segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

CARRO: Você pode voar mais alto com a McLaren 720s

O Salão do Automóvel de Genebra é um daqueles lugares icônicos ondem aparecem as inovações que um dia virarão realidade — quando às vezes já não o são. Mas não é todo ano que um lançamento agita tanto uma categoria. Sim, estamos falando da McLaren 720s. Claro que quando nos referimos à McLaren é difícil não remeter à memória Ayrton Senna e seus três títulos mundiais de Fórmula 1. Ou até Emerson Fittipaldi, que garantiu seu bicampeonato acelerando um bólido da tradicional equipe inglesa. Mas nem Bruce McLaren, fundador da equipe e morto em um acidente nas pistas, tinha em mente que, nas ruas, os carros que levam seu nome fariam tanto sucesso ao acelerar.

Se a primeira impressão é a que fica, a McLaren 720s caprichou. As curvas suaves do modelo logo chamam a atenção, delineadas com seus faróis pequenos. Contudo, o design preza primeiramente pela funcionalidade, que se conecta a aspectos estéticos com maestria. A ausência de entradas de ar laterais, por exemplo, é apenas aparente. O modelo possui uma “camuflagem”, que só permitem a visão completa dos dutos de ar de um determinado ângulo. As portas do veículo são diedrais (abrem para o lado e para cima) e fazem parte também deste sofisticado pacote.





Para o motorista (ou piloto?) acelerar, precisará entrar na cabine monocage II, uma célula de fibra de carbono, leve e resistente, que se alonga até o teto do carro. Lá dentro, para visualizar todo o potencial do 720s, um painel de instrumentos digital e retrátil se adapta a diversas situações de uso, seja mostrando conta-giros, velocímetro e instrumentos de velocidade, ou apoiado numa tela de LCD, que carrega as outras funcionalidades presentes no modelo. Sem dúvida, uma tecnologia embarcada de última geração.


Mas para que tudo isso? Acelerar, é claro. A McLaren 720S é impulsionada por um motor biturbo V8 de 4 litros, capaz de gerar 720 cavalos. Essa unidade de potência pode acelerar o carro de 1283 kg de 0 a 100 km/h em notáveis 2,9 segundos e indo de 0 a 200 km/h em apenas 7,9 segundos. A velocidade final, com o câmbio puxando a sétima e última marcha, chega a incríveis 341 km/h. Mas, se precisar frear repentinamente, o pacote aerodinâmico também trabalha, com a asa traseira levantando para desacelerar o carro com a força da pressão do ar.

Para demonstrar o que representa este lançamento, a memória de Senna é invocada na promoção do modelo 720S, com sua célere fala: “Você acha que tem um limite. Assim que você chega a esse limite, algo acontece e, de repente, você pode ir um pouco mais longe. Com o poder da sua mente, sua determinação, seu instinto e também com experiência, você pode voar mais alto”. Bruno Senna concordou e cremos que você também. 

Veja o vídeo promocional com voz de Ayrton Senna e participação de Bruno Senna.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

CAPA: Rodrigo Fagundes comemora a virada na carreira com o sucesso de Nelito em "Pega Pega"

O alto astral do ator Rodrigo Fagundes é contagiante e reflete em seus personagens. Depois de uma consolidada carreira no humorístico Zorra Total, Rodrigo encarou o novo desafio de fazer uma novela e aí veio Nelito de “Pega Pega” e ele foi pego de jeito pelo ritmo de estar diariamente na TV e se apaixonou. O sucesso de Nelito com o público, colegas de trabalho e a crítica é resultado também do carisma que esse grande “menino” traz no seu jeito de encarar a vida. “Se pudesse, seria criança o tempo todo”, comentou ele durante a entrevista. Não é à toa que ele está aqui, nos conquistou com seu talento e seu jeito simples de quem quer apenas levar a vida numa boa e com bom humor.

Depois do sucesso de Patrick chegou Nelito e conquistou o público. Acho que seria difícil se desvencilhar do Patrick por ele ter sido muito popular? Difícil não, porque eles são de temperaturas diferentes. Encarei como um desafio e prezo pela humanidade do personagem. Nelito permite que eu experimente várias camadas de sentimentos. Tem sido muito estimulante contar essa história. E esse carinho e aceitação gigantescos do público é o meu combustível.

Foram quase 10 anos de "Zorra Total" e agora uma novela com personagem de destaque. O desafio foi grande? Tomou o gosto pela coisa? (risos) Tomei muito gosto. Sempre fui noveleiro e poder estar do outro lado com um personagem de tamanha relevância me faz querer estar sempre pronto para receber os rumos que ele vai tomar e experimentar nuances, sentimentos e, principalmente, uma troca com meus colegas e com nossos diretores. É um texto saboroso, inteligente e que coloca a comédia num lugar elegante e os dramas num alto nível que aguça a gente que faz e o público que ama nossa história a cada capítulo.

A rotina de novela é muito diferente de humorístico? O que foi mais difícil e agradável no processo? É muito puxado sim. São longas horas de trabalho e concentração. Mas estou tão mergulhado nesse trabalho que não sinto o tempo passar. Está sendo um encontro muito feliz e isso se reflete no resultado da novela que é sucesso desde o primeiro capítulo. A parte mais difícil está chegando agora, pois estamos a 1 mês do fim e já estou com meu coração apertado.

Qual o sucesso do carisma do Nelito? Por que ele é tão querido? Nelito é muito bem escrito. É um personagem tão lindo, que pensa no outro, que cuida, é altruísta e ao mesmo tempo é muito feliz com a vida que leva. Ele é realizado no trabalho, na família...sua vida é a irmã Antônia, Dr. Pedrinho e o Carioca Palace. Pra ele, isso é como ganhar na Mega Sena toda semana (risos). Acho que essa felicidade dele faz com que o público se aproxime de forma carinhosa e queria ter um amigo assim. É o que mais ouço nas ruas.


Aliás, você parece ser um cara muito querido fora da TV também. Acha que isso também ajuda? A que se deve esse carisma? Meus amigos e familiares dizem isso sim (risos)! Esse cuidado com o outro eu tenho sim e coloquei tudo no Nelito. Só não tenho o mesmo temperamento que ele. Acho que sou mais pavio curto na vida. Mas interpretá-lo tem sido um ótimo exercício também.

É meio clichê perguntar a um humorista se ele no dia a dia também é engraçado e bem-humorado. Mas como é o Rodrigo Fagundes fora das câmeras? Confesso que não sou engraçado o tempo todo. Juro. Claro que se estou num ambiente familiar sou bem palhaço, sim. Mas, na maioria das vezes, sou quieto, mas muito atentado quando estou com meus amigos e familiares. Não gosto de me comportar de acordo com a minha idade. Se pudesse, seria criança o tempo todo.

