Os chefs pernambucanos André Saburó, Joca Pontes e Duca Lapenda são atum, farofa e espaguete no filme que conta a relação afetiva desses três amigos com a gastronomia. É como se a essência de suas cozinhas se ampliasse em tela grande para mostrar ao espectador o quanto de sentimento, técnica e sabor podem estar presentes em um único prato. Basta saber de onde ele veio e a que se propõe. Resultado de vários anos de captação de imagem feita pelo diretor romano Riccardo Rossi no dia a dia e na viagem do trio para regiões do Japão, Roma e França. Mesmo embasado por cenários tão distintos, o longa, com ares de documentário, tem um fio condutor básico, que é o convite feito a Joca para a realização de um jantar no estrelado Zé Kitchen Galerie, onde o chef trabalhou durante sua temporada de estudos em Paris. Para esse retorno tão apropriado a quem hoje comanda restaurantes de peso no Recife, como Ponte Nova, Villa e La Plage, veio a ajuda indispensável de uma dupla que reforça o movimento de união e compartilhamento entre os cozinheiros pernambucanos. O pedido para Duca, da marca de referência italiana Pomodoro Café, e Saburó, do premiado Taberna Japonesa Quina do Futuro, formarem a pequena comitiva rumo à França aconteceu sem nenhuma espécie de roteiro ou jogo ousado de câmera, o comum de superprodução. Aliás, os envolvidos neste filme foram os que também investiram na captação de verbas do road movie. "Acabou que todo mundo segurava a câmera e participava da cena ao mesmo tempo. Temos centenas de horas de gravação contínua, condensadas em pouco mais de uma hora", lembra Duca. INTERCÂMBIO GASTRONÔMICO
São cenas com os bastidores de um jantar importante, que começa pela escolha atenciosa dos ingredientes em feiras e supermercados, passando pela troca de informações com outros chefs e chegando à ansiedade de quem saiu da sua zona de conforto para fazer bonito. "Fomos muito bem recebidos. A França ainda me impressionou na riqueza dos detalhes, como numa maneira precisa de dobrar uma simples massa", diz Saburó. Mas, entre os ensinamentos, houve a troca. Como na passagem pela Itália, onde o trio também cozinhou com pedidas regionais, como queijo de coalho e goma de tapioca, em cozinha típica de lá. "Marcou a qualidade dos produtos de origem, principalmente os vegetais e sua melhor berinjela, abobrinha e tomate", comenta Joca. No vídeo, esses ingredientes crescem em forma e cor, que fica até difícil assistir com fome. Na chegada ao Japão, a vivência da comida servida na rua ou nos rituais domésticos, onde o respeito pelo alimento e tudo em sua volta se faz presente. "Foi importante não só conhecer o funcionamento do mercado de peixe, como também entrar naquelas casas e se deparar com uma história tão viva dos orientais", completa Duca. Contexto perfeito para Saburó reviver momentos de família, com participação da mãe e do irmão em situações importantes da viagem.
Entre hotéis, restaurantes, avenidas e tantos ingredientes no fogão, os três foram ainda reafirmando a amizade e o alter ego que intitula o filme. "O que é possível trazer de uma viagem como essa são as técnicas que, talvez, sejam possíveis de aplicar em produtos locais", resume Saburó. Em tempo, o longa já conquistou diversos prêmios internacionais, incluindo o de Melhor Filme em Língua Estrangeira, do disputado Hollywood International Documentary Awards. Já foi exibido no Festival Audiovisual Cine-PE. E continua inscrito em vários outros festivais mundo afora. Promete ganhar força para exibição em telonas brasileiras. Como tem que ser.
Ele soube como ninguém viver a vida. Certamente viveu a vida de muitos homens e foi invejado por outros tantos ao redor do mundo. Hugh Hefner faleceu na madrugada do dia 28 de setembro deixando um legado marcante. Criador de uma das marcas mais conhecidas no mundo, Hefner criou Playboy numa época onde falar de sexo e política abertamente era algo proibido. Em 1953, recém demitido da revista “Esquire” após ter aumento negado Hefner pediu um empréstimo para abrir seu próprio negócio. Com mil dólares no bolso, a vontade de fazer algo, em agosto de 1953, aos 27 anos, ele lançou o primeiro número de Playboy, com a estrela Marilyn Monroe, ainda no início de carreira, com a icônica foto nua em uma cama com lençóis de veludo vermelho. Começava aí uma trajetória de sucesso de uma das marcas mais rentáveis no mundo e nascia o homem mais invejável do planeta.
A edição número 0 deu certo e em seguida vieram muitas outras. Contando com a colaboração de jovens escritores e fotógrafos que futuramente também virariam ícones, Hefner foi criando o seu conceito de viver bem, ultrapassando tabus, protestos de feministas e até a II Guerra Mundial (o avião da Playboy chegou a levar revistas e coelhinhas para alegrar os soldados em guerra). “Quando Hef (Hugh Hefner) criou a Playboy, ele fez isso para defender a liberdade pessoal e sexual em um momento que os Estados Unidos eram dolorosamente conservadores. A nudez desempenhou um papel no debate sobre nossas liberdades sexuais”, afirmou a equipe da Playboy. Nas primeiras décadas da publicação, os conservadores que se escandalizavam com a nudez nas bancas de revista eram uma dor de cabeça constante para o editor, mas as feministas também estavam entre as críticas do estilo vendido pela Playboy. O ícone, que antes seria um veado, virou um coelhinho e daí por diante uma marca fortalecida pela imagem das famosas coelhinhas. Que ao longo dos anos foi revelando mulheres que se tornaram símbolos sexuais tão famosas quanto as estrelas de Hollywood, como por exemplo Pamela Anderson, ícone e maior recordista de capas da Playboy (14 capas ao todo). Playboy também foi famosa pelas suas entrevistas com personalidades mundiais, tais como o líder cubano Fidel Castro, o presidente sandinista da Nicarágua, Daniel Ortega, durante seu confronto com Ronald Reagan em 1983; e Martin Luther King, depois de receber o Nobel da Paz.
