sexta-feira, 29 de abril de 2011

ENTREVISTA (especial cinema): Marcus Baldini


O desejo de mudar somado a uma boa história pra contar, taí uma junção que pode render um belo sucesso de público. Foi o que aconteceu quando o diretor de comerciais publicitários Marcus Baldini resolveu que era hora de realizar um desejo antigo, ser diretor de cinema. Claro que não bastava só isso, é preciso talento pra contar uma história e forma corajosa e fiel sem ultrapassar os limites do bom gosto. E a polêmica Bruna Surfistinha terminou parando nas telas de cinema e sendo elevado a filme mais visto do ano até agora. O talento de Marcus ainda cativou a atriz Deborah Secco que sem pudores se despiu de rótulos e encarou juntamente nesse projeto de sucesso. Começando com o pé direito, Marcus tem garra e talento pra muito mais. O mundo da propaganda pode até perder um grande diretor de comerciais de sucesso, mas o cinema nacional com certeza ganhará um grande diretor de filmes capaz de arrastar multidões com ótimas histórias pra contar. Assim como essa entrevista.

Quando decidiu prestar vestibular pra Rádio e TV na ECA, o seu objetivo já era chegar ao cinema? Na verdade eu sempre quis fazer cinema. E na época achava o cinema nacional muito fraco, queria fazer algo. E o curso de Rádio e TV seria o caminho mais fácil para chegar até isso. Inclusive no ano em que cursei, foi numa turma que começou a juntar os cursos de cinema com rádio. E foi perfeito.
O que é mais difícil em um filme: conseguir um bom elenco ou uma boa verba? O mais difícil é ter certeza do seu projeto, é ter certeza em relação a seu filme. Ter um projeto legal. No meu caso foi difícil por que todo mundo tem um certo preconceito a figura da “garota de programa”, e isso cria uma rejeição muito grande. Isso dificultou para captação de verba. Os atores não, eles vieram de acordo com a construção do filme. Foi mais fácil, foi decorrente do processo.
Que significado tem pra você a célebre frase de Glauber Rocha: “Uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”? Essa frase é símbolo de uma geração, vem de uma liberdade estética mais autoral. Mais livre em função da arte, tipo colocar a câmera com leveza, como se fosse uma caneta. Passa uma forma mais lírica, passar uma idéia de fábula, e não uma linguagem documental.
O mercado publicitário atual está mais interessado a fazer campanhas que ganhem prêmios ou que vendam produtos? É difícil ter os dois? O que acontece hoje é que as mídias estão muito divididas. Tenho visto muita coisa legal na web, coisas muito mais legais para a internet que tem um descompromisso maior. Bem, a Nextel é um bom exemplo disso. Recentemente fiz um comercial para eles com Neymar e o pai. É mais divertido e interessante. Mas não sei avaliar o retorno. Isso é mais com o departamento de marketing. Mas um bom comercial tem que vender o produto. Agora conseguir vender o produto de forma inteligente, que mexa com as pessoas, é outra coisa. (risos)
Trabalha na MTV é tão legal e descontraído como parece? O meu trabalho na MTV foi muito feliz, num momento em que a MTV era mais descompromissada com audiência e mais focada em clipes. Era mais vanguardista. Um momento interessante. O meu trabalho era de fazer as chamadas, não participava dos programas, mas fiz muitos amigos lá. Foi o meu primeiro contato com o audiovisual que tive. Mas era legal por que me vi ali tendo acesso ao arquivo da fitoteca da MTV, e quando tinha uma folga, corria pra lá. Imagina eu ali com acesso a todos os vídeo clipes na época....
Programa de TV, publicidade, cinema... O que mais tem a ver com você? Eu acho que a linguagem que mais fala comigo é o cinema. Hoje ta difícil separar, a dramaturgia faz mais parte da publicidade. É essa linguagem que curto. Tanto que algum tempo atrás fiz a série “Natali” e mais recentemente a série “Pré-Amar” da HBO. Tenho vontade de trabalhar com dramaturgia, fazer cinema, séries de TV...
Quais campanhas te marcaram pessoal e profissionalmente? Aquelas que você tem orgulho de ter participado? Uma campanha da Kazin que fizemos, com um velhinho que pilotava uma moto... E eu ficava imaginando onde colocar o velhinho, ele empinando a moto... Na época inclusive ele deu entrevista para programas de esportes radicais. Muito bom. Outro filme que curto, foi da Grandene, com participação de atores e artistas... Teve também um cromo da HBO para a série “Aline”, que mais... uma campanha de bombom Garoto, Surreal...
Você acha que o cinema hoje está influenciando muito a forma de se fazer publicidade ou a publicidade que está influenciando o cinema? As duas coisas têm referências mútuas. Agora mesmo que voltei a trabalhar com propaganda, é um trabalho que envolve atores, direção de atores, referências de cinema.
Por que fazer um filme sobre Bruna Surfistinha? Então, eu estava no momento da minha inquietude, me sentindo limitado. Desde que comecei a fazer propaganda eu queria fazer cinema. A publicidade foi a porta de entrada. Não sou do tipo de diretor que senta e sai escrevendo um roteiro. E eu precisava de uma história pra contar. E Bruna surgiu nesse momento (2006). Li o livro e me interessei pela história. Eu achei que a personagem era muito interessante. Tinha uma ausência de culpa e um certo veneno nessa garota.
Pode-se dizer que Bruna Surfistinha é um divisor de águas na sua carreira? Ah foi! Do ponto de vista cinematográfico, não foi para mim só um lançamento de um filme, foi um debut no cinema. Um encontro comigo mesmo. Uma constatação do meu trabalho.
Foi muito difícil convencer Deborah Secco a se expor daquele jeito tão natural e provocante? Que argumentos você usou? A Deborah nunca foi um problema. Ela achou interessante a forma de contar a história dessa garota. Ela teve muita sintonia desde o começo. A Deborah realmente se dedicou, mergulhou na personagem. Até pelo histórico dela de personagens provocantes. Ela queria se desatrelar das outras personagens. Colocou-se de outra forma. Ela tinha uma vontade de fazer e não se preocupar em exibi-la de forma sensual. Não precisei pedir nada. Fizemos o filme sem limitações, depois fomos editando. As cenas de sexo são para contar a história. Já era um lado muito forte da personagem, não precisava mostrar além. Eu queria contar a história.
O filme já chegou à marca dos dois milhões de expectadores em todo o Brasil. Você esperava por isso? Eu sabia que existia um interesse muito grande para ver o filme por parte do público. E a gente já sabia do interesse da mídia. Mas eu tinha uma grande dúvida se seria bem recebido. Tenho satisfação pelo filme. Não tinha medida. Só esperava que as pessoas gostassem dele.
A que se deve esse sucesso todo? Qual é o doce veneno do escorpião? Eu acho que à história. As pessoas já tinham uma idéia pré-concebida. Ninguém vai ao cinema sem ser ter ouvido falar nele, de quem é a Bruna, de quem é Deborah Secco... A surpresa positiva que as pessoas tem, é um lado positivo da história é que as pessoas se deparam com o drama, a reflexão que o filme traz. Aí está o sucesso. E por que também todo mundo vê como foi feito com muita verdade, sinceridade por parte de toda a equipe.
Por que correr é fonte de inspiração pra você? Correr é meu yoga, meu mantra. Você vai correndo e extravasando tudo, sua cabeça vai se esvaziando. É uma forma de me comunicar com o presente. Quando estou com a cabeça muito cheia, muito tenso, corro pra desatar os nós, ter idéias...
E o que te inspira daqui por diante? Eu tenho um projeto novo, o “Sonho Verde”. Que é a história de um playboy da zona sul de São Paulo que sai de férias e cai num garimpo de esmeraldas. Lá ele tem que se virar para sobreviver naquele ambiente. É o primeiro projeto que eu estou escrevendo (o argumento), por que a história vem depois, o roteiro.
Se cinema e publicidade é seu trabalho, o que seria seu hobby? O que curte fazer pra relaxar? Pois é complicado por que na minha profissão tudo está interligado de alguma forma. Quando chego em casa não consigo olhar a TV. Então pra relaxar eu curto a corrida... Cozinhar e ler. São as três maneiras que relaxo, quando não estou curtindo com minha filha.

