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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

ROTEIRO: Uma parada no tempo: vivendo Paraty

A primeira coisa que vem à cabeça quando se chega ao Centro Histórico da charmosa Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro, é: a vida parou no tempo. No melhor sentido. E é bem isso mesmo. É considerado pela Unesco como o conjunto arquitetônico colonial mais harmonioso e também Patrimônio Nacional tombado pelo IPHAN. Mais recentemente, a Unesco ainda reconheceu a cidade como uma das mais criativas do Brasil, passando a integrar a Rede de Cidades Criativas da ONU para a Educação por conta da sua gastronomia. Vejam só: nem só de praias, lindas por sinal, vive a bucólica Paraty. 

Se sua passagem por lá for curta, anota umas dicas must do, tem coisa que não dá para deixar de lado. O conjunto de praias de Trindade, a meia hora do Centro, é parada obrigatória para repor a melanina e limpar a vista com aquela paisagem estonteante de mar e montanha que só o Rio te dá de presente. Vale um dia inteirinho sob o sol. 

Dispense o salto alto e as sandálias de plataforma. Viver plenamente Paraty implica também em se despojar e entrar no tempo que corre mais devagar naquelas bandas. Todo o centrinho é feito de ruas com pedras agigantadas, desniveladas, conhecidas como pé de moleque. É prudente abusar das Havaianas e rasteiras. Leve a câmera fotográfica e perca umas boas horas fotografando o casario colorido que é marca registrada do conjunto arquitetônico colonial, com fachadas que são herança da maçonaria. Com sorte, em dias de lua cheia, você consegue presenciar algumas ruas sendo invadidas pela maré. É um belo espetáculo para turista nenhum botar defeito. 
Ateliês, lojinhas e muitos restaurantes hoje ocupam a maioria das casas históricas. A Casa da Cultura é o epicentro de muitos dos eventos artísticos. Paraty carrega fortes influências portuguesas, sobretudo no quesito religioso, e, somente no centro, há 4 igrejas, cada uma dedicada a diferentes camadas da população, à época: senhoras integrantes da nobreza, escravos, homens pardos e libertos. Até os dias de hoje, as celebrações católicas integram o calendário oficial do município. Não dispense um dos inúmeros passeios de barco pelo conjunto de ilhas da região. Barcos partem o dia inteiro do porto, que fica a alguns passos do Centro Histórico. 



ROTEIRO GASTRONÔMICO

Não há dieta que resista aos encontros frequentes com os tradicionais carrinhos de guloseimas parados em várias ruas de Paraty. Vendedores anunciam cocada, bolo de mandioca, quindins e outras tantas “gordices”, que caem na medida com um cafezinho coado. Aliás, quando o assunto é gastronomia, o lugar não decepciona. São tantas as opções, para todos os bolsos, que é difícil escolher. Mas uma curiosidade antiga me levou direto ao Banana da Terra, restaurante de cozinha brasileira pilotado pela chef Ana Bueno. E se valer uma dica, não deixe de conhecer a casa. Natural de Paraty, Ana é uma figura delicada, das mais talentosas da gastronomia brasileira. Um jantar em sua casa é um presente para se dar. Das lembranças gustativas mais marcantes é a barriga de porco com purê de abacaxi e farofinha crocante, e a combinação de indescritível simplicidade de doce de abóbora caseiro com doce e sorvete de coco, uma verdadeira poesia para o paladar. 



O Thai Brasil é outra casa para incluir no roteiro. Com pegada tailandesa, o restaurante carrega o colorido dos ingredientes do país que inspira a casa. Opções de curry e sopas apimentadas são minhas sugestões para curtir um jantar exótico. Mas se o seu negócio for mesmo exclusividade, procure por Yara Roberts, uma chef viajante que, junto ao marido fotógrafo, abre a própria casa para cozinhar para pequenos grupos de turistas. É o projeto Academia de Cozinha e Outros Prazeres, em que ela propõe menu degustação harmonizado, com receitas brasileiras e ingredientes da região. De cortesia, o conviva ainda se deleita com as histórias de viagem do casal que corre o mundo. 

A Fazenda Bananal, fora do centrinho de Paraty, é um ótimo passeio tanto para crianças quanto para adultos. Lá, se conhece um pouco a história da Estrada Real, cujo casarão colonial é datado de 1846, e se tem contato com culturas agrícolas sustentáveis. Um descolado restaurante foi agregado à estrutura original, servindo cozinha autoral, explorando os ingredientes cultivados na própria horta. 

A produção de cachaça é tradicionalíssima naquelas paragens, portanto, os alambiques viram pontos de visitação curiosos. A Paratiana é uma das produtoras locais mais prestigiadas e sustenta premiações importantes. É possível visitar as instalações gratuitamente. Mas é impossível sair de lá sem arrematar alguns rótulos da branquinha e um dos doces e geleias caseiras vendidos na lojinha do local. 


terça-feira, 14 de novembro de 2017

ROTEIRO: The taste of NYC - Onde comer e beber na Big Apple com muito estilo

Que Nova York é um lugar de infinitas possibilidades de comer e beber isso todo mundo já sabe. A cidade se reinventa a cada ano e novos e incríveis lugares vão surgindo. Dependendo do interesse você pode traçar diferentes opções e curtir tanto um sunset deslumbrante em algum rooftop quanto um jantar inesquecível dentre as várias opções. Fizemos um pequeno roteiro para você desfrutar de bons momentos pela cidade.



ROOFTOPS
O The Press Lounge tem uma vista incrível para o sunset no Rio Hudson e do highline de Manhattan. Gente bonita, ótimos drinks, ao som de jazz, bossa nova e lounge music. Vale a visita apenas para drinks, e claro, chegue antes do pôr do sol. Site: thepresslounge.com


O The Standard (ao lado) é um hotel que é uma atração, começa peça localização Meatpacking District, no início do parque HighLine e tem um rooftop badaladíssimo o LE BAIN, que é bar e balada. Sempre recebe DJ´s famosos. No verão tem pool parties, turma descolada e moderna. Pra quem curte outro tipo de clima e não é da night, no mesmo hotel, no térreo, existe o The Standard Biergarten, lugar para tomar cerveja, dar uma paquerada e conhecer gente.  Site: standardhotels.com



BAR E COCKTAILS

Para quem gosta de cocktails, o Apotheke, que fica em uma rua escondida de Chinatown, tem um certo clima de mistério e é imperdível. Décor super interessante, parece uma laboratório de química do século passado que na verdade se transforma em um palco para criação de bebidas com absinto e ervas. Um verdadeiro show ao paladar e ao olfato. Público jovem, música de balada (sem atrapalhar o papo) e ideal para apreciar bons drinks. Site: apothekenyc.com

