sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

MUSA: Márcia Spezia, de volta como nossa musa do verão 2014

Coelhinha da PLAYBOY é um título que ela carrega desde 2007. Mas Márcia Spezia não se encerra neste papel. Além de modelo ela é empresaria e atriz e tem experiência de vida que a torna muito mais leoa que coelha. Decidida, dona de si e de uma alegria de viver contagiante, Marcinha, como é carinhosamente chamada é competente, cheia de sonhos e força suficiente para realizar cada um deles com respeito a si e aos outros. Ganhar o coração dela não é tarefa fácil, mas um sortudo já conseguiu. Então caro leitor, deleite-se nas fotos e na entrevista da nossa musa.

Antes de ser modelo você trabalhou em outras áreas, conta pra gente sobre sua vida antes de começar a posar pras lentes... Antes de ser modelo trabalhei em varias áreas, fui empregada doméstica, caixa de supermercado, representante de algumas marcas de alimento, gerente de loja... Enfim, um pouco de tudo. 

Ser Coelhinha da PLAYBOY é ser uma embaixadora da marca, quais as obrigações como tal? Como anda sua vida de "coelha"? Desde 2007 carrego a marca do Coelho. Bem, as obrigações são: matérias, ensaios, noites de autógrafos, tudo o que está relacionado a PLAYBOY. A minha vida de coelha agora foi decidida em 2014. Tive uma reunião com o Sergio Xavier (novo diretor) e continuo como coelha oficial da PLAYBOY participando das matérias para a revista.

Sua beleza vai além da estética. Sempre simpática e de alto astral qual a receita para estar sempre de bem com a vida? Estar sempre alegre e de bem com a vida não tem segredo é simplesmente você se entregar a vida, deixar ela te levar, acreditar nos sonhos. É ter uma família que te apoia e amigos que você possa confiar e dividir as coisas boas e ruins. Tirar sarro de você mesma é um dos meus segredos. Dou risada de mim mesma.





Você é uma camaleoa em frente às câmeras, como se prepara para uma sessão de fotos? Adoro ser camaleoa (risos). Não tenho medo de mudar, adoro olhar para cada trabalho e ver que consegui surpreender e superar cada vez mais. Morena, ruiva ou loira, o segredo de uma preparação para uma sessão de fotos é a autoestima e principalmente gostar do que faz. Amo fotografar e atuar. Amo mudar o visual instiga e mexe com seu instinto.

Conquistar o seu coração é uma tarefa difícil? Quais os pré-requisitos? (risos) É difícil mesmo conquistar meu coração. Sou exigente demais (risos)
Adoro ser surpreendida com carinhos e mimos fora de hora, não gosto de rotina numa relação, aquela coisa que vai esfriando e de repente tudo tem hora, dia. Como gosto de tirar sarro de mim mesma o meu parceiro não pode ser diferente. Um convite pra sair, jantar ou almoçar quando menos se espera ou uma viagem da noite pro dia, o importante é ser inteligente, engraçado e que goste de viver intensamente qualquer momento. Sabe o ditado do "lixo ao luxo?” Saber aproveitar todos os momentos.

Você  está sempre viajando. Avião é algo tranquilo pra você? (risos) Essa pergunta é sacanagem (risos). Quem me conhece sabe que sou medrosa ao extremo, não é nada confortável.



Como foi fazer o ensaio com o Oscar Magrini pra nossa edição passada? E como foi fotografar em Porto de Galinhas como uma bela sereia? Oscar foi muito gente boa, educado e gentil, sem esquecer da equipe fantástica. Sobre o ensaio em Porto de Galinhas foi muito especial porque além de estar entre amigos da redação MENSCH, meu namorado estava acompanhando tudo, com dois fotógrafos que eu adoro, Sergio Santoian e Newman Homrich. Estava no paraíso e foi super divertido, e claro amei fazer. Amo o mar e fazer a sereia foi especial.

Você já participou de filmes e séries veiculadas na internet, pretende investir na carreira de atriz? Quero sim investir na carreira de atriz, estudei, fiz cursos com bons profissionais e atuei ao lado de bons diretores.

Quando se olha no espelho o que vê que ninguém mais vê? Enxergo em mim uma menina num corpo de mulher. 

Você é muito vaidosa? Qual seu limite? Sou vaidosa, mas não neurótica. Meu limite? Respeito meu corpo, minha genética... Não tenho limites, mas faço só o que posso e que faz bem ao corpo e a alma.

Que programa faz mais sua cabeça, um dia de praia ou uma balada à noite? Com certeza praia, campo, cinema, jantares, não gosto de baladas, raras as vezes que vou e quando vou tem que ser algo muito legal. Prefiro ficar no meu aconchego tomando um vinho do que ir a balada.

Existe uma fórmula para um relacionamento perfeito? Não existe relacionamento perfeito, é um exercício diário de doação, falar e escutar, respeitar, e principalmente não deixar cair numa rotina fria. 

Você tem um corpo perfeito e o que faz um corpo masculino perfeito? Cérebro. Pra mim visual não é tudo. Claro que gosto de um corpo bonito.

Manda um recadinho para nossos leitores e seus fãs... Aos leitores e fãs da MENSCH, todos os ensaios dos quais participei fiz com todo amor e carinho mesmo, espero que gostem, enviem suas sugestões, se gostaram ou não, porque sem vocês nada existiria. São vocês os motores que impulsionam as edições a buscarem cada vez mais os melhores conteúdos, ensaios, vocês fazem parte de toda essa história. Beijos com carinho!



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

CULTURA: TEATRO MUSICAL MADE IN BRASIL

O Brasil é hoje o terceiro maior produtor de musicais do mundo. Por um lado, com a grande quantidade de produções, tornou-se comum ler ou ouvir por aí a frase "a Broadway é aqui". Por outro, algumas pessoas ainda acreditam que exista uma longa trajetória a ser seguida para que cheguemos ao nível alcançado lá fora. Entre certos, errados e extremistas, eis que se abrem as cortinas para a história e a realidade do teatro musical feito no Brasil.

Provavelmente dada a nossa raiz de "país colônia", uma semente estrangeira precisava ser apresentada, plantada em terras brasileiras para que, mais tarde, depois de desenvolvida e cultivada pelo cenário social, político, econômico e cultural do nosso país, essa mesma semente pudesse se tornar um jardim nacional. Assim tem sido com o Teatro Musical Brasileiro. É impossível negar que grande parte dessa história tenha sido construída a partir de influências externas. Ainda assim, ao analisar de perto essa mesma trajetória, torna-se claro que a exportação se tornou e se torna sempre um aprendizado, e que o Brasil ruma ao cultivo de uma produção com jeitinho brasileiro.