O que te tira do sério e o que te faz rir? Não suporto injustiça, abuso de poder, pessoas que querem te ganhar no grito. Não funciono assim. Já passei por isso e me arrepio só de lembrar. Procuro encontrar humor em tudo, até nas situações mais difíceis da vida. O humor salva e muito!



Acha que o bom-humor é imprescindível hoje em dia com nossa realidade tão dura? Aliás, você acha a realidade tão dura? Acho sim. Uma vez uma fã me disse que nós atores somos médicos de almas. Ela levou o marido dela que tinha uma doença terminal na nossa peça, SURTO (uma comédia deliciosa que fizemos por 12 anos ininterruptos) e, no final, nos abraçaram aos prantos dizendo que por 1:15 minutos eles se esqueceram de todas as dificuldades que estavam enfrentando e se divertiram conosco. Isso pra mim não tem preço!

O que e quem te inspira na vida e na profissão? Os seres humanos de forma geral me inspiram. Na vida e na profissão, quando conheço gente generosa, fico muito feliz. Ainda mais quando se trata de um ator de quem já sou fã. Em “PEGA PEGA”, tenho a sorte de trabalhar com um elenco assim. Nos bastidores, é só alegria e todos torcem um pelo outro. Marcos Caruso e Vanessa Giácomo, que são com quem mais contraceno, são de um valor inestimável. Poder trocar com as pessoas, aprender com elas, seja na vida ou no set, é dos maiores prazeres que tenho.



Seria outra coisa se não fosse ator? O que? Gosto muito de falar Inglês. Acho que adoraria ser professor do idioma.

Aliás, como despertou que era isso que você queria ser? E como foi o início? Eu era fascinado pelas obras de Monteiro Lobato, pelo “Sítio”. Quando ganhei da minha tia os livros dele, ficava horas viajando naquelas aventuras. O faz de conta, o lúdico e as aulas de história me encantam. Sou de Juiz de Fora e vim para o RJ fazer faculdade de publicidade na PUC, onde me formei e logo me matriculei na CAL para, finalmente, me encontrar e ter a certeza de que meu lugar no mundo está na interpretação.

Seria um grande desafio fazer um personagem dramático com um vilão? Todo personagem é um desafio. Brincar com a maldade na ficção seria um prato cheio pra mim. Poder botar pra fora todos os nossos monstros, tudo de brincadeira. Na teledramaturgia, geralmente é o vilão que move a trama, isso é muito divertido. Espero poder brincar de ser mau um dia.

Nas horas de folga o que te distrai? Um bom filme, séries, um bom livro, meus amigos e dormir.

Agora em janeiro encerra a novela "Pega Pega". Já tem planos para depois? O que vem em 2018? Quero voltar pro teatro com o meu espetáculo “O Incrível Segredo da Mulher Macaco”. É uma comédia inspirada nos filmes de Hitchcock e nos livros de Agatha Christie. A ideia é fazer uma temporada em São Paulo e uma pequena turnê depois.


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

HUMOR: A arte da guerra de tu sifu

Tu Sifu foi um general chinês da dinastia Chop Suey durante as guerras que precederam a união dos reinos de Feng e Chuí (327 A.C.). Depois da pacificação do país, Tu Sifu se dedicou à composição de hai-kais e à plantação de frango xadrez. Seu livro mais famoso, no entanto, é "A Arte da Guerra de Tu Sifu", que traz importantes lições de estratégia, tornando-se leitura obrigatória entre executivos e gerentes. 

Aprenda com Tu Sifu. 

O general habilidoso derrota o inimigo sem lutar, conquista cidades sem as sitiar e vai para o happy hour antes mesmo de encerrar o expediente. 

Se o líder e o subordinado estão em harmonia, a vitória é certa. Se o líder e o subordinado não estão em harmonia, é dupla sertaneja. 

Apareça em lugares onde o inimigo menos espera. Mas não em lugares onde o inimigo não está. Se você não encontrar o inimigo, será muito difícil ganhar qualquer guerra. 
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UM HAI-KAI DE TU SIFU
O lindo panda
Defecou
Na varanda
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Controlar um exército grande é uma das tarefas mais difíceis. O general habilidoso evita problemas e só contrata anões. 

No campo de batalha, o anão pode ser usado como lanceiro, mas jamais como arqueiro. Na falta de munição para catapultas, a bostinha também serve. 

Nunca, absolutamente nunca, mas nunca mesmo, monte seu acampamento dentro de um rio.

Existem apenas cinco notas musicais, mas a combinação delas produz todas as melodias do mundo. Existem apenas cinco cores primárias que, combinadas, produzem todos os tons. Na guerra há apenas dois métodos de ataque (o direto e o indireto) e, no entanto, com eles é possível qualquer coisa, inclusive ganhar ou perder. Numa guerra é muito difícil empatar. 
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OUTRO HAI-KAI DE TU SIFU
Lua de outono
Branca e pálida
Feito a Yoko Ono
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No aprendizado, o importante não é o destino, mas sim o caminho até encontrá-lo. Vire à esquerda na primeira iluminação e continue sempre em frente até a bifurcação entre corpo e espírito. O caminho do espírito leva à sabedoria. Mas o caminho do corpo é muito mais gostoso. 

Ação é a mão que puxa a corda do arco. Decisão é a mão que solta a flecha. Masturbação é a mão ocupada com propósitos inúteis à arte da guerra. Conceição eu conheço muito bem.

Ao confrontar o inimigo no campo de batalha, diga: "Ei, o que é aquilo atrás de você?" Quando ele olhar, ataque-o sem piedade.
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MAIS UM HAI-KAI DE TU SIFU
Oh, belo colibri
Faz na minha cabeça 
Que tu vira sashimi
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A LIÇÃO FINAL
Se o exército inimigo for menor que o seu, ataque. 
Se o exército inimigo é do mesmo tamanho que o seu, observe. 
Se o exército inimigo é bem maior que o seu, disfarce e saia assoviando.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

ESTILO: Dress Code festas - O que usar para não errar na hora de escolher a roupa certa

Nessa época de festas uma coisa muito comum de acontecer é receber um convite que indica determinado traje e fica em dúvida do que seria mais indicado. É, homem também sofre de inseguranças às vezes (eu disse às vezes) na hora de se vestir. O chamado "Dress Code", que se trata de um código de referência de como se vestir em cada ocasião tem variado um pouco. Até pouco tempo, eram usados apenas os termos: passeio, passeio completo e black-tie. Hoje os convites estão vindo com vários códigos que chegam a confundir, mas na realidade acabam sugerindo as formas clássicas de vestir. Ao mesmo tempo que fornece mais opções de combinações, no final você termina confuso e indeciso. Bem, vamos à "decodificação" do famoso "dress code" para festas tirando as dúvidas de uma vez.

