o método dele e lançou pela editora Vintare, assim mais pessoas podem conhecer.

Como surgiu o convite para ensaiar com o Barão? Foi uma coisa de surpresa. Eu não conhecia a música deles. Um dia o Maurício (tecladista) me ligou, comentou que eu tinha uma pegada mais roqueira e o cara da banda tinha faltado. Um amigo me viu tocando em aula e me recomendou. Fui lá pra cumprir o show. Na verdade o show nem aconteceu. Foi super frustrante. Mas ficamos entusiasmados. Todos com uma dedicação... Não poderia ser diferente. E começamos a tocar.
 

Escolher ser músico causou alguma preocupação em seus pais pela instabilidade e incerteza da profissão? Com certeza. No primeiro momento foi inevitável. Na época viver de rock era algo meio que marginal. Viver de música era difícil. Tínhamos grandes nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil... Mas era diferente. Todo pai quer que o filho tenha uma vida segura profissionalmente, e nós vivíamos tocando na noite... Era normal essa preocupação.

O que os anos 80 tiveram de tão especial? É uma década que encarou grandes transformações. A gente veio com um discurso muito diferente. Uma década de choques, choque cultural. Mais globalizado e menos político como tinha sido a década de 70.

No auge do movimento Mangue Beat em Pernambuco você produziu o CD do Jorge Cabeleira, banda de Recife. O que tira dessa experiência, levando em consideração que a banda era formada por praticamente adolescentes? E eu também produzi a 1ª faixa do primeiro CD de Chico Science e tocou muito nas rádios. Acreditei no trabalho dos caras e fiquei muito feliz. Isso é ótimo. Vivi esse movimento pessoalmente. Nossa, muito bom! Eles eram muito novos, tinham um frescor, o emocional e a vontade de fazer algo novo.

Como foi compor trilha sonora pro filme “Mais Uma Vez Amor”? Ah, foi uma experiência muito bacana. Gostaria de produzir mais. O trabalho foi muito gratificante. É uma maneira diferente de trabalhar com música. Espero poder fazer mais vezes.
 

Compor, cantar, tocar, produzir, em que mais pensa em atuar no segmento da música? Eu quero fazer isso muito mais, eu gosto muito. Eu realmente gosto disso. Meu hobby é a música. Algum posso até fazer pelo lado profissional, afinal eu preciso me manter, pagar as contas, mas eu gosto de viver da música.

Como funciona a composição em parceria? Todo o processo é junto ou cada um vem com uma ideia prévia e depois junta tudo? Depende de como o parceiro está comigo. Na maioria das vezes a pessoa me dá a letra e eu faço a música. Ou a gente se junta algumas vezes para o arremate final. Maurício por exemplo, é um parceiro de trabalho em conjunto. É raro, mas já fiz em conjunto. É bacana por que a música pode ser feita como cada um a assimila.

Você é um romântico incorrigível? Em termos de música sim. Alguns compositores temem falar de amor, acham que pode ficar piegas. O amor é capaz de tanta coisa bonita. Nunca me canso de falar em amor.

O que é clichê quando se trata de amor? Na verdade quando você não consegue estabelecer uma ambigüidade. Quando você imagina vários amores.

Em qual gênero musical você  "arriscaria"  experimentar? Cara, eu me arrisco a entrar no pop e voz. Não violão de nylon. Sei que a gente nunca deve dizer nunca... Mas gosto de Bossa Nova e Samba.

Quem é Cazuza pra Frejat? Um grande parceiro inesquecível. Um aprendizado. Uma lembrança de amigo querido. Toda hora me faz lembrar ele. Foi tudo muito intenso. Um feliz encontro.

E quem é Frejat para Frejat? Essa eu pulo... (risos)

Como você caracteriza seu novo show? Uma homenagem a ídolos seus? Um convite a dança? É uma celebração. Temos música pra festa, para ser feliz, que tocam as pessoas em algum momento e remetem a coisas boas. O repertório vai muito nessa direção. Músicas dos Paralamas, Tim Maia... O público tende a se abrir nesse show de felicidade. Ele pode se entrelaçar com os outros shows que já fizemos. Uma continuação da turnê.

