sexta-feira, 28 de agosto de 2015

CAPA: Igor Angelkorte, o Clóvis de Babilônia, e seu talento para fazer humor sem perder a graça

Se você não chegou a conhecer o personagem Clóvis da novela Babilônia ou Ivan de “Dupla Identidade”, talvez não conheça o ator Igor Angelkorte. Dois personagens bem distintos, um denso, o outro cheio de humor que beira o ridículo. Em comum o talento de Igor que com sua versatilidade paira por universos distintos com a tranquilidade (para quem está assistindo) e a segurança dos grandes atores. Apaixonado pela arte de atura, Igor veio do teatro, onde encenava peças dramáticas, e encara a TV cheio de gás e com papéis bem desafiadores. Um cara tranquilo e bem humorado que guarda uma caixinha de surpresas na hora de interpretar papéis que surpreendam o público e a ele mesmo. Conheça um pouco mais desse ator que promete grandes atuações, seja no humor ou no drama.

Igor você é um ator com formação em teatro e está em sua 3ª novela. Como tem sido atuar na TV, fazer novela... é como explorar um mundo novo para você ou não faz diferença? Sim e não. Na essência o trabalho é bem próximo. Se trata sempre de estar em relação ao outro ator, de exercitar a escuta, de explorar o autoconhecimento para viver personagens críveis. Mas, em vários aspectos técnicos o trabalho é bastante distinto. Posso dar um exemplo muito simples: Na televisão o enquadramento costuma ser bem fechado no rosto do ator, logo, qualquer gesto maravilhoso que você criar com as suas mãos próximo a cintura tem grande chance de não aparecer! Só existe o que está em quadro. Aprendi a fazer tudo mais perto do peito e do rosto. No teatro o espectador costuma ver o ator por inteiro. Só essa diferença de visualização já é suficiente para modificar completamente as nossas escolhas de interpretação. 



Você começou atuando em produções mais densas como “O Casamento” de Nelson Rodrigues e depois se direcionou para o humor. Foi um caminho natural? Algo que você se sente mais à vontade ou apenas está no humor temporariamente? A comédia foi uma descoberta fundamental na minha vida. Durante minha formação no teatro e ainda um bom tempo depois de ter me formado sempre me considerei um ator puramente dramático. Todas as peças que fiz foram peças dramáticas. Foi só na televisão que comecei a explorar o humor. Tem sido uma surpresa extraordinária. Realmente jamais imaginei que minha porta de entrada na televisão fosse a comédia. Jamais imaginei mesmo! Então, não me preocupo com isso. Tenho aproveitado a nobreza de ser ridículo, de ser palhaço, de ser o perdedor. É lindo fazer comédia. É o que há de mais subversivo na televisão. E sei que naturalmente estarei transitando por outros gêneros em breve porque sou ator.


Seus personagens até então dentro do humor tem um jeito leve e simples de fazer rir. Isso faz parte de você ou é algo que procura dar aos personagens? Outro dia estava conversando com a Arlete Salles e perguntei a ela como estudava seus textos. Ela me contou que estudava muito. Mas, muito mesmo. Me disse que nós tínhamos trabalho dobrado, exatamente por vivermos personagens cômicos. Falou que temos o desafio de ser ao mesmo tempo engraçados e verdadeiros. Concordo, e por isso o humor que encontro nas minhas cenas são fruto de trabalho cuidadoso e escolhas conscientes. Luto muito para dar credibilidade para as maiores trapalhadas que temos que fazer em cena. Não quero fazer a piada, quero fazer a cena. Procuro pensar que se a cena for verdadeiramente patética talvez as pessoas venham a rir.

Por falar em humor, quando quer rir e ver algo mais leve o que costuma ver? Quem são seus ídolos no humor? Recentemente um filme me arrebatou especialmente no sentido do humor, foi o “Francês Há”. Um filme com cara de documentário onde a atriz não parece estar atuando. Parece que ela é exatamente daquele jeito. Parece que ela não sabe que tá fazendo piada. É meio estranho e perturbador. Porque a gente sempre sabe que o ator sabe que aquilo que ele tá dizendo é irreverente e engraçado. Mas, a atriz desse filme não. Parece que ela não sabe que ela é uma figura muito específica e extremamente engraçada. A atriz se confunde demais com a personagem e é difícil dizer qual o limite de uma e outra. Costumo buscar filmes com esse aspecto mais sutil e menos afetado. Se tiver que eleger ídolos eu vou em dois ícones: Chaplin e Woody Allen. 

Você é um cara bem humorado no dia a dia? E o que te tira do sério? Me considero bem humorado, sim! Me tira do sério a injustiça.



Como foi a dobradinha entre você e Marcos Veras, dois atores de humor travando uma “batalha” engraçada de forma “séria”? Nós tivemos um encontro muito lindo. Já quando começamos nossas conversas sobre a novela a gente desejou que nos enxergássemos como uma dupla. Isso parece pouco, mas muda muito a sua relação com o trabalho e com o outro. Porque de modo geral, em novela, você se pensa como indivíduo, você pensa em você sozinho inserido no contexto geral. Mas, nós pensávamos sempre como se um fosse complementar ao outro, como se fossemos um único organismo, uma unidade feita de dois. Acredito que essa visão mudou completamente nossa relação com o trabalho. Assim, nasceu nossa parceria. 

