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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

PERFIL: Sebastian Vettel, o jovem tetracampeão do mundo na Fórmula 1

Quando Michael Schumacher venceu quatro títulos consecutivos na Fórmula 1, entre 2000 e 2003, igualou uma marca de quase 50 anos do pioneiro piloto argentino Juan Manuel Fangio. Não se esperava que tão cedo alguém fosse chegar perto desse feito tão marcante. Mas aconteceu, e foi ele o protagonista, Sebastian Vettel, o garoto prodígio da categoria top do automobilismo mundial.

Desde sua primeira vitória na F1 em 2009, ainda pela Toro Rosso em Monza, até hoje tetracampeão, Vettel passou por tudo o que um piloto passa numa carreira vitoriosa. Titularidade numa equipe de ponta, brigas com companheiro de equipe, ser piloto número um, ser questionado por desrespeitar acordos de cavalheiros e ordens do time, ter seu talento reverenciado, rodada na primeira volta na corrida do título. Enfim, um script perfeito para um multicampeão das pistas.

Mas o piloto é também um homem com alma de garoto. O rádio de sua Red Bull revela os "uhuuu!", "yeah!" e "yes!" de cada vitória, típico comportamento juvenil que não se cansa de comemorar cada sucesso como se fosse o primeiro. E não é por menos, com 26 anos de idade, ele tem apenas 117 GPs disputados, somando 43 pole positions, 59 pódios e 36 vitórias, tudo isso coroado em quatro títulos mundiais em seis temporadas completas. Números assustadores.

O que mostra muito da personalidade do agora tetracampeão são seus capacetes. A cada corrida, uma pintura diferente. Geralmente com muito brilho e cores vibrantes, como ele, que não esconde o sorriso a cada conquista. A pouca idade também traz algumas vantagens para Vettel. Seus recordes geralmente vêm acompanhados das palavras “mais jovem”, adjetivando expressões como o mais jovem a participar de um treino da F1, o mais jovem a marcar um ponto, o mais jovem a marcar uma pole, o mais jovem a ganhar uma corrida, mais jovem campeão mundial... ufa!

Seb, como é conhecido no circo da Fórmula 1, já começa a sentir os efeitos do seu sucesso. Pilotos, equipes e parte da imprensa já insinuam que o seu absoluto domínio nas últimas quatro temporadas tendem a tornar a Fórmula 1 entediante, com um único vencedor e com poucas emoções. Isso veremos em 2014, quando as regras mudam e teremos a volta do motor turbo V6 1.6L, menos potentes que os atuais. Todos os carros precisarão renascer e veremos como Vettel e sua Red Bull vão se comportar. Até lá, o tetracampeão das pistas terá uma agenda cheia, com certeza.

HOMEM DE VIDA SIMPLES

Diferentemente de seus contemporâneos no automobilismo, não é comum encontrar Vettel nos tabloides. Nada de fotos em praias paradisíacas a bordo de iates. Esse não é o estilo dele. Sua vida é bastante simples, privada e reclusa, o que não é nem um pouco atrativo para os paparazzi e para a curiosidade mórbida dos leitores de jornais sensacionalistas.

Morar em Mônaco? Também não. Apesar dos milhões de dólares que fatura anualmente da Red Bull e de seus patrocinadores, Vettel vive tranquilamente numa cidade rural da Suíça (talvez também tenha ido para lá para fugir do fisco alemão, como muitos). Segundo ele, há mais vacas do que gente por lá. Carrões, nem pensar! O piloto número 1 do mundo dirige uma van 2007 de segunda mão, que ele gosta muito por levar sua bicicleta e suas “tralhas”. Mulheres? Só a dele, Hanna Prater, amiga de infância que virou namorada. Já a viu fotografada ao lado dele? Pois é, privacidade.

A simplicidade do piloto também está na cozinha, elegendo a comida da mãe a sua preferida. E como todo jovem, ele costuma ir a partidas de futebol do seu time quando pode, o Eintracht Frankfurt. Fã dos três Michaels — Schumacher, Jordan e Jackson —, Sebastian Vettel talvez ainda não perceba o tamanho dos seus feitos, que podem fazê-lo chegar bem perto dos seus ídolos. E o que faz em um domingo pela manhã, quando não há corrida: “Dormir, tomar um grande café da manhã e, se o dia estiver ensolarado, praticar algum esporte ao ar livre, como Badminton. Tudo para relaxar”, diz ele. Esse é o tetracampeão de Fórmula 1, esse é Sebastian Vettel.



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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

PERFIL: Jenson Button, o piloto das corridas difícies

Campeão Mundial em 2009, Jenson Button se destaca pela sua forma diferenciada de guiar carros de Fórmula 1. Com um toque mais sutil, o britânico costuma levar vantagem quando o assunto é desgaste dos pneus, o que tem feito a diferença em algumas etapas da categoria. Neste ano, por exemplo, Button abriu e fechou a temporada com vitórias. Por sinal, os triunfos em Melbourne, na Bélgica e no Brasil foram os únicos de Jenson nesta temporada. Mesmo assim, o inglês não perdeu o prestígio na principal categoria do automobilismo mundial e, na próxima temporada, será o grande líder da McLaren, que não terá Lewis Hamilton em um dos seus cockpits.

Nascido em 1980, na cidade de Frome, na Inglaterra, Jenson começou cedo no automobilismo. Com apenas oito anos de idade, o garoto britânico já participava das primeiras competições de Kart. O primeiro título veio três anos depois, em 1991. Naquela época com onze anos, Button saiu com o troféu de campeão no British Cadet Kart Championship, uma espécie de torneio juvenil de Kart.
Empolgado com o seu primeiro título, ele conseguiu repetir o feito na temporada seguinte. Desta vez em uma categoria superior, a Junior TKM Champion. O bom desempenho do piloto nas pistas de Kart fizeram com que ele ganhasse uma chance de guiar carros maiores. Entretanto, nos anos seguintes, Button não conseguiu conquistar muitos títulos importantes.
 