O que é essa tal de felicidade? Iiiih... todo dia eu tento saber! (risos)
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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

FITNESS: Fique em forma para o verão

Essa época do ano com o corre-corre de final de ano, festas de confraternização e tudo isso no meio da estação mais quente do ano. Uns correm pra academia na esperança de entrar em forma no meio de tudo isso, outros relaxam e jogam para o próximo ano a esperança de entrar em forma para fazer bonito no verão de início de ano. Como conciliar festas e malhação sem resultar num plano de aparentar mais saudável? Fique tranquilo pois tem como. Mas antes de tudo é preciso ter força de vontade e determinação. Dá pra fazer tudo sem penitências. Não importa o biotipo, cada um tem seu potencial para entrar em forma. Uma coisa é certa, será satisfação garantida. Não tem nada mais gratificante que perceber as mudanças no seu corpo, a auto-estima vai a mil. À seguir algumas dicas básicas para quem quer correr atrás do prejuízo e garantir uma boa forma ainda nesse verão que acaba de começar.
- Se conheça melhor
Para alcançar seu objetivo corporal, a primeira coisa é definir seus objetivos e conhecer seu próprio corpo. Não adianta se comparar ao colega da academia. Cada um tem suas limitações e um biotipo que vai facilitar ou dificultar seu empenho. O básico é fazer uma avaliação física, com exames básicos que vão dar um noção em relação a taxas como nível de colesterol, percentual gordura, fôlego... E na hora do treino, procurar uma série que mais se adéqüe a seu corpo e sua capacidade. Tudo precisa ser comedido e pensado. Assim como um carro não vai de 0 a 100 km/h sem antes passar pelos 50km/h, não há lógica em já iniciar seu treinamento com altas cargas, aliás, cargas que o seu corpo pode não estar 100% preparado para suportar. Comece com calma, respeitando os seus limites sem exageros.

- Qual o melhor para você?
Quando se pensa em entrar em forma, logo se imagina indo para a academia malhar ferro. Muita gente termina indo por impulso ou por insistência de amigos, promoções ou mesmo por impulso em querer sentir que está fazendo algo. Muitos terminam o treinam e voltam para os velhos hábitos de biscoito recheado, cervejinha em plena terça em casa ou derrubar um prato de macarronada. Se vai fazer uma atividade física, escolha a opção que lhe dê o mínimo de prazer e estímulo. Musculação é uma atividade repetitiva, que exige atenção, perseverança e forca de vontade.Para alguns homens, especialmente os mais sedentários e sem freqüência a academia, a atividade pode se tornar maçante, sem graça e daí para desistir (e jogar dinheiro fora) é um pulo. Atividades como natação, lutas, vôlei ou uma aula de bodypump, podem ser mais prazerosas que musculação e fazer com que você continue naquela atividade. Nunca atrele uma atividade à companhia de um amigo ou quando tiver tempo livre. Caso o amigo não vá ou alguém chame para fazer outra coisa, prontamente a atividade física ficará em segundo, terceiro plano.

- Não tem pra onde correr... é esteira!
Pra quem está acima do peso, quer secar a gordurinha que teima em não sair e pra quem precisa melhorar o condicionamento físico, o ideal é um bom exercício aeróbico. E em geral o mais recomendado é a boa e velha corrida. Seja ao redor da quadra antes de uma prática esportiva ou na esteira da academia. Uma caminhada ou a boa bicicleta de sempre também são outras opções que ajudam, e muito, a perder peso, e devem acompanhar a musculação, no mínimo de 2 a 3 vezes por semana. Bote um tênis bem confortável, aqueça-se e comece a suar a camisa já.

- Vista-se bem!
O que não quer dizer, vista-se caro, vista-se na moda. O importante aqui é usar uma roupa adequada para cada tipo de atividade física, e a melhor roupa para você. Hoje em dia o mercado oferece diversos tipos de tecidos, uns que não seguram o suor, outros de secagem rápida, outros que ajudam na circulação. Nada de malhar com camisa pólo! Cada atividade pede uma roupa adequada. Outra dica básica, se usar bermuda estampada, use camisa lista. Agostinho Carrara de academia ninguém merece. Uma das coisas que estimula a vontade de continuar se exercitando é justamente comprar roupas novas de malhação, o que não quer dizer roupas caras. Quem gosta de desfilar em academia são as mulheres, nós vamos para malhar (e paquerar, que ninguém é de ferro). 
- Ative o homem-água
Durante qualquer atividade o corpo humano transpira mais que o normal, isso faz com que o suor leve impurezas e minerais junto com ele. E se você estiver desidratado, seus músculos perdem força, você não queimará gordura tão facilmente e irá cansar mais cedo que o normal. Portanto, tomar água é essencial para um corpo saudável e um melhor rendimento físico. Outro motivo para beber água é encontrado em um estudo chamado “Termogênese Causada pela Água”, publicado em Dezembro de 2003 no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, que mostrou que beber 2 litros de água ao longo do dia faz você gastar 100 calorias a mais do que gastaria. Bebendo água gelada, seu gasto calórico será ainda maior porque o organismo precisa trabalhar mais para deixar a água na temperatura de 37º. Portanto, tenha sempre uma garrafinha à mãos com você.
- Beba, mas sem álcool
É pra beber muita água, sucos, vitaminas... nada de tomar uma com os amigos no barzinho da esquina em plena quarta. Uma dieta rígida para perder peso e ganhar músculos requer esse sacrifício. O álcool em excesso danifica os músculos e terminam anulando aquela malhação pesada da noite anterior. Até por que sabemos que ninguém vai se contentar com apenas um copo de cerveja (algo que seria admissível). Então melhor nem começar. Quer beber algo e perder peso? Beba chá verde, que tem antioxidantes e acelera a oxidação de gordura e o metabolismo. Quer ganhar massa magra? Tome um belo shake de proteína. A cerveja ou o whisquinho deixa pro final de semana.

