sexta-feira, 27 de março de 2015

ESTRELA: A atriz Renata Dominguez cheia de charme e ousadia no Complexo do Alemão

Podemos dizer que a atriz Renata Dominguez é uma mulher “sólida”, que foi se moldando ao longo de suas experiências de vida. Seja lá no início batalhando no Equador, seja com personagens bíblicos, ou mesmo no alto da laje no Complexo do Alemão (onde essas fotos foram feitas). Renata nos transmite uma força, uma solidez (mesmo com todas as incertezas e inseguranças inerente ao sexo feminino que por ventura possa abalar tudo isso! risos) que à torna ainda mais admirável e atraente. Prova disso foi a disposição de leva-la para fotografar no alto do morro em grande estilo. Sensual na medida certa, bela na medida extrema. É uma delícia conversar com mulheres assim, cheias de personalidade e com um jeito leve de levar a vida. Nós nos apaixonamos! Leia a entrevista e entenda o porque.

Seu início foi como apresentadora infanto-juvenil no Equador, foi algo planejado ou foi obra do acaso? O foco sempre foi ser atriz? Eu sempre tinha sonhado em ser atriz. Ainda criança, em Goiás, decorava as cenas dos filmes e encenava em casa, imitando as mocinhas (risos). Mas na minha carreira, as coisas meio que foram acontecendo naturalmente. Aprendi que nada acontece por acaso. Nunca imaginei construir uma carreira no Equador. Eu fui morar lá aos 12 anos de idade, somente por causa do trabalho do meu pai (diretor da Odebrecht), assim como morei também em Porto Velho e Itumbiara antes disso. Dois meses depois, minha professora de jazz (coincidentemente também apresentadora de TV) me convidou pra fazer um teste na Ecuavisa para ser sua assistente de palco; três semanas depois, estava eu sentada na frente da Georgianna Nebel (diretora artística da emissora) sendo contratada como apresentadora. A Ecuavisa investiu na minha preparação. Fiz aulas de interpretação, improvisação, espanhol intensivo, canto, dicção e o meu primeiro trabalho foi ao ar um ano depois. Apresentei 6 programas lá, trabalhei em 3 emissoras diferentes. 

Fui embaixadora da Unicef no Equador e representante oficial da marca Walt Disney no país. Posso dizer que como apresentadora eu experimentei um pouco de tudo, apresentei programas de games, estilo VJ, infantil, intercolegial, programas de variedades, ao vivo e gravados, diários e semanais, experimentei até ser “cantora”. Gravei algumas músicas e até fiz turnê pelo país. O fato de eu ser brasileira impulsionou a minha carreira num país marcado pela rivalidade das suas principais regiões (Guayaquil-litoral e Quito-serra). Sendo estrangeira, eu ficava de fora de qualquer preconceito regional e tinha aceitação nacional. Retornei ao Brasil em 1999 e não foi diferente. Havia optado por direcionar meus estudos para uma segunda opção de vida, pois a instabilidade do meu meio sempre me assustou um pouco. Em 2000 comecei a estudar arquitetura na UFRJ e ao mesmo tempo, como válvula de escape, entrei para o Tablado. Novamente as coisas simplesmente aconteceram. Estava em cartaz no teatro com a última peça da Maria Clara Machado, O Jonas e a Baleia, quando fui convidada para fazer um teste em espanhol para Vale Tudo. Fiz o teste em espanhol e uma semana depois estava sentada em frente ao Ricardo Waddington sendo escalada para dar vida à Solene de Malhação.

Depois de passar muitos anos trabalhando fora do Brasil e depois seguir carreira em solo brasileiro, como você percebe essa diferença na sua carreira? Ajudou ou atrapalhou em algo? Ajudou muito. Lidar com outras culturas, aprender outras línguas, se virar num país totalmente diferente, com valores e costumes diferentes não é fácil. É inevitável que haja um período de adaptação, porém o meu trabalho agilizou muito esse processo. Tive que aprender a lidar com a pressão do ibope, com as críticas, as cobranças, o stress, as responsabilidades, diferenças culturais, conviver com os egos e as vaidades do meu meio, saber errar, acertar, administrar minha autocrítica e o perfeccionismo, impor limites, ceder, argumentar, estabelecer prioridades…desde muito nova. É difícil lidar com pessoas né?! Principalmente quando você ainda é uma criança. Tá certo que a minha família sempre esteve muito presente nessa fase, mas na hora do "gravando", era eu, o microfone e o Equador. É evidente que tive a minha adolescência prejudicada, inclusive gostaria de ter levado a vida menos a sério em alguns momentos, mas em compensação, cresci muito como pessoa. Posso afirmar que foi uma experiência muito válida pra mim, pela bagagem que se adquire.  A vida é o maior laboratório.  Quanto maior a bagagem emocional, quanto maior a quantidade e a intensidade das experiências vividas, maior é a maturidade, a sensibilidade e o arquivo de memórias emotivas pra serem usadas na hora de interpretar. Tudo o que se vive intensamente vale a pena.



Sua estreia na TV brasileira foi em Malhação onde você passou três anos com a personagem Solene. Foi cansativo? Que lembranças e aprendizados guarda dessa experiência? Não poderia estrear no meu país com outro nome. A Solene foi um verdadeiro "sol" na minha carreira, uma benção! Foram três temporadas consecutivas no auge da Malhação. Três anos de muito aprendizado, muita mudança na minha rotina de vida. Precisei trancar a faculdade porque era impossível conciliar, precisei engordar 12kgs para fazer o papel, o que foi ótimo porque não fiquei rotulada como “mais um rostinho bonito” na TV. Lembro de sentir uma diferença enorme entre apresentar e interpretar porque como apresentadora era eu, a Renata, falando com o auditório, improvisando de acordo com a resposta imediata do público, com total liberdade no cenário. Como atriz, eu tinha que convencer que era outra pessoa e passar verdade e espontaneidade, mesmo sabendo exatamente o que seria dito, contida dentro do enquadramento de câmera, num espaço extremamente limitado. Me sentia podada. Fora que o retorno do público, vem depois, nas ruas e através das redes sociais. Me lembro da primeira cena que precisei chorar e eu já saí de casa chorando, fui dirigindo até o Projac chorando, entrei no estúdio já inchada de tanto chorar e na hora do “gravando,” travei. Lógico!! (risos)… Outra cena que marcou foi o primeiro jantar japonês da Solene em que eu pedi para comer de verdade a bola de raiz forte. Quase morri (risos)… Ardia tudo. As lágrimas saltavam de forma suicida. Funcionou pra cena mas a Sol “chorou” a sequência inteira porque não passava o efeito. Outra lembrança marcante que tenho é da época que antecedeu o casamento da Sol com o Beto. 

Durante um mês a Dona Vilma, minha mãe na novelinha, criou uma série de empecilhos para boicotar o casamento. Então, o diretor geral me perguntou se eu me incomodava de beijar de verdade o Sérgio Abreu (Beto), durante aquele período apenas, pra criar uma química forte a ponto de justificar o casal se submeter a tantos absurdos pra manter aquele casamento de pé. Eu, que sempre tinha feito beijo técnico, do nada, passei a beijar o Serginho de verdade, até gravarmos a cena da lua-de-mel. Depois dessa cena, voltei ao beijo técnico. Ele nunca deve ter entendido o que foi aquilo. (risos)… Na Malhação, me lembro de ser muito feliz trabalhando, apesar de não gostar de nenhuma cena minha no ar porque me achava muito crua. A medida que você vai amadurecendo profissionalmente, a pressão vai ficando muito maior, as expectativas vão aumentando. Você precisa se superar a cada trabalho. Eu hoje em dia sofro muito mais trabalhando, dou a vida por cada personagem, mas a sensação de dever cumprido compensa todo o esforço e dedicação.

