quinta-feira, 5 de maio de 2016

OBJETO DE DESEJO: Sno Pad, a snowmobile do futuro agita o próximo inverno

Para que mora nos trópicos e em países mais quentes como o Brasil, essa talvez seja uma realidade muito distante. Porém nas férias de inverno se torne algo bem interessante de se conhecer. Este snowmobile certamente é o mais conceitual que você já tenha visto. Desenvolvido pelo designer americano Joey Ruiter, ele mais parece um disco rígido externo gigante, mas na verdade é um veículo para a neve muito rápido e prático por conta do formato.

Apelidado de "Sno Ped," é feito a partir de composto de alumínio e apresenta um design inspirado de fato do inverno de algumas das marcas favoritas de Ruiter em matéria de snowmobile, tais como G-Star RAW, Belstaff e Ralph Lauren. Equipado com um motor de 90cc, com apenas 15,5 cm de largura, o Sno Ped vem com um esqui de frente e um na pista traseira igualmente estreita. O corpo do Sno Ped tem 66 cm, as barras são significativamente mais amplas o que proporciona um controle de direção maior.


Viajando através de um terreno coberto de neve durante o inverno montado o Sno Ped pode parecer um pouco complicado, porque esta máquina não vem com esquis duplos frontais. De certa forma, o Sno Ped é mais de uma bicicleta de neve do que um snowmobile, e requer uma excelentes habilidades de equilíbrio.

O assento não parece ser o mais confortável, especialmente depois de algumas horas pilotando no frio, mas acreditamos que isso não é um grande problema. Um novo conceito de pilotar e curtir bons momentos na neve. Com visual futurístico, o Sno Pad com certeza não passa despercebido no meio da imensidão branca do inverno. Nas próximas férias de inverno fique atento e não deixe de testar essa nova forma de aventurar na neve.


Assista vídeo com o desempenho da Sno Ped:

SNO PED from Baas Creative on Vimeo.

terça-feira, 3 de maio de 2016

FOTOGRAFIA: Bert Stern, o fotógrafo que revelou o desejo e Marilyn Monroe para o mundo

Filho de judeus imigrantes, Bert Stern nasceu no Brooklyn em 1929, a paixão e escolha da fotografia veio por influência do pai, também fotografo.  Profissionalmente começou a atuar durante o serviço militar no Japão e a partir dessa experiência veio a oportunidade de trabalhar na revista Look Magazine, primeiro como entregador de correspondências e após formar uma estreita relação com um jovem fotógrafo da equipe, ninguém mais, ninguém menos que Stanley Kubrick, passou a fotógrafo de publicidade. Em seguida foi procurado por Madison Avenue, em Hollywood, e no cenário da moda internacional, Bert estava no coração do que George Lois (lenda da publicidade americana) chamaria de a evolução criativa. Ao longo da vida fotografou muitas atrizes, mas dizia preferir modelos, porque elas projetam o desejo e “é excitante fotografar o desejo”. E a carreira de Stern ia ganhando força, reconhecimento e fama. 

BERT E MARILYN

Bert fez nome nos anos 50 e 60, sendo crucial na redefinição da fotografia moderna. Contudo foram as fotos da atriz Marilyn Monroe para a Vogue Americana, semanas antes da morte dela que colocaram Bert no pedestal do mundo da fotografia tornando-se um ícone. Foram duas longas sessões de fotos com Marilyn, onde Bert experimentou várias técnicas, que foram desde serigrafia até impressões eletrônicas (na época recusadas pela Vogue). Sobre esse primeiro encontro com Marilyn ele declarou: “Esqueço minha mulher, meu bebê, minha vida apaixonante em Nova York. Nada mais existe naquele instante. Estou apaixonado.”

A paixão pela fotografia era, segundo Stern, uma forma de se aproximar das pessoas, e de as compreender, criando dessa forma laços mais fortes. Entre os vários trabalhos que efetuou durante a sua vida, destaca-se também o close-up de um copo de Martini no Egito, para uma publicidade da vodka Smirnoff. Com o tempo e a experiência as fotografias passaram adquirir outro sentido que não mais a moda ou a publicidade. A comunicação através da imagem passou a ser objeto de estudo, em fotografias que já não carecem de identidade ou significado. Passaram a ser vistas, em grande parte devido ao seu trabalho, como obras de arte que transmitem sentimentos e experiências.


“Jazz on A Summer’s Day” documentário de Stern, foi reconhecido em 1999 pela National Film Registry, devido à sua essência histórica e cultural. Com mais de 50 anos de carreira, Stern fez história, criou um estética própria, clean, que se manteve com o tempo e teve seu auge, principalmente nos anos 90, junto com outros fotógrafos como Irving Penn, Richard Avedon e Mark Shaw. Essa geração acreditava na clareza das imagens, ao mesmo tempo que ganhavam identidade e vida própria, ao contrário do que era até aí a norma padrão. Hoje, Bert Stern tem as suas obras em exibição em alguns dos museus mais prestigiados do mundo, entre eles o MoMA em Nova Iorque.





“The Last Sitting”

Stern foi responsável por retratar a mítica Marilyn Monroe nua, na última sessão fotográfica realizada pela loira, feita entre os dias 24, 25 e 26 de junho de 1962, seis semanas antes de sua morte, no dia 5 de agosto daquele ano no Hotel Bel Air, em Los Angeles. As fotografias foram publicadas em dois livros, em 1982 e 2000. Em um documentário que Laumeister fez sobre Stern, o fotógrafo disse: "Foi uma experiência única estar com Marilyn Monroe em um quarto de hotel". Segundo ele a nudez foi algo que aconteceu de forma espontânea, sem qualquer acordo anterior à sessão que teve lugar no quarto de hotel da atriz.




FAMOSOS CLICADOS POR BERN

Pelas lentes de Bern passaram o casal Liz Taylor e Richard Burton, durante as filmagens do filme Cleópatra em 1963. Sophia Loren, Audrey Hepburn e Truman Capote também posaram para Bert. O retrato da atriz Sue Lyon com óculos de sol em formato de coração acabou se tornando um clássico e foi usado para divulgar o filme Lolita de Stanley Kubrick. Stern cunhou o conceito de fotógrafo como uma estrela em seu próprio direito. Fotografando o que parecia ser as mais belas mulheres como Jean Shrimpton, Suzie Parker,  Bridget Bardot, Twiggy e Madonna.





