quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

MUSA: Graciela Pischner, a gata que conquistou Dubai com sua dança


Quando Graciela Pischner achava que sua carreira de modelo tinha se encerrado, mesmo em tão pouco tempo, a dança revelou para ela uma nova forma de realização profissional. Aliás, a dança a levou para o outro lado do mundo, mais especificamente para os Emirados Árabes, e Graciela viu sua vida dando um verdadeiro reboot. Morando em Dubai há alguns anos, Graciela se tornou uma queridinha para os árabes que se encantaram com sua beleza e seu jeito de mexer o quadril. Entre idas e vindas para o Brasil, para visitar a família, ela arrumou um tempinho para posar para este ensaio e conversar com a MENSCH.

Antes de tudo nos explica como a dança te levou para Dubai? Como surgiu isso? Eu tinha acabado de voltar de um intercâmbio de um curso de inglês em Cape Town, onde aproveitei e me apresentei em um restaurante árabe. Minha professora de inglês me assistiu e disse que eu precisava viajar o mundo com meu show. Aquilo entrou na minha mente e quando voltei para São Paulo fui direto procurar um empresário libanês de bailarinas de dança do ventre que trabalhava com uma agência de artistas no Líbano. Eu estava muito segura porque eu fazia shows com a mãe de uma bailarina que já viajava com esse empresário há muitos anos. Então fui para o Líbano, fiz uma mês de aulas para aprimorar minha dança e de lá fui para o Yemem por 3 meses para pegar experiência, depois Bahrain Tunísia e finalmente quando entendi bem o Universo Árabe, fui para Dubai.

E morar em Dubai, o que mais curte e o que foi mais difícil de se adaptar? Eu curto muito a segurança, a possibilidade de falar 4 idiomas diariamente. Em Dubai quando você conhece alguém a primeira pergunta é Qual o seu nome e depois de onde você é. Eu encontro pessoas do mundo inteiro diariamente e outra coisa que amo é a possibilidade de expansão, de viajar, de prosperar e aprender. Foi difícil no começo a adaptação cultural, eu era barrada no shopping porque minha roupa era muito curta ou tinha problemas no trabalho porque em país árabe a mulher precisa falar bem manso. A saudade da família acho que foi o mais difícil de tudo mesmo para me adaptar.

Como é a relação homem e mulher? Muita distância? Como se dá uma paquera? Como funciona isso para você, uma brasileira, em uma terra de costumes tão diferentes dos nossos? A relação homem e mulher lá por incrível que pareça é de muito respeito. Os homens pensam antes até mesmo de cumprimentar uma mulher com um beijo. Mas claro que por ser um lugar com pessoas do mundo inteiro cada hora vivemos uma cultura, literalmente. No tradicional dos Emirados existe muita distância entre o homem e a mulher, mas nós estrangeiros não vivemos isso, somente se nos relacionarmos com famílias locais, que normalmente isso acontece pouco. Eu como brasileira me sinto muito preservada, a paquera é mais suave. Morando lá há tanto tempo quando venho para o Brasil me sinto invadida com algumas abordagens.




Entre o homem brasileiro e o de Dubai, o que te atrai mais? Os homens "de Dubai" que chamamos de locais em geral não me atraem. Apesar de serem extremamente cavalheiros, eles usam uma vestimenta branca diariamente e tem uma mentalidade tão diferente da minha que nunca me senti atraída por nenhum.

E como surgiu a paixão pela dança? Eu estava num momento muito triste da minha carreira de modelo, estava com anorexia, me sentindo vazia, então decidi experimentar fazer algo novo, então ouvi uma música árabe e decidi fazer uma aula de dança do ventre. Fiz uma aula com uma professora libanesa que mal falava português. Quando a música tocou e começamos a dançar foi como se eu tivesse entrado em transe, eu senti algo que eu nunca havia sentido antes, foi um estado de êxtase e depois desse dia eu nunca mais parei de dançar. Minha tristeza acabou, a anorexia também e na minha vida houve uma divisão, antes e depois da dança do ventre. 

No início da sua carreira você trabalhou como modelo. Como foi esse começo como modelo? Eu trabalhava como modelo antes da dança do ventre, mas no Brasil minha carreira foi bem difícil porque eu precisava sempre estar muito magra e isso era muito estressante pra mim. Eu não era uma modelo comercial por ter 1,81cm, mas também não era fashion por ter curvas mesmo quando estava magérrima. Quando fui pra fora do Brasil para dançar eu assumi que minha carreira de modelo havia acabado, mas foi um grande engano. Quando cheguei em Dubai as agências amaram meu perfil, eu trabalhei por quase 10 anos praticamente todos os dias a ponto de sair no jornal que eu era a modelo que mais trabalhava nos Emirados Árabes. Eu modelava durante o dia e dançava a noite. Foi divino, porém exaustivo a ponto de eu precisar diminuir meus trabalhos para ter mais qualidade de vida. Foi um sonho em termos de realização pessoal. 


Você chegou a fazer comerciais para várias marcas internacionais e de luxo. É um trabalho que te dar prazer ainda hoje? Sim é um trabalho que me realiza sempre. Mas hoje eu prezo muito meu tempo e minha qualidade de vida, procuro manter o equilíbrio entre minha vida pessoal e profissional, seleciono melhor meus trabalhos. 

Falando em o que dar prazer, quando quer relaxar e curtir o momento o que mais te distrai? Eu amo a natureza! E o Brasil é divino para viver isso. Sempre que posso vou para um lugar mágico na natureza para ler um livro, caminhar, meditar, nadar e namorar. 😊

Você é mais do dia ou noite? Praia ou Campo? Boate ou restaurante? Sem dúvida do dia. Já fui muito de festa, mas hoje acordo cedo e depois da meia-noite viro abóbora. Amo praia, água em geral, cachoeira, rios. Praia, campo e Neve. Amo muito! Me sinto em contato com o Divino! Gosto de restaurantes também, quando estou na cidade ou um café bacana no fim da tarde. Com um livro ou uma companhia top.

Para conquistar Graciela basta... Para me conquistar basta ser verdadeiro, ter autenticidade, espontaneidade e bom humor. Menos é mais pra mim. Depois de tantos anos em Dubai, um lugar onde tudo é tão sofisticado eu passei apreciar a felicidade nas coisas mais simples da vida. 






