quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

MUSA: Karmel Bortoleti - Atenção! Cuidado para não derrapar nas curvas a seguir

A pernambucana Karmel Bortoleti durante muito tempo trabalhou como modelo e atualmente vive em Miami, local onde foi feito esse ensaio. Foi lá que ela se encontrou profissionalmente e onde encontrou seu namorado Brett David (pois é, a gata é comprometida). Ativa e sempre alto astral, posou para nós no meio a carros incríveis que são coisa de cinema (muito deles participaram de filmes famosos), e o resultado não poderia ser mais perfeito. Três super carros e uma máquina com sotaque brasileiro.

Conta um pouco como foi sua trajetória de modelo. Comecei como modelo aos 14 anos de idade. Participei de um concurso em São Paulo com a Mega Models, do Marcos Pantera, junto com a marca de maquiagem internacional Maybeline e fui a vencedora. A partir daí minha carreira deu início e comecei a viajar para todo o mundo.

 E como foi parar em Miami? Morei em Miami há 11 anos atrás mas por motivos pessoais e voltei a Recife. Depois continuei vindo a trabalhos pelo menos três vezes ao ano. Sempre tive uma paixão inexplicável pela cidade. E há 4 anos atrás juntei a vontade de voltar a morar com a oportunidade de trazer uma franquia relacionada a beleza para Miami, então não pensei duas vezes e decidi vir. Acabou que não segui com a franquia e continuei com meu trabalho de modelo e hostess de eventos como a Florida Cup.

Como é a vida dessa pernambucana nos EUA? Guarda algo da "terrinha”? Digo que e muito boa pra ser verdade. Acordo em um lugar lindo, mágico, onde tudo funciona, onde as pessoas são educadas, onde posso passear com meus filhos, usar minhas joias e não me preocupar com segurança pois sei que nada irá nos acontecer. Acordo por volta das 6h30 da manhã, levo meus pequenos pra escola, vou pra academia, paro no meu lugar preferido de café da manhã, volto pra casa, tomo um banho ouvindo minhas músicas latinas que amo e saio pra trabalhar curtindo minha “drive” nessa cidade linda. Guardo em casa com muito carinho meus ovos Brennand. 



O que te agrada do estilo de vida americano e o que sente falta da vida em Recife? Gosto de como eles são diretos. Americano não tem enrolação, eles vão direto ao ponto, não perdem tempo, ou é, ou não é. Eu sou muito assim também. Gosto de ser sincera e não perder o meu tempo nem o de ninguém. Sinto falta às vezes do calor humano e da nossa simpatia, pois os americanos são mais fechados, mais resguardados. Já os brasileiros, e ainda mais os nordestinos, temos o riso fácil, disso sinto um pouco de falta, de um pouco mais alegre…

Você já gostava de carros ou a influência do namorado ajudou nisso? Sempre gostei de bons carros mas sinceramente não entendia muito sobre o assunto. Meu namorado foi quem 100% me mostrou, me fez entender e apreciar a história automotiva e a essência de cada um deles.

Como vocês se conheceram e o que te atraiu? Nos conhecemos através de amigos em comum e desde a primeira vez que o vi senti algo diferente que nunca havia sentido antes, mas contive meus sentimentos e nos tornamos amigos por muito tempo. Me atrai por sua personalidade, um homem na dele, super maduro e inteligente mesmo tão jovem. Um homem de garra, um homem que trabalha duro todos os dias mas não esquece de falar palavras bonitas e ser gentil comigo desde quando éramos amigos. E claro, um gato! 





O que um homem precisa ser ou fazer para chamar sua atenção? Ser ele mesmo. O homem que pretende ser quem não é para chamar a atenção ou que fala apenas de bens materiais, jamais teria alguma chance comigo.

É muito vaidosa? Do que não abre mão? Sou sim, acho que nós mulheres precisamos nos cuidar todos os dias. Mas não falo apenas da estética, falo dentro do nosso corpo, prestando atenção no que ingerimos. E bebo muita, muita água. Algo que não gosto é de maquiagem, pra mim basta rímel, blush e um batom cor de boca. Não tenho paciência pra ficar 2 horas me maquiando (risos). Não abro mão de ter minhas unhas do pé e da mão sempre bem feitas e a pele do corpo cheirosa e hidratada.

O que deixa um homem mais elegante e atraente? Sua postura de homem alfa e sua eterna gentileza com as mulheres.

Para te conquistar basta… Ser o Brett David (risos)



Assista o making of do ensaio produzido em Miami:

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

ACONTECEU: Mensch Experience - Vinhos de verão



A 2ª edição do MENSCH Experience trouxe como dessa vez os vinhos de verão. Que harmonizados com pratos perfeitos, preparados pelo Chef Augusto Lima, deu o tom especial para a noite do encontro que reuniu um pequeno grupo de parceiros e leitores da MENSCH nas instalações da HAUT. Na ocasião ainda aconteceu um descontraído bate-papo sobre arquitetura, design e urbanismo com o arquiteto, e diretor da construtora HAUT, Thiago Monteiro. Os convidados ainda puderam conhecer um pouco mais da história e obras do badalado paisagista Burle Marx, natural de São Paulo, mas com importantes obras em Recife, como a Praça de Casa Forte, localizada no Recife, cidade natal de sua mãe. Que é uma das seis praças de autoria do paisagista na capital pernambucana que foram tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Suas obras ganharam o mundo através do seu olhar em construir espaços de interação entre o homem e a natureza.

