sexta-feira, 21 de novembro de 2014

CAPA: Os novos desafios de Marcello Novaes dentro e fora da TV

Ele já foi Raí e Max, dois personagens inesquecíveis da teledramaturgia brasileira. É pai de dois adolescentes a quem se refere com muito amor, admiração e respeito. E não para por aí! Marcello Novaes mostra seu talento a cada novo trabalho e como um vinho está cada vez melhor, fruto de uma vida com prática de esportes, boa alimentação e, sobretudo boa relação com as pessoas, sejam amigos, ex-mulheres e colegas de trabalho. Conheça um pouco mais dessa cara alto astral e cheio de coisas pra contar.

Desde pequeno você já se apresentava pra família, ser ator sempre foi sua vontade ou até chegar a seu primeiro papel outras profissões despertaram seu interesse? Comecei a fazer teatro bem jovem porque era muito tímido e muito introspectivo. Do teatro as coisas foram acontecendo e hoje já são 27 anos de profissão. Se eu não fosse ator com certeza seria engenheiro civil ou marceneiro. Tenho uma oficina em casa, desenho móveis como hobby, adoro trabalhos manuais, toco obras na minha casa e no meu sitio com muito prazer. Aliás, sou louco por uma ferramenta (risos).

Sua estreia na TV foi em 88 com a novela “Vale Tudo”, uma novela que marcou a história da televisão. Como você chegou até ela e como repercutiu para você? Como disse eu já fazia teatro. Dos palcos fiz testes para a TV e passei para minha primeira novela que foi Vale Tudo.

Ainda sobre “Vale Tudo”, que segundo o próprio autor, o Gilberto Braga, discutia se valia a pena ou não ser honesto no Brasil. Vale? Sempre vale a pena ser honesto. Acredito na lei do universo, o que se planta se colhe. É assim que educo meus filhos e foi assim que sempre levei minha vida. A honestidade é primordial.

Em 94 Raí e Babalu, personagens de “Quatro por Quatro”, conquistam os telespectadores e marca não só a sua carreira e a de Letícia Spiller, como leva o amor de vocês para fora da tela. Até onde fazer par romântico gera o “risco” de se apaixonar de verdade? Isso só aconteceu uma vez na minha vida em 27 anos de carreira. Na verdade, quando estamos em um trabalho, principalmente uma novela, trabalhamos de 9h às 21h, de segunda a sábado com as mesmas pessoas em uma rotina intensa. A gente acaba ficando mais tempo com a equipe do que em casa com a família. Acaba se tornando natural, se você está solteiro, que relações acabem acontecendo, não necessariamente entre pares românticos, mas entre pessoas da equipe. É muito tempo junto, dividindo as mesmas questões, se vendo o tempo inteiro. 

Em 2000 você estreou em “O Clone” como o segurança Xande, cuja namorada era uma dependente química. Viver de perto, mesmo que na ficção, a realidade dura da dependência química te trouxe algum tipo de reflexão, aprendizado? Com filhos adolescentes como lida com esse assunto? Lá em casa esse papo é, e sempre foi aberto. Tenho 2 filhos homens, falamos de drogas como falamos de qualquer outra questão. Não os crio com tabus, falo das minhas experiências, do que aprendi com a vida e com tudo que já vivenciei mesmo que através amigos. Busco mostrar a mais pura realidade e o preço que se paga por certas escolhas.


2012 Max surge como um grande vilão das telenovelas e carimba com maestria sua qualidade e versatilidade artística. Como foi a construção desse personagem e vivê-lo durante a novela? Vivi intensamente o Max durante 10 meses da minha vida, gravava o dia todo, tinha 20 cenas por dia, chegava em casa e a minha coach já estava me esperando para passar os textos do dia seguinte. Foi um processo intenso, mas valeu muito a pena profissionalmente. Trabalhei o Max psicologicamente para entendê-lo e depois procurei referências para não fazê-lo de forma clichê, eu não queria um malandro sem alma, eu quis fazê-lo humano acima de tudo. O figurino, o texto e a direção ajudavam muito a me transportar facilmente para o mundo dele.

Qual a sensação de ter sido “odiado” e ao mesmo tempo admirado pelo público por conta de Max, em Avenida Brasil? Esse realmente é um dos marcos da sua carreira? De fato sim, é um marco como foi o Raí. Costumo dizer que um ator recebe um personagem desses de presente de 10 em 10 anos no máximo. Fui sortudo. Eu quase não saia na época de Avenida Brasil. Quando chegava o domingo, meu único dia de folga, eu queria dormir, descansar, desconectar mesmo, então eu senti pouco essa resposta das ruas. Mas lembro-me de receber mais carinho e afago do que raiva nas ruas. Ele e a Carminha eram amados apesar das maldades.

Ainda sobre a carreira, você está estreando um novo trabalho na TV com a série de Glória Perez. O que podemos esperar desse novo trabalho? É a primeira série em 4k da rede globo, é quase como fazer cinema, o processo de produção e edição é demorado e minucioso. A série está ficando incrível, o enredo é muito bom, são poucos atores e uma história densa. Acho que o público vai curtir. Meu personagem é um investigador de polícia, que junto com a personagem da Luana Piovani desvenda os passos de um serial killer, vivido pelo Bruninho Gagliasso.

Você é basicamente um ator de TV. Isso te incomoda em algum momento? Foi escolha sua ou as oportunidades que foram surgindo que te levaram a isso? De forma alguma. Minha carreira foi toda baseada nas oportunidades que fui recebendo e nas minhas escolhas pessoais. Acabei de ganhar um prêmio no festival de Paulínia, por um longa que fiz ano passado, “Casa Grande”. Realizei 3 projetos no cinema, esse foi o maior deles e esse prêmio me deu a certeza que meu caminho está certo. Tenho buscado construir um escopo para meus trabalhos como ator. Um me ajuda no outro. É assim que eu sigo. Minha base, minha escola foi o teatro, devo meu método a ele, mas a minha experiência vem da TV e sou muito grato a ela.


E nos intervalos entre um trabalho e outro o que gosta de fazer como forma de lazer? Quando tenho um tempo livre corro para descansar no meu sitio em Teresópolis. Lá é meu refúgio, meu paraíso. Telefone e internet não pegam. Tenho horta, pomar, galinheiro, meus cachorros, uma cachoeira e uma cozinheira maravilhosa. Não preciso de mais nada além daquilo.

Aos 52 anos, você tem um físico de fazer inveja a muito adolescente por aí. Que estilo de vida leva para causar suspiros nas moças? (risos) Eu sempre gostei muito de praticar esportes. Sou faixa marrom de jiu-jitsu, jogo vôlei de praia, tênis, corro na areia e de vez em quando ainda me arrisco nas ondas. Tenho uma alimentação saudável, treino pelo menos 2 vezes na semana e não tenho tendência a engordar. Eu diria que minha forma física é um resultado de tudo isso junto.

