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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

MOTOR: A lendária moto pilotada por Peter Fonda no filme "Easy Rider" será leiloada na Califórnia

O filme Easy Rider, no Brasil “Sem Destino”, é um clássico do cinema americano de 1969. O road movie, estrelado por Peter Fonda e Dennis Hoper (além de Jack Nicholson) conta a história de dois amigos motociclistas que após traficarem droga do México até Los Angeles resolvem atravessar o leste dos EUA para chegar a tempo em Nova Orleans e a tempo do Mardi Grass, um dos maiores carnavais do mundo na época. O filme trata da busca e do encontro da liberdade pessoal trazendo à tona temas, assuntos e tensões na América da década de 1960, tal como a ascensão e queda do movimento hippie, o uso de drogas e estilo de vida comunal, tudo isso em meio a exploração das paisagens sociais. 

Além dos dois super atores, uma das principais “personagens” do filme foi a moto “Capitão América” uma Harley Davidson guiada por Wyatt, personagem de Peter Fonda. E é ela quem será leiloada em outubro nos EUA e segundo especialistas pode chegar a mais de 1 milhão de dólares. O leilão será feito pela casa Profiles in History, na região de Los Angeles e uma carta do ator confirma a autenticidade do veículo.


Segundo, Joseph Maddalena, diretor da casa de leilões, a moto pintada com a bandeira americana "é uma das imagens mais icônicas do cinema", disse. "Ela evoca emoções poderosas, inclusive para quem não é motociclista. Representa os anos 60, tudo de bom e de ruim desta década". A Harley foi criada pelos especialistas de motos Cliff Vaughs e Ben Hardy, com base em sugestões do próprio Fonda. Na época foram montadas duas motos, de modo que as filmagens pudessem prosseguir mesmo com um eventual problema mecânico. A segunda moto foi destruída na cena do acidente no final do filme.

O leilão ocorrerá entre 17 e 20 de outubro na sede da Profiles in History em Calabasas, noroeste de Los Angeles, e os lances poderão ser realizados on-line, por telefone ou pessoalmente. Quem dá mais?




Trailler original:

terça-feira, 22 de julho de 2014

MOTOR: Harley-Davidson apresenta sua moto elétrica com som de avião

Um referência no mundo por suas incríveis motos a Harley Davidson apresentou recentemente sua primeira motocicleta elétrica que faz parte do projeto LiveWire. Fugindo do foco mundial de sustentabilidade e meio ambiente, a intenção é ampliar as possibilidades de se ter uma incrível moto reforçando a aparência, som e tato (como de costume). Segundo Jeff Richlen relatou, chefe de engenharia do projeto, “Nós não queríamos um produto silencioso”. E está aí uma moto com som inspirado em avião (veja o vídeo para ouvir).

"É um novo som para a Harley Davidson. Na primeira vez que ligamos os motores e fizemos a motocicleta andar, sabíamos que tínhamos algo especial", conta Richlen. Porém para não fugir de sua tradição que fez sua fama ao redor do mundo, a Harley-Davidson fez questão de manter o som marcante de seus motores. “O som foi inspirado no barulho de uma turbina de avião”, explica Jeff Richlen. Com o intuito de tornar a condução mais emocionante, o barulho emitido por ela auxilia na segurança do condutor, pois as motos elétricas emitem baixo ruídos. “O som é totalmente natural, mas trabalhamos no acabamento interno para que soasse assim”, acrescenta Richlen.

A ideia é fazer várias apresentações do novo modelo pelos EUA, começando por Nova York, passando pela famosa Rota 66 até passar pelas mais de 30 concessionárias Harley-Davidson até o final do ano. Isso tudo como ação de marketing e para testar nas estradas se o modelo será produzido em larga escala. Algumas unidades foram totalmente finalizadas e emplacadas para rodar pelos EUA. “Estamos estudando se esta turnê também passará no Brasil”, afirmou Mark Han-Richter, vice-presidente e chefe de marketing da fabricante.