Hefner também virou notícia por conta de seus vários relacionamentos e casamentos, ele se casou por primeira vez em 1949 com Mildred Williams, com a qual teve dois filhos, e se divorciou dez anos depois. Após três décadas com um estilo de vida desenfreado, em 1989 se voltou a casar, desta vez com a “coelhinha” da Playboy daquele ano, Kimberley Conrad, 36 anos mais jovem que ele, com a qual teve outros dois filhos e de quem se separou em 1998. Hefner também ficou conhecido por festas em sua Mansão Playboy e por ter várias namoradas ao mesmo tempo ao longo da vida. Seu estilo de vida foi retratado no reality show "Girls of Playboy mansion", cujas primeiras temporadas tinham as loiras Kendra Wilkinson, Holly Madison e Bridget Marquardt. Ninguém pode negar que o grande Hefner soube como ninguém curtir a vida. Sua última esposa foi Crystal Harris, “coelhinha” da Playboy em dezembro de 2009. Ela tinha 26 anos e ele 86 quando se casaram, em 2012. "Meu pai viveu uma vida excepcional e impactante como pioneiro da mídia e da cultura e liderou movimentos sociais significantes em seu tempo", disse Cooper Hefner, filho de Hugh e atual chefe criativo da Playboy.
Às margens do Rio Capibaribe, centro de Recife, um galpão centenário é reformado para abrigar um inovador espaço para eventos unindo criatividade arquitetônica e gastronômica. Há 4 anos no mercado de buffet para festas, Mariana Lucena conta ter começado a atuar nesta área por identificar uma lacuna no mercado local em relação a serviços gastronômicos personalizados e em especial para um público de paladar mais exigente e criterioso. A nova sede do Fiordes Buffet tem uma localização estratégica, tanto para eventos sociais, como os corporativos, uma vez que está muito próxima de igrejas tradicionais como é o caso da Madre de Deus, Ordem Terceira de São Francisco, e tantas outras preferidas pela sociedade pernambucana. Além de estar bem próxima ao Porto Digital, Assembleia Legislativa e várias empresas públicas e privadas sediadas no coração da cidade. O projeto buscou realçar os valores históricos e culturais da Rua da Aurora preservando arquitetura e fachada originais, com pé direito de oito metros, dispõe de telhado com tratamento acústico e estrutura preservada em madeira de dormentes. Houve ainda uso do aço corten, tecnologia usada na chapa de aço dando aparência de ferrugem, para simular desgaste temporal. Este elemento marca a entrada principal da casa. A proposta do Fiordes é oferecer cardápios contemporâneos com flexibilidade para atender aos desejos e paladar de cada cliente mantendo sua identidade e diferencial. E isso se estende a sua própria infraestrutura projetada para ser em um agradável ambiente clean e clássico capaz de se adequar a criatividade e inventividade dos decoradores. A infraestrutura conta ainda conta com passagens internas estratégicas, para que os garçons consigam atender todos os convidados com facilidade. Além de um espaço aconchegante para noivas e escada central para surpreender os convidados através de uma entrada cênica. Um projeto exclusivo da Todeschini. Dentro e fora o Fiordes tem muito a encantar. ENTREVISTA Mariana Lucena
Quais os grandes diferenciais do Fiordes? Estamos sempre em busca de inspirações nacionais e internacionais para criação contínua de novos pratos. Não passamos mais de seis meses sem trazer receitas inéditas para o cardápio. A gestão do negócio é outro ponto importante, aplicando qualidade em todo o processo e principalmente na equipe. Gente qualificada e engajada é receita certa para o sucesso.
Onde busca inspiração para se atualizar e trazer algo diferente no serviço de vocês? Através de estudos, pesquisas, viagens. Estamos sempre atentos as tendências gastronômicas, buscando trazer novidades que encantem paladares diversos, pois as possibilidades e combinações são infinitas e atender a expectativa do cliente é o nosso maior compromisso. Quem assina o cardápio do Fiordes? O chef Douglas Van Der Ley. Além da competência já bastante reconhecida, ter perfil criativo em sintonia com o Fiordes. O que podemos esperar do Fiordes? Charme, conforto, serviços exclusivos, ótima localização e claro, ótima gastronomia.
O ex-capitão do British Team deixou os gramados aos 38 anos, com um currículo recheado de títulos e passagens por grandes clubes do futebol mundial. Hoje, o talentoso meio-campista é história, mas ainda ouviremos falar muito do mito da moda e da publicidade; uma referência do show business. A MENSCH mostra quem foi esse grande atleta e quem é esse ícone do universo masculino. O ATLETA Por trás do modelo, sexy simbol e celebridade que atrai os flashes dos paparazzi em busca dos melhores ângulos de sua vida pessoal, existe um atleta que marcou época no futebol do seu país e alcançou o estrelato dentro das quatro linhas. O meio-campista inglês David Beckham é também um dos melhores jogadores de futebol de sua geração, um líder que conduziu a seleção inglesa em três Copas do Mundo (1998, 2002 e 2006) e foi durante o auge da sua carreia alvo de cobiça dos grandes clubes do futebol mundial.
Beckham começou sua carreira juvenil em 1991 no poderoso Manchester United, conduzido pelo lendário treinador Sir Alex Ferguson. Desde muito cedo, seu futebol diferenciado chamou a atenção do técnico do time principal, sendo lançado nos profissionais em 1993. Nos Red Devils, Beckham logo se tornou o eixo do time, sendo peça fundamental na reestruturação da equipe dentro de campo, vencendo seis campeonatos ingleses em oito anos e com a incrível conquista da Champions League de 1999 (em uma final eletrizante contra o Bayern de Munique em Barcelona) e o posterior título mundial no Japão, além de ajudar o clube inglês a se tornar a maior potência econômica do futebol mundial.
Surgia então o jogador Beckham, o camisa 7 do English Team, que daria origem ao cultuado personagem. De passe refinado, Beckham era capaz de colocar os companheiros na cara do gol com lançamentos milimétricos, além de ser um exímio cobrador de faltas. Sua presença em campo era a garantia de um jogo cadenciado, surpreendente e decisivo, o sonho de qualquer treinador. Durante os noventa minutos de jogo, só existia um atleta de futebol apurado, passes precisos e taticamente disciplinado, o que o levou a ser eleito segundo melhor jogador do mundo pela Fifa por dois anos (1999 e 2001) e segundo melhor da Europa, na tradicional Bola de Ouro da revista France Football (1999).
