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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

London Review II - Emoções fecham os Jogos Olímpicos de 2012‏

Se algumas frustrações marcaram os brasileiros na primeira semana das Olimpíadas, a segunda-feira seguinte se iniciou com o ouro espetacular do ginasta Arthur Zanetti. Das argolas ao lugar mais alto do pódio, Zanetti fez uma atuação impecável, batendo o favorito adversário chinês, e finalmente hasteando a bandeira brasileira no hall de campeões olímpicos da ginástica artística.
 

E as conquista continuaram. Se o judô foi nosso orgulho no começo, que brilhou agora foi o boxe. Esquiva Falcão trouxe a prata e seu irmão Yamaguchi, bronze. Para completar a tríade, a baiana Adriana Oliveira abocanhou o bronze, na primeira participação das mulheres nos jogos. Também nos trouxeram medalhas o vôlei de praia, com a prata de Alisson e Emanuel e o bronze de Juliana e Larissa; e o ouro espetacular que marcou o bicampeonato olímpico das meninas do vôlei. As medalhas que nos deram um pouco de decepção foram as pratas do futebol e do vôlei masculino, com derrotas não esperadas.
 
Das barbadas, o ouro dos americanos no basquete masculino, com um super time da NBA, acompanhado pelo time feminino, que conquistou o quinto ouro seguido. E como não podia deixar de ser, Usain Bolt monopolizou as atenções nas pistas de atletismo. Nada menos que três medalhas de ouro, 100% de aproveitamento, o inédito bicampeonato olímpico nos 100 e 200 metros rasos e o recorde mundial no revezamento 4x100. Definitivamente o homem mais rápido do mundo.




Mas no apagar das luzes o Brasil voltou a figurar no pódio. Yane Marques nos trouxe o bronze no pentatlo moderno, a primeira do país na modalidade. A partir daí, só festa. Londres preparou uma super cerimônia de encerramento, que trouxe artistas consagrados para agitar o estádio Olímpico. Estiveram por lá as Spice Girls, Beade Eyes (de Liam Gallagher) e Fat Boy Slim, além das emocionantes aparições no telão de John Lennon e Freddie Mercury, entoando sucessos acompanhados pelo público. No final, a bandeira olímpica foi passada ao Rio de Janeiro, com o nosso “samba do crioulo doido”, como definiu a criadora dos oito minutos do show brasileiro em Londres, que contou com Marisa Monte, Seu Jorge, o rapper B. Negão e a presença sempre especial de Pelé. Apagada a pira, o fogo olímpico espera apenas o tempo passar para se reaceso em 2016, na cidade maravilhosa. E essa festa será nossa. 


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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

OLIMPÍADAS: London Review - O que de melhor aconteceu na primeira semana dos Jogos

Atletas, recordes, superação, raça, decepções, medalhas. Tivemos tudo isso na primeira semana dos Jogos Olímpicos de Londres. A capital inglesa, na primeira semana do evento, movimentou o mundo e as expectativas de todas as pessoas. Para começar, a cerimônia de abertura saiu totalmente do script, substituindo as grandes coreografias pelo teatro e a cultura popular pela cultura pop, mostrando as grandes contribuições dos britânicos para a humanidade, como a revolução industrial, os clássicos da literatura infantil e o rock and roll e sua evolução através das décadas. Melhor do que isso, só o fechamento, com Sir Paul McCartney liderando o coro de mais de 80 mil vozes com Hey Jude.
 

Mas mesmo antes da abertura, o primeiro mico. A organização colocou a bandeira da Coréia do Sul no jogo de futebol feminino da Coréia do Norte, e as atletas se recusaram a entrar em campo. Uma hora de atraso, pedido de desculpas e seguem os jogos. E quem não sofreu junto com a esgrimista sul-coreana Shin Lam, que esperou mais de uma hora na pista de competição, sob holofotes e câmeras, seu técnico tentar um recurso contra a sua injusta eliminação. No fim, final infeliz e lágrimas, e uma história digna de Olimpíadas.

Nas arenas de competição, o destaque da primeira metade dos jogos foi Michael Phelps. O nadador americano tornou-se o maior medalhista olímpico da história, acumulando vinte e duas medalhas, sendo dezessete de ouro, batendo o recorde da ginasta russa Larissa Latynina. De quebra, sagrou-se tricampeão olímpico dos 200 metros medley, o primeiro da história a conseguir tal marca. Nosso César Cielo não conseguiu repetir o desempenho de Pequim e só voltou para casa com o bronze nos cinquenta metros livres. E Thiago Pereira trouxe a prata nos quatrocentos metros medley, a sua primeira e o nosso melhor resultado nas piscinas.
 