A idade em algum momento incomodou? Sua relação com o espelho é tranquila? Nunca me incomodou, estou de bem com o espelho. Está tudo certo, graças a Deus.

Você sempre foi ligado a esportes como vôlei de praia e surf. O que o esporte te proporciona? Criei meus filhos no esporte e fui criado nele também. O esporte traz disciplina, foco, tranquilidade, competitividade. Além de fazer muito bem a saúde, é uma válvula de escape, e um lugar de igualdades, onde não tem cor nem classe social que o faz melhor e sim o talento para aquele esporte que o faz se destacar. Isso é incrível!

Com o surf, qual sua relação com o mar? Onde ele te leva? O surf já foi uma febre na minha vida quando adolescente, meu primeiro salário na vida veio de um trabalho de shaper de pranchas quando eu tinha 15 anos. Hoje ele é a febre dos meus filhos. O mar me acalma, me limpa, me deixa renovado. Dar um mergulho no mar cura qualquer angustia.

Diogo e Pedro. Como é sua relação com eles e o que eles representam na sua vida? São os verdadeiros amores da minha vida, eles moram comigo e são meus grandes amigos. A gente se respeita, se admira e se ama muito. Tenho uma imensa gratidão pelos filhos que tenho. Eles são uns caras muito especiais e muito do bem.

Dois casamentos, alguns namoros... Ainda deseja construir uma relação sólida até o fim da vida ou é do time que acha utópico “até que a morte os separe”? Eu acredito que tudo dura um tempo, esse tempo pode ser 60 dias, 6 meses ou 60 anos, não importa, tudo tem seu tempo para durar.  Eu acredito no amor e nas relações. Sempre fui de namorar muitos anos, me casei duas vezes, fiquei 8 anos com a mãe do Diogo e 4 anos com a Letícia, mãe do Pedro. Depois tive um relacionamento de 5 anos e agora estou namorando há 9 meses, depois de ficar quase 6 anos solteiro, sem engrenar nenhum relacionamento por mais de 3 meses. Acho que eu precisei desse tempo para mim, para me conhecer e me entender com um ser humano só. Foi bem importante.

Costuma pensar em um tipo ideal de companheira? Ou como diria Vinícius “a vida é a arte do encontro” e isso basta? Eu sei exatamente o que não quero em um relacionamento, o que não me atrai em uma mulher, mas um tipo ideal seria negligente da minha parte apontar. As mulheres de um modo geral são interessantíssimas, cada uma a sua forma, eu admiro o humor nas mulheres inteligentes e também acredito no amor quando não o estamos procurando. 

O que inveja nas mulheres e onde elas deveriam aprender com os homens? Invejo a capacidade de pensar e fazer várias coisas ao mesmo tempo que elas têm. Isso é insano de ver. Também invejo a ideia de gerar uma vida dentro de si. Deve ser algo realmente magico.

Felicidade é um conceito vago e muito pessoal, mas existem padrões de felicidade que muita gente acaba buscando sem pensar no que está fazendo e no final vive uma eterna frustração. Vivemos uma ditadura do “ser feliz a qualquer custo”, do “vencer na vida”? Vivemos buscando preencher as tais “caixinhas” da vida e deixá-las sempre alimentadas. A caixinha da família, a do amor, a do trabalho, a da saúde. Quando uma delas está vazia ou remexida, a gente automaticamente se desordena. Busco o tempo todo deixar de pensar dessa forma e aceitar o meu dia, como ele se apresenta para mim e vive-lo da forma mais bacana possível, senão eu piro.

As mídias sociais e a exposição de si mesmo, muitas vezes cria mundo de mentira e gente de mentira. O que pensa sobre isso, ainda mais como ator que muitas vezes vive uma exposição involuntária? Não tenho redes sociais, não uso nenhuma, isso não me pegou. 

Ao educar seus filhos, que valores você preza e que ensinamentos considera fundamentais? Busco mostrar para eles o poder da humildade, do foco, da generosidade, da paciência e da autoestima na vida da gente. Tenho uma relação maravilhosa de amizade com as mães deles, ensino que ainda as amo, mas de outra maneira e isso os deixa seguros. Eles presenciam respeito em casa, entre os pais. Isso é essencial.

Passadas as eleições, como você vê no nosso país? Não costumo me colocar ou tomar partido politicamente porque acho que sendo uma pessoa pública posso influenciar as pessoas e esse não é o meu papel. Meu papel é estimular todos a pensar no que seria bom para o nosso país. Eu penso que deveríamos começar investindo drasticamente na base de tudo que é a educação e a saúde públicas do Brasil. Deprimente nos deparar com os impostos caríssimos que pagamos e não termos esses serviços essenciais funcionando de forma digna.


FOTOS Drica Donato / MAKE-UP Hugo Regi / STYLIST Fábio Van Bogea

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

CARRO: Quant e-Sportlimousine o primeiro carro movido a água salgada a trafegar pelas vias públicas

Homologado pelas autoridades de trânsito alemãs, o Quant e-Sportlimousine é o primeiro carro movido à água salgada a trafegar pelas vias públicas. Um automóvel “muito à frente do seu tempo, na verdade hoje”. Desde que o homem começou a se locomover em automóveis, o motor a combustão interna vem reinando nos carros que conhecemos. Seja à gasolina, a diesel ou etanol, a pequena explosão move os pistões, que transferem o movimento para as rodas e fazem a alegria de quem gosta de velocidade. Mas esse paradigma vem sendo quebrado por outras tecnologias que oferecem novas formas de combustível para nossos carros. Combustível? Só se for para gerar uma explosão. Não é o caso do Quant e-Sportlimousine, o primeiro carro movido à água salgada.

No último Salão do Automóvel em Genebra, Suíça, o mundo ficou conhecendo essa novidade. O sistema de propulsão do Quant e-Sportlimousine é baseado em uma tecnologia desenvolvida pela Nasa a partir de 1976, com o uso de nanocélulas presentes em duas soluções eletrolíticas (a água salgada”) que fazem os motores do carro funcionarem. Sim, motores, cada roda tem o seu próprio propulsor. O sistema foi batizado de NanoFLOWCELL e é bem diferente do das baterias comuns, muito mais avançado. O carro não funciona com água do mar, como poderia ser sugerido, mas por reações químicas nas soluções que produzem a eletricidade que gera a potência para as rodas. 



Não é de hoje que surgem novas tecnologias capazes de superar o motor de combustão, extremamente poluente. O nanoFLOWCELL sai na frente por ter sido autorizado a andar em vias públicas na Alemanha e ainda responde a uma demanda muito valorizada hoje em dia - o meio ambiente. Com emissão zero de poluentes, sua aplicação pode ser muito versátil, e o Quant e-Sportlimousine pode se tornar um pioneiro de uma mudança de cultura dentro do automobilismo. “Ficamos felizes de sermos os pioneiros em conseguir apresentar um automóvel impulsionado por tecnologia de bateria de fluxo em estradas públicas, que consegue ter não apenas valores de desempenho fantásticos, mas também emissão zero”, afirma Nunzio La Vecchia, diretor técnico do projeto.

