sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

CAPA: Bruno Cabrerizo conquista o público e a crítica com sua estreia na TV como protagonista em "Tempo de Amar"


A trajetória do ator Bruno Cabrerizo é belo exemplo de que as coisas só acontecem quando tem que acontecer. Por mais que se persista em determinada coisa, é preciso tempo para que tudo aconteça. Ele começou como jogador de futebol, passou uns bons anos jogando em diversos clubes, inclusive o Botafogo, foi para a Itália para trabalhar como modelo, terminou virando apresentador de TV e ator. Nas várias voltas que o mundo dá, ano passado ele voltou para o Brasil como protagonista em uma novela da Globo (Tempo de Amar). Mas entre frustrações e sucessos, Bruno manteve a cabeça centrada nos seus objetivos e hoje, com a visibilidade que a TV proporciona, mantém seus pés no chão, assim como na época de jogador de futebol. “Busco até hoje um sonho, porque a gente não para nunca de sonhar, mas nada vem por acaso”, conclui Bruno. E o futuro? À Deus pertence! Bruno segue construindo suas histórias entre Brasil, Itália e Portugal. Aguarde cenas dos próximos capítulos. Enquanto isso, leia essa entrevista que está muito legal.

Bruno como foi essa virada de profissional de jogador de futebol para ator? Era algo que você planejava ou aconteceu? Na Itália eu decidi parar de jogar eu fiz alguns trabalhos até entender que eu precisava de tempo para fazer minha formação como ator e um trabalho que eu ganhasse mais. Um amigo modelo insistiu e na época eu comecei a trabalhar como modelo e as coisas foram dando certo, acho que quando é pra ser acontece, era o meu destino. Foi muito intenso, trabalhei bastante e foi o que me fez chegar ao programa “Dança com as Estrelas” na Itália.

Ainda hoje bate uma bolinha? Sente falta dos campos e dessa etapa da vida ou já passou? Ainda hoje eu bato a minha bolinha, jogo a minha pelada. Agora na reta final da novela está mais complicado, estou sem tempo para fazer exercício físico, só estou estudando. Mas sempre que eu posso eu jogo bola e futevôlei na praia. Não sinto falta dos campos e sim do que tem ao redor, dos colegas, das conversas, o dia-a-dia com o pessoal. Foi uma etapa da minha vida que me formou como homem, não sinto falta nenhuma, principalmente dos treinamentos que são muito pesados. Eu sou o que eu sou hoje graças ao que eu vivi no mundo do esporte, mas já passou tanto tempo que eu já quase vejo de fora, como se fosse uma outra vida e outra pessoa.

No Brasil você jogou por mais de 2 anos no Botafogo. Passou por outros times, inclusive internacionais, e ao longo da carreira foram ao todo 10 anos. Como surgiu a paixão por futebol e como foi esse período? A paixão pelo futebol começou na escola, com 7 anos. Comecei a fazer a escolinha e desenvolver a paixão pelo esporte em geral, eu sempre pratiquei vários. Comecei a me dedicar no futebol, fiz a categoria de base no Botafogo, fiquei 2 anos e meio lá, depois fui jogar no time do Zico aonde me profissionalizei e assim foi.




O quanto Zico te influenciou e te ajudou nesse período? O que ele representa para você hoje em dia? O Zico foi a pessoa que me viu com 17 anos e me deu meu primeiro contrato profissional, então ele já era um ídolo e passou a ser o presidente do clube que eu jogava. Ele sempre foi muito presente e eu conheço a família toda dele, seus filhos são meus amigos, joguei com o filho mais velho dele no Japão. Ele me influenciou porque eu fui jogar no time de um ídolo. Uma pessoa incrível, além de ter sido um grande jogador e ter uma família linda. Mais que o presidente do clube ele era uma referência pra mim como homem, pessoa e atleta. 

Nesse período na Itália você participou de programas de TV, como o “Dança dos Famosos” de lá, novela e foi apresentador. Como se sentia sendo um brasileiro de sucesso na TV italiana? Fiz a “Dança com as Estrelas”, minha primeira novela foi lá, também trabalhei como apresentador. Enfim, o início da minha carreira foi na Itália. Eu me sentia muito bem, o italiano, em geral, adora o Brasil e abrem-se muitas portas. Os Italianos adoram o carnaval, o Rio, praia, a nossa língua, o sotaque, então me ajudou e me deixou tranquilo para trabalhar e aprender com as pessoas. Eu tenho muito carinho pelo início da carreira, foi difícil, porque é complicado trabalhar com a sua segunda língua, tive que aprender ainda mais e foi um aprendizado incrível tudo que eu passei lá, guardo com muito carinho.

Ninguém pode negar de que você não é um cara versátil. Jogador de futebol, modelo, apresentador, ator... Sempre teve esse multitalento para várias coisas? A questão do multitalento eu fui descobrindo depois, são coisas que eu não aprendi, eu simplesmente tinha e desenvolvi conforme a necessidade do momento. Na verdade como eu vim do mundo do esporte o meu multitalento era a capacidade de me adaptar a vários esportes completamente diferentes (natação, judô, vôlei, futebol, basquete, tênis...) No mundo artístico eu fui descobrindo essas várias facetas que ainda estou aprimorando e aprendendo a cada dia.


Você é um cara hiperativo? Não sou um cara hiperativo, na verdade sou preguiçoso, mas quando eu estou trabalhando eu sou frenético. Amo o que eu faço e gosto de estar sempre atento, ligado e dou meu máximo sempre. Se isso é ser hiperativo, no trabalho posso dizer que sim.

E como a Globo chegou até você (ou você até ela)? Como veio esse convite para estrear em novelas brasileiras e ainda mais como protagonista? Depois do meu início de carreira na Itália e minha passagem por Portugal onde também trabalhei bastante e sou muito grato. Ao canal (TVI) que me abriu as portas, apostou em mim e deu certo. Até que apareceu a chamada do Jayme, um convite que eu não esperava. Era pra fazer um filme com ele chamado “O Avental Rosa” e depois do filme ele me convidou para ser o protagonista da novela. Eu achei até estranho, meio surreal, né? Uma pessoa que ficou 12 anos fora do país, de repente volta ao Brasil trabalhando como protagonista de uma novela da Globo, mas se chegou nesse momento era pra ser. Eu sou muito fatalista neste sentido, se a oportunidade apareceu eu agarrei e vim. 