Fotos Bia Ferrer
Produção e Estilo Ju Hirschmann
Beleza Augusto Rebello
Assistente de foto Marlos Barros
Tratamento de imagem Celinha Fink

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

ESTILO: Ermenegildo Zegna lança novo "Defining Moments" com atores Javier Bardem e Dev Patel em campanha Primavera-Verão 2018

A grife italiana Ermenegildo Zegna apresentou um novo capítulo da sua descontraído campanha "Defining Moments", que foi inicialmente apresentada com o depoimento Robert De Niro durante a temporada Primavera-Verão 2017. A ideia criar o diálogo emocional e autêntico que Ermenegildo Zegna validou intrinsecamente em suas ações e declarações para a marca. A evolução do conceito Defining Moments move o foco do passado para o presente, destacando os momentos cotidianos que ocorrem em nossas vidas e nos fazem sorrir.

Os dois novos protagonistas da campanha Primareva-Verão 2018, o ator espanhol Javier Bardem e o jovem talento inglês Dev Patel (de “Quem Quer Ser um Milionário” e “Chappie”), desfrutam da transparência de sua camaradagem e amizade, abraçando cada momento com energia positiva através de uma conversa gratuita e real.

A campanha foi filmada nas colinas de Los Angeles, onde o cineasta e fotógrafo Craig McDean, internacionalmente aclamado, transformam momentos únicos entre os dois premiados atores em uma união sincera. Em um tom alegre, eles desfrutam a intimidade de suas conversas: seja discutindo a arte do esporte ou o poder da prosa, cada momento é marcado pelo riso e pela genuína amizade. Trazendo a ideia de que os momentos de hoje se tornam as preciosas lembranças do amanhã. Aproveite seus momentos.






segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

DIÁRIO DE BORDO: China para os fortes e seus vários destinos

Viajar pela China é experiência bruta e está longe de ser um passeio agradável. Começamos a nossa viagem por Xangai. Na China conhecemos alguns dos locais mais marcantes da viagem, mas também encaramos os dias mais cansativos. Essa foi minha segunda vez na China, mas a primeira vez em Xangai e no norte do país. Nesse roteiro planejamos três noites em Xangai, duas em Pingyao e duas em Xian em um ritmo bem mais acelerado do que o restante da viagem. Optamos por aproveitar ao máximo nossa semana na China para conhecer vários destinos, e terminamos a semana destroçados mudando o roteiro para tirar cinco dias de descanso em Bali. 

Apesar de ser um país fascinante, a China, em menor intensidade, me lembra a Índia e o Egito. Em todos esses destinos existem grandes tesouros da humanidade e experiências de viagem memoráveis, mas o caminho passa por ruas lotadas, cidades poluídas, banheiros imundos e a sensação de ter que estar sempre alerta para desviar dos oportunistas que perseguem turistas na rua. Também contribui a dificuldade de comunicação tanto com os locais que não falam inglês quanto pela internet, que tem vários sites, incluindo Google e Facebook, bloqueados pelo governo Chinês.


PASSADO E FUTURO EM XANGAI

Em Xangai a sensação é um pouco diferente. Tivemos o azar de estar lá justamente em um feriado nacional e enfrentamos multidões de turistas chineses pelas ruas da cidade. Apesar disso, Xangai é uma cidade moderna e bem aprazível para padrões Chineses. Aqui consegui até manter minha rotina de corridas matinais pelo famoso Bund, o calçadão que beira o rio e tem vista para o skyline de prédios modernos do bairro de Pudong. Enquanto os edifícios modernos brilham do lado de lá do rio, na avenida do Bund estão alguns dos edifícios históricos mais interessantes da cidade. A maioria parece ter saídos de Londres ou Chicago. Hoje são sedes de bancos, prédios do governo e hotéis de luxo, mas no passado já foram as sedes das empresas que movimentavam o porto de Xangai, que ficava bem ali no Bund. Também me impressionou na cidade o centro histórico com belos edifícios, praças e templos com centenas de anos de história. Xangai também é um dos melhores lugares para comer na China e a variedade de comidas de rua e restaurantes no estilo bandejão já possibilita uma boa experiência da gastronomia local. Para paladares mais refinados, existe em Xangai uma dezena de excelentes restaurantes; muitos deles no alto de prédios com vista para o Bund. Difícil aqui é evitar a muvuca. Caminhar pelo calçadão de Pudong à noite é quase como encarar Copacabana no ano novo. Com turistas vindos do interior da China, ocidentais chamam a atenção e o assédio de chineses querendo tirar fotos conosco faria a alegria de qualquer ex-Big Brother. Tiramos fotos com dezenas de adolescentes e senhoras. Todas sempre sorridentes, se aproximavam com muito respeito elogiando os cabelos cacheados da Ana. Os homens tiram fotos de longe e raramente se aproximam. 





A HISTÓRICA PINGYAO


Nossa próxima parada na China foi a pitoresca cidade de Pingyao. Patrimônio da humanidade, a cidade sobreviveu quase intacta à modernização de gosto duvidoso promovida pelo governo comunista após a revolução. Pingyao ainda conserva sua muralha medieval e mais de 4 mil casas que datam da dinastia Qing do século XVII. Para chegar lá tínhamos que voar duas horas e meia até uma cidade chamada Taiyuan e de lá pegar um trem. No trajeto foram fortes emoções. Fomos de metrô até o aeroporto doméstico de Xangai, e, sem informação do terminal de embarque, descemos no terminal errado. Até chegarmos no local certo de embarque faltavam apenas 35 minutos para a saída do nosso voo. Fomos os últimos a embarcar com o check in encerrando. Na correria, não consegui sacar dinheiro e fomos para o Norte com os poucos Yuan que sobravam no meu bolso. Chegando ao aeroporto de Taiyuan fomos assediados por pseudo taxistas e guias que queriam nos levar de carro direto a Pingyao. No balcão de informações turísticas, com a ajuda das simpáticas atendentes, que não falavam inglês, fomos colocados em um ônibus rumo à estação de trem. Taiyuan é exemplo vivo do milagre econômico da China. Estão construindo por lá centenas de torres residenciais de mais de trinta andares com o exato mesmo projeto arquitetônico. Algumas levam nomes chamativos em inglês como “The Elegance”, mas estão sendo construídas em frente a fábricas fumacentas. A cidade de Taiyuan parecia um enorme canteiro de obras e a estação de trens recém-inaugurada é impressionante. Apesar de ultramoderna, não tem caixas eletrônicos ligados à rede internacional. Ficamos aliviados quando descobrimos que o preço de duas passagens para Pingyao daria justo com os trocados que me restavam no bolso, deixando uma sobra para um taxi bem negociado em nossa chegada. Comprar a passagem foi outra função. As máquinas modernas de venda de bilhete têm opção de venda em inglês, mas ainda é impossível comprar uma passagem sem passar uma identidade chinesa pelo escâner da máquina. Éramos os únicos estrangeiros naquela estação imensa e nos custou até encontrar um guichê aberto com um humano disposto a vender uma passagem. Depois de tanta turbulência fomos agraciados com a descoberta de que em 2014 a China construiu uma nova linha de trens bala na região e o tempo de viagem à Pingyao hoje é apenas 40 minutos. 