A ambição não para por aí. Depois da homologação para andar nas vias públicas, a empresa trabalha agora para autorizar a produção do Quant e-Sportlimousine em série e entrar de vez no seleto mundo da indústria automobilística, a partir de uma provável abertura de capital. Paralelo a isso, também trabalham para levar a tecnologia de nanoFLOWCELL, que passou 14 anos sendo desenvolvida, para outras áreas. "Temos grandes planos, e não apenas dentro da indústria automobilística. O potencial da nanoFLOWCELL é muito maior, especialmente em termos de fornecimento de energia doméstica assim como na tecnologia marítima, ferroviária e de aviação. Essa tecnologia oferece uma ampla variedade de aplicações como fonte de energia sustentável, de baixo custo e amigável com o meio-ambiente", explica o professor Jens Ellermann, que faz parte do projeto.

Para que tanta inovação tecnológica?

Para mover esse superesportivo. O Quant e-Sportlimousine não chama atenção apenas pela inovação no propulsor. Os designers também não economizaram e projetaram as curvas desse carro de grande porte, que mede 5,25 m de comprimento e 2,20 de largura, pesando 2300 kg. E não poderia ser diferente, já que não estamos falando apenas de água salgada para fazer um automóvel andar, mas de motores individuais que geram combinados 912hp de potência. As curvas do chassi são detalhes essenciais tanto para manter o Quant e-Sportlimousine no controle do motorista quanto para sua elegância. 

Quando for testado na rua, a expectativa é que alcance a velocidade final de 350 km/h, fazendo de 0 a 100 em apenas 2,8 segundos. Mas o que chama atenção é a autonomia, um velho problema dos carros elétricos. O Quant e-Sportlimousine pode rodar 600 km até precisar abastecer novamente; autonomia até maior do que a dos nossos carros de mil cilindradas. Quem viver verá o Quant e-Sportlimousine nas ruas, com suas portas de abertura para cima e um fino acabamento em madeira, cobre e couro. E para ser o dono de um belíssimo exemplar, terá que desembolsar algo em torno de R$ 1 milhão. 

Veja o vídeo: 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

BEBIDA: O whisky William Lawson’s invade o mercado fortalecendo a imagem do “homem vigoroso” com ousadia

Com uma linguagem ousada, bem humorada e reconhecida mundialmente, No Rules, Great Scotch (sem regras, bom whisky), a inconfundível assinatura da marca resume bem o que o whisky WILLIAM LAWSON’S oferece ao seu consumidor: um grande whisky, sem regras. Fabricado nas Highlands da Escócia, a marca adotou a imagem do highlander, personagem cultural daquela região. Trata-se de um homem vigoroso, que segue a filosofia “no rules”, um verdadeiro “Cabra macho” que não se limita a padrões e enfrenta qualquer situação com atitude, coragem e principalmente força mental. Essa é a imagem que William Lawson’s tem de seus consumidores, um highlander da modernidade.

No mês de julho foi realizada uma ação com promotores highlanders, montados à cavalo invadiram as ruas e bares de Recife, devidamente caracterizados com kilts e coturnos, acompanhados por um estandarte com luzes de LED e junto a uma inusitada mistura musical de gaita de fole com tambores de maracatu tocada ao vivo no local em um verdadeiro desfile escocês. A ideia desse casamento musical surgiu para simbolizar a união da cultura Escocesa com a cultura Pernambucana. O sucesso foi total, o público, que não parou de filmar e tirar fotos da ação, recebeu doses do whisky, servidos pelos promotores dentro dos bares. Veja abaixo o vídeo e o making of:


Em novembro, a marca lança a segunda etapa de sua campanha, também na capital pernambucana e em Caruaru, região que detém o maior número de fãs da bebida. O desafio era desenvolver uma 2ª etapa tão impactante quanto a 1ª. A aposta foi criar uma surpreendente ‘linha de visibilidade William Lawson’s’ em vias de grande fluxo com uma campanha de outdoors, de novembro a dezembro. 

A Rua Ernesto de Paula Santos, no bairro de Boa Viagem, receberá o outdoor vivo.  Promotores caracterizados como highlander irão fazer performances na passarela que faz parte da estrutura do outdoor. Eles vão interagir brindando, cortando lenha, preparando e assando carne ao redor de uma fogueira de verdade. Os promotores estarão devidamente protegidos por equipamentos de segurança e estarão encenando, não haverá consumo no local. A presença deles será de 3h por dia, sempre próximo das 18h, durante os dias 20, 21e 22 de novembro. No restante do período a visibilidade ficará por conta do outdoor sem os promotores. 


A campanha, desenvolvida pela agência pernambucana Hagua, também terá desdobramento em importantes PDV’s da cidade. No dia 20/11, mais de 35 lojas vão promover degustações com o William Lawson’s. A ação será realizada até o final de dezembro.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

PALADAR: Brasil Burger Fest chega à Recife

Junto com a 5ª edição na capital paulista, o festival especializado em hambúrgueres acontece em mais sete cidades, incluindo a capital pernambucana. São quase 200 endereços que oferecem hambúrgueres criativos em todo o País. 

Depois de se tornar um dos principais festivais gastronômicos de São Paulo, o Burger Fest atendeu ao pedido dos apaixonados por hambúrgueres de todo o Brasil e acontecerá em outras cidades do País. O Brasil Burger Fest estará em oito cidades diferentes: além da 5ª edição da capital paulista (que acontece entre 07 e 23 de novembro), o evento estará pela segunda vez no Rio de Janeiro (13 a 23/11), e pela primeira vez no Recife, em Campinas, São Caetano, Santo André, Brasília e Belo Horizonte (14 a 23/11). São cerca de 200 endereços em todo o País e mais de 200 versões inéditas e criativas dos sanduíches. Na última versão paulistana, foram vendidos mais de 100 mil hambúrgueres, movimentando uma receita de aproximadamente 10 milhões de reais. 


Entre as atividades do evento, a principal é o roteiro com dezenas de restaurantes, que criam receitas exclusivas para o festival. Restaurantes e chefs renomados já garantiram a participação nas várias capitais, como Capim Santo (da chef Morena Leite, SP), Mimo (SP), Pipo (do chef Felipe Bronze - RJ), Obá (SP), Irajá Gastrô (do chef Pedro de Artagão - RJ), Bos BBQ (do chef André de Luca - SP), AK Vila (da chef Andréa Kaufmann - SP). Entre as hamburguerias premiadas está o nova-iorquino P.J. Clarke’s, Z Deli Sandwich Shop (do chef Julio Raw - SP) e Meats (do chef Paulo Yoller - SP). 

