quarta-feira, 30 de julho de 2014

VAIDADE: Cabelos brancos, manter ou não mantê-los? Eis a questão.

Quando os fatídicos fios brancos começam a aparecer é como se soasse um alarme indicando que o tempo passou... Aí não há quem não se veja diante de uma dúvida cruel: tingir ou assumir? Por um tempo essa era uma dúvida que perturbava somente as mulheres, que na sua maioria acabavam optando pela tintura. Hoje em dia, porém, as coisas mudaram e os homens estão tão (ou mais!) vaidosos quanto às mulheres, por isso eles também vêm se fazendo a mesma pergunta ao surgirem os primeiros fios brancos.

Ultimamente vimos muitas pessoas ligadas à moda desfilando por ai com os cabelos totalmente descoloridos, contudo essa era uma escolha proposital, quando o motivo é de ordem natural, a coisa muda, afinal precisamos lidar com o fato de que estamos nos tornando mais velhos.

Para conhecer os recursos mais utilizados na hora de escolher disfarçar “a natureza” conversamos com alguns homens que optaram pela tintura e com a hair designer Brigitte Callau do Studio Brigitte´s Fine Arts no Rio de Janeiro. Para Brigitte além do machismo que vem perdendo espaço ao longo do tempo no que se refere à vaidade masculina, a inserção no mercado de produtos de mais qualidade e que permitem um visual tingido mais natural tem atraído mais homens ao mundo das tinturas.

Mas antes de sair por aí querendo tingir os brancos de qualquer jeito Brigitte lembra que é bom procurar um profissional para trazer equilíbrio entre o que você deseja e o que os produtos oferecem. Produtos à base de óleo e que tingem somente os fios brancos e não mancham a pele é uma boa pedida. Para o cuidado diário deve se usar um bom xampu e condicionador especificamente para cabelos coloridos.

Para quem está tingindo os cabelos pela primeira vez Brigitte recomenda a aplicação da técnica “vison," que são mechas invertidas, ou seja, da mesma cor natural do cabelo da pessoa diminuindo bastante o percentual de fios brancos, dando um efeito rejuvenescedor. E para além das dicas profissionais, é bom contar com a opinião e experiência de quem já tinge os fios brancos.

João Vicente é Make Up Artist especializado em noivas e desde que surgiram os primeiros cabelos brancos ele já começou a colorir, tanto cabelo, quanto barba e bigode. Segundo João, como artista da beleza, ele sente a necessidade de estar com a aparência bem cuidada e moderna, da mesma forma que incentiva os seus clientes. Para trabalhar com o universo da beleza, ter os cabelos e barba bem coloridos o faz se sentir melhor.  Uma dica importante para quem deseja tingir é procurar um bom profissional e não se aventurar tentando tingir os cabelos em casa, ainda segundo João, isso seria trágico.

O ator Emanoel Freitas, também não pensa duas vezes quando o assunto é tingir os poucos fios brancos que já estão evidentes: “Sendo ator, o que importa pra mim é estar disponível para fazer as mudanças necessárias em função dos personagens que vou interpretar, se for oportuno deixo os fios brancos, se for necessário tingir, tudo bem... Não que me incomoda pessoalmente, mas penso mais no exercício do meu trabalho”.

No caso do empresário César Madeira, ele se sente mais confortável usando um shampoo tonalizante que deixa o cabelo menos branco, mas sem tingir, apenas dando um brilho especial deixando os cabelos mais acinzentados. “Não tinjo os fios, mas desde que meus cabelos ficaram totalmente brancos, uso este xampu, pois gosto do resultado”.


Já o ator e diretor Ary Aguiar Jr. faz questão de assumir os cabelos grisalhos. “Desde os vinte e poucos anos, tenho uma mecha grisalha, mas mesmo assim sempre tive uma aparência de bem mais jovem, por isto agora estou adorando assumir os fios grisalhos, que agora já estão bem evidentes”. Não estou mais com cara de garoto (risos).


Fotos Felipe Lisboa / Hair Stylle Brigitte Callau 

terça-feira, 29 de julho de 2014

ESTILO: Botas e coturno para um inverno com muito estilo

Neste inverno, cheio de chuva e mais friozinho do que os anteriores, as botas são muito bem vindas. Dá pra usar esse tipo de calçado com muito mais frequência, com muito mais prazer e pra encher os nossos pés de charme, mas já já acaba, então vamos aproveitar. O coringa desta estação são as botas com aparência de usada. Representando a simplicidade com muito charme, os coturnos apareceram com cadarço, ou sem, mas sempre com uma identidade meio rebelde, despojada, em couro cru, com layouts mais artesanais e rústicos.


Para 2014, grandes marcas, apostaram nas botas médias como tons neutros em cinza, grafite e caramelo para um homem mais tradicional. Ótimas para o nosso clima e para qualquer hora. Já os mais ousados, podem encarar as galochas, que chegam num visual plastificado com solas amplas de cores diferentes e bicos arredondados, presentes nas coleções da Dolce & Gabbana e Burberry Prorsum. Para os mais jovens e alternativos, reaparecem os tênis de cano alto, que desde o verão já estão dando o ar da graça. Chegam às prateleiras com toda força e em uma diversidade enorme de modelos, cores, estampas, pra quem tem um estilo mais leve e esportivo. Assim como as botas no estilo "desert boot" com solado baixinho e ideal para usar com a barra da calça jeans dobrada. Os bicolores e mais enxutinhos são os meus favoritos. O que nos resta agora é esperar os próximos eventos locais, e checar o que as marcas brasileiras vão criar, ou recriar para os pés do homem brasileiro.




