sexta-feira, 24 de outubro de 2014

CAPA: Miguel Roncato, o ator de "Geração Brasil", mostra que juventude também ensina enquanto aprende

Bem jovem, mas com maturidade bem acima da idade e do tempo de carreira, Miguel Roncato um personagem bem contrário a si mesmo em Geração Brasil, novela das 19h na Rede Globo. Caseiro e esportista Miguel não é dado a muitas baladas, mas gosta de gente e nisso ele acertou na profissão. Com o pé no chão e a cabeça focada no que é bom e do bem, Miguel conversou com a MENSCH e trouxe grandes lições de vida para quem ainda tem muito o que viver e experimentar mostrando que a juventude também ensina enquanto aprende.

O que te trouxe do Sul para o Rio, além da vontade e garra de se tornar ator? Sempre sonhei em conhecer o mundo. Sair do Rio Grande do Sul era o primeiro passo, mas a carreira artística foi decisiva para a mudança de Estado. O mercado da atuação é centrado no eixo Rio/Sampa. Era inevitável que acabaria morando nesses dois lugares. Sou apaixonado pelo Rio e tenho belas lembranças dos três anos que passei em São Paulo.

Você estreou em uma novela de horário nobre na TV. Como tudo aconteceu e como encarou a responsabilidade? Passione foi a melhor fase da minha vida, sem dúvidas. Mesmo com pouco tempo de estudo, consegui a aprovação para viver o italiano Alfredo Matolli. Precisei mudar para o Rio durante as gravações e cá estou até hoje. O personagem foi um desafio de estreia na TV, mas estava muito bem acompanhado pela equipe da novela. Amparado por todos, foi mais fácil dar esse grande passo na minha carreira.

Já atuou com algum ator/atriz que admire e se espelhe? Sim. Por coincidência, foi na minha estreia em Passione. Era filho do Tony Ramos, sobrinho da Aracy Balabanian e neto da Fernanda Montenegro. Ufa! Chegava tremendo nas primeiras gravações, mas com o tempo fui acostumando com tudo isso. É uma rotina de muito trabalho e dedicação. Precisamos estar muito concentrados e atentos a tudo o que a história pede. O dia-a-dia nos exige bastante foco. Eles me proporcionaram isso.

Você venceu a 8ª edição do Dança dos Famosos. Quando recebeu o convite pra participar, imaginava que teria potencial para tanto? Aceitou de cara? Por quê? Não imaginava que seria tão maravilhoso participar do Dança. Aceitei de cara, estava muito tranquilo no começo. Queria me divertir, fazer a galera de casa se emocionar. Com o passar dos ritmos, a torcida foi aumentando e a pressão também. Mesmo assim, eu e a minha bailarina conseguimos manter uma energia bem positiva durante a competição, e isso, junto com o carinho de todo o Brasil, foi essencial para vencermos o quadro.

O quanto se dedicou a competição e como mudou sua rotina nesse tempo? Eu respirava dança durante os quatro meses que a competição durou. Só pensava na coreografia, 24h por dia. Muito doido isso! O quadro envolve de uma maneira quem participa que é impossível não se dedicar de corpo e alma naquilo tudo. Exercitava muito nos ensaios, comia muito mais que o normal e bebia muita água. Estava sempre exausto, mas sempre querendo ensaiar para mostrar um bom resultado para nossa fiel torcida.

O que a dança te trouxe? Ainda faz parte da sua vida? Consciência corporal. A dança desenvolveu meu corpo e fez dele uma ótima ferramenta de trabalho para a minha profissão. O ator precisa, além de emocionalmente, estar fisicamente presente em cena. Saí da competição mais consciente do meu corpo. Sigo dançando na vida, sempre que possível. Mantenho contato com a bailarina que dançou comigo e a gente acaba marcando vários programas juntos. Ela foi, é e será especial.

E no dia a dia, pra se divertir, descansar, o que gosta de fazer? Sou muito caseiro. Adoro natação, nado em casa mesmo. Também gosto muito de séries, filmes, estou sempre acompanhando alguma coisa. Livros eu leio uns cinco ao mesmo tempo, acho cansativo ler só um de cada vez. Gosto de bike e estou reaprendendo skate. Com os amigos, gosto de um bom show, um jantar pra colocar conversa fora, essas coisas.



Em Geração Brasil, você interpreta Danilo, um jovem preguiçoso que quer enriquecer sem grandes esforços. Como você vê esse tipo de jovem? Abomino. Se existe uma característica que eu não gosto em uma pessoa é a incapacidade de escolher, decidir, agir, batalhar. A vida tá aí pra gente correr atrás do que quer. Existem os bons e maus caminhos, a diferença dar-se-á na consciência tranquila e satisfeita quando a recompensa chegar. O caminho mais trabalhoso é sempre mais prazeroso em longo prazo. Ainda mais aos jovens, com tanta energia pra gastar.

Como lida com a tecnologia e o mundo online? Acho maravilhosa a tecnologia. Obviamente, é preciso ser usada com bom senso, como absolutamente tudo na vida. O mundo online é envolvente. Possibilita que a gente encontre amigos/colegas/parentes afastados pelo tempo, troque informações com todos que desejarmos. Enfim, eu uso muito e adoro. Tenho várias redes sociais, e é através delas que eu me comunico com os fãs e acompanho a opinião deles a respeito do meu trabalho. Sinto um grande carinho por todos que me seguem e demostram apoio por tudo o que eu faço.

Jonas Marras saiu do Brasil para fazer carreira e fortuna. Acha que isso ainda é necessário ou nosso país tem condição de fazer muita gente atingir seus sonhos profissionais? Nosso país tem muito que crescer em termos de oportunidades, mas acredito que é possível fazer uma vida por aqui e realizar nossos sonhos ou pelo menos grande parte deles. Porém, é preciso bastante foco e determinação. Nada cai do céu e nada vem de graça. Plantar e colher no tempo certo. Tudo tem sua hora e seu lugar. Acredito nisso e num ser maior que nos guia e determina as “involuntariedades” da vida.