Duas casas que participarão do circuito completo do Brasil Burger Fest, o restaurante Pobre Juan, reconhecido por seus cortes premium, e o The Fifties, famosa rede de hamburguerias. Na capital pernambucana, 14 casas participam do Festival, entre restaurantes e hamburguerias: Fifties, Pobre Juan (chef Priscila Deus), Oficina do Sabor (chef César Santos), Barbarico Bongiovanni (chef Juan Carlos Perez), Sumô Sushi Bar (chef André Saburó),  a Kangaroo Australian Burguer (chef Taciana Teti),  Kwai Burguer Artesanal, Prouvot Cozinha Bar (chefs Hugo e Julio Prouvot), H3 Hambúrguer Gourmet Recife (chef Vitor Lourenço), My Burger, Azu Comedoria (chefs Biba Fernandes e Jeff Colas), Mooo Hamburgueria Gourmet & Saladeira (de Iuri Araujo), Empório Central (chef Douglas Van Der Ley) e Mingus (Nicola Sultanum). Nesta edição 16 receitas exclusivas estarão à disposição do público, com preços que variam de R$ 21,95 a R$ 79,00.





segunda-feira, 17 de novembro de 2014

ESTILO: Uma combinação de peças clássicas e atemporais que são coisa de cinema

A moda masculina é acima de tudo versatilidade, uma combinação perfeita de entre o que está na moda e o estilo próprio em vestir. Porém se mostrar elegante, seja durante o dia ou à noite é algo fundamental. Com o tema de cinema em clima retrô, trouxemos nesse editorial uma combinação de peças que juntas ou separadas dão o clima e fazem a ocasião. Seja num evento mais social ou numa comemoração de fim de ano, muitas peças são clássicas e atemporais. O importante é manter a elegância.





Fotos Matheus Coutinho
Produção criativa Marco Antonio Ferraz
Modelo Maurício Tertuliano (Joy Model Milão)
Assistente fotografia Marcelo Chinigalha
Retoucher Andyn ramos

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

CAPA: Karen Junqueira a bela loira da novela "Império" e seu jeito mineirinho de seduzir

Assim como muitas atrizes ela saiu da zona de conforto de sua cidade e da casa dos pais para viver o sonho da arte dramática do Rio de Janeiro. Das Minas Gerais para as terras cariocas Karen Junqueira vem fazendo bonito na novela “Império”, mostrando que a mudança deu certo. Com o coração ocupado (bem ocupado) e mente leve, Karen vai vivendo sua história de maneira digna, pé no chão e vaidade suficiente para quem lida também com a imagem. Este ensaio ela disse fazer com muito carinho, o que você acha amigo leitor?

Mineirinho é mesmo “come quieto”? (risos) Acho que essa expressão é devido ao jeito reservado do mineiro, acho que mineiro não conta com o "ovo dentro da galinha", eu tento preservar minhas coisas antes delas acontecerem. 

É boa com a mão na massa (do pão de queijo, claro)? Eu adoro cozinhar, nunca fiz pão de queijo, o da minha mãe é uma loucura, ela sempre fez pra mim, fiquei mal acostumada. (risos)

Quem despertou pra sua beleza e a possibilidade de uma carreira artística, você mesma ou algum parente ou amigo da família? Eu mesma, sempre admirei a arte, via as novelas desde criança, adorava ver as novelas de Manoel Carlos, achava lindo o Rio de Janeiro, Leblon, e decidi "vou ser atriz", nem me lembro direito a idade, mas era muito nova mesmo!

Deixar o interior de Minas e vir para a “cidade grande”, que sonhos e medos trazia na bagagem? Eu não tinha medos, tinha um objetivo. Considero hoje ter mais medo, eu acreditava que tudo ia dar certo, não importava quantas dificuldades eu ia passar, tinha um sonho. Então fui trabalhar em loja para ter dinheiro para pagar as contas, entrei no Tablado para começar, depois fiz algumas publicidades também como modelo fotográfica. Foi uma fase difícil, mas só hoje tenho noção, eu não me preocupava com nada, era muito positiva e pessimismo não passava na minha cabeça. 



Em Malhação sua personagem vestia roupas de skatista para chamar atenção de um carinha que praticava o esporte...Quando está interessada em alguém é capaz de tudo? Não, quando estou interessada costumo ver se é recíproco, se não for, eu esqueço.

Quando quer seduzir alguém o que costuma fazer? Primeiro quero que a pessoa me conheça de verdade, a sedução só aparece quando estou apaixonada realmente. 

Sua personagem em “Império” é uma perua fútil atrás de um marido rico...Entre um cara bacana e poder aquisitivo alto e um cara muito, muito bacana e um poder aquisitivo baixo, qual você escolheria? (risos)
Eu pensaria em um cara bacana e trabalhador. Admiro homens inteligentes, honestos, família e que querem subir na vida com seu próprio esforço.

O que um cara precisa ser e ter pra te conquistar? Hoje sou comprometida e feliz, Rodrigo me conquistou porque ele é calmo, compreensivo e muito carinhoso, somos verdadeiros amigos! Nós nos divertimos muito, ele me conquistou por tudo isso. 

E quando um cara pisa na bola com você? Acho que depende da pisada de bola, há muitos graus, algumas você até pode conversar. Mas se for traição, acho melhor cada um seguir seu caminho. 

Um diamante é o melhor amigo de uma mulher? Acho que o melhor amigo da mulher é o carinho, respeito e se vier com o romantismo o diamante pode até ser um "amiguinho", mas pela intenção do homem, um noivado surpresa por exemplo. Fora isso, não uso muitas joias, sou mais básica. 

Como cuida do rosto, do corpo e da alma para estar sempre tão linda? Eu acredito em Deus, acredito no bem, acho importante ler coisas para o crescimento pessoal e ter noção de como posso melhorar meu defeitos. Uso protetor solar todos os dias para cuidar do rosto, vou constantemente a Dermatologista, passo creme para as olheiras também. Do corpo, cuido me alimentando bem, adoro cozinhar, fazer receitas leves e funcionais para o organismo, frequentar restaurantes com comida orgânica, substituir alimentos que suprem a vontade de comer doces por opções saudáveis por exemplo! Faço treinos funcionais na praia quase todos os dias. 

Como lida com o nu em cena, em fotos e na hora da intimidade? Não é muito fácil, muitas vezes você não conhece tão bem o colega, mas tento fazer o melhor para a personagem e o trabalho ficar em primeiro plano, o profissionalismo deixa tudo fluir na minha opinião. Quando algum trabalho pede esse tipo de cena, eu analiso o trabalho, se vale a pena e a personagem, como um todo, não apenas pela nudez. Em fotos, acho que não pousarei nua. Na minha intimidade, existe tanto amor que não é nenhum problema. 