Nossa chegada à Pingyao não foi nada glamorosa. A nova estação foi construída em uma região rural cercada de plantações de milho e fábricas sinistras, com suas chaminés expelindo nuvens de fumaça preta. Barganhamos o taxi e seguimos para a cidade antiga. Fomos deixados em um dos portões de onde teríamos que caminhar até a nossa pousada. Tínhamos reservado um hotel tradicional em um dos casarões antigos e eu já previa que encontra-lo no labirinto de vielas não seria tarefa fácil. Mesmo perdidos na multidão, ficamos felizes com o visual com que nos deparamos na primeira rua dentro da cidade murada. Lanternas vermelhas no estilo chinês antigo iluminavam casarões históricos em ruas lotadas de barracas com vendedores de rua. Era a imagem da China tradicional que eu sonhava em conhecer. Decidi entrar na primeira pousada e mostrar a nossa reserva com o nome do hotel em mandarim. Um rapaz simpático com sua filha pequena, mesmo não falando inglês, nos levou até a porta da pousada que ficava duas vielas depois. 



A pousada, apesar de bem simples, ficava em um casarão antigo maravilhoso com várias pequenas casinhas no jardim que serviam de quartos. Ao entrar em nosso quarto vimos que a experiência seria realmente autêntica. A cama de madeira tradicional tinha um colchão bem fino e duro de palha, e o quarto inteiro não parecia ter mais que 6 metros quadrados. Tínhamos um banheiro privativo com uma “luxuosa” privada ocidental. O espaço no banheiro era reduzido mas ficamos felizes com um banho antes de sair para a rua. Passamos dois dias intensos em Pingyao desbravando vielas e casarões. No dia seguinte consegui finalmente sacar dinheiro no único caixa eletrônico da cidade que estava conectado à rede internacional. Mesmo com dólares e euros, trocar o dinheiro por moeda local é tarefa difícil. O governo regula todas as atividades de cambio, então não existem casas de câmbio fora dos principais centros e aeroportos. Com dinheiro no bolso, nos esbaldamos com a deliciosa comida local. A especialidade é o Pingyao Beef, que combina pedaços de carne bovina cozidos em um molho doce com legumes. Outro ponto curioso de Pingyao é que aqui foram fundados os primeiros bancos da China há mais de duzentos anos. A riqueza arquitetônica e a belíssima muralha valem uma visita de pelo menos dois dias. 

OS GUERREIROS DE XIAN


Nosso próximo e último destino na China seria Xian, onde pretendíamos visitar os famosos guerreiros de Terracota. Xian, além de ter os guerreiros, é uma cidade muito interessante para experimentar de forma mais autêntica a vida na China. Apesar de ainda ter uma muralha preservada que circunda o centro, Xian hoje é mais uma grande metrópole da China. Muito do patrimônio histórico foi destruído na modernização da cidade, mas ainda há muita riqueza cultural. Uma das principais atrações da cidade é o mercado da comunidade chinesa muçulmana que vive em Xian desde o tempo da rota da seda. Visitar o mercado noturno que acontece na rua principal do bairro foi uma das experiências mais caóticas e divertidas que tivemos em toda a viagem. A comida é completamente diferente do resto da China. Comemos batatas assadas com uma dúzia de especiarias e um delicioso sanduiche de cordeiro com molho não identificado. O cordeiro era cozido em caldeirões enormes no meio da rua. Também é tradicional do bairro tomar uma sopa com um pão que parece uma versão mais rustica do pão pita libanês. Bem massudo, ele deve ser picado pelo próprio cliente e colocado dentro de uma cumbuca onde a sopa é servida. Sugiro seguir as instruções do vendedor e deixar o pão bem picadinho. Se ele achar que você fez o trabalho mal feito não vai titubear em meter a mão no seu pão e demonstrar como deve ser feito. Os padrões de higiene na China são bem diferentes do nosso.

No dia seguinte fomos conhecer os famosos guerreiros de Terracota. A peregrinação até o mausoléu do imperador, que fica em uma região remota da periferia, incluía decifrar dois ônibus. O primeiro até que foi fácil, já o segundo saía da estação central de Xian, que para variar, era um caos humano difícil de navegar. Chegamos sãos e salvos no mausoléu perto do meio dia. Apesar da região próxima estar repleta de fábricas fedorentas, o governo fez um bom trabalho transformando uma área bem grande ao redor das escavações em parque nacional. A estrutura do parque é excelente. Felizmente o feriado chinês já tinha acabado e conseguimos visitar tudo sem grandes apertos. O complexo possui três tumbas, sendo a primeira a mais impressionante com milhares de guerreiros em tamanho natural, cada um com uma feição e detalhes da vestimenta única. Sem dúvidas a visita vale todo o esforço. 




Outro passeio bacana na cidade é alugar uma bicicleta para dar a volta completa em torno da enorme muralha que circunda o centro. A vista lá de cima é incrível e as calçadas largas tornam o passeio a pé ou de bicicleta bem tranquilo. Terminamos nossa semana na China apreciando o último pôr do sol na névoa de poluição do alto da muralha de Xian. Estávamos exaustos, mas felizes com a experiência. Visitar a China é para os fortes, e minha maior recomendação é não tentar desbravar todas as principais cidades desse enorme país em uma só viagem. 





DICA IMPORTANTE: Vale fazer o roteiro com mais calma intercalando alguns pontos de descanso e investir um pouco mais em hospedagem, principalmente na localização, para evitar grandes deslocamentos em transporte público. Voltar para um quarto fresco e confortável é sempre acolhedor. 

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

ESTRELA: Nossa eterna musa Luciana Vendramini, linda e provocante como sempre!

