quinta-feira, 21 de maio de 2015

EDITORIAL: COOL E CHEIO DE ESTILO COM O ATOR BERNARDO VELASCO

Com um jeito mais despojado, o estilo mais cool dá um tom jovial e moderno em looks que misturam peças mais clássicas como gravata e peças de alfaiataria, com o bom jeans rasgado e um tricot colorido. Para usar essas peças e posar para esse editorial convidamos o ator Bernardo Velasco, que está atualmente na novela Os Dez Mandamentos no papel de Eleazar. Bernardo com seu jeito jovial e descontraído comprou a ideia na hora e o resultado é esse ensaio leve e bem transado que você confere abaixo.





Foto Jeff Segenreich
Beleza Miss Emanuelle
Styling Ana Santiago
Direção Marco Antônio Ferraz
Agradecimento Estúdio Insônia

terça-feira, 19 de maio de 2015

CARRO: CAMARO 2016 - A COMBINAÇÃO PERFEITA ENTRE ESTILO, FORÇA E TECNOLOGIA

Essa é a nova versão do clássico Camaro que a General Motors preparou para 2016. O Camaro RS Generation foi apresentado em Detroit sábado passado e chamou atenção pela performance e tecnologia. Apostando na combinação de força e tecnologia, mantendo o estilo clássico de sempre, os novos modelos chegam com a promessa de melhor performance, por meio de materiais mais leves resultado de uma grande pesquisa sobre aerodinâmica.

A sexta geração chegará ao mercado em três modelos cheios de potência e estilo. Com três variações de motor, com câmbio manual de seis marchas ou automático de oito velocidades. O Turbo 2.0 vem com 275 cavalos, o V8 com 455 cavalos e o V6 com 335 cavalos. 

Outros destaques ficam por conta dos detalhes internos, com iluminação em 24 tonalidades, à escolha do cliente, e um novo e bem legível painel de instrumentos, com uma tela de 8″ com a nova versão do sistema de entretenimento MyLink. Que permite conectividade com smartphones para compartilhamento de aplicativos direto do painel digital totalmente touch. Também não podemos deixar de citar as funcionais saídas de ar, com anéis exclusivos para controlar a temperatura. Por enquanto, o Chevrolet Camaro não tem data e preço para chegar no Brasil. 



Veja vídeo: 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

FITNESS: Fuja do overtraining e treine na medida certa‏

Overtraining ou super-treinamento é uma síndrome que acomete pessoas que praticam esportes ou treinamentos com altos níveis de exigência para obtenção um determinado objetivo e ocorre quando o organismo é submetido a uma sobrecarga exagerada sem que haja um descanso adequado. Geralmente, se dá por um conjunto de múltiplos fatores de estresse (emocionais, comportamentais e/ou ligados à condição física), aliados há um desequilíbrio entre a carga de treinamento e a falta de recuperação.

Tantos atletas profissionais como amadores, independente do nível de treinamento, estão sujeitos a desenvolver essa síndrome, principalmente quando atingem uma estagnação no avanço dos resultados, conhecida como platô. Em resposta a esse platô, o atleta profissional ou amador, vitima da desinformação ou da falta de um planejamento adequado, treina cada vez mais e mais.

Estudos realizados constataram que 50% dos jogadores semi-profissionais, 65% dos corredores de longa distância e 21% dos nadadores entraram em estado de super-treinamento em algum momento de sua carreira (Gastmanm e Lehmanm, 1998), tornando-o o número um em lesões de esportes sem contato (corrida, natação, musculação, por exemplo).


Caso você se enquadre em alguns dos sintomas acima, procure o profissional de educação física que lhe assiste e converse a respeito. Um profissional qualificado adequará as sessões de treino de acordo com a sua realidade, alimentação, demais atividades e objetivos. O melhor tratamento do overtraining é o repouso e pode variar entre 1 e 8 semanas,  dependendo de cada caso. Além do repouso outras medidas podem ser tomadas. São elas:

- Redução das cargas de treino;


- Pausar a atividade atual e procurar uma atividade que lhe proporcione mais prazer;

- Promover uma recuperação passiva e ativa, que consiste em pequenos jogos, corridas leves, treinos regenerativos;

- Avaliação individual meticulosa dos fatores de estresses psíquicos e sociais, aliado a informações detalhadas sobre treinamento, competição e alimentação.

É comprovado que treinos intensos são melhores em diversos aspectos, mas estes devem ter uma supervisão adequada. Não copie treinos de outras pessoas ou atletas, nem siga o treino da moda a revelia! A individualidade, os limites de intensidade/volume do treino e repouso devem ser respeitados para obtenção do sucesso. Lembre-se que treinar mais não significa melhores resultados! Prime por um treino com qualidade!

 
*Tony Aguiar faz parte da equipe de profissionais de educação física do site www.maisatividadefisica.com.br

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quinta-feira, 14 de maio de 2015

VAIDADE: DICAS PARA MANTER A HIGIENE FACIAL SEM ABOLIR O VISUAL

Os barbados se viram em uma encruzilhada na última semana quando um estudo, liderado pelo microbiologista John Golobic, foi enfático na afirmação de que algumas barbas podem conter até bactérias fecais. A partir daí, começou um disse-me-disse sobre quem tinha razão, mas o que todos precisam estar atentos mesmo é que, com os devidos cuidados, não há com o que se preocupar. Consultamos Rober Borsato, do Red Salon Homem, primeira rede de salões masculinos do Brasil, que deu algumas dicas para os homens mandarem cada vez melhor com suas barbas.

MITO E REALIDADE: Não existe um tipo de pele específica para aderir ao visual barbado, no entanto, a lâmina sempre agride a pele. Sendo assim, adeque, com o tempo, todo o material para o seu barbear.