Jenson voltaria a ser destaque de uma competição na temporada de 1998, quando sagrou-se campeão da Fórmula Ford Britânica. O título lhe rendeu uma vaga na Fórmula 3 Britânica, uma das principais categorias da base do automobilismo mundial. Nela, Button voltou a se destacar com duas vitórias e a terceira colocação no Campeonato. O bom trabalho realizado na Fórmula 3 Britânica rendeu ao jovem piloto, que na época tinha 19 anos, um prêmio simbólico como o piloto revelação da competição. O prêmio foi concedido pela McLaren e pela revista britânica ‘Autosport’.

E foi com base nos bons resultados nas categorias inferiores que Frank Williams resolveu abrir as portas do time britânico para Button. Na época, o inglês substituiu o recém aposentado Alessandro Zanardi. Com 12 pontos conquistados, Button terminou a temporada na oitava colocação - um grande resultado para um estreante na categoria. Mesmo se dando bem na Williams, Jenson acabou acertando a sua transferência para a Benetton na temporada seguinte. A expectativa era de se manter entre os dez primeiros do campeonato de 2001, mas a equipe italiana não obteve muito êxito naquele ano. O resultado foi que o britânico só terminou na zona de pontuação em uma oportunidade, no GP da Alemanha, e concluiu o ano com a modesta décima sétima colocação no campeonato.

Beneficiado pela venda da Benetton para a Renault, Button conseguiu ter um ano mais positivo em 2002. Naquele mundial, o time de Flávio Briatore conseguiu encontrar o melhor acerto para o carro e Jenson terminou o ano na sétima colocação entre os pilotos. Os seus melhores resultados foram os quarto lugares nos GPs da Malásia e do Brasil, despertando o interesse da BAR. A equipe britânica, por sinal, foi a casa de Button entre os anos de 2003 e 2005. Nestas três temporadas, o jovem piloto inglês se destacou principalmente em 2004. Com dez pódios em 18 corridas disputadas, Button terminou o ano na terceira colocação do Mundial de Pilotos, atrás apenas de Michael Schumacher -campeão- e Rubens Barrichello -vice-campeão.
 
Com dificuldades financeiras, a BAR acabou sendo vendida para a Honda, que na época era a fornecedora de motores da equipe, em 2006. A venda acabou não interferindo muito no desempenho da equipe, que se manteve com um carro competitivo durante as temporadas de 2006 e 2008. Button, que já era piloto da BAR, acabou permanecendo na Honda e continuou a sua trajetória na Fórmula 1. Por sinal, foi com a equipe japonesa que o jovem britânico conquistou a sua primeira vitória na principal categoria do automobilismo mundial. O triunfo veio no GP da Hungria, disputado no circuito de Hungaroring, em 2006. Depois de largar na décima quarta colocação, Jenson teve uma prova espetacular e cruzou a linha de chegada em primeiro.

Mesmo com a vitória, Button terminou a temporada apenas na sexta colocação. Apesar de não estar entre os primeiros colocados, o piloto comemorou bastante, já que voltava a ter um ano competitivo na Fórmula 1. Mas a felicidade não durou muito. Nas duas temporadas seguintes, a Honda não desenvolveu um bom carro e Button ficou longe dos pontos na grande maioria das corridas.
Sem condições de manter a equipe funcionando, a Honda declarou que iria desfazer o time. Quando parecia que Button iria ficar sem vaga na Fórmula 1, eis que Ross Brawn, ex-chefe da Ferrari, resolveu adquirir a equipe. Famoso por comandar o time vermelho nos anos de glórias da escuderia, Brawn deu o seu toque competitivo e construiu um carro excelente para disputar o campeonato de 2009.

 
O projeto da Brawn GP foi um sucesso. Aproveitando-se de uma brecha no regulamento, Ross desenvolveu o chamado “difusor duplo”, que fez a diferença no BGP 001. O artifício dava muito mais estabilidade ao bólido, que dominou a primeira metade da temporada. Button foi quem obteve os melhores resultados, assumindo a liderança do mundial e abrindo uma grande vantagem.
Na segunda metade do campeonato, o BGP 001 não teve mais a mesma superioridade e o RB6, da Red Bull, começou a se destacar, mas já era tarde. No fim do ano, Jenson conquistou o seu primeiro título na principal categoria do automobilismo mundial, consagrando a carreira vitoriosa do britânico.
Com o troféu, Button recebeu a proposta para guiar um dos carros da McLaren. Sem pensar duas vezes, o inglês resolveu se transferir para o lendário time de Woking. Apesar de não ter conseguido o mesmo sucesso de 2009, Button terminou a temporada de 2010 com uma colocação razoável (5º), atrás do seu companheiro de equipe, Lewis Hamilton.

O destaque maior de Button na McLaren aconteceu durante a temporada de 2011. O seu toque diferenciado ao guiar os carros do time britânico fez com que ele conservasse bastante os pneus, o que fez a diferença no fim do ano. Ao término do campeonato, o inglês estava na vice-liderança, atrás apenas de Sebastian Vettel, que dominou o campeonato e se tornou bicampeão mundial.
Neste ano, Button não obteve o mesmo sucesso, mais uma vez. Mesmo assim, o britânico conseguiu vencer a primeira e a última corrida do ano, em Melbourne e no Brasil, além do GP de Spa-Francorchamps. No Mundial de Pilotos, ele terminou na modesta quinta colocação. Com a confirmação da saída de Lewis Hamilton, Jenson será o principal nome da McLaren em 2013. Por sinal, ele entra como um dos favoritos ao título da próxima temporada.