Ela pirou a cabeça de muito adolescente nos anos 80 quando ainda era uma ninfeta posou nua para a capa da Playboy vestida de soldadinho. Suas fotos, e essa capa, marcaram uma geração e rendeu uma fama instantânea na época, ao ponto de deixa-la espantada e ainda mais tímida. Para quem não viveu isso, estamos falando da bela Luciana Vendramini. Uma real musa de uma época em que não existia facebook, instagram ou youtube. As musas eram poucas e quando surgiam, faziam história. Rosto angelical, cabelos longos e louros, olhos claro e corpo perfeito. Precisava mais?! Ela arrebatou corações e isso resultou em inúmeras capas de revistas, cadernos, propaganda, novelas... e tudo que nem ela imaginaria conseguir. Em seguida, veio o casamento com o roqueiro Paulo Ricardo, novela na Globo... até que o destino lhe pregou uma peça e ela se viu presa pela síndrome do Transtorno Obsessivo Compulsivo, o TOC. Foi um período difícil que hoje Luciana vê como seu maior desafio superado. Vencedora, hoje Luciana ainda guarda os encantos que a revelou para o mundo. De voz doce e suave, continua no imaginário masculino com uma das grandes musas de uma geração. Ela seguiu sua trajetória, colhendo sucessos e se mantendo firme e forte. Hoje, cheia de planos, com série, livro e outros projetos a serem lançados, ela resgatou um pouco sua veia de modelo e posou para as lentes do renomado fotógrafo Angelo Pastorello. O ensaio, todo em p&b, traz uma inspiração nas divas de Fellini e no estilo Helmut Newton em trazer uma dramaticidade e uma provocação entre luzes e sombras. E lá estava Luciana Vendramini, linda como sempre, provocante como nunca. 

Luciana você marcou uma geração nas capas de revistas no final dos anos 80 e 90. Como hoje você enxerga essa fase? Tudo aconteceu muito rápido, mesmo numa época que não existiam mídias online, internet, nada dessas ferramentas, que hoje tem até demais. Naquela época tinha muita descoberta e novidade, a gente tinha que buscar o que queria, ir atrás mesmo do sonho, literalmente "bater na porta", era tudo mais difícil com certeza. Não havia estratégias de marketing, assessoria, stylist, nada disso, acredito que havia mais originalidade do artista, até o público era especial... (risos), hoje vejo que a maioria gosta e aceita quase tudo que aparece nas mídias sociais. 





Nessa época veio a histórica Playboy e você se tornou símbolo sexual por um bom tempo. Tinha noção de que aquelas fotos iriam repercutir tanto? Jamais imaginei aquela repercussão quando aceitei fazer as fotos, fiz num ato de rebeldia minha, não havia nada que me proibisse de fazer. Eu já estava morando no Rio de Janeiro, amava o estilo das cariocas, mas ainda era muito nova e bem caipira até...(risos), ia à praia com minhas amigas do colégio de maiô, e elas de biquínis. Quando veio o convite da revista, achei que eu era moderna, mulherão... (risos), e quando saiu a revista veio à tona a minha essência realmente daquela menina do interior, virgem, tímida, sem a menor gingado das cariocas. Foi um choque. Eu não podia sair na rua que todo mundo me parava, e a timidez também não ajudou em nada. No fundo, eu nunca pude imaginar aquela repercussão, e confesso que até hoje me surpreende quando alguém vem falar daquele ensaio, que marcou a vida daquelas pessoas, na fase mais importante da vida, que é a adolescência. 

Anos depois, em 2003, você voltou a estampar a capa da Playboy e os fãs mais uma vez foram ao delírio. Era uma Luciana bem mais madura mais igualmente bela. Como foi a experiência em outra época e contexto? Mais uma vez eu me testando, quis fazer aquele ensaio por que realmente já me achava madura o suficiente pra lidar com esse tema, e quando saiu a revista, novamente eu alí, mega tímida de novo, mas claro minha cabeça e experiência de vida, me fez ver com outros olhos, com mais maturidade claro. 

Depois do turbilhão de coisas de se tornar um sex symbol você soube dominar mais isso? Dominar sua sensualidade e sexualidade? O fato de darem sempre esse título quando falavam de mim não interferiu em nada no meu jeito de ser, nem com minha sensualidade e sexualidade acho até que me deixou mais tímida. Eu nunca vou saber o que um homem espera de uma mulher, que foi atribuído esses títulos. Mas sendo direta com sua pergunta, eu nunca pensei em dominar nada, e acho que nenhuma mulher deveria fazer isso. Acho lindo uma mulher feminina, que sabe ser sensual também, isso faz parte da beleza e graciosidade da mulher. 


Acredita que quando a mulher percebe seu poder de sedução ela conquista o homem, conquista seu espaço? No final é a mulher quem domina tudo? Com certeza quando uma mulher conhece seu corpo e fica à vontade com ele, isso nos deixa sem dúvida mais forte e segura, acho que a mulher domina melhor que o homem numa situação a dois. Temos mais jeitinho, somos românticas, não que os homens não o sejam, mas seduzimos melhor...(risos).

Novela Vamp, casamento com Paulo Ricardo e Síndrome do Pânico/toc , O que ficou de cada uma dessas experiências? Ficou que eu vivi pra caramba...(risos)! Meu Deus sinto que vivi mil anos. A novela “Vamp” foi meu debut na TV, eu sonhava em virar vampira, coisa que não aconteceu, e foi uma novela marcante também na época. Acho que foi a primeira novela pra adolescentes com esse tema tão lúdico. O casamento foi importante para o meu amadurecimento. Eu tinha 18 anos quando conheci o Paulo, digo que deu muito certo, foram quase 9 anos juntos, mas acho que fui muito precoce com algumas coisas na vida e não estava tão preparada assim. 

O TOC foi a descida ao inferno, o contato com meu lado obscuro, desconhecido, aquele que nunca sabemos que existia em nós. Estilhaçou minha vida por 5 anos. Tive de aprender a aceitar o tratamento, pois como quase nunca tomava remédio, quando me indicaram fiquei apavorada, pois achava que o remédio fosse me deixar dopada, por isso eu resisti muito ao tratamento, até chegar num estágio que eu não conseguia nem mais comer. Tomei o remédio e fiz terapia junto, os dois foram primordiais no meu tratamento. E a grande experiência desça queda, foi a volta, por que a gente fica com uma fortaleza enorme, com autoconhecimento maior ainda, e com isso, magicamente a vida se tornou mais leve. Hoje posso ajudar muitas pessoas, dou palestras em hospitais, faculdades, e encontros, nela falo da minha experiência e também tudo que aprendi, explico como é importante preparar a família de quem está com esse problema, que em muitos casos, passam a ser os primeiros a serem cuidados, antes mesmo do que o próprio doente. Com o lançamento do meu livro sobre TOC, que será esse ano, falo para as famílias e para os doentes, tudo que vivi e aprendi, estará lá. Meu objetivo com ele é unicamente ajudar, pois quando fiquei doente, não havia nenhum livro que eu pudesse ler pra me ajudar a entender o que estava se passando. 

