quarta-feira, 31 de agosto de 2016

EDITORIAL: Lazy Monning - Looks descolados para curtir em casa e um passeio rápido


Sabe aqueles dias em que você gostaria mesmo é de relaxar, demorar mais tempo na cama, curtir um livro, tirar o dia de folga... Quem não gosta? Seguindo essa ideia, criamos looks confortáveis, casuais para bons momentos em casa e que servem para um passeio informal. Peças que se combinam e dão um certo ar largado mas sem perder o estilo.






terça-feira, 30 de agosto de 2016

FOTOGRAFIA: A beleza real para o calendário Pirelli 2017


Que o calendário da Pirelli já virou uma referência mundial de beleza ninguém mais tem dúvida. A beleza sensual e esteticamente perfeita ao longo do tempo foi cedendo espaço para a beleza real. A beleza que independe de idade. Foi pensando nisso que para o próximo calendário a Pirelli anunciou que as fotos da próxima edição não terão qualquer retoque, como uma forma de protesto ao falso ideal de beleza da indústria.

A ideia foi novamente deixar as supermodelos em segundo plano e apostar em atrizes de Hollywood. Os nomes da 44ª edição do calendário foram divulgados nesta segunda-feira pela empresa italiana, e reúne beldades como Nicole Kidman, Uma Thurman, Charlotte Rampling, Kate Winslet, Penelope Cruz, Robin Wright, Lea Seydoux, Helen Mirren, entre outras. 






O fotógrafo da vez é o alemão Peter Lindbergh, de 72 anos, que participa do projeto pela terceira vez, antes ele tinha participado dos calendários de 1996 e 2002. As fotos foram produzidas entre maio e julho passado, em diversos estúdios de Nova York, Los Angeles, Berlim e Londres, segundo a agência EFE. Confira as fotos e o vídeo com os bastidores dos ensaios de algumas atrizes. Agora nos resta esperar por mais um clássico calendário Pirelli.

Making Of: 

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

ESPORTE: Vamos correr! Rumo à maratona de Nova York

Para quem nunca participou de uma maratona ou não costuma colocar o tênis de correr por aí (mas tem vontade), a minha experiência pode servir de exemplo. No meu caso, sou apaixonado por corrida, tenho 42 anos e estou treinando para, em breve, encarar meu maior desafio; a Maratona de Nova York que irá acontecer em novembro. Mas voltando um pouco no tempo, vamos ao início de tudo isso, o que irá tornar essa leitura muito mais interessante.

Nunca fui totalmente sedentário. Pratico esportes desde os 10 anos de idade, quando meu pai me colocou para treinar judô. Nunca foi muito bom de futebol e fugi do tradicional. O Judô fez parte da minha vida até adulto e foi o grande responsável por me ensinar senso de responsabilidade e disciplina. Durante esse período pratiquei esportes complementares junto com atividades físicas em academia para manter a forma. Porém, nunca fui um grande destaque nesses esportes. Devido ao meu trabalho e à necessidade de viagens contínuas na época, minhas atividades foram se resumindo às idas à academia. Correr, para mim, era apenas uma atividade aeróbica, muitas vezes na esteira, para fins de aquecimento. Com a volta em definitivo para minha cidade, Recife, passei a praticar as corridas em parques e ruas e a buscar maiores distâncias. Aos poucos a corrida foi ganhando peso e a academia passou a ser uma atividade de reforço para melhorar minha performance nas corridas. Está comprovado que tudo que você pratica de forma contínua e saudável vira hábito. Quando percebi, a corrida já fazia parte da minha rotina e não praticá-la me causava uma sensação de vazio. 

Eu já estava tomado pelo hábito de correr e viciado em endorfina. O grande marco onde decidi me dedicar realmente à corrida foi quando participei de uma corrida de rua oficial, numa equipe de revezamento na prova de 21K, a convite de um amigo chamado João. Fato curioso é que já praticava corrida, mas não havia atinado ainda ao uso de um tênis adequado e nesse dia corri com um tênis emprestado desse amigo. Isso foi no final de 2012 e no ano seguinte passei a me inscrever em diversas corridas nas provas de 10K. Nunca havia corrido uma prova dessa antes, mas sou movido a desafios e quando me determino a fazer algo, ninguém segura. Correr é mais que um esporte, é um estilo de vida que provoca mudanças em você e nos seus hábitos. Seus amigos passam a achar que você está louco por acordar às 5h da manhã para correr. Até debaixo de chuva. Se tiver uma corrida no fim de semana, não sai no dia anterior para festas. E se for, provavelmente não vai beber. Dá uma passada e volta para casa. O reconhecimento é ver, aos poucos, alguns desses amigos também serem tomados por esse esporte e assumirem os mesmos hábitos que um dia te fizeram de louco. 


No final de 2013 conheci o grupo de corrida da minha academia e passei a treinar com eles. Saí de um treinamento solitário e sem muita orientação, apenas colocava o tênis e corria, e passei a entender todo o significado da corrida, seguindo as orientações técnicas do Professor Alexandre Oliveira, coordenador da Topcorrida. Não era só sair correndo por ai, os treinos intervalados e de tiros tem uma importância vital para o desenvolvimento cardiovascular, respiratório e fortalecimento muscular. As orientações quanto a passada ideal para cada tipo de corrida, tudo isso influencia na melhora do seu desempenho. Tirando toda essa parte técnica, descobri todos os benefícios que a prática desse esporte pode nos trazer no campo pessoal e profissional, além da saúde. 