Já na reta final de “Tempo de Amar” que avaliação você faz de tudo isso? Atuar em novela brasileira tem um gostinho especial? Minha avaliação agora na reta final, faltando 3 semanas para acabarem as gravações, é completamente positiva, a novela é um sucesso, começou com o pé direito desde o início, tudo funcionou, a equipe toda trabalha numa sinergia e numa tranquilidade interna muito grande e isso faz com que as coisas funcionem. Quando uma novela é sucesso é graças a muitos fatores e a nossa foi exatamente assim, a união, o querer trabalhar em prol de uma coisa, não tem briga, não tem vaidade. Esse é o grande balanço final que eu faço, extremamente positivo. Atuar numa novela brasileira claro que tem um gosto especial porque é meu país de origem, minha pátria e nada melhor do que trabalhar em casa.

Com isso você acha que foi como cruzar a linha de chegada depois de uma grande maratona? Chegou onde queria? Quando me perguntam como é fazer uma novela e como protagonista eu digo que é uma maratona, o ritmo é forte, você tem que estar bem. O volume de trabalho é grande e é como cruzar a linha de cruzada depois da corrida, cansativo, mas vale a pena todo o esforço porque o trabalho foi bem feito. Cruzando essa linha de chegada vivo e inteiro com o plus que é ter feito uma novela de sucesso. Deu tudo certo, minha primeira novela no Brasil, era exatamente aonde eu queria estar. Feliz é pouco, estou completamente realizado. 


Sonho, persistência, determinação... Como avalia isso tudo vendo sua trajetória? Acredito que nem tudo saiu como o planejado e muitas coisas foram surgindo do acaso. Cada um tem sua trajetória, na minha sempre tive sonho, persistência, determinação, graças ao futebol porque se você não tem você não segue a diante. Eu trouxe tudo isso para o mundo artístico e as coisas foram acontecendo de maneira natural, mas eu não acho que as coisas surgem do acaso, existe muito trabalho, muita determinação, muito foco. Cada um traça a sua carreira e as coisas vão acontecendo, o universo vai conspirando a favor, ou não, de acordo com o que você faz no seu dia a dia. Busco até hoje um sonho, porque a gente não para nunca de sonhar, mas nada vem por acaso. Não acho que existe sorte, a sorte bate na porta de quem trabalha, se está lá é porque algo aconteceu para a pessoa estar lá, ela fez por onde. Assim foi comigo e provavelmente é o caso da maioria das pessoas que fazem trabalhos super concorridos, de forma geral. Pode até chamar de sorte, mas as pessoas chegam lá por causa de muito trabalho, persistência e determinação.

Você era um cara vaidoso ou ficou depois de trabalhar como modelo? Como é sua relação com a vaidade? Até onde vai? Nunca fui um cara vaidoso, aliás quando eu comecei a trabalhar como modelo eu namorava uma italiana que cuidava de mim ao ponto de comprar roupa para eu me vestir melhor. Eu cheguei completamente alienado com a moda, misturava as cores como se nada fosse e melhorei só com o tempo. A minha vida na Europa me deu um up grade no quesito style. Hoje eu cuido de mim. Mas o essencial e mínimo, não vou ao extremo porque me cansa e porque sou preguiçoso também.


Com a exposição que a TV proporciona algo mudou em sua rotina? Como encara essa “fama” de protagonista da Globo? Era pior ou melhor do que esperava? (risos) A minha rotina mudou pelo fato de estar trabalhando muito, não pela exposição em si, porque eu não tenho tempo de fazer muita coisa. Eu acordo e o máximo que eu faço é tomar café da manhã numa padaria aqui perto. Depois vou trabalhar e volto pra casa. Eu sou a mesma pessoa, tento fazer as mesmas coisas, mas é claro que tenho mais atenção para certas coisas. Eu não dou esse peso para o protagonista, acho que é uma nomenclatura, mas eu nem me sinto como tal, não ligo muito pra isso. Se é melhor ou pior depende do ponto de vista, depende do que eu estou fazendo. Claro que as vezes eu quero ficar mais tranquilo e sou reconhecido estudando em algum lugar público, o que é natural e eu encaro super bem, faz parte do nosso trabalho. Faz parte do pacote da carreira e é positivo né, significa que a novela está bombando e o feedback do público é positivo.

Em relação às mulheres, qual a diferença das italianas para a brasileira nesse quesito de assédio? Existe? Com relação as italianas, o italiano na verdade é latino, então tanto as brasileiras quanto as italianas são mulheres quentes. Eu vejo poucas diferenças, tirando a língua, é claro. Não consigo lembrar de nenhum assédio nem nada grave ou absurdo que tenha acontecido comigo.

Quando está de folga das gravações o que te distrai? É mais do dia ou noite? Quando estou de folga eu tento descansar, vou à praia quando consigo, tento jogar meu futevôlei ou uma corrida, algo para me exercitar fisicamente e volto pra casa pra estudar. Mas eu prefiro o dia, geralmente eu estudo a noite, é o horário que funciona melhor pra mim e meu corpo já se adaptou a essa rotina. Estudo até às 2h ou 3h da manhã, quase todos os dias.

Encerrando “Tempo de Amar” o que vem por aí? Algum novo projeto? Tenho algumas propostas quando acabar a novela e estou aguardando ainda algumas posições para entender o que eu vou fazer. Volto para a Itália para passar férias com meus filhos e aguardo para saber se meu destino é continuar aqui ou trabalhar em Portugal. Mas ainda não tenho certeza para falar. 


Fotos Sergio Baia
Produção Executiva Márcia Dornelles
Stylist Marlon Portugal
Beleza Vivi Gonzo e Bruno Marinho

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

BAR: Seis drinks com whisky para você fazer em casa

A criação de um cardápio de drinks pede sempre um conhecimento dos diversos elementos que encontramos disponíveis para realizar as melhores combinações. As linhas de especiarias são ricas na construção desses elementos, mas a definição dos destilados que compõe as bebidas são buscas que requer uma atenção bem especial. Saber identificar o paladar matriz de um pessoa é uma tarefa que requer conhecimento tanto que quem vai beber como dos elementos à mão para realiza-los. Os whiskys cumprem um prazer altivo pelo mundo, sendo assim, o tornamos o ponto de partida para as dicas de drinks que vamos apresentar aqui, a nobre união dos destilados de grão em composições ricas em sabor.


YOUNG WHISKER

• 50 ml de whisky
• 150 de Coca-Cola
• ½ limão em suco sem açúcar
• Laminas de limão 
Proposta simples e de sabor naturalmente familiar, a união da Coca-Cola com o whisky e levemente saborizadas com o suco de limão, o preparo é diretamente no copo.

