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segunda-feira, 9 de maio de 2016

CINEMA: Os vencedores do CINE PE 2016

A 20ª edição do Cine PE chegou ao fim, na noite deste domingo (8) no Cinema São Luiz, e consagrou o pernambucano “Danado de Bom”, primeiro longa da diretora Deby Brennand, com quatro troféus Calunga: Melhor Filme, Fotografia, Montagem e Edição de Som. O documentário acompanha o Mestre João Silva (1935-2003), grande compositor e parceiro de Luiz Gonzaga, em uma viagem pelo sertão até sua cidade natal, Arcoverde, em Pernambuco.

O cineasta carioca Luiz Rosemberg Filho, que no festival apresentou o longa “Guerra do Paraguay”, recebeu a Calunga de Prêmio Especial do Júri pelo conjunto de sua obra e contribuição ao cinema nacional. A ficção “Redemunho”, de Marcélia Cartaxo, da Paraíba, ganhou o prêmio de melhor curta nacional. Na competição de curtas pernambucanos, o vencedor foi “Maria”, de Carol Correia.
O júri oficial do Cine PE foi formado por João Batista de Andrade (diretor e produtor - SP), Guilherme Fiuza (diretor e produtor - MG), Angelisa Stein (produtora - RS), Odilon Wagner (ator - SP) e Ingra Liberato (atriz - BA).

PRÊMIO DA CRÍTICA - Composto pelos críticos JoãoNunes, André Dib, Andreia Castro, Marcos Santuário, Renato Hermsdorff e pelo professor de cinema da UFPE Claudio Bezerra, o júri da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema) concedeu a Calunga de melhor longa para “Guerra do Paraguay”, de Luiz Rosemberg Filho, e de melhor curta nacional para “Pedro Bruscky”, de Walter Carvalho.

PRÊMIO CANAL BRASIL - Com júri formado pelos jornalistas Maria do Rosário Caetano, Luiz Zanin Oricchio, Fabiano Ristow, Edu Fernandes, Ismaelino Pinto, Orlando Margarido e Julio Cavani, o Prêmio Canal Brasil elegeu como melhor curta “Redemunho”, de Marcélia Cartaxo. Com o objetivo estimular a nova geração de cineastas, o Canal Brasil oferece, nos principais festivais de cinema do país, um troféu e R$ 15 mil para o melhor filme de curta-metragem, que também é exibido em sua grade de programação.  

OS VENCEDORES DO CINE PE 2016

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS 

Melhor Filme: “Danado de Bom” (PE), de Deby Brennnad
Direção: Rodrigo Gava, por “As Aventuras do Pequeno Colombo” (RJ)
Roteiro: Caio Sóh, por “Por Trás do Céu” (SP)
Fotografia: Jane Malaquias, Pablo Nóbrega e Pedro Von Kruger, por “Danado de Bom” (PE)
Montagem: Jordana Berg, por “Danado de Bom” (PE)
Edição de Som: Ernesto Sena e Antonio de Pádua, por “Danado de Bom” (PE)
Trilha Sonora: Ary Sperling, por “As Aventuras do Pequeno Colombo” (RJ)
Direção de Arte: Ana Isaura, Zeno Zanardi e Kennedy Mariano, por “Por Trás do Céu” (SP)
Ator Coadjuvante: Renato Góes, por “Por Trás do Céu” (SP)
Atriz Coadjuvante: Paula Burlamaqui, por “Por Trás do Céu” (SP)
Ator: Felipe Kannenberg, por “Leste Oeste” (PR)
Atriz: Simone Iliescu, por “Leste Oeste” (PR)
Prêmio Especial do Júri: para o cineasta Luiz RosembergFilho, pelo conjunto de sua obra e contribuição ao cinema brasileiro
Prêmio da Crítica (júri da Abraccine): “Guerra do Paraguay”, de Luiz Rosemberg Filho (RJ)
Prêmio do Júri Popular: “Por Trás do Céu”, de Caio Sóh (SP) 

