quinta-feira, 21 de agosto de 2014

MÚSICA: George Mendez, o DJ que rodou o mundo com as melhores baladas e suas trilhas musicais incríveis

“De Pernambuco para o mundo”. Essa frase cabe para George Mendez. Apaixonado e fascinado por música desde os 5 anos esse pernambucano ganhou o Brasil e o mundo tocando nas maiores e melhores baladas...Além de DJ, e dos bons, George tem uma escola de formação de DJ´s e compõe trilhas sob medida para o mundo da moda e dos eventos só para citar alguns exemplos mostrando que a música faz parte da vida e não só das festas.

Como surgiu a ideia de criação de trilhas para moda, eventos, websites...? Onde conheceu esse mercado? Da própria necessidade de clientes em busca de um trabalho exclusivamente feito para eles, acentuando através do áudio a sua marca, o seu estilo ou a sua proposta. Conheci esse mercado quando visitei a loja francesa "Colette" em Paris e vi que tudo dentro dela era harmoniosamente estudado: da decoração a arquitetura, passando pela música. 

Ao ser convidado para criar uma trilha sonora o que precisa saber sobre o cliente para desenvolver a trilha certa? Seu ambiente, sua arquitetura, sua marca, sua proposta, suas aspirações e, sobretudo, que produto oferece e para que classe(s). Baseado nisso e visitando o local durante o seu funcionamento e observando a atmosfera é que uma trilha pode ser desenvolvida.

Compor uma música tem a ver muito com inspiração, né? Já compor uma trilha pra um objeto/produto tem mais técnica que inspiração ou não? Como é o processo? Tem mais a ver com um amplo conhecimento musical mesmo... Lembrar de coisas antigas, referências atuais, tendências ou até mesmo estilos que ainda não são tão comuns ou explorados. Eu prezo muito pela exclusividade e tento fugir dos rótulos fáceis (a não ser que seja isso que o cliente busque, quase nunca é!). Sempre procuro a versão menos tocada ou menos previsível de uma música ou artista, claro que respeitando a identidade proposta pelo ambiente previamente estudado. O processo é lento, porque preciso, além de ouvir, pesquisar em sites e revistas especializados para então iniciar o processo de seleção propriamente dito. Em média, de cada 100 músicas que escuto, seleciono cinco ou 10 no máximo para um cliente x, aproveito e separo o que pode ser uma opção para um outro cliente e já deixo guardada em uma pasta. 

Além da produção de trilhas sua empresa também oferece cursos para DJ para faixas etárias diversas... Compartilhar conhecimento é importante pra você? Na minha empresa-escola, a OKMUZIK, os cursos de DJ são individuais para que o aluno possa ter o máximo de aproveitamento, seja ele no Kids (curso para crianças até 12 anos) ou no Senior – para senhores acima dos 60 que buscam no curso uma terapia e uma diversão.  E é nessa troca de informação, seja com crianças, jovens ou senhores, que todos nós (talvez eu mais que todos) aprendemos algo novo sobre outro ponto de vista. 


Hoje a gente vê muita gente se autointitulando DJ, mas o que faz um bom DJ no sentido profissional? O que diferencia o amador do profissional? A facilidade que a tecnologia trouxe para o campo da música fez com que qualquer um possa ser "um DJ" hoje em dia. Seja ele um DJ amador (que exerce por hobby) ou um DJ profissional (que faz disso sua principal fonte de renda). O que o faz bom, como em todas as profissões, é o aperfeiçoamento e o contínuo estudo para se reciclar, e se aliado a isso você traz consigo o dom da música, BINGO! É meio caminho andado pra você ser um ótimo DJ. Um bom DJ é aquele que agrada ao público para o qual ele foi contratado para entreter. Se o público tem um gosto próximo ao gosto pessoal do DJ é outro fator que certamente levará ao sucesso do seu trabalho.

Como surgiu a vontade de ser DJ em você? Quando percebeu que tinha talento e podia fazer disso uma profissão? Nunca brinquei de bola, peão, pipa ou futebol. Com 5 anos eu já comprava discos de novelas internacionais e ouvia no "3 em 1" da minha mãe.  Me fascinava ver o disco girando e que dele saíssem todas aquelas músicas. Aos 12 anos, fui a uma festinha de aniversário de um amigo do colégio em uma "danceteria" e quando vi aquele mundo de luzes, botões e sobretudo “discos" na cabine do disc-jockey foi quando meus olhos brilharam e minha mente descobriu o que eu queria fazer na minha vida: TRABALHAR COM MÚSICA!

