Por enquanto, como vocês podem conferir, as opções são bem variadas. Para garantir o pé quentinho, sequinho e o estilo pra lá de charmoso, tem botas, botões e botinas para todo tipo de homem e para qualquer lugar. Vai encarar?
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terça-feira, 25 de abril de 2017
ESTILO: Botas e coturno para um inverno com muito estilo
Por enquanto, como vocês podem conferir, as opções são bem variadas. Para garantir o pé quentinho, sequinho e o estilo pra lá de charmoso, tem botas, botões e botinas para todo tipo de homem e para qualquer lugar. Vai encarar?
terça-feira, 10 de maio de 2016
ESTILO: Inverno em clima de aventura na moda masculina
quarta-feira, 15 de abril de 2015
MODA: ABAIXO DE ZERO COM CASACOS, TRICOTS E CHEIO DE ESTILO
A moda para o frio muito forte, muitas vezes abaixo de zero merece um cuidado especial, pois além de ser confortável e usual, ela precisa ter elegância e charme. Se você vai se aventurar por lugares onde a temperatura é bem abaixo da nossa, saiba que dá para se manter agasalhado sem abrir mão de peças que tragam um estilo próprio e uma certa ousadia na hora de combinar as peças. Elaboramos quatro looks misturando harmonicamente peças de marcas variadas dando um resultado cheio de personalidade e elegante.
Fotos Jeff Segenreich (Salt Mgt)
Beleza Carolina Carpegiani (Salt Mgt)
Modelo Bruno Calil (40 graus Models)
Fotos Jeff Segenreich (Salt Mgt)
Beleza Carolina Carpegiani (Salt Mgt)
Modelo Bruno Calil (40 graus Models)
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
ESTILO: Clássicos em cena com peças cheias de estilo
“Cult movies” são rotulados os filmes que se mantêm com sucesso mesmo com o passar dos tempos. No guarda roupa masculino existem roupas “cult” tão clássicas quanto cenas com Humphrey Bogard, Clark Gable ou Rock Hudson. Para este editorial escolhemos três peças atemporais que merecem um Oscar de figurino. A jaqueta bomber, o trench coat e a parka foram criadas para a guerra, mas acabaram se incorporando na batalha do dia a dia depois do cinema vestir seus galãs mais influentes. Estes três abrigos de inverno são fundamentais em temperaturas baixas e vestem bem qualquer tipo de homem.
Para confirmar que são eternas quanto um bom filme hollywoodiano selecionamos abrigos de acervo que foram comprados há mais de vinte anos e misturamos com os lançamentos atuais da moda masculina demonstrando que um bom clássico resiste a qualquer época. O modelo Celso Senna encarnou um galã do passado para vestir estes itens eternamente modernos.
JAQUETA BOMBER
As jaquetas bomber se originaram das “flying jackets”, desenvolvidas para o exército norte-americano em 1917. Naquela época as cabines dos aviões eram abertas e os pilotos precisavam de uma roupa quente que não limitasse os movimentos e vestisse confortável na posição sentada. Quando Clark Gable vestiu uma destas jaquetas no filme “Gigantes do Céu” (Hell Divers) de 1931 a peça decolou no guarda roupa masculino.
TRENCH COAT
“You just remember this”, o tema musical repetido em todo filme “Casablanca”, também serve para o “Trench Coat”. É uma roupa sempre lembrada e um clássico “de cinema”. Humphrey Bogard que popularizou o trench coat neste filme foi protagonista da primeira inserção de merchandising em Hollywood. A indústria Burberry pagou alguns milhares de dólares para o ator vestir uma capa de chuva em Casablanca, famosa pela temperatura tropical e poucas chuvas. Trench-coat significa “casaco de trincheira” pela origem militar da peça.
A modelagem famosa foi criada pela marca Burberry em 1914 para atender as necessidades e acomodar o equipamento dos soldados britânicos, confeccionada em gabardine impermeabilizada, uma técnica criada e patenteada por Thomas Burberry em 1888.
PARKAS
Quem criou a parka foram os esquimós e a ideia foi aproveitada para o vestuário militar. Virou mania na década de 1960 pela juventude inglesa, denominada mod, em verde-militar com o escudo bordado da Royal Air Force. No filme “Quadrophenia" (filme dirigido pela banda de rock The Who) a parka é usado não só para protege-los do clima severo, mas também recordar o valor de seus pais, pilotos combatentes na guerra. A parka virou moda urbana depois de Rock Hudson vestir uma delas heroicamente no filme “Estação Polar Zebre” (Ice Station Zebra) em 1968.