Falamos tanto dessa super moto, mas e quais suas características? Vamos lá... Com um motor de 74 cavalos de potência, a moto faz de 0 a 96,0 km/h em 4 segundos, resultado comparável a um modelo tradicional com motor a combustível, de média e alta cilindrada. Sua potência máxima chega a 74 cavalos e o torque de 7,18 kgfm. Com velocidade máxima limitada eletronicamente em 148 km/h a moto possui autonomia média de 85 km, levando em média 3,5 horas para recarregar completamente suas baterias. E ainda possui um sistema de regeneração de energia nas frenagens.



Além de utilizar energia elétrica, outra novidade apresentada no modelo é o uso de um monoamortecedor na traseira, atualmente a empresa utiliza duplo amortecedor no eixo traseiro. Visualmente ela tem um design mais futurístico e um estilo “naked”, sem carenagens, em especial no chassi e conjunto ótico, algo inédito até então. Visualmente aproxima-se da linha V-Rod. Talvez toda essa mudança de conceito de uma HD não agrade aos mais tradicionais “haleyiros”, segundo Matt Levatich, presidente da Harley-Davidson, “Não é uma mudança para nós, é uma soma para a linha. Nossos tradicionais consumidores podem ficar tranquilos que vamos continuar produzindo os modelos tradicionais”.

Veja o vídeo: 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

MOTOR: 110 anos do espírito rebelde da Harley-Davidson

Estrada, vento na cara, ronco do motor. Nenhum outro produto representa também o a alma do mito americano quanto a Harley-Davidson. Em 2013, ao completar 110 anos de vida, a H-D, como também é conhecida, cada vez mais representa o espírito rebelde que tem mexido com cada geração por que passa. As famosas motos de Milwaukee se tornaram referência mundial de qualidade, design, história e, mais do que tudo, liberdade.

Talvez quando o desenhista Bill Harley e o escultor Arthur Davidson colocaram um pequeno motor em um quadro de bicicleta, no quintal de casa, tentando impulsioná-la, queriam apenas se divertir e criar um meio de transporte único. Mas era o começo de uma era, galgada nos passos da revolução industrial, que levaria todo o mundo a almejar um automóvel ou uma motocicleta na garagem. A Harley-Davidson fundara o mercado de motocicletas e nele se estabeleceria com uma identidade jamais alcançada ou copiada por qualquer outro concorrente.

E como foi essa história? Não vamos falar de motos ainda, mas de acontecimentos. Durante onze décadas capítulos foram se sucedendo para transformar uma fábrica de motocicletas em uma das marcas mais admiradas e valiosas do mundo. A Harley-Davidson passou por tudo o que o século XX trouxe de mais espetacular: a Grande Depressão, as duas Grandes Guerras, a Revolução Contracultural e a Globalização. E de cada episódio desses, construiu um pouco do seu legado.

Em menos de uma década, os sócios Harley e Davidson – que trouxeram parentes próximos e competentes para a empreitada – transformaram seu pequeno invento em uma indústria crescente e promissora. E não tardou para surgir um grande cliente que redefiniria a história da empresa: o Exército Americano. Era 1917, e os Estados Unidos entraram na Primeira Guerra Mundial; um contrato de fornecimento de motos para os soldados renderia dinheiro, mas sobretudo uma publicidade espontânea e marcante. O primeiro soldado americano a entrar na Alemanha rendida foi fotografado em cima de uma Harley-Davidson. Maior símbolo da vitória da nação não poderia existir. Os americanos ganharam a guerra, com a ajuda da H-D. E uma fotografia era a prova inconteste.

Mas o sucesso não seria tão duradouro. O ano de 1929 chegara, e a quebra da Bolsa de Valores de Nova York quase representou falência da Harley (e de quase toda a América). Operações financeiras complexas e transferência tecnológica para os japoneses acabaram salvando a empresa, que via seus concorrentes fecharem as portas. Um susto e tanto, para um negócio já muito bem consolidado. 