Tocar no Brasil e no mundo... A galera curtindo o som que você coloca...Como é seus prazer e satisfação nisso tudo? Qual a maior realização de um DJ? Minha maior realização é ter criado minha identidade como DJ (já que praticamente tudo que eu toco eu mesmo criei através de remixes e produções próprias), isso sem dúvida é o meu maior diferencial e o meu maior orgulho. Gosto de surpreender meu público seja com alguma música esquecida à qual eu fiz uma versão nova, (não existe isso de música velha, existe música boa esquecida), seja com batidas e fusões inesperadas. Nisto reside minha maior satisfação: ver a vibração das pessoas em sintonia com a minha através da música.

Onde estão as grandes baladas no Brasil e no mundo? O que fazem delas grandes baladas? Ibiza, na Espanha ainda é a meca das baladas do mundo. Seja pelo tamanho dos clubes, pelos DJ’s mais badalados da atualidade que tocam todo o verão lá, pela qualidade técnica do som sempre impecável e pelos detalhes de luzes e decoração. No Brasil, temos em São Paulo meus dois clubes favoritos: o D-edge e a The Week (estilos totalmente diferentes, porém qualidade indiscutível, sem deixar a desejar a nenhum clube do mundo).

O que você costuma ouvir quando não está colocando música para os outros ouvirem? No meu iPod tem Ella Fitzgerald, Cocteau Twins, The Smiths, Nina Simone, The XX, e os nacionais tenho ouvido muito Silva, Adriana Calcanhotto e Tiê.

Quer ouvir um pouco do som de George Mendez? Acesse: http://www.okmuzik.com.br/#/home

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

FITNESS: AUMENTE OS RESULTADOS DO SEU TREINO!

Vários praticantes criam resistência em treinar com cargas mais elevadas, o que prejudica e prolonga o tempo para obtenção de resultados, principalmente estéticos. Este comportamento é fruto da falta de informação e de alguns mitos que acompanham os treinos intensos. É preciso deixar claro que para aderir a treinos mais intensos é necessário passar por um período de adaptação, estabelecido pelo professor/treinador.

A musculação bem orientada gera importantes benefícios à saúde, mas para estética é necessário treinar próximo ao seu limite em todos os treinos, aplicando mais qualidade ao sua sessão. Abaixo seguem as dicas para que sua sessão de treino tenha mais qualidade e intensidade:

1 - Amplitude do movimento e velocidade de execução: durante a execução do exercício, salvo situações especificas, o movimento deverá ser executado em sua total amplitude, de forma lenta, controlada e sem pausas de descanso nos pontos de “conforto”. Estes ocorrem quando a musculatura se encontra totalmente estendida ou flexionada. Provável prejuízo: caso essa dica não seja observada a intensidade do exercício será menor e a flexibilidade poderá ser prejudicada em longo prazo.

2 - Número de repetições: o número proposto de repetições de cada série deve receber uma atenção especial. Ele é o objetivo a ser alcançado durante uma série. Vamos ao exemplo: caso sua série seja de 10 repetições e durante a execução perceba-se que é possível realizar mais 2 repetições, não pare, continue até a 12º repetição, caso este seja o seu limite. Se ainda restar outra série, ajuste a carga e tente se aproximar do número de repetições proposto (neste caso 10). Lembre-se que seu músculo não sabe contar, você sabe contar! Para realizar essas repetições máximas é preciso aumentar seu nível de tolerância à dor, já que ir até a “falha muscular” gera certo desconforto. Provável prejuízo: a musculatura se desenvolve a partir dos estímulos promovidos, caso estes sejam insuficientes (repetições fáceis) os resultados não serão os esperados.

3 - Intervalo de recuperação: o intervalo entre os exercícios e entre séries é uma das variáveis mais importantes, pois o “descanso” entre um estímulo e outro é determinante para o resultado. Portanto, respeite o intervalo determinado, pois ele contribui para que as alterações promovidas pelos estímulos não sejam insuficientes, devido às longas recuperações entre as séries. Provável prejuízo: o objetivo do treino não é alcançado por conta da excessiva recuperação muscular e diminuição da intensidade do treino.

Claro que existem outros fatores e orientações que colaboram para melhorar a intensidade, qualidade de sua sessão de treino, mas iniciando com as citadas já será um grande avanço aos seus resultados. 