PEACH MALT

• 50 ml de Whisky
• 150 de chá comercial de pêssegos
• ½ limão Taiti em suco
• Twist de limão
• Flor de Anis
Reunimos estes elementos de forma rápida e direto no copos com pedras de gelo, e laminas de limão e o anis. 



CAJU

• 50 de whisky
• Suco de limão verde
• 50 ml de suco 100 natural e doce do fruto caju
• 40 de refrigerante de limão
Unimos o suco de limão, o suco de caju ao whisky no processo de misturas em um mix glass desta forma não adicionamos muita água do gelo ao drinks. Para finalizar, complete com o refrigerante de limão.

GODFATHER

• 40ml de whisky
• 40 de licor de amêndoas
• 10 ml de suco de limão siciliano
Junte em igual proporção o licor de amêndoas ao whisky ao shake e bata suavemente! Passe a mistura para o copo com pedras de gelo e adicione o suco de limão siciliano.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

MUSA: Graciela Pischner, a gata que conquistou Dubai com sua dança


Quando Graciela Pischner achava que sua carreira de modelo tinha se encerrado, mesmo em tão pouco tempo, a dança revelou para ela uma nova forma de realização profissional. Aliás, a dança a levou para o outro lado do mundo, mais especificamente para os Emirados Árabes, e Graciela viu sua vida dando um verdadeiro reboot. Morando em Dubai há alguns anos, Graciela se tornou uma queridinha para os árabes que se encantaram com sua beleza e seu jeito de mexer o quadril. Entre idas e vindas para o Brasil, para visitar a família, ela arrumou um tempinho para posar para este ensaio e conversar com a MENSCH.

Antes de tudo nos explica como a dança te levou para Dubai? Como surgiu isso? Eu tinha acabado de voltar de um intercâmbio de um curso de inglês em Cape Town, onde aproveitei e me apresentei em um restaurante árabe. Minha professora de inglês me assistiu e disse que eu precisava viajar o mundo com meu show. Aquilo entrou na minha mente e quando voltei para São Paulo fui direto procurar um empresário libanês de bailarinas de dança do ventre que trabalhava com uma agência de artistas no Líbano. Eu estava muito segura porque eu fazia shows com a mãe de uma bailarina que já viajava com esse empresário há muitos anos. Então fui para o Líbano, fiz uma mês de aulas para aprimorar minha dança e de lá fui para o Yemem por 3 meses para pegar experiência, depois Bahrain Tunísia e finalmente quando entendi bem o Universo Árabe, fui para Dubai.

E morar em Dubai, o que mais curte e o que foi mais difícil de se adaptar? Eu curto muito a segurança, a possibilidade de falar 4 idiomas diariamente. Em Dubai quando você conhece alguém a primeira pergunta é Qual o seu nome e depois de onde você é. Eu encontro pessoas do mundo inteiro diariamente e outra coisa que amo é a possibilidade de expansão, de viajar, de prosperar e aprender. Foi difícil no começo a adaptação cultural, eu era barrada no shopping porque minha roupa era muito curta ou tinha problemas no trabalho porque em país árabe a mulher precisa falar bem manso. A saudade da família acho que foi o mais difícil de tudo mesmo para me adaptar.

Como é a relação homem e mulher? Muita distância? Como se dá uma paquera? Como funciona isso para você, uma brasileira, em uma terra de costumes tão diferentes dos nossos? A relação homem e mulher lá por incrível que pareça é de muito respeito. Os homens pensam antes até mesmo de cumprimentar uma mulher com um beijo. Mas claro que por ser um lugar com pessoas do mundo inteiro cada hora vivemos uma cultura, literalmente. No tradicional dos Emirados existe muita distância entre o homem e a mulher, mas nós estrangeiros não vivemos isso, somente se nos relacionarmos com famílias locais, que normalmente isso acontece pouco. Eu como brasileira me sinto muito preservada, a paquera é mais suave. Morando lá há tanto tempo quando venho para o Brasil me sinto invadida com algumas abordagens.




Entre o homem brasileiro e o de Dubai, o que te atrai mais? Os homens "de Dubai" que chamamos de locais em geral não me atraem. Apesar de serem extremamente cavalheiros, eles usam uma vestimenta branca diariamente e tem uma mentalidade tão diferente da minha que nunca me senti atraída por nenhum.

E como surgiu a paixão pela dança? Eu estava num momento muito triste da minha carreira de modelo, estava com anorexia, me sentindo vazia, então decidi experimentar fazer algo novo, então ouvi uma música árabe e decidi fazer uma aula de dança do ventre. Fiz uma aula com uma professora libanesa que mal falava português. Quando a música tocou e começamos a dançar foi como se eu tivesse entrado em transe, eu senti algo que eu nunca havia sentido antes, foi um estado de êxtase e depois desse dia eu nunca mais parei de dançar. Minha tristeza acabou, a anorexia também e na minha vida houve uma divisão, antes e depois da dança do ventre. 

No início da sua carreira você trabalhou como modelo. Como foi esse começo como modelo? Eu trabalhava como modelo antes da dança do ventre, mas no Brasil minha carreira foi bem difícil porque eu precisava sempre estar muito magra e isso era muito estressante pra mim. Eu não era uma modelo comercial por ter 1,81cm, mas também não era fashion por ter curvas mesmo quando estava magérrima. Quando fui pra fora do Brasil para dançar eu assumi que minha carreira de modelo havia acabado, mas foi um grande engano. Quando cheguei em Dubai as agências amaram meu perfil, eu trabalhei por quase 10 anos praticamente todos os dias a ponto de sair no jornal que eu era a modelo que mais trabalhava nos Emirados Árabes. Eu modelava durante o dia e dançava a noite. Foi divino, porém exaustivo a ponto de eu precisar diminuir meus trabalhos para ter mais qualidade de vida. Foi um sonho em termos de realização pessoal. 


Você chegou a fazer comerciais para várias marcas internacionais e de luxo. É um trabalho que te dar prazer ainda hoje? Sim é um trabalho que me realiza sempre. Mas hoje eu prezo muito meu tempo e minha qualidade de vida, procuro manter o equilíbrio entre minha vida pessoal e profissional, seleciono melhor meus trabalhos. 

