Cuba está localizada no mar do Caribe fazendo fronteira ao norte de Cuba com os Estados Unidos e as Bahamas; a oeste com o México; ao sul estão as Ilhas Cayman e a Jamaica e a sudeste a Ilha de Navassa e o Haiti. Por muito tempo foi colônia do império espanhol, quando deu início a luta pela independência. Politicamente é o único país da América Latina socialista.
Quando se fala em Cuba, se pensa em Fidel, Charutos Havana, Che Guevara (apesar de ser argentino), embargo e por aí vai. Mas Cuba é também terra de gente muito criativa que faz cinema em larga escala de produção. Foi o mexicano Gabriel Veyre que trouxe o cinema à Cuba em 1897 com a apresentação de quatro curtas metragens mexicanas (“Partida de Cartas”, “El tren”, “El regador y El muchacho” e “El sombrero cómico”) exibidos ao lado do Teatro Tácon, hoje chamado de o Grande Teatro de Havana.
De lá pra cá a coisa foi tomando forma e hoje o país é tem uma forte produção cinematográfica tendo escolas procuradas por estudantes de cinema de todo o mundo. O primeiro filme rodado na ilha, "Simulacro de Incêndio" foi um documentário sobre os bombeiros de Havana e teve na produção o próprio Gabriel Veyre. Até antes da revolução cubana em 1959, Cuba tinha produzido apenas 80 longas-metragens, com destaque para "La Virgin de caridas" de Miguel Santos e "Romance del palmar" de Rámon Peon. Logo após a revolução, Cuba entrou na sua "era de ouro" do cinema e mergulhou dentro do chamado Novo Cinema Latino Americano e junto com Argentina, México e Brasil exportou essa nova corrente para o mundo.
Esse boom levou o governo da época a criar um departamento cinematográfico na Dirección de Cultura Del Ejercito Rebelde, que acabou por patrocinar vários documentários. Em seguida veio o ICAIC (Instituto Cubano Del Arte y La Indústria Cinematográficos). A produção cinematográfica em Cuba é fortemente voltada para documentários e curta-metragens e oferece grandes e boas escolas como a Escuela Internacional de Cine, Televisión y Vídeo de San Antonio de los Baños e o ICAIC.
E pra quem tá em Recife e quer conhecer mais sobre o cinema cubano a capital pernambucana recebe a 1ª Mostra de Cinema Cubano Contemporâneo. A Mostra traz uma seleção de seis longas-metragens realizados no país e um panorama de 21 curtas-metragens que se destacaram nas últimas edições da Mostra de Jovens Realizadores de Cuba, evento de grande importância que ocorre anualmente em Havana; além de duas oficinas gratuitas ministradas por Susana Barriga e Patrícia Ramos, ambas professoras da Escola Internacional de Cinema e TV de San Antonio de los Baños.
“Minha ideia, junto com Eduardo Herrera, o curador da mostra, é tentar resgatar um pouco da importância histórica do cinema cubano e, principalmente, mostrar o que está acontecendo naquele país; a seleção que fizemos tanto de curtas como de longas é deliciosa porque conseguimos escolher excelentes trabalhos que retratam muito bem a dura realidade do país sem máscaras e sem discursos políticos no meio. Há um pouco de tudo, ou seja, há filmes históricos, biográficos, outros mais cotidianos, enfim, um retrato da Cuba contemporânea”, conta Renato Galamba, produtor geral do evento.
Entre os destaques da programação (vide abaixo), estão os longas: “Morango e Chocolate” - obra-prima do diretor Tomás Gutiérrez Alea (o Titón), que levou Cuba ao Oscar -, "Bilhete para o Paraíso" (Gerardo Chijona) e "Suíte Havana" de Fernando Pérez, um dos grandes diretores cubanos da atualidade. Entre os curtas, podem ser vistos “Gozar, comer, partir”, “Tacones Cercanos” e “Camionero”, este vencedor de prêmios e baseado em fatos reais. Diariamente, haverá duas sessões: uma, dos curtas, às 18h, e a segunda, do longa, às 20h.
Outro ponto alto da Mostra será a homenagem feita a Titón. Figura incontornável da cinematografia mundial e um dos fundadores do Novo Cinema Latino-Americano, o cineasta produziu, em 50 anos de carreira, mais de 25 filmes até o final de sua vida. Além da exibição de seu último trabalho como diretor, “Morango e Chocolate”, haverá um bate-papo sobre sua vida e obra com a atriz Mirta Ibarra, um dos ícones da cultura cubana, ex-mulher do diretor e atriz principal do filme. Já no domingo (06), no encerramento da Mostra e complementando a homenagem, será exibido “Memórias do Subdesenvolvimento”, longa também de Titón, datado de 1968 e considerada a obra mais importante do cinema cubano.
Serviço:
1ª Mostra de Cinema Cubano Contemporâneo
Quando: terça a domingo, 01 a 06 de Abril de 2014
Onde: Caixa Cultural Recife – Av. Alfredo Lisboa, 505 - Recife-PE – CEP: 50030-150 – Tel: 81 3425-1900
Horários: sessões de curtas – às 18h / sessão de longas - às 20h
Quanto: R$ 2,00 (inteira) R$ 1,00 (meia)
Realização: Cicatrix Filmes
Confira programação completa e detalhes das Oficinas abaixo
Mais informações: www.mostracuba.com.br
segunda-feira, 31 de março de 2014
sexta-feira, 28 de março de 2014
ENTREVISTA: Marcos Breda com ou sem drama, mas com muito humor e paixão por atuar
PAIXÃO. Essa é a palavra que pode descrever o ator Marcos Breda. 32 anos de carreira e a paixão só aumenta. Esportista, kartista amador e a paixão pelo esporte é firme. Dois filhos e a paixão pelas crias é gritante. Marcos Breda é daqueles que faz por amor e o que vier depois é fruto de um trabalho bem feito, de uma dedicação ímpar. Com ou sem drama, mas sempre com muito humor, desabafa sobre política, Brasil, Copa...e claro, sua paixão por atuar. Com um históricos de grandes trabalhos na TV, no cinema e no teatro, Marcos Breda conversou com a MENSCH sobre passado, presente e futuro.
No ar em Vale a Pena Ver de Novo, você é do tipo nostálgico? Que olha pra uma novela antiga e tem saudade, lembra como foi fazer, do contexto da época? Como é sua relação com o passado, o presente e o futuro? Gosto muito de rever antigos trabalhos para aprender com meus erros e acertos. Tenho ótima memória e relembro com carinho o contexto da época e, principalmente, as relações afetivas em cada trabalho. E, claro, projetar novas possibilidades para o futuro. Mas procuro sempre focar no "Presente do Indicativo" que - não por acaso - é o tempo verbal das rubricas de um texto teatral. Teatro e Vida, portanto, são a arte do aqui-agora.
Em uma entrevista à rádio Estadão ESPN você disse que novela era feita pra vender produto de anunciante no intervalo. Há menos arte e mais interesse comercial hoje em dia? Como equilibrar essa equação para não se perder mercado nem qualidade artística? Essa minha declaração foi feita em tom de brincadeira, claro. Mas o fato é que essa equação arte + mercado pode ser resolvida a partir de uma premissa básica: qualidade e paixão. Não há problema algum em conciliar uma novela, filme e/ou peça de teatro com as necessidades do mercado, desde que se realize o trabalho com competência, honestidade, integridade e comprometimento. Sou ator desde 1982 porque amo o que faço. Ganhar dinheiro com isso é consequência necessária e bem vinda, claro, mas nunca foi meu objetivo principal. Trabalhei muitas vezes de graça (e até mesmo pagando para trabalhar...) porque a paixão pela profissão sempre falou mais alto nestes meus (nem tão) modestos 32 anos de estrada. Fui, sou e serei sempre assim, creio, porque deste jeito me sinto honesto comigo mesmo. E travesseiro melhor não há.
Você era estudante de Letras quando começou a carreira de ator, como se deu essa “mudança de caminho”? Começou bem antes, quando eu ainda era um teenager, estudante de Engenharia Mecânica. Assisti ao Grupo "Asdrúbal trouxe o Trombone" fazer a peça TRATE-ME LEÃO em Porto Alegre (1979) e saí do teatro alucinado, pensando "é isso que eu quero fazer para o resto da minha vida." Continuo pensando assim, 35 anos depois...
A novela Mandala foi seu divisor de águas na carreira? Tive vários "divisores de águas" na carreira, em teatro, cinema e televisão. Mas creio que nenhum foi mais decisivo do que o filme FELIZ ANO VELHO, de Roberto Gervitz. Foi com esse trabalho que saí de Porto Alegre para morar em São Paulo e, posteriormente, Rio de Janeiro. Poderia citar ainda peças de teatro como ARLEQUIM, SERVIDOR DE DOIS PATRÕES e novelas como MANDALA, QUE REI SOU EU? e VAMP.
Mandala, Vamp, Que rei sou eu? São novelas clássicas, que fizeram diferença na dramaturgia, o que, em sua opinião, elas tiveram de tão especial? E qual o seu sentimento por ter feito parte delas? Essas novelas foram experiências únicas, com a desejada alquimia "a obra certa na hora certa, feita do jeito certo com as pessoas certas." Ninguém tem a fórmula, essas coisas simplesmente acontecem e me considero um cara de sorte (além de claro, muito obstinado e trabalhador) por ter feito parte de obras tão bem sucedidas, junto com profissionais/pessoas pelas quais tenho admiração, carinho e respeito até hoje. No momento estou gravando a série ANIMAL, da TV Globo, e tenho o palpite de que será outro "divisor de águas". A história é sensacional, a equipe é extremamente competente e o diretor Paulo Nascimento é um talento raro. Estou muito, muito feliz de fazer parte deste projeto que já está virando uma realidade.
Você fez parte da novela "Amor & Revolução" do SBT. Como vê todas essas manifestações no Brasil? As pessoas aqui estão cansadas de viver num país com preços de Primeiro Mundo e serviços de Quinto Mundo. No Brasil paga-se uma fortuna em impostos para receber quase nada em troca. O país está um LIXO, resultado do descalabro administrativo de governo após governo desde que me entendo por gente. Dizem que "você pode encher um copo até a borda, nem uma gota a mais. Esse copo está transbordando...