*Anderson Santos é educador físico e personal do Mais Atividade Física. (www.maisatividadefisica.com)

Acompanhe a MENSCH também pelo Twitter e Fanpage: RevMensch e baixe gratuitamente pelo iPad na App Store. 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

FOTOGRAFIA: Henri Carter-Bresson, o homem invisível e toda a visibilidade de sua obra

Para celebrar o dia da fotografia, só um grande mestre para ilustrar e representar tantos outros artistas na arte de registrar o mundo sob uma ótica tão particular. E Henri Cartier Bresson tinha o dom de passar quase que invisível pelos fatos para assim puder registrar da melhor forma. Nascido na Paris de 1908, Henri viveu uma época onde os pais ditavam o futuro dos filhos mas tendo ele já nascido um artista livre seguiu seu próprio rumo. Em uma viagem à África Henri deixou a pintura e se enveredou de vez pela fotografia se tornando o grande mestre da arte fotográfica dos anos 20 inspirado pela fotografia de do húngaro Martin Munkacsi, publicada na revista Photographies (1931), mostrando três rapazes negros a correr em direção ao mar, no Congo.

Viajou o mundo com sua Laica em punho e fez o mundo viajar com suas fotografias focadas em temas do fotojornalismo. Como não poderia deixar de ser, fez grandes registros históricos, foi prisioneiro dos Alemães por três anos durante a Segunda Grande Guerra e por pouco não fazem uma exposição póstuma de suas obras por acharem que estava morto. Foi também o primeiro fotógrafo da Europa Ocidental a registrar a vida na União Soviética de maneira livre.


Junto com o amigo Robert Capa, David ''Chim'' Seymour e George Rodger, fundou a Agência Magnum em 1947 e já em 1948 partiu para o mundo novamente, circulando por Índia, Burma, Paquistão, China e Indonésia até 1950. Suas lentes registraram o fim do domínio britânico na Índia, o assassinato de Mohandas Gandhi e os primeiros meses de Mao Tse Tung tudo devidamente registrado no livro IMAGES À LA SAUVETTE lhe rendendo uma reputação sem precedentes.
"No meu modo de ver, a fotografia nada mudou desde a sua origem, exceto nos seus aspectos técnicos, os quais não são minha preocupação principal. A fotografia é uma operação instantânea que exprime o mundo em têrmos visuais, tanto sensoriais como intelectuais, sendo também uma procura e uma interrogação constantes. E' ao mesmo tempo o reconhecimento de um fato numa fração de segundo, e o arranjo rigoroso de formas percebidas visualmente, que conferem a esse fato expressão e significado".


Perfeccionista, tentou por duas vezes destruir suas próprias fotos, o que felizmente, não conseguiu. Deixou a Magnum em 1966 e passou a não mais fotografar de forma profissional. Avesso a fama e badalações não se deixava fotografar por não querer que fizessem com ele o que ele fez com os outros a vida inteira. Para muitos Cartier-Bresson é puro lirismo e poesia, suas imagens desconhecem limites e sua genialidade se dá justamente por ele estar sempre invisível e deixar suas fotos sob os holofotes.

Henri Cartie-Bresson, faleceu em 02 de agosto de 2004, mas a sua obra é eterna e continua influenciando muitos artistas, fotógrafos e admiradores. Como poucos sabem fazer parar no tempo situações que duraram frações de segundos. Para preservar o seu legado e manter vivo o seu espírito livre, Henri Cartier-Bresson, Martine Franck e sua filha Mélanie decidiram montar uma fundação que teve início na primavera de 2003, um ano antes de o mestre partir.

A fundação é reconhecida pelo governo Francês como de obra de grande interesse público e está sediada em uma belíssima casa em Montparnasse. Fica a dica para os amantes do trabalho de Henri Cartier-Bresson, para quem a câmera é um instrumento de intuição e espontaneidade. 


domingo, 17 de agosto de 2014

PROMO MENSCH: Diogo Viana fala sobre seus dez anos de carreira ao "Fazendo Sala"

O arquiteto Diogo Viana é um colecionador nato: de objetos, histórias e memórias. E é sobre esse universo particular que o blog Fazendo Sala (www.fazendosala.com.br) conversa com o profissional, para a série de vídeos "Na sala com..." que vai trazer, quinzenalmente, sempre o perfil de um novo entrevistado. Para a estreia, Diogo recebeu a equipe do blog no seu recém-decorado flat de 36 metros quadrados, onde pretende morar por três anos, enquanto seu endereço definitivo fica pronto. Na conversa, ele fala sobre seus dez anos de carreira, completados este ano, sobre estilo, tendências, modas e modismos. O post traz ainda várias imagens que traduzem um pouco do estilo e dos gostos pessoais de Diogo, que precisou projetar a forma como queria pendurar os quadros em sua parede para aproveitar da melhor forma o espaço.