Você foi a garota certa na época certa. Hoje em dia com as redes sociais e musas a cada novo dia a coisa perdeu um pouco a inocência e o “charme”. Acredita nisso? Acredito nisso sim. Eu chego a ficar confusa com tanta gente se lançando e não sei o que elas fazem. Faz parte da chegada da tecnologia e da liberdade de cada um escolher o que quiser, sem ser imposto o que devemos ou não assistir e ver. Esse movimento é muito importante para o crescimento e, futuramente, acredito que seremos mais seletivos. Mas também não precisamos aceitar tudo e querer tudo. Meu Deus, parece até que não temos opinião, tudo que aparece o povo tá pegando, eu heim..., precisa filtrar melhor, vejo muito ignorância nas escolhas. Em contrapartida tem muita gente incrível, com conteúdo interessante sem conseguir aparecer direito. 





O tempo passou e você conserva o ar de menina e a beleza que chamou atenção do grande público. Existe segredo para isso? Que cuidados mantém e até onde vai sua vaidade? Isso é o que mais ouço do público, o que eu faço pra me manter assim, juro que não sei responder, acredito ser a genética. Minha família dos dois lados são muito bonitos, e sem fazer nada. Claro que eu me cuido, mas não tenho nenhuma receita mágica, às vezes fico pensando se o fato de eu nunca ter bebido nada alcoólico, drogas, cigarro, mesmo tendo sido casada com um roqueiro (pois ele NUNCA me ofereceu nada de droga ou álcool), se isso tem ajudado nessa questão da beleza. Lá no fundo, eu acho que sim, por que quando vejo pessoas que fumam e bebem muito, no ato a pele do rosto já entrega um envelhecimento ali. Então agradeço mais essa sorte na minha vida. Minha vaidade é a seguinte "não ficar refém da vaidade", o resto procuro me cuidar sempre. Tendo uma atividade física, nosso corpo não foi feito e nem pode ficar parado. Sedentarismo é a morte pra gente. Faço pilates, que amo, fui bailarina por muito tempo, já fiz muita Yoga, fiz esgrima por muitos anos também. Não paro. Cada hora uma coisa me instiga para movimentar o corpo, e vou lá e faço; cuido da minha alimentação, tenho dois excelentes dermatologistas, faço tratamento pra celulite, drenagem, sempre usei e uso protetor solar, não durmo de maquiagem, limpo a pele e uso os creminhos certos que são sempre manipulados. 

Até que ponto o assédio é bom e até que ponto passa a ser abuso? Quem define esse limite é a mulher ou existe um padrão? Quem deveria definir isso seria a educação das pessoas né? Eu nunca sofri abuso, graças a Deus, e também nunca fui assediada de forma abusiva, talvez isso aconteça por eu estar em lugares mais reservados, lugares que já frequento e sei como é. E também a postura, a maneira como nos apresentamos e nos colocamos interfere bastante, isso não quer dizer que estou livre de aparecer um desavisado qualquer e me desrespeitar. Acho complicado o momento em que vivemos, onde todo mundo tem uma opinião de tudo, e o assédio também pode ser tudo, até um "oi" falado de forma diferente pode ser denunciado como assédio. Há muito exagero nisso. Tem de ser tomar muito cuidado. Essa coisa de denunciar um assédio, que aconteceu anos atrás é uma cilada. Falo isso por que lembrei do caso do ator Kevin Spacey, onde um rapaz desconhecido, depois de 15 anos, vem do nada à mídia e fala que foi assediado por ele quando era adolescente. Que que é isso meu Deus, o cara traz essa história pra mídia hoje, coloca o ator que é uma pessoa pública numa situação horrível e ainda prejudica a carreira dele, por um acontecimento de 15 anos atrás..., vai resolver isso na terapia, ou então liga para o próprio ator e xinga ele, sei lá. Conversa, resolve isso com ele, sei o quanto isso é errado e horrível esse tipo de assédio, mas não dá pra usar a mídia pra lavar a roupa suja dele. Isso é bem diferente dos assédios que aconteceu com atrizes e com colegas do meio de trabalho, como diretores produtores, pessoas que temos que conviver no nosso trabalho, encontrar sempre, conversar, estar em contato. Essa situação é humilhante, e de uma falta de respeito absurdo, por que precisamos do trabalho, e aí usam esse poder que eles tem em contratar, e abusam do assédio pra intimidar, acuar, coloca o artista numa situação constrangedora. Temos que tomar muito cuidado com isso, pois é muito sério. 

Você parece ser uma mulher de atitude. Como você se posiciona na hora da paquera? Que sinais dão a entender seu interesse? Sou mega sem jeito pra falar disso...(risos), ai ai, acho que meus sinais são o "olhar", olho de forma diferente quando tenho interesse em alguém, converso mais. São conversas mais longas, pois já tô querendo conhecer ali um pouco mais da pessoa. Sou mais cautelosa, não vou com tanta sede ao pode...(risos), sou mais atenta. 


O que os homens ainda não sabem (ou teimam em não saber) sobre as mulheres? O que eles não sabem é ter paciência. Mulher é um bicho esquisito...(risos), produzimos muito mais hormônios que eles. Mas vejo um movimento de alguns homens em busca de conhecer mais a mulher, e isso é incrível. O que não dá, é ficar fechado sem se dar a oportunidade de saber quem é essa mulher que eles estão se relacionando. O diálogo é uma arma poderosíssima. Vamos dialogar mais. 

A nudez parece nunca ter sido um tabu para você. Verdade? Com o tempo isso mudou? Tabus devem ser ultrapassados? Nunca foi um tabu mesmo. Desde minha infância, adolescência, em casa sempre foi visto com muita naturalidade, sem histerismos. Tabus vem muito do tipo de educação que cada pessoas recebe, ele não aparece do nada. Sim, tabus devem ser ultrapassados, porque um tabu é como uma proibição, é isso não é saudável pra ninguém. Quem sofre muito com tabus, precisa investigar como isso foi sendo colocado na cabeça dessa pessoa, precisa desmistificar, para tornar mais leve. Senão é muito sofrimento. A terapia é um bom lugar para se discutir esse assunto sem ser julgado. 


O que te distrai e te instiga nos momentos de ócio? Ócio é muito importante sabia? Tem um livro incrível que fala muito bem sobre o ócio criativo, é do Domenico Mazzi, vale muito a pena ler. Eu gosto muito de ficar em casa, o fato da gente viajar muito a trabalho, a casa passa a ser o lugar mais confortável, assisto muitos filmes, séries com pipoca no sofá..., vou muito ao teatro, cinema, gosto de estar com minha família, organizar almoços com eles, levar meus sobrinhos para exposições, brincar... coisas simples. A felicidade está no simples. 