E o que o teu personagem, um comunista revolucionário te ensinou? Que TORTURA NUNCA MAIS. Acho inacreditável que, em pleno 2014, uma corja de imbecis venha reivindicar um novo golpe militar. O lugar dessas ideias - e dessa gente - é a lata de lixo da História.
E o grupo teatral "Vende-se Sonhos"? Como surgiu a ideia e pode-se dizer também a coragem e ousadia de montar um grupo teatral, o que representa pra você? O "Vende-se Sonhos" nasceu em 1980, numa oficina do Grupo Teatral carioca Asdrúbal trouxe o Trombone" e tinha a criação coletiva como método de trabalho. Um grupo de teatro estável é a melhor formação que um ator pode ter. A gente aprende a fazer de tudo (cenário, figurino, iluminação, sonoplastia, etc.), meter a mão na massa (limpar, cuidar, montar e desmontar toda aquela parafernália) e, last but not least, ainda aprender uma Ética. Aprender a respeitar o colega como um igual, um parceiro, um irmão. E não alguém que deva ser ludibriado, superado, subestimado e maltratado, como se vê nesses "neo-atores" competitivos e despreparados que se vê por aí.
30 anos de profissão. Qual o balanço que você fez de todo esse tempo dedicado à arte? São 32 anos com dezenas de peças de teatro, filmes, novelas, seriados, trabalhos em publicidade, cursos, workshops, oficinas e até mesmo um mestrado em Artes Cênicas, seguido de um ano de bolsa de estudos de Teatro em Londres. Sou muito feliz por ser um ator e AMO trabalhar, pois, como dizia meu saudoso pai, "quem trabalha naquilo que gosta, meu guri, rende o dobro e cansa a metade." Papai sabia das coisas...
Em uma entrevista você disse que o palco separa os meninos dos homens (e as meninas das mulheres). O que o teatro proporciona pro ator e espectador que nenhum outro meio proporciona? No Cinema e na TV você tem que ser bom uma vez só, precisamente na hora que está filmando/gravando. Mas no Teatro você tem que ser bom toda santa noite... Sem falar na relação direta com o público, na necessidade de se reinventar a cada sessão e na peculiaridade de, no Teatro, o ator chamar para si quase todas as instâncias da representação. É o ator que dita o ritmo (e não a edição), o posicionamento (e não a câmera), a voz (e não o microfone) e tudo o mais. O Teatro é, mais do que qualquer outra, a arte do ator.
Amante da velocidade você faz parte do Kart dos Artistas e Desafio das Estrelas, quando essa paixão deu início e você resolveu vive-la intensamente? Comecei a praticar kartismo quando teve início a febre dos karts indoor no Brasil, em 1994. De lá para cá nunca parei de competir em eventos e campeonatos de Kart por todo o Brasil. Sou amigo de muitos pilotos e absolutamente apaixonado por velocidade. É um hobby que pratico com a mesma dedicação e prazer do meu trabalho como ator. Sou kartista amador, portanto AMO andar de kart e me dedico bastante.
Você faz o tipo esportista, tendo praticado várias modalidades, ansioso pela Copa e Olimpíadas no Brasil? Pratiquei/pratico judô, karatê, capoeira, meia-maratona, musculação, alongamento e kartismo. Sempre fui - e espero continuar sendo - um atleta. Mas não estou nem um pouco empolgado com Copa e Olimpíadas no Brasil. Sinceramente acho que toda essa montanha de dinheiro público seria mais bem investida em tudo aquilo que nos falta desde sempre: escolas, hospitais, transporte, etc. O Brasil sempre foi assim, infelizmente.
Como é a sua relação com seus filhos? O que deseja pra eles, o que ensina, aconselha? Sou um pai-solteiro super presente com meus dois filhos Jonas (12) e Daniel (7) e tenho imenso AMOR (assim, maiúsculo) por eles. Desejo que eles sejam muito felizes, cada qual com suas escolhas. Que sejam homens honrados, amorosos e leais com seus afetos. Que tratem bem suas namoradas. Que tenham Sorte na vida e que "o Acaso os proteja quando andarem distraídos." Que tenham saúde, amor, prazer, bom humor, alegria de viver e ainda sejam capazes de perseguir seus objetivos (sejam quais forem) com diligência e honestidade. E que, ao lembrarem de seus pais, tenham a certeza de que sempre foram MUITO amados.
O que deveria estar com o Pé na Cova no Brasil? (risos) A corrupção e falta de vergonha na cara de quase todos os políticos de quase todos os partidos.
Quais os próximos projetos para esse ano? Estou em cartaz no Teatro Gláucio Gill (RJ) com uma excelente peça chamada OLEANNA (de David Mamet), com direção de Gustavo Paso. Também gravo a série ANIMAL, da Globo, com direção de Paulo Nascimento e estreio dia 5 de abril o seriado OXIGÊNIO, de Pedro Zimmerman, na RBS TV. Devo filmar em maio um longa-metragem com o diretor Marcelo Santiago, além de estar no ar em "Vale a Pena ver de Novo" com a novela CARAS E BOCAS (TV Globo) e ainda tenho a estreia - em agosto - do longa-metragem SENHORES DA GUERRA, de Tabajara Ruas. Sem falar do Campeonato Brasileiro de Kart dos Artistas 2014, no qual defendo - ao longo do ano - o título de Campeão que conquistei na temporada 2013. Esse é o meu aqui-agora e estou muito feliz com esse momento.
No ar em Vale a Pena Ver de Novo, você é do tipo nostálgico? Que olha pra uma novela antiga e tem saudade, lembra como foi fazer, do contexto da época? Como é sua relação com o passado, o presente e o futuro? Gosto muito de rever antigos trabalhos para aprender com meus erros e acertos. Tenho ótima memória e relembro com carinho o contexto da época e, principalmente, as relações afetivas em cada trabalho. E, claro, projetar novas possibilidades para o futuro. Mas procuro sempre focar no "Presente do Indicativo" que - não por acaso - é o tempo verbal das rubricas de um texto teatral. Teatro e Vida, portanto, são a arte do aqui-agora.
Em uma entrevista à rádio Estadão ESPN você disse que novela era feita pra vender produto de anunciante no intervalo. Há menos arte e mais interesse comercial hoje em dia? Como equilibrar essa equação para não se perder mercado nem qualidade artística? Essa minha declaração foi feita em tom de brincadeira, claro. Mas o fato é que essa equação arte + mercado pode ser resolvida a partir de uma premissa básica: qualidade e paixão. Não há problema algum em conciliar uma novela, filme e/ou peça de teatro com as necessidades do mercado, desde que se realize o trabalho com competência, honestidade, integridade e comprometimento. Sou ator desde 1982 porque amo o que faço. Ganhar dinheiro com isso é consequência necessária e bem vinda, claro, mas nunca foi meu objetivo principal. Trabalhei muitas vezes de graça (e até mesmo pagando para trabalhar...) porque a paixão pela profissão sempre falou mais alto nestes meus (nem tão) modestos 32 anos de estrada. Fui, sou e serei sempre assim, creio, porque deste jeito me sinto honesto comigo mesmo. E travesseiro melhor não há.
Você era estudante de Letras quando começou a carreira de ator, como se deu essa “mudança de caminho”? Começou bem antes, quando eu ainda era um teenager, estudante de Engenharia Mecânica. Assisti ao Grupo "Asdrúbal trouxe o Trombone" fazer a peça TRATE-ME LEÃO em Porto Alegre (1979) e saí do teatro alucinado, pensando "é isso que eu quero fazer para o resto da minha vida." Continuo pensando assim, 35 anos depois...
A novela Mandala foi seu divisor de águas na carreira? Tive vários "divisores de águas" na carreira, em teatro, cinema e televisão. Mas creio que nenhum foi mais decisivo do que o filme FELIZ ANO VELHO, de Roberto Gervitz. Foi com esse trabalho que saí de Porto Alegre para morar em São Paulo e, posteriormente, Rio de Janeiro. Poderia citar ainda peças de teatro como ARLEQUIM, SERVIDOR DE DOIS PATRÕES e novelas como MANDALA, QUE REI SOU EU? e VAMP.
Mandala, Vamp, Que rei sou eu? São novelas clássicas, que fizeram diferença na dramaturgia, o que, em sua opinião, elas tiveram de tão especial? E qual o seu sentimento por ter feito parte delas? Essas novelas foram experiências únicas, com a desejada alquimia "a obra certa na hora certa, feita do jeito certo com as pessoas certas." Ninguém tem a fórmula, essas coisas simplesmente acontecem e me considero um cara de sorte (além de claro, muito obstinado e trabalhador) por ter feito parte de obras tão bem sucedidas, junto com profissionais/pessoas pelas quais tenho admiração, carinho e respeito até hoje. No momento estou gravando a série ANIMAL, da TV Globo, e tenho o palpite de que será outro "divisor de águas". A história é sensacional, a equipe é extremamente competente e o diretor Paulo Nascimento é um talento raro. Estou muito, muito feliz de fazer parte deste projeto que já está virando uma realidade.
Você fez parte da novela "Amor & Revolução" do SBT. Como vê todas essas manifestações no Brasil? As pessoas aqui estão cansadas de viver num país com preços de Primeiro Mundo e serviços de Quinto Mundo. No Brasil paga-se uma fortuna em impostos para receber quase nada em troca. O país está um LIXO, resultado do descalabro administrativo de governo após governo desde que me entendo por gente. Dizem que "você pode encher um copo até a borda, nem uma gota a mais. Esse copo está transbordando...
E o que o teu personagem, um comunista revolucionário te ensinou? Que TORTURA NUNCA MAIS. Acho inacreditável que, em pleno 2014, uma corja de imbecis venha reivindicar um novo golpe militar. O lugar dessas ideias - e dessa gente - é a lata de lixo da História.
E o grupo teatral "Vende-se Sonhos"? Como surgiu a ideia e pode-se dizer também a coragem e ousadia de montar um grupo teatral, o que representa pra você? O "Vende-se Sonhos" nasceu em 1980, numa oficina do Grupo Teatral carioca Asdrúbal trouxe o Trombone" e tinha a criação coletiva como método de trabalho. Um grupo de teatro estável é a melhor formação que um ator pode ter. A gente aprende a fazer de tudo (cenário, figurino, iluminação, sonoplastia, etc.), meter a mão na massa (limpar, cuidar, montar e desmontar toda aquela parafernália) e, last but not least, ainda aprender uma Ética. Aprender a respeitar o colega como um igual, um parceiro, um irmão. E não alguém que deva ser ludibriado, superado, subestimado e maltratado, como se vê nesses "neo-atores" competitivos e despreparados que se vê por aí.