Na corrida, nosso principal adversário somos nós mesmos. Naturalmente passamos a buscar maiores desafios, sendo ele melhorar seu tempo ou fazer maiores distâncias. Naturalmente passei a fazer as famosas provas de 21K que passou a exigir uma melhor preparação e mais dedicação. Esse ano resolvi me desafiar mais uma vez, decidi fazer uma maratona. A mais desafiadora prova entre os corredores de rua. Fazer uma maratona, além de se preparar fisicamente com toda uma sequência de treinos planejada por um profissional da área, precisa-se de uma boa orientação nutricional, acompanhamento fisioterapêutico e fazer todo um trabalho psicológico. Quem já fez uma maratona sabe. São 30K perna + 12K cabeça + 195 m coração. Você irá superar todos os seus limites nessa prova, terá que ter muita força de vontade e uma grande razão para concluir esse desafio. Motivado a superar todos esses desafios, decidi estrear minha primeira maratona em uma das seis melhores maratonas do mundo, foi assim que escolhi fazer a TCS NYC Maratthon, famosa maratona de New York. 

Para tudo isso funcionar bem e conseguir conquistar o resultado esperado é importante a ajuda de profissionais especializados. Se você também pensa em entrar nessa é bom ficar atento às dicas e conselhos desses profissionais que selecionamos abaixo. Isso já é um bom ponto de partida.

A FISIOTERAPIA NA PREPARAÇÃO DO ATLETA PARA MARATONA


Quando se pensa na preparação para uma maratona em que se tem um objetivo a ser alcançado, seja a conclusão da prova ou recorde de tempo, é importante levar em consideração diversos fatores que podem influenciar no alcance dos mesmos. Por sabermos que a maratona requer uma fase intensa de treinos, com uma quilometragem semanal grande, é de extrema importância o acompanhamento por profissionais especializados no assunto e que possuam uma integração em suas abordagens, beneficiando o corredor.

Na fase pré-prova, é fundamental a orientação do fisioterapeuta com objetivo de prevenir e reabilitar lesões musculoesqueléticas, como dores nos joelhos, quadris e a famosa ”canelite”, conhecida também como periostite no osso tíbia. Através da Avaliação da Biomecânica da Corrida, são realizados testes de funcionalidade motora, mobilidade articular e flexibilidade, além da avaliação do gesto esportivo através de filmagem e análise em software específico.

A Avaliação da Biomecânica permite ao fisioterapeuta identificar compensações que possam provocar lesões, pois a análise nos possibilita avaliar angulações das diversas articulações, posicionamento do tronco, membros inferiores e superiores durante a corrida. É possível perceber detalhes imperceptíveis a olho nu, sendo uma ferramenta útil para melhora da biomecânica, facilitando o alcance do objetivo do atleta, como performance, prevenção de lesão e aprimoramento do gesto esportivo da corrida. 

O fisioterapeuta, a partir da avaliação, traça todo o planejamento de atendimentos baseado na individualidade do atleta, facilitando a melhora de suas capacidades motoras, como melhor absorção de impacto, controle muscular e mobilidade articular. Além disso, através de manipulações articulares e liberação de tensionamentos miofasciais, o fisioterapeuta restabelece o alinhamento das articulações e melhora o tônus muscular.

NA PREPARAÇÃO

O processo de preparação para completar uma maratona requer a orientação e acompanhamento de um profissional que desenvolva um programa de treinamento não apenas de corrida, como também de fortalecimento muscular, visando preservar as articulações que serão bem recrutadas durante essa preparação. O primeiro passo é realizar uma avaliação física para, com base nas condições iniciais do atleta, montar o programa de treinamento e fortalecimento muscular. Em média, essa primeira fase dura oito semanas, quando deverá haver uma avaliação da evolução do atleta.

Os treinos de corrida nessa primeira fase de oito semanas deverão ter vinte e quatro divisões, com frequência de três treinos semanais. Deverão ser priorizados os treinos intervalados, mesclando volume e intensidade. O grau de intensidade é definido mediante a avaliação prévia feita com o atleta. Com base num teste de três parciais de 3K de corrida em ritmo forte com intervalo de um’, foi aferido o ritmo e definido as escalas de intensidade (intenso, moderado e leve) do atleta. Apos concluído esse ciclo inicial de oito semanas de preparação, inicia-se um ciclo de treze semanas, que irá deixar o atleta pronto para maratona.

NUTRIÇÃO

A prática de atividade física pode proporcionar benefícios à composição corporal, à saúde e à qualidade de vida. No entanto, nem sempre representa sinônimo de equilíbrio no organismo. As alterações fisiológicas e os desgastes nutricionais gerados pelo esforço físico podem conduzir o atleta ou praticante de atividade física ao limiar entre a saúde e a doença, se não houver a compensação adequada desses eventos. 

Todo tipo de exercício pode levar a alterações no metabolismo, na distribuição e na excreção de vitaminas e minerais. Em vista disso, as necessidades de nutrientes específicos podem ser afetadas conforme as demandas fisiológicas, em resposta ao esforço.

A importância da nutrição na performance e saúde de atletas e praticantes de atividade física já se encontra suficientemente documentada na literatura. A alimentação deve levar em consideração, variáveis como:

- Sexo
- Idade
- Peso
- Estatura
- Patologias (diabetes, etc.)
- Tipo de esporte (modalidade)
- Tempo de prova/competição (curta, média ou longa duração)
- Fase em que o atleta se encontra (treinamento, competição ou pós-competição)

Em alguns casos, o uso de suplementos pode ser indicado, devido às altas recomendações e ao tempo de ingestão alinhado aos horários de treino. Alguns dos suplementos mais usados são: os carboidratos (gel, barra, pó), as proteínas (wheyprotein), os aminoácidos (Creatina), vitaminas, minerais e ômega-3, que podem contribuir para retardar a fadiga muscular e melhorar a recuperação pós-treino. O exercício regular só será benéfico se houver também uma alimentação adequada.




sexta-feira, 26 de agosto de 2016

CAPA: Rainer Cadete encerra mais um sucesso com "Êta Mundo Bom" e já se prepara para a "Dança dos Famosos"


Nascido em Brasília há 29 anos, Rainer Cadete e um ator sem limites e um homem que tem plena consciência do seu papel no mundo, seja como pessoa pública ou simplesmente como pessoa. Versátil, culto e carismático, Rainer faz do seu ofício uma forma de expressar sua visão do mundo e marcar o tempo com sua arte em contar histórias e criar personagens marcantes. Recentemente encerrou sua participação na novela “Êta mundo Bom!”, como Celso, prepara-se para rebolar muito em “Dança dos Artistas” e em breve volta ao teatro com mais um papel marcante. A MENSCH teve o prazer de conversar com esse grande cara pela 2ª vez (a 1ª foi em janeiro de 2014), e a cada nova entrevista mais ficamos fãs. De olho nele! 