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

BALADA: Bar do Cachorro, uma Noronha em versão bacante

Na Roma Antiga, em periodicidade cíclica, eram promovidos rituais religiosos em homenagem ao deus do vinho, Baco (também conhecido como Dionísio), invadindo as ruas do império com danças, gritos e festejos. A ideia era promover espaço ao delírio dos romanos bacantes, cujo mais alto nível de perfeição báquica significava não considerar absolutamente nada como algo vedado pelo moralismo. O resultado disso se deu por meio de desaparecimentos, orgias, envenenamentos e confusões das mais graves e mais diversas, levando à proibição dos bacanais pelo senado romano. 

Sendo assim, o que os bacanais têm em comum com o paraíso de Fernando de Noronha? Além da influência sobre as mais diversas festividades do ocidente moderno, também presentes na ilha, o fato é que os bacanais servem até hoje como referência do poder das celebrações. São, antes de tudo, uma prova de que qualquer povo, em qualquer época e sob os domínios de quaisquer impérios, tem necessidade de extravasar. Essa necessidade é tamanha e tão poderosa, que nem mesmo as águas translúcidas e o espetáculo diurno da natureza são capazes de conter. É uma força inerente à condição humana, e esconde um dos desejos mais secretos da existência civilizada: se no mais perfeito dos paraísos não houvesse sequer uma festa, então habitá-lo se tornaria uma condenação.

Fernando de Noronha, evidentemente, não foge à regra dos cenários paradisíacos que, apesar de estonteantemente lindos, necessitam de uma dose de delírio bacante. E para quem procura por diversão noturna na ilha, a resposta automática é semelhante a uma bússola já quase viciada: aponta sempre para o Bar do Cachorro.

Aberto de segunda a sábado, o local é a alternativa de turistas e moradores que, em meio à calmaria típica do arquipélago, vão em busca de algumas horas de badalação. Por lá, é possível dançar forró até às 3h da madrugada, com direito a cerveja gelada e paisagem de cartão postal. Às segundas-feiras, inclusive, há maracatu se apresentando no espaço, para fascínio dos turistas e ufanismo dos locais. Uma programação aparentemente comum na capital pernambucana - como curtir o som de uma sanfona ou incorporar o ritmo do batuque - foge ao clima bucólico perene em Noronha e, por isso mesmo, acaba por se tornar tão especial. Qualquer roteiro de viagem planejado sob os moldes do Turismo de Lazer deve incluir obrigatoriamente o point. Quem já conhece o endereço, vai além: obrigatório mesmo é chegar antes do horário da badalação propriamente dita e, assim, apreciar o sol se pondo na Praia do Cachorro. Praia, aliás, que justifica o nome do bar.

ONTEM E HOJE

Fundado há mais de vinte anos pelo empresário Sidney Costa, o espaço antes abrigava um lava-jato. Quem o frequenta atualmente, porém, sequer consegue imaginar a diferença de contexto. É que o lugar foi tão remodelado, tão aperfeiçoado em prol de sua clientela, que hoje conta até com lojinha de souvenires. Fez uso da receita ecologicamente correta do sucesso: combinou modernidade ao uso consciente de seus privilégios ambientais. 

No menu, o Bar do Cachorro serve pratos calculados para deixar satisfeitas uma ou duas pessoas: dos petiscos às lagostas grelhadas, além de bobó e até mesmo picanha, para variar o clima e cardápio praieiros. Com a chefa francesa Ana Jabue no comando da cozinha, o bar vem aprimorando sua gastronomia, investindo na área a fim de fidelizar a clientela que já o frequenta – não bastassem a vista e a cerveja famosíssima pela temperatura estupidamente baixa.

De tanto ser exceção aos atrativos diurnos da ilha, o lugar virou regra na vida de quem conhece Noronha. Os turistas estreantes não são devidamente batizados se não desbravarem o point, e os que já frequentam o arquipélago não resistem à tentação de retornar. De Santa Catarina, a turista Anayra Apelini (30), Oficial de Justiça, garante: “Tudo no Cachorro é maravilhoso, a noite é muito animada e a paisagem é linda.” Aline Menegaro (27), colega de profissão e amiga de Anayra, reforça: “Esse é um bar muito alto astral, gostamos muito da música e o visual, claro, é maravilhoso!” 