Atuar numa novela em horário nobre dá um peso maior para você? Pronto para outra? Chamaria de responsabilidade. É muita gente assistindo. A gente esquece que está ali no estúdio com 20 pessoas ao redor, e fazendo uma obra pra milhões de brasileiros. Esquecemos para termos saúde e conseguir criar, senão seria muito opressor. Já criei também meus mecanismos pra lidar com essa megaexposição. Me concentro na cena e me sinto completamente em casa. Tô super pronto pra outra. Quero emendar em outro trabalho. Gosto da dinâmica de fazer televisão. 

É fácil fazer rir no Brasil? Que temas te inspiram mais? Fazer rir não é nada fácil. E quando você se propõe a fazer uma cena cômica você se joga no abismo. O frescor e o risco são fundamentais pra construção de uma risada. Risco porque você sempre está sujeito a errar o tempo, a intenção, a verdade, e não ter graça nenhuma! Mas, esses momentos são tão iluminados e fundamentais quanto aqueles muito engraçados. Me inspiram os temas mais prosaicos e as histórias onde o humor está a serviço da trama para potencializá-la. Gosto menos quando é só a piada pela piada. 


Em “Dupla Identidade” você entrou mais no clima de suspense e policial. Como foi a experiência? É um universo que te deixa à vontade também?! Foi muito louco entrar no universo do Dupla. Eu tinha acabado de sair de uma novela das sete super leve e cheia de amor. Eu estava numa fase que pensava que, como ator, eu era um canal entre a obra e o público pra levar amor, afeto, e ternura (características clássicas de um palhaço). Saí desse trabalho e entrei num outro de terror! No início tudo me parecia ilógico. Pensava que como artista o mundo já estava duro demais, que fazia mais sentido toda a minha recente pesquisa como comediante. Descobri nesse período algo importante, que a gente não só cresce à luz do sol, a gente também cresce à sombra. Um pouco de sombra é sempre importante. 

Falando nisso, você é de assistir seriados? Quais? E cinema e teatro, o que te atrai mais? De seriado eu confesso que sou ruim. Acho o máximo essa gente que consegue assistir temporadas inteiras e sabem tudo das séries. Eu concordo que essas séries são incríveis, mas não consigo terminar nenhuma! As últimas que tentei foram as maravilhosas: House of Cards e The office, mas parei antes de chegar no meio. Já teatro e cinema eu sou bastante assíduo. Procuro assistir ao máximo de peças em cartaz sempre. Se viajo pra uma cidadezinha de interior, por exemplo, eu vou ficar realmente curioso de assistir aos artistas locais. Gosto do cinema e do teatro pelo caráter de arte artesanal, feita com tempo e cuidados especiais.


O que é mais fácil e mais difícil na vida de um ator? Qual o ônus e o bônus disso tudo? O mais fácil é manter a paixão pelo trabalho. A todo momento somos desafiados. Cada novo personagem apresenta um novo mundo e você tem que lidar com sua ignorância. Parece que sempre estamos começando do zero. Parece que eu tenho sempre que aprender a interpretar. Por isso, talvez, pessoas como a Fernanda Montenegro e a Natália Timberg sejam tão assombrosamente jovens. Ficar sentado esperando para gravar ao lado delas é ficar meio chocado. As ideias delas e o nível do assunto delas são sempre muito contemporâneos. Acho que esse exercício que nossa profissão nos traz é o responsável. O ator não se aposenta. Já o ônus é deixar de ter a opção do anonimato. Isso é ruim inclusive para o próprio trabalho de pesquisa artística.  

Com o destaque na novela o assédio aumentou? Como lidar com esse lado da fama sem abrir mão da privacidade? O assédio aumentou sim. Parece que agora a maior parte das pessoas me conhece, é engraçado. Me olham na rua com um certo olhar cúmplice, como se elas soubessem de alguma coisa minha. Costumo sorrir de volta. Por enquanto tive sempre boas experiências com as pessoas. Mas, também não deixo ninguém atravessar os meus limites. Isso é fundamental.

Esse ano você participou da campanha “Liberdade na vida e na arte”. Você acha que o ator tem um papel social maior que outras profissões? Acha que um ator expressar e se envolver em campanhas políticas ou sociais é algo mais positivo que negativo? Como você ver isso? Acho que o artista é por essência um provocador. É alguém que tem o hábito de dilatar os limites impostos pelo seu tempo fazendo com que as coisas avancem e se modifiquem um pouco. Muitas vezes na história foi aquele que vislumbrou uma outra alternativa. Mas, isso se dá por conta da própria natureza do ser artista. Não quer dizer que ele tenha um papel social maior que os outros. Pelo menos não deveria. Todos temos o mesmo papel. A única diferença é que o artista conhecido tem maior visibilidade naquilo que faz. Particularmente prefiro quando o artista se posiciona através da sua obra. Eu não faria campanhas políticas. Meu jeito de ser político é fazer trabalhos ficcionais que possam refletir sobre o que desejo para o mundo.



Criar polêmica tem sido uma “febre” nas redes sociais hoje em dia. Infelizmente grande maioria delas não levam a nada a não ser exposição de privacidade. Como você lida com redes sociais e tenta se preservar disso? Tem como? Tem como sim. Não dá pra se prevenir cem por cento da exposição da privacidade. Mas, temos exemplos de atores muito famosos que vivem na moita, como o Wagner Moura e o Selton Mello. Não é habitual vermos fotos ou fofocas envolvendo eles. São um exemplo que me parece saudável. E nesse sentido, me considero relativamente discreto nas redes sociais.