RESTAURANTES

O Robert Restaurant é uma excelente pedida para almoço. Com uma vista linda para o Central Park, fica dentro do Museu de Arte no Columbus Circle. O ambiente é uma delícia. Tem um menu sofisticado e contemporâneo por um preço justo. Possui um boa carta de vinhos. Parada obrigatória. Site: robertnyc.com

O Buddakan NYC é ideal para um jantar estiloso, no melhor clima da Nova Iorque do seriado Sex in The City. O Buddakan é o lugar. Com drinks maravilhosos, culinária asiática contemporânea em uma decoração única. À dois ou com os amigos, é um programa imperdível. Site: buddakannyc.com

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

ROTEIRO: 7 Restaurantes imperdíveis em Fortaleza

Nada é mais gostoso numa viagem do que descobrir os segredos da cidade, os lugares frequentados por quem mora nela e saber das coisas. Pensando nisso, fizemos uma seleção de 7 restaurantes imperdíveis em Fortaleza. Lugares que vão lhe surpreender pela gastronomia incrível e os ricos sabores para os mais diversos paladares. Você vai descobrir que a capital cearense tem muito mais do que lindas praias e gente hospitaleira para lhe oferecer.

1 - Embora já tenha filiais espalhadas por quase todo o país (e em breve inaugure sua primeira filial em Miami), a principal flagship do grupo Coco Bambu é parada obrigatória para almoço ou jantar, em plena Avenida Beira Mar, o principal corredor turístico de Fortaleza. O “camarão internacional” segue como o prato “best seller”, mas os meus preferidos são, sem dúvida, o espetinho de camarões na crosta de pão de alho e o “Rede de Pescador” – cataplana que vem com postas de peixe, camarões, lulas, mexilhões e lagostas grelhados com azeite extra virgem. Como sobremesa peça uma torta de côco (servida quente com sorvete de creme) ou “o melhor pudim de leite do mundo”. As caipirinhas daqui são deliciosas, e a carta de vinhos também oferece muitas opções! 

Coco Bambu - Av. Beira Mar, 3698 - Beira Mar, Fortaleza - CE, 60165-121 - Fone: (85) 3198-6000

2 - Nenhum restaurante em Fortaleza é tão fiel às técnicas tradicionais da culinária francesa quanto o L’École, um complexo que reúne restaurante e escola de alta gastronomia num casarão lindo do século XIX, comandado pelo chef Albertino Araújo - Grand Diplome pela Le Cordon Bleu. Só o espetáculo da “esfera de chocolate” que se derrete na sua frente banhada com calda quente de chocolate meio amargo já valeria a visita, mas antes disso você precisa descobrir o “tartare de salmão” em cama de maracujá e o delicioso “fettuccini com camarões ao molho quatro queijos”. Outra opção de prato principal é o frango à Cordon Blue, que vem acompanhado de risoto de parmesão empanado. Você vai se surpreender!

L'École - R. Monsenhor Bruno, 819 - Meireles, Fortaleza - CE, 60115-190 - Fone: (85) 3051-3372


3 – Sob o comando do sócio e maître Azevedo – um cearense que tem na bagagem mais de 20 anos no Antiquarius carioca e dois anos no paulistano A Bela Cintra, o Sobreiro é sem dúvida a melhor cozinha portuguesa do Ceará e uma das melhores do Brasil. Com ambiente contemporâneo, serviço impecável e delícias como o “arroz de pato à portuguesa” e o “picadinho carioca”; minha sugestão vai mesmo para o “Bacalhau à Lagareiro”, que sempre chega dourado por fora e suculento por dentro, laminando desde a primeira garfada. Encerre tudo com uma “sericaia” - tradicional sobremesa ibérica servida com fio de mel de abelha ou o clássico tiramisú regado com creme de cassis. São inesquecíveis!

Sobreiro - Rua Manuel Queirós, 511 - Papicu, Fortaleza - CE, 60176-150 - Fone: (85) 3234-0062

4 - Com ambiente cosmopolita e despretensiosamente sofisticado, o L’Ô é um restaurante que facilmente faria sucesso em São Paulo, Nova York ou Londres. Ocupando um prédio antigo, bem próximo ao Centro Cultural Dragão do Mar e a caminho do centro da cidade, tem foco na gastronomia internacional com toques de “fusion food” e, entre as muitas delícias, você tem que provar o “camarão grelhado com molho curry”, servido com nhoque de mandioquinha, recheado com banana da terra e finalizado com chuva de gengibre confit. Termine tudo com a “tuille de amêndoas”, recheada com mouse de banana com sorvete de pipoca caramelizada. Você vai amar! A carta de vinhos oferece ótimas opções.

L'Ô - Av. Pessoa Anta, 217 - Praia de Iracema, Fortaleza - CE, 60060-440 - Fone: (85) 3265-2288

5 - O casamento de um gaúcho com uma mineira apaixonados pelo Ceará fez surgir o Villa Alexandrini, uma cantina discreta, bem intimista e especializada em risotos. O de camarões da Costa Negra com molho rústico de tomates frescos de São Benedito é simplesmente sensacional. E o de carne de sol com parmesão é uma excelente opção para os que preferem carne. Como entrada não deixe de pedir a “bruschetta em pão de coco” e como sobremesa, a panqueca “a la Campelo”, uma delícia que vem recheada com brownie gourmet e creme de avelã com cacau, servidos em piscina de calda quente de chocolate e acompanhado por sorvete de creme com cerejas confitadas. Sugiro um bom champagne brut para acompanhar tudo!

Villa Alexandrini - R. Frederico Borges, 81 - Varjota, Fortaleza - CE, 60175-040 - Fone: (85) 3267-1049


6 - Com ambiente requintado à meia luz, móveis clássicos e decoração pontuada com réplicas de quadros do pintor italiano que dá nome ao restaurante, o Caravaggio tem na sua cascata de lagostas um dos pratos de frutos do mar mais deliciosos da capital cearense. Um certo “fumado” dá a lúdica sensação de que o prato acabou de ser preparado por pescadores nativos, numa fogueira à beira da praia. Um verdadeiro espetáculo para a visão, olfato e paladar! Como prato principal, peça o filet com “foie gras” e encerre com a “Surpresa Caravaggio”, uma sobremesa gelada, ideal para quem gosta de iguarias bem doces com castanhas picadas. A carta de vinhos e champanhe daqui é uma das melhores da cidade. 