Por enquanto, como vocês podem conferir, as opções são bem variadas. Para garantir o pé quentinho, sequinho e o estilo pra lá de charmoso, tem botas, botões e botinas para todo tipo de homem e para qualquer lugar. Vai encarar?

segunda-feira, 28 de julho de 2014

OBJETO DE DESEJO: Em homenagem aos 45 anos do pouso lunar a Omega reedita relógio usado na missão

Foi em 20 de julho de 1969 que Neil Armstrong e Buzz Aldrin aterrissavam na lua pela primeira vez. Parte do uniforme, um OMEGA Speedmaster escolhido a dedo pela NASA, após passar por sete diferentes testes de resistência. Agora, 45 anos depois, a marca suíça lança uma releitura deste modelo icônico, o OMEGA Speedmaster Apollo 11 45th Anniversary, que homenageia o nome da missão espacial. 

O Speedmaster Apollo 11 45th Anniversary é muito semelhante à peça usada na missão. Na época a NASA chegou a realizar sete testes para avaliar sua precisão e resistência antes de sua escolha. A peça atual, de calibre 1861, tem uma caixa de titânio de 42mm, com detalhes em ouro no bisel, que marca a escala taqueométrica. Os indicadores de tempo foram feitos a laser em ouro 18K e a caixa tem a tecnologia Super-Luminova, permitindo a visão do mostrador em lugares escuros. A pulseira é feita em nylon, relembrando o tecido NATO, usado nos uniformes militares. Para deixar a peça ainda mais exclusiva, foram produzidos apenas 1969 relógios, em alusão ao ano do primeiro pouso do homem na lua. O preço dessa realidade ficou em R$ 20.000,00. Uma verdadeira raridade!

sexta-feira, 25 de julho de 2014

ENTREVISTA: Petrônio Gontijo se prepara para "Conselho Tutelar" na TV e estreia nos palcos

Ele veio da terra do pão de queijo, da fala gostosa, do jeito manso e ganhou todo o Brasil com sua qualidade artística. Na mala trazia Pessoa, e talvez um verso do grande poeta português traduza bem a sua saída de Minas em busca de tornar-se ator “Viajar! Perder países! Ser outro constantemente, Por a alma não ter raízes, De viver de ver somente!” E tantos outros Petrônio Gontijo já foi (e ainda será) que a viagem valeu a pena. Discreto e sereno Petrônio não para, como os trens das ferrovias mineiras e enquanto filma uma nova série pela Record se prepara para estrear a peça Três dias de chuva. Com vocês, Petrônio Gontijo.

Do que mais sente falta das Minas Gerais? Da música, violão, fogueira, essas coisas, cresci ouvindo Milton Nascimento e Lô Borges. 
Você começou a carreira aos 2 anos interpretando o menino Jesus. Como é sua relação com religião e fé? Fui criado na igreja católica e hoje entendo a religião como algo bastante particular. Acredito em não fazer ao outro o que você não quer que te façam. E também em julgar menos. Julgar nada, se possível. 

Aos 17 anos você sai de Varginha para São Paulo em busca de novas oportunidades artísticas. Quais sonhos você levava na bagagem na época e quais desilusões vivenciou que de certa forma ajudaram você a ser o ator que é hoje? Eu queria mesmo ser ator, era essa minha vontade: trabalhar no palco e fazer isso com pessoas bacanas. Saí de casa levando um toca discos, uma mochila e a antologia do Fernando Pessoa, que minha mãe me deu. A coisa aconteceu. Fiz trabalhos que já me deram muita satisfação. Não consegui ter um grupo de trabalho, aquela ideia de ter um grupo de livre criação no teatro. Acreditava em um meio artístico mais coeso, político, menos individualista. Aprendi seguir carreira solo, mas sinto falta do grupo, de pensar com objetivo grupal e não apenas individual. 

Você iniciou sua carreira na TV na novela Salomé, na Rede Globo, de lá pra cá tantas outras novelas e mudanças também de emissoras. O que aprendeu de melhor em cada emissora por onde passou? Que cada lugar é completamente diferente do outro e que isso é bom. Aprendi que se você fizer seu trabalho com competência, estudo, em qualquer um desses lugares, o resultado vai ser satisfatório. 

Você já recebeu vários prêmios por sua atuação, isso envaidece, motiva? Qual a importância que tais prêmios têm para um ator? Motiva sim. Recebi alguns prêmios por alguns trabalhos e sempre vieram bem, não envaideceram, pontuaram um momento, apenas. O prêmio é uma consequência.