30 anos de profissão. Qual o balanço que você fez de todo esse tempo dedicado à arte? São 32 anos com dezenas de peças de teatro, filmes, novelas, seriados, trabalhos em publicidade, cursos, workshops, oficinas e até mesmo um mestrado em Artes Cênicas, seguido de um ano de bolsa de estudos de Teatro em Londres. Sou muito feliz por ser um ator e AMO trabalhar, pois, como dizia meu saudoso pai, "quem trabalha naquilo que gosta, meu guri, rende o dobro e cansa a metade." Papai sabia das coisas...
Em uma entrevista você disse que o palco separa os meninos dos homens (e as meninas das mulheres). O que o teatro proporciona pro ator e espectador que nenhum outro meio proporciona? No Cinema e na TV você tem que ser bom uma vez só, precisamente na hora que está filmando/gravando. Mas no Teatro você tem que ser bom toda santa noite... Sem falar na relação direta com o público, na necessidade de se reinventar a cada sessão e na peculiaridade de, no Teatro, o ator chamar para si quase todas as instâncias da representação. É o ator que dita o ritmo (e não a edição), o posicionamento (e não a câmera), a voz (e não o microfone) e tudo o mais. O Teatro é, mais do que qualquer outra, a arte do ator.
Amante da velocidade você faz parte do Kart dos Artistas e Desafio das Estrelas, quando essa paixão deu início e você resolveu vive-la intensamente? Comecei a praticar kartismo quando teve início a febre dos karts indoor no Brasil, em 1994. De lá para cá nunca parei de competir em eventos e campeonatos de Kart por todo o Brasil. Sou amigo de muitos pilotos e absolutamente apaixonado por velocidade. É um hobby que pratico com a mesma dedicação e prazer do meu trabalho como ator. Sou kartista amador, portanto AMO andar de kart e me dedico bastante.
Você faz o tipo esportista, tendo praticado várias modalidades, ansioso pela Copa e Olimpíadas no Brasil? Pratiquei/pratico judô, karatê, capoeira, meia-maratona, musculação, alongamento e kartismo. Sempre fui - e espero continuar sendo - um atleta. Mas não estou nem um pouco empolgado com Copa e Olimpíadas no Brasil. Sinceramente acho que toda essa montanha de dinheiro público seria mais bem investida em tudo aquilo que nos falta desde sempre: escolas, hospitais, transporte, etc. O Brasil sempre foi assim, infelizmente.
Como é a sua relação com seus filhos? O que deseja pra eles, o que ensina, aconselha? Sou um pai-solteiro super presente com meus dois filhos Jonas (12) e Daniel (7) e tenho imenso AMOR (assim, maiúsculo) por eles. Desejo que eles sejam muito felizes, cada qual com suas escolhas. Que sejam homens honrados, amorosos e leais com seus afetos. Que tratem bem suas namoradas. Que tenham Sorte na vida e que "o Acaso os proteja quando andarem distraídos." Que tenham saúde, amor, prazer, bom humor, alegria de viver e ainda sejam capazes de perseguir seus objetivos (sejam quais forem) com diligência e honestidade. E que, ao lembrarem de seus pais, tenham a certeza de que sempre foram MUITO amados.
O que deveria estar com o Pé na Cova no Brasil? (risos) A corrupção e falta de vergonha na cara de quase todos os políticos de quase todos os partidos.
Quais os próximos projetos para esse ano? Estou em cartaz no Teatro Gláucio Gill (RJ) com uma excelente peça chamada OLEANNA (de David Mamet), com direção de Gustavo Paso. Também gravo a série ANIMAL, da Globo, com direção de Paulo Nascimento e estreio dia 5 de abril o seriado OXIGÊNIO, de Pedro Zimmerman, na RBS TV. Devo filmar em maio um longa-metragem com o diretor Marcelo Santiago, além de estar no ar em "Vale a Pena ver de Novo" com a novela CARAS E BOCAS (TV Globo) e ainda tenho a estreia - em agosto - do longa-metragem SENHORES DA GUERRA, de Tabajara Ruas. Sem falar do Campeonato Brasileiro de Kart dos Artistas 2014, no qual defendo - ao longo do ano - o título de Campeão que conquistei na temporada 2013. Esse é o meu aqui-agora e estou muito feliz com esse momento.
quinta-feira, 27 de março de 2014
ESTILO: Azul da cor do jeans
quarta-feira, 26 de março de 2014
ESPORTE: Under Armour, a moda dos atletas nas ruas do Brasil
Há tempos a moda colocou nas ruas as marcas esportivas. Gente “comum” usando moda com design e tecnologia esportiva carregando em si o que o esporte representa. Dentre as marcas mais famosas do mundo neste segmento está a Under Armour, fundada pelo ex jogador de futebol americano Kevin Plank.
A empresa surgiu em 1996, Plank nesta época ainda jogava futebol, mas segundo o próprio, não bem o bastante para torná-lo profissional daí a ideia de produzir material esportivo. A Under Armour teve suas primeiras instalações na casa da avó de Plank com a fabricação de uniformes que pudessem ser usados por baixo das “armaduras” que usam os atletas desta modalidade (daí veio o nome), camisetas de microfibra que deixavam os jogadores secos e confortáveis mesmo com o suor das partidas.
Da casa da avó para o mundo e a Under Armouré hoje patrocinadora de times de futebol como o Tottenham, da Inglaterra, Colo-Colo, do Chile, e Cruz Azul e Toluca, do México. Nomes de peso do MMA também são patrocinados pela marca como o lutador George Saint-Pierre. O triatleta Chris McCormack e o nadador Michael Phelps também recebem apoio da marca. Hoje a Under Armour tem cerca de 7.800 empregados e faturamento anual de mais de 2,3 bilhões de dólares.
PARA BRAZUCA USAR
E agora chegou a vez dos brasileiros terem acesso mais fácil da marca. A Under Armour desembarca em terras brasilis anunciando mais de 70 pontos de venda no país para a comercialização de roupas, calçados e acessórios esportivos.
Lojas especializadas como Centauro, Paquetá Esportes e a Netshoes estão entre os pontos de venda para marca e segundo Plank o Brasil é um passo importante para a expansão internacional da marca que visa dobrar a receita da companhia até 2016, atingindo US$ 4 bilhões. Apoiar e patrocinar atletas brasileiros também faz parte da estratégia e vontade da UA no país. O anúncio da chegada da UA no Brasil foi feito pelo próprio Kevin Plank em São Paulo, que sediará o escritório da marca.
A estratégia de entrada no país será com investimento de início em running e training, isto é, produtos para serem usados em corridas de rua e treinamentos, mas a ideia é expandir em breve para outros esportes, incluindo claro o futebol, afinal ainda é a paixão nacional, e toda marca esportiva tem consciência disso.
Em termos de estratégia de marketing a UA planeja ser uma marca Premium, ou seja, voltada para um público de mais algo poder aquisitivo. Com conceitos de força, poder e performance a marca pretende conquistar o público. No primeiro vídeo (veja abaixo) promocional divulgado para o Brasil a UA deixa claro que é uma marca masculina mostrando um homem que se sacrifica para superar o seus limites.
A empresa surgiu em 1996, Plank nesta época ainda jogava futebol, mas segundo o próprio, não bem o bastante para torná-lo profissional daí a ideia de produzir material esportivo. A Under Armour teve suas primeiras instalações na casa da avó de Plank com a fabricação de uniformes que pudessem ser usados por baixo das “armaduras” que usam os atletas desta modalidade (daí veio o nome), camisetas de microfibra que deixavam os jogadores secos e confortáveis mesmo com o suor das partidas.
Da casa da avó para o mundo e a Under Armouré hoje patrocinadora de times de futebol como o Tottenham, da Inglaterra, Colo-Colo, do Chile, e Cruz Azul e Toluca, do México. Nomes de peso do MMA também são patrocinados pela marca como o lutador George Saint-Pierre. O triatleta Chris McCormack e o nadador Michael Phelps também recebem apoio da marca. Hoje a Under Armour tem cerca de 7.800 empregados e faturamento anual de mais de 2,3 bilhões de dólares.
PARA BRAZUCA USAR
E agora chegou a vez dos brasileiros terem acesso mais fácil da marca. A Under Armour desembarca em terras brasilis anunciando mais de 70 pontos de venda no país para a comercialização de roupas, calçados e acessórios esportivos.
Lojas especializadas como Centauro, Paquetá Esportes e a Netshoes estão entre os pontos de venda para marca e segundo Plank o Brasil é um passo importante para a expansão internacional da marca que visa dobrar a receita da companhia até 2016, atingindo US$ 4 bilhões. Apoiar e patrocinar atletas brasileiros também faz parte da estratégia e vontade da UA no país. O anúncio da chegada da UA no Brasil foi feito pelo próprio Kevin Plank em São Paulo, que sediará o escritório da marca.
A estratégia de entrada no país será com investimento de início em running e training, isto é, produtos para serem usados em corridas de rua e treinamentos, mas a ideia é expandir em breve para outros esportes, incluindo claro o futebol, afinal ainda é a paixão nacional, e toda marca esportiva tem consciência disso.
Em termos de estratégia de marketing a UA planeja ser uma marca Premium, ou seja, voltada para um público de mais algo poder aquisitivo. Com conceitos de força, poder e performance a marca pretende conquistar o público. No primeiro vídeo (veja abaixo) promocional divulgado para o Brasil a UA deixa claro que é uma marca masculina mostrando um homem que se sacrifica para superar o seus limites.
terça-feira, 25 de março de 2014
AVENTURA: MASTWALK – A CAMINHADA NO MASTRO PELO VELEJADOR ALEX THOMSON
O papel crucial na façanha - que foi realizada ao largo da costa espanhola perto Cádiz – foi dirigida pelo coordenador de acrobacias de Thomson, Andy Bennett. "Há inúmeras coisas que poderiam dar errado. O mastro é incrivelmente longo, e o forte vento leva o iate para todas as direções. Toda vez que o mastro se movia, Alex poderia perder o equilíbrio e mergulhar para o convés." Para garantir a socorro em caso de emergência, uma equipe médica estava presente em todos os momentos, enquanto mergulhadores navegavam em um bote de borracha ao lado do iate.
