sexta-feira, 21 de abril de 2017

CAPA: Juliano Laham, depois da estreia em “malhação” mostra que veio pra ficar

O ator Juliano Laham, atualmente finalizando sua participação em “Malhação”, começou sua carreira de forma inusitada ao participar do BBB16 ano passado interpretando um falso libanês. Na verdade o que pouca gente sabia é que Juliano é filho de libaneses e era um ator colocado no reality. A repercussão foi grande e Juliano acabou recebendo o convite para Malhação e mostrou que isso foi só o começo. Como ele mesmo se auto definiu, um “papel em branco” para ser escrito por novos personagens. Conheça um pouco mais desse jovem ator que promete ir além das fronteiras do Líbano ou Brasil.

Da participação surpresa no BBB16 para sua estreia em “Malhação”. Como foi para você essa mudança de vida e exposição? O BBB 16 foi uma grande porta de entrada. Sou muito grato ao programa por me dar a oportunidade de mostrar o meu trabalho. Após essa participação eu tive uma repercussão e uma exposição mediata. Confesso que no início fiquei surpreso, porque era tudo muito novo pra mim, mas compreendi que era resultado de um bom trabalho. Em seguida recebi o convite para fazer o teste da “Malhação”, e fiz vários até receber a notícia pelo próprio diretor Adriano Mello que eu faria parte desse novo time interpretando o Rômulo. O ano de 2016 foi um marco para mim, pois consegui realizar o meu sonho. Foi uma mudança repentina, com muitas oportunidades e, inclusive, através da própria exposição que o meu trabalho gera. Mas eu mantive o pé no chão e entendo que tudo é um começo. Sei que ainda tenho muito o que aprender. 

Você surgiu como um “falso libanês” no reality, mas na verdade você é filho de libaneses. Que influências você traz dessa cultura na sua criação? Exato, os meus pais nasceram e foram criados no Líbano. Hoje morando um pouco mais de três anos longe deles, eu carrego comigo a criação e o valores que me deram de respeito ao próximo. Para matar a saudade da gastronomia libanesa eu cozinho bons pratos árabes (risos). Toda vez que vou a São Paulo nós buscamos nos reunir para fazermos uma refeição em família escutando músicas árabes. Eu tenho muitos amigos que me perguntam sobre como é o Líbano: “Tem guerra? Tem homem bomba? É um país machista? O homem tem quatro mulheres?” etc. E o grande barato de você ter admiração e orgulho pelo país de onde seus pais vieram, é você explicar a história desse lugar e mostrar que nem tudo que vemos nos noticiários é o que realmente é. 



Você é paulista, atualmente mora no Rio de Janeiro mas já morou no Líbano, Londres e Qatar. O que ficou dessas experiências? Eu sou um cara que ama viajar e conhecer novas culturas, novas gastronomias e até mesmo histórias locais. Pra mim, isso é um grande aprendizado. Por morar em diversos locais, a gente acaba criando uma facilidade de adaptação cultural – cada lugar tem suas riquezas e seus valores. Eu tinha mais ou menos uns 10, 11 anos quando morei em Londres e no Qatar, então dependia dos meus pais para fazer a maioria das coisas. Mesmo assim, eu consegui guardar boas lembranças de lá.

Isso te deixou mais desprendido em relação a criar raízes? As únicas raízes que eu carrego comigo é em relação à criação que eu tive. Eu sou um cara que ama conhecer novos lugares, não sou de me prender em algum específico e simplesmente me acomodar. Seja por oportunidade profissional ou mesmo por lazer, eu curto embarcar em cada nova jornada, pois não tem nada mais rico do que conhecer novas culturas pelo mundo. Sou totalmente desprendido em relação a isso.

Falando em “Malhação” como foi (é) viver o lutador Rômulo? Que avaliação faz da trajetória do personagem? Foi muito lindo e prazeroso poder fazer esse personagem. Desde que li a sinopse e vi a trajetória que ele percorreria e sua história de vida, logo me identifiquei e fiquei feliz em realizar esse desafio. O Rômulo me dá muito orgulho, porque a sua garra de querer vencer na vida com honestidade representa muitas pessoas. Um cara sem condições financeiras que segue em busca de um sonho, sem ajuda da família, e vivendo um amor mal correspondido... Ainda assim, ele consegue conquistar seu sonho maior e ficar com a mulher de sua vida após sofrer tanto. Posso dizer que ele acredita no amor verdadeiro e sabe que é preciso batalhar muito para chegarmos onde sonhamos. Ele nasceu duas vezes e pra mim ele é um grande guerreiro.



Já tinha praticado luta antes? Como foi o preparo físico? Quando era mais novo eu já tinha feito jiu-jitsu, mas estava um tempo parado, sem praticar. Mas para a criação do Rômulo dentro do universo do boxe e consequentemente o MMA, eu comecei a ter aulas intensivas durante a semana com o meu mestre Flavio Almendra para compormos juntos toda essa parte corporal de um lutador profissional. No começo foi bem cansativo e com uma explosão de muitos treinos e ensaios pra ninguém se machucar durante as gravações. Durante esse processo todo eu comecei a mudar a minha alimentação pra uma dieta balanceada pra ganhar ainda mais resistência e fôlego pra aguentar horas treinando e gravando. 

Com a exposição que a TV proporciona vem o assédio. Como lida com isso? Tranquilamente. Eu entendo que o assédio e a repercussão que meu personagem está tendo é fruto de um bom trabalho. Eu me dedico muito pra fazer da melhor forma possível e, consequentemente, poder tocar as pessoas. E quando alguém me para pra tirar uma foto ou algo do tipo, eu sempre busco conversar e saber o que estão achando do meu trabalho. Não tem nada mais gratificante do que um fã que admira aquilo que você faz e traz tanto carinho.