Verão chegando... Você curte praia ou é mais de balada à noite? Onde vai ser fácil te encontrar? Sou muito do dia, quando eu era mais nova gostava de sair à noite, hoje prefiro uma reunião em casa. De uns anos pra cá, saio pra jantar aos finais de cinema, gosto de acordar cedo, praticar esportes, amo curtir o dia! Gosto de ir ao teatro ou ver filmes e séries em casa noite ou sair pra almoçar em lugares legais com amigos. 

Qual o tom para a próxima estação (o que você vai curtir nesse período de sol)? Eu acho lindo o verão do Rio, gosto muito de cores claras e vestidos soltinhos, fica romântico e elegante. 


Deixa um recadinho para os leitores... Gostaria de convidar a todos para assistir “Império” e logo, logo nos cinemas o filme "A pelada", uma comédia do diretor Belga Damien Chemin. Agradeço a todos pelo lindo ensaio, foi feito com muito carinho pra vocês! 

Fotos Filipe Lisboa
Produção Executiva e Direção Criativa Marcia Dornelles
Styling Xico Gonçalves
Beleza Guto Moraes
Agradecimentos Rede Windsor Hotéis


Look 1 - Biquini hot pants Eloah, blusa Lezalez, colar Maria Valentina, cinto Camila Agil, pulseiras Panna, anel Morena Rosa; Look 2 - blusa Maria Valentina, saia estampada Morena Rosa, bustier Eloah, pulseiras Panna, sapato Morena Rosa; Look 3 - vestido Lezalez, brinco Camila Agil, pulseira e anel Panna, sapato Morena Rosa.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

PALADAR: Menu criativo e cheio de sabor sob o comando de três grandes chefs

Gastronomia é a arte de cozinhar de modo que se dá o maior prazer a quem come, mas é bem verdade que quem cozinha também tem o maior prazer no que faz e talvez seja justamente esse o segredo dos grandes nomes da culinária brasileira. Para ficar por dentro das novidades que combinam novos ingredientes com receitas tradicionais que nos deixa com água na boca, a MENSCH foi conhecer um pouco da nova gastronomia apresentada por três grandes profissionais do forno e fogão e provou que um menu criativo e cheio de sabores conquista qualquer paladar. Com vocês, Armando Pugliesi do Hotspot, Duca Lapenda do Pomodoro Café e Hugo Provot do Provot Cozinha Bar.

OS PENSADORES DE RECEITAS

O Provout vem daquela vontade de ter algo pra chamar de “seu” que tivesse a cara dos amigos-irmãos Júlio e Hugo, responsáveis pelo local. O lugar com conceito de cozinha-bar e grande influência do Chef francês Laurent Suaudeau preza, sobretudo pela qualidade e criatividade brasileira aliada a paixão pela alquimia dos alimentos. Para MENSCH o Hugo apresentou a carne clássica em total referência à culinária francesa servida com bata e mostarda. O peixe já traz uma mistura franco-brasileira com ingredientes como tamarindo, mandioquinha e vagem. E como sobremesa é de lei, fomos servidos com uma marquise de chocolate com tenda de castanhas de caju. A sobremesa é uma mistura de um doce francês tipo brigadeiro gelado combinado com castanha e banana da terra frita com doce de leite. Ficou com água na boca, hein?


Prouvot Cozinha.bar - Herculano Bandeira, 287 – Pina - Fone: (81) 3031-3221

SABORES DO MUNDO

Sem frescura. Assim que o Hotspot foi pensado pra ser e é! Mas enquanto falta frescura sobra criatividade, sabor e opinião do consumidor. O cardápio do Hotspot é sempre pensado para permitir que o cliente faça mudanças sem alterar o sabor final do prato. E quem pensa que sem frescuras é sem graça, engana-se. Em suas viagens pelo mundo o Chef Armandinho vai misturando sua base de cozinha francesa aos sabores dos lugares por onde passa, mas sempre respeitando o paladar dos pernambucanos. As novidades para o novo cardápio tem toque étnico, puxando muito pra Europa Oriental. Para quem quer conhecer as novas apostas tem o Spatzle, uma massa russa, com strogonoff, o lamen de fabricação própria e o risoto coreano. Para quem quer seguir as opções mais saudáveis a dica do Chef é filé com purê de batata doce e crosta de pistache.


Hotspot - Rua Cap. Rebelinho, 478 - Pina, Recife - PE, 51011-010 - (81) 3034.1284 – www.hotspotrecife.com.br 

SABORES DA ITÁLIA EM PRATOS CLÁSSICOS

O Pomodoro Café começou na Zona Sul de Recife. O espaço era pequeno e aconchegante e durante muito tempo deixou a noite dos moradores de Boa Viagem uma delícia. Agora na Zona Norte, com espaço mais amplo, o Chef Duca Lapenda investe em mais tecnologia e equipamentos sem deixar de lado o “xodó” da casa, o forno de terracota à lenha. O que faz toda a diferença para todo cozinheiro na hora de implantar novos ingredientes. Para receber seus velhos (e novos) clientes na casa nova o Pomodoro aposta nas burratas, fabricadas pelo próprio Duca, uma exclusividade da casa e o já clássico Polpetone (foto), bem servido e suculento que faz a festa na mesa. Para sobremesa a tradição italiana bate à porta com o Tiramissu (foto abaixo) preparado na Oliva Verde (mercado gourmet). E para os amantes da pizza tradicional do Pomodoro a casa apresenta um novo menu. “Na nova proposta de cardápio demos ênfase aos produtos mais frescos e artesanais. Estamos apostando nas burratas fabricadas por mim. No novo menu de pizzas tradicionais em forno de lenha além do polpetone que já se tornou um clássico.” 


Pomodoro Café - Rua Alfredo Fernandes, 177 – Casa Forte - Fone: (81) 3314.0530

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

FITNESS: Musculação e terceira idade: sempre é tempo de treinar

São muitas as atividades físicas que contribuem para melhoria da saúde e qualidade de vida na terceira idade, entretanto uma das atividades físicas que está ganhando destaque é a musculação. A musculação é um treinamento físico que visa amenizar as perdas funcionais durante o processo de envelhecimento, beneficiando na redução da perda de força e potência, massa muscular, massa óssea, das funções cardiovasculares e respiratórias, ajudando na recuperação significativa da agilidade, flexibilidade entre outras. 

Algumas doenças que vêm junto com o envelhecimento como a osteoporose, a hipertensão arterial, diabetes mellitus, as doenças degenerativas e as cardiopatias também podem se beneficiar dos exercícios. Assim, a musculação não só ajuda as pessoas a viverem mais como a terem uma melhor qualidade de vida. O envelhecimento tende a produzir processos degenerativos em cartilagens, ligamentos, tendões e músculos, além de reduzir a massa óssea. Esses efeitos são potencializados pelo sedentarismo, e ocorrem em maior ou menor grau em função da individualidade biológica. A composição corporal tende a piorar no envelhecimento sedentário devido ao aumento do tecido adiposo e à redução das massas óssea e muscular. Todas as qualidades de aptidão física apresentam redução em seus níveis nas pessoas que envelhecem de forma sedentária, podendo dificultar a vida diária e reduzir o bem estar psicológico e social. 