- Coma mais (vezes)!
De nada adianta se a alimentação não entrar em jogo. E quem pensa que perder peso e ganhar massa magra é comer menos, está enganado. Deve-se é saber o que comer. E o ideal é comer 6 vezes ao dia, ou seja, de 3 em 3 horas. Assim você fraciona as refeições, seus níveis de insulina ficam constantes. Como este hormônio é importante para o metabolismo das gorduras e para a construção muscular, esta atitude o ajudará a emagrecer e a ganhar músculos. As refeições principais (desjejum, almoço e jantar), devem ser intercaladas com lanches leves. Este procedimento inibe o apetite, mantém o anabolismo e não sobrecarrega o sistema digestivo. Além disso, você ainda terá o direito de dar uma “beliscada” ocasionalmente. Se você tem pouco tempo para preparar refeições ou passa a maior parte do dia na rua, barrinhas protéicas, energéticas e substitutos de refeição são opções nutritivas e saudáveis. Mas jamais passe fome. Ficar muitas horas sem comer só prejudica e lhe dá aquela fome enorme na primeira refeição após jejuar por muitas horas. Sem falar que o organismo fará um acumulo de comida que posteriormente se tornará gordura.  Para evitar a fome noturna, coma mais carboidratos durante o dia, principalmente à tarde.
- Escolha bem o que comer
Não dá pra comer de tudo quando se quer entrar em forma. Frituras, doces e comidas gordurosas são as maiores tentações e inimigos dessa batalha. Mas para nossa surpresa, para perder gordura você deve comer gordura. Mas é preciso comer a gordura certa. Gorduras saturadas são as erradas. Elas estão presentes em leite integral, bolos, biscoitos, manteiga, doce de leite… Elas que fazem mal. Gorduras insaturadas são as certas. Elas estão presentes em óleos vegetais, azeite, nozes, azeitonas, peixe… O seu organismo precisa de gorduras insaturadas pra executar funções vitais e também para eliminar a gordura concentrada do seu corpo. Nos alimentos de origem animal (carnes, ovos, leite e derivados), as fibras não estão presentes e sua presença nos produtos industrializados é escassa.

As fibras são outro grupo de alimentos muito importantes numa dieta. Elas são encontradas principalmente nas verduras, legumes, frutas, cereais integrais e farelos de cereais. Assim como a água, as verduras e os farelos de cereais não somam calorias e podem ser consumidos à vontade. Também contribuem com a sensação de saciedade, notadamente se ingeridos antes dos outros alimentos, nas refeições. Se você não aprecia, não se esqueça de que um hábito se cultiva com o tempo e muitas pessoas que não gostavam, hoje adoram as saladas. O ideal é colocar frutas e verduras juntas fazendo uma composição atraente. Mas cuidado no tipo de molho da salada. Nada de molho de queijo ou rosé.
- Uma pausa para continuar
No início pode ser difícil, mas não é impossível manter uma dieta rígida. Algumas pessoas tem mais força de vontade que outras. Mas tudo é hábito. E como diz o Dr. Dráuzio Varela, "nosso organismo não nasceu adorando chocolate ou sorvete. Nós que o educamos a isso." Nosso organismo se adapta a tudo. Para não perder a graça, e facilitar a rotina, tire um dia por semana para fazer isso: coma um cachorro quente, sorvete, batata frita, mas cuidado com os exageros. Esta atitude também tem um efeito importante para recompor os estoques de glicogênio, que é essencial para a manutenção da sua massa magra. E fará você se sentir mais livre e pronto para seguir em frente.