ADEUS

Bert Stern morreu no dia 28 de junho, na sua casa de Manhattan, em Nova Iorque, aos 83 anos. A morte foi confirmada por uma amiga de longa data,  a cineasta Shannah Laumeister, segundo ela, eles estavam casados secretamente desde 2009.  A vida pessoal de Stern não foi tão bem-sucedida como a sua carreira profissional. O fotógrafo teve um casamento fracassado com a dançarina Allegra Kent e viu suas finanças irem às ruínas. Seu estado de saúde também era muito delicado havia alguns anos.

Confira o trailer do documentário Bert Stern: Original Madman”:

segunda-feira, 2 de maio de 2016

ESPORTE: O uso adequado de tênis na corrida de rua

A corrida de rua teve um grande crescimento nos últimos anos, especialmente pelo aumento do número de atletas amadores. A Maratona de Boston e a Corrida de São Silvestre, por exemplo, hoje limitam suas inscrições a 25 mil e 20 mil participantes, respectivamente. Esses dados demonstram que as pessoas buscam cada vez mais fugir do sedentarismo ou até mesmo perder peso com a prática de alguma atividade física.

Com o aumento dos adeptos do esporte, houve significativo crescimento da confecção de acessórios voltados para esse segmento, como os tênis, por exemplo, que hoje são encontrados em infinitos modelos, modernos e arrojados. Mas de acordo com o ortopedista Ricardo do Carmo Bastos, do Hospital de Clínicas Padre Miguel, o consumidor, no entanto, deve se preocupar com a característica de sua pisada para evitar lesões inesperadas: “O corredor deve avaliar se sua pisada é pronada, neutra ou supinada. Isso pode ser feito com o uso de uma baropodometria, disponível em algumas clínicas e lojas de calçados. Depois de saber como é a pisada, deve procurar o calçado próprio para ela”, ressaltou Ricardo.

O baropodômetro é um equipamento desenvolvido para a análise dos pontos de pressão plantar exercido pelo corpo, tanto em posição estática quanto em movimento. O aparelho é uma plataforma sensível à pressão que possui sensores piezoelétricos (captam a pisada) de alta tecnologia, conectado a um computador com um software apropriado para visualizar imagens coloridas e dados estatísticos, com um alto valor diagnóstico. Mas também é possível fazer o teste em casa de forma simples, mas assertiva – borrife água na sola dos pés e depois pise em uma folha de papel sulfite, o desenho formado indicará o tipo de pisada.

TIPOS DE PÉS

Chato: Pé com arco baixo, tende a deixar quase todo seu formato em uma pegada. Com grande grau de pronação, apresenta maior risco de lesões.

Normal: Com arco normal, sua pegada mostra uma faixa larga unindo calcanhar e a parte frontal do pé. Pronação leve e maior facilidade de absorver impacto.

Arco Elevado: Pés com arco elevado apresentam faixa estreita entre o calcanhar e a parte frontal, fazendo com que haja pouco espaço para absorção de impacto, uma vez que a pronação é praticamente inexistente.



Pronada: Ocorre quando pisa-se “para dentro”, forçando a parte do dedão para ganhar impulso. A pisada pronada afeta os joelhos, quadril e o tornozelo. Ao utilizar o equipamento inadequado para este tipo de pisada, a corrida fica ineficiente, provocando um esforço maior e aumentando também o risco de lesões.

Neutra: Pisada normal, em linha reta, desde o toque do calcanhar no solo até o levantamento da parte frontal. Esta pisada é equilibrada em relação a pronação e supinação. É a pisada mais eficiente, biomecanicamente, e possui risco menor de lesão.

Supinada: Esta pisada ocorre quando o corredor “pisa para fora”, utilizando somente a parte externa do pé, e impulsionando a corrida com dedinho. A pisada supinada provoca a concentração do peso do corredor nos dedos de fora, e pode causar lesões nos joelhos, costas e nos próprios pés.

O uso de calçados inadequados pode precipitar lesões nas articulações, principalmente no tornozelo e joelho: “O calçado errado pode provocar estresse por sobreuso de uma ou mais articulações, músculos (dor muscular de membros inferiores e lombalgias), tendões (tendinites) e fáscias (fasciíte plantar)”, complementou o especialista.

Além desses problemas de saúde, a inadequação do tênis também pode atrapalhar o desempenho do atleta. Por isso, é preciso atentar para os benefícios do tênis, seu modelo ideal e para que tipo de exercício ele é recomendado. Ao seguir essas valiosas dicas, o corredor pode melhor seu desempenho físico, sem traumas para a saúde.

Abaixo algumas sugestões de tênis de acordo com o tipo de pesada:


sexta-feira, 29 de abril de 2016

CAPA: Sidney Sampaio no comando da "Terra Prometida" (e da audiência esperada)


O ator Sidney Sampaio está prestes a ficar no comando de uma grande história, e além disso, talvez seu maior desafio como ator, que é protagonizar uma novela com um papel (como Josué) muito importante na história da Humanidade. Depois de passar por diversos trabalhos que o desafiaram profissionalmente, Sidney, que atualmente vive uma fase tranquila e estável em sua carreira, deixou a barba crescer, abriu mão (um pouco) da vaidade para mergulhar de cabeça nesse novo personagem. Que diga-se de passagem, tem tudo para ser um divisor de águas em sua carreira. Enquanto não enfrenta o ritmo frenético das gravações de um protagonista, a MENSCH conversou com ele para mais essa matéria. Aguarde, vem fortes emoções na vida desse batalhador.

Com quase 20 anos de carreira, você já fez de tudo um pouco. De vilão à mocinho, do juvenil ao drama. Como avalia sua trajetória? Da melhor forma possível. Uma trajetória de muito crescimento, aprendizado e amadurecimento pessoal e profissional. Sei que ainda tenho muito para caminhar, trocar experiências e grandes desafios pela frente. Fico muito grato pelos trabalhos que realizei e pelos talentosos atores que pude contracenar. 

E breve o desafio de protagonizar “A Terra Prometida” com o personagem Josué. Como tem sido isso para você? O ritmo de gravação é outro e exige muito mais de você como ator? Ainda estamos na segunda temporada de “Os Dez Mandamentos”, Moisés ainda está no comando, (risos). Daqui alguns meses é que darei início as gravações de “A Terra Prometida”, aí sim terei a oportunidade de protagonizar essa bela história. Sem dúvida o Josué está sendo um grande desafio na minha carreira. Estamos gravando muito, mas como em todos os outros trabalhos que fiz, minha dedicação é integral, procuro me entregar 100%.  