Skipper Ross Daniel foi o eleito para o desafio de dirigir o iate, ajustando seu ângulo para garantir que Thomson tivesse a melhor chance possível de alcançar a parte superior do mastro. Segundo Daniel, "quando a direção vento muda, o barco pode balançar fora de controle e o mastro ir para cima. Se Alex não consegue se segurar, ele só teria uma escolha: saltar na água."
Após voltar em terra firme em segurança, Thomson comentou: "Estamos planejando esta performance há muito tempo. Havia muitas coisas que poderiam ter dado terrivelmente errado: O vento poderia ter me puxado para fora do mastro e me catapultado para o convés; eu poderia ter atingido a água no ângulo errado ou à tona muito rapidamente. Estes foram todos os fatores que precisávamos considerar com muita antecedência. Felizmente (e apesar do meu medo de alturas), conseguimos realizá-lo. E, como as coisas aconteceram, a façanha foi muito mais perigosa do que eu jamais teria imaginado. Em suma, posso dizer honestamente que é a coisa mais estúpida que eu já fiz em toda a minha vida!"
Esta não foi a primeira façanha que temos visto deste o velejador britânico. Um vídeo se tornou viral em 2012 depois de mostrar Alex Thomson escalar a quilha laranja de seu iate a partir de uma lancha. O marinheiro intrépido tem feito proezas em grandes ondas sempre desde então. No ano passado, ele navegou ao redor do mundo a solo na famosa Vendée Globe, coquistando o terceiro lugar e quebrando o recorde britânico no processo.
Cansou de imaginar tudo isso como foi? Então assista ao vídeo:
segunda-feira, 24 de março de 2014
BEBIDA: Saquê, a bebida oriental que invadiu o ocidente
UMA BEBIDA DOS DEUSES
A origem de fato do Saquê é um tanto quanto misteriosa, assim como a arte milenar de sedução das gueixas. Segundo lendas japonesas, o saquê foi descoberto por acaso quando alguém deixou o arroz mofando e que por consequência acabou fermentando. Posteriormente quando foram experimentar, o arroz havia se transformado em uma espécie de mingau, e por ter se transformado em álcool, causou estado de euforia. Como o saquê é feito de arroz e na mitologia japonesa há um deus do arroz e da agricultura, Inari, a bebida, que antes foi considerada comida (o mingau, lembram?) é considerada uma bebida dos deuses.
O saquê ainda era um mingau em meados do século V a.C, no chamado período Nara (O período tem início quando a imperatriz Genmei transfere a capital imperial para Nara, cuja construção baseava-se na capital chinesa Tang), pois nesta época os produtores ainda não conheciam as técnicas de fermentação. Isso só veio a acontecer séculos e séculos depois transformando o mingau em bebida. E mais, saquê só veio se tornar o nome próprio da bebida feita de arroz por conta dos estrangeiros e da falta de comunicação. Explico: saquê, no Japão antigo se referia a qualquer bebida alcoólica e a bebida fermentada de arroz se chamava Nihonshu (Nihon = Japão / Shu = saquê). Os estrangeiros viam comumente os japoneses falando “saquê” ao tomar nihonshu e assim foi feita e espalhada esta assimilação.
DOS DEUSES PARA OS REIS, DOS REIS PARA O POVO A importância do saquê para os japoneses se deve ao fato do seu lugar na história e na cultura nipônica e por isso atravessa gerações e classes sociais. No início a bebida tinha caráter elitista, pois era encontrada nos palácios reais, mas como o que é bom acaba caindo nas graças do povo, o saquê passou a ser apreciado pelos japoneses de todas as classes e faixas etárias. E como Japão, além de sinônimo de modernidade é também tradição pura, os mais velhos preferem saborear o saquê de forma tradicional: puro. Já a nova geração está experimentando novas formas criativas de consumo como o sparkling (semelhante ao espumante) e o frozen, considerados novidades no mercado.
E TUDO TEM MUITO A VER COM A ÁGUA
O vinho (a comparação se deve ao fato dos americanos chamarem o saquê de “vinho japonês”.) costuma se diferenciar pela região da uva usada na fabricação. Antigamente, acontecia o mesmo com o saquê, mas hoje, devido ao controle que o homem pode ter do ambiente o arroz pode ser trazido de qualquer região para onde ser quer produzir a bebida. Dessa forma uma das maiores influências que o saquê sofre na sua produção, não é da regionalização do arroz em si, mas da água, pois esta é sempre local, originária de onde se fabrica. Apesar das diversas fontes existentes no país, estudos indicam que a melhor água para a produção de saquê é a "Miyamizu" (miya= templo, sagrado / mizu = água), que fica na região de Nara no Japão. Depois da água, aí sim, vem o arroz e o seu grau de polimento como o segundo ingrediente influenciador na qualidade do saquê.
Há vários tipos de arroz para a produção da bebida dos deuses, inclusive os utilizados na alimentação. No entanto, no Japão, especialmente, utiliza-se um tipo de arroz diferenciado e melhor para a produção que é o chamado "arroz branco especial". Ele contém um miolo mais puro de amido, de grande importante para o saquê e contém menos "impurezas". Dentre ele se destaca o "Yamadanishiki", pela sua propriedade de absorção da água e por se dissolver mais facilmente. Em seguida temos o “koji-kin" (espécie de fungo), responsável pela transformação do amido em glicose (açúcar) e as leveduras que transformam o açúcar em álcool. Com relação ao teor alcoólico a média é de 15%, mas temos o tipo genshu que leva menos adição de água e por isso tem teor próximo a 20%, um exemplo desse tipo é o Yaegaki frozen. O saquê tipo Premium (categorias guinjo e daiguinjo) mesmo em excesso, praticamente não causa ressaca, já que utiliza apenas 30% do polimento do arroz e as impurezas são descartadas nos 70% que são jogados fora.DO JAPÃO PARA O MUNDO
Em tempos de comunicação e locomoção difícil o saquê era originalmente um produto local, produzido manualmente com fermentação espontânea e feito somente para a região de sua produção, com a modernização e a globalização o saquê não só começou a ser produzido em escala industrial como ganhou o mundo através da exportação ou da produção em outros países como Estados Unidos, China, Coréia, Brasil. Apesar de ainda existir saquês de produções artesanais locais, eles também podem ser adquiridos em lojas especializadas, supermercados e até lojas de conveniência.
A ESCOLHA
No Brasil ainda estamos na fase de conhecer os saquês, em especial os Premium. E fazer a escolha depende de algumas variáveis, tais como degustação, harmonização com um prato, preferência por sabores mais frutado ou mais seco, Para cada exigência do paladar há um saquê específico. Com relação as marcas, a tarefa também não é fácil, já que uma mesma marca oferece diversas categorias de saquês. Por exemplo, uma determinada marca pode oferecer saquês honjozo (com adição de álcool etílico), junmai (sem adição de álcool), guinjo (premium) e daiguinjo (super premium).
HONJOZO - É acrescentada pequena quantidade de álcool destilado (não pode ultrapassar 30% do total de álcool, no entanto, esse controle só existe no Japão, outros lugares podem colocar mais de 30% de álcool destilado. Quando existe o controle, o acréscimo só muda o tipo, sem perder qualidade.
Acima dos 30% de destilado só estará reduzindo custos e utiliza 70% do grão de arroz.
JUNMAI - Significa "puro, verdadeiro". É considerado o verdadeiro saquê sem adição de álcool etílico. O álcool existente é produto apenas da fermentação do arroz. Geralmente é encorpado e levemente ácido.
Existem outras categorias de saquê que são determinados pelo grau de polimento do arroz e sua temperatura de fermentação. Quanto maior o polimento, mais refinado é o saquê. Nesta categoria temos:
FUTSU U - Em japonês, quer dizer "comum". Utiliza diversos tipos e tamanhos de arroz, podendo não ter polimento nenhum.
PREMIUM - Polimento mínimo de 30% do arroz, aproveitando-se no máximo 70%. Entre os premium, estão os:
GUINJO - Um saquê super premium, que utiliza 60% do grão de arroz, polindo-se no mínimo 40% e fermentado em temperaturas menores que o premium. Levando mais tempo, mas produzindo um saquê mais rico e aromático.
DAIGUINJO - Um saquê super premium, já que o polimento do arroz mínimo é de 50%, o que lhe confere um sabor rico, aromático e frutado. É fermentado em temperaturas menores que o guinjo.
sexta-feira, 21 de março de 2014
ENTREVISTA: Jonatas Faro canta, dança, atua e vem como "artista completão" na TV
Cedo. Talvez esse seja o tempo de Jonatas Faro. Começou a carreira bem jovem, por talento, mas também por persistência. Muito jovem saiu do “ninho” como ele diz e foi viver nos EUA. Foi pai aos vinte e poucos anos. E hoje antes mesmo dos trinta, já tem muita história pra contar. O melhor de tudo é que essas experiências vividas tão cedo também trouxeram maturidade cedo. Amante da música, além de novelas e peças também entrou pro mundo dos musicais e para este ano tem muita coisa boa para contar e apresentar para o público.
Depois do sucesso com seu primeiro vilão na TV, o Conrado de “Cheias de Charme”, Jonatas Faro volta à TV no programa de mais visibilidade da Rede Globo, o Domingão do Faustão”. Conhecido e respeitado por atuar em musicais, como o famoso “Hairspray”, o ator e cantor vai estrelar o quadro “Artista Completão”, novo quadro do dominical do Fausto Silva para comemorar 25 anos do programa no ar. No “Artista Completão”, Jonatas vai mostrar suas habilidades no canto e dança, com uma estrutura de super produção de musicais, onde vai mostrar seu talento como cantor, intérprete e dançarino. Na competição, os participantes vão ter um grupo de bailarinos e um preparador vocal, além de um coreógrafo para cada ritmo.