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS NACIONAIS

Melhor Filme: “Redemunho”, de Marcélia Cartaxo (PB)
Direção: Marcello Sampaio, por “O Coelho” (RJ)
Roteiro: Marcélia Cartaxo e Virginia de Oliveira, por “Redemunho” (PB)
Atriz: Ingrid Cairo, por “O Coelho” (RJ)
Ator: Daniel Porpino, por “Redemunho” (PB)
Fotografia: Marcello Sampaio, por “O Coelho” (RJ)
Direção de Arte: Hermerson Souza, por “This is not a Song of Hope” (PE)
Edição de Som: Alexandre Barcellos e Felipe Mattar, por “Das Águas que Passam” (ES)
Trilha Sonora: Lívio Tragtemberg, Naná Vasconcellos e Villa Lobos, por “Gramatyka” (DF)
Montagem: Guto BR, por “O Último Engolervilha II” (RJ)
Prêmio do Júri Popular: “O Coelho”, de Marcello Sampaio(RJ)
Prêmio da Crítica (júri da Abraccine): “Paulo Bruscky”, de Walter Carvalho (PE)

Prêmio Canal Brasil: “Redemunho”, de Marcélia Cartaxo (PB)

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS

Melhor Filme: “Maria”, de Carol Correia
Direção: Tauana Uchôa, por “Não Tem Só Mandacaru”
Prêmio do Júri Popular: “Diva”, de Luiz Rodrigues Jr.


terça-feira, 26 de abril de 2016

CINEMA: Cine PE comemora 20 anos buscando o lado lúdico e lírico da arte


O Cine PE chega à 20ª edição e, em 2016, acontece entre os dias 2 e 8 de maio, no Cinema São Luiz, para onde voltou no ano passado. Longas de ficção e documentários estarão juntos na Mostra Competitiva de Longas-Metragens, que reúne seis filmes nacionais, com diversas estreias no Brasil. A Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Pernambucanos apresenta nove filmes e a Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Nacionais, nove. Os ingressos custarão R$ 5.

Inscreveram-se este ano 575 filmes, sendo 501 curtas e 74 longas. “Tive o prazer de assistir a 31 curtas pernambucanos, nas diversas categorias. Jovens talentos estão surgindo no nosso cinema. Surpreendeu-me observar o quão universal estão os projetos produzidos por estes jovens. Fala-se de “estiagem”, de “seca”, mas também se produz roteiros ricos na dramaturgia existencial dos personagens, nos conflitos sociais e políticos. Foi uma rica experiência e concluo este processo seletivo com um sentimento de felicidade por poder entregar uma grade de filmes pernambucanos para uma plateia que, como sempre muito crítica, saberá reconhecer os méritos dos quais exalto aqui”, diz Sandra Bertini, diretora do Cine PE.

Sobre a seleção de longas e curtas nacionais, o crítico Rodrigo Fonseca aponta o tom de valorização do lirismo e do humor. “Vários filmes, mesmo os documentais, estão buscando o lado lúdico e lírico da arte. O coletivo de filmes dessa edição espelha essa tendência, que tenho identificado nos filmes brasileiros desse ano em geral. Uma busca pela leveza do sonhar e pelo humor. Os curtas têm esse mesmo traço de valorização do riso, do sonhar e do imaginar. Esses são os pontos centrais do Cine PE de 2016, que tentou valorizar autores já consagrados, como é o caso de Walter Carvalho, Paloma Rocha e Luiz Rosemberg Filho, e também apontar jovens talentos que gravitam do curta para o longa, como é o caso do Rodrigo Grota, que estreia com a gente seu primeiro filme de fôlego longo, que é o ‘Leste Oeste’”, diz Fonseca, que também destaca “Das Águas Que Passam”, de Diego Zon, que foi exibido na mostra oficial de curtas do Festival de Berlim, a Berlinale Shorts. Entre os longas em competição, três são 100% inéditos no Brasil: “Leste Oeste”, “Guerra do Paraguay” e “Por Trás do Céu” (veja lista completa abaixo).

Além da mostra competitiva, a vigésima edição do festival vai contar com a exibição de três filmes Hour Concurs. São eles: “Vidas Partidas” (RJ), “Pedrinho e a Chuteira da Sorte” (PE) e “Vampiro 40 Graus” (RJ), este último com sessão especial às 23h59.