Qual o maior laboratório para você como ator? Trabalho com gente. Gosto de gente. E é essa gente que me inspira em todos os âmbitos para um trabalho. Seja no cinema, nos livros, na TV, nas ruas, nos jornais. O que me move é o comportamento humano. É nele que vem a base para os meus personagens. O laboratório é estar atento e sensível para captar os sinais mais singelos em nossa volta. Tudo pode ser importante. Costumo dizer que pode tudo, mas não pode qualquer coisa.



Lá na frente, quando já tiver anos e anos de carreira, como quer ser reconhecido pelo público? Quero ser lembrado como um artista que contou histórias, inspirou seres, confortou corações e moveu almas. Grande estrada até lá, mas trabalho pra isso. É lindo cruzarmos com pessoas nas ruas e elas relatarem que vivem fatos semelhantes aos nossos personagens, e esses mesmos personagens acabam auxiliando-as na solução de problemas da vida. Isso faz o ofício do ator valer a pena. Isso que me faz acordar de manhã.

FOTOS RODRIGO MARCONATTO 
EDIÇÃO RODRIGO MARCONATTO
STYLIST MARIANA VAZ 
MAKE UP RODRIGO MARCONATTO
PRODUÇÃO TERNOS / BLAZERS FABRIZIO ALLUR 
CAMISAS NVISION 
LOCAÇÃO RIO DE JANEIRO - PRAIA DE GRUMARI

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

PALADAR: Roda de Boteco 2014 - O roteiro que é mais que um festival, é um encontro de amigos

O Festival Roda de Boteco completa 10 anos e os amantes da boemia e da cozinha de boteco podem se preparar para celebrar um mês de muitas delícias espalhadas pelo Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes. O evento, que acontece de 24 de outubro a 30 de novembro, conta nesta oitava edição com 36 bares e botecos participantes. O tema que inspira os chefs de cozinha desta vez é petisco para comer com a mão ou com o palitinho. Os petiscos criados especialmente para o Roda de Boteco serão comercializados a R$ 21,90 e, como não poderia deixar de ser, são uma mostra da criatividade de cada um dos participantes. Considerado o ‘Melhor Bar’ e o ‘Melhor Atendimento’ em 2013, o Cia do Chopp vem com tudo para a competição este ano e aposta, para tentar continuar com o título de campeão, nos “Pastéis 30 anos”, recheados com cassoulet. 

Vencedor da rodada na categoria ‘Melhor Boteco’ no ano passado, O Pescador (no Cordeiro) promete surpreender a todos pela irreverência. A receita ‘Vem de 4 que 3 é de Lambuja’, é também um pastel, que ganhou um formato diferente recheado de camarão e bechamel, acompanhado de um molho especial da casa. Já o Derbilhar Sinuca Bar (no Derby), segundo colocado na categoria boteco e autor de sucessos como o petisco “No rabo da nega” (bolinhos de rabada), aposta mais um ano no formato e propõe o Bola da Vez, bolinhos de berinjela com linguiça suína, acompanhado de molho de queijo. É pra cair na caçapa! 

Outro favorito, o Capitania Forneria e Mar, segundo colocado entre os bares da edição passada, este ano participa com sua unidade em Olinda e o novo estabelecimento inaugurado recentemente em Casa Forte. Dona Rabada e Seu Ameixa dá nome à rabada desossada cozida com ameixas, acompanhada de musseline de cará gratinado com queijo da terra e torradas ou chips de batata. Para o organizador do festival, Raimundo Nonato, Recife esbanja criatividade e é, sem dúvida, a capital gastronômica do Nordeste. “Nestes 10 anos de Roda de Boteco circulamos inúmeros bares de muitas cidades pelo Brasil e de outros países e, com toda certeza, Pernambuco tem hoje uma importância fundamental na gastronomia brasileira e tem influenciado de forma muito positiva grandes chefs de cozinha mundo afora”. 

Este ano, entre os 36 participantes, o Roda conta com dezenove bares e botecos estreantes: 081 Botequim, Pub Teco – Caffè com Panna, Vaporetto, Delícias da Lagoa, Botequim Avenida, Bodega do Rafa, Bar de Célio, Caldeirão Furado Premium, Canela Gastrobar, Cordel Botequim, Manos Restaurante e Bar, Petiscar Bar e Lava Jato, Sabor de Pernambuco Comedoria e Boteco, Speed Bar e Vila Setúbal Botequim


PREMIAÇÃO 

Como nas edições anteriores, durante o Festival, os clientes serão os jurados. Após provar os petiscos criados exclusivamente por cada participante, o público deverá atribuir notas e eleger a melhor iguaria, considerando critérios como sabor e criatividade na elaboração do tira-gosto, qualidade do atendimento, o serviço de bebidas e a higiene do local. Para estimular e valorizar o bom serviço, o Roda de Boteco vai oferecer premiações que serão entregues no evento de encerramento, que acontece no dia 30 de novembro. Durante a solenidade, os vencedores dos primeiros, segundos e terceiros lugares nas categorias Melhor Bar e Melhor Boteco ganham troféus, além de R$ 1 mil, valor que é distribuído aos trabalhadores da cozinha dos estabelecimentos vencedores. Na categoria Melhor Atendimento, os garçons concorrem a prêmios de R$1 mil para o primeiro lugar, R$ 750 para o segundo e R$ 500 para o terceiro colocado. 


SOBRE O RODA DE BOTECO 

O Roda de Boteco é organizado pela Ecos Eventos, com apoio da Empetur, Prefeitura do Recife, Nestlé, Kook Temperos do Mundo, Recife Convention & Visitor Bureau, Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), Air Menu e MarOlinda Cult Hotel. Bares e botecos participantes do Roda de Boteco 2014 - Faça seu circuito e aproveite o melhor dos botecos pernambucanos! 