TRAJE PASSEIO / ESPORTE FINO / PASSEIO INFORMAL OU TENUE DE VILLE

Já aqui o traje é um pouco mais refinado, merece uma atenção maior do que no traje esporte. Esse tipo de traje é mais recomendado para eventos mais sociais, tipo almoços de negócios, vernissages, conferências, e programas culturais como teatro e concertos. E dependendo do clima, até de um jantarzinho íntimo para impressionar a gata. As peças indicadas são próximas das indicadas para traje esporte. Importante observar o horário do evento, caso seja antes das 18hs, o indicado é uma combinação de camisa + calça esportiva, e blazer. Se for usar um terno, com ou sem gravata, cor clara; ou a combinação de um blazer escuro com calça. Detalhe importante de observar, se no convite vier com “tenue de ville”, é importante usar gravata independente da hora, seja com blazer ou jaqueta. À noite o indicado é terno com gravata, se for verão cabe um em tom claro. Os sapatos, sempre sociais ou mocassins pretos ou marrons são o ideal. Nunca usar: jeans




TRAJE SOCIAL / PASSEIO COMPLETO OU SOCIAL 

Como o próprio nome já diz, se trata de um evento social, tais como casamentos, coquetel, formaturas, comemorações oficiais, óperas e grandes eventos (que podem envolver trabalho, clientes, fornecedores...). A roupa requer uma formalidade total, ou seja, terno completo com paletó, calça, camisa social e gravata. Não tem o que pensar muito. Apenas claro, nas combinações de cores. Se o evento for de dia, cores mais claras (esqueça o branco), se for à noite, cores escuras. Os sapatos mais indicados são os pretos que combinam com tudo em qualquer ocasião. Nunca usar: Não tente fugir do terno e gravata. Marrom também não é indicado, está fora do guarda-roupa masculino a muito tempo.

TRAJE BLACK-TIE, TENUE DE SOIRÉE OU RIGOR


Esse é o topo da elegância e por razões óbvias é indicado para eventos muito específicos como casamentos à noite, festas de debutante, premiações e ocasiões muito especiais. Afinal é uma noite de gala. O black-tie resume-se a um smoking (nunca deve ser usado antes das 18hs, a não ser que você esteja na entrega do Oscar): camisa branca, gravata borboleta preta, faixa preta e sapatos pretos. O colete substitui a faixa e é indicado para os mais gordinhos ou no inverno. Que pode ter um estilo mais tradicional ou uma variação mais moderna, como alguns homens fazem trocando a camisa branca por uma preta ou até mesmo dispensar a gravata borboleta. Antes das 18h usá-se o summer, que é o paletó branco, Summer (paletó branco): que é um traje a rigor só em alto verão e ao ar livre. Os sapatos mais uma vez devem ser pretos, de couro e de amarrar. Cuidado para mantê-los sempre lustrados para não ser pego na hora de usá-los. Nunca usar: um terno escuro.




Fotos Binho Dutra 
Direção criativa Marco Antônio Ferraz 
Modelo Marcos Vinicius Gomes 

AGRADECIMENTOS:
Academia Brasileira de Letras (Locação)
Looks: Armani, Hugo Boss, Flower homme e Zara (sapatos)

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

VAIDADE MASCULINA: Barba no ambiente de trabalho?

A barba é um troço cada vez mais comum. Homens de todas as idades estão aderindo a essa moda. E as barbas são de todos os estilos, umas bem curtinhas e desenhadas, outras grandonas e cheias, e há também muitos que não ligam para as falhas na barba e as deixam crescer. Bigode? Também está em alta. Mesmo com este movimento crescente, ainda há preconceito à barba. Dá pra acreditar neste atraso? Em 2017? Sim, existe!

Vamos começar falando sobre um grupo de pessoas (homens e mulheres) onde praticamente não há essa bobagem contra a barba: nossos amigos nerds. Esses caras estão vários passos à frente por não ligarem muito para a opinião dos outros, eles são autênticos e fazem o que bem entendem. Afinal, eles estão preocupados com seu trabalho, seus compromissos. Tiro meu chapéu para eles - e tenho orgulho de ter um pé nesse grupo. A barba não merece rótulo, pois ela não é privilégio dos nerds, nem dos fortões, fracos ou lenhadores. Barba é algo natural dos homens, simples assim.

Alguns homens, entretanto, não deixam a barba crescer porque sentem alguma hostilidade em relação a isso em seu ambiente de trabalho. E vou contar pra vocês que eu também já sofri com isso. Foi logo depois da faculdade. Eu me formei em engenharia, mas assim que eu pude, resolvi me enfiar no tal do mercado financeiro. E a minha porta de entrada foi um grande banco. Eu gostava bastante de usar terno, gravata e fazer a barba todo dia, eu andava sempre impecável. Mas em uma determinada segunda-feira, eu apareci com uma barba de 2-3 milímetros, muito bem desenhada, também impecável, pelo menos para mim. Bom, talvez só pra mim. Logo que eu cheguei ao trabalho, meus colegas começaram a fazer piadinhas dizendo que eu ia levar uma bronca quando a chefe chegasse, e eles estavam certos. Quando ela me viu, ao invés do bom dia eu escutei: "Pensei que você trabalhasse em um banco", seguido de "ali na esquina tombou um caminhão de lâminas de barbear, quer que eu vá buscar uma pra você?" e, terminando com "amanhã volte ao normal". Normal?!?
Eu nunca "precisei" ter barba, mas me incomodava muito o fato de sua proibição. Tem algo mais natural que isso? Caramba! Cresce no nosso rosto e não podemos assumir isso? Pois eu trabalhei mais 3 anos depois desse puxão de orelha, sem nada de barba, nada mesmo. Depois, em empresas menos conservadoras, isso mudou e eu comecei a deixar a barba crescer. Hoje, uma barba grande e muito bem cuidada.

QUANDO PODE E QUANDO NÃO PODE

Para o João C. A., de São Paulo, ocorreu algo não muito diferente. No início de sua carreira ele não se sentia à vontade para deixar a barba crescer, sempre a deixando muito baixa. Atualmente, depois de uma trajetória consistente de mais de 10 anos como consultor estratégico, sente que isso mudou. Ainda assim, não é raro ouvir piadas e receber o apelido de "barba", ou "barbudo". Mas afirma que mesmo com as piadas, tem a certeza que isso não afeta a sua imagem profissional.