Por: André Porto e Nadezhda Bezerra
Fotos: Divulgação
Agradecimentos: Daniela Bassit e Caroline Medeiros (
www.pontotres.com.br )
Agradecimento especial a Marcus Baldini


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ENTREVISTA (especial cinema): Leo Falcão

Enquanto brinca com seu ócio, como o próprio Leo Falcão diz, Leo sai se aventurando  por diversos caminhos, seja por cinema, música, quadrinhos, literatura ou mesmo desenhos e ilustrações. O importante, para esse inquieto Leo Falcão, é ir se descobrindo e descobrindo sua capacidade criativa em diversas mídias. Premiado nos festivais de cinema, como o Cine PE, Leo hoje transita por jogos e quadrinhos. Porém se espalha mesmo quando o assunto é cinema, contar ótimas histórias sejam elas reais ou não. O importante é criar. Criatividade que descobriu no curso de Propaganda e Publicidade e não largou mais. Conversamos com o inquieto Leo e descobrimos que o céu é o limite para esse Falcão que traz a veia criativa dos tios João e Adriana Falcão. 

O seu blog “Leitor Ótico” é mais um espaço profissional ou pessoal?
Acho que os dois, até porque eu não dissocio tanto uma coisa da outra. De toda forma, estou trabalhando num novo site, mais completo, em que possa dividir melhor crônicas, notícias, vídeos e meus experimentos literários. Devo estar lançando no segundo semestre.

Você foi o primeiro cineasta pernambucano a filmar no formato digital. Pra você as novas ferramentas tecnológicas mais ajudam no produto final ou faz perder um pouco o charme original do cinema de arte? O cinema sempre foi tecnologia, e qualquer atribuição de "charme" vem da glamorização feita pela indústria. E o cinema "original", mesmo aquele que apresentava alguma intenção artística, demorou a ser considerado uma atividade digna de figurar no hall da arte. Certamente que são dinâmicas diferentes de produção que resultam em trabalhos finais diferentes, mas via de regra trata-se sempre de uma expressão audiovisual intermediada por aparatos técnicos. O que importa mesmo é o que você põe na tela, e de como você consegue utilizar o formato a seu favor. Hoje em dia, é possível conseguir uma qualidade excepcional com suportes digitais — e charme também.