CRÉDITOS
MODELO CELSO SENNA
FOTOS EDU RODRIGUES
PRODUÇÃO EXECUTIVA MARCIA DORNELLES
STYLLING XICO GONÇALVES
BEAUTY GUTO MORAES
Para confirmar que são eternas quanto um bom filme hollywoodiano selecionamos abrigos de acervo que foram comprados há mais de vinte anos e misturamos com os lançamentos atuais da moda masculina demonstrando que um bom clássico resiste a qualquer época. O modelo Celso Senna encarnou um galã do passado para vestir estes itens eternamente modernos. JAQUETA BOMBER
As jaquetas bomber se originaram das “flying jackets”, desenvolvidas para o exército norte-americano em 1917. Naquela época as cabines dos aviões eram abertas e os pilotos precisavam de uma roupa quente que não limitasse os movimentos e vestisse confortável na posição sentada. Quando Clark Gable vestiu uma destas jaquetas no filme “Gigantes do Céu” (Hell Divers) de 1931 a peça decolou no guarda roupa masculino.
TRENCH COAT
“You just remember this”, o tema musical repetido em todo filme “Casablanca”, também serve para o “Trench Coat”. É uma roupa sempre lembrada e um clássico “de cinema”. Humphrey Bogard que popularizou o trench coat neste filme foi protagonista da primeira inserção de merchandising em Hollywood. A indústria Burberry pagou alguns milhares de dólares para o ator vestir uma capa de chuva em Casablanca, famosa pela temperatura tropical e poucas chuvas. Trench-coat significa “casaco de trincheira” pela origem militar da peça.
A modelagem famosa foi criada pela marca Burberry em 1914 para atender as necessidades e acomodar o equipamento dos soldados britânicos, confeccionada em gabardine impermeabilizada, uma técnica criada e patenteada por Thomas Burberry em 1888.
PARKASQuem criou a parka foram os esquimós e a ideia foi aproveitada para o vestuário militar. Virou mania na década de 1960 pela juventude inglesa, denominada mod, em verde-militar com o escudo bordado da Royal Air Force. No filme “Quadrophenia" (filme dirigido pela banda de rock The Who) a parka é usado não só para protege-los do clima severo, mas também recordar o valor de seus pais, pilotos combatentes na guerra. A parka virou moda urbana depois de Rock Hudson vestir uma delas heroicamente no filme “Estação Polar Zebre” (Ice Station Zebra) em 1968.
MODELO CELSO SENNA
FOTOS EDU RODRIGUES
PRODUÇÃO EXECUTIVA MARCIA DORNELLES
STYLLING XICO GONÇALVES
BEAUTY GUTO MORAES
quinta-feira, 20 de junho de 2013
ESTILO: Saiba como usar a sua jaqueta de couro na estação mais fria do ano
Com a chegada do inverno uma peça clássica do quarda roupa masculino volta à ativa, a jaqueta de couro. Clássica e atemporal, ela surgiu lá no meio do século passado e desde então vem fazendo parte do figurino de todo mundo. Popular entre os motoqueiros com o propósito de proteger o corpo de quedas e acidentes, logo se espalhou, virando febre entre os jovens como ícone da rebeldia e da liberdade de expressão. Ícones do cinema mundial como Marlon Brando e James Dean, imortalizaram as jaquetas de couro tornando-se símbolo de uma geração. Falando em cinema, ainda hoje a influência em cima dessa peça do vestuário masculino continua em alta. Famosos atores encarnam seus personagens de sucesso e lá estão novamente as jaquetas de couro em evidência. Vale lembrar de Tom Cruise no filme Top Gun com sua jaqueta de couro marrom estilo aviador, cheia de apliques. Ou mesmo heróis dos filmes de ação como o Exterminador do Futuro e o nervoso Wolverine, eternizado pelo ator Hugh Jackman. A jaqueta de Wolverine inclusive virou artigo de cobiça entre os jovens.