Fonte: Mens Health, Treino Monster, Sempre Melhor
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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

ESTILO: Tudo o que você gostaria de saber sobre ternos

O terno está para o homem assim como o vestido de gala está para a mulher. Uma gravata faz um homem se sentir tão poderoso quanto uma mulher em salto 15. Não importa se é gordo, magro, alto ou baixo, um terno imprime elegância, status, masculinidade e atrai os olhares femininos. Mas para fazer bonito mesmo dentro de um terno há várias considerações a serem feitas para que a peça caia como uma luva para o homem que usar. Por mais que se fale sobre o assunto sempre existiem dúvidas, e pensando nisso a MENSCH resolveu fazer esse guia completo sobre ternos. Para isso fomos atrás de solucionar as dúvidas mais comuns dos homens. Para nos auxiliar nessa matéria contamos com a participação especial de dois profissionáis da área, Heraldo Mazza, dono da marca masculina Mr. Kitsch, e Charles Vilaça gerente de moda masculina da loja Santo Homem. Heraldo e Charles responderam algumas questões sobre o assunto.

OS MAIORES ERROS NA HORA DE USAR UM TERNO
Começando pelos erros... O maior e mais notável erro é no tecido e no tamanho. A dica é a lã, desde que a trama do frio seja adequada ao clima do lugar. Quanto as medida, o caimento tem de ser perfeito, por isso tem de estar atento na altura do punho, bainha, encaixe de colarinho e de ombros. A meia é outro item que não deve ser esquecido. É preciso lembrar que ela deve ser uma extensão da calça ou da camisa e não deve contrastar com a cor da calça. "Seguindo estas regras você estará sempre bem vestido independente da label que esta usando." Diz Heraldo Mazza.
 
NA HORA DA COMPRA
São três itens que devem pesar na hora da compra: o corte, sempre pensando no caimento; a composição do tecido, e aí vale a dica de que quanto mais sintético for o tecido, menor qualidade, conforto, durabilidade e impacto visual e claro, o acabamento. A diferença de acabamento fica por conta do forro na parte interna frontal das pernas, esse detalhe proporciona conforto e proteção. "Quanto ao acabamento é fundamental observarmos detalhes visíveis que fazem a diferença no decorrer do uso. Forro na parte interna, frontal das pernas, proporciona conforto ao caminhar e protege a pele da fricção direta com o tecido." Diz Charles Vilaça


Combinações que dão certo
- Eventos sóbrios pedem cores discretas, eventos informais, cores mais alegres;
- Modelo de corte slin sem gravata se torna chic e despojado.
- Terno com uma malha básica de manga curta ou até mesmo longa e um mocassim.

Combinações que são um desastre
- Cores fortes em todas as peças
- Diferenças nos fios
- Evento formal com proposta de look casual
- Modelo apertado que marca a barriga ou comprometa o caimento e o movimento dos braços;
- Modelo para um tamanho diferente de quem tá vestindo


A GRAVATA
Na hora de escolher a gravata fique atento à harmonia do conjunto e a sua própria personalidade, não use gravatas divertidas se esse não for seu estilo. A gravata pode combinar com a camisa, se o look for mais clássico e com o terno se a idéia for se sentir mais seguro e não chamar atenção. Os mais descolados podem fazer sobreposições e contrastes de cores. Segundo Heraldo "No verão e quanto mais informal for a ocasião. A melhor a pedida sem gravata é um modelo de corte slim, se torna chic e despojado." Já segundo Charles "Em ocasiões onde a mesma não é exigida, viagens, passeios, festas... Podemos usar um terno com uma malha básica de manga curta ou até mesmo longa e um mocassim. Em casos de trabalho o mesmo define a necessidade."




OS BOTÕES
Se você tem dúvidas quanto ao número "certo" de botões de um terno a dica é simples, quem dita a quantidade é a moda da época. Atualmente a pedida é o terno de dois botões. Um botão fica mais moderno, porém tem prazo de validade e pode não cair bem para os mais gordinhos; três botões são para um visual mais clássico e quatro em modelo transpassado, fica muito bem porém extremamente clássico, neste caso tem a opção de um corte slim propondo um visual clássico renovado.