* Matéria desenvolvida e gentilmente cedida pela equipe da revista RaceF1 em parceria com a MENSCH. Acesse www.racef1.com.br e conheça mais do trabalho da RaceF1.


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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

ENTREVISTA: Lucas di Grassi, o piloto de testes da Pirelli apontado como uma das promessas para a Fórmula1

Tudo acontece muito rápido na vida de Lucas di Grassi, e não é pra menos, afinal é uma amante da velocidade. Aos 9 anos já vencia o pai nas corridas de Kart e aos 27 anos já é um empresário bem sucedido e piloto de testes da Pirelli. Pensando sempre em frente, Lucas não se apega ao passado, foca no futuro, e sem dúvida um futuro brilhante, pois talento e direção ele tem. Conheça um pouco mais desse piloto que não se deixa derrapar nas curvas da vida.
 

Aos 13 anos você entrou no kart por influência do seu pai. Ele é também um amante da velocidade? Como foi esse início? Meu pai gosta de automobilismo, mas não é um aficionado. Eu comecei cedo por influência dele e ele sempre me apoiou. Eu, na verdade, descobri que tinha aptidão ao esporte quando, durante um treino, com 9 anos de idade, fiz uma volta mais rápida que meu pai, que treinava há anos.
 

Hoje você tem vários títulos e prêmios, isso te envaidece? De jeito nenhum. Títulos e prêmios são passado. Eu vivo do presente, almejo melhorar sempre e vencer cada vez mais. 


Alguma frustração com a Fórmula 1? Sim. Nunca tive uma oportunidade de correr em um carro bom e também vários rivais que eu venci no passado estão lá, inclusive companheiros de equipe como Petrov, Buemi, Di Resta.
 

Como foi o convite para ser piloto de testes da Pirelli? Aceitou de primeira ou achou que isso poderia não ser bacana pra você? Ser piloto de desenvolvimento da F1 é um título importante. Eu aceitei o convite e fiquei lisonjeado pela Pirelli ter me escolhido perante outros pilotos mais experientes.
 

Em 2008 durante o GP2 Series você chegou a ficar na terceira colocação, a 2 pontos de Bruno Senna e 10 à frente do campeão Giorgio Pantano. Muitos fãs de F1 acham que você teria melhor desempenho que pilotos como Bruno Senna, porém o sobrenome (e mais grana) pesou mais. O que você acha disso? Eu acho que eu faria um bom trabalho na F1 como fiz em todas as outras fórmulas. Foi uma pena que minha equipe foi tão fraca em 2010. O importante é continuar focado e trazer mais títulos e vitórias para o Brasil, seja na F1 ou em outra categoria.
 

O que você está achando da atual temporada de Fórmula 1? Chega a torcer por alguém? Não torço por ninguém. Acho que a temporada está excelente graças aos pneus Pirelli, principalmente, que está igualando muito as equipes. O campeonato de 2012 está muito disputado.
 

Dá para criar verdadeiras amizades com os pilotos de F1 ou a disputa termina criando barreiras que vão além das pistas? Tenho amigos na F1 e em outras categorias, vivemos do esporte e aprendemos desde pequeno a disputar nas pistas e ter amizade fora delas.
 

Você só tem 27 anos e já é um empresário de sucesso, dividindo o seu tempo entre São Paulo e Mônaco. Como explica tanto sucesso para tão pouca idade? Não sou empresário de sucesso, posso até ser um dia, mas isso vai depender muito das pessoas que estão ao meu lado e que escolhi como meus parceiros nesse negócio. Temos uma equipe brilhante na ONE, a empresa de marketing esportivo, como o Henry Guedes e o Mauricio Fragata, que tocam a empresa.
 

Como surgiu a ONE, empresa de marketing esportivo? Foi uma extensão da Lucas Sport Business, que surgiu para tomar conta da minha carreira esportiva no Brasil. E junto com outros sócios resolvemos aumentar a empresa e investir em outras áreas.
 


O que um esportista precisa saber para gerenciar bem a sua carreira? Precisa de um bom manager. O esportista precisa focar 100% do seu tempo e esforço na competição e treinos.
 

O futebol é um dos esportes onde se começa mais cedo e antes dos 20 anos um jogador pode ser tornar um milionário. Como orientar um menino dentro de um contexto desses? Precisa de um bom mentor, pode ser o pai, pode ser um manager.
 

O que é mais emocionante, a vida nas pistas ou nas reuniões de negócios? Meu negócio principal é ganhar corridas e pilotar carros. Isso é o que eu realmente gosto de fazer. Os negócios fazem parte, aliás, uma parte muito importante, mas não é tão emocionante.
O que tem de mais difícil na vida de um piloto? E na vida de um empresário? O automobilismo é um esporte complexo, muito mais do que as pessoas pensam. O piloto tem que ser empresário também, senão dificilmente ele terá sucesso.
 

Sempre em viagens internacionais por conta das corridas, você visita vários países. Algum lugar te faria trocar o Brasil para morar lá? Eu moro em Mônaco há 3 anos e, antes disso, morei na Inglaterra por 6 anos. Eu amo o Brasil, com certeza vou morar lá no futuro.
 

Qual desses países tem a balada mais impressionante? É o tipo de programa que você curte? Balada, cada país tem um público diferente, mas nada supera as festas de ano novo do Brasil, em nenhum lugar do mundo.
 

Você já derrapou nas curvas de alguma gata em Mônaco? O existe algo que elas têm que as brasileiras não tem? Fiquei muito tempo solteiro, então sai com algumas gatas por aqui, incluindo algumas famosas, mas as brasileiras são as melhores sem dúvida. 


Você acha que o macacão de piloto é um fetiche feminino? Quando você está usando as mulheres olham mais? Acho que não, algumas marias-gasolina gostam do glamour do motorsport, mas essas não valem à pena perder tempo.
 

