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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

CINEMA: Os bastidores de "1817, a Revolução Esquecida"

Para a diretora Tizuka Yamasaki, o mais importante é filmar grandes histórias, e quando o filme traz um projeto histórico por trás, isso a deixa ainda mais realizada. Foi assim com seu novo projeto “1817 – A Revolução Esquecida”, um docu-drama baseado no livro “A Noiva da Revolução”, de Paulo Santos, que conta o romance vivido por Domingos José Martins, principal líder da revolução, e Maria Teodora da Costa, filha de ricos comerciantes portugueses na época, cujo casamento tornou-se o símbolo do bicentenário da revolução de 1817, um dos mais importantes momentos históricos de Pernambuco. O filme tem previsão de estreia pela TV Escola. Mas, enquanto isso, pudemos conferir em 1ª mão os bastidores desse momento histórico no Brasil que ficou esquecido.

Nos papéis principais, o ator Bruno Ferrari como Domingos, e a atriz Klara Castanho como Maria Teodora. O elenco conta ainda com 24 atores pernambucanos, além de 170 figurantes. O paraibano Paulo Vieira interpreta o comandante Leão Coroado, que matou com golpes de espada o brigadeiro Barbosa de Castro (Walmir Chagas). E o pernambucano Domingos Antônio  interpreta o General Domingo Teotonio. Neste projeto de 1817, Tizuka dividiu a direção com o Ricardo Favilla - que também foi o produtor. “Temos uma parceria muito particular já há algum tempo. Isso inclui a gestação de projetos conjuntos, passando pela procura dos temas que nos interessam, as pesquisas e a discussão da linguagem e da estética utilizada na abordagem destes temas nos roteiros de diversos produtos audiovisuais,- Filmes, Series ou Programas de TV que desenvolvemos juntos, como é o caso do 1817 - A Revolução Esquecida”, comenta Ricardo. 



Para o ator Bruno Ferrari, o projeto foi uma grata surpresa: “Desde pequeno, ouço muito sobre a inconfidência mineira e essa de Pernambuco, que foi uma revolução muito maior, e que até conquistou a independência por um período, e não é falada. Ainda existem alguns lugares no Recife que marcam essa luta, mas boa parte foi destruída pelos portugueses. Gosto muito do título, 1817- A Revolução Esquecida”.Eles realmente fizeram de tudo para apagá-la da história.” Para Tizuka, a surpresa também veio do apoio que recebeu. Comenta: “quando chegamos em Pernambuco pra preparar o "1817", fomos surpreendidos por todos querendo ajudar, orgulhosos de sua Revolução, desde populares, intelectuais, historiadores, como também o governo do Estado e da Prefeitura de Recife, Casa militar e sua bela cavalaria  e grupos de artistas da cultura popular, como Maracatu Leão Coroado, Literatrupe, côco dos pretos. Via nossa parceira Monica Silveira e, particularmente, os técnicos de cinema e atores pernambucanos - além de duas pessoas a quem admiro e que não mediram esforços pra colaborar: o ator Irandhir Santos e o cineasta Claudio Assis com sua equipe. Foi muito bom ter esse apoio efetivo ou afetivo. Essa generosidade pernambucana estará impressa na tela.”


Resgatar esse fato histórico da história de Pernambuco tem um significado especial para você? Seria como uma “prestação de serviço” à população para conhecer um pouco mais da história nacional? Claro! Eu e milhões de brasileiros desconhecíamos este momento tão importante da história do Brasil.  Com o nosso docu-drama, essa lacuna será preenchida. Nosso papel como cineasta é revelar aquilo que foi apagado da história oficial. Como brasileira, me sinto orgulhosa da bravura dos pernambucanos e dos nordestinos que não aceitaram ser subjugados pela exploração fiscal e arrogância dos colonizadores da época. Esses revolucionários deram a vida pela liberdade de sua pátria!

O que é mais difícil em um projeto como esse? Como você percebe isso? Buscar investimentos sempre foi a tarefa mais difícil. Quando a TV Escola inaugura com o nosso filme a série "História", ela e a MEC abrem portas importantíssimas aos estudantes e público em geral, oferecendo o acesso à informação, a reflexão, a recuperação da autoestima do brasileiro. Devemos aplaudir esse tipo de iniciativa!

Agrada mais contar histórias reais do que fictícias? Ou tanto faz? Tem algum filme inédito a ser lançado? Me agrada filmar! (risos) Uma história real é também uma ficção, porque filmado, ela vem com a interpretação do cineasta. 
Estou com um filme chamado “Encantados” - que me é particularmente querido. É um romance na adolescência de Zeneida Lima. Trata-se de uma protagonista da Ilha do Marajó, muito especial, porque ela ouve, vê, e sabe de coisas que as pessoas comuns não têm acesso. O filme é lindo, premiado e estará nos cinemas em outubro, com lançamento da Riofilme.



quinta-feira, 30 de novembro de 2017

CINEMA: "Assassinato no Expresso do Oriente" Uma Bem-Sucedida Reciclagem de Agatha Christie


Em cartaz em todo o Brasil, a nova versão de "Assassinato no Expresso do Oriente" (Murder on the Orient Express, 20th Century Fox, 2017) é puro luxo. Dirigida pelo inglês Kenneth Branagh que, além das transposições de obras William Shakespeare para a telona, tem um vasto currículo de ótimos serviços prestados à indústria cinematográfica em gêneros diversos, como o filme de super-herói ("Thor", 2011) e o conto de fadas live action ("Cinderela", 2015), a produção nada deve à adaptação mais famosa de Hollywood, de 1974, dirigida pelo mestre Sidney Lumet e igualmente recheada por astros e estrelas da nova e da velha guarda. 