O modelo que você deve ter no armário
A tendência atual nos apresenta ternos de dois botões com o paletó mais curto que os habituais e lapelas mais finas. As calças estão sem pregas, mais justas e a bainha mais curta. O resultado é uma silhueta mais slim, tornando o homem mais alto e magro consequentemente mais elegante. Para os mais práticos e objetivos, um cinza médio ou grafite de lã em 2 botões já é uma boa garantia de sucesso.

 

O TERNO DE TRABALHO
A dica básica para quem precisa usar terno no trabalho é: escolha sempre algo que combine com sua personalidade, com o posto ocupado na empresa e como são as regras da empresa que você trabalha. Segundo Charles, “Respeitar o que exige o traje da profissão é essencial e vai garantir o emprego. Algo que é fundamental em qualquer caso é saber as medidas corretas. Sem isso, não há combinação de cores certa que sustente um look adequado.” Além disso é estar adequado ao tipo de profissão e ao que ela exige, arriscar em cores, cortes ou tendências ultra modernas, por exemplo, cabe apenas aos profissionais da moda ou do "red carpet". “A informação esta aí para todos, temos muitas opções, muitas revistas com editoriais que ensinam as combinações melhores para cada um e cada ocasião. Mas basicamente a coordenação de cores e padrões, além da medida adequada para o seu biotipo, pois são detalhes que conferem bom gosto, sofisticação, informação e elegância. Fica a dica: Escolha sempre algo que combine com sua personalidade, com o posto ocupado na empresa e como são as regras da empresa que você trabalha.” Comenta Heraldo Mazza.

O PRETINHO BÁSICO MASCULINO
O terno preto, mesmo parecendo básico, também tem suas peculiaridades. Por ser básico pode ser usado em qualquer estação, contudo deve-se levar em consideração o tipo de tecido. No Brasil, por exemplo, não faz sentido ternos com a tradicional lã européia, que apesar do caimento perfeito, não se adequa ao clima dos trópicos.

Para os latinos o idéia é a lã fresca, e a gabardine,chiques e funcionais. Falando em lapelas No terno preto,  são detalhes que ajudam a mudar o estilo facilmente. As lapelas pontudas sugerem ao mesmo tempo nobreza e modernidade já as médias são aceitas em todo lugar e as estreitas melhor evitar pois farão parecer que  você está usando um smoking antiquado. Quanto a camisa, o par perfeito ainda é a de cor branca, mas você pode variar com outras cores desde que sejam suaves.

Bem, basicamente o que podemos dizer é que para não ter erro, a dica é adequar o seu estilo e biotipo ao que a moda do clássico pede. Com essas dicas e sugestões não tem erro. E caso tenha, é só nos escrever: revistamensch@gmail.com.br

Fonte: Chic – Glória Kalil, Revista PLAYBOY, VIP




Consultoria:
Heraldo Mazza – Mr. Kitsch
Charles Vilaça – Santo Homem
Ricardo Cisneiros – Glória Kalil


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terça-feira, 20 de novembro de 2012

AVIAÇÃO: A esquadrilha da fumaça garante um espetáculo no céu e aquece o patriotismo do brasileiro‏

Nunca se viu comemoração igual dos dias do aviador e da Força Aérea Brasileira (FAB), na capital pernambucana. Em 17 de novembro deste ano, as aeronaves da EDA (Esquadrão de Demonstração Aérea), mais conhecida como Esquadrilha da fumaça, partiram da Base Aérea de Recife às 14hs e deram um show aéreo sem precedentes de magnificência e público.
 
Pela primeira vez na história da Base Aérea do Recife, o evento foi aberto e contemplado por mais de 5 mil pessoas e, com isso, o Comando de Aeronáutica provou que o militarismo está longe de ser aquela coisa sisuda, dura, seca e sem sentimentos que o estereótipo ratifica. Pelo contrário, o Comando demonstrou através deste tão espetacular evento, que pode reunir gerações inteiras, assim como agregar valores já tão esquecidos, como o patriotismo. Foi emocionante ver avós, filhos e netos reunidos em torno do espetáculo e do espírito patriota que a todos assolava tão naturalmente. Quem por lá esteve, garantiu a oportunidade de verdadeiramente vivenciar o orgulho de ser brasileiro.
 

A HISTÓRIA DA ESQUADRILHA


A esquadrilha da fumaça, que é formada por pilotos e mecânicos de manutenção de aeronaves militares, tem a finalidade de aproximar a aviação civil e militar, contribuindo para a integração entre as forças armadas no Brasil, além de demonstrar o potencial dos pilotos da Força Aérea Brasileira (FAB) para o Brasil e para o mundo.
 