Você é um cara vaidoso? Até que ponto? Sou um cara que se preocupa com a saúde e, como trabalho com a minha imagem, acho importante ter alguns cuidados com a pele, cabelo, etc. Mas nada muito exagerado, pois não deixo a vaidade tomar conta de mim. Até porque eu tenho que ser um papel em branco para o novo personagem que terei que interpretar posteriormente. 



O que uma mulher precisa para chamar sua atenção? O que eu acho essencial numa mulher é o seu lado interior. Para alguns isso pode parecer um pouco clichê, mas para mim é fundamental a pessoa ter uma boa índole, ter uma boa educação, ser carismática, inteligente e batalhadora. 

O que as mulheres ainda não sabem (ou teimam em não saber) sobre os homens? É importante termos em mente que as subjetividades entre as pessoas são muitas, independente do gênero ou do tipo de relação que construímos com as pessoas ao redor. Então sempre estaremos por descobrir um pouco mais de cada um.

Você e sua namorada (a atriz Juliana Piva) são pessoas conhecidas do grande público. Como lidam com ciúmes? É algo comum entre vocês? Quando a fama incomoda na relação? Eu a Ju nos damos super bem, inclusive em relação ao nosso meio profissional. Não temos ciúmes, entendemos, respeitamos, nos ajudamos e torcemos pelo sucesso um do outro. Somos sinceros e acredito que essa cumplicidade é que torna ainda mais forte a relação. 



Quando quer impressionar o que faz para uma noite ser romântica e especial? Quando eu quero causar uma boa impressão na minha namorada eu busco fazer alguma surpresa pra ela, que pode ser desde um jantar romântico com um buquê de rosas (com a comida feita por mim), ou leva-la pra algum lugar que ela não esteja esperando... Mas o que torna ainda mais especial esses momentos é quando há um significado pra tudo aquilo que você está fazendo. Ou seja, não necessariamente levar para um restaurante ou dar um presente caro, mas sim a história e o carinho que esses gestos têm. 

Em que homens e mulheres mais diferem? Sinceramente para mim não existe uma diferença entre gêneros, o que diferencia as pessoas é o seu caráter. 

Quais os próximos passos? Estou em reta final na “Malhação - Pro dia nascer feliz” e, em seguida, vou dar início a uma nova turnê com a peça “E o vento vai levando tudo embora”, com texto e direção da Regiana Antonini e dividindo a cena com o Gabriel Chadan e a Josie Pessoa. E tenho alguns projetos pessoais que estão em andamento.


quarta-feira, 19 de abril de 2017

ESTILO: Atitude & sofisticação - Coleção inverno 2017 de Ricardo Almeida ousa em tecidos, cortes e traz muito estilo

Um homem que consegue transitar por diferentes ocasiões do dia a dia com a sofisticação e contemporaneidade sendo suas aliadas de estilo. Assim foi pensada a coleção de inverno 2017 do estilista paulistano Ricardo Almeida, que é referência em moda masculina e atua no segmento há 34 anos. Como destaque da coleção, as peças de alfaiataria que passeiam entre os tons de verdes, azuis, castanhos, vinhos e cinzas. As produções monocromáticas surgem para apresentar ao homem que é possível ter uma única cor que eleve à atitude ao âmbito da sofisticação, sem esbarrar no exagero. 

Como novidade na matéria-prima, uma das assinaturas de excelência da marca, surge o veludo em cores diferenciadas, como o vinho e o marrom havana, com a missão de diferenciar os looks do dia a dia de forma inusitada. Com calça de alfaiataria ou jeans, o blazer de veludo com modelagem slim fit faz a diferença e mostra que é mais que possível inovar e levar na medida a informação de moda que esse homem urbano busca. E tem mais novidade quando o assunto é inovação em tecido: as camisas, polos, alfaiataria e gravatas moulinê, uma padronagem com especial que tem efeito de microdesenhos originados a partir da torção de fios de cores diferentes. Item excelente para compor o guarda-roupa de quem valoriza os detalhes combinados à elegância minimalista. 

O xadrez, que é uma referência nas peças de alfaiataria da marca Ricardo Almeida, também aparece nas camisas traduzindo a contemporaneidade que tanto o homem deseja. Por aqui, o destaque fica mesmo por conta da blusa de moletom feita 100% em algodão pima peletizado, que aparece pela primeira vez na marca Ricardo Almeida, traz o xadrez como a assinatura do estilista numa peça tão casual. O estilista aposta ainda em looks com um mix entre o casual e a alfaiataria. O tricô chega para substituir a camisa em produções sociais e o blazer, usado em composições desconstruídas com calça jeans em diferentes cores, expressa exatamente essa combinação entre os estilos. Para dar bossa à temporada, Ricardo Almeida apostou nos acessórios que fazem a diferença e mudam a produção. Destaque para os lenços de bolso, que chegam com novas estampas e dão cor e um perfume especial à composição. Outro ponto forte da coleção de inverno 2017 é a echarpe que chega para quebrar a formalidade nos looks.

Já a sapataria vem com novidades também. O tênis, um dos itens mais queridos dos consumidores da marca, vem agora na versão hibrida com sola em EVA, conferindo um toque sofisticado com aparência total casual, sem contar no conforto que proporciona no momento do uso. O estilista também aposta na ideia dos modelos de tênis com cano alongado, uma peça perfeita para os homens que gostam de levar um tom jovial para a alfaiataria ou nos looks casuais. 









terça-feira, 18 de abril de 2017

VAIDADE MASCULINA: O charme do coque - Dicas para aderir ao estilo samurai

No dia 24 de abril é comemorado o dia do Samurai, por isso resolvemos falar um pouco sobre o seu estilo de cabelo, que é um dos mais usados atualmente pelos homens. Celebridades nacionais e internacionais como Tiago Iorc, Luan Santana, Jared Leto, Orlando Bloom e Jake Gyllenhaal, por exemplo, mergulharam de vez no visual. Falamos com Wesley Troiano, diretor técnico da Macho-lândia, que nos deu um panorama e também algumas dicas bem legais para os homens que querem aderir a esse corte.