Caravaggio - Rua Professor Dias da Rocha, 199 - Meireles, Fortaleza - CE, 60170-310 - Fone: (85) 3242-4703

7 – Situado num dos corredores mais movimentados da cidade, com decoração minimalista pontuada por obras de arte, alguns totens de joias contemporâneas e um grande bar ao centro, o Moana é uma ode à gastronomia de fusão - com toques especiais de vários sabores tipicamente cearenses. O cardápio atual leva assinatura do chef gaúcho Eduardo Sttiger que criou o “Camarão Chico Anysio”, meu prato preferido. Nele, os camarões são flambados na cachaça branca suave, acompanhados por um delicioso nhoque fresco de batata doce e finalizado com um suave molho de queijo gruyére. Como sobremesa, faça uma viagem pelo inesquecível “crème brûlée de rapadura” e finalize com uma dose da cachaça premium cearense Cedro do Líbano. 

Moana - Av. Dom Luís, 55 - Meireles, Fortaleza - CE, 60160-230 - Fone: (85) 3181-7001

segunda-feira, 1 de maio de 2017

DESTINO: Lower East Side - Prove um pouco do bairro mais alternativo de Nova Iorque

Todos conhecem os clichês que colocam Nova Iorque como a cidade mais cosmopolita do mundo, mas a grande maioria dos turistas deixa de visitar o bairro que hoje esta a frente da grande metamorfose que sofre a cidade desde que o crime deixou as ruas de Manhattan nos anos 90. O Lower East Side, construído por imigrantes judeus vindos do Leste Europeu no século XIX, é hoje o bairro mais alternativo de Nova Iorque concentrando um número impressionante de galerias de arte, estúdios de tatuagem, pequenas butiques, bares alternativos e bons restaurantes. Quem visita hoje o bairro vê poucas referencias ao seu passado religioso. Sobraram apenas algumas Sinagogas e pequenas lojas de comida kosher para contar história.

Hoje os antigos prédios de tijolo a mostra com a emblemática escada de incêndio preta são o novo lar de jovens que fogem da pompa e estilo dos bairros altos de Manhattan que abrigam os yuppies e banqueiros. Os novos moradores do Lower East convivem com famílias de imigrantes de todos os cantos do mundo que fizeram a vida no bairro. O resultado é um caldeirão cultural que faz deste um dos bairros mais interessantes de Nova Iorque.
 

Comece o dia com um café da manhã na tradicional Katz Deli na esquina da Ludlow com a East Houston St. Um dos únicos sobreviventes de décadas passadas, o Katz é uma Deli tradicional de Nova Iorque que vale pelo cenário e o sanduiche gigante de rosbife. Se preferir já entrar no clima alternativo do bairro caminhe pela rua Ludlow, cheia de pequenos  restaurantes que servem café da manhã. O Spitzer’s Corner na esquina com a Rivington tem mesas disputadas, principalmente no balcão de onde se tem a vista ideal do movimento da rua. O mais interessante do Lower East é vagar pelas ruas observando as pequenas lojas e a fauna humana que habita as calçadas. O bairro ainda tem aquele tempero interessante que mistura o moderno com o decadente. Para quem curte arte e moda não faltam pequenas galerias e butiques para descobrir.
 


Os bons de garfo e amantes da gastronomia precisam conhecer o tradicional mercado municipal da Rua Essex com a Rivington e desbravar os restaurantes da Rua Orchard, que virou um dos melhores pontos gastronômicos da cidade. Entre as opções, especialidades inusitadas como o The MeatBall Shop, que tem um cardápio com pratos a base de almondegas e esta sempre lotado. Depois do almoço vale conferir a fábrica de sorvetes, “Il Laboratorio Del Gelato” em frente ao Katz.



Apesar dos atrativos diurnos é à noite que a vida no Lower East esquenta. Na contra mão das casas noturnas de outros bairros da cidade que exigem que o cliente esteja na estica e de bolso cheio para pagar por uma mesa, no Lower East predominam os bares e lounges alternativos que tocam de Rock a música indiana sem restrições. Vale conferir o Piano’s, que tem uma pequena pista no segundo andar onde toca de tudo e uma sala acústica nos fundos com um palco dedicado a bandas de Rock independente. Nessa última cobra-se um ingresso de acordo com a banda, já no restante da casa a entrada é livre. O local resume bem o estilo do Lower East, do público eclético à decoração bizarra com bichos das selvas africanas.  Depois da balada faça um pit stop no Mikey’s, uma pequena birosca com um hambúrguer delicioso. A vida é tão boa no Lower East que alguns turistas já estão aprendendo que vale a pena se hospedar por lá. Os primeiros hotéis butiques já abriram suas portas no bairro. Na próxima visita confira os preços no Hotel at Rivington e experimente o bairro como um local em grande estilo.


Acesse o site www.lowereastsideny.com para um guia completo do bairro.

SERVIÇO
Pianos • 158 Ludlow Street, New York City • 212.505.3733 - www.pianosnyc.com
Mikeys Burger - 134 Ludlow St (between Rivington St & Stanton St) • 212-979-9211
Il Laboratorio Del Gelato - 188 ludlow street (at east houston), 10002 - 212 343 9922 -
www.laboratoriodelgelato.com
The MeatBall Shop - www.themeatballshop.com
Spitzer’s Corner - 101 Rivington Street, 10002 - (212) 228-0027 - www.spitzerscorner.com
Katz Deli - 205 EAST HOUSTON STREET, 10002 - (212) 254-2246 - www.katzsdelicatessen.com/

terça-feira, 22 de março de 2016

DESTINO: Sob o sol da Toscana - Um roteiro pelas belas praias da região, com refúgios do verão italiano, alta gastronomia e muito dolce far niente


Não à toa a região da Toscana é cenário de filmes que exaltam algumas das melhores coisas da vida. Com forte apelo campestre, com colinas, bosques e vinhedos, a região guarda um trunfo entre suas árvores: belíssimas praias pouco exploradas, com charmosos vilarejos, clubes de praia, hotéis glamourosos e claro, excelentes vinhos e frutos do mar. Pensando nisso traçamos o roteiro “Toscana Al Mare”, que transportará qualquer turista para os filmes de Franco Zeffirelli e Pier Paolo Pasolini.

Começando por Roma, cidade cercada de história, com suas ruínas, sua arte, moda, e gastronomia ímpar, a dica é se hospedar no icônico Hotel Hassler. Recém remodelado, tem um pitoresco terraço, agradável ambiente para desfrutar de alguns drinks no final da tarde com vista para a cidade, antes do jantar no restaurante estrela Michelin do hotel.  O programa inclui hospedagem de 3 noites na cidade.






A duas horas dali está Porto Ercole, onde os viajantes se hospedarão por 3 dias no hotel Il Pellicano. Considerado o refúgio de verão de jet-setters, o local possui uma praia privativa, onde são servidos aperitivos e outros mimos, cenário perfeito para beber e comer bem, desfrutar do sol e encontrar gente interessante. Inaugurado há 50 anos, o hotel já hospedou nomes como Sophia Loren e Emilio Pucci, e hoje, recém renovado, conta com 50 quartos e restaurante Michelin comandado pelo chef Sebastiano Lombardi.