1°ATO

A primeira semente veio em meados do século XIX: As Operetas, um tipo de Ópera mais curta e de temas mais leves e divertidos, uma espécie de teatro musicado no qual se alternava canto e fala. O gênero, importado da Europa (principalmente da Itália e da França), tinha suas obras originais adaptadas por autores brasileiros que traduziam e adaptavam o texto (libreto), enquanto mantinham a estrutura musical (partitura), até que, com a experiência, apareceram nossos próprios compositores, bem como as primeiras operetas nacionais. Acompanhando esse desenvolvimento, ainda no século XIX, o público brasileiro recebeu uma segunda influência: O Teatro de Revista. De origem Francesa, derivado do Vaudeville (ou Teatro de Variedades), e trazido por imigrantes portugueses. O Teatro de Revista despontou com esquetes e números musicais, críticas sociais e políticas, o uso do cômico, da sensualidade feminina, e de um apelo bastante popular. 

Cheio de atrativos para o grande público, o gênero, que mais tarde colocou Carmen Miranda em evidência, passou por três fases distintas. Na primeira, a cada ano eram apresentadas Revistas (como ficaram conhecidas as peças) comentando de forma crítica e caricata os principais fatos do ano anterior, dando destaque para o texto, e com uma orquestra de cordas que acompanhava o coro. Já na segunda fase, que aconteceu durante as décadas de 20 e 30, as peças passaram a se utilizar ainda mais da sensualidade, chegando a explorar a nudez feminina, e a orquestra deu lugar a uma banda de jazz, com influências de ritmos americanos. Ainda assim, foi nessa mesma fase que o samba ganhou espaço nos palcos do Teatro de Revista, e atores e atrizes começaram a se destacar por suas vozes e interpretações. Existia um maior equilíbrio entre a importância dada ao texto e a forma de encená-lo, equilíbrio entre os números musicais e fantasiosos, entre a comédia e a crítica política. Por fim, quase em meados do século XX, as apresentações tornaram-se verdadeiros espetáculos, carregados de elementos fantásticos, grandes coreografias, cenários e figurinos  inspirados nos grandes musicais da Broadway e nos shows dos cassinos de Las Vegas. Mas foi também nessa ultima fase que as Revistas se tornaram mais apelativas, perderam público para a televisão, grande novidade da época, esbarraram em proibições feitas pela censura, e acabaram caindo em decadência. 


Era um ciclo que se fechava, enquanto um novo se abria, pois não tardou muito para que os próprios musicais da Broadway de fato chegassem aqui. Em 1962, foi a vez de “Minha Querida Lady” (do original My Fair Lady). O musical havia sido um grande sucesso na Broadway e já estava em cartaz há anos. Mesma direção, figurinos e cenários originais, que já haviam viajado para diversos países, naquele ano desembarcavam no Rio de Janeiro. Era a famosa produção ‘enlatada’ (quando tudo é igual a produção estrangeira), com uma pequena grande diferença: letras versionadas para o português e um elenco de atores brasileiros, que contava com ninguém menos que Bibi Ferreira e Paulo Autran. A montagem brasileira seguiu a tradição de sucesso da peça, foi feita a gravação de um LP com as canções versionadas, e uma segunda temporada seguiu para São Paulo, após 400 apresentações em território carioca. Como consequência, não tardou para a chegada das próximas montagens. Em 1966, Bibi protagonizou o espetáculo "Alô Dolly" (Hello Dolly!). Em 1969, Sônia Braga, Antonio Fagundes, Ney Latorraca, dentre outros se despiam em Hair. E em 1972, foi a vez de "O Homem de La Mancha" (Man of La Mancha), novamente com Bibi e Paulo Autran, cujas versões foram feitas por Ruy Guerra e Chico Buarque de Holanda.

Aqui aparece um nome bastante interessante dessa história. Paralelamente ao sucesso dos musicais estrangeiros, o mesmo Chico Buarque encabeçava uma vertente de produções autorais e 100% nacionais. Chico escreveu quatro peças musicais, entre 1967 e 1978: Roda Viva, Calabar, Gota D’Água e Ópera do Malandro. Em meio a Ditadura Militar brasileira, sua obra tinha um forte questionamento social, enredo brasileiro, cutucava as escolhas políticas da época, criticava a abertura do país para o estrangeiro, e enfrentava os olhos atentos da censura. Quase que oposto aos musicais da Broadway que estrearam no Brasil até então, o foco principal não era o de embalar a plateia, mas sim refletir e questionar o momento do país, algo que apenas uma montagem nacional poderia fazer. Outro fato curioso é que Bibi Ferreira foi a estrela de Gota D’Água, aparecendo em cena como uma moradora da comunidade, sem maquiagem e despojada, causando um grande impacto na plateia, tão acostumada a vê-la bem produzida nos musicais.

Seguindo as duas vertentes que se desenvolviam, em 1983, do lado das produções musicais nacionais, Bibi Ferreira voltava aos palcos com Piaf – A Vida de uma Estrela, arrebatando espectadores e críticos com sua brilhante interpretação da cantora francesa. Do lado das importações, estreava em São Paulo a montagem de A Chorus Line, que lançou o nome de Claudia Raia (na época com 16 anos). Sobre A Chorus Line, vale destacar um comentário do coreógrafo americano Roy Smith. Responsável por ensinar aos atores brasileiros as coreografias do espetáculo, ele disse que os brasileiros não tinham a técnica dos dançarinos americanos e europeus, mas eram dotados de uma enorme vontade de aprender o que, segundo ele, era a única coisa necessária para se fazer um grande espetáculo. Verdade seja dita, a vontade e a energia dos atores brasileiros era algo que até hoje surpreende os diretores ‘gringos’, mas por muito tempo pecamos pela falta de estrutura e profissionalização. A história musical foi sendo escrita um pouco no embalo de tudo que vinha acontecendo no Brasil, com fases que pipocavam e se desenvolviam de acordo com os limites e embates existentes. Existia a falta de teatros com infraestrutura para comportar grandes espetáculos, um local apropriado para a orquestra, não existiam leis de incentivo que ajudassem a financiar projetos de grande porte, sempre muito caros, além da falta de profissionais realmente preparados ou familiarizados com esse mercado. Nada disso impediu que o Teatro Musical acontecesse por aqui, nas suas mais diversas formas, como foi visto. Porém esse entrave também não permitia que se fosse muito além. Espetáculos continuaram sendo montados. Musicais baseados em personalidades consagradas da musica brasileira, algumas adaptações da Broadway,... Mas foi em 2001 que o cenário realmente começou a se reaquecer e mudar.