TAMANHO IDEAL - “para o estilo samurai, é preciso ter, no mínimo, 18 cm de comprimento de cabelo, seja ele liso ou cacheado.” 

DIPLOMÁTICO - “Ele é um dos estilos que se encaixa com todos os formatos de rosto: oval, redondo, retangular, quadrado, hexagonal de lateral reta e hexagonal de base reta, triangular, triangular invertido e losangular”. 

MUDANDO O ESTILO - “o coque do samurai muda totalmente o formato do rosto, servindo como uma moldura. Dependendo de como você amarra o coque, o seu rosto pode mudar 100%. Alguns exemplos: deixando alguns fios soltos, um coque mais folgado, bem amarrado com os cabelos bem alinhados, mais alto ou mais baixo, com topete, etc. Todos dão um ar bem diferente para os homens”. 

CUIDADOS COM OS FIOS “À LA SAMURAI” - “são basicamente os mesmos de outros estilos de corte, porém muda alguns detalhes para o melhor resultado final. Para quem fica o dia todo com o cabelo amarrado, um alerta: o corpo produz oleosidade natural e isso promove uma coceira no couro cabeludo que, por coçar, deixa tudo muito desconfortável e acaba com o penteado. Neste caso, é legal usar um produto específico que diminua a produção de oleosidade. Nós da Macho-lândia, por exemplo, temos uma linha, com shampoo e bálsamo, com ingredientes naturais que suavizam a coceira. Revitalizando a cor natural dos fios”.

COMBINANDO BARBA E COQUE - “este estilo tem ficado bastante em evidência para quem usa barba e curte fazer essa combinação. O interessante é cuidar bem da barba e criar um designer que valorize seus lábios e seu queixo. No rosto oval e arredondado, por exemplo, a junção dos dois dá um ar mais gladiador. Eu já vi um coque samurai com um cara que usava cavanhaque e ficou bem legal. Foi nesse momento que tive a certeza que ele combina com tudo”. 


01 - evite lavar os cabelos, e barba, com água quente, pois aumenta a produção de óleo no couro cabeludo e na pele, e isso, como disse anteriormente, deixa-os ressecados;

02 - use sempre produtos que tenham em sua composição ingredientes naturais;

03 - Sempre tenha em seu arsenal shampoo e bálsamo (condicionador) para cabelo e barba; 

04 - Após lavar o cabelo e a barba, use um óleo. Aqui na Macho-lândia, por exemplo, indicamos usar o Conexão Oil junto com o creme sem enxague (Balm time lizz ou creme time cachos), pois, como as pontas dos cabelos não conseguem ser nutridas com a oleosidade natural que o nosso couro cabeludo produz, elas ficam ressecadas e embaraçam com facilidade. O uso deles em conjunto resolve esse problema nos cabelos e na barba, pois vai deixá-los macios, cheirosos, além de alinhados com uma estética saudável. 

Vilão do estilo - o maior pecado de todos para quem usa o estilo samurai é amarrar os cabelos, ainda molhados, pois isso produz fungo, danifica os fios, causa mau cheiro, além das madeixas perderem o brilho e ficarem com aspecto embaçado. Antes de prendê-los, seque e use os produtos adequados. Isso vai garantir um samurai nota mil. 

segunda-feira, 17 de abril de 2017

FITNESS: Encontre motivação na atividade física e siga determinado

É de conhecimento de todos que a prática regular de exercícios físicos traz diversos benefícios à saúde e à mente. Mesmo assim, o número de pessoas sedentárias é alarmante. De acordo com estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS), pessoas sedentárias têm entre 20% e 30% de aumento do risco de mortalidade, em especial por doenças crônicas. Por isso, a prática regular de atividades físicas é fundamental para manter corpo e mente saudáveis.

Mas afinal, quem é o grande vilão dessa história?

A conclusão que chegamos é que esse grande vilão somos nós mesmos. É a auto sabotagem. As desculpas são variadas: falta de tempo, de dinheiro, cansaço, muito trabalho, chuva, calor, preguiça... E quem realmente sofre com os efeitos dessas desculpas é o nosso corpo. Não existe o dia perfeito para fazer exercícios físicos e cuidar da sua saúde. O momento é agora!


Encontrar nossos fatores motivacionais, apesar de parecer complexo, pode ser mais fácil do que imaginamos. O primeiro passo, sem dúvida alguma, é realizar uma auto avaliação. Trilhar o caminho de onde estamos e onde queremos chegar, traçar metas e objetivos claros e tangíveis, são ferramentas valiosas em todos os âmbitos de nossas vidas, portanto, por que com a atividade física seria diferente?

Ao identificarmos de forma clara as nossas reais necessidades, automaticamente criamos mecanismos a fim de satisfaze-la. O resultado desse processo é o que podemos denominar de auto realização. Na realidade, a maioria das pessoas só procuram as atividades físicas quando estão fora do peso ideal, o que é um grande erro, pois o grande X da questão, são os benefícios que os exercícios podem trazer para a sua saúde como um todo. Esse sim deveria ser o principal fator motivacional.

Caso não seja, não importa. O motivo que te faz se exercitar, pode parecer banal para algumas pessoas, mas se ele fizer você se mexer, já está valendo. Vai ser questão de tempo para uma transição de pensamento, até enxergar os reais valores em se praticar um exercício físico.