ESPUMA É A BASE DE UM BOM BARBEAR: trata-se de uma grande aliada, pois evita cortes e irritação na pele. Nesse sentido, procure fazer também um bom pós-barba que inclua algo calmante e hidratante entre os seus princípios ativos.

E NO BIGODON, NÃO VAI NADA? Claro que sim, eles formam nossa barba e precisam de cuidados especiais, já que atualmente existem 10 tipos de bigodes. É necessário, independentemente do estilo, mantê-lo sempre aparado. O tempo varia de uma semana a quinze dias para aparar.

PARA FAZER A DIFERENÇA: Faça o pós-barba diariamente. Isso mesmo! É importante usá-lo mesmo que o barbear não tenha sido feito no dia, pois renova os ativos presentes no produto. E não se esqueça do filtro solar fator 30 no rosto. Além de prevenir o câncer de pele, hidrata.

Visto isso, não precisa deixar suas barbas de molho, pois elas são mais do que bem-vindas!

quarta-feira, 13 de maio de 2015

FETICHE: O PODER DO EROTISMO

Escolhido pela fotografia este mestre das lentes recifense de olhar atento e aguçado ao mundo à sua volta, despertou em si o desejo de traduzir e poetizar o cotidiano através de imagens ainda muito cedo. Com apenas 16 anos começou a desenvolver a linguagem da fotografia e em meados dos anos 90 esse se tornou de fato seu universo, sua profissão. “Sempre fui um apaixonado pelo cinema e pela vontade de contar histórias e de reinventar a realidade, daí a fotografia foi o caminho e a linguagem em que apostei para viver tudo isso.” 

Em entrevista exclusiva à MENSCH, Renato Filho contou que tem como grande inspiração a figura humana, que busca retratar pessoas de forma única, com uma leitura diferenciada, que unida à possibilidade de reinventar a realidade, tornaram-se suas maiores paixões. “A fotografia se tornou cúmplice da minha angústia existencial.” Em seu processo de criação, bem ao seu estilo de vida, tudo flui de forma natural, livre e criativa, e afirma “Não costumo buscar referências, as ideias pulam da minha cabeça (risos).” Ressaltou ainda que é muito democrático no desenvolvimento dos projetos, busca sempre estar atento às ideias e colocações de sua equipe, exigindo o máximo da capacidade profissional de cada um, “Quero sempre o melhor que eles tenham para dar.” Apaixonado pelas possibilidades que a fotografia proporciona, construiu uma carreira de sucesso criando personagens e universos singulares, com uma assinatura autoral reconhecida e respeitada no mercado, principalmente o da publicidade e o da moda.

Como todo artista, Renato Filho sente na pele os desafios de se produzir cultura no Brasil, ainda mais quando as publicações primam pela excelência, mas ele usa esses desafios como combustível empreendedor em seu processo criativo. “Produzir cultura no Brasil é um ato de coragem, mas adoro desafios e o calendário está em sua décima segunda edição.” O calendário a que ele se refere nasceu do desejo de vivenciar temas e estéticas que a moda e a publicidade não permitem. O idealizador do projeto foi o publicitário e apresentador Arlindo Grund, quando perguntado se havia aceitado o desafio de primeira, respondeu “Abracei a ideia e percebi logo que tinha um grande projeto nas mãos, mas confesso que me surpreende em vê o caminho lindo e premiado que essa peça trilhou.” Ele afirma que a produção dos calendários é sempre um parto, não só pelos custos, mais também pelo processo de construção das imagens, que demanda tempo e um investimento alto. Os temas, segundo ele, são escolhidos a partir do que lhe instiga, do que é interessante no cenário da vida naquele momento ou a partir de uma estética que esteja desejando vivenciar. Em 2013, para celebrar os 10 anos do calendário, foi lançado um livro comemorativo com produção executiva de Keila Vieira. “Tenho tido muita sorte de ter pessoas disponíveis para realizar meus sonhos.”

O calendário de 2015, a 12ª edição chama-se EROTIC, mal saiu do forno e já esta “causando” no mercado. Projeto autoral forte, polêmico, transgressor e muito sexy, aborda em suas 12 imagens, em forma de arte, a temática do erotismo, do sadomasoquismo, do fetiche, com um glamour, requinte e bom gosto que “da gosto de ver”! Destacou que o equilíbrio entre ousadia e elegância nas imagens de nudez foi um dos maiores desafios, por ser um tema muito falado e registrado, “Problema resolvido com doses de bom gosto, senso estético e desejo de não ser gratuito e de não buscar a polêmica pela polêmica. Quero falar e registrar esse assunto com responsabilidade, coerência e com um profundo senso estético.” A equipe composta por nomes consagrados do mercado como o styling Nestor Mádenes, a produtora Ivonalda Gaião, o estilista Pietro Tales, beleza Laercio AZ e Raphael Ramos, a musa Karina Silva e os modelos da Amazing Models, foram os responsáveis por tornar os sonhos do fotógrafo em realidade. “Acho que esse reboliço vem das escolhas estéticas que eu e minha equipe fizemos, acho que mercado está muito careta e ao mesmo tempo carente de uma estética mais descolada do convencional, do estabelecido.” 


Sobre o processo criativo do EROTIC, ele contou que as ideias surgiram de todos os lados, da vivência pessoal, dos desejos e de uma vasta pesquisa comportamental da sociedade, Ele cita que durante o processo de criação da peça conheceu seu erotismo um pouco mais, “Tinha fetiches que nem conhecia.” afirmou. Ao ser questionado sobre musas inspiradoras para o EROTIC ele declarou “Madonna sempre será uma grande inspiração e estará presente nos meus trabalhos, porque bebemos das mesmas fontes estéticas, tudo que ela faz visualmente me instiga e me diz muito. Fiz várias imagens para esse calendário ouvindo a rainha! Acho que só no futuro o mundo vai perceber de uma forma mais ampla a artista Madonna, a ativista política e a cidadã.” 