Fora das pistas você sempre aparece muito bem vestido. Qual seu estilo? É um cara vaidoso? Eu visto JohnJohn e Denim sempre que posso, adoro a ideia da marca. Eu sou um cara que gosta de estar à vontade, mais para um lado esportivo.
 

O que faz o seu coração acelerar? De acordo com R=m.a, é a resultante dividida pela massa.
 

Para quem você daria o "Capacete de Ouro"? Quem é seu ídolo nas pistas? Ayrton Senna foi ídolo de todos os brasileiros, inclusive meu.
 

Seu próximo projeto será... Meu próximo projeto é o melhor até agora – só posso adiantar que será elétrico!
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domingo, 27 de novembro de 2011

AUTOMOBILISMO: Marck Webber vence na reta final do Grande Prêmio 2011

Os fãs do automobilismo lotaram a cidade de São Paulo, neste final de semana, cenas como, hotéis e restaurantes lotados e correria nos aeroportos, eram comuns. Quanto ao autódromo de Interlagos, estava praticamente pintado de vermelho numa torcida declarada pela Ferrari, também não faltaram homenagens ao mito Airton Senna. É incrível como os brasileiros conseguiram transformar um esporte tão restrito em uma grande festa da velocidade. Já na área VIP, os poderosos das equipes se misturavam a aristocracia local, acompanhados de muita Veuve Clicquot e belas mulheres.


Sem dúvida antes de começar a disputa, o veterano Nelson Piquet, protagonizou uma cena inesquecível. A bordo de um Brabham, da Ford, modelo com o qual conquistou seu primeiro título mundial, como há trinta anos, Piquet parecia um estreante dando uma volta na pista e confessou ter saído com as pernas bambas de emoção. “Este foi um dos carros mais perfeitos que eu guiei. Muito fácil de guiar, tinha só 500 cavalos e uma pressão aerodinâmica enorme. É só festa, não tem preocupação. Andei devagarinho, mas só de dar essas voltas, já deu uma canseira enorme – contou Piquet.” Além disso, ainda aconteceu uma private no backstage da Ferrari em comemoração aos dez anos de Felipe Massa na categoria.

O Brasil recebeu a Formula 1 nesta temporada não só com festa, mas também com algumas surpresas, afinal, apesar de ter feito uma corrida perfeita no treino classificatório, Vettel, já campeão pelo números de pontos acumulados no campeonato, não conseguiu chegar em primeiro nesta tarde em Interlagos. Com uma suspeita de chuva e todos de olho na meteorologia começou o GP do Brasil.
Vamos começar pelos donos da casa; Barrichello, da Williams, não desenvolveu durante a corrida perdeu oito posições da largada e terminou em 14°. Já Bruno Senna, da Renaut, que havia feito seu melhor tempo nos treinos, começou bem a disputa, comprou varias brigas com Shumacher pela nona posição, porém foi punido em uma das voltas e acabou em 17°. Felipe Massa, largou em sétimo, chegou a superar Rosberg, da Mercedez, mas faltou um empurrãzinho para entrar na disputa do pódio, mas garantiu a excelente 5° posição.

A dupla da RBR, Vettel e Webber manteve as duas primeiras colocações durante todo o percurso. Apenas nas paradas nos boxes do pelotão da frente, Massa se manteve na pista e chegou a experimentar o sabor da liderança por alguns instantes. Mas antes de mesmo de ir ao pitstop foi ultrapassado por Vettel.

Como de costume, tudo ia muito bem para Vettel, até que antes de chegar no meio da corrida, ele começou a acusar problemas de câmbio, assim, pelo rádio a RBR pediu para que ele reduzisse as rotações do motor nas trocas de marcha,fazendo com que seu companheiro de equipe, Webber assumisse o primeiro lugar, quando estava dois segundos mais rápido. Bem, aí começaram a suspeita dos jogos de equipe, de forma que esta poderia ser uma manobra interna para Webber manter as chances de ser vice-campeão. Tanto que, logo na sequência, Vettel recuperou seu desempenho e passou a andar apenas um centésimo atrás do companheiro.

Depois de tanta confusão e preocupações com o tempo, o australiano Weber venceu a corrida e Vettel chegou em segundo. Apesar de ter feito uma corrida agressiva, Alonso, da Ferrari, terminou em quarto e viu seu lugar ao pódio ser tomado por Button, que garantiu o seu bronze. Festa no Brasil e festa na Alemanha, Vettel se consagrou mais uma vez em terras tupiniquins como campeão mundial.
Equipes vencedoras, pilotos de sucesso.
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domingo, 9 de outubro de 2011

FÓRMULA 1: GP do Japão, Vettel fica em terceiro e se torna o mais jovem bicampeão da história

E a temporada 2011 de Formula 1 parece ter chegado ao fim, isto porque o campeão já foi definido antes mesmo do fim do campeonato. Aos 24 anos, neste domingo, Sebastian Vettel se tornou o mais jovem bicampeão da história, no Grande Prêmio do Japão, um ano após ter conquistado o titulo mundial de forma espetacular.

Apesar de não ter chegado em primeiro lugar, faltando ainda quatro provas para o final da temporada (Coréia do Sul, Índia, Emirados Árabes e Brasil), Vettel garantiu com o terceiro lugar 324 pontos, ficando a frente de Jenson Button, com 210 pontos, que agora terá a missão de disputar pelo vice-campeonato com Alonso, Mark Webber e Lewis Hamilton. 
A corrida começou com muita disputa, quando Vettel impediu a ultrapassagem de Button e quase jogou o inglês para fora da pista, deixando Hamilton segurar a segunda posição. Button reclamou pelo rádio com a equipe McLaren e os comissários abriram uma investigação para a manobra de Vettel. Mas depois de oito voltas a FIA anunciou que optou por não punir o líder da temporada, pouco antes de Button recuperar a segunda posição ao passar Hamilton.