Tenho certeza que vocês, das mais variadas profissões (médicos, mecânicos, pilotos, recepcionistas, professores, atletas ou advogados) já passaram por algo semelhante ao que passei. E será que tem gente que nunca experimentou só pelo receio de ser chamado de "náufrago"? 

Já para Rafael A., advogado com 29 anos, a reação a sua barba também já foi desagradável: "Ainda é comum que a barba seja relacionada a descuido ou a sujeira, mal sabendo eles que manter uma barba dá muito mais trabalho que deixar o rosto liso diariamente." Temos que considerar que em algumas profissões realmente não é permitido por questões de segurança. Isso acontece em algumas plantas industriais onde se faz obrigatório a vedação da região da boca por máscaras que não funcionam com a barba. Mas são raras as atividades profissionais que formalizam a sua proibição. 

Combater a acusação de desleixo é fácil, basta ter uma barba bem cuidada. E se você quiser uma barba desarrumada? Eu entendo que você deveria poder ter qualquer barba, basta entregar suas tarefas conforme combinado, certo? Mas tenho que admitir que ainda vivemos em um mundo cheio de códigos de aparência, com regras de roupas e comportamento. As mulheres também sofrem por não poderem usar saias ou decotes, pois dizem que é desrespeitoso. E a barba às vezes também é tratada como tal.

Está com dúvida se a barba é um problema? Converse com o seu gestor. Você poderá ter como surpresa uma resposta assim: "barba nunca será um problema, o mais importante é você estar bem aqui, sentir a motivação necessária para entregar um bom trabalho". Resolvido isto, deixe a barba!


EXECUTIVO OU LENHADOR?

Tenho esperança na redução do preconceito no curto prazo. Digo isto com segurança, pois andando pela região da Avenida Paulista, onde estão localizadas muitas instituições financeiras e escritórios de advocacia, conhecidos por terem ambientes mais conservadores, é cada vez mais comum ver um cara de terno e barba grande, e bem feita, valorizando ainda mais um belo nó de gravata. 
E os lenhadores? Eu sempre dou risada quando falam que a minha é "estilo lenhador". E lenhador vai ao barbeiro a cada 20 dias? Usa óleo e balm para barba? Acho que não! Enfim, me divirto com isso.

Não importa o estilo de barba que você usa ou pretende começar a usar. O que importa é você estar bem e cultivar uma barba que não atrapalhe a sua rotina. Às vezes, o preconceito vem da gente e não percebemos isso. Às vezes, temos receio de deixar a barba porque não queremos chamar nenhum tipo de atenção, possivelmente por não estarmos felizes no nosso trabalho, e consequentemente trabalhando mal e, ainda assim, colocando a culpa - sem perceber - numa possível mudança no visual.

Convido vocês a darem uma olhada no vídeo do Blog da Barba no YouTube sobre esse assunto. Lá vocês poderão ler depoimentos de diversos barbudos. Pode ser uma experiência interessante para fechar essa discussão. 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

CINEMA: Os bastidores de "1817, a Revolução Esquecida"

Para a diretora Tizuka Yamasaki, o mais importante é filmar grandes histórias, e quando o filme traz um projeto histórico por trás, isso a deixa ainda mais realizada. Foi assim com seu novo projeto “1817 – A Revolução Esquecida”, um docu-drama baseado no livro “A Noiva da Revolução”, de Paulo Santos, que conta o romance vivido por Domingos José Martins, principal líder da revolução, e Maria Teodora da Costa, filha de ricos comerciantes portugueses na época, cujo casamento tornou-se o símbolo do bicentenário da revolução de 1817, um dos mais importantes momentos históricos de Pernambuco. O filme tem previsão de estreia pela TV Escola. Mas, enquanto isso, pudemos conferir em 1ª mão os bastidores desse momento histórico no Brasil que ficou esquecido.

Nos papéis principais, o ator Bruno Ferrari como Domingos, e a atriz Klara Castanho como Maria Teodora. O elenco conta ainda com 24 atores pernambucanos, além de 170 figurantes. O paraibano Paulo Vieira interpreta o comandante Leão Coroado, que matou com golpes de espada o brigadeiro Barbosa de Castro (Walmir Chagas). E o pernambucano Domingos Antônio  interpreta o General Domingo Teotonio. Neste projeto de 1817, Tizuka dividiu a direção com o Ricardo Favilla - que também foi o produtor. “Temos uma parceria muito particular já há algum tempo. Isso inclui a gestação de projetos conjuntos, passando pela procura dos temas que nos interessam, as pesquisas e a discussão da linguagem e da estética utilizada na abordagem destes temas nos roteiros de diversos produtos audiovisuais,- Filmes, Series ou Programas de TV que desenvolvemos juntos, como é o caso do 1817 - A Revolução Esquecida”, comenta Ricardo. 



Para o ator Bruno Ferrari, o projeto foi uma grata surpresa: “Desde pequeno, ouço muito sobre a inconfidência mineira e essa de Pernambuco, que foi uma revolução muito maior, e que até conquistou a independência por um período, e não é falada. Ainda existem alguns lugares no Recife que marcam essa luta, mas boa parte foi destruída pelos portugueses. Gosto muito do título, 1817- A Revolução Esquecida”.Eles realmente fizeram de tudo para apagá-la da história.” Para Tizuka, a surpresa também veio do apoio que recebeu. Comenta: “quando chegamos em Pernambuco pra preparar o "1817", fomos surpreendidos por todos querendo ajudar, orgulhosos de sua Revolução, desde populares, intelectuais, historiadores, como também o governo do Estado e da Prefeitura de Recife, Casa militar e sua bela cavalaria  e grupos de artistas da cultura popular, como Maracatu Leão Coroado, Literatrupe, côco dos pretos. Via nossa parceira Monica Silveira e, particularmente, os técnicos de cinema e atores pernambucanos - além de duas pessoas a quem admiro e que não mediram esforços pra colaborar: o ator Irandhir Santos e o cineasta Claudio Assis com sua equipe. Foi muito bom ter esse apoio efetivo ou afetivo. Essa generosidade pernambucana estará impressa na tela.”