O QG do festival será no Hotel 7 Colinas, em Olinda, onde acontecerão os debates e seminários. O hotel também vai receber os convidados e a imprensa especializada de todo o Brasil. Os debates dos filmes serão sempre na manhã seguinte à exibição e os seminários/wokshops ocuparão o período da tarde, tratando de temas atuais que envolvem o setor do audiovisual. Entre eles, destaque para uma sessão relativa aos resultados do mais recente Rio Content Market, com o apoio do BNDES.


HOMENAGENS

No quesito homenageados, o Cine PE 2016 vem com dois nomes de peso: a cineasta Carla Camurati e o ator Jonas Bloch. “O currículo artístico destes dois profissionais e a trajetória de trabalhos realizados por ambos são dignos de muitas homenagens. Camurati se lançou como diretora, produtora, roteirista e distribuidora em 1995 com o longa-metragem ‘Carlota Joaquina, Princesa do Brazil’, filme que se tornou um marco na retomada do cinema nacional. Jonas Bloch tem uma grande identidade com o cinema pernambucano, tendo participado de alguns filmes sob a direção de Cláudio Assis”, diz Sandra Bertini, diretora do Cine PE. 

Além de “Carlota Joaquina”, Carla dirigiu longas como “Copacabana” e “Irma Vap – O Retorno”. Ela ainda é atriz, atuando em novelas como “Brilhante”, “Champagne”, “Fera Radical” e Grande Pai”, e filmes como “A Estrela Nua” e “Lamarca”. A cineasta dirigiu também versões de óperas para o teatro nacional, como “Madame Buttefly”, “Carmen” e “O barbeiro de Sevilha”. Camurati deixou recentemente a direção do Teatro Municipal do Rio de Janeiro para assumir a curadoria de toda a parte cultural das Olimpíadas de 2016.

Já Jonas Bloch tem 50 anos de carreira e dezenas de novelas no currículo, como “Irmãos Coragem”, “Top Model”, “Mulheres de Areia”, “A Viagem” e “Sete Vidas”. No cinema, destaque para atuações em filmes como “Policarpo Quaresma, Herói do Brasil”, “O dia da caça” e “Amarelo Manga”.  

TROFÉU CALUNGA

O Troféu Calunga é oferecido aos vencedores das mostras competitivas de curtas e longas-metragens. A “Calunga” representa a boneca carregada pela sacerdotisa dos cultos afro-brasileiros durante a apresentação do Maracatu. Ela faz parte das cerimônias religiosas, onde recebe o nome de uma princesa e representa uma divindade expressando um objeto de força e proteção. O Troféu Calunga é uma criação da artista plástica Juliana Notari.

PREMIAÇÕES 

De acordo com o regulamento do Cine PE, são 12 categorias de prêmios para a Mostra Competitiva de Longas-Metragens: filme, direção, roteiro, fotografia, montagem, edição de som, trilha sonora, direção de arte, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, atriz e ator. Os filmes da Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Nacionais serão julgados em dez categorias: filme, direção, roteiro, fotografia, montagem, edição de som, trilha sonora, direção de arte, ator e atriz. Os títulos da Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Pernambucanos disputam a Calunga de filme e direção. Haverá um júri único para todas as categorias – os nomes dos jurados serão divulgados em breve.

INGRESSOS 

Os ingressos para as sessões do 20º Cine PE custarão meia-entrada no valor de R$ 5,00 (preço único). A bilheteria será de responsabilidade do Cinema São Luiz, e o faturamento revertido para a manutenção do espaço. Haverá vendas antecipadas, nas bilheterias do Cinema São Luiz. 


INFORMAÇÕES E PROGRAMAÇÃO: www.cine-pe.com.br

domingo, 23 de outubro de 2011

CINEMA: 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

De sexta 21 de outubro a quinta 3 de novembro, acontece em São Paulo a tradicional Mostra SP. Durante duas semanas, a 35ª Mostra Internacional de Cinema oferece aos cinéfilos cerca de 250 títulos inéditos dos mais variados países e cinematografias, que serão exibidos em 22 salas, entre cinemas, museus e centros culturais espalhados pela capital paulista. A seleção é um apanhado do que o cinema contemporâneo mundial está produzindo e das tendências - temáticas narrativas e estéticas - que estão predominando ao redor do mundo. 