Quem leu a obra homônima de Agatha Christie (1890-1976) – autora de maior sucesso comercial da literatura popular, com mais de quatro bilhões de livros vendidos, só perdendo para a Bíblia e o bardo inglês –, pode imaginar o quanto pode ser complicado transpor para o audiovisual hoje em dia uma das mais de 80 narrativas da "Dama do Mistério", cujos detetives preferem usar a massa cinzenta do cérebro ao invés de se exercitar em neuróticos movimentos pirotécnicos, ao estilo dos videogames. Esperto, Branagh sacou logo de saída que apresentar às novas gerações (e ainda cativar as mais antigas, familiarizadas com a escritora) esse tipo de romance policial precisaria mais do que as incessantes acrobacias da câmera, uma marca do cinema digital atual, caso contrário ele faria qualquer coisa... Menos Agatha!  




No papel da Sra. Hubbard, uma viúva americana moderna para a época, Michelle Pfeiffer rouba a cena. É a segunda vez nesse semestre que a atriz veterana se destaca. Elajá havia causado boa impressão em "Mae!", de Darren Aronosfsky, há cerca de dois meses atrás. Ela segue o mesmo caminho de outra beldade do passado, Lauren Bacall, que se destacou no papel em 1974 (Foto: Divulgação)

Sem abrir mão da essência da Christie – pelo contrário, essa talvez seja a sua mais fiel adaptação nas telas –, o diretor abusa da atualização que os recursos tecnológicos possibilitam para revelar o luxuoso trem Orient Express, praticamente um personagem, sem descambar para a ação frenética, como aconteceu na recente migração para as telas de outro detetive da literatura, Sherlock Holmes, nos longas capitaneados por Guy Ritchie que transformaram o franzino personagem de Conan Doyle no atlético galinho chicken little Robert Downey Jr., chegado tanto a um bafo de bode quanto a um bom quebra-pau num ringue de boxe. 

Mantendo a narrativa em jogos de diálogos que tornam o longa-metragem quase teatral, Branagh mostra reverência ao legado da autora, preferindo, salvo uma cena de ação ou outra enxertada, contrabalançar os estáticos duelos verbais com o percurso da câmera por ângulos inesperados ao longo do mais emblemático trem de luxo da história, que levava os bem-nascidos de Paris a Istambul, entre 1893 e 1962, até ser nocauteado pelas dificuldades de ultrapassar as fronteiras terrestres entre Oeste e Leste durante a Guerra Fria. 

É primorosa essa produção toda realizada em estúdio, amparada com competência pelo uso preciso de muita computação gráfica de primeira linha que torna plausíveis as sequências passadas fora do trem embarreirado pela neve, em contraposição ao requinte de cenografia e figurino revelado dentro dos claustrofóbicos vagões que servem de cenário para um crime com doze suspeitos. 





Nada diferente do que se esperaria do minucioso trabalho do cineasta, que também interpreta o protagonista, o pomposo detetive belga Hercule Poirot, cuja eterna busca pela ordem e perfeição o tornam o mais arguto observador capaz de desvendar o qualquer quebra-cabeça criminal. Ao impregnar a obsessão do personagem pela simetria com nuances de T.O.C., a porção-ator de Branagh parece falar de si própria, dado o preciosismo com que o diretor trata qualquer produção sua, seja no tratamento plástico quanto na direção do elenco.

O casting, por sinal, é um caso à parte, outra tirada genial do diretor. O filme dos anos setenta entrou para os anais da história hollywoodiana pela altíssima concentração de ídolos por metro quadrado: além de alguns no auge – Albert Finney, Michael York, Jacqueline Bisset, Vanessa Redgrave e um Sean Connery recém-saído da franquia "007"  –, o filme resgatava monstros sagrados da Era de Ouro que tinham sido aposentados, a contragosto, pela revolução de comportamento que sacudiu os anos 1960: Lauren Bacall, Ingrid Bergman (que ganharia o Oscar de 'Melhor Atriz Coadjuvante' pela missionária atormentada Greta nessa produção), Anthony Perkins (o Norman Bates de "Psicose"), John Gielgud, Wendy Hiller e Richard Widmark, além de coadjuvantes de luxo como Martin Balsam e Jean-Pierre Cassel.

Veja trailer oficial:



Na nova produção encabeçada por Branagh, brilham Judy Dench, Johnny Depp, Willem Dafoe, Derek Jacobi e Josh Gad, além de estrelas em ascensão como Daisy Ridley, a mocinha da nova trilogia "Star Wars" e até o bailarino ucraniano Sergei Polunin, que do Royal Ballet se catapultou para o mundo da moda, estrelando de capas e editoriais para publicações tipo Vogue Hommes e abrindo desfiles na Semana de Moda Masculina. Mas, o destaque maior vai para a viúva casamenteira vivida por uma Michelle Pfeiffer aos 59 anos, brilhante, mandando ver. Ela continua linda apesar da ação do tempo, sem medo de dar a cara a tapa. Merece ser lembrada no Oscar. 

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

CINEMA: Breno Silveira emociona mais uma vez com seu novo filme, "Entre Irmãs"

Fomos conferir a pré-estreia do filme “Entre Irmãs” (que entrou em circuito nacional nessa quinta 12/10) em Recife, cidade onde se passa grande parte do novo longa do diretor Breno Silveira. Cinema lotado, presença de parte do elenco e uma expectativa geral do que vinha pelas próxima 2h40 de projeção. Antes do filme começar um breve agradecimento do diretor e um sincero depoimento da atriz Nanda Costa que falou sobre o convite para participar do filme num momento em que ela se questionava sobre sua profissão como atriz.

O filme se passa nos anos 20 e 30, começando no Sertão de Pernambuco. Terra seca e sem muitas expectativas de futuro. Menos para a personagem Emília, interpretada com verdade nos olhos pela ótima atriz Marjorie Estiano, que sonha com um príncipe e um futuro bem diferente. Sua irmã, Luzia, magistralmente interpretada por Nanda Costa, é dura e seca como a região. De poucas emoções e um braço aleijado. 

A vida dessas duas irmãs, que moram com a tia Sofia (Cyria Coentro), muda radicalmente com a chegada do bando do cangaceiro Carcará (Júlio Machado) que leva Luzia com eles. Emília segue seu rumo e vai para a cidade grande, Recife lindamente filmada, para anos depois as duas se reencontrarem e perceberem o quanto tudo isso mudou o destino de cada uma, porém mantendo o elo entre as irmãs. É nisso que o diretor arrebata o público e toda a plateia de diferentes formas, mas com muita emoção.