O que te dá mais prazer quando não está atuando? Gosto de ficar com meus amigos. Tomar um vinho, bater um papo e rir da gente. 

Com o fim da novela quais os próximos passos? Tenho algumas propostas recentes pro cinema, conversas com projetos para a televisão, e o trabalho com meu grupo, a “Probástica Companhia de Teatro”. Quando a novela acabar preciso me organizar com calma para escolher com sabedoria os próximos trabalhos. Acredito que a gente conhece um ator através das escolhas que ele faz.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

VAIDADE: Mais cor na sua barba e cabelo

Se a barba veio com tudo, nos últimos anos, contribuindo para a construção do estilo masculino, agora é a vez dela vir colorida. Isso mesmo. Se antes só as mulheres coloriam, agora é a vez deles aderirem ao visual color. Chamada de Merman Beard / Hair, o estilo veio com a técnica que consiste em colorir, a partir do cabelo, até a barba e sobrancelha; que também resgatou um pouco do estilo punk misturado a elementos do mar, que consequentemente gerou a subcultura Seapunk. Consultamos Rober Borsato, criador do Red Salon Homem, para pegar algumas dicas para você aderir a este estilo de barba e manter sempre o visual nota 10, seja para uma balada, seja para mudar um pouco o visual.

Para os iniciantes, aconselha-se tons pastéis, mais neutros, como azul, verde e roxo claro, sempre harmonizando com um detalhe no cabelo.

Para os que gostam de colorir os fios, ele diz que é divertido e que ainda complementa o estilo, dependendo da cor e do estilo, é claro! “Os homens vêm colorindo os cabelos, e apesar de ainda causar um choque para quem observa, o estilo vem se estendendo” ressalta.

Para manter a coloração, o cuidado deve ser redobrado. Se as chamadas “super barbas” já chamam a atenção, com elas coloridas a tendência é que chamem ainda mais. Deve-se hidratar semanalmente e evitar shampoos de limpeza profunda que comprometam a coloração. Aparar e mantê-la asseada para ficar com aspecto de bem cuidada.

Cuidados para evitar agressões aos fios: escolher bem o profissional e o salão é o primeiro passo. Pergunte ao profissional se ele já fez esse tipo de trabalho e peça para ver fotos dos resultados alcançados. Note também se os produtos no salão são de qualidade, com baixo teor de amônia por exemplo. Com esses cuidados, o tratamento terá durabilidade e não haverá agressão ou transformação dos fios, como no caso de escovas definitivas, relaxamentos etc.

Para Rober, o estilo deve se estender até o verão do próximo ano, quando a moda estará realmente em alta, pois muitos jovens ainda vão aderir, principalmente pela proximidade do carnaval. Além disso, essa cultura ganha ainda mais força com ícones do esporte, do cinema e da música, que vêm se juntando ao estilo e causando inspiração para novos seguidores. Bons exemplos são Zayn Malik e Neymar.


Independentemente do rosto oval ou quadrado, o estilo se adequa; mas o cuidado em si deve ser o tipo de barba esculpido. A coloração funciona somente como um detalhe a mais.

Itens primordiais: para quem quer aderir à barba, os shampoos hidratantes para uso diário e um leave-in sem enxague para manter os fios sedosos são essenciais.

O tempo para fazer a manutenção depende da necessidade da pessoa. Rober diz que uns preferem duas cores, o que requer manutenção mais intensa. Mas se não for o seu caso, deve refazer ou retocar a coloração pelo menos uma vez por mês.


E aí, curtiu um visual mais diferente?! Siga essas dicas e sucesso! Com certeza você não será mais um barbudo na multidão com esse look colorido.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

DIÁRIO DE BORDO: Munique - Lazer e turismo típicos da bavária

Munique é conhecida mundialmente pela cerveja, mas foi a água o que mais nos impressionou. Como uma cidade de quase 6 milhões de habitantes tem um rio completamente limpo que atravessa o centro? Quem mora em Munique desfruta de um privilégio que há muito tempo perdemos nas cidades brasileiras: tomar um banho de rio no centro. O rio no verão, quase mais do que a cerveja, é um dos grandes atrativos da cidade. Suas margens viram praias e dar um mergulho após um dia quente de trabalho é costume local.


A cidade também tem vários parques e áreas verdes, entre eles, o maior e mais frequentado pelos locais é o Englischen Garten. Aqui, um dos esportes mais praticados é o surf de rio. A correnteza, formada no parque por canais artificiais, deu espaço à modalidade. Na principal onda, os mais experientes fazem todo o tipo de manobra para o delírio dos que assistem de cima da ponte. Quem não tem habilidade com a prancha, pode curtir outro esporte radical que é ser arrastado pela correnteza rio abaixo. Vimos várias pessoas curtindo a brincadeira e resolvemos testar. De fora tudo parecia fácil, mas logo vimos que a força do rio era maior do que esperávamos. Fomos arrastados por mais de 1 km e nos perdemos em meio a correnteza. Só consegui sair do rio me agarrando em galhos de uma árvore na beirada e me ralando inteiro nas pedras. Por sorte a esposa tinha conseguido sair com mais facilidade um pouco rio acima. Confesso que pensei que poderia ter ficado viúvo. Depois que sai do rio, reparei que as pessoas que se aventuravam pela correnteza tinham em média 16 anos.