Você iniciou a carreira na novela Chiquititas do SBT. Dizem que foi de tanto ligar pra emissora e insistir em fazer testes que conseguiu atenção e depois o papel. Onde acha que a persistência passa a ser teimosia e pode atrapalhar ao invés de ajudar? E como, no caso, te ajudou? É verdade sim. Sempre me perguntam sobre essa história. Acho que tudo parte do bom senso. No meu caso eu não tinha muito, tinha só 10 anos, mas funcionou. Lembro que eles sempre desligavam na minha cara, mas um dia acho que alguém deve ter sentido pena de um menino tão insistente e resolveram transferir a ligação para outro setor. Me passaram as informações do local e hora de um teste que estava tendo. Convenci minha mãe a me levar e quando chegamos descobrimos que era o último dia de quase duas semanas de testes. Acho que era pra ser mesmo. Concorri na época com mais de 13.000 garotos e passei. Depois disso foi tudo muito rápido. Em menos de um mês já estava morando e estudando na Argentina.
Em que a temporada nos EUA aos 17 anos foi positiva na sua vida? O que aprendeu, tirou de lição e carrega até hoje? Foi uma época em que comecei a sentir vontade de dar uma agitada na vida. Senti vontade de conhecer coisas diferentes, de sair do ninho, de passar por situações diferentes e sair da zona de conforto. Tinha 17 anos e fui na cara e na coragem sozinho, sem conhecer ninguém e com 200,00 dólares no bolso. Até hoje não sei como minha mãe não morreu do coração. Foi o período mais louco e inusitado da minha vida. Fiz de tudo: de garçom a motorista de caminhão. Conheci pessoas incríveis e acho que foi uma das épocas mais importantes para o meu crescimento e amadurecimento. Morei na Flórida, NYC e LA.
Dos papeis que já fez qual considera que foi o mais desafiador? É sempre desafiador! Acho que nunca vem como algo fácil. Até por que eu sempre fui muito crítico comigo mesmo. Acho que o que mais exigiu de mim como profissional até hoje foi o "Link" no musical "Hairspray" em 2009. É considerado o musical mais difícil de se executar na Broadway. São 3 horas cantando, interpretando e dançando freneticamente sem parar. Foi um dos trabalhos mais importante até hoje na minha carreira. Mesmo cansado eu sempre me divertia muito fazendo! Tenho ótimas lembranças dessa época!
A paixão pela dança veio antes ou depois da Dança dos Famosos? Eu nunca tinha feito aula antes disso. Mas eu sou um cara movido à música desde que me entendo por gente. Minha mãe conta uma história que quando eu tinha 3 anos ela me levou ao supermercado com ela e em um certo momento de distração ela me perdeu de vista e quando me achou eu estava em frente a várias televisões dançando ao som de um clipe com uma roda de pessoas em volta. Ela diz que ali viu que eu realmente gostava de música!
O que é atuar pra você? O que te realiza na profissão de ator? O que me realiza é o fato de a cada personagem conhecer um universo novo. Qualquer novo personagem vem acompanhado de uma bagagem diferente, pessoas diferentes e emoções diferentes. Eu sempre tento levar pra vida tudo o que eu consigo aprender e absorver com cada história nova que a gente conta.
Você foi pai muito jovem, teve algum receio das mudanças que viriam a partir dali? Se sentia preparado para a paternidade? Fui pai muito cedo mesmo. Não imaginei que seria com essa idade, mas o barato da minha experiência é que eu estou descobrindo a cada dia o quão intenso é você olhar no olho do seu filho e se reconhecer ali. É algo divino mesmo. Ele tem o temperamento muito parecido com o meu. Ele é muito doce, mas às vezes também é arredio. Tem o tempo dele. Eu fico imaginando quando ele for um pouco maior e já tiver entendimento de algumas coisas. Eu ainda vou ser jovem e acima de pai vou ser o melhor amigo dele.
Boa pinta, famoso, talentoso. Como lida com o assédio feminino e o assédio da imprensa? Lido super bem. Já fui bem mais arredio com o fato de às vezes me sentir em um aquário dependendo do lugar, mas hoje em dia eu procuro entender todos os lados e relaxar mesmo. Eu não deixo de fazer absolutamente nada. As pessoas vão olhar de um jeito ou de outro porque de certa forma elas se sentem parte da nossa história também. Eu lembro que quando era pequeno meu avô me mostrou uma foto que tinha tirado com o Falabella no aeroporto e eu achei aquilo sensacional por ser uma pessoa tão conhecida e que frequentava a minha casa todos os domingos com o "Sai de Baixo". Tendo respeito e educação é sempre muito bem vindo!
Você já posou de cuecas e sabe fazer charme diante da câmera. Como lida com o corpo e os pudores? Acho que tudo depende do contexto. Ninguém é sensual o tempo todo. Acho inclusive que quanto mais natural mais sensual.
Como é sua vida por trás das câmeras? O que te diverte, te faz rir, te emociona? Sou um cara super tranquilo. Gosto de um bom filme, uma boa conversa e boas companhias. Me divirto encontrando os amigos, tomando um vinho e dando risada dos acontecimentos da vida. Gosto de estar com pessoas que me façam rir. Acho importante! Ultimamente tenho me emocionado muito com o meu filho. Ele está na fase de começar a falar e se expressar então é uma surpresa atrás da outra. Dá última vez que estive com ele eu disse sem esperar resposta: Papai te ama muito! Ele me olhou e respondeu do jeitinho dele: te amo!
Acha que o ator, por ser pessoa pública, tem um “preço a pagar”? Acho que além do "preço", que é a falta de privacidade em algumas situações, o importante mesmo é o fato de ter voz, de poder influenciar, de poder tocar as pessoas! Isso é muito sério. Não tinha essa percepção há 5 anos atrás.
O que tem para este ano em projetos profissionais e pessoais? Esse ano tem muita coisa boa! Tenho um projeto musical na Globo que deve estrear no final de março no Domingão do Faustão, com o quadro “Artista Completão”. Estou feliz com essa ideia de juntarem canto e dança, vai ser pioneiro e inovador. Não é todo mundo que consegue ter essa vibe. Sempre fui envolvido com música, venho de uma família musical, cresci com essas influências muito fortes. Canto em casa, sou movido a música, estou sempre ouvindo alguma coisa. E tem a minha parceria com a Sony, vamos lançar um EP até meio do ano.
Depois do sucesso com seu primeiro vilão na TV, o Conrado de “Cheias de Charme”, Jonatas Faro volta à TV no programa de mais visibilidade da Rede Globo, o Domingão do Faustão”. Conhecido e respeitado por atuar em musicais, como o famoso “Hairspray”, o ator e cantor vai estrelar o quadro “Artista Completão”, novo quadro do dominical do Fausto Silva para comemorar 25 anos do programa no ar. No “Artista Completão”, Jonatas vai mostrar suas habilidades no canto e dança, com uma estrutura de super produção de musicais, onde vai mostrar seu talento como cantor, intérprete e dançarino. Na competição, os participantes vão ter um grupo de bailarinos e um preparador vocal, além de um coreógrafo para cada ritmo.
Você iniciou a carreira na novela Chiquititas do SBT. Dizem que foi de tanto ligar pra emissora e insistir em fazer testes que conseguiu atenção e depois o papel. Onde acha que a persistência passa a ser teimosia e pode atrapalhar ao invés de ajudar? E como, no caso, te ajudou? É verdade sim. Sempre me perguntam sobre essa história. Acho que tudo parte do bom senso. No meu caso eu não tinha muito, tinha só 10 anos, mas funcionou. Lembro que eles sempre desligavam na minha cara, mas um dia acho que alguém deve ter sentido pena de um menino tão insistente e resolveram transferir a ligação para outro setor. Me passaram as informações do local e hora de um teste que estava tendo. Convenci minha mãe a me levar e quando chegamos descobrimos que era o último dia de quase duas semanas de testes. Acho que era pra ser mesmo. Concorri na época com mais de 13.000 garotos e passei. Depois disso foi tudo muito rápido. Em menos de um mês já estava morando e estudando na Argentina.
Em que a temporada nos EUA aos 17 anos foi positiva na sua vida? O que aprendeu, tirou de lição e carrega até hoje? Foi uma época em que comecei a sentir vontade de dar uma agitada na vida. Senti vontade de conhecer coisas diferentes, de sair do ninho, de passar por situações diferentes e sair da zona de conforto. Tinha 17 anos e fui na cara e na coragem sozinho, sem conhecer ninguém e com 200,00 dólares no bolso. Até hoje não sei como minha mãe não morreu do coração. Foi o período mais louco e inusitado da minha vida. Fiz de tudo: de garçom a motorista de caminhão. Conheci pessoas incríveis e acho que foi uma das épocas mais importantes para o meu crescimento e amadurecimento. Morei na Flórida, NYC e LA.
Dos papeis que já fez qual considera que foi o mais desafiador? É sempre desafiador! Acho que nunca vem como algo fácil. Até por que eu sempre fui muito crítico comigo mesmo. Acho que o que mais exigiu de mim como profissional até hoje foi o "Link" no musical "Hairspray" em 2009. É considerado o musical mais difícil de se executar na Broadway. São 3 horas cantando, interpretando e dançando freneticamente sem parar. Foi um dos trabalhos mais importante até hoje na minha carreira. Mesmo cansado eu sempre me divertia muito fazendo! Tenho ótimas lembranças dessa época!
A paixão pela dança veio antes ou depois da Dança dos Famosos? Eu nunca tinha feito aula antes disso. Mas eu sou um cara movido à música desde que me entendo por gente. Minha mãe conta uma história que quando eu tinha 3 anos ela me levou ao supermercado com ela e em um certo momento de distração ela me perdeu de vista e quando me achou eu estava em frente a várias televisões dançando ao som de um clipe com uma roda de pessoas em volta. Ela diz que ali viu que eu realmente gostava de música!
Você foi pai muito jovem, teve algum receio das mudanças que viriam a partir dali? Se sentia preparado para a paternidade? Fui pai muito cedo mesmo. Não imaginei que seria com essa idade, mas o barato da minha experiência é que eu estou descobrindo a cada dia o quão intenso é você olhar no olho do seu filho e se reconhecer ali. É algo divino mesmo. Ele tem o temperamento muito parecido com o meu. Ele é muito doce, mas às vezes também é arredio. Tem o tempo dele. Eu fico imaginando quando ele for um pouco maior e já tiver entendimento de algumas coisas. Eu ainda vou ser jovem e acima de pai vou ser o melhor amigo dele.