No início dos anos 50, um grupo seleto de pilotos da antiga Escola de Aeronáutica, que ficava em Campos dos Afonsos – RJ, reunia-se no intervalo das aulas, para praticarem diversas manobras e acrobacias, com o intuito de incentivar os cadetes, demonstrando e transmitindo aos mesmos confiança em relação às aeronaves e aos próprios pilotos. Graças a uma visita da comitiva estrangeira à Escola em 14 de maio de 1952, pôde-se prestigiar aquela que foi a primeira demonstração oficial do grupo. Porém logo se percebeu que seria necessário incluir algo que facilitasse ao público visualizar as manobras. Foi então que em 1953, que uma aeronave NAT-6 com um tanque de óleo exclusivo para produção de fumaça entrou em campo para produzir o efeito esperado.

Atualmente com sede na Academia da Força Aérea, em São Paulo, o Esquadrão de Demonstração Aérea tem mantido o espírito de determinação do grupo até os dias atuais mesmo com aeronaves mais modernas e acrobacias cada vez mais elaboradas.

ESPETÁCULO NO CÉU E PATRIOTISMO NA TERRA

Além da apresentação da Esquadrilha da fumaça, que mais do que justificou o dia de comemoração, o evento ainda proporcionou aos pernambucanos, várias outras atrações como lançamento de pára-quedistas, shows e sorteios de sobrevôos panorâmicos de Recife a Porto de Galinhas. Houve também a oportunidade de visitação às aeronaves civis e militares.

Um dia memorável, que de certo estará eternizado nas lembranças dos que lá estiveram. E que venham outras oportunidades como esta, pois o povo Nordestino e Brasileiro carece de periódicas injeções de ânimo e patriotismo.
 
 
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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

CARRO: Fusion, a elegância e a sofisticação do executivo da Ford 2013‏

O Fusion ostenta toda a agressividade da Ford para quem curte um carro no estilo “like a boss”.  De acordo com a marca, o Ford Fusion 2013 terá cinco versões: S, SE, EcoBoost SE, SE Hybrid e Titanium. E já sabemos que a o novo sedã tope de linha chega às lojas custando R$ 119.990 na versão Titanium 2.0 AWD. O design sem duvida foi a grande mudança, pois percebemos logo de cara que o carro está completamente diferente, seguindo o novo padrão da geração Ford. A silhueta veio mais elegante, menos intimadora, as linhas musculares do capô adicionam esportividade e a grade cromada em trapézio invertido manteve a identidade do Fusion.
 
 
No exterior, os faróis receberam um projetor lazercut, lanternas traseiras em LED, rodas de 18 polegadas e maçanetas cromadas. O desenho elegante da traseira também tem um papel importante na redução da turbulência do ar. O vidro traseiro é fortemente inclinado, formando uma linha contínua com o spoiler e a tampa do porta-malas. Quando o assunto é performance, pode manter suas expectativas em alta. Com motor Ecoboost 2.0L GTDi l4 e transmissão automática de 6 velocidades, o novo Fusion oferece o desempenho parecido com o da versão anterior. O interessante é que as demais versões equipadas com motor 2.5 Flex e 2.0 Atkinson/híbrido deverão chegar ainda no primeiro semestre de 2013.
 
 
No quesito tecnologia, o carro vem com o active park assist, ou seja, sistema de estacionamento automático; computador de bordo touch numa tela de LED, partida sem chaves (sistema start/stop); câmeras externas; sistema de navegação próprio. Um detalhe legal, é que as trocas de marchas podem ser realizadas também de forma manual, através dos dispositivos "Paddle-Shift" localizados no volante, dando mais esportividade ao padrão executivo. O Sync Media System foi adaptado com comandos de voz em português do Brasil para funções de áudio, ar-condicionado, navegador e telefone. Tudo de forma digital, com todas as mordomias da versão anterior, como a  conexão Bluetooth, além de duas entradas USB, leitor de cartão de memória (SD card) e entrada de vídeo/áudio RCA.
 
 
 
Já uma seleção minuciosa de materiais fez do interior do novo Fusion impecável, com tecnologia de ponta em cada detalhe permitindo vantagens visuais e funcionais, com bancos de couro macios e com acabamento de alto luxo. O espaço interno ficou mais generoso que o anterior e tradicionalmente encontrado na maioria dos sedãs de seu segmento. A posição de dirigir, com comandos à mão, transmite ainda mais esportividade e praticidade para o motorista. O sistema My Key, permite a abertura do carro com código e configuração da chave com funções de segurança. Você pode, por exemplo, limitar a velocidade do carro. Já o piloto automático adaptativo, evita colisões, ao ajudar o motorista a dirigir a uma velocidade determinada, ou seja, quesitos de segurança não faltam no novo Fusion.
 