L’Andana, do renomado chef Alain Ducasse
Após o luxo supremo no Il Pellicano, a rota segue para Castiglione della Pescaia, em percurso de 1h30 até o hotel L’Andana, do renomado chef Alain Ducasse. A paixão do chefe francês pela Toscana o fez criar o resort, com 500 hectares, localizado em Maremma, no sul de Chianti e Siena, e a poucos passos de distância de Grosseto. Além da gastronomia excepcional do hotel, os hóspedes poderão curtir dois dias na bela região, que entre o azul do mar e o verde das colinas, possui um belíssimo burgo, cercado por ruelas floridas com pequenos bares e restaurantes típicos.

A viagem segue no décimo dia em direção a Florença, capital e maior cidade da região Toscana, com hospedagem no luxuoso hotel Savoy. Localizado no centro histórico da cidade, o cinco estrelas está próximo às principais atrações turísticas de Firenze. A sugestão é fazer um passeio a pé pela cidade e visita à Galleriadell' Accademia, para apreciar a impressionante escultura de David, de Michelangelo e a Galleria degli Uffizi, um dos museus de pintura e escultura mais famosos e antigos do mundo. Perto de Florença, há duas praias charmosas e bucólicas, que se pode visitar no estilo bate-e-volta: Viareggio, onde ficam estaleiros famosos, e Forte dei Marmi, uma graça de balneário com boutiques, cafés e gente bonita por toda parte.

O roteiro como esse de 13 dias fica em torno de € 3.530 por pessoa e inclui: 3 noites em Roma, 3 noites em Porto Ercole, 2 noites em Firenze, com hospedagem, café da manhã diário e locação de carro. 

SERVIÇO:
Interpoint Viagens e Turismo - Tel: +55 11 3087-9400 - www.interpoint.com.br

quarta-feira, 6 de maio de 2015

ROTEIRO: Três projetos que têm cuidado da vida marinha de Fernando de Noronha que vale à pena conhecer

Conhecer Fernando de Noronha é observar a natureza de perto, conhecer como funciona seu ecossistema e como a força da natureza está presente no Arquipélago. Observar a vida marinha é um dos grandes atrativos da Ilha. Selecionamos três projetos que fazem a alegria dos turistas que visitam Noronha e das pessoas envolvidas em preservar tudo isso para as próxima gerações.

PROJETO NAVI – NATUREZA VIVA

Em Noronha se você olhar pra baixo, o que vê? A depender de onde você esteja pode ver muita vida marinha. Essa é a proposta do Projeto Navi, uma visão do fundo do mar sem a necessidade de mergulhar.

Muita gente tem medo ou é impossibilitado de realizar mergulhos por questões de saúde e para não ficar a ver navios (a não ser que sejam as embarcações afundadas) basta um passeio em um barco com fundo transparente. O projeto nasceu com o conceito de “turismo de expedição cientifica” e foi desenvolvido por uma equipe multidisciplinar com o objetivo de desenvolver um programa onde o participante vivenciasse um ensaio de expedição oceanográfica.


A embarcação é uma hidronave com inovadora tecnologia, projetada para abrigar a maior lente de visão subaquática do mercado civil (3m x 2m). Quem já assistiu Os Jetsons (desenho futurístico dos ano 80) vai achar que o desenho virou realidade diante de um design tão moderno e arrojado. A visão do fundo do mar acontece através de uma placa transparente no chão da moderna embarcação. Durante o passeio, de 1h30, um guia dá detalhes sobre as espécies. O Navi permite conhecer o fundo do mar com plena visão submarina, sem precisar se molhar e com total segurança. Acessível a todas as idades e sem contraindicações.

GOLFINHO ROTADOR

Entre tantas maravilhas que se tem para ver e viver em Noronha ter a companhia dos golfinhos durante os passeios de barco e mergulhos é sem dúvida espetacular. Para cuidar e preservar a espécie o Projeto Golfinho Rotador foi criado em 1990 fruto parceria do Centro Mamíferos Aquáticos, um centro de fauna especializado do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade / Ministério do Meio Ambiente, com o Centro Golfinho Rotador, uma organização não governamental socioambiental de Fernando de Noronha e com a Petrobras, o patrocinador oficial do projeto.


O golfinho rotador é um golfinho oceânico e tropical que vive em agrupamentos de 3 a mais de dois mil indivíduos. É a terceira espécie de golfinho mais abundante do mundo e tem o nome popular de golfinho-rotador ("spinner dolphin") por conta do seu comportamento de saltar fora d`água e realizar até sete rotações em torno do próprio eixo, um espetáculo como nem um outro.

O Projeto Golfinho Rotador busca conscientizar a comunidade noronhense para a preservação ambiental,  capacitar adolescentes ilhéus para trabalharem com ecoturismo,   fornecer subsídios ao desenvolvimento de uma sociedade sustentável na ilha,  melhorar a qualidade dos serviços em ecoturismo oferecidos em Fernando de Noronha, estudar a história natural  e a interação dos golfinhos em Fernando de Noronha com outras espécies e com o homem, além de propor normas de preservação dos golfinhos-rotadores.

Mirante dos Golfinhos – E para quem quer ter acesso aos golfinhos e conhecimento sobre eles, o point na ilha é o Mirante dos Golfinhos. O acesso ao Mirante é feito por uma trilha de 1 km, a partir do estacionamento da Baía do Sancho e de lá se pode observar os ninhais de aves marinhas das encostas das baías. 

De segunda-feira a sábado, das 5h30 até uma hora após a saída do último golfinho, os pesquisadores do Projeto Golfinho Rotador ajudam os visitantes a compreender o comportamento dos rotadores e a importância da Baía dos Golfinhos, ministrando palestras, respondendo perguntas, distribuindo "folders" e emprestando binóculos (a partir das 7 horas da manhã). 







O Projeto Tamar nasceu nos idos dos anos 70 no sul do país quando as tartarugas marinhas já estavam na lista dos animais em risco de extinção. Espalhado em várias partes do Brasil onde há a necessidade de conservação e pesquisa em prol das tartarugas o Tamar tem endereço também em Fernando de Noronha.


Na ilha desde 1984 com pesquisas e ações de preservação o projeto só inaugurou o Centro de Visitantes de Fernando de Noronha foi inaugurado em 1996, quando o arquipélago se tornou um grande destino de ecoturismo no país. O centro possibilitaria expandir o conhecimento e a necessidade da preservação ambiental para evitar a extinção das tartarugas.