Quais são seus projetos profissionais para esse ano? Em março estreia uma série que fiz pra Netflix, será lançada em 180 países simultaneamente..., estou ensaiando minha próxima peça de teatro, volto com meu programa sobre as mulheres no cinema, agora falando dos homens no cinema. Tenho minha produtora onde fazemos conteúdo e séries pra TV e lanço meu livro onde relato minha experiência com Toc. Essas são algumas coisas que farei esse ano. 

Para conquistar Luciana basta... Conquistar não é só pra namorar, casar, mesmo por que já estou casada, mas a conquista é importante também no trabalho, na vida, com amigos, e pra isso basta ter verdade. Coração aberto, bem querer, e aquela porção mágica que se chama "afinidade"...(risos), é isso. 



quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

CARRO: Bugatti Type 57SC Coupé Atlantic, eleito automóvel mais excepcional do mundo

O que faz um carro atiçar sua imaginação? O que nos inspira a sentir algo diante de um belo carro? Para qualquer entusiasta, o Bugatti Type 57SC Coupé Atlantic responde essas questões com suas curvas e detalhes art deco. Seja por seu patrimônio, beleza ou novidade, este carro conseguiu tudo ao longo do tempo, e é por isso que modelo azul 57SC ganhou o lugar dos ilustres clássicos no “The Peninsula Classics Best of the Best Award”, o melhor dos melhores prêmios de carros já fabricados. Para aqueles que não sabem, esta competição apresenta os carros mais valorizados do mundo e são julgados por alguns dos maiores nomes da comunidade clássica do carro, incluindo Jay Leno e Ralph Lauren. 

Em seu terceiro ano, The Peninsula Classics Best of the Best Award reuniu oito dos melhores carros clássicos - o melhor dos vencedores do concurso internacional - para competir pelo título do automóvel mais excepcional do mundo. E não por acaso o grande vencedor desse ano foi o Bugatti Type 57SC. O modelo é co-propriedade do Mullin Automotive Museum e Rob & Melani Walton, localizado na Califórnia, EUA, e foi nomeado "Best of Show Concours d'Etat" no Chantilly Arts & Elegance de 2017, no hotel The Peninsula Paris. O carro foi selecionado depois de ser revisado por 24 especialistas automotivos, designers e celebridades notáveis no mundo automobilístico.


 Sua raridade é apenas uma das muitas razões por trás do preço estimado de 40 milhões de dólares desse carro. Com um motor superalimentado e considerado por muitos como o primeiro supercarro já fabricado, o Bugatti vencedor é um dos quatro modelos do Tipo 57 Atlantic já produzidos, existem apenas três no resto do mundo. O veículo foi projetado no auge do movimento art deco por Jean Bugatti, filho de Ettore Bugatti. Jean baseou o carro em seu outro design, o Concept-car Aérolithe de 1935, que era famoso por sua traseira externamente arrebitada, por medo de que as partes do corpo de liga de magnésio pegassem fogo. Jean manteve essa assinatura com rebordo arrebitado no corpo todo em alumínio do Atlântic.

"O Bugatti Type 57SC Atlantic é a joia da coroa do circuito automotivo", afirmou o chefe da tradição de Bugatti, Julius Kruta. "Este carro era a obra-prima de Jean Bugatti com suas linhas lindas e de tirar o fôlego, além de seu desempenho inigualável para o tempo. Hoje, continua a ser a melhor expressão do legado Bugatti: poder incomparável e belo design".

Este modelo, número de chassi 57374, foi o primeiro tipo 57 Atlântic produzido e é o único sobrevivente "Aéro Coupé", uma designação dada aos dois primeiros carros que eram mecanicamente muito parecidos com o Aérolithe. O carro foi entregue em 1936 para o britânico Nathaniel Mayer Victor Rothschild, terceiro Barão Rothschild, e passou por alguns proprietários em seus 82 anos de história. O carro foi exibido internacionalmente, e mais recentemente, foi exibido no Petersen Automotive Museum, em Los Angeles, para a exposição "Art of Bugatti".

"De suas curvas de assinatura aos seus rebites inspirados pela aviação, ao corpo lustroso de alumínio projetado Jean Bugatti, o carro é verdadeiramente uma peça de arte notável. Tenho muita honra em compartilhá-lo com o mundo entre outros "concorrentes melhores do Best of the Best", disse Peter Mullin, fundador e CEO do Mullin Automotive Museum.

Os fundadores do prêmio “The Peninsula Classics Best of the Best Award” são conhecidos como alguns dos principais especialistas em automobilismo do mundo, e foram reunidos por sua paixão compartilhada por veículos motorizados finos, restaurações impecáveis, bem como a preservação da tradição e do patrimônio.

Anteriormente apresentado durante a Semana do Automóvel de Monterey, o prêmio mudou-se para Paris este ano para ser apresentado durante o mundialmente famoso evento de Rétromobile. O Bugatti foi apresentado em uma festa reveladora exclusiva na garagem subterrânea da Península de Paris, seguindo um jantar privado.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

MULHER EM FOCO: Camila Ganzolli - Festas como foco de um grande negócio

O sucesso profissional muitas vezes surge do acaso, quando a rotina tira o foco do que muitas vezes é o mais importante para atingir nossas metas. E um bom exemplo disso é a trajetória da empresária carioca Camila Ganzolli, onde um problema familiar a levou para uma nova perspectiva profissional e hoje ela possui uma empresa que trabalha com design de festas e outra de flores. Com muita criatividade, talento e enxergando o que realmente o seu cliente quer, Camila seguiu o ano com perspectiva muito positiva mesmo no meio de ajustes econômicos atuais. 

Camila sua carreira como designer começou por acaso, mais especificamente quando você precisou idealizar uma festa de aniversário do seu filho. Como foi que isso aconteceu? Digo que Deus tem um caminho para cada pessoa, e o meu descobri quando fui fazer a festa de 1 ano do meu filho mais novo. Os valores estavam mais altos do que queria investir. Eu queria um tema diferente do famoso "Pintinho amarelinho", sem estar vinculado com a Galinha Pintadinha. Resolvi adaptar à festa ao meu orçamento, fazendo eu mesma, ao invés de contratar decoração. Coloquei no papel detalhe por detalhe. Vi que tinha um dom escondido, mas tive certeza no dia da festa. Foi surpreendente! Os convidados elogiaram tudo, do buffet à decoração. Tudo tão diferente, tão harmonioso. Foi muito gratificante!