Uma década de reestruturação dos negócios se passou e mais uma vez seu grande cliente o procurou. O Pentágono encomendaria noventa mil motos para a campanha na Europa durante a Segunda Guerra Mundial – as fábricas trabalharam quase que exclusivamente nesse período para os militares. Robustas e bem construídas, as WLA3 cumpriram seu bravo papel no conflito, mas dessa vez não foi uma foto que entrou para a história, e sim o comportamento dos soldados. Após voltarem para casa, muitos soldados queriam ter sua própria Harley-Davidson, e a moto alcançou uma popularidade até então não vista. Como o pós-guerra representa uma virada cultural intensa, a segunda metade do século XX vê os grupos de motoqueiros virarem arruaceiros nas grandes cidades americanas, embalados pelo ritmo frenético do novíssimo Rock and Roll.

Mais uma vez a fotografia entra na vida da Harley-Davidson. Agora em dose dupla. Estampada na revista Life, a foto de um jovem bêbado, rodeado de garrafas de cerveja vazias e montado em sua motocicleta H-D, representava o desvio de conduta da juventude. E mais, uma ameaça direta à marca, uma vez que era indissociável a imagem do péssimo comportamento a motoqueiros, à Harley-Davidson. Um problema e tanto para se resolver. Talvez tenha ajudado uma outra foto. Na capa de uma revista, aparece o grande artista da época, Elvis Presley, com seu topete indefectível também montado em sua motocicleta Harley. A tragédia das gangues para a marca ganha uma nova conotação. A Harley-Davidson deixa de ser uma moto e passa a representar comportamento.


O século chegara à metade e com ele a Harley. Na Guerra do Vietnã não foi protagonista nos campos de batalha, mas em casa, nos Estados Unidos. A contracultura pregava o desamarre das pessoas aos sistemas, e a moto das gangues arruaceiras passou a representar o que viria a ser o seu maior patrimônio conceitual: a liberdade. Pilotar uma Harley-Davison pelas estradas significava virar as costas para um sistema predatório e viver a plenitude da vida. Vento nos cabelos, caminhos errantes e a viagem sendo mais importante que o destino marcaram definitivamente uma geração. O filme Sem Destino, estrelado por Peter Fonda, ajudou a cristalizar essa imagem, da qual não há indícios ainda de que vá ser mudada.

O que mais faltava acontecer à Harley-Davidson neste século? Terminá-lo, claro! E com ele veio a revolução tecnológica e a globalização dos mercados. A Harley, um símbolo americano, se torna um objeto de desejo no mundo inteiro. As motos de design arrojado e motores pulsantes carregam em si conceitos, o que a fazem ser admiradas por onde fincam suas rodas. Nos quatro cantos do planeta, a marca Harley-Davidson se espalha, não só em forma de motores, mas de assessórios, vestuário, decoração e uma infinidade mais de produtos. 

Passados 110 anos, quem compra uma moto Harley-Davison não está à procura de um meio de transporte. Antes, é o seu estilo de vida que está em jogo. Horas de trabalho e dinheiro são gastos na customização de motos. Comunidades são formadas para viver o espírito aventureiro nas estradas. São homens muitas vezes atarefados nos dias úteis, que não podem se dar o luxo de largar tudo e montar na sua moto e errar pelo mundo, como fizeram seus antecessores, mas que esperam ansiosos os fins de semana para viver o que a Harley-Davidson mais representa: a Liberdade.    


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quinta-feira, 30 de maio de 2013

MOTOR: Harley-Davidson - As motocicletas que levaram o conceito de liberdade ao seu extremo completam 110 anos





















































O que leva um bando de jovens a se reunir em uma tarde numa cidade qualquer do mudo com suas motos e pilotarem juntos? Se estivéssemos nos anos 50, certamente pensaríamos logo em gangues e vandalismo. Mas hoje, no novo milênio, certamente essa não é a intenção. O espírito de liberdade e a celebração de uma marca sobre duas rodas são o que os une (apesar de não serem tão jovens). E o seu nome é Harley-Davidson. As lendárias motos de Milwaukee, Estados Unidos, representam o máximo que se pode ter de liberdade. Este ano, a Harley-Davidson completa 110 anos, e comemorações se espalham em todo o mundo, inclusive no Brasil. 