Esta edição é marcada pelo falecimento, na sexta-feira 14 de outubro, uma semana antes do início do evento, do crítico, produtor, escritor, cineasta e fundador da Mostra de São Paulo Leon Cakoff, aos 63 anos. Cakoff sofria de um melanoma, agressivo câncer de pele que já havia sido tratado em 2002, mas que o atacou novamente no ano passado. Foi uma figura essencial para o cinema no Brasil, atuando como cineclubista e programador do antigo cinema do MASP, combatendo a ditadura (sírio naturalizado no Brasil, Cakoff é um pseudônimo para Chadarevian, utilizado devido a problemas com o regime militar). Desde as primeiras Mostras, exibiu filmes das mais variadas nacionalidades, muitas vezes às escuras numa batalha contra a censura, e criou o 'voto popular' para melhor filme quando o brasileiro, sob a ditadura, ainda não podia votar. Trouxe ao Brasil cineastas como Pedro Almodóvar, Quentin Tarantino, Abbas Kiarostami e Manoel de Oliveira, até então pouco conhecidos pelo público. Seu legado é inestimável para a cidade de São Paulo e para o Brasil, que entrou no circuito dos mais importantes festivais mundiais de cinema. A Mostra fica nas mãos de Renata de Almeida, sua esposa, mães de dois dos quatro filhos de Cakoff, e co-diretora da Mostra há 20 anos.


A arte da Mostra SP é assinada pelo desenhista Mauricio de Sousa, com seu personagem de quadrinhos, Piteco, criado em 1964. Além da seleção de filmes e oficinas, a Mostra inaugura uma exposição inédita reunindo obras de um dos grandes mestres do cinema soviético, Sergei Paradjanov (1924-1990). PARADJANOV, O MAGNÍFICO vai contar com cerca de 60 trabalhos do mestre, entre pinturas, instalações, colagens e desenhos. A exposição acontece de 19 de outubro e até dia 20 de novembro, no Museu da Imagem e do Som – MIS. Alem da exposição, a Mostra apresenta ainda uma retrospectiva de Paradjanov e o documentário PARADJANOV, O REBELDE, de Patrick Cazals.

Entre os filmes confirmados na programação estão O AMOR NÃO TEM FIM (Late Bloomers), de Julie Gavras; HABEMUS PAPAM, de Nanni Moretti (Caro Diário e O Quarto do Filho); O FUTURO de Miranda July (Eu, Você e Todos Nós); A ILUSÃO CÔMICA (L'Illusion Comique), de Mathieu Amalric; LOW LIFE, de Nicholas Klotz e Elisabeth Perceval; COMO COMEÇAR SEU PRÓPRIO PAÍS (How To Start Your Own Country), de Jody Shapiro; AS NEVES DO KILIMANJARO (The Snows of Kilimanjaro), de Robert Guédiguian; ERA UMA VEZ NA ANATOLIA (Once Upon a Time In Anatolia), de Nuri Bilge Ceylan, que ganhou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2011; OS CONTOS DA NOITE (Les Contes De La Nuit), de Michel Ocelot; SLEEPLESS NIGHT STORIES, de Jonas Mekas; PATER, de Alain Cavalier; CISNE, da portuguesa Teresa Villaverde; MUNDO MISTERIOSO, de Rodrigo Moreno; e SORELLE MAI, de Marco Bellocchio (Vincere) e CAVERNA DOS SONHOS ESQUECIDOS (Cave Of Forgotten Dreams), o aguardado documentário em 3D do alemão Werner Herzog (O Homem-Urso e Vício Frenético). 


Falando em documentários, destaque para as presenças de AS CANÇÕES, de Eduardo Coutinho; PROJETO NIN, de Joshua Marston (O Equilibrista); O MUNDO DE CORMAN: Aventuras de Um Rebelde em Hollywood, sobre o cultuado cineasta B Roger Corman e o documentário musical BATIDAS, RIMAS E VIDA: As Viagens de A Tribe Called Quest. Já os destaques brasileiros ficam por conta de SUDOESTE, de Eduardo Nunes; PAÍS DO DESEJO, do pernambucano Paulo Caldas; O PALHAÇO, dirigido por Selton Mello; OS 3, de Nando Olival; HISTÓRIAS QUE SÓ EXISTEM QUANDO CONTADAS, de Júlia Murat e EU RECEBERIA AS PIORES NOTÍCIAS DOS SEUS LINDOS LÁBIOS, de Beto Brant e Renato Ciasca. Entre as sessões especiais as exibições de O LEOPARDO de Luchino Visconti, TAXI DRIVER de Martin Scorsese, DESPAIR de R. W. Fassbinder, 1900 de Bernardo Bertollucci, as chanchadas clássicas de Carlos Manga, como O HOMEM DO SPUTINIK e NEM SANSÃO NEM DALILA e A DOCE VIDA de Federico Fellini. Claro, destaque também para a excelente retrospectiva do mestre Elia Kazan, com clássicos inestimáveis do cinema americano, como VIDAS AMARGAS, SINDICATOS DE LADRÕES e CLAMOR DO SEXO.
 