Melhor que se afogar nas águas límpidas do Englischen Garten é curtir um de seus muitos Bier Gartens. Esses jardins da cerveja são grandes bares a céu aberto montados no verão e paradas obrigatórias para o happy hour. Todos servem boa comida típica da Bavária e os tradicionais canecos de cerveja de 1 litro. Depois da minha experiência de quase afogamento, nada como repor as energias com uma cerveja de trigo e um joelho de porco assado. Entre os mais bacanas que visitamos está o Chinesischer Turm, com uma estrutura enorme no meio do parque que parece um templo chinês cercado de mesas e barracas de cerveja e comida. Na cúpula desse templo cervejeiro, ao invés de monges, uma banda toca as músicas típicas da Bavária que aqui não são tocadas apenas em locais de turistas. 






Para conhecer melhor Munique vale a pena alugar uma bicicleta. A cidade é inteira cortada por ciclovias. Além dos belos parques, Munique tem um centro histórico bem preservado com cervejarias tradicionais e bons restaurantes para provar a deliciosa comida local.  

Para saber mais do "projeto 150 países" acesse o site oficial: www.projeto150paises.com

terça-feira, 25 de agosto de 2015

FITNESS: Fique em forma com treino de Henry Cavill para encarar o Super-Homem

Já imaginou como seria o treino do Super-Homem para chegar a ter aquele físico de homem de aço das telas de cinema? O ator Henry Cavill, que atualmente interpreta o super-herói sempre teve um bom físico mas mesmo assim teve que suar a camisa e seguir um rigoroso treino desenvolvido pelo treinador Mark Twight, o mesmo que treinou o elenco do filme 300, para esculpir os músculos. 


Em entrevistas Cavill chegou a falar que quando era criança era acima do peso, chegando a ser motivo de piada dos amigos que o chamavam de “Fat Cavill”. Não imaginavam que no futuro o gordinho Cavill seria o Super-Homem e teria um corpo invejável. Mas até lá foi muito exercício e disciplina ao longo da carreira. Com tendência a acumular peso, Cavill em 2002 teve que entrar na linha e perder quase 7 kg para encarar "O Conde de Montecristo". Através de dieta e treinos intensivos, deixando obesidade no passado para se tornar um cara atlético.


O TREINO HENRY CAVILL 

Para o programa do Super-Homem Henry Cavill, o treino foi repartido em 4 dias. Para isso Twight utilizou a técnica chamada “turbo de escape”, programa com 100 repetições para dissolver calorias e promover esgotamento total. O segredo é a recuperação entre os exercícios, respirando 8 vezes pelo nariz de forma lenta. Em seguida passando para outro exercício mantendo os músculos na zona aeróbica lática. Acompanhe no vídeo parte do treino de Henry Cavill e siga alguns dos exercícios utilizados por ele para entrar em forma.

Vídeo de treinamento "Soldier of Steel":




segunda-feira, 24 de agosto de 2015

OBJETO DE DESEJO: Bike de grife - Os lançamentos em duas rodas das grandes marcas de automóveis

Cada vez mais comum no mercado, a nova tendência de grandes montadoras de carros de luxo em lançar uma linha de super bikes. Com modelos diferenciados, as modernas bicicletas muitas vezes custam mais que os próprios automóveis. Algumas marcas chegam a lançar modelos que vão do urbano ao esportivo de competição. Sempre com design de ponta, materiais inovadores e um número limitado de unidades, dando aquele tom de exclusividade a quem compra. Por outro lado é uma forma de certos consumidores conseguirem ter na garagem uma autêntica Ferrari ou uma McLaren, feito exclusivo para poucos afortunados. Afinal não é um carro, mas ainda é uma verdadeira máquina. 

BMW BIKE
Com mais de 60 anos de know-how, a montadora BMW conta com uma divisão para a fabricação de bicicletas de alta performance. A cada ano, um novo modelo da série ‘M’, exclusiva da BMW, é lançado. Novos componentes, cores fortes e mais tecnologia reforçam a atração pelas bikes de uma das grifes mais desejadas do planeta. Destinadas tanto para os ciclistas urbanos quanto para os mountain bikers, as bicicletas BMW têm conquistado cada vez mais adeptos.


Dessa linha de bicicletas da grife, destacamos alguns modelos como a BMW Mountain Bike Enduro, com aro e selim na cor verde, rodas Crank Brothers e suspensão Fox 32 de 140 mm de curso. E pesando apenas de 14,8kg.  Um dos maiores destaque da linha, a BMW M Bike Carbon Racer, confeccionada inteiramente em carbono, o que a deixa extremamente leve, além da estrutura rígida, livre de corrosão e altamente resistente a impactos. Seu quadro possui um visual high-tech em tom anthracite, garantido pela fibra de carbono. O logotipo ‘BMW M’ aparece na lateral do quadro, próximo ao guidão. Ela vem equipada com câmbio e sistema de freios super eficientes Shimano Ultegra, que permitem ao ciclista realizar trocas de marcha com agilidade e ganhar aceleração muito facilmente, além de diminuir a velocidade ou parar com suavidade. A altura do quadro disponível vem nos tamanhos: 52, 54, 56, 58 e 60 cm. Em médias as bikes custam entre US$ 1.200,00 a US$ 4 mil. Para maiores informações, visite o site: www.bmwgroup.com