Renato trabalhou o erotismo explorando toda as suas possibilidades dentro de uma estética sonhada, do seu, em francês, érotisme. Segundo o dicionário Aurélio erotismo pode ser: qualidade do que é erótico, manifestação explícita da sexualidade, grau de excitação ou de prazer sexual. O erotismo é o que estímula de forma sexual sem apresentar o sexo em forma explícita. Erotismo é mais que um estado de excitação sexual, é também  uma exaltação ao sexo que pode ser através das artes como cinema, fotografia, literatura, entre outras. O erotismo vem sendo registrado na história há muito tempo. As  primeiras representações artísticas de clara intenção erótica foram realizadas pelos Gregos e Romanos. Dentro das linhas estéticas possíveis a serem trabalhadas no erotismo, a escolhida por Renato no EROTIC foi o universo do sadomasoquismo, este pode ser entendido como a junção de duas tendências sexuais diferentes - o sadismo e o masoquismo, termos criados pelo psiquiatra austríaco Richard Freiherr von Krafft-Ebing no livro Psychopathia Sexualis, de 1886. O sadomasoquismo é caracterizado pelo uso de uma série de objetos como algemas, coleiras, mordaças, cintos de castidade, pircens, entre outros e técnicas de se obter prazer sexual através da dor, as mais utilizadas são bondage, técnica em que o submisso é amarrado ou imobilizado e spanking onde o dominador bate no submisso.

Ao trabalhar sob temática tão polêmica e carregada de tabu, perguntado se ainda há muito pré-conceito com esse tipo de arte fotográfica, o por que da escolha do tema e se a produção desse calendário tinha sido mais problemática que os temas anteriores, Renato Filho afirmou que “o preconceito está presente culturalmente na sociedade.” Citou ainda que através de projetos como esse é que se consegue falar, mexer e alterar comportamentos e preconceitos, buscando uma atitude positiva no que se refere ao tema. Segundo ele, esse calendário foi o mais complicado de se produzir, não só em relação ao financiamento, ou à construção das imagens, mas também em relação ao casting, “nenhuma modelo aceitou fazer as fotos a não ser minha musa Karina Silva, que com profissionalismo, beleza e talento me ajudou a realizar as imagens.” Já os modelos masculinos só toparam fazer o trabalho se não aparecesse o rosto e usando nomes fictícios nos créditos.  “O desejo de tocar em um assunto tabu, foi o impulso inicial. Fiz uma pesquisa grande em torno do assunto e vi o quanto o erotismo é um assunto pessoal, que traduz a cultura de um povo, que traz à tona o que você acredita e como você vê a vida. O que é erotismo para um, é repulsa para outros.”

O calendário é a primeira ação da exposição que Renato Filho fará sobre a temática, prevista para julho deste ano na Galeria Janete Costa, localizada no Parque D. Lindu, Boa Viagem. Renato explica que ainda haverá outros conceitos que serão trabalhados até lá, tendo como grande desafio falar da complexa sexualidade humana, “acho que o tema é muito vasto para trabalhar um único conceito. Por isso, vamos lançar mão de várias ideias. No caso específico desse calendário, buscamos falar do universo Sado.” Então, fiquem espertos que ainda vem muita provocação aos sentidos em forma de arte por aí!

terça-feira, 12 de maio de 2015

MOTO: KRGT-1 a moto de Keanu Reeves ganha as ruas

O ator hollywoodiano Keanu Reeves de tão apaixonado que é por motos revelou há três anos atrás uma parceria com o famoso customizador americano Gard Hollinger para criação de um modelo exclusivo da Arch Motorcycle Company. Dessa parceria surgiu a KRGT-1, que foi apresentada no final de 2014 e agora chega ao mercado para encomenda no site pelo valor 78 mil dólares.

A KRGT-1 só é feita sob encomenda e moldada à necessidade do comprador. Fabricada em liga de alumínio especial na carroceria, a motocicleta reduz o peso da sua estrutura custom, deixando ela mais leve e veloz. A customização vai desde a altura do banco, ajustes de pedaleiras até setup do motor, que pode ser mais arisco, confortável, ou agressivo, etc. Com mais de 200 peças de sua montagem são de fabricação própria. O motor, de pouco mais de 2 mil cilindradas, também desenvolvido pela Arch Motorcycle, é um V-Twin de 2032cc com 122cv.

“O projeto foi ficando cada vez mais interessante e daí veio a ideia de torná-lo uma produção em série limitada. Se a moto estava sendo desenvolvida ergonomicamente impecável para a estatura e conforto de Reeves, por que não levar essa mesma experiência para outros motociclistas exigentes?” declarou Gard Hollinger.

As rodas, de fibra de carbono ultraleve e boa parte das suas peças são moldadas em alumínio, o que completam o visual minimalista. No guidão, o painel eletrônico chama a atenção, equipado com o MotoGadget, que exibe todos os dados do veículo. O garfo dianteiro atesta a qualidade Öhlins com suspensão invertida e a italiana Rizoma é a responsável por muitos acessórios, o que dá ainda mais credibilidade ao projeto. Outro detalhe também chama atenção, os instrumentos, assim como a partida dela, só são liberados com a digital do motorista. 