Rainer, encerrando mais um belo trabalho na TV. Que balanço você faz do Celso de "Êta Mundo Bom!"? Agradeço o elogio de ser mais um belo trabalho. O balanço que faço é que foi um trabalho extremamente positivo. Foi um personagem que me possibilitou ir de um extremo ao outro, de um vilão a herói. E essa curva foi muito interessante de fazer, um exercício muito bom de praticar enquanto ator. E numa novela melodramática, num conceito onde você pode atuar, mesmo. Poder fazer isso no meio do que é a interpretação na TV, onde o que se busca é justamente um "não atuar", e sim viver tudo de uma forma mais natural. Mas nessa novela nós pudemos "atuar". Houve essa licença poética para que os personagens fossem interpretados, mesmo, com o grau de alegoria que um personagem pode trazer. Então foi muito interessante mergulhar nessa época e relembrar valores que, às vezes, nos tempos atuais a gente não lembra, assim como a importância do olho no olho, viver um tempo em que a palavra valia muito mais...



Quando pensamos que nunca iríamos esquecer o louco Visky de "Verdades Secretas", você chega com um personagem totalmente diferente e com outro visual. Isso é um presente para o ator e o público. Como foi essa mudança de personagens? Eu venho do teatro, né... Então, lá estamos acostumados a fazer personagens completamente diferentes de si mesmo. Personagens que vão ao encontro de sua desconstrução. Então eu trabalho um desconstruir-se para, a partir daí, construir uma nova personagem com um jeito de andar, olhar, pensar, amar, demonstrar amor diferente de mim. Creio que o grande barato de ser ator é praticar as extremidades, ter todas essas possibilidades como amar sem ter amado, matar sem ter matado... É um grande presente quando um personagem te leva a esses extremos. Eu peço personagens assim ao universo! Gosto de personagens diferentes, mesmo, que ajudam a iluminar lugares diferentes em mim, a ter uma atenção seletiva em relação a determinados assuntos, porque me faz aprender muito. É uma forma de estudar os mistérios da vida, também. O Visky pra mim será inesquecível, assim como Dr. Rafael, de Amor à Vida, que teve um lindo romance com a Linda, uma menina autista que aparentemente não poderia estabelecer relação, mas estabeleceu e tiveram uma linda relação de amor. Assim como o Nuno, que era um bom filho, mas órfão, e que tinha um avô vivo e o sonho dele era encontrar esse avô... Um outro tipo de amor, né?! Todos os personagens que fiz no teatro e no cinema, como um rapaz que nasceu no sertão do Ceará, ou um inconsciente personificado de alguém, e ainda um senhor de 100 anos da Bahia, a Dona Flávia de Nelson Rodrigues... (risos) Então, tudo é possível nessa grande mágica da nossa profissão.

Falando em Visky... deu muito trabalho construir o personagem? Se surpreendeu com ele e a repercussão com o público? O Visky deu muito trabalho de construir, como a maioria dos personagens. Quando eu olho um personagem de frente pela primeira vez, a sensação que eu tenho é que estou diante de um desconhecido e que não sei absolutamente nada sobre aquela pessoa. A partir daí eu vou investigando, de uma forma bem antropológica, até, o universo daquele personagem. E mergulho nesse processo que é muito interessante para a construção, que é quando penso, estudo sobre, me debruço e busco referências. Acho que cresço e aprendo muito nesses processos. O Visky tinha muito forte uma questão física, porque eu tinha que me depilar, emagrecer, manter um peso menor que o habitual e um senso de humor que não era o meu, enfim, foi um desafio bem bacana e que me fez conviver com pessoas inesquecíveis, com as quais eu aprendi muito, como o Mauro Mendonça Filho, Marieta Severo, Drica Moraes... Eu me surpreendi com a repercussão dele com o público, que o aprovou e me deixou muito feliz. Um personagem que tinha um carisma grande e parece que deixava as pessoas mais felizes.  Elas chegavam a mim de uma forma mais aberta. Visky foi uma alegria que passou pela minha vida, e com quem me diverti muito, muito mesmo.



Visky também te trouxe dois prêmios de "Melhor Ator Coadjuvante de 2015". Esperava por tudo isso? Como você encarou isso dos prêmios? Um prêmio pra mim é um reconhecimento de um trabalho, uma identificação com um trabalho. Então isso é muito interessante, saber que fui prestigiado pelo que eu fiz. Como costumo brincar, é como se colocassem uma lente de aumento no meu trabalho, percebendo toda a minha entrega, a minha diversão ao fazer o Visky... Eu me sinto bem, me sinto vivo. Esse reconhecimento passa pelo amor e pelo compromisso que eu tenho com a minha profissão.