A publicidade te levou ao cinema ou o cinema te levou a Publicidade? Meu ingresso no mundo publicitário foi meio contingencial, pois na época era a forma de conciliar um monte de coisas que eu queria continuar fazendo e não sabia por qual optar (texto, desenho, música). E foi no curso de publicidade que aconteceu um episódio que costumo contar, de como descobri um possível talento para o cinema. Eu apresentei algumas páginas de quadrinhos para um professor que trabalhava com cartuns, e ele me disse que meu traço não tinha identidade (ele estava certo!), mas que eu daria um bom diretor de cinema. Meio frustrado, perguntei por que, e ele respondeu que os enquadramentos e o fluxo de montagem estavam muito bons. Neste sentido, acho que nem o cinema me levou à publicidade, e nem o contrário — acho que a escrita, os quadrinhos e a música me levaram aos dois. Da mesma forma, o cinema veio para preencher uma lacuna que permaneceu na minha vida depois que eu comecei a trabalhar com publicidade, que era a de contar histórias. Em termos técnicos, foi na publicidade que comecei a conhecer e praticar a gramática cinematográfica, além de ganhar experiência e estabelecer relações com produtores e técnicos. Neste sentido, meu trabalho em publicidade veio antes, mas não foi o que definiu minha carreira cinematográfica. Tudo aconteceu de forma bem natural, me parece.

Qual dos prêmios que você já ganhou foi mais representativo para sua carreira? Cada prêmio tem uma história, e não saberia dizer qual foi o mais importante. Lembro de alguns momentos especiais, como o primeiro que ganhei fora de casa, o da TV Cultura no Festival de Curtas de São Paulo. Foi especial porque eu não esperava, e terminou dando alguma visibilidade para a minha carreira. Mas também foi bom ter ganhado melhor roteiro de curtas digitais no Cine PE de 2007 — gosto do resultado e do filme, e na época fazia algum tempo que não frequentava festivais. Enfim, prêmios são bons se contribuem para você continuar trabalhando e indo mais longe.

Seus tios, João e Adriana Falcão, são sucesso na TV. Isto não te inspira a investir neste meio mais do que no cinema? A TV tem dinâmicas bem menos autônomas que o cinema, e é preciso saber jogar com elas. Eu me aventuraria na TV, sim, como me aventuraria em qualquer mídia — tenho feito isto, na verdade, com “Santo por Acaso” para a TV Jornal, em 2007, e “Carícias”, primeira peça de teatro que dirigi, em 2009. Recentemente, fiz alguns roteiros para jogos e instalações multimídia e estou cogitando fazer quadrinhos de novo, praticando um traço mais solto. Enfim, estou tentando fazer com que minha falta de foco se torne algo produtivo.

A sala de aula é um lugar de inspiração para futuros roteiros? Qualquer lugar é inspiração para roteiros futuros (ou presentes, no caso de você estar à caça de idéias para algo que já esteja sendo desenvolvidos). Mas pra mim a sala de aula é prioritariamente um espaço pra trocar idéias e dar vazão a outros roteiros, não meus. Tenho muita consciência do meu papel de professor neste sentido.

Pra quem você faz filmes? Muitos cineastas respondem que fazem filmes para si mesmos. Eu não sei se posso dizer isso, pois tento me comunicar com o público, mesmo que dentro de estatutos que estabeleço como expressivos de cada trabalho. Acho que eu faço filmes para o público, porém para um público parecido comigo. Talvez dizer isso seja a mesma coisa de afirmar que faço filmes para mim mesmo, mas há uma sutil diferença. Eu quero que a obra reverbere no público, mas antes de tudo quero estar feliz com ela. No fim das contas, quem está falando sou eu.

Ler, ver e ouvir. O que você curte em cada categoria dessas? É difícil dizer, tem muita coisa boa feita no mundo. Mas pra dar um resumão, em literatura me agrada muito as histórias fantásticas e policiais inglesas, como Agatha Christie, Conan Doyle, Edgar Allan Poe e, mais recentemente, Neil Gaiman, Suzanne Clarke, Paul Auster e Alan Moore. Gosto também de Umberto Eco (tanto sua produção literária quanto acadêmica) e outros nomes da literatura latina como Borges, Cortázar, García-Marquez e Saramago. Calvino e um escritor italiano contemporâneo chamado Alessandro Baricco também. A lista seria infindável se incluirmos outros clássicos, mas vamos parar por aqui. Em cinema, é igualmente difícil dizer, mas pensemos em Hitchcock, Eisenstein, Wilder, Capra, Truffaut, Kubrick, Fellini, Antonioni, Wenders, os filmes do Monty Python, além de outros contemporâneos como Paul Thomas Anderson, Lars von Trier, Alfonso Cuarón e Wong-kar Wai. Quanto a ouvir, Beatles e um monte de outras coisas. A música pra mim é um terreno infinito.

Você se define como Cineasta, professor e músico mas se tivesse que optar por apenas uma dessas 03 profissões, qual seria? Se fosse só uma, acho que nenhuma delas. Sou um contador de histórias, um escritor, só que em mídias diversas. Seria a maneira mais fácil de me conciliar, acho.

