sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

CAPA: Nicolas Prattes - O garoto prodígio de "Malhação" vai longe

Em sua estreia na TV o jovem ator Nicolas Prattes já encarou o desafio de protagonizar a nova fase de “Malhação” e mesmo com pouca experiência ele tem mostrado a que veio. Sem medo de errar e com a humildade para aprender Nicolas tem se saído muito bem. Prova disso é o grande sucesso nas redes sociais e uma ótima repercussão do seu trabalho. Filho de atriz, Nicolas meio que já estava acostumado a tudo que envolve a carreira. De início esse “garoto prodígio” já mostrou que veio para ficar e ainda dará muito o que falar dentro e fora da TV.

Aos 18 anos e já encarando um protagonista em sua estreia na TV. Que desafios tem encontrado e como tem lidado com tudo isso? Eu sempre busquei desafios! Eu comecei no teatro, fiz peças e musicais, levei muito não em testes para TV até entrar na bateria de testes da Malhação. Sem dúvida é uma escola que aprendo cada dia mais. Não esperava encarar logo de cara o protagonista, mas fiquei muito emocionado em ter sido escolhido para o papel. O desafio é ...

Você filho de uma atriz (Giselle Prattes) isso de certa forma te influenciou? Serve de referencial? Ela me inspirou sempre, desde pequeno, me introduziu no meio artístico no momento em que me deixava na coxia vendo ela ensaiar rs Eu a acompanhei sempre em seu trabalho, me interessava por tudo, perguntava sobre os equipamentos, figurinos, conversava com os atores, era uma forma de me aproximar da profissão. Não tenho ninguém mais além de mim e da minha mãe nesse meio artístico.


Quando você despertou que queria ser ator? Alguma referência? Desde quando minha mãe me levava aos ensaios de teatro. Eu era bem pequeno, e fui me interessando cada vez mais. Também fiz algumas peças como Rei Leão, Meninos e Meninas e o musical Os Saltimbancos Trapalhões. Sempre me vi trabalhando no meio artístico e me aprofundei mais estudando. Viajei um período para estudar na NY Film Academy em LA.

Na atual temporada de Malhação seu personagem é o protagonista na trama. Como recebeu o convite e como encara essa responsabilidade? Eu já havia feito vários testes dentro da casa, até que pintou o teste de Malhação. Passei por uma grande bateria de testes até chegar na final onde o diretor Leo Nogueira nos avisou quais seriam nossos personagens. De fato é meu primeiro trabalho grande na TV, estou 100% focado em aprender a cada dia mais e vejo que meu trabalho está gerando resultados. A temporada foi estendida até o final de 2016 e eu sou um dos personagens que ficará até o final da trama. É muita responsabilidade e meu trabalho é estar sempre com o texto decorado, chegar pontualmente, ser generoso com meus colegas. A Malhação é uma escola que eu jamais teria e sou muito grato por essa oportunidade, de verdade.

Como você vê seu personagem Rodrigo? Quais os conflitos e desafios desse personagem? O personagem é muito parecido comigo, sou um cara muito justo quando vejo algo errado, carinhoso, família, mas que tenho opinião muito forte sobre tudo na minha vida. O desafio é dar mais de mim todos os dias para o personagem. 

Com esse destaque em Malhação, o assédio feminino...como está? Como lida com tudo isso? O assédio faz parte do meu trabalho, fico muito feliz pois é uma forma do público expressar o carinho por mim e pelo meu trabalho. Não em incomodo em nenhum momento, eu gosto até de bater papo com quem me (risos) Acho importante esse contato com os fãs, eu amo cada um deles.

Soube que você tem ciúmes da mãe bonitona. É verdade? E ela hoje em dia, sente ciúmes do filhão tão assediado? (risos) Ela é minha mãe, linda e claro que tenho ciúmes, cuido dela pois ela sempre me cuidou. Não vejo ela ciumenta, adoramos sair juntos! 

Você é um cara vaidoso? Como lida com o espelho? Não me considero vaidoso, eu gosto de me cuidar. Estar bem com meu corpo e mente é primordial para o dia a dia do meu trabalho. Meu equilíbrio está nos esportes que pratico, na minha alimentação, na minha família por perto, unida. Gosto de me vestir bem mas com roupas confortáveis e que tenham meu estilo.

Falando nisso... Praticante de esportes como surf, escalada e skate, que papel eles têm em sua vida? Qual o que mais te empolga? Acho que o ator deve estar sempre em movimento, acredito eu. Cada espero desempenha uma função diferente na minha vida. Por exemplo, quando eu estou surfando ou andando de skate, é simplesmente para relaxar, me conectar comigo mesmo, esquecer um pouco do mundo ao redor. A escalada exige concentração e estratégia. Eu amo fazer todos, porém muitas vezes a agenda não permite e me adapto. Tenho feito muito cross fit para manter o físico.


O que te distrai e te prende atenção quando não está trabalhando? Quando eu estou no trabalho não desfoco, até nos momentos de espera no camarim, aproveito para dar a última lida no texto.

Em tempos de redes sociais, toma cuidado com o que posta ou não se importa? Como você é como internauta? Eu não me privo de nada, mas tenho o meu filtro. Sou ativo nas redes sociais, gosto de ler artigos de assuntos que me interessam, ver vídeos engraçados.

Já tem planos para o fim da novela, ou é do tipo que vive um dia por vez? Tivemos a ótima notícia que a "Malhação Seu Lugar no Mundo", devido ao sucesso teve sua temporada estendida e meu personagem vai continuar até o final de 2016. Estou muito feliz e focado em fazer meu melhor. Depois da novela eu torço para que já possa emendar em outro trabalho. Estou 100% focado na minha carreira de ator e tenho me dedicado a cada dia que passa mais e mais. 


Fotos Pino Gomes
Agradecimentos: Paulo Zelenka (produção de moda)

ESPECIAL: Camarote Carnaval Recife Antigo chega à 9ª edição com programação intensa

Espaço mais concorrido da folia recifense, o camarote Skol Carnaval Recife Antigo promete mais um ano de sucesso, garantindo a divulgação da cultura pernambucana para o Brasil e o mundo. Pelo nono ano consecutivo, o charmoso casarão da Associação Comercial de Pernambuco (ACP), em frente ao Marco Zero da cidade, será o grande ponto de encontro de autoridades, artistas, jornalistas e formadores de opinião, com 800 convidados por dia, muito conforto e segurança. O Carnaval do Bairro do Recife é considerado o principal polo de diversão do Estado e local da apoteose máxima da festa, por onde circulam cinco milhões de foliões durante os festejos de Momo. O projeto, que leva o nome da Skol e é uma idealização da Lead! já gerou mais de R$ 25 milhões em mídia espontânea, com uma ampla exposição em veículos de comunicação de todo o País. Mais uma vez, a parceria com a TV Jornal, afiliada do SBT, se repete com a melhor cobertura do Carnaval. A Seda e a Intimus também é patrocinadora. 