Acesse o site oficial e conheça todos os bares que participam do festival: www.rodadeboteco.com.br/recife

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

GADGETS: WEARABLE TECHNOLOGY - A TENDÊNCIA TECNOLÓGICA QUE TEM AQUECIDO O MERCADO DE PRODUTOS "VESTÍVEIS"

Você já ouviu falar ou já usa esse tipo de gadget? Na verdade são produtos que propõem uma integração ainda maior entre o homem e a tecnologia. Poderíamos traduzir que são produtos “vestíveis”. Essa tendência tecnológica tem aquecido cada vez mais o mercado de “wearable” e a expectativa para os próximos dois anos é de crescimento na faixa de U$ 1.5 bilhões (segundo o site Juniper Research). Um grande exemplo recente disso tem sido o Google Glass. A MENSCH fez uma seleção de produtos com tecnologia wearable para você ficar por dentro do que usar num futuro bem próximo.

Para fazer par (ou seria desbancar?) com o Oculus Rift a Sony lança o seu headset de realidade virtual: Morpheus. O nome é uma homenagem ao deus do sonho Morpheus, o que cai bem já que realidade virtual e sonho têm lá suas semelhanças em fantasias e desejos. O Morpheus é composto por uma tela de resolução 1080p e por uma série de sensores que registram tanto a orientação quanto a posição da cabeça do usuário. No caso do projeto em desenvolvimento anunciado pela Sony, esse registro de movimentos se dá por sensores inerciais em conjunto com a PlayStation Camera, que se deseja ser capaz de registrar 100 vezes por segundo movimentos em 360 graus.

Em desvantagem com o concorrente temos a visão de tela de 90 graus contra 110 do Oculus Rift. Apesar da Sony trabalhar bem o LCD nas suas telas, o OLED tem tempo de resposta mais curto, outro ponto a menos pro Morpheus. Ainda assim estamos falando de uma versão ainda em estudo e desenvolvimento que será colocada em teste por desenvolvedores de games, dessa forma, muito ainda pode mudar e melhorar. A grande sacada do Morpheus talvez seja a inovação no áudio que se aproveita de gravações binaurais (consistem na tentativa de simular a captação de sons pelo ouvido humano que percebem sons que estão vindo de todas as direções).




terça-feira, 21 de outubro de 2014

PERFIL: Murilo Gun - Tecnologia, humor e empreendedorismo muito bem linkados

Aos 14 anos ele já era conhecido nacionalmente pelos seus prodígios na internet. Era o começo da rede das redes e Murilo Dantas ou Gun, como é mais conhecido já estampava jornais e era entrevistado por Jô Soares. Empreendedor por instinto, Murilo foi o criador do site “Peça Comida”, que na época se utilizava do bom e velho Pager para as transações, ganhou fama, fez algum dinheiro e fazia parte da elite da internet. Depois veio a faculdade e Murilo ficou mais focado nos estudos da administração. Quando foi escolhido para ser o orador da sua turma começou a pesquisar sobre o que levava as pessoas a rirem para construir um discurso que a fizessem rir bastante. Deu certo e enquanto os amigos saiam de lá administradores ele saía humorista. 

Assim como na grande rede, Murilo acabou fazendo links entre o humor, os conhecimentos do mundo corporativo e a própria internet e passou a inovar em seus shows de humor para empresas. “Sempre acabava vendo as palestras que rolavam nessas ocasiões, antes do meu show. Percebi que a maioria das apresentações eram monótonas e que acabava não retendo a atenção das pessoas. Então, resolvi pegar os meus estudos sobre criatividade e transformar num conteúdo prático e útil para as pessoas, utilizando o humor como forma para entregar esse conteúdo e ajudar na retenção do conhecimento.”



DE PERNAMBUCO PARA O VALE DO SILÍCIO

Entre um show aqui e outro ali, veio a oportunidade de reencontrar de maneira muito especial uma velha conhecida – a tecnologia. Murilo foi um dos 80 selecionados para participar da Singularity University, uma organização de ensino que funciona através de uma parceria entre a NASA e o Google que desafia gente do mundo todo a usar a tecnologia em prol do bem da humanidade. São 80 vagas disponibilizadas anualmente, 50 delas são preenchidas por meio de aplicação direta; o restante é disputado por pessoas de todo mundo através de competições de inovação. Quem tentar uma vaga por meio do primeiro método de ingresso deve pagar US$ 30 mil para estudar lá, à vista, na hora.

Murilo nos conta que no programa que participou passou dez semanas morando no Vale do Silício, EUA, nas instalações da NASA como se vivesse em um Big Brother, já que ficavam enclausurados em uma escola bem pequena com pessoas de diversos países. A proposta da instituição é reunir times com o objetivo de criar projetos que possam impactar um bilhão de pessoas em dez anos. “Isso é bem desafiador”, diz Murilo.

“Eu acordava por volta das 8h, tomava café da manhã e assistia aulas até a hora do almoço. As aulas recomeçavam todas as tardes e seguiam até a noite, durante o horário do jantar. Às 22h acabava a programação oficial e começava a parte mais importante.” Para Murilo o grande momento era a hora em que as ideias começavam a ser trocadas entre todos os participantes fora do ambiente da sala de aula. “Imagine um grupo de médicos, engenheiros de software, cientistas e empreendedores fazendo um brainstorm. Era nesse momento que as ideias para impactar um bilhão de pessoas começavam a surgir.” Relata.


Divididos em grupos de interesse, os estudantes tinham de desenvolver no último módulo do curso, algo inovador, útil e de interesse coletivo. O grupo do qual Murilo Gun fez (e ainda faz) parte pesquisou e percebeu que várias tecnologias são criadas para aumentar a expectativa de vida das pessoas, mas muitas delas não pensam sobre como será a qualidade de vida da população. Estamos vivendo cada vez mais e precisamos pensar no tipo de vida que teremos. Por isso, o grupo pensou nos problemas que os idosos enfrentam e um deles é justamente a audição, sentido que vamos perdendo naturalmente quando a idade avança.


ENTRE CRIAÇÕES E INOVAÇÕES

Os aparelhos auditivos são uma solução para esse problema, mas eles têm um custo altíssimo. Nos Estados Unidos, estes produtos chegam a custar 10 mil dólares. Então, começamos a destrinchar a estrutura de custo de um aparelho auditivo e descobrimos que 70% do valor é a margem de lucro do varejo porque esse intermediário é feito pelo audiologista, um técnico de áudio que faz calibragem da frequência.