Mas uma grande moto se faz com velocidade também. E a KRGT-1 não fica atrás das outras, com seis marchas, ele é capaz de chegar a quase 200 quilômetros por hora. Equipada com elementos modernos e tecnológicos, e um visual meio retrô, a moto demonstra uma agressividade e uma modernidade quem chama atenção à primeira vista. Assim como a rabeta elevada finalizada por uma linha mínima da lanterna de LED. Detalhe para o visual cromado de sua carroceria, que já virou identidade exclusiva da KRGT-1. Veja mais detalhes e ouça o som dessa máquina de duas rodas vendo esse vídeo:

segunda-feira, 11 de maio de 2015

ESTILO: Saiba como escolher os óculos de grau ideal para seu rosto e estilo

Já foi se a época de que usar óculos de grau era sinônimo de sacrifício, que envelhece, que incomoda, que machuca. Claro que ninguém gosta de enxergar mal, mas se o problema existe, e lentes de contato são incômodas demais para o seu gosto, a saída é tratar esse objeto com mais atenção. Afinal você não quer correr o risco de ir para a balada enxergando meio mal e paquerar alguém totalmente fora do seu padrão por pura falta de visão… Hoje em dia, passada a fase da lente de contato, virou uma forma de estilo usar óculos. E pensando nisso marcas famosas e diversos fabricantes estão investindo em armações de óculos masculinos de grau estão bem versáteis e têm elaborado armações masculinas para todos os gostos.

Com inúmeras opções, o segredo está em escolher a armação certa para você. Pois o ruim não é usar óculos de grau, e sim escolher uma armação errada. Os óculos, assim como um relógio ou a gravata, são acessórios. E assim devem ser tratados com mais cuidado e de acordo com sua personalidade. Escolher uma armação de óculos masculinos de grau é mais fácil do que você pensa. Uma dica é não avaliar os óculos apenas pelo visual frontal. Cheque as laterais. Às vezes um detalhe faz toda a diferença. O modelo escolhido não depende tanto da idade, mas sim do seu perfil. As armações de óculos masculinos de grau têm que ter a sua cara e não sua idade.


Bem-escolhida, uma armação pode fazer milagres, deixando você até mais jovem, mais magro e até mais bonito. Para isso selecionamos sete dicas que vão ajudar na hora de escolher sua armação de óculos de grau:

01 - Evite usar armações que cubram a sua sobrancelha, ela deve ficar à vista. Se for muito grossa, prefira uma com pouca informação visual na parte superior, para não ficar com uma “sobrancelha dupla”;

02 - O olho deve ficar no centro da lente. Repare se a armação não está muito larga ou muito alta. A testa não precisa enxergar;

03 - Óculos que marcam e incomodam o nariz e as orelhas são péssimos. A boa armação é aquela que antes de tudo é confortável;

04 - Para quem tem muitas rugas ou olheiras deve evitar armações que “emoldurem” o problema. Para não demarcar, procure as mais discretas, transparentes e evite lentes escuras para disfarçar, porque elas vão apagar a expressão;


05 - Se você usa barba e bigode, lembre-se que são itens a mais no seu rosto. Portanto cuidado na hora de escolher a armação para que não pareça que você está com uma “máscara”, de tantos itens cobrindo o rosto. As armações mais finas e discretas são as mais indicadas nesses casos;

06 - Modelos esportivos devem ser bem fechados para proteger a retina, mas não podem grudar no rosto, senão a lente embaça;

07 - Um cuidado muito importante é em relação ao seu tipo de rosto, muitas vezes os modelos escolhidos não combinam com o formato do rosto. O indicado, por exemplo, são os modelos pequenos para os rostos pequenos, e os modelos grandes para os rostos grandes. 



QUAL SEU ESTILO?

EXECUTIVO – Se você procura um visual mais básico e formal, o ideal são as armações com cores discretas, que fogem do tradicional preto sem ser sisudo. Para os mais tradicionais, uma armação com toques em prata e madeira. E para aqueles que preferem que o acessório apareça o mínimo possível podem optar pelos modelos três peças ou de titânio, quase transparentes com aros tão finos ou meia armação.

DESCOLADO – Para os moderninhos que procuram algo mais descolado e moderno, uma boa opção são os óculos de acetato grossos e coloridos que hoje são encontrados com armações em materiais mais leves. Esses modelos inovam nas formas enquanto mantêm o equilíbrio com cores mais discretas. É importante não exagerar para não parecer ter saído de uma festa à fantasia, o ideal é optar por cores que se fundam com a tonalidade da pele. Afinal os óculos não podem chamar mais a atenção que o resto. Importante é que a peça esteja bem incorporada ao estilo da pessoa.


ESPORTISTA – As armações mais discretas, com detalhes em cor e lentes do tipo foto sensíveis, que escurecem sob o sol, são as mais indicadas para quem tem um estilo esportivo, e vive suando a camisa. Para eles o importante é sentir mais resistência na armação, e demonstrar uma certa jovialidade tão comum aos esportistas. 


Se você que óculos coloridos, análise a cor correta para você. A maioria das pessoas opta por cores neutras ou casuais, fáceis de combinar com qualquer tipo de ocasião e roupas. O ideal é ter cores em sua própria base de cor. E a melhor maneira de determinar as principais paletas de cores é a sua pele, olhos e seu cabelo.

DE ACORDO COM AS CORES...

Astro de Hollywood e seus óculos.
Tonalidade da cor da pele - O tom da cor da pele é o elemento principal e primordial para a escolha da coloração, as cores podem cair em um ou dois tipos de cores como a coloração quente e casual. Cores quentes são tons de pêssego e beges; já o casual atende uma base de cor azul ou avermelhada.


Cor dos Olhos - As cores dos olhos são os elementos secundários para a coloração, para as pessoas que têm olhos azuis seriam terno azul claro ou cinza, violeta, talvez. Considerando olhos castanhos, de castanho claro a um preto forte.