Seus anos de sucesso no United fizeram o Real Madrid contratá-lo, em 2003, pela bagatela de 120 milhões de reais, para que fizesse parte do time galáctico, que reunia a nata do futebol mundial, como Ronaldo, Figo, Roberto Carlos e Zidane, e um expressivo potencial de marketing, fazendo do time uma verdadeira marca venerada pelos quatro cantos do mundo. Sucesso nos negócios, o time merengue fracassou em campo e começou a se desfazer dos seus preciosos garotos-propaganda. Em uma excelente oportunidade financeira (também para a sua mulher Victoria, ex-Spicy Girl, Beckham seguiu para o Los Angeles Galaxy, numa tentativa do time e da liga americana de popularizar o futebol nos EUA. Sem muito sucesso, ele voltou por empréstimo à Europa para jogar no Milan, não conseguindo muita expressão. Sua casa parece ser mesmo Los Angeles, onde continua jogando, aproveitando possíveis transferências nos intervalos dos calendários das competições.
Aos 36 anos, David Beckham continua na ativa, mas em outro patamar da carreira. Passado o auge, hoje vê brilhar uma nova geração de vinte e poucos anos, a de Messi, Cristiano Ronaldo e Kaká, e se junta a seus ex-companheiros de jornada nos anos 90 e 2000, encarando contratos rentáveis, porém de pouca visibilidade futebolística enquanto a hora de pendurar as chuteiras não chega. Embora hoje seu status de celebridade reluza mais do que o de jogador de futebol, a respeitável carreira de Beckham precisa ser exaltada. Sua contribuição para o futebol mundial supera de longe os bafafás que a imprensa sensacionalista tanto faz questão de mencionar. Certamente não foi por seus “feitos” extracampo que a rainha Elizabeth II lhe concedeu a Ordem do Império Britânico (OBE) e o Unicef lhe declarou embaixador. E quando todo o fuzuê em torno de sua imagem um dia arrefecer, quem emergirá é a memória do brilhante jogador de futebol, fazendo justiça a seu verdadeiro mérito.
A MARCA BECKHAM
David Beckham é muito mais do que faz nos campos com a bola no pé. É uma marca de sucesso que imprime sensualidade, ousadia, garra e uma boa imagem a qualquer produto ou serviço. Bonito, sexy, bem casado e super família, David é o “bom moço” reformulado do século XXI. Tem toque de Midas e é um grande astro do marketing, tal qual do futebol.
David Beckham, além de suspiros femininos, provoca altos índices de aceitação às marcas que divulga. Eleito, junto com a esposa, a ex-spicy Victoria, o casal mais bem vestido do mundo, é figura certa nos tablóides ingleses e publicações do mundo inteiro. E por que tudo isso? Para muitos analistas de negócios e marketing, Beckham é uma das maiores máquinas de marketing depois do astro do basquete Michael Jordan, reunindo todas as qualidades de um ícone: beleza, talento, imagem, personalidade, estilo e mais importante, seu estilo de vida como marido de uma popstar.
O sucesso em campo aliado ao carisma e ao comportamento do esportista também fora do campo vai associando a ele cada vez mais percepções positivas. A família grande e bem estruturada que é mostrada em revistas de famosos, ajudam a construir e consolidar a marca Beckham, que além de tudo, é também símbolo de saúde e qualidade de vida, conceitos importantes nos tempos de hoje.
Beckham não só ajuda a vender um importante número de produtos de diferentes categorias como também ajuda a lançar tendência. Ele é, senão o primeiro, um dos primeiros a despertar o interesse em como um esportista se veste fora de campo, mostrando o seu potencial para marcas de vestuários masculinos. Depois de alguma insistência o jogador lançou uma marca própria de produtos de estética e perfumaria em parceria com a Coty.
Sobre se lançar por outros campos que não o futebol David Beckham afirma: “Não faz parte da minha inclinação pessoal me enxergar como uma marca, eu sou apenas uma pessoa que teve a boa sorte de explorar outros interesses e paixões além do futebol, que eu adoro.” Grandes marcas que tiveram David Beckham como garoto-propaganda, atrelando a imagem do atleta a seus produtos: Adidas, Emporio Armani, Pepsi, Motorola, Yahoo, M&S e Electronic Arts and Police. Prova de que David Beckham ainda é um grande investimento. Uma marca à prova do tempo.
Carlos Augusto Costa disputou a prefeitura da cidade de Recife pelo Partido Verde do qual é militante há mais de 30 anos, mas muito além do político está um cidadão que desde a infância aprendeu com seu pai, já falecido, sobre valores fundamentais como a educação. A formação profissional, o vasto conhecimento de mundo, a experiência de morar fora do país e principalmente o olhar voltado para o seu próprio país tornam Carlos Augusto um homem daqueles a quem se deve dar mais que um minuto de atenção. Conheçam um pouco mais do homem cercado inclusive por letras e poesias. Ano passado você concorreu às eleições para prefeito. Como a política começou a ganhar espaço na sua vida? O que se pode aprender como pessoa (e não como político) durante a campanha? Na verdade, em algum grau fazemos política desde sempre. Mas sou militante do Partido Verde - PV há quase 30 anos. Participar de uma eleição, especialmente no Recife e mais ainda disputando o cargo maior da cidade – Prefeito, foi uma experiência marcante, gratificante e extremamente transformadora. Uma eleição é um processo muito intenso. Exige muito do candidato, seja no plano pessoal, familiar, político, profissional e social. Um período intensamente vivido em que tinha agenda diária, muitas vezes quatro, cinco eventos por dia. Então, digo que uma campanha vivida como a que eu vivi, é uma escola de cidadania. Um aprendizado para toda a vida. Valeu todos os segundos. Posso dizer que entrei um Carlos Augusto e saí outro. Bem melhor. Mais preparado.
Do que somos carentes enquanto sociedade e indivíduos constituintes de uma sociedade? A sociedade em que vivemos é muito desigual e, Recife, especificamente, muito mais. 72% das pessoas que vivem na Região Metropolitana do Recife ganham menos de 2 salários mínimos e 52% só tem até a 4a série. Somos carentes de muitas coisas. Mas também é uma realidade que somos um povo guerreiro. Um povo solidário, que acolhe, que não desanima, e foi muito gratificante ver e sentir isso durante a campanha eleitoral. Mas, necessitamos de uma melhor infraestrutura, de uma melhor saúde, mobilidade, segurança, especialmente, melhor distribuição de renda. Precisamos olhar mais para o lado. O Otto Lara Resende tem um poema que diz: “de tanto ver a gente acaba não vendo. A rotina embaça a visão”. Precisamos perceber os mais próximos, familiares e amigos, assim como os mais distantes. Precisamos cooperar mais e competir menos e se assim fizermos, tenho certeza que conseguiremos construir uma sociedade mais justa, inclusiva, sustentável e humana. E, precisamos urgentemente reconhecer a educação como o nosso bem maior e elegê-la como prioridade máxima. Não tenho dúvida que a Educação é o caminho para uma sociedade com indivíduos realizados e felizes.