Falando em o que dar prazer, quando quer relaxar e curtir o momento o que mais te distrai? Eu amo a natureza! E o Brasil é divino para viver isso. Sempre que posso vou para um lugar mágico na natureza para ler um livro, caminhar, meditar, nadar e namorar. 😊

Você é mais do dia ou noite? Praia ou Campo? Boate ou restaurante? Sem dúvida do dia. Já fui muito de festa, mas hoje acordo cedo e depois da meia-noite viro abóbora. Amo praia, água em geral, cachoeira, rios. Praia, campo e Neve. Amo muito! Me sinto em contato com o Divino! Gosto de restaurantes também, quando estou na cidade ou um café bacana no fim da tarde. Com um livro ou uma companhia top.

Para conquistar Graciela basta... Para me conquistar basta ser verdadeiro, ter autenticidade, espontaneidade e bom humor. Menos é mais pra mim. Depois de tantos anos em Dubai, um lugar onde tudo é tão sofisticado eu passei apreciar a felicidade nas coisas mais simples da vida. 






Fotos Bia Ferrer
Produção e Estilo Ju Hirschmann
Beleza Augusto Rebello
Assistente de foto Marlos Barros
Tratamento de imagem Celinha Fink

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

ESTILO: Ermenegildo Zegna lança novo "Defining Moments" com atores Javier Bardem e Dev Patel em campanha Primavera-Verão 2018

A grife italiana Ermenegildo Zegna apresentou um novo capítulo da sua descontraído campanha "Defining Moments", que foi inicialmente apresentada com o depoimento Robert De Niro durante a temporada Primavera-Verão 2017. A ideia criar o diálogo emocional e autêntico que Ermenegildo Zegna validou intrinsecamente em suas ações e declarações para a marca. A evolução do conceito Defining Moments move o foco do passado para o presente, destacando os momentos cotidianos que ocorrem em nossas vidas e nos fazem sorrir.

Os dois novos protagonistas da campanha Primareva-Verão 2018, o ator espanhol Javier Bardem e o jovem talento inglês Dev Patel (de “Quem Quer Ser um Milionário” e “Chappie”), desfrutam da transparência de sua camaradagem e amizade, abraçando cada momento com energia positiva através de uma conversa gratuita e real.

A campanha foi filmada nas colinas de Los Angeles, onde o cineasta e fotógrafo Craig McDean, internacionalmente aclamado, transformam momentos únicos entre os dois premiados atores em uma união sincera. Em um tom alegre, eles desfrutam a intimidade de suas conversas: seja discutindo a arte do esporte ou o poder da prosa, cada momento é marcado pelo riso e pela genuína amizade. Trazendo a ideia de que os momentos de hoje se tornam as preciosas lembranças do amanhã. Aproveite seus momentos.






segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

DIÁRIO DE BORDO: China para os fortes e seus vários destinos

Viajar pela China é experiência bruta e está longe de ser um passeio agradável. Começamos a nossa viagem por Xangai. Na China conhecemos alguns dos locais mais marcantes da viagem, mas também encaramos os dias mais cansativos. Essa foi minha segunda vez na China, mas a primeira vez em Xangai e no norte do país. Nesse roteiro planejamos três noites em Xangai, duas em Pingyao e duas em Xian em um ritmo bem mais acelerado do que o restante da viagem. Optamos por aproveitar ao máximo nossa semana na China para conhecer vários destinos, e terminamos a semana destroçados mudando o roteiro para tirar cinco dias de descanso em Bali. 

Apesar de ser um país fascinante, a China, em menor intensidade, me lembra a Índia e o Egito. Em todos esses destinos existem grandes tesouros da humanidade e experiências de viagem memoráveis, mas o caminho passa por ruas lotadas, cidades poluídas, banheiros imundos e a sensação de ter que estar sempre alerta para desviar dos oportunistas que perseguem turistas na rua. Também contribui a dificuldade de comunicação tanto com os locais que não falam inglês quanto pela internet, que tem vários sites, incluindo Google e Facebook, bloqueados pelo governo Chinês.


PASSADO E FUTURO EM XANGAI

Em Xangai a sensação é um pouco diferente. Tivemos o azar de estar lá justamente em um feriado nacional e enfrentamos multidões de turistas chineses pelas ruas da cidade. Apesar disso, Xangai é uma cidade moderna e bem aprazível para padrões Chineses. Aqui consegui até manter minha rotina de corridas matinais pelo famoso Bund, o calçadão que beira o rio e tem vista para o skyline de prédios modernos do bairro de Pudong. Enquanto os edifícios modernos brilham do lado de lá do rio, na avenida do Bund estão alguns dos edifícios históricos mais interessantes da cidade. A maioria parece ter saídos de Londres ou Chicago. Hoje são sedes de bancos, prédios do governo e hotéis de luxo, mas no passado já foram as sedes das empresas que movimentavam o porto de Xangai, que ficava bem ali no Bund. Também me impressionou na cidade o centro histórico com belos edifícios, praças e templos com centenas de anos de história. Xangai também é um dos melhores lugares para comer na China e a variedade de comidas de rua e restaurantes no estilo bandejão já possibilita uma boa experiência da gastronomia local. Para paladares mais refinados, existe em Xangai uma dezena de excelentes restaurantes; muitos deles no alto de prédios com vista para o Bund. Difícil aqui é evitar a muvuca. Caminhar pelo calçadão de Pudong à noite é quase como encarar Copacabana no ano novo. Com turistas vindos do interior da China, ocidentais chamam a atenção e o assédio de chineses querendo tirar fotos conosco faria a alegria de qualquer ex-Big Brother. Tiramos fotos com dezenas de adolescentes e senhoras. Todas sempre sorridentes, se aproximavam com muito respeito elogiando os cabelos cacheados da Ana. Os homens tiram fotos de longe e raramente se aproximam. 