Geralmente usada aberta, pode também ser fechada com o zíper até em cima. Sendo de couro legítimo, podem durar muitos anos, mesmo que fiquem com uma cara envelhecida, isso dá um bom resultado. Para fazer com que a peça fique mais tradicional, os fabricantes do vestuário procuram manter e conservar suas características originais. Se não forem 100% de couro, não tem problema, existem vários modelos em couro sintético que ficam mais em conta e causam a mesma impressão. No entanto um cuidado que se deve ter sempre é em relação ao seu caimento, que devem sempre ser mais ajustadas ao corpo.Mesmo sendo uma peça clássica que nunca saiu de moda, é importante ficar atento ao modelo. Não é qualquer jaqueta de couro que tirada do armário já está atual. Muitos modelos antigos eram largos e tinham um corte diferenciado para a época. “Muitas pessoas pegam jaquetas velhas do guarda-roupa e acham que estão bem. Nem tudo que é antigo é legal. Modelos muito largos ou muito compridos estão fora de moda. Um exemplo são aquelas jaquetas com o barrado largo de elástico. Elas nunca devem estar abaixo do quadril, e sim acima. Esse é um erro muito comum nas ruas”, afirma o consultor de imagem Alexandre Taleb.
Basicamente existem 3 tipos básicos de jaquetas de couro: o tradicional estilo Fatigue que tem dois bolsos no peito e às vezes tem um enchimento nos ombros. O famoso estilo Motocross também chamado de jaqueta de motociclista que costuma ter pouquíssimos detalhes, somente com dois bolsos na cintura. E o estilo Bomber que tem uma linha nas mangas e um forro de lã, mais indicado para regiões de muito frio. Além das jaquetas no estilo aviador e country, com linhas mais retas e couro variado, que são mais específicas. As cores mais comuns são preto, marrom e o castanho, mas hoje em dia já encontramos cores mais ousadas, como a cor vinho e verde militar.Usado para combinar com calça jeans até uma peça feita em alfaiataria, o couro é sinônimo de elegância em alguns ambientes. Mas também pode deixar você totalmente fora de moda. Para não errar na medida, uma dica sobre o caimento é tentar um tamanho menor do que costuma escolher normalmente. Observar como fica e como se adapta à forma do seu corpo. Nos ombros a jaqueta deve estar mais justa do que larga. A jaqueta deve acabar na sua cintura e não nas pernas. Verifique também se as mangas não estão muito grandes porque não será possível fazer ajustes com seu alfaiate.
CUIDADOS NA HORA DE USAR
Na hora de combinar a jaqueta com as outras peças que vai usar o importante é não abusar muito das cores, em especial entre claras e escuras. O tom claro pode sofrer variações e isso quebra totalmente o visual. Geralmente caem bem com todos os tipos de calças jeans, menos as coloridas, em todas as lavagens, e tipos de tecidos diferentes, e moldes também da calça skinny, e pra quem não curte muitos exageros pode usar uma básica calça jeans reta, que se ajusta o seu corpo.
Com relação aos sapatos, diferente do que muitos pensam, eles não deve necessariamente combinar com sua jaqueta de couro. Pelo contrário, deve se ajustar ao modelo da calça. “Fica muito legal colocar um jeans, com uma jaqueta de couro e um sapatênis ou um tênis tipo All Star mais claro. É chique e moderno. O couro por si só já é muito pesado, não é preciso muitos acessórios. Mas também vai muito do estilo da pessoa que usa”, aconselha Alexandre Taleb.Por baixo da jaqueta, a variação também pode ser bem ao gosto de cada um, pois não vai interferir muito (só continue ligado na combinação de cores). As jaquetas vão bem com todos os modelos de t-shirts, regatas, camisas em gola V, social e polo, se a gola não for muito grande. Para os homens que trabalham em escritórios e não dispensam uma boa e velha jaqueta de couro, ou até mesmo os mais modernos que querem ousar no visual com a peça, podem optar por uma jaqueta de cor preta com camisa, gravata e calça social, sem medo de errar. As combinações diferentes servem tanto para dia quanto para a noite, em festas ou até mesmo um evento mais formal.
Enquanto alguns quebram a cabeça para mostrar estilo, outros, como o ator Jake Gyllenhaal, contam apenas com o básico e se saem muito bem. Mas a verdade é que com os itens certos no guarda roupa, vestir-se bem torna-se bem mais fácil. As peças do look usadas na foto ao lado são a base de qualquer repertório de moda masculina: camiseta de gola careca, jaqueta de couro marrom modelo básico (biker ou bomber), calça jeans e tênis leve e baixo (Vans ou All Star, por exemplo). As cores também não permitem erro, já que o marrom da jaqueta conversa muito bem com o amarelo do tênis e o cáqui da camiseta, enquanto a calça desbotada para um cinza escuro fica completamente neutra.