Com a reforma do antigo Teatro Cine-Paramount, que custou 12 milhões de reais, abriu-se em São Paulo o primeiro local realmente apto a receber produções mais modernas e com o porte dos espetáculos da Broadway, o então chamado Teatro Abril. O musical estreante foi ‘Les Miserábles’, com investimento inicial de 3,5 milhões, produção no padrão ‘enlatado’, e uma equipe de mais ou menos 150 pessoas, composta por atores, técnicos, camareiras, peruqueiras, equipe de iluminação, de som, dentre outros. Todos os números envolvidos com a produção eram inéditos no Brasil, colocando-a em outro patamar, inclusive salarial, o que atraiu a atenção do público e de profissionais da área. Como resultado: 11 meses em cartaz e mais de 350 mil espectadores. O sucesso da empreitada foi suficiente para que a roda não parasse mais de rodar, e assim vieram novas montagens, novos produtores, novos teatros e assim continua até hoje. O cenário brasileiro que a antes contava com apenas uma grande produção a cada alguns anos, evoluiu a ponto de hoje termos capacidade para quatro ou cinco grandes produções simultâneas apenas em São Paulo, e outras quatro no Rio de Janeiro, cidades que, até hoje, concentram os grandes musicais, que se tornaram um atrativo turístico para pessoas de outros lugares do país.



2° ATO

Não há dúvidas de que o Teatro Musical Brasileiro está passando por uma de suas melhores fases. E acredito que essa estabilidade e o atual crescimento do gênero, estão sedimentando finalmente a especialização e a profissionalização do mesmo. Antes era muito comum encontrar elencos com cantores profissionais que também atuavam, bailarinas formadas que também eram afinadas, ou então um técnico que já havia trabalhado em outras peças, mas nunca com o sistema ou a tecnologia por trás dos grandes cenários. Era raro encontrar pessoas que haviam realmente dedicado seus estudos e formações ao Teatro Musical, o que também não seria possível, já que há não muito tempo atrás, não existiam cursos específicos dessa área.

Ao contrário dos EUA, por exemplo, em que as crianças já entram em contato com esse universo desde a escola, e aonde existe uma série de cursos superiores e pós-graduações focadas no Teatro Musical (tanto para atores, quanto para toda a parte técnica), aqui no Brasil isso ainda é muito recente. Podemos encontrar um excelente professor de canto. Uma ótima professora de dança. Uma respeitada escola de teatro. Mas ao procurar algo que unifique tudo isso, de forma realmente integrada, tornam-se escassas as opções. Mesmo assim, voltando ao comentário de Roy Smith, o que não falta ao brasileiro é vontade, o que se torna aparente a cada nova audição, em que podemos encontrar cada vez mais pessoas, e profissionais cada vez mais preparados, independente das dificuldades da área. A vida dessas pessoas não é fácil. Estamos falando da busca pelo domínio de três áreas diferentes. O canto, a dança e a atuação. E como já foi mencionado, não basta dominá-las separadamente. É preciso que seja tudo uma coisa só, fluída. O espectador precisa acreditar que é tudo natural, fácil, do contrário irá sair da fantasia e começar a se questionar: “Por que eles estão dançando?”, ou “Por que ele parou de falar e começou a cantar?”, “Ninguém faz isso na vida real!”.

Acho que esse é um dos grandes encantos do Teatro Musical. A forma como, quando bem feito, une as três formas de arte em uma coisa só, tudo em prol de uma só história, de proporcionar uma experiência única e arrebatadora àqueles que estão assistindo. Mas essa também é a grande dificuldade, pois ao colocar três áreas diferentes no palco, sem contar a parte visual, geram-se três informações e caminhos distintos de atingir o espectador, que devem estar alinhados em prol de um mesmo objetivo. Mais do que a fala, a dança, ou a música, o âmago do Teatro Musical são os sentimentos que estão por trás de tudo isso, e para que ocorra uma troca verdadeira entre o ator e você, que se sentou na cadeira, é preciso um grande domínio daquilo que se está fazendo no palco, por parte de todos os envolvidos. Não à toa, a busca por ser um artista completo, bem como a rotina dos profissionais da área, não é nada leve. As peças são ensaiadas, em média por dois meses, com ensaios de até dez horas por dia, seis vezes por semana. Após a estreia, costumasse fazer até seis sessões semanais. Uma na quinta à noite, uma na sexta, duas sábado e duas domingo. Esse número varia, podendo ser menor, mas podendo ser maior também. A duração de um grande musical costuma ser de três horas: 1h45 destinadas ao primeiro ato, um intervalo de 15 minutos, e então mais uma hora para o segundo ato. Todo dia é preciso chegar mais cedo ao teatro: possíveis ensaios, substituições, aquecimento corporal e vocal, maquiagem, colocação de figurinos, perucas, microfone. E no resto da semana é preciso se cuidar, cuidar do corpo, estudar canto. Alguns fazem outras faculdades, cursos, aulas de dança, outros trabalhos, são de outras cidades. A cada fim de temporada é preciso correr atrás de outro musical, de outra audição. Não é um trabalho para qualquer um. 

Mas acredito que a história tem mostrado que é para nós. O gênero vem se firmando porque existe mercado, porque agrada ao público, interessa, diverte, emociona, e porque agrada aos artistas, que hoje têm batalhado por seu lugar. É difícil, mas existe uma grande recompensa para aqueles que fazem o que amam. Existe uma satisfação pessoal a cada conquista. Existe o reconhecimento de bons profissionais. Existe um desenvolvimento intelectual e humano. Existe um carinho daqueles que prestigiam o Teatro Musical. Ainda não chegamos à maturidade do segmento. Muito ainda está sendo exportado, copiado, modificado, melhorado. Muitos são os erros cometidos, sejam eles técnicos ou artísticos. Mas também muitos têm sido os acertos, e maior é o conhecimento. Estamos colhendo o resultado de um longo aprendizado que agora lança luz sob nosso Teatro Musical Brasileiro, independente do formato, seja ele de musicais ‘enlatados’, que ganham identidade própria com nossos artistas, seja em obras estrangeiras, com direção, concepções, ou coreografias feitas aqui, ou nas produções 100% nacionais. 

É um novo capítulo sendo escrito. As sementes foram plantadas. É hora de cultivar o jardim.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

CONSUMO:Lazer high tech para não deixar você parado

A tecnologia hoje em dia virou mais uma ferramenta para ampliar os limites físicos do homem. Auxiliando e aprimorando nas atividades físicas de quem não quer ficar parado. Se pedalar virou uma mania mundial proporcionando maior mobilidade nas grandes cidades, equipamentos trouxeram mais segurança e informação. Selecionamos algumas novidades que trazem essa proposta de atrelar a tecnologia ao exercício físico, seja com uns óculos arrojado ou uma pulseira de pulso que trarão dados mais precisos sobre os exercícios ou até mesmo uma bola digital para exercitar as mãos. Confira nossa lista de novidades para aprimorar sua atividade física e vamos suar a camisa com mais precisão.



terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

DIÁRIO DE BORDO: Atacama, um deserto repleto de histórias

Céu sem nuvens de um azul intenso, paisagens espetaculares e lugares que remetem você a outro planeta. Essa é a minha definição do Deserto do Atacama, no Chile. Quem leu meu último Diário de Bordo - Aventurando pelo Peru, Bolívia e Chile - comentei que o Atacama estava na minha listinha, que voltaria um dia, já que por motivos de força maior eu e o Fernando tivemos que antecipar a volta ao Brasil ao chegarmos lá. Só não imaginava que seria tão rápido, apenas um ano depois, para passar alguns dias da nossa Lua de Mel.