O palacete, que abre especialmente durante o Carnaval para convidados dos patrocinadores, faz parte do patrimônio da capital e é um dos maiores destaques arquitetônicos locais. O espaço contará com vários lounges. São mais de mil metros quadrados, divididos em dancing, bar, praça de alimentação, salão de beleza assinado pelo Espaço Velvet e área de customização assinada pela Intimus, além da sala de imprensa e redes sociais. Dentro do casarão, uma sequência de atrações musicais, além de DJs e VJs, garantindo a festa exclusiva das 19h30 à 1h30, nos dias 05, 07, 08 e 09 de fevereiro de 2016. Muitas atrações já estão confirmadas. Entre os nomes, destaque para a Banda Sinara, formada pelos filhos e neto de Gilberto Gil. 



No clima de mistura de todos os ritmos, alinhado ao Carnaval do Estado, o camarote recebeu atrações musicais de diversos estilos. Já passaram por lá nomes como Preta Gil, Elba Ramalho, Luiza Possi, Maria Gadú, Gabriel, o Pensador, Otto, Latino, Emilio Santiago, Cezzinha, Molejo, João do Morro, entre outros. Além das celebridades que vieram conferir a festa recifense de pertinho, como Luana Piovani e o marido Scooby, Flávia Alessandra, Otaviano Costa, Thiago Lacerda, Adriane Galisteu, Daniele Suzuki, Sophia Abrahão, Fiuk, entre outros. No total, mais de 1,5 mil convidados nacionais, entre artistas, autoridades, músicos e jornalistas, já passaram pela casa. 

O projeto chama atenção por dentro e por fora. O espaço tem vista privilegiada para o Marco Zero. De longe, a decoração do prédio já pode ser vista, com iluminação cenográfica, assinada por Tomas Lyra, da Luminário Produções. Mais de cem spots de lâmpadas especiais vão garantir a luz cênica (externa) da casa, valorizando ainda mais o palacete. Internamente, toda a parte cênica será feita com lâmpadas multicoloridas, somadas a uma câmera que fará a transmissão simultânea do carnaval de fora pra dentro da casa. Projetores, TVs de plasma, iluminação de palco e do dancing e LEDs também integram o projeto, que realça a imponência da casa diante do polo carnavalesco.

A decoração é assinada pela badalada dupla Fabiano Reis e Silvio Medeiros, responsáveis pela decoração de importantes eventos na capital recifense. Para deixar a casa com o clima do carnaval, a dupla vai se inspirar no Verão Skol, com tons quentes e muitas referências à estação mais quente do ano. O buffet é da Boulevard Recepções, de Conceição Vieira, que elaborou um cardápio especial para a casa, em que predominam comidas levinhas e os chamados finger foods. Para repor as energias, uma ilha de doces com diversas opções, além de iguarias genuinamente pernambucanas como mini bolos de rolo laçados com fita amarela, cocadas, paçocas e nego bom. 

PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO CAMAROTE CARNAVAL RECIFE ANTIGO

Sexta-feira 05/02 – abertura oficial do Carnaval 
20h30 – Expresso Folia
23h – Silvana Salazar
DJ Gulliver e VJ a noite toda 

Domingo 07/02 
20h30 – Samba de Luxo
23h – Banda Sinara
DJ Gulliver e VJ a noite toda 

Segunda 08/02 
20h30 – Bailinho Maravilha
23h – Banda São Jorge
DJ Gulliver e VJ a noite toda 

Terça 09/02 – fechamento oficial do Carnaval / apoteose do frevo 
21h – Sem Loção / DJ Lala K
DJ Gulliver e VJ a noite toda

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

MUSA: Rafaella Carvalho, nossa musa do Carnaval tem todos os ritmos no pé

A nossa Musa tem frevo no corpo (e que corpo!), sorriso no rosto e alegria na alma. Rafaella foi Garota do Municipal, tradicional baile de Recife e trabalha como modelo e atriz já há algum tempo. Consciente da efemeridade da beleza, ela cuida das coisas perenes e curte o que o espelho mostra sem grandes neuras ou sacrifícios. O carnaval do Recife ficou mais bonito e colorido com Rafaela frevando pelas ruas, blocos e bailes.

Você já foi Garota do Municipal, conta pra gente dessa experiência e por que concorrer a esse título. Foi uma das melhores experiências que já tive. Na época eu tinha 18 anos e concorri com 96 mulheres. No dia da primeira seleção, ao ver as concorrentes, quase desisti. Havia mulheres com todo tipo de beleza, lindas! Muitas já haviam participado de vários concursos carnavalescos, enquanto eu principiava ali. Mas, graças a Deus, passei por todas as etapas seletivas e conquistei o título de Rainha do Baile Municipal do Recife de 2005. Muitos duvidaram, até eu mesma, mas contei com o apoio e o incentivo de meus familiares, amigos, namorado, profissionais do meio (visto que eu já “modelava” desde os 09 anos) e principalmente, da minha mãe que sempre acreditou em mim e me apoiou em tudo. Foi perfeito, maravilhoso. O estilista Ricardo de Castro também teve papel importante nessa conquista. Na verdade, ele e minha mãe foram os responsáveis pelo meu ingresso no concurso. Serei eternamente grata aos dois! Profissionalmente, o título não me trouxe muitos ganhos porque eu já trabalhava na área artística (sou modelo e atriz desde pequena), mas a visibilidade é incontestável e a experiência de vida foi inenarrável.


Faz a linha narcisista ou é só realista da própria beleza? Na verdade nenhum dos dois. Não me acho tão bela assim. Gosto de meu trabalho de atriz e de modelo e sei o quanto a aparência é importante nestes segmentos, por isso, me cuido e procuro manter um visual agradável. Mas, não me considero uma pessoa vaidosa, acredito que simpatia e humildade são primordiais. Estas sim eu cultuo e me preocupo em mantê-las. Diria, inclusive, que a conhecida “beleza física” é apenas uma embalagem bastante perecível.

Como cuida do corpo? E desde quando começou a cuidar dele com mais ênfase? Malho desde os 15 anos, mas só passei a praticar musculação com o intuito de ter um corpo definido e “sarado” a partir do meu preparo para o Baile Municipal, em dezembro de 2004. Atualmente, tenho uma vida profissional que me exige muito tempo, e embora eu curta bastante atividades físicas não consigo praticar como gostaria. Então, apenas procuro manter uma alimentação saudável e pratico musculação, em média, 4 vezes por semana.