A partir disso, o grupo criou um software de auto calibragem justamente para dispensar esses profissionais em casos médios de perdas de audição, que são a maioria dos casos. “Criamos 16 padrões mais comuns do problema para incluir no programa. Com o software instalado em um aparelho de celular já é possível determinar qual será a frequência do aparelho sem aquele custo exacerbado” diz Murilo.

“Além disso, colocamos dispositivos nos aparelhos para eles poderem gerenciar dados em tempo real do paciente. Depois disso, criamos um assistente de saúde pessoal. Uma vez que tivermos esses dados em milhões de aparelhos auditivos, vamos poder prever doenças através dos sinais vitais de quem os usa. Parece loucura, mas é real” nos conta um empolgado jovem humorista e cientista. E a internet? A internet foi um objeto de curiosidade e trabalho no passado (Murilo fundou e foi sócio de empresas de tecnologia) e hoje é o meio pelo qual dissemina seus cursos e palestras.

HOMEM DO FUTURO

Sobre o futuro próximo Murilo nos conta que está com uma palestra marcada para Genebra em outubro e quer tentar levar seu conteúdo para fora do Brasil. Além disso, quer transformar seu curso de criatividade numa plataforma online para pode disseminar em massa. E quanto ao projeto da Singularity? Murilo vai se encontrar em Londres com parte do grupo para traçar os próximos passos.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

BEBIDA: ELEGANTE E VERSÁTIL COMO UM PINOT NOIR

Uma uva nobre, elegante e misteriosa ou versátil entre tintos e borbulhas delicada, elegante, misteriosa e perfumada. Assim é a Pinot Noir, uma uva tinta que vem da Borgonha, na França, mas faz fama por onde passa e é cultivada, seja no Velho ou Novo Mundo. Entretanto, vale ressaltar que é difícil de ser cultivada, pois seus cachos são pequenos e delicados, e se adapta melhor em lugares mais frios. No calor, ela produz vinhos difíceis, longe da perfeição. 

Com poucos taninos, mas bastante firmes, esta casta possui pequena concentração de antocianinas – que dá pigmento e cor à bebida –, proporcionando vinhos mais claros. De personalidade forte, ela dificilmente se mistura com outras na elaboração de cortes, e destaca-se melhor na produção dos varietais. Contudo, sempre se dá bem junto com a Chardonnay e/ou Pinot Meunier, fazendo composição marcante no famoso Champagne. 

Sempre produzindo espumantes de grande qualidade nas regiões onde é cultivada, por trás de uma Pinot Noir, há vinhos sedosos e suaves, com textura aveludada. Agradando quase sempre aos diferentes gostos e paladares. Classicamente, seus vinhos possuem aromas de frutas vermelhas, notas de couro e especiarias, ervas e flores, entre outras características, que variam de acordo com a região, tipo de barril por onde passa, envelhecimento, etc. 

Bastante versátil, ela quase sempre cai bem com todo tipo de refeição. Sendo assim, se tem dúvida, aposte sempre num Pinot Noir. E assim, harmonizando bem com carnes vermelhas; aves; peixes de sabor pronunciado como atum, salmão e bacalhau; queijos de massa mole; ensopados; e pratos à base de cogumelos. Mas vai do gosto e ousadia de quem a bebe, tentar fazer outras variadas combinações. 

Seguem algumas indicações MENSCH emse tratando de Pinot Noir:


sábado, 18 de outubro de 2014

ESPECIAL: NOSSA PAIXÃO PELAS MULHERES E 20 DICAS DELAS PARA OS HOMENS

“Ah se ela soubesse que quando ela passa o mundo inteirinho se enche de graça...” E se não fosse de Vinícius de Moraes, seria essa frase de qualquer homem apaixonado pelas mulheres. Esses seres cheios de graça e de curvas que fazem do homem herói ou derrotado a um piscar de olhos ou cruzada de pernas. Das loiras, às ruivas ou morenas, de coxas grossas e personalidade forte, inteligentes, perspicazes, sexys ou pudicas, das que tudo mostram ou tudo escondem, são delas o poder de transformar meninos em homens, homens em lobos, lobos em carneirinhos com um simples sussurro secreto ao pé do ouvido.

Altas, esguias, de ancas largas machadianas ou até com pneuzinhos pedindo por calibragem, elas são tudo. E tudo é pra elas. O sucesso que buscam, os carros que dirigem, os esportes que praticam, o violão que dedilham...É tudo por elas. Os poemas secretos, as lágrimas escondidas, os cotovelos doídos, os peitos inflados, elas fazem de tudo e tudo é feito por elas, até fingir que nada é pra elas. Dos ousados aos românticos, dos tímidos aos canalhas, nada passa por eles sem que passe um perfume de mulher, um dorso desejado, uma calcinha imaginada... 

E em 200 edições não houve uma sequer que a mulher não fosse a motivação, o pensamento primeiro e último, sendo que último nem existe já que o pensamento nelas nunca termina. E é por esse homem que ama as mulheres, que deseja ardentemente seus corpos, sua alma, sua conquista que relembramos 20 dicas de mulheres que já passaram para a MENSCH, porque esquecer uma mulher é tarefa impossível e improvável.

O que um homem deve fazer na hora da conquista? Quais os principais pontos? O olhar, atitude respeitosa, gentileza, bom papo, nada de cantada babaca... CRISTIANA OLIVEIRA

3 O que você repara em um homem no primeiro encontro? Sua maneira de comer, se vestir, de falar. Odeio homem que fala alto e os dentes têm que ser perfeitos. Tratem bem suas mulheres. Somos delicadas e quebramos fácil. Muito carinho e beijo na boca... (risos) FRANCIELY FREDUZESKI


4 Quando um homem está no caminho certo da conquista e quando ele coloca tudo a perder? Quando te ouve, quando se abre, quando é sincero com os seus sentimentos, quando é real. Coloca tudo a perder quando se exibe, se expõe de uma forma desnecessária, me deixa envergonhada. REGIANE ALVES

5 O que torna um homem interessante? Ser sensível para entender com um olhar compreensivo, os conflitos das mulheres, o universo feminino, tão diferente do dele, é imprescindível o entendimento, além disso, imagino que ler é fundamental, ter coisas interessantes pra contar, pra dizer e saber ouvir. ISADORA RIBEIRO