Fazer um trabalho de época e um contemporâneo, o que traz de desafios para você? Ambos são grandes desafios, cada um à sua maneira. Um trabalho de época te leva a uma fase que não é a que você viveu. Então você mergulha, vê os filmes daquela época, busca saber qual é a dramaturgia, a música, a literatura, o comportamento, a forma de falar – que, apesar de às vezes ser próxima, já se diferencia muito. Temos uma tecnologia que avançou a passos largos, o que mudou completamente o comportamento das pessoas, assim como a forma de pensar, falar, se comunicar e se relacionar, que é o que vivemos na contemporaneidade. Enfim... São todos desafios. Eu estudo a época e faço o que absorvi. Temos que falar o texto de uma forma bem correta, porque não sei tudo do estudo do autor sobre aquela época, logo é interessante falar como ele propõe. Tenho que ter esse cuidado de falar palavrinha por palavrinha... E se divertir sempre, claro! 



Você pelo jeito se joga no personagem seja ele como for. Teria algum limite? Até onde um personagem te levaria ou não em sua criação? Algum pudor? Eu me lembro de uma aula que fiz na CAL (Casa de Artes de Laranjeiras) onde deveríamos apresentar aos demais alunos da turma o nosso pudor. E eu pensei a semana inteira qual seria o meu pudor enquanto ator, enquanto um cara disposto a levar a sério esse ofício. E cheguei à conclusão de que eu não teria nenhum pudor. Então após muitas cenas de pessoas quebrando seus pudores (risos), quando chegou a minha vez de apresentar o meu, fui lá na frente e falei: "Eu não tenho pudores enquanto ator". Naturalmente o professor disse que eu estava sendo um tanto quanto pretensioso, e isso me fez ganhar uma nota não tão boa (risos). Mas hoje, diante essa pergunta, eu tenho a mesma resposta... Não tenho um limite a partir do entendimento que eu sou ator e quero provocar as pessoas contando as histórias. Provocar e iluminar assuntos que sejam obscuros, levantar questões que ninguém enxerga, dar voz a pessoas que não têm voz, contar uma linda história de amor, emocionar, sorrir, causar embaraço, fazer pensar... Tudo isso me interessa muito e, para isso, não tenho limite, não. Por enquanto, posso dizer que vivi experiências bem interessantes, que ajudam a expandir minha alma. 

Com toda exposição que a TV traz, a exposição das redes sociais te agregam como? Lida bem com isso? Algum limite? Eu gosto de manter uma relação próxima com as pessoas que se identificam com o meu trabalho. Então mantenho as minhas redes sociais ativas porque gosto de ver como isso reverbera. Mas a internet deu voz a todas as pessoas, e muitas não colocam seu rosto e seu nome, mas destilam ódio. Eu nunca sofri ataque desses haters, mas sei que sempre tem alguém que quer roubas as imagens das pessoas públicas e criar uma historinha paralela com base na imagem delas, publicando coisas absurdas. Acho que na vida precisamos de filtro em tudo, inclusive na nossa fala. Eu tenho uma carga de trabalho muito pesada, porque gravo o dia inteiro e quando chego em casa ainda tenho que decorar as próximas cenas. Sem contar que tenho que cuidar do corpo, praticando esportes; da mente, lendo alguma coisa interessante, assistindo a peças e filmes; fora a vida pessoal, etc. Isso é fisicamente muito cansativo. E essas pessoas usurpam com muita facilidade todo esse suor que a gente produz trabalhando, e colocam seu nome da forma que bem entendem. Isso me incomoda um pouco, sim. Mas eu tenho um filtro no coração, então na maioria das vezes não fico tão triste com as críticas destrutivas. Já as construtivas são muito bem vindas, são olhares que podem despertar em mim coisas a melhorar. Mas eu mesmo sou meu maior crítico, não sou nem um pouco bonzinho comigo.

E o assédio já aumentou ao ponto de atrapalhar a vida particular? Como se sair bem sem ter fama de inacessível? Eu sempre ajo com o coração. Tento atender todo mundo que me aborda, gosto de dar e receber esse carinho. Acho que me saio bem tendo educação, amor e empatia. Tento me colocar no lugar das pessoas, penso como eu me sentiria se quisesse fazer uma foto com algum artista que gosto... Mesmo assim algumas pessoas não entendem, e querem tirar uma selfie comigo num enterro, por exemplo. Ou durante o almoço, quando estou mastigando; ou quando estou doente, muito mal, no hospital, enfim... Acredito que com educação a gente se sai bem. Mas sempre tem alguém que se sente desprestigiado porque você não o pôde atender. É muito gostoso quando o assédio vem acompanhado de uma abordagem humana, quando é respeitoso e te enxerga como um ser humano, mesmo, sem o simples objetivo de ter a foto pra postar nas redes sociais. Então tento ser muito educado e atencioso. E não deixei de ir a lugar nenhum, não. Não acho que ser reconhecido chegue a atrapalhar a minha vida particular.

Como você lida com a vaidade (física e de artista)? Eu acredito que a vaidade pode ser boa e ruim, como tudo. Boa, no sentido de se perceber como uma máquina e cuidar bem dessa máquina. É como se fosse um carro potente, bonito, funcional e quero saber limpá-lo da melhor forma, farei a revisão no tempo certo, vou manter tudo organizado para que ele mantenha a potência que tem. E também aprender a dirigi-lo de forma astuta. Não é porque ele chega a 200 Km/h que eu preciso andar sempre nessa velocidade. Em alguns momentos terei que andar a 60, 40 Km/h... Às vezes tem um quebra mola e eu preciso diminuir a velocidade, enfim. Essa é a vaidade boa, se enxergar como templo do seu trabalho e cuidar dele, tanto da mente quanto do físico. Acho que a parte negativa é quando você não se conhece. Então eu procuro me conhecer sempre, porque acho que ser artista é um convite a um autoconhecimento sem fim – até porque não tem fim, mesmo, esse processo. Faço terapia há 4 anos. Acho muito importante irmos ao encontro de nós mesmos.