Cor dos Cabelos - A cor do cabelo é outra maneira de encontrar a melhor opção, na maioria das vezes recebendo a mesma cor. As cores casuais vêm em azul, preto, branco, marrom e verde, para o quente, amarelo, dourado, marrom ou amarelo, laranja, avermelhado. 
Para quem é loiro, pode escolher entre as lentes escuras ou mais claras. Com relação à armação, o ideal são os modelos mais leves e dourados. Para os morenos, armações e lentes mais escuras em tons de marrom ou preto. Armação tartaruga também fica bem para esse tipo. Já para quem é negro, tons de âmbar, armações de metal e peças com tratamento de envelhecido são os mais indicados. E para os ruivos, todo cuidado é pouco, pois a armação não pode brigar com a cor do cabelo (que já chama atenção naturalmente). Tons escuros como marrom, vinho e preto são os indicados.

E lembre-se sempre: Após o uso, procure lavar sempre com água corrente e sabonete. Quando for secar, não aperte o lenço nem fique esfregando a lente para não riscar.


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sexta-feira, 8 de maio de 2015

CAPA: André Dias chama atenção por sua interpretação de Olavo Bilac no teatro

Graças a um excesso de timidez, os palcos e as telonas ganharam um grande artista, André Dias, que atualmente está em cartaz com o espetáculo Bilac vê estrelas. A MENSCH foi conversar com o ator e diretor e descobriu mais coisas além da vontade de estrear na TV.

Além da formação em Artes Cênicas você tem formação em Teoria e Percepção Musical, essas duas formações já visavam uma carreira em musicais ou foi acontecendo naturalmente? Foi um caminho natural. Fui buscando qualificação de acordo com as exigências do mercado profissionalmente.

Conta pra gente como foi a descoberta artística e a decisão de seguir essa carreira. Comecei a fazer aulas de teatro para vencer minha timidez e descobri minha verdadeira vocação. Quando vejo que mais de 20 anos se passaram e eu não parei de trabalhar, percebo que foi o teatro que me escolheu.

O gênero musical vem crescendo e lotando cada vez mais os teatros, a que se deve isso em sua opinião? Primeiro ao nível de excelência que os profissionais atingiram neste gênero; e segundo pela facilidade com que as plateias absorvem a música como elemento dramatúrgico. Não há quem não se emocione com uma bela melodia.

Atuar e dirigir, quais os maiores desafios de um e de outro? A responsabilidade de um diretor é enorme. Todas as decisões, em todos os âmbitos da produção passam pelo seu crivo de aprovação. A decisão errada pode lhe custar muito caro. Mas o trabalho do diretor termina na estreia, quando o do ator está apenas começando. Como ator quero crescer a cada espetáculo e que o melhor dia seja o último. Como diretor quero oferecer sempre um espetáculo de qualidade, calcado na figura do ator e oferecer ao elenco um estreia segura.

Cantar, dançar, interpretar, tudo junto ao mesmo tempo, dá um certo nervosismo? (risos) Entrar em cena dá nervoso sempre pra fazer qualquer coisa, (risos)


Como foi a experiência no filme sobre Chico Xavier? Cinema é uma experiência indescritível. Tive o privilégio de contracenar com Nelson Xavier e Angelo Antônio, com os quais aprendi muito. Daniel Filho me ensinou a fazer cinema e trabalhar com a câmera. Tenho um enorme sentimento de gratidão por todos os membros desta equipe.

E a semelhança entre você e o espírito Emmanuel, que você interpretou no filme? Como lida com isso, destino, coincidência...? Na verdade nunca se viu o rosto de Emmanuel. Existem esboços desenhados do rosto dele e a partir destes esboços foi criado um estudo de profundidade e sombreamento pela maquiadora do filme Rose Verçosa, a fim de criar esta semelhança.

Como você vê o espiritismo? Algo mudou depois do filme? Parte da minha família é Espírita. Tenho profundo respeito por todas as religiões, mas sou um homem de natureza mais cética. Fazer parte deste filme, num papel tão polêmico, foi e é, até hoje uma honra. O artista se aperfeiçoa e muda a cada trabalho. Com Emmanuel não foi diferente. 

Você escreve ou já pensou em escrever, para compor mais uma atividade ao seu vasto mix de talentos? Sim. Gosto muito de escrever e roteirizar shows. Em breve teremos novidades (risos). 

Agora você vive Olavo Bilac, como está sendo essa experiência e o seu “encontro” com um dos grandes nomes de nossa poesia? É um privilégio pra qualquer ator ter uma papel de protagonista escrito especialmente pra você. Bilac já fazia parte da minha vida pois meu pai, José Delton Moreira Dias (1938-2012) era fã ardoroso do poeta. Ganhei um presente de Ruy Castro Heloísa Seixas e Julia Romeu e espero estar a altura dele.

O espetáculo apresenta ficção e realidade, misturando grandes nomes da literatura brasileira, conta pra gente um pouco dessa construção, dos bastidores antes da estreia. O espetáculo é uma obra de ficção, baseada em personagens e fatos históricos. João Fonseca propôs uma direção divertida, baseada na comédia física, então tive liberdade pra fazer uma composição bem detalhada, quase farsesca. Busquei referências no cinema mudo, em especial em BUSTER KEATON e procurei criar uma dualidade entre personalidade retraída e tímida do homem Olavo e o ego inflado do artista Bilac.

E quando não está nos palcos, onde a gente te encontra? Quais seus hábitos de lazer? No mar, (risos). Amo a praia e o mar. Apesar de gostar muito da noite e da madrugada, não sou muito de baladas e boates. Sou muito caseiro, até porque é de madrugada que eu tenho meus arroubos criativos para escrever, dirigir e compor meu personagens.


O que você curte ler, ver e ouvir? Sou fã de Aldous Huxley. Adoro as biografias que Ruy Castro escreve. Gosto das séries americanas e inglesas pois são verdadeiras aulas de roteiro. Já pra música sou muito eclético. Ouço de tudo, samba, MPB, pop, mas o jazz é o que eu mais ouço. Em especial as cantoras negras como Dinah Washington, Nina Simone, Billie Holliday.