Vettel manteve-se na liderança até a 20° volta, quando em sua parada nos boxes para troca de pneu, foi ultrapassado por Button. No desenrolar da corrida Button disparava na frente, enquanto Vettel ficou atrás de Fernando Alonso, na disputa pelo segundo lugar, sem conseguir sucesso.

Já Felipe Massa se envolveu em mais um acidente com Hamilton; coincidência ou não, o inglês acabou encostando novamente no carro do brasileiro, que acabou não indo bem na corrida, conseguindo a sétima posição. O domingo também não foi bom para Bruno Senna e Rubens Barrichello, ambos perderam posição em relação à largada, chegando em 16º e 17° respectivamente.

A corrida foi um pouco morna, afinal o que todos estavam esperando era a consagração de Vettel no final. O alemão tem números impressionantes, pois apesar de tão jovem, teve 19 vitórias, 26 poles, 7 voltas mais rápidas e dois títulos mundiais. Pelo visto, a comemoração de Vettel começou hoje e quem sabe a base de muito saquê em terras nipônicas.


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domingo, 25 de setembro de 2011

FÓRMULA 1: GP de Cingapura - Vettel à um passo de ser o grande campeão

Hoje, foi disputada mais uma etapa da temporada 2011 de Formula1, no Grande Prêmio de Cingapura, na Marina Bay. Esta pista vem sendo usada desde 2008, e por sinal, tem uma particularidade interessante; pois foi a primeira prova noturna da história, com uma iluminação feita por uma empresa Italiana em uma operação que envolveu milhões de dólares.

Agora vamos à corrida! Que foi bastante tensa, pois o “invencível” Sebastian Vetel poderia ter confirmado seu campeonato mesmo faltando cinco corridas para esta temporada. O alemão cumpriu o seu papel e conquistou mais uma vitória, entretanto, dependia da posição/pontuação de alguns pilotos para se tornar bicampeão.

O fato de Jenson Button, da McLaren, terminar na segunda colocação, seguido por Mark Webber, da Red Bull, no pódio, impediu a precoce consagração de Vettel, ficando a comemoração para o GP do Japão, daqui a duas semanas, pois ele precisa de apenas um ponto para segurar a taça.
Com a prata obtida em Cingapura, Button assumiu o segundo lugar no Mundial com 185 pontos, um ponto a mais na frente de Fernando Alonso, da Ferrari. Já Vettel, durante todo o circuito chegou a fazer 309 pontos, podendo chegar até em décimo lugar na próxima corrida, que seu campeonato estará garantido, mesmo se Jenson Button atingir a primeira colocação.
 

E falando em Alonso, o espanhol concluiu a corrida em quarto lugar, seguido por Lewis Hamilton, da McLaren, em quinto. O inglês estava brigando pela quarta posição com Felipe Massa e entraram nos boxes ao mesmo tempo. O brasileiro conseguiu retornar à frente utilizando pneus mais duros que os do piloto da McLaren. Porém, logo à frente, Hamilton tocou o bico no pneu traseiro direito do carro de Massa e acabou perfurando, prejudicando o desempenho do brasileiro que chegou em nono lugar (os comissários analisaram o incidente e puniram Hamilton com um drive through “passagem pelos boxes”). Já Rubinho Barrichello, que compete pela Williams, chegou a passear pela zona de pontuação, mas terminou em 13º posição.

A corrida foi liderada por Vettel que segurou sua posição desde as primeiras curvas. Já Weber, que estava em segundo, largou mal, patinou, perdeu posições para Button e Alonso, caindo para quarto. Fechando a primeira volta, Felipe Massa subiu para quinto e Rosberg em sexto lugar, Schumacher em sétimo, Hamilton em oitavo, que mais na frente, tentou recuperar o prejuízo, usando a asa, conseguindo subir para o sexto lugar. Os pits foram agitados; haja visto o choque que ocorreu entre Massa e Alonso, além disso, garantiu a disputa entre Webber e Alonso.

Na segunda fase da corrida, pela 25ª volta lá na frente, Vettel seguia voando, com muita facilidade. Algumas voltas depois, foi hora do safety car, devido a um choque entre Schumacher e Pérez que levou a Mercedez a uma colisão com o muro. Assim, quem não tinha parado ainda aproveitou a chance. A corrida continuou, sem grandes novidades, nas voltas finais, a única atração foi o racha entre Button e Vettel.

Em suma, parecia que esta temporada prometia grandes surpresa, pois veio cheia de novidades nos carros e no regulamento do campeonato. Contudo, o perfeito desempenho de Vettel já tratou de superar as expectativas por surpresas durante todo o circuito. Com uma vantagem de 124 pontos a cinco corridas do fim da temporada, é praticamente impossível matematicamente para ele perde o título. Agora, é só esperar para ver a merecida taça nas mãos de um dos pilotos mais novos e brilhantes da Formula1.


Confira o resultado final do GP de Cingapura:
 
1. Sebastian Vettel (Red Bull) 1h59min6s537
2. Jenson Button (McLaren) + 1s737
3. Mark Webber (Red Bull) + 29s279
4. Fernando Alonso (Ferrari) + 55s449
5. Lewis Hamilton (McLaren) + 1min7s766
6. Paul di Resta (Force India) + 1min51s067
7. Nico Rosberg (Mercedes) + 1 volta
8. Adrian Sutil (Force India) + 1 volta
9. Felipe Massa (Ferrari) + 1 volta
10. Sergio Pérez (Sauber) + 1 volta
11. Pastor Maldonado (Williams) + 1 volta
12. Sébastien Buemi (Toro Rosso) + 1 volta
13. Rubens Barrichello (Williams) + 1 volta
14. Kamui Kobayashi (Sauber) + 2 voltas
15. Bruno Senna (Renault) + 2 voltas
16. Heikki Kövalainen (Lotus) + 2 voltas
17. Vitaly Petrov (Renault) + 2 voltas
18. Jérôme DAmbrosio (Virgin) + 2 voltas
19. Daniel Ricciardo (HRT) + 4 voltas
20. Vitantonio Liuzzi (HRT) + 4 voltas
21. Jaime Alguersuari (Toro Rosso) + 5 voltas

Não completaram:

- Jarno Trulli (Lotus)
- Michael Schumacher (Mercedes)
- Timo Glock (Virgin)

Volta mais rápida: Button, com 1min48s454
 
 
 
 
 
FONTE: www.folha.com / Globo.com
FOTOS: Getty Image
 
 
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segunda-feira, 16 de maio de 2011

CARRO: Car Collection of Ralph Lauren, a maior coleção de carros raros vai para o museu.