Outra vedete da primeira semana foi o judô, e o Brasil brilhou. Foram quatro medalhas: ouro com Sarah Menezes e bronze com Felipe Kitadai, Mayra Aguiar e Rafael Silva. Nossa melhor participação em uma edição dos Jogos. Dos pequenos aos gigantes, lutas sensacionais fizeram o público delirar no tatami brtânico. Em outros esportes, tivemos algumas decepções, como a eliminação precoce do basquete feminino, do futebol feminino, da ginástica olímpica e de Fabiana Murer, no salto com vara. Mas o Brasil segue na luta, com boas chances de medalha, na vela, no handebol feminino, no vôlei de praia masculino e feminino, futebol, vôlei, basquete masculino e atletismo. A segunda semana dos Jogos Olímpicos de Londres ainda prometem muito. Vamos torcer e ver que emoções nos aguardam.



QUADRO DE MEDALHAS (03/08)



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quinta-feira, 12 de julho de 2012

FOTOGRAFIA: O corpo e a Olimpíada‏

As Olimpíadas remontam os tempos antigos onde os deuses do Olimpo eram bastante presentes nas coisas terrenas e saudados por seus adoradores. Os jogos surgiram na Grécia por volta do ano de 2500 aC com o intuito de a cada 04 anos saudar o grande deus Zeus, o pai de todos os deuses. Foi em 776 a.C  que várias cidades-estados começaram a participar enviando seus atletas e as Olimpíadas passaram a ser não só um momento voltado para os esportes, mas também uma confraternização, um momento de paz, mesmo entre localidades que travavam guerras. Com o advento do Cristianismo em 392 d.C os jogos entre outras manifestações politeístas foram proibidas pelo então imperador romano Teodósio I. Somente em 1986 os jogos são retomados na cidade de Atenas e desde então Olímpicos fazem parte do calendário das nações do mundo e são o sonho de todo atleta.

DEUSES DA MODERNIDADE

Os atletas das antigas olimpíadas competiam nus e só era autorizada a participação de cidadãos que nunca tivessem cometido nenhum delito ou ato ilícito. Isso eleva a condição do atleta e nos remete ao que acontece na era moderna, afinal, nossos atletas, apesar de não competirem nus, exibem em seus uniformes corpos esculturais e são compelidos a levar uma vida regrada para manter a saúde do corpo e da mente. E para evitar fraudes são realizados exames antidoping.

 

THE BODY ISSUE

E como atletas e corpos perfeitos andam juntos e promovem admiração e contemplação a revista ESPN americana promove a “The Body Issue”, uma edição especial com o ensaio fotográfico mais esperado ano a ano onde exibe ensaios fotográficos com atletas nus em poses associadas aos esportes que praticam. Na edição 2012, chamada de “Bodies we want” (os corpos que queremos) traz, entre vários atletas, a brasileira Maya Gabeira, surfista de ondas gigantes. Participam ainda da edição o zagueiro Carlos Bocanegra, da seleção de futebol dos Estados Unidos; o pivô Tyson Chandler, do New York Knicks; a atacante Abby Wambach, da equipe americana de futebol; a tenista Daniela Hantuchova; e o time americano de vôlei.

 


ADMIRAR E SE ESPELHAR

Segundo os atletas que participam da edição a proposta não é somente de exibir os corpos, mas mostrar, que outras pessoas, atletas ou não, podem ter uma boa forma e serem saudáveis também. Basta querer. E para incentivar você algumas fotos dos ensaios e trechos das entrevistas:

 

Por que você decidiu posar para o Body Issue? TC: Eu acho que dá às pessoas uma oportunidade de dar uma olhada nos corpos dos atletas e entender por que somos capazes de fazer as coisas que fazemos. Eu acho que um monte de pessoas estão curiosas sobre isso.


O que você diz a si mesmo quando você sente que não consegue treinar ainda mais? TC: Eu penso na competição. Imagino um treinamento, e que existem pessoas, lá fora agora, fazendo mais do que eu, e se eu sair, eu estou dando a eles uma vantagem. Eu penso sobre as médias superiores no campeonato, e as equipes que estão no topo e eu estaria indo contra isso. Quando estou fazendo um trabalho de velocidade, eu penso sobre alguns dos grandes atletas em nossa liga que eu vou ter que jogar contra uma defesa que vem para mim a toda velocidade.  Eu sou a âncora defensiva no meu time, e sei que para ser uma âncora defensiva, você tem que estar em ótimo estado. Então, eu vou fazer o que for preciso. Vou treinar até cair antes de eu sair.