Sentir o vento na cara montado em uma Ultra Electra Guide é uma sensação que as pessoas que experimentam querem ter sempre. E isso vai além dos sentidos. O que está em jogo é o estilo de vida. Mais do que um símbolo da cultura americana, as motos são celebradas por onde quer que passem. Tudo na Harley-Davidson é tão único que até o ruído do motor foi patenteado. E para os que acham um exagero dos aficionados pelas motos, o ronco da Harley já foi licenciado até para carros populares. Um ícone com certeza.  


A Harley-Davidson se confunde com o século XX. Ela esteve presente nos grandes acontecimentos que marcaram o mundo nesse período. Foi o veículo do primeiro soldado americano a entrar na Alemanha rendida durante Primeira Grande Guerra; sobreviveu ao crash da Bolsa de Nova York em 1929; novamente foi protagonista na Segunda Grande Guerra, equipando o exército americano com 90 mil unidades da WLA3; viu os hippies cultuarem a liberdade em duas rodas durante o período da contra cultura; e, fechado o século, transformou-se numa das marcas mais valiosas do mundo com o advento da Globalização.

Falando em marca, talvez seja este o maior patrimônio da H-D. É bem possível dizer que um proprietário de uma Harley-Davidson não procura uma moto, mas um estilo de vida que ela pode proporcionar. Liberdade é a palavra mais associada. Casacos de couro preto, barba por fazer, jeans e spikes adornam não só o corpo, mas o espírito dos harleyros (como gostam de ser chamados). Seja em cima de uma 883 roadster, Ultra Glide, Fat Boy ou Heritage Softail Classic, o espírito é o mesmo. E ele chegou ao Recife.





Desde 1983, a fabricante de motos promove o que talvez seja o maior clube do mundo. O HOG (Harley-Davidson Owners Group) reúne proprietários de motocicletas em torno da celebração do mito, com a vantagem de fazer parte da empresa com muito mais paixão. Centenas deles se reúnem frequentemente para compartilhar o ronco dos motores nas estradas afora. Há pouco mais de um mês, foi criado o Chapter Recife, homologado em Milwaukee e contando já com quarenta harleyros. “Nos reunimos pelo prazer de rodar. Formamos uma grande amizade. E nosso grupo é bastante familiar. Tem pai e filho, marido e mulher e irmãos”, garante Roberto Paiva, diretor-assistente do HOG pernambucano (Chapter Recife).

No último dia 25, cerca de setenta harleyros participaram do primeiro evento promovido pelo Chapter Recife. Uma coluna de Harley-Davidson de diversos modelos atraiu a atenção dos carros que trafegavam inadvertidamente pela BR-232, rumo a Gravatá. O ronco inigualável dos motores não deixava dúvida de que motos eram aquelas. Um espetáculo visual e auditivo nunca visto nas bandas de cá.

O ano de 2013 é realmente especial, tanto que no mundo inteiro celebrações estão ocorrendo em torno do mito Harley-Davidson. Cidades como Melbourne, Cidade do México, Roma e Kuala Lumpur já garantiram a sua festa. No Brasil, agora em 1º de junho, acontece em São Paulo o Harley-Davidson 100 years of freedom, reunindo aficionados de todo o pais em um desfile com mais de 1000 motocicletas, além de shows e outras atividades. Uma verdadeira celebração das motos e de, como eles mesmo gostam de falar, da liberdade individual. Essa é a história da Harley-Davidson. E parece que está apenas começando.

Confira o link abaixo é de uma ação da Harley que mostra um test drive:




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