Final de semana chegou vamos acelerar o som e entrar no clima de balada. Falando nisso trouxemos aqui três musas do novo som eletrônico que está em destaque no momento. Começando por Róisin Murphy, passando pela exótica Bjork até chegarmos em um clássico da performática Grace Jones, em nosso destaque especial na nossa "Junkebox". Aumenta o som e let´s dance!
Exatamente oito anos depois, Róisín Murphy, a eterna ex-moloko lança seu 3° álbum solo “Hairless Toys (2015)” bem mais intimista, menos eletrônico e longe dos hits das pistas de clubs afora que sempre consagrou irlandesa. A música que abre o álbum "Gone Fishing" foi inspirada no filme-documentário “Paris Is Burning”. Mais o destaque mesmo fica pela incrível “Hairless Toys (Gotta Hurt)" que também dá nome ao álbum. Pura nostalgia do futuro e beirando o épico.
Vídeo:
Quatro anos depois do seu último e complexo álbum “Biophilia”, um disco multimídia pioneiro, lançado como uma série de aplicativos, a islandesa Björk praticamente sangra poesia nas 9 faixas do seu dolorido “Vulnicura”, onde faixa a faixa relata as dores do fim do seu casamento de 13 anos com o artista inglês Matthew Barney. O destaque já fica na faixa de abertura "Stonemilker”, embalada por belos arranjos de cordas e batidas eletrônicas.
Assista o vídeo:
A talentosa sueca Seinabo Sey com apenas dois Ep´s lançados, o primeiro dedicado a sua mãe “For Madaleine de 2014 que tinha como hit “Younger”, vem agora firmar seu nome com seu último e delicado trabalho “For Maudo”, dessa vez dedicado ao seu pai. Uma mistura requintada de Soul, Pop e eletrônica, tudo cuidadosamente embalado pela peculiar voz de Seinabo. Garantido que na segunda audição você já sai cantarolando todas as músicas de tão bom que é este Ep. Destaques para a faixa "Poetic" que abre o Ep.
Assista o vídeo:
JUKEBOX
Não existe música “velha”, existe a boa música esquecida, ainda mais em épocas tão multimídia como nos dias atuais, onde um hit não dura mais que um mês, e a cada semana aparece uma nova diva. Então para entender o presente é bom visitar o passado, e ninguém soube provocar tanto com a imagem, a androgenia e com o seu estilo, como a verdadeira diva Grace Jones. Aqui indicamos sua famosa coletânea de sucessos “Island Life”, de 1985, um coquetel de disco, reggae, dub e pop tudo aliado a imagem e a voz única de Grace. Detalhe para a mítica capa feita pelo ex-marido de Grace o designer Jean-Paul Goude. Sinta o passado!
Assista o vídeo:
sexta-feira, 31 de julho de 2015
quinta-feira, 30 de julho de 2015
ARTE: O Absolut Art Bar chega trazendo muita arte, música e gastronomia
Uma experiência inovadora e inédita, esse é a proposta do projeto Absolut Art Bar que chega no Brasil pela primeira vez. A cidade escolhida para receber o projeto foi Recife, prometendo ao público um muita arte, música, gastronomia e pessoas, sob sua curadoria. A partir de agosto, o Absolut Art Bar by Stephan Doitschnoff, conectará pessoas às mais diversas formas de manifestações culturais. O local escolhido que reflete a proposta do artista, um prédio histórico localizado no Marco Zero da cidade, funcionará entre os dias 1 e 16 de agosto de 2015. Para dar vid recebeu uma carta branca para criar todos os elementos do bar, desde o seu conceito, ambientação, os drinques que serão servidos com a vodka Absolut e todas as atividades que farão parte da programação.
Realizado em diversas cidades ao redor do mundo, o Absolut Art Bar dá a oportunidade para artistas redefinirem espaços, com concepções únicas de intervenções que representem elementos e histórias que os inspiram em suas criações. Com proposta inovadora, Absolut permite que cada convidado crie todo conceito – desde o espaço físico até música, drinks, atrações e a gastronomia. Em 2014, Hong Kong e Munique foram escolhidos para sediar dois projetos transformadores: o Absolut Art Bar Apocalypse Postponed e o Absolut Art Bar Munich. Nadim Abbas, responsável pelo primeiro, recriou, no bairro mais populoso da cidade chinesa, um cyberpunk bunker. Já o coletivo de sete artistas alemães trouxe cor a uma pequena vila do país.
Intitulado “10 Bilhões”, o conceito apresentado por Stephan para a edição do Art Bar no Brasil surge a partir de informações e pesquisas retiradas do livro “10 Billions”, de Stephen Emmott, que relata as consequências sociais quando a terra atingir esta marca em número de habitantes em 2050. Esta era pós apocalíptica será retratada por um projeto artístico inédito em um prédio histórico da capital pernambucana. “Um dos objetivos de Art Bar é inspirar o público a reinventar a vida noturna por meios do poder da criatividade, tornando as noites em experiências transformadoras e criando um espaço para interação e conexão entre as pessoas”, explica Patrícia Cardoso, Gerente de Grupo das marcas White Spirits da Pernod Ricard Brasil.
Para conceber o conceito de Art Bar criado por Stephan no Brasil, o artista foi atrás de uma locação que pudesse materializar o seu conceito, e escolheu o prédio que um dia abrigou um banco, símbolo maior do capitalismo que levou ao fim de nossa era, e que agora se transformará em um espaço sobreposto por plantas, uma floresta caótica, densa e selvagem pontuada por momentos de pleno conforto e euforia – seja no bar, na pista de dança, na luz dos signos que remeterão ao fim e (re) início dos tempos, com desenhos desenvolvidos pelo artista em neon, especialmente para a ocasião. “O espaço irá transportar o público para uma era pós-apocalíptica onde a espécie humana foi quase extinta e agora vive em um mundo onde as plantas dominaram os resquícios de civilizações”, conta Stephan.
“O Absolut Art Bar idealizado pelo Stephan propõe um projeto artístico totalmente contemporâneo para um bairro tradicional do Recife, cercado por construções históricas, resultando em uma experiência transformadora com Absolut. O espaço permitirá uma experiência única, completada pela atmosfera de arte e cultura local”, afirma Patrícia.
SERVIÇO
ABSOLUT ART BAR by STEPHAN DOITSCHINOFF
Avenida Rio Branco, 23, Bairro do Recife (Recife / PE)
Entrada: Gratuita sujeita à lotação do espaço (300 pessoas )
Horário: de 1 a 16 de agosto. De sexta a domingo
- Sábado, dia 1/8 - 19h à 02h
- Domingo, dia 2/8 - das 15h às 21h
- Sexta, Sábado dias 5, 6, 7/8 - das 19h à 02h.
- Sexta e Sábado, dias 14/8, 15/8 - das 19h à 02h
- Domingo, dia 16/8 - das 15h às 21h
Realizado em diversas cidades ao redor do mundo, o Absolut Art Bar dá a oportunidade para artistas redefinirem espaços, com concepções únicas de intervenções que representem elementos e histórias que os inspiram em suas criações. Com proposta inovadora, Absolut permite que cada convidado crie todo conceito – desde o espaço físico até música, drinks, atrações e a gastronomia. Em 2014, Hong Kong e Munique foram escolhidos para sediar dois projetos transformadores: o Absolut Art Bar Apocalypse Postponed e o Absolut Art Bar Munich. Nadim Abbas, responsável pelo primeiro, recriou, no bairro mais populoso da cidade chinesa, um cyberpunk bunker. Já o coletivo de sete artistas alemães trouxe cor a uma pequena vila do país.
Intitulado “10 Bilhões”, o conceito apresentado por Stephan para a edição do Art Bar no Brasil surge a partir de informações e pesquisas retiradas do livro “10 Billions”, de Stephen Emmott, que relata as consequências sociais quando a terra atingir esta marca em número de habitantes em 2050. Esta era pós apocalíptica será retratada por um projeto artístico inédito em um prédio histórico da capital pernambucana. “Um dos objetivos de Art Bar é inspirar o público a reinventar a vida noturna por meios do poder da criatividade, tornando as noites em experiências transformadoras e criando um espaço para interação e conexão entre as pessoas”, explica Patrícia Cardoso, Gerente de Grupo das marcas White Spirits da Pernod Ricard Brasil.Para conceber o conceito de Art Bar criado por Stephan no Brasil, o artista foi atrás de uma locação que pudesse materializar o seu conceito, e escolheu o prédio que um dia abrigou um banco, símbolo maior do capitalismo que levou ao fim de nossa era, e que agora se transformará em um espaço sobreposto por plantas, uma floresta caótica, densa e selvagem pontuada por momentos de pleno conforto e euforia – seja no bar, na pista de dança, na luz dos signos que remeterão ao fim e (re) início dos tempos, com desenhos desenvolvidos pelo artista em neon, especialmente para a ocasião. “O espaço irá transportar o público para uma era pós-apocalíptica onde a espécie humana foi quase extinta e agora vive em um mundo onde as plantas dominaram os resquícios de civilizações”, conta Stephan.
“O Absolut Art Bar idealizado pelo Stephan propõe um projeto artístico totalmente contemporâneo para um bairro tradicional do Recife, cercado por construções históricas, resultando em uma experiência transformadora com Absolut. O espaço permitirá uma experiência única, completada pela atmosfera de arte e cultura local”, afirma Patrícia.
SERVIÇO
ABSOLUT ART BAR by STEPHAN DOITSCHINOFF
Avenida Rio Branco, 23, Bairro do Recife (Recife / PE)
Entrada: Gratuita sujeita à lotação do espaço (300 pessoas )
Horário: de 1 a 16 de agosto. De sexta a domingo
- Sábado, dia 1/8 - 19h à 02h
- Domingo, dia 2/8 - das 15h às 21h
- Sexta, Sábado dias 5, 6, 7/8 - das 19h à 02h.
- Sexta e Sábado, dias 14/8, 15/8 - das 19h à 02h
- Domingo, dia 16/8 - das 15h às 21h
quarta-feira, 29 de julho de 2015
FOTOGRAFIA: Victor Collor contando histórias através da fotografia
Viajar e fotografar ou fotografar e viajar? Ou tudo isso junto somado ao gosto pela aventura e pelo novo? Talvez sejam todas essas possibilidades a melhor maneira de contar a história de Victor Collor de Mello junto à fotografia, seu hobby que também é profissão. Formado em publicidade e tendo na mãe, Thereza, a inspiração para conhecer o mundo fora do circuito turístico comercial, Victor lança o projeto Gujarat realizado durante viagem à Índia, tendo como foco as exóticas e originais barbas indianas.