Filmado ano passado e trazendo os anos 30 como pano de fundo, o filme traz à tona questões super atuais como preconceito, sexualidade e a força da mulher. Afinal se trata de uma história onde as mulheres estão no comando, com duas protagonistas fortes e ferozmente interpretado por Nanda e Marjorie. Destaque também para a personagem de Letícia Colin, sempre muito competente e linda, como a moderninha Lindinalva, e o Carcará de Júlio Machado. Em entrevista para a MENSCH Júlio comentou que o sertão tomou conta dele e as dificuldades só contribuíram para o filme, - “o calor, o ar seco, tudo isso contribuiu para que a gente fosse afetado fisicamente pela sensação e pelo estado de viver ali. Provavelmente o que aquele homens sentiram naquela jornada”, comenta. 

Quinto filme de Breno Silveira, em parceria com a roteirista Patrícia Andrade, que adaptou com certa liberdade, o livro "A Costureira e o Cangaceiro”, de Frances de Pontes Peebles, para as telonas. A parceria entre Breno e Patrícia vem dando belos frutos (todos os cinco filmes de Breno são em parceria com Pattrícia) como já aconteceu com o aclamado “Os Dois Filhos de Francisco” e “Gonzaga: De Pai pra Filho”. “Quando fiz “Os Dois Filhos de Francisco” eu peguei o pai para falar de Zezé, e quando eu fiz “Gonzaga” eu peguei o filho para falar de Gonzaga. Aí eu falei, tem que ter alguém perto de Lampião para ser a impressão daquela pessoa sobre Lampião. E não ele na primeira pessoa. Foi quando eu comecei a pesquisar Maria Bonita mas tinha muito pouco registro. Maria Bonita não dá um filme. Quando me chegou às minhas mãos um livro que ficciona tudo isso. Ele fala do cangaço, de Maria Bonita... mas é uma ficção, não é uma realidade. Que é o livro da Frances”, comentou Breno.

Veja entrevista MENSCH com parte do elenco de "Entre Irmãs":



Veja cenas dos bastidores do filme:



quinta-feira, 1 de junho de 2017

FOTOGRAFIA: As 100 fotos inéditas de Marilyn Monroe

O que parecia quase impossível se mostrou possível, pois após anos depois da morte de um dos maiores ícones do cinema mundial, Marilyn Monroe volta a chamar atenção por conta de uma seleção de quase 100 fotos inéditas da atriz. São fotos feitas pelo fotógrafo John Vachon para a revista "LOOK", durante uma interrupção das filmagens de "O rio das almas perdidas", em agosto de 1953, no Canadá. Foram publicadas apenas três delas no seu número de outubro daquele ano. As demais fotos ficaram "perdidas" ao longo desses anos até surgirem agora. O livro reúne todas essas fotos inéditas que é um verdadeiro desfrute para os fãs de Monroe e amantes do cinema. Pois Marilyn na época estava no auge de seu sucesso. Ela tinha acabado de completar mais um filme e estava noiva de lenda do beisebol Joe DiMaggio. Nessa época Marilyn tinha viajado para as Montanhas Rochosas canadenses e John foi atrás de capturar um lado diferente de Marilyn? Um lado que mostrasse uma "Marilyn real".






John fez mais de 100 fotos de Marilyn em sua melhor forma. As fotos deste livro são espetaculares. Ele conseguiu capturar momentos simples e íntimos da estrela como no que Marilyn de maiô de duas peças aparece de muletas ou em momentos de relaxamento. Essas fotos comprovam que Marilyn e a câmara fotográfica eram amigos íntimos. Afinal ela entendia a fotografia e de como tirar uma boa foto. Numa das fotos aparece justamente Marilyn fotografando o belo cenário das montanhas rochosas. Esse livro é composto apenas de fotos em P&B o que dá um charme todo especial à publicação. Item obrigatório em qualquer estante de livros de arte e fotografia.



Afinal, o mito Marilyn Monroe nunca morre.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

CINEMA: 21 Anos de CINE PE

De 23 a 29 de maio Recife vai reunir diretores, produtores, atores, jornalistas e críticos de todo o país em torno do cinema brasileiro. Um dos festivais mais descolados e badalados do Brasil abre suas portas dia 23 a 29 de maio celebrando 21 anos do Cine PE. Esse ano trazendo três mostras competitivas e homenageando os atores Rodrigo Santoro e Cassia Kiss, além do crítico de cinema Luiz Joaquim. 

Seis longas nacionais foram selecionados para a mostra competitiva: “O Crime da Gávea”, de André Warwar (RJ); “Borrasca”, de Francisco Garcia (SP); “Toro”, de Edu Felistoque (SP); “Los Leones”, de André Lage (MG); “O Jardim das Aflições”, de Josias Teófilo (RS); e “O Silêncio da Noite é que tem Sido Testemunha das Minhas Amarguras”, de Petrônio Lorena (PE).  (veja abaixo a lista completa e detalhes).

Realizado por Sandra Bertini, diretora da produtora BPE, o 21º Cine PE tem curadoria do ator, diretor e produtor de cinema Bruno Torres, da escritora e professora de cinema Amanda Mansur, e do documentarista e professor do curso de Cinema e Audiovisual da UFPB Matheus Andrade. Este ano, o Cine PE reforça sua vocação para a celebração do cinema de forma plural, com filmes autorais e produções que buscam uma identificação direta com o espectador no Brasil e no mundo, como é o caso do curta “Vênus - Filó A Fadinha Lésbica”, do diretor Sávio Vieira, que esteve na Mostra Panorama da Berlinale de 2017. “Foram muitos filmes inscritos para esta edição. A curadoria prestou um enorme serviço ao evento. Aproveito para fazer um agradecimento muito especial ao grupo, afinal foram 473 filmes avaliados. Deixei-os livres para escolherem os filmes que comporiam as grades das mostras competitivas, porém que fosse considerada a diversidade das linguagens e dos temas abordados. Festival é isso: filmes para todos os gostos e públicos”, diz Sandra Bertini.