Voltei ao Atacama e a emoção foi superior a da primeira vez. O Deserto é considerado o mais alto e mais árido do mundo, pois chove muito pouco na região. São gêiseres, vulcões, lagoas altiplânicas, ruínas incas, termas, neve e paisagens surreais que parece estarmos de fato, em outro mundo. O ponto de apoio para quem quer conhecê-lo é a cidade de San Pedro do Atacama, um pueblo a 2.400 metros de altitude que vive do turismo. Lá você encontra gente do mundo inteiro e também muitos brasileiros, claro. A cidadezinha é rústica, mas é super charmosa, com suas ruas de barro batido, com postes de lampião e casas de sapé. Mas, em contrapartida tem restaurantes aconchegantes com uma culinária de nível internacional.

Para conhecer os lugares a melhor forma é fechar um pacote com uma agência de turismo local. Eles te pegam no hotel todos os dias. Para quem vai tentar subir em vulcão é bom deixá-lo para o último dia, já que seus cumbres estão a mais de cinco mil metros de altitude e precisamos estar bem aclimatados para não termos o mal das alturas, comum em lugares tão altos. Um passeio básico é o do Vale da Luna e da Morte localizados na Cordilheira de Sal. Seus nomes são uma referência à geografia local que lembra o solo lunar e a aridez na qual a vida parece impossível. 

O Salar do Atacama é outro passeio interessante, pois há muitos séculos era um enorme lago preso entre as montanhas. A única saída da água era por evaporação, o que permitiu que enormes quantidades de sais minerais ficassem depositadas em seu fundo. O Salar tem mais de 100 quilômetros. No mesmo dia a agência leva você para conhecer as lagunas Miscanti y Miñiques localizadas numa altitude de 4300 metros. As lagoas são de tirar o fôlego e ficam localizadas no Altiplano. Outro lugar bastante interessante são as Pedras Rojas (vermelhas), que te surpreendem com suas cores e tonalidades devido à oxidação de ferro. O cenário fica mais esplendoroso com os vulcões nevados ao fundo e a lagoa congelada. Nesse mesmo dia eles nos levaram, também, para conhecer a Laguna Chaxa e os pueblos de Tocanao e Socaire. Visitar esses pueblos é interessante porque temos a oportunidade de interagir com os nativos.

No terceiro dia fomos conhecer o Gêiser del Tatio. A agência nos pegou no hotel às cinco da manhã e chegamos ao amanhecer depois de duas horas de carro. Os gêisers nos receberam com nada menos que 15 graus negativos. O Gêiser del Tatio é uma das grandes atrações do Atacama. O lugar também é um patrimônio arqueológico com mais de três mil anos de existência e está a 4.320 metros de altitude. Formado por campos geotérmicos criados pelo vulcão Tatio, a água que existe em suas piscinas ferve durante o início do dia fazendo com que sejam liberados fortes jatos de vapor, que alcançam até quatro metros de altura e cobrem o ambiente, fantástico! O diferencial desse dia foi que a nossa excursão nos levou para conhecer o Gêiser Blanco. Lugar incrível que possui um rio natural que passa por uma cratera vulcânica. Pudemos sentir a água quente, a mais ou menos 35 graus, borbulhando e saindo da terra. Foi um dos momentos mais ímpares do Atacama. Estar naquele lugar foi original e inesquecível! Quase nenhuma agência inclui esse roteiro. Esse passeio dura meio dia e termina quando visitamos o Pueblo de Machuca, onde se come o famoso churrasco de llama.



Nesse mesmo dia, na parte da tarde, conhecemos a Laguna Cejar que tem concentração de 40% de sal, ou seja, superior ao Mar Morto. Não conseguimos afundar. Só existem esses dois lugares no mundo com essa particularidade, dessa forma, tomei coragem e entrei na água que estava a cinco graus. Nossa, muito frio, mas valeu, mesmo ficando branca de sal. Em seguida, eles nos conduziram aos Ojos de Salar, dois poços de água doce para tirarmos o excesso de sal. Depois nos levaram para ver o pôr do sol na Laguna Tebinquinche, uma lagoa linda. O interessante é que podemos caminhar por toda lagoa com água na altura da perna. Ao fundo, se pode ver a Cordilheira dos Andes e os vulcões.
Para o último dia reservamos para subir no vulcão Cerro Toco que tem 5604 metros. Foi incrível, mas também cansativo, pois a temperatura estava abaixo de zero e a altitude deixa o ar muito rarefeito dificultando cada passo. Uma experiência fantástica, mas não é nada fácil caminhar e respirar na altitude. Foi um grande desafio para o corpo e a mente, porém a vista compensou e a sensação de conseguirmos atingir o objetivo foi maravilhosa.

O Deserto do Atacama fica localizado ao norte do Chile e temos duas opções para chegar lá. Indo de Santiago de avião duas horas ou de bus 24 horas. Chegando a Calama pegamos um transfer de uma hora até San Pedro. Outra opção é entrar pela Bolívia, quando atravessamos o deserto boliviano, também belíssimo.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

ESPORTE: Slackline, o esporte que vai fazer você andar na linha

O slackline é um esporte que se resume ao equilíbrio, tanto físico quanto mental, já que na verdade você terá que andar literalmente na linha. O esporte consiste em andar, ou até pular, girar, pelo maior tempo possível, sem cair, sobre uma fita de naylon presa pelas extremidades (ancoras) em bases fixas, como árvores ou postes. Muitos confundem o slackline com andar na corda bamba, porém nesta a linha não é mantida rigidamente tensa. 

A tensão da linha no slackline pode ser ajustada para atender aos objetivos do atleta, permitindo truques impressionantes e acrobacias. O que você ganha com isso? Uma mistura de benefícios mental, corporal e físico em ambientes ao ar livre. A ideia é superar seus próprios limites em uma fita esticada entre dois pontos de ancoragem e trabalhar a coordenação motora movendo-se com equilíbrio entre o corpo e a mente. 

QUAIS MÚSCULOS VOCÊ IRÁ TRABALHAR?

A educadora física Mila Toledo, diretora da Mila Toledo Fitness, em São Paulo, afirma que o esporte trabalha o corpo todo. Além disso, desenvolve a concentração e ajuda a melhorar a postura. "Os músculos do abdômen e das coxas são os mais exigidos, além dos braços, que participam auxiliando na estabilização sobre a corda", disse em recente entrevista a revista Women’s Health.