Após definir suas metas e objetivos, pode ser de grande ajuda, o convívio com outras pessoas com os mesmos objetivos. Treinar com o acompanhamento de um Personal Trainer ou com os amigos, pode ser uma arma poderosa que pode eliminar as chances de você se sabotar. Abaixo listamos alguns dos principais vilões que podem boicotar sua iniciativa de criar hábitos mais saudáveis:

OS PRINCIPAIS “VILÕES”

VERGONHA - Não se preocupe com que os outros pensam sobre você. É comum que, ao iniciar o treinamento, você se sinta inseguro por não ter o mesmo desempenho que outras pessoas que já treinam. Lembre-se que todos, em algum momento, também iniciaram esse mesmo processo, sem ter condição plena ou habilidade.

TRABALHO - Uma das desculpas mais comuns é a falta de tempo por conta das altas cargas horárias de trabalho. Mas acredite, você pode encontrar tempo para evitar uma desculpa e não treinar. Acorde mais cedo, organize melhor suas tarefas, arrume a mochila um dia anterior e vá direto do trabalho para uma academia ou parque, ou até mesmo se exercite em casa. Independente do horário ou situação, o trabalho não pode servir de obstáculo. Objetivos bem definidos e traçados atrelados a uma agenda organizada podem fazer a diferença. Ter em mente a meta a ser atingida é sempre um grande aliado.

IMPACIÊNCIA - Você não percebe resultados e acredita que não irá chegar a lugar algum. Cuidado! Todo o esforço pode ir ladeira a baixo. Muitas das mudanças positivas que ocorrem em seu corpo, não serão visíveis no espelho ou na balança em curto espaço de tempo. Seja paciente, busque seu objetivo e continue firme e forte sua jornada. Redefinir objetivos é importante para recarregar as baterias e trazer novo ânimo.



* FERNANDO GUERREIRO - Personal trainer e head coach na academia Wet, em São Paulo, Fernando não para de se aprimorar como profissional fitness e como praticante de atividades físicas. 

sexta-feira, 14 de abril de 2017

CAPA: Celso Zucatelli vive antenado em todo tipo de informação em todos os meios

O jornalista e apresentador Celso Zucatelli é um cara que vive antenado em todo tipo de informação em todos os meios. Dedicado e sempre pronto para um novo desafio, Zucatelli está à frente do programa “Melhor pra Você”, juntamente com seus colegas Edu Guedes e Mariana Leão. Ligado em redes sociais e as várias formas de informação que avançaram com o tempo, antes de tudo ele precisa amar e se divertir com o que faz. Sempre atual, Zucatelli solta o verbo sobre o real jornalista e sua paixão por viagens e muito rock, jazz e blues.

Celso, com toda sua experiência você acredita que hoje está mais difícil fazer jornalismo de verdade? Não, muito pelo contrário. Temos mais fontes de informação. A qualidade depende do nosso cuidado com o uso dessas fontes. O segredo está na orientação que damos aos novos jornalistas, para que não confiem na primeira informação que aparecer e, sim, que sempre tenham o cuidado de apurar com responsabilidade.

O quanto a internet e as redes sociais ajudam e atrapalham no meio disso tudo? Ajudam, mas vão ajudar mais, porque ainda estamos no processo de transição. Informações que "aparecem" do nada viram verdade, mas entenda que estamos falando de um encontro de gerações. Os novos profissionais de comunicação nasceram num mundo em que a velocidade de "postagem" cria uma enxurrada de notícias e algumas delas viram verdade antes que alguém possa dizer o contrário. Vamos ter que treinar a nova geração que é a base dos programas e jornais. Vai dar certo. 


Com tanta fonte de informação por que as pessoas estão menos tolerantes ou até mais ignorantes (de um modo geral)? Justamente por que elas acreditam na primeira informação. O que precisamos é que os erros sejam corrigidos, que injustiças sejam evitadas, que as mentiras sejam punidas. As redes sociais alimentam torcidas cegas, porque permitem que todos tenham voz. Mas oferecer espaço para manifestação não é ruim, desde que ele seja usado com responsabilidade. As pessoas vão aprender, é tudo muito novo.
Que desafios ser apresentador te traz? Onde está o prazer na função? Todos os dias volto para casa com mais conhecimento. Eu sempre aprendo algo no meu trabalho, nas reportagens que mostramos, nas entrevistas que fazemos e isso é um privilégio. O desafio maior é a gente se reinventar, sem perder a conexão com um público que já é parceiro. Amo meu trabalho.

Depois de um longo período na Record você mudou para a Rede TV. Como foi para você essa mudança e os novos desafios com nova casa e programa? Mudar é muito bom, faz a gente ter desafios, conhecer formas novas de trabalhar, crescer com profissional. A RedeTV! é uma emissora maravilhosa, comandada por sócios que participam ativamente do dia a dia da empresa. Isso gera transparência e velocidade nas decisões, o que é muito bom para profissionais, anunciantes e, claro, para o telespectador.



No “Melhor pra Você” você parece estar bem à vontade juntamente com seus colegas de programa. É um trabalho que parece diversão. Mas quais as maiores dificuldades? Sim, estamos muito felizes, justamente porque o ambiente de trabalho é muito bom. Você usou a palavra certa, diversão. Minutos antes de entrar no ar, todos os dias, eu grito no estúdio para a nossa equipe "senhoras e senhores, vamos..." e a galera responde: nos divertir. E assim deve ser. São duas horas por dia, ao vivo, cinco vezes por semana, fora gravações, reportagens e viagens. Se não for divertido, é impossível fazer.

Como lida com redes sociais? Que força uma crítica nas redes tem para você? As redes sociais nos deram um contato direto com o telespectador, o que eu acho muito legal. Mas, como eu disse antes, todos estão aprendendo a usar isso tudo. Costumo dizer que temos "seguidores" e "perseguidores", os chamados "haters". Críticas de seguidores são recebidas com atenção e respeito. Ataques de perseguidores são respondidos com a maravilhosa tecla "bloquear", simples assim.