Ficamos sabendo que seu personagem irá passar por várias fases, de mais jovem até bem mais velho. Conta um pouco disso para nós? E como está sua preparação? A história de Josué é contada desde que ele tinha vinte e poucos anos até o final da sua vida com mais de 90. É uma oportunidade incrível ter um personagem com um arco tão extenso que começou sua vida como escravo e termina como um grande líder de todas as tribos de Israel. Será incrível contar essa história! Tenho buscado referências nas mais variadas fontes e vivenciando diferentes métodos para o meu amadurecimento profissional, além do constante exercício de autoconhecimento fundamental para o ator.

Depois de vários personagens contemporâneos, um personagem bíblico e de época. Tem estranhado muito? O que esse novo personagem tem te trazido? Fazer um personagem de época e bíblico exige diversos cuidados especiais. O figurino, que com o calor do Rio de Janeiro não é nada fácil de usar, são muito pesados e quentes, a caracterização: muito cabelo e muita barba, os trejeitos e vocabulário adequado, são todos itens importantíssimos para compor o personagem e dar mais veracidade a história. Em breve começarão as cenas de lutas, que são praticamente coreografias, outro desafio e tanto, mas tudo muito interessante.


Você irá passar um bom tempo usando barba e cabelão, como tem encarado isso? Como fica a vaidade? Procuro me enxergar como Josué, pensar como ele, então estar com um barbão me ajuda a manter esse exercício. Não me incomodo com as mudanças se elas forem importante para a composição do meu trabalho, com isso vou mantendo minha vaidade na dosagem certa. 

Que desafios você gostaria de enfrentar como ator? O que você gostaria de passar através da sua arte? Como ator busco estar sempre em um novo universo, fora da minha zona de conforto. Espero que meu trabalho ajude a estimular o questionamento, autocrítica, colaborando com nossa evolução.

Falando em vaidade, como mantém a forma? Já ter sido jogador de basquete profissional te facilitou algo em relação a disciplina com exercícios e alimentação? Além de correr na areia da praia para ajudar no condicionamento físico nas cenas de luta, quanto tenho tempo vou ao Lavanda, um espaço em São Conrado onde faço pilates e um tratamento chamado Quiropraxia Indiana. Os aparelhos do pilates propiciam uma estabilização postural que potencializa o tratamento da Quiropraxia Indiana. Enquanto a Quiropraxia promove o realinhamento da coluna vertebral. O pilates mantém a postura através da reeducação postural e do fortalecimento muscular. Juntos, os dois métodos ajudam a corrigir os problemas já existentes e também promovem ganho de força muscular, alinhamento, alongamento, correção, coordenação motora e aumento da capacidade de concentração.  


Onde você é mais vaidoso e como lida com isso? Sou mais vaidoso que gostaria com meu cabelo, procuro sempre refletir sobre a real necessidade de me importar com isso. (risos)

Que tipo de pai você é? E algum ensinamento que aprendeu com seu pai que tenta passar para seu filho? Procuro ser o mais presente possível e fazer o meu melhor para construção de uma personalidade saudável. Aprendi ser verdadeiro, sobre tudo comigo mesmo, com meu pai, gostaria que meu filho absorvesse isso. 

Você chegou a ficar noivo e quase casar... Que desafios você acha mais difíceis de enfrentar numa relação a dois. E o que é mais gostoso? Qualquer relação a dois é muito delicada, seja amorosa, profissional... apesar dos sentimentos, das ideologias, somos seres únicos, cada um tem uma forma de pensar, de agir... manter uma relação precisa de muita sabedoria, paciência, companheirismo, bom humor. É muito bom ter uma parceira, para dividir sua rotina, suas alegrias, tristezas, conquistas... 

Como lida com o assédio? Já teve algum problema por conta disso? Alguém já ultrapassou os limites? Adoro receber carinho e incentivo de quem admira e acompanha meu trabalho e procuro retribuir tudo isso. Nunca tive uma experiência desagradável com um fã, mas sei que é importante colocar limites.

O que te encanta e atrai numa mulher? Não sei, mas acredito que aquelas que me surpreendem estão no caminho. Valorizo autenticidade, mas não tenho um perfil específico, apenas escuto meu coração.

Você é muito ligado em redes sociais? Como lida com isso? Qual seu limite? Deveria ser mais, as vezes me desligo um pouco... mas sei que é uma forma de ficar mais perto do público que acompanha meu trabalho. Vou me esforçar para me dedicar mais, acho importante essa troca com os fãs. 

O que podemos esperar de Sidney Sampaio para daqui pra frente? Muita dedicação ao trabalho. Estou de corpo e alma para viver o Josué. E assim estarei para os próximos desafios.


Foto Nilo lima
Direção de arte Marco Antonio Ferraz
Beauty Karina Aletto

Sidney Sampaio veste: LOOK 1 - calça Reserva, camisa Hugo Boss, jaqueta xadrez Ellus Vintage, faixa de luta original (acervo); LOOK 2 - saia kilt original escocesa (acervo), jaqueta Emporio Armani; camisa roxa com laço Ysl, óculos de aviador original (acervo); LOOK 3 - calça jeans CK, camisa Hugo Boss, blazer Hugo Boss, chapéu (acervo); LOOK 4 - jaqueta Pool, colar Cap Gap; LOOK 5 - camisa H&M malha cinza, camisa seda Maria Bonita Vintage, cap original (acervo).

quinta-feira, 28 de abril de 2016

HOTÉIS & RESORTS: Autêntica relíquia portuguesa - Pousada de Lisboa combina charme e história em Lisboa

Portugal tem encantos que vão de sua gastronomia, belezas naturais a recantos que conquistam qualquer visitante de passagem pelo país. A rede hoteleira por exemplo, possui opções incríveis para os mais diversos gostos e bolsos. Um bom exemplo disso é a Pousada de Lisboa, charmosa propriedade gerenciada pelo Pestana Hotel Group, que acaba de ser apontada entre as preferidas dos leitores da conceituada revista de turismo no mundo, a Condé Nast Traveller.  

Erguida em um edifício do séc. XVII, proporciona vista magnífica sobre o Rio Tejo, em sua localização privilegiada na elegante Praça do Comércio. Inteiramente restaurada e renovada, chegou a ser residência oficial de vários ministros no passado, e hoje é considerada, praticamente um museu pelas relíquias que guarda deste pedaço da história.