Depois você passou para a Record onde participou de vários projetos, inclusive o clássico Rei Davi. Como foi participar dessa história épica? Que novos desafios trouxe? Bate-Seba foi a personagem mais madura que já fiz. Tinha uma sensualidade natural, que brotava na sutileza dos movimentos, na leveza, era lânguida. O oposto de mim. Sou ligada na tomada, moleca. Brinco, dou gargalhada, é difícil alguém me ver séria. Tive que trabalhar isso. Fazia exercícios de respiração, quase uma meditação antes de gravar para buscar uma serenidade que até então eu não sabia que eu tinha dentro de mim. (risos)… São raras as oportunidades que a gente tem de fazer um papel com tamanha relevância e grau de exigência. Tudo o que pesquisei levava a questionamentos. Foi um desafio mostrar quem era essa mulher que virou a cabeça de um homem tão devoto a Deus, essa mulher que tomou as rédeas do seu destino numa época onde a maioria das mulheres abaixava a cabeça. Juntamente com o Spinello (diretor geral), conduzimos a personagem para ser apenas um ser humano, com suas complexidades, fraquezas, paixões, impulsos...uma heroína que não foi 100% nobre o tempo todo, o que a aproximou do público. Um ser humano que veio ao mundo como nós viemos, trilhou seu caminho, teve a humildade de reconhecer seus erros, soube se curvar a Deus e foi elevada a 1a mulher da linhagem de Jesus. Bate-Seba trouxe muita coisa para minha vida: mais maturidade, trouxe essa coisa da sensualidade, que eu nunca explorei em mim. Foi uma história de fé, de valores, uma lição de vida retratada de forma coloquial e muito real. Me sinto privilegiada por terem me confiado a missão de dar vida à Bate-Seba num mundo atual escasso de valores, de referências, inconsequente. Foi um marco na minha carreira e ganhou o mundo. Vira e mexe recebo mensagens de fãs da Colômbia, Peru, Estados Unidos, Alemanha, Portugal, República Dominicana… Estive no Porto, em Portugal, em 2012 e o shopping parou com o assédio dos fãs. Também fui reconhecida em Londres, ano passado, como Bate-Seba. É gratificante receber esse retorno.  Além de Rei Davi ter triplicado a audiência da Fox Mundo nos Estados Unidos, onde já foi reprisada 2 vezes. 


Em um de seus trabalhos mais recentes você teve que engordar 9 kg para interpretar uma ex-BBB. É fácil ganhar peso, mas perder e ficar em forma como você está deve ter sido um trabalho árduo? Como foi isso? Na verdade engordei 5kgs pra interpretar a ex-BBB Valentina na comédia “Vestido pra Casar” porque precisava ter curvas mais exuberantes. Sempre tive muita facilidade tanto para perder quanto para ganhar peso. Minha maior dificuldade sempre foi manter o peso ideal. Quando trabalhando, era radical. Pegava pesado na dieta das proteínas e nos aeróbicos, mas quando estava de férias, sempre me permitia ser feliz! (risos)… Adoro queijos e chocolate branco. Não resistia. Quando achava que tinha passado dos limites, fechava a boca e começava tudo de novo. 


Pelas fotos percebe-se que você está com o corpo em plena forma. Chegou ao seu nível de satisfação ou falta algo? Como mantém a forma? Depois dos 30 anos comecei a sentir muita diferença no meu metabolismo. Fechar a boca e malhar compulsivamente não me mostra resultados rápidos como antigamente. O nosso metabolismo vai ficando mais lento à medida que vamos envelhecendo e a resposta vem com a persistência e a rotina. Desde que optei por voltar para o mercado ano passado, minha atitude mudou. Saí da minha zona de conforto. É a primeira vez em 23 anos de carreira que estou sem contrato fixo com uma emissora. Me acomodar não é mais uma opção. Hoje em dia, minha vida pode mudar com uma ligação e não posso correr o risco de perder uma oportunidade por não estar no peso ideal da personagem. Eu sobrevivo da minha imagem então estou muito focada e, pela primeira vez, descobri uma fórmula que vem dando certo para manter a forma com saúde: reeducação alimentar, treinos diários com o personal Leonardo Vieira e os tratamentos estéticos no Spa Heloísa Rocha. Tô conseguindo manter meu peso estável há 7 meses e cada vez mais vejo minha musculatura mais definidinha. Com certeza, estou hoje na minha melhor forma física.

Que programas fazem mais sua cabeça, dia de praia com amigos ou uma balada à noite? Onde é mais fácil te encontrar quando quer relaxar e curtir? Sou mais caseira. Não troco um jantarzinho a dois por uma balada. Nunca fui de galera.  Me dou bem com todo mundo mas são poucos os que entram na minha intimidade. Sou viciada em assistir séries e filmes, não existe programa melhor. Gosto de praia dia de semana, vazia, nunca nos finais de semana. Adoro dançar, mas não sou muito fã de boates. Mais fácil me encontrarem em shows ou em eventos fechados, entre amigos, ou viajando, que é o que eu mais amo fazer na vida. Eu chego de uma viagem já pensando no meu próximo destino. (risos)…

Você é do tipo que quando está interessada vai à luta ou apenas joga um charme e espera que ele perceba e venha até você? Nunca fiz o tipo agressiva não. Sou tímida. Se eu jogar um charme, será muito sutil. E gosto de ser correspondida. Caso contrário, acabou ali. Sempre fui muito bem resolvida em relação a isso.

Falando na hora da paquera... alguma cantada já funcionou? Existe algum caminho mais fácil que cantada que te atraia atenção e desperte o interesse? Cantada pra mim funciona como um repelente. Todos que tentaram se aproximar de mim me cantando, não conseguiram nem a minha educação. E olha que eu me considero uma pessoa fofa (risos)… Num primeiro momento a beleza conta, mas para despertar meu interesse tem que haver alguém interessante por trás da casca, que saiba conversar, que tenha senso de humor, charme e que aja como se não estivesse a fim de mim. Porque isso me intriga, me seduz numa primeira abordagem. Entretanto, no decorrer da fase “estamos nos conhecendo” gosto de ser surpreendida (nem que seja pelo whatsapp). Um pouquinho de romantismo não faz mal a ninguém né?! Passei a infância em Goiás e a adolescência no Equador, tive uma criação mais conservadora, numa família tradicional. Pra eu chegar a ter vontade de beijar alguém, já tem que haver uma afinidade, um encantamento. Sempre achei essa coisa de ficar por ficar um prazer imediatista que não me satisfaz. E outra, nunca tive saco também pra aquela dúvida do dia seguinte se o cara ia ligar de novo ou não. Ninguém merece se sentir tão descartável assim. 



Que qualidades um homem deve ter para te encantar? E onde eles pecam na paquera? Qualquer mulher se encanta por um homem charmoso, inteligente e apaixonado. No meu caso, o romantismo era indispensável antigamente. Hoje em dia, para me encantar um homem deve ter caráter, senso de humor, amar a vida tanto quanto eu e tem que haver uma admiração mútua. Acredito que eles pecam quando não sabem distinguir quem realmente vale a pena e passam a tratar toda mulher como um número. As mulheres estão tão fáceis que muitos homens têm preguiça de investir num relacionamento. A frase “foram feitos um para o outro” não acontece por acaso. Dá trabalho ser feliz com alguém; envolve ter disposição para resolver problemas; escolher perdoar, mesmo sem vontade; optar por ser feliz à ter razão. Pedir desculpas, por exemplo, tem muito mais a ver com o quanto valorizamos a relação do que com o nosso ego. Não é fácil. Mesmo assim, a vida é muito melhor e mais leve quando compartilhada com a pessoa certa. 

Mentiras sinceras te interessam ou a verdade sempre? Sinceridade sempre. A verdade pode até doer muito quando dita, mas a mentira vai doer toda vez que for lembrada. A grande questão é “saber” ser sincero. Às vezes, é preciso ter um certo tato ao falar as verdades. Sempre existe um jeitinho melhor de falar e isso varia para cada pessoa. A abordagem em si pode ferir mais que a sinceridade em questão. A pessoa pode até aceitar saber a verdade mas, dependendo da falta de jeito, não perdoar quem a trouxe à tona.  

O que os homens ainda não aprenderam sobre as mulheres? E que qualidade inveja neles? Os homens não entendem que a maioria das mulheres é dominada pela emoção. Se a mulher não se sente amada, ela não se entrega de corpo e alma e, naturalmente, começa a não corresponder às suas expectativas. Nós, mulheres, precisamos compartilhar o nosso dia a dia, sentir que eles se importam com a gente, nos sentirmos prioridade na vida deles. Enquanto a gente insiste em tentar conversar é porque ainda existe amor. Fica a dica! ;) Já os homens, são muito pragmáticos, mais literais quando se expressam, fora que eles sabem separar muito bem amor e tesão. Admiro essa qualidade. 

Você curte homem vaidoso? Qual o limite? Me seduz saber que o meu homem se preocupa com a minha opinião, se cuida para se manter atraente pra mim, e não apenas para seguir um padrão de beleza imposto pela sociedade. Agora, a beleza em si é muito relativa. Vem de dentro. Num primeiro momento conta, mas quando oca, desfalece. Entre charme e beleza física, fico com o charme sem dúvidas. A maioria das pessoas que não nasceram belas é muito mais interessante porque teve que superar o físico pra vencer na vida, pois não conquistou as coisas com facilidade. 