O recifense Guilherme Linhares, praticante de slackline e conhecedor do assunto, nos contou que para manter o equilíbrio depende apenas de muito empenho e treino, mas as dicas básicas são simples; sempre direcione seu olhar em um ponto fixo, sem desviar para não perder sua estabilidade, normalmente os praticantes do esporte olham sempre para o final da fita. Antes de tentar se mover sobre a linha procure primeiro ficar parado retirando apenas uma perna da fita, assim se equilibre com apenas uma das pernas e mantenha sempre os braços levantados com as mãos na altura da sua cabeça. Também se lembre de sempre flexionar seu joelho, e pronto, você já poderá começar a dar seus primeiros passos sobre a fita. Normalmente quando se treina em lugares que há muito vento, a corda tende a balançar demasiadamente, principalmente quando você estiver na metade da fita, assim coloque força na frente do seu pé impulsionando a fita para que ela possa ficar menos solta e assim balançar menos.


Sua origem vem da escalada, popularizou-se como treino de equilíbrio e iniciou-se em meados dos anos 80 nos campos de escalada do Vale de Yosemite, Califórnia. Onde escaladores passavam semanas acampando em busca de novas formas de escalada e nos tempos vagos esticavam as suas fitas de escalada, através de equipamentos, para se equilibrar e caminhar. O Slackline lembra muito o cabo de aço usado por artistas de circo, a diferença é em relação à sua flexibilidade que permite criar saltos e manobras. Também conhecido como corda bamba, o slackline significa "linha folgada".

EQUIPAMENTO: O que você irá precisar?

Guilherme nos falou que para começar a praticar você só precisará apenas de uma fita (existem vários modelos e tipos) e também de dois locais fixos para amarrá-la em uma distancia que fica a seu critério, porém no começo o ideal seria uma distancia curta. As fitas são feitas de nylon e são muito elásticas o que da um grande impulso e facilita nas manobras. Para os iniciantes existem as fitas que são mais grossas e acabam impulsionando menos e facilitando o aprendizado. Lembrando que a pessoa poderá começar com a melhor corda do mercado, a The Surfer, como também nada lhe impede de ir a algum armazém e comprar uma corda do modelo que é usada para amarrar carga de caminhão. Resumindo, o aconselhável é comprar uma fita específica para o esporte e começar sempre em uma distancia curta de 8 ou 9 metros.




Gustavo acredita que além do vento, a maior dificuldade é o medo de tentar, mas é algo que logo é superado. A corda pode ser amarrada basicamente em todos os locais aonde há dois pontos fixos ao solo, não sendo aconselhável amarrar em pilastras ou algo que tenha quinas cortantes, pois os movimentos da fita irão acabar desgastando seu equipamento. Os melhores lugares para amarrar são em arvores, mas sempre tenha a preocupação de verificar se elas irão aguentar tal pressão. 

No começo será bem difícil você conseguir andar sobre a fita, o aconselhado é colocar a corda em uma altura um pouco abaixo do seu joelho. Por conta das quedas inevitáveis, principalmente quando se está treinando manobras, é aconselhável treinar sob a areia ou colchões para amortecer o corpo.

MODALIDADES E ACROBACIAS

As principais modalidades são Longline, Highline, Waterline, Trickline e Yogaline.

Longline, as fitas são armadas com mais de 20 metros de comprimento, tornando o grau de dificuldade maior pois requer mais condicionamento físico e muito equilíbrio.

Highline é quando a fita é armada em uma altura superior a 5 metros, muitos utilizam em alturas extremas, como de uma montanha para outra, exigindo que a pessoa tenha uma noção de alpinismo, bem como kits de proteção.

Waterline é uma das melhores modalidades em minha opinião, ela é feita sobre a água, na piscina, mar, rio ou lagoa.  Além de ser super refrescante você não precisa temer as quedas se tornando uma ótima modalidade para se treinar novos movimentos.

Yogaline, é uma modalidade que requer muita concentração, nada mais é do que passar os movimentos da Yoga para o Slack, coisa que não é nada fácil.

Trickline a fita chega por volta dos 60 metros, possibilitando muitas acrobacias, como; butt bounce (o praticante cai sentado na fita sem os pés no chão) e chest bounce (onde a pessoa cai de peito na fita sem tocar no solo).

No Brasil o esporte já é muito divulgado, principalmente no Rio de Janeiro, aonde há vários campeonatos, talvez ainda falte uma visão da iniciativa publica e privada para patrocinar e incentivar o esporte. Afinal é um esporte que beneficia corpo e mente, além de ser indicado para homens, mulheres e crianças de todas as idades.

Sites indicados:
www.slacklinestamm.com.br/
www.slackrio.com.br
www.slackline.com
http://slacklinebrasil.blogspot.com/
www.gibbonslacklines.com.br


Contato Guilhermel: guilhermelinhares@live.com

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

ENTREVISTA: Osmar Silveira mergulha no universo Cazuza em musical com jeito leve e muito talento

O desejo de atuar do ator Osmar Silveira vem desde os tempos de criança e a música sempre fez companhia a este sonho. Nos palcos com o musical Cazuza, Osmar vive o desafio de atuar também como substituto do personagem título. De jeito leve, cheio de gana pela vida e pela profissão, esse mato grossense tem talento e persistência, tem consciência da exposição que a fama traz e sabe de suas responsabilidades como pessoa pública. Osmar conversou com a MENSCH e filosofou sobre as letras do poeta Cazuza.

De Mato Grosso para os palcos. Quando e como você se descobriu como ator? E por que ser ator? Sou de uma cidade pequena no interior do estado de Mato Grosso - Campo Verde, e como toda cidade provinciana, não se tem muito o que fazer.  Então, ia pra escola e o restante do dia era dedicado as brincadeiras e peripécias pelo bairro. Em 1998 com oito anos de idade cursando a quarta serie montamos um esquete para apresentar aos nossos pais e na plateia soubemos que havia uma senhora recém chegada na cidade que era contratada pela prefeitura do município para dirigir o departamento de Cultura (ddepartamento este que eu viria a dirigir anos depois). Ela estava ali a fim de convidar alguns alunos para montar um grupo de teatro. Após a apresentação eu não fui selecionado, mas praticamente implorei para entrar no grupo e fui aceito. A partir daí nunca mais abandonei o teatro, a dança e o canto.

Fiz dezenas de cursos e oficinas e fui me especializando até conseguir tirar o DRT, Registro de ator profissional. Com 16 anos fui emancipado e passei de aluno à professor de teatro do departamento de cultura , ministrando oficina de iniciação teatral para as novas turmas. Em 2009 me mudei para Cuiabá, capital do estado, contratado por uma companhia de teatro profissional e aproveitando para dar continuidade nos estudos. Cursei dois anos do curso de psicologia, mas tranquei com a certeza de que aquilo não me faria feliz. Durante os três anos que estive em Cuiabá permaneci nesta cia. de Teatro montamos vários espetáculos e viajamos por todo o Brasil. Em janeiro de 2011 regressei a Campo Verde por convite da administração da época, para assumir a direção do departamento de cultura , onde fiquei por mais dois anos . Em 2013 vim morar no Rio. Se eu não fosse ator, certamente seria algo ligado à arte, pois é o que me impulsiona, meu combustível para seguir  e lutar por minhas ideologias.