Quais os próximos passos? TV? Tô louco pra fazer televisão! Nunca Fiz.  A Televisão é um veículo poderoso que pode ser muito cruel. Começar com o papel errado pode arruinar quase 25 anos de carreira no teatro. Sei que a hora está chegando e que o papel certo vai aparecer quando eu menos esperar. A vida do ator é assim.


FOTOS FILIPE LISBOA
DIREÇÃO DE PRODUÇAO MARCIA DORNELLES
STYLING XICO GONÇALVES

ANDRE DIAS VESTE: LOOK 1 - calça jeans Convicto, camiseta marinho Base Jeans, 
camisa xadrez azul Acostamento; LOOK 2 - calça jeans Convicto, camiseta preta Ogochi, camiseta tie dye cinza Base; LOOK 3 - calça jeans Convicto, camisa branca Acostamento, jaqueta jeans Acostamento; LOOK 4 - calça jeans Convicto, camisa branca Acostamento.

TECNOLOGIA: IWC Connerct, inovação da relojoaria suíça IWC Schaffhausen, para acoplar ao relógio e ter controle à Internet das Coisas

Dando continuação à longa tradição de inovação em engenharia, a manufatura suíça de relógios de luxo a IWC Schaffhausen anunciou o lançamento de um novo dispositivo: o IWC Connect. Esta ferramenta inteligente, que será integrada nas braceletes de relógios mecânicos da IWC, foi desenhada para dar aos seus utilizadores controle sobre determinados aparelhos ligados à Internet das Coisas e fornecer pleno rastreamento de atividades. A ideia por trás desta inovação é permitir aos proprietários de relógios IWC controlar o seu ambiente interconectado diretamente através do pulso, mantendo ao mesmo tempo a integridade do relógio mecânico manufaturado. 

Criado para se integrar nas braceletes de relógios desportivos da IWC, começando com os Grandes Relógios Aviador, o IWC Connect vem ao encontro das necessidades de clientes exigentes, oferecendo uma solução de alta qualidade em desenho luxuoso: o aparelho segue as atividades do utilizador e permite intervir em dispositivos inter¬ligados no seu ambiente. 

“Ao observarmos que muitos dos nossos clientes e em¬baixadores da marca usam dispositivos interconectados juntamente aos seus relógios IWC, decidimos cooperar com uma empresa de tecnologia digital que partilha as nossas ideias para desenvolver uma solução complementar elegante e estética, que torne desnecessário usar apare¬lhos adicionais no pulso oposto ao do relógio IWC”, explica Georges Kern, CEO da IWC Schaffhausen. “Mas o impor¬tante é que não tocamos nos nossos lindos relógios – um relógio IWC continua a ser um relógio mecânico manufaturado. Criamos uma solução com desenho inteligente que se adapta perfeitamente e sublinha o nosso mundo de produtos.”

quarta-feira, 6 de maio de 2015

ROTEIRO: Três projetos que têm cuidado da vida marinha de Fernando de Noronha que vale à pena conhecer

Conhecer Fernando de Noronha é observar a natureza de perto, conhecer como funciona seu ecossistema e como a força da natureza está presente no Arquipélago. Observar a vida marinha é um dos grandes atrativos da Ilha. Selecionamos três projetos que fazem a alegria dos turistas que visitam Noronha e das pessoas envolvidas em preservar tudo isso para as próxima gerações.

PROJETO NAVI – NATUREZA VIVA

Em Noronha se você olhar pra baixo, o que vê? A depender de onde você esteja pode ver muita vida marinha. Essa é a proposta do Projeto Navi, uma visão do fundo do mar sem a necessidade de mergulhar.

Muita gente tem medo ou é impossibilitado de realizar mergulhos por questões de saúde e para não ficar a ver navios (a não ser que sejam as embarcações afundadas) basta um passeio em um barco com fundo transparente. O projeto nasceu com o conceito de “turismo de expedição cientifica” e foi desenvolvido por uma equipe multidisciplinar com o objetivo de desenvolver um programa onde o participante vivenciasse um ensaio de expedição oceanográfica.


A embarcação é uma hidronave com inovadora tecnologia, projetada para abrigar a maior lente de visão subaquática do mercado civil (3m x 2m). Quem já assistiu Os Jetsons (desenho futurístico dos ano 80) vai achar que o desenho virou realidade diante de um design tão moderno e arrojado. A visão do fundo do mar acontece através de uma placa transparente no chão da moderna embarcação. Durante o passeio, de 1h30, um guia dá detalhes sobre as espécies. O Navi permite conhecer o fundo do mar com plena visão submarina, sem precisar se molhar e com total segurança. Acessível a todas as idades e sem contraindicações.

GOLFINHO ROTADOR

Entre tantas maravilhas que se tem para ver e viver em Noronha ter a companhia dos golfinhos durante os passeios de barco e mergulhos é sem dúvida espetacular. Para cuidar e preservar a espécie o Projeto Golfinho Rotador foi criado em 1990 fruto parceria do Centro Mamíferos Aquáticos, um centro de fauna especializado do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade / Ministério do Meio Ambiente, com o Centro Golfinho Rotador, uma organização não governamental socioambiental de Fernando de Noronha e com a Petrobras, o patrocinador oficial do projeto.


O golfinho rotador é um golfinho oceânico e tropical que vive em agrupamentos de 3 a mais de dois mil indivíduos. É a terceira espécie de golfinho mais abundante do mundo e tem o nome popular de golfinho-rotador ("spinner dolphin") por conta do seu comportamento de saltar fora d`água e realizar até sete rotações em torno do próprio eixo, um espetáculo como nem um outro.