E como você lida com o espelho? Depende do meu estado de espírito no dia (risos)… O que a gente vê no espelho é o reflexo da nossa alma. Tem a ver com o nosso nível de autoestima naquele dia. Acho que o maior segredo é a paz de espírito, é você estar bem-resolvida na vida. O problema é que além da vida não facilitar com seus altos e baixos, a mulher tem as variações hormonais que afetam bastante o nosso emocional. O meu emocional está diretamente ligado à minha autoimagem. Se estou bem comigo mesma, tudo flui melhor, meu olhar brilha. Uma dica boa para fazer as pazes com o espelho é buscar valorizar os nossos pontos fortes e parar de se comparar com os outros. Porque se a gente não se achar bonita, quem vai achar?

Como foi fazer essas fotos no Complexo do Alemão? Eu fui muito feliz fotografando no Complexo do Alemão, uma mistura de adrenalina com uma sensação de gratidão, respeito, solidariedade. Fomos tão bem recebidos pelo pessoal da ONG e da comunidade. Conheci pessoas de bem, super prestativas, que abriram as portas de casa e foram incansáveis em ajudar. Pessoas com o coração puro apesar das circunstâncias que os cercam, pessoas capazes de chorar de emoção ao retribuirmos um simples abraço e que, ao mesmo tempo, têm a força de levantar e ir à luta diariamente para sobreviver, que não desanimam diante dos desafios e, principalmente, não perdem sua capacidade de sonhar e acreditar que o amanhã pode ser melhor. Saí de lá muito grata pela experiência. A propósito, adorei fotografar na laje. Olhar aquela imensidão do alto dá um poder!!! E pretendo voltar em breve, porque quero muito andar no teleférico.

Quais seus próximos passos...? Sempre que faço muitos planos acabo me frustrando. Aprendi a viver um momento de cada vez e a esperar a hora certa das coisas acontecerem. 2014 foi um ano de grandes decisões, ano de transição, amadurecimento e encerramento de um ciclo que culminou com um grande sucesso de bilheteria no cinema, ao lado de Leandro Hassum e Marcos veras, que foi a comédia “Vestido pra Casar.” Comecei esse ano protagonizando a série policial da Fox, “Na Mira do Crime,” um sucesso de crítica, como a repórter Luana. Não acredito em coincidências. Nada é por acaso. Deus tem um plano para cada um de nós. Pra mim as “coincidências” são uma forma muito conveniente que Deus encontrou para se manter no anonimato. Agora, por exemplo, estou recebendo muitos convites para ensaios fotográficos com propostas completamente diferentes que me desafiam como mulher e como atriz. E eu amo ser desafiada. Sou tímida. Preciso compor uma personagem para encarar as lentes de um fotógrafo. Começamos com as fotos no Complexo do Alemão, com toda a adrenalina de estar ali, com os pés cravados na realidade. A vida pode ser muito dura e as pessoas reagem conforme as circunstâncias dadas para sobreviver. Isso influencia muito na atitude de quem vive naquele cenário e essas características têm que estar presentes nas fotos. Acabei de ser fotografada também pelo André Nicolau num ensaio que explorou bastante meu lado mulher, a sensualidade que estou aprendendo a explorar naturalmente com a maturidade. Esse ensaio será lançado em abril. 



Outro trabalho fotográfico marcante foi o Editorial Cacilda Becker e Walmor Chagas, um projeto guardado por 15 anos pelo diretor artístico Marco Antônio Ferraz. Eu e o MAF nos conhecemos numa foto que fiz para a edição1 da sua revista 4our e naquele dia, demos química. Partiu dele o convite para eu interpretar o mito Cacilda Becker. Fotografamos no Teatro Municipal de Niterói e foi tudo tão real… Houve toda uma entrega, uma comoção, não só minha mas da equipe inteira envolvida. Estudei suas expressões, sua personalidade, suas personagens, a melancolia e a languidez por trás da sua altivez no palco, suas motivações… Interpretar Cacilda fazendo um mendigo na peça “Esperando Godot” foi único, de uma energia fora do comum, um alimento para a minha alma. Como atriz, eu vivo por esses momentos. Estou louca pra ver o resultado. Enquanto não tenho data definida pra voltar para as telinhas, estou estudando propostas de teatro e me preparando. Um ator não pode parar de estudar, tem que estar sempre antenado com o que está acontecendo e reciclando suas referências. Cada vez mais anseio por personagens fortes, com personalidade marcante, que possam impactar a vida das pessoas de alguma forma.  Inclusive, as vilãs me fascinam. Através da arte, temos a oportunidade de chegar nas pessoas, fazê-las refletir, informá-las, entretê-las, podemos provocar um sorriso em alguém que acredita não ter motivos para sorrir na vida. Eu amo o meu ofício e estou com muita sede de desafios. Pronta pro que der e vier.


Fotos - Matheus Coutinho
Direção criativa – Maf 
Assistente de fotografia - Marcelo Chinigalha
Styling - Marlon Portugal
Beauty - Emilene Esteves
Agradecimentos especiais - Paulo Ballado, TV Verde e equipe, Leonardo França, Bruno Alcântara, Daniel Grifo e Anna Carla Trindade

Renata Dominguez veste:  Look 1 - Vestido Lenny; Look 2 - Cropped Carol Brasil, Biquíni Magia do Mar; Look 3 - Body Doux, Calça Fleche D'or; Look 4 - Blusa peplum Nana Kokaev, Regata seda Mônica Negreiros, Saia Ambicione; Look 5 - Vestido Marc Jacobs, Jaqueta Nana Kokaev, Pull Ambicione. Acessórios Francesca Romana Diana, Sapatos Schultz. Agradecimentos: Zany assessoria, Lutsy Ipanema.

quinta-feira, 26 de março de 2015

ESTILO: Looks para curtir a estação enquanto houver sol

O outono está chegando e a temperatura está começando a ficar mais amena em algumas regiões. Porém ainda temos muito sol e clima de verão em grande parte do país. Céu azul, praia e cores mais fortes ainda fazem o estilo desse final de verão. Nesse editorial produzido nesse clima de finalzinho de verão, a cor predominante foi o azul e branco para não sair do clima. Da camisa polo, à calça de sarja e por fim a sunga. Combinações para deixar você elegante e sem abrir mão do conforto. Convidamos o Mr. Brasil Bruno Mooneyhan para vestir esses looks e encarar o clima de praia cheio de estilo.








ENTREVISTA Bruno Mooneyhan 

O que o título de Mr. Brasil te trouxe de positivo? Todos os Meus títulos me trouxeram muitos retornos positivos, o Mister Rio Grande do Norte foi o primeiro e me abriu muitas portas para o mercado da moda a nível nordeste. Já o Mister Brasil, me deu oportunidade de entrar de vez no mercado da moda, agora à nível nacional. Pude também viajar o Brasil inteiro, visitando a maioria dos estados, onde pude adquirir mais conhecimento e cultura. Em seguida, a etapa internacional me proporcionou participar de grandes eventos de moda, como diversos "fashion weeks" em alguns países, como a República Dominicana. 

Até que ponto você se considera vaidoso? Como se cuida? Qual o limite? Até o momento que essa deixe ser saudável e passe a prejudicar meu psicológico. Isto, pois, a vaidade nada mais é do que uma busca pela perfeição e tal sempre será inatingível, o que pode gerar sérias frustrações a quem valoriza demais os cuidados com a estética. 

É muito ligado em moda? Que estilo faz a sua cabeça? Me considero ligado à moda sim, mas sem exageros. Gosto de usar o que me faz sentir confortável e favoreçam meu físico e que sejam de acordo com o ambiente que irei frequentar. Para conhecer um pouco mais do que uso, basta seguir @brunomooneyhan no Instagram.

Quais os próximos passos e o que você deseja alcançar na sua carreira? Agora que está terminando o meu ano de Mr Brasil e Mr Universo, estou retornando aos poucos à minha vida de engenheiro na cidade que eu amo, minha cidade Natal (RN). Trabalho na empresa da família e pretendo fortalecer ainda mais o meu espaço dentro dela, assumindo também, futuramente, a parte de contabilidade. Para tanto, já estou me organizando para ingressar na minha segunda graduação.