A HISTÓRICA PINGYAO


Nossa próxima parada na China foi a pitoresca cidade de Pingyao. Patrimônio da humanidade, a cidade sobreviveu quase intacta à modernização de gosto duvidoso promovida pelo governo comunista após a revolução. Pingyao ainda conserva sua muralha medieval e mais de 4 mil casas que datam da dinastia Qing do século XVII. Para chegar lá tínhamos que voar duas horas e meia até uma cidade chamada Taiyuan e de lá pegar um trem. No trajeto foram fortes emoções. Fomos de metrô até o aeroporto doméstico de Xangai, e, sem informação do terminal de embarque, descemos no terminal errado. Até chegarmos no local certo de embarque faltavam apenas 35 minutos para a saída do nosso voo. Fomos os últimos a embarcar com o check in encerrando. Na correria, não consegui sacar dinheiro e fomos para o Norte com os poucos Yuan que sobravam no meu bolso. Chegando ao aeroporto de Taiyuan fomos assediados por pseudo taxistas e guias que queriam nos levar de carro direto a Pingyao. No balcão de informações turísticas, com a ajuda das simpáticas atendentes, que não falavam inglês, fomos colocados em um ônibus rumo à estação de trem. Taiyuan é exemplo vivo do milagre econômico da China. Estão construindo por lá centenas de torres residenciais de mais de trinta andares com o exato mesmo projeto arquitetônico. Algumas levam nomes chamativos em inglês como “The Elegance”, mas estão sendo construídas em frente a fábricas fumacentas. A cidade de Taiyuan parecia um enorme canteiro de obras e a estação de trens recém-inaugurada é impressionante. Apesar de ultramoderna, não tem caixas eletrônicos ligados à rede internacional. Ficamos aliviados quando descobrimos que o preço de duas passagens para Pingyao daria justo com os trocados que me restavam no bolso, deixando uma sobra para um taxi bem negociado em nossa chegada. Comprar a passagem foi outra função. As máquinas modernas de venda de bilhete têm opção de venda em inglês, mas ainda é impossível comprar uma passagem sem passar uma identidade chinesa pelo escâner da máquina. Éramos os únicos estrangeiros naquela estação imensa e nos custou até encontrar um guichê aberto com um humano disposto a vender uma passagem. Depois de tanta turbulência fomos agraciados com a descoberta de que em 2014 a China construiu uma nova linha de trens bala na região e o tempo de viagem à Pingyao hoje é apenas 40 minutos. 


Nossa chegada à Pingyao não foi nada glamorosa. A nova estação foi construída em uma região rural cercada de plantações de milho e fábricas sinistras, com suas chaminés expelindo nuvens de fumaça preta. Barganhamos o taxi e seguimos para a cidade antiga. Fomos deixados em um dos portões de onde teríamos que caminhar até a nossa pousada. Tínhamos reservado um hotel tradicional em um dos casarões antigos e eu já previa que encontra-lo no labirinto de vielas não seria tarefa fácil. Mesmo perdidos na multidão, ficamos felizes com o visual com que nos deparamos na primeira rua dentro da cidade murada. Lanternas vermelhas no estilo chinês antigo iluminavam casarões históricos em ruas lotadas de barracas com vendedores de rua. Era a imagem da China tradicional que eu sonhava em conhecer. Decidi entrar na primeira pousada e mostrar a nossa reserva com o nome do hotel em mandarim. Um rapaz simpático com sua filha pequena, mesmo não falando inglês, nos levou até a porta da pousada que ficava duas vielas depois. 



A pousada, apesar de bem simples, ficava em um casarão antigo maravilhoso com várias pequenas casinhas no jardim que serviam de quartos. Ao entrar em nosso quarto vimos que a experiência seria realmente autêntica. A cama de madeira tradicional tinha um colchão bem fino e duro de palha, e o quarto inteiro não parecia ter mais que 6 metros quadrados. Tínhamos um banheiro privativo com uma “luxuosa” privada ocidental. O espaço no banheiro era reduzido mas ficamos felizes com um banho antes de sair para a rua. Passamos dois dias intensos em Pingyao desbravando vielas e casarões. No dia seguinte consegui finalmente sacar dinheiro no único caixa eletrônico da cidade que estava conectado à rede internacional. Mesmo com dólares e euros, trocar o dinheiro por moeda local é tarefa difícil. O governo regula todas as atividades de cambio, então não existem casas de câmbio fora dos principais centros e aeroportos. Com dinheiro no bolso, nos esbaldamos com a deliciosa comida local. A especialidade é o Pingyao Beef, que combina pedaços de carne bovina cozidos em um molho doce com legumes. Outro ponto curioso de Pingyao é que aqui foram fundados os primeiros bancos da China há mais de duzentos anos. A riqueza arquitetônica e a belíssima muralha valem uma visita de pelo menos dois dias. 

OS GUERREIROS DE XIAN


Nosso próximo e último destino na China seria Xian, onde pretendíamos visitar os famosos guerreiros de Terracota. Xian, além de ter os guerreiros, é uma cidade muito interessante para experimentar de forma mais autêntica a vida na China. Apesar de ainda ter uma muralha preservada que circunda o centro, Xian hoje é mais uma grande metrópole da China. Muito do patrimônio histórico foi destruído na modernização da cidade, mas ainda há muita riqueza cultural. Uma das principais atrações da cidade é o mercado da comunidade chinesa muçulmana que vive em Xian desde o tempo da rota da seda. Visitar o mercado noturno que acontece na rua principal do bairro foi uma das experiências mais caóticas e divertidas que tivemos em toda a viagem. A comida é completamente diferente do resto da China. Comemos batatas assadas com uma dúzia de especiarias e um delicioso sanduiche de cordeiro com molho não identificado. O cordeiro era cozido em caldeirões enormes no meio da rua. Também é tradicional do bairro tomar uma sopa com um pão que parece uma versão mais rustica do pão pita libanês. Bem massudo, ele deve ser picado pelo próprio cliente e colocado dentro de uma cumbuca onde a sopa é servida. Sugiro seguir as instruções do vendedor e deixar o pão bem picadinho. Se ele achar que você fez o trabalho mal feito não vai titubear em meter a mão no seu pão e demonstrar como deve ser feito. Os padrões de higiene na China são bem diferentes do nosso.

No dia seguinte fomos conhecer os famosos guerreiros de Terracota. A peregrinação até o mausoléu do imperador, que fica em uma região remota da periferia, incluía decifrar dois ônibus. O primeiro até que foi fácil, já o segundo saía da estação central de Xian, que para variar, era um caos humano difícil de navegar. Chegamos sãos e salvos no mausoléu perto do meio dia. Apesar da região próxima estar repleta de fábricas fedorentas, o governo fez um bom trabalho transformando uma área bem grande ao redor das escavações em parque nacional. A estrutura do parque é excelente. Felizmente o feriado chinês já tinha acabado e conseguimos visitar tudo sem grandes apertos. O complexo possui três tumbas, sendo a primeira a mais impressionante com milhares de guerreiros em tamanho natural, cada um com uma feição e detalhes da vestimenta única. Sem dúvidas a visita vale todo o esforço. 