E na hora de relaxar, o que faz sua cabeça? Depois de tanto trabalho onde vai relaxar? Eu adoro deitar na minha rede! É muito bom... O mato também é um lugar que me faz ficar muito bem. Sempre que termino um trabalho procuro fazer trilhas, ir a cachoeiras, ficar em silêncio... A natureza sempre revigora minhas energias. Curto muito as cachoeiras da Chapada dos Veadeiros. E viajar, mesmo, porque isso também é muito importante para um artista. Assim podemos ver outros pontos de vista, entender os problemas dos outros, conhecer outras culturas, outras línguas, perceber outras oportunidades de se viver... Isso tudo relaxa a mente e agrega. E estar com a família, também. Visitar as raízes é sempre confortável e muito gostoso. 

O que uma mulher precisa ter ou ser para despertar sua atenção? Ah, precisa ser interessante, ter conteúdo, ter o que falar... Me provocar. E o principal: acho que devemos andar perto daquelas pessoas que despertam tudo de bom que tem na gente, todos os sentimentos bons e nobres. Tem pessoas que nos fazem querer ser melhor pelo simples fato de conviver com elas. Acho que essa mulher tem que ter isso, sabe?! Uma certa luz, uma certa familiaridade.

Se despedindo de Celso e seguindo os próximos passos. O que vem por aí que possa nos adiantar? Vêm muitas coisas boas por aí... Teatro, música, cinema, TV, dança... Viva e verás (risos)!

Fotos Ale de Souza / Make Ale de Souza / Styling Ale Duprat

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

PALADAR: Lagosta como protagonista do chef César Santos


Foi seu jeito inquieto e sempre em busca de mostrar o que de melhor a gastronomia pernambucana tem de melhor, que o chef César Santos escolheu a lagosta para ser a protagonista da terceira edição do projeto Sabores de Pernambuco no seu Oficina do Sabor. Tem a iguaria preparada para conquistar todos os paladares, desde o crustáceo preparado da forma mais clássica até as receitas mais ousadas. “Considero um produto riquíssimo, tanto no sabor quanto nas possibilidades de combinações. Para este festival, vamos ter a parceria da Qualimar, com produtos certificados e de altíssima qualidade, respeitando todas as exigências em respeito ao meio ambiente”, – explica César.

Para abrir o menu, o chef criou três opções especiais. A Lagosta Tropicália traz a iguaria marianada ao molho de ervas frescas, acompanhado de salada cítrica. O Viagem na Maionese revela sabores a partir da simplicidade dos ingredientes, na combinação da lagosta com batata e maçã verde ao molho de maionese. Para finalizar as opções, o Hambúrguer de Lagosta, montado em um pão tabica, figura como a vedete estrela do festival grelhada ao molho de maionese especial do chef, servida com mix de folhas nobres e batatas rasgadas, perfumadas com azeite cítrico.

Já nos pratos principais, o chef apresenta a Lagosta Coral que apresenta o fruto do mar grelhado na casca aos três azeites aromatizados. Em homenagem ao Estado, o César preparou a Lagosta aos Coqueirais de Pernambuco. Nesse, a o crustáceo se apresenta ao molho de coco e acompanhada de purê de banana e arroz de castanha. Não poderia deixar de figurar a clássica Lagosta ao Thermidor que vem gratinada ao molho branco, acompanhada com arroz à grega e batata palha.

E para encerrar e tirar de vez o fôlego, a sobremesa Coco que te quero coco, A delícia é composta de um mix composto por Pudim de Coco, Cocada mole, Maria-mole e Sorvete de Coco com calda de mel de engenho. O festival Lagosta A Gosto ficará em cartaz até o dia 10 de setembro, oferecendo um menu fechado, com sugestões de entradas, pratos principais e sobremesa. O cardápio completo custa R$ 88 com direito a uma taça de vinho. Também nesta edição, todos que pedirem o menu especial estarão concorrendo a um jantar preparado pelo chef, na residência do ganhador da promoção.


SERVIÇO
Restaurante Oficina do Sabor
Rua do Amparo, 335, Cidade Alta, Olinda-PE
Fone: (81) 3429.3331
www.oficinadosabor.com.br

Fonte: http://blogvirgulina2.hospedagemdesites.ws/desktop/

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

ESTILO: Cool e cheio de estilo com o ator Gabriel Canella


Outono, inverno, primavera ou verão, a roupa certa para a estação certa já faz parte de como se vestir do homem contemporâneo. Mas o principal é encontrar seu estilo e saber o que lhe cai bem em cada época do ano e como isso lhe trará conforto e personalidade. Fomos conversar com o ator Gabriel Canella, que essa semana encerra seu trabalho na novela “Êta mundo Bom!” com o personagem Vermelho, para conhecer um pouco seu estilo em vestir. Nesse editorial Gabriel expõe seu estilo leve e cheio de personalidade que ele traz na hora de escolher as peças do seu look. Fugindo um pouco da calça jeans e camiseta básica, que ele não abre mão, um pouco de cor e corte mais slim fazem parte de suas escolhas. Siga essas dicas e acompanhe um pouco mais a trajetória desse ator que tem muito o que mostrar no cinema, teatro e TV.






PARTICIPAÇÃO EM “ÊTA MUNDO BOM!”

“Acho que foi uma volta às novelas muito digna. Meu personagem era pequeno e apesar disso teve uma grande repercussão de público e de mídia. Na minha primeira novela “O Profeta” eu tive um personagem maior, fui indicado a finalista à ator revelação do importante prêmio Contigo, na categoria ator revelação. E não tive nem a metade da repercussão que o Vermelho está tendo nesse momento. É bem verdade que estamos vivendo um momento de grande abertura para todo tipo de diversidade e o fato deu ser ruivo despertou na Sociedade Brasileira uma grande solidariedade que só tenho agradecer. Mesmo pequeno o personagem teve uma curva dramática significativa e acaba namorando a dona do Dancing no qual ele era empregado, com direito a beijo na boca.”