Também vale um upgrade, acrescentando uma bota ou um oxford de couro desgastado para sair da simplicidade dos sneakers. Essa combinação é uma boa opção para as diversas ocasiões onde o traje casual é adequado, como uma balada, um encontro com os amigos em um bar, uma festa de aniversário, um show de rock ou mesmo um simples passeio no shopping. Não caberia muito bem em ambiente corporativo clássico, mas com as empresas de hoje, onde algumas delas até incentivam um visual mais “relax” e jovem, dá para usar sem problemas. (Fonte: Canal Masculino)
CUIDADOS COM O COURO
- Após usá-lo em ambientes fechados, principalmente com muita fumaça, deixar pendurada fora do guarda-roupa por 24h.- Guardar em cabides de madeira próprios para blazers e casacos.
- Sempre que possível, a cada três meses ou depois de muito uso, limpá-la com cera para couro.
- Em caso de manchas leves na superfície, remover com um pano úmido e limpo. Evite o uso de fluidos de limpeza, detergentes, óleos ou álcool.
- Se surgirem sinais de mofo, use um pano úmido de algodão ou flanela para remover.
- Nunca coloque no sol para secar. Sempre busque secar à sombra.
- Quando a peça estiver suja ou com mancha profunda, procure uma lavanderia especializada em couros.
- Evite contato direto com a pele, pois o couro tende a atrair a oleosidade natural do corpo, principalmente no colarinho.
Fonte: Canal Masculino, Alexandre Taleb, Thalia Simões, VIP
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segunda-feira, 17 de junho de 2013
BEBIDA: Tudo sobre conhaque, a bebida quente para aquecer seu inverno
Pelo calendário, oficialmente o inverno começa hoje. E já que estamos na estação mais fria do ano que tal provarmos um bom conhaque, que é "a cara" dessa estação, porque aquece e ilumina ao mesmo tempo. Não é à toa que o espanhol chama este néctar de "el sol embotellado". O conhaque, que é também um brandy, assim como outras bebidas destiladas que já conhecemos, é o produto decorrente da destilação de vinho, geralmente contendo cerca de 40–60% graus Gay-Lussac por volume. O nome em português é derivado da palavra francesa cognac, um tipo de conhaque com indicação de procedência da região homônima da França.
UM POUCO DE HISTÓRIA
Foi na França, por volta do século XII que surgiu o conhaque. Ali se produzia um vinho inferior, branco e de graduação alcoólica muito baixa, apreciado na Grã-Bretanha e nos países escandinavos. Porém, os produtores do vinho tinham dois inconvenientes na produção: ele era muito delicado, se deteriorava rapidamente e também as taxas pesadas que o governo francês aplicava sobre as bebidas exportadas. Como solução para os problemas, alguns vinicultores decidiram destilar uma parte do vinho. O álcool obtido, de alta graduação, muito concentrado, seria exportado e o consumidor acrescentaria água, obtendo um novo vinho.
O concentrado também seria utilizado no aumento de graduação alcoólica do vinho branco comum. Porém, uma parte desse álcool, não foi exportada, nem incorporada ao vinho. Simplesmente, ficou envelhecendo em barris de carvalho. E com o passar do tempo, essa bebida adquiriu uma cor caramelo e perdeu muito de seu ardor. Nasceu, assim, o conhaque, cujas melhores marcas são produzidas, justamente, em Cognac, uma das cidades de Charente. Grandes casas produtoras são Remy Martin, Martell, Henessy e Courvoisier.
ALÉM DA UVA...
Além do vinho, esta bebida destilada pode ser feita com suco de fruta fermentado (no caso da uva normalmente são utilizadas apenas espécies viníferas). E costuma ser degustado após as refeições. Assim como outro Brandy, a história do conhaque começa nos vinhedos. Trata-se, fundamentalmente, de videiras da variedade Ugni Blanc instaladas sobre o terreno de calcário na região de Charente que, segundo os experts no assunto, dão à fruta (a uva) muito das particulares que serão exaltadas em seu produto final.