Um desfrute para os amantes de automóveis antigos, e raros, é a exposição da coleção pessoal do estilista Ralph Lauren no Museu de Artes Decorativas de Paris que teve abertura dia 28 de abril e vai até 28 de agosto. É a exposição "The art of the automobile: masterpieces from the Ralph Lauren collection". A coleção do estilista Ralf Lauren, uma das mais prestigiosas do mundo, com 17 modelos esportivos lançados entre 1929 e 1996 (muitos deles usados em pistas de corrida), é exibida pela primeira vez na Europa.

Os visitantes podem olhar para a frente para ver um quarteto de metais que inclui um incrível Ferrari 250 LM (1964), um Ferrari 250 GT SWB Berlinetta Scaglietti (1960), um Jaguar XKS (1956/1958) e Alfa Romeo 8C 2300 Monza (1931). Além dessas incríveis máquinas, um total de outros 13 veículos de Lauren estarão em exposição. Estas incluem dois dos mais caros veículos do mundo: a Ferrari 250 GTO (1962) e Bugatti 57 SC Atlantic Coupe (1938). Ambas as peças tem um valor estimado em US$ 30 à US$ 40 milhões cada.


A variedade de veículos e fabricantes é bem diversificada. Nomes clássicos como Bentley, Alfa Romeo, Bugatti, Mercedes-Benz, Jaguar, Porsche, McLaren e, claro, Ferrari. As “obras de arte motorizadas” italianas, com seu vermelho característico, têm sido as mais populares até o momento. Entre os destaques estão o Bentley Blower (1929), o Mercedes-Benz SSk "Comte Trossi" (1930), o Bugatti 57 SC Atlantic (1938), a Ferrari 375 Plus (1954), o Jaguar XKD (1955), o Mercedes-Benz 300 SL Gullwing Coupé (1955) e a Ferrari 250 Testa Rossa (1958).

POR DENTRO DA GARAGEM DE RALF
Ralph Lauren, possui cerca de 60 dos mais raros, valiosos carros mais no mundo, incluindo um cupê Bugatti 1938, um 1938 Alfa Romeo Mille roadster Miglia, eo mundo só 1930 Mercedes-Benz SSK "Contagem Trossi roadster", todos em condições ideais para ir para as ruas dirigidos pelo próprio designer. Essa galeria particular de raridades, que é a garagem de Ralph Lauren, é carinhosamente chamada de "DAD Garage", ou "garagem pai", localizado perto de Atlanta, num prédio discreto e ao contrário de muitos museus de automóveis, tudo é mantido em perfeito estado de funcionamento.
Alguns exemplares foram restaurados à perfeição, chegando a serem retocados de maneira minunciosa com pintura bem próxima do original e troca de couro dos bancos para chegar o mais próximo possível do original. Durante alguns anos, sua coleção permaneceu espalhada por suas propriedades em Westchester, a casa de praia em Montauk e seu rancho em Telluride. Até que Lauren resolveu criar seu pequeno moseu-garagem, pensou em fazer isso no subterrâneo de sua casa em Westchester.
Até que o gerente e curador, técnico em automobilística, Mark Reinwald encontrou o prédio que antes foi uma concessionária de carros de luxo, onde hoje está o "DAD Garage" com suas relíquias automobilísticas. Esse prédio consta de um lobby de entrada, biblioteca e um armário negro em aço inoxidável onde são guardados dossiers completos sobre cada carro. São documentos pertinetes ao carro, faturas originais para reparos, artigos de jornais e revistas. Além de uma oficina particular. Toda a história e seus raros exemplares de carros colecionados por Ralph Lauren ao longo desses anos se encontra no livro lançado juntamente com a exposição, é o "SPEED, STYLE AND BEAUTY".
E para quem tem a oportunidade, o Museu de Artes Decorativas de Paris fica no número 107 da Rue de Rivoli e funciona das 11h às 18h às terças, quartas, sextas, sábados e domingos, e de 11h a 21h às quintas. As entradas custam 9 euros. Mais informações nos sites www.ralphlaurencarcollection.com e http://www.lesartsdecoratifs.fr/


E pra quem não tem a oportunidade de ir até Paris conferir a exposição, confira esse vídeo que dá uma visão geral de todo o evendo. Entre no Museu de Artes Decorativas de Paris:



Texto: André Porto
Fotos: Michael Furman
Fonte: www.ralphlaurencarcollection.com , Revista Vanity Fair, O Globo

domingo, 8 de maio de 2011

FÓRMULA 1: GP da Turquia, Sebastian Vettel se consagra o grande campeão de Istambul.



O GP da Turquia recebeu os pilotos com forte sol e calor, clima diferente do esperado, o que criou uma tensão a mais para as equipes, pois a grande questão era em quantas paradas nos boxes apostar, visto que a temperatura podia causar um alto desgaste nos novos pneus da Pirelli. Porém, logo depois da corrida tivemos a resposta; àqueles que optaram por quatro paradas garantiram o pódio.
E parece que esta temporada é mesmo do alemão Sebastian Vettel, hoje, em Istambul, ele acumulou mais pontos vencendo com facilidade o Grande Prêmio da Turquia. Logo no início da corrida o piloto da Red Bull saiu na frente e manteve com tranqüilidade a liderança. Com mais esta vitória, o atual campeão mundial agora soma 93 pontos, 34 a frente do segundo colocado, o inglês Lewis Hamilton, da McLaren.