Atualmente o Centro de Visitantes - Museu Aberto da Tartaruga Marinha do Projeto Tamar de Fernando de Noronha recebe cerca de 40 mil visitantes/ano e ninguém sai de lá sem ser tocado pela necessidade de cuidar do meio ambiente e da nossa fauna marinha.

Quanto às instalações do espaço, o Tamar buscou alternativas ecologicamente corretas como madeira certificada, de reflorestamento; reciclagem de containers marítimos e estruturas instaladas sobre pilotis removíveis para não impermeabilizar o solo, afinal respeito ao meio ambiente começa em “casa”.

Anote esse três roteiros e na próxima ida à Noronha não deixe de conhecer.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

DESTINO: Açores, o arquipélago português que é pura magia e deslumbre

Visitar os Açores é conhecer um verdadeiro Éden no meio do Oceano Atlântico: uma paisagem exuberante, uma flora luxuosa com incontáveis tons de verde, as cores de suas afamadas hortênsias e uma vista soberba para o azul celeste do mar. O arquipélago é composto por nove ilhas de origem vulcânica de beleza inigualável. Apesar da proximidade entre as ilhas, elas possuem características e identidade próprias, que vão desde a cozinha, a flora e a historicidade.  A simpatia e hospitalidade dos açorianos é uma surpresa à parte.

As datas de descobrimento do arquipélago são uma incógnita, alguns historiadores afirmam que desde 1351 já existiam designações sobre a existência das ilhas em mapas Genoveses, no entanto tornou-se mais forte a tese de que o arquipélago foi descoberto em 1431, pelo navegador português Gonçalo Velho. O nome do arquipélago deriva das primeiras aves que foram avistadas na região, os Açores. Durante os séculos XV e XVI, portugueses e flamengos colonizaram as ilhas e trouxeram para a região o gado que veio a se tornar um dos fatores marcantes para a economia e cozinha açoriana.
O arquipélago dos Açores divide-se em três grupos: o Grupo Oriental constituído por São Miguel, Santa Maria e os ilhéus das Formigas; o Grupo Central com Terceira, Faial, Pico, São Jorge e Graciosa e o Grupo Ocidental, formado pelas ilhas das Flores e Corvo. A MENSCH visitou quatro das principais ilhas do arquipélago: São Miguel, Terceira, Pico e Faial.


Ilha de São Miguel

São Miguel é a maior das Ilhas do Arquipélago dos Açores, considerada a mais diversificada e apelidada de “Ilha Verde” por suas inebriantes paisagens naturais e extensão das suas pastagens, que se dividem em 65 quilômetros de comprimento.  Conhecida pelas suas Lagoas de rara beleza São Miguel possui uma paisagem de tirar o fôlego. A deslumbrante Lagoa das Sete Cidades, localizada ao fundo da Caldeira vulcânica de Sete cidades e a Lagoa do Fogo com suas águas cristalinas compõem a paisagem estonteante da região e possuem muita procura nos verões europeus. Na proximidade das lagoas os vilarejos oferecem arquitetura histórica, comida caseira local e o clima bucólico do campo. Além das margens, é possível apreciar a beleza das lagoas dos inúmeros miradouros ao seu redor como o Miradouro da Vista do Rei e do Cerrado das Freiras.

O ponto mais alto da ilha situa-se no leste, o Pico da Vara, que fica a cerca de 1103m de altura, proporciona a contemplação de um visual inesquecível, dali é possível ver a capital de São Miguel, a cidade de Ponte Delgada. Apesar da aparente tranquilidade, na cidade é possível encontrar bares, bons restaurantes e monumentos históricos. Outro ponto de interesse imperdível na ilha é o Ilhéu da Vila Franca, uma reserva natural que fica a cerca de 1 km da costa, encontrando-se em estado praticamente selvagem, mas só pode ser visitado no verão. 

O afamado Vale das Furnas ficou conhecido pelas fontes de águas vulcânicas ferventes que funcionam como uma espécie de fogão natural, no qual é colocada uma panela debaixo do solo e por longas horas é preparado o cozido açoriano. Bastante similar com o nosso cozido no Brasil, essa é uma versão com os mais deliciosos enchidos, certamente uma iguaria imperdível. Os queijos advindos do gado dos Açores é outra preciosidade da culinária da ilha que vai desde sabores mais intensos aos queijos tradicionais. A caldeirada de peixe, os mariscos e o Bolo de Lêvedo são um show à parte. E não deixe de visitar as plantações de ananás (uma espécie de abacaxi português) e as plantações de chá. Outra atração obrigatória é a visita a Poça da Dona Beija, uma piscina termal, de águas férreas, com temperaturas que rondam os 30ºC, indicadas para fins terapêuticos como o fortalecimento cutâneo, uma forma prazerosa de relaxar após um dia de caminhada.

A ilha de São Miguel é acessível através dos principais aeroportos europeus, via Lisboa, Estados Unidos e Canadá, ou através de voos de ligação entre as restantes ilhas pela empresa aérea Sata. Nos meses de Verão, é possível fazer a travessia por barco, que liga a outras ilhas do Grupo Central do Arquipélago Açores.

Ilha Terceira

A ilha situada no grupo central do Arquipélago, é conhecida pela sua forma elíptica, com uma área de cerca de 29 quilômetros de comprimento, é a terceira maior do grupo. No entanto, ganhou esse nome por que foi a terceira ilha do arquipélago a ser oficialmente descoberta. E tem como capital a belíssima Angra do Heroísmo, repleta de casarios históricos muito bem preservados, a ilha encanta por sua beleza natural e monumental.  O centro de Angra foi classificado como Patrimônio Mundial pela UNESCO. Sugerimos que faça o passeio a pé se perdendo pelas ruelas históricas.

A Igreja Matriz reflete a arquitetura religiosa local com pórticos ogivais e capelas manuelinas. Já a Igreja de São Sebastião possui em seu interior a grande pintura mural em afresco, constituída por cinco painéis que representam São Martinho, Santa Bárbara, a aparição de Jesus a Madalena, São Sebastião e São Joaquim e Sant’ana. Os Paços do Concelho caracterizam a arquitetura local e remontam ao século XVI. Devido ao seu posicionamento geográfico, desde o seu descobrimento a Ilha Terceira desempenhou um papel importante sendo ponto de paragem para as grandes embarcações dos Descobrimentos Portugueses.
A diversidade geográfica da ilha demonstra um pouco de sua versatilidade e justifica sua importância histórica para Portugal. Na zona central da ilha é predominante a suntuosa baixa da cratera da caldeira de Guilherme Moniz e pelas numerosas crateras com lagoas. Na caldeira poderá visitar o Algar do Carvão e em seu interior as paredes e teto da abóbada estão cobertas com estalactites de sílica e no chão formam-se estalagmites.