Já a famosa, CF7 é o ponto de referência tecnológica em bikes, uma colaboração entre Colnago e Ferrari, dois incontestáveis líderes mundiais da indústria e feitos na Itália, ligadas, desde 1987. O modelo foi lançado em comemoração ao aniversário de 60 anos da marca. A CF7 é feita em fibra de carbono com a mesma tecnologia utilizada pela Ferrari na Fórmula 1. Vem com os componentes top de linha Super Record da Campagnolo. Foi lançada no final de 2009, tem produção limitada e custa em torno de US$ 15 mil na Europa, se fosse vendida no Brasil, custaria cerca de R$ 60.000,00. Para maiores informações, visite o site:

MERCEDES BENZ BIKE
Conhecida pelos carros luxuosos, a fabricante de automóveis Mercedes-Benz lançou uma linha especial de bicicletas esportivas com diâmetro de 29 polegadas (incluindo pneus). Que proporcionam maior tração, um funcionamento mais suave e pedalar com estabilidade são os méritos destas bicicletas. A tecnologia de ponta, design inovador e a qualidade da marca Mercedes-Benz, são os diferenciais básicos dessas bicicletas, que são desenvolvidas e produzidas em parceria com a Hesse, vencedora do prêmio ADP Rotwild de fabricantes de bicicletas.




Sua geometria oferece uma série de benefícios para os iniciantes e ciclistas experientes igualmente: como o sistema Twentyniners que permite passar por cima de obstáculos com maior facilidade, mantendo a sua dinâmica de forma mais eficaz e oferece uma melhor tração. As bicicletas apresentam uma estrutura impressionante e possuem componentes de alta qualidade. Tais como o garfo de suspensão NRX-LO D, engrenagens Shimano Deore e Shimano hidráulico a disco de freios. Com uma combinação de cores branco / prata dando o caráter desportivo destes modelos de bicicletas. Os modelos estão disponíveis em três tamanhos de quadro (49 cm, 52 cm, 55 cm).


Já o modelo Trekkingbike é uma fiel companheira tanto para o dia-a-dia como para lazer e aventura. Com um design atraente, a Trekking está disponível em alturas de quadro de 51 cm e 54 cm, e seu peso é de apenas 6,9 kg, graças à sua estrutura de fibra de carbono que é produzida de acordo com o princípio de tubo para tubo. O design exclusivo inclui rodas RR 1450.

Outro modelo de destaque da marca alemã é a bicicleta dobrável chamada de Folding Bike. Compacta, leve e sustentável, segundo a montadora. A bicicleta conta com oito marchas, freios a disco e suspensão dianteira e traseira independentes. A Folding Bike é fácil de ser usada e levam-se apenas alguns segundos para monta-la. O usuário ainda tem duas opções para dobra-la e, como o espaço ocupado é pequeno (mede 80x80x35 cm), é possível leva-la dentro do próprio carro. O modelo custa o equivalente a US$ 1.800 e está disponível nas cores branca e prata. 






AUDI DUO
Com o intuito de reforçar a imagem da famosa marca com outros produtos que tragam um diferencial, a Audi lançou sua linha de bikes desenvolvida em parceria com o estúdio americano Renome Design. E a Audi foi feliz na apresentação da sua bicicleta, pois, além de incluir modernas peças da indústria, ainda inovou utilizando madeira no quadro, seguindo o mesmo padrão usado em detalhes internos dos seus automóveis. Feitas artesanalmente, uma a uma, não dispensou o uso de modernas peças de alumínio e fibra de carbono, freios a disco nas duas rodas e iluminação por leds. Além de vir equipada com Shimano Nexus de 8 velocidades, com marchas dentro do cubo. A linha é composta de três modelos exclusivíssimos: 


DUO SPORT: Essa bike esportiva é ideal para ciclistas mais experientes e longas distâncias. O sistema transmissão por correia Gates CenterTrack está equipado com o câmbio de 11 marchas Shimano Alfine, também de baixa manutenção e sem a necessidade de aplicação de graxa. A Duo Sport conta com guidão para longas distâncias e pneus de 28 mm, resistentes a furos e que oferece menor resistência à rolagem, conseqüentemente gerando menos atrito e tornando as pedaladas mais eficientes. O preço da Duo Sport é de R$ 11,9 mil (US$ 7.350).

As bicicletas Duo podem ser adquiridas nos representantes Audi nos Estados Unidos, ou através do site oficial da divisão Audi Collection, que conta ainda com uma sofisticada linha de lifestyle assinada pela marca alemã. Para maiores informações, visite o site:




Com aerodinâmica desenvolvida com técnicas vindas da Fórmula 1, para melhor performance em alta velocidade, a bike leva o nome do Land Rover mais ousado dos últimos tempos, a Range Rover Evoque. Fabricada pela Karbona, ela tem quadro de fibra de carbono e conta com rodas de aro 27, enquanto a transmissão é Shimano de 20 marchas. A bicicleta foi criada pela equipe de Design da Land Rover, conduzida pelo diretor Gerry McGovern, a bike Evoque foi projetada para ser rápida e ágil nas ruas e estradas e, assim, torna-se um acessório do carro.