Quando você descobriu a fotografia e como ela te conquistou? Sempre tive muito mais facilidade com as matérias de humanas e artes na escola, mas descobri a fotografia quando fiz uma viagem à Turquia e na parada em Zurique comprei uma câmera e fotografei a viagem de mais ou menos 20 dias de “cabo a rabo”. Não pisava fora do hotel sem a câmera na mão. Na época ainda trabalhava como publicitário em uma agência e aos poucos fui fotografando amigos nos almoços de semana e fins de semana. Aos poucos fui fazendo muitas fotos de estilo de rua (streetstyle) e a coisa foi crescendo para o lado da moda. Alguns cursos aqui e outros ali, fui sendo contratado para trabalhos legais e quando me dei conta, já tinha sido conquistado pelas imagens que estava fazendo na minha cabeça com a ajuda de uma intermediadora, a câmera. Mas onde mais aprendi foi “levando surra” da máquina, saindo pelo bairro fotografando detalhes. Fiz bastante coisas no mercado Municipal aqui em São Paulo, fotografando a infinidade de cores que o mercado oferece para um olho apurado. As viagens também me ajudaram muito, afinal, quando viajamos tudo se torna novidade e você acaba enxergando muita coisa que talvez aquele cara que passe por ali todos os dias não repare. Aquela velha história quando gringos veem ao Brasil e enxergam detalhes que estão na nossa cara, mas nunca percebemos, sabe?
O fator de você vir do mercado de publicidade lhe influenciou em que? Com certeza há influência. Me formei em publicidade, o que foi seguido de mais ou menos 5 anos de agência. Sentia que faltava algo mais, sentia falta de colocar a mão na massa e não ficar atrás de um computador vendo e revendo e-mails e apresentações para clientes. Foi ainda durante o trabalho como publicitário que comecei a dar os primeiros pulos na fotografia e fui intercalando. Uma hora a fotografia e os trabalhos se tornaram muito mais prazerosos. A publicidade trabalha com imagem, com ilusão, com desejo, … É isso que a fotografia também faz, de uma forma mais sutil.
Quais as diferentes formas de inspiração e transpiração ao fotografar para uma campanha publicitária ou de moda? Hoje em dia tudo já vem muito “mastigado” e com o briefing do cliente. As ideias aparecem, mas muitas vezes não conseguimos executá-las por direcionamento. Mas inspirações têm que ser sempre passadas a diante e trabalhar na base do "vai que cola". Afinal, assinar 100% um trabalho como fiz na minha exposição Old Boys em parceria com a Axe Matte Effect, linha de pomadas de cabelo da Unilever, é muito gratificante. Desde a ideia inicial, equipe, local, estilo, modelos etc. Isso é genial e gratificante pelo cliente confiar em você de olhos fechados.
O que te incomoda e instiga na fotografia comercial? O nome comercial já diz: comercial = comércio = tem que vender. Há um limiar muito tênue até onde podemos chegar entre o conceitual e o comercial e acredito que esse seja o meu dever quando estou envolvido em um projeto. Entregar o que o cliente espera versus assinar um trabalho legal com um conceito por trás. Esse é o ideal! Fazer algo conceitual, podemos fazer todos os dias em trabalhos pessoais, mas quando há cliente, temos que dividir as opiniões e chegar em um resultado como sendo uma sociedade na ideia e no resultado final. Ou seja, quanto melhor a relação com cliente, sempre o prazer será maior em entregar um trabalho bonito e bem feito - para ambas as partes.
Como surgiu esse projeto Gujarat de fotos na Índia? Agradeço muito à minha mãe Thereza por ter me passado bastante o seu amor pelo universo étnico, o que envolve as minorias, esteja ela onde estiver. Já passamos por Etiópia, na região do vale do Omo na fronteira com o Quênia, ilhas remotas da Indonésia, Papua Nova Guiné e no ano passado, fomos à Índia. Todas essas viagens são idealizadas por ela e vamos juntos explorar esses lugares que mal recebem turistas, em um estilo National Geographic. Lugares incríveis e com culturas que a cada ano vão se acabando com esse processo que estamos vivendo de homogeneização do mundo, trazidos pela globalização, onde tudo está ficando igual. O mesmo carro que temos aqui, está na Alemanha, os mesmos restaurantes em grandes redes em vários países etc.
Gujarat é o nome do estado onde foram feitas as fotografias do projeto que carinhosamente intitulei Gujarat como uma homenagem ao que a viagem de 15 dias de carro me proporcionou e mostrou. Um estado lindo e rico em diferentes aspectos. Foi lá que Gandhi nasceu e há bastante mistura de religiões por fazer fronteira com o Paquistão e abrigar um dos maiores e mais importantes tempos Jainistas, religião pouco conhecida, mas de muitos devotos na região.
Um velho ditado já diz: é em viagens de carro que definidamente conhecemos um país. Foi essa a experiência que tive. Todos os dias fazendo longas viagens de carro junto com minha mãe, um motorista e um guia. Afinal, não dá pra se perder por lá como fazemos na Europa ou Estados Unidos, onde tudo é calculado. Lá tudo pode acontecer e isso que é incrível! Você nunca sabe o que esperar, o que comer e o que encontrar, ou seja, é tudo novidade para olhos “famintos” por imagens lindas.
A cultura de barba e bigode é muito grande por toda a Índia, mas em Gujarat vi barbas que não imaginava ver, além dos Rabaris, povos nômades que cultivam seus longos e curados bigodes e seus brincos em ouro 24k. Enxerguei aquilo e logo me veio a ideia de fazer os detalhes como estão nas fotos, ainda mais com essa cultura de barbearia que tem crescido tanto no Brasil, principalmente por influência americana. Depois dos longos dias na India, Alberto Hiar e Marinho da Barbearia Cavalera compraram a ideia e fizemos a coisa acontecer em uma noite com mais de 300 convidados.
Pode-se treinar o olhar para se tornar um bom fotógrafo? De que forma? Sou da teoria que nascemos sem saber de nada. A partir de seu background, de sua educação e, principalmente, o estilo de seus pais, a coisa vai tomando forma ao longo dos anos. Como disse acima, agradeço muito à minha mãe por ter conseguido passar esse carinho e valorização da cultura étnica. O treinamento vem depois com as leituras, as referências em livros, filmes e o mais importante, a vontade de fazer acontecer. Pegar uma referência e trabalhar em cima, tentar chegar perto daquilo que você achou muito legal… E por ser algo criativo, a coisa vai longe e não tem fim. Quando você consegue chegar a um resultado que você almejou, a cabeça vai mais longe e você começa a ter ideias, misturar referências, estudar cada caso, lembranças de uma infância criativa e todos esses detalhes que da mesma forma que aparecem de graça em seus pensamentos, podem ir embora rapidinho. Então anote tudo, estude, assista a muitos filmes e por ai a coisa vai tomando corpo. Converse também com seus amigos, mostre o que tem feito, receba críticas, mas se elas não forem positivas, não baixe a cabeça e continue até chegar a críticas positivas! Isso não é uma fórmula, foi só a forma com a qual eu aprendi.
Quem são seus ídolos na fotografia? Na moda, Helmut Newton é genial! As formas, os corpos e como ele abordou em uma época ainda muito “fechada”. Steve McCury e Sebastião Salgado também quando falamos de fotografias de minorias e do trabalho documental de ambos. Por se falar de minorias étnicas e com o processo de homogeneização que estamos passando, essas fotos vão servir como documento no futuro. As culturas estão perdendo sua essência e um dia irá acabar. É o caso dos índios aqui no Brasil e o que Orlando Vilas Boas dizia "O índio só pode sobreviver dentro de sua própria cultura”. A ideia é retardar o contato dos índios com os homens, pois o contato com o homem branco será um processo natural, e por fim, uma mistura que não imaginamos qual será o resultado, mas já temos um “cheiro” do que vem por ai.
Qual sua próxima viagem fotográfica? Ainda não há nada marcado, somente planejado. A região de Orissa na Índia é uma possível viagem, mas antes dela, queria explorar mais o Brasil, principalmente o Parque Nacional do Xingu no Mato Grosso, além de Chile e Bolívia. Vamos abrir o mapa e ter mais ideias!
Quando você descobriu a fotografia e como ela te conquistou? Sempre tive muito mais facilidade com as matérias de humanas e artes na escola, mas descobri a fotografia quando fiz uma viagem à Turquia e na parada em Zurique comprei uma câmera e fotografei a viagem de mais ou menos 20 dias de “cabo a rabo”. Não pisava fora do hotel sem a câmera na mão. Na época ainda trabalhava como publicitário em uma agência e aos poucos fui fotografando amigos nos almoços de semana e fins de semana. Aos poucos fui fazendo muitas fotos de estilo de rua (streetstyle) e a coisa foi crescendo para o lado da moda. Alguns cursos aqui e outros ali, fui sendo contratado para trabalhos legais e quando me dei conta, já tinha sido conquistado pelas imagens que estava fazendo na minha cabeça com a ajuda de uma intermediadora, a câmera. Mas onde mais aprendi foi “levando surra” da máquina, saindo pelo bairro fotografando detalhes. Fiz bastante coisas no mercado Municipal aqui em São Paulo, fotografando a infinidade de cores que o mercado oferece para um olho apurado. As viagens também me ajudaram muito, afinal, quando viajamos tudo se torna novidade e você acaba enxergando muita coisa que talvez aquele cara que passe por ali todos os dias não repare. Aquela velha história quando gringos veem ao Brasil e enxergam detalhes que estão na nossa cara, mas nunca percebemos, sabe?
O fator de você vir do mercado de publicidade lhe influenciou em que? Com certeza há influência. Me formei em publicidade, o que foi seguido de mais ou menos 5 anos de agência. Sentia que faltava algo mais, sentia falta de colocar a mão na massa e não ficar atrás de um computador vendo e revendo e-mails e apresentações para clientes. Foi ainda durante o trabalho como publicitário que comecei a dar os primeiros pulos na fotografia e fui intercalando. Uma hora a fotografia e os trabalhos se tornaram muito mais prazerosos. A publicidade trabalha com imagem, com ilusão, com desejo, … É isso que a fotografia também faz, de uma forma mais sutil.
Quais as diferentes formas de inspiração e transpiração ao fotografar para uma campanha publicitária ou de moda? Hoje em dia tudo já vem muito “mastigado” e com o briefing do cliente. As ideias aparecem, mas muitas vezes não conseguimos executá-las por direcionamento. Mas inspirações têm que ser sempre passadas a diante e trabalhar na base do "vai que cola". Afinal, assinar 100% um trabalho como fiz na minha exposição Old Boys em parceria com a Axe Matte Effect, linha de pomadas de cabelo da Unilever, é muito gratificante. Desde a ideia inicial, equipe, local, estilo, modelos etc. Isso é genial e gratificante pelo cliente confiar em você de olhos fechados.
O que te incomoda e instiga na fotografia comercial? O nome comercial já diz: comercial = comércio = tem que vender. Há um limiar muito tênue até onde podemos chegar entre o conceitual e o comercial e acredito que esse seja o meu dever quando estou envolvido em um projeto. Entregar o que o cliente espera versus assinar um trabalho legal com um conceito por trás. Esse é o ideal! Fazer algo conceitual, podemos fazer todos os dias em trabalhos pessoais, mas quando há cliente, temos que dividir as opiniões e chegar em um resultado como sendo uma sociedade na ideia e no resultado final. Ou seja, quanto melhor a relação com cliente, sempre o prazer será maior em entregar um trabalho bonito e bem feito - para ambas as partes.