A saliência suave da Serra do Cume é a protagonista da extremidade ocidental. Já o leste é marcado pelo cone vulcânico e extensa caldeira da Serra de Santa Bárbara. Santa Bárbara é o ponto mais alto da ilha, com cerca de 1022 metros de altitude, e de onde se tem um inesquecível panorama sobre a mesma, com uma densa vegetação, aldeias pitorescas e uma grande diversidade de fauna. A vista ainda oferece a contemplação dos mais diversos tons azulados do Oceano Atlântico; é um passeio imperdível. A região vinícola de Biscoitos oferece uma paisagem diferenciada, ali se produz o afamado vinho Verdelho dos Biscoitos. E ainda, é possível conhecer o balneário de Biscoitos com piscinas naturais de água azul que contrastam com o negro das formações vulcânicas.

A Terceira também se destaca pelas tradições folclóricas, da qual é exemplo a Festa do Espírito Santo, celebrada anualmente em Maio e as típicas touradas à corda. Outro fator de destaque é a rica culinária terceirense que contempla iguarias regionais como as alcatras de carne e peixe, as sopas do Espírito Santo, e claro, uma enorme variedade de pratos com peixe fresco e marisco. Os doces conventuais, os vinhos e licores também são um convite aos prazeres da ilha. Não deixe de visitar o Museu do Vinho, onde poderá degustar uma infinidade de sabores. 

Ilha do Pico

A ilha do Pico caracteriza-se pela sua montanha majestosa, cujo pico dá o nome a ilha, e se trata da maior elevação do território português. É sem dúvida uma das ilhas mais bonitas dos Açores, causando um grande impacto para os que a visitam. A história da ilha do Pico foi construída sobre a já extinta prática da caça à baleia e sobre as suas tradicionais adegas. É a segunda maior ilha do arquipélago, mas com um clima pacato e bucólico. Sua paisagem mistura a rocha magmática e uma vegetação exótica, a ilha é hoje um indiscutível polo de atração para cientistas, aventureiros, turistas e exploradores. Na reserva florestal da Quinta das Rosas poderá apreciar diversas dessas espécies.
Em 2004, a UNESCO classificou a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico como Património da Humanidade. Seu estilo peculiar de plantio das uvas, produzido nos célebres currais e a construção de embarcações de pesca em madeira são ícones desta ilha. É imperdível visitar o Museu do Vinho da ilha e a Adega cooperativa. Com um solo pouco propício à agricultura e à criação de gado, a ilha se especializou em atividades relacionadas com a pesca, o vinho e as frutas.

Já a caça às baleias deu lugar, nos últimos anos, ao estudo e à observação de baleias, golfinhos e outros mamíferos marinhos, bem como aos olhares curiosos dos turistas, as excursões saem a partir da Madalena ou das Lajes.  Se quiser conhecer melhor a relação entre as baleias cachalote e a ilha é interessante conhecer o Museu Industrial que fica em São Roque do Pico, e está instalado na antiga Fábrica das Armações Baleeiras, onde existem instrumentos e ferramentas utilizadas na transformação da baleia em produtos como a farinha e o óleo. E o Museu dos Baleeiros localizado em Lajes do Pico, que reúne peças em osso e dente de baleia, assim como diversas ferramentas utilizadas na caça à baleia.

 O Pico apresenta alguns dos melhores locais para aproveitar o clima de ilha e para nadar nos Açores, é frequente o aparecimento temporário de bancos de areia nas suas belas baías.  Sendo também a ilha ideal para quem procura esportes radicais e trilhas. A escalada ao Pico, com 2351 m de altitude, é um desafio para todas as idades e para quem tem espírito de aventura. Da montanha, tem-se uma vista espetacular sobre as restantes ilhas do Grupo Central. Para escalar o Pico, deve procurar guias especializados, a escalada é tranquila desde que se conheçam as intempéries do clima e do terreno. As viagens para o Faial e São Jorge podem ser feitas num barco, que percorre em trinta minutos a curta distância entre as ilhas. A culinária da ilha se destaca pelos mariscos e peixes, mas o vinho sem dúvida é a maior atração.


Ilha do Faial

O Faial é uma das ilhas mais vibrantes e animadas do arquipélago. O porto da Horta é cheio de vida, restaurantes e bares. Reza a lenda que todos os que passam pelo porto têm de deixar uma marca nos seus muros para garantirem uma viagem segura, lá será possível ver as diversas pinturas e desenhos deixados por embarcações de todo o mundo. Nesta parte da ilha é obrigatória uma parada no Peter’s Café Sport. É o bar mais famoso no itinerário dos marinheiros e turistas que ali desembarcam. O interior é decorado com temas náuticos e no exterior encontramos a escultura de uma baleia.
O Faial se diferencia das demais ilhas por suas impressionantes crateras cobertas de plantas verdejantes. A paisagem irregular é uma característica da ilha, proporcionando enormes elevações onde se pode contemplar a sua beleza. Numa dessas elevações, a capela da Nossa Senhora do Pilar se destaca proporcionando ao visitante uma vista de tirar o fôlego sobre a cidade da Horta e a Ilha do Pico da qual já falamos. A pitoresca cidade destaca-se entre as ilhas pelo seu acervo arquitetônico como a Igreja de São Salvador, Igreja de Nossa Senhora do Carmo, e a Igreja de São Francisco, que possui conjuntamente o Museu de Arte sacra e o Museu da Horta. 

A ilha também é voltada para a prática do mergulho de profundidade ou de superfície. A vida marinha do Faial é muito procurada por sua diversidade com variadas cavernas e formações de corais. E com sorte ainda pode ver golfinhos. As excursões de barco para ver os golfinhos e as baleias são diversão garantida. Apesar das baleias poderem ser avistadas ao longo de todo o ano, a probabilidade é maior na Primavera. 

Um passeio imperdível na ilha é a visita ao complexo vulcânico do Capelo, na Ponta dos Capelinhos. A paisagem difere de todo o arquipélago, e da própria paisagem verdejante das ilhas Açorianas. Uma beleza árida e vulcânica demonstra a força da natureza. Este foi o último vulcão em erupção na ilha, com uma peculiaridade, sua erupção foi presenciada e registrada. E pode ser contemplada no complexo que conta com um museu que narra a história do vulcão. A escalada ao Vulcão é um dos passeios mais deslumbrantes e únicos da Ilha do Faial. 

Outra atividade imperativa aos amantes da natureza e de trilhas é o passeio a Caldeira do Faial, esta trilha inicia e termina junto ao miradouro da Caldeira e tem a duração de cerca de duas horas e meia. É uma trilha que pode ser percorrida com facilidade e que por isso não tem sinalização. Não se pode descer até ao fundo da Caldeira, em virtude da ser uma Reserva Natural. No que diz respeito à gastronomia da ilha não deixe de experimentar o polvo guisado com vinho, o caldo de peixe e a caldeirada, são iguarias deliciosas. Entre os doces, as Fofas do Faial são imperdíveis.