O fato de que os efeitos do sedentarismo são lentamente instalados, explica porque pessoas jovens sedentárias não costumam ter consciência dos seus efeitos. Por outro lado, as pessoas idosas sentem os efeitos do sedentarismo nas limitações que encontram para a vida diária, e nas doenças crônicas manifestas ou de difícil controle. A atividade física em geral apresenta efeitos que se contrapõem aos do envelhecimento sedentário, mas os exercícios resistidos (musculação) têm se mostrado como os mais adequados para essa finalidade. 


Os exercícios resistidos são atualmente reconhecidos como os mais importantes para pessoas idosas, não apenas pela eficiência dos efeitos promotores de saúde musculoesquelética e pelo alto grau de segurança geral, mas também pelos seus estímulos à saúde cardiovascular. Além disso, pessoas idosas com frequência têm dificuldades para realizar exercícios aeróbios, mesmo que suaves, como caminhar. Os fatores limitantes podem ser dores nas articulações periféricas e na coluna vertebral, vertigens, falta de equilíbrio, angina, arritmias e dispneia.

Vale lembrar a importância antes de se iniciar a prática de qualquer atividade física, a ida a um médico para realização de exames, onde se constatará a aptidão para realização de qualquer atividade física. Cabe ao educador físico, antes da prescrição do treino, a responsabilidade de compreender como se dá o processo de envelhecimento no presente e no futuro, para assim buscar ações e estratégicas que incentivem a prática da atividade física para cada caso em especifico, com o objetivo de beneficiar as pessoas com mais saúde e qualidade de vida.


*André Souto é Coordenador da musculação na TopFit.

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terça-feira, 11 de novembro de 2014

PERFIL: Francisco José o desbravador dos sete mares e seu jornalismo com altas doses de adrenalina

Dizem que somente quando uma árvore se estende até a copa da floresta é que suas raízes se fincam mais profundamente no solo. E que somente quando um homem se aventura além de suas fronteiras é que sente em seu íntimo onde está o lar ao qual pertence. Dizem que um espírito livre é aquele capaz de encontrar-se, a si mesmo, em qualquer parte do mundo, a qualquer tempo. Um espírito livre é um viajante, um cidadão do mundo; alguém capaz de percorrer os sete mares e todos os seus continentes com uma entrega de quem pertence à natureza e a si mesmo mais do que a qualquer outra regra, entidade ou instituição. Um espírito livre é capaz de abraçar seus rumos, aventurar-se neles e, por fim, dizer: “Se voltasse no tempo e tivesse que escolher, tomaria o mesmo destino.” Assim disse Francisco José.

Nascido no Crato (CE) e criado em ambiente inteiramente rural, Chico costumava andar a cavalo desde os seus dois anos de idade, cinco anos a menos do que tinha ao perder seu pai. Aos dez, mudou-se para o Recife junto com a mãe, cujo segundo marido era um pernambucano que os apresentou à cidade adotada como novo lar. Da época, as memórias de uma juventude bem vivida reforçam seu apego às origens sertanejas, mesmo que hoje esteja há décadas vivendo à beira do mar. Foi com a capital pernambucana que Francisco José atou seus laços mais fortes. “Viajo o mundo inteiro, mas sempre volto para a minha cidade [o Recife]. Aqui é que estão a família, os amigos e um povo que me trata com muita consideração”, declara. Foi no Recife que deu início aos estudos na área do Direito, na Universidade Católica de Pernambuco, e onde descobriu a paixão que permearia todas as diretrizes de sua vida: o Jornalismo.

“Quando comecei a estudar Direito na Unicap, a graduação para jornalista ainda não existia, mas eu já sentia que o Jornalismo estava no meu sangue, por vocação”, recorda Chico, que hoje acumula 48 anos de carreira na profissão. “Eu não tinha muitas pretensões, mas, desde cedo, senti que me realizaria como repórter”, conta, “e nunca me arrependi dessa decisão.” Aos vinte e dois anos, o jovem Francisco conseguiu seu espaço no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, que considera ter sido sua verdadeira faculdade. “Lá, tive os melhores professores”, explica, “como Aramis Trindade, Ronildo Maia Leite, Carlos Garcia, Wladimir Calheiros e outros verdadeiros mestres.” Nesse início de carreira, Chico era repórter esportivo: foi responsável por uma coluna diária e enviado pelo Jornal do Commercio a duas Copas do Mundo de futebol.

Na linha do tempo de seu currículo jornalístico, houve um hiato entre sua passagem pelo Jornal do Commercio e sua chegada à Rede Globo, onde está há 38 anos. Nesse intervalo, Chico aventurou-se no universo da Publicidade, tendo sido moldado pelas mãos icônicas de Severino Queiroz Cavalcanti, mítico publicitário pernambucano, falecido ano passado. “Ele foi o maior publicitário em Pernambuco de todos os tempos”, recorda Chico, com nostalgia e orgulho, “com quem trabalhei na então Abaeté Propaganda, atual Ampla.”

AVENTURAS PELO MUNDO 

Uma vez instalado, em 1976, na Rede Globo Nordeste, Francisco José já estava moldado como profissional. Entregou-se, sem ressalvas, ao exercício da profissão que abraçou como sua. Os cinco anos acadêmicos na faculdade de Direito ficaram para trás e deram lugar a um futuro arrebatador. Na lista completa de feitos jornalísticos estão seis Copas do Mundo, duas Olimpíadas Mundiais, Guerra das Malvinas, mais de vinte anos somados de trabalhos na selva amazônica, mergulhos nos sete mares, gravações nas regiões ártica e antártica, além de 89 edições do Globo Repórter. “Se eu tivesse que destacar alguns trabalhos, citaria as últimas expedições: Okavango e Bahamas, séries do Fantástico”, diz Chico, “além do Globo Repórter sobre os índios Enawenê Nawê.” Esta última, evidentemente, não poderia ser deixada fora do hall de seus feitos mais especiais: foi a única reportagem da televisão brasileira a ser finalista do Prêmio Emmy, o Oscar da Televisão Mundial, em 2013. Para gravá-la, Francisco José e sua equipe passaram trinta e dois dias imersos no estilo de vida da tribo indígena, isolados na selva e adaptados aos costumes e rotina locais. 

Dada a sua trajetória notável no jornalismo brasileiro, Francisco já recebeu propostas para atuar como correspondente internacional. A negativa, porém, é determinada: “Morar mesmo, somente no Recife. Ninguém me tira da minha cidade”, sentencia ele, mesmo admitindo já ter percorrido lugares de imensa beleza e cenários paradisíacos. E os roteiros futuros não têm previsão de fim: Chico pretende manter-se na ativa como profissional por tanto tempo quanto for possível. Os próximos destinos, inclusive, já estão sendo estudados. “Recebi recentemente, na redação do Fantástico, três sugestões de pauta: cidades submersas da China, naufrágios da II Guerra Mundial na Micronésia e tubarões brancos”, diz, “todas bastante atraentes.” Como repórter, entretanto, ele tem um compromisso pendente com o Globo Natureza: gravar mais uma edição do Globo Repórter nos sertões nordestinos. Isso é prioridade. “Ainda me realizo em trabalhar na minha região”, salienta.


EM FAMÍLIA

Casado há vinte e três anos com a também jornalista Beatriz Castro, Francisco José conta sempre com as recomendações da esposa antes de cada viagem longa ou de cada cobertura arriscada. “Há sempre uma frase de despedida antes de cada partida, quando ela me diz: vai com Deus, tem cuidado e volta logo, que nós estamos te esperando”, fala. O incentivo profissional é mútuo e a admiração também. O entendimento das rotinas é facilitado e a convivência pessoal, enriquecida. Chico se confessa o maior admirador da repórter com quem se casou: “Além de ser linda, Beatriz é uma grande profissional.”

Pai de quatro filhos – Marianne, também jornalista, Carolinne, advogada, Carla Beatriz, estudante de Arquitetura, e André Felipe, jornalista residente nos Estados Unidos – e avô de quatro netos, Chico se orgulha de seu clã e busca nele suas forças e inspirações. “Minha família é a razão primordial da minha vida”, declara, “me dá apoio e carinho, é a maior fonte de inspiração que alguém pode ter.” Nas contas da vida, o jornalista soma inúmeros amigos e diz não ter cultivado inimizades. Lista ainda quatorze irmãos e trinta e seis sobrinhos: “adoro todos.” E se desmancha apaixonado ao mencionar a companheira Beatriz. Não há como não se envolver no sentimento que emana de seu discurso sobre ela. “Minha mulher é maravilhosa”, diz com palavras que sorriem, “ela é minha realização pessoal, minha paixão, eterna companheira, minha musa inspiradora. Vou amá-la sempre.”

Sobre o ofício que o levou a cruzar oceanos e continentes, Francisco José aconselha os recém-chegados ao Jornalismo: “Eles escolheram uma das profissões mais difíceis. A concorrência entre os recém-formados é muito grande. O mercado de trabalho está escasso. São poucas as empresas jornalísticas. E conseguir uma vaga que seja compensadora é quase missão impossível. Mas quem tem talento e se dedica de corpo e alma ao jornalismo, termina vencendo. Portanto, procurem vencer!” No panorama atual das comunicações, ele reconhece o potencial das redes sociais, mas faz questão de destacar os níveis de idoneidade a tradição que somente os grandes veículos da imprensa atingiram. “As redes sociais jamais vão alcançar a credibilidade dos órgãos de imprensa. Na internet, por exemplo, as pegadinhas e boatos são constantes. Não se sabe o que é verdade quando não há uma fonte responsável. Já os noticiários e a programação das emissoras de rádio e televisão, bem como os jornais e as revistas, estarão sempre à frente, com a seriedade de informar”, pondera. E sobre a modernização e os dilemas tecnológicos e de modelo de produção enfrentados na área, acrescenta: “Todos os grandes órgãos de imprensa estão adotando mídias alternativas, acompanhando a força das redes sociais. Os portais estão aí!”


E ainda no tema futuro, quando perguntado sobre onde se vê daqui a dez anos, o premiado – nordestino, viajado, familiar, acessível, maduro e de espírito livre – Francisco José declara prontamente: “Me vejo velhinho, passando a maior parte do tempo na nossa casa em Porto de Galinhas. Quando não puder mais mergulhar em Noronha ou em áreas de naufrágios, ficarei nas piscinas naturais. Sempre perto do mar. E visitando a nossa redação, apenas para encher a paciência dos meus amigos, como faço hoje.” Frases de quem deu a volta ao mundo sem deixar de reconhecer onde fincou o seu lugar.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

MOTOR: KAWASAKI NINJA H2R Surge como nova categoria de hiperesportivas com alta performance

A Kawasaki apresentou mês passado durante Salão de Colônia (Alemanha), a sua mais nova máquina, a Ninja H2R, a versão mais esportiva da Kawasaki Ninja H2, cuja estreia oficial ocorrerá na mostra de Milão (Itália) agora em novembro. O modelo impressiona por seu motor de 300 cv, ou seja, ela entrega mais potência que um protótipo do Mundial de MotoGP. Tudo isso graças ao motor de 998 cc com quatro cilindros em linha, refrigerado à líquido, com compressor mecânico (supercharger).  

Para aperfeiçoar ainda mais sua aerodinâmica, o motor traz carenagens de fibra de carbono como se fossem “asas”; desenvolvidos pela Kawasaki Heavy Industries, divisão de motores e produtos aeroespaciais da marca. A Kawasaki também repensou alguns detalhes que fazem toda a diferença, como um tipo de chassi de treliça mais puro, feito em aço e com uma distância entre eixos mais curta, no estilo da Ducati, com o braço oscilante apenas de um lado. Segundo a empresa, ele é flexível e foi desenvolvido para suportar altas velocidades sem perder estabilidade. Garantindo uma aceleração nunca vista antes em uma motocicleta de produção. A Ninja H2R contará ainda com freios Brembo de alta performance e pneus lisos Pirelli, enfatizando sua relação com o Mundial de Superbike.

A divisão de aviação da Kawasaki tem trabalhado no sentido de garantir o máximo controle e reduzir a resistência do vento em altas velocidades. Deixando para trás motos esportivas com 200 cavalos e até mesmos alguns carros esportivos quando se fala em “cavalaria”. Com esse desempenho incrível, não é à toa que ela traz o nome “Ninja” e demonstra que está surgindo uma nova categoria de motos, as “hiperesportivas” com alta performance.




Veja vídeo de divulgação:




sexta-feira, 7 de novembro de 2014

CAPA: Ycaro Tavares faz sua estreia em "Malhação" e se ganha destaque com talento e dedicação

Assim como o personagem das histórias gregas Ícaro, nossa capa anseia voar cada vez mais alto na carreira e acredita que pode chegar lá. As asas desse voo são persistência, força de vontade, talento e autocrítica. No ar em Malhação ele já sente o que é cair no gosto dos fãs, recebendo carinho e aplausos, mas esse Ycaro sabe que chegar perto demais do sol pode derreter suas asas, por isso sonha com os pés no chão e não se deixa deslumbrar com a fama ou o momento.

Malhação Sonhos. É a realização de um sonho fazer parte desta série global? Claro. Na verdade acho que a maioria dos jovens que querem se tornar atores, sonham em participar de Malhação, pelo fato de acompanharem muito a série e se identificarem com a história dos personagens, eu mesmo era um adolescente que não perdia um capitulo. E além desse sonho de participar desse produto, vem o aprendizado que esse sonho trás, é muito bom essa mescla de atores jovens e atores mais experientes, pra mim, mesmo o personagem não tendo uma trama muito concreta ainda, está sendo muito bom.

A carreira de ator tem seus altos e baixos, nem sempre é estável, está preparado para lidar com isso? A gente tem que tá preparado. É uma profissão que desde o começo percebemos o quanto temos que correr atrás para mostrar nosso potencial, além de ser uma profissão muito disputada, tem muitas pessoas boas no mercado, que acabam não tendo chance de mostrar seu trabalho. Então eu acredito que você tem que correr atrás e além de atuar, produzir, escrever... Acho que tudo isso engloba nossa carreira. 

Além de instabilidade, há também a invasão de privacidade, a “indústria da fofoca”, como é sua relação com a mídia e fãs e até onde acha que sua vida é pública? Essa parte de ter a vida exposta é consequência do trabalho desenvolvido, claro que quando você está realizando um bom trabalho, você aparece mais na mídia e consequentemente sua vida social fica mais exposta. Eu sou tranquilo com isso, na verdade sou um cara muito família e gosto de preservar isso porque além de mim sempre acaba expondo outras pessoas. Mas minha relação com a mídia é excelente e os fãs são a base de tudo, é muito gratificante quando passa uma cena sua, o jeito que eles se dedicam, elogiam, além da porta do Projac está sempre lotada, eu brinco com eles sempre os mandando irem pra casa, porque passam o dia lá ... Mas eu agradeço muito pelo carinho deles.

O seu personagem em Malhação, o lutador de Muay Thai Thawik é melhor amigo Cobra (Felipe Simas) um sujeito invejoso e falso. Na vida real como escolhe os seus amigos? Eu sou um cara que tem poucos amigos, dá para contar nos dedos. Acho que depois que eu mudei de São Paulo para o Rio e fiquei longe da família, comecei a dar mais valor as amizades porque hoje em dia eles são minha família. Moro sozinho, então sempre junta o mesmo grupo de amigos em casa no final de semana, sempre estamos juntos, nos falamos o dia todo por grupo no whatsapp e dei sorte de encontrar amigos que pensam como eu e com uma boa base de estrutura familiar que em minha opinião é fundamental.


Você tem tudo pra ser um galã, já começou a sofrer assédio das fãs mais afoitas? (risos) Que é isso! Não penso muito nisso pra ser sincero. Mas é muito boa essa abordagem das fãs, elas brincam muito falando do meu cheiro ... Mas ainda tá tranquilo!

Fala pra gente da sua participação na montagem de “Republicanos”. Na verdade Republicanos é um projeto de teatro, onde comecei a ensaiar com o pessoal, mas acabei não estreando. Fui convidado pelo diretor para participar da nova montagem agora em 2015, vamos torcer para que possa realizar, estou louco para fazer teatro. 

Você protagonizou o filme Valentina, conta pra gente sobre essa experiência no cinema. Foi uma experiência muito boa. Na verdade a ideia é de um filme surrealista onde meu personagem é um jornalista que vai para uma cidade do interior investigar o caso da morte de uma garota. O cuidado que o diretor teve com o ator foi algo que achei incrível, além do tempo que leva para fazer cada cena e além disso eu nunca tinha gravado externa e gravamos na cidade de Paranabiacaba interior de São Paulo, onde tem uma neblina que você não enxerga um palmo a sua frente. Vi algumas coisas do filme já, mas estou muito ansioso para ver o produto completo. 


O que acha de mais mágico na profissão de ator e o que é mais difícil? Eu sempre falo que o que eu acho mais mágico é você poder viver a vida de outras pessoas, fazer o que você nunca faria na sua vida, ser e se entregar para o personagem, sem preconceito e limites. E mexer com os sentimentos, com a emoção, receber impulsos que você não sabe de onde tá vindo, você começa a se interessar pela vida do personagem e buscar respostas para as coisas que ele vive. Esse processo de investigação e descoberta do personagem me encanta muito. O mais difícil é ter o trabalho reconhecido, como já falei anteriormente, tem muito ator bom que não consegue espaço para mostrar seu talento. E é um trabalho muito disputado, então você tem que ter a cabeça no lugar para não pirar a cada não. 

Tem o hábito de se assistir para analisar sua performance? Quando recebe uma crítica, qual seu primeiro pensamento? Sempre me assisto, e olha não sei te falar quantas vezes. Sou muito crítico. Então analiso cada detalhe para tentar melhorar na próxima cena, sempre brinco que tô aprendendo a fazer televisão, então cada detalhe é fundamental. E você se assistindo começa a entender melhor como é todo esse processo, e isso facilita na hora de fazer a cena. Sou um cara que gosto de escutar, tenho um pouco a mania de tentar me explicar (risos), mas sempre é bom, levo as críticas para o lado positivo para tentar melhorar naquilo que ainda não está muito bom. 

Corpo sarado, também pratica Muay Thai? O que faz para manter a forma? Gosto de cuidar do meu corpo e da minha mente. Então faço exercícios funcionais 5 vezes na semana e faço Pilates 2 vezes para melhorar postura e consciência corporal. E para manter a forma só se alimentando de forma saudável mesmo, faço uma dieta restrita de glúten e lactose.

Como cuida da aparência e qual o seu limite de vaidade? Gosto muito de me cuidar, mas com limite também. Tenho um cuidado com a pele pelo sol quente aqui do RJ, lavo o rosto com um sabonete especifico e uso filtro solar... Ah e sempre um bom perfume e uma cera no cabelo, difícil eu andar sem (risos). 

O que te atrai nas mulheres? Que característica você mais admira? O olhar é algo que me chama muita atenção, tem que rolar aquela troca, aquele olho no olho verdadeiro. Gosto daquela mulher cheirosa, mas que não precisa estar 24 horas arrumada, se preocupando com a beleza ... Acho que um estilo mais alternativa. E claro, tem que ser parceira, não adianta querer viver aquela vida casal tradicional em casa, cinema, jantar...Procuro uma que queira viver a vida comigo, viajar, curtir, namorar...Acho que esse é o ponto principal.

Que programa faz sua cabeça, durante o dia ou balada à noite? Os dois. Eu sou um cara que gosto de esportes, então odeio acordar tarde e não aproveitar ... Sempre corro na praia, dou um mergulho. Tento aproveitar o dia de forma produtiva, difícil me ver em casa assistindo TV. E a noite, não tem como não gostar, como um bom paulista que sou (risos)!! Sempre gosto de sair com os amigos, ir para show, festas... Não sou muito de boate não. 

O que aprendeu com seus pais que você leva para o resto da vida? Aprendi a nunca desistir de nada na vida, acreditar em você e nos teus sonhos, isso é um mantra meu para a vida. Acreditando no seu potencial você pode voar para onde quiser, mesmo se não tiver asas para isso.