Resgatar esse fato histórico da história de Pernambuco tem um significado especial para você? Seria como uma “prestação de serviço” à população para conhecer um pouco mais da história nacional? Claro! Eu e milhões de brasileiros desconhecíamos este momento tão importante da história do Brasil.  Com o nosso docu-drama, essa lacuna será preenchida. Nosso papel como cineasta é revelar aquilo que foi apagado da história oficial. Como brasileira, me sinto orgulhosa da bravura dos pernambucanos e dos nordestinos que não aceitaram ser subjugados pela exploração fiscal e arrogância dos colonizadores da época. Esses revolucionários deram a vida pela liberdade de sua pátria!

O que é mais difícil em um projeto como esse? Como você percebe isso? Buscar investimentos sempre foi a tarefa mais difícil. Quando a TV Escola inaugura com o nosso filme a série "História", ela e a MEC abrem portas importantíssimas aos estudantes e público em geral, oferecendo o acesso à informação, a reflexão, a recuperação da autoestima do brasileiro. Devemos aplaudir esse tipo de iniciativa!

Agrada mais contar histórias reais do que fictícias? Ou tanto faz? Tem algum filme inédito a ser lançado? Me agrada filmar! (risos) Uma história real é também uma ficção, porque filmado, ela vem com a interpretação do cineasta. 
Estou com um filme chamado “Encantados” - que me é particularmente querido. É um romance na adolescência de Zeneida Lima. Trata-se de uma protagonista da Ilha do Marajó, muito especial, porque ela ouve, vê, e sabe de coisas que as pessoas comuns não têm acesso. O filme é lindo, premiado e estará nos cinemas em outubro, com lançamento da Riofilme.



sábado, 2 de dezembro de 2017

CAPA: Carlos Bonow de bem com a vida e com vários projetos para 2018

O ator Carlos Bonow já fez de tudo um pouco na TV, teatro e cinema. De peça infantil à novela religiosa, de musical à comédia. Para ele desafio bom é quando o personagem é próximo a seu jeito de ser. Interpretar outra pessoa sem levar traços pessoais é um desafio que o deixa animado. Inquieto, seja no oficio de ator ou na vida pessoal, Bonow não para quieto entre as suas mil atividades, do surfista ao paizão que pega na escola, 24 horas é pouco para esse cara. Cheio de projetos para o novo ano, Bonow parou para conversar conosco sobre um pouco de tudo e posou cheio de estilo para essa matéria.

Carlos, da sua estreia na TV na novela “Gente Fina’ (Globo, 1990) até Dancing Brasil (Record, 2017) já vão quase 30 anos de carreira. Que avaliação você faz dessa trajetória? Eu considero que a minha trajetória é muito bacana, com muitas aventuras. Tem o teatro que e é algo que me deu muita base, velocidade de raciocínio, me ajudou muito na comédia. E não posso deixar de falar das minhas campanhas publicitárias né? Eu durante uma determinada época eu fui um dos atores que mais fez comerciais no eixo Rio-São Paulo. Na verdade em “Gente Fina” foi mais uma figuração que eu fiz, em função de um ator que ia fazer uma participação mas ele faltou e ai eu fui catado no meio da rua. (risos) Eu estava passando pelo lugar onde iria ter gravação da novela, que era uma boate, e aí o produtor, o Gringo, que até hoje trabalha na Globo, me chamou, perguntou se eu queria fazer uma participação, etc. Eu fiquei meio desconfiado, como assim..., e acabei entrando. Mas eu não podia fazer participação com fala por que eu não tinha registro. Mas eu fiz como figurante e deu tudo certo. Aí eu fiquei um tempo pensando..., depois em 94 é que eu fui fazer uma peça profissional, “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, um sucesso no Villa Lobos, onde eu fiz o Hércules. Eu tive um grande professor, querido Evans de Brito, que foi tragicamente assassinado. Mas eu considero uma trajetória muito bacana. Com erros e acertos, assim como toda trajetória.


Na TV você já fez de tudo um pouco, de humor à infantil, de drama à histórias religiosas. O que te desafia mais? O que seria sua área de conforto como ator? Olha, por incrível que pareça o que mais me desafia são personagens próximos a mim, próximos ao Bonow, ao meu jeito de ser. Esse é o que me tira da minha zona de conforto. A minha zona de conforto, por incrível que pareça é a parte mais “vilanesca”, vamos dizer assim, uma parte que eu possa... não vilão de maldade, mas o vilão de comédia demais, algo distante de mim. Aí é minha zona de conforto, por que é onde eu posso arriscar mais, onde eu me sinto mais seguro. Quando está mais próximo do meu universo, eu não me sinto tão desafiado. E quando eu não me sinto tão desafiado, eu... não que eu vá ter menos vontade, mas eu prefiro maiores desafios.

Falando em desafio a participação no “Dancing Brasil” foi um desafio muito grande? A dança era algo “familiar” na sua carreira? Como foi a participação? A dança era um desejo muito grande que eu tinha, de aprender a dançar profissionalmente..., tecnicamente falando. Eu fiz “Se eu Fosse Você 2”, em que eu tinha que fazer uma coreografia de dança, mas a gente ensaiou durante um mês, eu Tony (Ramos) e a Glorinha (Pires). Era algo simples. E quando você tem uma câmera, você para, volta... Acho que eu não errei muito durante as filmagens (risos). Eu fiz um musical, “Estúpido Cupido”, onde as coreografias não tinham o nível de exigência técnica tão grande, apesar de que estar protagonizando juntamente de Françoise Forton. Então o “Dancing” era algo realmente desafiador pra mim. Eu queria muito. Eu não sou muito de reality show, mas o “Dancing” era algo que eu olhava e que gostaria de fazer por que vou aprender e seria importante para minha profissão, já que eu tinha uma experiência grande de palco. Eu canto mas me falta a dança profissional. Portanto foi um desafio incrível que eu achei sensacional. Adorei ter participado.

Convite feito, convite aceito? Como você avalia um convite para um novo trabalho? Emissora, salário ou papel, o que pesa mais? Mais ou menos. Na televisão acaba que quando me ligam para alguma coisa é algo que eu vou gostar. Geralmente as pessoas já te conhecem e fazem convites que já sabem seu jeito de ser, do que você gosta, do que você não gosta. O teatro a gente recebe textos de vários tipos, então às vezes a gente recusa, às vezes a gente topa fazer, vamos adiante... E o cinema, que não é a coisa mais habitual, os convites que me foram feitos foram maravilhosos, só fiz filmes bons. Então cada convite é uma história. As emissoras hoje oferecem trabalhos maravilhosos, com grande qualidade artística, técnica e mão de obra. Então as emissoras estão cada vez melhores.