Em 2007 a Globo exibiu o filme Memórias Póstumas de Brás Cubas, onde você interpretava o personagem título quando jovem. Ao olhar sua vida daqui pra trás, quais seriam suas melhores recordações? Esse filme é uma ótima recordação. Filmamos em Salvador, Rio e Portugal, fomos itinerantes por 3 meses e eu dividi o Brás Cubas com o grande Reginaldo Faria. Aprendi muito ali. Não tinha feito quase nada de cinema e era uma turma de grandes veteranos. Me lembrei da peça Algo em Comum, do Harvey Fierstein que fiz com a Clarisse Abujamra, direção do Marcio Aurélio. Foi um bom momento pra mim. Foi quando percebi que o trabalho do ator podia ser todo autoral. Que cada ação em cena pode conter uma espécie de depoimento do ator. Tenho um carinho grande por essa peça.

Como está sendo a experiência na série “Conselho Tutelar” (série da Record)? Gravamos a primeira parte do seriado no primeiro semestre, e devemos estrear antes do fim do ano. É uma parceria da Rede Record com a Visom Digital. “Conselho Tutelar” é um seriado contundente que fala sobre a violência contra as crianças no Brasil e a luta de algumas pessoas pelo resgate da dignidade dessas crianças. O texto é do Marco Borges e a direção geral do Rudi Lagemann. Faço André Noronha, um promotor de justiça que a princípio vai contra as ideias do protagonista (Roberto Bomtempo), embora seja namorado de sua ex-mulher (Cássia Linhares).

Conta pra gente sobre o enredo de “Três Dias de Chuva” e sobre sua próxima peça. Vou estrear em agosto, em São Paulo, a peça “Caros Ouvintes”, que conta a história da apresentação do último capítulo de uma radionovela antes do encerramento da febre das novelas de rádio no Brasil. Um elenco incrível, com Amanda Acosta, Natalia Rodrigues, Agnes Zuliani, Rodrigo Lopez, Eduardo Semergian, Alex Gruli e Alexandre Slaviero. Texto e direção de Otavio Martins. Com o próprio Otávio Martins (desta vez como ator) e Carolina Ferraz, em breve seguirei com as apresentações de “Três Dias de Chuva”, texto de Richard Greenberg e direção do Jô Soares. Uma peça que conta a história de três amigos que tentam compreender as atitudes de seus pais, numa Nova York beatnik, densa, pós guerra, regada ao Jazz dos anos 60. 

Qual o grande barato de ser dirigido pelo Jô Soares? O Jô sabe tudo. Ele veio do Teatro Brasileiro de Comédia, teve contato com grandes artistas mundiais de lá pra cá. Sua compreensão do gênero chamado “realismo” nos fez buscar um trabalho menos analítico e mais intuitivo, menos maneirista e mais a serviço do que a história da peça realmente quer contar. Um cara generoso, portanto inteligente, preocupado com o público. Fico orgulhoso de trabalhar com ele.

Como é a sua rotina fora dos palcos e das telas? O que gosta de fazer nos dias de lazer? Eu gosto de ir para o campo. O interior de São Paulo tem lugares muito bonitos. Gosto de cachoeira, de árvores. Saio pouco em São Paulo, saio mais pra ver teatro, shows, cinema e também pra visitar os amigos. 

Em ano de eleição o que faria você estrelar no programa político de algum candidato? Teria que ser um candidato honesto e que eu enxergasse isso nos seus gestos e palavras. Um candidato que enxergasse a corrupção como uma perda para a nação e consequentemente para seu bolso, e não o contrário. Que tivesse atenção com as necessidades da população e não a enganasse, dando exemplo a seu próprio povo em como agir de forma mais madura.  Não fiz nem penso em fazer campanha política.

Qual o papel da arte em uma sociedade? Um dos papéis acredito ser lembrar-nos que somos livres, que pensamos, que nos emocionamos, que tudo isso é muito particular e que as coisas sempre podem mudar.

Como lida com fama, mídia e privacidade? De forma tranquila, não sou de badalações então fico menos exposto, acho. Moro no décimo sexto andar, isso também ajuda (risos). 


quinta-feira, 24 de julho de 2014

ROTEIRO: Um roteiro com oito bares incríveis para curtir os clássicos do jazz em Nova York

O Jazz é um ritmo tipicamente norte-americano, já que nasceu nos Estados Unidos por volta do século passado, mas precisamente em New Orleans. O estilo musical começou nas comunidades negras, que misturavam as tradições musicais, utilizando todos variados tipos de instrumentos. Vale também frisar que por conta da aceitação no mundo, o Jazz se adaptou a muitos estilos locais, ganhando uma infinidade de variedades melódicas, como o Jazz latino, por exemplo. Desde que os melhores músicos de Chicago migraram para Nova York, na década de 1920, a megalópole se tornou a “Meca” do Jazz, abrigando quase todos os seus estilos dos últimos setenta anos, tornando-se a capital do Jazz. Hoje em dia é possível encontrar opções por toda parte e para todos os bolsos, das sofisticadas casas no Village, como a Blue Note, aos bares mais antigos e aconchegantes do Harlem. Fizemos uma pequena lista para quem pretende visitar a Big Apple e é fã deste estilo musical incrível. Enjoy it!


