sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

CAPA: Max Fercondini & Amanda Richter em sintonia dentro ou fora da TV

Eles formam um dos casais mais queridos da TV. Os atores Max Fercondini e Amanda Richter se conheceram pelos acasos da vida, compartilham os mesmos desejos e sonhos. A sintonia é tanta que o casal já está junto há mais de oito anos e isso levou os dois a desbravar novos destinos pelo mundo em novos projetos de vida. Max, que já foi nossa capa lá em 2011, e Amanda, que faz sua estreia na MENSCH, chegam para comemorar os 6 anos da MENSCH em grande estilo em um belo e provocante ensaio. Depois disso eles pegam as malas rumo a mais aventuras desbravando nosso planeta juntos. Esse casal promete.

Quando se descobriu ator? Como foi o início? Comecei muito cedo na televisão. Com 13 anos iniciei em cursos de interpretação para televisão e, no período de um ano, fui convidado para fazer minha primeira novela (Esplendor 2000). Desde então, participei de mais de 13 produções da TV Globo, dentre minisséries e novelas, sem falar dos 5 anos como apresentador do Globo Ecologia. Hoje, completo mais de 17 anos de experiência na área e inicio um novo caminho como diretor dos quadros que apresento junto com a Amanda Richter.

A primeira lembrança que se tem de você foi como um riquinho mimado na novela “Laços de Família”. Como foi essa estreia em horário nobre? Na verdade foi um processo muito natural. Quando eu era pequeno não tinha o hábito de assistir novelas, apesar de me lembrar bem da minha família acompanhar algumas novelas de sucesso, como “O Rei do Gado” e “A Próxima Vítima”. Como era muito jovem, com 14 anos, tudo era novidade e a dimensão dos meus primeiros trabalho se resumiam ao meu objetivo de agradar a direção do programa que estava fazendo e desempenhar bem meu papel. A repercussão dos meus trabalhos nunca me deslumbrou e eu sempre tive o pé no chão com relação à parte que me cabia na obra. Acho que isso foi a base para que eu construísse uma carreira sólida.

Você e Amanda se conheceram gravando “Ciranda de Pedra” (2008) e de lá pra cá não se separam mais. Como foi esse encontro? A que você acha que se deve essa sintonia? Nos conhecemos no período da novela, mas não exatamente nos bastidores do Projac. Apesar de a Amanda vir a participar desse trabalho em questão (Ciranda de Pedra), dividindo algumas cenas comigo na trama, foi um amigo em comum que nos apresentou. As coincidências estavam por toda parte e, quando descobrimos que morávamos no mesmo prédio na Barra, foi fácil “juntar” as escovas de dentes” e traçar planos em comum.

Vocês deram uma pausa na carreira de ator e caíram na estrada filmando viagem e descobrindo destino. Como é essa sintonia de vocês também na estrada? Temos muita cumplicidade pelo fato de vivermos juntos há mais de oito anos. Dessa maneira, foi fácil encarar todos os momentos do dia-a-dia e as dificuldades das duas grandes aventuras que fizemos, primeiro pelos céus do Brasil, no “Sobre as Asas” e agora no motorhome para o “América do Sul Sobre Rodas”. O segredo está na capacidade de entender e respeitar o espaço do outro. Nós estamos somando nossas vidas e compartilhando os mesmos sonhos.

O que é mais prazeroso nessas viagens? O que mais te instiga a continuar? Sou apaixonado pelo nosso planeta. Desde quando me tornei apresentador do Globo Ecologia, comecei a criar um gosto muito forte pela natureza que está à nossa volta. Ter conseguido transformar o meu trabalho em motivo para viajar e conhecer outras culturas e paisagens, foi a grande mudança que deu um sentido maior na minha vida. Por sorte o mundo é bem grande e ainda tenho muito para explorar.

Largaria a carreira de ator só para ser apresentador? Se vê fazendo só isso ou você é muito inquieto para apenas uma “função”? Acho que uma coisa não necessariamente exclui a outra, mas atualmente tenho me dedicado muito mais para minha carreira como diretor e produtor dos projetos que desenvolvo com a Amanda. Depois de dirigir estas duas séries de expedições na Globo e colher os frutos da boa audiência e das excelentes críticas, percebi que meu caminho é mais amplo na direção, onde posso criar e conceituar os projetos. A “migração" para esse “patamar” profissional tem sido um processo bem natural pra mim. Se eu tiver tempo para atuar, ok. Mas confesso que tem sido muito mais prazeroso viver o personagem da minha história real.


Que lugares mais te fascinou e qual ainda pretende ir? Qual a próxima parada? A América do Sul é incrível como um todo e as coisas que mais me tiraram o fôlego nessa viagem foram justamente as paisagens que não temos no Brasil, como o deserto do Atacama, o vulcão Villarrica, ambos no Chile e o glaciar Perito Moreno no sul da Argentina. Como será a próxima viagem? Bom, a primeira expedição nós fizemos pelo ar, a segunda pela terra. Estamos nos preparando para viver no mar para mais uma temporada de aventuras. Em breve dou detalhes.

Desde “Flor do Caribe” você não dá as caras em uma novela. Sente falta? Ou a liberdade do programa te instiga mais? Como disse anteriormente... Qual personagem pode competir com a realidade que vivi nos últimos anos? Eu pilotei meu próprio avião em uma expedição aérea para conhecer melhor meu país, na qual pousei em tribo indígena, capturei uma onça para pesquisa científica, mergulhei em reservas ambientais protegidas, escalei um dos vulcões mais ativos da América do Sul, ajudei a escavar um dinossauro de mais de 90 milhões de anos na Patagônia, acampei no deserto mais alto e árido do mundo, conheci culturas que vivem em ilhas flutuantes no meio do lago Titicaca… Sinceramente, a realidade que criei para mim com estas oportunidades suprem bem o trabalho em novelas.