7 O que considera importante e fundamental que eles aprendessem com as mulheres? Respeitando sempre as diferenças vai haver entendimento. Nunca sabemos se estamos fazendo do jeito certo, a gente tenta, mas devemos sempre aprender com os erros e acertos. Homens e mulheres são diferentes e por isso se completam. MÔNICA CARVALHO

8 Qual estilo de vestir mais te atrai num homem? Curto homem que é antenado com a moda, vaidoso, que combine os tons das roupas. Gosto dos homens mais arrumadinhos. Deve sempre constar calça jeans, camisa e um bom sapato. THAÍZ SCHMITT

9 Você gosta de homem vaidoso? O que deveria ser básico para todo homem em se tratando de vaidade masculina? Básico é o homem estar sempre cheiroso, com a roupa bem passada e no mínimo combinando, manter as unhas curtas e limpas e a pele do rosto bem hidratada e bonita. Gosto sim de homens vaidosos, mas na medida certa, sem exageros e manter o básico em dia. SOLANGE FRAZÃO

10 Qual o pior deslize que um homem não deve cometer na cama? E qual a atenção digna de elogios? Maior deslize é o cara te seduzir, te caçar e na hora H te chamar por outro nome. Isso nunca me aconteceu, mas deve ser terrível! E o que é digno de elogios é tudo aquilo que flui, que rola bem, naturalmente. SUZANA PIRES




13 Qual o maior erro que um homem pode cometer na cama? Gozar, virar para o lado e dormir. Nenhuma mulher merece... HERMILA GUEDES

14 O que os homens deveriam saber mais sobre as mulheres? Que elas não gostam de serem subestimadas. GISELLE TIGRE

15 Qual a importância do sexo no relacionamento? Sexo é gostoso e com amor é melhor ainda! É vida!!! O sexo é importante, colore a vida a dois, mas não é tudo! Não é sozinho o que sustenta um relacionamento! BÁRBARA BORGES



16 Você concorda com a visão masculina de que as mulheres são biologicamente preparadas para o romance? A mulher é movida pela emoção, pensa e raciocina com emoção, o romantismo, claro, estar muito mais na mulher, não significa que os homens não são românticos, que não nasceram biologicamente para ser o mesmo. O fato de a mulher ser emocional é um ponto positivo, pois ela consegue deixar de lado o orgulho na maioria das vezes e perdoar, acreditar, enquanto que homem prefere ficar no racional e ficar com o orgulho entalado na garganta. Viva o romantismo, viva as mulheres! (risos) MÁRCIA SPEZIA





quinta-feira, 16 de outubro de 2014

ENTREVISTA: Nando Parrado, o sobrevivente do acidente aéreo de 1972 nos Andes e sua vida hoje em dia

Em 13 de outubro de 1972 jogadores uruguaios de rúgbi estavam a caminho de Santiago, no Chile, para disputar um amistoso. A bordo do bimotor da Força Aérea uruguaia estavam militares e também outros membros da delegação e alguns familiares. O avião caiu nos Andes e por 72 dias em temperaturas altíssimas abaixo de zero, os sobreviventes, uma maioria de jovens na faixa de 18 anos, lutaram pela vida tomando muitas vezes decisões extremas e corajosas. Conversamos com Nando Parrado, que perdeu a mãe a irmã na tragédia, além de grandes amigos. Ele nos dá uma lição de esperança e coragem que nascem do medo e da vontade de viver. Durante anos, Parrado dá palestras, escreveu um livro e fez da sua experiência uma história que até hoje emociona e marca muita gente. Definitivamente Nando é um homem MENSCH e tê-lo em nossa revista é mais que uma honra é um presente para nós e para vocês, nossos leitores.

No momento da queda do avião quais foram os seus primeiros pensamentos? Tudo aconteceu muito rápido. Não tive tempo sequer de ter medo. Desde o momento em que pressenti que havia algo errado no voo até o impacto com a montanha em si se passaram menos de cinco segundos. Por conta do impacto perdi a consciência por quatro dias.

No acidente você perdeu sua mãe e irmã, ainda assim o que se pode tirar de bom dessa experiência? Se eu quisesse esquecer a dor e os maus momentos do passado, também teria de esquecer os bons momentos do presente. É difícil explicar e não gosto de viver do passado... Mas se o acidente não tivesse acontecido, não teria a família que tenho agora. Então é inútil tentar dizer qual família tem mais valor, é mais importante e querida... Se a anterior ou a de agora. Por isso creio que o lado bom foi a experiência que me deixou, a possibilidade de viver um presente com intensidade. Claro que recordo com muito carinho e amor todos que se foram... Mas não estão mais aqui.

72 dias nos Andes com temperaturas abaixo de zero. No que acreditava para se manter vivo e lutando? Amava a vida e pensei em meu pai que havia perdido a sua família. Queria voltar para ele e também queria ter uma vida... Não queria morrer tão jovem sem experimentar tantas coisas, principalmente o amor de uma família.


Como mantiveram a coesão do grupo? Com amizade, espírito de equipe e solidariedade. Creio que nunca fomos tão bons seres humanos como nessa tragédia. Por sorte nos conhecíamos de antes, se isto tivesse acontecido com um avião comercial teria sido muito difícil a convivência com tantas diferenças em relação a idades educação, idioma, raças, religiões e pessoas viajando só ou com familiares. Também teria sido difícil encontrar líderes. Nós tínhamos nosso capitão Marcelo (Marcelo Perez) já liderando cinco minutos depois da queda.

Qual o momento mais difícil? A confirmação pelo rádio de que as buscas haviam terminado foi nossa condenação à morte, e teve outros tantos todos os dias... É difícil explicar como se sente uma pessoa quando sabe que vai morrer. Tínhamos esperança... Mas a esperança só prolongava a agonia. A notícia sobre as buscas me deu medo, desolação, mas por outro lado me deu a convicção de que agora a sobrevivência só dependia de mim.