O que esses anos todos de TV foram te ensinando em relação a prestação de serviço com o público, a diversão e a parte comercial do negócio? Prestação de serviço é a coisa mais gostosa de fazer. Hoje mesmo, uma denúncia de telespectadores nos levou a um lugar e, enquanto estávamos ao vivo, chegou a equipe da prefeitura para resolver o problema. Fizemos o nosso papel e isso é muito bom. A diversão, como eu te disse, tem que ter todos os dias, é nosso combustível e a parte comercial é fundamental para garantir o funcionamento desta máquina. A RedeTV! sabe cuidar bem de seus parceiro, com uma equipe comercial fantástica. Conversamos, debatemos e encontramos sempre o melhor caminho para que a entrega comercial seja a melhor e todo mundo fica feliz.

A TV digital e por assinatura cada vez ganha mais espaço hoje em dia. Que caminhos você enxerga para a TV aberta no futuro? Vamos ver cada vez mais o crescimento do tal do "on demand", ou VoD, o vídeo sob demanda. A possibilidade de assistir seu programa favorito na hora que você quiser ou puder é o futuro, e isso não vai acabar com a grade tradicional das emissoras. Apenas vai aumentar e muito a possibilidade para o telespectador de não perder o conteúdo que mais gosta. São mudanças para melhor.

Trabalhar na frente das câmeras te deixou mais vaidoso com o visual? Como se cuida e qual seu estilo? Eu deveria me cuidar mais, na verdade. Faço o que é importante para o meu trabalho. Voltei para o meu peso, não deixo mais de praticar esporte e tenho uma alimentação saudável. E isso, claro, é bom para a vida e não apenas para o trabalho. Meu estilo é bem básico: se pudesse, só bermuda e chinelo. Jeans e camiseta preta completam bem o que eu preciso.

Por falar em vaidade, como lidar com o outro tipo de vaidade no meio disso tudo? É mais difícil lidar com a sua vaidade ou a externa? O importante é que, quando sabemos que isso é um trabalho, como qualquer outro, não nos deixamos levar. É simples, mesmo. É verdade que nem todos pensam assim, mas isso faz parte do nosso meio e temos de saber lidar. Está no pacote.  




E quando não está trabalhando o que curte fazer para relaxar? Ficar em casa é a coisa que eu mais gosto de fazer. Ver seriados na TV, cozinhar, curtir a família. Quando estou em São Paulo, cinema e restaurantes são meus programas, além da bike no domingo. Mas o que eu amo mesmo é viajar, é minha paixão. Trabalho pra isso, pra viajar. Pode ser destino de natureza, porque amo esportes radicais, ou cultural, onde volto com uma maravilhosa bagagem de conhecimento. Acabei de voltar da África, sou apaixonado pela Ásia. Enfim, viajar sempre. Logo mais, algumas das minhas viagens estarão no YouTube. Estamos montando uma seleção bem legal.

O que costuma ler, ver e ouvir? Leio tudo, amo ler. Gosto bastante de romances policiais, amo cinema e seriados. Tô vendo a segunda temporada de Quantico, muito boa. Na música, sou um cara, especialmente, do rock, do jazz e do blues. São os estilos que dominam meus aplicativos de música.

Qual a diferença de fama e sucesso para você? Conquistou as duas? Sucesso profissional você pode ter em qualquer área e a chamada fama é, para alguns, parte do sucesso na nossa área. Mas acho que uma boa palavra é "reconhecimento". Quando seus empregadores e, no caso do nosso caso, seus anunciantes e telespectadores reconhecem o que você está fazendo como algo especial, de qualidade, você pode ficar feliz. É claro que isso passa pelo carinho que recebemos do público, que é um privilégio. 

Quais os próximos desafios dentro e fora da TV? Fora da TV, continuar viajando, conhecendo o mundo. Na TV, tenho muitas possibilidades, muitos formatos diferentes que nunca fiz e que quero fazer. As oportunidades aparecem, precisamos saber aproveitar. E, sempre, tenha certeza, estarei me divertindo. É a regra.



quarta-feira, 12 de abril de 2017

HOMEM NA COZINHA: Um filé de pescada onde a caipirinha vem no prato e não no copo

O risoto, de origem italiana, é sem dúvida um prato altamente apreciado em vários países do mundo. A iguaria, úmida e cremosa, é uma típica representação da cozinha do norte da Itália, onde o termo é um diminutivo e significa “arrozinho”.

O RISOTO E A ARTE DOS VITRAIS

O conhecido Risotto alla Milanese, o mais famoso dos risotos, é obra do mestre Valério di Fiandra, que na época era responsável pela criação dos vitrais da Catedral de Milão. O prato, diz a lenda, foi criado durante uma festa de casamento, no ano de 1574. Fiandra, que era reconhecido tanto pelas suas belíssimas obras de arte quanto pelo seu bom gosto para a gastronomia, durante o casamento da sua filha, resolveu oferecer aos convidados um de seus pratos preferidos, o risoto. Porém, durante a preparação da iguaria, o mestre, por ser muito ciumento, deixou cair um pedaço de açafrão dentro da panela que nesta época era utilizado como corante para os vitrais, dando origem ao que hoje se conhece por Risotto alla Milanese.