O arquipélago dos açores comunga de ilhas de rara beleza, cada uma com sua peculiaridade. Ao mesmo tempo em que possuem extraordinários legados da natureza, revelam traços singulares nas paisagens, tradições, gastronomia ou arquitetura. Os Açores é um lugar imperdível, um local de muitas emoções, que pode proporcionar diferentes tipos de experiências. Basta escolher a sua e fazer as malas.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

ROTEIRO: A nova Nova York com dicas incríveis para curtir a "capital do mundo" em grande estilo

Que Nova York é uma cidade incrível que reúne um pouco de tudo que existe no mundo de forma harmônica e atraente, todo mundo já sabe ou conhece. Considerada justamente por isso como a “capital do mundo”, NY tem que estar sempre se reinventando e descobrindo novos lugares e atrações para manter esse título sempre atual. A MENSCH esteve lá e trouxe um pouco dessas novidades que tomaram conta da cidade e já viraram point para turistas e moradores da cidade. São dicas que mostram a nova New York para quem quer comer bem, se divertir e fica bem hospedado. Existe muito mais coisas, que depois voltaremos a falar sobre o assunto, mas selecionamos algumas que tem se destacado para seu próximo roteiro de viagem. Enjoy it!

HIGH LINE
Com um projeto paisagístico e arquitetônico incrível a antiga Ferrovia Central de Nova York, construída entre 1929 e 1934, entre a 9ª e a 11ª Avenida cedeu espaço para o parque conhecido como High Line. Antes a ferrovia era conhecida como “Live Line”, a Linha de Vida de Nova York. Construída para transportar produtos para abastecer a cidade, o elevador deixou de funcionar em 1980. Em 1999 a Prefeitura decidiu por sua demolição, até que dois residentes decidiram criar uma associação chamada “Amigo do High Line” e conseguiram evitar sua demolição. Até que em 2002 o Prefeito Michael Bloomberg – que governou até 2013, garantiu fundos para que fossem investidos nas obras do parque, que inclusive abriga o Instituto Artístico e Criativo de Nova York. Inaugurada em 2009 – o primeiro segmento do parque, entre a West 20th Street, e finalmente, o trecho da West 20th Street a West 30th Street foi entregue ao público em 2011. A High Line virou uma referência mundial de urbanismo e arte com exposições ao ar livre, o espaço tem atraído todo o tipo de público e proporcionado uma maior interação pessoas/arte. 


Ao longo de 2,5 km, a High Line fica a 8 metros de altura e atravessa 3 bairros até então pouco visitados pela maioria dos turistas: Meatpacking District and West Chelsea. A manutenção do parque é mantida com o apoio do New York City Department of Parks & Recreation, uma entidade sem fins lucrativos que trabalha para garantir que o High Line mantenha-se como um espaço público para todos. A prefeitura cuida da segurança do local. Com seus jardins e áreas para admirar a vista do rio Hudson, a High Line desde sua abertura já teve a visita de 8 milhões de pessoas, turistas ou nova-iorquinos, e já arrecadou R$ 1,8 bi com a valorização da área. E com tudo isso veio o desenvolvimento da região com a reforma de prédios antigos e construção de novos. Site oficial: www.thehighline.org



Dê um giro pela High Line: 


THE STANDARD E LE BAIN
Cheio de estilo o The Standard Hotel fica localizado no coração do Downtown Manhattan suspenso sobre a High Line. Esse hotel conceito, de 18 andares, um dos mais exclusivos da Big Apple, oferece o máximo em conforto, assim como uma espetacular vista de Nova York e do Rio Hudson. Na sua cobertura fica o bar/boate Le Bain, com um som de última geração e frequentado por gente descolada atrás de curtir DJs mundialmente famosos que passam por lá. Durante o verão, há uma piscina de mergulho na pista de dança e uma creperia no terraço coberto. Uma experiência verdadeiramente única!  www.standardhotels.com



9/11 MEMORIAL MUSEUM
O roteiro agitado de Nova York pedia uma parada para refletir e sentir o que marcou essa cidade (e o mundo) - a tragédia de 11 de setembro de 2001. Inaugurado em maio deste ano, o 9/11 Memorial Museum ao mesmo tempo faz uma homenagem e nos faz refletir sobre a tragédia. O projeto assinado pelo arquiteto Michael Arad e paisagismo de Peter Walker, foi escolhido por meio de um concurso internacional que recebeu 5.201 propostas de 63 países. Do lado de fora duas cascatas de 9 metros, as maiores da América do Norte, deságuam para um vazio central. Em suas bordas, os nomes das quase 3000 vítimas da tragédia. Dentro do museu estão expostas peças e lembranças do que foi o World Trade Center. Destaque para o carro de bombeiros e os pilares de ferro retorcidos que dispensam comentários. www.911memorial.org/




TIMES SQUARE
A clássica história do boxeador Rocky, sucesso no cinema com Sylvester Stallone, estreou na Broadway neste ano e já virou um sucesso (em breve voltará à cartaz). Imperdível, o musical dirigido por Alex Timbers é protagonizado pelos atores Andy Karl e Margo Seibert, custou mais de US$ 16,5 milhões e tem lotado o Winter Garden (que antes foi palco do clássico “Cats” por 18 anos) com uma espetacular e versátil cenografia, além do uso de vídeos que impressionam. www.rockybroadway.com. 

Por falar em Broadway, se você quiser ficar hospedado bem no meio disso tudo a dica é o Row Hotel (site). Moderno, agitado e cheio de estilo, fica na 8a av. entre a 44st e a 45st. Detalhe para a rua 46 lotada de ótimos restaurantes, de acordo com a classificação Hell's Kitchen/Clinton, entre outros, o italiano Lattanzi (site) e o francês Le Rivage (site). Por falar em restaurante, não perca o Eataly (site), um complexo gastronômico italiano que já virou atração turística. Apontado como a Macys do público gourmet, o local é um verdadeiro deleite com uma variedade enorme de opções de vão desde uma lanchonete, restaurante, açougue... até uma feirinha de verduras, peixaria, loja de decoração e sorveteria. Tudo isso junto e misturado. Localizado no Flatiron District, o do Flatiron Building, nas proximidades da 5a avenida e 23rd st., é um programa imperdível. 