O que mais te atrai em Amanda? Sabe o que eu mais gosto nela? Tudo. (risos) Não poderia elencar um único traço do seu perfil, pois estaria sendo injusto com todas as suas outras qualidades que me fizeram escolher estar junto dela para amá-la. A gente se completa de uma maneira muito especial e eu faço de tudo para que a relação seja recíproca. Não que nós não tenhamos os problemas que todo casal tem. Mas me considero um cara de sorte, pois, igual a ela e mais perfeita para mim, não existe.


E esse ensaio pra lá de provocante, como foi participar dele? Foi uma diversão só. O Pino é muito talentoso e no primeiro click percebi que as fotos ficariam boas. Fazia tempo que não posava para fotos e me senti super confiante por estar ao lado da Amanda que, além de linda, fotografa muito bem. Acho que a gente conseguiu transparecer um pouco a energia de ser um casal real. Isso era importante. Conquistamos essa cumplicidade ao longo desses tempo que estamos juntos.

ENTREVISTA AMANDA RICHTER

Ser atriz foi algo que despertou muito cedo? Quando e como isso começou? Desde criança eu já me identificava muito com atividades artísticas. Aulas de teatro, canto, teclado e pintura eram minhas preferidas. Em casa, criava peças de teatro e espetáculos de dança com minhas amigas e nos apresentamos para a plateia, que no caso, eram os nossos pais que desde cedo tiveram que assistir a muitas apresentações (risos) 


Ter conhecido Max na TV faz com que seja mais fácil entender o ritmo do outro? O que deu essa liga entre vocês que dura até hoje? Na minha opinião, esta profissão é muito diferente de todas as outras. Utilizamos nosso corpo e emoções como recurso para o trabalho, não temos horários definidos, vivemos uma vida que não é a nossa quando interpretamos um personagem, então, se você tem alguém do seu lado que entende isso, tudo fica mais fácil. Max e eu combinamos muito e com certeza estamos juntos até hoje, pelo amor, respeito e admiração que temos um pelo outro.

Sendo um casal de atores e conhecidos do público isso ajuda ou dificulta para lidar o assédio? Nós moramos no Rio de Janeiro, aqui as pessoas estão bem acostumadas a encontrar atores e atrizes, mas o assédio grande acontece quando viajamos para cidades que estão fora do eixo Rio-São Paulo. O homem é sempre mais assediado do que a mulher, na minha opinião. Mas normalmente, as mulheres que querem tirar foto com o Max, são bem educadas, primeiro me perguntam se eu libero e com o meu aval fazem o clique (risos)

Essa sintonia de vocês ultrapassou a telinha e fez vocês caírem juntos na estrada em viagens que terminaram virando um programa. Como veio a ideia? Aos 22 anos quando o Max tirou a carteira de piloto privado de avião, ele começou a desenvolver um projeto chamado Nas Asas do Brasil. A grande vontade dele, era dar a volta no país em conhecer mais da cultura e do povo brasileiro. Todo o desenvolvimento do projeto e capacitação como piloto durou sete anos e, em 2015, ele lançou a ideia para produzirmos o programa para a Globo. A primeira temporada se chamou Sobre As Asas, onde voamos por todos os cantos do Brasil e esta segunda se chamou América do Sul Sobre Rodas, onde em Motorhome cruzamos 21 mil km por seis países do sul do nosso continente.

O que é mais prazeroso nessas viagens? O que mais te instiga a continuar? Eu amo viajar! O mais prazeroso é conhecer novos países, culturas e é claro dividir todas essas experiências com quem eu amo. A viagem traz um amadurecimento pessoal que não se compra em lugar algum. É a vivência, o olhar, o aprendizado de todo o dia ter que lidar com novas situações que nos faz crescer como pessoa. O que me instiga a continuar são os milhões de belos lugares que existem e que eu ainda não conheço.

Apresentar um programa de viagens te desafia em que, pessoal e profissionalmente? O maior desafio profissional nesta viagem em específico, foi não contar com equipe e realizarmos tudo sozinhos. Tínhamos que ficar na frente e atrás das câmeras a todo o momento, então muitas vezes estávamos cansados, mas não podíamos passar esta impressão para a câmera. O desfio pessoal, com certeza, foi ficar longe da família, dos amigos e da nossa casa por tanto tempo. 


Que lugares mais te fascinou e qual ainda pretende ir? Qual a próxima parada? Eu amei conhecer o Glaciar Perito Moreno na Argentina, essa foi nossa primeira parada para gravar, então foi um marco para nós. Vivemos muitas experiências incríveis nessa viagem e caminhar em cima de uma geleira de milhões de anos, foi uma delas. A próxima parada... Ahh essa eu deixo o Max responder.

Sua última novela foi “Gabriela”, em 2012, e depois você caiu na estrada. Sente falta do ritmo de novela? Na verdade o ritmo das nossas gravações no América do Sul Sobre Rodas eram muito mais puxadas do que uma novela. Eu adoro poder transitar pelos dois espaços, o de atriz e apresentadora. Acho que um complementa o outro.


O que mais te atrai em Max? Quando ele te conquista de vez? Difícil dizer. Eu escolhi ele para ser meu parceiro da vida porque ele tem muitas qualidade que me atraem. Ele é gentil, inteligente, amoroso, empreendedor, bem humorado e por aí vai. Acho que ter uma pessoa do seu lado que faz sua vida ser mais alegre e te motiva a crescer profissionalmente e pessoalmente não tem preço. Realmente, tive sorte de encontrar um cara tão especial. 