Você chegou a fazer um “estágio” de residência no núcleo de Guel Arraes, na TV Globo (Rio), como roteirista. Como foi essa experiência? O que ela agregou à sua carreira? Com Guel, Adriana e João (Falcão), além de André Laurentino, que trabalhava conosco na época, eu aprendi a ser rígido com o roteiro, de não me contentar em contar uma coisa de qualquer jeito, mas de elucubrar e exercitar e buscar o melhor modo possível de expressar as coisas. Terminei tomando um caminho diferente do deles em termos estilísticos, mas essa lição de buscar a justa forma ficou. Sou grato por isso.

“Lastnote” ou “Lugar Comum”, qual desses dois premiados curtas te trouxeram mais realização? Ainda considero “TheLastNote.com” meu melhor trabalho, mesmo com os longas que vieram depois. Acho que conseguimos um ponto de expressão muito especial, tudo funcionando muito organicamente.

Como anda o mercado regional para curtas-metragens? E o nacional, está dando mais valor e projeção? A lei de passar curtas antes dos longas não é cumprida e o curta continua sendo mais um espaço de experimentação e revelação de novos nomes do que outra coisa. Isso não é necessariamente ruim, muito embora eu tenha a impressão que o público pernambucano e brasileiro demonstre um interesse particular pelos curtas. Seria ótimo se houvesse mais espaço pra eles, portanto.

O que vem pela frente? Quais seus próximos desafios? Pretendo incrementar meu trabalho na área de jogos, terminando meu doutorado em design na UFPE, além de voltar a trabalhar com teatro, espero que logo. Quero também fazer alguma coisa com quadrinhos, se não desenhando (num traço mais solto e maduro agora), pelo menos escrevendo. Espero também lançar meu primeiro livro de ficção em pouco tempo e continuar tocando guitarra e compondo músicas. Mas acima de tudo, gostaria de voltar a fazer cinema de ficção. Um novo roteiro de longa está em gestação e eu espero conseguir desenvolvê-lo este ano. Vamos torcer pra tudo dar certo, e pro tempo ajudar.


Por André Porto e Nadezhda Bezerra
Fotos: Arquivo pessoal
Agradecimento a Leo Falcão

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quinta-feira, 28 de abril de 2011

GADGETS: Tecnologia e design em casa ou no escritório (ou na rua).

A tecnologia anda a passos largos e a cada instante nos apresenta inovações em equipamentos cada vez mais avançados que nos permitem desfrutar de maneira cada vez melhor e mais eficiente as boas coisas da vida. Assim como ouvir uma boa música, onde quer que seja, ou ver um bom filme com qualidade de cinema em casa. E juntamente com o design, dar-se o casamento perfeito onde obras de design atrelados, ou não, à tecnologia trazem mais beleza e conforto. Selecionamos seis objetos de desejo que agradam em cheio aos olhos e aos ouvidos, são equipamentos de som e objetos clássicos para usar no escritório, em casa, ou até mesmo na rua.

iH85B iPod Speaker
Com o iH85B você pode ir à praia de bicicleta ouvindo um som no seu iPod, no caso um alto-falante à prova d'água para iPod que pode ser preso no quadro de bicicleta. No guidão você acopla o controle remoto que permite para o ciclista pedalar seguro enquanto ouve suas músicas. Além disso, o iH85B é resistente com uma caixa de policarbonato à prova d'água e impacto. O iH85B é alimentado por quatro pilhas AA e carrega seu iPod enquanto está conectado a um adaptador AC opcional. O iH85B inclui um  controle remoto sem fio RF, que permite pular de faixa, play / pause, e controles de volume, sem comprometer sua segurança. Além disso vem com adaptador AC, suporte de montagem, controle remoto com a braçadeira de fixação e duas baterias CR2032 (instaladas), três inserções de iPod, cabo de remendo, áudio e bolsa para transporte.
US$ 119

Beocenter 2
Mais parece um disco voador, o revolucionário BeoCenter 2 é um equipamento completo de entretenimento de som e vídeo para toda a casa. Um verdadeiro controlador de áudio, com o seu excelente sintonizador FM, unidade de DVD e módulo DAB opcional. Com um toque leve na superfície macia sem botões do BeoCenter 2 e as suas asas de alumínio polido deslizam para os lados para revelar seu sistema único de áudio e vídeo integrado. O BeoCenter 2 ativa as suas colunas de som surround quando você estiver vendo um filme. Ao inserir um CD áudio, ele ativa as colunas da esquerda e da direita, e o seu subwoofer BeoLab 2. O BeoCenter 2 é indicado para usar em conjunto com as colunas BeoLab 9, que além do som causam uma bela experiência visual. Com ficheiros de música MP3 e WMA a partir de CDs, bem como filmes em DivX e imagens em JPEG são facilmente acionados. Não existem botões. A superfície foi reduzida a 0,5 mm em torno do painel de operações e anodizada cinco vezes, para proteção contra sinais de desgaste. O texto branco altamente legível presente no grande visor de quatro linhas orienta a interação e exibe informação adicional de DVDs, CDs, ficheiros de música ou rádio pela Internet através do BeoPort ou, caso possua o módulo opcional, rádio DAB.
US$ 4.100

Munny Speakers
A indústria do som tem procurado dar aos alto-falantes alguma personalidade extra, tornando-os mais atraentes e chamativos com suas criativas formas. É o caso do "boneco Munny”, a união feliz de boneco e alto-falante. Existem pelo menos três diferentes versões de um Munny com um alto-falante na cabeça. Apesar do tamanho, o “Munny” tem uma potência digna dos grandes alto-falantes.
US$ 25
amazon.com


Por: André Porto
Fotos: Divulgação

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quarta-feira, 27 de abril de 2011

CINEMA: Cine PE, um dos maiores festivais de cinema do país faz 15 anos.