Fotógrafo Jeff Segenreich Salt Mgt
Styling Paulo Zelenka
Beleza Aline Zelenka
Agencia Elian Gallardo Models

quarta-feira, 25 de março de 2015

DESTINO: Omã, uma incrível viagem pela cultura árabe de um povo acolhedor e misterioso

“Omã não é como os Emirados Árabes Unidos, de forma alguma. Nosso progresso é vagaroso, mas o que você verá aqui é algo que não se encontra em qualquer outro país do Golfo”, escreve-me a omani Ameera Mahrooqui, uma amiga dos tempos de estudante na Europa. Mascate, a capital, e onde Ameera vive, é um contraste em relação a Dubai, Abu Dhabi, Doha – cidades da Península Arábica, nas quais prédios modernos e altos se multiplicam. Na capital omani, eles não passam de dez andares. Trata-se de um decreto para assegurar que nenhuma estrutura feita pelo homem esconda o cenário montanhoso ao redor de Mascate. O decreto foi emitido pelo sultão Qaboos bin Saud Al Said, que comanda o país desde 1970, após um golpe de Estado que tirou o pai do poder. Omã, até então, tinha aspecto feudal, isolado, e o novo sultão, educado no exterior, propôs – e colocou em prática – a modernização do país. Isso, sem prejudicar a autenticidade e a identidade árabe local. 

Visitar o sultanato é também revisitar o passado abundante em história. Omã foi um centro comercial importante devido à localização (atualmente, ele faz fronteira com o Iêmen, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e o Mar Arábico, que separa a Península Arábica da Índia). Assírios e babilônicos estabeleceram-se no país, pois queriam controlar a rota comercial entre a Ásia e o Mediterrâneo. Mais para frente na história, o império português esteve presente e a herança do período, a construção de fortes, pode ser vista nos arredores de Mascate. 


A capital é – geralmente – o ponto inicial para explorar esta nação com cerca de 3,3 milhões de habitantes, sendo 600 mil estrangeiros, que constituem uma parte da força de trabalho do sultanato, segundo informações do Ministério do Turismo de Omã. Como previamente descrito, Mascate é mais modesta na comparação com outras capitais do Golfo, mas nem por isso ela deixa de ser vibrante. Logicamente, menos cosmopolita e nada faraônica como Dubai. Mascate é onde se caminha por ruas limpas, jardins e parques impecáveis, e com frequência, onde os encontros com a simpatia e gentileza dos omanis tomam forma. Eles cumprimentam, sorriem. O ritmo pode ser outro, mais lento, menos metrópole, porém mais comunidade. 

Cercada por montanhas, Mascate é uma mistura de distritos mais modernos e outros mais antigos. Para quem aprecia gastronomia, os cafés são inúmeros. Assim como os restaurantes de comida local, indiana, iraniana, libanesa, e as fatídicas cadeias internacionais de fast food. Ainda existem praias quietas a serem percorridas, mas a atenção à vestimenta nesses casos é necessária. A ordem é não exagerar ao mostrar o corpo.



Em qualquer programa para conhecer a capital, a Sultan Qaboos Grand Mosque, aberta pela manhã para não muçulmanos, com exceção das sextas-feiras, é a mais importante mesquita no país. Ela pode acomodar até 20 mil fiéis em ambientes cobertos por mármore branco e cinza escuro. Sabe o carpete, aquele que antes de pisar em cima, você deve tirar os calçados e deixá-los do lado de fora? Pois é, na Sultan Qaboos Grand Mosque, ele é persa e com cerca de 1,7 bilhão de nós, processo que durou 27 meses para ficar pronto. Ao entrar, olhe para cima, pois a iluminação da mesquita é composta por 35 lustres de cristal Swarovski. O maior, suspenso no domo, pesa oito toneladas. Os jardins da mesquita são outro extra da visita. Um cuidado básico: Para evitar reação negativa, não sensualize (muito) nas poses para fotografias. Pode parecer conselho desnecessário, mas é uma situação que acontece e se repete!

A Royal Opera House Muscat – prédio majestoso e que mescla elementos modernos com referências à arquitetura tradicional omani – é o centro cultural mais relevante em Omã. Ele foi inaugurado em 2011, também estabelecido por decreto real. É um exemplo dos investimentos que o sultão destina ao setor cultural nacional ao incentivar e receber artistas do sultanato, da região, e do mundo. Do arabesco ao ballet, contemplando a música clássica, recitais, ópera, jazz, apresentações familiares, a Royal Opera House Muscat já acolheu Plácido Domingo, e a soprano Renée Fleming, entre outros. Verificar a programação da casa antes da chegada é recomendado para assegurar ingressos, que geralmente são mais baratos na comparação com eventos semelhantes em outros países.   

Cidade histórica A Mascate antiga é protegida por um muro nas partes sul e oeste. A construção data de 1625, assim como as torres arredondadas que fazem parte do conjunto. Já os flancos norte e leste, eles são resguardados – naturalmente – por montanhas e pelo Golfo de Omã. A Mascate de outrora é composta por casas antigas, conhecidas pelas portas de madeira esculpidas, ruas estreitas, becos, e por sediar os fortes Al Mirani e Al Jalali. Ainda, na cidade velha, está a residência oficial do sultão, o Al Alam Palace, uma propriedade razoavelmente modesta, sem a intenção de ser sarcástico, e localizado próximo do Museu Nacional de Mascate e do Museu Franco-Omani.



Do Palácio do sultão Qaboos ao Mutrah Souq – o mercado público de Mascate, e um dos mais antigos em Omã –, são cerca de 4,5 quilômetros. Para quem aprecia caminhar, é um trajeto agradável, costeando o Golfo de Omã, e há dois parques no caminho. Caso uma parada para descansar seja necessária, ou simplesmente para desfrutar a vista, são eles: o Parque Kalbuh, e o maior, o Riyam, com um monumento que imita um queimador de incenso, elemento que faz parte da história de Omã.

Comprar incenso, e de carona ouvir um pouco sobre a narrativa dele, sobre os tipos, as diferenças na qualidade, pode ser feito no Mutrah Souq, o ponto final da caminhada pelo distrito de Mutrah. O mercado tem aproximados duzentos anos, e a entrada é pelo Mutrah Corniche, na beira do Mar de Omã. Até o portão final – que conduz a quarteirões mais velhos do distrito –, o Mutrah Souq é caracterizado por ruelas cobertas, e para venda estão os típicos produtos que despertam os sentidos: incenso, perfumes árabes, doces omanis, temperos, além de itens de prata, roupas modernas e tradicionais. Lembre-se: barganhe! Sem exageros insanos, mas barganhe!

Nizwa

Mascate pode servir como base para viagens próximas. E Nizwa, a uma distância de 165 quilômetros da capital, é um desses destinos. Ponto importante comercial e religioso na história de Omã, e ao pé da cadeia montanhosa Al Jabal Al Akhdar, Nizwa é repleta de pomares, riachos e palmeiras: é um oásis que se estende por oito quilômetros. Por trás da paisagem verde do vale entre as montanhas, está em atividade um sistema de irrigação antigo, conhecido como Falai, em uso por todo o país, e que faz parte do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural da Unesco. Em Nizwa, ele pode ser visto quando se passeia pelas ruas da cidade.

O Forte de Nizwa, concluído em 1650, é outra atração local. A torre circular, e imensa, a maior do tipo no sultanato, oferece vistas belas e em todas as direções. Adjacente ao forte, está o Souq de Nizwa, o mercado. É onde são vendidos os produtos das indústrias locais, como punhais, itens em cobre, além de artesanato, frutas, legumes – e o conhecido mercado de cabras. O mercado abre pela manhã e após a meia tarde. Acompanhe também o burburinho do mercado de peixes, e mais uma vez, a simpatia dos omanis durante o processo.
De Mascate para Nizwa, pode-se pegar o ônibus do serviço nacional de transporte. Mesma coisa para o retorno. Táxis também estão disponíveis do lado de fora do Souq, e o preço para Mascate pode ser discutido. Às vezes, fecha-se um bom negócio.



Sur e região

Próxima na lista, a portuária Sur – é uma das cidades mais antigas de Omã, assim como o porto é um dos mais velhos do país –, e no passado, ela teve papel relevante na atividade comercial marítima entre a Península Arábica, a Índia, o sudeste asiático e o continente africano. As produções de embarcações do tipo dhow e sambuk deram destaque a Sur no passado. Curiosidade: é a cidade mais oriental da Arábia, e a primeira a presenciar o nascer do sol na região. 

O Castelo Sunaysilah oferece um panorama sobre as casas – predominantemente – em tons pastéis de Sur, no contraste com o azul do Mar de Omã. Sur é tranquila, em algumas partes, suja, e os finais de tarde na praia são dominados pelo futebol. As partidas, amadoras, usualmente terminam quando as mesquitas, quase em uníssono, entoam o chamado para reza, e em direção a elas, os devotos vão. 