E esse ensaio pra lá de provocante, como foi participar? Foi bem bacana! É legal a gente se reinventar, se ver diferente. A equipe toda foi excelente, desde a maquiagem, a stylist, o fotógrafo, juntamos um time muito bom e ficamos muito felizes com o resultado. 


Fotos Pino Gomes
Stylist Atria Gomes
Make-up Cleide Araújo

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

FETICHE: Victoria’s Secret Fashion Show reúne as maiores tops da atualidade em um incrível desfile em Paris


Ontem Paris ficou ainda mais bela com a constelação de estrela do badalado desfile Victoria’s Secret Fashion Show. O mais esperado desfile da grife que junta as mulheres mais bonita do mundo mostram os novos modelos de lingeries da marca. Dessa vez o Grand Palais, em Paris, foi o cenário escolhido como cenário. Na passarela as tops mais famosas da atualidade, e as brasileiras Adriana Lima, Alessandra Ambrósio e Laís Ribeiro, reinaram na noite. Além de Gigi Hadid, Kendall Jenner, Sara Sampaio e até Lady Gaga deu o seu showzinho de sensualidade. Veja alguns dos melhores momentos da noite repleta de beleza e sedução. Comemorando o décimo quarto ano de parceria com a marca Swarovski (@swarovski), foram desfilados looks feitos com mais de 450.000 cristais da marca. O desfile será transmitido pela “CBS Television Network” para mais de 190 países na próxima segunda-feira (05.12).








quarta-feira, 30 de novembro de 2016

EDITORIAL: Men at Work - Looks cheios de estilo e classe para o ambiente de trabalho

Entre ternos e gravatas, negócios e propostas. Estilo e boa apresentação são primordiais para o sucesso no ambiente de trabalho e caem bem em qualquer área. Assim como os looks dessa seleção, clássicos e contemporâneos. Na medida.








Fotos Marcelo Auge / Realização Ju Hirschmann / Estilo Celso Ieiri e Renata Tamelini / Beleza André Florindo / Modelos Alex Schultz e Diogo Bordin (Ford Models) / Agradecimento especial Mostra e Venda "Modernos Eternos" / Suíte Arquitetos / Locação Casa Bossa - Shopping Center Cidade Jardim

Highstill 11 3595- 8591 / Calvin Klein 11 3817-5804 / Dudalina 11 5090-9320 / Rommanel 0800 114990 / Puket 11 3021-5215 / The Craft Shoes Factory 11 3021-2657 / Pierre Cardin www.pierrecardin.com.br  / Tom Ford www.tomford.com / VR 11 3081-2919 / Aramis 11 3611-5141 / Swatch 11 3097-8750 / Dammyler 0800 484700 / CNS 11 3141- 0990 / Noir Le Lis 11 3034-5551 / Zara  11 3031- 8345 / Ellus 11 3061-2900 / Ômega 11 3198-9370

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

CUIDADOS PESSOAIS: Como preparar a sua pele o barbear

Fazer a barba pode parecer para alguns homens um momento de relaxamento e para outros um momento de tortura. Alguns aprenderam à custa de corte, pelos encravados e corte mal feitos. Para um barbear benfeito não basta apenas uma lâmina e água. O ato de barbear é algo agressivo para a pele, por isso requer certos cuidados e chega a ser um ritual, onde se deve preparar o rosto para o corte dos pelos, a forma de fazer e depois cuidados para deixar a pele macia e se recompor. É importante antes de tudo, reconhecer o tipo de pele do seu rosto tem e que tipo de produto ideal deve se usar. Que pode ser seca, oleosa, mista e normal.

A pele seca apresenta pouco brilho e pouca elasticidade. Como é mais fina requer maiores cuidados para evitar irritações. Para esse tipo de pele o ideal são produtos mais densos e que ajudem na hidratação. No caso da pele oleosa, o aspecto é o oposto, onde a pele brilhante tende a ser mais propícia à cravos e espinhas. Sendo assim o ideal são produtos em gel, que não apresentem óleo na fórmula. Já a pele mista, a mais comum, apresenta brilho na chamada "zona T" (testa, nariz e queixo), deixando o restante do rosto com aspecto seco. Para esse tipo de pele o ideal são os produtos que contém óleo para as partes secas do rosto. Por fim, a pele normal, que tem uma composição mais equilibrada, abertura dos poros quase imperceptível e sempre suave. Para peles normais o ideal é o uso de colônias suaves.

CONFIRA NOSSAS 4 DICAS PARA PREPARAR SUA PELE PARA UM BARBEAR PERFEITO E SEM TRAUMAS PARA SUA PELE


1 - Quanto mais tempo você leva na preparação, melhor fica o barbear. Aplique água morna no rosto e prepare a área a ser barbeada com um óleo de barbear que protege a pele da lâmina e ajuda a suavizar os pelos, facilitando o processo de barbear, uma vez que a lâmina encontrará menos resistência. Use uma escova de cerdas para amaciar e levantar os cabelos e ao mesmo tempo esfoliar a pele. Isso também permitirá mover a lâmina mais facilmente, deixando a barba mais bem feita. 

2 - Avalie a espessura dos pelos. Tem três tipos principais de cabelo – o fino, o médio e o grosso. Quanto mais espesso for o cabelo, mais resistente ele será à lâmina. Quanto mais grosso for o cabelo, mais curto será o corte que a lâmina fará. Considere a densidade com que a barba cresce. Quanto mais densa a área onde o cabelo cresce, mais difícil fica na hora da lâmina cortar os cabelos.  Você pode verificar que quando a densidade muda, a velocidade da lâmina também muda.


3 - Estude como sua barba cresce e observe a direção do cabelo o que varia de barba para barba. É importante esticar a pele e seguir a direção do cabelo uma vez que a principal causa da irritação é um barbear em que a lâmina está sempre indo em direção contrária ao cabelo.