Dos seus papeis na TV o que foi mais marcante? Eu tive papéis que eu gostei demais, mas eu vou colocar o meu primeiro na teledramaturgia, que foi o Gastão de “O Quinto dos Infernos”. Personagem que foi muito importante para mim e o público passou a me conhecer melhor, os produtores de elenco, diretores, então isso foi muito bom. Agora não tem como eu não citar um trabalho que eu tive por mais de um ano, com meu querido mestre Chico Anysio em “Chico Total”, que foi a maior escola da minha vida. Esse foi fantástico. Acho que 1996, foi um ano de muito aprendizado, foi um ano incrível. Ao mestre com carinho, Chico Anysio o melhor do mundo!

Como você avalia esse formato de trabalhos por obra ao invés de longos contrato que as emissoras estão adotando hoje em dia? Essa questão dos contratos por obra é mais delicada né?! Para nós atores quando temos um contrato longo a gente consegue programar mais a nossa vida sem dúvida nenhuma. Por outro lado, quando a gente não tem acaba buscando outras formas. Eu nunca fui um cara acomodado, com contrato ou sem contrato eu sempre busquei fazer cinema, teatro... sem parar e cheguei a fazer quatro novelas com teatro ao mesmo tempo, que é uma loucura. Contratado ou não contratado eu vou estar sempre buscando me renovar, me reciclar e fazendo novas experiências.

No dia a dia como é o Carlos pai? E o que pensa deixar de herança para ele levar pro resto da vida? Bom herança pro meu filho são os valores né? Eu acho que o mais importante que a gente pode deixar para um filho são os valores. E isso engloba muita coisa. As pessoas falam muito em deixar um mundo melhor para os filhos. Mas eu acho importante a gente deixar filhos melhores para o mundo. Então se a gente der valores para nossas crianças o mundo vai melhorar sem dúvida nenhuma. Eu no dia-a-dia tento dedicar a parte da manhã ao meu filho, apesar de tantas atividades que eu faço, aí eu tento dividir, uma parte com ele, outra parte entre as minhas tarefas, que não são poucas. Eu o levo e busco na escola quase todos os dias. Eu tento organizar meu dia de acordo com o horário escolar dele para que eu possa estar junto, estar presente. Levar e buscar na escola é uma experiência inesquecível. Quanto mais vezes eu puder fazer isso melhor. Quando eu não posso meu pai me dá uma força. Mas e aí de noite eu tento ficar com ele, final de semana eu dou aula de teatro e ele está na minha turma. A gente tem um grupo Gratthus de teatro, eu e a Carla Araújo, onde a gente já realizou “O Pequeno Príncipe”, e eu fazia o aviador e a gente contracenava no palco. Então eu estou sempre com ele, sempre uma parceria... como ele já é um pequeno ator, ele já participa de várias coisas minhas, produções, processos. Então eu me dedico ao máximo a ele. Tudo que eu puder fazer por ele eu faço.

O que você busca como homem (cidadão)? Eu busco dignidade. E fazer a minha parte para que a gente possa construir um país melhor, um futuro melhor. Acho que a gente deve ter o dever de cidadão. O artista ele tem deveres, tem funções e obrigações à cumpri-las. Com uma voz ativa na política, na cultura, na educação, está tudo interligado. Onde eu puder usar a minha voz, a minha imagem como cidadão eu vou usar. Então eu espero, parece uma frase piegas e todo mundo acaba falando isso, mas eu espero sim justiça e igualdade para todo mundo.

E o que te tira do sério? A má educação. Ela pra mim é uma grande desgraça. Por que não adianta a pessoa ter cultura, não adianta a pessoa ter dinheiro, por que se ela não tiver educação, acabou!


Você sempre manteve o corpo em dia. Como é sua rotina de cuidados com o corpo e saúde? Eu mantenho o corpo em dia por que eu faço as coisas que eu gosto. Eu tento fazer um exercício por dia, ou correr na areia, ou surfar... eu tenho meu treinador, meu querido amigo Cláudio Baiano, com quem eu treino funcional várias vezes por semana. Então meu carro tem sempre uma mini academia, ou uma prancha de surf, ou um tênis... Tem a atividade de dança, por que depois do “Dancing Brasil” eu continuei fazendo dança na academia Ramalhos, que é onde a gente ensaiava o “Dancing”. Depois que eu saí do “Dancing” eu prometi para mim mesmo que eu ia continuar fazendo por que era meu objetivo aprender e é uma coisa que também me faz manter a forma. O meu mergulho no mar é super importante, com minha corrida na areia. Então faço coisas que me agradam. Eu não faço nada para manter a saúde que eu não gosto. Inclusive minha cervejinha. (risos)

É um cara vaidoso? Até que ponto? Eu não sou um cara exatamente vaidoso. Mas sim eu sou um cara que me cuido. Eu cuidando do meu corpo e da minha saúde, eu estou me cuidando. Eu agora que eu tenho uma parceria com a Racco, que tem produtos incríveis, eu estou começando a usar alguns produtos e que estou achando maravilhoso. Que ajudam a gente em determinados processos. Mas não me considero um cara vaidoso, cuido da minha saúde do meu corpo. E isso reflete na gente.

E o que chama atenção nas mulheres? O que te encanta? Mulher tem que ser feminina. Tem que ser inteligente e tem que ter senso de humo. E claro, tem que atrair fisicamente. Não podemos ser hipócritas. (risos)

No tempo livre o que faz sua cabeça? No meu tempo livre eu não paro de pensar, criar projetos, ler algum texto, algum livro... E claro, se eu tenho algum tempo livre e meu filho tem o mesmo tempo que eu, a gente está junto, ele e minha esposa, estamos os três livres. Quando a gente pode tenta aproveitar ao máximo os três juntos

Planos para 2018? O que vem por aí? Eu tenho um projeto de teatro que eu estou montando aos poucos e já já todo mundo vai saber. O “Cinco Homens e um Segredo” deve continuar. O “Pequeno Príncipe”, que estávamos fazendo, pode ser que volte, se não voltar, outra produção do grupo Grattus, vai existir. A televisão eu estou sempre fazendo alguma coisa e no cinema também. Então eu não fico fazendo tantos planos, eu deixo que os planos apareçam. Eu os atraio e ele chegam. (risos) 


Fotos Marcio Farias
Beleza Karina Aletto
Styling Hugo Machado 
Asst de Styling Carolina Mariano
Asst de Fotografia Ricardo Nogueira

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

ESTRELA: Camila dos Anjos, no cinema, no teatro, TV e na "Vida Secreta dos Casais"

Elegante, talentosa e dedicada ao seu ofício. Basicamente é a impressão que temos da atriz, no real sentido da palavra, Camila dos Anjos. Se você deseja conhecer seu trabalho melhor, um lugar muito frequentado por ela é o teatro, seu habitat natural. Dona de sua própria companhia, Camila produz, atua e desenvolve seus projetos e ainda ganha prêmio. Mas se você deseja vê-la na TV, liga na HBO e assiste “A Vida Secreta dos Casais” onde ela interpreta a personagem Giordana. E para 2018 a novidade é o filme “SP: Crônicas de uma cidade real”. Camila é assim, seja em Nova York se reciclando pelos teatros, seja no Rio de Janeiro com uma nova peça ou mesmo em São Paulo, onde recarrega as baterias no seio da família. Camila dos Anjos não para e tem muito a dizer através de seus personagens.

O que você descobriu sobre “A Vida Secreta dos Casais”, série da HBO na qual você interpreta Giordana? Aprendeu algo? Acho que bons trabalhos sempre proporcionam transformações e aprendizados. Foi um grande desafio e um prazer enorme interpretar a Giordana. Ela é uma personagem complexa, com uma carga dramática densa e cheia de mistérios. Aprendi muito com ela e precisei fazer uma pesquisa intensa para compreender a natureza de seus conflitos.

Na sua opinião, o que é mais difícil na vida de um casal (seja casado ou namorados)? Acredito que o grande desafio de qualquer casal é conquistar um relacionamento onde ambos continuem conectados, de uma certa forma, com a sua individualidade. 

A combinação entre homens e mulheres em geral é bem harmônica. Mas o que diferencia mais entre os dois sexos? Acredito na individualidade do ser humano, mas não acho que isso está relacionado ao gênero, está relacionado a personalidade de cada um.

O que os homens não sabem sobre as mulheres? Ainda vivemos em uma sociedade machista e, infelizmente, muitos homens ainda não sabem lidar com a busca das mulheres pela igualdade. Muitos não conseguem compreender a importância do feminismo.

E como você tem aprendido sobre o ser humano, as pessoas, com sua profissão de atriz? Uma das coisas mais legais que aprendi como atriz é que nunca podemos julgar uma personagem, independente das escolhas que elas façam. Se você julgar uma personagem, você não vai conseguir compreendê-la e representá-la com potência. O ator sempre precisa se colocar no lugar da personagem para entender seu comportamento, suas ações. Levar esse pensamento para vida real é um grande aprendizado para compreender e respeitar as diferenças. 

Qual seria o maior desafio de uma atriz? E o da Camila dos Anjos? Acho que a profissão do ator é uma busca constante e o maior desafio é estar sempre à procura de personagens complexas e projetos interessantes. Tenho algumas personagens que sou apaixonada e que gostaria muito de interpretar no teatro. Meu maior desafio é conseguir colocar esses projetos em prática e realizar o desejo de dar vida a essas personagens. 


Indo para o início, como foi que você despertou para a profissão de atriz? Alguma influência ou referência? Quando eu era criança meus pais costumavam me levar para assistir peças infantis. Aos sete anos disse para minha mãe que queria fazer teatro e ela me matriculou em uma escola de teatro para crianças. Junto com essa escola existia uma agência especializada no público infantil, então comecei a fazer diversos testes em São Paulo e nunca mais parei. Quando tive idade para entender, já tinha me apaixonado pela profissão e ela já tinha tomado conta da minha vida. 

Você já recebeu prêmio revelação no teatro. Como isso te tocou? Que escola o teatro foi e é para você? Receber o Prêmio foi muito especial, principalmente porque foi através de um projeto que eu idealizei, com uma das personagens mais interessantes que já fiz. Apesar de ter começado a trabalhar ainda criança, o teatro entrou na minha vida de uma forma muito forte depois da faculdade de artes cênicas. Nos últimos seis anos, fiz doze peças e me sinto uma atriz muito mais madura depois disso. O mais bacana do teatro é que podemos nos aprofundar nos temas escolhidos e nas camadas das personagens. É um lugar onde estamos totalmente expostos, fisicamente e emocionalmente. É um lugar de coragem, de entrega absoluta, de descobertas e, acima de tudo, tanto para o ator quanto para o público, um lugar de transformação. 

O teatro também me mostrou que posso ter mais autonomia. Além dos trabalhos que sou convidada, tenho minha companhia onde posso desenvolver trabalhos próprios. Tenho autonomia para produzir, escolher personagens que quero interpretar, convidar diretores e desenvolver projetos de autores que me interessam.   


Em 2018 você estreia nas telonas com o longa “SP: Crônicas de uma cidade real”. Como foi participar e como o cinema te toca? O longa “SP: Crônicas de uma cidade real” é composto por seis histórias com um tema em comum: Cárcere. Foi bem especial participar deste filme. Além de trabalhar novamente com o diretor Elder Fraga, que é um parceiro antigo, pude contracenar pela primeira vez com Luciano Chirolli, um ator que admiro e que acompanho o trabalho no teatro há muito tempo. 

E quando está com tempo livre, o que curte fazer? Quando estou em São Paulo procuro usar meu tempo livre para ficar com a minha família e com meus amigos. Também amo viajar e conhecer outras culturas.

O que curte ler, ver e ouvir ultimamente? Muitas vezes o que estou lendo tem a ver com o trabalho que estou desenvolvendo. No momento estou relendo a autobiografia “Memórias”, do dramaturgo Tennessee Williams, para um trabalho no teatro. Estou em Nova York há duas semanas e estou aproveitando para assistir muitas peças de teatro e conhecer novos dramaturgos. Ultimamente tenho escutado bastante Nina Simone, Janis Joplin e Elza Soares.

Você é muito vaidosa? Do que não abre mão? Não sou muito vaidosa, mas como trabalho desde criança, tomo bastante cuidado com a minha pele. Uso maquiagens e produtos de boa qualidade para limpar a pele. Nunca abro mão de sair de casa sem protetor solar.

Planos para 2018? Quais pode contar? Além do lançamento do longa "SP: Crônicas de uma cidade real", começarei o ano realizando um projeto que idealizei no teatro, "A catástrofe". É o segundo trabalho da minha Cia, onde colocaremos em cena os textos curtos "Mister Paradise" e "Fala comigo como a chuva e me deixe escutar", ambos escritos por Tennessee Williams, aprofundando a pesquisa que realizamos sobre o autor no primeiro espetáculo da Cia. Espero que 2018 seja um ano repleto de desafios e personagens interessantes.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

CINEMA: "Assassinato no Expresso do Oriente" Uma Bem-Sucedida Reciclagem de Agatha Christie


Em cartaz em todo o Brasil, a nova versão de "Assassinato no Expresso do Oriente" (Murder on the Orient Express, 20th Century Fox, 2017) é puro luxo. Dirigida pelo inglês Kenneth Branagh que, além das transposições de obras William Shakespeare para a telona, tem um vasto currículo de ótimos serviços prestados à indústria cinematográfica em gêneros diversos, como o filme de super-herói ("Thor", 2011) e o conto de fadas live action ("Cinderela", 2015), a produção nada deve à adaptação mais famosa de Hollywood, de 1974, dirigida pelo mestre Sidney Lumet e igualmente recheada por astros e estrelas da nova e da velha guarda. 

Quem leu a obra homônima de Agatha Christie (1890-1976) – autora de maior sucesso comercial da literatura popular, com mais de quatro bilhões de livros vendidos, só perdendo para a Bíblia e o bardo inglês –, pode imaginar o quanto pode ser complicado transpor para o audiovisual hoje em dia uma das mais de 80 narrativas da "Dama do Mistério", cujos detetives preferem usar a massa cinzenta do cérebro ao invés de se exercitar em neuróticos movimentos pirotécnicos, ao estilo dos videogames. Esperto, Branagh sacou logo de saída que apresentar às novas gerações (e ainda cativar as mais antigas, familiarizadas com a escritora) esse tipo de romance policial precisaria mais do que as incessantes acrobacias da câmera, uma marca do cinema digital atual, caso contrário ele faria qualquer coisa... Menos Agatha!  




No papel da Sra. Hubbard, uma viúva americana moderna para a época, Michelle Pfeiffer rouba a cena. É a segunda vez nesse semestre que a atriz veterana se destaca. Elajá havia causado boa impressão em "Mae!", de Darren Aronosfsky, há cerca de dois meses atrás. Ela segue o mesmo caminho de outra beldade do passado, Lauren Bacall, que se destacou no papel em 1974 (Foto: Divulgação)

Sem abrir mão da essência da Christie – pelo contrário, essa talvez seja a sua mais fiel adaptação nas telas –, o diretor abusa da atualização que os recursos tecnológicos possibilitam para revelar o luxuoso trem Orient Express, praticamente um personagem, sem descambar para a ação frenética, como aconteceu na recente migração para as telas de outro detetive da literatura, Sherlock Holmes, nos longas capitaneados por Guy Ritchie que transformaram o franzino personagem de Conan Doyle no atlético galinho chicken little Robert Downey Jr., chegado tanto a um bafo de bode quanto a um bom quebra-pau num ringue de boxe. 

Mantendo a narrativa em jogos de diálogos que tornam o longa-metragem quase teatral, Branagh mostra reverência ao legado da autora, preferindo, salvo uma cena de ação ou outra enxertada, contrabalançar os estáticos duelos verbais com o percurso da câmera por ângulos inesperados ao longo do mais emblemático trem de luxo da história, que levava os bem-nascidos de Paris a Istambul, entre 1893 e 1962, até ser nocauteado pelas dificuldades de ultrapassar as fronteiras terrestres entre Oeste e Leste durante a Guerra Fria. 

É primorosa essa produção toda realizada em estúdio, amparada com competência pelo uso preciso de muita computação gráfica de primeira linha que torna plausíveis as sequências passadas fora do trem embarreirado pela neve, em contraposição ao requinte de cenografia e figurino revelado dentro dos claustrofóbicos vagões que servem de cenário para um crime com doze suspeitos. 





Nada diferente do que se esperaria do minucioso trabalho do cineasta, que também interpreta o protagonista, o pomposo detetive belga Hercule Poirot, cuja eterna busca pela ordem e perfeição o tornam o mais arguto observador capaz de desvendar o qualquer quebra-cabeça criminal. Ao impregnar a obsessão do personagem pela simetria com nuances de T.O.C., a porção-ator de Branagh parece falar de si própria, dado o preciosismo com que o diretor trata qualquer produção sua, seja no tratamento plástico quanto na direção do elenco.

O casting, por sinal, é um caso à parte, outra tirada genial do diretor. O filme dos anos setenta entrou para os anais da história hollywoodiana pela altíssima concentração de ídolos por metro quadrado: além de alguns no auge – Albert Finney, Michael York, Jacqueline Bisset, Vanessa Redgrave e um Sean Connery recém-saído da franquia "007"  –, o filme resgatava monstros sagrados da Era de Ouro que tinham sido aposentados, a contragosto, pela revolução de comportamento que sacudiu os anos 1960: Lauren Bacall, Ingrid Bergman (que ganharia o Oscar de 'Melhor Atriz Coadjuvante' pela missionária atormentada Greta nessa produção), Anthony Perkins (o Norman Bates de "Psicose"), John Gielgud, Wendy Hiller e Richard Widmark, além de coadjuvantes de luxo como Martin Balsam e Jean-Pierre Cassel.

Veja trailer oficial:



Na nova produção encabeçada por Branagh, brilham Judy Dench, Johnny Depp, Willem Dafoe, Derek Jacobi e Josh Gad, além de estrelas em ascensão como Daisy Ridley, a mocinha da nova trilogia "Star Wars" e até o bailarino ucraniano Sergei Polunin, que do Royal Ballet se catapultou para o mundo da moda, estrelando de capas e editoriais para publicações tipo Vogue Hommes e abrindo desfiles na Semana de Moda Masculina. Mas, o destaque maior vai para a viúva casamenteira vivida por uma Michelle Pfeiffer aos 59 anos, brilhante, mandando ver. Ela continua linda apesar da ação do tempo, sem medo de dar a cara a tapa. Merece ser lembrada no Oscar. 

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

EDITORIAL: L'amour à Paris, um editorial noivos com elegância e muito romantismo

Lugar perfeito de muitos romances Paris é um dos destinos mais desejados por casais do mundo inteiro. Por isso a MENSCH foi até lá produzir um editorial noivos com elegância e muita atitude. Como cenário, o incrível Hotel Raphael, categoria cinco estrelas e localizado bem no coração da cidade. Looks elegantes para fazer bonito no dia especial do casal. 











Vamos falar mais sobre o tema através do NoivoClub (@noivoclub) organizado pela MENSCH.



Agradecimentos Ricardo Almeira (11) 3887.4114 / Dani Messih (11) 2924-5193 / Miguel Alcade (11) 4508-1030 / Aline Almeida Prado (11) 94942-6000 / Samuel Cirnansck (11) 3891-1733