Cazuza foi e é um grande nome para a música brasileira, fazer parte de um musical sobre ele tem que tamanho de importância pra você? Cazuza é um dos grandes nomes da música brasileira, revolucionário, mudou a forma de cantar e o pensamento de muitos em seu tempo e até hoje continua a impressionar. Fazer parte de um musical como este é de extrema importância para mim, poder contar um pouco da história deste cara que foi um herói na década de 80 é motivo de muito orgulho. Fazer com que, quem conheceu recorde e sinta saudade, e quem não conheceu se apaixone e queira mais.

No musical, você é o ator substituto para o papel título na ausência do Emílio Dantas, como se preparou pra viver o Cazuza? O processo de preparação para os substitutos é um pouco diferente dos titulares. Os ensaios e preparação são feitos para os titulares e após a estreia é que começam os nossos ensaios. Durante os ensaios com o titular temos que estar sempre ligados e prestando atenção a exatamente tudo, pois quando tivermos que substituir, que saia o máximo parecido, temos então o titular como um espelho, mas claro que jamais ficará idêntico, pois cada ator tem sua forma de construir ou se encontra em um momento diferente, que traz emoções diferentes para aquele personagem, mas sempre respeitando o máximo possível de verossimilhança, com as marcas, trejeitos e falas estabelecidas pela direção. E assim me preparei, fiz algumas aulas de fono para ajustes de prosódia e também aulas de canto para trabalhar timbre e coloratura vocal. 

Das músicas do Cazuza que fazem parte do espetáculo, com qual se identifica mais? E por que? A musica que eu mais me identifico no musical é a musica que fecha o espetáculo "Sorte ou azar” porque acho que é exatamente isso, tudo se dá a partir de nossas escolhas, é seguir o coração ou não, se vai doer ou vai ser bom demais é  "pagar pra ver”! Me identifico muito com essa musica, pois muitas vezes quero ser  racional e acertar, mas acabo me jogando e correndo risco  mesmo que não saia como planejei, tento sempre tirar uma boa lição de tudo isso, ainda que doendo um pouco. 

Como cuida da voz e do corpo? Algum preparo especial para o espetáculo? Temos aquecimento vocal regularmente todos os dias antes das sessões. Cada um, de acordo com sua necessidade, faz seu aquecimento corporal. Em geral todos fazem aula de canto particular para trabalhar as músicas e técnicas vocais, assim também com os cuidados com os corpo, alguns malham, outros fazem dieta, as vezes também precisamos atender a algumas solicitações da produção. Eu precisei perder alguns quilos para viver o Cazuza. Mesmo sendo substituto, tinha que estar pronto a qualquer momento para entrar em cena.


Musical foi um gênero desejado por você ou surgiu a oportunidade e você se lançou nela? Sempre tive atração por este gênero, mesmo quando criança sem ter total noção do tamanho disto tudo. Nas peças que montávamos sempre dava um jeito de colocar música ao vivo e canções costurando os textos, como sempre participei de grupos de canto, coral, a música sempre veio atrelada ao teatro, então venho trabalhando as duas coisas juntas desde pequeno, mas só tive maior entendimento depois de grande e com a grande quantidade de trabalhos que surgiram no Brasil que hoje é o terceiro país no ranking de produção  musical.

A vida artística leva a uma exposição pública muito grande, está preparado para isso? Já sentiu algum efeito disso? Com certeza! Confesso que sempre desejei esta exposição, pessoas me reconhecendo na rua, admirando meu trabalho. Tenho dúvidas quanto estar preparado, pois não sei exatamente até onde isso pode chegar. Quando cheguei ao Rio tinha 300 seguidores nas minhas redes sociais, aí veio o primeiro musical, o segundo, matérias, revistas... E, hoje em apenas 8 meses estou com mais de 12 mil seguidores, fã clube e muitos admiradores do meu trabalho, acho incrível e acredito que seja só o começo.

Em tempos de redes sociais, toma cuidado com o que posta ou não se importa? Como você é como internauta? Sou muito tranquilo com o que posto, normalmente coloco e divido coisas pessoais. Tenho a consciência que toda esta exposição acaba nos tornando formadores de opinião e essas opiniões, quando mal colocadas, podem afetar ou prejudicar seriamente alguém. Por isso acabo colocando mais sobre as minhas conquistas, dividindo meus momentos de alegria e também trabalhos.

E nas horas de descanso, o que costuma fazer pra relaxar e curtir o lazer? Atualmente tenho uma rotina tranquila de trabalho, então consigo aproveitar bem o dia. Gosto muito de ir à praia com amigos ou sozinho, gosto de ir ao cinema, ver espetáculos, adoro ficar em casa não sou muito de sair pra balada, então curto meu descanso fazendo coisas simples, mas que me renovam, para voltar ao trabalho recarregado.


Cazuza era muito crítico e isso era uma constante em suas músicas, como é o cidadão Osmar? Como se posiciona diante dos problemas de nossa sociedade? Sou bastante crítico, mas comigo mesmo. Me cobro muito, busco para que as coisas aconteçam da forma mais correta possível, sou muito observador e por ser assim, acabo vendo muitas coisas das quais não sou a favor, se acho que preciso falar, digo, caso contrário guardo aquilo e faço minha própria reflexão, sou muito expansivo e quando me calo é porque algo aconteceu.  Sou bastante comedido antes de emitir uma opinião, normalmente, exponho as minhas, sejam elas sobre assuntos particulares, sobre outras pessoas ou problemas sociais, o que me difere bem da personalidade do Cazuza que costumava gritar aos quatro cantos o que pensava sobre os outros e nossa sociedade.

Ideologia, você tem uma pra viver? Qual? Tenho várias! Lutar por um mundo sem desigualdade e preconceito, onde todos possam se respeitar e se ajudar independente de raça, credo , opção  sexual. Ideologia é algo bom, muito bom. Viver com um ideal, acreditar, lutar por um marco. O que não deve ser defendida é a ideologia cega, a alienação que leva ao autoritarismo e endeusamento de uma das várias formas de se enxergar o mundo, por isso o respeito também torna- se essencial, respeitar a visão do outro não importando o quão contrário ela seja da sua. 

Em algum momento da sua vida já desejou que o tempo parasse? Diversas vezes, tem dias que gostaríamos que o tempo parasse. Como quando recebemos uma boa noticia que o coração dispara e o sorriso se alarga, ou quando olhares se cruzam e falam mais do que cem mil palavras, um bom beijo, um abraço apertado nos pais, uma roda de violão com amigos. Que o tempo parasse em dias de temporal e famílias não fossem desabrigadas, que o tempo parasse em trocas de tiros e pessoas não fossem atingidas. Mas como não é possível, que o tempo passe e eu vou eternizando os bons momentos em minha memória.