Boa pinta, famoso, talentoso. Como lida com o assédio feminino e o assédio da imprensa? Lido super bem. Já fui bem mais arredio com o fato de às vezes me sentir em um aquário dependendo do lugar, mas hoje em dia eu procuro entender todos os lados e relaxar mesmo. Eu não deixo de fazer absolutamente nada. As pessoas vão olhar de um jeito ou de outro porque de certa forma elas se sentem parte da nossa história também. Eu lembro que quando era pequeno meu avô me mostrou uma foto que tinha tirado com o Falabella no aeroporto e eu achei aquilo sensacional por ser uma pessoa tão conhecida e que frequentava a minha casa todos os domingos com o "Sai de Baixo". Tendo respeito e educação é sempre muito bem vindo!
Você já posou de cuecas e sabe fazer charme diante da câmera. Como lida com o corpo e os pudores? Acho que tudo depende do contexto. Ninguém é sensual o tempo todo. Acho inclusive que quanto mais natural mais sensual.
Acha que o ator, por ser pessoa pública, tem um “preço a pagar”? Acho que além do "preço", que é a falta de privacidade em algumas situações, o importante mesmo é o fato de ter voz, de poder influenciar, de poder tocar as pessoas! Isso é muito sério. Não tinha essa percepção há 5 anos atrás.
O que tem para este ano em projetos profissionais e pessoais? Esse ano tem muita coisa boa! Tenho um projeto musical na Globo que deve estrear no final de março no Domingão do Faustão, com o quadro “Artista Completão”. Estou feliz com essa ideia de juntarem canto e dança, vai ser pioneiro e inovador. Não é todo mundo que consegue ter essa vibe. Sempre fui envolvido com música, venho de uma família musical, cresci com essas influências muito fortes. Canto em casa, sou movido a música, estou sempre ouvindo alguma coisa. E tem a minha parceria com a Sony, vamos lançar um EP até meio do ano.
quinta-feira, 20 de março de 2014
MUSA: Franciely Freduzeski, estrela do mar
O nome é difícil, e ela também. Conquistar a Franciely Freduzeski não é tarefa fácil. Esse mulherão sabe bem o que quer, é segura e decidida. Adora flores e homem gentil que trate a mulher como princesa, afinal é isso que as mulheres são: princesas. Quer Dizer, no caso de Franciely, uma sereia. De humorísticos a novelas, Franciely sabe aproveitar bem as oportunidades e mostrar o seu talento. Apesar de ter participado de um realityshow Franciely não gosta de exposição de sua vida pessoal, nem falar de suas intimidades, pois acredita que um pouco de mistério é imprescindível. Sensual ela sabe explorar a beleza do corpo sem ser vulgar e isso você vai ver nas próximas páginas caro leitor. Aproveite!
Primeiro explica de onde vem esse nome...? (Risos) Esse nome é de origem polonesa, dos meus avós maternos. Na realidade é Fredcheski é que coloquei um “u” e um “z” para melhorar a pronuncia.
Como você se descobriu como atriz e como descobriram seu talento? Comecei a fazer balé com 7 anos no teatro Guaira em Curitiba. A primeira vez que pisei no palco foi inesquecível, ai já viu... nunca mais consegui ficar sem. Dei aula de balé para crianças, mas sempre tive vontade de trabalhar com televisão. Comecei como modelo fazendo vários comerciais no Sul. Depois fui fazer teatro com 12 anos no Lala Shineider também em Curitiba. Com 17 anos fui para o RJ com uma peca chamada "Drácula e a dança dos vampiros", fiquei em um teatro em Copacabana. Me apaixonei definitivamente. Sabia que era isso que queria. Arrumei minhas malas, me inscrevi para passar em uma faculdade de Direito, (por que se eu não estudasse minha mãe não ia me ajudar) passei e nunca mais voltei. Em uma semana já estava fazendo participação na Malhação.
Lembro que você subia na escada no Zorra Total como Dona Marinada... Como foi participar do humorístico? Era um quadro com Agildo Ribeiro. Foi este quadro que me tornou conhecida e me abriu as portas. Foi ótimo, aprendi muito com o próprio Agildo e o meu diretor na época Mauricio Sherman.
Depois veio a sensual Berta e a capa da PLAYBOY onde você posou nua no meio da rua em pontos turísticos do Rio de Janeiro. Como foi essa experiência? Foi incrível. Beta foi meu primeiro papel nas novelas. Fazer uma novela da Glória Peres foi maravilhoso. Aprendi muito. Fiz uma dançarina que fazia par romântico com o Luciano Szafir. Posar pra PLAYBOY também foi outro sonho realizado. Ser a capa pra muitas é um desejo, pelo menos antigamente quando se tinha certa curiosidade para ver quem seria a mulher daquele mês, por que geralmente eram grandes atrizes ou alguém especial. Fiz o ensaio com o Valério Trabanco que me deixou bem à vontade e as fotos foram muito bem produzidas e rápidas. Não tive tempo pra ficar pensando se tinha alguém me olhando ou não e a partir do momento que aceitei fazer um nu nas ruas eu deixei a timidez de lado.
Falando em nudez, o que ela representa para você? Afinal nesse ensaio você está lindamente nua e sensual... Tudo depende da maneira que você se mostra. Acho horrível a nudez vulgar. Coisas apelativas. Para chamar atenção não precisa de muito, uma cruzada de pernas e um olhar, você já nocauteia quem quer que seja. Mulher tem que se valorizar falar com o sorriso, e é claro ser inteligente. A nudez nada mais é do que você ser você mesma, natural, simples.
Que pergunta ou assunto te deixariam mais exposta e inibida que um ensaio nu? Odeio expor minha intimidade ou quando me perguntam sobre o que gosto de fazer na cama. Isso me deixa vermelha por que não acho legal revelar tudo. Tem que ter pudores e ao mesmo tempo mistério.
Ter participado da 1a edição do reality A Fazendo, foi uma exposição maior ainda? Pra mim foi horrível, fui por que queria um contrato com a Record para fazer novela e consegui. Mas expor minha vida pessoal sempre foi uma dificuldade. Não gosto de brigas, fofocas... Sou muito na minha, falo baixo e odeio puxar saco das pessoas.
Por que cada vez mais hoje em dia as pessoas têm uma necessidade grande em se expor? O mundo virou um grande realityshow? Por que estão em busca de fama, só que ela é efêmera. Poucos conseguem o sucesso como a Grazi, Sabrina Sato... E as pessoas que assistem acham engraçado ver até que ponto o ser humano pode fazer coisas absurdas ou não. Não deixa de ser uma maneira de estudar o comportamento humano. Eu acho um grande besteirol, por que eu já vivi aquilo e sei que as pessoas entram jogando, não estão ali de verdade e sim querendo ser melhor que o outro.
Você parece ser uma mulher segura de si e decidida. Verdade? Isso assusta os homens? Assusta. Sou verdadeira. Quando entro numa relação já falo logo o que sou, o que dizem e o que quero. Quero que o homem que esteja comigo saiba tudo através de mim. Não sou mulher de fazer escândalo e nem de ciúmes bobo. Quando tenho problemas pergunto logo, odeio dormir brigada (risos).
Quais são "as mentiras que os homens contam" (aproveitando o título de uma peça sua)? Todas assim como nós mulheres. (risos) Só não mentimos quando nos importamos ou gostamos muito desta pessoa. Hoje em dia as mulheres mentem tanto quanto os homens.
E qual a maior (e mais popular) mentira das mulheres? Sexo é claro! (risos) Todo homem acha que em toda transa nós gozamos. Isso é a maior mentira. Fingimos pra caramba pra agradar, e pra acabar logo. (risos) Claro que gozamos, mas às vezes não chegamos ao clímax... E não é culpa dos homens e nem nossa, é apenas um momento. E isso também não quer dizer que foi ruim.
Um homem pra te conquistar precisa ter ou ser o que? Ser educado, inteligente, fino, cheiroso, generoso, se vestir MUITO bem e amar viajar. E nunca esquecer que mulher gosta de proteção e ser bem tratada como uma princesa sempre.
Mãe de um filho e com esse baita corpão. Qual o segredo de tanta saúde? (risos) Malho todos os dias e só! Como de tudo um pouco... Faço drenagem linfática e corro na areia.
Você curte balada ou baladão? Onde é fácil te encontrar num sábado à noite? É mais fácil eu estar em um bom restaurante. Não curto boates. Até vou, mas gosto de festas que já sei que vai ter uma galera legal. Você não vai me ver em um lugar só por estar e nem em qualquer lugar. Sou extremamente seletiva.
Algum homem (ou fã) já fez alguma loucura por você? Algo que te deixou sem jeito... Hummmm sem jeito não sei... mas já tive um que alugou um cinema só p nós dois assistirmos Romeo e Julieta foi o máximo. Achei romântico, atrevido e inesquecível.
Se alguém te oferecer flores, isso é... Hum, depende de quem está oferecendo. Pode ser educação, carinho, consideração ou amor. Eu amo receber flores.
Manda o recadinho para nossos leitores... Meninos nós mulheres somos inesquecíveis, difíceis de lidar, mas fácil de amar. Somos jóias raras e muito preciosas e não vivemos sem vocês. Espero que tenham gostado da entrevista e das fotos.
Fotos Sergio Santoian
Produção Aline Mohamed
Ass. de Fotografia David Zoega
Make Edson Morales
Primeiro explica de onde vem esse nome...? (Risos) Esse nome é de origem polonesa, dos meus avós maternos. Na realidade é Fredcheski é que coloquei um “u” e um “z” para melhorar a pronuncia.
Como você se descobriu como atriz e como descobriram seu talento? Comecei a fazer balé com 7 anos no teatro Guaira em Curitiba. A primeira vez que pisei no palco foi inesquecível, ai já viu... nunca mais consegui ficar sem. Dei aula de balé para crianças, mas sempre tive vontade de trabalhar com televisão. Comecei como modelo fazendo vários comerciais no Sul. Depois fui fazer teatro com 12 anos no Lala Shineider também em Curitiba. Com 17 anos fui para o RJ com uma peca chamada "Drácula e a dança dos vampiros", fiquei em um teatro em Copacabana. Me apaixonei definitivamente. Sabia que era isso que queria. Arrumei minhas malas, me inscrevi para passar em uma faculdade de Direito, (por que se eu não estudasse minha mãe não ia me ajudar) passei e nunca mais voltei. Em uma semana já estava fazendo participação na Malhação.