O Projeto Golfinho Rotador busca conscientizar a comunidade noronhense para a preservação ambiental,  capacitar adolescentes ilhéus para trabalharem com ecoturismo,   fornecer subsídios ao desenvolvimento de uma sociedade sustentável na ilha,  melhorar a qualidade dos serviços em ecoturismo oferecidos em Fernando de Noronha, estudar a história natural  e a interação dos golfinhos em Fernando de Noronha com outras espécies e com o homem, além de propor normas de preservação dos golfinhos-rotadores.

Mirante dos Golfinhos – E para quem quer ter acesso aos golfinhos e conhecimento sobre eles, o point na ilha é o Mirante dos Golfinhos. O acesso ao Mirante é feito por uma trilha de 1 km, a partir do estacionamento da Baía do Sancho e de lá se pode observar os ninhais de aves marinhas das encostas das baías. 

De segunda-feira a sábado, das 5h30 até uma hora após a saída do último golfinho, os pesquisadores do Projeto Golfinho Rotador ajudam os visitantes a compreender o comportamento dos rotadores e a importância da Baía dos Golfinhos, ministrando palestras, respondendo perguntas, distribuindo "folders" e emprestando binóculos (a partir das 7 horas da manhã). 







O Projeto Tamar nasceu nos idos dos anos 70 no sul do país quando as tartarugas marinhas já estavam na lista dos animais em risco de extinção. Espalhado em várias partes do Brasil onde há a necessidade de conservação e pesquisa em prol das tartarugas o Tamar tem endereço também em Fernando de Noronha.


Na ilha desde 1984 com pesquisas e ações de preservação o projeto só inaugurou o Centro de Visitantes de Fernando de Noronha foi inaugurado em 1996, quando o arquipélago se tornou um grande destino de ecoturismo no país. O centro possibilitaria expandir o conhecimento e a necessidade da preservação ambiental para evitar a extinção das tartarugas.

Atualmente o Centro de Visitantes - Museu Aberto da Tartaruga Marinha do Projeto Tamar de Fernando de Noronha recebe cerca de 40 mil visitantes/ano e ninguém sai de lá sem ser tocado pela necessidade de cuidar do meio ambiente e da nossa fauna marinha.

Quanto às instalações do espaço, o Tamar buscou alternativas ecologicamente corretas como madeira certificada, de reflorestamento; reciclagem de containers marítimos e estruturas instaladas sobre pilotis removíveis para não impermeabilizar o solo, afinal respeito ao meio ambiente começa em “casa”.

Anote esse três roteiros e na próxima ida à Noronha não deixe de conhecer.

terça-feira, 5 de maio de 2015

BEBIDA: A origem, a fama e os tipos de Whisky Escocês

Consumido em todo o mundo, são nos Emirados Árabes que o Scotch Whisky tem maior força e no Brasil é o Estado de Pernambuco que mais consome a bebida per capta. Uma bebida que tem anos de história, pode ser consumida por jovens e adultos e anda sendo usada como base para drinks, mesmo sendo isso considerado um sacrilégio para os mais puristas. Através de entrevista com o especialista Eduardo Rotella, autor do livro Whisky Book – manual básico do scotch whisky, preparamos uma matéria especial sobre a bebida. Está servido, caro leitor?

A ORIGEM E A FAMA DO ESCOCÊS

A origem do whisky remonta  o início do processo de destilação em si, prática aliás. Descoberta e bastante utilizada pelos monges budistas para o processo de fabricação de perfumes. A partir daí a bebida é criada e difundida. Países como Irlanda e Índia reivindicam a “paternidade” da bebida. Segundo os indianos eles já produziam o whisky há cerca de 800 anos a.C., já os irlandeses dizem que o padroeiro do País, ST. Patrick, nos anos 400 fabricava uma bebida com os mesmos ingredientes do que conhecemos como whisky. 

As lendas são muitas, mas a de São Patrick tem força por conta de documentos sobre destilação que remontam ao século XV que descrevem a venda de 500kg de malta para um frade de nome John Corr para produção de aqua vitae ( ver etmologia abaixo). Esse registro liga a produção do whisky aos monastérios que usavam licor produzido com ervas e especiarias para fins medicinais. Entre os séculos XVII e XVIII e até 1820 a destilação era um processo doméstico e os habitantes produziam sua própria bebida em alambiques privados em suas granjas rurais. A cevada que sobrava alimentava o gado e o whisky em si acabava se tornando também uma importante “moeda” de troca.


No sentido etmológico a palavra Whisky vem de "uisge", forma abreviada do termo gaélico "uisge beatha" ou "aqua vitae" (água da vida/eau de vie/water of life). O que acaba tendo relação direta com esta bebida que alegra, relaxa e socializa, concorda? Apesar de consumido e produzido em várias partes do mundo, é o whisky escocês o de maior fama e credibilidade. Isso se deve sobretudo ao tempo e experiência no processo de destilação, já que o primeiro registro desse processo utilizando a cevada na Escócia data de 1494, muito antes de outros lugares. 

Mas não é só a experiência, o cenário escocês também é bastante propício para a fabricação da bebida: o clima, a geologia, as fontes de águas puras e propriedades exclusivas, a qualidade da cevada e principalmente por uma pequena flor presente no nordeste da ilha, em uma região chamada Speyside. Esta pequena flor de nome Urze ou Heather empresta seu aroma floral e frutado a metade dos whiskies produzidos na Escócia.

A força e a tradição da Escócia na produção de Whisky é tão grande que só se pode colocar no rótulo a denominação Scotch quando a bebida é fabricada exclusivamente no país. Nenhuma destilaria do mundo pode se utilizar deste nome, mesmo que importe o malte da Escócia. Por isso caro leitor, nem tudo o que você chama de Scotch o é de fato. 