De Sur, é possível explorar os arredores da cidade, e há muito para ver. Alugar um 4x4 – ou ser levado por amigos omanis em um 4x4, mais um ensaio da gentileza omani – é a melhor maneira para observar os vales. Wadi Shab e Wadi Tiwi são os mais conhecidos. Eles são áreas com vegetação exuberante, leitos de rios, e piscinas naturais. O Wadi Shab reúne água fresca, originada no topo das montanhas, os penhascos rosados, e um encontro com o mar. Calçados confortáveis são essenciais, já que se caminha sobre rochas, por trilhas, e até pela água. Refrescar-se nela, ou tomar um banho também é praticável. É passeio para quem gosta de um pouco de aventura, porém nada fora do normal. 

O Parque Hawiyat Najm é outra possibilidade na vizinhança de Sur. Nele, há uma depressão natural profunda, coberta por água. O omani Omar Al Manari, de 23 anos, natural de Sur e o (nosso) anfitrião, assim como outros locais, diz que o Sink Hole é resultado da queda de um meteoro num passado longínquo.
Seguindo caminho, em Ras Al Had, precisamente em Ras Al Jinz, há um santuário de tartarugas, e a cada ano, milhares delas retornam à costa para pôr os ovos. A melhor época para acompanhar o processo é de outubro até dezembro.



Salalah

Na extremidade sudoeste do país, distante cerca de 1000 quilômetros de Mascate, e próxima da fronteira com o Iêmen, Salalah é a capital da região Dhofar. Para chegar até ela, pode-se usar a linha Mascate-Salalah da ONTC, a companhia nacional de ônibus, por meros R$ 50,00. Porém, lembre-se, são 1000 quilômetros e a viagem não é das mais aconchegantes. Dirigir e atravessar o deserto até Dhofar é outra opção, não muito recomendada. O trânsito em Omã é complicado – usando a diplomacia para descrevê-lo. Se o orçamento permitir, há voos diários de Mascate para Salalah, e de outras cidades do Golfo (a companhia aérea low cost flyDubai liga o Emirado a Salalah).


Ao viajar por Omã, percebe-se como a paisagem muda constantemente, entretanto Salalah é um caso à parte. Plantações de bananeiras e de coqueirais a perder de vista, praias de areia branca, algumas que de tão quietas, parecem ser privadas. As principais estão localizas nos distritos de Dahariz, Al Baleed e Haffa. Em Haffa, está ainda o palácio Al Hisn, vizinho do Al Haffa Souq, o mercado. O último é especializado em incenso, supostamente, os melhores do sultanato. Uma variedade de produtos também pode ser encontrada lá. Se estiver pelas ruas da cidade, e a fome ou sede bater, há várias bancas que vendem frutas frescas e uma saborosa água de coco. Detalhe: paga-se, no máximo, R$ 2,00 por uma.

Salalah, onde o sultão Qaboos nasceu, goza de outra característica específica. Durante o verão na Península Arábica, a temperaturas é sufocante – ela facilmente ultrapassa os 45°C. Contudo, em Salalah, no mesmo período, ela dificilmente excede os 30°C. É o tempo da monção, ou também conhecido como “khareef”, quando as montanhas nos arredores da capital de Dhofar perdem o tom árido marrom, e se cobrem de um verde viçoso. As nascentes jorram e formam cachoeiras sazonais e oásis, cobertos por um nevoeiro. A monção é de julho até o início de setembro, período do Salalah Tourism Festival. 

Não importando a época do ano, alugar um carro para descobrir a região é interessante. Há empresas do ramo no aeroporto, e algumas espalhadas por Salalah. À oeste da cidade, a praia de Mughsayl tem montanhas como pano de fundo. A leste, em direção ao município de Taqah, praias intocadas podem ser reveladas. Perto dali, o Wadi Darbat é um vale com um cordão de pequenos lagos, rodeado por colinas. Durante o ano, os locais para piqueniques dividem espaço com camelos, cabras, e burros que ali pastoreiam. 

De volta a Salalah, o ponto final da viagem a Omã, torna-se claro que Ameera Mahrooqui, a amiga e ex-colega dos tempos de estudante da Europa, estava certa. O progresso no país é mais lento, mas Omã realmente oferece o que outros países da região não proporcionam. A simpatia genuína, gentileza, e a simplicidade do omani são de outro tempo, outra era. E em uma caminhada pelas praias de areia branca de Salalah, cercado por simultâneas partidas de futebol, o sol para se pôr no Oceano Índico, um pai com três filhos comprova a teoria acima. Ele cumprimenta, conversa, sorri e lapida ainda mais a memória que leva-se do sultanato.


terça-feira, 24 de março de 2015

CINEMA: TOM CRUISE ENCARA MAIS UMA MISSÃO EM FILME CHEIO DE ADRENALINA E CENAS DE TIRAR O FÔLEGO

Os filmes de ação são um grande atrativo para o público em geral que vai ao cinema em busca de grandes emoções e muita adrenalina. Por mais absurda que alguma cena possa ser, esse exagero faz parte do universo dos filmes de ação que cada vez levam mais pessoas às salas de cinema. E franquias como “Missão Impossível” terminam sendo sucesso absoluto agradando à todos. Seguindo essa ideia, em breve chegará ao cinema mais um filme da série de filmes de ação estrelada por Tom Cruise.

No novo filme, "Missão: Impossível - Nação Secreta" ("Mission: Impossible - Rogue Nation") O quinto filme da franquia, que chega dia 13 de agosto de 2015 aos cinemas brasileiros, o agente Ethan Hunt (Tom Cruise) e o seu time enfrentam a missão mais impossível de todas, erradicar o "Sindicato", uma organização criminosa internacional, tão habilidosa quanto eles, comprometida em destruir a IMF (Impossible Mission Force).


Uma das cenas mais impressionante do filme (e do cinema de ação em geral), é a sequência em que o personagem de Tom fica dependurado do lado de fora de um Airbus. Sobre a cena Tom Cruise comentou o seguinte em entrevista ao Yahoo: “O que nos preocupava muito eram obstruções na pista e colisões com pássaros. Passamos dias afastando os pássaros dos gramados ao redor e o pessoal deixou a pista o mais limpa possível. Meu coordenador de dublês me avisava quando ele ficava sabendo de alguma colisão contra pássaros. O piloto teve que ficar atento para caso houvesse algo no céu que pudesse me atingir de alguma forma.

Também pratiquei muito como ficar com meus olhos abertos para fazer a cena. Não poderia ficar com meus olhos fechados o tempo todo. O que ninguém tinha parado para pensar, exceto eu, era no combustível. O combustível escapava do avião e vinha direto na minha direção porque eu estava na asa acima do motor. Até mesmo quando estávamos taxiando eu inalava a fumaça que também entrava nos meus olhos. 



Então tivemos a ideia de usar lentes que cobrissem meus globos oculares. Assim, quando eu abrisse os olhos, minhas pupilas e retinas estariam protegidas de jatos de ar e partículas da pista. Eu lembro de uma vez em que estávamos atravessando a pista e uma partícula menor do que uma unha me acertou. Fiquei grato por ela não ter atingido minhas mãos ou rosto, se tivesse, seria um problema porque essas partes estavam expostas, mas ainda assim, ela podia ter quebrado uma costela! 

Além disso, enfrentávamos o frio da Inglaterra, e a temperatura esfria ainda mais a cada 300 metros. Eu estava com tanto frio, principalmente porque resolvi vestir nada além de um terno do lado de fora do avião!”

“Quando aquela coisa estava atravessando a pista, tentava a todo custo manter meus pés firmes no avião, daí ele subia e meu corpo sacudia. Eu pensava: ‘uau, isto é intenso.’ Honestamente, foi a coisa mais perigosa que eu já fiz na vida. A cena no Burj Khalifa [de ‘Missão: Impossível - Protocolo Fantasma’] foi incrivelmente perigosa, assim como em Moab [na cena da escalada em ‘Missão: Impossível 2’]. 

Cenas em motos são perigosas porque não posso usar equipamento de proteção nem capacete. Vou em alta velocidade e tudo pode acontecer. Mas estou no controle em uma moto... posso frenar. Mas do lado de fora de um avião, há tanta coisa a se considerar. Há coisas demais que podem acontecer. Não dá vontade de fazer a cena. Quando conseguimos a tomada, dissemos: ‘não faremos mais isso’!”



Dirigido por Christopher McQuarrie ("Jack Reacher: O Último Tiro"), o longa foi rodado em Viena, Marrocos e Londres. Além de Cruise no papel do agente Hunt, retornarão à franquia Simon Pegg, como Benji; Jeremy Renner, como Brandt; e Ving Rhames, como Luther. O elenco conta ainda com a participação de Alec Baldwin e Rebecca Ferguson.