Com 90 apartamentos, spa, piscina interna, bar e restaurante comandado pelo chef estrelado Tiago Bonito, a Pousada de Lisboa conta ainda com a Dom Perignon Suite, onde o ex-ditador português, António Salazar, mantinha seu escritório. A Pousada está inserida nos SLH - Small Luxury Hotels, sigla que designa os melhores hotéis do mundo, oferece um conjunto de apartamentos que proporcionam experiências únicas, cada um deles com a sua particularidade. 

De suas janelas, hóspedes desfrutam de vistas para o Castelo de São Jorge, Praça do Comércio, Rua Áurea ou Câmara Municipal de Lisboa. Ficar hospedado alí é uma viagem entre o tradicional, o turístico e otrendy - experiência lisboeta autêntica e única. A Pousada fica a poucos passos das três regiões mais emblemáticas da cidade: a Baixa Lisboeta, o Chiado - perfeito para compras, e para ver e ser visto; e o Castelo de São Jorge, melhor vista que se pode ter da cidade. Para saber mais clique no site oficial.



quarta-feira, 27 de abril de 2016

CARRO: Jaguar XF, a segunda geração do Jaguar mais vendido em todo o mundo

A montadora britânica Jaguar lançou a segunda geração do Jaguar mais vendido em todo o mundo, o XF chega com carroceria de alumínio e um peso 80 Kg mais leve que seus concorrentes. Com um visual elegante, progressivo e esguio, redefinindo os padrões de estética e dinâmica de condução para o segmento dos sedãs, com seu estilo esportivo, mas sem abrir mão do conforto e do luxo de um veículo Jaguar. Se comparado com a versão anterior, o modelo ficou 28% mais rígido e até 190 kg mais leve, com 75% da carroceria em alumínio. Ao mesmo tempo, a distância entre-eixos aumentou em 51 milímetros, proporcionando maior espaço interno.

No interior, um espaço do banco traseiro que é líder do segmento, com duas opções de cores nos bancos com revestimento em couro. Outro detalhe é o sistema de entretenimento InControl Apps, que garante a conectividade com smartphones em uma tela sensível ao toque de oito polegadas. O sistema de som é digital Bespoke com 825W e 17 alto-falantes. Por fora a versão de entrada tem rodas aro 18 polegadas, faróis bixenon e teto solar panorâmico por fora, além de bancos, portas e painel em couro, ar condicionado de duas zonas, controle de cruzeiro, GPS, assistente de estacionamento dianteiro e traseiro e câmera de ré por dentro. 



Enquanto os modelos Prestige e R-Sport são equipados com motor 2.0 GTDi Turbo, que desenvolvem 240 cavalos de potência e levam 7 segundos para chegar aos 100 km/h, a versão topo de linha S é equipada com um 3.0 V6 Supercharged de 380 cavalos - o mesmo presente no superesportivo F-Type. Com ele, é possível chegar aos 100 km/h em apenas 5,3 segundos, com velocidade máxima de 250 km/h. O Jaguar XF vem com motor 2.0 Ingenium diesel de 163 cavalos e 380Nm pode estar associado a uma caixa manual de seis marchas. Todos os outros motores estão associados exclusivamente com uma caixa automática de oito velocidades. O motor turbo de 2.0 litros a gasolina de injeção direta desenvolve 240 cavalos e 340Nm de torque. O novo Jaguar XF também oferece uma ampla gama de sistemas de assistência ao condutor, e é também o primeiro Jaguar a oferecer faróis full-LED.

Já disponível no mercado, o modelo é apresentado em três versões: a de entrada Prestige, por R$ 264.700, a esportiva R-Sport, de R$ 288.600, e a topo de linha S, de R$ 381.100. Todas as versões são equipadas com o sistema de transmissão ZF de oito velocidades. 

Fonte: Jaguar, AutoEsporte, G1

terça-feira, 26 de abril de 2016

CINEMA: Cine PE comemora 20 anos buscando o lado lúdico e lírico da arte


O Cine PE chega à 20ª edição e, em 2016, acontece entre os dias 2 e 8 de maio, no Cinema São Luiz, para onde voltou no ano passado. Longas de ficção e documentários estarão juntos na Mostra Competitiva de Longas-Metragens, que reúne seis filmes nacionais, com diversas estreias no Brasil. A Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Pernambucanos apresenta nove filmes e a Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Nacionais, nove. Os ingressos custarão R$ 5.

Inscreveram-se este ano 575 filmes, sendo 501 curtas e 74 longas. “Tive o prazer de assistir a 31 curtas pernambucanos, nas diversas categorias. Jovens talentos estão surgindo no nosso cinema. Surpreendeu-me observar o quão universal estão os projetos produzidos por estes jovens. Fala-se de “estiagem”, de “seca”, mas também se produz roteiros ricos na dramaturgia existencial dos personagens, nos conflitos sociais e políticos. Foi uma rica experiência e concluo este processo seletivo com um sentimento de felicidade por poder entregar uma grade de filmes pernambucanos para uma plateia que, como sempre muito crítica, saberá reconhecer os méritos dos quais exalto aqui”, diz Sandra Bertini, diretora do Cine PE.

Sobre a seleção de longas e curtas nacionais, o crítico Rodrigo Fonseca aponta o tom de valorização do lirismo e do humor. “Vários filmes, mesmo os documentais, estão buscando o lado lúdico e lírico da arte. O coletivo de filmes dessa edição espelha essa tendência, que tenho identificado nos filmes brasileiros desse ano em geral. Uma busca pela leveza do sonhar e pelo humor. Os curtas têm esse mesmo traço de valorização do riso, do sonhar e do imaginar. Esses são os pontos centrais do Cine PE de 2016, que tentou valorizar autores já consagrados, como é o caso de Walter Carvalho, Paloma Rocha e Luiz Rosemberg Filho, e também apontar jovens talentos que gravitam do curta para o longa, como é o caso do Rodrigo Grota, que estreia com a gente seu primeiro filme de fôlego longo, que é o ‘Leste Oeste’”, diz Fonseca, que também destaca “Das Águas Que Passam”, de Diego Zon, que foi exibido na mostra oficial de curtas do Festival de Berlim, a Berlinale Shorts. Entre os longas em competição, três são 100% inéditos no Brasil: “Leste Oeste”, “Guerra do Paraguay” e “Por Trás do Céu” (veja lista completa abaixo).