O Cine PE - Festival do Audiovisual comemora sua décima quinta edição como o mais popular festival de cinema do estado e um dos mais festejados do Brasil, com sessões lotadas no auditório do Centro de Convenções de PE, para 3.000 espectadores. Seja pela seleção de curtas e longas metragens que dialogam facilmente com os espectadores, seja pela presença de astros do cinema nacional, é fato que não há maior pompa, e público, num evento relacionado a cinema em Pernambuco. Este ano, da Abertura Oficial no sábado 30 de abril até o encerramento na sexta 06 de maio, o festival traz uma semana da mais recente produção nacional e a Mostra Pernambuco, uma seleção exclusiva de filmes pernambucanos.
 

A Mostra Pernambuco volta para o Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, onde foi lançada dois anos atrás e sofreu diversas críticas por conta da falta de espaço para a quantidade de público. Um dos filmes que deve divertir o público é o documentário “Cinema Americano”, de Taciano Valério. O filme fala do diretor Menelau Júnior, famoso no interior pernambucano pelos seus filmes de terror amadores que divertem pela precariedade. Diretores carimbados do cinema pernambucano como Leo Falcão e Marcelo Pedroso também exibem seus novos trabalhos na Fundaj. Leo Falcão traz sua ode a Carlos Pena Filho, com “Palavra Plástica”, que fez parte de uma exposição sobre o poeta, e Marcelo Pedroso examina os sentimentos de turistas e viajantes no interessante documentário “Aeroporto”.

 
A Mostra Oficial conta com filmes da safra do ano passado e novidades aguardadas. Curtas como “As Aventuras de Paulo Bruscky”, “Mens Sana In Corpore Sano” e “A Casa da Vó Neyde”, são alguns dos destaques deste ano. A programação de longas, que quase sempre deixa a desejar, sendo famosa por exibir alguns filmes tão obscuros que nunca foram lançados comercialmente até hoje no país, traz novidades de alguns diretores interessantes como Toni Venturi, que vem com seu melodrama “Estamos Juntos”, um romance urbano com Cauã Reymond e Leandra Leal. “Casa 9, um documentário sobre uma casa que abrigou famosos músicos brasileiros deve ser um dos hits desta edição. E como não poderia faltar, a bomba anunciada “Família Vende Tudo” de Alain Fresnot deve ser o ponto "alto" da fraca seleção. Neste ano, a maior polêmica ficou provavelmente com uma estranha homenagem a Pelé.

A duvidosa carreira do astro futebolista terá espaço entre figuras renomadas do cinema nacional como Wagner Moura, Chico Diaz, a montadora Vânia Debs, o produtor Zelito Viana e o programa de TV Revista do Cinema Brasileiro. Com bem mais de uma década de vida, o Cine PE sempre foi mais uma festa, um desfile de aparências, do que um festival de cinema de qualidade e relevância cultural. 

Já está na hora do ser mais cuidadoso com a curadoria para as suas futuras edições. O público agradece.
INFORMAÇÔES BÁSICAS:
- Programação clique aqui
- Ingressos clique aqui
- Oficinas clique aqui

Texto: Felipe Silva | www.kinemail.com.br
Site Oficial: www.cine-pe.com.br
Fotos: Divulgação




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terça-feira, 26 de abril de 2011

LEITURA: Livros para homem, uma seleção para agradar em cheio o gosto masculino.

Falamos livros de homem, mas claro que as mulheres podem e devem conferir essa seleção. São basicamente livros de interesse masculino, pois vai das biografias de grandes artistas como o músico Lobão e o escritor português José Saramago até o erotismo em fotografias e desenhos. Sem falar do clássico do cinema, O Poderoso Chefão, enfim revelado em belas fotos e rascunhos do que se tornou um dos maiores ícones do cinema masculino da história do cinema. Informação, entretenimento e sedução na medida certa para agradar homens, e mulheres, de bom gostou e com uma pitada de ousadia necessária para saborear desses textos e imagens imperdíveis.