Do que não abre mão pela beleza? Tudo. Acredito que a beleza é algo muito efêmero e sempre me preocupei em não ser escrava dela. Não serei hipócrita, claro que gosto de me olhar no espelho e gostar do que vejo, mas a minha aprovação basta para que eu me sinta bem. Muitos dos meus cuidados com treinos e alimentação carregam consigo uma preocupação estética sim, mas a minha saúde é a verdadeira prioridade. Confesso que não faria muitos esforços apenas pela beleza, não mesmo! Inclusive, se não tiver nenhum trabalho em iminência, furo fácil a dieta por uma sobremesa. Adoro doces!  

Há um objetivo estético ainda a ser alcançado ou está satisfeita e agora é só manter? Acho que nunca estarei satisfeita. E quando falo isto não me refiro apenas à beleza, refiro-me à vida. Acho que sempre temos que buscar o melhor de nós mesmos. Particularmente, vivo uma luta incessante pelo melhor de mim. Nosso corpo e nossa essência sempre poderão estar melhor, seja “mais” alguma coisa, ou “menos” qualquer outra.

Como vê a relação concursos de beleza x mulher objeto? Realmente a mulher lutou muito para conquistar um papel na sociedade, o que hoje é bastante deturpado por ambos os gêneros. Infelizmente, a fatia de culpa da própria mulher, nessa distorção de valores, não é pequena. Vivemos numa sociedade em que, mesmo no cotidiano sem nenhuma alusão à beleza, alguns seres humanos ainda veem as mulheres como objeto. E quando a exposição é demasiada, como nesses concursos onde se exploram a sensualidade e a beleza feminina, torna-se bastante complicado mostrar à sociedade que “você” não é um artefato. Esquivar-se de propostas e assédios, sem muitos danos, requer muita educação e cautela. Aos poucos, as pessoas vão entendendo seus valores, princípios e limites. 

No dia a dia sofre algum tipo de cantada ou preconceito no trabalho por ser bonita e chamar atenção? Demais. Mas não acredito que isso seja devido à beleza, já que não acredito possuí-la a este ponto. Penso que o meu jeito é que me faz pagar tão alto preço. Sou muito calorosa e costumo ser simpática “até com as paredes”. Sem distinção de gênero, raça ou posição social, gosto de falar olhando nos olhos, de cumprimentar meus semelhantes, de tratar a todos com atenção. Isso, sim, agrava os assédios e cantadas das espécies mais diversas que você possa imaginar. Mas, mesmo com uma contrapartida extremamente difícil de lidar, não me sinto em condições de tratar um semelhante com indelicadeza, ou frieza. Mas, a vida teve seus meios de me ensinar que limites, quando não são respeitados, devem ser impostos.

Tem frevo no pé? (risos) Sim, na verdade no corpo inteiro como diz um dos nossos mais famosos frevos “...a embriaguez do frevo que entra na cabeça depois toma o corpo e acaba no pé”. Impossível ouvir e não sair dançando, fervendo ao som do frevo. Desde a época do colégio faço parte de grupos de dança e tenho dançado de quase tudo nesta vida. A dança popular sempre mexeu muito comigo. Amo nossa cultura e aprecio demais sua diversidade e sua riqueza.


O que mais gosta de fazer no Carnaval? Trocaria por uma viagem a um lugar tranquilo? Dançar, isso é o que mais gosto de fazer, sem dúvida alguma. Há anos brinco as prévias e todos os dias do carnaval. Admiro muito a cultura de nosso país e nessa época do ano, parece ser mais valorizada e exaltada. Já troquei o carnaval de Pernambuco pelo da Bahia, e pretendo, um dia, trocá-lo pelo do Rio de Janeiro. Mas, ir para um lugar tranquilo ainda não faz parte dos meus planos.

Alguma fantasia que possa confessar pra gente? (risos) Nos carnavais que a vida me proporcionou já me fantasiei de índia, estudante, odalisca, Maria Bonita, havaiana, anjo, passista de frevo, passista de samba, Iemanjá, palhaça, jogadora de futebol e várias outras personagens. Nos palcos, e telinhas, já “incorporei” diversos personagens. Mas, se a pergunta é sobre fantasia sexual, confesso que não tenho nenhuma. Acredito que o contexto, o clima e a relação dão tom, cor e som, transformando um simples momento em fantasia sem precisar que planejemos ou sonhemos antes.


Fotos Carlos Júnior / Produção Executiva Cris Glasner / Assistente de Fotografia Bianca Nascimento / Make up & Hair Juliana Dressler

AGRADECIMENTOS ESPECIAIS:  Cynthia Verçosa (roupas e acessórios), Arezzo (sandálias), ACP - Assossiação Comercial de Pernambuco (locação), Dorinha Estúdio de Beleza (RioMar)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

PALADAR: Benoit, o único bistrot de Paris com estrela Michelin

No coração de Paris, Benoît é um bistrot clássico e renomado  que convida a uma experiência culinária no mais tradicional espírito dos bistrôs franceses.  Foi inaugurado em 1912 e há pouco tempo festejou seu centenário. Benoît  é o único bistrot parisiense a receber uma estrela do Guia Michelin. 
A familia Petit era proprietária deste restaurante tradicional parisiense até abril de 2005. Monsieur Benoît Matray, seu fundador, era açogueiro por profissão, e possuía uma impressionante visão gastronômica. Sua clientela era composta por artistas e políticos de Paris e, rapidamente, o restaurante se transformou num reputado endereço, um lugar bem frequentado onde Benoît Matray recebia seus clientes numa grande mesa com uma culinária diferenciada. 

No final dos anos 50, seu neto, Michel Petit ficou à frente da direção do restaurante e juntamente com sua esposa, Catherine, fizeram grandes transformações no local. Renovaram a cozinha, aumentaram o salão do restaurante e inauguraram o primeiro andar com uma sala para eventos particulares. Além disso, renovaram a adega, optando por uma tradição francesa na qual o  vinho era sempre servido numa garrafa de vidro, tradição essa mantida até hoje. Nessa época, Michel resgatou um antigo livro de sua mãe com receitas secretas da verdadeira culinária tradicional francesa e as adaptou em seu menu. 

Depois de muitos anos de sucesso e trabalho em conjunto, o restaurante Benoît passou a ser administrado pelo chefe de gastronomia  Alain Ducasse, o qual deu continuidade à tradição do bistrô, respeitando suas características e tradição, porém adicionando toques mais modernos. O chefe  supervisiona com sucesso este bistrô  refinado e clássico, um dos mais antigos de Paris, com uma reputação internacional e sua história de mais de 100 anos. 