Bruna Caroline Georgi (30), também catarinense, sintetiza a impressão compartilhada pelos fãs da badalação: “O forró no Cachorro é uma delícia! Estou de frente para o mar, na Praia do Cachorro, escutando forró com a galera, então está tudo certo.” Além do intenso fluxo de turistas brasileiros e mesmo estrangeiros, famosos que costumam desfrutar dos prazeres de Noronha também são frequentadores assíduos do “Cachorro”, como chamam os íntimos. E suas presenças, evidentemente, conferem um charme a mais ao ponto. Bruno Gagliasso, Giovanna Ewbank, além do sanfoneiro Cezinha e de ex-BBs como Maria Melilo e Daniel Rolim, já foram registrados no endereço e são retorno certo tão logo voltem à ilha. 


A explicação para tamanhos níveis de satisfação e fidelidade da clientela? Uma resposta óbvia: “Aqui é o paraíso com lua cheia e vista para o mar”, arrematou o turista André Georgi (32), vindo de Blumenau (SC). É que o lugar oferece uma versão de Noronha que não se restringe às paisagens tão propagadas mundo afora em cliques diurnos que ostentam um verdadeiro presente geográfico da natureza. O Bar do Cachorro guarda uma Noronha noturna, envolvente, sedutora. Em resumo, promove horas de delírios e prazeres – dos musicais aos gastronômicos - para deus Baco nenhum colocar defeito.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

CARRO: Concours d'Elegance, o concurso de carros de luxo que movimenta milhões e apresentar as novidades do mercado automotivo

De quinta até o próximo domingo montadoras de maior prestígio do mundo se reunirão no Pebble Beach Concours d'Elegance para mostrar alguns dos veículos mais elegantes e mais caros já criados. Ao todo são cerca de 200 doas mais valorizados carros de colecionadores. A seguradora de veículos de luxo, Hagerty´s Insurence, calcula que o evento deve mobilizar cerca de US$ 450 milhões nesses quatro dias, ou seja, cerca de R$ 1 bilhão. O que faz com que casas de leilão como a Gooding & Company, RM Auctions, Bonhams e Mecum aproveitam esses quatro dias para fazer grandes negócios. 

Originalmente o evento começou pequeno combinado ação social com uma corrida da florestas de pinheiros de Pebble Beach, Califórina, e ao logo dos 60 anos o Pebble Beach Concours tem crescido e movimentando a indústria automobilística cada vez mais. Pessoas de todo o mundo vêm para competir ou simplesmente assistir e apreciar o evento.  
Os automóveis são julgados por sua precisão histórica, seu mérito técnico e seu estilo. A comissão julgadora, formada por especialistas contribui para manter viva e celebrar a excelência automotiva do passado ao presente, revelando novos conceitos e novos carros. 

Dentre as supermáquinas que serão apresentadas no evento, destaque para os quatro modelos que a Aston Martin vai apresentar, Vaquish Coupe, Vanquish Volante, DB9 Volante e Vantage S; a McLaren chegará com seu modelo 650S Sprint, a Land Rover apresentará sua Range Rover Sport SVR, e a marca alemã BMW exibirá seu carro conceito, o BMW i8.



Site oficial do evento: www.pebblebeachconcours.net

terça-feira, 12 de agosto de 2014

AVIAÇÃO: LABACE 2014 - Maior feira de aviação executiva da América Latina traz 70 aeronaves e fabricantes de todo o mundo.

Começou no Aeroporto de Congonhas em São Paulo, a Labace (Latin American Business Aviation & Conference), maior feira de aviação executiva da América Latina. Nesta décima primeira edição estão presentes os maiores nomes da aviação executiva mundial. Ao todo, mais de 90 empresas estão expondo produtos e serviços, incluindo 70 aeronaves e fazendo negócios durante os três dias de feira. O segmento registrou um crescimento de cerca de 5% no ano passado, segundo os dados da quarta edição do Anuário Brasileiro de Aviação Geral.

Embraer, Boeing, Bombardier, TAM Aviação Executiva são algumas representantes da indústria que trouxeram aeronaves para a exposição. Gulfstream, Dassault Falcon e Líder Aviação também estão com seus modelos expostos. Helibrás, Bell e Agusta são as empresas de helicópteros que podem ser vistos na feira.

Nesta edição, há a presença forte dos aeroportos privados, entre eles o Aerovale, de Caçapava, bem como o JHSF, que fica em São Roque, ambos no estado de São Paulo. Helipark e Helicidade também tem estande na Labace deste ano. Há ainda a presença de condomínios aeronáuticos, onde a pista de pouso é o ponto central e ligação entre os diversos hangares particulares das residências, como garagens do carro da família, onde se pode chegar em seu avião particular.