A experiência de campanha foi, na verdade, um evento excepcional na sua vida. Você tem uma bagagem profissional muito rica. Como se deu sua trajetória até aqui? Comecei muito cedo. Aos 13 anos de idade, ajudando meu pai. Tínhamos um comércio numa pequena e linda cidade do sertão do Cariri, o Crato. Aos 15 anos com a morte dele, tivemos que vender e mudamos para Fortaleza e logo em seguida parti para o Sul Maravilha, o Rio de Janeiro. Era assim que nós do Sertão chamávamos Rio e São Paulo. Lá me formei em Engenharia Eletrônica. Trabalhei no Centro de Pesquisas da Eletrobrás-Cepel; Na Chesf – Companhia Hidroelétrica do São Francisco. Quando tive a oportunidade de morar quase 3 anos na Alemanha. Fui presidente do Condepe – Instituto de Planejamento de Pernambuco. Trabalhei no Sebrae Nacional e na MCI, do Cientista Político Antonio Lavareda. Hoje estou na Fundação Getúlio Vargas - FGV, onde sou diretor adjunto e coordenador do Laboratório de Neuromarketing. Paralelamente à minha vida profissional, sempre tive o entendimento que precisamos retribuir para a sociedade parte do que dela recebemos. Por esse motivo, há vinte anos lançamos o Movimento Cidade Cidadão, um movimento da sociedade civil de resgate da cidadania e em defesa do meio ambiente. E, mais recentemente, o Recife Bom Para Viver (recifebomparaviver.com.br), com causas semelhantes ao Cidade Cidadão.
Você é diretor na FGV (Fundação Getúlio Vargas), liderando projetos de assessoria técnica em todo o país. Além disso, vive entre São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. Como essa experiência profissional lhe ajudou a conhecer a realidade brasileira e as necessidades do país do ponto de vista da gestão pública e da sociedade? A Fundação Getúlio Vargas é um espaço de muito prestígio e tradição, com uma credibilidade que a coloca acima de questões políticas. Sua criação vem da primeira fase de modernização do Estado brasileiro, com o presidente Getúlio Vargas. Estar lá me possibilita conhecer e transitar por todas as instâncias do poder público brasileiro, entendendo não apenas suas limitações e necessidades, mas conhecendo várias iniciativas extremamente inovadoras e bem-sucedidas em termos de gestão e políticas públicas que vêm sendo empreendidas por aí, às vezes nos lugares mais recônditos do país.
A FGV Projetos, da qual sou diretor-adjunto é a nossa área de assessoria técnica e por isso, somos chamados por diversos governos, seja no plano federal, estadual e municipal para contribuir com a melhoria da gestão pública. E assim temos feito. E dessas andanças, posso dizer que precisamos investir em muitas coisas. Mas, na minha opinião, três são fundamentais: Pessoas, Tecnologia e Infraestrutura. Investir em pessoas é garantir um futuro melhor para todos. A tecnologia veio para ficar. A cada dia, mais e mais, estamos dependentes dela. Então, os governos devem usar a tecnologia para melhorar a gestão, garantir maior transparência, mais qualidade dos serviços públicos e ao mesmo tempo, fazer mais, melhor e gastando menos. E por último, investir em infraestrutura. Isso para garantir as condições necessárias para que cresçamos de forma sustentável, com equidade e com justiça social.
Na FGV, você também é coordenador do Laboratório de Neuromarketing. Explica pra gente o que é o neuromarketing. Neuromarketing é o uso da neurociência aplicada ao marketing. Eu gosto de renomear o neuromarketing para a Nova Era do Marketing. O marketing, como sabemos, surgiu para aproximar as pessoas dos produtos. As decisões tomadas eram basicamente em função de elaborações mentais dos consumidores, expressas sobretudo verbalmente, ou seja, decisões conscientes, cognitivas. A neurociência veio agregar uma nova abordagem, a partir da análise das reações emocionais e não cognitivas dos consumidores. Sendo assim, o neuromarketing agrega à tomada de decisão uma dimensão não verbal, não consciente, emocional. E isso pode fazer toda a diferença quando temos produtos muito similares e as pesquisas tradicionais não conseguem (sozinhas) responder às dúvidas da área de marketing.
Imagine que um governo precisa lançar uma campanha de saúde pública, com cartazes e inserções na TV. Chamam um artista importante para transmitir a mensagem e são feitas pesquisas qualitativas para testar as peças, mas, mesmo assim, a campanha não surte o efeito desejado. A partir de um estudo usando as ferramentas de neuromarketing, pode-se descobrir, sob a ótica não cognitiva, emocional, o que pode ter contribuído para a campanha não ter logrado êxito.
Você acha que o Brasil está preparado para o uso deste tipo de tecnologia? Como essas e outras tecnologias podem ajudar o país a superar seus desafios, tanto do ponto de vida do desenvolvimento econômico, quanto do social? Como falei anteriormente as tecnologias vieram para ficar e o neuromarketing também. Segundo alguns estudos de cada 100 produtos lançados no mercado 85 deles não logram êxito. É muito desperdício. Com as novas ferramentas do marketing, estamos conseguindo ajudar aumentar essa taxa de sucesso.
E quanto às novas tecnologias? Quanto a outras novas tecnologias, ainda há bastante resistência ao uso delas em várias situações, mas isso está mudando sensivelmente. Cada vez mais as cidades e seus gestores estão se dedicando a estudar e sistematizar o uso de Big Data, como são chamadas as grandes massas de informações que circulam pela internet, para implementar inovações que possam melhorar os serviços públicos e, sobretudo, a qualidade de vida das pessoas. No Recife, o Porto Digital tem sido uma referência nacional e internacional quando se fala em tecnologia. No Rio de Janeiro, foi criado o Centro de Operações do Rio, que monitora a cidade inteira para oferecer respostas rápidas e eficientes a situações que possam perturbar o andamento cotidiano da cidade. Em São Paulo, estão criando um sistema de monitoramento de placas de carro, o que promete controlar melhor a questão do trânsito. Pode-se dizer que a partir do uso inteligente da tecnologia, cada vez mais as cidades brasileiras estão se tornando smart e inclusivas. Uma outra realidade diz respeito aos smart-fones. Eles estão cada vez mais presentes no nosso dia-a-dia e com eles, uma serie de aplicativos ajudam a melhorar nossa vida, por exemplo: Waze, Uber, WhatsApp, Facebook.