Para a harmonizar com tudo isso, a ideia de Luiz Figueiredo, sócio e diretor da LACOMEX, que comentou: “a proposta para esse Mensch Experience, já que estamos em janeiro, verão, próximo ao Carnaval, foi a gente trabalhar um pouco a gastronomia do verão junto com vinhos de verão”. Com rótulos de Portugal e França que trazem o frescor necessário para essa época mais quente do ano. Abaixo os selecionados da vez. Destaque para o vinho verde rosé que foi aprovado por unanimidade pelos convidados. E o frisante que casou super bem com a sobremesa com sorvete DEGUSTA. Uma bela forma de encerrar essa noite de sucesso.




Veja vídeo do evento:

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

FITNESS: Fique em forma (já) para esse verão

A temperatura esquentando, o verão chegando... e você está em forma? Pronto para encarar a estação mais quente do ano em forma? Se ainda não, então vamos colocar em prática novas metas e novos objetivos. Mas antes de tudo é preciso ter força de vontade e determinação. Dá pra fazer tudo sem penitências. Não importa o biotipo, cada um tem seu potencial para entrar em forma. Uma coisa é certa, será satisfação garantida. Não tem nada mais gratificante que perceber as mudanças no seu corpo, a auto-estima vai à mil. À seguir algumas dicas básicas para quem quer correr atrás do prejuízo e garantir uma boa forma ainda nesse verão que acaba de começar.

- Se conheça melhor
Para alcançar seu objetivo corporal, a primeira coisa é definir seus objetivos e conhecer seu próprio corpo. Não adianta se comparar ao colega da academia. Cada um tem suas limitações e um biotipo que vai facilitar ou dificultar seu empenho. O básico é fazer uma avaliação física, com exames básicos que vão dar um noção em relação a taxas como nível de colesterol, percentual gordura, fôlego... E na hora do treino, procurar uma série que mais se adéqüe a seu corpo e sua capacidade. Tudo precisa ser comedido e pensado. Assim como um carro não vai de 0 a 100 km/h sem antes passar pelos 50km/h, não há lógica em já iniciar seu treinamento com altas cargas, aliás, cargas que o seu corpo pode não estar 100% preparado para suportar. Comece com calma, respeitando os seus limites sem exageros.

- Qual o melhor para você?
Quando se pensa em entrar em forma, logo se imagina indo para a academia malhar ferro. Muita gente termina indo por impulso ou por insistência de amigos, promoções ou mesmo por impulso em querer sentir que está fazendo algo. Muitos terminam o treinam e voltam para os velhos hábitos de biscoito recheado, cervejinha em plena terça em casa ou derrubar um prato de macarronada. Se vai fazer uma atividade física, escolha a opção que lhe dê o mínimo de prazer e estímulo. Musculação é uma atividade repetitiva, que exige atenção, perseverança e forca de vontade.Para alguns homens, especialmente os mais sedentários e sem freqüência a academia, a atividade pode se tornar maçante, sem graça e daí para desistir (e jogar dinheiro fora) é um pulo. Atividades como natação, lutas, vôlei ou uma aula de bodypump, podem ser mais prazerosas que musculação e fazer com que você continue naquela atividade. Nunca atrele uma atividade à companhia de um amigo ou quando tiver tempo livre. Caso o amigo não vá ou alguém chame para fazer outra coisa, prontamente a atividade física ficará em segundo, terceiro plano.

- Não tem pra onde correr... é esteira!
Pra quem está acima do peso, quer secar a gordurinha que teima em não sair e pra quem precisa melhorar o condicionamento físico, o ideal é um bom exercício aeróbico. E em geral o mais recomendado é a boa e velha corrida. Seja ao redor da quadra antes de uma prática esportiva ou na esteira da academia. Uma caminhada ou a boa bicicleta de sempre também são outras opções que ajudam, e muito, a perder peso, e devem acompanhar a musculação, no mínimo de 2 a 3 vezes por semana. Bote um tênis bem confortável, aqueça-se e comece a suar a camisa já.
- Vista-se bem!
O que não quer dizer, vista-se caro, vista-se na moda. O importante aqui é usar uma roupa adequada para cada tipo de atividade física, e a melhor roupa para você. Hoje em dia o mercado oferece diversos tipos de tecidos, uns que não seguram o suor, outros de secagem rápida, outros que ajudam na circulação. Nada de malhar com camisa pólo! Cada atividade pede uma roupa adequada. Outra dica básica, se usar bermuda estampada, use camisa lista. Agostinho Carrara de academia ninguém merece. Uma das coisas que estimula a vontade de continuar se exercitando é justamente comprar roupas novas de malhação, o que não quer dizer roupas caras. Quem gosta de desfilar em academia são as mulheres, nós vamos para malhar (e paquerar, que ninguém é de ferro).


- Ative o homem-água
Durante qualquer atividade o corpo humano transpira mais que o normal, isso faz com que o suor leve impurezas e minerais junto com ele. E se você estiver desidratado, seus músculos perdem força, você não queimará gordura tão facilmente e irá cansar mais cedo que o normal. Portanto, tomar água é essencial para um corpo saudável e um melhor rendimento físico. Outro motivo para beber água é encontrado em um estudo chamado “Termogênese Causada pela Água”, publicado em Dezembro de 2003 no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, que mostrou que beber 2 litros de água ao longo do dia faz você gastar 100 calorias a mais do que gastaria. Bebendo água gelada, seu gasto calórico será ainda maior porque o organismo precisa trabalhar mais para deixar a água na temperatura de 37º. Portanto, tenha sempre uma garrafinha à mãos com você.

- Beba, mas sem álcool
É pra beber muita água, sucos, vitaminas... nada de tomar uma com os amigos no barzinho da esquina em plena quarta. Uma dieta rígida para perder peso e ganhar músculos requer esse sacrifício. O álcool em excesso danifica os músculos e terminam anulando aquela malhação pesada da noite anterior. Até por que sabemos que ninguém vai se contentar com apenas um copo de cerveja (algo que seria admissível). Então melhor nem começar. Quer beber algo e perder peso? Beba chá verde, que tem antioxidantes e acelera a oxidação de gordura e o metabolismo. Quer ganhar massa magra? Tome um belo shake de proteína. A cerveja ou o whisquinho deixa pro final de semana.