Uma constante na feira também são as participações de administradoras, que providenciam todos os cuidados e serviços especializados com aeronaves particulares, empresas de handling (serviços de solo) e catering (refeições de bordo) para a aviação executiva e empresas de Fractional Ownership, que gerenciam o uso compartilhado de aviões e helicópteros por um determinado número de proprietários, uma solução de custos dimensionados com disponibilidade planejada de um meio aéreo.


Labace - Latin American Business Aviation & Conference
De 12 a 14 de agosto, no Aeroporto de Congonhas, São Paulo, portão 3.
Horário de funcionamento:
Dia 12 (terça-feira) – das 12 às 20h
Dia 13 (quarta-feira) – das 12 às 20h
Dia 14 (quinta-feira) – das 12 às 19h

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

ENTREVISTA: Jorge de Sá dança com a vida e atua com a arte

Jorge de Sá tem estrela própria, já que tudo que ele vem conquistando é por mérito, mas não dá pra não pensar em uma música da sua mãe, Sandra de Sá, quando a gente conversa com ele: “Eu, Tô dançando com a vida, De rosto colado, Abraçando apertado, Que delícia é viver...Fazendo a minha estrada, Fazendo a minha história, Eu faço passo a passo, minha humilde trajetória...Viver feliz é uma arte, Eu faço a minha parte, Eu improviso, Eu sei aonde eu piso...” Jorge é isso, alegria, sonho, trabalho e realização. Jovem dinâmico e cheio de projetos faz valer a letra acima, leia e confira. 

Como se descobriu ator? Alguma influência? Nenhuma influência! Sempre fui apaixonado por filmes, séries e novela e sempre fui muito interessado e admirado com a capacidade dos atores em encararem personagens tão distintos...Quando voltei dos Estados Unidos, onde jogava basquete, tive a oportunidade de fazer a Oficina de atores da Globo, de lá da oficina me puxaram pra fazer malhação e ai não parei mais graças a Deus! 

Ser filho de mãe famosa aumenta as cobranças já que segue a carreira artística também? Muitas pessoas confundem sim toda essa história. Antes de elogiarem seu talento elas preferem afirmar que você só está onde quer que seja porque a mãe fez um contato e arrumou. Mas este pensamento só afeta quem não tem segurança do seu próprio trabalho. Eu estudo, me cuido, procuro ter responsabilidade, disciplina e muita competência com minhas demandas, então sei das minhas conquistas e está tudo certo, vida que segue! 

Você é multi, tem restaurante, é DJ, ator e ainda empresaria sua mãe, Sandra de Sá, como dá conta disso tudo? (risos) É simples!! 1- disposição, 2- foco, 3- pessoas de confiança como seus parceiros em cada um dos trabalhos, 4- um belo smartphone e 5 - uma internet 4g bombada! (risos)  

Entre todas as suas atividades se tivesse de escolher só uma, seria fácil? Por que? Eu sou ator, meu trabalho principal e minha grande "matriz" é o meu trabalho como ator. Graças a ele eu tive conhecimento, contatos e abertura suficiente para abrir essas outras portas. 

Sonhar, trabalhar e realizar, é assim que funciona pra você? SEMPRE!! Sonhar é de graça e livre! Todos têm direito, mas pra realizar o sonho você tem que ir à luta e produzir e quando essa luta é concluída significa que você realizou o que sonhou, então não tem nada mais gostoso na vida! 

Falando um pouco do Matias, seu personagem na novela “Em Família”... Como foi a experiência? O que ficou de bom? Muita coisa! Os novos amigos, a oportunidade de trabalhar com excelentes profissionais e aprender muito com eles e a felicidade de estar no ar, em horário nobre, representando Manoel Carlos e Jayme Monjardim. 

“Em Família” mostrou casal gay, briga de família, adoção, separação, vida policial... Considera que foi uma novela importante para acender debates necessários na nossa sociedade? Esses debates já vinham com grande força na TV, faltava a visão do Maneco sobre tudo isso por ser um autor de grande responsabilidade e credibilidade na TV. 

Como constrói seus personagens? E quem serve de inspiração (e admiração)? Sou muito bom de observar os outros (risos)... Então eu sempre busco um amigo, ou alguém próximo para levar como inspiração.  

Seu padrinho foi Cazuza, o que conseguiu aprender com ele? Cazuza é a maior prova de autenticidade e caráter diretamente associados a respeito!  

Curte esportes? O basquete é uma paixão? Ainda pratica? Pratico muito! Acabei de me recuperar de uma cirurgia no joelho, jogo basquete direto participando de campeonatos amadores e sou padrinho e professor no projeto Basquete Cruzada, idealizado por Wagner Silva, morador da Cruzada São Sebastião no Rio de Janeiro. 