Quais os desafios que você enfrenta com seu corpo?  JB: Manter meu peso, porque eu tenho um metabolismo rápido. Com os exercícios que fazemos, tendemos a perder peso com rapidez durante a temporada. Todo ano, eu venho para o treinamento de primavera com cerca de 97,50 quilos, e eu desço a 95 uma vez que a temporada começa. No final do ano eu estou provavelmente com 90 quilos, de modo que ao longo do ano perco cerca de 5 quilos. A dieta é também uma parte enorme para manter minha performance. Eu tento alimentar meu corpo com os alimentos certos nos momentos certos para que eu tenha muita energia e resistência quando estou jogando. Se eu não comer e manter a minha formação, eu vou perder peso, e se você perder peso, você acaba perdendo sua resistência e seu poder, então eu definitivamente não quero fazer isso. Eu tenho que me forçar a comer um pouco mais do que o normal durante toda a temporada. Eu como muita proteína e grãos. Carboidratos são bons para os atletas, pois estamos ativos. Eu gosto de comer um monte de bife e sanduíches. Eu tenho que me forçar a comer mais peixe, eu acabei gostando um pouco dele. É um bom equilíbrio.




Veja o making of dos ensaios de capa:



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quarta-feira, 4 de julho de 2012

MUSAS: Nudez olímpica no ciclismo e no vôlei inglês‏

As Olimpíadas só começam final do mês, mais precisamente dia 27, mas os preparativos para o mês olímpico já começaram, especialmente na Inglaterra, que sediará os jogos esse ano. Como uma forma de dar boas vindas, duas famosas atletas inglesas posaram nuas para a revista GQ inglesa e conquistaram medalha de ouro de muito marmanjo que não desgruda da TV durante o período dos jogos. No caso as atletas são a ciclista Victoria Pendleton e a jogadora de vôlei Zara Dampney, duas belas musas olímpicas que vão dar muito que falar não só por conta da beleza, mas pelo desempenho nas competições.
VICTORIA PENDLETON

A ciclista Victoria Pendleton foi campeã olímpica em 2008 e considerada um símbolo sexual na Grã-Bretanha. Filha de peixe... quer dizer, de ciclista, Victoria começou a correr aos 9 anos de idade, mas só aos 13 foi descoberta e fez um razoável sucesso nas pistas. Hoje, aos 31 anos, Victoria já foi eleita a Mulher Esportista do Ano pela Associação dos Jornalistas Esportivos da Grã-Bretanha do ano de 2007 e já recebeu a Ordem do Império Britânico, além, claro de muitas medalhas em campeonatos britânicos e mundiais de ciclismo que culminou com sua medalha na última Olimpíada.


Em entrevista à revista britânica Esquire, Victoria falou “Eu sou vulnerável, eu sou emocional!", sobre o questionamento das pessoas que julgam que os atletas não devem revelar suas fraquezas. A britânica ainda disse que enquanto mantiver a calma e as suas pernas forem mais rápidas que a das outras, ela não encontrará problemas para ganhar. Sobre a última medalha olímpica Victoria comentou "Eu tentava sentir algo, mas não podia", que também contou que estava feliz quando tocou o hino nacional, mas não podia demonstrar por achar que isso era um desrespeito. Para conferir a performance de Victoria em Londres, as provas do ciclismo de pista serão disputadas entre os dias 28 de julho e 12 de agosto de 2012, no London Velopark.

ZARA DAMPNEY

A jogadora de vôlei de praia Zara Dampney, é uma das grandes apostas da Inglaterra para levar o ouro olímpico esse ano. Dupla com a jogadora Shauna Mullin, Zara começou a competir numa equipe britânica adulta já aos 16 anos pela equipe de vôlei do Clube Wessex. Formou-se em Direito, e logo em seguida fez sua estréia na Fédération Internationale de Volleyball em 2009 e fez parte da primeira equipe britânica a competir no tour por uma década. Ao lado de Shauna, elas competiram no teste olímpico, em Londres, onde ganharam todos os jogos do seu grupo, porém não esperavam encontrar pela frente a equipe brasileira que as eliminou na segunda fase eliminatória, que passou a ganhar o torneio. Agora nos resta torcer, e acompanhar durante os dias 08 e 09 de agosto que ganhará essa disputa.


Fonte: Terra, GQ, Wikipedia, R7, Esquire

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