Como surgiu esse projeto Gujarat de fotos na Índia? Agradeço muito à minha mãe Thereza por ter me passado bastante o seu amor pelo universo étnico, o que envolve as minorias, esteja ela onde estiver. Já passamos por Etiópia, na região do vale do Omo na fronteira com o Quênia, ilhas remotas da Indonésia, Papua Nova Guiné e no ano passado, fomos à Índia. Todas essas viagens são idealizadas por ela e vamos juntos explorar esses lugares que mal recebem turistas, em um estilo National Geographic. Lugares incríveis e com culturas que a cada ano vão se acabando com esse processo que estamos vivendo de homogeneização do mundo, trazidos pela globalização, onde tudo está ficando igual. O mesmo carro que temos aqui, está na Alemanha, os mesmos restaurantes em grandes redes em vários países etc.
Gujarat é o nome do estado onde foram feitas as fotografias do projeto que carinhosamente intitulei Gujarat como uma homenagem ao que a viagem de 15 dias de carro me proporcionou e mostrou. Um estado lindo e rico em diferentes aspectos. Foi lá que Gandhi nasceu e há bastante mistura de religiões por fazer fronteira com o Paquistão e abrigar um dos maiores e mais importantes tempos Jainistas, religião pouco conhecida, mas de muitos devotos na região.
Um velho ditado já diz: é em viagens de carro que definidamente conhecemos um país. Foi essa a experiência que tive. Todos os dias fazendo longas viagens de carro junto com minha mãe, um motorista e um guia. Afinal, não dá pra se perder por lá como fazemos na Europa ou Estados Unidos, onde tudo é calculado. Lá tudo pode acontecer e isso que é incrível! Você nunca sabe o que esperar, o que comer e o que encontrar, ou seja, é tudo novidade para olhos “famintos” por imagens lindas.
A cultura de barba e bigode é muito grande por toda a Índia, mas em Gujarat vi barbas que não imaginava ver, além dos Rabaris, povos nômades que cultivam seus longos e curados bigodes e seus brincos em ouro 24k. Enxerguei aquilo e logo me veio a ideia de fazer os detalhes como estão nas fotos, ainda mais com essa cultura de barbearia que tem crescido tanto no Brasil, principalmente por influência americana. Depois dos longos dias na India, Alberto Hiar e Marinho da Barbearia Cavalera compraram a ideia e fizemos a coisa acontecer em uma noite com mais de 300 convidados.
Pode-se treinar o olhar para se tornar um bom fotógrafo? De que forma? Sou da teoria que nascemos sem saber de nada. A partir de seu background, de sua educação e, principalmente, o estilo de seus pais, a coisa vai tomando forma ao longo dos anos. Como disse acima, agradeço muito à minha mãe por ter conseguido passar esse carinho e valorização da cultura étnica. O treinamento vem depois com as leituras, as referências em livros, filmes e o mais importante, a vontade de fazer acontecer. Pegar uma referência e trabalhar em cima, tentar chegar perto daquilo que você achou muito legal… E por ser algo criativo, a coisa vai longe e não tem fim. Quando você consegue chegar a um resultado que você almejou, a cabeça vai mais longe e você começa a ter ideias, misturar referências, estudar cada caso, lembranças de uma infância criativa e todos esses detalhes que da mesma forma que aparecem de graça em seus pensamentos, podem ir embora rapidinho. Então anote tudo, estude, assista a muitos filmes e por ai a coisa vai tomando corpo. Converse também com seus amigos, mostre o que tem feito, receba críticas, mas se elas não forem positivas, não baixe a cabeça e continue até chegar a críticas positivas! Isso não é uma fórmula, foi só a forma com a qual eu aprendi.
Quem são seus ídolos na fotografia? Na moda, Helmut Newton é genial! As formas, os corpos e como ele abordou em uma época ainda muito “fechada”. Steve McCury e Sebastião Salgado também quando falamos de fotografias de minorias e do trabalho documental de ambos. Por se falar de minorias étnicas e com o processo de homogeneização que estamos passando, essas fotos vão servir como documento no futuro. As culturas estão perdendo sua essência e um dia irá acabar. É o caso dos índios aqui no Brasil e o que Orlando Vilas Boas dizia "O índio só pode sobreviver dentro de sua própria cultura”. A ideia é retardar o contato dos índios com os homens, pois o contato com o homem branco será um processo natural, e por fim, uma mistura que não imaginamos qual será o resultado, mas já temos um “cheiro” do que vem por ai.
Qual sua próxima viagem fotográfica? Ainda não há nada marcado, somente planejado. A região de Orissa na Índia é uma possível viagem, mas antes dela, queria explorar mais o Brasil, principalmente o Parque Nacional do Xingu no Mato Grosso, além de Chile e Bolívia. Vamos abrir o mapa e ter mais ideias!
Quer conhecer mais do trabalho de Victor? Clique aqui.
sexta-feira, 24 de julho de 2015
CAPA: Larissa Erthal a melhor notícia do futebol no domingo
Falar que Larissa Erthal é bonita é chover no molhado. Carioca da gema, essa bela morena dos olhos verdes tem algo à mais que encanta os homens... Entende de futebol!! É daquelas de sentar ao lado do marido para assistir, e comentar (!!), a partida com propriedade até maior do que muito marmanjo por aí tem. Tanta “intimidade” assim com a bola, quer dizer, com o futebol, se deve ao fato dela apresentar, ao lado de Milton Neves, o programa esportivo “Terceiro Tempo” da BAND nas manhãs de domingo. O programa é um sucesso, não só pelo tema, mas pelo tom descontraído, e claro, pela presença da bela Larissa. A trajetória da bela apresentadora até a bancada do programa você conhece logo abaixo nessa entrevista exclusiva. Alerta para não tropeçar no texto por conta das belas fotos de Larissa. Corra pro abraço, e lembre-se, domingo tem Larissa Erthal na sua TV!
Larissa, você é boa de bola?! Afinal pra falar de futebol tem que entender um pouco de bola.... (risos) Mais ou menos, jogo uma altinha legal (risos...) consigo participar das altinhas de praia sem nenhum problema, inclusive, eu, Pedrinho e o Djalma fizemos uma gravação na praia, eu participei jogando e o vídeo foi um sucesso. Estou lendo o livro do Galvão Bueno (Fala Galvão), e respondendo a pergunta se temos que entender de bola para falar sobre ela, o mesmo diz que tentou por diversas vezes em sua vida praticar alguns esportes, e infelizmente ele não se deu bem com nenhum, logo ele se descobriu narrador! Se o próprio Galvão que sabe tudo do assunto, não se dá bem com a bola, me sinto livre para também não, mas sim conhecer com propriedade o assunto...
Já observamos que Milton Neves e outros participantes do “Terceiro Tempo” adoram tirar uma onda com você durante o programa. É duro ser a única mulher no meio dos homens? Como bota respeito? Eu acho que o respeito é natural, eles brincam e tiram onda comigo assim como eu tiro com eles, a gente mistura esporte com entretenimento, e este é um dos sucessos do “Terceiro Tempo”. Recebo centenas de mensagens das pessoas dizendo que adoram nos assistir pois dão altas gargalhadas conosco, mas tudo dentro de um limite. Não preciso impor esses limites, é tudo natural e dentro de um respeito.
Como você chegou até o “Terceiro Tempo”? Fala um pouco da participação no programa. Fui convidada para um teste pra BAND, fui e nem sabia qual era o projeto! Alguns dias depois me ligaram dizendo que fui a escolhida e ai veio o “Jogo Aberto”, com seis meses de BAND me convidaram para cobrir o mundial, e calhou de ser com o Milton, apresentamos o “BAND na Copa”, e acho que a dupla deu certo, logo depois me convidaram para apresentar o “Terceiro Tempo” com ele.
Como jornalista como você vê o poder das mídias sociais e a popularização da notícia através das redes? É importantíssimo hoje em dia, nenhum programa se sustenta sozinho sem usar a segunda tela, a pessoa quer participar não só no sofá, ela quer dar a opinião, tanto é que a gente brinca com batalha de hashtags, temos o twitter, estamos sempre interagindo com o público, essa é a nossa diferença...
Ser uma mulher bonita te abriu ou fechou mais portas no jornalismo? Abriu! As pessoas fazem essa pergunta e na verdade eu queria fazer outra: Em qual profissão a beleza não ajuda? No mundo inteiro, se você tem uma boa aparência e se porta de uma boa forma, isso tudo lhe ajuda e favorece bastante. A beleza abre portas pra todo mundo, só infelizmente não abre para a profissão “babá” de mulheres casadas e ciumentas, por que ai elas ficariam sem emprego. Mas tirando essa profissão, sempre ajuda.
Você já fez algumas participações como atriz em novelas da Globo. Como ficou a carreira de atriz, abriu mão de vez para se dedicar ao jornalismo e apresentação de programa esportivo? Sim e não. Por enquanto eu não penso em nenhum projeto a não ser apresentar os programas que tenho apresentado. Dizer que nunca mais, isso eu não digo, mas foi um sonho que foi se transformando. Só que hoje está adormecido, quem sabe um dia ele acorda, mas no momento meu foco total é o jornalismo.
Quando você se sente mais realizada no trabalho? Quando eu estou no estúdio fazendo ao vivo. Isso me realiza, e acabo sabendo que estou compartilhando um momento com milhares de pessoas do país. Isso não tem preço. É real! É uma troca de energia positiva.
E quando você não está na frente das câmeras onde costuma ir para relaxar? Que programas faz sua cabeça? Amo viajar, se eu tivesse mais tempo... Hoje em dia não tenho duas folgas seguidas, com dois dias de folga já coloco a mala no carro e parto pra uma praia, uma serra... Amo viajar!
Você é mais do dia ou noite? Curte uma balada ou um jantar mais intimista? Já fui muito da balada, de sair 04 vezes por semana, mas hoje em dia não consigo mais, e estou namorando. Eu estou aproveitando o que a vida está me oferecendo, e no momento ela está me oferecendo uma vida a dois maravilhosa. Damos preferência em fazer programas mais tranquilos e intimistas. Adoro cozinhar, ou saímos, ou fazemos algo em casa mesmo.
Por falar nisso, onde um homem te conquista de vez? O que te atrai?
Me conquista no companheirismo, essa semana até postei no instagram uma foto de um casal de idosos que estavam sentados ao meu lado, fiquei admirada com o carinho um do outro, uma parceria tão linda... Desceram do avião de mãos dadas...Foi quase uma lição de vida passar o voo ao lado deles. No final da vida tudo some.
E onde eles pecam? O que os homens ainda não sabem sobre as mulheres? Homem não sabe que as vezes a gente briga, mas que não estamos com raiva, que as vezes a gente implica, mas só pra ganhar um chamego.
Curte homem vaidoso, mais arrumadinho... Até onde vai a vaidade masculina? Vai até o momento que não começa a competir com a mulher.
E você é muito vaidosa? Como se cuida? Sou vaidosa e ao mesmo tempo relapsa. Vou ao médico, me inteiro sobre vários temas de estética, leio vários blogs de beleza, compro cremes, mas acabo parando por aqui. Esqueço de continuar o procedimento. As vezes esqueço de passar protetor... Aí corro pra Dra. Paula Bellotti, que sabe como ninguém cuidar de pele! Muitas pessoas se preocupam apenas com a estética, com a parte de fora, e esquecem de cuidar de dentro. Por exemplo, agora, descobri através da Dra. Heloisa Rocha que estou com um problema na garganta por conta de uma má alimentação. Temos que balancear também o lado de fora com o de dentro.