Além da mostra competitiva, a vigésima edição do festival vai contar com a exibição de três filmes Hour Concurs. São eles: “Vidas Partidas” (RJ), “Pedrinho e a Chuteira da Sorte” (PE) e “Vampiro 40 Graus” (RJ), este último com sessão especial às 23h59.

O QG do festival será no Hotel 7 Colinas, em Olinda, onde acontecerão os debates e seminários. O hotel também vai receber os convidados e a imprensa especializada de todo o Brasil. Os debates dos filmes serão sempre na manhã seguinte à exibição e os seminários/wokshops ocuparão o período da tarde, tratando de temas atuais que envolvem o setor do audiovisual. Entre eles, destaque para uma sessão relativa aos resultados do mais recente Rio Content Market, com o apoio do BNDES.


HOMENAGENS

No quesito homenageados, o Cine PE 2016 vem com dois nomes de peso: a cineasta Carla Camurati e o ator Jonas Bloch. “O currículo artístico destes dois profissionais e a trajetória de trabalhos realizados por ambos são dignos de muitas homenagens. Camurati se lançou como diretora, produtora, roteirista e distribuidora em 1995 com o longa-metragem ‘Carlota Joaquina, Princesa do Brazil’, filme que se tornou um marco na retomada do cinema nacional. Jonas Bloch tem uma grande identidade com o cinema pernambucano, tendo participado de alguns filmes sob a direção de Cláudio Assis”, diz Sandra Bertini, diretora do Cine PE. 

Além de “Carlota Joaquina”, Carla dirigiu longas como “Copacabana” e “Irma Vap – O Retorno”. Ela ainda é atriz, atuando em novelas como “Brilhante”, “Champagne”, “Fera Radical” e Grande Pai”, e filmes como “A Estrela Nua” e “Lamarca”. A cineasta dirigiu também versões de óperas para o teatro nacional, como “Madame Buttefly”, “Carmen” e “O barbeiro de Sevilha”. Camurati deixou recentemente a direção do Teatro Municipal do Rio de Janeiro para assumir a curadoria de toda a parte cultural das Olimpíadas de 2016.

Já Jonas Bloch tem 50 anos de carreira e dezenas de novelas no currículo, como “Irmãos Coragem”, “Top Model”, “Mulheres de Areia”, “A Viagem” e “Sete Vidas”. No cinema, destaque para atuações em filmes como “Policarpo Quaresma, Herói do Brasil”, “O dia da caça” e “Amarelo Manga”.  

TROFÉU CALUNGA

O Troféu Calunga é oferecido aos vencedores das mostras competitivas de curtas e longas-metragens. A “Calunga” representa a boneca carregada pela sacerdotisa dos cultos afro-brasileiros durante a apresentação do Maracatu. Ela faz parte das cerimônias religiosas, onde recebe o nome de uma princesa e representa uma divindade expressando um objeto de força e proteção. O Troféu Calunga é uma criação da artista plástica Juliana Notari.

PREMIAÇÕES 

De acordo com o regulamento do Cine PE, são 12 categorias de prêmios para a Mostra Competitiva de Longas-Metragens: filme, direção, roteiro, fotografia, montagem, edição de som, trilha sonora, direção de arte, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, atriz e ator. Os filmes da Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Nacionais serão julgados em dez categorias: filme, direção, roteiro, fotografia, montagem, edição de som, trilha sonora, direção de arte, ator e atriz. Os títulos da Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Pernambucanos disputam a Calunga de filme e direção. Haverá um júri único para todas as categorias – os nomes dos jurados serão divulgados em breve.

INGRESSOS 

Os ingressos para as sessões do 20º Cine PE custarão meia-entrada no valor de R$ 5,00 (preço único). A bilheteria será de responsabilidade do Cinema São Luiz, e o faturamento revertido para a manutenção do espaço. Haverá vendas antecipadas, nas bilheterias do Cinema São Luiz. 


INFORMAÇÕES E PROGRAMAÇÃO: www.cine-pe.com.br

segunda-feira, 25 de abril de 2016

HOMEM NA COZINHA: Dicas e receitas práticas para o solteiro na cozinha

Depois da introdução e iniciação à culinária que fizemos na primeira matéria (clique aqui pra ler), chegou a hora de colocar a mão na massa (na carne, na salada...)... Você chegou em casa depois de um dia de trabalho e está com fome. Nessa hora, lembre-se que cozinhar bem não é fazer receitas complicadas, mas escolher ingredientes de boa qualidade. Então, não se deixe tentar pela facilidade do pacote de miojo. Coma bem, cozinhe para você. De entrada, uma salada de tomate, alface e pepino regados com aquele bom azeite de oliva extra-virgem extraído à frio e um pouco do vinagre balsâmico ou limão que você comprou é boa pedida. Rápida de preparar, ela o ajudará a pensar melhor no que cozinhar em seguida. 

Se quiser variar o molho que vai acompanhar sua salada, dois exemplos simples, a experimentar: 1. Mixe azeite de nozes, molho de soja, mostarda e vinagre balsâmico, ou; 2. Amasse um dente de alho com sal, acrescente azeite de oliva, limão, uma pitada de pimenta-do-reino e uma colherzinha de água. Se não acredita que é bom, experimente uma folha de alface ou rodela de pepino sem graça, e veja a transformação do gosto deles quando servidos com um desses molhos.

Claro, você não vai comer só isso. Para o prato seguinte, uma receitinha fácil que faz muito sucesso entre solteiros: peito de frango com mostarda. Antes de sair para trabalhar, você colocou o peito de frango em um prato, cobrindo-o com uma generosa colher de mostarda (compre mostarda de verdade. Existe até uma lei que obriga o fabricante a distinguir nas etiquetas “mostarda” de “molho de mostarda”. Não se deixe enganar! Guarde essa preparação na geladeira. Ao chegar em casa à noite, você passa esse peito de frango na grelha ou frigideira anti-aderente. Três minutos de cada lado e pronto. Mesmo quem não é fã de mostarda adora, pois a alta temperatura da panela muda o gosto da mostarda, tirando o picante que alguns não gostam. Além disso, a mostarda colore rapidinho o peito de frango, sem assá-lo por muito tempo - o que o deixaria seco -, e ainda evita aquela cara pálida da carne de frango olhando para você.