4 - Uma vez que, você terminou de se barbear, aplique uma loção reparadora que será logo absorvida pela pele e restaurará a área afetada pelo barbear e que também terá o papel de retardar o envelhecimento da pele. Um barbear úmido não é apenas para remover os pelos do rosto. É a chance de você cuidar da aparência da pele e do futuro.


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

ESTRELA: Letícia Lima - Vem bailar com ela!

Determinada e talentosa, além de muito gata, é assim que podemos resumir bem Letícia Lima. Desde muito nova sempre foi focada no que a fazia mover mundos e fundos, que era poder atuar. Letícia virou um sucesso nos episódios do “Porta dos Fundos” e de lá para cá foi uma curva ascendente que faz dela uma das grandes promessas na TV, Internet e qualquer outra mídia que ela se pré-dispor a fazer. Sua participação na “Dança dos Famosos” não podia ser diferente. A cada nova apresentação Letícia encanta e conquista o público com seu alto astral e seu belo sorriso. Pensamos logo, “Letícia, vem dançar comigo!”. 

De “Anões em Chamas”, sucesso no YouTube, até a Alisson (a mandada em “A Regra do Jogo”) e agora a “Dança dos Famosos”, muita coisa aconteceu e mudou na sua carreira. Saindo da internet para a TV aberta. Que avaliação você faz de tudo isso? Muita coisa aconteceu do "Anões" até aqui, mas eu vou um pouquinho antes disso. Tudo começou quando sai de Três Rios, minha cidade natal e vim para o Rio. Lá em Três Rios eu já era atriz, fazia peças no teatro municipal da cidade e vim para o Rio com sonho de seguir essa profissão. Se pensar no meu histórico desde lá, da família simples que eu nasci até conseguir chegar aqui hoje, é um pulo muito grande. Eu vim com 18 anos, estou com 32. Fico muito feliz de ter conseguido alcançar o que alcancei, mesmo com muitas dificuldades, principalmente financeiras, porque não fácil viver só com essa profissão. Muitas vezes eu tive que conciliar outros trabalhos. Fui modelo de prova, vendedora de loja, fazia participações menores na TV, direção de arte para programas de TV a cabo e para produções na internet. Com 14 anos, eu já fazia animação de festa infantil. Tudo para tentar me aproximar do que faço hoje, do que eu gosto de fazer: atuar.

Quando começou com programas para o YouTube você tinha noção que de certa forma estavam revolucionando a maneira de entretenimento? Que o YouTube renderia tantos frutos para vocês. Tenho muito orgulho do "Anões em Chamas", porque foi o primeiro programa de ficção para a internet brasileira. Até então não se fazia isso. Existiam vídeos engraçados, mas de coisas cotidianas. Eu segui com essa carreira na internet, fazendo o “Porta dos Fundos”, que é, na verdade, um embrião do “Anões em Chamas. Foi uma maneira de a gente mostrar o nosso trabalho em outro veículo, porque até então era muito difícil entrar na televisão ou no cinema. Minha ideia era usar a internet para expor o meu trabalho, para as pessoas terem acesso. Não só os profissionais da área conhecerem o meu trabalho, mas o público em si. Eu já pensei como plataforma de entretenimento democrático mesmo. Por que não usar a internet para as pessoas conhecerem o que eu faço? Eu só não esperava que fosse ser um estouro em tão pouco tempo, mas depois, pensando bem, é um grupo tão talentoso de escritores, atores, direção, não tinha como não ser um sucesso. Na hora nunca pensamos que fôssemos criar um novo formato, algo novo para o Brasil inteiro. 

Que lembranças você guarda da “Porta dos Fundos”? Você chegou a ser apontada na época como a “musa” do programa. Guardo lembranças dessa época com muito carinho, muito afeto, como algo que eu construí e ajudei a construir. Fico muito orgulhosa. Depois do “Porta” outras pessoas começaram a criar os seus canais de ficção na internet e isso é um ganho para todo mundo: para o público e para as pessoas que procuram uma outra forma de ter entretenimento. A internet entra como mais um veículo. Eu era apontada meio como musa mesmo, imagina?! (risos). Fico orgulhosa e muito agradecida. Eu não vejo dessa maneira, não tenho vaidade de me colocar como musa do canal ou nada parecido. Só fico feliz com esse carinho do público. 


E tudo começou graças a aquele “louco” do Fábio Porchat. Como foi esse “encontro de almas”? Fábio é um amigo antes de tudo isso, antes mesmo do “Anões em Chamas”. Mas a verdade é que o “Anões” surgiu de uma parceria minha com o Ian SBF. Fábio fazia de vez em quando uma participação. Tínhamos o Marcos Majella, o Rafael Infante e o Gregório Duvivier como os atores fixos do Anões. Quando o “Porta dos Fundos” surgiu, Fábio foi um dos nomes que a gente pensou para estar com a gente, por ele ser um ator talentoso, um escritor de muita criatividade, com roteiros de muito sarcasmo e ironia. E foi natural essa união, por sermos um grupo de amigos. O “Anões” existia e resolvemos unir outras pessoas e dar um novo nome para o projeto. Fabio acrescentou demais. Todo o grupo é muito coeso, porque todos fazem humor, mas cada um no seu estilo. São vários estilos de humor que se combinam.

Você também é meio “louquinha” e hiperativa como Fábio né?! A dupla perfeita para criar sem limites. Como você vê essa parceria? A gente sempre combinou, principalmente atuando juntos. O vídeo “Na lata”, por exemplo, é o segundo vídeo mais visto na história do “Porta”. Eu e Fábio sempre nos demos muito bem. É sempre bom trabalhar com ele. 