- Coma mais (vezes)!
De nada adianta se a alimentação não entrar em jogo. E quem pensa que perder peso e ganhar massa magra é comer menos, está enganado. Deve-se é saber o que comer. E o ideal é comer 6 vezes ao dia, ou seja, de 3 em 3 horas. Assim você fraciona as refeições, seus níveis de insulina ficam constantes. Como este hormônio é importante para o metabolismo das gorduras e para a construção muscular, esta atitude o ajudará a emagrecer e a ganhar músculos. As refeições principais (desjejum, almoço e jantar), devem ser intercaladas com lanches leves. Este procedimento inibe o apetite, mantém o anabolismo e não sobrecarrega o sistema digestivo. Além disso, você ainda terá o direito de dar uma “beliscada” ocasionalmente. Se você tem pouco tempo para preparar refeições ou passa a maior parte do dia na rua, barrinhas protéicas, energéticas e substitutos de refeição são opções nutritivas e saudáveis. Mas jamais passe fome. Ficar muitas horas sem comer só prejudica e lhe dá aquela fome enorme na primeira refeição após jejuar por muitas horas. Sem falar que o organismo fará um acumulo de comida que posteriormente se tornará gordura.  Para evitar a fome noturna, coma mais carboidratos durante o dia, principalmente à tarde.

- Escolha bem o que comer
Não dá pra comer de tudo quando se quer entrar em forma. Frituras, doces e comidas gordurosas são as maiores tentações e inimigos dessa batalha. Mas para nossa surpresa, para perder gordura você deve comer gordura. Mas é preciso comer a gordura certa. Gorduras saturadas são as erradas. Elas estão presentes em leite integral, bolos, biscoitos, manteiga, doce de leite… Elas que fazem mal. Gorduras insaturadas são as certas. Elas estão presentes em óleos vegetais, azeite, nozes, azeitonas, peixe… O seu organismo precisa de gorduras insaturadas pra executar funções vitais e também para eliminar a gordura concentrada do seu corpo. Nos alimentos de origem animal (carnes, ovos, leite e derivados), as fibras não estão presentes e sua presença nos produtos industrializados é escassa.

As fibras são outro grupo de alimentos muito importantes numa dieta. Elas são encontradas principalmente nas verduras, legumes, frutas, cereais integrais e farelos de cereais. Assim como a água, as verduras e os farelos de cereais não somam calorias e podem ser consumidos à vontade. Também contribuem com a sensação de saciedade, notadamente se ingeridos antes dos outros alimentos, nas refeições. Se você não aprecia, não se esqueça de que um hábito se cultiva com o tempo e muitas pessoas que não gostavam, hoje adoram as saladas. O ideal é colocar frutas e verduras juntas fazendo uma composição atraente. Mas cuidado no tipo de molho da salada. Nada de molho de queijo ou rosé.


- Uma pausa para continuar
No início pode ser difícil, mas não é impossível manter uma dieta rígida. Algumas pessoas tem mais força de vontade que outras. Mas tudo é hábito. E como diz o Dr. Dráuzio Varela, "nosso organismo não nasceu adorando chocolate ou sorvete. Nós que o educamos a isso." Nosso organismo se adapta a tudo. Para não perder a graça, e facilitar a rotina, tire um dia por semana para fazer isso: coma um cachorro quente, sorvete, batata frita, mas cuidado com os exageros. Esta atitude também tem um efeito importante para recompor os estoques de glicogênio, que é essencial para a manutenção da sua massa magra. E fará você se sentir mais livre e pronto para seguir em frente.


*André Souto é Coordenador da Musculação da TopFit
Fonte: Treino Monster, Sempre Melhor
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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

ESTRELA: Carol Macedo, a K2 de Malhação, ainda mais provocante

Para quem não lembra Carol Macedo pode parecer estreante na TV. Atualmente vivendo a vilazinha K2 em “Malhação”, começou muito cedo na telinha, mais especificamente em 2010 na novela “Passione” ao lado de Tony Ramos e Mariana Ximenes. Hoje aos 24 anos vive uma nova fase na sua carreira e traz uma bela bagagem desse tempo atuando, seja na TV, teatro ou cinema. Seja onde for, Carol adora um desafio e está sempre pronta a isso, seja em papéis mais densos ou mais leves.

Como está sendo essa experiência de interpretar a vilazinha K2 em Malhação? Eu estou amando fazer essa personagem! Me divirto muito, tento trazer um lado cômico junto com as vilanias pra deixar a personagem mais leve! 

As pessoas ainda lembram da Kelly de “Passione”? Foi difícil desvincular a imagem da personagem devido ao sucesso? Até hoje as pessoas lembram da Kelly, principalmente as senhorinhas. Ela foi uma das coisas mais importantes que aconteceu na minha vida! Foi uma personagem bem forte e muito amada pelo público. Eu era muito nova e a Kelly era uma personagem muito difícil, mas me dediquei 100% naquele papel! Pouco tempo depois fiz a personagem Sol do Recanto na novela “Fina Estampa” (que aliás foi uma história bem forte também), então logo o público já passou a vincular minha imagem com a Solange. 




Você costuma se ver no vídeo? Gosta do que vê? Costumo! Gosto de ver todas as minhas cenas, apesar de ser bem crítica. Sou muito perfeccionista, então não é tudo que eu gosto. 

Como lida com vaidade? Qual o limite? O limite é ela não começar a atrapalhar demais a sua vida. Sou muito vaidosa, mas me seguro para não chegar ao extremo! A busca constante pela vaidade acaba fazendo você se tornar escravo dela! 

Depois de um período de trabalhos na TV você foi para o cinema onde participou de três ótimas produções. Como foi estrear na telona? Sentiu muita diferença da TV? Na verdade, comecei no cinema antes das novelas. Minha estreia foi no filme "Lula o filho do Brasil" quando eu tinha 14 anos. Fazer cinema é bem mágico pra mim, tenho muita vontade de continuar fazendo filmes. Existem sim algumas diferenças da TV. Acho que o principal é a diferença de tempo de gravação das cenas, enquanto na novela gravamos de 20 a 30 cenas por dia com 3 câmeras ao mesmo tempo, no cinema muitas vezes gravamos 1 só com apenas 1 câmera. 

E mudando de foco você passou um bom período viajando pelo Brasil com a peça “Escola de Mulheres”. No teatro o desafio é maior e consome mais do ator? Como foi a experiência? Acho teatro um desafio grande e foi muito produtivo pra mim como atriz! Fiquei mais de um ano com a peça e aprendi muito. Diferente da TV e do cinema, no teatro existe uma proximidade maior dos atores com a equipe técnica, então muitas vezes ajudamos com a montagem do palco, da luz... Fora que cada dia antes de entrar em cena existe aquele friozinho na barriga e isso é o máximo! 




Como atriz que desafios espera encontrar a cada novo trabalho? Espero continuar fazendo personagens com personalidades fortes e histórias complexas, como todas que já fiz até hoje. Isso me tira da minha zona de conforto e me faz aprender e crescer ainda mais como atriz. 

Com a exposição que a TV proporciona o assédio aumenta? Como lidar com isso e se sentir “vigiada” a cada passo pela imprensa? Claro! Aumenta muito, não só a TV, mas também nas redes sociais, já que é muito comum você dividir com o seu público sua rotina de trabalho ou pessoal no dia a dia. Hoje sei lidar melhor com a imprensa e deixo transparecer somente o que acho necessário da minha vida. 

Diferença de idade não parece ser problema para você. Qual seria uma incompatibilidade para um relacionamento? O que te desagrada e atrai? Para se relacionar comigo a pessoa precisa estar por inteira no namoro, se jogar e não ter medo de ser feliz! Aliás, gente feliz me atrai! 

O que os homens não sabem (ou teimam em não saber) sobre as mulheres? É difícil generalizar, pois tenho sorte de ser rodeada por homens que me entendem e me respeitam como mulher. 

Que tipo de programa faz sua cabeça? Amo ouvir música e viajar! São duas coisas que me deixam leve! 

Para te conquistar basta... Ser sincero! 




FOTOS THIAGO DE LUCENA
BELEZA GUTO MORAES
STYLIST MARLON PORTUGAL

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

ROTEIRO: Uma parada no tempo: vivendo Paraty

A primeira coisa que vem à cabeça quando se chega ao Centro Histórico da charmosa Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro, é: a vida parou no tempo. No melhor sentido. E é bem isso mesmo. É considerado pela Unesco como o conjunto arquitetônico colonial mais harmonioso e também Patrimônio Nacional tombado pelo IPHAN. Mais recentemente, a Unesco ainda reconheceu a cidade como uma das mais criativas do Brasil, passando a integrar a Rede de Cidades Criativas da ONU para a Educação por conta da sua gastronomia. Vejam só: nem só de praias, lindas por sinal, vive a bucólica Paraty. 

Se sua passagem por lá for curta, anota umas dicas must do, tem coisa que não dá para deixar de lado. O conjunto de praias de Trindade, a meia hora do Centro, é parada obrigatória para repor a melanina e limpar a vista com aquela paisagem estonteante de mar e montanha que só o Rio te dá de presente. Vale um dia inteirinho sob o sol. 

Dispense o salto alto e as sandálias de plataforma. Viver plenamente Paraty implica também em se despojar e entrar no tempo que corre mais devagar naquelas bandas. Todo o centrinho é feito de ruas com pedras agigantadas, desniveladas, conhecidas como pé de moleque. É prudente abusar das Havaianas e rasteiras. Leve a câmera fotográfica e perca umas boas horas fotografando o casario colorido que é marca registrada do conjunto arquitetônico colonial, com fachadas que são herança da maçonaria. Com sorte, em dias de lua cheia, você consegue presenciar algumas ruas sendo invadidas pela maré. É um belo espetáculo para turista nenhum botar defeito. 
Ateliês, lojinhas e muitos restaurantes hoje ocupam a maioria das casas históricas. A Casa da Cultura é o epicentro de muitos dos eventos artísticos. Paraty carrega fortes influências portuguesas, sobretudo no quesito religioso, e, somente no centro, há 4 igrejas, cada uma dedicada a diferentes camadas da população, à época: senhoras integrantes da nobreza, escravos, homens pardos e libertos. Até os dias de hoje, as celebrações católicas integram o calendário oficial do município. Não dispense um dos inúmeros passeios de barco pelo conjunto de ilhas da região. Barcos partem o dia inteiro do porto, que fica a alguns passos do Centro Histórico. 



ROTEIRO GASTRONÔMICO

Não há dieta que resista aos encontros frequentes com os tradicionais carrinhos de guloseimas parados em várias ruas de Paraty. Vendedores anunciam cocada, bolo de mandioca, quindins e outras tantas “gordices”, que caem na medida com um cafezinho coado. Aliás, quando o assunto é gastronomia, o lugar não decepciona. São tantas as opções, para todos os bolsos, que é difícil escolher. Mas uma curiosidade antiga me levou direto ao Banana da Terra, restaurante de cozinha brasileira pilotado pela chef Ana Bueno. E se valer uma dica, não deixe de conhecer a casa. Natural de Paraty, Ana é uma figura delicada, das mais talentosas da gastronomia brasileira. Um jantar em sua casa é um presente para se dar. Das lembranças gustativas mais marcantes é a barriga de porco com purê de abacaxi e farofinha crocante, e a combinação de indescritível simplicidade de doce de abóbora caseiro com doce e sorvete de coco, uma verdadeira poesia para o paladar. 



O Thai Brasil é outra casa para incluir no roteiro. Com pegada tailandesa, o restaurante carrega o colorido dos ingredientes do país que inspira a casa. Opções de curry e sopas apimentadas são minhas sugestões para curtir um jantar exótico. Mas se o seu negócio for mesmo exclusividade, procure por Yara Roberts, uma chef viajante que, junto ao marido fotógrafo, abre a própria casa para cozinhar para pequenos grupos de turistas. É o projeto Academia de Cozinha e Outros Prazeres, em que ela propõe menu degustação harmonizado, com receitas brasileiras e ingredientes da região. De cortesia, o conviva ainda se deleita com as histórias de viagem do casal que corre o mundo. 

A Fazenda Bananal, fora do centrinho de Paraty, é um ótimo passeio tanto para crianças quanto para adultos. Lá, se conhece um pouco a história da Estrada Real, cujo casarão colonial é datado de 1846, e se tem contato com culturas agrícolas sustentáveis. Um descolado restaurante foi agregado à estrutura original, servindo cozinha autoral, explorando os ingredientes cultivados na própria horta. 

A produção de cachaça é tradicionalíssima naquelas paragens, portanto, os alambiques viram pontos de visitação curiosos. A Paratiana é uma das produtoras locais mais prestigiadas e sustenta premiações importantes. É possível visitar as instalações gratuitamente. Mas é impossível sair de lá sem arrematar alguns rótulos da branquinha e um dos doces e geleias caseiras vendidos na lojinha do local. 


quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

BEBIDA: Um brinde com o “champagne” made in Italy

Ferrari, o mito italiano! Carro? Desta vez não! Mas sim uma espetacular vinícola, cujo sucesso nasceu graças à intuição de um jovem, Giulio Ferrari, viticultor e enólogo, e seu sonho de criar na sua terra natal, Trento, no Nordeste da Itália, um vinho capaz de rivalizar com os melhores Champagnes. Ferrari é sem dúvida, o melhor espumante método clássico produzido no Mundo fora da famosa região francesa.

Giulio Ferrari foi um verdadeiro pioneiro, o primeiro a entender a extraordinária vocação de sua terra, e as similitudes desta com a região de Champagne. É assim que começa a produzir algumas garrafas selecionadas com uma adoração obsessiva pela qualidade. Como manda a tradição da família italiana, de perpetuar o trabalho dos pais e avós, não tendo filhos, Giulio Ferrari procurou um sucessor a quem confiar seu sonho, e o sortudo foi Bruno Lunelli, dono de uma famosa Enoteca em Trento. Graças à sua paixão e ao seu talento empresarial, Bruno conseguiu, a partir de 1952, aumentar exponencialmente a produção sem comprometer a qualidade, seguindo a mesma linha desenhada pelo fundador e mantendo a tradição.

Hoje, com 115 anos de história, a Ferrari conta com 120 hectares próprios, divididos em 8 vinhedos diferentes, mais 400 hectares de 500 pequenos viticultores que fornecem as uvas à vinícola e precisam seguir um rígido protocolo de viticultura sustentável de montanha, com a proibição total do uso de herbicidas e foco particular nas práticas orgânicas de manejo do solo. A uva mais importante para a vinícola é a chardonnay, que, aliás, foi introduzida na Itália por Giulio Ferrari, no final do século XIX, mas a pinot noir também é utilizada, especialmente na produção dos rosés.



A Ferrari entra imediatamente no coração dos entusiastas mais exigentes, que encontram um estilo próprio, cheio de elegância e complexidade. A tradição continua, e Bruno Lunelli passa a paixão para seus filhos: sob o comando de Franco, Gino e Mauro, a Ferrari se torna líder na Itália e o brinde italiano por excelência no mundo. Nos últimos anos, alguns dos rótulos destinados a entrar na história foram destacados: Ferrari Rosé, Ferrari Perlé e Giulio Ferrari Riserva Del Fondatore. Depois de mais de um século desde sua fundação, a Ferrari é sinônimo de excelência “Made in Italy”, produzindo os melhores espumantes da Itália, e alguns dos melhores do mundo! Sagrou-se, por duas vezes (2015 e 2017), “O melhor produtor de espumantes do Mundo” pelo mais importante concurso de espumantes, “The Champagne and Sparkling Wine World Championships”, que acontece em Londres. O Giulio Ferrari, o topo da gama, é simplesmente o mais premiado vinho de toda a Itália pelo Gambero Rosso, que é o mais importante guia de vinhos do país.




ELABORAÇÃO DO FERRARI

Colheita exclusivamente manual em setembro. Fermentação a 20-22°C dos vinhos base em inox. Malolática completa. Assemblage dos vinhos para segunda fermentação. Adição do licor de tiragem com leveduras e açúcar. Tomada da espuma na garrafa, com longo envelhecimento ''sur lie'' de 36 meses a 10 anos, dependendo do tipo do espumante a ser produzido. Processo de ''remuage'' mecânico por gyropalette. “Dégorgement” com congelamento do depósito. Licor de expedição. Colocação da rolha e do arame de proteção. 