MÃO NA MASSA!
Outra dica para você solteiro, são as variações de massas. Já se perguntou por que existem tantas formas diferentes de macarrão na prateleira do supermercado? Espero que você não pense que ostra e polvo são servidos preferencialmente com massa em formato de concha porque são todos eles frutos-do-mar... A explicação para isso é que o formato dos alimentos muda a percepção de nossas papilas gustativas. Ou seja, o formato muda o gosto dos alimentos na boca. Existem anos de estudo e cultura culinária por trás de cada tipo e cor de macarrão. É por causa disso que vemos com mais freqüência salmão servido com penne, molho à bolonhesa servido com espaguete, e fusili em saladas. Faça uma experiência mudando o formato do macarrão que você consome normalmente e vai entender o que os italianos sabem desde muitos séculos.


Lembra daquele molho à bolonhesa que você gosta? Pois bem, receita de lasagna é uma boa dica para solteiros debutantes na cozinha. É fácil e sem segredos. Dificilmente ficar ruim. Você pode preparar na véspera, deixando dormir na geladeira, para assar na hora do almoço do dia seguinte. E se você prefere lasagna de queijo e presunto, está esperando o quê para ir ao supermercado comprar os ingredientes? Tenho certeza que seguindo a receita direitinho, ela será melhor do que qualquer lasagna vendida já pronta ou congelada.

E se o prato principal for massa, permita-se ralar seu próprio parmesão por cima dela. Ou seja, compre um pedaço de parmesão para ralar sobre seus pratos no momento de servir, pois muitos daqueles pacotinhos de parmesão vendidos previamente ralados não sabem nem onde fica a Itália (vide composição na etiqueta para entender). E eles não têm gosto de parmesão.

SABOR EM CONSERVA

Naquele momento de fome, lembre-se que os enlatados não são sempre vilões na sua dieta. Não se deve, contudo, usá-los como prato único ou principal. Mas nada impede que alguns alimentos em conserva venham acompanhar seus pratos. Dica, como exemplo, palmito, milho verde, azeitonas, assim como um atum enlatado, podem ser acrescentados àquela sua salada de legumes ou sanduíche de pão integral. Enfim, num momento de sufoco, abrir uma lata ou bocal de vidro não é pecado, mas não se contente em simplesmente comer o que tem dentro, acrescente uma transformação criativa a esse alimento. Você vai descobrir novos sabores.

Uma pequena observação ainda quanto aos alimentos em conserva: fique atento às etiquetas e evite alimentos conservados em óleo ou em salmoura, pois essa quantidade extra de gordura ou de sal pode ser prejudicial à saúde. Prefira então os conservados em água ou esterilizados à alta temperatura. Se quiser, acrescente o seu bom azeite de oliva na hora de comer o atum, mas não coma aquele óleo que já vem na lata. Assim você saberá o que está comendo e pode controlar o seu aporte diário em gordura. O mesmo vale para o sal.

Você conhece uma receitinha de arroz? Procure então cozinhar algumas variações com brócolis, ou com nozes, milho, alho, cenoura ou passas. Mas não misture todos ao mesmo tempo, ok? Vale a pena dar uma olhadinha nos ingredientes do arroz chinês e tentar fazê-lo em casa, cozinhando com seus ingredientes de boa qualidade. O arroz ficará mais gostoso e saudável do que o entregue pelo motoqueiro com ovo em pó reidratado.

VAMOS BATER BIFE...


Com todas essas variações você vai garantindo muitos dias de acompanhamento para seu bife. Falando em bife, na hora de escolher as carnes, você pode variar entre as macias que não exijam um tempo de cozimento muito longo e outros pedaços que exigem mais tempo. Dessa forma, você terá sempre à mão um pedaço para passar na chapa rapidinho, nos dias em que o cansaço vencer tua coragem de cozinhar. E terá também, naquele longo domingo de preguiça, a possibilidade de preparar uma carne lentamente cozida ao molho de vinho tinto. É fácil e é um prazer sentir o bom cheiro que invade o apê. Você já herdou uma panela de pressão para tentar essa receita?

E então, vamos colocar algumas dessas dicas em prática? Passe às panelas! Yes, you can! E nós teremos o maior prazer se você voltar aqui e nos contar sua experiência de solteiro debutando na cozinha. Se quiser mais receitas, uma olhadinha rápida na web com as palavras “homem na cozinha”, “receitas”, e você vai ter do que se divertir por muito tempo.


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sexta-feira, 22 de abril de 2016

ESTRELA: Juliana Schalch, a gata da série "O Negócio" está de volta ainda mais provocante

Juliana Schalch é solar, é alegria em viver. E essa intensidade toda, essa entrega, percebemos quando assistimos ela atuar. Seja na TV, teatro ou cinema. Sempre pronta a colocar em prática o seu olhar sobre o ser humano, Juliana encontra em seus personagens um pouco de si e recebe delas um pouco de vivência de algo novo. Naturalmente sexy e de bem com a vida e sua profissão, Juliana volta à telinha com sua personagem Luna na série “O Negócio” para uma terceira temporada. E mais uma vez ela conquista o público com uma personagem apaixonante. Isso é Juliana, apaixonante!

Juliana, depois de duas temporadas de sucesso com a série “O Negócio”, na HBO, em breve você voltará com a personagem Luna. O que podemos esperar? Essa temporada da série será surpreendente. As personagens atingiram um alto nível de sucesso nos seus negócios e, por isso, terão que enfrentar problemas talvez maiores do que imaginaram ter que lidar um dia. Apesar do sucesso, há outras questões na vida delas que precisarão de atenção - o público vai chegar mais perto de sentimentos delas. A temporada está bastante diferente das outras e tão divertida quanto.   


“O Negócio” foi “case” de audiência na América Latina e está sendo exibida também na HBO dos EUA. A que você atribui esse sucesso todo da série? A série é muito bem produzida e conta com um roteiro muito bom. A direção, super cuidadosa, provoca um jogo muito bacana entre os atores. Acho que a série foi muito feliz na maneira como conta essa história e, a cada temporada, tem a capacidade de se renovar e surpreender. A série aborda a sexualidade e a sensualidade de maneira natural e sem vulgaridade. Temos um grande público feminino e muitos casais assistem juntos a série. Talvez essa seja também uma das razões do sucesso.   