Lembro que você subia na escada no Zorra Total como Dona Marinada... Como foi participar do humorístico? Era um quadro com Agildo Ribeiro. Foi este quadro que me tornou conhecida e me abriu as portas. Foi ótimo, aprendi muito com o próprio Agildo e o meu diretor na época Mauricio Sherman.
Depois veio a sensual Berta e a capa da PLAYBOY onde você posou nua no meio da rua em pontos turísticos do Rio de Janeiro. Como foi essa experiência? Foi incrível. Beta foi meu primeiro papel nas novelas. Fazer uma novela da Glória Peres foi maravilhoso. Aprendi muito. Fiz uma dançarina que fazia par romântico com o Luciano Szafir. Posar pra PLAYBOY também foi outro sonho realizado. Ser a capa pra muitas é um desejo, pelo menos antigamente quando se tinha certa curiosidade para ver quem seria a mulher daquele mês, por que geralmente eram grandes atrizes ou alguém especial. Fiz o ensaio com o Valério Trabanco que me deixou bem à vontade e as fotos foram muito bem produzidas e rápidas. Não tive tempo pra ficar pensando se tinha alguém me olhando ou não e a partir do momento que aceitei fazer um nu nas ruas eu deixei a timidez de lado.
Falando em nudez, o que ela representa para você? Afinal nesse ensaio você está lindamente nua e sensual... Tudo depende da maneira que você se mostra. Acho horrível a nudez vulgar. Coisas apelativas. Para chamar atenção não precisa de muito, uma cruzada de pernas e um olhar, você já nocauteia quem quer que seja. Mulher tem que se valorizar falar com o sorriso, e é claro ser inteligente. A nudez nada mais é do que você ser você mesma, natural, simples.
Que pergunta ou assunto te deixariam mais exposta e inibida que um ensaio nu? Odeio expor minha intimidade ou quando me perguntam sobre o que gosto de fazer na cama. Isso me deixa vermelha por que não acho legal revelar tudo. Tem que ter pudores e ao mesmo tempo mistério.
Ter participado da 1a edição do reality A Fazendo, foi uma exposição maior ainda? Pra mim foi horrível, fui por que queria um contrato com a Record para fazer novela e consegui. Mas expor minha vida pessoal sempre foi uma dificuldade. Não gosto de brigas, fofocas... Sou muito na minha, falo baixo e odeio puxar saco das pessoas.
Por que cada vez mais hoje em dia as pessoas têm uma necessidade grande em se expor? O mundo virou um grande realityshow? Por que estão em busca de fama, só que ela é efêmera. Poucos conseguem o sucesso como a Grazi, Sabrina Sato... E as pessoas que assistem acham engraçado ver até que ponto o ser humano pode fazer coisas absurdas ou não. Não deixa de ser uma maneira de estudar o comportamento humano. Eu acho um grande besteirol, por que eu já vivi aquilo e sei que as pessoas entram jogando, não estão ali de verdade e sim querendo ser melhor que o outro.
Você parece ser uma mulher segura de si e decidida. Verdade? Isso assusta os homens? Assusta. Sou verdadeira. Quando entro numa relação já falo logo o que sou, o que dizem e o que quero. Quero que o homem que esteja comigo saiba tudo através de mim. Não sou mulher de fazer escândalo e nem de ciúmes bobo. Quando tenho problemas pergunto logo, odeio dormir brigada (risos).
Quais são "as mentiras que os homens contam" (aproveitando o título de uma peça sua)? Todas assim como nós mulheres. (risos) Só não mentimos quando nos importamos ou gostamos muito desta pessoa. Hoje em dia as mulheres mentem tanto quanto os homens.
E qual a maior (e mais popular) mentira das mulheres? Sexo é claro! (risos) Todo homem acha que em toda transa nós gozamos. Isso é a maior mentira. Fingimos pra caramba pra agradar, e pra acabar logo. (risos) Claro que gozamos, mas às vezes não chegamos ao clímax... E não é culpa dos homens e nem nossa, é apenas um momento. E isso também não quer dizer que foi ruim.
Um homem pra te conquistar precisa ter ou ser o que? Ser educado, inteligente, fino, cheiroso, generoso, se vestir MUITO bem e amar viajar. E nunca esquecer que mulher gosta de proteção e ser bem tratada como uma princesa sempre.
Mãe de um filho e com esse baita corpão. Qual o segredo de tanta saúde? (risos) Malho todos os dias e só! Como de tudo um pouco... Faço drenagem linfática e corro na areia.
Você curte balada ou baladão? Onde é fácil te encontrar num sábado à noite? É mais fácil eu estar em um bom restaurante. Não curto boates. Até vou, mas gosto de festas que já sei que vai ter uma galera legal. Você não vai me ver em um lugar só por estar e nem em qualquer lugar. Sou extremamente seletiva.
Algum homem (ou fã) já fez alguma loucura por você? Algo que te deixou sem jeito... Hummmm sem jeito não sei... mas já tive um que alugou um cinema só p nós dois assistirmos Romeo e Julieta foi o máximo. Achei romântico, atrevido e inesquecível.
Se alguém te oferecer flores, isso é... Hum, depende de quem está oferecendo. Pode ser educação, carinho, consideração ou amor. Eu amo receber flores.
Manda o recadinho para nossos leitores... Meninos nós mulheres somos inesquecíveis, difíceis de lidar, mas fácil de amar. Somos jóias raras e muito preciosas e não vivemos sem vocês. Espero que tenham gostado da entrevista e das fotos.
Fotos Sergio Santoian
Produção Aline Mohamed
Ass. de Fotografia David Zoega
Make Edson Morales
quarta-feira, 19 de março de 2014
SAÚDE: CUIDADOS COM O CORAÇÃO - PREVINA-SE E TENHA UMA VIDA SAUDÁVEL E CHEIA DE VITALIDADE
Caro leitor, responda seu coração “bate feliz”? E funciona bem? Já fez algum check-up? Os cuidados com o coração vão muito além dos romances e conquistas, o músculo mais importante do nosso corpo precisa de cuidados para funcionar muito bem e nos proporcionar uma vida saudável e cheia de vitalidade. Para tratar do assunto conversamos com o cardiologista André De Marco. Leia com carinho, seu coração merece esse cuidado.
O CORAÇÃO DO HOMEM
Algumas mulheres dizem que homens tem coração de pedra enquanto elas têm de manteiga. Associações à parte é verdade que existem diferenças sim. Do ponto de vista da fisiologia cardíaca, eles são iguais, mas na anatomia e predisposição para doenças, aí a coisa muda, talvez a mais importante para sabermos no dia a dia é que a doença cardiovascular acontece mais precocemente no sexo masculino. Segundo Dr. André a idade média de início de risco aumentado para o homem é 35 anos, já no sexo feminino isto se situa entre 40 a 45 anos. As diferenças não param por aí, alguns estudos sugerem que o coração do homem perde em potencia com o envelhecer, o que não acontece com as mulheres, e também sofre um enrijecimento arterial mais cedo.
Além das diferenças de anatomia e predisposição genética, outro fator de causa de mais doenças cardíacas no homem é o fato deles não terem o bom hábito de realizar checkups periódicos com a mesma frequência que as mulheres. A hipertensão arterial, angina do peito, insuficiência cardíaca e o infarto agudo do miocárdio são algumas destas doenças mais comuns neles do que nelas que poderiam ser evitadas com exames periódicos.
E falando em exames, Dr. André explica que não existe um consenso bem formado sobre idade, mas alguns estudos sugerem a realização de um primeiro check-up até os 20 anos para afastar doenças de nascimento. A partir de então, a avaliação preventiva deveria iniciar a partir dos 35 anos para homens e 40 anos para as mulheres. As demais avaliações clinicas usuais e de exames laboratoriais já são realizadas desde o pediatra. Na avaliação cardiológica dispomos de eletrocardiograma, ecocardiograma, teste de esteira, Doppler de carótidas, cintilografia miocárdica, angio tomografia coronária, entre outros e devem ser realizados conforme a individualidade de cada caso.
HERANÇA DE FAMÍLIA
Além de ser a cara do seu avô, ou ter o nariz da sua tia, a genética familiar pode contribuir para os males do coração é por isso que o cardiologista sempre pergunta sobre alguns fatores de risco no histórico familiar do paciente. É considerado positivo o histórico familiar de um paciente quando ele teve parentes de primeiro grau com doenças cardíacas (infarto, angina, derrame cerebral, morte súbita) antes dos 55 anos se homem e antes dos 65 anos se mulher. Um grande estudo determinou que quanto maior a frequência de parentes de primeiro grau acometido, maior o risco cumulativo para o indivíduo. Além disso, os próprios fatores de risco: hipertensão, dislipidemia e diabetes, são de maior risco para indivíduos com familiares de primeiro grau portadores das mesmas. Diante disso, vale uma pesquisa na saúde do coração da sua família, as informações será de suma importância na sua visita ao médico.
É importante dizer que a hereditariedade não é a regra nas doenças citadas anteriormente. A história familiar é um dos grandes fatores de risco para desenvolvê-las, mas pacientes têm infarto, hipertensão, insuficiência cardíaca, na ausência de qualquer histórico genético. Os fatores ambientais, bioquímicos (glicose, colesterol), psicossociais (estresse), hábitos (tabagismo), entre outros podem levar as mesmas doenças e ainda outras como a febre reumática, que são adquiridas durante a vida que têm componentes hereditários facilitando sua instalação.
SINAIS DE ALERTA: OUÇA O SEU CORAÇÃO
E o coração, bom amigo que é, costuma dar sinais quando não vai muito bem. Esses sinais às vezes são claros e notórios, outras, mas discretos, por isso é importante estar em alerta para identificá-los. Segundo doutor André de Marco, a sintomatologia da doença cardíaca passa por palpitações, taquicardias, cansaço respiratório, fadiga muscular, dor no peito com ou sem irradiação para os braços e pescoço, desmaios etc. Há, porém uma frequência muito grande entre os sintomas citados e a somatização de situações de estresse e estafa, dando a falsa impressão de doença cardíaca ao indivíduo. Uma avaliação especializada deve ser agendada para identificar a causa e tratar de acordo.