Consegue eleger a melhor música da sua mãe? E por que? Eu não consigo eleger nem o estilo musical da Sandra, que dirá a melhor música (risos)... A Sandra é pra mim a cantora mais versátil do país e com essa versatilidade ela traz músicas diferentes para cada estado de espirito. 

Em que a música te toca e te inspira? Literalmente tudo. Sou movido à música e cada momento tem uma trilha sonora. 

E a carreira de DJ, quais os planos? A carreira de DJ é mais flexível, é um hobby, estou sempre recebendo propostas e aceitando de acordo com a agenda como ator, se a festa é bacana e se rola a química pra tocar no local.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

ESTILO: Clássicos em cena com peças cheias de estilo

“Cult movies” são rotulados os filmes que se mantêm com sucesso mesmo com o passar dos tempos. No guarda roupa masculino existem roupas “cult” tão clássicas quanto cenas com Humphrey Bogard, Clark Gable ou Rock Hudson. Para este editorial escolhemos três peças atemporais que merecem um Oscar de figurino. A jaqueta bomber, o trench coat e a parka foram criadas para a guerra, mas acabaram se incorporando na batalha do dia a dia depois do cinema vestir seus galãs mais influentes. Estes três abrigos de inverno são fundamentais em temperaturas baixas e vestem bem qualquer tipo de homem.

Para confirmar que são eternas quanto um bom filme hollywoodiano selecionamos abrigos de acervo que foram comprados há mais de vinte anos e misturamos com os lançamentos atuais da moda masculina demonstrando que um bom clássico resiste a qualquer época. O modelo Celso Senna encarnou um galã do passado para vestir estes itens eternamente modernos.  

JAQUETA BOMBER
As jaquetas bomber se originaram das “flying jackets”, desenvolvidas para o exército norte-americano em 1917. Naquela época as cabines dos aviões eram abertas e os pilotos precisavam de uma roupa quente que não limitasse os movimentos e vestisse confortável na posição sentada. Quando Clark Gable vestiu uma destas jaquetas no filme “Gigantes do Céu” (Hell Divers) de 1931 a peça decolou no guarda roupa masculino.




TRENCH COAT
You just remember this”, o tema musical repetido em todo filme “Casablanca”, também serve para o “Trench Coat”. É uma roupa sempre lembrada e um clássico “de cinema”. Humphrey Bogard que popularizou o trench coat neste filme foi protagonista da primeira inserção de merchandising em Hollywood. A indústria Burberry pagou alguns milhares de dólares para o ator vestir uma capa de chuva em Casablanca, famosa pela temperatura tropical e poucas chuvas. Trench-coat significa “casaco de trincheira” pela origem militar da peça.
A modelagem famosa foi criada pela marca Burberry em 1914 para atender as necessidades e acomodar o equipamento dos soldados britânicos, confeccionada em gabardine impermeabilizada, uma técnica criada e patenteada por Thomas Burberry em 1888. 



PARKAS
Quem criou a parka foram os esquimós e a ideia foi aproveitada para o vestuário militar. Virou mania na década de 1960 pela juventude inglesa, denominada mod, em verde-militar com o escudo bordado da Royal Air Force. No filme “Quadrophenia" (filme dirigido pela banda de rock The Who) a parka é usado não só para protege-los do clima severo, mas também recordar o valor de seus pais, pilotos combatentes na guerra. A parka virou moda urbana depois de Rock Hudson vestir uma delas heroicamente no filme “Estação Polar Zebre” (Ice Station Zebra) em 1968.



CRÉDITOS 

MODELO CELSO SENNA
FOTOS EDU RODRIGUES
PRODUÇÃO EXECUTIVA MARCIA DORNELLES 
STYLLING XICO GONÇALVES
BEAUTY GUTO MORAES

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

FOTOGRAFIA: Marilyn Monroe e suas últimas fotos feitas por Bert Stern

Como acontece há 32 anos, o tributo pelo aniversário de morte à Marilyn Monroe, que hoje completa 52 anos, levou vários fãs ao cemitério Westwood Village Memorial Park em Los Angeles para prestar homenagens à estrela. Apontada como "fenômeno da cultura pop que ultrapassa gerações", Marilyn virou mito e seus filmes e fotos viraram grandes registros dessa paixão pela atriz. O que talvez pouca gente saiba é que o último fotógrafo a registrar a bela musa foi Bert Stern. Que nutria uma paixão pela fotografia e ao lado de Marilyn retratou o desejo em sua forma mais pura. Filho de judeus imigrantes, Bert Stern nasceu no Brooklyn em 1929, a escolha da fotografia veio por influência do pai, também fotografo. 