Todas as sessões e a cerimônia de encerramento serão no Cinema São Luiz, construído em 1952 em Boa Vista, às margens do Rio Capibaribe. Tombado como patrimônio histórico e revitalizado em 2008, é um dos últimos grandes cinemas de rua do país e tem capacidade para mil pessoas. A bilheteria será de responsabilidade do Cinema São Luiz, e o faturamento revertido para a manutenção do espaço. A sede do festival será no Hotel Transamérica, em Boa Viagem, onde acontecerão os debates e seminários. Os debates dos filmes serão sempre na manhã seguinte à exibição e os seminários e workshops ocuparão o período da tarde, tratando de temas atuais que envolvem o setor do audiovisual. 


Fora de competição, compõem a Mostra Hors-Concours três longas: a ficção “Real – O Plano por Trás da História”, de Rodrigo Bittencourt (SP); e os documentários “O Caso Dionisio Diaz”, de Chico Amorim e Fabiana Karla (RJ), e “Atum, Farofa & Spaghetti”, de Riccardo P. Rossi (SP); além do curta pernambucano “Duas Mulheres”, de Marcelo Brennand.

AGENDA DO CINE PE 2017

DIA – 23 DE MAIO /TERÇA-FEIRA

MOSTRAS DE FILMES DO CINE PE 2017
Hora: 19:30h  Local: Cine São Luiz  
Acesso: Ingresso – Preço Único Meia Entrada R$ 5,00

APRESENTAÇÃO MOSTRA FILMES OFICINAS 
(PARCERIA CINE PE / PCR)
A Lição (PE), Animação, Direção: Charles Barbosa, Flávia Santos, Josiane Tenório, Juliana Santos, Mauriceia Silva e Renata Silva, 1’47”
A Menina do Leite (PE), Animação, Direção: Rosangela Lins, Ernantina Velame, Noeme Souza, Rivane Pimentel, Terezinha Beltrão e Valdelúzia Coelho, 2’08”
A Perna Cabeluda e o Saci (PE), Animação, Direção: Adriana Aleixo, Audaci Silva, Priscilla Dutra, Wanessa Braga, 1’39”
Princesas (PE), Animação, Direção: Mirtes Diniz, Oriana Melo, Cristina Rocha, Nívia Negreiros, Erisangela Santos, 1’41”

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS 
(MOSTRA PE)
Los Tomates de Carmelo (PE), Ficção, Direção: Danilo Baracho, 14’

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS NACIONAIS
(MOSTRA CURTA BRASIL)
Diamante, o Bailarina (SP), Ficção, Direção: Pedro Jorge, 22’

INTERVALO

EXIBIÇÃO DE FILME HORS CONCURS
Real – O plano por trás da história (SP), Ficção, Direção: Rodrigo Bittencourt, 90’



DIA – 24 DE MAIO / QUARTA-FEIRA

ENTREVISTAS COLETIVAS DOS CURTAS E LONGAS-METRAGENS EXIBIDOS NO DIA 23 DE MAIO
Hora: 10h  Local: Hotel Transamérica – Boa Viagem
Acesso: Gratuito

SEMINÁRIOS
Hora: 14:30h  Local: Hotel Transamérica – Boa Viagem
Acesso: Gratuito
“Painel: Acessibilidade: O que está sendo planejado e executado para garantir a universalização do consumo no Audiovisual?”

Expositor: Silvia Bahiense (Sav/MinC / DF)
(ANCINE /RJ)
Caio Silva (ABRAPLEX)
Professor Guido (UFPB / PB)

MOSTRAS DE FILMES DO CINE PE 2017
Hora: 19:30 h  Local: Cine São Luiz  
Acesso: Ingresso – Preço Único Meia Entrada – R$ 5,00

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS
 (MOSTRA PE)
Almas Secas (PE), Animação, Direção: Elvis Miranda e Helena Ferreira, 2’
Iluminadas (PE), Documentário, Direção: Gabi Saegesser, 13’

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS NACIONAIS
(MOSTRA CURTA BRASIL)
O Ex-Mágico (PE), Animação, Direção: Olimpio Costa e Mauricio Nunes, 11’
Luiza (PR), Documentário, Direção: Caio Baú, 15’
Não me prometa nada (RJ), Ficção, Direção: Eva Randolph, 21’

INTERVALO

MOSTRA COMPETITIVA DE  LONGAS-METRAGENS
O Jardim das Aflições (RS), Documentário, Direção: Josias Teófilo, 81’

DIA – 25 DE MAIO / QUINTA-FEIRA

MOSTRA INFANTIL
Hora: 9h  Local: Cine São Luiz 
Acesso: alunos selecionados da rede pública de ensino

APRESENTAÇÃO MOSTRA FILMES OFICINAS – CURTA METRAGEM
(PARCERIA CINE PE / PCR)
A vida do carneirinho (PE), Animação, Direção: Erin João Vinícius, Jackson Luan, Juacy Filho, Luan Larry, Matheus dos Santos e Ruan Nestor, 1’49”
Cadê a princesa (PE), Animação, Direção: Arão Apollo, Fabiana de Souza, Matheus Josephi, Maria Clara Costa, Wellington Mariano, Yuri Braz, 2’24”
Racismo no Aeroporto (PE), Animação, Direção: Caio Lúcio, Joyce Vitória, Klesla Macena, Letícia Clara, Maria Hariel, Pablo Edilson, 1’43”

MOSTRA INFANTIL DE LONGA METRAGEM 
A lenda de Oz (EUA), Animação, Direção: Dan St. Pierre e Will Finn, 92’
ENTREVISTAS COLETIVAS DOS CURTAS E LONGAS-METRAGENS EXIBIDOS NO DIA 24 DE MAIO
Hora: 10h  Local: Hotel Transamérica – Boa Viagem
Acesso: Gratuito

SEMINÁRIOS
Hora: 14:30h  Local: Hotel Transamérica – Boa Viagem
Acesso: Gratuito
“Painel: Novos Modelos de Negócios no Audiovisual: Como a soberania do consumidor está revendo os conceitos na Produção, Distribuição e Exibição?