TEATRO E TV 

“A televisão tem várias facetas há trabalhos que se aproximam da interpretação feita no teatro, por exemplo nos núcleos cômicos da novela. Por outro lado, nos papéis dramático o naturalismo e a fala coloquial é mais usada. No meu caso em “Êta Mundo Bom”, havia uma necessidade de fazer uma composição de época, pois os modos de fala e a expressão corporal dos anos quarenta assim exigiam. Ter me formado como bacharel em artes cênicas pela CAL me deu uma boa base para esse tipo de personagem, de construção mais que está muito diferente de uma construção de personagem em teatro. Em Hamlet eu faço cinco personagens toda noite e isso requer uma técnica completamente diferente da que uso na TV. Nessa super bem sucedida novela das seis eu tentei fazer um naturalismo de época com a maior qualidade possível.”

NO INÍCIO

“Eu comecei ainda jovem no teatro Tablado, como quase todos os grandes atores cariocas de qualquer idade. O Tablado tem uma aura mágica, lá se respira não só interpretação mas cultura em geral. Dessa escola saíram por exemplo Malu Mader e Claudia Abreu. Depois dessa experiência inicial nesse lugar encantado no Jardim Botânico nunca mais consegui para de fazer teatro. Mas tarde vieram a televisão e o cinema onde fiz o filme como protagonista que ganhou vários prêmios entre eles Hollywood International Pictures Moving Film festival de melhor filme independente e agora acabei de roda o filme “Copa 181” com a direção de Danon Lacerda prevista para estreia no festival de Berlim.”

MUNDO DA MODA

“Independentemente de ter sido modelo, sempre curti a produção de moda no Brasil. Sempre que pude acompanhei o trabalho desses profissionais que admiro tanto. Acho que a moda brasileira, em muitos aspectos não deve nada à que é produzida no exterior. Gosto de me vestir de maneira simples mas não abro mão de ter estilo.”

VAIDADE E CORPO

“Tenho uma vaidade normal, na medida certa para quem trabalha em meios áudios visuais como televisão, teatro e cinema. Estou há um ano namorando uma médica e isso ajuda muito a ter uma postura saudável diante da vida. Atualmente não abro mão do crossfit porque além de me proporcionar um tipo de exercício prazeroso de realizar faz muito bem para minha mente. E disso não abro mão, da minha ecologia mental.”

SOBRE ESTILO

“Pra mim ter estilo é traduzir com a roupa meu estado de alma de acordo com cada situação e nunca ao contrário, coloca uma roupa para impor a mim uma exigência do mundo exterior. É claro que procuro estar adequado a cada momento, sou rato de estreia de teatro e cinema. Isso me exige um pouco mais de requinte, mas procuro estar vestido de acordo com meu astral naquele dia. Acho que o estilo é o respeito a sua personalidade combinado com uma adequação ao lugar em que você se propõe a ir. Na academia por exemplo estou sempre como se estivesse em casa, ali é meu espaço pessoal, coloco a primeira roupa que vem no meu armário.”

O ENCANTA NELAS

“Me chamou atenção o que Pedro Bial disse antes de se Casar: "Eu encontrei uma mulher com quem adoro conversar horas à fio", já tive muitas namoradas algumas belíssimas e outras nem tanto, sou muito conversador, adoro falar (risos) e também sou bom de escutar. Um bom papo me faz a cabeça e me provoca tesão.”

NOVOS PLANOS

“Vou dar continuidade a vitoriosa temporada da premiada peça “Hamlet ou Morte” que já faz sucesso há um ano e meio. Agora estou produzindo um espetáculo de grande intensidade dramática escrito por Walcyr Carrasco, que ganhou vários prêmios entre eles o Aptr com direção luxuosa do mestre Ulysses Cruz. Com previsão de estreia para o ano que vem.”


FOTOS Vinicius Mochizuki
MAKE UP & HAIR Vinicius Mochizuki
STYLIST Rodrigo Rodrigues
AGRADECIMENTOS Agathos, Poggio, John John, Oliv

terça-feira, 23 de agosto de 2016

NEGÓCIOS: Sapato como peça principal de bons negócios

Estilo, design, qualidade, variedade e ousadia. Essas são as características primordiais que a Noha Shoes apresenta ao mercado de calçados através dos seus produtos. A ideia surgiu a partir da necessidade dos seus sócios Simon e Bernardo Carrazzone, Marcelo Wanderley, João Paulo Andrade Lima e Gustavo Krause, que buscavam algo diferente para consumo, que ao mesmo tempo aliasse todas essas qualidades a um preço convidativo. “Pesquisamos muito e sentimos que realmente os sapatos italianos estavam bem à frente do que a gente via aqui em Recife. Passamos a enxergar o calçado como uma peça principal, quem sabe a chave de uma composição. Então, por que não imprimir esse conceito aqui e fazer dele um negócio? Assim foi. Hoje a base das nossas escolhas é a capacidade de poder traduzir em mudanças o que realmente a gente gostaria de usar e fazer disso um estilo.”, explica Simon Carrazzone.


Em princípio, tudo apontava para o sistema de e-commerce. Mas o mercado direcionou o empreendimento rumo à outra possibilidade. “A venda pela internet existe sim. Usamos o Instagram como nosso principal canal. Lá, damos, inclusive, dicas de estilo. Mas, comercialmente, nadamos contra a maré. No início, não tínhamos como desafio uma loja física, sequer em shopping. A nossa preocupação sempre foi o custo, deixar o nosso calçado com um preço acessível. Todavia, o público abraçou nosso produto e nos mostrou como resposta a necessidade de lojas físicas para atender nossa demanda”, explica João Paulo.