Uma vez colhida a fruta, parte-se para o processo de vinificação, em que é extraído um vinho ácido e de baixo teor alcoólico. No entanto, os charentinos descobriram que destilando duas vezes esse produto (ou seja, levando o vinho a ebulição e recuperando a parte da bebida com maior proporção de álcool) seria possível conseguir uma aguardente deliciosa. Uma vez obtido o "eau de vin", o produto fica em repouso em barris de carvalho por anos e anos. Nesse período, vai adquirindo essa cor âmbar, tal qual nós identificamos com o conhaque expostos nas lojas. E também é nessa fase que recebe o gosto peculiar concedido pela madeira. Depois desse período de hibernação, o chefe da casa de conhaque dispõe da matéria-prima necessária para elaborar seus cortes (mesclas), para o que irá se transformar em aguardentes de diferentes idades. Em geral, trata-se de privilegiar a consistência de cada marca (ou seja, que as características de cada rótulo sejam mantidas através do tempo).
As distinções de idades mais freqüentes são as seguintes:
** X.O, Napoléon, Hors d¿Age, Compte 6: mínimo de seis anos.
UMA BEBIDA DE MUITO ESTILO
Não pode deixar de notar o caráter nobre, quase aristocrático, do conhaque que tem uma imagem associada ao bom viver e a sofisticação do gosto. Houve um tempo em que os comerciantes de conhaque exploraram esta imagem de sofisticação usando a imagem de que o bebedor da bebida era um homem bonito, mas mal intencionado, sentado ao lado de um cachorro enorme com um copão de conhaque na mão.
COMO BEBER CONHAQUE
O conhaque é uma bebida para se tomar no frio por conta do teor alcoólico e concentração de odores que só são bem degustados com baixa temperatura ambiente. A forma ideal de servir o conhaque é em cálices bojudos, para facilitar o contato com a palma das mãos e permitir um leve aquecimento, propiciando o desprendimento dos aromas da bebida. Tradicionalmente, o copo de conhaque é aquecido com uma vela, fazendo com que a concentração da bebida aumente e você sinta o calor que o conhaque te proporciona. Agitando a taça, o aroma se destaca ainda mais. E quanto mais tiver sido envelhecido em madeira, mais atraente é o seu perfume.
OUTRAS BEBIDAS COM CONHAQUE
UM POUCO DE HISTÓRIA
Foi na França, por volta do século XII que surgiu o conhaque. Ali se produzia um vinho inferior, branco e de graduação alcoólica muito baixa, apreciado na Grã-Bretanha e nos países escandinavos. Porém, os produtores do vinho tinham dois inconvenientes na produção: ele era muito delicado, se deteriorava rapidamente e também as taxas pesadas que o governo francês aplicava sobre as bebidas exportadas. Como solução para os problemas, alguns vinicultores decidiram destilar uma parte do vinho. O álcool obtido, de alta graduação, muito concentrado, seria exportado e o consumidor acrescentaria água, obtendo um novo vinho.
O concentrado também seria utilizado no aumento de graduação alcoólica do vinho branco comum. Porém, uma parte desse álcool, não foi exportada, nem incorporada ao vinho. Simplesmente, ficou envelhecendo em barris de carvalho. E com o passar do tempo, essa bebida adquiriu uma cor caramelo e perdeu muito de seu ardor. Nasceu, assim, o conhaque, cujas melhores marcas são produzidas, justamente, em Cognac, uma das cidades de Charente. Grandes casas produtoras são Remy Martin, Martell, Henessy e Courvoisier.ALÉM DA UVA...
Além do vinho, esta bebida destilada pode ser feita com suco de fruta fermentado (no caso da uva normalmente são utilizadas apenas espécies viníferas). E costuma ser degustado após as refeições. Assim como outro Brandy, a história do conhaque começa nos vinhedos. Trata-se, fundamentalmente, de videiras da variedade Ugni Blanc instaladas sobre o terreno de calcário na região de Charente que, segundo os experts no assunto, dão à fruta (a uva) muito das particulares que serão exaltadas em seu produto final.