Expositor: Vilma Lustosa (Produção de Conteúdo/ RJ)
Fernando Dias (Produção de Conteúdo/ SP)
Hermes Leal (Produção de Conteúdo/ SP)
Bruno Wainer ou Paris Filmes ( Distribuição/ SP)
Cícero Aragón (Exibição TV/ RS)
Paulo Mendonça (Exibição TV/ RJ )
(Exibição TV)

MOSTRAS DE FILMES DO CINE PE 2017
Hora: 19:30 h  Local: Cine São Luiz  
Acesso: Ingresso – Preço Único Meia Entrada R$ 5,00

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS 
(MOSTRA PE)
Aqui Jaz (PE), Ficção, Direção: Brenda Ligia Miguel, 7’

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS NACIONAIS
(MOSTRA CURTA BRASIL)
Aqueles anos em Dezembro (SP), Documentário, Direção: Felipe Arrojo Poroger, 18’

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS
Los Leones (MG), Documentário, Direção: André Lage, 79’

INTERVALO

Borrasca (SP), Ficção, Direção: Francisco Garcia 74’

DIA – 26 DE MAIO / SEXTA - FEIRA

MOSTRA INFANTIL
Hora: 9h  Local: Cine São Luiz 
Acesso: alunos selecionados da rede pública de ensino

Carrossel 2: O sumiço de Maria Joaquina, Aventura Infantil, Direção: Mauricio Eça, 93’

ENTREVISTAS COLETIVAS DOS CURTAS-METRAGENS E LONGAS-METRAGENS EXIBIDOS NO DIA 25 DE MAIO
Hora: 10h  Local: Hotel Transamérica – Boa Viagem
Acesso: Gratuito

SEMINÁRIOS
Hora: 14:30h  Local: Hotel Transamérica – Boa Viagem
Acesso: Gratuito
“Painel: Economia do Audiovisual: Como é possível estimar a demanda por Audiovisual no Brasil?”
Expositor: Professor Yony Sampaio (UFPE/ PE)
Professor Gustavo Sampaio (UFPE/ PE)
Professor Breno Sampaio (UFPE/ PE)
Professor Leandro Valiati (UFRGS / RS)

MOSTRAS ESPELHO BRASILEIRO
Hora: 15:30 h  Local: Cine São Luiz  
Acesso: Gratuito
Apresentação: Hernani Heffner
Exposição: Luiz Joaquim

Bar Esperança (BR), Ficção, Direção: Hugo Carvana 127’

MOSTRAS DE FILMES DO CINE PE 2017
Hora: 19:30 h  Local: Cine São Luiz  
Acesso: Ingresso – Preço Único Meia Entrada R$ 5,00

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS 
(MOSTRA PE)
Baunilha (PE), Documentário, Direção: Leo Tabosa 18’

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS NACIONAIS
(MOSTRA CURTA BRASIL)
Vênus – Filó a Fadinha Lésbica (MG), Animação, Direção: Sávio Leite, 6’
Abissal (CE), Documentário, Direção: Arthur Leite, 17’
A menina só (SC), Ficção, Direção: Cíntia Domit Bittar, 10’

INTERVALO

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS
O Crime da Gávea (RJ), Ficção, Direção: André Warwar, 78’


DIA – 27 DE MAIO / SÁBADO

ENTREVISTAS COLETIVAS DOS LONGAS-METRAGENS EXIBIDOS NO DIA 26 DE MAIO
Hora: 10h  Local: Hotel Transamérica – Boa Viagem
Acesso: Gratuito

MOSTRAS ESPELHO BRASILEIRO
Hora: 15:30 h  Local: Cine São Luiz  
Acesso: Gratuito
Apresentação: Hernani Heffner
Exposição: Paulo Henrique Silva

Bete Balanço (BR), Ficção, Direção: Lael Rodrigues 78’

MOSTRAS DE FILMES DO CINE PE 2017
Hora: 19:30 h  Local: Cine São Luiz  
Acesso: Ingresso – Preço Único Meia Entrada R$ 5,00 

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS 
(MOSTRA PE)
Autofagia (PE), Ficção, Direção: Felipe Soares 11’

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS NACIONAIS
(MOSTRA CURTA BRASIL)
Quando os dias eram eternos (SP), Animação, Direção: Marcus Vinícius Vasconcelos, 13’
O Tronco (SP), Ficção, Direção: Leonardo Rocha e Luna Grimberg, 21’

INTERVALO

HOMENAGEM – CÁSSIA KISS MAGRO

MOSTRA COMPETITIVA DE  LONGAS-METRAGENS
Toro (SP), Ficção, Direção: Edu Felistoque, 83’

EXIBIÇÃO DE FILME HORS CONCURS
O Caso Dionísio Diaz (RJ), Documentário, Direção: Chico Amorim e Fabiana Karla, 54’

DIA – 28 DE MAIO / DOMINGO

ENTREVISTAS COLETIVAS DOS LONGAS-METRAGENS EXIBIDOS NO DIA 27 DE MAIO
Hora: 10h  Local: Hotel Transamérica – Boa Viagem
Acesso: Gratuito

MOSTRAS ESPELHO BRASILEIRO
Hora: 15:30 h  Local: Cine São Luiz  
Acesso: Gratuito
Apresentação: Hernani Heffner
Exposição: Prof. Dr. Alexandre Figueirôa
Com licença eu vou à luta (BR), Ficção, Direção: Lui Farias, 85’

MOSTRAS DE FILMES DO CINE PE 2017
Hora: 19:30 h  Local: Cine São Luiz  
Acesso: Ingresso – Preço Único Meia Entrada R$ 5,00

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS 
(MOSTRA PE)
Entre Andares (PE), Documentário, Direção: Aline van der Linden e Marina Moura Maciel
,15’
Marina e o passarinho perdido (PE), Animação, Direção: Marcos França, 4’