Sem dúvidas estes "japas" se superaram na execução deste carro, que ostenta poder e não deixar a desejar aos seus concorrentes famosos. É um carro classudo, sólido, bom de dirigir e ainda, chega a ser esportivo. Só lamentamos custar tão caro no Brasil, concordam?
 

 
Fonte: site oficial
 
 
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domingo, 18 de novembro de 2012

ENCONTRO MENSCH: A tradição e a história do whisky escocês

Para quem curte uma boa dose de whisky (e é de Recife), nada melhor que participar desse encontro MENSCH que irá debater sobre o clássico whisky escocês. Para isso convidamos o Embaixador do whisky Chivas no Brasil, Eduardo Rotella (autor do livro Whisky Book) para falar sobre tudo isso, além de harmonização, tipos e características do whisky escocês. Não perca, próxima quarta (21/12). Entrada franca.
 
 




sexta-feira, 16 de novembro de 2012

ENTREVISTA: João Gabriel Vasconcellos, desfila seu charme e talento em peças e filmes enquanto espera a estreia de nova série‏

Nosso entrevistado de capa dessa semana é um homem inquieto e curioso, que procura calma e equilíbrio no surf, e diversão e amigos nos palcos e gravações. Ex-modelo, ator de cinema, teatro e TV, João Gabriel Vasconcellos é o típico “rapaz de família”, com valores morais bem construídos e a liberdade para fazer suas próprias escolhas com sabedoria. Fã de literatura, João Gabriel se prepara para estrear uma série de TV e seguir com seus projetos no teatro. Entre onda, viagens e ensaios, conversamos com ele para conhecê-lo um pouco mais.

João, soubemos que sua intenção de ir estudar teatro foi para vencer a timidez. Verdade? Foi um "tratamento de choque" todo o processo? Na verdade, sempre fui tímido e ainda sou, porém comecei a fazer teatro não só pra vencer a timidez, mas por uma busca natural mesmo, por curiosidade. Era atleta, meu foco era o esporte, nas horas vagas fazia teatro pra me divertir mesmo, fazer amigos. Aos poucos, aquilo que era e ainda é diversão se tornou profissão. Foi um caminho natural.
 
Ainda mais quando o início tem um filme tão polêmico quanto "Do Começo ao Fim", onde seu personagem se apaixona pelo meio-irmão. Depois desse personagem qualquer um você tira de letra? Não. Assim como os seres humanos, todos os personagens são complexos, e da mesma forma que não devemos subjugar e menosprezar as questões alheias a partir de um ponto de vista comparativo, seria um equívoco dizer q tiraria de letra qualquer personagem.

No filme você contracenava com atores como Júlia Lemmertz, Louise Cardoso, Fábio Assunção e Rafael Cardoso (que fazia seu meio-irmão). Te causou mais tensão trabalhar com tantos atores experientes ou as cenas com Rafael? Todos os atores envolvidos no filme "Do Começo Ao Fim" são e foram incríveis, amigos e generosos. Todo processo foi muito bem conduzido pelo diretor Aluízio Abranches, para que não houvessem tensões na hora de contracenar com atores experientes e reconhecidos, nem nas cenas mais íntimas, ao lado do ator Rafael Cardoso. Foi um processo de respeito e cumplicidade.

Com estréia no cinema e várias peças de teatro, o que falta para um grande papel na TV? Estarei co-protagonizando uma série da HBO em breve, com estréia prevista para maio de 2013. O nome desta série é "O Negócio", produzida pela Mixer. Conta com um elenco incrível, com nomes como Rafaela Mandeli, Michele Batista, Juliana Schalch, além de Guilherme Weber, Gabriel Godoy, Milhem Cortaz, Zé Carlos Machado e outros. A trama narra a história de três garotas de programa que aplicam estratégias de marketing na prostituição para alavancarem seus lucros. Finalizamos a gravação há pouco tempo. Está lindo! O roteiro é inteligente e sofisticado. A fotografia está muito bela, surpreendente. Uma idéia extremamente criativa e que vem sendo dirigida e realizada com muito cuidado, calma e inteligência.

Outra paixão sua, fora atuar, é o surf. O que esse esporte te proporciona? Calma e equilíbrio. Estar em movimento é fundamental para o bem estar físico e mental de qualquer ser humano.