Outro passeio bacana na cidade é alugar uma bicicleta para dar a volta completa em torno da enorme muralha que circunda o centro. A vista lá de cima é incrível e as calçadas largas tornam o passeio a pé ou de bicicleta bem tranquilo. Terminamos nossa semana na China apreciando o último pôr do sol na névoa de poluição do alto da muralha de Xian. Estávamos exaustos, mas felizes com a experiência. Visitar a China é para os fortes, e minha maior recomendação é não tentar desbravar todas as principais cidades desse enorme país em uma só viagem. 





DICA IMPORTANTE: Vale fazer o roteiro com mais calma intercalando alguns pontos de descanso e investir um pouco mais em hospedagem, principalmente na localização, para evitar grandes deslocamentos em transporte público. Voltar para um quarto fresco e confortável é sempre acolhedor. 

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

ESTRELA: Nossa eterna musa Luciana Vendramini, linda e provocante como sempre!

Ela pirou a cabeça de muito adolescente nos anos 80 quando ainda era uma ninfeta posou nua para a capa da Playboy vestida de soldadinho. Suas fotos, e essa capa, marcaram uma geração e rendeu uma fama instantânea na época, ao ponto de deixa-la espantada e ainda mais tímida. Para quem não viveu isso, estamos falando da bela Luciana Vendramini. Uma real musa de uma época em que não existia facebook, instagram ou youtube. As musas eram poucas e quando surgiam, faziam história. Rosto angelical, cabelos longos e louros, olhos claro e corpo perfeito. Precisava mais?! Ela arrebatou corações e isso resultou em inúmeras capas de revistas, cadernos, propaganda, novelas... e tudo que nem ela imaginaria conseguir. Em seguida, veio o casamento com o roqueiro Paulo Ricardo, novela na Globo... até que o destino lhe pregou uma peça e ela se viu presa pela síndrome do Transtorno Obsessivo Compulsivo, o TOC. Foi um período difícil que hoje Luciana vê como seu maior desafio superado. Vencedora, hoje Luciana ainda guarda os encantos que a revelou para o mundo. De voz doce e suave, continua no imaginário masculino com uma das grandes musas de uma geração. Ela seguiu sua trajetória, colhendo sucessos e se mantendo firme e forte. Hoje, cheia de planos, com série, livro e outros projetos a serem lançados, ela resgatou um pouco sua veia de modelo e posou para as lentes do renomado fotógrafo Angelo Pastorello. O ensaio, todo em p&b, traz uma inspiração nas divas de Fellini e no estilo Helmut Newton em trazer uma dramaticidade e uma provocação entre luzes e sombras. E lá estava Luciana Vendramini, linda como sempre, provocante como nunca. 

Luciana você marcou uma geração nas capas de revistas no final dos anos 80 e 90. Como hoje você enxerga essa fase? Tudo aconteceu muito rápido, mesmo numa época que não existiam mídias online, internet, nada dessas ferramentas, que hoje tem até demais. Naquela época tinha muita descoberta e novidade, a gente tinha que buscar o que queria, ir atrás mesmo do sonho, literalmente "bater na porta", era tudo mais difícil com certeza. Não havia estratégias de marketing, assessoria, stylist, nada disso, acredito que havia mais originalidade do artista, até o público era especial... (risos), hoje vejo que a maioria gosta e aceita quase tudo que aparece nas mídias sociais. 





Nessa época veio a histórica Playboy e você se tornou símbolo sexual por um bom tempo. Tinha noção de que aquelas fotos iriam repercutir tanto? Jamais imaginei aquela repercussão quando aceitei fazer as fotos, fiz num ato de rebeldia minha, não havia nada que me proibisse de fazer. Eu já estava morando no Rio de Janeiro, amava o estilo das cariocas, mas ainda era muito nova e bem caipira até...(risos), ia à praia com minhas amigas do colégio de maiô, e elas de biquínis. Quando veio o convite da revista, achei que eu era moderna, mulherão... (risos), e quando saiu a revista veio à tona a minha essência realmente daquela menina do interior, virgem, tímida, sem a menor gingado das cariocas. Foi um choque. Eu não podia sair na rua que todo mundo me parava, e a timidez também não ajudou em nada. No fundo, eu nunca pude imaginar aquela repercussão, e confesso que até hoje me surpreende quando alguém vem falar daquele ensaio, que marcou a vida daquelas pessoas, na fase mais importante da vida, que é a adolescência. 

Anos depois, em 2003, você voltou a estampar a capa da Playboy e os fãs mais uma vez foram ao delírio. Era uma Luciana bem mais madura mais igualmente bela. Como foi a experiência em outra época e contexto? Mais uma vez eu me testando, quis fazer aquele ensaio por que realmente já me achava madura o suficiente pra lidar com esse tema, e quando saiu a revista, novamente eu alí, mega tímida de novo, mas claro minha cabeça e experiência de vida, me fez ver com outros olhos, com mais maturidade claro. 

Depois do turbilhão de coisas de se tornar um sex symbol você soube dominar mais isso? Dominar sua sensualidade e sexualidade? O fato de darem sempre esse título quando falavam de mim não interferiu em nada no meu jeito de ser, nem com minha sensualidade e sexualidade acho até que me deixou mais tímida. Eu nunca vou saber o que um homem espera de uma mulher, que foi atribuído esses títulos. Mas sendo direta com sua pergunta, eu nunca pensei em dominar nada, e acho que nenhuma mulher deveria fazer isso. Acho lindo uma mulher feminina, que sabe ser sensual também, isso faz parte da beleza e graciosidade da mulher. 


Acredita que quando a mulher percebe seu poder de sedução ela conquista o homem, conquista seu espaço? No final é a mulher quem domina tudo? Com certeza quando uma mulher conhece seu corpo e fica à vontade com ele, isso nos deixa sem dúvida mais forte e segura, acho que a mulher domina melhor que o homem numa situação a dois. Temos mais jeitinho, somos românticas, não que os homens não o sejam, mas seduzimos melhor...(risos).

Novela Vamp, casamento com Paulo Ricardo e Síndrome do Pânico/toc , O que ficou de cada uma dessas experiências? Ficou que eu vivi pra caramba...(risos)! Meu Deus sinto que vivi mil anos. A novela “Vamp” foi meu debut na TV, eu sonhava em virar vampira, coisa que não aconteceu, e foi uma novela marcante também na época. Acho que foi a primeira novela pra adolescentes com esse tema tão lúdico. O casamento foi importante para o meu amadurecimento. Eu tinha 18 anos quando conheci o Paulo, digo que deu muito certo, foram quase 9 anos juntos, mas acho que fui muito precoce com algumas coisas na vida e não estava tão preparada assim. 