Além disso no segundo semestre você estreia “Sem Volta”, também uma série, só que dessa vez na Record. Seguindo a receita das séries americanas e fugindo do formado de novela, esse tem sido um produto de entretenimento cada vez mais popular. Como você vê isso? Por que esse sucesso das séries no “país das novelas”? O formato de série tem ganhado muito espaço no Brasil. É um formato que permite um ótimo desenvolvimento das histórias, de uma maneira objetiva. Permite que, a cada temporada, as coisas se modifiquem e amadureçam. “O Negócio”, por exemplo, está na sua terceira temporada e, de um modo geral, tudo melhorou. Equipe, atores, roteiristas, diretores, produção... Tudo foi melhorando e crescendo. A oportunidade de participar de um trabalho que tem essa continuidade me deixa muito feliz. Diferente de uma novela, eu me despeço da Luna, minha personagem na série, quando acaba a gravação da temporada e só a reencontro quando a temporada estreia na televisão. Nesse meio tempo, eu me modifiquei e ela (Luna) também se modificou. A diversão está em todo esse processo. Acho que pela quantidade de episódios, o público não se cansa dos personagens e nem da história. As séries também te dão a possibilidade de acompanhar mais o desenvolvimento da história, diferente de um filme, por exemplo.

Sua personagem Luna, tem a sensualidade e o humor na dose certa. Em algo ela se parece com você? Pegou algo da Luna para sua vida? Acho que, sempre que nos aproximamos de um personagem para interpretá-lo, emprestamos um pouco de nós e nos modificamos um pouco com ele. De uma certa forma, tem algo da Luna em mim e algo meu na Luna, sim. Ela foi meu primeiro personagem com esse toque de humor, aprendi muito com isso, me soltei mais, fui aprendendo a deixar a vida mais leve. Em relação a sensualidade, também sinto que ela me modificou no sentido de me deixar mais consciente e livre. É uma personagem delicada e firme que me fez crescer muito. 


Você parece ser alto astral e de bem com a vida. Procede? A gente tá aqui nesse mundo para ser feliz! Felicidade se planta a todo momento. Procuro, ao máximo, a harmonia e o bem estar nas coisas que faço e com as pessoas à minha volta. Acho isso muito importante e me dedico a buscar, o quanto posso, esse alto astral. Bom humor facilita e melhora tudo! 

O que te encanta e o que te tira do sério? Como se agrada Juliana? O que me encanta é gentileza, olho no olho, bom humor, educação, generosidade... O que me tira do sério é injustiça, é falta de respeito com o outro e mesquinharia. É muito fácil me agradar. Gosto de ver o melhor nas pessoas e, para mim, todo mundo é legal até que me mostre o contrário. Sou um pouco desconfiada, mas me encanto fácil e dou risada fácil também. 

Na Globo seus últimos trabalhos foram na série Brado Retumbante e A Teia, dois trabalhos mais sérios e densos. Se sente mais ou menos confortável em papéis mais densos? Como foram as experiências? Eu amei esses trabalhos na Globo. Foram duas minisséries ótimas e que me deram muito orgulho fazer parte do elenco. Me sinto confortável em personagens densos, gosto de explorar o humano, gosto de buscar o que tem de profundo e de belo. O bacana do formato série ou minissérie para o ator é que, desde o início, você já sabe de onde parte seu personagem e qual sua trajetória até o final. Isso permite uma investigação profunda sobre ele. 

Quando quer relaxar e desopilar o que curte fazer? Filmes, livros, música...tudo? Gosto de estar entre amigos, de ver um bom filme, de dançar e de tocar violão, embora eu não seja lá muito boa nisso ainda. Quando estou gravando, acho muito difícil me concentrar em uma leitura, por isso, tenho lido menos do que eu gostaria. Nesse caso, prefiro as atividades mais práticas. Gosto de cantar, de ir para à praia, de caminhar, de tomar um bom vinho...


Você transmite ser naturalmente sexy. Você se vê assim? Difícil falar, mas acho que sim… Entendo a sensualidade como algo que vem da sua beleza interna, da sua felicidade, da sua vivacidade e da troca que você se permite estabelecer com as pessoas. Quer dizer, não estar muito fechada em si mesma. Acho também que tem a ver com liberdade e aceitação.  

Que “armas” usa na hora de conquistar e ser conquistada? O bom humor e olho no olho. São fundamentais. 

Está namorando? Se sim, o que ele fez que te conquistou? O que o cara precisa ter ou fazer para atrair sua atenção? Sou casada há 8 anos e o meu marido, Henrique Guimarães, também ator, me conquistou por ser como ele é. Para mim, não existe cartilha para uma pessoa ser interessante. Acredito mais na coisa da pele, do olho, da verdade. Eu poderia dizer que precisa ser alegre, inteligente, bonito, mas acho que não é isso. A gente se interessa por alguém que nos faz compreender algo da gente mesmo. Algo que nos falta ou algo que a gente tem. É brilho no olho, toque, cheiro, criatividade...  


Como lida com o espelho? É muito vaidosa? Qual seu limite? E homem vaidoso, qual a medida? De maneira natural. Prefiro sempre conservar esse lado mais pé no chão. Caso contrário, o espelho vira uma necessidade absoluta e a gente fica refém da imagem. Sou vaidosa sim e acho que todo mundo deve ser um pouco, mas sem exageros e sempre dentro do equilíbrio. Digo o mesmo para o homem. É bom achar um meio termo: nem demais e nem de menos.

Fora atuar, se vê fazendo mais o que para viver? Gosto muito de estudar o ser humano. Fiz alguns anos de faculdade de Psicologia que parei para concluir a de teatro. Se fosse para ser outra coisa, eu seria isso mesmo, terapeuta. Conversar, ajudar a encaminhar questões, a curar dores e ajudar a encontrar a felicidade. Isso me estimula.

O quanto a arte representa na sua vida? Até onde iria por ela? Para mim, a arte representa um caminho para a liberdade, o encontro com sentimentos e sensações que, por vezes, ocultamos de nós mesmos - a possibilidade de se emocionar, de extravasar, o belo, o louco, o medo, o choro, o riso. Escolhi ser atriz por causa de um caminho também físico, de contato e entrega. Também danço e meu caminho como atriz começou na dança. Por isso, tenho algo de físico na minha arte. Eu atuo, mas só vou até onde meu corpo permite.