55 BAR A primeira parada é no 55 Bar, que funciona desde 1919, recebendo sempre os nomes mais importante do Jazz e do Blues. O local é um daqueles clubes pequenos que vemos em filmes, aconchegante e com jeito de antigo. A rusticidade do lugar conta com um grande balcão e uma luz baixa dando uma atmosfera mais intimista. O esquema no 55 Bar é bem simples: você paga US$ 10,00 pela apresentação e precisa consumir no mínimo duas bebidas, entretanto, se você ficar a noite toda consumirá mais que isso, ainda mais embalado pela música que é de primeira qualidade. Site: http://55bar.com/
Endereço: 55 Christopher Street 7th Avenue

ARTHUR´S TAVERN NYC A “Taverna do Arthur” diverte o público desde 1937, com muito Jazz e Blues. O local é uma boate reconhecida internacionalmente num edifício histórico em West Village, coração de Nova York. Por lá, todos os estilos de Jazz, blues, Rhythm & blues e música Jazz Dixieland, todas as noites da semana, alias, dizem que é a casa tem a melhor noite de segunda-feira da cidade, com o Grove Street Stompers Dixieland Jazz Band. Site: www.arthurstavernnyc.com
Endereço: 57 Grove Street

BIRDLAND JAZZ O local foi simplesmente descrito como a ‘’Esquina do Jazz do Mundo’’ por Charlie Paker, não só pela casa, mas também pela excelente qualidade dos shows. A Birdland, recebeu este nome em homenagem a Charlie, mestre do saxofone, que era conhecido como “BIRD” . Desde o ressurgimento do clube, da cidade de Manhattan foi tratado para alguns dos melhores jazz do planeta, incluindo os conjuntos memoráveis de músicos como Oscar Peterson, Pat Metheny, Diana Krall, Roy Haynes, Legrand Michel, Dave Brubeck, Pat Martino, Tony Williams, Hank Jones, Michel Petrucciani, Maynard Ferguson, Freddie Hubbard, Marian McPartland, John Pizzarelli, Kurt Elling, Joe Lovano, McCoy Tyner, Michael Brecker, Clark Terry, Ron Carter, Jon Hendricks, George Shearing, James Moody, Yellowjackets, John Scofield, Phoebe Snow, Dave Holland, e Tito Puente, bem como as grandes bandas de Chico O'Farrill, Duke Ellington, Toshiko Akiyoshi, e Maria Schneider. Além disso, Birdland é o lar de tais eventos musicais populares como o Festival de Jazz de NYC.
Site: http://www.birdlandjazz.com/
Endereço: 315 West 44th Street [btwn. 8th and 9th]

BLUE NOTE JAZZ É um dos mais refinados restaurantes e clubes de Jazz de Nova York, com filiais em Milão, Tokyo e Nagoya. A tradição da casa é revelar novos talentos do Jazz como Sarah Vaughn, Lionel Hampton, Dizzy Gillespie, Stanley Turrentine, Oscar Peterson, Ray Brown, and Tito Puente, os quais chamavam o Blue Note Jazz de “minha casa”. Não se surpreendam se nomes como Stevie Wonder, Tony Bennett, Liza Minelli, ou Quincy Jones forem chamados para cantar ao vivo no palco, porque eles costumam a frequentar o espaço e sem aviso dão aquele pocket show.
Site: www.bluenote.net/newyork/index.shtml
Endereço: 131 West com 3rd Street e 6th Avenue  


SMALLS JAZZ CLUB A casa conta com apresentações de pelos menos três bandas diferentes por noite, o interessante, é que lá, você pode levar sua própria bebida e quem chega cedo não paga entrada. Há nomes com Myron Walden, tocando sax, Bem Wolfe e Spike Wilner. Vale a pena conferir o site oficial que é bem legal para conferir a agenda. Site: http://www.smallsjazzclub.com
Endereço: 183 West 10th Street [7th Avenue]

SMOKE JAZZ CLUB Localizado no Harlem, Smoke Jazz e Supper Club Lounge apresenta o que tem de melhor no mundo do Jazz, todos os dias da semana. Mesa à luz de velas, cadeiras com assento de veludo, luminárias antigas e um histórico bar, criam um ambiente onde o Jazz está devidamente caracterizado e ganhando vida. O som acústico é excelente e envolvente. Complementando o som perfeito do Jazz Clássico, o Bistrô serve pratos típicos da culinária americana assinados pela elogiada chefe Patrícia Williams. Um bom programa para os olhos, ouvidos e o estômago. Site: http://smokejazz.com
Endereço: 2751 Broadway [106th St]

SWING 46 A Swing também é lotada sete noites por semana, com bandas ao vivo. Uma particularidade desta casa, é que ela é uma das poucas que ainda exige o dress code cocktail, e não permite a entrada com jeans ou tênis. A comida também é de primeira, com um menu muito sofisticado, com saladas, ostras e comida orgânica. O preço da entrada varia entre U$$7,00 e U$$12,00.
Site: http://www.swing46.com
Endereço: 349 W. 46th Street [Entre a 8th & 9th Aves.]

VILLAGE VANGUARD O clube Vanguarda abriu as portas em 1935, e ainda possui uma excelente atmosfera, vibrante e cheio de energia, como nos tempos de origem. As noites são agitadas com a orquestra Vanguard Jazz, iniciada por Thad Jones e Mel Lewis, como há mais de 33 anos atrás. O pianista Tommy Flanagan fecha a noite com chave de ouro. O preço da entrada chega a no máximo U$$ 30,00. Site: http://villagevanguard.com/
Endereço: 178 Seventh Ave. [próximo da 11th St.]