Uma vez colhida a fruta, parte-se para o processo de vinificação, em que é extraído um vinho ácido e de baixo teor alcoólico. No entanto, os charentinos descobriram que destilando duas vezes esse produto (ou seja, levando o vinho a ebulição e recuperando a parte da bebida com maior proporção de álcool) seria possível conseguir uma aguardente deliciosa. Uma vez obtido o "eau de vin", o produto fica em repouso em barris de carvalho por anos e anos. Nesse período, vai adquirindo essa cor âmbar, tal qual nós identificamos com o conhaque expostos nas lojas. E também é nessa fase que recebe o gosto peculiar concedido pela madeira. Depois desse período de hibernação, o chefe da casa de conhaque dispõe da matéria-prima necessária para elaborar seus cortes (mesclas), para o que irá se transformar em aguardentes de diferentes idades. Em geral, trata-se de privilegiar a consistência de cada marca (ou seja, que as características de cada rótulo sejam mantidas através do tempo).
Dado que o conhaque não continua sua evolução na garrafa, as referências com relação à idade correspondem ao tempo que passou no barril a fração mais jovem do corte. Portanto, se foi usado 5% de aguardente de quatro anos de madeira, por mais que o resto tenha um século de barril, isso não é levado em conta na hora de rotular. As casas mais reputadas utilizam aguardentes mais antigas, inclusive as gamas intermediárias. Para não mencionar os casos verdadeiramente excepcionais nos quais são utilizadas aguardentes de um século de hibernação, mas já estamos falando do segmento mais caro de conhaque.
As distinções de idades mais freqüentes são as seguintes:
** VS (Very Special), Trois Étoiles (Três Estrelas) ou Compte 2: "el eau de vie" mais jovem, tem dois ou mais anos no barril.
** VSOP (Very Special Old Pale), Reserva ou Compte 4: mínimo de quatro anos de madeira.
** X.O, Napoléon, Hors d¿Age, Compte 6: mínimo de seis anos.
Muitos países souberam desenvolver bebidas de qualidade. Sem ir muito longe, a Espanha produz Brandies que podem jogar nas ligas mais competitivas. Entretanto, ninguém como os franceses souberam codificar, tabular e traçar sua geografia em função da qualidade de sua produção.
UMA BEBIDA DE MUITO ESTILO
Não pode deixar de notar o caráter nobre, quase aristocrático, do conhaque que tem uma imagem associada ao bom viver e a sofisticação do gosto. Houve um tempo em que os comerciantes de conhaque exploraram esta imagem de sofisticação usando a imagem de que o bebedor da bebida era um homem bonito, mas mal intencionado, sentado ao lado de um cachorro enorme com um copão de conhaque na mão.
Por outro lado, alguns comerciantes compreenderam que, se essa superstição de certa forma abre as portas para aumentar o valor de seus bens, mas não ajudava na hora de levar o produto para o grande público consumidor. E isso está mudando aos poucos. Hoje, os principais consumidores de conhaques finos estão nos países do Oriente, onde passam de mão em mão por cifras astronômicas. Por outro lado, há uma tentativa de agregar o charme do conhaque ao Ocidente, onde muitas vezes o consumo de Single Malts e outros destilados de alta gama começam a repercutir no segmento de bebidas alcoólicas de alto preço.
COMO BEBER CONHAQUE
O conhaque é uma bebida para se tomar no frio por conta do teor alcoólico e concentração de odores que só são bem degustados com baixa temperatura ambiente. A forma ideal de servir o conhaque é em cálices bojudos, para facilitar o contato com a palma das mãos e permitir um leve aquecimento, propiciando o desprendimento dos aromas da bebida. Tradicionalmente, o copo de conhaque é aquecido com uma vela, fazendo com que a concentração da bebida aumente e você sinta o calor que o conhaque te proporciona. Agitando a taça, o aroma se destaca ainda mais. E quanto mais tiver sido envelhecido em madeira, mais atraente é o seu perfume.OUTRAS BEBIDAS COM CONHAQUE
Se você acha muito forte o sabor do conhaque, pode se degustar a bebida de outras formas, como drinks, bebidas doces e até como remédio.
O choconhaque é uma boa pedida pra um encontro romântico, no friozinho, debaixo das cobertas. Fácil de fazer, derreta, em banho-maria, uma barra de chocolate e misture uma caixinha de creme de leite, coloque conhaque e sirva.
Uma receita antiga que ajuda a aliviar os sintomas e evitar uma possível gripe é misturar conhaque ao suco de laranja e beber.
Uma receita antiga que ajuda a aliviar os sintomas e evitar uma possível gripe é misturar conhaque ao suco de laranja e beber.
Fonte: VinhoNet, Jorge Tadeu, Bebida Liberada, UOL, IsotÉ Dinheiro
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