Não tenho dúvida que no campo da gestão pública o uso de Big Data vai mudar a realidade das nossas cidades nos próximos anos. E na indústria, a Internet das Coisas está moldando a chamada indústria 4.0. Podemos dizer que os novos tempos serão de muitas mudanças e para isso, a educação é o caminho para a inclusão das pessoas nesse novo mundo que se avizinha. Já dá para pensarmos como será a cidade do futuro? Para ajudar a imaginar a cidade do futuro, o pesquisador Carlos Ratti, do MIT, faz uma analogia com a Fórmula 1. Os aficionados devem lembrar como eram as corridas há alguns anos passados. Os carros paravam nos boxes e a equipe ia ajustar manualmente os equipamentos. Hoje, com inúmeros sensores e microchips, os chamados computadores de bordo, quase tudo é feito remotamente, em tempo real. As cidades do futuro serão muito parecidas com isso. Olhe à sua volta, e você vai encontrar inúmeras coisas que hoje são feitas sem uso da tecnologia e que muito em breve estarão automatizadas.
Voltando à sua pergunta, se o Brasil está preparado? Respondo, que algumas partes, sim. As que não estiverem precisam urgentemente estar.
Você viveu e trabalhou na Alemanha. Ao mesmo tempo, viaja muito pelo mundo afora. Nós brasileiros, costumamos nos encantar com todas as vantagens de viver em países mais desenvolvidos, mas nem sempre estamos dispostos a mudar nossos hábitos por aqui. Você acha que ainda temos esse complexo de querer ser a Europa? E, como essas experiências internacionais mudaram sua visão de mundo e lhe ajudam cotidianamente na vida e no trabalho? Não concordo que queremos ser uma Europa. Queremos ser Brasil. Brasileiros, nordestinos, com nossas tradições e nossa cultura. Isso não quer dizer que não possamos olhar o que de bom está sendo feito em outros lugares e buscar melhorar aqui. Normalmente o que vem de fora não guarda relação direta com a nossa forma de viver. E sendo assim, se simplesmente copiada, tem grande chance de não funcionar. Porém, precisamos avançar muito em questões como distribuição de renda, infraestrutura, inclusão social e zelo com o meio ambiente. E minhas andanças pelo mundo me mostram que podemos e devemos ser mais responsáveis e cuidadosos com que nos cerca.
O que tem o Brasil, que é cobiçado mundo afora? Como usar isso em favor da sociedade? O Brasil é um dos países mais criativos e bem-humorados do mundo. Quando morava na Alemanha, dizia: se pudéssemos juntar a criatividade dos brasileiros com a organização dos alemães, não tinha para ninguém. Realizamos as Olimpíadas que não deixou nada a desejar a nenhuma outra já realizada. Pelo contrário, mesmo no meio de uma crise, de ameaça de Zica vírus e problemas de infraestrutura, foi uma das mais bem organizadas e belas. No mundo todo se elogia a capacidade do brasileiro em resolver problemas e criar soluções inovadoras, mesmo em situações de escassez. Alguns dos nossos executivos são chamados para missões ditas “impossíveis” pelo mundo. Esse é o lado bom do Brasil, o lado que devemos valorizar.
Você é casado com Juliana Lins, fundadora da Vila 7, filha de Tarcísio fundador da saudosa Livro 7. Você deve gostar de ler, não? Juliana é uma pessoa excepcional. Ensina-me todos os instantes. E como você falou, há cinco anos fundou a Vila 7, um espaço que tem tudo a ver comigo. Pois oferece livros educacionais e brinquedos sustentáveis e inteligentes. Tudo bem atual. Veja que respiramos letras (risos). E mais ainda, convivendo com o Tarcísio Pereira, uma referência brasileira quando se fala de livraria. E com a mãe, Letícia Lins, filha de Osman Lins (um dos mais importantes escritores brasileiros) e jornalista das mais competentes da nossa cidade, não poderia deixar de sofrer essa belíssima influência. Sim, gosto muito de ler. Leio, mas gostaria de ler mais, mesmo aproveitando as horas de voos.
Sendo homem público e executivo de uma instituição tradicional, como cuida da sua imagem e como transita por todos esses meios? Imagem diz muita coisa de uma pessoa. Quando encontramos alguém que não nos conhece, em questão de segundo ela já faz uma avaliação, não consciente de quem somos. E isso faz toda a diferença. Por isso, trato bem da minha aparência e procuro me vestir bem. Mas o mais importante é sermos verdadeiros e éticos. Então, por isso digo que a imagem diz muita coisa, mas não diz tudo. O resto somos nós mesmos que externamos, mesmo sem percebermos.
Como é o Carlos Augusto em casa com os filhos? Que herança gostaria de deixar para eles e para Recife, seja como cidadão ou político? Para os meus filhos deixo o exemplo de fazer a coisa certa. Minha orientação é: “faça o que seu coração ordenar, desde que não faça mal ao outro”. E acima de tudo deixo também o que para meu pai tinha como o valor fundamental na vida de uma pessoa: Educação. Meu pai dizia: “educação é tudo”. Porque ela ninguém tira de você. Além disso, cultivo diariamente e estimulo que os meus filhos façam também, duas coisas que, para mim, são fundamentais na vida de uma pessoa e para toda a coletividade: o respeito e a gratidão. E isso quero deixar para meus filhos; o resto, eles que vão construir. Quanto às nossas cidades que escolhemos para realizar nossos sonhos, essas, precisam de atenção. Como disse antes, estamos em tempos de grandes transformações, mas também de carências, contrastes e desigualdades que precisam ser enfrentadas. E, a cada dia, tenho certeza que somente com a cooperação conseguiremos transformá-las em cidades que respeitam as pessoas e que acima de tudo, criem um ambiente e um contexto onde elas realizem seus sonhos e sejam felizes. E é esse o meu sonho, trabalho por isso todos os dias.