Agora você já pode ficar ligado na próxima ida a Nova York, pois conhecer quaisquer destas casas, é também entender um pouco da história da cidade. E para finalizar em grande estilo, vamos escutar um pouco de um dos melhores cantores de Jazz que já existiu e que é a cara de New York, Frank Sinatra.

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quarta-feira, 23 de julho de 2014

PERFIL: O grande mestre Ariano Suassuna

Pernambucano da Paraíba, Ariano Suassuna é um dos grandes escritores e dramaturgos brasileiros tendo várias de suas obras levadas para o teatro, TV e cinema. Homenageado pelo Galo da Madrugada esse ano, Ariano e suas histórias são cheias da riqueza do sertão, misturando realidade e fantasia de um jeito único com personagens inesquecíveis como os eternos João Grilo e Chicó do Auto da Compadecida.

DA PARAÍBA A PERNAMBUCO

Era 16 de junho de 1927, em João Pessoa. Nascia naquele dia Ariano Suassuna, um dos grandes escritores, poeta e dramaturgo brasileiro. Filho de político, mudou-se para o sertão quando o pai deixou o governo. Ariano era então apresentado ao mundo que seria contado em suas histórias. Por questões políticas o pai foi assassinado durante a Revolução de 1930 e a família se mudou para Taperoá. Foi lá que Ariano começou os seus estudos e conheceu o teatro de mamulengos e os desafios de viola.

Todo esse universo da improvisação, da falta de luxo, mas com abundância de criatividade e improvisação foi servindo de inspiração e moldando as características literárias e dramatúrgicas de Ariano. Em 1942 Recife recebe Ariano. O escritor fez faculdade de Direito e foi lá que conheceu Hermilo Borba Filho com quem fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947 escreveu sua primeira peça Uma Mulher Vestida de Sol e a partir daí não tinha mais volta, Ariano era o homem das letras, das histórias que percorreriam o mundo.

Chegou a formar-se em Direito e a atuar na área, contudo a veia de escritor falou mais alto e depois de viver um tempo entre as duas carreiras, a advocacia foi deixada. Por conta de problemas de saúde chegou a voltar a Taperóa, onde inclusive escreveu e montou a peça Torturas de um Coração em 1951. De volta ao Recife no ano seguinte deu prosseguimento a carreira literária. Junto com Hermilo Borba Filho fundou o Teatro Popular do Nordeste e montou várias peças. Chegou a lecionar a disciplina de Estética na UFPE e em 1970 deu início ao Movimento Armorial.

O MOVIMENTO ARMORIAL

O Movimento Armorial nasce com o objetivo de valorizar a cultura popular nordestina com a pretensão da realização de uma arte erudita a partir de raízes populares. Junto com um grupo de artistas e escritores e o apoio do Departamento de Extensão Cultural da Pró-Reitoria para Assuntos Comunitários da Universidade Federal de Pernambuco, Ariano Suassuna inspirou e dirigiu o movimento que foi oficialmente lançado em 18 de outubro de 1970.

Segundo o movimento a cultura brasileira de raiz, a genuína seria resultado dos processos imigratórios sofridos pelo nosso país desde sua colonização, misturando a cultura indígena já existente, dos portugueses e demais povos que aqui chegaram e se instalaram. Dessa forma a Arte Armorial assume uma formação técnica europeia (erudita) com base na tradição nacional. A grande marca desta corrente é a sintetização de elementos e figura culturais nordestinas com as obras clássicas da literatura universal, o que é um traço marcante na obra de Ariano. O Movimento é também uma resposta ao considerado domínio massivo da cultura dos Estados Unidos.

O Movimento Armorial engloba diversas expressões artísticas, como música, poesia, teatro, dança, pintura, xilogravura, escultura, cinema, tapeçaria, arquitetura e tantas outras existentes. Quanto ao nome do movimento ser Armorial, a explicação de Suassuna é que ele idealizou um sertão quase que medieval comparando os cangaceiros aos cavaleiros e os reis com os donos de fazenda. E como armorial é o nome que se dá ao livro de brasões e bandeiras de família, muito comum aos tempos medievais, Ariano achou que poderia transformar o substantivo em adjetivo para caracterizar a proposta cultural. Fazem parte do Movimento Armorial além do próprio Ariano Suassuna, Francisco Brennand, Raimundo Carrero, Gilvan Samico, entre outros, além de grupos como o Balé Armorial do Nordeste, a Orquestra Armorial de Câmara, a Orquestra Romançal e o Quinteto Armorial.

O POLÊMICO ARIANO

Além de talentoso, Ariano Suassuna também é polêmico. Defende duas ideias e tem respostas rápidas e diretas para quem fizer perguntas. As pelejas, como se diz no nordeste, são algumas e com alguns, mas a cultura americana é sem dúvida seu maior desafeto.

O movimento Mangue Beat, por exemplo, liderado pelo cantor e compositor (já falecido) Chico Science sofreu duras críticas de Ariano, justamente porque havia influência de sonoridades americanas como o punk, hip hop e funk. O que eles tinham em comum era a valorização da cultura local tanto que apesar das “desavenças de ideias” Ariano reconheceu que os jovens passaram a conhecer e valorizar mais o Maracatu a partir do Mangue Beat.