Foi lançado recentemente um livro de edição limitada numa luxuosa edição da saga do clássico Poderoso Chefão, que inclui também artigos e entrevistas sobre os filmes. O livro contém mais de 400 fotos em cores e em preto e branco, a maioria das quais nunca foram publicadas antes. Ele permite que os fãs dêem uma olhada privilegiada dos bastidores da construção da história do cinema, é verdadeiramente uma oportunidade única na vida, você não pode recusar. A seleção de fotografias de Steve Schapiro oferecem uma vista privilegiada da do making of da trilogia lendária. A edição é limitada a 1000 cópias, cada uma numerada e assinada por Steve Schapiro, que teve o privilégio de fotógrafo especial testemunhar e registrar cenas de alguns dos filmes mais aclamados da história do cinema americano. Imagine a experiência de testemunhar atores renomados e seus memoráveis ​​desempenhos nesse clássico filme que marcou a história do cinema. A trilogia do Poderoso Chefão de Francis Ford Coppola imortalizou atores como Marlon Brando, Al Pacino, Robert De Niro, James Caan, Robert Duvall e Diane Keaton.  O livro também está disponível numa bela edição de arte, limitada a 200 exemplares numerados, cada um assinado por Steve Schapiro e acompanhado por uma das duas cópias originais.
R$ 224,00 à R$ 179,00

Texto: André Porto
Fonte: Livraria Cultura, Livraria Saraiva, Livraria da Travessa
Fotos: Divulgação, banco de imagem

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segunda-feira, 25 de abril de 2011

FITNESS: Pernas fortes, dicas para deixar suas pernas em forma.

De modo geral a maioria dos homens, ao contrário das mulheres, gosta de treinar a parte superior do corpo, ou seja, braços e peito, deixando meio de lado os membros inferiores. Aliàs, as mulheres são muito mais cobradas nesse sentido, em ter pernas bem torneadas, que os homens. Como ainda não tínhamos discutido um assunto a respeito exclusivamente aos homens. Decidimos falar sobre o treino para membros inferiores em praticantes de musculação, mostrando quanto o mesmo é importante para resultados estéticos e de saúde.

É bem verdade que boa parte dos adeptos ao treino em academias está em busca do “corpo perfeito”, e acabam não se dando conta que negligenciar o treinamento para coxas e pernas não colabora com a composição de um corpo esteticamente bonito e equilibrado. Passou-se o tempo em que elas só olhavam para nossos braços e peitorais. Podemos afirmar que corpos extremamente musculosos atraem muito mais atenção dos homens do que das mulheres. Sem contar que atualmente elas estão cada vez mais exigentes e não dispensam coxas e pernas simétricas, além de um abdômen menos protuso, mas não necessariamente de “tanquinho”.

AGACHAMENTO, MEU REI
Profissionais sérios e comprometidos com sua prática utilizam este exercício para os diferentes objetivos, seja na reabilitação, manutenção da saúde ou com fins estéticos, e consideram este como o “rei dos exercícios” por conta de seus ótimos resultados. O agachamento é um movimento complexo que envolve um número elevado de articulações e músculos, consistindo em um excelente meio de fortalecer a musculatura da coxa, do quadril, e de inúmeros grupos musculares que atuam indiretamente em sua execução, como o abdome e panturrilhas, por exemplo. A polêmica gira em torno de possíveis lesões no joelho e coluna, mas que ainda não foram comprovadas cientificamente. Sintetizamos 10 dicas valiosas do que há de mais moderno a cerca deste valioso exercício:


01 - Se respeitados a técnica perfeita a um treino progressivo e inteligente nossas estruturas ósseas e articulares darão conta do recado, com sobras;
02 - “Descer no máximo até 90 graus” não tem fundamentação, visto que já se verificou que podemos descer\flexionar até as coxas se encontrarem paralelas ao solo, o que dá um ângulo de aproximadamente 100 graus, com segurança.
03 - Em caso de lesões prévias ou problemas de coluna, faça primeiro um tratamento com um profissional adequado;
04 - Para agachar em maiores ângulos devemos colocar uma carga absoluta menor, visto que o esforço será muito maior;
05 - Agachar em menores ângulos pode ser mais perigo por conta das altas cargas que a menor amplitude possibilita;
06 - Não despenque na fase da descida, provavelmente esse é o maior fator de risco para se conseguir uma lesão, desça de maneira lenta e controlada;
07 - Variações dos pés, quanto ao ângulo ou abertura, não ativam partes diferentes das musculaturas solicitadas, cuidado com os modismos;
08 - Não passar o joelho da ponta dos pés ao agachar, diminui a compressão na articulação;
09 - Exercícios como a cadeira extensora provocam mais pressão em alguns ligamentos do joelho do que agachar até as coxas ficarem paralelas ao solo;
10 - Provavelmente as lesões são causadas pela combinação desses fatores – exagero do número de séries, técnica inapropriada, excesso de treinamento (overtraining), cargas exageradas.

Diversos são os benefícios quando passamos a levar a sério uma rotina de treino para membros inferiores. Dentre muitos podemos citar o fortalecimento dos tecidos moles (tendões e ligamentos), além da musculatura que envolve as articulações do joelho e tornozelo, diminuindo a incidência de lesões; Promovendo mais independência a pessoas idosas, aumentando a força e equilíbrio muscular, evitando quedas; Aumento significativamente a massa muscular, visto o volume muscular presente nas coxas, promovendo o aumento do gasto calórico durante o treino, gasto calórico total e o metabolismo de repouso. Colaborando de maneira importante a diminuição ou manutenção do peso corporal; além de uma panturrilha fortalecida serve como um “segundo coração” que bombeia o sangue que desce até os pés contra a gravidade, ajudando no retorno venoso até o coração.
Por isso, passe a valorizar mais os dias reservados para o treino de coxas e pernas. Nada de series leves demais, ou com altíssimas repetições. Treinar próximo ao seu limite, com graus cada vez maiores de amplitudes (salvo casos específicos) é o recomendado.  Três meses de treinos bem planejados garantirá bons resultados. Além de prazeroso, o treino de membros inferiores é desafiador e motivador, devido a grande quantidade de músculos (cerca de quinze), com grande potencial hipertrófico. A saber: extensores (parte anterior da coxa), flexores (parte posterior), adutores (parte medial), abdutores (parte lateral), mais os músculos da perna (tríceps sural e sóleo), que forma as panturrilhas.