Com uma programação ousada em 2011, a Mostra SP deixou de fora, para desgosto da ala festiva, os novos filmes de medalhões como Roman Polanski, David Cronenberg e Pedro Almodovar, todos estreando em breve nos multiplexes e predomina uma maioria absoluta de filmes desconhecidos do grande público. Mas pra não dizer que a 35ª Mostra não tem estrelas, veremos rostos conhecidos como Keira Knightley em APENAS UMA NOITE (incrível como todo ano tem um filme dela); Adrien Brody em DESAPEGO (de Tony Kaye, de A Outra História Americana); Helena Bonham Carter em TOAST; a francesa Clotilde Hesme em ANGELE E TONY; Ben Foster no indie AQUI; Vincent Lindon em PATER; e William Hurt e Isabella Rossellini em LATE BLOOMERS - O Amor Não Tem Fim, de Julie Gavras (A Culpe é do Fidel!). Pequenos hits de festivais internacionais recentes, como SUBMARINE (de Richard Ayoade), THE FORGIVENESS OF BLOOD (Joshua Marston, de Maria Cheia de Graça), o romeno LOVERBOY (Catalin Mitulescu), TATSUMI (Eric Khoo) e o mais novo produto da recente safra de filmes gregos estranhos ATTENBERG (de Athina Rachel Tsangari, que tem no elenco e na produção Giorgos Lanthimos, indicado ao Oscar por Dente Canino) também estão na seleção. E ainda será realizada a estréia de MUNDO INVISÍVEL, coletânea de curtas dirigidos por cineastas como Wim Wenders, Atom Egoyam (presidente do júri deste ano) e por Leon Cakoff, que também produziu o longa. Promete ser um dos momentos mais emocionantes de homenagem a Cakoff.

 


Last but not least, de última hora a direção da Mostra SP confirmou FAUSTO, vencedor do Leão de Ouro do último Festival de Veneza, como o mais novo filme a integrar a programação. O filme de Alexsander Sokurov foi escolhido como o favorito pelo júri liderado por Darren Aronofsky (Cisne Negro) em setembro deste ano. O filme é uma adaptação particular do mito de Fausto, sem maiores conexões com as encarnações anteriores do personagem (Goethe, Murnau). O filme encerra a tetralogia do poder de Sokurov, iniciado por Moloch e seguido de Taurus e O Sol.

Então, a partir de sexta 21 de outubro, São Paulo é cinema. Agora é quebrar a cabeça escolhendo entre uns 70 filmes por dia, a sua maioria nas redondezas da Avenida Paulista. Para cinéfilos, não há nada melhor acontecendo em São Paulo durante estes 15 dias.

SERVIÇO:
Quando: de 21 de outubro e 3 de novembro de 2011
Informações e programação completa:
Central da Mostra: Conjunto Nacional (Paulista, 2073), das 10h às 21h, ou
http://35.mostra.org
Quanto:Permanente integral: R$ 390
Permanente integrante Folha: R$ 331,50 (para assinantes do jornal)
Permanente especial: R$ 90 (para sessões de 2ª a 6ª feira até às 17h55)
Permanente especial Folha: R$ 76,50
Pacote de 40 ingressos: R$ 285
Pacote de 20 ingressos: R$ 165
Ingressos individuais (adquiridos somente no dia da sessão)
Segunda a quinta: R$ 14 / R$ 7 meia
Sexta a domingo: R$ 18 / R$ 9 meia

Vendas pela internet: www.ingresso.com, com antecedência de quatro a um dia antes da sessão.


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