Quais seus próximos lances para marcar um belo gol de placa? As Olimpíadas 2016, quero que seja um belo gol de placa. Já estou me preparando e estudando muito para isso. Eu espero que seja tão legal quanto foi a Copa do Mundo aqui no Brasil.
Fotos Sergio Baia
Produção de moda André de Moraes
Stylist Gugu Ribeiro
Cabelo e make Caroline Monnerat
Larissa, você é boa de bola?! Afinal pra falar de futebol tem que entender um pouco de bola.... (risos) Mais ou menos, jogo uma altinha legal (risos...) consigo participar das altinhas de praia sem nenhum problema, inclusive, eu, Pedrinho e o Djalma fizemos uma gravação na praia, eu participei jogando e o vídeo foi um sucesso. Estou lendo o livro do Galvão Bueno (Fala Galvão), e respondendo a pergunta se temos que entender de bola para falar sobre ela, o mesmo diz que tentou por diversas vezes em sua vida praticar alguns esportes, e infelizmente ele não se deu bem com nenhum, logo ele se descobriu narrador! Se o próprio Galvão que sabe tudo do assunto, não se dá bem com a bola, me sinto livre para também não, mas sim conhecer com propriedade o assunto...
Já observamos que Milton Neves e outros participantes do “Terceiro Tempo” adoram tirar uma onda com você durante o programa. É duro ser a única mulher no meio dos homens? Como bota respeito? Eu acho que o respeito é natural, eles brincam e tiram onda comigo assim como eu tiro com eles, a gente mistura esporte com entretenimento, e este é um dos sucessos do “Terceiro Tempo”. Recebo centenas de mensagens das pessoas dizendo que adoram nos assistir pois dão altas gargalhadas conosco, mas tudo dentro de um limite. Não preciso impor esses limites, é tudo natural e dentro de um respeito.
Como você chegou até o “Terceiro Tempo”? Fala um pouco da participação no programa. Fui convidada para um teste pra BAND, fui e nem sabia qual era o projeto! Alguns dias depois me ligaram dizendo que fui a escolhida e ai veio o “Jogo Aberto”, com seis meses de BAND me convidaram para cobrir o mundial, e calhou de ser com o Milton, apresentamos o “BAND na Copa”, e acho que a dupla deu certo, logo depois me convidaram para apresentar o “Terceiro Tempo” com ele.
Como jornalista como você vê o poder das mídias sociais e a popularização da notícia através das redes? É importantíssimo hoje em dia, nenhum programa se sustenta sozinho sem usar a segunda tela, a pessoa quer participar não só no sofá, ela quer dar a opinião, tanto é que a gente brinca com batalha de hashtags, temos o twitter, estamos sempre interagindo com o público, essa é a nossa diferença...
Ser uma mulher bonita te abriu ou fechou mais portas no jornalismo? Abriu! As pessoas fazem essa pergunta e na verdade eu queria fazer outra: Em qual profissão a beleza não ajuda? No mundo inteiro, se você tem uma boa aparência e se porta de uma boa forma, isso tudo lhe ajuda e favorece bastante. A beleza abre portas pra todo mundo, só infelizmente não abre para a profissão “babá” de mulheres casadas e ciumentas, por que ai elas ficariam sem emprego. Mas tirando essa profissão, sempre ajuda.
Você já fez algumas participações como atriz em novelas da Globo. Como ficou a carreira de atriz, abriu mão de vez para se dedicar ao jornalismo e apresentação de programa esportivo? Sim e não. Por enquanto eu não penso em nenhum projeto a não ser apresentar os programas que tenho apresentado. Dizer que nunca mais, isso eu não digo, mas foi um sonho que foi se transformando. Só que hoje está adormecido, quem sabe um dia ele acorda, mas no momento meu foco total é o jornalismo.
Quando você se sente mais realizada no trabalho? Quando eu estou no estúdio fazendo ao vivo. Isso me realiza, e acabo sabendo que estou compartilhando um momento com milhares de pessoas do país. Isso não tem preço. É real! É uma troca de energia positiva.
E quando você não está na frente das câmeras onde costuma ir para relaxar? Que programas faz sua cabeça? Amo viajar, se eu tivesse mais tempo... Hoje em dia não tenho duas folgas seguidas, com dois dias de folga já coloco a mala no carro e parto pra uma praia, uma serra... Amo viajar!
Você é mais do dia ou noite? Curte uma balada ou um jantar mais intimista? Já fui muito da balada, de sair 04 vezes por semana, mas hoje em dia não consigo mais, e estou namorando. Eu estou aproveitando o que a vida está me oferecendo, e no momento ela está me oferecendo uma vida a dois maravilhosa. Damos preferência em fazer programas mais tranquilos e intimistas. Adoro cozinhar, ou saímos, ou fazemos algo em casa mesmo.
Por falar nisso, onde um homem te conquista de vez? O que te atrai?
Me conquista no companheirismo, essa semana até postei no instagram uma foto de um casal de idosos que estavam sentados ao meu lado, fiquei admirada com o carinho um do outro, uma parceria tão linda... Desceram do avião de mãos dadas...Foi quase uma lição de vida passar o voo ao lado deles. No final da vida tudo some.
E onde eles pecam? O que os homens ainda não sabem sobre as mulheres? Homem não sabe que as vezes a gente briga, mas que não estamos com raiva, que as vezes a gente implica, mas só pra ganhar um chamego.
Curte homem vaidoso, mais arrumadinho... Até onde vai a vaidade masculina? Vai até o momento que não começa a competir com a mulher.
E você é muito vaidosa? Como se cuida? Sou vaidosa e ao mesmo tempo relapsa. Vou ao médico, me inteiro sobre vários temas de estética, leio vários blogs de beleza, compro cremes, mas acabo parando por aqui. Esqueço de continuar o procedimento. As vezes esqueço de passar protetor... Aí corro pra Dra. Paula Bellotti, que sabe como ninguém cuidar de pele! Muitas pessoas se preocupam apenas com a estética, com a parte de fora, e esquecem de cuidar de dentro. Por exemplo, agora, descobri através da Dra. Heloisa Rocha que estou com um problema na garganta por conta de uma má alimentação. Temos que balancear também o lado de fora com o de dentro.
Quais seus próximos lances para marcar um belo gol de placa? As Olimpíadas 2016, quero que seja um belo gol de placa. Já estou me preparando e estudando muito para isso. Eu espero que seja tão legal quanto foi a Copa do Mundo aqui no Brasil.
Fotos Sergio Baia
Produção de moda André de Moraes
Stylist Gugu Ribeiro
Cabelo e make Caroline Monnerat
quinta-feira, 23 de julho de 2015
ESPORTE: SUPER BOWL CANARINHA - O Futebol Americano tem conquistado fãs, criando uma nova cultura esportiva e atraindo um novo telespectador
Antes, um esporte doméstico dos Estados Unidos, de difícil entendimento para o brasileiro comum, o Football profissional cresce no Brasil a uma velocidade estonteante. Praticantes, times e ligas surgem em diversas capitais de país e até uma Seleção Brasileira foi montada. A Confederação Brasileira de Futebol Americano é a responsável por unir as ligas e federações estaduais e divulgar o esporte e difundir sua cultura. Recentemente, o time brasileiro conquistou a vaga para o Campeonato Mundial que acontece nos Estados Unidos, em julho. Um verdadeiro fenômeno que, organizado, ganha força e impulsiona o esporte da bola oval pelo país.
Talvez, para os menos desavisados, possa parecer estranho tanta atenção a um esporte tão longe de nossa realidade, mas as primeiras experiências veem dos anos 1990, quando Luciano do Valle e a Bandeirantes transmitiram as primeiras partidas de futebol americano na TV aberta brasileira. Certamente um marco, mas não os grandes responsáveis pela história atual, porém, são importantes por impulsionar os primeiros jogos nas praias do Rio de Janeiro, de maneira improvisada e sem os equipamentos necessários para a boa prática do jogo. Hoje, os Recife Mariners, João Pessoa Espectros, Coritiba Crocodiles, Joinvelle Gladiators, Manaus Cavaliers e tantos outros são a prova de que o futebol americano veio para ficar.
Mas, falando em televisão, esta sim é a grande responsável pela nova “paixão nacional”. As transmissões da temporada regular, dos playoffs e do Super Bowl ano a ano só atraem mais expectadores, que são cada vez mais conscientes das regras e conhecedores de equipes e jogadores. Essa aposta da NFL, a liga americana de futebol, parece que foi acertada, pois não só no Brasil, mas no mundo inteiro, o interesse pelo jogo só tem aumentado. Mark Walter, presidente internacional do NFL, em entrevista, revelou a intenção de realizar partidas fora dos Estados Unidos – atualmente, há jogos no Reino Unido e o grande desejo de realizá-los no México. Contudo, as arenas mexicanas são obsoletas o que impede efetivar os jogos por lá. Essa não é a realidade do Brasil com suas arenas modernas construídas para a Copa do Mundo Fifa em 2014 e pedindo por eventos de grande porte. Fala-se nos bastidores em um jogo no Allianz Parque, do Palmeiras, e recentemente o administrador da Itaipava Arena Pernambuco, em entrevista ao Jornal do Commercio, revelou conversas com a liga americana para a realização de uma partida no estádio, mas não antes de 2018. Com certeza, muita gente está no aguardo.
Difundir uma cultura esportiva em um país estranho a ela não é nada fácil. Nos anos 1970, os americanos, reis do marketing, falharam ao tentar levar o nosso futebol para lá, mesmo com Pelé, Beckenbauer e Cruyff no elenco dos times. O mesmo desafio têm os brasileiros na tentativa de consolidar o futebol americano por aqui. Impossível? Certamente não. Diversos times têm surgidos por todos os estados do país, e cada vez mais organizados começam a atrair interesses de mais e mais pessoas.
Um bom exemplo é o Recife Mariners, da capital pernambucana. Fundada em 2006 por um grupo de amigos, a equipe tem uma organização com cara de profissional, muito embora cada jogador do time seja responsável por bancar sua própria carreira. O sucesso veio com dedicação, e o time já foi finalista de diversos campeonatos e conta com atletas na seleção brasileira. Seu mais recente sucesso foi colocar sete mil pessoas na Arena Pernambuco, em jogo válido pela final do Liga Nordeste. O título não veio, mas o sucesso de público foi a prova da rápida difusão e aceitação do futebol americano pelos torcedores locais. Os Mariners sabem que sem estratégias de marketing, o esporte não prospera, algo que também trazem de inspiração dos americanos.
Outras iniciativas de fãs também ajudam a difundir a cultura do futebol americano por aqui. As comunidades de torcedores se multiplicam e a Internet funciona como local virtual para os aficciona dos assistirem aos jogos, comentarem e viverem as emoções que só o esporte pode proporcionar. Um bom exemplo é o site www.patriots.com.br, que reúne fãs do time da Nova Inglaterra, mas que não tem relação direta com a franquia. Notícias, calendário de jogos, material de divulgação, tudo produzido e difundido por torcedores de forma voluntária. O que será do futebol americano no Brasil daqui para frente não se sabe, mas com certeza ainda há muito a ser explorado.