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS NACIONAIS
(MOSTRA CURTA BRASIL)
Cartas (RJ), Animação, Direção: David Mussel, 4’
Retratos da Alma (DF), Documentário, Direção: Leo Bello, 20’

INTERVALO

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS
O Silêncio da noite é que tem sido testemunha das minhas amarguras (PE), Documentário, Direção: Petrônio Lorena, 78’

DIA – 29 DE MAIO / SEGUNDA-FEIRA

ENTREVISTAS COLETIVAS DOS LONGAS-METRAGENS EXIBIDOS NO DIA 28 DE MAIO
Hora: 10h  Local: Hotel Transamérica – Boa Viagem
Acesso: Gratuito

SOLENIDADE DE ENCERRAMENTO 
Hora: 19:30 h  Local: Cine São Luiz  
Acesso: Ingresso – Preço Único Meia Entrada R$ 5,00

EXIBIÇÃO DE FILME HORS CONCURS
Duas Mulheres (PE), Ficção, Direção: Marcelo Brennand,15’
Atum, Farofa & Spaghetti (SP), Documentário, Direção: Riccardo P. Rossi,
98’

INTERVALO

PREMIAÇÃO

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

CINEMA: Match - Um curta-metragem que expõe as relações em tempo de redes sociais

Um curta que deu muito o que falar em 2016 em alguns festivais foi Match, de Diana Chao, que tem como protagonista o ator Domingos Antonio (nossa capa em 2013), e fala das relações em época de redes sociais. A MENSCH conversou com eles para entrar no clima de Match e entender um pouco mais das relações em tempo de redes sociais.  

Quando e como surgiu a ideia para o curta Match? Domingos Antonio - Passei boa parte do ano passado em Los Angeles e durante a minha estadia pude vivenciar, in loco, a experiência de se morar numa cidade impulsionada por uma indústria, por definição, extremamente egocêntrica. É perceptível que os losangelenos possuem algumas bolhas particulares. Suas casas e mais proeminentemente seus carros, imprescindíveis numa cidade gigantesca como Los Angeles. Essas bolhas são uma infeliz realidade de qualquer grande metrópole, porém por lá a solidão que essas bolhas suscitam é curiosamente maquiada pelo céu sempre azul e por sorrisos perfeitos (e vazios).

Por onde quer que se ande o resultado palpável disso é uma enorme dificuldade de se construir conexões humanas autenticas e significativas o que em mim criou uma frustração angustiante à medida que precisei recorrer a aplicativos de relacionamento como o Tinder com muito mais frequência a fim de conhecer novas pessoas e paquerar, entretanto em uma cidade em que a desconexão humana é uma norma a distância entre pessoas fica ainda mais acentuada quando existe uma tela de celular entre elas. Foi dessas frustrações e percepções de quão desconectado eu estava com minha própria humanidade e com as pessoas ao meu redor que surgiu Match. 

As relações mais frias e digitais são uma rica fonte de inspiração para histórias hoje em dia? Domingos Antonio - Sinto que vivemos na era do sou visto logo existo e uma premissa como essa é certamente extremamente rica para um mergulho na alma humana. Nossos egocentrismo e narcisismo são imutáveis, fazem parte de nós desde sempre, porém eles se adaptam às novas ferramentas e adquirem novas formas. Séries como Mr. Robot e a espetacular Black Mirror são cirúrgicas ao capturar o inconsciente coletivo da nossa geração e por isso são, até certo ponto, apavorantes. Nós, contadores de histórias, erguemos o espelho no qual a humanidade é refletida e o que vemos no espelho nesse momento é essa fria distancia que nos separa.


Diana Chao - As relações digitais acabaram se tornando parte do storytelling contemporâneo. As pessoas dependem muito de aplicativos como Whatsapp e Facebook Messenger nas suas vidas corriqueiras assim como para conhecer pessoas através aplicativos de relacionamento como Tinder e OkCupid também mas todos esses aplicativos não deixam de ser apenas meios de comunicação e não a história em si. As histórias que vemos hoje em dia são apenas um reflexo da forma como as pessoas usam e interagem com a tecnologia porém no núcleo de qualquer temática sempre estará a condição humana.

O curta está rodando o mundo e recentemente participou do Los Angeles Brazilian Film Festival e do Port Shorts International Film Festival em Port Douglas (Australia). Como é para vocês ver essa trajetória do trabalho? Domingos Antonio - Estamos todos encantados com a maneira que o filme vem sendo recebido nos festivais em que participou até agora. Match foi completamente finalizado há pouco mais de quatro meses atrás e enviado para a consideração de, relativamente, poucos festivais até agora porém já conseguimos fazer parte da seleção oficial de dois excelentes festivais. Esses são bons indicadores de que a carreira internacional e nacional do curta em 2017 pode ser promissora.

Diana Chao - É muito bom estarmos fazendo parte desses bons festivais e é muito bom ver que o filme está girando o mundo todo.  

Qual a maior dificuldade de se produzir um curta? E como o público recebe isso? Diana Chao - A maior dificuldade é fazer o filme dentro de um tempo e orçamento limitados mas o público não precisa saber dessas dificuldades para poder apreciar a obra. O filme apenas precisa ser forte o suficiente para valer a pena ser assistido. Todas essas dificuldades é algo que nós cineastas mantemos somente para nós mesmos ou preferencialmente algo que o público venha a descobrir somente depois da exibição. Quando o público assiste e aprecia o filme de certa forma ele aprecia também as dificuldades em sua feitura. Não existe isso de cinema fácil.  Cinema sempre envolverá dificuldades. Filmes bons ou ruins custam tempo, dinheiro e muito esforço. No final das contas o produto na tela é que deve ser aquilo a passar pelo critério do público.