O chamado forró estilizado também recebeu críticas de Ariano, principalmente pelo palavreado utilizado e pela vulgarização da mulher.  Para ele as letras da músicas estimulam a violência e as relações banais. As críticas foram duras, alguns apoiaram outros não, mas assim é Ariano, ele não se poupa de opinar, mesmo que entre em discordância. A paixão pelo clube é declarada aos quatro ventos.

ÂNIMO E ESPERANÇA

Muito além de críticas e polêmicas, Ariano é um homem que acredita que as coisas e as pessoas podem mudar, tanto que suas histórias acontecem em um sertão de encantamento, com humor e doses de leveza não somente as coisas duras da seca e da pobreza. Em uma das tantas entrevistas que já deu Ariano disse “Ah, sou um encantado com a vida! Vou lhe dizer uma coisa, se antes de nascer tivessem me consultado, mesmo que tivesse a consciência que tenho hoje de como a vida pode ser dura, ainda preferiria viver cem vezes porque tenho essa paixão pela vida.”

Isso vem muito da educação de Ariano. Mesmo o pai tendo sido assassinado, a mãe, não cultivou nos filhos nenhum sentimento de vingança (tão comum no sertão) pelo contrário. Ariano já a descreveu como sendo uma mulher corajosa, mas também terna e meiga.

HOMENAGENS

Entre tantas homenagens, Ariano foi o tema do Galo da Madrugada este ano e esteve presente no Camarote oficial do bloco. Feliz com a homenagem e de ver a estética Armorial presente nos carros alegóricos e nas fantasias Ariano posou para fotos, conversou com alguns foliões e se mostrou bem recuperado do infarto que sofreu no ano passado, um susto que segundo ele, lhe mostrou ausência do medo da morte.





terça-feira, 22 de julho de 2014

MOTOR: Harley-Davidson apresenta sua moto elétrica com som de avião

Um referência no mundo por suas incríveis motos a Harley Davidson apresentou recentemente sua primeira motocicleta elétrica que faz parte do projeto LiveWire. Fugindo do foco mundial de sustentabilidade e meio ambiente, a intenção é ampliar as possibilidades de se ter uma incrível moto reforçando a aparência, som e tato (como de costume). Segundo Jeff Richlen relatou, chefe de engenharia do projeto, “Nós não queríamos um produto silencioso”. E está aí uma moto com som inspirado em avião (veja o vídeo para ouvir).

"É um novo som para a Harley Davidson. Na primeira vez que ligamos os motores e fizemos a motocicleta andar, sabíamos que tínhamos algo especial", conta Richlen. Porém para não fugir de sua tradição que fez sua fama ao redor do mundo, a Harley-Davidson fez questão de manter o som marcante de seus motores. “O som foi inspirado no barulho de uma turbina de avião”, explica Jeff Richlen. Com o intuito de tornar a condução mais emocionante, o barulho emitido por ela auxilia na segurança do condutor, pois as motos elétricas emitem baixo ruídos. “O som é totalmente natural, mas trabalhamos no acabamento interno para que soasse assim”, acrescenta Richlen.

A ideia é fazer várias apresentações do novo modelo pelos EUA, começando por Nova York, passando pela famosa Rota 66 até passar pelas mais de 30 concessionárias Harley-Davidson até o final do ano. Isso tudo como ação de marketing e para testar nas estradas se o modelo será produzido em larga escala. Algumas unidades foram totalmente finalizadas e emplacadas para rodar pelos EUA. “Estamos estudando se esta turnê também passará no Brasil”, afirmou Mark Han-Richter, vice-presidente e chefe de marketing da fabricante.

Falamos tanto dessa super moto, mas e quais suas características? Vamos lá... Com um motor de 74 cavalos de potência, a moto faz de 0 a 96,0 km/h em 4 segundos, resultado comparável a um modelo tradicional com motor a combustível, de média e alta cilindrada. Sua potência máxima chega a 74 cavalos e o torque de 7,18 kgfm. Com velocidade máxima limitada eletronicamente em 148 km/h a moto possui autonomia média de 85 km, levando em média 3,5 horas para recarregar completamente suas baterias. E ainda possui um sistema de regeneração de energia nas frenagens.



Além de utilizar energia elétrica, outra novidade apresentada no modelo é o uso de um monoamortecedor na traseira, atualmente a empresa utiliza duplo amortecedor no eixo traseiro. Visualmente ela tem um design mais futurístico e um estilo “naked”, sem carenagens, em especial no chassi e conjunto ótico, algo inédito até então. Visualmente aproxima-se da linha V-Rod. Talvez toda essa mudança de conceito de uma HD não agrade aos mais tradicionais “haleyiros”, segundo Matt Levatich, presidente da Harley-Davidson, “Não é uma mudança para nós, é uma soma para a linha. Nossos tradicionais consumidores podem ficar tranquilos que vamos continuar produzindo os modelos tradicionais”.

Veja o vídeo: 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

ESTILO: Inverno com pegada sportwear

Exemplos não faltam para falar da tendência que chegou pra ficar: a sportwear. Uma delas é o modelo de jaqueta “bomber”, uma inspiração nas jaquetas de voo dos soldados americanos na Segunda Guerra Mundial. Com uma leitura mais moderna, a peça permite o homem circular em baladas e até eventos mais formais. Os moletons são outro exemplo. Se engana quem pensa que a peça funciona apenas para aquecer ou ficar em casa. O moletom deixou de ser encarado como “básico” para fazer parte do figurino constante da maioria dos homens.