Aos que foram ultrapassados por Vettel, a corrida foi marcada por muitas disputas, mas no final acabou acontecendo a primeira dobradinha da RBR no ano, tendo Mark Webber na segunda posição, após ultrapassar Fernando Alonso nas voltas finais, que teve de se contentar com a terceira posição. Vale frisar que Alonso conseguiu o primeiro pódio para a Ferrari do ano, já seu companheiro de equipe, o brasileiro Felipe Massa, terminou em 11° lugar.
O mais interessante é que os pilotos já estão se acostumando com as novidades lançadas nesta temporada, Webber, por exemplo, recuperou a segunda posição na quinta volta ao ultrapassar Rosberg usando a asa móvel e o Kers, o que garante uma surpresa a mais na disputa.
O compatriota de Felipe Massa, Rubinho, optou pela estratégia de parar três vezes nos boxes, o que talvez tenha lhe atrapalhado, além disso, ele afirmou não ter usado todos os recursos do carro e acabou com a 15° colocação. Hoje, Barrichello, inclusive confirmou que existe a possibilidade de sair da Willians, sua atual equipe, mas não entrou em detalhes.
Um grande susto no início da corrida foi protagonizado por Luiz Hamilton, sendo extremamente mal sucedido na largada, perdeu três posições e ficou atrás do seu companheiro de equipe, o também inglês Jenson Button, porém mesmo assim ainda garantiu a quarta posição. Depois de vencer na China, ele não escondeu sua decepção com o resultado de hoje.
O que destacou também na Turquia foi a péssima atuação do heptacampeão e veterano dos asfaltos Michael Schumacher, da Mercedes, que cometeu erros amadores e chegou até a se chocar com o russo Victor Petrov, da Renault, o que lhe rendeu umas paradas nos boxes e ser ultrapassado facilmente, terminando na 12° posição.
Sem grandes novidades acabou o GP da Turquia, cabe as equipes a árdua tarefa de criar mais dificuldades para Vettel, pois cada dia está cada vez mais complicado alcançá-lo, apesar de ser seu fã, confesso que seria bem mais emocionante se a Ferrari desse uma reagida. A próxima parada é na Espanha, allí vamos.
Texto: André Lima
Fotos: Divulgação, Reuters, Getty Image

Fonte: Globo, UOL, Terra

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domingo, 17 de abril de 2011

FÓRMULA 1: GP da China - O desempenho de Hamilton e equipe o levam à vitória.

Confesso que já tinha acostumado a assistir Vettel vencer desde a temporada do ano passado, afinal, ele consegue percorrer um Grande Prêmio como se estivesse correndo sozinho, sem grandes ameaças. E este parecia ser mais uma vitória na hegemonia do alemão, sensação que durou pelo menos até a quinta volta, quando o campeão que vinha fazendo uma temporada perfeita foi ultrapassado por Hamilton da McLaren.

Logo na largada não se depositou muita confiança em Hamilton, pois o carro apresentou problemas no alinhamento logo no grid, o que gerou bastante correria nos boxes da McLaren, afinal, o carro vazava combustível minutos antes da largada. Apesar deste imprevisto, o piloto pareceu calmo e conseguiu sair 30 segundos antes, ainda com partes do carro desmontado.


Após sua primeira vitória do ano e superar o líder do campeonato, o inglês da McLaren não escondeu seu entusiasmo: “Estou absolutamente extasiado. Já fazia muito tempo que eu não subia aqui e estou orgulhos pelo nosso trabalho duro. Vou continuar a forçar e estou ansioso para ter mais momentos como este. Acho que nossa estratégia de economizar um jogo de pneus macios no treino classificatório nos ajudou. Eles duraram mais do que o normal e os pit stops foram fantásticos. Tentei cuidar dos pneus e andar em um ritmo bom”. Afirma Hamilton.


Já Vettel, que teve muita facilidade e sorte neste mundial, teve algumas controvérsias na China. O piloto, mesmo largando na pole position, foi logo no início ultrapassado por Hamilton e Button, o que garantiu uma emoção a mais; ele ainda teve dificuldades com Nico Rosemberg, da Mercedez. Assim, tendo que resistir a tantas investidas, acabou não tendo tempo de superar Hamilton, terminando a corrida no segundo lugar do pódio de Xangai. 



Talvez este segundo lugar seja merecido por ter exagerado no intermédio de tempo nos pit stops, nova estratégica adotada pela Red Bull, o piloto ainda confirmou que teve problemas com os Kers e a comunicação do carro. Apesar disto, mostrou-se satisfeito com o resultado: “Fiquei com o pneu duro e Lewis estava se aproximando cada vez mais. Não tinha motivos para lutar muito duro, mas tentei defender a posição ao máximo. Não dava para fazer sem perder muito tempo. Cometemos alguns erros e tivemos problemas, mas chegamos em segundo, fiquei feliz com o resultado. Parabéns a Lewis e à McLaren. Isto mostra que você pode cometer erros quando tenta algo diferente. É natural e existem outros pilotos para te superar”.

A Red Bull conseguiu também o terceiro lugar com o Webber, que se mostrou até contente por alguém ter superado o seu companheiro de equipe, defendendo a tese de que é importante Vettel ter adversários à altura e não se distancie muito nas pontuações, afinal, todos ali estão disputando um campeonato.