Uma bicicleta que pesa apenas 6,2 kg, mas custa R$ 30 mil. Repleta de curvas, o quadro de fibra de carbono melhora o desempenho em até 15%. “Não nos focamos em limitações, apenas em criar a melhor bike de todos os tempos”, afirma o designer Brad Paquin.


Fonte:  Auto Esporte, G1, Bike Magazine, Bicionario, Blog de Luxo

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

ESTRELA: Nanda Ziegler - A Judite de "Os Dez Mandamentos" é de fazer Faraó perder a cabeça

Com o sucesso da novela épica “Os Dez Mandamentos”, muitos talentos tem se destacado e atores tem mostrado sua capacidade de entrega em personagens bem distantes da realidade deles. Taí um dos grandes desafios e presentes de ser ator. Na semana do “Dia do Ator” fomos conversar com uma atriz que tem todos esses atributos e tem conquistado o público. Estamos falando da atriz Nanda Ziegler que na trama interpreta a personagem Judite, uma mulher que vive grandes conflitos na história e se torna marcante por isso. Conheça um pouco mais dessa atriz e apaixone-se de vez, ela ainda vai dar muito o que falar.

Nanda, diante do sucesso da novela Os Dez Mandamentos como tem sido sua rotina e a repercussão da personagem? Minha vida tem sido uma deliciosa loucura. Estamos em um ritmo acelerado de gravações. A Judite (minha personagem) circula por vários núcleos da novela e isso me dá o prazer de poder contracenar com grandes atores da trama. Dou o melhor de mim para conseguir conciliar família e trabalho. Acordo bem cedo para poder participar da rotina matinal do meu filho Enrico. Nós mulheres somos práticas, conseguimos dar conta do trabalho, casa, família... e ainda fazemos isso de salto alto! (risos) É muito satisfatório estar realizando um trabalho em que o público se identifica e sofre junto com o meu personagem. Estou representando uma personagem de 1500 anos antes de Cristo e seus conflitos familiares e a violência doméstica que sofre do marido permanecem e se refletem para o mundo atual. Gosto de interpretar papeis que conseguem trazer uma mensagem reflexiva para a sociedade. 

Até chegar aqui foi um longo percurso. Conta como foi o início de carreira, que dificuldades enfrentou e o que tem te trazido de bom? Desde de criança eu já desejava o mundo artístico para mim. As aulas de teatro na escola me deixavam fascinada e foi aí que tudo começou... O trabalho de ator requer muita dedicação e disciplina. Temos que estar se reinventado a cada instante! A delícia de ser ator é que somos sempre o observador! Um trabalho muito sensível e sensorial. Olhar o mundo, a vida, a alma das pessoas... É como ver a vida de um outro ângulo! Chega ser poético e um tanto melancólico também! E é assim que conseguimos representar outras vidas! 

Em trabalhos anteriores você já foi mutante. Esse talvez seja uma das grandes qualidades que um ator possa ter, ser mutante na profissão. Como você vê isso? Acho delicioso poder se reinventar a cada instante! Para um ator podemos ser tudo! A partir do momento que você acredita e estuda para ser um outro ser, isso acontece de forma natural. 


É mais fácil encarar papéis fora da sua realidade ou tanto faz? Que prazer te traz tudo isso? Tanto faz! Acho que fazer um personagem atual ou de época não muda em nada no sentimento que precisaremos expressar. Os sentimentos não são datados! O que muda são os costumes... Esses sim, terão que ser estudados para ser condizentes com a realidade a ser retratada. Agora, fazer um personagem como a Judite é maravilhoso! Os costumes dos Hebreus são completamente diferentes do universo Egípcio! E fascinante! A forma de se vestir, de comer... Eu sinto como se a cultura egípcia fossem algo exteriorizado... as preocupações são em fazer joias, templos, vasos, perucas, adorar Deuses... e a cultura Hebréia seria completamente o oposto! Adoro poder permear pelos dois lados com a Judite!

Na trama “Os Dez Mandamentos” sua personagem Judite, retrata um problema social muito comum em nosso país, que a violência contra a mulher, como está sendo esta experiência pra você? Ótima! fico feliz em poder retratar essas pessoas e fazê-las refletir que antes de amar o outro temos que aprender a nos amar! Não são somente os corpos que são machucados, mas a alma da pessoa! Sou a favor da denúncia!


Você sofre ou já sofreu algum tipo de preconceito por ser atriz e ser casada com um diretor de TV? Não me preocupo com isso... Sou uma ótima profissional! Me preocupo em fazer um bom trabalho, Isso Sim! Tenho quinze anos de carreira, oito novelas no currículo, uma série, três filmes, um filme que produzi que estreia no festival do Rio de 2015, espetáculos que atuei... Estou começando a achar que é o diretor que casou com a atriz! (risos) 

Você tem um jeito meigo e ao mesmo tempo pimentinha (pelo menos nas fotos e na TV). É isso mesmo? Sim, é isso mesmo! Sou meiga, carinhosa, amiga... Mas não pisa no meu pé, que eu também sei gritar! (risos)  


Na hora da conquista o que a atrai mais? Que “armas” usa? Gosto de seduzir pelo olhar. Acho que os olhos realmente são as janelas da alma. Você consegue dizer tudo sem falar uma palavra!

Nessas fotos você se inspirou no ícone Marilyn Monroe, foi meio fatal, meio romântica. Faz seu estilo? Faz! Total! Adoro o estilo retrô, ficou um ensaio Pin-Up!