Atualmente a marca, que trabalha com dois fornecedores, sendo um em São Paulo e outro no Rio Grande do Sul, possui uma loja em Boa Viagem, zona sul de Recife, e organiza-se para a abertura (na primeira quinzena de agosto) de mais uma unidade no shopping RioMar, “Para a nova loja chegaremos com novidades no nosso portfólio como cinto, bolsa de viagem e para computador”, explica Marcelo Wanderley que também completa, “Pretendemos expandir a nossa marca para outras cidades e estados. Algumas capitais já estão sendo cotadas e o sistema de franquia também é algo que está em estudo. Recebemos propostas para entrar, com nosso produto, em loja multimarcas, mas, nossa margem de lucro é bem pequena e adentrar nesses centros poderia vir a quebrar essa característica que é tão nossa.”

Outro destaque da marca está na variedade, hoje com mais de 70 modelos. “O número de modelos é muito mais elevado quando comparado aos concorrentes. A nossa quantidade é um diferencial importantíssimo, uma vez que outras marcas optam por menos variedades - isso implica em maior benefício financeiro, menos sobra -, e a gente não considera isso. O nosso cliente reconhece isso, o que é gratificante”, comemora Gustavo.


SERVIÇO: Noha Shoes - Shopping Riomar Recife - @nohashoes

MUSA: Isabeli Fontana ainda mais linda com sua lingerie

Nós adoramos quando uma top lança sua coleção de lingerie! A novidade agora veio da modelo Isabeli Fontana, que em parceria com a Morena Rosa, lançou uma coleção inédita de lingerie. Ao todo são 26 modelos da novidade, incluindo sutiã tomara-que-caia, bodies e hot pants. O lançamento acontecerá nessa quarta (24) em SP. As belas fotos, feitas por Fábio Bartelt, tiveram como cenário Los Cabos, no México, e trazem peças pra lá de sexy e cheias de atitude.




segunda-feira, 22 de agosto de 2016

FITNESS: Conquiste o tríceps perfeito com os exercícios corretos

Praticamente uma unanimidade entre os malhadores, ter braços fortes é quase que uma obrigação. Além da parte estética, um braço bem trabalhado ajuda a poder elevar maiores cargas e dá mais resistência na prática de vários esportes, tais como tênis, basquete e boxe. Porém, muitos malhadores trocam as bolas e acabam só focando nos bíceps, quando na verdade para deixar essa parte do corpo firme e forte o segredo é direcionar os esforços para os músculos secundários, ou seja, os tríceps. Que é o grupo de músculos que dá todo o apoio em exercícios que são feitos para peito e ombro.

O maior músculo do braço é o tríceps, em outras palavras o tríceps é 2/3 do braço o bíceps é apenas 1/3, então não adianta se esforçar ao máximo no bíceps e relaxar no tríceps. Pois já que o tríceps detém o maior volume do braço, parte acima do cotovelo, que é um músculo de três cabeças: a longa, a média e a lateral. Essas cabeças sempre funcionam juntas, então é impossível treinar isoladamente apenas uma delas. O que vai fazer a diferença é o ângulo dos braços que pode mudar a ênfase do exercício e estressar as cabeças de formas diferentes. Muitas pessoas não sabem como os exercícios estão atingindo o tríceps e geralmente enfatizam demais a cabeça lateral e esquecem a média e a longa, sendo que o ideal é estressar todas as cabeças. Ou seja, não adianta se matar de treinar bíceps e não treinar o tríceps.
 

Outro erro comum é trabalhar em excesso justamente o tríceps, negligenciando o fato de que este grupo muscular também é solicitado intensamente nos treinos de peito e ombros. Se você não prestou atenção, o tríceps tem função de destaque em todos os exercícios de empurrar o peso, enquanto que o bíceps tem a função de puxar. Segundo Luiz Fernando Barros, fisiologista do Santos Futebol Clube, “Como são músculos antagônicos, um sempre colabora com o outro, pois trabalham de forma complementar”.
 


FAÇA SEU PROGRAMA DE FORÇA



Sendo iniciante ou já avançado, é importante você traçar um programa pra desenvolver o tríceps desejado. Para isso você precisa trabalhar todos os ângulos do músculo com exercícios que trabalham suas três cabeças. Além disso, é importante malhar corretamente, executar bem os exercícios, cuidar da postura e adotar um treino com volume e intensidade adequados. E claro, sempre acompanhado de um profissional da área. Confira a tabela, escolha três exercícios para tríceps, siga cuidadosamente o número adequado de repetições e sucesso com seu tríceps.





Fonte: Mens Health, Treino Monster, Sempre Melhor

Acompanhe a MENSCH no Twitter: @RevMensch, curta nossa página no Face: RevMensch e baixe no iPad, é grátis: http://goo.gl/Ta1Qb

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

CAPA: Reynaldo Gianecchini em sintonia com sua essência

É como se o tempo tivesse passado de uma maneira diferente para Reynaldo Gianecchini, sobretudo quando o assunto é autoconhecimento e atuação. A maturidade bateu à sua porta e revelou sua mais pura essência, e é com o olhar e sorriso largo voltados para a plenitude da alma que ele volta à TV protagonizando, em horário nobre, a nova trama de Maria Adelaide Amaral, na Rede Globo. 

No seu novo papel, ele interpreta um velejador que volta para o seio de sua família depois de 20 anos. “Meu personagem é um cara muito justo, que pensa na natureza o tempo inteiro. Tem uma conexão muito forte com tudo em seu entorno, e isso tem muito de mim, especialmente com o momento que tenho vivido. Sou o mocinho que liga todos os núcleos, que vai a todos os cenários, em todos os lugares. Ele faz a conexão na trama, o que significa que vou trabalhar de domingo a domingo e não terei tempo pra mais nada. Quem sabe dá pra ver a mãe de vez em quando (risos). Realmente, estou me preparando pra essa jornada. Serão oito meses de trabalho árduo, mas, feito com muito carinho, disciplina e dedicação”, conta. 