Os sócios Marco Uchôa (Marc) e Luiz Felipe Azevedo (Louis), ambos com formação em gastronomia, resolveram levar praticidade e sabor à mesa dos pernambucanos com receitas originais sem conservante ou estabilizante químico nas preparações, preservando assim o real sabor dos pratos; como este cremoso Risoto de Caipirinha com File de Pescada laqueada no mel de Engenho

Essa receita inusitada traz a tradição Nordestina da cachaça para preparo no cozimento do grão conferindo um gostinho especial cítrico e perfumado, e para arrematar este delicia, uma porção generosa de queijo parmigiano reggiano dando uma cremosidade e suculência que contrasta com o mel e a leveza do peixe!




terça-feira, 11 de abril de 2017

DESTINO: Mendoza, um roteiro maravilhoso que deve ser apreciado como um bom vinho‏

Degustar um excelente vinho cercado de vinhedos verdes com picos nevados ao fundo parece uma experiência de luxo Europeia, mas está bem mais próxima e acessível do que imaginamos. Mendoza oferece um roteiro de vinhos maravilhoso que em nada deixa a desejar aos tradicionais roteiros Europeus.

Localizado nos pés da Cordilheira dos Andes mais próximo de Santiago do que de Buenos Aires Mendoza é uma cidade pacata e agradável famosa por produzir alguns dos melhores vinhos das Américas. As principais plantações de vinhedo ficam em três regiões próximas a cidade: Lujan de Cuyo, Maipo e Vale do Uco. Vale reservar um dia para cada região visitando de duas a três vinícolas por dia. Comece por Lujan onde está uma das bodegas mais famosas da Argentina, a Catena Zapata. Parada obrigatória em quase todos os roteiros é aqui que são produzidos alguns dos vinhos mais premiados do país. A estrutura é moderna e o centro de visitantes imita uma luxuosa pirâmide Asteca cercada de vinhedos. A visita vale principalmente pela degustação com várias opções no cardápio incluindo os rótulos mais especiais da bodega.






Na pequena cidade de Maipo estão outras das gigantes do mercado, como a Trapiche e a Zucardi. A segunda oferece uma estrutura excelente para almoço no meio dos vinhedos e é uma ótima opção para quem quer conhecer mais sobre o processo de produção industrial dos vinhos e aprender algumas técnicas de degustação. Não deixe de visitar a pequena e charmosa Bodega Carinae. Administrada por um casal de franceses que recebem pessoalmente os visitantes, a Carinae é a oportunidade de conhecer uma vinícola artesanal e ouvir a história de vida dos proprietários e sua paixão pelo negócio. A degustação é conduzida pelos próprios proprietários no jardim da bodega em clima caseiro. Depois da visita é impossível resistir à compra de um dos seus vinhos excelentes.

A região mais distante do Vale do Uco guarda algumas das paisagens mais bonitas da região e vale a visita apesar da distancia de mais de 100 km de Mendoza. Aqui o destaque está na moderna e sustentável bodega O Fournier. Com um projeto arquitetônico diferenciado essa bodega inova não só na construção, mas também na recepção dos convidados. A degustação é oferecida apenas a clientes com reserva para refeição e é acompanhada de um delicioso menu degustação harmonizado com cada vinho servido. O restaurante com grandes janelas de vidro tem vista para os Andes e os vinhedos. Em nossa visita acabamos passando a tarde inteira na vinícola apreciando com calma cada prato e cada um dos excelentes vinhos servidos.


Reserve também ao menos um dia para curtir a cidade de Mendoza que tem belos casarões históricos e um parque maravilhoso. Vale se hospedar no Grand Hyatt que fica na praça central com acesso fácil a vários restaurantes e bares da cidade. Se não tiver disposto a investir em um cinco estrelas opte pelo Hotel NH Cordillera que tem ótimo custo benefício e também fica no centro da cidade. Como as degustações de vinho são parte fundamental do passeio opte por um carro com motorista ao invés de alugar seu próprio carro. Assim é possível curtir o conforto de visitar em pequenos grupos algumas vinícolas mantendo o roteiro flexível, sem ter que encarar uma estrada Argentina com cinco ou mais taças de vinho na cabeça.

A noite não deixe de visitar dois restaurantes espetaculares. Os carnívoros podem abrir os trabalhos no excelente Dom Mario. Longe do centro esse é o restaurante favorito dos locais quando o assunto é parrilha. Quem busca um jantar mais sofisticado deve conhecer o Restaurante Frances Malmo que fica dentro da Bodega Escahuela a poucos minutos do centro da cidade. Vá a Mendoza com pelo menos quatro noites para curtir o roteiro com calma, afinal são mais de 2.000 bodegas e visitar mais de três por dia é experiência etílica comparável a um dia de Oktoberfet. Mendonza é um roteiro maravilhoso que assim como um bom vinho deve ser apreciado com calma e tranquilidade.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

FITNESS: Como escolher o tênis ideal para correr‏

Presenciamos em academias, parques e demais espaços, pessoas praticando a corrida, confirmando assim, o crescimento dessa prática esportiva. Boa parte desses corredores carece de informações importantes para que essa prática se desenvolva de forma adequada. A escolha do tênis ideal é um dos temas que geram mais dúvidas, principalmente aqueles com pouca experiência e que não tem acesso a um ortopedista ou especialista na escolha do calçado ideal. Nos encontramos no momento em que a indústria dos calçados investe pesado em modelos de tênis que se adéqüem ao perfil dos diferentes atletas e tipos de pisadas, oferecendo mais conforto e uma suposta segurança “articular e muscular”, em tempos de questionamentos a respeito da eficiência do calçado, quando comparado a correr descalço (deixaremos essa polêmica para outra matéria).

Quando chegamos às lojas e solicitamos um tênis para corrida ficamos em dúvida diante de tantas opções, o que dificulta a nossa escolha. Se você se sente assim, vá com calma e não tente adivinhar se o tênis é bom pela beleza que oferece. Cada pessoa tem um tipo de pisada devido às características anatômicas: tipo de pé (normal, chato e cavado), disposição dos joelhos (varos, valgos), ângulo formado entre o joelho e quadril, além de estar relacionado também com a flexibilidade de articulações, como a do tornozelo. Para compreendermos melhor é preciso entender como pisamos, realizando alguns testes. Esses permitem fazer a identificação do formato do pé e da pisada, que são fatores importantes para a escolha do calçado. Alguns dos testes mais conhecidos são: scanner do pé; baropodometria, análise em 3D, entre outros. Escolhemos dois deles para descrever:

1 - Teste do Pedígrafo: um dos melhores testes e confiáveis, onde se faz uma análise completa dos movimentos do corpo, analisando o arco dos pés através de um scanner e depois avaliação biomecânica com filmagem para detectar possíveis desvios e pisada. No final do teste o atleta já tem a informação do tipo de tênis ideal. Muitas lojas especializadas em materiais esportivos já oferecem esse tipo de teste. 