Fala galera, aqui é o Carlos Burle, surfista profissional de ondas grandes, recentemente entrei para o livro dos recordes com um feito incrível na praia de Nazaré em Portugal onde peguei a maior onda já surfada pelo homem até os dias de hoje. Muita gente me pergunta como é que eu faço para viajar durante o ano inteiro, encarando aquelas ondas enormes, como eu me preparo e o que é preciso para se superar em condições adversas. Então eu queria passar para vocês aqui um pouco de como a minha vida funciona. Tenho que treinar constantemente, então muitas vezes eu levo o lado lúdico para os meus treinos e com o skate tem sido assim também, eu uso o skate para me divertir, compartilhar momentos em família, com meus amigos, para me locomover e para treinar. No final do dia eu me sinto muito mais preparado, mais saudável e assim rola uma interação muito maior com o meio ambiente, não tem poluição, é totalmente sustentável, então eu recomendo o o surfe skate, se você está afim de se divertir, ta afim de treinar e compartilhar esses momentos em família também. Eu gosto muito de praticidade, minha vida é pratica, então nessas cidades grandes onde a locomoção é muito difícil você ter um skate pequeno, leve que você não precisa colocar o pé no chão, é só andar, andar e andar...Fazer exercícios, se divertir e no final do dia termina reunindo a família, os amigos sempre num ambiente saudável.
Eu acho que a vida é isso, você entender que ela pode ser divertida e saudável ao mesmo tempo que você está treinando, tem tudo a ver com o meu esporte que é o surfe, então eu tenho usado essa ferramenta sempre porque tem feito uma diferença muito grande na minha vida, sempre que eu viajo levo meu skate na bagagem. Pratico surf desde os anos 80 e sempre curti essa parceria entre o surf e o skate afinal um nasceu do outro, o skate surgiu para simular o surf nos dias que não tinha onda e hoje o surf é que busca manobras do skate nas competições. Com o surgimento do skate simulador de surf eu me reencontrei com o skate de forma definitiva pois ele traz um movimento muito parecido com o do surfe devido ao sistema de eixos desenvolvidos especialmente para simular o surfe no asfalto. As vezes me perguntam se eu não tenho medo de me machucar no skate, afinal hoje eu já arrisco um pouco mais em algumas pistas mas, o que eu respondo é que assim como no surfe eu tenho medo sim mas ele nunca me parou porque eu sempre quis superar os meus desafios e com isso me sentir mais forte para poder ter uma energia boa na minha vida, no dia-dia mesmo sabe, poder ter uma energia de confiança e coragem no que eu faço. Hoje toda nova geração do circuito mundial anda de skate e andam bem pra caramba, são esportes de prancha e se você quiser ser audacioso precisa executar aquelas manobras voando e girando, tem que ter coragem e usar bastante a habilidade do corpo. No meu caso minha proposta é muito mais adquirir força nas pernas, abdominal e resistência do que essas manobras super radicais.
Acho que hoje em dia é quase obrigatório, se você quer surfar tem que andar de skate também pois eles se combinam e se complementam em todos os sentidos, quando eu ando duas horas de skate é como se tivesse surfado o dia inteiro, o exercício é muito intenso e prazeroso, então quando eu estou em algum lugar que não tenha surfe mas possa andar de skate eu não penso duas vezes.
Com relação a cair e levantar, quando você se esbarra com obstáculos na sua vida, se você não quiser sentir a pressão de cair ou de errar, você não vai evoluir, no esporte é exatamente a mesma coisa. Então a primeira coisa que você deve fazer é ter uma leitura disso tudo e usar essa referência do medo para minimizar os riscos, se existe a possibilidade de eu cair vou usar uma joelheira, um capacete enfim, equipamento de proteção é sempre muito importante. Eu sou pioneiro no surf de ondas grandes e na minha profissão eu fui buscar os limites mas se você quiser praticar o skate numa boa e com tranqüilidade você tem que usar a cabeça, com sabedoria você pode muito bem estar usando essa sensação de risco ou de medo para minimizar as conseqüências. Então não pare, não desista, continue tentando porque assim você vai sentir orgulho de você mesmo e vai ter mais confiança não só no esporte mas na vida. Nunca desistam dos obstáculos e desafios, eles são uma grande oportunidade para você evoluir! Aloha!
O que cabe em mais de 10 anos de experiência profissional? Em se tratando de Thiago Monteiro, arquiteto e construtor, cabe muita ousadia, paixão e uma certa obsessão em fazer diferente. É um desafio traçar um perfil desse jovem e talentoso empresário, sócio fundador da Max Plural. O seu próprio negócio já expressa um traço forte da sua personalidade, a ousadia. Logo no início da entrevista, percebemos que é impossível enquadrar Thiago em formatos, porque ele foge a todos. Basta dizer que em um cenário de crise no segmento imobiliário, a sua construtora optou por desenvolver produtos conceitos, empreendimentos design e provou ser possível trazer uma arquitetura de qualidade com edifícios únicos e exclusivos. Thiago é um apaixonado pelo que faz e isso se reflete plenamente no brilho dos olhos desse jovem empresário ao falar não apenas da sua trajetória, mas também sobre a sua visão para o futuro dos seus empreendimentos.