No final de Match ficou um gostinho de quero mais. Podemos esperar uma sequência? Ou outros seguindo essa linha das relações na era digital? Domingos Antonio - A intenção era de fato suscitar essa curiosidade em quem assiste o curta. A maioria dos feedbacks que estamos recebendo das pessoas que já assistiram Match sempre aponta na direção de que a história pós curta dos personagens precisa continuar. Eu, particularmente, tenho inúmeras ideias para desenvolver essa temática de Match num roteiro de longa-metragem. Amigos roteiristas e cineastas tanto aqui no Brasil como nos Estados Unidos que já assistiram o curta vem sempre jogando novas ideias para o roteiro de um eventual longa, entretanto, no momento, eu ainda prefiro esperar para saber como será a recepção em outros festivais. De qualquer forma essa é uma temática a qual conheço bastante que me fascina e me deixa com medo o que é perfeito para a criação de uma nova história.

Assista o trailer:

terça-feira, 13 de setembro de 2016

CINEMA: O trailer de "Cinquenta Tons Mais Escuros" chega para atiçar ainda mais a curiosidade do público

Com estreia prevista para fevereiro de 2017 no Brasil, o drama é dirigido por James Foley – responsável pela direção de alguns episódios da série “House of Cards”, só estréia no início do próximo ano. Mas diante do sucesso do primeiro filme, essa sequência promete atiçar ainda mais a libido do público (principalmente o feminino). Para provocar ainda mais a curiosidade a Universal Pictures divulgou o primeiro trailer de “Cinquenta Tons Mais Escuros” (Fifty Shades Darker), sequência do sucesso baseado no best-seller de E.L. James, que levou mais de 6.5 milhões de brasileiros aos cinemas. Para assistir a prévia já legendada.

Envolto em mistério e romance, o trailer traz imagens inéditas da produção e apresenta os protagonistas Christian Grey (Jamie Dornan) e Anastasia Steele (Dakota Johnson) durante o sensual baile de máscaras. Quando Christian Grey tenta novamente seduzir a cautelosa Ana Steele (Dakota Johnson) e trazê-la de volta para sua vida, ela exige um novo acordo antes de lhe dar uma nova chance. Enquanto os dois começam a construir um relacionamento baseado em confiança e estabilidade, figuras sombrias do passado do Sr. Grey começam a assombrar o casal, determinadas a destruir todas as suas esperanças de um futuro juntos.

 -, e conta novamente com a produção de Michael De Luca, Dana Brunetti e Marcus Viscidi, em parceria com E. L. James. Além de Jamie Dornan e Dakota Johnson, o elenco traz a ganhadora do Oscar Marcia Gay Harden, além de Kim Basinger, Hugh Dancy, Eric Johnson e outros.

E aí, ficou curioso também? Veja abaixo o trailer de “Cinquenta Tons Mais Escuros”:

segunda-feira, 18 de julho de 2016

FITNESS: Treino de Tarzan - Como o ator Alexander Skarsgard esculpiu o corpo para ter um físico com músculos e agilidade

Essa semana estreia o filme “Tarzan, o Rei da Selva”, nova versão da história de Edgar Rice, com o ator sueco Alexander Skarsgard (conhecido por sua participação no seriado True Blood), e uma coisa que tem chamado atenção é o físico do ator. Muita gente deve estar se perguntando como Alexander, de 39 anos, conseguiu um físico tão definido e musculoso diferente do que estávamos acostumados a ver. O “culpado” de tudo isso foi o treinador e nutricionista Magnus Lygdback, que transformou o corpo magro e atlético de Alexander em apenas 4 meses nessa montanha de músculos bem definidos.

Sabemos que para se ter resultados satisfatórios é necessário uma rotina de treinos atrelado a uma dieta balanceada. A fase de volume começou em 5.000 calorias diárias, com um dia para o monitoramento através de seu treinamento de força, e foi aumentado gradativamente para incríveis 7.000 calorias diárias. De imediato Magnus cortou os treinos de corrida do ator (que corria em média 10K 4x por semana). “Sua forma em relação ao cárdio era ótima. Mas ele tinha de concentrar o gasto de energia levantando pesos e construindo massa muscular”, conta Lygdback.


A fim de começar a adicionar músculo ao corpo de Skarsgard começou seu plano de treinamento semanal que foi dividido em três partes: pernas, peito e deltoides frontais num dia, costas e deltoides posteriores num outro e um terceiro dia dedicado a bíceps e tríceps. Alexander treinava de 10 a 14 vezes por semana e em cada exercício, executando uma sequência de 12, 10, 8 e 6 repetições, com cargas cada vez mais pesadas. No final, ainda fazia 10 repetições com uma carga mais leve para levar o músculo à exaustão. Para conquistar um abdômen de um Tarzan de respeito o ator se submeteu a uma rotina puxada de abdominais estáticos (como prancha) e dinâmicos (como oblíquos).



Mas uma coisa importante que tinha que ser parte do plano, o diretor do filme David Yates queria um homem magro, mais longo e muscular que parecia que tinha sido afinado pela selva, ao invés de um fisiculturista construído em uma academia. Sendo assim, dois dias por semana Alexander fazia uma série de exercícios aeróbicos e outros como ioga ou treinos com obstáculos, simulando ações na selva. Juntamente com a dieta e treinos, Lygdback otimizou a queima de gordura através da introdução de exercícios de alta intensidade intervalo de formação (HIIT) no período da manhã. Lygdback explicou que, quando usados em conjunto, estes elementos são ótimos para a perda de gordura.


"O que as pessoas não percebem é que o trabalho pesado é uma das melhores formas de se queimar as gordura que existem", explica ele. "É preciso até dois dias de descanso para o seu corpo e seus músculos para se recuperarem. Você vai queimar gordura por até dois dias depois de ter feito um treino pesado. Você queima mais quando você está correndo ou quando você está em um treinamento de alta intensidade. Mas se você combinar isso com treinamento de força, você terá a combinação perfeita."

Ele ainda acrescentou: "o trabalho pesado também permite que nós, homens, a produzir mais testosterona, o que nos dá mais massa muscular, menos gordura corporal, mais energia e nos ajuda a recuperar mais rapidamente."