Já a Ferrari garantiu o sexto e sétimo lugar em Xangai. O brasileiro Felipe Massa terminou em sexto apesar de ter liderado a corrida e ficado em segundo durante boa parte dela, porém o piloto não resistiu por muito tempo devido a um desgaste demasiado nos pneus. Mas já ficamos satisfeitos por ele ter superado com folga o seu companheiro de Ferrari, Fernando Alonso, que mais uma vez reclamou do carro da escuderia Italiana. Alias já estamos acostumados com o Alonso, sempre “chorando” e reclamando de alguma coisa, talvez aguardando o momento  do tão esperado jogo de equipe para favorecê-lo.

Massa usou a mesma tática de duas paradas nos boxes que Vettel, e assim como o alemão admitiu que três paradas talvez fossem melhor, pois o ritmo com o pneu macio estava dando conta. Já Rubinho conseguiu pela primeira vez do ano terminar a prova, ficando com a 13° posição, o brasileiro não realizou grandes ultrapassagens e nem fez um bom tempo, ao final comentou que trabalhará duro para que a equipe melhore o desempenho.



Sem dúvida a China esquentou e muito este mundial, principalmente com a surpresa da McLaren que duelou friamente com a Red Bull nas ultimas voltas, para a torcida valeu a pena ficar acordado nesta última madrugada, agora é aguardar o GP da Turquia, pois a temporada 2011 está só começando.

Texto: André Lima
Fotos: Divulgação, Getty Images
Fonte: UOL ESPORTES, Globo.com

domingo, 10 de abril de 2011

FÓRMULA 1: Grande prêmio da Malásia

Na madrugada de hoje, enquanto acontecia o show de U2 aqui pelo Brasil, lá na Malásia, começava o 2° Grande Prêmio da temporada deste ano. Além do calor asiático, o Autódromo Internacional de Sepang, oferece uma pista com duas retas grandes e pontos fortes de ultrapassagem, sendo uma pista muito técnica do ponto de vista de pilotagem, além de exigir uma boa aerodinâmica dos carros. Muitas equipes temiam o calor, porque sempre surge a dúvida de que pneu usar.


Questionado sobre isto no início da corrida, o campeão do primeiro GP desta temporada, Sebanntian Vettel, afirmou que isto não seria problema para a equipe Red Bull, já Felipe Massa, adiantou que a pista exige muito fisicamente dos pilotos. Por conta do alto grau de unidade é como se estivesse correndo em uma sauna úmida.

E não é que Vettel estava confiante mesmo, o alemão subiu ao pódio na primeira colocação novamente, comprovando que não se trata de uma boa fase, e sim, de muita capacidade. Líder do Mundial dos pilotos e com 50 pontos, Vettel mostrou-se satisfeito com o campeonato brilhante que vem fazendo:
"Estou muito satisfeito com o resultado de hoje. Eu amo o que faço e não acho que eu poderia estar mais feliz nesta fase. Foi bem perto, por isso precisamos manter a calma e continuar lutando, mas os caras sabem que este é o caminho a seguir, por isso não estou preocupado. Mas por hoje, vamos comemorar e ficar orgulhoso". Enquanto Vettel disparava na frente, a segunda posição da corrida foi disputada entre Nick Heidfeld, Lewis Hamilton e Jenson Button. No final, sem muito esforço, Button garantiu o segundo lugar do pódio, talvez esta posição tenha sido um alívio para a sua equipe, pois a McLaren tinha feito a pior campanha da pré-temporada. O piloto estava com sede mesmo de vencer, era constante a chamada da equipe no rádio para que ele reduzisse a velocidade para poupar os pneus, assim, optando confiar na sua própria experiência, o inglês continuou acelerando até o fim, conquistando os 18 pontos da segunda posição. 

Completando o pódio, o alemão Nick Jeidfeld, que conquistou mais uma vitória para a Renaut nesta temporada, surpreendendo a tentativa de ultrapassagem de Hamilton. Mas, esta corrida guardou mesmo todas as emoções para o final. Nas últimas voltas, Alonso partiu para ultrapassar Hamilton, que acabou tocando no monolugar do inglês, fazendo Alonso parar aos boxes para trocas a asa dianteira. Duas horas após a corrida os comissários da FIA decidiram punir os dois pilotos com 20 segundos no tempo final de prova.

Já Vitaly Petrov, que havia sido a grande surpresa do pódio da corrida passada, foi vítima de um incidente; o russo não controlou o carro nas ultimas voltas, fazendo o carro voar 'literalmente' para fora das pistas, na queda a direção do carro ficou solta, o que lhe fez terminar a corrida ali mesmo, ficando na ultima colocação.

O brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, fez uma boa corrida e mostrou-se bem mais disposto do que o GP da Austrália, principalmente por contar com o carro mais potente da temporada, porém, Felipe teve problemas em um dos pit stops, que lhe fez perder 7 segundos, mas mesmo assim, chegou em quinto lugar, uma posição à frente de Alonso, seu companheiro de equipe.“Na minha corrida, foi uma pena perder segundos valiosos no meu primeiro pit stop. Se não fosse este problema, poderia ter lutado por uma vaga no pódio. Meu ritmo com os pneus macios estava muito bom, mas nem tanto com os duros. Por isso Webber conseguiu me passar no fim”.

Já a participação de Rubinho, da Williams, durou até meados da corrida, o que comprova a má fase do piloto desde a corrida passada, na Austrália, que também foi obrigado a abandonar a corrida por problemas hidráulicos no carro. Apesar do começo difícil e de contar com um carro que não lhe inspira muita confiança, o brasileiro mostrou-se como sempre muito confiante, apostando na breve reação da sua equipe. Resta-nos torcer.


Agora é só aguardar a próxima corrida do circuito que acontecerá na China, ou se preferir, acompanhe o sumário dos fatos pela MENSCH.

Texto: André Lima
Fotos: Divulgação, agência Reuters, Getty Images
Fonte: Globo.com, UOL Esportes