Para um treino especifico a sua necessidade procure um profissional de educação física habilitado, pois só ele será capaz de elaborar sua planilha de treino. Bom treino!

Texto: Anderson Santos e Públio Gomes
Site: http://www.maisatividadefisica.com/
Fotos: Divulgação

domingo, 24 de abril de 2011

CARRO: BMW Vision Connected Drive, um novo conceito de carro e design.

Como se espera de cada novo BMW, eis um novo conceito de carro que influenciará o design dos próximos conversíveis que estiverem por vir. Esta maquina foi idealizada por Adrian Van Hooydonk, que é responsável pelo design dos carros conceitos da marca. Para se ter uma idéia, só para se conceber o BMW Vision Connected Drive foram necessários quase doze meses.

Apesar da aparência de vanguarda, o conversível apresenta alguns traços típicos de um legítimo BMW, como tampa longa, forte orientação horizontal salientando a largura, além da aparência intimadora. Mas as inovações são logo percebidas nos faróis e nas grades frontais, que por sinal, alguns afirmam que lembra um tubarão, emprestando à frente do carro uma impressão dinâmica e moderna. O carro foi apresentado recentemente no salão de Genebra, aonde na minha opinião, a BMW brincou um pouco de James Bond, afinal, você já parou para imaginar como um carro poderia se locomover sem motorista? Este pode, pois assim como no cinema, ele poderá ser estacionado, por exemplo, via celular.
É incrível como no carro fluem linhas na superfície e carroceria do veículo que resultam em um jogo de luz surreal. O interior foi dividido em três categorias; informação, conforto e segurança, cada uma com um jogo de luz correspondente, que é definida por uma cor, ritmo, movimento e textura. Quando cada informação for acionada, irá percorrer um caminho que poderá ser visto através da iluminação a base de fibra óptica.


Para simplificar, a coisa funciona mais ou menos assim; a camada de luz responsável pela segurança envolve o condutor e todo o capô do carro com uma luz vermelha, assim, informando que virão um fluxo de informações a serem sinalizadas no painel, aonde,  o motorista poderá observar o que os sensores e câmeras integrados no monitoramento do ambiente externo estão captando.

Ah, o detalhe é que o display do painel aparecerá de forma tridimensional na linha de visão do condutor, eliminando a possibilidade do motorista abaixar o rosto e tirar a visão da estrada. A exibição tridimensional permite uma visão real com informações virtuais, com destaque para os perigos que irão surgir no caminho, captados com sensores de calor. Já os passageiros, tem informação própria, fora do campo de visão do condutor, o que lhe permite ter acesso ao som, informações via internet ou a dados de navegação, podendo, repassar tudo para o motorista com um simples toque na tela disponível.


O conceito de porta foi desenvolvido com o inovador electro-mechanical ,que é um mecanismo que permite o carro ser conduzido mesmo com as portas abertas. Além disso, a porta quando acionada para ser aberta, desaparece da carroceria, deslizando para o interior do veículo. As rodas são de 20 polegadas e formadas em três dimensões, tirando um pouco o caráter esportivo do carro, deixando-o mais elegante. Todas as extremidades do carro possuem sensor integrado ao jogo de luzes, inclusive nas rodas.
Por ter sido apresentado como um conceito, aguardamos ver em breve estas tecnologias implementadas nos carros mais acessíveis. Especula-se muito sobre o futuro do mercado automotivo, mas depois do BMW Vision Connected Drive, sabe-se que ele caminha muito perto da ficção. Resta-nos aguardar para vê-lo desfilar nas ruas brasileiras, quem sabe Eike Batista resolve brincar de James Bond por aqui.




Texto: André Lima
Fotos: Divulgação
Fonte: www.salon-auto.ch/en/
http://www.bmw.com/

quinta-feira, 21 de abril de 2011

ENTREVISTA: Chef Claude Troisgros, a sofisticação francesa e a criatividade de um homem cosmopolitan

Com um sobrenome que já vem marcando o cenário gastronômico por três gerações, o chef francês Claude Troisgros traz em sua bagagem muitas histórias e experiências de vida. Ingredientes que fazem dessa receita, que é a trajetória de Claude Troisgros, uma receita de sucesso que já passou por diversas cidades, como Nova York, Milão, Paris, Londres e já há algum tempo, São Paulo e Rio de Janeiro. Pois Claude é mais um aventureiro, digamos assim, que veio desbravar terras brasileiras pelas mãos do amigo Gaston Lenotre, que há 30 anos, e terminou se apaixonando pelo que encontrou. Da vasta gastronomia brasileira ao povo que o acolheu e se rendeu a seus temperos e misturas. Formado pela Escola de Hotelaria Thonon Les Bains, Claude Troisgros chegou abriu vários restaurantes e tornou-se consultor de tantos outros. Da "Nouvelle cuisine" e seus programas no canal GNT, conversamos com para entender um pouco mais da sua trajetória e sua paixão pela culinária.