Fonte: www.joe.co.uk/

Veja trailer do filme: 

quinta-feira, 23 de junho de 2016

MENSCH INDICA: O que ler, ver e ouvir nas próximas semanas

Com a proximidade das férias de julho, as gravadoras, editoras e distribuidoras começam a fazer seus lançamentos. Junho encerra com muitas novidades com novos e velho cantores na área musical, como os veteranos David Bowie e a mutante Rita Lee. A leitura com diversão garantida fica por conta de Xico Sá e no cinema dois caras muito legais e lançamentos nacionais esquentam a telona. Pelo jeito teremos um início de mês bem animado e recheado de novidades (ou nem tanto) para ler, ver e ouvir. Confira nossas dicas e bom final de semana!


VER: DOIS CARAS LEGAISAmbientada na fervilhante Los Angeles dos anos 1970, essa comédia policial, que estreia dia 2 junho, “Dois Caras Legais” (The Nice Guys), traz a dupla Russel Crowe (Noé) e Ryan Gosling (A Grande Aposta) no elenco, sob direção de Shane Black (Homem de Ferro 3). A trama começa quando Amelia (Margaret Qualley), filha de uma funcionária do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (Kim Basinger) é sequestrada. Ela então decide contratar Jackson Healy (Russell Crowe), detetive particular violento e ex-alcoólatra, para investigar o caso. Após ver que o trabalho é mais complicado do que o esperado, decide contar com a ajuda do medroso e atrapalhado detetive particular Holland March (Ryan Gosling). Ambos descobrem que o caso de Amelia e a morte de uma estrela pornô estão, de alguma maneira, relacionados. Eles então se deparam com uma conspiração chocante que atinge até os mais altos círculos do poder. Só pelo elenco e a volta de Kim Basinger às telonas já vale uma conferida no filme que promete muita ação e diversão. 

 Veja trailer:



LER: OS MACHÕES DANÇARAM 
(Crônicas de Amor & Sexo)

Por Erika Valença

Às vezes tenho a impressão que Xico Sá é de mentira. Juro. Ele é uma enciclopédia ambulante, cheia de tiradas geniais e humor apurado, quando o assunto é relacionamento. Mas sim, ele existe.  Devoto inveterado das mulheres, tece em seus textos, a realidade nua e crua da vida cotidiana. A prova viva disso tudo está nas livrarias, na sua mais recente publicação: “Os Machões Dançaram - Crônicas de Amor e Sexo em Tempos de Homens Vacilões”. A obra, além de ser um verdadeiro almanaque comportamental, apresenta de uma galeria de personagens criados e que ilustram as grandes transformações do homem. Logo de cara, na primeira parte denominada "Tipinhos de homem", Xico abre a leitura com um alerta para a mulherada, mostrando uma relação dos mais perigosos machos, como por exemplo, o Macunaemo (homem que tem a preguiça do Macunaíma e o mimimi de um roqueiro emo). No segundo momento - "Os quereres e malquereres das mulheres" -, é chagada da compreensão dos sentimentos. No terceiro capítulo - "Quando um homem ama uma mulher"-, é o momento em que, 'só um pé na bunda salva'. Na quarta, e última parte, - Estou num relacionamento "fala sério" - é a hora de falar e desvendar relacionamentos na era digital, de aplicativos, de redes sociais, enfim, de internet. Com esse livro, Xico fecha a trilogia de crônicas que revelam as mudanças de comportamento nas relações entre homens e mulheres do final do século XX até hoje. Anteriormente, ele publicou “Modos de Macho & Modinhas de Fêmea” (2003) e “Chabadabadá – Aventuras e Desventuras do Macho Perdido e da Fêmea Que Se Acha” (2010).


OUVIR: 
David Bowie – BlackStarO último álbum de estúdio de David Bowie produzido por Tony Visconti e o único que não estampa o rosto do artista é uma obra densa, complexa e ao mesmo tempo um presente de despedida para o seus fãs. Bowie é muito mais que um ícone que influenciou praticamente todo o mundo da indústria fonográfica. “Blackstar” traz um tom melancólico, mórbido e até mesmo bíblico como em “Lazarus”. Menções a morte e a sua doença são citados delicadamente sob versos lúdicos e referenciados em quase todas as músicas. Mesmo sendo um CD para poucos, uma estrela do nível de Bowie não poderia se despedir de forma mais integra deste planeta rumo ao espaço o qual ele tanto cultuou. Ouça clicando aqui

Jaloo - #1O primeiro álbum do paraense Jaloo saiu final do ano passado e é uma das coisas mais saborosas que o pop nacional ouviu em décadas. Com seu look cyber-indígena, Jaloo consegue transportar a sonoridade da sua música para os seus videoclipes e impregnar de imagens a sua música com letras leves e ao mesmo tempo serias, cotidianas e cheias de simbologia. Elogiado na gringa por artistas do naipe de Grimes, Jaloo faz um som moderno, fresco e leve, todo plastificado por uma camada de densidade e referencias que o artista carrega na sua bagagem que vai de Grace Jones a Bjork, passando por Fka Twigs até Secos e molhados. Ouça clicando aqui.

Rihanna – Anti O oitavo álbum de estúdio da cantora “Anti” saiu de graça no site Tidal. Bem diferente dos seus anteriores, “Anti” parece o álbum conceitual da artista e não veio recheado de hits pops com potencial de remixes e videoclipes como os seus fãs esperavam. O carro-chefe do álbum, é o reboladíssimo single "Work", com participação do rapper Drake, que já tem um videoclipe tão picante que foi inclusive censurado no próprio canal do Youtube da artista. Cantora. A capa do disco tem imagens do artista Roy Nachum, e o encarte uma poesia de Chloe Mitchell escrita em braile. Resta esperar que os singles e seus remixes tragam a energia pop de Rihanna de volta. Ouça clicando aqui

JUNKEBOX
Rita Lee – Box 21 Cd´s

Seja fã ou não de Rita Lee, essa caixa com todos os 20 álbuns da Maior Rockeira Brasileira (que na verdade é gringa) remasterizados digitalmente e com todo o material gráfico detalhadamente refeito, é um objeto não apenas de desejo, mais uma aula antropológica sobre o rock e o pop nacional. A caixa ainda acompanha um CD bônus com músicas que não fizeram parte de nenhum álbum de sua carreira como temas de novela, músicas para comerciais e filmes.