UM CAPÍTULO À PARTE
Difícil falar do Futebol Americano e não lembrar do Super Bowl, a final do campeonato e um dos eventos mais disputados do mundo. Se há alguma coisa que os americanos sabem fazer é espetáculo, e o Super Bowl é um legítimo representante desses megaeventos que atraem a atenção de pessoas no mundo inteiro. Dentre as 32 equipes que iniciam o campeonato, os vencedores das conferências Americana e Nacional ganham o direito de se enfrentarem pela coroa da liga, em um estádio que é definido pelo menos três anos antes e que na maioria das vezes, é campo neutro. Contudo, pessoas de todo o país batalham por seus ingressos junto com os torcedores de cada equipe finalista e se aglomeram nas arquibancadas para fazer parte do espetáculo.
Mas não são apenas os meros mortais que querem participar, entram nessa lista, também os artistas que são convidados, sem cachê, para tocar seus sucessos no intervalo para o público no estádio e, claro, aqueles que estão acompanhando pela televisão. Nomes como Paul McCartney, Madonna, Rolling Stones, Red Hot Chilli Peppers e U2 passaram pelo palco montado pela NFL recentemente.
Totalmente controlado e concebido para ser um evento midiático, o Super Bowl é hoje o espaço publicitário mais valorizado da televisão americana. São nada menos que 110 milhões de pessoas, audiência que gera um valor de US$ 4,5 milhões por cada inserção publicitária de 30 segundos, segundo dados da NBC, emissora que detém os direitos de transmissão. Esse número assombroso, mostra a valorização do futebol americano perante a população americana e a disposição das empresas em lançar suas melhores e maiores campanhas publicitárias durante o evento. Aliás, os comerciais não são algo que aborreça os telespectadores, eles são tão aguardados pela audiência quanto o show e o próprio jogo, a prova viva de que o Super Bowl é mesmo um dos grandes espetáculos do planeta.
AQUI E LÁ
Engana-se quem acha que brasileiros só jogam futebol americano no Brasil, já estamos fazendo sucesso nos Estados Unidos também. Em 2014 Breno Giacomini, nascido em Massachussets e de pais brasileiros, foi campeão da NFL pelo Seattle Seahawks, vencendo no Super Bowl o Denver Broncos. Com 2,02 metros e 140 kg, Giacomini joga na posição de tackle, pela direita, e sua principal função é defender o quaterback, o cérebro do time. Outro que fez história nesse mesmo ano foi Cairo Santos, o primeiro brasileiro nascido no país a integrar um time da NFL. Cairo é kicker do Kansas City Chiefs, e sua função é chutar a bola nos field goals e nos extra points do touch down. Sem dúvida, esses dois jogadores são referências para jovens brasileiros que querem um dia romper a barreira dos países e sonham em ser jogador de futebol americano.
terça-feira, 21 de julho de 2015
BAR: NAS TELAS E NAS TAÇAS - A INFLUÊNCIA DO CINEMA NOS DRINKS E COQUETÉIS
Com suas megaproduções repletas de efeitos especiais e investimentos pesados, o cinema hollywoodiano determina o perfil cultural do povo americano e influencia o mundo todo com suas estéticas estabelecendo um padrão de referência no cinema mundial, como nos estilos de vida. Com forte ligação ao cinema estabelecendo um padrão de referência, na primeira metade do século passado, os coquetéis passaram a ser uma evidência cultural tornando-se objeto de requinte, alcançando a condição de astros e verdadeiros ícones pops da cultura ocidental.
A história de vários drinks tem versões relacionadas a misturas aleatórias, que costumam ter muitos inventores, várias “receitas originais” e muitas lendas, sendo impossível saber a verdadeira origem. Ao passar do tempo à produção de drinks vem sendo uma prática sistemática, relacionada a habilidades na combinação de bebidas mais elaboradas e atraentes, tendo uma forte vinculação onde se tornou inesquecível nos filmes.
Hollywood não foi o pioneiro na criação de coquetéis, mas foi através dos filmes que se fez presente, tornando memoráveis muitos drinques. Compondo um momento de transformação elegante, em que coquetéis clássicos tornam-se inenarráveis, um elemento adequado para completar a cena. Assim, nos filmes hollywoodianos, principalmente os mais antigos, os drinks fazem parte da história colocando o cinema como um dos propagadores da cultura até hoje. E partindo dessa ideia, selecionamos quatro drinks clássicos do cinema para você fazer em casa e ganhar elogios.
Produção: BLAH! Produções / Latitude 8 Produtora
Direção do vídeo: Gilberto Miranda
Câmera: Tiago Calazans
Ass. de Câmera: Rinaldo Araújo.
Agradecimento especial: SORELLI SPA URBANO (locação)
A história de vários drinks tem versões relacionadas a misturas aleatórias, que costumam ter muitos inventores, várias “receitas originais” e muitas lendas, sendo impossível saber a verdadeira origem. Ao passar do tempo à produção de drinks vem sendo uma prática sistemática, relacionada a habilidades na combinação de bebidas mais elaboradas e atraentes, tendo uma forte vinculação onde se tornou inesquecível nos filmes.Hollywood não foi o pioneiro na criação de coquetéis, mas foi através dos filmes que se fez presente, tornando memoráveis muitos drinques. Compondo um momento de transformação elegante, em que coquetéis clássicos tornam-se inenarráveis, um elemento adequado para completar a cena. Assim, nos filmes hollywoodianos, principalmente os mais antigos, os drinks fazem parte da história colocando o cinema como um dos propagadores da cultura até hoje. E partindo dessa ideia, selecionamos quatro drinks clássicos do cinema para você fazer em casa e ganhar elogios.
Produção: BLAH! Produções / Latitude 8 Produtora
Direção do vídeo: Gilberto Miranda
Câmera: Tiago Calazans
Ass. de Câmera: Rinaldo Araújo.
Agradecimento especial: SORELLI SPA URBANO (locação)
sexta-feira, 17 de julho de 2015
CAPA: Sérgio Marone encara novos desafios como o Rei do Egito da TV
Seguindo tranquilo e de bem com a vida, o ator Sérgio Marone encara mais um desafio com seu novo personagem, Ramsés na novela “Os Dez Mandamentos”. Se ele já seguia uma vida mais saudável e regrada, a chegada de Ramsés só fez ele se dedicar ainda mais aos cuidados com o corpo e a saúde. Afinal entre lutas e cenas de ação é preciso ter um preparo físico redobrado. Mas Marone tira de letra e está curtindo o momento que já se tornou um marco na sua carreira. Entre o Egito e o Rio de Janeiro, acompanhamos um pouco da rotina atual dele e o resultado você confere logo abaixo.
Antes de mais nada, como está encarando esse visual careca? Estranhou muito no início? Caiu da melhor maneira possível desde o início. Já tive situações piores como no filme “Prometo um dia deixar essa Cidade" que fiz em Recife, onde rasparam apenas as minhas entradas e encresparam o cabelo todo. Então acho que essa careca do Ramsés está ótima. Mas sinto muito frio na cabeça e nuca.
Pensando nisso... você é um cara muito vaidoso? Não sou vaidoso não. Eu me cuido essencialmente tomando bastante água, me alimentando bem, fazendo exercício e usando protetor solar. Esse é o meu básico de cuidados pessoais que acho que todos deveriam ter para uma vida mais saudável.
Você já foi um cara gordinho na adolescência e hoje está em sua melhor forma com um físico bem definido. Como se deu essa mudança? Quais foram e são os maiores desafios? No final do ano passado tive essa vontade de levar mais a sério o exercício físico e tive uma identificação com o treinamento funcional que começou a me fazer muito bem, pra minha postura, meu dia-a-dia e começou a dar me uma base de movimentação, evitando lesões. Quando soube que ia fazer a novela, eu intensifiquei e houve uma melhora maior no meu condicionamento físico. Acordar cedo para treinar é difícil. O maior desafio é de vencer a mente, vencer a si mesmo. Outro desafio foi mudar minha alimentação. Agora com tudo integral, são farinha de arroz, linhaça, tapioca. Quase nada de industrializado. Levo comida para a gravação. Até os meus “snacks”, como biscoitos, cookies são feitos em casa. Então foi uma reeducação alimentar junto com disciplina e foco.
Qual sua rotina de exercícios e como é sua alimentação? Eu treino cinco a seis vezes por semana, uma hora e meia, no máximo duas horas por dia. Faço musculação, treino funcional e um pouco de aeróbico. Minha alimentação é balanceada, costumo misturar carboidrato com proteína, e a gordura magra. Até o molho de tomate é feito em casa, tenho feito receitas fitness e vou começar a dar essas dicas no meu site. Mudou a minha vida.
Com esse novo trabalho, como o Ramsés na novela “Os Dez Mandamentos” (na Record), que novos desafios te trouxe? Esse trabalho tem sido mágico. Um sonho. Meu primeiro trabalho de época, bíblico e fora da TV Globo em termos de emissora aberta. E ser esse sucesso todo que está sendo pela qualidade do produto está sendo muito especial. Um personagem forte, um personagem que é muito conhecido dentro de uma história da humanidade. Um personagem multifacetado. As mudanças de fases pedem que o personagem amadureça. Figurino, postura, vários desafios. Estou levando vários ensinamentos para a minha vida. Está sendo maravilhoso.
Como está sendo sua rotina de gravação e que prazer te dá como ator participar de uma história épica como essa? Essa rotina de gravação está sendo bastante puxada. Às vezes passo o dia inteiro no Record para gravar uma sequência de 30 segundos por causa dos efeitos especiais que são complicados e detalhados. Tem dia que preciso gravar 15 cenas. Tenho gravado uma média de 5 a 6 vezes por semana. Mas a equipe é maravilhosa, clima excelente nos bastidores, todos vestindo a camisa. É exaustivo, mas muito prazeroso. Estamos felizes e orgulhos com a aceitação do público e críticas positivas. É uma novela bonita de se ver que encantou não só os religiosos, como todos que queriam uma coisa mais leve na televisão.
Fala um pouco do seu personagem Ramsés... ele vai além do que já conhecemos dos livros de histórias? Alguma particularidade à mais que você está descobrindo ao longo do trabalho? O Ramsés é um presente dos deuses... É um personagem muito rico, ele vai além do que conhecemos no livro de história, porque vou estar fazendo de um jeito meu. Estou fazendo um Ramsés romântico e apaixonado, o que a história confirma. Estou descobrindo que vou herdar muita cosia dele, a altivez, a segurança, quero levar pra minha vida.
Em “Os Dez Mandamentos” tem muitas lutas e cenas de ação. Como tem sido o preparo para isso? Já fez ou faz aulas de lutas? É tem muitas cenas de luta. Fizemos uma preparação de três semanas com espadas que são bastante pesadas, de mais ou menos três quilos cada uma. Fiquei com muita dor no braço e tendinite, fiz muita fisioterapia, mas acho que o resultado deu certo. As crianças principalmente adoram essas cenas. Me sinto um pouco voltando uma pouco a minha infância. Claro que com todo cuidado para não machucar o colega, já que é uma espada de verdade.
Como tem sido a reação do público, principalmente das mulheres, com esse novo visual? É realmente dos carecas que elas gostam mais? A reação do público tem sido incrível, só elogios a novela, ao Ramsés, as pessoas estão encantadas com tudo. Acho que muda o paradigma, meu visual tem agradado bastante, não sei se é dos carecas que elas gostam mais, (risos), mas não tem me atrapalhado.
E como vai a vida fora do Egito, tem conseguido tempo para relaxar, baladas ou corridas na praia? O que faz para relaxar? A vida fora do Egito tem sido de treino e descanso. O que faço pra relaxar é treinar, é onde esvazio a mente e me preparo para ter pique o dia inteiro e fortaleço o corpo para aguentar o tranco. As vezes vou ao cinema, show, recebo amigos em casa e vou na casa deles.
O que faz sua cabeça na hora de ler, ver e ouvir? Na hora de ler o que faz a minha cabeça é uma boa história, na hora de ver é algo visualmente belo, ouvir, adoro jazz, mpb, rock.
O que faria você atravessar o Mar do Egito por uma mulher? O que te encanta? Acho muito difícil essa pergunta porque sou um cara muito realista. Acho que eu não teria uma coisa assim utópica. Acho que é o que é meu é meu, o que tem que ser é. Acho que não faria grandes esforços porque acharia que não é pra mim. Mas gosto de mulher bem resolvida e bem humorada.
Qual o maior pecado que um homem pode (quer dizer, não deve) cometer na cama? E onde elas não devem pecar? Acho que um homem não pode ser egoísta na cama, não pode pensar só nele. Tem que ficar atento na parceira, nos sinais que elas mandam. Acho que elas não podem pecar no fingir do orgasmo, acho que é normal que elas não gozem sempre, mas acho que é um grande vacilo que elas finjam o orgasmo.
Depois de Os Dez Mandamentos, algum plano? Para onde irá Sérgio Marone? Depois de “Os Dez Mandamentos” vou dar uma viajada, quero fazer ruma andança pelo mundo, descansar e me reciclar em outras culturas.
Antes de mais nada, como está encarando esse visual careca? Estranhou muito no início? Caiu da melhor maneira possível desde o início. Já tive situações piores como no filme “Prometo um dia deixar essa Cidade" que fiz em Recife, onde rasparam apenas as minhas entradas e encresparam o cabelo todo. Então acho que essa careca do Ramsés está ótima. Mas sinto muito frio na cabeça e nuca.
Pensando nisso... você é um cara muito vaidoso? Não sou vaidoso não. Eu me cuido essencialmente tomando bastante água, me alimentando bem, fazendo exercício e usando protetor solar. Esse é o meu básico de cuidados pessoais que acho que todos deveriam ter para uma vida mais saudável.
Você já foi um cara gordinho na adolescência e hoje está em sua melhor forma com um físico bem definido. Como se deu essa mudança? Quais foram e são os maiores desafios? No final do ano passado tive essa vontade de levar mais a sério o exercício físico e tive uma identificação com o treinamento funcional que começou a me fazer muito bem, pra minha postura, meu dia-a-dia e começou a dar me uma base de movimentação, evitando lesões. Quando soube que ia fazer a novela, eu intensifiquei e houve uma melhora maior no meu condicionamento físico. Acordar cedo para treinar é difícil. O maior desafio é de vencer a mente, vencer a si mesmo. Outro desafio foi mudar minha alimentação. Agora com tudo integral, são farinha de arroz, linhaça, tapioca. Quase nada de industrializado. Levo comida para a gravação. Até os meus “snacks”, como biscoitos, cookies são feitos em casa. Então foi uma reeducação alimentar junto com disciplina e foco.
Qual sua rotina de exercícios e como é sua alimentação? Eu treino cinco a seis vezes por semana, uma hora e meia, no máximo duas horas por dia. Faço musculação, treino funcional e um pouco de aeróbico. Minha alimentação é balanceada, costumo misturar carboidrato com proteína, e a gordura magra. Até o molho de tomate é feito em casa, tenho feito receitas fitness e vou começar a dar essas dicas no meu site. Mudou a minha vida.
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| Foto: Divulgação / Record |
Como está sendo sua rotina de gravação e que prazer te dá como ator participar de uma história épica como essa? Essa rotina de gravação está sendo bastante puxada. Às vezes passo o dia inteiro no Record para gravar uma sequência de 30 segundos por causa dos efeitos especiais que são complicados e detalhados. Tem dia que preciso gravar 15 cenas. Tenho gravado uma média de 5 a 6 vezes por semana. Mas a equipe é maravilhosa, clima excelente nos bastidores, todos vestindo a camisa. É exaustivo, mas muito prazeroso. Estamos felizes e orgulhos com a aceitação do público e críticas positivas. É uma novela bonita de se ver que encantou não só os religiosos, como todos que queriam uma coisa mais leve na televisão.
Fala um pouco do seu personagem Ramsés... ele vai além do que já conhecemos dos livros de histórias? Alguma particularidade à mais que você está descobrindo ao longo do trabalho? O Ramsés é um presente dos deuses... É um personagem muito rico, ele vai além do que conhecemos no livro de história, porque vou estar fazendo de um jeito meu. Estou fazendo um Ramsés romântico e apaixonado, o que a história confirma. Estou descobrindo que vou herdar muita cosia dele, a altivez, a segurança, quero levar pra minha vida. Em “Os Dez Mandamentos” tem muitas lutas e cenas de ação. Como tem sido o preparo para isso? Já fez ou faz aulas de lutas? É tem muitas cenas de luta. Fizemos uma preparação de três semanas com espadas que são bastante pesadas, de mais ou menos três quilos cada uma. Fiquei com muita dor no braço e tendinite, fiz muita fisioterapia, mas acho que o resultado deu certo. As crianças principalmente adoram essas cenas. Me sinto um pouco voltando uma pouco a minha infância. Claro que com todo cuidado para não machucar o colega, já que é uma espada de verdade.
Como tem sido a reação do público, principalmente das mulheres, com esse novo visual? É realmente dos carecas que elas gostam mais? A reação do público tem sido incrível, só elogios a novela, ao Ramsés, as pessoas estão encantadas com tudo. Acho que muda o paradigma, meu visual tem agradado bastante, não sei se é dos carecas que elas gostam mais, (risos), mas não tem me atrapalhado.E como vai a vida fora do Egito, tem conseguido tempo para relaxar, baladas ou corridas na praia? O que faz para relaxar? A vida fora do Egito tem sido de treino e descanso. O que faço pra relaxar é treinar, é onde esvazio a mente e me preparo para ter pique o dia inteiro e fortaleço o corpo para aguentar o tranco. As vezes vou ao cinema, show, recebo amigos em casa e vou na casa deles.
O que faz sua cabeça na hora de ler, ver e ouvir? Na hora de ler o que faz a minha cabeça é uma boa história, na hora de ver é algo visualmente belo, ouvir, adoro jazz, mpb, rock.
O que faria você atravessar o Mar do Egito por uma mulher? O que te encanta? Acho muito difícil essa pergunta porque sou um cara muito realista. Acho que eu não teria uma coisa assim utópica. Acho que é o que é meu é meu, o que tem que ser é. Acho que não faria grandes esforços porque acharia que não é pra mim. Mas gosto de mulher bem resolvida e bem humorada.
Qual o maior pecado que um homem pode (quer dizer, não deve) cometer na cama? E onde elas não devem pecar? Acho que um homem não pode ser egoísta na cama, não pode pensar só nele. Tem que ficar atento na parceira, nos sinais que elas mandam. Acho que elas não podem pecar no fingir do orgasmo, acho que é normal que elas não gozem sempre, mas acho que é um grande vacilo que elas finjam o orgasmo.
Depois de Os Dez Mandamentos, algum plano? Para onde irá Sérgio Marone? Depois de “Os Dez Mandamentos” vou dar uma viajada, quero fazer ruma andança pelo mundo, descansar e me reciclar em outras culturas.
quinta-feira, 16 de julho de 2015
FOTOGRAFIA: Corpos em evidência - Atletas tiram a roupa para Body Issue ESPN 2015
Assim como acontece todos os anos, desde 2009 quando foi lançada, a revista americana ESPN faz uma edição especial que ressalta os corpos dos atletas em ação. Assim como grandes artistas da Grécia Antiga, curvas, músculos e formas dos atletas são eternizados, só que em fotos ao invés de esculturas e pinturas. A beleza do corpo humano em sua plenitude muscular é algo que chama atenção desde a existência com esporte, dos Deuses do Olimpo às Olimpíadas modernas, é o corpo em evidência.
Para a edição 2015, a revista ESPN selecionou 24 atletas para posarem nus em diversos ambientes, enquanto praticam o esporte no qual alcançaram sucesso. Do futebol ao surf, do basebol ao arco e flecha. É um verdadeiro encontro de deuses do esporte em uma edição pra lá de especial. A ideia não atrelar sensualidade às fotos, mas realçar os corpos em ação. Com tanta variedade de atletas, a revista optou por apresentar seis capas diferentes com atletas diferentes nas capas.
Essa edição conta com a presença dos jogadores de futebol Ali Krieger e Jermaine Jones, o tenista suíço Stanislas Wawrinka, os jogadores de basquete Kevin Love e DeAndre Jordan, a nadadora Natalie Coughlin, o jogadora de futebol e basquete Brittney Griner, a ginasta Aly Raisman, a skatista brasileira Leticia Bufoni, a hoquista Paige Selenski, a lançadora de martelo Amanda Bingson, a heptatleta Chantae McMillan, o jogador de rugbi Todd Clever, o surfista Laird Hamilton, a arqueira Khatuna Lorig, os jogadores de futebol americano Odell Beckham Jr., Anthony Castonzo, Todd Herremans e Jack Mewhort, o jogador de basebol Bryce Harper, o hoquista Tyler Seguin, a jogadora de voleibol de praia Gabrielle Reece e a praticante de wakeboard Dallas Friday foram os esportistas que posaram para a revista do canal esportivo ESPN. Confira todas as fotos aqui.
Para a edição 2015, a revista ESPN selecionou 24 atletas para posarem nus em diversos ambientes, enquanto praticam o esporte no qual alcançaram sucesso. Do futebol ao surf, do basebol ao arco e flecha. É um verdadeiro encontro de deuses do esporte em uma edição pra lá de especial. A ideia não atrelar sensualidade às fotos, mas realçar os corpos em ação. Com tanta variedade de atletas, a revista optou por apresentar seis capas diferentes com atletas diferentes nas capas.
Essa edição conta com a presença dos jogadores de futebol Ali Krieger e Jermaine Jones, o tenista suíço Stanislas Wawrinka, os jogadores de basquete Kevin Love e DeAndre Jordan, a nadadora Natalie Coughlin, o jogadora de futebol e basquete Brittney Griner, a ginasta Aly Raisman, a skatista brasileira Leticia Bufoni, a hoquista Paige Selenski, a lançadora de martelo Amanda Bingson, a heptatleta Chantae McMillan, o jogador de rugbi Todd Clever, o surfista Laird Hamilton, a arqueira Khatuna Lorig, os jogadores de futebol americano Odell Beckham Jr., Anthony Castonzo, Todd Herremans e Jack Mewhort, o jogador de basebol Bryce Harper, o hoquista Tyler Seguin, a jogadora de voleibol de praia Gabrielle Reece e a praticante de wakeboard Dallas Friday foram os esportistas que posaram para a revista do canal esportivo ESPN. Confira todas as fotos aqui.
Confira alguns making of das fotos:
Ali Krieger
Todd Clever
Khatuna Lorig
Marshawn Lynch
Leticia Bufoni
Bryce Harper
Bryce Harper
quarta-feira, 15 de julho de 2015
DESTINO: CUBA EM TEMPO DE MUDANÇAS
Cuba é hoje palavra fácil na mídia internacional. O recente anúncio do fim do bloqueio econômico por parte dos EUA fez com que todos os microfones e lentes se voltassem para “La Isla” em um esforço para desvendar os mistérios de um país com um dos mais antigos governos socialistas do planeta. Para nós, brasileiros, dadas as recentes contratações de médicos e da participação nacional no desenvolvimento do Porto de Mariel, Cuba passou a ser também alvo de dúvidas e curiosidade.
A MENSCH foi convidada a conhecer uma parte do imenso esforço turístico empreendido agora, que começou nos moldes atuais há 25 anos, quando os primeiros hotéis turísticos (desde a revolução) se instalaram na região de Varadero, um polo que continua a se desenvolver.
A aventura da MENSCH começou no embarque em um voo da Copa Airlines em Recife (há também voos partindo de Porto Alegre, São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador) na Executive Class, classe executiva da Copa. O espaço da poltrona é grande e confortável, com controles para inclinação do encosto, apoio lombar, de pernas e pés. Nas refeições, há a oferta de opções de vinhos com snacks para aguardar a refeição principal e nessa a escolha, entre dois tipos de refeição quente, com entrada e sobremesa. O voo tem a duração de seis horas e meia, com uma parada no Aeroporto Internacional de Tocumen, em Panama City, que é o hub da companhia.
A CHEGADA EM CUBA
Na chegada, toda aquela impressão de estar entrando em um país fechado ao mundo se desfaz ao ver estacionado ao lado de nossa aeronave, outra, de voo charter de bandeira canadense, desembarcando turistas festivos e um tanto brancos para o calor e sol “nordestino” que nos recebeu. O tratamento cordial do pessoal no pequeno Aeroporto Abel Santamaría, da província de Santa Clara desmancha qualquer ideia de estar sendo vigiado e o desembaraço da aduana foi rápido como o despacho da bagagem. Do lado de fora, Delvis, o excepcional guia da Gaviota Turismo (empresa estatal) estava já à disposição para nos guiar nessa aventura.
Atravessamos os municípios de Villa Clara, Remédios e Caibarién até a incrível Pedraplén, uma estrada de 48 quilômetros construída sobre o mar protegido pelos Cayos (sequência de ilhas) que leva ao Cayo Santa Maria passando pelo Cayo Ensenachos e Cayo Las Brujas. Nessas ilhas em obras, está sendo construindo um novo perfil turístico para Cuba. A meta é criar 45.000 apartamentos até 2017, apenas nessa região. Guindastes, caminhões e operários estão em um vai e vem frenético, erguendo hotéis 4 e 5 estrelas de várias cadeias hoteleiras como os da rede Iberostar, Accor, Pullman, Mercure, Ibis, Sofitel e também Meliá, que nos recebeu para dois dias em seu Hotel Meliá Las Dunas.
HOSPEDAGEM CINCO ESTRELAS
Yudiel Torres, o simpático Gerente de Vendas, contou sobre a vida em Cuba e guiou nossa visita a alguns dos Hotéis vizinhos. Visitamos o Iberostar Ensenachos. Memories Azul e Royalton. O Hotel Playa Cayo Santa Maria é um hotel com 100% de capital e administração cubanos, uma vez que todos os outros grupos hoteleiros, para se instalarem em Cuba, se tornam sócios do Estado, sendo este majoritário, com 51% do empreendimento. Essa parceria obrigatória parece funcionar, já que as grandes redes hoteleiras contam 25 anos de negócios em Cuba e com forte expansão pela frente. Apenas o Grupo Meliá (Meliã em espanhol) dispõe de 27 hotéis de quatro segmentos diferentes espalhados por todo o país.
Um dos programas mais procurados entre todos os oferecidos aos turistas é o passeio de Catamarã, que parte da Marina Gaviota Las Bruxas. Dessa marina, partem desde cedo da manhã, lanchas de pesca oceânica, lanchas pequenas, para passeios individuais, barcos com equipes de mergulhos de cilindro e as navegações de passeio, com capacidade para até oitenta pessoas. A estrutura é grande para satisfazer a demanda. Pelo menos 500 turistas fazem algum passeio só pela manhã. O tour inclui uma parada para snorkeling, uma visita ao Acuario Dolfinário de Cayo Santa Maria, onde há contato com golfinhos, almoço no restaurante do Dolfinário, com escolha de frango, peixe ou lagosta e, ao final, parada em uma praia deserta para mais snorkeling. Muita diversão e animação à bordo. O passeio começou às 8h e retornou à marina por volta das 16h.
Hotel Meliá Buenavista
A recepção aos hospedes se diferencia pelo cumprimento especial feito pelo Sr. Manuel Rios – Director General do hotel e seu staff. Em seguida, foi servido um jantar especial para convidados onde estavam os clientes mais frequentes, celebridades e autoridades. Durante o jantar, apresentações de músicos da casa ao piano e saxofone se revezavam com um grupo de danças.
Na manhã seguinte, um ótimo café da manhã no restaurante e malas prontas para seguir até Varadero. No caminho, parada na cidade de Remédios para visitar a Iglesia Mayor de San Juan Batista com seus altares folheados a ouro e imagens diversas. Cuba hoje tem a maioria da população católica, mas evangélicos e praticantes da Santeria (próximo do nosso Candomblé) convivem harmoniosamente. Remédios é a única cidade de Cuba que possui duas igrejas em sua praça principal, sendo a outra a Iglesia de la Buena Viajen que se encontra fechada para reforma. Muitas obras estão em andamento por conta das comemorações dos 500 anos de Remédios e a cidade deve ter um novo aspecto dentro em breve.
Seguindo para Santa Clara, visita ao Memorial Comandante Ernesto Che Guevara, obra arquitetônica e conjunto de esculturas onde se encontram os restos mortais de Che e dos 39 combatentes que morreram nas selvas da Bolívia junto com ele. Há também uma exposição sobre a vida do mártir, com fotos documentos, objetos e armas que narram a vida de herói nacional.
Após mais três horas em estradas muito bem conservadas, sempre cruzando com os famosos carros americanos antigos, chegamos a Varadero, destino turístico que conta com 25 anos de investimentos estrangeiros no turismo. A recepção no Paradisus Princesa Del Mar Resort & Spa, uma categoria diferente de hotel no portfólio da rede Meliá em Cuba, foi feita pelo Dariel González, do Gerenciamento de Clientes. Dentro desse hotel diferenciado, experimentamos o exclusivo Royal Service, com restaurante, piscina e praia exclusivos, bar 24 horas, wifi gratuito, spa no apartamento, acesso à piscina pela varanda e recepção personalizada.
O Hotel Meliá Marina Varadero é impressionante com previsão de possuir ao final do projeto, construído em etapas, aproximadamente 1.150 apartamentos, distribuídos em 4 prédios diferentes. Ele forma com a Marina Gaviota Varadero e a Plaza Las Morlas, um pequeno shopping a céu aberto, um conjunto turístico de grande capacidade e de impressionante beleza, dando mostras de que Varadero, apesar de seus 25 anos recebendo turistas, ainda tem muito a oferecer.
Junto ao Marina Varadero e a Plaza Las Morlas, está a Marina Gaviota Varadero. Essa marina está recebendo obras de expansão e contará com 1200 pontos de ancoragem para barcos e veleiros, esperados após o fim do bloqueio econômico. Será tão somente a maior marina de todo o Caribe e conta com todo um entorno de facilidades para dar suporte a esse movimento.
O restaurante Kike Y Kcho que fica sobre as águas da marina e oferece entre outras coisas, a possibilidade de acompanhar o Chef pessoalmente “pescar” a lagosta viva escolhida como refeição - um Fumaio, vinho branco da Toscana, acompanhou a degustação.
Antes da despedida de Varadero, fotos do nascer do sol na piscina do Hotel. Imagens feitas rumo a Via Blanca, estrada que liga Varadero à capital Havana. Via Blanca passa pela Baía de Matanzas, e segue colada ao mar nessa província privilegiada por seu aspecto turístico consolidado. Percorremos, por duas horas, uma estrada bem conservada, sinalizada, limpa e sem buracos, pontilhada de monstros metálicos coloridos, na forma de carros sessentões e cinquentões, conservados ou não.
Cruzamos por algumas localidades como Puerto Escondido, Jibacoa e Santa Cruz Del Norte, antes de chegarmos e irmos direto ao Centro Histórico de Havana. Passeio a pé pelas ruas, lojas e vielas sem nenhuma preocupação com equipamentos fotográficos, celular ou carteira. Segurança total.
CENTRO HISTÓRICO E HAVANA VIEJA
Giro rápido por todo o centro histórico com menção especial para o conjunto arquitetônico no entorno da Plaza de Armas(O Templete e seu baobá, o Castillo de La Real Fuerza, o Hotel Santa Isabel e o Palácio de Los Capitanes Generales e sua rua frontal calçada em madeira – para que o barulho das carruagens não incomodassem os moradores), além da Catedral Vieja de La Habana, da Calle Mercadéres e da famosa Bodeguita Del Medio, com seu Mojito ,“casa” de Ernest Hemingway, que escreveu em uma de suas toalhas certa vez: “My Mojito in La Bodeguita, my Daikirí in El Floridita”. Para o almoço um restaurante instalado em uma fortaleza que possui uma bateria de canhões assestados para a Baía de Havana - O La Divina Pastora.
Depois de um divino almuerzo, passeio por Habana Vieja, o centro da cidade com direito a interação com moradores e turistas, passeio em lojas do comércio local e fotografar com total liberdade. Destaque para os inúmeros carros antigos, o Edifício Bacardi, o Capitólio, o Floridita, berço do Daiquiri e “segunda casa” de Hemingway além do povo, uma atração em si.
Ao final do passeio, que ainda incluiu uma parada no Monumento a José Martí - Plaza de la Revolución e fotos de oportunidade em uma partida de beisebol, esporte nacional, seguimos para um late (very late!) check in no Hotel Meliá Havana, com uma especial recepção do gerente geral, Sr. Stefano Sturni, de vendas, Sr. José Álvares e social/comunicação e Sra. Elvira Ameijeiras. O Hotel está localizado no bairro das embaixadas, o Playa, bem em frente ao Miramar Trade Center, onde fica a Embaixada do Brasil. Nesse ponto estamos a, aproximadamente, 40 quilômetros do porto de Mariel e no caminho até lá passaríamos, destacando, pela praia de Baracoa, pela Marina Hemingway, pelo Club Havana e por dois aeroportos regionais, o Ciudad Libertad e o Playa Baracoa. O Hotel está em um ponto bastante estratégico para o mundo dos negócios, distando aproximadamente 20 km do Aeroporto Internacional José Marti e a 10km do centro da cidade.
No dia de retorno ao Brasil, um revigorante café da manhã no restaurante exclusivo para os apartamentos da linha The Level do Meliá Havana. Em direção ao aeroporto, uma parada para comprar os famosos charutos cubanos e rum. E a certeza de que Cuba é um paraíso e em breve dará um salto no tempo se tornando um dos destinos turísticos mais procurados no mundo. Mas sem perder a ternura!
A MENSCH foi convidada a conhecer uma parte do imenso esforço turístico empreendido agora, que começou nos moldes atuais há 25 anos, quando os primeiros hotéis turísticos (desde a revolução) se instalaram na região de Varadero, um polo que continua a se desenvolver.
A aventura da MENSCH começou no embarque em um voo da Copa Airlines em Recife (há também voos partindo de Porto Alegre, São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador) na Executive Class, classe executiva da Copa. O espaço da poltrona é grande e confortável, com controles para inclinação do encosto, apoio lombar, de pernas e pés. Nas refeições, há a oferta de opções de vinhos com snacks para aguardar a refeição principal e nessa a escolha, entre dois tipos de refeição quente, com entrada e sobremesa. O voo tem a duração de seis horas e meia, com uma parada no Aeroporto Internacional de Tocumen, em Panama City, que é o hub da companhia.
A CHEGADA EM CUBA
Na chegada, toda aquela impressão de estar entrando em um país fechado ao mundo se desfaz ao ver estacionado ao lado de nossa aeronave, outra, de voo charter de bandeira canadense, desembarcando turistas festivos e um tanto brancos para o calor e sol “nordestino” que nos recebeu. O tratamento cordial do pessoal no pequeno Aeroporto Abel Santamaría, da província de Santa Clara desmancha qualquer ideia de estar sendo vigiado e o desembaraço da aduana foi rápido como o despacho da bagagem. Do lado de fora, Delvis, o excepcional guia da Gaviota Turismo (empresa estatal) estava já à disposição para nos guiar nessa aventura. Atravessamos os municípios de Villa Clara, Remédios e Caibarién até a incrível Pedraplén, uma estrada de 48 quilômetros construída sobre o mar protegido pelos Cayos (sequência de ilhas) que leva ao Cayo Santa Maria passando pelo Cayo Ensenachos e Cayo Las Brujas. Nessas ilhas em obras, está sendo construindo um novo perfil turístico para Cuba. A meta é criar 45.000 apartamentos até 2017, apenas nessa região. Guindastes, caminhões e operários estão em um vai e vem frenético, erguendo hotéis 4 e 5 estrelas de várias cadeias hoteleiras como os da rede Iberostar, Accor, Pullman, Mercure, Ibis, Sofitel e também Meliá, que nos recebeu para dois dias em seu Hotel Meliá Las Dunas.
HOSPEDAGEM CINCO ESTRELAS
Yudiel Torres, o simpático Gerente de Vendas, contou sobre a vida em Cuba e guiou nossa visita a alguns dos Hotéis vizinhos. Visitamos o Iberostar Ensenachos. Memories Azul e Royalton. O Hotel Playa Cayo Santa Maria é um hotel com 100% de capital e administração cubanos, uma vez que todos os outros grupos hoteleiros, para se instalarem em Cuba, se tornam sócios do Estado, sendo este majoritário, com 51% do empreendimento. Essa parceria obrigatória parece funcionar, já que as grandes redes hoteleiras contam 25 anos de negócios em Cuba e com forte expansão pela frente. Apenas o Grupo Meliá (Meliã em espanhol) dispõe de 27 hotéis de quatro segmentos diferentes espalhados por todo o país.
Um dos programas mais procurados entre todos os oferecidos aos turistas é o passeio de Catamarã, que parte da Marina Gaviota Las Bruxas. Dessa marina, partem desde cedo da manhã, lanchas de pesca oceânica, lanchas pequenas, para passeios individuais, barcos com equipes de mergulhos de cilindro e as navegações de passeio, com capacidade para até oitenta pessoas. A estrutura é grande para satisfazer a demanda. Pelo menos 500 turistas fazem algum passeio só pela manhã. O tour inclui uma parada para snorkeling, uma visita ao Acuario Dolfinário de Cayo Santa Maria, onde há contato com golfinhos, almoço no restaurante do Dolfinário, com escolha de frango, peixe ou lagosta e, ao final, parada em uma praia deserta para mais snorkeling. Muita diversão e animação à bordo. O passeio começou às 8h e retornou à marina por volta das 16h.
Hotel Meliá Buenavista
A recepção aos hospedes se diferencia pelo cumprimento especial feito pelo Sr. Manuel Rios – Director General do hotel e seu staff. Em seguida, foi servido um jantar especial para convidados onde estavam os clientes mais frequentes, celebridades e autoridades. Durante o jantar, apresentações de músicos da casa ao piano e saxofone se revezavam com um grupo de danças.
Na manhã seguinte, um ótimo café da manhã no restaurante e malas prontas para seguir até Varadero. No caminho, parada na cidade de Remédios para visitar a Iglesia Mayor de San Juan Batista com seus altares folheados a ouro e imagens diversas. Cuba hoje tem a maioria da população católica, mas evangélicos e praticantes da Santeria (próximo do nosso Candomblé) convivem harmoniosamente. Remédios é a única cidade de Cuba que possui duas igrejas em sua praça principal, sendo a outra a Iglesia de la Buena Viajen que se encontra fechada para reforma. Muitas obras estão em andamento por conta das comemorações dos 500 anos de Remédios e a cidade deve ter um novo aspecto dentro em breve.
Seguindo para Santa Clara, visita ao Memorial Comandante Ernesto Che Guevara, obra arquitetônica e conjunto de esculturas onde se encontram os restos mortais de Che e dos 39 combatentes que morreram nas selvas da Bolívia junto com ele. Há também uma exposição sobre a vida do mártir, com fotos documentos, objetos e armas que narram a vida de herói nacional.
Após mais três horas em estradas muito bem conservadas, sempre cruzando com os famosos carros americanos antigos, chegamos a Varadero, destino turístico que conta com 25 anos de investimentos estrangeiros no turismo. A recepção no Paradisus Princesa Del Mar Resort & Spa, uma categoria diferente de hotel no portfólio da rede Meliá em Cuba, foi feita pelo Dariel González, do Gerenciamento de Clientes. Dentro desse hotel diferenciado, experimentamos o exclusivo Royal Service, com restaurante, piscina e praia exclusivos, bar 24 horas, wifi gratuito, spa no apartamento, acesso à piscina pela varanda e recepção personalizada.
O Hotel Meliá Marina Varadero é impressionante com previsão de possuir ao final do projeto, construído em etapas, aproximadamente 1.150 apartamentos, distribuídos em 4 prédios diferentes. Ele forma com a Marina Gaviota Varadero e a Plaza Las Morlas, um pequeno shopping a céu aberto, um conjunto turístico de grande capacidade e de impressionante beleza, dando mostras de que Varadero, apesar de seus 25 anos recebendo turistas, ainda tem muito a oferecer.
Junto ao Marina Varadero e a Plaza Las Morlas, está a Marina Gaviota Varadero. Essa marina está recebendo obras de expansão e contará com 1200 pontos de ancoragem para barcos e veleiros, esperados após o fim do bloqueio econômico. Será tão somente a maior marina de todo o Caribe e conta com todo um entorno de facilidades para dar suporte a esse movimento.
O restaurante Kike Y Kcho que fica sobre as águas da marina e oferece entre outras coisas, a possibilidade de acompanhar o Chef pessoalmente “pescar” a lagosta viva escolhida como refeição - um Fumaio, vinho branco da Toscana, acompanhou a degustação.
Antes da despedida de Varadero, fotos do nascer do sol na piscina do Hotel. Imagens feitas rumo a Via Blanca, estrada que liga Varadero à capital Havana. Via Blanca passa pela Baía de Matanzas, e segue colada ao mar nessa província privilegiada por seu aspecto turístico consolidado. Percorremos, por duas horas, uma estrada bem conservada, sinalizada, limpa e sem buracos, pontilhada de monstros metálicos coloridos, na forma de carros sessentões e cinquentões, conservados ou não.Cruzamos por algumas localidades como Puerto Escondido, Jibacoa e Santa Cruz Del Norte, antes de chegarmos e irmos direto ao Centro Histórico de Havana. Passeio a pé pelas ruas, lojas e vielas sem nenhuma preocupação com equipamentos fotográficos, celular ou carteira. Segurança total.
CENTRO HISTÓRICO E HAVANA VIEJA
Giro rápido por todo o centro histórico com menção especial para o conjunto arquitetônico no entorno da Plaza de Armas(O Templete e seu baobá, o Castillo de La Real Fuerza, o Hotel Santa Isabel e o Palácio de Los Capitanes Generales e sua rua frontal calçada em madeira – para que o barulho das carruagens não incomodassem os moradores), além da Catedral Vieja de La Habana, da Calle Mercadéres e da famosa Bodeguita Del Medio, com seu Mojito ,“casa” de Ernest Hemingway, que escreveu em uma de suas toalhas certa vez: “My Mojito in La Bodeguita, my Daikirí in El Floridita”. Para o almoço um restaurante instalado em uma fortaleza que possui uma bateria de canhões assestados para a Baía de Havana - O La Divina Pastora.
Depois de um divino almuerzo, passeio por Habana Vieja, o centro da cidade com direito a interação com moradores e turistas, passeio em lojas do comércio local e fotografar com total liberdade. Destaque para os inúmeros carros antigos, o Edifício Bacardi, o Capitólio, o Floridita, berço do Daiquiri e “segunda casa” de Hemingway além do povo, uma atração em si.
Ao final do passeio, que ainda incluiu uma parada no Monumento a José Martí - Plaza de la Revolución e fotos de oportunidade em uma partida de beisebol, esporte nacional, seguimos para um late (very late!) check in no Hotel Meliá Havana, com uma especial recepção do gerente geral, Sr. Stefano Sturni, de vendas, Sr. José Álvares e social/comunicação e Sra. Elvira Ameijeiras. O Hotel está localizado no bairro das embaixadas, o Playa, bem em frente ao Miramar Trade Center, onde fica a Embaixada do Brasil. Nesse ponto estamos a, aproximadamente, 40 quilômetros do porto de Mariel e no caminho até lá passaríamos, destacando, pela praia de Baracoa, pela Marina Hemingway, pelo Club Havana e por dois aeroportos regionais, o Ciudad Libertad e o Playa Baracoa. O Hotel está em um ponto bastante estratégico para o mundo dos negócios, distando aproximadamente 20 km do Aeroporto Internacional José Marti e a 10km do centro da cidade.
No dia de retorno ao Brasil, um revigorante café da manhã no restaurante exclusivo para os apartamentos da linha The Level do Meliá Havana. Em direção ao aeroporto, uma parada para comprar os famosos charutos cubanos e rum. E a certeza de que Cuba é um paraíso e em breve dará um salto no tempo se tornando um dos destinos turísticos mais procurados no mundo. Mas sem perder a ternura!
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