Dê um giro pelo Eataly: 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

ROTEIRO: Um roteiro com oito bares incríveis para curtir os clássicos do jazz em Nova York

O Jazz é um ritmo tipicamente norte-americano, já que nasceu nos Estados Unidos por volta do século passado, mas precisamente em New Orleans. O estilo musical começou nas comunidades negras, que misturavam as tradições musicais, utilizando todos variados tipos de instrumentos. Vale também frisar que por conta da aceitação no mundo, o Jazz se adaptou a muitos estilos locais, ganhando uma infinidade de variedades melódicas, como o Jazz latino, por exemplo. Desde que os melhores músicos de Chicago migraram para Nova York, na década de 1920, a megalópole se tornou a “Meca” do Jazz, abrigando quase todos os seus estilos dos últimos setenta anos, tornando-se a capital do Jazz. Hoje em dia é possível encontrar opções por toda parte e para todos os bolsos, das sofisticadas casas no Village, como a Blue Note, aos bares mais antigos e aconchegantes do Harlem. Fizemos uma pequena lista para quem pretende visitar a Big Apple e é fã deste estilo musical incrível. Enjoy it!


55 BAR A primeira parada é no 55 Bar, que funciona desde 1919, recebendo sempre os nomes mais importante do Jazz e do Blues. O local é um daqueles clubes pequenos que vemos em filmes, aconchegante e com jeito de antigo. A rusticidade do lugar conta com um grande balcão e uma luz baixa dando uma atmosfera mais intimista. O esquema no 55 Bar é bem simples: você paga US$ 10,00 pela apresentação e precisa consumir no mínimo duas bebidas, entretanto, se você ficar a noite toda consumirá mais que isso, ainda mais embalado pela música que é de primeira qualidade. Site: http://55bar.com/
Endereço: 55 Christopher Street 7th Avenue

ARTHUR´S TAVERN NYC A “Taverna do Arthur” diverte o público desde 1937, com muito Jazz e Blues. O local é uma boate reconhecida internacionalmente num edifício histórico em West Village, coração de Nova York. Por lá, todos os estilos de Jazz, blues, Rhythm & blues e música Jazz Dixieland, todas as noites da semana, alias, dizem que é a casa tem a melhor noite de segunda-feira da cidade, com o Grove Street Stompers Dixieland Jazz Band. Site: www.arthurstavernnyc.com
Endereço: 57 Grove Street

BIRDLAND JAZZ O local foi simplesmente descrito como a ‘’Esquina do Jazz do Mundo’’ por Charlie Paker, não só pela casa, mas também pela excelente qualidade dos shows. A Birdland, recebeu este nome em homenagem a Charlie, mestre do saxofone, que era conhecido como “BIRD” . Desde o ressurgimento do clube, da cidade de Manhattan foi tratado para alguns dos melhores jazz do planeta, incluindo os conjuntos memoráveis de músicos como Oscar Peterson, Pat Metheny, Diana Krall, Roy Haynes, Legrand Michel, Dave Brubeck, Pat Martino, Tony Williams, Hank Jones, Michel Petrucciani, Maynard Ferguson, Freddie Hubbard, Marian McPartland, John Pizzarelli, Kurt Elling, Joe Lovano, McCoy Tyner, Michael Brecker, Clark Terry, Ron Carter, Jon Hendricks, George Shearing, James Moody, Yellowjackets, John Scofield, Phoebe Snow, Dave Holland, e Tito Puente, bem como as grandes bandas de Chico O'Farrill, Duke Ellington, Toshiko Akiyoshi, e Maria Schneider. Além disso, Birdland é o lar de tais eventos musicais populares como o Festival de Jazz de NYC.
Site: http://www.birdlandjazz.com/
Endereço: 315 West 44th Street [btwn. 8th and 9th]

BLUE NOTE JAZZ É um dos mais refinados restaurantes e clubes de Jazz de Nova York, com filiais em Milão, Tokyo e Nagoya. A tradição da casa é revelar novos talentos do Jazz como Sarah Vaughn, Lionel Hampton, Dizzy Gillespie, Stanley Turrentine, Oscar Peterson, Ray Brown, and Tito Puente, os quais chamavam o Blue Note Jazz de “minha casa”. Não se surpreendam se nomes como Stevie Wonder, Tony Bennett, Liza Minelli, ou Quincy Jones forem chamados para cantar ao vivo no palco, porque eles costumam a frequentar o espaço e sem aviso dão aquele pocket show.
Site: www.bluenote.net/newyork/index.shtml
Endereço: 131 West com 3rd Street e 6th Avenue  


SMALLS JAZZ CLUB A casa conta com apresentações de pelos menos três bandas diferentes por noite, o interessante, é que lá, você pode levar sua própria bebida e quem chega cedo não paga entrada. Há nomes com Myron Walden, tocando sax, Bem Wolfe e Spike Wilner. Vale a pena conferir o site oficial que é bem legal para conferir a agenda. Site: http://www.smallsjazzclub.com
Endereço: 183 West 10th Street [7th Avenue]

SMOKE JAZZ CLUB Localizado no Harlem, Smoke Jazz e Supper Club Lounge apresenta o que tem de melhor no mundo do Jazz, todos os dias da semana. Mesa à luz de velas, cadeiras com assento de veludo, luminárias antigas e um histórico bar, criam um ambiente onde o Jazz está devidamente caracterizado e ganhando vida. O som acústico é excelente e envolvente. Complementando o som perfeito do Jazz Clássico, o Bistrô serve pratos típicos da culinária americana assinados pela elogiada chefe Patrícia Williams. Um bom programa para os olhos, ouvidos e o estômago. Site: http://smokejazz.com
Endereço: 2751 Broadway [106th St]

SWING 46 A Swing também é lotada sete noites por semana, com bandas ao vivo. Uma particularidade desta casa, é que ela é uma das poucas que ainda exige o dress code cocktail, e não permite a entrada com jeans ou tênis. A comida também é de primeira, com um menu muito sofisticado, com saladas, ostras e comida orgânica. O preço da entrada varia entre U$$7,00 e U$$12,00.
Site: http://www.swing46.com
Endereço: 349 W. 46th Street [Entre a 8th & 9th Aves.]

VILLAGE VANGUARD O clube Vanguarda abriu as portas em 1935, e ainda possui uma excelente atmosfera, vibrante e cheio de energia, como nos tempos de origem. As noites são agitadas com a orquestra Vanguard Jazz, iniciada por Thad Jones e Mel Lewis, como há mais de 33 anos atrás. O pianista Tommy Flanagan fecha a noite com chave de ouro. O preço da entrada chega a no máximo U$$ 30,00. Site: http://villagevanguard.com/
Endereço: 178 Seventh Ave. [próximo da 11th St.]

Agora você já pode ficar ligado na próxima ida a Nova York, pois conhecer quaisquer destas casas, é também entender um pouco da história da cidade. E para finalizar em grande estilo, vamos escutar um pouco de um dos melhores cantores de Jazz que já existiu e que é a cara de New York, Frank Sinatra.

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