A saída para buscar ajuda foi a última esperança de sobreviver: Como tomou a decisão? Desde o momento que escutei no rádio que as buscas haviam terminado tomei a decisão de que iria tentar sair dali pelos meus próprios meios. Era uma missão impossível, mas era melhor tentar do que esperar pela morte sentado, fitando os olhos de meus amigos. Quem queria vir comigo era bem vindo, quem quisesse ficar no avião era por decisão própria. Como havia alguns em condições físicas melhores e outros piores, isso acabou sendo determinante. 

A volta pra casa, a mídia, a curiosidade das pessoas, como lidou com tudo isso e o que fez primeiro quando chegou em casa? Foi tudo tranquilo. No dia seguinte a minha volta fui à praia. Estava tão feliz de estar vivo que todo o resto não me importava tanto. Me senti ressuscitado e esse sentimento só tem aqueles que sobreviveram a situações limites de acidentes ou doenças. Já com meu pai em casa a primeira coisa que fiz foi abraçar meu cachorro da raça boxer Jim. Sobre a mídia, sou produtor de TV e revistas, então sei que a imprensa busca notícias impactantes, fazem as entrevistas e muitas vezes escrevem o que querem nas edições. Então nunca me preocupei muito com isso.

O que te levou a escrever o livro Milagre nos Andes e dar palestras por todo o mundo? O livro eu escrevi 36 anos depois da tragédia como homenagem aos 90 anos do meu pai. Queria presenteá-lo com algo importante e fiquei pensando o que seria... Um carro? Uma casa? Uma obra de arte? Roupa... Escrevi durante 03 anos o livro que fala com as dezenas de ensinamentos de um pai puderam salvar a vida do seu filho. Que melhor homenagem? Durante 26 anos não dei conferências, palestrar e as pessoas me perguntaram se estava muito traumatizado pela experiência. Não era nada disso é que ninguém tinha me chamado ou pedido por isso em 26 anos! Logo que fiz a primeira foi como uma avalanche e hoje recebo mais de 300 pedidos anuais em todo o mundo... Empresas multinacionais, universidades, ONGs, escola de negócios etc. Mas somente faço 12 a cada ano pois minhas outras responsabilidade não me permitem mais que isso. Graças às conferências tenho conhecido muitos personagens interessantes no mundo além de lugares fantásticos.

Quem é Nando Parrado antes e depois do acidente? Uma pessoa muitas vezes não é o que ela crer que é, mas o que os outros creem que ela seja. A mim parece que sou muito parecido com meus sentimentos de antes e como sempre via as coisas da vida, só que agora com mais experiência. Assusta-me quando as pessoas me chamam de herói ou que tive muita coragem... Gostaria de explicar a elas que talvez essa coragem tenha surgido do medo permanente que sentia.

O que diria a quem passa por momentos difíceis? É difícil de falar. Seria muito fácil dizer que tudo depende do que se tem dentro de si, que com esforço, determinação e resiliência se pode superar tudo, mas não é assim que sempre acontece. Há coisas na vida que são tão duras que me pergunto muitas vezes se Deus existe. Eu pude criar minha própria versão de um milagre e quem passa por uma determinada situação difícil da vida, seja financeira, econômica de relacionamento ou de enfermidade, escutando e lendo a minha história talvez possa passar por essa noite escura e criar seu próprio milagre.


Site oficial: www.nandoparrado.com

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

BEBIDA: Cervejarias artesanais de Santa Catarina, uma rota para beber direto da fonte

Se você gosta de cerveja, temos uma boa e uma má notícia. Comecemos pela boa, que você talvez já saiba: a revolução da qualidade finalmente está ganhando impulso no mercado brasileiro e as cervejarias artesanais estão se multiplicando mais rápido do que nunca. A faixa de cervejas especiais – a chamada faixa das Super Premium – hoje representa cerca de 1% do consumo nacional e deve dobrar na próxima década, na avaliação dos especialistas. Se há dez anos o Brasil tinha cerca de uma dúzia de microcervejarias, hoje já são para lá de 200, mais preocupadas com a variedade e em produzir bebidas utilizando processos cuidadosos e ingredientes acima da média do que com volume e preço, como costumam fazer as gigantes.

“A tecnologia e as condições de pagamento para montar uma microcervejaria hoje estão muito mais acessíveis, coisa de um terço do que era quando nós começamos”, explica Luiz Alexandre de Oliveira, mais conhecido por Xico, sócio-administrador da Opa Bier, de Joinville (SC), fundada em 2006.


Na opinião dele, o avanço das artesanais só tende a ganhar ritmo nos próximos anos. “Nós fomos as cobaias. A Borck (de Timbó-SC) abriu no facão o mercado de cervejaria artesanal no Estado. A Eisenbahn (de Blumenau-SC, comprada em maio de 2008 pela Schincariol) fez a picada no facão. Nós já encontramos essa picada, mas quem está vindo agora está pegando uma estrada asfaltada.” A opinião é compartilhada por outro cervejeiro, esse da turma que faz planos arrojados para acelerar na rodovia pavimentada das artesanais. “Nos Estados Unidos tem mais de 2.000 cervejarias, por que no Brasil seria diferente, sendo um país desse tamanho?”, questiona Rubens Siedschlag, proprietário da Volksbier, de Joinville (SC).

A má noticia? A revolução não será televisionada. Se algumas marcas já alcançam as gôndolas das grandes redes supermercadistas das capitais, o epicentro do processo permanece escondido nos galpões que abrigam tonéis reluzentes em algumas cidades médias e pequenas do interior do Brasil – alguns fabricantes ainda distribuem a bebida fermentada à perfeição apenas em barris, em forma de fresco chopp, disponível só nas próprias redondezas.

Um exemplo? Por que não quatro? A MENSCH fez uma excursão à linha de frente da revolução das artesanais, em Santa Catarina, Estado conhecido por abrigar uma colônia alemã numerosa e a maior festa da cerveja do país, a Oktoberfest. São mais de 20 fabricantes, dos quais selecionamos quatro, localizados em um raio de até 75 quilômetros de um aeroporto de alcance nacional, para você beber direto da fonte das artesanais. Das quatro, três tem bares próprios anexos para o visitante provar as bebidas elaboradas logo ali ao lado e todas permitem visitas à fábrica, para acompanhar o processo de produção.