Um dos maiores temores referentes ao coração é o enfarte. O enfarte ou infarto é a morte de uma porção de células musculares que compõem o miocárdio (músculo cardíaco) por falta de suprimento de sangue. As artérias coronárias são as responsáveis pelo suprimento deste sangue e este por sua vez leva o oxigênio até as células. Assim, uma vez obstruída a artéria coronária, os miócitos morrem por anóxia (falta de oxigênio). Em ultima análise, a porção de miocárdio perdida em um enfarte será substituída por um tecido fibroso cicatricial, que não tem função contrátil, diminuindo assim a potência do coração. Ainda, durante o processo de enfarte que dura geralmente entre 6 e 12 horas, podem aparecer algumas complicações como arritmias e levar a morte súbita.

Se você presenciar uma pessoa com sintomas de enfarte, procure chamar imediatamente um serviço de urgência (SAMU ou algum hospital com urgência externa com UTI móvel). Enquanto a ajuda chega, procure deixar a pessoa sentada em repouso absoluto. Quanto menos energia este indivíduo gastar neste momento, menor será o dano do enfarte. Procure afrouxar um pouco as roupas e o mais importante: se a pessoa não tiver contra indicação ou alergia ao ácido acetil salicílico (AAS), mande-o mastigar 2 comprimidos de 100 mg e engolir imediatamente. O AAS é uma medicação que bloqueia as plaquetas e o processo agudo do enfarte é desencadeado na maior parte das vezes por um coágulo de plaquetas na região da placa de colesterol. Se em qualquer momento a pessoa perder a consciência e você não o ver respirar nem sentir seu pulso devem ser iniciadas as manobras de ressuscitação cardiorrespiratória até a chegada do socorro.
FAZENDO BEM AO CORAÇÃO
E depois de tanta informação você deve estar se perguntando sobre o que fazer para cuidar melhor do seu coração. O Dr. André dá as dicas para um estilo de vida mais saudável para o seu coração bater no ritmo certo. Devemos lembrar sempre de manter alguma atividade física, sendo o ideal 5 vezes por semana por pelo menos 35 minutos.
A manutenção do peso na faixa ideal e a redução do estresse, além do controle da ingestão total de sal para até 5 g ao dia (cerca de 1 colher pequena) também contribuem para redução de risco cardiovascular. Ter sempre alguma atividade que traga prazer ao indivíduo e talvez o mais importante de todos, não fumar. O tabagismo é o fator de risco de estilo de vida mais grave para facilitar infarto e AVC (acidente vascular encefálico).
Com relação aos alimentos a recomendação mais bem estabelecida hoje é a dieta do mediterrâneo que preza por pouca ingestão de açúcar e gordura saturada, uma grande quantidade de frutas, verduras e alimentos integrais, pouca carne vermelha, moderadas quantidades de peixes, aves e laticínios, além de azeite de oliva e vinho. Ainda assim, citando alguns alimentos, os peixes, principalmente o salmão selvagem, nozes e amêndoas, cereais integrais (aveia, linhaça, arroz, soja), tofu, cenoura, espinafre, brócolis, batata doce, tomate, laranja, papaia, pimentão vermelho entre outros.
Que tal marcar um chek-up com seu cardiologista depois desta matéria?
O CORAÇÃO DO HOMEM
Algumas mulheres dizem que homens tem coração de pedra enquanto elas têm de manteiga. Associações à parte é verdade que existem diferenças sim. Do ponto de vista da fisiologia cardíaca, eles são iguais, mas na anatomia e predisposição para doenças, aí a coisa muda, talvez a mais importante para sabermos no dia a dia é que a doença cardiovascular acontece mais precocemente no sexo masculino. Segundo Dr. André a idade média de início de risco aumentado para o homem é 35 anos, já no sexo feminino isto se situa entre 40 a 45 anos. As diferenças não param por aí, alguns estudos sugerem que o coração do homem perde em potencia com o envelhecer, o que não acontece com as mulheres, e também sofre um enrijecimento arterial mais cedo.
Além das diferenças de anatomia e predisposição genética, outro fator de causa de mais doenças cardíacas no homem é o fato deles não terem o bom hábito de realizar checkups periódicos com a mesma frequência que as mulheres. A hipertensão arterial, angina do peito, insuficiência cardíaca e o infarto agudo do miocárdio são algumas destas doenças mais comuns neles do que nelas que poderiam ser evitadas com exames periódicos.E falando em exames, Dr. André explica que não existe um consenso bem formado sobre idade, mas alguns estudos sugerem a realização de um primeiro check-up até os 20 anos para afastar doenças de nascimento. A partir de então, a avaliação preventiva deveria iniciar a partir dos 35 anos para homens e 40 anos para as mulheres. As demais avaliações clinicas usuais e de exames laboratoriais já são realizadas desde o pediatra. Na avaliação cardiológica dispomos de eletrocardiograma, ecocardiograma, teste de esteira, Doppler de carótidas, cintilografia miocárdica, angio tomografia coronária, entre outros e devem ser realizados conforme a individualidade de cada caso.
HERANÇA DE FAMÍLIA
Além de ser a cara do seu avô, ou ter o nariz da sua tia, a genética familiar pode contribuir para os males do coração é por isso que o cardiologista sempre pergunta sobre alguns fatores de risco no histórico familiar do paciente. É considerado positivo o histórico familiar de um paciente quando ele teve parentes de primeiro grau com doenças cardíacas (infarto, angina, derrame cerebral, morte súbita) antes dos 55 anos se homem e antes dos 65 anos se mulher. Um grande estudo determinou que quanto maior a frequência de parentes de primeiro grau acometido, maior o risco cumulativo para o indivíduo. Além disso, os próprios fatores de risco: hipertensão, dislipidemia e diabetes, são de maior risco para indivíduos com familiares de primeiro grau portadores das mesmas. Diante disso, vale uma pesquisa na saúde do coração da sua família, as informações será de suma importância na sua visita ao médico.
É importante dizer que a hereditariedade não é a regra nas doenças citadas anteriormente. A história familiar é um dos grandes fatores de risco para desenvolvê-las, mas pacientes têm infarto, hipertensão, insuficiência cardíaca, na ausência de qualquer histórico genético. Os fatores ambientais, bioquímicos (glicose, colesterol), psicossociais (estresse), hábitos (tabagismo), entre outros podem levar as mesmas doenças e ainda outras como a febre reumática, que são adquiridas durante a vida que têm componentes hereditários facilitando sua instalação.
SINAIS DE ALERTA: OUÇA O SEU CORAÇÃO
E o coração, bom amigo que é, costuma dar sinais quando não vai muito bem. Esses sinais às vezes são claros e notórios, outras, mas discretos, por isso é importante estar em alerta para identificá-los. Segundo doutor André de Marco, a sintomatologia da doença cardíaca passa por palpitações, taquicardias, cansaço respiratório, fadiga muscular, dor no peito com ou sem irradiação para os braços e pescoço, desmaios etc. Há, porém uma frequência muito grande entre os sintomas citados e a somatização de situações de estresse e estafa, dando a falsa impressão de doença cardíaca ao indivíduo. Uma avaliação especializada deve ser agendada para identificar a causa e tratar de acordo.
Um dos maiores temores referentes ao coração é o enfarte. O enfarte ou infarto é a morte de uma porção de células musculares que compõem o miocárdio (músculo cardíaco) por falta de suprimento de sangue. As artérias coronárias são as responsáveis pelo suprimento deste sangue e este por sua vez leva o oxigênio até as células. Assim, uma vez obstruída a artéria coronária, os miócitos morrem por anóxia (falta de oxigênio). Em ultima análise, a porção de miocárdio perdida em um enfarte será substituída por um tecido fibroso cicatricial, que não tem função contrátil, diminuindo assim a potência do coração. Ainda, durante o processo de enfarte que dura geralmente entre 6 e 12 horas, podem aparecer algumas complicações como arritmias e levar a morte súbita.

Se você presenciar uma pessoa com sintomas de enfarte, procure chamar imediatamente um serviço de urgência (SAMU ou algum hospital com urgência externa com UTI móvel). Enquanto a ajuda chega, procure deixar a pessoa sentada em repouso absoluto. Quanto menos energia este indivíduo gastar neste momento, menor será o dano do enfarte. Procure afrouxar um pouco as roupas e o mais importante: se a pessoa não tiver contra indicação ou alergia ao ácido acetil salicílico (AAS), mande-o mastigar 2 comprimidos de 100 mg e engolir imediatamente. O AAS é uma medicação que bloqueia as plaquetas e o processo agudo do enfarte é desencadeado na maior parte das vezes por um coágulo de plaquetas na região da placa de colesterol. Se em qualquer momento a pessoa perder a consciência e você não o ver respirar nem sentir seu pulso devem ser iniciadas as manobras de ressuscitação cardiorrespiratória até a chegada do socorro.
FAZENDO BEM AO CORAÇÃO
E depois de tanta informação você deve estar se perguntando sobre o que fazer para cuidar melhor do seu coração. O Dr. André dá as dicas para um estilo de vida mais saudável para o seu coração bater no ritmo certo. Devemos lembrar sempre de manter alguma atividade física, sendo o ideal 5 vezes por semana por pelo menos 35 minutos.
A manutenção do peso na faixa ideal e a redução do estresse, além do controle da ingestão total de sal para até 5 g ao dia (cerca de 1 colher pequena) também contribuem para redução de risco cardiovascular. Ter sempre alguma atividade que traga prazer ao indivíduo e talvez o mais importante de todos, não fumar. O tabagismo é o fator de risco de estilo de vida mais grave para facilitar infarto e AVC (acidente vascular encefálico). Com relação aos alimentos a recomendação mais bem estabelecida hoje é a dieta do mediterrâneo que preza por pouca ingestão de açúcar e gordura saturada, uma grande quantidade de frutas, verduras e alimentos integrais, pouca carne vermelha, moderadas quantidades de peixes, aves e laticínios, além de azeite de oliva e vinho. Ainda assim, citando alguns alimentos, os peixes, principalmente o salmão selvagem, nozes e amêndoas, cereais integrais (aveia, linhaça, arroz, soja), tofu, cenoura, espinafre, brócolis, batata doce, tomate, laranja, papaia, pimentão vermelho entre outros.
Que tal marcar um chek-up com seu cardiologista depois desta matéria?
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