Podemos dizer que você é mais da praia, do campo que urbano? Cada coisa no seu momento.
 
Isso se reflete no seu estilo de vestir? Pra você que já trabalhou como modelo internacional, o que usar é apenas uma necessidade ou uma forma de expressa seu estilo de ser? Sim. Vejo a moda como arte. Expressa a nossa identidade e personalidade, além de refletir nosso temperamento...

Com cara de bom moço, podemos dizer que você é um cara família? Qual o valor da família para você? A base familiar foi e é fundamental para a minha evolução. Tenho muitos irmãos, são seis ao todo, e apenas uma irmã mulher; Além de quatro sobrinhos, sete tios e vários primos... Todos são muito unidos. É uma família de grandes amigos. É muito especial e acolhedor tê-los ao meu redor.
 
Que valores você adquiriu através da criação e que valores você descobriu com o tempo? Acho que uma coisa está completamente ligada à outra e o que vivi, dentro e fora de casa me trouxeram pra cá e me tronaram o que sou hoje. Além de fazer 'análise' há bastante tempo, sempre tive muita liberdade em casa e uma relação aberta de amizade e companheirismo com meus pais e irmãos.
 
Qual a viagem da sua vida e qual a que você não realizou ainda? Gostaria de viajar o mundo todo, se fosse possível... mas cada coisa a seu tempo.
Na verdade, acho que todas as viagens agregam cultura e conhecimento. Ampliam nossos horizontes e percepção. Não tive apenas uma viagem da minha vida, mas sim diversas lembranças de momentos especiais, memoráveis e únicos.
 

Como cuida do espírito e do corpo? Respeito o tempo, durmo bastante, me alimento bem, pratico exercícios físicos regularmente, tenho uma vida sexual ativa, bebo bastante água, respiro fundo pelo nariz quando me sinto ansioso, respeito ao próximo e também aos dez mandamentos... (risos)

O que curte na literatura? Gosta de ler? Olha, Eu gosto muito do Saramago. Dentre os seus romances, gostei muito de seu último, "Cain." e também do "Evangelho segundo Jesus Cristo"; Independentemente da polêmica causada por ambos, o que gera opiniões diversas a respeito do seu conteúdo e de sua beleza, considero extremamente corajoso da parte do autor se apropriar de tais histórias para criar algo novo e levar o leitor a uma atmosfera de reflexão, impondo razão e pensamento critico onde antes só haviam supostas certezas ou dogmas incontestáveis. Enfim, sou fã das narrativas históricas do Nobel português e da vivacidade de sua comunicação.
 
Outro autor incrível e menos reconhecido é Nick Cave, também consagrado no mundo da música. É Roqueiro, e suas letras exploram temáticas como religião, morte, amor, América e violência. Gostei muito de seu romance, "A Morte de Bunny Munro.", onde aborda uma estética realista, sexual e violenta. Palavras se apóiam em figuras de linguagem, criando uma narrativa imagética e cinematográfica. Recomendo! Na filosofia, "Guia Politicamente Incorreto da Filosofia", de Luiz Felipe Pondé, doutor e colunista do jornal 'Folha de São Paulo', foi uma das minhas maiores surpresas. Seus ensaios/pensamentos são ácidos e irônicos. Fundamental para quem gosta de uma leitura fácil e inteligente.

E em cinema, o que você curte assistir? Adoro assistir clássicos do cinema. Estou estudando cinema e para o curso tenho pesquisado bastante... Desde filmes da Avant Garde Francesa, do cineasta russo Eisenstein, de Vertov  passando por Bruñel, Godard, Cassavetes, Hitchcock, Orson Welles,  Lars Von Trier, Tarantino, Irmãos Coen, etc... Até comédias românticas e blockbusters norte americano. Amo cinema e apesar de preferir filmes com identidade e cineastas que propõe uma nova visão de corte e da montagem cinematográfica, não tenho nenhum preconceito com filmes comerciais. Muito pelo contrario.

O que mais te encanta nas mulheres? Tudo!

Seus próximos passos são... Além da série, continuo em cartaz com "R&J de Shakespeare - Juventude Interrompida", e em breve estarei estreando mais dois espetáculos, um no RJ, em dezembro, outro em SP, para o começo do ano que vêm. Além de esperar o lançamento do novo filme de Marcos Jorge (mesmo diretor de Estômago), "O Velho Marinheiro", no qual faço uma participação.
 
 
 
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