“Todo mundo aqui na região faz cerveja de qualidade, não conheço ninguém que faça cerveja ruim”, afirma, com confiança, André Rodolfo da Silva, cervejeiro da Wunder Bier, de Blumenau (SC). Com um sorriso no rosto, ele ensina: “tomar cerveja na cervejaria não tem igual. No transporte ela fica suscetível a mudanças de temperatura e sofre com o movimento, vai chacoalhando no caminhão...” Conselho de cervejeiro não se desperdiça. Conheça a seguir alguns dos líderes da revolução - e comece a fazer as malas.

Opa Bier

A Opa Bier surgiu há sete anos, com o objetivo de ressuscitar uma cultura que acompanhava a maior cidade catarinense desde os seus primeiros dias e ameaçava desaparecer: produzir cerveja. A referência histórica se justifica. Pouco mais de um ano após a fundação da colônia alemã que deu origem a Joinville, o vilarejo de 700 habitantes já contava com uma fábrica artesanal da bebida – a Cervejaria Schmalz, aberta em 1852, a primeira do Estado. Quando a Opa começou, no entanto, os joinvilenses já se viam órfãos da produção da bebida há sete anos, desde o fechamento da unidade da Antarctica, uma referência na fabricação de cerveja na Região Sul do país desde os anos 40.



“Nós percebemos que o mercado artesanal estava crescendo no Brasil, com a venda das cervejas importadas”, explica Luiz Alexandre de Oliveira, o Xico, sócio-administrador da Opa Bier. “Aproveitamos para resgatar a cultura da cidade de fabricar cerveja e a tendência de consumo das artesanais e especiais.”

A aposta inicial da Opa foi no chopp – que até hoje representa 40% da produção e é vendido até engarrafado, sempre sob refrigeração, só na região de Joinville. Atualmente, porém, produz também seis variedades de cerveja (Pilsen, Weizen, Pale Ale, Porter, Old Ale e Sem Álcool), engarrafadas em long necks, garrafas descartáveis de 600 mililitros e até uma edição especial de garrafas de alumínio de 500 mililitros (apenas o tipo Pilsen).

Dos 8.000 litros de 2006 a fábrica no distrito de Pirabeiraba passou a fermentar entre 180 mil e 190 mil litros mensais neste ano, operando a cerca de 70% da sua capacidade. Para continuar a crescer, a cervejaria acredita em tratar a bebida com o cuidado que se dedica a alguém da família – Opa significa “avô” em alemão.

Volksbier

Entre as menores microcervejarias de Santa Catarina, a Volksbier reúne de forma inusitada duas paixões alemãs: a cerveja e o Volkswagen, o popular Fusca. Possui nada menos do que quatro deles, nas cores da bandeira da Alemanha - vermelho, amarelo e preto (dois) -, em cujo interior só sobrou espaço para o motorista. No lugar dos bancos traseiros foram alojados equipamentos para alimentar uma chopeira elétrica, com duas torres e suas respectivas torneiras brotando das janelas traseiras do carrinho.



O engenho, pensado para distribuir chopp em eventos, é obra de Rubens Siedschlag, proprietário da Volksbier, negócio aberto em novembro de 2010, em Joinville, inicialmente pensado para ser uma distribuidora de cervejas artesanais. Ao encontrar dificuldade para convencer as microcervejarias a lhe vender os próprios produtos, Siedschlag fez um ajuste de rota. Encontrou em um site de venda de produtos usados na internet os equipamentos completos de produção – que negociou por um carro, um Honda Civic -, e em agosto do ano seguinte já estava operando, com os Fusquinhas como símbolo maior da marca. Atualmente a capacidade é para 5.000 litros mensais, apenas de chopp.


Além dos fuscas, um bar montado à imagem de uma vila de colonos alemães funciona anexo à fábrica, servindo cinco variedades fixas de chopp (Pilsen, Lager, Weissen, Red Ale e Stout) e algumas sazonais, além de pratos da culinária germânica. Dado ao pioneirismo, Siedschlag desenvolveu uma solução própria para crescer entre os pequenos bares, de forma a driblar o alto custo de distribuição das chopeiras tradicionais, que gira em torno de R$ 5 mil e costuma ser bancado pelas cervejarias – só justificável para estabelecimentos de grande giro.

Ele criou uma caixa conservadora que faz as vezes de chopeira, com uma torneira acoplada. Funciona como um refrigerador, mantendo até dois barris de chopp sempre gelados, aumentando a vida útil da bebida, que fora da câmara fria é de apenas 72 horas. “O preço é bem mais baixo, cada uma delas custa R$ 1 mil, um quinto da chopeira”, explica. A Volksbier tem uma dessas caixas de conservação em funcionamento em um bar de Joinville e outras três já encomendadas.

Os planos de Rubens não param por aí. Depois da “cerveja do povo” (Volksbier, em alemão), ele tem outra marca já registrada, a Bierwagen (“caminhão da cerveja”), pensada para uma linha engarrafada da bebida, a ser fermentada em uma outra fábrica, nos próximos anos. É bom não duvidar...

Bierland

Encravada na Itoupava Central, um dos bairros de maior presença de descendentes de alemãs em Blumenau-SC (por si só quase um sinônimo de Oktoberfest), a cervejaria criada em 2003 não podia ter recebido nome mais adequado – do alemão, Bierland se traduz por “terra da cerveja”.



Dos 20 mil litros iniciais produzidos mensalmente, hoje a média passou a algo em torno de 80 mil litros ao mês. Durante os três meses de pico, porém, - entre outubro (quando os esforços são redobrados para ajudar a matar a sede dos milhares de visitantes da maior festa da cerveja do Brasil) e dezembro, os tanques de fermentação operam à capacidade máxima, de 130 mil litros por mês.


“Hoje 60% do que produzimos é chopp e 40% é cerveja”, explica o cervejeiro Osmar Farias, há nove anos na Bierland. “Mas nosso plano é ampliar a faixa da cerveja e deixar de 20% a 30% para o chopp.” A fábrica elabora atualmente três tipos de chopp (Pilsen, Pale Ale e Weizen) e oito variedades de cerveja - Pilsen, Pale Ale, Weizen, Bock, Vienna, Stout e Golden Ale, incluindo uma releitura das primeiras fermentações que os imigrantes alemães desenvolveram ao chegar às margens do Rio Itajaí, por volta de 1860, batizada de cerveja “Tipo Blumenau”.