Profissionalmente começou a atuar durante o serviço militar no Japão e a partir dessa experiência veio a oportunidade de trabalhar na revista Look Magazine, primeiro como entregador de correspondências e após formar uma estreita relação com um jovem fotógrafo da equipe, ninguém mais, ninguém menos que Stanley Kubrick, passou a fotógrafo de publicidade. Em seguida foi procurado por Madison Avenue, em Hollywood, e no cenário da moda internacional, Bert estava no coração do que George Lois (lenda da publicidade americana) chamaria de a evolução criativa. Ao longo da vida fotografou muitas atrizes, mas dizia preferir modelos, porque elas projetam o desejo e “é excitante fotografar o desejo”. E a carreira de Stern ia ganhando força, reconhecimento e fama. 

BERT E MARILYN

Bert fez nome nos anos 50 e 60, sendo crucial na redefinição da fotografia moderna. Contudo foram as fotos da atriz Marilyn Monroe para a Vogue Americana, semanas antes da morte dela que colocaram Bert no pedestal do mundo da fotografia tornando-se um ícone. Foram duas longas sessões de fotos com Marilyn, onde Bert experimentou várias técnicas, que foram desde serigrafia até impressões eletrônicas (na época recusadas pela Vogue). Sobre esse primeiro encontro com Marilyn ele declarou: “Esqueço minha mulher, meu bebê, minha vida apaixonante em Nova York. Nada mais existe naquele instante. Estou apaixonado.”

A paixão pela fotografia era, segundo Stern, uma forma de se aproximar das pessoas, e de as compreender, criando dessa forma laços mais fortes. Entre os vários trabalhos que efetuou durante a sua vida, destaca-se também o close-up de um copo de Martini no Egito, para uma publicidade da vodka Smirnoff. Com o tempo e a experiência as fotografias passaram adquirir outro sentido que não mais a moda ou a publicidade. A comunicação através da imagem passou a ser objeto de estudo, em fotografias que já não carecem de identidade ou significado. Passaram a ser vistas, em grande parte devido ao seu trabalho, como obras de arte que transmitem sentimentos e experiências.


“Jazz on A Summer’s Day” documentário de Stern, foi reconhecido em 1999 pela National Film Registry, devido à sua essência histórica e cultural. Com mais de 50 anos de carreira, Stern fez história, criou um estética própria, clean, que se manteve com o tempo e teve seu auge, principalmente nos anos 90, junto com outros fotógrafos como Irving Penn, Richard Avedon e Mark Shaw. Essa geração acreditava na clareza das imagens, ao mesmo tempo que ganhavam identidade e vida própria, ao contrário do que era até aí a norma padrão. Hoje, Bert Stern tem as suas obras em exibição em alguns dos museus mais prestigiados do mundo, entre eles o MoMA em Nova Iorque.





“The Last Sitting”

Stern foi responsável por retratar a mítica Marilyn Monroe nua, na última sessão fotográfica realizada pela loira, feita entre os dias 24, 25 e 26 de junho de 1962, seis semanas antes de sua morte, no dia 5 de agosto daquele ano no Hotel Bel Air, em Los Angeles. As fotografias foram publicadas em dois livros, em 1982 e 2000. Em um documentário que Laumeister fez sobre Stern, o fotógrafo disse: "Foi uma experiência única estar com Marilyn Monroe em um quarto de hotel". Segundo ele a nudez foi algo que aconteceu de forma espontânea, sem qualquer acordo anterior à sessão que teve lugar no quarto de hotel da atriz.





ADEUS

Bert Stern morreu no dia 28 de junho, na sua casa de Manhattan, em Nova Iorque, aos 83 anos. A morte foi confirmada por uma amiga de longa data,  a cineasta Shannah Laumeister, segundo ela, eles estavam casados secretamente desde 2009.  A vida pessoal de Stern não foi tão bem-sucedida como a sua carreira profissional. O fotógrafo teve um casamento fracassado com a dançarina Allegra Kent e viu suas finanças irem às ruínas. Seu estado de saúde também era muito delicado havia alguns anos.

Confira o trailer do documentário Bert Stern: Original Madman”:


Acompanhe a MENSCH no Twitter: @RevMensch, curta nossa página no Face: RevMensch e baixe no iPad, é grátis:http://goo.gl/Ta1Qb