Ainda como estudante no ensino médio, ele já se interessava pela arquitetura do Recife e a interação dos prédios com a cidade. “Lembro que muito cedo eu já conhecia os nomes dos prédios todos, eu já tinha um fascínio absurdo por arquitetura, especificamente pelo segmento imobiliário. Eu pesquisava profundamente não só a nossa realidade, mas todos os mercados que eu tinha acesso, buscando referências e tudo o que podia. Isso era na literatura ou em viagens”, relembra. Com toda essa paixão por arquitetura, a escolha do seu curso universitário foi quase uma consequência. E já dentro da UFPE, o direcionamento também ocorreu com clareza e objetividade. “Desde o primeiro dia de aula que eu respiro o universo imobiliário, então essa relação vem de muito tempo”, completa. O estágio que marcou a sua formação foi com ninguém menos que o renomado Roberto Montezuma, hoje presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco (CAU/PE). Tão dedicado às questões de mobilidade e de transformação da paisagem urbana, o que, junto à sua experiência autodidata, baseou o que viria a ser sua carreira. “Me formei em 2005, ainda estagiário de Montezuma quando passei à arquiteto colaborador. Naquele momento, o escritório estava desenvolvendo alguns empreendimentos na zona sul da cidade, o que casava exatamente com a minha filosofia", situa. Thiago, desde cedo, entendeu que há um preço a se pagar quando se decide trilhar caminhos não tão convencionais. Mas o que poderia intimidá-lo, na verdade, transformou-se na sua potência de agir: “Tivemos muita dificuldade em vender para as construtoras esses projetos diferenciados. Fazer algo novo aqui era muito difícil. E, em apenas três anos de profissão, cheguei a à conclusão de ir para o outro lado da mesa. Tinha cliente que dizia: tá incrível esse projeto, de verdade, mas esse hall, que você colocou com 15 metros, diminua para cinco. Tire esse vazio no meio e tire esse paisagismo que você tá contratando, coloca umas palmeiras e tá resolvido. Eles desconstruíam tudo. Então resolvi deixar de ser o fornecedor para ser também o cliente, o incorporador. Meu objetivo, desde que eu comecei, foi trazer uma nova opção para o mercado”, nascia então a Max Plural, em parceria com o administrador de empresas Igor Dias." Da universidade à concretização de um negócio sólido e inovador, são quase 20 anos de experiência no segmento da construção e arquitetura. E, a cada ano, Thiago só faz reafirmar o que enxergava desde o começo, que é possível fazer diferente. “De lá para cá eu não faço outra coisa, quando viajo, visito empreendimentos para ver o que é tendência. Hoje, o mundo encurtou, se tem acesso a tudo via internet, TV a cabo. Hoje, todo mundo viaja. São Paulo, Bogotá ou Santiago tem coisas incríveis. E tudo isso faz as pessoas questionarem porque precisam se conformar com uma única opção de construção. E falo não apenas sobre design e conforto, mas funcionalidade e principalmente, como sua casa pode - e deve - ser uma expressão da sua personalidade." Um forte exemplo dessa filosofia da Max Plural é o seu edifício Loft, no bairro de Boa Viagem, zona Sul de Recife, inspirado nos melhores exemplos nova-iorquinos, experimentando o estilo de vida contemporâneo, pagando um preço similar ao da concorrência, em alguns casos até mais barato. “Se o apartamento tem 40, 50 ou 80 m², não importa. O tamanho será coadjuvante quando comparado à experiência do morar contemporâneo. O diferencial está no conceito, na ambientação de um legítimo Loft". Com todas essas conquistas, Thiago Monteiro está feliz e realizado com os seus feitos. Correto? Não. Ele quer muito mais. Em um ano de crise, ele resolveu apostar mais uma vez na ousadia e está iniciando o seu mais novo e já revolucionário negócio: A HAUT.
O seu mais novo empreendimento faz parte da evolução no caminho que sempre trilhou. E nada mais adequado ao conceito do que o nome Haut - que significa “alto” em francês, numa referência ao alto padrão (alta costura, alta gastronomia). A Haut é uma iniciativa ambiciosa: criar empreendimentos imobiliários que fujam do padrão. "Nossa proposta é desenvolver projetos exclusivos". A Haut inicia a sua operação com o lançamento do Neue, que é um hotel boutique, lifestyle, inspirado nos principais hotéis desse segmento no planeta. E o melhor, não é apenas um hotel para turistas, mas para a cidade, que as pessoas usam. Um hotel que tem vida e ele vai estar sempre em movimento, com as pessoas da cidade usufruindo. A ideia também é transformar o Neue em um destino, ou seja, trazer pessoas para conhecer o empreendimento e vivenciar essa experiência no hotel. O mercado ganhará um novo modelo de empreendimento que ainda não conhece, inspirado em hotéis como o Fasano, o Emiliano, o Click-Clack de Bogotá, o Hudson de Nova Iorque, por exemplo. “As pessoas me perguntam se não tenho receio do momento econômico do país. Sim, eu respeito o momento, sei do desafio, mas também sei que eu não quero ser mais um e disputar uma fatia gigante nesse novo mercado. O meu objetivo sempre foi contribuir positivamente à vida das pessoas e da cidade. E é exatamente isso que a Haut vai proporcionar: para o alto e além". Finaliza.
Enquanto a maioria das crianças ia à feira da Madalena ganhar passarinhos de seus pais e avós, Felipe Hackel era incentivado pelo avô a negociar pelas aves que queria comprar. As aulas de culinária nas férias rederam sanduíches que ele vendia às costureiras da confecção da mãe. Não à toa, aos 16 anos, Felipe e mais três sócios, entre eles Murilo Gun (hoje comediante e renomado professor de criatividade), fundavam a BIT, uma das primeiras start up do Brasil que mais tarde teve 50% do seu capital vendido a investidores por 1 milhão de reais. E eles eram só adolescentes. O sucesso da empresa, que chegou a criar uma espécie de rede social e pedido de comida pela internet (alguém lembrou do Orkut, Facebook e iFood? Pois é, pioneirismo), fez Felipe largar o colégio, partir para um supletivo e fazer o que mais sabia e gostava: empreender. Veio a crise das ponto.com em 2001 e o primeiro sonho dourado cibernético de muita gente deixou de existir. A queda foi proporcional ao sucesso, mas Felipe tem o que é essencial a todo empreendedor, seja qual for o tamanho do sonho e do negócio: paciência e persistência. Felipe Haeckel conhece bem o ditado “pra comer a carne tem de roer o osso” e ele não larga o osso enquanto não chegar na carne. A saga BIT, no contexto da bolha da Internet, está sendo contada através de um documentário produzido pelo premiadíssimo cineasta pernambucano Léo Falcão, com previsão de estreia no primeiro trimestre de 2017. O fechamento da BIT fez Felipe se questionar sobre sucesso e fracasso e as respostas se tornaram seu primeiro livro solo (já havia escrito um sobre comércio eletrônico com Murilo Gun): “Sucesso: o que eles Pensam”, uma coletânea de entrevistas com 119 empreendedores de Pernambuco, referências nos mais variados setores, contando suas histórias de sucesso e fracasso. O livro deu destaque a Felipe e o fez criar uma rede de relacionamento de suma importância para os seus próximos passos além de receber na Assembleia Legislativa do Estado, através de proposta do Deputado Raimundo Pimentel, o Título de Cidadão Pernambucano, tendo sido o mais novo da história a receber essa homenagem. Enquanto empreendia Felipe sentiu necessidade e vontade de preencher uma lacuna lá de trás, nos tempos do colégio e retornou aos estudos com força total sendo hoje formado em administração de empresas com dois MBA's: um em Gestão de Negócios e outro em Marketing e Vendas, ambos pelo CEDEPE Business School. É mestre Administração pela UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e especialista, pela mais renomada instituição de ensino do mundo, a Harvard University (Boston/EUA), em Liderança e Negociação. Hoje, aos 33 anos, Felipe Haeckel é sócio da Construtora Pasárgada que mesmo em tempos de crise, entregou entre o fim de 2015 e esse ano, duas novas obras de alto padrão e da Pedra do Reino Investimentos empresa que investe em hotelaria, sócia do Íbis Budget Piedade, primeiro hotel super econômico de Pernambuco, e o único dessa categoria de bandeira internacional à beira mar da América Latina. Ainda para o ano que vem iniciará a construção de mais três novos hotéis. Um fato curioso nessa empreitada imobiliária é o fato de seus dois sócios terem sido entrevistados por ele no tempo do livro de 2004. Dormindo somente 4 horas por dia Felipe finalizou seu quarto livro, “Sucesso: o que os Líderes Pensam”, que reúne 100 (cem) dos maiores e mais influentes empreendedores de Pernambuco vários segmentos. Por acreditar que empreender transforma Felipe disponibilizou gratuitamente 100% dos dois livros, o publicado em 2004 e o desse ano, em www.sucesso.pe para que o conteúdo tivesse acesso amplo e irrestrito.