Não sabe o que vestir em alguma ocasião? Na dúvida vá de blazer. Se for durante o dia, opte pelas cores claras. Caso contrário, pelos tons mais escuros. Receber em casa um convite com descrição de traje pode nos deixar inseguros. Se o solicitado for “passeio”, o blazer será peça obrigatória. Durante o dia, a gravata é dispensada, mas após o cair da noite, o assessório que lhe dá um nó na garganta, é bem-vindo. Se a exigência for “passeio completo” a gravata é indispensável. Mesmo se for à luz do dia.

Qualquer convite que seja enviado com descrição de traje terá uma ocasião um pouco mais formal. Mesmo que seja “esporte” não arrisque usar bermuda, camiseta e tênis. Nesse caso inclusive, o nosso grande aliado blazer pode ser uma boa opção porem, melhor que seja desestruturado. Não parecendo um paletó. Aliás a diferença entre um blazer e um paletó está justamente nesse ponto: o primeiro sempre é mais esportivo e o outro, mais social, assim como a parte de cima de um costume ou terno.

Acompanhando a democratização da moda, o blazer já pode ser usado até com bermuda, mas, é claro que isso cai bem para os mais modernos. Caso seja mais clássico, não arrisque. Opte por um jeans ou calça de sarja se a intenção for se vestir de uma maneira mais esportiva. Resumindo: o nosso bom e velho blazer é peça fundamental em nosso guarda-roupa. Seja de linho, sarja ou lã, é um bom companheiro para todas às horas. 
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A partir do momento em que a moda criou tendências, e isso acontece desde que nós humanos começamos a nos vestir e sentir prazer em acompanhar o que é moderno, ficou definido o que seria tendência para invernos e verões. Até a algum tempo, as cores, tramas e assessórios eram classificados como sendo clássicos para cada uma dessas estações do ano. Especificamente, marrom, cinza e preto, eram as cores de inverno e o amarelo, turquesa e branco coloriam apenas nossos verões... Quanto às tramas, o “tweed” e “pied de poule” eram apenas para os dias frios. 

Há alguns poucos anos, importantes estilistas arriscaram o branco e cores mais claras quando apresentaram suas coleções de inverno. Correram o risco de, os mais tradicionais críticos da moda não aprovarem. Foram considerados precursores, inovadores e o público aprovou. Desde então, estamos acostumados a ver cores cítricas em peças de inverno e tons escuros e terrosos combinando com a alegria das cores dos verões. Sendo assim, não espere ver nessa próxima estação de dias mais frios, apenas as clássicas cores de inverno nas “apostas” das mais importantes marcas da moda. Não se espante em ver, por exemplo, o amarelo cítrico como tendência para nossa próxima estação do ano. 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

ENTREVISTA: Gabriel Falcão, destaque em "Malhação" é um dos grandes atores da nova geração

A participação de Gabriel Falcão em Malhação já chegou ao fim, mas os seus planos artísticos e pessoais estão só começando. Além de atuar, gosta de música e literatura, não à toa tem um blog onde exerce sua criatividade com as palavras, vale conferir depois dessa entrevista a MENSCH.

Você está encerrando sua participação em Malhação agora. Como foi a experiência? O que te surpreendeu? Foram doze meses de um aprendizado diário. Cada dia era de experimentos e descobertas - tanto na frente das câmeras quanto nas ruas, na relação com o público. Foi um território que desbravei passo a passo, com todos os prazeres e temores inerentes. O que mais me surpreendeu foi o ritmo acelerado do processo como um todo: às vezes receber um texto para gravar no dia seguinte ou alguns dias depois. No começo isso me assustou um pouco porque eu não estava acostumado, mas com o tempo se tornou um desafio libertador.


Como você chegou até a Globo e à Malhação? Conta um pouco desse início... Bom, desde muito novo eu faço teatro - me lembro de aos seis anos já estar atuando em peças no colégio - e nunca parei. Com o tempo fui me aprofundando, quando adolescente estudei no Tablado e na CAL, e na hora de escolher uma faculdade eu optei por Bacharelado em Teatro (que ainda não consegui concluir por conta de Malhação e outros trabalhos anteriores). Em seguida atuei em alguns musicais (Despertar da Primavera, HAIR, Quase Normal) e em uma série infantil na Nickelodeon (Julie e os Fantasmas). Quanto à TV aberta, nenhum mistério: já tinha feito outros testes antes, para novelas e minisséries, e quando fiz o teste para interpretar o Ben fui escolhido. Acho que chegou na hora certa, tanto em matéria de preparo artístico pra lidar com todos os encargos que um protagonista traz, quanto de preparo psicológico pra entender e atender as demandas que a visibilidade na televisão acarreta.

Com esse destaque em Malhação, como está o assédio feminino? No começo foi um pouco estranho, porque eu não estava acostumado com aquilo. Ver pessoas que ficaram horas do lado de fora do estúdio apenas pra te encontrar ou tirar uma foto com você é algo que demorei a entender. Mas, aos poucos, com carinho e respeito de ambas as partes fui encontrando a maneira de me relacionar com isso e tive um enorme prazer em ver a forma como o nosso trabalho repercutia e afetava um grande número de pessoas. Homens e mulheres, jovens e adultos, de todas as classes sociais, sem distinção alguma.