O que é preciso pro dia nascer feliz? Acredito que tudo vale para que o dia nasça feliz. Como bem dizia o poeta: "Todo dia é dia, tudo em nome do amor... Nadando contra corrente". Um belo e sincero sorriso, um abraço carinhoso, um olhar apaixonado são suficientes para mudar o cotidiano em algo excepcional, basta se deixar levar pela simplicidade das coisas. Para o dia nascer feliz basta acreditar que o amanhã pode ser sempre melhor que o ontem e que o hoje é sempre o melhor dia de sua vida!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

MUSA: Marianna Rosas, nossa bela da tarde brinda o verão com novo (e provocante ensaio)

Nossa querida musa Marianna Rosas costuma participar de programas que deixam o telespectador babando, sua última missão foi visitar as melhores baladas por lugares incríveis como Ibiza e Mykonos. “Beleza em Dobro” foi o nome do seu último novo trabalho na TV, e aqui na MENSCH Mari nos conta um pouco de tudo que aconteceu e o que a encanta na estação mais quente do ano. Se depender dela, esse verão vai continuar quente!

Marianna como foi seu início como modelo? Na realidade eu comecei como promotora de eventos, e por conta disso tive que fazer material fotográfico pra enviar pras agências, depois que fiz o primeiro acabei fazendo outros e gostando muito de fotografar, participei de desfiles, fiz fotos para algumas marcas, mas nunca nenhum trabalho muito grande, até que resolvi participar de um concurso de belas torcedoras e foi lá que realmente tudo começou.

No ano passado você participou do programa Casa Bonita no Multishow e em outubro passado você participou do programa “Beleza em Dobro”. Como foi participar do segundo projeto? A ideia do “Beleza em Dobro” foi mostrar para o telespectador lugares com as melhores baladas pelo mundo, quem participa dessas festas, e o que as pessoas veem de diferentes nesses lugares, fazer com que quem esteja assistindo em casa tivesse vontade de estar lá com a gente, visitamos vários lugares paradisíacos e alucinantes o programa estreia dia 24 de outubro.

Qual o melhor lugar para balada que você visitou? Nessa temporada visitamos Ibiza, Mykonos e Corfu. Pra quem gosta de muita música eletrônica Ibiza é perfeito, tem festas todos os dias com os melhores DJs do mundo, tem festa no barco, festa na praia, festa em boate, festa na piscina, tem festa pra todos os gostos. E gostei muito de Mykonos também, lá existem muitas beach party, e as praias são incrivelmente lindas.

Qual lugar te encantou mais nessa viagem e por quê? Fiquei encantada por Mykonos, o mar, a praia, o clima, a culinária, lá tudo é perfeito, sempre quis conhecer as ilhas gregas, e particularmente sou apaixonada por praias acho que por isso fiquei muito encantada por esse lugar, pois tem visuais incríveis.




Como era o assédio dos homens por lá? Não senti muito assedio como sair numa balada aqui no Brasil, lá as pessoas saem mais no intuito de se divertir, e como existem muitas mulheres bonitas por lá acaba sendo algo normal, mas quando eles viam os biquínis brasileiros, não tinha jeito sempre acabava chamando muita atenção e sempre pediam pra tirar fotos (risos).

Alguma situação engraçada ou curiosa? Olha, lá em Corfu eles têm um jogo de vôlei que foi a coisa mais bizarra que já vi na vida, era um jogo em que nós tínhamos que pagar prendas pra ganhar pontuação, só que não eram coisas normais, não posso falar muito, pois vão ter que assistir ao programa pra ver, mas o que posso adiantar é que teve gente que até pelado ficou. 

Por falar em ficar pelado... Na viagem vocês visitaram alguma praia de nudismo? Teria (ou tem) coragem? Quase todas as praias que visitamos era super comum a pratica do topless, fomos pra uma praia em que se a pessoa quisesse ficar pelada também poderia, não fiquei nua em nenhuma delas, mas se fosse obrigatório acho que por mim não haveria problema.

Falando em balada, que tipo você prefere? Eu gosto muito de balada eletrônica, beach partys, mas vou pra de outros gêneros também como show de samba, na verdade gosto das pessoas que estão comigo, se tá todo mundo que a gente gosta junto, então tá tudo certo. Assim qualquer balada fica boa.

Onde os homens erram e acertam na paquera durante uma balada? Tem que saber chegar, não adianta esse negócio de pegar no cabelo, soltar cantada pronta, isso tudo é furada. Erro total. Agora se chegar com um papo legal, tiver perfumado, ser cavalheiro e educado, isso tudo ele acerta e já ganha alguns pontos.

Com a chegada do verão, o que você mais curte na estação? O que mais te agrada? Adoro o verão e amo justamente por poder aproveitar ao máximo as praias, tomar uma água de coco, tomar banho de mar, adoro de paixão.

Na praia você é adepta de biquininho mais ousado? Quase sempre! (risos) 

Por fim, qual a trilha sonora ideal para uma balada na praia? Depende do momento, gosto de ouvir algo mais tranquilo quando estou à caminho, algumas músicas de reggae, um CD de O Rappa, ultimamente tenho ouvido muito um CD que trouxe de uma pool party de Ibiza chamada Ushuaia, então pra mim tá sendo ela no momento.



FOTOS NEWMAN HOMRICH 
PRODUÇÃO JÚLIA SALGUEIRO 
CABELO E MAKE-UP PRISCILA BRAGA 
MARIANNA VESTE JOHN JOHN 
AGRADECIMENTO BEACH CLASS MURO ALTO (LOCAÇÃO)

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

CARRO: FERRARI CALIFORNIA T, O PRIMEIRO ESPORTIVO DE RUA COM MOTOR TURBO

Ícone de potência e objeto de desejo ao redor do mundo, a Ferrari sempre foi uma referência quando se trata de superesportivo. Agora sua nova geração chega com a inovação do conversível Ferrari California que passa a contar com a letra “T” de turbo. Um marco na história da marca por se tratar da primeira Ferrari de rua com motor turbo desde a lendária F40 em 1987

Falando em motor, o da California T usa o mesmo dos novos Maserati Quattroporte e Ghibli, ou seja, um 3.8 V8 biturbo com 560 cv e 79 kgfm de torque acoplado ao câmbio automatizado de dupla embreagem e sete velocidades. O que chega até um desempenho ainda mais superior do que seus “primos”. Comparando com o motor anterior da Ferrari California que era aspirado e contava com 490 cavalos de potência e torque de 51,5 kgfm, ou seja, tivemos um acréscimo de 49% de torque. Todo esse conjunto consegue levar os 1.625 kg do modelo aos 100 km/h em apenas 3,6 segundos.


Seu design teve inspiração na F12 Berlinetta, mantendo a capota rígida as principais mudanças estão na frente do veículo, com faróis redesenhados, lanternas com LED’s, saídas de ar nas laterais, seu capô perfurado conta agora com duas entradas de ar na parte traseira e quatro saídas de escape. Já seu interior teve poucas mudanças, foi adicionada uma tela sensível ao toque de 6,5 polegadas e botões de marcha iguais aos da F12. Além disso, um botão de partida, comandos do ar, volante e até mesmo dos pedais de freio e acelerador.





A Ferrari Califórnia T fará sua primeira aparição pública durante o próximo Salão Internacional do Automóvel de Genebra (Suíça) que acontecerá de 06 a 16 de março. Sua chegada ao Brasil é esperada para 2015 e seu preço deve continuar os mesmos já praticados pela marca, US$ 198,190 (R$ 476.944).




PARA SABER +

Site oficial: www.ferrari.com

Salão de Genebra: http://www.salon-auto.ch/fr/

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

BAR: O drink Ponche Saint Tropez para refrescar seu verão

Mágico, elegante, clássico, glamouroso são algumas das expressões que escuto cada vez que preparo um coquetel que leve na sua composição espumante, esta maravilhosa bebida cheia de efervescência e perlage (borbulhas). Bons champagnes e espumantes estão fortemente ligados à coquetelaria e representados em drinks cheios de história. Teremos o clássico Bellini italiano (creme de pêssego com espumante), receita criada por Giuseppe Cipriani, do lendário Harrys Bar de Veneza que nos anos 60 era o ponto de encontro de intelectuais e astros de cinema.  

Outro requisitado drink com espumante e o Champagne Cocktail (cubo de açúcar banhado com bitter angostura, brandy e espumante) imortalizado no filme Casablanca, com Humfrey Bogart e Ingrid Berman, tornando-se um ícone da época, era um coquetel efervescente para quem gosta de sabores agridoces. Também temos o Blackvelvet (cerveja escura tipo stout com espumante) uma forte combinação franco inglesa criado em 1861 quando todos na Inglaterra choravam a morte do príncipe Albert e seus leais súditos expressavam sua dor com a frase: “Neste dia o champagne deve ficar de luto onde a cor do drink representava a tristeza do povo.”

Para celebrar a estação mais quente do ano, e dar aquela aliviada no calor, preparamos o ponche Saint tropez, delicioso e refrescante drink coletivo, muito lindo e sedutor, será impossível não lembrar da Riviera francesa e Brigitte Bardot no auge do seu reinado nos anos 1960 quando preparava este coquetel nas suas festas.



Rodrigo Sepúlveda, especialista em bebidas e mixologia, gerente operacional, sommelier e consultor de bares do grupo Empório Central by Douglas Van Der Ley no Shopping Recife, consultor da www.rsprofissionalbar.com.br e apresentador do programa click drinks (www.tvguararapes.com.br).

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

SAÚDE: Dicas de nutrição para os corredores

A corrida é um dos esportes que mais cresce em nosso país, e paralelo a este crescimento seus adeptos buscam por informações diversas que melhorem seus treinos, desempenho e forneçam uma maior segurança à prática. Após abordar como escolher o tênis ideal, resolvemos selecionamos dicas nutricionais específicas para os diferentes momentos da prova (antes, durante e após), para que a alimentação torne-se um aliado na caça de melhores resultados. Vamos às dicas:

ANTES DA PROVA

Altere sua dieta de 2 a 3 dias antes da competição, nessa fase você precisará aumentar a sua reserva de glicogênio muscular, portanto sua dieta será supercompensada em carboidratos. Consuma macarrão, batata, pães, arroz, macarrão, torradas, geleias, suco de frutas, entre outros.


Nesse período evite o consumo de alimentos ricos em gordura (molhos gordos, frituras, recheios gordurosos, embutidos) e fibras (verduras cruas, produtos integrais, etc.), pois retardam o esvaziamento gástrico. Também diminua as porções de proteína (carnes, peixe, ovos, etc.), já que a dieta deve ser predominantemente de carboidrato.

Se você não tiver restrição de uso de sal, utilize no dia anterior à prova alimentos mais ricos em sódio (normalmente são os industrializados). Exemplos: sopas prontas em pacotes, picles, queijo ralado, molho de tomate, suco de tomate, ervilha e milho em conserva, são os mais comuns.

Não ingira refrigerante e álcool 24h antes do evento. Eles são diuréticos!

Sugestão de refeição que antecede a prova:
De 2h30 à 3h antes: copo de suco + sanduíche de pão branco com queijo + fatia de bolo simples. De 1h a 1h30 antes: copo de suco + torrada ou bolacha com geleia.

HIDRATAÇÃO (dia anterior à prova) - Adote uma ingesta sistemática de 4,5L de líquidos 24h antes do exercício ou competição.

SUGESTÃO: no café da manhã use 2 copos de suco (500 ml) + 1 copo (300 ml) de leite ou iogurte ou Ades.

No almoço use mais 2 copos de suco (500 ml). Em cada lanche use 1 copo (300 ml) de suco ou leite ou água de coco ou iogurte (total = 900 ml). No jantar use 1 copo de leite ou Ades (300 ml) + 1 copo de suco (300 ml) ou 1 prato de sopa. Antes de dormir use 500 ml de água.

DURANTE A PROVA

Se sua prova durar menos de 1 hora: Poderá começar a ingestão de água, se possível, a cada 20 minutos um copo de 200-250 ml. Se sua prova durar mais de 1 hora, sua hidratação poderá ser de duas formas:


Usando uma bebida esportiva do tipo Gatorade/Powerade ou outra de sua preferência: Use a cada 1 hora de corrida uma garrafa e distribua em pequenos goles a cada 15 minutos.

Usando carboidrato em gel: Cada unidade tem 30g de carboidrato que deve ser consumido com 500 ml de água. Modo de usar:  a cada 1 hora de corrida usar um Glicogel e beber 500 ml de água. O consumo deve ser devagar, dê pequenos goles de água para um pouco do gel.

OBS: Se, durante a prova, a distribuição de água for em copo de 250 ml, usar para cada gel dois copos. Se for garrafa de 500 ml, usar para cada gel uma garrafa de água. Lembre-se de sempre consumir o carboidrato + a água devagar, em pequenos goles.

APÓS A PROVA 

Adote um consumo regular de líquidos + eletrólitos + carboidratos logo após o exercício, use seu repositor de carboidratos. Verifique que algumas dessas dicas podem e devem ser usadas durante os treinamentos, em especial daqueles que treinam para provas de longa distância e que precisam de reposição de carboidratos durante o treino. 

 NÃO ESQUEÇA , antes de começar a correr devemos procurar um médico, um profissional de educação física e, se possível, um nutricionista. Fique atento, exercícios aeróbicos com duração acima de 20 minutos já são considerados de longa duração e exigem bastante dos indivíduos, principalmente quando praticados de média a alta intensidade e sob condições adversas, muitas vezes verificadas em algumas provas, como sol forte e grandes inclinações, por exemplo. Portanto, não saia correndo de qualquer maneira, trace metas e mantenha uma rotina de treino para tal.  Desta forma, a possibilidade de usufruir dos benefícios oriundos desta atividade é bem maior.

Desejamos ótimas provas a todos. 


*Roberta Costi e Izabel Oliveira são nutricionistas, e Anderson Santos é personal e faz parte do Mais Atividade Física.