2 - Teste do pé molhado (simples e “barato”): consiste em molhar a planta do pé e fazer uma pegada, para ver o formato do arco.
PÉ CHATO: indicação de tênis com maior estabilidade e controle de movimento.
PÉ NORMAL: pode usar tênis de todas as categorias dependendo do seu peso.
PÉ CAVADO: indicação de tênis com mais amortecimento.


QUAL SUA PISADA?

PISADA NEUTRA: onde se inicia o contato com o solo do lado externo do calcanhar e então ocorre uma rotação moderada para dentro, terminando a passada no centro da planta do pé. Calçado ideal: entre amortecimento e estabilidade (veja essas categorias mais abaixo e qual é a sua);

PRONAÇÃO: onde a pisada também se inicia do lado externo do calcanhar, ou algumas vezes um pouco mais para a parte interna, para então ocorrer uma rotação acentuada do pé para dentro, terminando a passada perto do dedão. Calçado ideal: menos flexível, mais estabilidade e controle do movimento;

SUPINAÇÃO: onde a pisada inicia no calcanhar do lado externo e se mantêm o contato do pé com o solo do lado externo, terminando a pisada na base do dedinho. Calçado ideal: aumento do amortecimento e da flexibilidade.
CATEGORIAS DE TÊNIS
Estabilidade: indicados para corredores com peso médio que não tenha problemas graves de controle de movimento, usados em treinos mais longos com função de controlar a instabilidade provocada pela pronação.

Controle de Movimento: indicados para corredores com pé chato com grau de pronação acentuado. São mais rígidos e orientados para controlar a pronação, sendo mais pesados e com solado plano para oferecer maior estabilidade e suporte.

Amortecimento: indicados para corridas em distância maiores com a função de absorver impacto extra, para atletas com pisadas neutras ou supinadas, em geral pé cavo.

Performance: são mais leves, indicados para treinos curtos de tiro ou provas de ritmo rápido.

Trilha: são estáveis e duráveis, indicados para corridas em terrenos acidentados e instáveis.

Antes de ir às compras é essencial saber dessas informações que facilitarão a escolha do tênis, que se não evitar, ao menos não agrave ou traga algum tipo de lesão, gerando incômodo e atrapalhando a sua performance. Quer saber mais? Acesse o consultor de tênis clicando aqui e tenha ótimas corridas.

Para saber mais: www.maisatividadefisica.com

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sexta-feira, 7 de abril de 2017

ESTRELA: Nathalia Serra faz sua estreia em "Malhação" e logo nos conquistou


Destemida e talentosa, a atriz Nathalia Serra largou Desenho Industrial e foi estudar em Nova York dramaturgia. Música, dança e arte sempre fizeram parte da rotina dela e lá na Big Apple isso tudo só fez tomar outra proporção. Depois de encarar os palcos americanos ao voltar para o Brasil surgiu o convite para fazer parte do elenco de Malhação e o resto dessa história vocês já imaginam, sucesso total. Nathalia conquistou o público e equipe de cara. A garota mostrou a que veio e o quanto o estudo é importante na vida do ator. Pelo jeito vem uma grande atriz por aí.

Nathalia, como está sendo interpretar a Clara nessa temporada de Malhação? Desafiadoramente maravilhoso! Eu acordo e vou dormir todos os dias agradecendo. A personagem é tipo uma peça coringa da trama, que transita por vários núcleos, e quando chega, é pra causar. Com ela, tenho a oportunidade de contracenar com quase todos os atores envolvidos na obra, e aprender demais! Tive o prazer de entrar para uma equipe extremamente generosa, tanto atores, quanto técnica e direção, que me desafiam e incentivam todos os dias. Realmente, é um grande presente! 

Como foi o início da carreira no Brasil e como chegou até Malhação? A minha carreira profissional no Brasil começou mesmo, depois que voltei de Nova York, já graduada, e super decidida do que queria fazer. Assim que cheguei, comecei a correr atrás de testes, e passei, logo de cara, pra uma montagem acadêmica do musical "Rent", na CAL. Logo depois, rodei o país com o meu primeiro musical profissional, "S'imbora - o Musical de Wilson Simonal", que foi a realização do meu primeiro sonho como atriz. Em paralelo, fazia vários testes pra TV, de onde surgiram oportunidades de participações em novelas, como "Haja Coração". Daí, fiquei sabendo dos testes para a temporada de "Malhação - pro dia nascer feliz". Fiz uma batelada de testes, e quando achava que já não tinha mais chances, recebi a confirmação que eu estava dentro!

Dessa temporada fora morando em Nova York, o que mais te atraia na cidade? Que desafios encontrou? Nova York é um polo cultural! Ali se respira arte! Um lugar todo projetado para seduzir os olhos e impactar! Morar ali é extremamente rico e inspirador para um artista... O acesso à tudo é tão fácil... Música, dança, audiovisual, história, tecnologia... São doses cavalares de estímulos artísticos todos os dias! Meu maior desafio foi, realmente, o processo inicial com a língua. Apesar de falar inglês fluente, demorou um tempo para que eu começasse a pensar sempre em inglês, e evoluir nas aulas de interpretação. Me exigiu muito! Foram várias horas extras de aulas para anular o sotaque, e evitar ao máximo falar, ler e escutar português, até que eu realmente começasse a fazer as cenas sem ter a impressão de estar com aquele "delay", em que o cérebro pensa primeiro em português, traduz e transmite a reação e a resposta em inglês. 