Considerada a maior produtora mulher de música eletrônica do Brasil, a empresária e administradora de empresa é muito mais que rótulos. Ao tocar a primeira batida, seus olhos brilham e como a mesma afirmou na matéria, “gosto de sensações e de causar emoções nos outros”, sentimentos esses que partem diretamente dela e que são transpostos para seu público em cada detalhe, em cada escolha, em cada evento. Com mais de 12 anos de trabalho no ramo, Ju Cavalcanti, através de sua produtora Reality, organiza seus eventos com maestria e perfeição nos mínimos detalhes. É responsável por trazer para Pernambuco grandes nomes, como David Guetta, Armin Van Buuren, Hardwell, Martin Garrix, dentre outros. “Esse é um mundo extremamente machista e masculino. Às vezes os artistas não acreditam que toda aquela magnitude de festa foi promovida por uma mulher (risos). Fechamos contrato diretamente com as agências. E isso chega a impressionar alguns artistas porque, de fato, eles, não esperam. Martin Garrix, por exemplo, demorou a acreditar. Fazer o que? (risos).” Em 2016 ela voltou com o selo 'Essential' para o universo das 'raves' e prepara-se para o 'bombar' no único réveillon de música eletrônica do Recife. A paixão de Ju pela música eletrônica vem desde a adolescência e aconteceu de maneira muito natural: ouvindo rádio. “O início da minha carreira se deu com o psy trance quando eu fui fazer a minha primeira pós-graduação no Rio de Janeiro. Sou formada em Administração, trabalho na Teletaxi, empresa familiar, a qual também me dedico. Nessa viagem, tive acesso a um estilo de música que não existia no Recife. Eu conheci festas diferenciadas em lugares abertos (super incomum ao que se via aqui), e aquilo me chamou muita atenção. Os eventos eram em Vargem Grande, no meio de florestas. Amei tudo aquilo e me perguntei: por que não levar essa ideia pra o Recife? Eu já era fã de música eletrônica e quando eu voltei, fiz minha primeira festa, que na época, assinava com a marca 'Liquid Sky' e, desde então, não parei mais.”, conta Juliana. E foi com essa inquietude de buscar a inovação no que há de melhor na produção de festa que, durante os três meses, em que fez outra pós graduação em Harvard, ela aproveitou para conhecer diversas agências, festivais, inúmeras vertentes de música eletrônica e o leque de opções que ela poderia também trabalhar. “As coisas foram fluindo. Sempre tive uma parceria muito boa, tanto com as agências, quanto com os artistas. E foi crescendo. Vendi essa primeira marca e criei outras e aí surgiu a oportunidade de comprar o King Festival, que é o maior festival de música eletrônica do Norte Nordeste”, diz ela. E completa, “fui aprendendo na prática e conhecendo as diversas linhas existentes nesse estilo musical. Hoje, já produzimos diversas festas em locações incríveis. Trouxe todos os DJs grandes de psy trance. Mas, como tudo evolui e pede mudança, notei que o mercado pedia algo novo, então apostei no trance. Tive oportunidade de fazer Armin Van Buuren – na época, era o DJ número 1 do mundo, segundo a aclamada revista DJ MAG”, comemora. Dedicação, amor pelo o que faz, e uma equipe afinada, são os componentes que não podem faltar no trabalho da empresária e produtora. “Sou uma pessoa extremamente planejada e tenho uma equipe com gente muito competente. Então, enxergo tudo com muita antecedência e vou levando essa jornada em paralelo. Chega um momento que eu preciso me dedicar 100% ao evento. Mas aí, a administradora, já se organizou pra isso. Entra uma rotina extremamente desgastante, mas é o que acontece há 12 anos. E sempre foi assim. Estou na Teletaxi, levando minha vida normalmente, então, no meio do expediente, paro, e resolvo alguma coisa. Hoje em dia, além de ter uma equipe bem maior, muitas coisas das festas são feitas de maneira virtual, e isso facilita muito.”, conta.
Segundo Juliana, é crescente a popularização da música eletrônica, principalmente entre as pessoas mais jovens e com essa mistura de ritmo. Para manter sempre suas produções com elevadíssimo padrão, ela busca inspiração nos maiores eventos do mundo. “Gosto de viajar pra conhecer o que há de melhor por aí. Eu vivenciei todos os grandes festivais no mundo. Vejo o que está acontecendo lá fora e tento trazer para cá. No Brasil, os festivais ganham corpo e público. Isso impulsiona o produtor a dar o melhor de si. Eu gosto de fornecer experiências para o público. Eu quero que as pessoas cheguem aos meus eventos e digam que são inesquecíveis e levem isso para o resto das suas vidas”, revela. E, ainda, completa, “para o futuro, teremos muitas surpresas, principalmente no que diz respeito ao King Festival. Outra novidade que está reservada para 2017, é que serei embaixadora do energético Burn, e dessa parceria, pode-se esperar muitas emoções. A música eletrônica é um estilo que me estimula a buscar sempre algo novo, me inspira sempre mais.”, finaliza.