O que o seu avô Jean-Baptiste, quis dizer com a frase "a capacidade de harmonizar os tesouros da terra"?  E saber usar e valorizar os produtos que a nossa terra nos oferece.

Quem ensinamentos você trás até hoje que vieram de seu avô e seu pai?  O respeito ao produto e a simplicidade na cozinha assim como na vida.

Como foi a decisão de vir para o Brasil trabalhar no Le Pré Catalan?
Um certo dia eu estava trabalhando na cozinha do restaurante da família na França e um chef (Gaston Lenotre) amigo de meu pai chegou e perguntou quem queria ir com ele para trabalhar no Brasil. Nessa época ele ia inaugurar o Le Pre Catelan no Rio. Fui o primeiro a levantar a mão. Meu contrato era de dois anos, mas nunca mais voltei.

Você conquistou sua esposa pelo estômago?  A conquista de uma mulher será sempre pelo amor, mas reconheço que cozinhar bem ajuda.


Apresentar um programa de TV foi um grande desafio ou é mais fácil do que acertar o gosto do cliente?  Nada é fácil. A conquista não é pelo gosto, mas pelo carisma que você passa ao telespectador... Pelo sentimento de troca também. O desafio é grande das duas maneiras.

No programa "Que Marravilha" do GNT você ensina as pessoas a cozinhar, mas o que você aprende com elas?  Acho que aprendo mais do que ensino. Entrar na casa e na vida das pessoas é uma grande escola de vida. Na cozinha, sempre aparece alguma técnica mais caseira que de alguma forma vai me ajudar muito a ser, mais simples na minha maneira de cozinhar.

Como o Brasil é muito diversificado de cultura graças à sua colonização, e por conseqüência culinária, que iguarias mais inusitadas você só conheceu aqui?  Continuo descobrindo muita coisa. O Brasil é rico em produtos. Agora o muçuã (tartaruga pequena) de Belém do Para, é iguaria brasileira de tirar o fôlego.


Conhece a culinária brasileira fora do eixo RJ-SP? Por exemplo, a comida no Nordeste, que mistura frutos do mar, frutas e raízes.  Conheço bem a culinária de todo Brasil, viajo muito e sempre quero conhecer mercados, restaurantes e especialidades de cada região. Na Bahia comi moqueca com camarão pescado no rio, colocado na panela ainda vivo, com cacau tirado do pé na hora. Incrível.   

Qual o segredo pra essa mistura culinária entre França e Brasil dá tão certo?  A técnica Francesa é que dá base a culinária em geral e os produtos exóticos Brasileiros dão um tom de novos sabores... Dá certo??? Sim, com competência e sabedoria...

Em se tratando de Brasil, o que é uma “marravilha” para você?
Essa diversidade de cultura e tradição que faz o povo Brasileiro tão feliz.


Qual o seu prato e sua sobremesa favoritos? Por quê? Jabá com jerimum, por que sabe casar com elegância o doce e o salgado. Bala de cupuaçu com chocolate é outro exemplo de casamento perfeito.

O sobrenome Troisgros vem associado à cozinha de alto gabarito a três gerações sempre inovando. Criar pratos inusitados tinha também um gostinho revolucionário para sua família? Existia também uma vontade de mudar costumes?  Não, existe vontade de criar sem interferir na tradição, existe essa vontade de ir para frente, de evoluir, de descobrir, de fazer a nossa profissão uma profissão de arte.

A revolução que a Nouvelle cuisine causou na época ainda existe de alguma forma? A cozinha francesa continua se reinventando hoje em dia? Tudo começou com a Nouvelle cuisine e ela abriu o caminho para as outras... O próprio Ferran Adria fala isso... A França sempre se reinventa e temos hoje em dia jovens chefs de competência que impulsionam a culinária francesa, voltando a uma cozinha de bistrô, mas usando a técnicas modernas...

Por que a Nouvelle cuisine até hoje é motivo de polêmica? Não acho que ela seja polemica... Ela só foi criticada nos anos 1980 por que como toda moda teve exagero (grandes pratos, pequenas porções, preços altos e principalmente chefs sem bases), mas o melhor da Nouvelle cuisine ficou e abriu caminho para outros estilos de cozinha como a Fusion e a molecular.

Qual o melhor prêmio que um Chef pode ganhar? O reconhecimento dos clientes e muitos anos de sucesso.

Uma ajudinha para os leitores da MENSCH... Qual a receita infalível para impressionar uma mulher na cozinha? Rosas, vela, Champagne, e muito Amor de acompanhamento... Agora para a minha mulher, um ovo mexido com caviar, a tira do sério.


Texto: André Porto e Nadezhda Bezerra
Fotos: Kiko Ferrite, GNT, Divulgação
Agradecimentos: Denise Barros (Db Plus – Assessoria de Imprensa)
Agradecimento especial ao Chef Claude Troisgros
Site do programa: http://gnt.globo.com/quemarravilha/