Como foi que surgiu oportunidade de você se tornar uma empresária do ramo de festas? Meu filho mais novo, vivia tendo sérios problemas de saúde, sempre gripado, com infecções, crises respiratórias, até que um dia, em uma destas crises, foi diagnosticado, que ele era alérgico a ovo, trigo e leite. Meu mundo desmoronou, pois estava planejando a festa de aniversário de um ano dele quando soube que ele não poderia comer nada daquilo. Esta dor acabou se tornando em uma depressão. Uma amiga me vendo naquele estado, decidiu me ajudar a ocupar a mente, e me convidou para ajudá-la na empresa de festas, a qual ela trabalhava. Chegando na DUETT FESTAS, fiquei encantada com tantos detalhes, me senti tão leve! Como se aquele lugar me fizesse esquecer os problemas e ainda podia fazer algo que eu amava. Por coincidência estavam querendo dar uma elevada na empresa trazendo novos investimentos, quando perguntei se não queriam uma sócia e gostaram da ideia! Virei sócia e 6 meses depois, por problemas pessoais da outra sócia comprei a parte dela e hoje sou a atual Dona da Duett. Continuamos dando seguimento, mas com melhorias em questões de detalhes, melhores preços, qualidade, que ela sempre teve e considerando um atendimento qualificado.


Você cria cada projeto personalizado, qual o diferencial do seu trabalho como designer e com consultoria e planejamento de eventos? Hoje vejo que cada evento é único. Mas é no estilo do cliente que buscamos a inspiração, desde o convite aos arranjos até os últimos detalhes que vai do porta guardanapo a lembrança do convidado. Na Duett, não só eu, mas toda minha equipe está treinada para fazer a leitura do cliente. Acho que ao longo do tempo aprendi a decifrar muito do que os clientes querem em seus eventos, observando seus gestos, seus olhares e até a roupa que se usa. Vemos seus olhos brilharem, assim sabemos quando estamos no caminho certo, ao criar o evento a qual ele sonha e imagina cada detalhe. 

Quais são as maiores dificuldades encontradas no mercado de festas e o que você considera eficaz para manter seus clientes motivados? Atualmente são inúmeras as dificuldades, mas as mais evidentes são escassez de matéria-prima, que ao mesmo tempo e muito grande o leque, mas sempre em quantidade menor. Outro ponto é a desvalorização de nossa área por meio de alguns profissionais que fazem por hobbie. Acima de tudo existe a crise econômica no país, que afetou não só o nosso setor mas todos, fazendo com que as pessoas diminuíssem os custos de investimentos em eventos. Mas conseguimos readequar as ideias e matérias-primas usadas, estando de acordo com o investimento do cliente, acho que isto gera fidelização na clientela.

Você está preparando a inauguração de um novo braço de sua empresa no Rio de Janeiro, no segmento de flores, como vai se configurar esta “joint venture”? Foi por acaso, que surgiu uma conversa sobre este empreendimento: Estava tomando café com pessoas renomadas e de tradição no setor de flores, quando comentei sobre um projeto meu, um sonho! Eu estava fazendo um estudo de mercado nesta área. Daí descobri que estavam cogitando a mesma ideia, para longo prazo, mas faltava alguém nesta área de designer. Foi que surgiu a “joint venture”, seria um bom investimento e um casamento perfeito para ambas as empresas, pois não há nada parecido no Brasil. Estamos confiantes para ano que vem já inaugurar o empreendimento que une flores e designer.

Projetos para 2018? Expandir minha empresa e iniciar este novo empreendimento no Rio de Janeiro. Quero estar mais tranquila para viajar mais! Adoro conhecer novos lugares e culturas diferentes. Peço a DEUS que o ano novo seja cheio de bênçãos e luz para mim e minha família. E ao mundo, mais amor e igualdade!

FOTOs  EDU RODRIGUES
PRODUÇÃO MARCIA DORNELLES

BELEZA CATY PIRES

CAMILA VESTE: Só A Rigor
AGRADECIMENTOS: Carmem Leboreiro, Windsor Copa Hotel (21) 2195.5300, 
Carla Flores (21) 3860.2169

ESTILO: Chapéu Panamá, como escolher o seu, usar e conservar

O uso de chapéu para os homens sempre foi algo muito comum antes dos anos 50. Usar alguns modelos de chapéus até eram questão de status, como os modelos usados por coronéis ou da elite mais tradicional. Hoje em dia muitos modelos estão voltando para o guarda-roupa masculino sem ser taxado de algo usado apenas pelos avôs. Modelos como as boina e o mais comum, o Panamá, estão em alta e cada vez mais usados. No caso vamos focar no panamá, que na verdade é fabricado no Equador com a palha da planta Carludovica palmata ou palha de Toquilla. Por se tratar de um material leve e fresco, sem falar da proteção contra o sol, esse modelo de chapéu tem tudo a ver com nosso clima no Brasil. Além de ser muito fácil de combinar com os mais variados estilos, indo do terno com sapato social à bermuda com chinelo de couro. Pensando nisso separamos algumas dicas para quem quer aderir a esse adereço:

MODELO CLÁSSICO  

Com esse modelo não tem erro. Geralmente na cor marfim, ele possui a copa mais alta e quadrada. Por sua cor neutra fica fácil de combinar com qualquer peça e seu formato traz um tom elegante ao look e para qualquer ocasião. 

ETIQUETA

A boa etiqueta, seja ela para qualquer for o modelo de chapéu, é que ao entrar em um ambiente fechado, deve-se tirar o chapéu da cabeça. Exceto lugares abertos como shopping ou feiras. 

NÃO COMBINA

Esse tipo de chapéu é fácil de combinar como já citamos, mas às vezes se torna demais se usado junto com tênis, roupas muito estampadas com símbolos, short tactel, camisa regata (essa difícil de combinar com algo fora da academia) e sandália de velcro (cada vez mais em desuso). 

NA MEDIDA CERTA 

É importante que o chapéu pareça ser seu e não de alguém que tem a cabeça maior ou menor que a sua. Ele não deve parecer uma cuia de coco de tão pequeno e nem um chapéu que esconde seus olhos de tão grande. O importante, isso para qualquer modelo de chapéu, é usar o tamanho ideal para sua cabeça, nem muito folgado e nem apertado ao ponto de não entrar na cabeça direito.

VERSÁTIL

Por ser um modelo clássico e uma cor neutra (marfim), ele cai perfeitamente com um look total jeans, quebrando um pouco a combinação. Vai bem com pulseiras de contas ou couro, cinto e sapato de couro e óculos de armação levemente arredondada. Assim como vai muito bem com terno, blazer e costume. Complementando com óculos de sol estilo wayfarer, sapatos estilo brogues e relógios com pulseira de couro. Um blazer preto justo e uma calça skinny caem perfeitamente bem com um Panamá preto para uma ocasião à noite. 