O que os homens acertam e erram na hora da paquera? Eles erram em achar que as mulheres irão se interessar apenas belos corpos. Engano deles! Uma mulher se sente seduzida mesmo é por um homem charmoso, inteligente, gentil... e se ele for um pouco misterioso então, melhor ainda!

E o que eles precisam saber sobre as mulheres urgente? Que gostamos de ser cortejadas! Homens que abram a porta do carro, que dão flores... Amor à moda antiga, nunca sai da moda!

Quando não está gravando onde é mais fácil te encontrar? Você é mais do dia ou da noite? Sou completamente do dia! Gosto de praia, esportes em contato com a natureza, teatro, cinema...

É das loiras que eles gostam mais? Não!!! Até porque se fosse assim eu estava frita! Já fui loira, ruiva, morena.... (risos) Eles gostam é de uma mulher que os façam felizes! Só isso! 


Fotos Edu Rodrigues
Produção Executiva e Direção Criativa Márcia Dornelles (www.mdproducoes.com)
Styling Jackie Britto (MODACOM)
Beauty Aline Oliveira

NANDA VESTE - LOOK 1: hot pants - acervo pessoal, top couro – Acostamento, brincos de brilhantes com esmeralda - Miranda Castro Joias, braceletes e anéis: WDF Semi joias, sandália: acervo; LOOK 2: saia longa – Pathisa, blusa seda – Acostamento, peep toes – Schutz, brincos - Miranda Castro Joias, bracelete e anel pedra - WDF semi joias; LOOK 3: sutiã - Acervo pessoal, body renda - Forever 21, hot pants - Acervo pessoal, peep toes – Schutz, brincos, anéis e bracelete dourado - WDF Semi joias; LOOK 4: (close cadeira) brincos ouro branco com brilhantes - Miranda Castro Joias

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

CARREIRA: Seja um líder de sucesso agregando pessoas, ideias e atingindo objetivos‏

Mas, o que significa mesmo esta palavra? E a quem ela deve ser aplicada dentro das organizações? Em certa ocasião, escutei de alguém mais experiente do que eu: “Todos somos líderes, tudo é uma questão de descobrir que tipo de líder você é.” E esta afirmativa me deixou um pouco desconfiada. Não acredito que temos dentro de nós algum tipo de liderança. Tenho um pouco de conhecimento e experiência com pessoas. Não como líder, mas como orientadora profissional, recrutadora de talentos e psicoterapeuta ao longo de 16 anos de atuação profissional e alguns poucos anos como Aprendiz.

Nos dias de hoje, todo profissional que se preze, deve saber administrar a imensa gama de informações e conhecimento que lhe chega a cada momento. Estamos mergulhados no mundo capitalista de grandes organizações que concorrem entre si por milímetros da atenção do consumidor: o adorado cliente! Para que essa roda continue girando perfeitamente, as empresas sejam elas de pequeno, médio ou grande porte, precisam de líderes. Pessoas que detenham ideias, que sejam criativas, que enxerguem além do óbvio e, principalmente, pessoas que saibam lidar com pessoas. É uma grande habilidade que nem todos sabem: liderar!

O mercado está repleto de profissionais gabaritados, com formação acadêmica em universidades de primeira linha, MBA’s, Mestrados e viagens internacionais, detêm mais de um idioma, bom nível intelectual e etc., mas não sabe administrar grupos de pessoas para que elas atinjam os resultados almejados. O líder capaz é aquele que influencia positivamente àqueles que estão ao seu comando. Suas ideias são seguidas naturalmente por serem partilhadas e apresentadas e não impostas à equipe de trabalho.



O líder ativo traz consigo a amplitude de visão que agrega todos os envolvidos direta ou indiretamente, conquistando o prazer em estar na empreitada pelo desejo de atingir os resultados e fazer parte do sucesso dos objetivos atingidos: “Eu fiz parte desta conquista!” Conheço, vivenciei e li muitos casos de profissionais de extrema competência técnica e nenhuma habilidade para liderar e gerir.
Além do conhecimento técnico, expertise, é necessário a habilidade de atrair e enxergar no outro as suas potencialidades. Sim, um líder é um coach, é um Mentor! Pois a liderança não é uma conquista egoísta e sim coletiva. Alguém conhece algum líder que se fez só? Sem o apoio de colegas, de seus antigos gestores, de seus clientes, além dos resultados e ideias e ações que desenvolveu? Não. Um bom líder vem acompanhado de pessoas que o fizeram líder.

A autoridade que a liderança carrega inexoravelmente não pode ser confundida com autoritarismo, egoísmo ou egocentrismo. O bloco do “eu sozinho, porque sou chefe” deixou de existir há muito tempo. Nos tempos atuais, temos lideranças participativas, colaborativas e focadas na expertise do grupo.

Não cabe a uma empresa, seja ela de que tipo for um líder sem conhecimento da responsabilidade que carrega ao gerir equipes de trabalho, pois o sucesso ou fracasso vai depender muito da direção que este apresenta, pois ele está à frente. O líder, mesmo que desenvolva a sua gestão em cooperação com seus colaboradores detém sobre eles conhecimento maior, informações privilegiadas, a responsabilidade do planejamento e de enxergar os potenciais de cada um dentro de sua equipe.
 