O whisky escocês leva 3 ingredientes na sua composição, mais um especial: 

- Cereais (principalmente a cevada, onde a Escócia se destaca como o maior produtor mundial do grão;
- Água;
- Levedura;
- Turfa, e talvez aqui esteja o grande segredo. A turfa é uma espécie de carvão vegetal, queimada nos fornos para secagem dos grãos de cevada. Como a Turfa queima produzindo fumaça, é nesta fase que se consegue adicionar notas de defumação ao grão e ao futuro destilado.



Lowlands
Nas terras baixas ao sul da Escócia é onde se produzem os single malts mais leves e suaves. De sabor adocicado, agrada inclusive ao paladar feminino. As lowlands possuem três destilarias. Características do whisky: delicado - leve - doce

Campbeltown
Por estarem próximas do mar, as turfas dessa região recebem muita influência do fenol e iodo provenientes das brisas marinhas. Características do whisky: é forte e encorpado, mas de sabor generoso e atraente. Atualmente, tem duas destilarias, mas antes da guerra chegou a possuir cerca de 30.

Islay
É uma bonita ilha da costa oeste da Escócia, que produz um whisky com estilo e personalidade diferenciados. Ao provar o whisky de Islay - pronuncia-se "Aila” - , não existe meio-termo: ou se detesta ou se apaixona por ele. Todo legítimo blended whisky escocês possui em sua composição o single malt proveniente da Ilha de Slay. A Ilha de Islay possui cinco mil habitantes e oito destilarias. Dá uma média de uma destilaria para 625 pessoas. O Malt Whisky em Islay possui características excepcionais e é facilmente identificável. O aroma defumado torna-o seco e tão forte que muitos apreciadores afirmam que sentem o sabor de iodo das algas marinhas. É a única ilha da Escócia que se orgulha de produzir um tipo de whisky que leva seu nome. Seus whiskys são conhecidos simplesmente por Islay Single Malt. Características do whisky: salgado - defumado – medicinal

Highlands
O whisky das terras altas, ao norte da Escócia é o mais reverenciado e conhecido em todo o mundo. É a maior região produtora de whisky escocês e onde se mistura e engarrafa. Romântico, suave, frutado, admirável e glorioso. Essas são algumas das expressões dos especialistas em relação ao whisky produzido nas Highlands. Muitas destilarias exibem em seus rótulos a classificação "Highland Malt Whisky". Isso serve para reforçar a excelência de um produto fabricado nessas terras abençoadas pela natureza. Características do whisky: frutado - temperado - aromático

Speyside
Também localizada nas terras altas a nordeste da Escócia, essa região é abastecida pelo Rio Spey e seus oito afluentes. Abriga enorme quantidade de destilarias ao redor de quatro principais cidades: Rothes, Dufftown, Elglin e Keith. Região famosa por produzir os melhores maltes da Escócia. 50% das destilarias da Escócia concentram-se nesta região. Características do Whisky: perfumado - frutado – floral.

Histórias à parte, umas das preocupações de quem toma whisky é saber sobre sua qualidade e procedência. Neste sentido não há regras muito rígidas, mas algumas dicas:


COMBINAÇÕES E ACOMPANHAMENTOS



Para Eduardo Rottela, embaixador do whisky Chivas no Brasil, quanto mais velho for o whisky menos misturas são permitidas para que o sabor não seja alterado. As diluições que não alteram o sabor de um whisky mais maduro são água  natural ou no máximo 3 pedras de gelo.

Água de coco, energéticos e refrigerantes chegam a alterar o sabor e por isso são considerados praticamente um sacrilégio por Eduardo Rottela, “Se vc pensar que uma pessoa cuidou do sabor complexo e rico de um whisky por 18, 25 ou mais anos, e que num único segundo, esse equilíbrio pode ser totalmente quebrado pela adição de algo com sabor tão artificial como um energético, é fácil concluir que não é bom”. Ainda segundo Eduardo, apesar das dicas e cuidados para não alterar o sabor, o que vale mesmo é ter prazer na degustação da bebida, então se o prazer vem com misturas, que se misture e se curta. 

E o que cai bem para ser servido com whisky? Para petiscar as melhores opções são as castanhas de todos os tipos, como a do Pará, de caju, nozes, amêndoas, avelãs, amendoins, entre outras; frutas secas, queijos mais duros, como grana padano e parmesão, alguns tipos de chocolate e trufas meio amargas. Em caso de refeição o ideal são whiskies 18 anos ou mais por serem mais ricos em aromas e sabor e terem baixa sensação alcoólica, permitindo uma melhor degustação da comida. Carnes e peixes defumados harmonizam bem.

O PERFIL DE QUEM BEBE WHISKY

A ideia comum é que whisky é bebida para homens já no auges dos seus 40 anos, certo? Só que não é por aí, há Scotch whisky para diversos públicos. Whiskies mais novos (Standard de até 8 anos) são mais agressivos e alcoólicos e também mais baratos e acessíveis, portanto mais consumido por jovens. Já os mais envelhecidos repletos de sabor e aroma, são consumidos por adultos, não só pelo poder aquisitivo, mas por terem o paladar mais apurado.

Mas não é só o preço e a idade que indicam sobre a idade ou personalidade de quem bebe whisky, a forma como ele é apresentado também. Mulheres preferem beber em taças, por serem mais leves deixam a pessoa mais à vontade em uma festa, já o copo baixo, por ser largo e pesado exige mais firmeza para segurá-lo, por exemplo. Não há regras, mas o ritual da degustação pode falar muito sobre quem bebe. E como quem bebe gosta de ter em casa para momentos de relaxamento ou para receber amigos é importante lembrar que whiky não gosta de luz, principalmente a solar, por isso você deve guardar seus melhores whiskies dentro de seus cartuchos, pois resistem a temperaturas altas e baixas e quanto a posição, a garrafa pode ser armazenada em qualquer posição: deitada, em pé, de lado ou até de ponta-cabeça.



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