COMO MANTER SEU CHAPÉU

Como o chapéu panamá é feito com palha e tecido, ele nunca deve ser levado. Isso iria fazer com que ele perdesse o molde natural e ficasse amassado. Depois para desamassar vai ser praticamente impossível, só usando suporte de cabeça e nem sempre funciona. O correto é usar panos úmidos para passar no local. O mais indicado são aquelas espumas que limpam à seco.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

MUSA: Edvana Carvalho, uma baiana arretada que nos encanta dentro e fora da TV


Tem aquela frase que diz que “baiano não nasce, estreia”. Isso se encaixa perfeitamente para nossa queria musa desse Carnaval, a atriz Edvana Carvalho. Uma baiana alto astral, professora, cria do Bando de Teatro (Olodum) e atriz da TV, que recentemente participou da novela Pega-Pega na Globo. Nesse carnaval ela pode ser a Mulher-Gato ou uma Gueixa, não importa, o que não pode faltar é alegria. Como um trio elétrico permanente, Edvana sempre trilhando por caminhos distintos, educação e arte, que se completam e a tornam essa mulher especial que ela é. Apaixone-se por essa Black Panther pois ela merece todos os títulos, dentro e fora da TV.

Edvana, essa época de Carnaval a baiana que existe em você aflora mais que o comum? Como é sua relação com o Carnaval? E como aflora!!!! (risos) Adoro Carnaval. Minha mãe e meu pai sempre foram carnavalescos, acho que essa admiração que eles tinham pela festa passou para mim. Amo todas as festas populares da Bahia.


Qual sua fantasia e seu ritmo preferidos nesse período momesco? Adoro todos os ritmos, assim como adoro a Baia de Todos os Santos. Adoro a diversidade cultural e antropofágica de Salvador. Minha fantasia sempre é a que estiver mais fácil no momento, como tenho sempre algum adereço de teatro acabo montando algo, vou de Black Panther, de Gueixa, Mulher das Galáxias, loira Hollywoodiana... Já fui de noiva quase virgem, de índia, as vezes só de short e tênis velho, o que a inspiração e material proporcionar na hora, adoro o improviso e nunca aluguei fantasia.

Ter nascido em Salvador já é uma festa. Que boas memórias e referências você leva pra vida de sua cidade? Em Salvador aprendi que vizinhos têm que dividir, é uma xícara de açúcar, um pouquinho de café, um punhado de sal, a troca e a ajuda mútua são referências importantes que levo da comunidade. Aprendi que quando se convida 2 se faz comida pra 5, esperando o inesperado para não deixar ninguém com fome. Com os artistas do centro histórico aprendi a ser artista, aprendi que as coisas não mudam muito ao sair do São Caetano para Pituba, porque o preconceito não vê classe social. Eu cresci vendo o Ilê Ayê subir o Curuzu com toda sua magnitude, que desde sempre me achei rainha!!! (risos)

Salvador / Bahia é um local muito rico culturalmente. Para você que é atriz e professora deve ser um belo universo para inspiração. Como suas raízes culturais influenciaram na profissão? Me enxergar fazendo parte de Salvador culturalmente. Sempre foi muito fácil, tudo vinha de uma herança africana, a nossa comida, a nossa música, as nossas danças o colorido das nossas roupas, sempre me identifiquei muito com a cultura negra da minha cidade, no entanto quando comecei a fazer teatro na década de 80, não tinha outdoors com meninas negras como eu estampado na cidade, também não tinha peça onde eu poderia ser protagonista, junto com outros artistas da cidade, eu e meus amigos, fundamos o Bando de Teatro, que tinha um elenco negro, e falava das nossas questões, dores e alegrias. Todas essas experiências levo comigo tanto pros palcos como às salas de aula. 




Recentemente você participou da novela “Pega-Pega” e antes passou por duas temporadas de Malhação. Que referência da sua terra você levou para a capital carioca e o que levou do Rio para a Bahia? Assim como no teatro é também uma delícia trabalhar na TV, cansativo mas gostoso. A troca com os colegas e amigos do elenco, da produção inteira, o aprendizado de diferentes técnicas recheiam a minha atriz. Meu avô paterno escolheu o Rio como moradia e lá ficou até os seus últimos dias, minha relação com o Rio, assim como São Paulo, tem um pouco de familiar.

Ser atriz e educadora te realizam em que pontos? Saberia escolher apenas uma profissão? Digamos que a ribalta é meu vício e que a sala de aula é o que tenho a oferecer como ser humano, para melhoria e evolução da espécie, (risos). Não saberia escolher entre uma e outra, pois as duas me completam.

O quanto o teatro Olodum ajudou na sua formação de atriz e nas metas que você atingiu? O meu primeiro curso de teatro no Colégio Estadual Luiz Pinto de Carvalho, o do Sesc e a formação do Bando de Teatro (Olodum), foram minhas escolas. Tive a Oportunidade de trabalhar com os melhores mestres da cidade, aprendi a cantar, dançar, improvisar, e principalmente a trabalhar em prol do grupo, e não de um protagonismo. Tudo que conquistei e conquisto, devo a minha mãe e aos meus mestres.



Como foi participar de “Pega-Pega”? Que experiências acumulou com esse trabalho? Uma delícia ser escalada pelo Fabio Zambroni, ser dirigida por uma equipe de diretores e diretoras fantásticos, comandados pelo Luiz Henrique Rios e o Marquinho Figueredo. O texto inteligente e bem humorado da Claudia Souto, e a parceria do elenco inteiro foi uma receita feliz! Muitas saudades.

Nesse ensaio feito para a MENSCH você mostrou que está em plena forma física. Como cuida do corpo e da alimentação? É muito vaidosa? Sempre me exercitei e procuro comer saudável, mas aviso, como de tudo, não tem tempo ruim, (risos). Este ano faço meio século de vida, estou comemorando meus 50 anos com muito orgulho e bom humor, as dores aqui e acolá fazem parte, mas ainda assim, acho melhor envelhecer bem do que morrer jovem.

O que um homem precisa ter e ser para chamar sua atenção? Ter caráter e ser gostoso. Não tenho paciência para homens mal resolvidos. O tempo urge (risos).

E o que vem por aí? Soubemos de um seriado para esse ano... Conta um pouco. Por enquanto “Ó Paí Ó 2” e a série dos “Irmãos Freitas”. Os detalhes vocês vão conferir nas telas.

O que essa baiana tem que encanta tantas pessoas? Ah...Borogodó! (risos) E quem quiser saber o que é, que se achegue! Um cheiro!