Para essa empreitada televisiva ele está mais que disposto. “Estou bem focado nesse novo desafio e está sendo incrível. Tive férias mais longas, deu pra dar uma descansada e agora estou voltando com o pique total, fazendo muitos amigos, desde o elenco até o pessoal da direção e, claro, cultivando os que já fiz em trabalhos anteriores. Estou bem confortável. Outra coisa legal desse projeto é trabalhar com gente jovem. Acho que essa turma vem com gás, com um olhar inovador sobre tudo, então, um dos pontos positivos que tem nesse trabalho é poder contar com bons jovens atores e incríveis veteranos. É desta maneira que se faz um belo projeto, com troca de experiências e aprendizado”, revela. 

Antes da sua estreia na TV em 2000, interpretando Edu na novela “Laços de Família”, de Manoel Carlos, dedicou-se à carreira de modelo, mas foi na atuação que ele se encontrou e desde então, e incansavelmente, investe no aprendizado e aprimoramento no oficio que escolheu. Para Gianecchini, “a profissão de ator é muito bonita porque nos coloca sempre em contato com muita coisa. É tudo muito intenso. Cada personagem que você vai fazer é como dar um mergulho dentro de si, mas pelo olhar daquele personagem e isso é aprendizado puro.”
Quando questionado sobre algumas críticas recebidas, principalmente no começo da sua carreira, ele é franco e se mostra nobre e autocrítico. 


“Honestamente, deixo a crítica para as pessoas, não me importa se for positiva ou negativa. Eu sou o meu maior questionador. Em meu trabalho, desde que comecei, vejo uma evolução óbvia. É como se adquire conhecimento em qualquer profissão. Na experiência e na prática, a gente pode ver os resultados. Mas não gosto de falar do meu trabalho como resultado, acho que já tem muita gente que fala sobre isso. Eu gosto muito de prestar atenção na minha vida como um todo, e com tudo. Acho que no dia a dia a gente aprende como ser humano, como profissional, então eu sempre vejo uma evolução pra muito melhor, na minha arte e como homem. Observo o quanto cresço todos os dias diante dos passos que a gente dá. De resultado, cada um vê quando e como quer, até porque a gente tem uma exposição muito grande e está sempre ali em uma posição para as pessoas julgarem, então, na minha idade - gostem ou não – francamente, também não tem nenhum peso sobre mim, nem a positiva nem a negativa. Eu estou muito focado no meu processo de vida e assim eu tenho ganhado muito”. 

Apesar de ter tido uma fase na sua vida ligada à moda, Gianecchini tem uma maneira muito particular, e além das aparências, de encarar o tema estilo. “Naturalmente, essa questão de moda, a gente vai se conhecendo e se apropriando de um ou de outro jeito de se expressar. Mas eu não tenho regra nenhuma, eu acompanho a moda como curioso mesmo que sou, mas não tenho preocupação em ser o cara mais cool ou mais moderno. Eu não tenho essa vontade e nem me esforço pra isso. Mas, acho que é um processo natural de você começar a pensar antes de vestir, a se expressar dentro do que você acha e vai se encontrando ao longo da vida. É também um processo de amadurecimento e a expressão vem disso também. Eu acho bacana. Hoje em dia, eu curto muito mais me vestir, me sinto inclusive mais bonito que antes. Antigamente a pessoa não sabia direito quem era, nem tinha conhecimento de nada. Quanto mais de como se expressaria no mundo. A idade é uma coisa muito legal no ser humano e só tenho a ganhar com ela. Mas no geral, não tenho muita ligação com a moda não.”, explica. 


A natureza é algo fundamental em sua vida e funciona como sua fonte de energia, inspiração e vida, “Essas fotos que fizemos tem muito a ver com isso. Com esse contato, com o conceito de o que é vida. Tenho muito apego à natureza. Preciso disso. Tiro cada vez mais desse tempo pra mim, sol, terra, mar e verde. É vital, uma fonte de renovação. No quesito alimentação, sempre tive a disciplina em não consumir industrializados, optar pelos orgânicos, livre de agrotóxicos e praticar, com regularidade, exercícios físicos. Para mim, não existe nenhuma regra fixa além de tentar ser saudável”, descreve Gianecchini. 
Em sua vida pessoal, atualmente, Gianecchini se entrega à uma fase de autoconhecimento. “Estou em um momento de bastante tranquilidade comigo mesmo. Tenho deixado a vida acontecer, com foco no trabalho, sendo presente em tudo que a vida oferece, sem fazer grandes planos e vivendo da maneira que eu gosto. Isso reflete muito no meu trabalho porque tira a ansiedade e a gente aprende a conviver com energias diferentes que vão aparecendo”, reflete ele que nos últimos meses visitou muito a Ásia e passou quase dois meses na Índia em busca de aprendizado. “Recentemente pude visitar países como Camboja, Laos, Índia, entre outros. Foi uma viagem muito importante uma vez que tem muito a ver com o momento em que estou vivendo, mais interiorizado, buscando os silêncios e o oriente é muito bom pra isso, porque é uma região voltada às conexões com o mundo muito mais que o povo do ocidente, que eu acho que está muito desconectado”, finaliza. 



FOTOS PINO GOMES / PRODUÇÃO EXECUTIVA E DIREÇÃO CRIATIVA MÁRCIA DORNELLES / MAKE UP & HAIR CRIS MORENO / ASSISTENTE DE FOTOGRAFIA LEONARDO LYON / AGRADECIMENTOS AGATHOS, HUGO BOSS, ELLUS, HERMOSO COMPADRE, POGGIO, ELEVEN, VON DER VOLKE