Farias é um exemplo vivo da revolução das artesanais que vem tomando conta do Brasil. “Antes de trabalhar aqui na Bierland eu nem gostava de cerveja”, conta, sem vergonha. Agora, fica indignado ao ver alguém pedir um chopp sem colarinho: “Se eles soubessem o trabalho que eu tenho para manter a espuma desse jeito...” A cervejaria tem um bar anexo à fábrica para quem quiser provar a bebida elaborada no galpão vizinho - não decepcione o Osmar, faça questão dos seus dois dedos de espuma.

Wunder Bier

Também estabelecida em Blumenau (SC), a Wunder Bier tem uma ligação umbilical com a maior festa da cerveja do país. “Abrimos as portas no dia 1º de setembro de 2007 e 30 dias depois já estávamos vendendo chopp na Oktoberfest”, orgulha-se André Rodolfo da Silva, que passa suas noites zelando pelo bom descanso da bebida nos brilhantes tonéis de aço – é ele o cervejeiro que responde pelo turno noturno da fábrica.



Com uma produção média de 40 mil litros mensais, a Wunder Bier está em estágio de transição. “Podemos dizer que 99% do que fabricamos é chopp, mas estamos planejando um avanço na cerveja”, explica Silva. Por enquanto, são três os tipos de chopp (Lager-Hell, Hefe-Weiss e Schwarsbier), cuja produção salta para 80 mil litros ao mês entre outubro e dezembro, a temporada de pico. Sem uma engarrafadora própria – que já está nos planos -, há alguns meses a cervejaria desenvolveu uma parceria com a joinvilense Opa Bier. Envia cerca de mil litros do chopp escuro Schwarzbier para o norte do Estado, em um tonel de aço, e recebe a bebida de volta devidamente engarrafada.


No começo foi só uma experiência, mandamos um lote que havia sobrado, sem conservantes, sem mudar em nada a receita, e deu certo”, conta o cervejeiro. Da experiência inicial veio a decisão de começar a engarrafar também o chopp de trigo (Hefe-Weiss). Ainda firmemente lastreada no chopp, a aposta da Wunder Bier para crescer está em bares próprios e parceiros no entorno de Blumenau, em um raio de 100 quilômetros. A fábrica mantém um bar anexo ao galpão de produção, para os visitantes provarem a bebida, pouco habituada a viajar.

Pode parecer pretencioso antes do primeiro gole, mas em alemão Wunder Bier quer dizer “cerveja maravilhosa”.

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terça-feira, 14 de outubro de 2014

MUSA: Débora Carneiro, a gata que é puro rock n´roll e cheia de atitude

Quando Luiz Gonzaga cantava “Paraíba masculina, muié macho, sim sinhô” falava de uma terra de gente corajosa, gente que não amolecia diante das dificuldades, terra de gente valente. Aí vem Débora Carneiro e mostra que além de tudo, a Paraíba é terra de encantos, de mulher bonita, faceira e sensual. Estudante de Farmácia na UFPB e com apenas 21 anos, Débora gosta de cuidar das pessoas, mas se você caro leitor quer se candidatar aos cuidados dela... Avisamos, já tem gente ocupando a vaga.

Este é seu primeiro ensaio fotográfico. Será o primeiro de muitos? Espero que sim! Adoro fazer fotos e adorei trabalhar com a equipe Mensch. Pensei que ia ficar meio tímida, mas o pessoal me deixou super confortável e acabou sendo muito divertido!

Você é natural de Campina Grande, Paraíba... Tem a "brabeza" das paraibanas? (risos) Um pouco. Sou muito tranquila. Não gosto de me estressar com certas coisas, prefiro resolvê-las logo e da melhor forma possível. Uma conversa calma sempre é o melhor caminho. (risos)




Por que ser farmacêutica? Gosta de cuidar das pessoas? Porque é uma profissão linda, que, nas suas diversas áreas de atuação, promove vários benefícios para as pessoas que necessitam de nossos serviços. Eu gosto de cuidar das pessoas, elas precisam especialmente do farmacêutico para atendê-las com generosidade e poder ajudá-las. 

Você tem namorado como foi conquistada por ele? O que o paraibano tem de bom? (risos) Fui conquistada por ele ser uma pessoa agradável, simpática, inteligente, criativa, segura, saber tocar violão, pela barba e olhos verdes! Ele nunca desistiu de mim, sempre mostrou o que queria e isso foi o que me fez "arriar" por ele (risos). O que o paraibano tem de bom é provar que é "cabra macho", honrar as calças que veste e mostrar o que quer. Mas nós mulheres é quem mostramos quem manda (risos)!

O que é sensualidade pra você? E onde deixa-se de ser sensual e passa-se a ser vulgar? Para mim, sensualidade é a expressão do corpo de uma forma que atraia olhares e desperte desejos. A vulgaridade acontece quando as atitudes são impuras e sujas, mesmo querendo mostrar-se sensual não passa de uma pessoa vazia.

Quando um homem se torna atraente? Quando se torna responsável na vida e por seus atos, quando demonstra simpatia, educação e humildade, quando se tem senso de humor e quando deixa a barba crescer (risos)!


Qual o grande erro masculino quando quer conquistar uma mulher? E o que eles podem fazer de certo? Se achar o máximo. Esse é o pior erro! Odeio pessoas prepotentes que se promovem a "o bonzão" para achar que as mulheres vão se interessar (pelo menos comigo isso não cola). Puxar assunto com alguma coisa engraçada e/ou interessante pode ser o mais certo para um papo legal durar a noite toda.

Você só tem 21 anos e namora um rapaz da mesma faixa de idade, se seu coração já não estivesse ocupado, se interessaria por homens mais velhos? Não. Até agora vi que só alguém da mesma faixa de idade me acompanharia no mesmo ritmo. 

Veja o making of: