Mostrando postagens com marcador comportamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador comportamento. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

HOMEM ELEGANTE: 10 dicas de etiqueta na praia para fazer bonito no verão

Poucas coisas na vida são mais energizantes e gostosas do que curtir uma boa praia. Pena que, às vezes, esse momento vire uma chateação, pelo comportamento errado de algumas pessoas, que esquecem o bom senso em casa e se comportam como se fossem donas do mundo. Então, nada melhor do que lembrar algumas regas básicas de comportamento na praia, que vão melhorar a convivência em lugares públicos e dar um toque de charme à vida! Para começar, vamos lembrar que a praia é um local público, ou seja, não é seu, é de todos. E a regra básica da etiqueta na praia é a mesma regra de qualquer outro lugar: o respeito ao direito dos outros. Lembra daquela velha frase que diz que “o seu espaço termina onde começa o do outro”? Pois é! Na praia também é assim. Aqui ou em qualquer praia pelo mundo.

1- Cuide do seu próprio lixo e, se puder, ainda recolha alguma sujeira que encontrar perto de você. Nada é mais sem educação e ecologicamente errado do que deixar embalagens de protetores, latinhas, restos de comida, sacos plásticos ou qualquer tipo de detrito sólido jogado na praia. Leve um saco plástico de casa, vá juntando tudo e depois coloque numa lixeira. Isso se chama civilidade. 

2 - Sabe aquela pessoa que volta de um mergulho ou de uma ducha e vai jogando água nos outros quando passa, balançando os cabelos como se fosse um cachorro molhado e respingando em todo mundo? Pois é, evite ser essa pessoa e não incomode os outros. Antes de voltar para o seu lugar, espere secar um pouquinho ou leve uma toalha para se enxugar.

3 – Por falar em cachorro, evite levar animais para a praia em dias de muito movimento. Há crianças que têm pavor a bichos, especialmente cachorros de grande porte. Se for mesmo inevitável levá-los, nunca esqueça de colocar focinheira, levar sacos higiênicos para juntar as sujeiras e de manter seu “pet” longe das pessoas. Quem quiser brincar com ele vai até vocês. 

4 - Não leve som para a praia. Nem mesmo aqueles portáteis, que, aliás, estão tornando as praias e piscinas de condomínios uma verdadeira torre de babel - no final ninguém escuta nada e nem se entende. E nem pense em parar o carro, abrir as portas e ligar o som. Isto é uma das atitudes mais bregas que alguém pode ter. Ninguém deve ser forçado a compartilhar o seu gosto musical, por melhor que ele seja. Já imaginou você obrigado a ficar ouvindo um tipo de música que, embora a pessoa adore, você detesta? Lembre-se: direitos iguais. Se quiser ouvir música na praia, use “headphones”. Ou compre uma ilha deserta, onde você e seus convidados escutarão a música que você quiser impor a eles. 

5 - Esportes ou jogos somente em áreas destinadas à prática de atividades esportivas. É muito chato levar uma bolada ou uma raquetada quando não se está praticando aquele esporte. Isso sem falar nos riscos de machucar uma criança ou idoso que tem o mesmo direito que você de estar naquela praia. Se quiser praticar esporte na praia, já saia de casa para um local onde existem espaços destinados às atividades esportivas que lhe agradam. 

6 -  Também tome cuidado ao caminhar com chinelos entre as pessoas ou levantar a toalha ou a canga. Você pode encher de areia quem está por perto ou mesmo acertar nos olhos de alguém. Vamos combinar que é super desagradável estar curtindo a praia, tomando um drink e ser surpreendido por uma rajada de areia de alguém “sem noção” que passou correndo ou sacudindo a toalha... Ninguém merece! 

7 - Na praia ou piscina, evite usar acessórios em excesso. Relógios com pulseira de metal também não são a melhor opção e os com pulseira de couro ficam com mal cheiro quando molhadas. Dê preferência aos relógios com pulseira de borracha. Aliás, existem vários modelos lindos e muito chiques em todas as grandes marcas. Meu sonho de consumo é o Aquanautic, da Patek Philippe. A exceção é se você estiver indo para um luau super descolado, ou para uma festa à beira mar onde todos estarão produzidos. Enfim, a regra é a seguinte: relógio de metal na praia só depois das 5 da tarde. 

- Evite cenas de namoro explícitas ou mais "calientes". Isso pode constranger pessoas pelas reações físicas que um amasso mais forte naturalmente causa. Seja discreto e segure a onda. Se rolar o clima e for realmente inevitável, saia e vá “armar sua barraca” num lugar mais deserto, ou, no mínimo, dentro do mar. 

9 - Não é proibido levar comida ou bebida para a praia. Até pode. Desde que você não vá usufruir da infraestrutura de alguma “barraca” ou “beach club”. Em lugares onde alguém investiu uma boa grana, é educado consumir alguma coisa, viu? Só não esqueça de olhar o cardápio antes de fazer o pedido, pra depois não ficar reclamando porque achou a conta cara. Piquenique são para espaços ao ar livre, não no negócio montado por alguém. 

10 – Mesmo estando na praia, homens bem educados nunca sentam para comer sem vestir uma camisa ou camiseta. Principalmente quem têm pelos no peito, que podem voar para dentro do prato de alguém. Os óculos grandes, que estão na moda, além de protegerem muito bem o rosto, ainda dão um toque de charme. A Cartier tem os modelos mais exclusivos e sofisticados. Quanto ao uso de sunga, calção ou bermuda, as três opções são corretas, apenas uma questão de estilo pessoal. Para fazer bonito, observe os hábitos das pessoas mais bacanas que frequentam o local. No Brasil, a sunga sempre é uma opção interessante e deixa uma marquinha que depois faz sucesso. Na Europa, o calção é quase sempre o mais indicado e nos Estados Unidos a bermuda estilo surfista.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

COMPORTAMENTO: Treinamento Mental - Cinco fatores que irão direcionar as pessoas para o sucesso

Quando se inicia em uma atividade física atingir a meta é algo inerente do processo. Para isso vários fatores exercem influência para o sucesso, ou não, da atividade. Fatores como dedicação, dieta, orientação profissional e acima de tudo um treinamento mental terão peso no final da jornada. Ele é composto por cinco fatores que irão direcionar as pessoas para esse sucesso, incentivando as mesmas a utilizarem seus recursos internos e a perceber a importância das competências pessoais. De forma a contribuir para que elas desenvolvam essas mesmas competências no sentido de que são elas que os vão ajudar a atingir os seus objetivos, melhorar a sua performance e garantir aquela motivação que muitas vezes nem existe.  

1) PROPÓSITO
O primeiro passo é desenvolver um propósito inabalável, e ao dizer “um propósito inabalável” estou me referindo a algo muito além da barriga tanquinho que você deseja conquistar até o carnaval. Me refiro a mais saúde, autoestima, controle emocional e autoconfiança. No meu caso, eu quero ser – atlético, inteligente, rápido, forte e durável. Tem pessoas, que querem emagrecer e melhorar sua autoestima, outras querem ficar “saradas” e saudáveis.


O importante no início, é entender o “propósito” e a importância do “porquê” você está se dedicando para essa meta. Sem uma compreensão real do seu propósito, os obstáculos podem tirar você do foco, e a motivação pode acabar. Uma boa dica, escreva o seu propósito em uma folha de papel e cole em um lugar que você possa ver diariamente. Use como fonte de motivação para vencer os obstáculos que surgirem em seu caminho.

2) VISUALIZAÇÃO
Muitos atletas já utilizam essa técnica de conexão do corpo e mente. Para desenvolver uma nova habilidade, uma das primeiras medidas a serem adotadas é treinar a mente, ou seja, fazer um ensaio mental do seu objetivo e visualizar o que pretende conquistar. A visualização é fonte de uma energia vital que reduz o cortisol, estimulando o sistema imunológico, induz relaxamento, estimula a confiança que pode ser utilizada para nos dar incríveis resultados e um físico que se mantenha até as mais entusiásticas expectativas. 

A revista americana Psychology Today declarou que a prática mental pode ser quase tão eficaz quanto o treinamento físico. O Journal of Sport & Exercise Psychology, publicou que imaginar levantar peso causa mudanças reais na atividade muscular. "Imagens mentais” afetam muitos processos cognitivos no cérebro: controle motor, atenção, percepção, planejamento e memória,” relatou o pesquisador Angie LeVan em Psychology Today. 

Encontre um lugar tranquilo feche os olhos e imagine tendo sucesso naquilo que você pretende fazer. Michael Phelps, imagina situações em que o seu óculos enche de água, e ele tem que nadar sem enxergar. Quanto mais sentidos você conseguir em uma visualização, mais poderosa ela será; não apenas o sentimento, mas como se ouve, parece, cheiro e gosto.


3) CONTROLE DO ESTADO EMOCIONAL
É fácil observar independentemente de qualquer área, que uma pessoa sem o controle das suas emoções não chega muito longe. Raiva, ansiedade, medo, insegurança e outras emoções negativas liberam altas doses de adrenalina, cortisol e noradrenalina no sangue. O importante é relaxar. No momento que isso acontece, outra mudança química toma conta do corpo.

A meditação é um dos maiores recursos para quem quer ter autocontrole, não é uma técnica, nem um esforço que deve ser feito, nem muito menos algo que a mente pode fazer, pois a meditação está além da mente e não pode ser penetrada por ela. Onde a mente acaba, a meditação começa. A meditação é uma forma fantástica para melhorar a concentração, lidar com o estresse, e aumentar as possibilidades de ser bem-sucedido em qualquer coisa. Recomendo iniciar o dia com 15 a 20 minutos de meditação, todos os dias. “Pare de pensar”, não faça nada. Sente-se. Acalme a mente. Deixe que a mente pare por conta própria. Sente-se olhando para onde quiser, em um lugar tranquilo, silencioso, e não faça mais nada. Nada, além de relaxar. Sem se esforçar. Sem ir a lugar nenhum. Concentre-se no fluxo de ar que entra e sai dos seus pulmões. Não fixe em nenhum pensamento, deixe-os irem e virem vendo passar na sua frente como se não fossem seus. Fixe sua atenção apenas na sua respiração e relaxe. 

4) AUTOCONFIANÇA
Autoconfiança é um fator primordial para todo aquele que busca ser bem-sucedido no que faz. Se você não confiar em si mesmo, não será bem-sucedido. Ela serve como base para a resiliência mental e desenvolve um alto nível de poder. 

Você deve acreditar nas suas habilidades. 

Medos, dúvidas, tédio e confusão, tendem a surgir nos momentos mais inconvenientes. Mas, quando esses sentimentos são neutralizados pela autoconfiança, algo notável começa a tomar forma. 

5) DEFINIÇÃO DE METAS 
A importância de definir metas, é poder mensurar os resultados e aprender como segmentar as tarefas em partes gerenciáveis, com pontos significativos para garantir que continuemos motivados e no caminho certo. Nunca avance de onde você está a sua meta, sem definir uma ação para a realização do resultado. 

A clareza da meta e a concentração devem ser o primeiro passo, mas não são suficientes. Deve-se ter o compromisso e a disciplina para vencer os contratempos e sacrifícios ao longo dos dias. O verdadeiro compromisso com suas metas vem por saber que elas são suas “obrigações” isso vai manter você energizado e comprometido para continuar focando na direção certa – defina metas específicas, mensuráveis, alcançáveis realistas e tangíveis.

quinta-feira, 9 de março de 2017

COMPORTAMENTO: Enfim só! A vida do homem que decide morar só

O casamento acabou, a vida na casa dos pais não dá mais, dividir AP já não é mais tão legal... Não importam as razões, milhares de homens entre 30 e 44 anos estão morando sós e lidando com as agruras e alegrias de ser ao mesmo tempo dono-de-casa e único morador. Talvez o primeiro grande desafio seja lidar com tarefas que antes eram de responsabilidade da mãe ou da esposa.

Sozinho, o homem tem de dar conta da administração doméstica. Fazer feira, por exemplo, implica em comparar preços, escolher frutas e verduras, estabelecer quantidade de coisas a serem compradas para que não haja desperdícios, ter paciência na fila do caixa e depois, quando chegar em casa, guardar tudo no seu devido lugar, separando o que está mais perto de vencer do que tem maior prazo de validade. Ah, você não sabia desse detalhe caro leitor?

Isso sem falar do controle dos gastos, do quanto consome energia um chuveiro elétrico, um ferro ligado, o valor de uma diarista ou empregada doméstica fixa, enfim, para quem mora só nem tudo são flores. Mas por outro lado também há muitas vantagens e segundo a grande maioria dos homens, a maior de todas é a liberdade. Não ter de dar satisfações, conhecer melhor a si próprio, não ter de seguir regras, a não serem as suas próprias.

Para o paulistano Juliano Goncalves, engenheiro de 36 anos, a escolha de morar sozinho passa pela liberdade de escolhas “gosto de ficar sozinho, de ter as coisas do meu jeito, de ter a liberdade de mudar de idéia instantaneamente sem ter que negociar com alguém essa mudança de planos.”

Poder receber quem quiser a hora que quiser e bagunçar à vontade, porque não terá ninguém pra reclamar da toalha molhada em cima da cama ou das meias e cuecas espalhadas pela casa é para alguns uma boa razão para morar só. O Pernambucano Marcos Bonora, representante comercial de 43 anos, também prega o discurso da liberdade por preferir morar só: “paz, liberdade, satisfação zero (risos)”

Brincadeiras à parte, vale lembrar que morar sozinho não é sinônimo de solidão ou de egoísmo como muita gente acha. Receber os amigos em casa para festinhas e bate-papos são atividades freqüentes dos homens que moram só e isso não significa bagunça e coisas espalhadas pelo chão. Morar sozinho não evita algumas relações, sejam com pessoas ou coisas dentro de casa.



HOMEM X EMPREGADA DOMÉSTICA

Um homem que mora só precisa de auxílio. Por mais boa vontade e conhecimentos domésticos que tenha uma diarista é importante e será uma verdadeira “mão na roda”. A relação com essas mulheres que cuidam da casa, mas não são sua mãe nem sua esposa varia de homem pra homem.

Para alguns elas são como “anjos da guarda” e interferem inclusive na vida amorosa do patrão, para outros a interferência maior é somente na casa. Alguns homens até são bem organizados e são capazes de lidar com as tarefas domésticas, mas ainda assim não abrem mão de uma boa ajudante. William Câmara Jr, professor de 35 anos de São Paulo é uma exemplo disso:
“ela limpa a casa, lava e passa roupas, arruma a casa, organiza armários e eventualmente faz compras.
Interfere bastante em casa, embora saiba fazer, confio a ela essas tarefas”

O legal dessa relação é que as empregadas domésticas adoram trabalhar para os homens, pois segundo elas, eles são mais tranqüilos, confiam mais e não ficam procurando pó nos móveis. Senti uma certa crítica a nós mulheres, heín?!

Dependendo da idade, as diaristas ou empregadas domésticas acabam agindo como mães, por isso vale entender que por mais próxima que elas sejam de você, a relação é de trabalho, por isso muita atenção com direitos, deveres e acordos, usar recibos é uma idéia interessante. Vale da dica do advogado pernambucano Ewerton Kleber, 35 “a relação empregada/diarista é extremamente profissional até para poder exigir que façam um serviço bem feito.”

AS 5 DICAS BÁSICAS DA BOA CONVIVÊNCIA COM A EMPREGADA DOMÉSTICA/DIARISTA:

1 - Se você raramente está em casa e nunca vê sua empregada, pratique a comunicação via bilhetes.

2 - Oriente-a, desde o início, sobre como você gosta da organização da sua casa, para não ter de dar ordens consecutivas – coisa que a maioria dos homens não se sente à vontade para fazer.

3 - Nunca permita que sua mãe ou namorada interfira no trabalho da sua empregada. Ela é capaz de enlouquecer ao ver "estranhas" se intrometendo no lar do qual ela é a rainha.

4 - Não se esqueça de deixar a geladeira abastecida. Você pode não comer em casa. Mas ela come.

5 - Deixar a casa minimamente organizada facilita a limpeza e evita que ela troque suas coisas de lugar.

HOMEM X MÃES

Não adianta, você virou adulto, saiu de casa, da sua antiga com a esposa ou dos seus pais, mas você sempre será o “filhinho da mamãe”, isso implica que ela vai sim querer dar “pitacos” na sua casa nova e você vai ter de lidar com isso da melhor maneira, afinal, é a sua mãe.

Alguns homens costumam pedir um socorro às suas mães logo no começo da vida de morador solitário e elas adoram ajudar. Seja na decoração da casa, na compra de móveis, utensílios ou receitas culinárias como Juliano Goncalves: “Gosto de cozinhar, e a única vez que pedi socorro foi pra tirar uma duvida sobre uma comida da família. Para o resto sei fazer tudo, até barra de calça.”

HOMEM X CÔMODOS

Morar sozinho não é só mudar de endereço, é preciso organizar os espaços, mobiliar (salvo os que moram em flats) e, claro, decorar a seu gosto, afinal agora a casa é toda e só sua.

Sala - O primeiro cômodo da casa, o lugar onde você receberá suas visitas e provavelmente o local de onde surgirá a primeira impressão do seu lar, por isso fique atento à organização. Quanto ao mobiliário básico, sofá, centro, mesa de jantar com 04 cadeiras, uma estante para livros, objetos de decoração e, se for da sua preferência um móvel para a TV, DVD e aparelho de som.

Cozinha - A primeira coisa a pensar é que, a não ser que você seja um eremita, vai receber visitas em casa, sejam familiares ou amigos, por isso nada de ter um utensílio de cada, já existem jogos de jantar, por exemplo, para 04 pessoas, o mínimo necessário. Como é lugar de preparo de alimentos a limpeza e higiene desse local é antes de tudo questão de ordem. Os itens necessários: geladeira, fogão, microondas, copos de vidro, jarras, chaleira, leiteira, jogo de formas, açucareiro, recipientes plásticos com tampas, cafeteira, liquidificador, grill elétrico, saca-rolhas, balde para gelo, aparelho de jantar (pratos), jogo de panelas, travessas, faqueiro, colheres de silicone, tábuas de corte, esponja, detergente, panos de prato e, por fim, um jogo americano. Pra começar tá de bom tamanho.

Quarto - Esse cômodo é talvez o mais especial da sua nova casa. Não só por ser lugar de descanso, mas por ser também um provável ninho de amor. As recomendações, além de mantê-lo limpo e organizado, incluem os itens básicos, como travesseiros, lençóis (de preferência com elástico, mais fácil de manter no lugar e de forrar), colchas (edredons são mais charmosos), almofadas, cortinas e para manter uma temperatura legal, ar-condicionado ou ventilador.

Banheiro - É aqui que o bicho pega se você não tiver alguém que faça as tarefas domésticas. O Banheiro é um lugar de bactérias por todas as partes, por isso a higiene deve ser feita pelo menos a cada 02 dias. Itens que não podem faltar: toalhas de banho e de rosto, sabonete, pasta de dentes, papel higiênico, xampu, escova de dente e de cabelo, pente, fio dental, algodão, cotonetes e não se esqueça de sempre verificar a necessidade de reposição.

Para a limpeza do lugar (e da casa como todo) é fundamental ter: flanelas, álcool em gel, vassouras, água sanitária, alvejante sem cloro, amaciante, baldes, lustra móveis, rodo, aspirador, ferro de passar, tábua de passar, sabão em pedra e sabão em pó.

VANTAGENS X DESVANTAGENS

Segundo Thiago de Almeida, psicólogo e pesquisador do Instituto de Psicologia da USP (Departamento de Psicologia Clínica), os jovens, a partir do momento em que conseguem emprego e têm um salário, preferem ter seu canto.

Uma questão levantada recentemente foi a de homens que moram sozinhos terem a tendência de serem mais egoístas. Thiago, porém, discorda. “Acho que isso depende muito da personalidade de cada homem. Se ele já tiver em sua personalidade esse padrão de humor, um apego exagerado por suas coisas, com certeza, morando sozinho será mais egoísta”, comenta.

O especialista explica que o que pode acontecer é o homem se tornar mais exigente com suas coisas, mas não egoísta. De acordo com o pesquisador, os amigos e o contato com a família fazem com que a pessoa se torne menos egoísta.

“Homens que moram sozinhos nem sempre são mais exigentes quando se casam. Às vezes, os que moram com os pais são mais exigentes porque acabam fazendo comparações entre a mãe e a esposa”, explica. O psicólogo cita alguns pontos negativos e positivos de um homem que mora muito tempo sozinho. “De positivo a independência, liberdade, amigos, deveres e obrigações; de negativo a inconstância, o mau humor, a solidão e as exigências”, finaliza.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

HOMEM ELEGANTE: 12 dicas que um cavalheiro moderno precisa saber


Que me perdoem as feministas de plantão, mas mulher nasceu pra ser mimada, protegida e bem cuidada. Afinal de contas, existem muitas coisas que são inerentes à biologia; regras ditadas pela natureza e com as quais não adianta ir contra. Pois é, da mesma forma que certas atividades são próprias do gênero feminino e homem nenhum jamais vai conseguir fazer igual, o oposto também acontece.

Mas conceituações e polêmicas à parte, vamos à algumas dicas importantes de comportamento para homens elegantes. Cavalheiros no “lato sensu” da palavra, daqueles que nunca saem de moda e desde os tempos de Casanova e Don Juan conquistam corações, arrancam suspiros e, acredite, conseguem ser um grande diferencial no concorrido mundo dos negócios.

Porque pra impressionar a quem realmente sabe das coisas não adianta terno Armani, óculos Cartier, Patek Philippe no pulso, cartão Infinite no bolso... se você não tiver uma outra etiqueta, a Etiqueta Social, um misto fascinante de educação e “savoir-faire”, uma combinação que encanta e impressiona em qualquer parte do planeta. Agora aproveite e faça bom uso dessas dicas. Um dia você ainda vai agradecer a hora que leu esta matéria!

1 – Vamos começar lembrando: segure a taça pela haste, não fale de boca cheia, não use perfume forte durante o dia, converse olhando nos olhos e aperte a mão com firmeza, mas sem esmagar os dedos de ninguém. “Por favor”, “com licença”, “obrigado” e “me desculpe” devem lhe acompanhar o dia inteiro para uso irrestrito, como se você ganhasse um bônus milionário cada vez que pronunciasse uma dessa palavras.

2 - Jamais faça visitas de surpresa. Nem mesmo para sua mãe. Ligue sempre antes combinando o horário. Por falar em ligações, jamais nos horários das refeições. Nem antes das 9 da manhã ou depois das 9 horas da noite.

3 - Saindo com uma mulher - seja ela sua mãe, irmã, amiga, esposa ou amante, sempre dê o lugar de honra para ela. Na calçada é o lado mais próximo da parede, no carro sempre do lado direito e no restaurante, a cadeira que permita a visão mais geral do ambiente. E atenção para um detalhe: num jantar romântico o casal deve sentar lado a lado; num jantar de negócios, frente a frente.

4 – Um gentleman sempre abre a porta do carro para a mulher, espera que ela se acomode, fecha a porta e só então entra. Quando chegam no destino, avisa: “faço questão de abrir a porta pra você”. Desce, abre a porta e oferece a mão para ela se apoiar. Simples e chique.

5 – Chegando num restaurante, num evento ou qualquer lugar público, o homem também abre a porta, mas é a mulher que efetivamente entra primeiro. Em seguida ele se dirige ao responsável pelo atendimento para pedir a mesa ou entregar os tickets de acesso. No local onde vão sentar, ele sempre ajuda ela a se acomodar e só então se senta.  

6 – No restaurante o homem elegante sempre se levanta pra falar com qualquer pessoa que venha até a mesa cumprimentá-lo. Já as mulheres não precisam levantar. Salvo para alguma autoridade relevante ou outra mulher com muito mais idade. Mas evite ir até a mesa de alguém que esteja comendo. Espere por um momento mais apropriado ou acene de longe. É a forma mais educada. 

7 – Na escada, o homem sempre vai ligeiramente à frente, oferecendo a mão a ela, seja para subir ou descer. A regra vale também para as escadas e esteiras rolantes, onde aliás, é civilizado ficarem os dois à direita, o homem um degrau a frente, e sempre deixando o lado esquerdo livre para quem está com pressa.  

8 – Ao entrar no elevador, dê sempre “bom dia, boa tarde ou boa noite”, segure a porta para as mulheres saírem ou entrarem, jamais fale ao celular ou converse longamente com outra pessoa. Aguarde para conversar quando sair. Ascensoristas estão a cada dia mais escassos, mas se tiver, seja gentil, peça sempre o seu andar “por favor” e agradeça quando estiver saindo. 

9 – Durante um evento social, almoço ou jantar, não fique atendendo o celular ou respondendo mensagens de texto. Isso vale para homens e mulheres e está salvo o caso de almoços ou jantares de negócios, onde todos estão de certa forma trabalhando. Ainda assim evite. Só responda se for realmente pra não perder um negócio de milhões ou por uma questão que não possa esperar. 

10 - Nunca é demais lembrar: evite beber demais, contar piadas pesadas, tirar a gravata e jamais palite os dentes à mesa - nem mesmo com a mãozinha na frente da boca (isto é absolutamente ultrapassado). Também jamais corte o pãozinho do couvert com a faca. O correto é rasgar com as mãos em pequenos pedaços e usar a faca somente para passar a manteiga ou o patê. 

11 - Guardanapo de tecido deve ficar no colo o tempo inteiro, desde o momento que a primeira comida ou pãozinho chegar à mesa. No final da refeição deixe o guardanapo naturalmente ao lado das taças, sem dobrá-lo. Guardanapos preso no pescoço, como um babadouro, só para crianças até 10 anos.

12 – Num restaurante, nem homem nem mulher se baixam pra pegar algum utensilio que caiu no chão. Isso causaria um constrangimento às mulheres que estão sentadas. Faça um sinal para o garçom, peça outro e continue conversando como se nada tivesse acontecido. A exceção vai para um jantar a dois, quando a mulher deixa cair propositadamente alguma coisa e pede que você apanhe. Mas isso já é tema para outra coluna... 


quarta-feira, 6 de julho de 2016

COMPORTAMENTO: TATTOO: AS MARCAS NO CORPO

Marcar o corpo é algo muito antigo e praticado por vários povos por razões diferentes, a arte pré-histórica apresenta indícios de corpos cobertos com desenhos. Acredita-se que as tatuagens têm origem em marcas de cicatrizes oriundas de ferimentos de batalha. Tais cicatrizes eram como troféus de luta, sobrevivência e vitalidade. A partir dessa ideia começaram a surgir as marcações voluntárias e com desenhos representativos.

Um dos registros mais antigos encontrados pelo homem moderno data de 1991, ano em que encontraram um cadáver da Era do Cobre coberto com várias marcas de listras horizontais nas costas, tornozelos, punhos, joelhos e pés. Provas arqueológicas provam que a tatuagem já era praticada no Antigo Egito entre 4000 e 2000 aC na Polinésia, Filipinas, Indonésia e Nova Zelândia, em rituais religiosos.


A verdade é que adornar o corpo com tinta permanente já passou por várias fases, tendo sido considerada desde ato demoníaco a arte, já tendo sido perseguida pela igreja, sendo banida por decreto papal no século 8 e na Nova York do século 20. Os romanos acreditavam na pureza humana. Dessa forma, tatuar o corpo, como faziam algumas civilizações, era uma espécie de blasfêmia. Por isso a prática era restrita a criminosos e condenados. Tempos depois esses mesmos romanos, influenciados pelos bretões e sua bravura começaram a ver a tatuagem com outros olhos e a utilizá-las. Nas cruzadas dos séculos 11 e 12 as tatuagens eram uma forma de identificação dos soldados de Jerusalém, a cruz tatuada no corpo garantia ao soldado morto um enterro cristão.

No oriente a tatuagem é praticada desde o século 5 antes de Cristo tanto com fins estéticos como para marcar bandidos, chegando a ser banida em 1870 e voltando tempos depois. Na atualidade a tatuagem costuma ser vista mais como um adorno do que qualquer outra coisa, é verdade que algumas religiões proíbem a prática para manter a pureza do corpo, mas a marginalização está longe de ser como já foi um dia. Desde jovens (a partir dos 18 anos) a gente da boa idade, pais e profissionais de diversas áreas fazem tatuagem e por motivações distintas.

Enio Porto, empresário de tecnologia fez sua primeira tatuagem aos 18 anos e, na época, como forma de transgressão. “Acredito que, como ainda existia preconceito, fui motivado pelo impulso de “transgredir” o que era tido como certo ou errado. Recordo, inclusive, que ao chegar no tatuador, não tinha nem ideia do que iria tatuar nem mesmo o local. Olhei um álbum de fotos, me identifiquei com uma, solicitei uma pequena mudança e marquei para tatuar à tarde. Fui lá no horário marcado e saí com minha “transgressão” nas costas (risos)”

Alfredo Galamba, empresário na área de economia criativa, acredita que ainda há marginalização em relação a tatuagem no Nordeste, mas bem menos que antes. Ele completa dizendo que na Europa inclusive, a profissão de tatuador é bastante respeitada e procurada. Tanto Enio quanto Alfredo concordam que depois da primeira tatuagem sempre se tem vontade de fazer mais uma, aliás, cada um deles, já vai pra mais de 3 e pensam em fazer mais.

Rafael Cavalcanti, tatuador que há oito anos atua no Rio de Janeiro, nos conta que apesar das mulheres serem maioria no seu Studio, os desenhos tendem a ser mais simples, como estrelas e corações, já os homens, optam por desenhos mais elaborados e maiores. Mesmo tendo tomado a decisão de se tatuar, a maioria dos clientes têm medo da dor e do que as outras pessoas irão pensar; o que mostra que o preconceito, mesmo que parco, ainda existe.

As motivações são inúmeras e os desenhos escolhidos muitas vezes não tem nenhum significado especial, são escolhidos simplesmente pela estética ou pelo que está na moda, uma ou outra mulher busca o tatuador com um desenho e local escolhidos estrategicamente para serem uma “arma” de sedução.


A tatuagem é feita por meio de injeção de tinta na pele. Para isso, usa-se uma máquina elétrica de tatuagem muito parecida com a broca de dentista. A máquina movimenta uma agulha sólida para cima e para baixo para perfurar a pele entre 50 e 3.000 vezes por minuto. A agulha penetra cerca de um milímetro na pele e ali deposita uma gota de tinta insolúvel a cada perfuração. Apesar de vermos a tatuagem na epiderme (camada mais externa da pele), ela está na verdade na derme (segunda camada da pele) onde as células são mais estáveis e mantém a tinta no lugar por toda a vida.

- Procedimento: por ser “pra vida toda” é importante que se escolha com cuidado o desenho que será tatuado e também o local onde será feito. Muita gente se arrepende depois, principalmente quando tatuam nome de alguém por quem estão apaixonados no momento.

Outros motivos de arrependimentos são por tatuagens mal feitas ou que imitavam algum artista e que depois perdeu o sentido para o tatuado. O “remendo” pode ser feito e resolver o problema, mas é sempre melhor estar muito seguro do que será tatuado.

A escolha do profissional deve ser feita de forma bem criteriosa levando em conta a experiência e a higiene. Todo o material deve ser descartado e aberto na frente do cliente, nada deve ser reutilizado para garantir a segurança e a saúde do tatuado. Os riscos de infecção são grandes, por isso os cuidados com a esterilização do ambiente, da pele e dos instrumentos não descartáveis devem ser rigorosamente respeitados.

Proprietário do Art Family, estúdio de tatuagem referência em Recife, Marquinhos recebeu a MENSCH em seu estúdio pra contar um pouco da sua arte.
O COMEÇO DE TUDOMarquinhos já desenhava desde criança e por volta dos 16 anos resolveu passar umas férias com o irmão Jameson, já tatuador profissional em São Paulo. As férias eram na verdade uma “desculpa” pra tentar a vida na cidade grande sem que os pais reclamassem. Já na terra da garoa começou a trabalhar no estúdio do irmão, primeiro como desenhista, passando a fazer pequenas tatuagens uns 3 meses depois. Ele foi tomando gosto pela coisa, se profissionalizando, até que quase um ano depois o irmão o orientou para que ganhasse rumo e estilo próprio. Ele não só foi como é referência em tatuagem em Recife comandando um estúdio em Boa Viagem enquanto o irmão comanda outro na Boa Vista.

NEGÓCIO PRÓPRIODe volta a Recife para montar um estúdio de tatuagem Marquinhos teve no preconceito a sua primeira grande dificuldade. Ao buscar pontos para alugar, recebia um “não” quando o proprietário sabia que o seu empreendimento era um espaço de tatuagem, na época símbolo de rebeldia e outras tantas coisas não bem vistas vinculadas a marginalidade. Mas persistente, Marquinhos seguiu firme no seu propósito e montou seu primeiro estúdio.

A PRIMEIRA TATUAGEM NO PRÓPRIO CORPOComo gostava muito da banda Blitz, a primeira tatuagem que Marquinhos fez foi uma águia, que ele mesmo desenhou, se inspirando na tatuagem que o cantor e líder da banda, Evandro Mesquita, tinha. O tatuador, adivinhem, foi o próprio irmão e somente quando ele completou 18 anos e depois de avisar aos pais que faria.

A PRIMEIRA TATUAGEM NO CORPO ALHEIO

Como era iniciante na arte da tatoo, Marquinhos teve suas primeiras experiências em “cobaias” no estúdio do irmão. A galera encarava na boa já que não precisaria pagar e assim não faltou em quem Marquinhos “treinar”.
E foi justo tatuando um Merlin que Marquinhos deu o pontapé profissional. A tattoo ficou bacana tamanho o cuidado que ele teve pra não tremer e encharcar de tinta. O tatuado adorou e o irmão não elogiou muito pra ele buscar a perfeição cada vez mais.

ESTILO PRÓPRIO

Por gosto, o que ele mais curte desenhar e tatuar é a temática oriental. O desenho em si, o traço oriental, as linhas na pele, encantam Marquinhos. Mas a marca registrada dele mesmo é a vontade de fazer o melhor, de se destacar na profissão, ser referência, e isso ele é. Tanto que o pai militar acabou por ter orgulho dos filhos tatuadores.

HIGIENE E CUIDADO

Uma das coisas que Marquinhos mais celebra no que tange a tatuagem, além da quebra do preconceito, é a vigilância sanitária pegar pesado no controle dos estúdios, provocando uma busca por excelência também nos cuidados com higiene e a segurança do cliente.


>> >Entre 2160 aC e 1994 aC - Múmias de mulheres egípcias, como a Amunet, possuem traços e inscrições na região do abdome. 

>>> Há mais de 2.400 anos - Múmias encontradas nas montanhas de Altais, na Sibéria, apresentam ombros tatuados com animais, reais e imaginários. 

>>> Entre 509 aC e 27 aC - Os imperadores romanos determinam que, para não serem confundidos com súditos mais bem afortunados, prisioneiros e escravos sejam tatuados.

>>> 787 - Sob a alegação de ser coisa do demônio, o papa Adriano I proíbe as pessoas de se tatuarem. 

>>> Entre os séculos 15 e 17 -Durante a invasão da Bósnia e Herzegovina pelos turcos otomanos, os católicos tatuavam cruzes como forma de evitar ter de rezar para Alá.

>>> 1600 - Com o fim das guerras feudais no Japão, os serviços dos samurais tornaram-se desnecessários. Surge, então, a Yakuza, a máfia japonesa. 

>>> 1769 - Em expedição à Polinésia, o navegador inglês James Cook nota a tradição local de marcar o corpo com tinta. Na língua local, chamam isso de "tatao". 

>>> Entre 1831 a 1836 - A bordo do HMS Beagle, Charles Darwin registra que a maioria dos povos do planeta conheciam ou utilizavam algum tipo de tatuagem. 

>>> 1891 - O americano Samuel O’Reilly patenteia a máquina de tatuar. Trata-se de uma adaptação de uma invenção de Thomas Edison. 

>>> 1928 - Em Chicago, um caminhão com peles tatuadas é roubado. A coleção pertencia a Masaichi Fukushi, médico japonês que estudava como a tatuagem ajudava a preservar a pele.

>>> 1942 - Durante a Segunda Guerra, os nazistas tatuavam um número no corpo dos judeus para identificá-los como prisioneiros nos campos de concentração. 

>>> 1959 - Chega ao Brasil o dinamarquês Knud Gegersen, o primeiro tatuador profissional a atuar por aqui. 

>>> 1961 - Depois de um surto de hepatite B, a Secretaria da Saúde de Nova York proíbe a realização de novas tatuagens na cidade.

>>> 1999 - A empresa de brinquedos Mattel lança a Barbie Butterfly Art, boneca que vinha com uma tatuagem lavável. 

>>> Dezembro de 2009 - Ao passar 52 horas tatuando o corpo de Nick Thunberg, o americano Jeremy Brown bateu o recorde mundial de sessão mais longa, que era de 43h50, estabelecido em 2006.

quinta-feira, 31 de março de 2016

CARREIRA: Como pedir desculpas? Entenda como isto impacta em sua organização


Existe um ditado popular que diz que – “Se errar é humano, perdoar é divino”. De fato, todo o ser humano é falho e, como tal, comete erros que podem prejudicar a si mesmo e as pessoas à sua volta. Entretanto, mais do que se conformar com esta característica, é preciso ter a capacidade de reconhecer seus vacilos e saber como pedir desculpas. Todos nós somos imperfeitos e suscetíveis a erros. Por isso, em muitos momentos, no trabalho e em nossa vida particular, nos deixamos levar por fofocas, emoções conflitantes e julgamentos negativos, que nos fazem tomar decisões erradas e ofender nossos colegas, amigos e parentes, por exemplo.

Assim cometemos atos impulsivos, proferimos palavras duras com o intuito de apenas magoar, ferir e diminuir o outro, achando que assim vamos resolver nossos problemas. Ledo engano! Cada vez que brigamos ou discutimos com alguém, não estamos desabafando, mas sim, alimentando uma rede de intrigas que nos levam a desenvolver sentimentos negativos. Para evitar estes tipos de situações devemos aprender com nossos erros, buscar se conhecer na essência e desenvolver maior controle emocional. Também é essencial sempre fazer auto avaliações, que permitam identificar os pontos de melhoria e eliminar os comportamentos que sabotam as relações.


Em nosso ambiente de trabalho temos que nos relacionar com diversos tipos de pessoas com hábitos e formas de pensar e agir, às vezes, muito diferentes de nós. Porém, não são nossos colegas que são ruins, mas a nossa forma de vê-los que é. Digo isso porque aplicamos o nosso próprio filtro e fazemos julgamentos baseados em nossas crenças, valores e experiências de vida. Neste sentido, responda sinceramente – Quantas vezes você teve que mudar de opinião sobre alguém na empresa que, sem conhecer, considerou “metido, arrogante ou antipático”? Várias, não é mesmo? E mesmo que não tenha pedido desculpas pessoalmente a esta pessoa, com certeza, mentalmente você sentiu certo remorso por pensar desta maneira.

Neste sentido os profissionais de RH devem estar atentos aos maus comportamentos dos colaboradores e buscar a melhoria contínua na comunicação e nas relações interpessoais. Assim, devem trabalhar, em conjunto com os gestores, para criar estratégias efetivas e desenvolver um ambiente saudável no trabalho, onde haja integração, maturidade profissional e respeito às diferenças. Por isso, pedir desculpas, antes de tudo, é reconhecer, verdadeiramente, que você errou ou estava errado em sua fala ou ato. Por isso, quando for se desculpar, com um gestor ou colega de trabalho, use palavras positivas, demonstre arrependimento, ouça o que tem a dizer e seja sempre sincero em suas colocações.

Lembre-se ainda que do mesmo modo que poderia ser você, que a outra pessoa também tem o direito de desculpá-lo ou não. Entretanto, é preciso que haja um pedido de desculpas formal para que você possa ser ouvido, entendido e quem sabe até, perdoado.

Uma excelente alternativa para desenvolver os profissionais e diminuir problemas de relacionamento nas empresas, é o Coaching. Este extraordinário processo ajuda os profissionais a trabalharem diversos aspectos de seus comportamentos, de modo a identificar seus pontos de melhoria no que tange suas relações interpessoais. Esta poderosa metodologia, de aceleração de resultados e desenvolvimento humano, usa diversas técnicas e ferramentas para ajudar o colaborador a fazer seu auto feedback, ou seja, a refletir sobre suas ações e crenças e avaliar como tudo isso afeta seu desempenho e sua forma de se relacionar com seus colegas.

Além disso, o Coaching estimula o desenvolvimento de novas habilidades de comunicação, o aprimoramento da capacidade de ouvir e de falar com assertividade, como também o aumento do respeito às diferenças, o que permite aos profissionais respeitarem-se uns aos outros e trabalhar, harmonicamente, em equipe. 


quinta-feira, 3 de março de 2016

ESPORTE: Por que gostamos de futebol? Como um esporte inglês se espalhou pelos quatro cantos do mundo e tomou conta do nosso dia-a-dia

E aí, o rugby ainda vai ser um esporte popular no Brasil? Passaremos a falar cotidianamente sobre esse esporte como fazemos com o futebol? Talvez você não concorde, mas os anúncios de um fabricante de materiais esportivos garantem que sim. Por mais que a publicidade exagere, a tentativa de popularizar um esporte no Brasil passa por tomar espaço do nosso maior gigante e depositário das nossas glórias desportivas: o futebol. Tarefa nada fácil!

O football foi inventado na Inglaterra no século 19 e exportado para todo o mundo, num reflexo claro do domínio naval e econômico britânico durante todo o período. Os ingleses que se aventuraram para além dos limites da sua ilha levaram também os seus costumes e esportes para as colônias e países com os quais mantinham relações comerciais. Muito embora o rugby e o críquete sejam esportes muito populares na Inglaterra e tenha ficando fortes raízes na África do Sul, Austrália e Estados Unidos, por exemplo, foi o futebol que caiu no gosto popular e se tornou o esporte mais admirado e consumido no mundo.

Mas o esporte das massas, que hoje movimenta milhões de reais em todo o mundo, um dia já foi marginalizado pelas elites brasileiras. No país, o jogador de futebol não tinha o prestígio de hoje em dia; um rapaz de família jamais poderia pleitear ser um jogador, que passava muito longe dos hábitos e costumes das elites. A contradição é que Charles Miller, o brasileiro que ao voltar de seus estudos em Londres trouxe as primeiras bolas e o livro de regras do esporte jogado com os pés, não representava as classes populares. Mas não teve jeito! O futebol aos poucos foi quebrando barreiras, se tornando conhecido e daí para adentrar nos clubes sociais, ultrapassar o remo — outro esporte inglês — em popularidade e ganhar o gosto do povo foi um pulo. Hoje, o Brasil é conhecido como “o país do futebol” e exporta craques numa proporção jamais igualada por nenhuma outra nação.

Devemos muito dessa história ao rádio, que desde a sua invenção e popularização cuidou de inserir em sua programação os jogos de futebol. A transmissão das partidas estaduais e interestaduais pelas rádios só fez incendiar a rivalidade entre os clubes e colocar definitivamente o assunto futebol na boca do povo. Sem falar nos primeiros feitos da Seleção Brasileira, como o bicampeonato mundial (58/62), cujas imagens só eram vistas semanas depois e no cinema. Sim, o “show de imagens” dos nossos primeiros títulos era a versão dos olhos dos locutores da rádio, que travessavam grandes distâncias para trazer ao Brasil as glórias do futebol canarinho.   

Gosto coletivo pelo futebol transformou esse esporte num poderoso instrumento de integração social, definição de identidade e cultura de um povo. Ser brasileiro é gostar de futebol. Embora muitos não concordem com esse atestado, é inegável o peso que esse esporte tem para a autodefinição do nosso povo. Através do futebol, compartilhamos o sentido das coisas, construímos metáforas para explicar o dia-a-dia (o ex-presidente Lula é craque nisso. Ops, “craque” já é uma metáfora emprestada do futebol) e, por que não, exercemos nosso patriotismo ao defendermos com unhas e dentes nossa superioridade técnica nos gramados mundiais.


É evidente também que o futebol não é o único esporte com o qual o brasileiro se identifica e tem orgulho. Temos uma história de sucesso no vôlei (talvez esportivamente até maior do que a do futebol), no iatismo (sim, somos uma potência na vela!), na Fórmula 1 (oito títulos mundiais é para poucos!) e em outros esportes. Mas nenhum outro conseguiu tanto apelo popular quanto o futebol. Nem o “Efeito Guga” e “Efeito Daiane” conseguiram que o tênis e a ginástica artística sequer ameaçassem a hegemonia do futebol no gosto do brasileiro. O que vemos é cada vez mais o futebol feminino ganhar espaço, além dos primos do nosso esporte preferido, como o futsal e o futebol de areia (e o futevôlei — queremos meter o futebol em tudo, não é?).

Na prática, hoje em dia, consumir é participar. O futebol chegou na moda, nos acessórios, no comportamento e cada vez mais invade outras searas do nosso cotidiano. Fugir de sua influência parece às vezes ser impossível. O seu barbeador é o mesmo que Kaká usa, compartilhamos com Neymar o talco antichulé, Ronaldo lhe sugere a operadora de telefonia celular e por aí vai. O futebol, na indústria cultural, ajuda na construção e na regulação do gosto público, tornando uma tarefa árdua tentar eliminar sua influência nas nossas vidas.

A pluralidade de gostos permite que outros esportes tenham sim espaço e vez na preferência popular. Mas se o rugby vai prosperar no Brasil como o futebol, só mesmo uma fé inquebrantável pode garantir. Por enquanto, patrocinadores, empresas de comunicação e o povo vão mesmo é depositar sua atenção no futebol. Afinal, em time que está ganhando não se mexe (só para terminar com mais uma do futebol!).

terça-feira, 27 de outubro de 2015

COMPORTAMENTO: Os pais de semana - O novo "instinto paternal" ganha espaço na justiça e reconfigura famílias

Até bem pouco tempo quando um casal se separava os filhos ficavam com a mãe, o pai pagava a pensão e fazia visitas nos fins de semana, a cada oito ou quinze dias, daí surgir a expressão “pai de fim de semana”, pois era só nesse período que os pais tinha contato com seus filhos. As coisas foram mudando. Não só as mulheres alcançaram outras posições e foram para o mercado de trabalho, como os homens passaram a assumir a paternidade de forma mais ativa e participativa.

O que antes poderia parecer estranho, hoje é de fato mais comum, como os pais que participam do parto de seus filhos, seja na sala de cirurgia ou fazendo força junto com a mãe no parto humanizado. Levar ao pediatra, à escola, fazer compras e trocar figurinhas sobre educação com outros pais é tão comum aos homens hoje, quanto sempre foi às mulheres.

Vem caindo em desuso a expressão “instinto maternal” que, segundo alguns especialistas em psicologia e áreas afins, é dotada de preconceitos e funciona como uma forma de manter a mãe dentro de casa. Segundo Luiz Cushinir, autor de livros como “Os bastidores do Amor”, ninguém assume o papel de ninguém, pai é pai e mãe é mãe, “Cada um deve exercer  seu papel a partir de seu próprio referencial de gênero. Não é porque um pai cuida de um filho, mesmo que pequeno, que ele deve ser chamado de maternal. Ele pode fazê-lo da perspectiva de um homem, portanto como pai. Acompanhar estudos, cuidar da higiene, ensinar bons hábitos devem ser realizados dessa maneira.”

Do ponto de vista legal o artigo 1.584 do NCC (A GUARDA DOS FILHOS EM CASO DE SEPARAÇÃO) diz que a guarda do filho ficará com o cônjuge que reunir melhores condições de exercê-la. Dessa forma, não há mais a predileção pela mãe, o novo código ressalta a isonomia entre os cônjuges. Outra modalidade de guarda que vem aumentando no Brasil é a chamada Guarda Compartilhada, onde pais e mães dividem as responsabilidades, obrigações e direitos na educação do filho.

Conversamos com Ana Paula Almeida, Juíza de Direito do Estado de Pernambuco que atua na vara de Família. Para a juíza, as mudanças na organização familiar já vinham exigindo a alteração da legislação, já que a dinâmica da família há muito vem demonstrando a maior participação do homem na criação dos filhos. Por outro lado, ainda somos culturalmente condicionados a acreditar que a mãe é a pessoa mais apta a ficar com os filhos após a separação de um casal. Ainda é difícil o pai procurar a justiça para pedir a guarda, mas já há muitos casos. 

No momento da decisão da guarda o que se leva em consideração é o equilíbrio emocional, a maturidade, o vínculo afetivo entre pai/mãe e filho, a sabedoria em evitar a alienação parental, que é o doloso afastamento do genitor que não tem a guarda pelo guardião da vida do menor. O melhor no caso, deve ser o interesse do filho, cuja proteção deve ser o objetivo da justiça em decisões de guarda e que envolvam crianças e adolescentes em geral. A decisão conta com o apoio também de uma equipe multiprofissional, formada por psicólogos, pedagogos e assistentes sociais que realizam estudos e pareceres sobre a dinâmica familiar e subsidiam a decisão sobre a guarda. Como ainda soa “estranho” um pai que optou por ter a guarda do filho, conversamos com alguns deles para entendermos melhor essa dinâmica familiar e como se deu a opção da guarda.

Carlos Machado, 43, administrador de empresa, tem a guarda de seus dois filhos adolescentes fruto do primeiro casamento que durou sete anos. A proposta da guarda paterna foi da própria mãe e o Carlos aceitou sem pensar. Nesses 9 anos que está com os filhos, a maior dificuldade sempre foi suprir a ausência materna, mas todos os momentos memoráveis acabam por ser maiores que as dificuldades. A primeira namorada, o ingresso na faculdade e as vitórias alcançadas ao longo do tempo fazem dessa relação algo engrandecedor para todos. O apoio da família e dos amigos só reforçam o carinho e a cumplicidade entre Carlos e seus filhos, tanto que eles recebem bem as namoradas do pai, entendendo que elas vêm pra somar à vida deles, e são os meninos os maiores incentivadores para o pai encontrar uma “boadastra” pra eles.

Como nem tudo são flores, algumas separações são mais difíceis e dolorosas e a decisão da guarda acaba parando na justiça de forma não amigável. Foi o caso de Rodrigo de Melo e Dutra, empresário de 31 anos. O relacionamento de Rodrigo durou 2 anos e 8 meses, e desde o nascimento ele sempre foi muito presente no cotidiano da filha, tanto que, quando o casal começou a se desentender e falar em separação Rodrigo já deixava claro que gostaria de ficar com a guarda da criança. Quando deu entrada na separação, Rodrigo já pediu antecipação de tutela, que foi negado a princípio e depois resolvido com um acordo verbal, entre ele e a mãe, de guarda compartilhada. Sentindo que não estava dando certo e percebendo indícios de alienação parental por parte da mãe, um ano após a separação, ele solicitou alteração de guarda. O processo não foi fácil e Rodrigo precisou se munir de documentos e provas para comprovar que a guarda unilateral era o melhor para a criança. 

Com a decisão do juiz favorável a Rodrigo, os tempos são de calmaria, os medos durante o processo de guarda deram lugar a alegria de criar a filha. Como trabalha em sistema de home office Rodrigo é bastante presente e nas conversas com a filha há espaço para se falar de namoradas, o que a menina aceita bem e até pede por um irmãozinho. Os fins de semana são para viagens e muita cumplicidade.

Alexandre Cruz Souza Leão, 37 anos, coordenador de suprimentos, tem a guarda da filha há um ano, depois dela passar 3 anos com a mãe na cidade de Natal, após a separação de um casamento que durou 5 anos. Sem babá, ele conta com a ajuda da mãe no horário da tarde, pela manhã ele acorda, faz café e arruma a filha pra escola. Para Alexandre, a maior dificuldade é a ausência da mãe, uma vez que é pai de uma menina e acha importante referências femininas pra ela. A mãe, irmã e namorada acabam dando um bom reforço nesse sentido. Falando em namorada, no começou rolou um ciúme natural, mas depois uma foi conquistando a outra e Alexandre se orgulha do amor que existe entre as duas. 

E para quem está buscando ter a guarda de seu filho ou filha, a Juíza Ana Paula afirma que a escolha se dá pelo homem responsável, maduro, que deseja o melhor para o filho ou filha, que conta com uma estrutura familiar (avós, tios) na retaguarda, lhe auxiliando no processo, e, principalmente, que ame o menor.

Para nos aprofundar um pouco mais sobre o assunto, a MENSCH foi conversar com a advogada Gisele Martorelli, sócia-diretora da Martorelli Advogados. Especializada em Direito de Família, Gisele já foi premiada pelo trabalho inovador desenvolvido na área, em especial em casos que envolvem separações de casal, disputa pela guarda dos filhos, pensões e temas similares. Gisele atua com o apoio permanente de um psicanalista, para ajudar na mediação dos conflitos familiares. Com uma proposta de atendimento multidisciplinar, Gisele tem trabalhado para chegar à melhor solução jurídica para os casos.

O que mudou na família para que hoje seja mais comum pais ficarem com a guarda dos filhos? Por longos anos, em nosso país, a guarda unilateral era conferida em favor das mães. Todavia, com as mudanças culturais e sociais, a família sofreu profundas mudanças de função, composição, concepção e até de expressão. A mulher deixou de assumir, exclusivamente, seu papel de mãe e o espaço doméstico não é mais seu único habitat, pois tomou para si espaços públicos de trabalho, da política e tantos mais. 

Paralelamente, os homens vêm lutando para o exercício pleno de sua paternidade, inserindo nele a condição de cuidador dos filhos. Nesse movimento, surgiu o instituto da guarda compartilhada que prestigia a participação conjunta do pai e da mãe na educação e desenvolvimento dos filhos, após a separação ou mesmo quando os pais nunca viveram em comunhão. Com o advento da guarda compartilhada (Lei nº13.058/2014), a figura paterna, que antes era relegada a segundo plano, retira das mães o peso da dupla jornada.  Os genitores passaram a se co-responsabilizar pelo cuidado com os filhos.  A guarda compartilhada passou a ser uma imposição legal.
Nesse sentido, a guarda não é mais atribuída a um dos pais, e, sim, a ambos, sendo concedida a forma unilateral apenas se um deles declarar judicialmente que não a deseja, ou em situações extremadas de condutas ilícitas. Portanto, a guarda pode ser atribuída tanto ao pai ou a mãe. 

Como tem sido essa conquista dos pais? Eu diria que essa mudança vem ocorrendo há algum tempo. Contribuiu pra isso as exigências do mundo moderno, com a necessidade das famílias melhor se prepararem para enfrentar as dificuldades do cotidiano, não apenas em relação à subsistência (o que já seria muito), mas também para buscar o desenvolvimento da potencialidade plena de cada um dos membros da família. Os pais se inseriram nesse processo. A sociedade mudou. Novos conceitos e valores passaram a ser estabelecidos. A parceria, a dedicação, o companheirismo e a responsabilidade compartilhada em relação aos deveres domésticos passaram a ser atributos valorizados nas relações afetivas. O exercício da paternidade responsável, com dedicação, passou a ser um valor muito cultivado. O homem moderno assimilou esse novo momento. Ainda há muito a ser conquistado. Mas, sem dúvida, as relações afetivas mudaram de padrão, o que foi muito positivo. 

Que dicas daria e que cuidados os homens devem ter ao dar início ao processo de guarda? A primeira “dica” que daria, não somente aos pais, mas ao casal ou ex-casal, é que se busque estabelecer um canal de diálogo construtivo em favor dos filhos. Mesmo não sendo possível a manutenção de uma amizade entre ambos, situação que se verifica com frequência, é necessário uma relação minimamente respeitosa. A guarda compartilhada exige diálogo para decisões importantes a serem tomadas no cotidiano de filhos, tais como a vida escolar, definição de período de férias, viagens e convivência com as famílias de cada um dos pais.

Um ponto fundamental é que os pais não se alienem quanto à vida de seus filhos. O contato com a escola, o acompanhamento do desenvolvimento da aprendizagem, o conhecimento dos amigos do filho, a busca de momentos lúdicos juntos, especialmente atividades recreativas. São movimentos imprescindíveis para fortalecer os afetos e estimular o desejo da convivência de parte a parte. Como dizia o poeta espanhol Antônio Machado, “é caminhando que se faz o caminho”. Dedicação, cuidado, atenção, respeito, atitude e proteção se constroem no dia a dia. Esse esforço pode ser visto como uma poupança afetiva. Os frutos serão resgatados por pais e filhos, constituindo inesgotável fonte de prazer.

O que mudou nas mulheres, ou na vida delas, para que esse tipo de situação esteve ocorrendo? As mulheres chegaram a um estágio de evolução e de conquistas que, atualmente, buscam uma maior liberdade para se dedicarem às suas atividades pessoais, de modo que participação paterna, de forma igualitária, é benéfica e permite à mulher conseguir emprego e competir no mercado de trabalho, atividades que muitas vezes foram deixadas de lado para poder se dedicar aos cuidados da família.  

A alienação parental tem sido algo muito utilizado por mulheres para atingir os ex-maridos. E por conseqüência, atinge também os filhos. Tem como evitar ou atenuar isso? Antes de mais nada, é necessário deixar claro que a alienação parental não é uma ação a ser atribuída unicamente ao universo feminino, pois há inúmeros casos em que o alienante é o genitor. Mas, como historicamente a figura paterna era considerada de “genitor de segunda categoria ou genitor visitante”, o pai ficou mais exposto à alienação parental. Trata-se de implantação de falsas memórias, “que é quando a criança ou adolescente passa a acreditar numa verdade que não viveu. Um exemplo disso é a falsa acusação de abuso sexual, que infelizmente é muito comum em processos de separação litigiosa”. Essa prática, além de atingir o genitor desmoralizado, atinge os filhos que sofrem os efeitos maléficos da alienação. 

Uma forma de atenuar ou evitar a pratica de alienação é através da guarda compartilhada.  O convívio igualitário entre pai e mãe minimiza a primeira disputa que aparece no divórcio: a guarda pelos filhos. O compartilhamento da guarda desestimula os genitores a eternizar o litígio, e, consequentemente, atenua as ações tendentes à alienação. A outra forma coibir a alienação, é a aplicação da Lei 12.318/2010, que permite a adoção de uma série de medidas judiciais contra o alienador, tendo como destaque: alteração da guarda compartilhada ou sua inversão e suspensão da autoridade parental do alienante. Ambos são ferramentas para o combate aos atos de alienação praticados.

Perante a justiça, esse tipo de atitude das mulheres tem impulsionado a preferência da guarda dos filhos? A prática de alienação parental, por qualquer dos genitores, pode ensejar a inversão da guarda ou a sua concessão de forma unilateral. A mudança de domicilio imotivada, por exemplo, por decisão de um dos genitores, com intenção de prejudicar a convivência com o outro genitor e o filho, pode ser motivo de inversão da guarda.

Algum caso curioso que você tenha enfrentado onde o pai tenha conseguido a guarda do filho? Participei de histórias belíssimas. Pais que lutaram bravamente pela guarda de seus filhos, alguns em situações de risco muito claras, em companhia das mães. Casos de violação física, abuso sexual e exposição a danos morais irreversíveis, que foram debeladas graças à tenacidade de pais que não desistiram de seus filhos e por eles foram à luta. 

Casos outros em que os pais foram vítimas de alienação parental, sendo, como dito antes, injustamente acusados de abusos que ao final de um processo judicial tiveram reconhecida sua inocência e restituída a convivência com seus filhos. Histórias de pais que assumiram a paternidade como missão, especialmente nos casos de omissão materna, mais frequente do que se possa imaginar, e que criaram seus filhos de forma muita sadia. Infelizmente, são casos que estão sob o manto do segredo de Justiça, que não podem ser publicados. Mas lidamos com emoções muito fortes, e, apesar de todas as dificuldades, saímos dessas situações cada vez mais enriquecidos como pessoas.


Percebe-se uma mudança positiva do perfil do homem hoje em dia em relação aos filhos de maior proximidade. Como você avalia isso? O que mudou para isso ser mais comum hoje em dia? Para a psicanálise, pai e mãe estão aptos a desempenhar a função paterna e materna. A nova geração de pais tem se mostrado hábil nesse desempenho paterno, exercendo com louvor as atividades do cotidiano dos filhos, atividades essas antes apenas praticadas pelas mães. Seguramente, os homens estão assumindo com dedicação e eficiência novas responsabilidades em relação aos filhos, contribuindo assim de forma decisiva para a constituição de uma sociedade mais equilibrada no futuro, formada por seres humanos mais afetivos, tolerantes, seguros e bem resolvidos emocionalmente.