"Não existe nenhum outro bistrô mais parisiense que o Benoît. Eu tenho uma paixão particular por este belo local, cheio de saborosas histórias e culinária especial. Benoît é um restaurante de lembranças e prazeres compartilhados" afirma Allain Ducasse no site oficial de seu bistrô. 

Fabienne Eymard é a chefe de cozinha e dirige uma equipe de quinze colaboradores, entre eles, cozinheiros, estagiários e assistentes. Seu cardápio inclui os pratos mais típicos da tradicional culinária francesa, que são servidos com talheres de prata e em elegantes pratos brancos de porcelana com desenhos florais, todos personalizados no centro com o ¨B¨ de Benoît. Essa tradição foi iniciada por madame Catherine Petit que se ocupava da decoração e do toque delicado e impecável de todos os detalhes do restaurante.  

O Benoît também oferece um menu especial para almoço, de segunda a sexta, com três serviços - entrada, prato principal e sobremesa por 39 euros, um custo-beneficio excepcional em Paris. Para cada serviço existem três opções diferentes. Para acompanhar os pratos, o sommelier da casa, Olivier Gresselin, apresenta 350 vinhos das mais belas regiões da França, todos selecionados pelo chefe sommelier dos restaurantes Alain Ducasse, Gérard Mergeon.


"Aqui a recepção e o serviço devem ser como a imagem do lugar, caloroso e de qualidade na mais pura simplicidade", afirma o gerente do restaurante, Bruno Jousseaume. O Benoît fica na rue Saint Martin, entre o Hôtel de Ville e o Centre Pompidou. Além deste endereço em Paris, o bistrot também possui uma filial em Nova Yorque. 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

ARTE: A arte das cores entre os bisturis e os pinceis de André Valença

Médico por excelência, André Valença descobriu as artes pelo simples instinto de admirar o que é belo. Não sabia ele que cedo ou tarde isso tomaria conta da sua vida ao ponto de se dividir entra os dois universos, o da medicina e o das artes plásticas. O que começou do acaso virou algo maior e hoje André é reconhecido e admirado no mercado das artes e a cada nova pintura uma nova descoberta do olhar sensível e poético desse grande artista.

Como a arte surgiu em sua vida e como ela te toca hoje? Inicialmente, frequentando leilões de arte em Curitiba, onde morei até 1995. Quando voltei ao Recife iniciei um curso de desenho e pintura com George Barbosa. A partir daí, não parei mais. Depois disso, conheci Mané Tatu (filho de Zé Claudio), Roberto Ploeg (que fez minha apresentação na minha primeira individual) Marcelo Peregrino, Maurício Arraes, Antonio Mendes, o próprio Zé Claudio, Guita Charifker e outros importantes pintores da cena local que muito ajudaram na minha formação. Hoje, a arte é parte fundamental de minha vida.

Hoje em dia você é um médico que pinta ou um artista que é médico? (risos) Como cada talento ocupa sua vida e tempo? Quando me fazem esta pergunta digo que sou médico que é artista, não necessariamente nesta ordem (risos). Sou médico cirurgião há trinta anos e como se diz "antiguidade é posto". Na verdade, ocupo a maior parte do meu tempo com a medicina, pois além de operar sou professor da Universidade Federal de Pernambuco. Mas, a arte ocupa um espaço importante e crescente nas minhas atividades e nunca representou um  hobby. Desde cedo, mantive uma firme linha divisória entre a arte e a medicina para que eu pudesse ser respeitado em ambas.

E como foi seu processo de desenvolvimento como artista? Como você foi se especializando? Como falei no início de nossa conversa, o contato com a cena pictórica local foi decisiva nas minhas escolhas. Contudo, como nas ciências, o aprendizado é lento, exige obstinação, coragem para (se) expor e humildade para aceitar as críticas. O investimento sistemático na compra de livros de arte, visitas a museus e viagens ajudam a criar meu próprio banco de imagens. O fascínio pela exuberância da cor pura de Van Gogh, Matisse, Derain, Camoin, Kees Van Dongen e outros pós-impressionista e fauvistas serviram e ainda servem como linha mestra de minha inspiração.
  
A natureza e as pessoas são sua grande inspiração? A natureza, as pessoas e a cidade. A interação entre esses “atores” permite combinações infinitas. Picasso costumava dizer que para fazer uma obra de arte era preciso 90% de transpiração e 10% de inspiração. Ao contrário do que muita gente pensa, o quadro não nasce pronto. O artista precisa trabalhar muito, estar em paz e procurar um bom motivo tema para que surja a "inspiração"


Como é seu processo de criação e por que o acrílico sobre tela? O meu processo de criação é assim, de certa forma, braçal. Iniciei a pintar com pastel a óleo, depois tinta a óleo e agora com tinta acrílica. A tinta a óleo tem mais plasticidade, porém demora a secar (às vezes meses), tem odor marcante e certos pigmento tóxicos. A acrílica é mais prática, sofre reação física e tem secagem rápida, daí sua maior utilização.

Que artistas você admira e serviu de inspiração? Tenho que confessar a minha paixão pelo gênio de Vincent Van Gogh e a ruptura que ele e seus sucessores produziram na, dita, arte moderna. Além dos pintores pernambucanos já citados, lembraria ainda outros mestres como Reynaldo, Brennand, Mario Nunes, Cicero Dias, Samico, Luciano Pinheiro, Pragana...



Qual o conceito de arte para você? Qual a função dela? Pergunta difícil. A arte, como as ciências inexatas, não contempla um conceito perfeito. O que dizer da arte rupestre, da egípcia, grega, renascentista? Tentar enquadrá-las em definições seria uma grande injustiça com influência da contemporaneidade. Ou seja, faríamos sempre análises com o nosso próprio conceito de estilo-espaço-tempo. E a boa arte é atemporal. Função da arte? Despertar.

E uma última pergunta para encerrar... O que falta conquistar em matéria de artes? Sinto-me feliz por ter alcançado o respeito de meus pares. Com quase duas décadas de trabalho, começo a amadurecer e, claro espero conquistar o reconhecimento do público nacional.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

CUIDADOS PESSOAIS: Na hora do banho cuidados especiais com os cabelos

Diferente das mulheres a maioria dos homens não se preocupa muito com os cabelos. Compra qualquer shampoo e muitas vezes nem sabe que tipo de cabelo tem. Para se ter uma ideia de como os homens são tão despreocupados e não possuem nenhum cuidado com o cabelo, alguns lavam os fios com sabão de coco, e para piorar utilizar gel com base em álcool, o que faz com que os fios fiquem ressecados e tenham um aspecto de que estão sujos. Mas esse cenário está mudando e os homens estão começando a se preocupar com a saúde e o aspecto dos seus cabelos. São muitos os que já investem em tratamentos e produtos especializados e pensando neles vamos hoje elencar os principais cuidados que um homem deve ter com os seus cabelos. Afinal, assim como o cabelo da mulher, o cabelo masculino também exige alguns cuidados mínimos para continuar saudável. 


Porém há homens que procuram manter um cabelo saudável, com brilho e maciez, seja por satisfação própria ou por pedido de sua companheira. O lançamento de produtos específicos para homens e as várias funções que esses produtos oferecem terminam atraindo mais consumidores que já entendem que cuidados com os cabelos não é algo importante apenas para as mulheres. Cada vez mais os homens têm se tornando vaidosos, modernos e cheios de atitude. E isso reforça a autoestima e cria novos hábitos. Como sabemos que cabelo do homem é um pouco diferente do cabelo da mulher, no geral, é mais grosso e as camadas estão bem compactadas e firmes, enquanto o delas costuma ser poroso, frágil, propenso à quebra. Por isso os produtos feitos para elas são ricos em ingredientes oleosos. 

Assim como os cabelos das mulheres, o cabelo masculino vai muito além de um simples shampoo. Não é lavou tá tudo certo. É importante identificar o tipo de cabelo e domá-los. Os cuidados se estendem à depois de uma boa lavagem, vale lembrar que quase nada salva um péssimo corte ou a falta de um bom condicionador (se tiver cabelo oleoso, relaxe, não use). Por isso é indicado que os homens passem a usar shampoos para seu tipo de cabelo, além de optar por comprar produtos de ação rápida, como por exemplo, hidratação ou tingimento em poucos minutos, afinal o homem não gosta de perder tempo com esse tipo de coisa. Ou seja, o homem que não tomar certos cuidados com os fios agora, corre o sério risco de, no futuro, ficar com caspa, calvície, fios amarelados e sem brilho, ressecamento ou oleosidade excessiva e até pontas duplas – sim, os homens também podem sofrer desse mal.

6 DICAS NA HORA DO BANHO

Além de tudo isso, é preciso que os homens passem a ter hábitos recomendados e voltados para os fios diariamente. Siga algumas das nossas dicas apresentadas aqui:

SHAMPOO CERTO - Começando pelo shampoo, escolha sempre um próprio para o seu tipo de cabelo e se possível, lave-o todos os dias. O fio capilar é como uma esponja que absorve todas as impurezas do meio ambiente. Além de o cabelo masculino já ter tendência a ser mais oleoso, o comprimento também pode não ajudar. Cabelos mais curtos acabam ficando oleosos mais facilmente, pois ela fica mais visível graças ao manto ácido, substância responsável por manter a oleosidade natural do couro cabeludo até quatro dedos abaixo da raiz. Portanto o segredo é lavá-los bem diariamente. Não se recomenda lavar os cabelos com sabonete, pois ele possui componentes que podem agredir o fio do cabelo propiciando à queda.


FUJA DO 2 EM 1 - É enorme a quantidade de homens que usam shampoo 2 em 1, aquele que já vem com condicionador. Eles aumentam a oleosidade do fio e deixam o cabelo com aspecto pesado. A fórmula traz ingredientes com alto poder de hidratação e outros que grudam na sujeira dos fios e são arrastados com a água durante o enxágue.

CUIDADO COM A ÁGUA QUENTE – No banho, ao lavar o cabelo, tome muito cuidado com a água quente, pois quando muito quente, provoca o aumento da produção da glândula sebácea, e por consequência, auxilia no aumento da indesejável caspa e da oleosidade dos fios. Além de sensibilizar o couro cabeludo.

CONDICIONADOR PODE - O condicionador é usado para trocar a carga elétrica do fio de cabelo e evitar que ele fique com aspecto de ressecado e quebradiço. Mas deve ser usado em pouca quantidade e apenas nas pontas do cabelo. Sempre usar de acordo com a quantidade de cabelo e nunca passar até a raiz do cabelo. Para se ter uma ideia, para cabelos muito curtos, o ideal é uma quantidade equivalente a uma moeda de 5 centavos; enquanto que para cabelos maiores ou cacheados o equivalente a uma moeda de 25 centavos.

SECOS E MOLHADOS – Uma dica muito importante é evitar dormir com os cabelos úmidos, pois dormir com os fios molhados pode ajudar no aparecimento de fungos no couro cabeludo. E ainda, quando utilizar gel, procure removê-lo antes de dormir.

USE BONS PRODUTOS - Os produtos de hoje em dia estão cada vez mais completos e graças à tecnologia fazem o controle de oleosidade, protegem, modelam enquanto hidratam, dão mais brilho e etc. Quando tiver qualquer dúvida pelo tipo de produto converse com um profissional para saber o que há de novidade para seu tipo de cabelo.



Fontes: Valcinir Bedin, dermatologista; Marcos Andressa e Paulo dos Santos, cabeleireiros, Dra. Carla Bortoloto é dermatologista clínica e cirúrgica do IPTCP (Instituto de Pesquisa e Tratamento do Cabelo e da Pele) e professora da pós-graduação do curso de Dermatologia da Fundação Pele Saudável de SP.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

CAPA: Emilio Dantas - O homem por trás do artista

A música e a arte de atuar é o combustível desse carioca de 33 anos que recentemente chamou a atenção do público e da crítica pela sua bela atuação na novela “Além do Tempo”. Emilio Dantas foi odiado por conta do seu personagem Pedro na novela global, e isso foi ótimo! Sinal que ele fez a diferença e passou o recado. Assim como no musical Cazuza, seu grande momento no teatro que durou dois anos e muito sucesso de público. A arte pulsa em suas veias e inquieto Emilio está sempre atrás de um novo desafio que preencha sua alma de artista e faça a diferença perante o público em geral. E seguindo sua trilha, em breve veremos ele no cinema, com um novo personagem, um novo desafio.

Emilio, para começar... Adoramos te odiar em "Além do Tempo"! (risos) Como foi chegar a esse ponto (que é ótimo sinal) de você passar tanta realidade que o público começa a ter ódio do personagem? Foi um trabalho construído de pouquinho em pouquinho, degrau por degrau. A gente não tinha muita ideia do que seria esta segunda fase até três dias antes de começar a gravar! Essa repercussão, esse ódio que o público criou é sinal de que o trabalho foi pelo melhor caminho possível. Mas tomara que ele não perdure, (risos). 



Essa foi sua estreia na Globo você já chegou como antagonista e atraiu todas as atenções. Esperava por isso ou foi pego de surpresa? Pelo sucesso que foi a emissora não deve mais te largar...(Risos) Eu cheguei antagonista, na verdade. Os protagonistas eram o Rafael Cardoso e a Alinne Moraes. Eu não esperava por isso, como na verdade eu nunca espero. Acho que o sucesso é consequência de um trabalho bem feito, sem desviar suas atenções para qualquer tipo de egotrip. Mas foi uma surpresa muito grata. 

2015 parece ter sido um ano bem especial para você, além da estreia na Globo você também ganhou o Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Ator por Cazuza. O que isso significou para você? O Prêmio Bibi Ferreira significou pra mim uma realização, mesmo. Não desmerecendo os outros prêmios que o espetáculo "Cazuza" conquistou, mas esse, por ser um prêmio voltado para o teatro musical, é um reconhecimento que eu almejava muito. Pra mim, então, receber esse prêmio é como um encerramento de um ciclo, mesmo, da melhor maneira possível. Ele agora está na minha prateleira sorrindo pra mim todas as manhãs, (risos).





Soube que Oswaldo Montenegro de certa forma teve uma influência para você se tornar ator. Como foi isso? O Oswaldo foi quem me fez atuar pela primeira vez. Eu fui fazer um teste como cantor, mas acabou que ele me pediu pra ler um personagem e eu entrei nessa de atuar, um caminho artístico que começou a me dar um retorno financeiro melhor do que a música na época e pelo qual eu me apaixonei. E até hoje não sei decidir do que gosto mais, se é da música ou da atuação, (risos). Mas o Oswaldo foi fundamental.  

Aos 15 anos seu sonho era ter uma banda e você passou 10 anos da sua vida envido com música e teve sua banda (Mulher do Padre / Patuvê). Como a música entrou em sua vida? De onde vem essa paixão e como se tornou hobby? Minha casa sempre teve muita música, por conta da minha mãe que acorda e já liga o rádio. Então eu sempre acordava com MPB tocando, com uma Rita Lee, Luís Melodia, Milton Nascimento, enfim, com muitas canções. E ela sempre cantou, sempre gostou de cantar. Até hoje ela vai cozinhar, liga o rádio e fica ali cantarolando... Então acho que vem muito disso, da parte da família da minha mãe, porque minha avó tocava piano, tinha disco gravado, com ela cantando. E minha tia também é musicista e escritora. A música sempre esteve comigo. De hobby virou um passo pro caminho da arte. 



Entre a vida na música e a vida nos palcos e TV teve o elo de ligação que foi o musical Cazuza, onde você podia cantar e atuar. Como foi essa experiência? Isso foi um divisor de águas na sua carreira? Cazuza foi um divisor na minha carreira porque foi a realização de um dos meus objetivos como ator, que era fazer um papel biográfico. Sempre quis fazer um vilão e um papel biográfico, e calhou de fazer os dois quase simultaneamente. A experiência de ter a música e a atuação é a melhor possível. Ali eu juntei as minhas duas paixões maiores, né?! A gente ficou dois anos em cartaz, foram 365 apresentações, rodamos o país duas vezes. E poder ver a resposta tanto do público que curte teatro, tanto da plateia que é mais da vibe de shows. Fez toda diferença experimentar esses lugares. Inclusive com as apresentações que fizemos em praça pública. Em São Paulo, por exemplo, fizemos para uma plateia de 40 mil pessoas!! É uma plateia que você não vai ver no teatro, e muitas vezes nem num show. Foi algo completamente inédito.  

Foi difícil para você deixar a música como hobby? Você é de encerrar ciclos para iniciar outros, assim como foi a música e a carreira de ator? Eu não deixei a música. Ela hoje também não é mais um hobby, mas... O ator aprende a metade de muitas coisas. E quanto mais habilidades (ou hobbies, como queira chamar) você tiver, isso vai engrandecer o seu trabalho. A música é mais uma das minhas paixões e mais um dos caminhos que eu posso seguir. Eu não estou largando, estou somando as coisas. Graças a Deus, até hoje todos os trabalhos que apareceram sempre envolveram, de certa forma, a música. Então não teve esse encerramento de ciclo, e eu acho que nunca vai ter.  


Você se sente mais criativo e vivo dentro da música ou atuando? O que te move mais na vida? O que me move é a arte. O que me move é o branco que existe pra preencher, seja com música, atuação, desenho, dança, ritmo... Eu acho que a arte é esse lugar invisível onde você tem esses hectares para poder criar o que quiser. Isso é que é fascinante. 

Hoje em dia o que você curte ouvir? E assistir? O que eu curto ouvir são os meus amigos, esses sons novos que aparecem que são completamente fora do eixo do que tá rolando. Gosto muito de ouvir O Terno, Léo Pinheiro, Renato Luciano, Dani Black... Uma galera das antigas, também, como Maurício Pereira e Tom Zé, que eu tenho escutado muito. Hoje o esporte de muita gente, inclusive meu, é fazer lista no Netflix, (risos). Eu tenho buscado assistir todas as capas de lançamento do Netflix, tenho feito listas enormes! Mas assistir, assistir, mesmo... muito pouca coisa, (risos). 

O que te encanta numa mulher? Gostar de música pode ser um elemento instigante nelas mais que um belo decote? Gostar de música é sempre bom e um belo decote também, (risos)... Uma coisa não inviabiliza a outra, então se vierem juntos são muito bem vindos, (risos). Inclusive até mais qualidades que isso, mas esse já é um bom começo, (risos).

Onde e como você é mais vaidoso (corpo / carreira)? Taí uma pergunta que eu também me faço... Não sei.  

Música, atuar, literatura... dá para viver de arte no Brasil? Hoje no Brasil tudo está muito difícil, independente do que se faça. Talvez numa outra ocasião, com outro cenário, eu consiga responder isso com mais certeza. 

O que te motiva e o que te tira do sério hoje em dia? Estar com amigos, família, curtir ver as pessoas felizes, trabalhar com equipes que mantenham a paz no ambiente... Isso tudo me motiva, assim como ver as pessoas serem tocadas pelo trabalho que eu realizo. E o que me tira do sério é qualquer tipo de injustiça e abuso.  

O que podemos esperar de Emílio Dantas pela frente? O filme "Em nome da lei", do Sérgio Rezende, que está para sair em Abril. Tem "Os Saltimbancos", filme que começo a gravar agora em fevereiro. E talvez um projeto musical, também.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

PALADAR: O verão do Pobre Juan com cardápio especial para a estação com pratos mais leves

Quem disse que um autêntico restaurante argentino não pode trazer um menu soft?! A unidade Recife do Pobre Juan cada dia mais aposta em trazer opções com a cara da Região. Dessa vez, a chef da marca, Priscila Deus, propõe pratos feitos para compartilhar, com ingredientes inusitados e uma pegada espanhola totalmente adequada ao paladar pernambucano. Ao todo são seis novidades e mais um simpático “abre alas” para quem frequentar o lugar no período carnavalesco: um delicioso caldinho de feijão de consistência, textura e tempero diferenciados, com ovo de galinha caipira, crocante de parma e xerém de castanha traz a “sustança” que a festa pede.   

Nas entradas, figuram as tostadas, um verdadeiro vício na Espanha. Aqui, foram adaptadas, com três diferentes coberturas montadas em pão crocante assado na brasa. Na de chorizo, o ingrediente aparece picado e com sabor ressaltado por salsa criolla, cebola roxa e chimichurri. Para um paladar mais refrescante, a de tartare de salmón, que aparece cru em pequenos pedaços cortados na ponta da faca, traz tempero suave e levemente apimentado. Já os vegetarianos podem arriscar a versão de verdura, com tiras de shitake e abobrinha, combinados com salsa criolla e cebola roxa.     




Ainda no conceito leve e sem proteínas, surge a salada fresca, também de sabor mais refrescante, combinando laranja, cebola roxa, tomates cereja e ovos cozidos ao mix clássico de folhas. Mas a estrela principal é a Gran Tabla. Como o próprio nome sugere, o prato serve nada menos que quatro ou até seis pessoas e, para quem gosta de carne, é uma verdadeira perdição. Composto por gran vacio, costilla rústica inteira, meio pollo bebe e chouriço tradicional, a delícia totalmente preparada na parrila ainda tem como acompanhamentos farofa de ovos, arroz biro biro e duas porções de papas soufflée. 


SERVIÇO:
Pobre Juan Recife - Shopping RioMar, 1º piso, Recife / PE - Fones: (81) 3327.0862 - Funcionamento: segunda a sexta das 12h às 15h e das 19h às 23h; sábado das 12h às 23h sem intervalo; domingo das 12h às 22h sem intervalo 

MUSA: Jeniffer Setti - A morena que abalou "Os Dez Mandamentos" está de volta

Essa bela morena encanta logo de cara. Lábios carnudos, cabelos longos, corpo escultural e um olhar naturalmente sexy. Depois você vai descobrindo mais sobre Jeniffer Setti e percebe que ela vai muito além da beleza. Prova disso foi o sucesso dela na novela “Os Dez Mandamentos”, que volta essa semana nas telonas de cinema, com a personagem Safira. Formada em Direito, mas aos 19 anos descobriu que as Artes Cênicas eram o que ela queria para ela e correu atrás. Depois de alguns trabalhos na Globo e recentemente na Record, Jeniffer só tem colhido os frutos dessa dedicação. Conheça um pouco mais dessa nova musa da TV que ainda vai dar muito o que falar.

Jeniffer você começou aos 12 anos, e como foi para convencer seu pai a te deixar ingressar na carreira artística? Não foi nada fácil, nunca passou pela cabeça dele que um dia eu fosse trabalhar como atriz, nem com nada que fosse relacionado a artes, porque o sonho dele é me ver formada em advocacia, mas minha mãe era mais maleável e no fim ele acabou cedendo e comecei fazendo um clássico "A Aurora de minha vida".

Sabemos que existe uma concorrência absurda para conseguir uma boa oportunidade na TV, para atores desconhecidos do público, o que você acha que foi decisivo para que você fosse escalada para " Os Dez Mandamentos"? Eu fui uma das Protagonistas do episódio “Mulheres à Beira Mar”, da Minissérie “Milagres de Jesus”, me dediquei muito pra fazer esse personagem. Como tinha o mesmo formato de “Os Dez Mandamentos”, esse trabalho contribuiu pra que eu fosse escalada.

A sua formação veio do teatro e de uma geração que marcou época como Gucci Fraga. Você tem alguma preferência entre teatro ou TV? Eu Amo estar no palco, são duas coisas muito diferentes…. Mas a TV também me conquistou...Prefiro os dois! (risos)

Quais foram suas experiências na TV antes de “Os Dez Mandamentos”? Qual o papel mais importante que já viveu? Fiz uma viúva misteriosa na novela “Dona Xepa” e logo depois participei de uma comédia chamada “A Segunda Dama” como Taninha Torão. Na Rede Globo, foram trabalhos muito importantes no início da minha carreira, pude contracenar com pessoas maravilhosas como a Heloisa Perissé. Logo depois voltei pra Record e fui escalada para Fazer Gabriela em “Milagres de Jesus”, trabalho no qual eu me orgulhei de ter feito, me abriu grandes portas.


A TV cria uma intimidade com o expectador de forma absurda, como é que está sendo isto quando você sai na rua? Eu estou achando maravilhoso ver o meu trabalho sendo nacionalmente reconhecido, respondo um por um nas minhas redes sociais, é uma alegria inexplicável alguém te parar na rua e falar que está torcendo pelo seu personagem. As pessoas dão palpites, participam e isso de uma forma ou de outra acaba ajudando até na construção da personagem.

Quais as pessoas e fatores que você considera que foram mais importantes, ou referencias, durante seu processo de formação como atriz? Indiscutivelmente cito o grande mestre Amir Hadad, ele Fazia o Teatro Tá na Rua, era um trabalho de humanização do ator. Era um grupo sem recursos, sem glamour, que só trabalhava com a alma. Com ele aprendi que amar a profissão é o grande caminho!

Como está sendo sua experiência no cinema, é verdade que você escreveu um roteiro de média metragem com estreia marcada para 2016? Fala um pouco desse projeto...  Morei durante 5 anos do Japão, tive que dar um tempo de atuar pra me dedicar a família. O tempo que sobrava eu sentava para escrever crônicas e roteiros, até que me veio a ideia de fazer um curta, a história ficou tão rica que virou um média metragem. Em 2011 quando voltei para o Brasil rodei o filme e já está escrito em alguns festivais de cinema.

Você está inaugurando um centro cultural "In Setti", como vais ser? Esse projeto já Existe há muitos anos em minha mente, desde a época que comecei a Estudar Artes cênicas, sentia falta de aprender algumas coisas nas escolas de dramaturgia, por isso me surgiu a vontade de abrir minha própria escola. Agora em 2016 acredito que poderei dar início a realização desse grande sonho.


Como você faz para manter esta forma física invejável gravando 12 horas por dia? Faz dieta? Malhação? Depois que eu me tornei mãe, tive que mudar meus hábitos alimentares e me esforçar bastante para manter a forma física. Descobri um aparelho chamado Power Plate que é uma placa vibratória que você faz um tipo de Pilates em cima, me ajudou e ajuda muito até hoje. Concilio com musculação três vezes por semana.

O que é preciso para conquistar Jeniffer Setti? É preciso ser sincero, ter gratidão pela vida, ser honesto com as palavras, valorizar o melhor do outro e acreditar que para ser feliz é importante fazer o outro Feliz.


Fotos Alessandro Cecconi
Produção e direção criativa Márcia Dornelles

JENIFFER VESTE: Vestido de renda vermelho e preto - Camila Siqueira / Vestido laranja - Maria Valentina / Body amarelo - Fato Básico / Vestido longo preto – Megathus / Acessórios - Mires Brandão e Bia Vieira

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

DESTINO: As duas faces do Japão - Uma viagem entre o moderno e o tradicional

É difícil descrever em algumas páginas como o Japão foi parar no topo da minha lista de destinos que já tem mais de 80 países. Tive o privilégio de viajar ao Japão em três ocasiões e cada vez, me encanto mais com o país e sua cultura. Um roteiro básico de dez dias incluindo Tóquio e Quioto já é uma belíssima experiência, contrapondo dois pontos da cultura japonesa que caminham juntos: o moderno e o tradicional.

Em Tóquio desista da missão de conhecer todos os bairros interessantes. A cidade é gigante, e apesar da extensa linha de metrô capaz de te levar para qualquer canto dela, vale a pena escolher alguns bairros e explorá-los com calma caminhando pelas ruas e parando para provar a deliciosa culinária local. Em poucas cidades comi tão bem quanto em Tóquio, e não precisa ser apaixonado por sushis para curtir a comida local. A culinária japonesa vai muito além do sushi, sashimi e yakisoba. Sempre que visito o Japão, provo algo novo e delicioso. O grande barato de Tóquio é deixar de lado os guias e se aventurar pelos restaurantes conforme a sua frequência. Em todo o restaurante que você entrar será calorosamente recebido com um sonoro irasshaimase (bem-vindo). Receber bem o turista faz parte da cultura local e mesmo na frenética Tóquio, espere ser recebido sempre com simpatia e sorrisos.

Apesar de ter uma infinidade de bairros com características diferentes existe uma diferença grande entre o leste de Tóquio mais tradicional e o Oeste moderno e mais dinâmico. Escolher uma amostra de bairros em cada lado da cidade é a melhor forma de curtir a Tóquio. Vale amanhecer no mercado de peixe de Tsukiji e à tarde, caminhar pelas ruas elegantes de Aoyama, centro da moda da capital. Tsukiji é o principal mercado que fornece peixes e frutos do mar para os restaurantes de Tóquio. Aqui acontecem os famosos leilões de atum na madrugada. A melhor pedida é chegar depois das 9:00 da manhã quando todo o mercado é aberto para os turistas. Depois de uma visita prepare-se para comer o melhor sushi de sua vida em um dos pequenos restaurantes do mercado. Aoyama é a versão mais fashion da cidade. Aqui mesmo, em um dia quente de verão, enquanto eu derretia no sol, as japonesas caminhavam pelas ruas impecáveis como em um desfile de moda. O bairro vale também para apreciar a arquitetura moderna dos prédios e ruas.


Também rende um dia interessante caminhar pelas ruelas históricas de Yanaka, visitando seus templos budistas e à noite, ir a Akihabara, a cidade eletrônica de Tóquio e paraíso dos aficionados em games. As ruas de Yanaka dão a melhor visão de como é a vida no interior do Japão, sem sair de Tóquio. Aqui reina a tranquilidade e o bairro tem alguns dos mais bem preservados casarões históricos da cidade. Em Akihabara, o barato é chegar de noite quando as luzes e telas gigantes, exibindo os heróis de games japoneses dão ao bairro um tom surreal. Nas ruas, é comum ver garotas fantasiadas de heroínas de Mangái apresentando os cardápios de restaurantes temáticos. Não se assuste se cruzar na rua com o Jiraya.

Começar um dia meditando no grande templo de Senso-Ji em Akusabashi e, depois, enfiar o pé na jaca nos bares e baladas de Shibuya e Ropongi faz parte da experiência de Tóquio. Akusabashi é um dos bairros mais tradicionais de Tóquio e uma visita ao templo de manhã, é uma excelente oportunidade para experimentar um lado mais espiritual da cidade. No outro extremo de Tóquio, Shibuya e Ropongi são os melhores bairros para curtir a divertida noite de Tóquio. Shibuya é o centro da cultura jovem e o visual dos telões gigantes na saída da estação já vale a visita. Subindo morro acima existe uma centena de bares, casas noturnas e karaokês. Ropongi é o local ideal para pular de bar em bar até os trens voltarem a funcionar no dia seguinte. Muitos são mistura de bar e casa noturna com música ao vivo e Djs. Excelente local para fazer novos amigos.


De Tóquio, é fácil chegar a Quioto usando o trem bala. Apesar de estar a mais de 500 km da capital, é possível chegar em Quioto em duas horas e meia. Nem pense em fazer um bate e volta para conhecer Quioto em um dia. Seria um sacrilégio. Com pouco tempo, vale passar o dia em Kamakura, que oferece uma experiência do Japão tradicional em seus templos milenares em menor escala e próximo a Tóquio. Para curtir e entender o espirito de Quioto, é preciso desacelerar e conhecer seus belos bairros de periferia aos pés das montanhas que cercam a cidade com calma. Sugiro passar de quatro a seis noites na cidade. Quioto tem um patrimônio histórico riquíssimo e andar pelas ruas de seus bairros antigos é mergulhar em um Japão tradicional e encantador. Aqui, nos víamos passando horas em um mesmo templo ou caminhando por belos jardins japoneses.


Os bairros de Higashiyama Sul e Norte têm algumas das principais atrações da cidade. Vale a pena explorar os dois em dias diferentes, combinando alguns dos principais templos com outros menos visitados e mais tranquilos, onde é possível apreciar a paz e a tranquilidade desses santuários budistas. Qualquer que seja o seu itinerário não deixe de ir até Arashiyama. A sensação aqui é de ter saído completamente da cidade para um vilarejo rural. Além dos belos templos e parques com trilhas, Arashiyama tem a espetacular floresta de bambus. É difícil captar a magia do lugar em fotos, mas esse é um dos locais mais especiais de Quioto. Para provar a culinária local, uma manhã no mercado de Nishiki faz a alegria dos bons de garfo. Prove o espeto de polvo recheado com ovo de codorna e finalize a manhã de degustações com um sorvete de chá verde.


Apesar da distância, uma visita ao Japão vale todas as horas de voo do Brasil. O país tem outros atrativos como a frenética cidade de Osaka e a pacata Nara, todas a menos de uma hora de Quioto. Qualquer que seja o seu roteiro, a chance é grande de se apaixonar pelo Japão.