Formada em balé clássico. A dança te ajudou em algo na carreira de atriz? Qual a sua maior paixão, atuar ou dançar? Conseguir juntar as duas coisas é perfeito não é? Com certeza, a dança abriu as portas para a minha paixão pela arte! Comecei a dançar com 4 anos, e foi numa fase em que fiquei sem a dança, focada e dedicada, cursando o sétimo período da faculdade de Desenho Industrial, e já com 20 anos de idade, que percebi que não seria feliz longe dos palcos. Afastada da dança, entendi que o meu amor era mesmo, pela interpretação das personagens de cada ballet. Convenci meu pai que me deixasse largar tudo no Brasil, para me especializar como atriz em Nova York, e hoje, cá estou. No meu trabalho de atriz, a dança me ajuda muito. A consciência corporal, a disciplina, a disposição e gosto por ensaios, dentre outras coisas, aprendi, desde pequena, na dança. Hoje, vejo a dança como um complemento para a carreira que escolhi, e seguindo o que aprendi nos Estados Unidos, acredito que o ator tenha que ser completo. O que eles chamam de "triple threat", ameaça tripla em português, são os atores que cantam, dançam e interpretam, e assim se dá a formação de atores, à qual cursei lá. Espero poder abrir portas com essas ferramentas, que ainda são um diferencial aqui no Brasil, além de poder ter a oportunidade de voltar aos palcos em outros musicais! 

Que tipo de dança você mais curte? Que tipo de prazer te dá? Dançar sempre foi uma paixão desde que me entendo por gente, e apesar da formação clássica, sempre transitei por várias modalidades. Jazz, sapateado, street dance e dança de salão fizeram parte da minha formação profissional. Mas se me soltar num baile funk, ou na avenida durante o carnaval, certamente não vou ficar só olhando. A dança, pra mim, sempre foi extravasar. Colocar as angústias, as alegrias, tudo pra fora, através da execução dos movimentos, e de cada gota de suor. Tipo uma terapia mesmo, que através do exercício físico, aliado à estética artística necessária na dança, consigo esvaziar a minha mente, e produzir altos níveis de endorfina, o que me dá uma sensação de prazer e bem estar imensos. 

Falando nisso, quando está de folga o que curte fazer? Que programas te atrai mais? Ir ao teatro e sair pra comer com certeza está no topo da lista! Eventualmente, arrasto os amigos pra dançar em alguma night, mas o que amo mesmo é poder estar cercada de pessoas queridas. Vivo grudada no meu cachorro, e nos dias mais relax, procuro estar ao ar livre com ele, dar um mergulho no mar, respirar ar puro... Não tem nada mais reenergizante!


Na paquera você fica mais na sua ou parte para o ataque quando está interessada? Meio a meio. Eu sou muito observadora, e analiso bastante os caras pelos quais me interesso, o que pode dar a entender que estou na retaguarda. Mas quando resolvo querer alguém, costumo ser bem direta.

E nos EUA, os nova-iorquinos são mais atirados ou retraídos em comparação com os brasileiros? Nova York é um lugar que recebe gente do mundo inteiro, e mesmo entre os moradores da cidade, é muito difícil achar alguém que tenha nascido e crescido lá. Foi um lugar onde pude ter contato com gente de várias partes do mundo, mas realmente, o aproach do brasileiro é único. Comparando com os americanos em geral, chega a ser agressivo, quando estamos desacostumados. Se o boy americano está afim de você, ele não te segura num canto e tenta te beijar, ele te chama pra um "date", que nada mais é que um encontro romântico, um jantar num restaurante bacana, ou algo assim... Daí, só depois de uns 3 encontros desses, é que dão um primeiro beijo. Parece complexo, mas dá a oportunidade pro possível casal se conhecer, pelo menos um pouco, criar afinidade, e até decidir se está mesmo afim de "ficar".

O que o homem precisa ter para chamar sua atenção? Que características físicas e de caráter te atrai? Como disse, sou super observadora, mas são coisas sutis que me atraem. Tenho um olhar especial para pessoas que trazem consigo valores de generosidade e humanidade, capazes de enxergar além da "casca", com a sensibilidade necessária para se importar de verdade com as questões do outro, e a humildade para saber ouvir. Ser parceiro, carinhoso, incentivar os sonhos do outro, mas principalmente, estar disposto a dividir essa caminhada junto com alguém, é fundamental para que a relação some, e faça que a vida a dois faça sentido. Esteticamente, prefiro homens grandes, de ombro largo. Com físico de homem, não de menino. 

É muito vaidosa? Até que ponto? Estou sempre ligada à moda e design, e amo me vestir bem, criar looks e me maquiar! A faculdade de Desenho Industrial me trouxe um senso estético bem apurado. Apesar da profissão exigir muito nos padrões, cuido do meu corpo por prazer e bem estar, e não me lembro de ter feito nenhuma loucura por vaidade.

Por conta da exposição que a TV traz tem sido muito assediada? Como lidar com a fama? Apesar do caráter duvidoso da minha personagem, as pessoas são sempre muito carinhosas comigo. É meio louco fazer televisão, por ser um veículo que é capaz de exibir o meu trabalho em lugares que eu jamais pensei ser reconhecida. Fico extremamente feliz em poder atender os fãs que vem até mim falar da novela, tanto via redes sociais como nas ruas, porque o objetivo é que os toque, já que é feito com tanto carinho, pra eles e por eles. 

Conquistar Nathalia basta... Generosidade com o mundo, verdade consigo mesmo e amor a cada passo.