O TOC foi a descida ao inferno, o contato com meu lado obscuro, desconhecido, aquele que nunca sabemos que existia em nós. Estilhaçou minha vida por 5 anos. Tive de aprender a aceitar o tratamento, pois como quase nunca tomava remédio, quando me indicaram fiquei apavorada, pois achava que o remédio fosse me deixar dopada, por isso eu resisti muito ao tratamento, até chegar num estágio que eu não conseguia nem mais comer. Tomei o remédio e fiz terapia junto, os dois foram primordiais no meu tratamento. E a grande experiência desça queda, foi a volta, por que a gente fica com uma fortaleza enorme, com autoconhecimento maior ainda, e com isso, magicamente a vida se tornou mais leve. Hoje posso ajudar muitas pessoas, dou palestras em hospitais, faculdades, e encontros, nela falo da minha experiência e também tudo que aprendi, explico como é importante preparar a família de quem está com esse problema, que em muitos casos, passam a ser os primeiros a serem cuidados, antes mesmo do que o próprio doente. Com o lançamento do meu livro sobre TOC, que será esse ano, falo para as famílias e para os doentes, tudo que vivi e aprendi, estará lá. Meu objetivo com ele é unicamente ajudar, pois quando fiquei doente, não havia nenhum livro que eu pudesse ler pra me ajudar a entender o que estava se passando. 

Você foi a garota certa na época certa. Hoje em dia com as redes sociais e musas a cada novo dia a coisa perdeu um pouco a inocência e o “charme”. Acredita nisso? Acredito nisso sim. Eu chego a ficar confusa com tanta gente se lançando e não sei o que elas fazem. Faz parte da chegada da tecnologia e da liberdade de cada um escolher o que quiser, sem ser imposto o que devemos ou não assistir e ver. Esse movimento é muito importante para o crescimento e, futuramente, acredito que seremos mais seletivos. Mas também não precisamos aceitar tudo e querer tudo. Meu Deus, parece até que não temos opinião, tudo que aparece o povo tá pegando, eu heim..., precisa filtrar melhor, vejo muito ignorância nas escolhas. Em contrapartida tem muita gente incrível, com conteúdo interessante sem conseguir aparecer direito. 





O tempo passou e você conserva o ar de menina e a beleza que chamou atenção do grande público. Existe segredo para isso? Que cuidados mantém e até onde vai sua vaidade? Isso é o que mais ouço do público, o que eu faço pra me manter assim, juro que não sei responder, acredito ser a genética. Minha família dos dois lados são muito bonitos, e sem fazer nada. Claro que eu me cuido, mas não tenho nenhuma receita mágica, às vezes fico pensando se o fato de eu nunca ter bebido nada alcoólico, drogas, cigarro, mesmo tendo sido casada com um roqueiro (pois ele NUNCA me ofereceu nada de droga ou álcool), se isso tem ajudado nessa questão da beleza. Lá no fundo, eu acho que sim, por que quando vejo pessoas que fumam e bebem muito, no ato a pele do rosto já entrega um envelhecimento ali. Então agradeço mais essa sorte na minha vida. Minha vaidade é a seguinte "não ficar refém da vaidade", o resto procuro me cuidar sempre. Tendo uma atividade física, nosso corpo não foi feito e nem pode ficar parado. Sedentarismo é a morte pra gente. Faço pilates, que amo, fui bailarina por muito tempo, já fiz muita Yoga, fiz esgrima por muitos anos também. Não paro. Cada hora uma coisa me instiga para movimentar o corpo, e vou lá e faço; cuido da minha alimentação, tenho dois excelentes dermatologistas, faço tratamento pra celulite, drenagem, sempre usei e uso protetor solar, não durmo de maquiagem, limpo a pele e uso os creminhos certos que são sempre manipulados. 

Até que ponto o assédio é bom e até que ponto passa a ser abuso? Quem define esse limite é a mulher ou existe um padrão? Quem deveria definir isso seria a educação das pessoas né? Eu nunca sofri abuso, graças a Deus, e também nunca fui assediada de forma abusiva, talvez isso aconteça por eu estar em lugares mais reservados, lugares que já frequento e sei como é. E também a postura, a maneira como nos apresentamos e nos colocamos interfere bastante, isso não quer dizer que estou livre de aparecer um desavisado qualquer e me desrespeitar. Acho complicado o momento em que vivemos, onde todo mundo tem uma opinião de tudo, e o assédio também pode ser tudo, até um "oi" falado de forma diferente pode ser denunciado como assédio. Há muito exagero nisso. Tem de ser tomar muito cuidado. Essa coisa de denunciar um assédio, que aconteceu anos atrás é uma cilada. Falo isso por que lembrei do caso do ator Kevin Spacey, onde um rapaz desconhecido, depois de 15 anos, vem do nada à mídia e fala que foi assediado por ele quando era adolescente. Que que é isso meu Deus, o cara traz essa história pra mídia hoje, coloca o ator que é uma pessoa pública numa situação horrível e ainda prejudica a carreira dele, por um acontecimento de 15 anos atrás..., vai resolver isso na terapia, ou então liga para o próprio ator e xinga ele, sei lá. Conversa, resolve isso com ele, sei o quanto isso é errado e horrível esse tipo de assédio, mas não dá pra usar a mídia pra lavar a roupa suja dele. Isso é bem diferente dos assédios que aconteceu com atrizes e com colegas do meio de trabalho, como diretores produtores, pessoas que temos que conviver no nosso trabalho, encontrar sempre, conversar, estar em contato. Essa situação é humilhante, e de uma falta de respeito absurdo, por que precisamos do trabalho, e aí usam esse poder que eles tem em contratar, e abusam do assédio pra intimidar, acuar, coloca o artista numa situação constrangedora. Temos que tomar muito cuidado com isso, pois é muito sério. 

Você parece ser uma mulher de atitude. Como você se posiciona na hora da paquera? Que sinais dão a entender seu interesse? Sou mega sem jeito pra falar disso...(risos), ai ai, acho que meus sinais são o "olhar", olho de forma diferente quando tenho interesse em alguém, converso mais. São conversas mais longas, pois já tô querendo conhecer ali um pouco mais da pessoa. Sou mais cautelosa, não vou com tanta sede ao pode...(risos), sou mais atenta. 


O que os homens ainda não sabem (ou teimam em não saber) sobre as mulheres? O que eles não sabem é ter paciência. Mulher é um bicho esquisito...(risos), produzimos muito mais hormônios que eles. Mas vejo um movimento de alguns homens em busca de conhecer mais a mulher, e isso é incrível. O que não dá, é ficar fechado sem se dar a oportunidade de saber quem é essa mulher que eles estão se relacionando. O diálogo é uma arma poderosíssima. Vamos dialogar mais. 