DIRETRIZES ENOGASTRONÔMICAS

Muito versáteis, os espumantes são os vinhos que mais harmonizam com uma infinidade de pratos como: aperitivos, entradas, e seguem acompanhando brilhantemente quase todos tipos de alimentos. Alguns exemplos: carpaccio de atum ou salmão, agulhas e trilhas fritas, grelhado de lagostins, risottos, massas, lulas recheadas, tempurá, sushi e sashimi.  Quanto às sobremesas, harmonizam perfeitamente com espumantes demi-sec ou doces. Temperatura de serviço: 7°






terça-feira, 23 de janeiro de 2018

CUIDADOS PESSOAIS: A hora do espelho e o que escolher para colocar na necessaire

A hora de escolher o que comprar e o que colocar na necessaire pode parecer um drama para alguns homens. O que colocar? Para que usar tal produto? Pensando nisso, selecionamos alguns produtos que vão deixar você mais ligado na hora da escolha. Vamos às dicas de produtos básicos, mas específicos para homens e que devem sim estar em TODAS às necessaires. Afinal, os cuidados masculinos não se restringem apenas a shampoo, desodorante, sabonete, creme de barbear e pasta de dente. 

CABELOS - Cabelo seco? Oleoso? Misto? Acabou aquilo de pegar o primeiro shampoo masculino da prateleira!  O Capital Force, da Kérastase Homme, é ideal para uso diário. Além de limpar os cabelos, ele trata deixando o bulbo mais forte. Também tem se destacado nos salões a linha Loreal Homme, mais precisamente o Cool Clear, que é anti-caspa. Lembrando que os cabelos grisalhos também merecem cuidados, recomendamos o Silver Charge da linha Redken for Men. 



FINALIZADORES - Para manter os fios no lugar, uma boa pomada ou spay também é sempre bom ter na nécessaire. Para quem não é muito fã dos fios molhados do efeito gel, a dica é a MessUp da linha Osis+, da Schwarzkpof.  Que deixa o cabelo com o aspecto de sequinho, apenas ajudando a modelar os fios. Muitos homens também curtem a Mastermind da Bed Head, que faz o maior sucesso lá fora. 

BANHO - Todo cuidado é pouco na hora de escolher o sabonete! Pois a pele dos homens costuma a ressecar mais fácil do que a das mulheres, daí a importância de um sabonete líquido (eles são mais hidratantes). Então, se você pratica esportes e muitas vezes não tem tempo de passar em casa para tomar banho antes de um compromisso e faz isso na academia, por exemplo, ou não tem paciência para escolher o shampoo e sabonete, encontrou a opção ideal. A linha masculina Cade  da L’Occitane é super cheiroso. Outra sugestão é o Protex for Men, que também possui um cheiro super agradável. 



Não pensem que os cuidados com as axilas se resumem apenas ao uso de desodorantes! Os cuidados já começam debaixo do chuveiro. Para uma boa higienização, o ideal são os sabonetes antissépticos e usar também uma esponja macia já que a axila é uma região bem sensível, principalmente nas viagens. Prefira os desodorantes com proteção 24h, já que nunca se sabe a hora que vai voltar para o hotel.

BARBA - É possível ter uma barba perfeita de comercial! Além de um excelente creme de barbear, é necessário um pós-barba que ajude a recuperar a pele, pois, não deixa de ser uma agressão à pele. Além disso, uma esfoliação semanal é fundamental, por que ajuda a desencravar os pelos na face, recomendo esse da linha for men da Clinique Skin Supplies.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

VAIDADE MASCULINA: Elegância no aroma - Fragrância da Givenchy atrela tradição, sofisticação e modernidade

Com uma tradição em perfumes, a Givenchy traz uma trajetória marcante do seu icônico Gentleman, lançado inicialmente em 1975. Uma composição poderosa com uma aura Couture que oferece uma mistura atípica de patchouli e especiarias cheias de personalidade. Em 2017 a Maison se inspira na fragrância original dos anos 70 para propor uma edição, completamente reinventada para o cavalheiro moderno. Forte e sensível ao mesmo tempo, o cavalheiro do século XXI visto por Givenchy é um espírito livre e audacioso que nunca se priva - ou aos outros à sua volta - do prazer, e sempre age com generosidade.

GENTLEMAN GIVENCHY DESAFIA A SER GENTIL

Um toque clássico de lavanda é alterado pela íris nobre, que os perfumistas Nathalie Lorson e Olivier Cresp colocaram na fragrância, o que traz nobreza à composição, garantindo uma leve, sofisticada, sedutora faceta, combinado com pêra, em contraste, um aceno sutil ao lançamento de 1975, uma nota de couro e patchouli que elegantemente explodem nesta nova fragrância Fougére-Amadadeirada, criando uma trilha atemporal para um cavalheiro contemporâneo que exala refinamento.

O frasco sugere um homem casual e refinado, que tem um senso natural de elegância, mas nunca com exagero - um smoking usado de forma casual. Embora o aspecto do frasco original de 1975 seja facilmente reconhecível em suas linhas elegantes e vidro pesado, os detalhes fazem toda a diferença e transmitem a modernidade nesta nova versão

Aaron Taylor-Johnson tem facilmente a elegância de um homem requintado e moderno. O ator inglês é o novo gentleman de Givenchy - sexy e descolado, cuja masculinidade não exclui sensibilidade ou generosidade. Encontramos em Aaron generosidade, mente aberta e independência e tudo com um toque de poesia e excentricidade. Isso é o que define o cavalheiro Givenchy.

A renomada fotógrafa, diretora e produtora britânica é conhecida por “Cinquenta Tons de Cinza” (2015) e “O Garoto de Liverpool”, filme que marcou seu encontro com Aaron em 2009 e, mais recentemente, Gypsy, estrelado por Naomi Watts, lançado no Netflix em 30 de Junho de 2017. Sam e Aaron são parceiros na vida, e parceiros no crime. Ao trabalharem separadamente, são impressionantes. Mas quando juntos, a simbiose de suas personalidades e talentos é nada menos que impressionante. A prova está neste filme preto e branco sem precedentes.