Malhação vai ficar na saudade? O que mais te marcou? Com certeza vai deixar saudades! Muitas! O que fica mais marcado, pra mim, é a convivência em grupo como um todo. Por ser uma novela de menor escala, nossos núcleos eram quase todos muito próximos, e isso fazia com que o elenco inteiro passasse muito tempo junto: tanto diante das câmeras quanto nos camarins.

Fora atuar, que tipo de expressão artística te encanta? Especialmente a literatura e a música. Sou leitor compulsivo, às vezes chego a ler seis livros por mês - de todos os tipos: ficção, teoria, poesia, teatro etc.

Se não fosse ator, o que acha que seria? Algo ligado à música, já que você curte tocar violão? Talvez fosse músico, sim, é verdade. Adoro cantar e tocar violão e piano, e ouvir música é um dos grandes prazeres da minha vida. Mas acho mais provável que eu me tornasse escritor. Inclusive eu mantenho um site onde publico textos de todos os tipos, www.omundoqualquer.blogspot.com - e penso em algum dia publicar algo, quem sabe...


Quando não está em cena, o que curte assistir (TV, teatro ou cinema)? Quais seus ídolos? Em televisão, adoro ver séries e minisséries (LOST foi um dos meus maiores vícios até hoje) e também sempre tento ver alguns trechos das novelas, pra acompanhar o trabalho dos atores e diretores e autores. Acho importante estar em sintonia com seu tempo e seu espaço - e a novela sem dúvida é uma manifestação muito forte no Brasil nas últimas décadas. No teatro gosto de ver de tudo, desde que feito com cuidado e dedicação - teatro musical, autores clássicos, espetáculos experimentais. São tantas pessoas que eu admiro e tenho como exemplo... Mas se eu tivesse que nomear só um, atualmente seria o grande Wagner Moura. Não só pela qualidade artística dos seus trabalhos, mas também por sua postura pública.

Pra manter a saúde e o corpo em dia, quais seus hábitos? Já há alguns anos eu pratico yôga, e desde criança eu surfo - isso sempre me ajuda a sustentar a sanidade do corpo. Além disso, pra manter a saúde mental eu pratico meditação quase diariamente. É indispensável.

Agora muito está se falando do seu relacionamento com a atriz Vanessa Gerbelli. Esse interesse da mídia chega a te incomodar em algum momento? Não, o interesse comum é algo absolutamente compreensível: somos os dois pessoas públicas por conta de nosso trabalho na televisão. O que varia muito, e portanto às vezes pode chegar a ser desrespeitoso, é a medida e a forma do exercício concreto desse interesse. Hoje em dia, com tanta informação circulando tão rápido e com tão pouco critério, é muito fácil esquecermos que as pessoas públicas de quem falamos são, elas também, pessoas, de carne e osso - têm sentimentos e medos, sonhos e vontades, famílias e amigos. Essa lembrança me parece ser fundamental.

Falando sobre isso... O que mais te atrai em mulheres mais velhas. Foi uma exceção ou é uma regra na sua vida? Nem exceção e nem regra (risos). Mas, pra mim, três coisas são essenciais em uma mulher: sensibilidade, inteligência, e interesse pelo mundo.

Você é um cara vaidoso? Como lida com o espelho? Não me considero muito vaidoso, não. Acho que o espelho é, literalmente, apenas a forma como vemos a nós mesmos. Estando bem consigo, estamos bem com ele.

Quais os planos daqui para frente? Algum em especial ou vai vivendo um dia por vez? Os planos são muitos, e o primeiro deles já estou realizando agora: estudar Shakespeare na Inglaterra é um privilégio e um sonho de muitos anos. Já os planos profissionais também são incontáveis: tenho vontade de voltar ao teatro profissional, de atuar no cinema, de continuar a desbravar a televisão... Mas esses vão esperar minha volta ao Brasil. Afinal, é um plano de cada vez.


Fotos Edu Rodrigues
Direção Criativa e Produção Executiva Marcia Dornelles (www.mdproducoes.com)
Stylling Xico Gonçalves
Beauty Guto Moraes

Gabriel Falcão Veste - Look 1: calça Overend, camisa Convicto, camiseta Jonny Size, bota coturno Zara, Look 2: calça Complexo B, tricô Jonny Size, Look 3: calça Ogochi, camisa cinza Overend, paletó Acostamento Outfitters, Look 4: calça Base, camisa Ogochi, paletó Ogochi Absolut, sapato acervo.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

ESTILO: HIVER DE BASE - Sobreposições de peças dão o tom para deixar o seu visual mais urbano e clássico nesse inverno.

A combinação de chapéus, óculos de sol, poucas cores e tecidos dos mais variados estão entre as propostas reunidas para este inverno. Sobreposições de peças, misturas de padronagens, diferentes texturas juntamente com blazer ou jaqueta dão o tom para deixar o seu visual mais urbano e clássico ao mesmo tempo. São peças que podem facilmente combinar entre si criando um visual criativo e cheio de estilo para a estação mais fria do ano.