A nudez parece nunca ter sido um tabu para você. Verdade? Com o tempo isso mudou? Tabus devem ser ultrapassados? Nunca foi um tabu mesmo. Desde minha infância, adolescência, em casa sempre foi visto com muita naturalidade, sem histerismos. Tabus vem muito do tipo de educação que cada pessoas recebe, ele não aparece do nada. Sim, tabus devem ser ultrapassados, porque um tabu é como uma proibição, é isso não é saudável pra ninguém. Quem sofre muito com tabus, precisa investigar como isso foi sendo colocado na cabeça dessa pessoa, precisa desmistificar, para tornar mais leve. Senão é muito sofrimento. A terapia é um bom lugar para se discutir esse assunto sem ser julgado. 


O que te distrai e te instiga nos momentos de ócio? Ócio é muito importante sabia? Tem um livro incrível que fala muito bem sobre o ócio criativo, é do Domenico Mazzi, vale muito a pena ler. Eu gosto muito de ficar em casa, o fato da gente viajar muito a trabalho, a casa passa a ser o lugar mais confortável, assisto muitos filmes, séries com pipoca no sofá..., vou muito ao teatro, cinema, gosto de estar com minha família, organizar almoços com eles, levar meus sobrinhos para exposições, brincar... coisas simples. A felicidade está no simples. 

Quais são seus projetos profissionais para esse ano? Em março estreia uma série que fiz pra Netflix, será lançada em 180 países simultaneamente..., estou ensaiando minha próxima peça de teatro, volto com meu programa sobre as mulheres no cinema, agora falando dos homens no cinema. Tenho minha produtora onde fazemos conteúdo e séries pra TV e lanço meu livro onde relato minha experiência com Toc. Essas são algumas coisas que farei esse ano. 

Para conquistar Luciana basta... Conquistar não é só pra namorar, casar, mesmo por que já estou casada, mas a conquista é importante também no trabalho, na vida, com amigos, e pra isso basta ter verdade. Coração aberto, bem querer, e aquela porção mágica que se chama "afinidade"...(risos), é isso. 



quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

CARRO: Bugatti Type 57SC Coupé Atlantic, eleito automóvel mais excepcional do mundo

O que faz um carro atiçar sua imaginação? O que nos inspira a sentir algo diante de um belo carro? Para qualquer entusiasta, o Bugatti Type 57SC Coupé Atlantic responde essas questões com suas curvas e detalhes art deco. Seja por seu patrimônio, beleza ou novidade, este carro conseguiu tudo ao longo do tempo, e é por isso que modelo azul 57SC ganhou o lugar dos ilustres clássicos no “The Peninsula Classics Best of the Best Award”, o melhor dos melhores prêmios de carros já fabricados. Para aqueles que não sabem, esta competição apresenta os carros mais valorizados do mundo e são julgados por alguns dos maiores nomes da comunidade clássica do carro, incluindo Jay Leno e Ralph Lauren. 

Em seu terceiro ano, The Peninsula Classics Best of the Best Award reuniu oito dos melhores carros clássicos - o melhor dos vencedores do concurso internacional - para competir pelo título do automóvel mais excepcional do mundo. E não por acaso o grande vencedor desse ano foi o Bugatti Type 57SC. O modelo é co-propriedade do Mullin Automotive Museum e Rob & Melani Walton, localizado na Califórnia, EUA, e foi nomeado "Best of Show Concours d'Etat" no Chantilly Arts & Elegance de 2017, no hotel The Peninsula Paris. O carro foi selecionado depois de ser revisado por 24 especialistas automotivos, designers e celebridades notáveis no mundo automobilístico.


 Sua raridade é apenas uma das muitas razões por trás do preço estimado de 40 milhões de dólares desse carro. Com um motor superalimentado e considerado por muitos como o primeiro supercarro já fabricado, o Bugatti vencedor é um dos quatro modelos do Tipo 57 Atlantic já produzidos, existem apenas três no resto do mundo. O veículo foi projetado no auge do movimento art deco por Jean Bugatti, filho de Ettore Bugatti. Jean baseou o carro em seu outro design, o Concept-car Aérolithe de 1935, que era famoso por sua traseira externamente arrebitada, por medo de que as partes do corpo de liga de magnésio pegassem fogo. Jean manteve essa assinatura com rebordo arrebitado no corpo todo em alumínio do Atlântic.

"O Bugatti Type 57SC Atlantic é a joia da coroa do circuito automotivo", afirmou o chefe da tradição de Bugatti, Julius Kruta. "Este carro era a obra-prima de Jean Bugatti com suas linhas lindas e de tirar o fôlego, além de seu desempenho inigualável para o tempo. Hoje, continua a ser a melhor expressão do legado Bugatti: poder incomparável e belo design".

Este modelo, número de chassi 57374, foi o primeiro tipo 57 Atlântic produzido e é o único sobrevivente "Aéro Coupé", uma designação dada aos dois primeiros carros que eram mecanicamente muito parecidos com o Aérolithe. O carro foi entregue em 1936 para o britânico Nathaniel Mayer Victor Rothschild, terceiro Barão Rothschild, e passou por alguns proprietários em seus 82 anos de história. O carro foi exibido internacionalmente, e mais recentemente, foi exibido no Petersen Automotive Museum, em Los Angeles, para a exposição "Art of Bugatti".

"De suas curvas de assinatura aos seus rebites inspirados pela aviação, ao corpo lustroso de alumínio projetado Jean Bugatti, o carro é verdadeiramente uma peça de arte notável. Tenho muita honra em compartilhá-lo com o mundo entre outros "concorrentes melhores do Best of the Best", disse Peter Mullin, fundador e CEO do Mullin Automotive Museum.

Os fundadores do prêmio “The Peninsula Classics Best of the Best Award” são conhecidos como alguns dos principais especialistas em automobilismo do mundo, e foram reunidos por sua paixão compartilhada por veículos motorizados finos, restaurações impecáveis, bem como a preservação da tradição e do patrimônio.

Anteriormente apresentado durante a Semana do Automóvel de Monterey, o prêmio mudou-se para Paris este ano para ser apresentado durante o mundialmente famoso evento de Rétromobile. O Bugatti foi apresentado em uma festa reveladora exclusiva na garagem subterrânea da Península de Paris, seguindo um jantar privado.