Tem a obrigação de conhecer seus líderes, pares, liderados, seus oponentes, seus concorrentes para vislumbrar as ações, ideias e melhor aplicá-las, com a participação de todos, usufruindo da colaboração de todos, cada um com a sua técnica e conhecimento. Um bom líder é aquele que percebe, estuda e forma a sua equipe de acordo com os seus objetivos e a potencializa, direcionando-a para os resultados almejados. Sabe lidar com as adversidades e desenvolver na equipe aqueles que precisam descobrir os seus potenciais.

Parafraseando Pessoa:
“Para ser líder, sê inteiro: nada
Te exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.”
 




*Andréa Aragão é Psicóloga, especialista em Recursos Humanos



quarta-feira, 19 de agosto de 2015

FOTOGRAFIA: Helmut Newton- o mais influente e polêmico fotógrafo do século XX

No Dia Mundial da Fotografia, vamos falar de um dos maiores mestres da fotografia. Alguns artistas conseguem se consagrar pela sua arte e se tornam um ícone, uma referência. É o caso do famoso fotógrafo alemão Helmut Newton. Nascido em Berlim em 1920, naturalizou-se australiano e ganhou fama com seu estudo com belas fotos de nu feminino. Filho de uma americana com uma judeu-alemão, logo aos 12 anos comprou sua primeira câmera e trabalho com a fotógrafa alemã Yva Else Neulander em 1936. Dois anos depois fugiu da Alemanha para escapar da perseguição nazista aos judeus, mudando-se para o Chile. Posteriormente mudando novamente, dessa vez para a China, onde passou um tempo trabalhando para um jornal em Singapura.

Até que a guarda britânica o prendeu e o enviou para a Austrália. Sempre interessado em fotografia, Helmut Newton terminou trabalhando no exército australiano durante a Segunda Guerra Mundial. Após esse período de guerras, abriu seu estúdio fotográfico em 1946 e começou a trabalhar com moda. A exibição de "New Visions in Photography", realizada no Hotel Federal em Collins Street, foi provavelmente o primeiro vislumbre da "nova objetividade fotográfica" na Austrália. E foi o início de grandes parcerias até quando deixou a Austrália rumo a Londres, em 1957, onde abriu um novo estúdio, juntamente com seu parceiro judeu-alemão Henry Talbot, batizado de "Helmut Newton e Henry Talbot".




Em Londres se consagrou definitivamente como grande fotógrafo de moda, o que lhe rendeu um editorial de moda para a Vogue Australiana e assinou um contrato de 12 meses com a edição britânica da conceituada revista. Ao fim do contrato, foi para Paris onde trabalhou na revista Vogue francesa e alemã, onde permaneceu até 1961. Newton cada vez mais solicitado, começou a fotografar também para a revista Harper´s Bazzar.

Com um estilo próprio e marcante, onde suas fotos tem uma marca forte no erotismo com doses de fetichismo e sado-masoquismo. Porém nunca sem perder a classe. Suas fotos são sofisticadas, retrata muito a burguesia aristocrata onde belas e ricas mulheres se liberam em suas fantasias sexuais mais loucas. Em geral as fotos são em p&b e tem todo o clima noir do cinema europeu. Diferente de fotógrafos como Herb Ritts, onde suas fotos traduzem uma simplicidade na produção, se dedicando ao corpo plasticamente perfeito e nu, as fotos de Helmut Newton são ricas em detalhes de produção e requinte. Tudo é muito rico e traz uma atitude, muitas vezes insinuante.


Com a fama de mestre da fotografia erótica-chic, Newton fotografou grandes celebridades como Catherine Deneuve, Madonna, Cindy Crawford, Charlotte Rampling e Elizabeth Taylor. Suas fotos ganharam o mundo e estamparam as capas e editoriais de moda nas principais revista do mundo e lançou vários livros de fotografias.
Nos anos 80, Newton pode expor mais seu tom erótico e disparou suas lentes sobre o tema lançando uma série de fotos intitulada de Big Nudes, série que marcou o auge de seu estilo erótico-urbano, sustentado com excelentes habilidades técnicas. Período em que também trabalhou em retratos e criações fantásticas. Foi nessa mesma fase que Newton fez alguns dos trabalhos mais marcantes na revista Playboy. Como o ensaio com a atriz Nastassia Kinski em 1983, que teve algumas fotos vendidas em leilões pela Bonhams, em 2002, por US$ 21.075 e pela Christies, em dezembro de 2003 por US$ 26.290.

Helmut Newton passou os últimos dias de sua vida entre Monte Carlo e Los Angeles, morreu em 2004 num acidente de automóvel na Califórnia. Foi cremado e suas cinzas estão num cemitério em Berlim. Mas o mestre da fotografia continua vivo, pois inspirou e inspira diversos fotógrafos no mundo inteiro. Sua carreira e obras estão disponíveis no site oficial.


Assista esse documentário sobre a exposição "SUMO", livro que foi lançado para comemorar os 79 anos de Newton, que aconteceu em Paris: 




RECONHECIMENTO - A princesa Carolina do Mônaco lhe presenteou, em nome do seu principado, com a “Chevalier des Arts, Lettres et Sciences”. 1996 foi a vez do Ministério da Cultura Francês lhe atribuir o “Commandeur de l’Ordre des Arts et des Lettres”. Uma carreira cheia de sucessos e de fama.