Falando em Alisson, seu primeiro papel na TV aberta, como foi encarar aquela figuraça divertida? Como foi a 1ª experiência na TV? Fiquei assim muito contente com esse primeiro convite para novela, porque o João Emanuel Carneiro é um dos meus autores preferidos e o trabalho da Amora Mautner também sempre me saltou aos olhos. E ser convidada para a minha primeira novela, no horário das nove, com um papel bacana, que o João escreveu pensando em mim, não poderia começar melhor. Eu me dediquei ao máximo. Fiz muita preparação, preparei o corpo, porque ela era uma funkeira, tinha o estilo de dançar e tudo mais desse universo. Fui com tudo para esse projeto. Foi a minha primeira experiência em novela e posso dizer que foi muito uma experiência intensa e de muito aprendizado.

Você parece ser bem-humorada e sem frescura. É isso mesmo no dia-a-dia? Consegue levar a vida numa boa e com menos seriedade quando necessário? Sim, é verdade. Sou muito bem-humorada, acordo de bom humor todos os dias, realmente não existe essa de acordar de mau humor. Na TPM eu fico um pouco irritada, chorona, como toda mulher, mas não acordo dessa maneira (risos). Da mesma maneira que vem isso durante o dia vai embora também. Bem geminiana, sabe?! Levo a minha vida de maneira muito leve, preservo os momentos de seriedade para quando preciso realmente estar séria. Mas levo a vida com leveza. 


Gatíssima e divertida. Isso já chegou a assustar os homens? Quem é mais atirado com vocês homens ou mulheres? Acho que toda mulher muito independente dá uma assustada nos homens (risos). Acho que isso acontece porque você é leve, divertida, dona da sua vida, dona da sua carreira e aí em teoria você se supre, né. O que na verdade é uma grande ilusão. Esses assuntos não se misturam na verdade. Você querer ter um companheiro e ter afeto não tem nada a ver com a vida independente que você leva. Adoro ser independente, sempre fui. Desde muito nova eu ganho o meu dinheiro, batalho pela minha vida, faço as minhas escolhas. Eu percebo que isso pode assustar um pouco os homens, mas pelo menos no meu meio já existem homens que entendem essa realidade e convivem com mulheres que têm esse perfil. É uma questão de aonde você está, com quem você está lidando. Sou muito observadora. Estou sempre percebendo como as pessoas se comportam, o que elas pensam.  

O que te atrai sua atenção para uma possível paquera? E o que te espanta de vez? O que atrai minha atenção de cara é a inteligência, sem dúvida. E o que espanta é exatamente a falta de inteligência (risos). 

As redes sociais hoje em dia te incomodam de alguma forma? Não, elas não me incomodam. Encaro as redes sociais da mesma maneira que eu encarei quando os programas de humor na internet estavam no início no Brasil. É algo novo, que a gente vai aprendendo a lidar, mas é algo que vai existir para sempre e a característica é ela ser mais livre. Mas acho que nós ainda estamos sendo educados para a internet. As pessoas escrevem coisas que não falariam “ao vivo”, por exemplo. Acredito que é uma questão de educação mesmo. Eu lido de uma forma bem prática: se é agressivo ou ofensivo de alguma forma, eu excluo. Não preciso ter isso na minha página. Existe uma cultura que tudo pode na internet, mas vamos ser boas pessoas, vamos ser pessoas legais! 

Algum rótulo ou pré-conceito que você ainda não conseguiu se livrar de ter? Não. Acho que nenhum rótulo me incomoda na verdade. Não tenho um rótulo ao qual me sinta presa. Na verdade, eu me sinto uma atriz muito livre. Faço todos os gêneros. Sou mais conhecida por fazer humor, mas faço todo os outros gêneros. Busco no meu trabalho como atriz mostrar versatilidade, que posso fazer qualquer tipo de papel. E isso é o que me deixa mais entusiasmada com a minha profissão. 

Existe algum limite para as mulheres entre o ter personalidade e ser vulgar na hora de querer ter alguém? Aliás, hoje em dia existe alguma diferença nesse sentido entre homens e mulheres? O mais importante disso tudo é você poder ser quem você é, sem travas. O que eu mais prezo são as pessoas verdadeiras. Acho que esse é o caminho mais próximo para a felicidade. É saber quem você é, respeitar a si mesmo e também se gostar, e assim você passa a conhecer pessoas que vão respeitar a maneira como você é e gostar de você dessa maneira. 

Em um relacionamento a dois existe algum limite, tabu ou regra? Em que você se baseia para uma relação honesta e instável? Acredito que tabu não é legal. Agora tem uma coisa importante que é o respeito à individualidade. Um relacionamento são duas pessoas, um não vai começar a reproduzir a personalidade do outro, tem que haver respeito às personalidades de cada um. E quando você entende que são dois indivíduos diferentes, que as ações dizem respeito à maneira do outro de ser, que se relacionam com a sua história de vida, você passa a ser menos crítico e o relacionamento mais leve. O caminho da união de almas, seja na família, entre amigos ou amorosa, é a compreensão.

O que essa bela morena mais admira nela mesma? E o que gostaria que fosse diferente? Eu, com certeza, admiro o meu companheirismo e por ser uma mulher muito batalhadora. E o que eu acho que atrapalha um pouco é às vezes eu ser muito crítica comigo mesma. Então, tudo o que faço e está a minha volta, eu quero que seja da melhor maneira e me cobro muito.  


E o que mais admira nos outros, física e intelectualmente? Como eu disse antes, o intelecto vem em primeiro lugar. É isso o que me atrai. Tem que me dizer coisas interessantes, sou uma pessoa ativa, como boa geminiana eu gosto de falar de todos os assuntos. Posso estar falando de política e, ao mesmo tempo, de beleza. Gosto quando me trazem informações novas, coisas que eu não sabia.  Gosto muito de ler. Fisicamente eu gosto de pessoas cheirosas.    

Como você encarou esse desafio da “Dança dos Famosos”? Torcemos muito por você todos os dias! Obrigada por vocês terem torcido! É um processo muito difícil. Eu adorei fazer o “Dança”. Eu topei o desafio na verdade como uma superação minha, eu queria ter uma expressão corporal melhor. Já queria inserir a dança na minha vida, mas não conseguia fazer no dia-a-dia. Foi delicioso. Sou apaixonada por dança. A experiência de dançar é muito enriquecedora. Travei uma competição comigo mesma de a cada semana melhorar em tal coisa. No fim das contas, o resultado é para mim. E vejo que consegui superar os desafios. Tinha muito medo de ficar de cabeça para baixo, então era uma coisa a ser superada e tenho conseguido. Isso me deixa muito feliz.

Photos Pino Gomes
Styling Bruno Pimentel
Make-up Chico Toscano
Photo-assistant Leonardo Lyon

Look (janela): joias H. Stern / body Haight
Look (cinza): joias H. Stern / hot pants Gaoli / polainas acervo
Look (chão): joias H. Stern / body Haight / polainas 2peace / top Dress To

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

CARRO: Ferrari 250 GT LWB California - Um clássico automobilístico que conta um pouco da história de sucesso da legendária Ferrari

Você sabe o que Eric Clapton e Steve McQueen têm em comum? Isso mesmo, uma Ferrari 250 GT California. Há quem diga, a Ferrari mais “sexy” de todas. Não é exagero, pode acreditar. Ela é a preferida entre muitas celebridades e diretores de Hollywood. Você já a deve ter visto em “Curtindo a Vida Adoidado” com Ferris Bueller à bordo de um modelo 1961, que conferia ao carismático personagem um charme único, de um verdadeiro “bon vivant”. O carro que carrega o nome do estado de ouro da América sugere sofisticação, poder, velocidade e todo o status que só o cavallino rampante pode proporcionar a alguém. O modelo 250 GT LWB California marcou época e até hoje mexe com o imaginário de colecionadores e admiradores.

A série 250 da marca italiana de carros esportivos produziu modelos que se tornaram clássicos entre os anos de 1953 e 1964. O tempo passou, mas esses carros ainda estão rodando e sendo cobiçados por colecionadores. No ano de 2015, a casa de leilões Sotheby’s vendeu um modelo de 1959 pela bagatela de 8,5 milhões de libras, uma pequena fortuna para um proprietário afortunado. Afinal, apenas cinquenta unidades do carro foram fabricadas e possuir um exemplar sem dúvida tem o poder de massagear o ego do seu dono.

O icônico modelo, contudo, não impressiona apenas por sua beleza. A fama da Ferrari 250 GT California se fez também por seu potente motor V12 que impulsiona o carro a 250 km/h, levando as rotações a impressionantes 7 mil giros.  É um carro projetado para as competições, possuindo todos os atributos para fazer sucesso nas pistas. O LWB refere-se a Long Wheel Base, uma distância entre eixos maior, que marcou a série 250 da Ferrari na sua década de produção. Um carro de fato para ter, para curtir sua vida adoidado, como o fez Ferris Bueller na ficção e tantos outros famosos endinheirados que tiveram o privilégio de sentar atrás do volante deste clássico do automobilismo.



ENTREVISTA: Daniel Blanco encara um novo desafio, dessa vez em um musical


Neto do cantor Billy Blanco, e vindo de uma família de artistas que tem a arte como ponto em comum, o jovem ator Daniel Blanco que no primeiro semestre esteve no ar na novela “Totalmente Demais”, encara novos desafios em estrear nos palcos com o musical “Divas”. Sem medo de desafios, Daniel canta, dança e atua como se aquela fosse sua praia desde sempre. Um belo encontro da arte por completo com um ator disposto e talentoso.

E aí Daniel, qual a sensação de estrear um musical no teatro? É uma sensação de estar no trabalho certo, na arte certa. Sempre fui apaixonado por interpretação e música, antes mesmo de virar ator ou começar a cantar. Vim de uma família de músicos, então sempre fui envolvido com isso. Via meus irmãos participando de musicais desde 2007 e eu assistia pensando que um dia queria aquilo pra mim. Finalmente receber o convite pra participar da minha primeira peça musical foi uma sensação que encaixou com a minha esperança e expectativa. Pra completar, me apaixonei por essa arte mais do que eu imaginava. Sentia muito prazer nos ensaios, sinto muito prazer no palco e nas coxias com o elenco que é muito unido.

Como é seu papel em “Divas” e o que o público pode esperar dessa peça e novo personagem? Divas é o nome da banda pop de 3 adolescentes que prometeram nunca se separar e cantar juntas sempre, mas depois que uma das integrantes some sem dar explicações, cada uma segue seu rumo, mas se encontram 10 anos depois num reality show de cantores. O espetáculo traz músicas de divas do pop internacionais com arranjos diferentes e maravilhosos do nosso diretor musical Thiago Gimenes. Meu personagem é o Pacífico, um garçom/cantor lesado que vive 3 passos atrás de todo mundo. É sempre atraído por pensamentos ou distrações aleatórias enquanto não presta atenção no que deve. É um personagem cômico, limitado de vocabulário: em quase toda frase ele usa as palavras "daora" ou "véi".


Como está sendo deixar a TV de lado um pouco e ir para o teatro (caminho inverso de muitos atores)? O que cada um tem de mais desafiador? O maior desafio da TV é conseguir estudar a fundo o caminho do personagem e as cenas dentro de um prazo curto. Em novelas não temos tanto tempo pra estudar quanto em um filme de cinema, por exemplo. Na TV somos máquinas de fazer cenas em pouco tempo. No teatro é desafiador não deixar a peteca cair depois que pegamos o ritmo certo do espetáculo. Cada dia é diferente, mas temos que lembrar dos detalhes que são muito importantes pra amarrar a peça. Outro desafio é sempre manter a voz saudável. A peça tem mais de 40 músicas e mesmo que em alguma eu não sole, a maioria tem coro, então usamos a voz o espetáculo todo. Todo cuidado é pouco, como não tomar nada gelado, evitar falar muito enquanto não estamos no teatro e o mais importante, dormir o suficiente.

Você vem de uma família de artistas, músicos... isso te influenciou como? Sempre amei ver tudo que minha família fazia no teatro e na música. Não foi difícil me apaixonar pelas artes também. Depois que comecei a me interessar, ter o apoio da família é um ponto muito importante que ajuda na perseverança de qualquer jovem que queira ser artista, pois muitos jovens no mundo inteiro têm esse desejo reprimido pelos pais que acham que arte é hobbie e não profissão. Meus pais sabem que não é apenas um hobbie. Tiveram acesso a informação suficiente pra saber que levando a sério, a arte é uma profissão digna como qualquer outra.

O que te fez despertar para ser ator e largar o sonho de ser jogador de futebol? Sempre fui apaixonado por arte, mas meu maior sonho era ser jogador e por isso eu reprimia minha própria curiosidade de testar o ator que tinha em mim. Tinha medo de perder o foco. Até que um dia o futebol me decepcionou. Eu era um adolescente inocente que não entendia direito como funcionava aquele meio futebolístico e quando descobri, me fez abrir a cabeça para paixões escondidas que eu tinha. Na arte também não é tudo limpo, mas eu aceitei que seria mais saudável pra mim. Tinha mais a ver comigo.



Por falar em família você tem vários irmãos e pelo jeito a família é bem unida. O que aprendeu com seus pais e você leva para o resto da vida e pretende passar para seu filho? Aprendi cedo que a fama não é uma coisa em que devemos acreditar. Aprendi que é simplesmente o resultado de um trabalho bem feito. Reconhecimento. Achar que sou uma pessoa superior às outras por isso é onde tá o erro. É difícil, porque um artista com o ego inchado parte também do jeito que certas pessoas o tratam, como alguém superior, ou um "ídolo". Muitas pessoas colocam o artista em outro patamar de ser humano que na verdade não existe. Se o artista acreditar nisso, vai perder a noção de quem é de verdade e com o tempo vai acabar tratando os outros como "inferiores". Meus pais conviveram com muita gente famosa na vida e me passaram essa valiosa informação que vou levar pra vida toda e pro meu filho, se eu tiver, um dia.

Em seu último trabalho na TV, em “Totalmente Demais”, você tinha conflitos com seu pai. Como foi participar desse trabalho e o que te trouxe de novo? Com meu personagem em “Totalmente Demais” aprendi que antes de julgar alguém, temos que entender o passado da pessoa e o que ela viveu antes que criou alguma personalidade ou teve algum comportamento inadequado. Se você não souber o passado da pessoa, não julgue. Nem pra si mesmo. Meu personagem era nascido em berço de ouro e mimado pela mãe a vida toda, até quando estava errado. Isso causou um comportamento comum entre os "riquinhos", que é a rebeldia. Achar que tudo tem que acontecer do jeito que ele quer. Se não acontecesse, ele fazia acontecer.

A visibilidade da TV aproxima o artista do público. O que isso traz de bom e ruim no seu caso? É comum as pessoas criarem uma imagem minha na cabeça delas e acharem cegamente que sou aquilo que acham. Até esquecem que somos seres humanos comuns, com variações de humor, intolerâncias, preocupações, dias tristes, etc. O perigo disso é que se uma dessas pessoas me virem num dia ruim, em que não estou muito sorridente, podem acabar falando por aí que sou antipático ou grosso. Mas eu já desencanei com as falsas opiniões sobre mim, eu já sei quem eu sou e meus bons amigos também. O lado bom disso tudo é que temos a oportunidade de mostrar realmente quem somos, pelas redes sociais, nas entrevistas, etc. Ter atenção de muita gente virada pra mim é uma boa oportunidade pra instruir o povo com opiniões simplistas e diretas, levando as pessoas a pensarem de uma forma mais humanista e altruísta.



Como lida com o assédio e a fama? Alguma vez já incomodou? Quando as pessoas esquecem que sou ser humano que nem elas e se interessam só pela minha imagem, incomoda. Mas sempre trato todos com igualdade. Fico muito feliz quando alguém se aproxima e fala bem do meu trabalho, elogiando coisas específicas que observaram, as vezes sem pedir foto. Infelizmente também têm as pessoas que chegam e perguntam se eu já fiz novela e se eu digo "sim", pedem pra tirar foto com sorriso na cara. Fico pensando o que teria acontecido se eu tivesse falado "não", porque pelo visto a pessoa nem tinha certeza de quem eu era e provavelmente não sabia meu nome. Fico triste com os valores de certas pessoas que querem somente aparecer do lado de alguém que fez novela ou algo na TV. A parte boa é quando nosso trabalho de fato toca alguém, fazendo alguém as pessoas se identificarem com a história que contamos. Esse é o maior motivo de orgulho da minha profissão. Fazer a diferença na vida de alguém.

FOTOS Vinicius Mochizuki
MAKE UP & HAIR Vinicius Mochizuki
STYLIST Rodrigo Rodrigues

DANIEL VESTE: 
Look 01 - jaqueta jeans Zara, camisa jeans Zara, calça jeans Colcci, coturno ZaraLook 02 - t-shirt estampa acervo; Acessórios Metally e acervo

terça-feira, 22 de novembro de 2016

HOMEM ELEGANTE: 12 dicas que um cavalheiro moderno precisa saber


Que me perdoem as feministas de plantão, mas mulher nasceu pra ser mimada, protegida e bem cuidada. Afinal de contas, existem muitas coisas que são inerentes à biologia; regras ditadas pela natureza e com as quais não adianta ir contra. Pois é, da mesma forma que certas atividades são próprias do gênero feminino e homem nenhum jamais vai conseguir fazer igual, o oposto também acontece.

Mas conceituações e polêmicas à parte, vamos à algumas dicas importantes de comportamento para homens elegantes. Cavalheiros no “lato sensu” da palavra, daqueles que nunca saem de moda e desde os tempos de Casanova e Don Juan conquistam corações, arrancam suspiros e, acredite, conseguem ser um grande diferencial no concorrido mundo dos negócios.

Porque pra impressionar a quem realmente sabe das coisas não adianta terno Armani, óculos Cartier, Patek Philippe no pulso, cartão Infinite no bolso... se você não tiver uma outra etiqueta, a Etiqueta Social, um misto fascinante de educação e “savoir-faire”, uma combinação que encanta e impressiona em qualquer parte do planeta. Agora aproveite e faça bom uso dessas dicas. Um dia você ainda vai agradecer a hora que leu esta matéria!

1 – Vamos começar lembrando: segure a taça pela haste, não fale de boca cheia, não use perfume forte durante o dia, converse olhando nos olhos e aperte a mão com firmeza, mas sem esmagar os dedos de ninguém. “Por favor”, “com licença”, “obrigado” e “me desculpe” devem lhe acompanhar o dia inteiro para uso irrestrito, como se você ganhasse um bônus milionário cada vez que pronunciasse uma dessa palavras.

2 - Jamais faça visitas de surpresa. Nem mesmo para sua mãe. Ligue sempre antes combinando o horário. Por falar em ligações, jamais nos horários das refeições. Nem antes das 9 da manhã ou depois das 9 horas da noite.

3 - Saindo com uma mulher - seja ela sua mãe, irmã, amiga, esposa ou amante, sempre dê o lugar de honra para ela. Na calçada é o lado mais próximo da parede, no carro sempre do lado direito e no restaurante, a cadeira que permita a visão mais geral do ambiente. E atenção para um detalhe: num jantar romântico o casal deve sentar lado a lado; num jantar de negócios, frente a frente.

4 – Um gentleman sempre abre a porta do carro para a mulher, espera que ela se acomode, fecha a porta e só então entra. Quando chegam no destino, avisa: “faço questão de abrir a porta pra você”. Desce, abre a porta e oferece a mão para ela se apoiar. Simples e chique.

5 – Chegando num restaurante, num evento ou qualquer lugar público, o homem também abre a porta, mas é a mulher que efetivamente entra primeiro. Em seguida ele se dirige ao responsável pelo atendimento para pedir a mesa ou entregar os tickets de acesso. No local onde vão sentar, ele sempre ajuda ela a se acomodar e só então se senta.  

6 – No restaurante o homem elegante sempre se levanta pra falar com qualquer pessoa que venha até a mesa cumprimentá-lo. Já as mulheres não precisam levantar. Salvo para alguma autoridade relevante ou outra mulher com muito mais idade. Mas evite ir até a mesa de alguém que esteja comendo. Espere por um momento mais apropriado ou acene de longe. É a forma mais educada. 

7 – Na escada, o homem sempre vai ligeiramente à frente, oferecendo a mão a ela, seja para subir ou descer. A regra vale também para as escadas e esteiras rolantes, onde aliás, é civilizado ficarem os dois à direita, o homem um degrau a frente, e sempre deixando o lado esquerdo livre para quem está com pressa.  

8 – Ao entrar no elevador, dê sempre “bom dia, boa tarde ou boa noite”, segure a porta para as mulheres saírem ou entrarem, jamais fale ao celular ou converse longamente com outra pessoa. Aguarde para conversar quando sair. Ascensoristas estão a cada dia mais escassos, mas se tiver, seja gentil, peça sempre o seu andar “por favor” e agradeça quando estiver saindo. 

9 – Durante um evento social, almoço ou jantar, não fique atendendo o celular ou respondendo mensagens de texto. Isso vale para homens e mulheres e está salvo o caso de almoços ou jantares de negócios, onde todos estão de certa forma trabalhando. Ainda assim evite. Só responda se for realmente pra não perder um negócio de milhões ou por uma questão que não possa esperar. 

10 - Nunca é demais lembrar: evite beber demais, contar piadas pesadas, tirar a gravata e jamais palite os dentes à mesa - nem mesmo com a mãozinha na frente da boca (isto é absolutamente ultrapassado). Também jamais corte o pãozinho do couvert com a faca. O correto é rasgar com as mãos em pequenos pedaços e usar a faca somente para passar a manteiga ou o patê. 

11 - Guardanapo de tecido deve ficar no colo o tempo inteiro, desde o momento que a primeira comida ou pãozinho chegar à mesa. No final da refeição deixe o guardanapo naturalmente ao lado das taças, sem dobrá-lo. Guardanapos preso no pescoço, como um babadouro, só para crianças até 10 anos.

12 – Num restaurante, nem homem nem mulher se baixam pra pegar algum utensilio que caiu no chão. Isso causaria um constrangimento às mulheres que estão sentadas. Faça um sinal para o garçom, peça outro e continue conversando como se nada tivesse acontecido. A exceção vai para um jantar a dois, quando a mulher deixa cair propositadamente alguma coisa e pede que você apanhe. Mas isso já é tema para outra coluna...