Uma mansão de campo, no fim da noite. No silêncio, o murmúrio de uma fonte e os sons distantes de uma festa chegando ao fim. No interior, os últimos convidados restantes falam em vozes cansadas, algumas cartas de baralho sem graça. Claramente, falta uma faísca.

Ele começa a dançar ao ritmo de Enjoy Yourself do rapper A+. Todos os olhos estão sobre ele. Um homem sem camisa se junta à dança - é o modelo e dançarino americano Aaron Doucette. Uma mulher interpretada pela modelo Elizabeth Sal se junta a eles. O trio salta sobre a mesa e lança uma coreografia frenética. O trio continua no jardim quando o sol nasce.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

CAPA: Mouhamed Harfouch cheio de atitude na TV, nos palcos, cinema e nessa matéria

O ator Mouhamed Harfouch é daquele tipo de ator que tanto mais ele se descobre como ator mais ficamos vidrados no trabalho dele e aguardando o próximo passo. Mouhamed vai da comédia ao drama, do infantil ao musical com naturalidade e sempre se reinventando. Se na TV ele se mostra em casa, nos palcos ele está em terreno fértil. E é nos palcos que sua veia musical surge mais forte em espetáculos que relevam outras facetas. Isso sem falar do cinema, onde esse ano ele estreia nas talonas com mais um tipo diferente e divertido. E no meio disso tudo encontramos um Mouhamed pai, amigo e tranquilão com o que a vida lhe traz de bom. Não é à toa que aqui está ele em mais uma capa da MENSCH e um ótimo papo entre velhos amigos.

Mouhamed da estreia na TV em 1993 até hoje com Malhação hoje em dia, que avaliação faz da carreira? Rapaz, passa rápido esse negócio de tempo né? (risos) Acho que o que me trouxe até aqui foi a vontade. Disciplina também, vocação talvez, mas sem dúvida, a vontade em contar novas histórias, a vontade de me comunicar com o público, a vontade de assumir um novo desafio a cada nova plateia, a cada nova história, essa vontade que me norteia até hoje e que me incendeia quando me deparo com a oportunidade de me jogar no desconhecido. Essa vontade que me faz continuar tendo um olhar curioso e por isso quando vejo que já são mais de 25 anos de profissão, parece que o tempo não passou. Não tive na família um exemplo de ator, não tive essa orientação da profissão por parte de uma escola. Fui meio descobrindo na porrada, fazendo, errando e acertando. Esse chamado para ser ator despertou muito cedo em mim, meus pais não deram muita corda, nunca me impediram de nada, mas tive que ter muita certeza e vontade em seguir esse caminho que não é nada fácil. Pensando assim, curto e rápido: Escolhi ser artista no Brasil, vivo da minha profissão e ainda sou reconhecido por isso. Acho que estou no lucro. 

Sobre Malhação, como está sendo participar pela segunda vez? Na verdade, considero esta a primeira. Da outra vez, foi uma participação relâmpago como um produtor musical de uma banda da novela. Algo que durou apenas 2 capítulos. Já nesta temporada, me deparo com um coletivo tão rico de talentos jovens, veteranos, uma equipe de igual valor e com um texto do Cao Hamburger tão inteligente quanto sensível, moderno e falando de educação com propriedade...algo tão necessário. Soma-se a isso a direção precisa do Paulinho Silvestrini, que tem esse talento em contrariar o óbvio e uma sutileza cinematográfica. De quebra, tenho a oportunidade de dar vida a este personagem ético, íntegro, romântico, idealista, sonhador, levemente atrapalhado, um personagem o qual me inspirei no universo de Woody Allen, valorizando a educação, e sobretudo a figura desse agente transformador chamado professor, é algo que enche de orgulho. Ainda mais nesse momento tão carente do Brasil em ética e valores. 



Você traz uma veia cômica e uma mais dramática, que já vimos em trabalhos como "Cordel Encantado" e "Verdades Secretas". Em algum desses universos você se sente mais em casa? Em "Cordel Encantado", novela no qual interpretei o barbeiro itinerante e mulherengo, libanês chamado de turco. Revisando cada trabalho tenho a certeza de que sempre procuro não chapar o personagem com esse rótulo apenas de cômico ou dramático. Tal qual na vida, todo personagem tem oscilações e camadas. Lógico que há tintas mais fortes de uma coisa ou de outra, mas acho tão rico quando no meio disso se abre a possibilidade de darmos uma dimensão maior e transitarmos assim, entre ambos os gêneros. Como o Palhaço que faz rir, mas nunca se descola da sua tristeza. Acho isso tão humano. 

O que é mais difícil, drama ou comédia? Mais difícil é encontrar uma boa oportunidade de contar, bem contado, uma história sendo num gênero ou em outro. Falo isso porque a cada personagem nos deparamos numa oportunidade real de realizar este casamento. E são tantas variáveis, tantas sinergias, tantas escolhas qua passam não só pela nossa mão, mas na dos criadores, dos diretores, e até do público em comprar ou não o que entregamos. Quando todos os astros convergem, chegamos no Olimpo. (risos) E aí, é delicioso estar num lugar ou no outro, na comédia ou na drama. 

No teatro você possui tantos trabalhos, ou mais, que na TV. Foi algo planejado ou foi surgindo? Como o teatro surgiu na sua vida e como ele te toca? Engraçado, por que comecei no teatro, mas despertado de certa forma pela TV. Minha família não tinha o hábito de me levar ao teatro. Eu ia mais a Cinema. Foi vendo novelas que me recordo do impacto de ver personagens icônicos e intérpretes como Fernanda Montenegro, Lima Duarte, Marília Pera, Armando Bógus, Raul Cortes, Osmar Prado, Ney Latorraca, que ainda criança tive vontade de fazer aquilo que eles faziam. Essa vontade me acompanhou até assistir a uma peça, através da professora de Português da minha escola, para ver no teatro Casagrande a primeira montagem de "Confissões de Adolescente". Lembro que num determinado momento da peça uma das atrizes veio e fez um número de plateia comigo, me bateu aquela adrenalina de estar na cena e aquilo me tocou. Saí de lá certo que precisava estar no palco. Foi preciso só um pouco mais de coragem e a ajuda da minha tia Beth que levou até a porta do teatro Arena para fazer um teste e entrar num curso. Desde então, não parei mais. Fui sendo levado pelos personagens, pelas oportunidades, errando e acertando, ora no teatro, ora na TV, um pouco menos, mas ainda sim no Cinema, mas sempre com fome dessa adrenalina de estar na cena. 



Já no musical você cantava e dançava. Isso se torna um desafio maior e mais prazeroso? Como foi a experiência? Essa pergunta exemplifica bem isso. Nunca pensei, me imaginei, ou sonhei em fazer Musicais. Aliás, para ser sincero, tinha até certo receio do gênero. Sempre me achei um ET neste universo. Sempre amei música. Sou afilhado do Guinga, violonista, cresci querendo aprender a tocar violão. Sempre gostei de compor. Mas nunca me pensei num teatro Musical. Mas, quando vem uma boa história para contar, quando aparece um desafio, não penso em mais nada que não seja: Tenho que me jogar nisso. Ou tudo ou nada, foi uma das maiores loucuras da minha vida e claro um dos maiores desafios. Protagonizar um Musical da Broadway, sem ter uma história ou preparo para este gênero, cantando 13 músicas no total, e ainda com partitura corporal, emocional, em 3 horas de espetáculo, era algo insano. Mas minha vontade era proporcional ao desafio. E lá fui eu guiado pelo Tadeu Aguiar, tão louco quanto eu, que acreditou que o personagem era meu. E assim foi. Venci o medo de cantar, de ficar pelado e de pude contar a linda história de superação de um pai através do amor pelo seu filho. A montagem foi um grande sucesso e me rendeu uma indicação de melhor ator em São Paulo. Uma experiência rica que me abriu um novo horizonte.

E agora em 2018 você estreia nos cinemas com o filme "Uma pitada de sorte". O que podemos esperar desse novo trabalho? Sim!! É um filme muito divertido em que faço par romântico com a personagem da Fabiana Karla. Foi uma oportunidade linda de reencontrar essa grande amiga. Já trabalhamos juntos no teatro e na TV, faltava o cinema. (risos) Faço o Lugão, um tipo bronco, um taxista que sonha em ter uma academia de musculação e é fanático por carros e pelos seus bíceps. (risos) Inclusive ele conversa com eles. Um personagem complexo, interessante e rico dentro de um filme muito divertido. Foi um enorme prazer!

Pra você qual a maior função do ator? Encontrar a sua verdade e a verdade de cada papel. O público sempre compra aquilo que é verdadeiro. 

Você acha que o ator deve se manifestar publicamente sobre política, futebol e religião? Não por moda, não para posar bem na foto ou acompanhar tendências, não para parecer isto ou aquilo, mas sempre que estiver dentro da sua verdade fazer isto. Dentro da sua convicção, seja ela qual for. 



Como lida com redes sociais e as críticas? As críticas fazem parte do jogo. Tenho mais medo dos elogios exagerados do que das críticas. Ambos devem ser escutados com cautela, mas é indispensável seguir em frente, sem supervalorizar nem um nem outro. Já as redes sociais são importantes, mas me metem medo por outro lado. Viramos, todos, nosso personal Papparazi. (risos) E mais ainda, isto virou uma ferramenta de trabalho. Vejo muita dedicação empregada nisso. Não critico, tento até dialogar saudavelmente com essa realidade. É inegável que é uma vitrine, cabe a cada um saber o que quer mostrar. Mas quando vira uma egolatria me incomoda. Sinto que hoje estamos virando pouco a pouco zumbis submersos entre likes, stalkers e afins...o tempo fica ainda mais apertado, são muitas redes, muitos grupos, muitas manifestações, mas pouco tempo para o nosso silêncio. 

Você parece ser um cara tranquilo. O que te tira do sério? O que não dá pra suportar? Desonestidade, corrupção, descaso público, essa corrupção generalizada que já está tão enraizada que não nos choca mais. E é aí, que mora o perigo. A banalização por parte de quem corrompe e a banalização dos corrompidos. Chega de malandros, chega de espertos, chega de tanta vantagem...tenho orgulho de ser otário. Afinal, somos ou não somos todos palhaços?

Como é Mouhamed no papel de pai? Qual o maior desafio? É o meu maior papel. Hoje, minha vida são eles. Tudo é para eles e com eles. Quando viajam e me encontro só, fico até desnorteado. Sem saber o que fazer com tanto tempo livre. (risos) O maior desafio é, sem dúvida, educar. 

O que te distrai nas horas vagas? O violão, a música. Voltei a fazer aulas de violão e de canto. A música é uma terapia. Minha Yoga. Compor, minha válvula de escape... O lugar onde despejo minhas impressões e sentimentos. Minha solidão e meu silêncio. 

Se não fosse ator o que faria com prazer? Música. Mas sendo sincero, penso um pouco como Augusto Boal, somos todos atores. Todos fazemos teatro. Uns se sabem atores, outros não. Mas ele está lá presente. Acho que seja lá o que fizesse na minha vida, tentaria realizar com arte. Faz parte de nós.