O quarto filme, "Missão: Impossível - Protocolo Fantasma", atingiu a marca de quase US$ 700 milhões em todo o mundo e se tornou a produção de maior arrecadação de Tom Cruise. Os quatro filmes da série já somam mais de US$ 2 bilhões em bilheteria, tornando-se uma das franquias de maior sucesso da história do cinema. Enquanto o filme não estreia, assista o trailer divulgado pela Paramount Pictures, além de imagens inéditas.

Veja o trailer:

segunda-feira, 23 de março de 2015

FITNESS: Motivação é o segredo para engrenar na prática de atividade física

Já começou uma atividade física e desistiu no meio do caminho? Se sim, não se culpe. Isso acaba sendo mais comum do que se imagina. Para diminuir os riscos de desistir nessa longa jornada é necessário motivação. E se a desculpa principal para não praticar exercícios for o tempo frio ou a chuva, saiba que no inverno queimamos mais calorias para manter o corpo na temperatura ideal.

De acordo com o educador físico em Recife, Arthur Rodrigo Silveira, a execução de uma determinada atividade física e sua motivação vão de acordo com a relação que cada indivíduo tem com seu contexto bio-psico-social. “Esse contexto não é igual entre todo mundo (mesmo para pessoas da mesma família). A motivação varia muito de acordo com os objetivos de cada um e do meio em que se vive”, explica. 

O médico Frederico Ramos, 39 anos, é um exemplo disso. Ele malha há três anos e fala que decidiu realizar uma atividade física para aliviar as tensões do dia a dia e melhorar a disposição para suportar as muitas horas de trabalho que enfrenta. Para ele é importante colocar o exercício como fator essencial como comer, dormir e escovar os dentes. “Sempre recomendo aos meus pacientes que busquem alguma empresa ou entidade responsável para começar um novo hábito”, conclui.

Para quem está iniciando uma atividade física, os objetivos da prática devem estar bem definidos desde o princípio.  Segundo o profissional, quem resolve deixar o sedentarismo de lado deve isso a alguma necessidade física, como por exemplo, uma recomendação médica. “O que vai manter o praticante em pleno vigor esportivo ou físico é o que o motivou inicialmente para estar ali”, destaca o professor. Ou seja, se o que o motivou para começar foi uma causa externa, isso pode ser um dos motivos que o levem para a desistência.

A psicóloga Maria Helena de Barros, do CPPL (Centro de Pesquisa em Psicanálise e Linguagem), explica que é preciso entender que a prática de atividades físicas é benéfica para a mente e para o corpo de qualquer indivíduo. “Pessoas que não estão bem emocionalmente sentem-se mais desmotivadas que outras, e é exatamente neste momento que, mesmo sem motivação, é necessário fazer um esforço para cuidar de si próprio”, afirma.

O estudante Eduardo Aroucha, 25 anos, mantém há um ano e meio o hábito de se exercitar regularmente. Ele fala que, no início, o que o motivou foi a razão estética. Porém, com o tempo, ele percebeu melhoras na capacidade de concentração, disposição para prolongar as horas de estudo, entre outros benefícios. Eduardo fala sobre sua estratégia para não se sentir desmotivado: “Sempre penso que atividade física diária melhora minha qualidade de vida. Eu não fico tão cansado ao realizar qualquer tarefa, adquiri hábitos saudáveis e fiz novos amigos que praticam junto comigo”.

Helena afirma também que qualquer que seja a atividade física escolhida, ela deve ser prazerosa. “A atividade deve ser realizada de maneira lúdica, um momento divertido e agradável. Dessa forma é mais fácil se sentir motivado a realizar a prática escolhida”, diz a psicóloga. Experimentar atividades diversas também ajudam a não cair na rotina e manter-se estimulado.

CONFIRAM ALGUMAS DICAS PARA INCENTIVAR A PRÁTICA DAS ATIVIDADES FÍSICAS, MANTENDO-SE MOTIVADO:

1. É importante criar uma lista de razões que o levaram a optar pelo início dos exercícios. Seja para melhorar a saúde, seja para recuperar o fôlego que já falta, seja para ter mais disposição para brincar com os filhos, etc. Pode parecer bobo, mas é importante enumerar estas razões e ler sempre que se sentir desestimulado;

2. Exercite-se acompanhado. Pode ser um amigo, vizinho, primo ou até a namorada. Ao assumir o compromisso com outra pessoa, um motiva o outro;

3. Anote seus recordes. Você pode marcar seu tempo ao dar início às atividades e à medida que seu corpo for se acostumando com os exercícios, você pode aumentar o tempo e a potência dos treinos;

4. Escolha modalidades que te agradem. Os iniciantes devem passar por vários tipos de aulas para escolher a que mais se encaixa em seu perfil. Esta dica é válida também para veteranos que, em algum momento, podem se sentir também desestimulados com a rotina dos treinos. A Hi Academia, por exemplo, oferece várias alternativas de aulas e é interessante que os alunos aproveitem todas as possibilidades;

5. Não exigir demais do corpo logo no começo da prática da atividade física. Os iniciantes devem se exercitar em um curto período de duração e aos poucos aumentar o tempo e a intensidade das atividades.

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sexta-feira, 20 de março de 2015

CAPA: Ney Matogrosso, criatividade que pulsa em ritmo acelerado ao longo de 41 anos de carreira

Ney Matogrosso não se define, não se encerra em uma ou outra característica já impressa em um dicionário, nem mesmo o Aurélio. Ney é Ney é vida e movimento incessante, criatividade que pulsa em ritmo acelerado, é performance e metamorfose. É arte, música, som, ar... É Ney Matogrosso. Ao completar 40 anos de carreira, Ney lançou novo show, “Atento aos Sinais”, ganhou Grammy Latino e está em eterna evolução como homem e artista. A MENSCH conversou com esse admirável artista e o resultado você confere aqui nessas páginas. 

Como estar atento aos sinais e entendê-los? Olha, eu considero que se estar atento é não ser uma pessoa que viva no mundo da fantasia nem da ilusão. Estou vivo no mundo da realidade, prestando atenção a tudo que acontece no mundo, o que acontece no nosso país. Prestar atenção a todos os movimentos de todos os lados.


Em seu novo show, “Atento aos Sinais”, você aos 73 anos, parece estar mais elétrico que nunca. À que você atribui essa força toda? Realização do que ama fazer? Sim! Na verdade quem criou tudo isso fui eu. Houve um momento que eu vi que era uma coisa muito pesada, mas aí eu pensei: “ué, mas foi você quem inventou então você vai fazer!”, e faço. Todos os meus shows foram criados por mim, eu inventei e eu faço.

Você foi eleito pela revista Rolling Stone como a terceira maior voz brasileira de todos os tempos...Como se sente e o que acha disso? Nada dessas coisas, desses prêmios, dessas citações, nada disso sobe na minha cabeça. Eu não tenho mais tempo pra isso, sabe? Eu acho que se isso tivesse chegado durante os meus 30 anos, talvez isso tivesse subido de alguma maneira. Fico feliz com o reconhecimento, mas isso não me vira à cabeça, nem quero ter a ilusão de nada.

Final do ano passado você recebeu o prêmio pelo conjunto da obra do Grammy Latino e em seu discurso falou que jamais pensou que isso pudesse acontecer. Por que não? O que esse prêmio significou para você? É um reconhecimento ao meu trabalho, que me deixa feliz, mas que também não muda nada na minha vida. Quando eu disse que não imaginava isso, é porque não imaginava que eles estivessem prestando atenção porque a coisa é lá. Então, eu nunca imaginei que eles estivessem prestando atenção no que eu estivesse fazendo aqui no Brasil, tão longe daquilo e tão sem contato com eles. Houve uma época, quando eu fui indicado outra vezes, por discos, em que eles tentaram que eu me envolvesse, que eu fosse uma das pessoas que votasse, porque eles têm artistas da América Latina toda, mas eu nunca quis me envolver com isso. Então eu achava também por essa razão que pelo fato de não ter me envolvido quando eles tentaram se aproximar de mim que eles não iam me buscar de novo. E fiquei surpreso, realmente.

Ao longo de 40 anos da carreira algum arrependimento? Não tenho nenhum arrependimento de nada. Eu fui pelo caminho mais difícil, porque eu não me submeti às gravadoras quando elas eram poderosas, opinavam e decidiam. Eu nunca permiti isso. Para não permitir isso eu passei por 6, porque quando elas chegavam querendo impor eu dizia: "Não, tô saindo!". Eu faria de novo, da mesma maneira, porque eu precisava da minha independência artística, e eu tenho essa independência artística. Eu estaria fazendo o que muita gente faz, isso nunca me interessou. Se eu ainda mantenho interesse 41 anos depois é porque eu faço alguma coisa original. 