O que podemos esperar de Juliana para esse ano...? O que você espera de você mesma? Para este ano, tenho a estreia da série “O Negócio” que vai começar agora no dia 24 de abril. Também tem a estreia, no segundo semestre, da série “Sem Volta” que estou gravando no momento. No cinema, estarei no filme “Louco Amor”, dirigido por Marcos Schechtman, com Domingos Montagner e um elenco maravilhoso. O que eu espero de mim mesma? Mais... ir mais um pouquinho e conquistar, dentro de mim mesma, mais um pouco também.


Fotos Sergio Baia
Styling Amanda Lacerda e Camille Magalhães
Beleza Vivi Gonzo

quinta-feira, 21 de abril de 2016

ENTREVISTA: Nando Pradho, um dos maiores atores de musicais no Brasil faz sucesso dentro e fora dos palcos

Ator, cantor, tv e teatro fazem parte desse artista. Desde de muito cedo Nando Pradho, já despertava sua veia artística e a prova é que hoje ele é considerado um dos maiores atores nacionais de musicais. Seguindo a positiva onda das peças musicais, trazendo um pouco da Broadway para nossa realidade em famosos espetáculos como O Fantasma da Ópera, Miss Saigon e Jekyll & Hyde, Nando tem dado o que falar a cada novo projeto. Fora isso atualmente está na TV, em um programa voltado para crianças, e prepara o lançamento de seu primeiro disco solo agora para maio. Ou seja, Nando Pradho é um verdadeiro “showman” nacional. Conheça um pouco mais desse grande artista e fique atento em seus próximos trabalhos.

O que veio primeiro para você, a música ou o trabalho de ator? Quais as dificuldades e “facilidades” de cada um? Sou músico desde os 8 anos. Aos 17, era vocalista de uma banda e resolvi estudar teatro pra melhorar como intérprete na função de cantor mesmo. Não imaginava virar ator. Porém, quando a banda acabou, um amigo me levou pra assistir o musical Rent. Foi quando me deparei com uma linguagem que unia duas paixões em um único trabalho. Resolvi naquela noite que faria isso da vida.

Como você se realiza através da música? O ponto máximo da realização artística é o momento em que nasce uma canção que exprime exatamente como me sinto. Imagino que seja o mais próximo do que sente uma mãe que acaba de ter um filho, pois ali ganho um companheiro que amo e me acompanhará para sempre.

E através da atuação, TV, teatro, cinema... Onde se sente mais confortável? Estar confortável depende muito do diretor, independentemente do veículo. Eu me coloco à disposição do diretor e não me sinto com esse peso nas costas. É como se eu fosse a guitarra e ele o guitarrista. Só preciso ser um bom instrumento e confiar nele. Estou completamente apaixonado pela rotina da TV e pretendo ter a mesma segurança que alcancei nos palcos. “Morei” praticamente dentro de teatros em que fazíamos sete apresentações por semana, durante 15 anos. Não tive contato com cinema ainda, mas, com um bom diretor e um roteiro desafiador, deve ser uma experiência única. 
  
Fazer um musical é a forma perfeita para unir seus dois universos? Com certeza. Mas para juntar essas duas formas de arte exige técnica. Não é tão simples fazer essa união. Se torna uma terceira coisa, não só uma somada à outra. Acredito nas escolas de teatro musical, mas acho que a prática é o melhor dos mestres para se chegar a essa Terceira coisa.


Você já fez “A Bela e a Fera”, “Chicago”, “O Fantasma da Ópera”, “Miss Saigon” e “Jekyll & Hyde — O Médico e o Monstro”. Grandes clássicos da Broadway. Como foi participar disso tudo? Foi mágico, principalmente sendo dirigido pelos melhores do mundo nessa linguagem. Das nove produções que participei, seis foram estrangeiras. Tanto contato com a maneira diferente de pensar e trabalhar deles foi realmente muito enriquecedor. A disciplina que me acompanha desde então devo a isso.  

Qual musical você deseja muito poder participar ou trazer para o Brasil? Sinceramente, adoraria remontar “O Médico e o Monstro”, pois foi a única produção que ficou apenas três meses em cartaz. Como protagonista, eu era exigido ao limite vocalmente, fisicamente e como ator. Ficou um gostinho de quero “muito” mais!

Você acha que os musicais são uma forma de atrair mais público para o teatro? Como sente esse feedback por parte do público? Não há como negar o aumento expressivo de público nos teatros e o número de teatros construídos desde o início dessa leva de montagens que se iniciou em 1999. Talvez o teatro sem música tenha perdido espaço e investimento por conta disso, o que é triste. Assim como muitos músicos perderam seus espaços de shows para os comediantes de stand-up. O público se mostra apaixonado, sem dúvida, mas sempre que tenho contato, procuro passar que o teatro de texto, a música ao vivo e o circo são os nossos principais alimentos de inspiração.


Viver de arte no Brasil ainda é um grande desafio. Quais seriam as saídas para melhorar esse panorama? O que dificulta mais? A falta de respeito pela profissão e a falta de investimento, principalmente fora de São Paulo, são os maiores obstáculos. Respeito e investimento mudariam esse panorama.

O que você acha desses programas de TV como The Voice e Superstar, que revelam novos talentos musicais? É realmente uma grande ajuda para cantores ou apenas uma vitrine temporária? São imensas vitrines para novos talentos, porém poucos permanecem em evidência. Acredito que seja devido à falta de produção criativa. Quem teve essa oportunidade nos anos 1960, com os grandes festivais, e permanece até hoje são verdadeiras usinas criativas, e não excepcionais cantores. É muito bom ouvir uma boa voz, mas nada se compara a uma canção que te emocione pela obra.

Como é trabalhar para o público infantil em “Cúmplices de um Resgate” (SBT)? Está sendo maravilhoso. Crianças são fãs muito ativos. Com mais de 225 mil seguidores, constantemente tenho de estar presente respondendo a perguntas e em contato com elas. É muito divertido.

Quando não está trabalhando o que curte ler, ver e ouvir? Jeffrey Archer é meu escritor de cabeceira e atualmente estou lendo “O Voo do Corvo”, tenho ouvido bastante Caetano, John Mayer e um compositor português chamado Miguel Araujo, e assistindo à série Homeland.

Quais os próximos passos? Em maio lanço meu primeiro CD solo, “Paleta de Sons”, começo a fazer shows e quando acabar a novela adoraria estar em um novo desafio na TV.



Make e hair @falksm 
Agradecomento especial @albertossf 
Moda @malenarusso