E quais as glórias são mais lembradas (além desse Grammy)? Uma glória é ter atravessado 41 anos com uma carreira estável, num país considerado de memória muito descartável e que se esquece rapidamente das pessoas e eu tenho atravessado, estou aqui 41 anos depois ainda reconhecido, trabalhando. No começo eu era um hippie, eu era contra o sistema e eu não queria ser aplaudido. Quando as pessoas me aplaudiam eu me fechava todo, porque eu não estava ali para ser aplaudido, eu estava ali para desacatar as autoridades. Então quando as pessoas batiam palmas pra mim eu me fechava todo, eu não aceitava, eu não recebia. E hoje em dia eu entendo isso de outra maneira, eu entendo que é uma retribuição ao que estou fazendo e me abro totalmente, para receber os aplausos.

O que há em Ney Matogrosso hoje do Ney dos tempos do “Secos e Molhados”? Ainda sou idealista! Ainda tenho um grande impulso para realizar meu trabalho, ainda acredito nos mesmos princípios, eu não me desviei deles.

Qual sua maior fonte de inspiração? Não é que seja a maior fonte de inspiração, mas eu necessito de um contato regular com a natureza. Necessito, porque isso me fortalece, qualquer natureza!

O que a música brasileira tem de melhor atualmente? Como você a vê? Eu ouço falar que há uma crise de criação e eu não concordo. Não há uma crise de criação, há uma dificuldade da criação chegar ao gosto popular. Porque agora é muito mais difícil você tocar em rádio, porque agora depende de pagar. Antigamente não, você gravava um disco, você ia a todas as estações de rádios do Brasil por onde você viajasse para fazer seu show em cada estado, em cada cidade para falar do seu trabalho. Hoje em dia isso acabou todo mundo sabe que você precisa pagar para tocar. Esse é o grande obstáculo porque ficou mais fácil de gravar, a divulgação e a distribuição é que ficaram complicadas. O que ocupou lugar foi a música de menor qualidade, esses modismos cada vez vão descendo o mais o nível é muito estranho.



Ideologia, a gente precisa sempre ter uma pra viver? Sim. A gente tem que acreditar em alguma coisa, mesmo que seja no que não está aí. Que é possível  outro mundo, uma outra coisa, porque nós vivemos numa "democracia", mas a loucura está em um grau muito grande. É uma democracia camuflada e cada dia você tem notícia das atitudes do Governo que te deixam mais cabreiro, pra onde vamos?

Quais suas crenças religiosas e como mantém mente e corpo são? Eu não tenho nenhuma religião formal. Eu creio em muitas coisas que a maioria das pessoal talvez nem acredite. Eu acredito em vida em outros planetas, porque eu não posso acreditar que nós sejamos o ápice da criação. Se nós somos o ápice da criação, quem criou, errou! Eu acho que existem pessoas mais evoluídas que nós nesses universos e até mais atrasadas que nós também. Acredito que chegaremos ao momento em que teremos essa consciência, infelizmente eu penso que isso acontecerá na hora do grande cataclismo e abrir-se-á essa consciência para nós.

quinta-feira, 19 de março de 2015

MUSA: Nathalia Lisboa, nossa morena tropicana vai te convidar para uma carona

Ela tem espelho em casa e sabe que é um mulherão, mas muito além disso Nathalia Lisboa sabe o valor de si mesma e não se deixa levar por elogios vazios e para quem só a vê por fora. Os 10 anos de carreira dessa pernambucana trouxeram reconhecimento, experiência e muita maturidade profissional, por isso pra ganhar essa bela morena precisa de verdade e esforço, mas nessas fotos você vai ver e ler que vale a pena. 




Você é bonita, tem um corpaço... Em geral os caras caem em cima ou eles ficam intimidados? Alguns caem matando outros temem. Na maioria das vezes eles respeitam. Hoje em dia vivemos numa sociedade que podemos dizer "de igualdade" tanto econômica quanto sexual. As mulheres tem o mesmo papel e por conta disso não vejo nada errado de se for o caso de eu me interessar por um homem chegar junto também.

Trabalhar como modelo precisa de muito jogo de cintura? Como foi o início e quais as maiores dificuldades? Sim... Trabalhar com o público não é fácil! A maior dificuldade foi ter de começar a trabalhar muito nova, com 16 anos já estava fazendo campanhas publicitárias, mas o lado bom disso tudo é que trabalho como modelo há 10 anos e hoje sou reconhecida pelo que faço! 


O que os homens ainda não sabem sobre as mulheres, mas precisam descobrir já? Os homens precisam saber que as mulheres de hoje são fortes, cheias de atitudes e independentes, mas ainda assim são mulheres. Querem e desejam ser cuidadas e amadas. Como as de antes como as de hoje e as de sempre. Somos instintivas, porém mulheres.

Qual o cenário ideal para viver uma noite romântica? Não importa se seja em uma ilha deserta ou em um jantarzinho em casa a luz de velas. O que é mais importante nesse momento é ter alguém que se queira bem ao lado.

Qual parte do seu corpo mais te agrada? Huuuum difícil... (risos) meus olhos, acho que tenho um olhar marcante! 

O que um homem precisar ser e fazer para conquistar você? Ser homem acima de tudo. Ser leve, me fazer sorrir e ser feliz consigo. Esse é o segredo para qualquer homem se dar bem com qualquer mulher, acredito eu.

Qual o maior desejo de uma mulher que um homem pode realizar? Isso é muito complexo. Mas na minha opinião, ser uma boa pessoa, usar de sensatez, acredito que não só realize os desejos das mulheres como os dos homens ou qualquer pessoa. Mas que seja um bom amante, companheiro, seja sempre verdadeiro em qualquer que seja o aspecto. Isso me faz uma mulher realizada.

Que características masculinas você mais admira na hora da sedução? Existe algum ponto fraco feminino neste sentido? Acho que o inesperado. Para qualquer pessoa independente do sexo. O inesperado, o não "comum" ou fora do convencional. Acredito que a maior ferramenta de sedução é ser real com as pessoas, é provocar no outro aquilo que você gostaria de realizar. Claro que com gentileza, delicadeza e educação.  Isso abre qualquer porta.

Qual o maior erro dos homens na cama: falhar na hora H, não ligar no dia seguinte ou após o sexo deitar e dormir? O que não tem perdão? Para mim o maior erro que os homens cometem é querer fazer de um momento mais um “número” do que de fato um momento legal vivido. Isso só traz vazio e decepção tanto para quem o comete como para o receptor (no caso receptora). Se as pessoas funcionarem não só pensando em satisfazer os prazeres da carne e sim o da alma também, não terá problemas tão focados como; falhas na hora "H" porque a hora "H" terá uma importância que não apenas essa e sim em viver o momento. Terá uma condição bem melhor de tratos no dia seguinte e após uma transa. Ou seja, viver com amor e não apenas pelo prazer para o prazer.

Até onde a vaidade masculina é interessante para uma mulher? Até onde não afete a minha. Porque ninguém merece dividir com um homem o espelho do seu quarto, cremes de depilação, pinça e secador (risos). Tudo com equilíbrio e coerência não faz mal a ninguém nesse aspecto.


O que achou de posar para esse ensaio? Manda um recadinho pros leitores da MENSCH. Adorei conhecer e ser conhecida pelos leitores dessa revista que é uma das referências de pessoas descoladas, inteligentes, de bom gosto e sucesso. Obrigada pelo convite, amei fazer e espero que os leitores gostem também. Porque foi com grande prazer e muito carinho que recebi e realizei o convite.

Veja vídeo com making of do ensaio: 

CRÔNICAS & INDAGAÇÕES: A Seca Pós Apocalíptica

Hoje acordei com um sentimento estranho otimista sobre a falta d`água em São Paulo. O que vai realmente acontecer quando a torneira não pingar nos Jardins? Em curto prazo, quem sobreviver aos hospitais sem água, verá florescer uma loucura e pânico de certa forma divertidos. Muitos fugirão para suas casas de praia e de campo, enquanto a música e literatura renascerão entre os artistas com a temática seca e inspirarão, quem sabe, um movimento artístico novo: A Secura Pós Apocalíptica.

Para quem fica, as festas vão ser incríveis, como se não houvesse amanhã, porque talvez não haja mesmo. O must have do inverno serão as roupas em vários tons de barro, assim como as maquiagens terrosas. Os cabelos vão ficar ainda mais armados e cheios que nos anos 80, mas dessa vez o aspecto sujo vai ser sexy. 

Quem duvida que nascerão os primeiros humanos movidos a gasolina ao invés de água? Para os mais racionais e providos de amor próprio, a falta de agora pode ser a salvação do futuro. Exigir-se-ão em todos os prédios e casas a captação de água de chuva para uso nas privadas e calçadas. Todas as construções também serão obrigadas a terem tetos verdes que, junto com a prefeitura plantando cerca de 20 milhões de novas árvores, vão ajudar a recuperar a já saudosa garoa paulistana.

As empresas responsáveis pelo abastecimento de água e o governo, ao invés de multarem, serão multados diariamente enquanto não reduzirem de 37% para 7% o desperdício de água em nossas tubulações. Não, não adianta o assunto principal das reuniões de condomínio serem novas vagas de garagem e moradores que não pagam condomínio.

Nem adianta exigir também que tomemos banho de canequinha, enquanto grandes indústrias e plantações desperdiçam rios de água. Quem analisar de forma mais ampla, já percebeu que nossa relação com o meio ambiente já devia ter mudado há pelo menos três décadas e que devemos focar na recuperação de nossos rios ao invés de iniciarmos o esgotamento dos lençóis freáticos.

quarta-feira, 18 de março de 2015

MÚSICA: AMSTELL, ESSA BANDA AINDA VAI DAR MUITO O QUE FALAR (E VOCÊ VAI FICAR FÃ!)

E no meio de uma época onde músicas de gosto duvidoso e cantores “made in youtube” com sucessos descartáveis dominam o mercado musical do grande público, um jovem grupo (não estamos falando “boysband” aqui!) desponta com o frescor necessário para dar um novo tom à música nacional. Você certamente não conhecia a banda AMSTELL até ler essa matéria, mas pela qualidade musical e o apuro técnico é também certo que em breve será lugar comum falar desses caras aqui. Com repertório eclético mas a mesma afinação musical, a banda liderada pelo vocalista Pedro Sarria, 23 anos, partiu de Volta Redonda (exceto Pedro que veio de Barra Mansa) para ganhar o mundo há poucos anos. Cheios de estilo e com muito carisma, fora o talento e o bom gosto musical, Pedro, juntamente com Matheus Pinheiro (22 anos), Roberto Vicentini (24 anos), Igor Delesposti (24 anos) e Bruno Giacomim (26 anos) se apresentam aqui com exclusividade na MENSCH. Desfrutem e fiquem fã da Amstell!

Vamos pelo começo.... Como surgiu a banda? E como chegaram até esse nome? Tudo começou em 2011, quando eu, Igor e Matheus desejamos voltar a tocar. Nós três fomos companheiros de banda durante 2008 e 2009, e tivemos a ideia de fazer um novo projeto. Para o posto de vocalista, o Matheus convidou o amigo Pedro Sarria que, apesar da pouca experiência, chamou a nossa atenção pela boa afinação e pelo carisma nos primeiros ensaios. A partir dessa amizade consolidamos a base da banda. Posteriormente tivemos a entrada do Bruno Giacomim. Ele já nos auxiliava em alguns shows e na produção das composições. Com o tempo, o vínculo aumentou, ocasionando assim a entrada em definitivo do nosso quinto integrante. Quanto ao nome, tivemos como referência o principal rio de Amsterdã, o “Amstel”. Assim como um rio, a Amstell está sempre em movimento, seguindo em frente e se renovando a cada show. (ROBERTO VICENTINI)



O que vocês desejam alcançar com a banda? O que move vocês? O nosso grande sonho é a possibilidade de viver em função do que mais amamos na vida: a música. Ela faz parte de cada um de nós, e mesmo se quiséssemos, não conseguiríamos viver sem ela. Sabemos das dificuldades que temos pela frente, mas só de ver a plateia feliz, cantando e se divertindo com as nossas músicas, já temos a sensação de dever cumprido. (PEDRO SARRIA)

Para quem ainda não conhece, qual o estilo de vocês? A Amstell é uma banda de House Rock. Somos uma mistura que integra elementos do Rock, da música eletrônica e do pop. Fazemos o que não se espera de uma banda comum. Nós buscamos sempre surpreender nosso público, seja no arranjo de um cover, ou nas nossas autorais. Essa é a essência. Além desse trabalho mais moderno, o nosso vocal, Pedro Sarria, desenvolve o Gold Voices que é baseado em clássicos femininos da MPB. Esse projeto é interessante pois demonstra como nós acreditamos na música (e na arte de um modo geral) como um ser único, sem barreiras ou fronteiras em seus gêneros. (IGOR DELESPOSTI)

Que som faz a cabeça de vocês (o que costumam ouvir e se inspirar)? Nossas referências são as mais variadas possíveis. Dessa grande lista podemos citar nomes como Coldplay, Daft Punk, Calvin Harris, Ray Charles e Gary Clark. Quanto às nacionais, têm O Rappa, Lenine, Elis Regina... E por ai vai! (BRUNO GIACOMIM)



Vocês vão do pop internacional à MPB de alto nível. Como escolhem o repertório? Nós buscamos conciliar músicas recentes e antigas de modo a surpreender o público. Fazemos muitos Mash Ups misturando o novo e o clássico. Exemplos como Gorillaz e Zeca Pagodinho; Frank Sinatra e Eminem são misturas interessantes que fazemos durante os shows. (MATHEUS PINHEIRO)



Cantar em inglês ou português, o que mais agrada e por que? Gostamos muito de cantar e compor nesses 2 idiomas. No entanto cada um deles atinge o público de uma maneira distinta. O inglês é um pouco mais adequado ao padrão instrumental que seguimos e à música eletrônica.  Já o português funciona quando queremos uma resposta mais imediata da plateia ou quando desejamos passar uma mensagem mais direta com a letra composta. (ROBERTO VICENTINI)

Como é sonha e conviver em grupo, já que são uma banda? É mais difícil? É uma experiência muito boa. Antes de sermos companheiros de banda somos grandes amigos. No entanto, essa vivência também tem seus desafios. É como se fosse um casamento entre 5 pessoas. Temos que saber lidar com as nossas diferenças e ter maturidade para resolver os problemas que surgem durante o trabalho. (IGOR DELESPOSTI) 

Vocês são muito bons no que fazem. Já pensaram em se inscrever em programas de TV tipo "The Voice" e "Superstar" como uma forma de conseguir exposição? O que acham desse tipo de programa? Os dois programas são muito bons. Ter uma exposição em um veículo com tanta audiência é algo muito positivo. Vemos muitos artistas ampliarem sua agenda de shows e conseguirem novas oportunidades por conta dessa divulgação. No entanto, acreditamos que seja necessário estar pronto para aparecer num programa desse porte. É preciso ter um trabalho autoral bem consolidado para oferecer ao público no momento em que ele ligar a TV. Fazer o mal uso de uma oportunidade como essas é o mesmo que desperdiçar a chance da sua vida. (BRUNO GIACOMIM)



Como vocês veem a MPB atualmente e o baixo surgimento de novas bandas? O que dificulta hoje em dia? Há diversos novos artistas interessantes na MPB atualmente. Nomes como Marcelo Jeneci e Tiago Iorc têm desenvolvido um trabalho muito interessante, no entanto não vemos uma abertura tão grande na mídia comparando-se com algum artista mais popular. Quanto às bandas, há com certeza um número menor circulando nas gravadoras. Acreditamos que a música seja cíclica, houve momentos em que o Rock reinava (anos 80), depois teve a fase do sertanejo, do axé. Hoje vemos o sertanejo (universitário) e o pagode viverem um grande grande "boom", mas isso não é motivo pra desanimar ninguém de outros estilos, muito menos a gente. Quando um trabalho é bem feito e divulgado da maneira correta, o espaço e as oportunidades aparecem naturalmente. (PEDRO SARRIA) 


O que vocês almejam com a Amstell? Onde querem chegar? Nós almejamos a nossa felicidade. Trabalhar com o que amamos e transmitir esse sentimento através da nossa música e dos nossos shows são os principais combustíveis das nossas vidas. (MATHEUS PINHEIRO)

CRÉDITOS - Direção criativa Marco Antônio Ferraz, Foto Matheus Coutinho, Styling Marlon Portugal, Beauty Guto Moraes, Retoucher Octávio Duarte. Agradecimentos especiais: Loja Flux (Roupas e acessórios), Sense Salon (Cabelo), Chevi (tatuador), Academia da Vila

Melhor agora ouvir um pouco de Amstell em 6 momentos diferentes: