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terça-feira, 30 de janeiro de 2018
ACONTECEU: Mensch Experience - Vinhos de verão
A 2ª edição do MENSCH Experience trouxe como dessa vez os vinhos de verão. Que harmonizados com pratos perfeitos, preparados pelo Chef Augusto Lima, deu o tom especial para a noite do encontro que reuniu um pequeno grupo de parceiros e leitores da MENSCH nas instalações da HAUT. Na ocasião ainda aconteceu um descontraído bate-papo sobre arquitetura, design e urbanismo com o arquiteto, e diretor da construtora HAUT, Thiago Monteiro. Os convidados ainda puderam conhecer um pouco mais da história e obras do badalado paisagista Burle Marx, natural de São Paulo, mas com importantes obras em Recife, como a Praça de Casa Forte, localizada no Recife, cidade natal de sua mãe. Que é uma das seis praças de autoria do paisagista na capital pernambucana que foram tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Suas obras ganharam o mundo através do seu olhar em construir espaços de interação entre o homem e a natureza.
Para a harmonizar com tudo isso, a ideia de Luiz Figueiredo, sócio e diretor da LACOMEX, que comentou: “a proposta para esse Mensch Experience, já que estamos em janeiro, verão, próximo ao Carnaval, foi a gente trabalhar um pouco a gastronomia do verão junto com vinhos de verão”. Com rótulos de Portugal e França que trazem o frescor necessário para essa época mais quente do ano. Abaixo os selecionados da vez. Destaque para o vinho verde rosé que foi aprovado por unanimidade pelos convidados. E o frisante que casou super bem com a sobremesa com sorvete DEGUSTA. Uma bela forma de encerrar essa noite de sucesso.
Veja vídeo do evento:
quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
PALATO: 6 Passos para o churrasco perfeito
A CARNE E AS MISSÕES
Segundo alguns historiadores, a tradição do churrasco tem origem no século XVII nas missões jesuítas de catequização, na comunidade dos Sete Povos das Missões no oeste do Rio Grande. Após sua destruição, além das ruínas, o gado sem dono ficou a pastar e se multiplicar pela região passando a ser fonte de alimento dos tropeiros que viajavam em busca do ouro. A carne fresca era preparada nas brasas do chão e temperada com cinzas. Simples, não? A partir daí, cidades foram surgindo e crescendo pela região, e a tradição de se alimentar com a carne salgada assada na brasa foi se espalhando e se solidificando.
OS PASSOS PARA UM BOM CHURRASCO
Tudo bem que lá atrás, no início de tudo a coisa era simples, de maneira artesanal e dava certo: alimentava os tropeiros. Mas com o tempo, o bom churrasco passou a requerer alguns truques e exigências para ser o patrimônio nacional que é hoje. Conversando com gente que entende do assunto a MENSCH preparou um passo-a-passo para preparar e servir um churrasco inesquecível. Vamos lá?
Antes de ir às compras é necessário colocar na ponta do lápis o número de convidados, separando entre mulheres, homens e crianças, já que a quantidade ingerida por cada um desses grupos é distinta e vai fazer diferença na hora de estipular as quantidades de cada ingrediente. Alguns sites ajudam a calcular quantidades, como esse aqui: http://www.calculoparachurrasco.com.br
1 - O LOCAL E A CHURRASQUEIRA
A gente sabe que quem faz a festa são as pessoas, mas o cenário é peça importante. Pra sermos mais exatos, não só o cenário, mas a organização dele. Nesse sentido, seja na casa de praia, campo, piscina ou churrasqueira do condomínio, alguns itens são importantes para dar tudo certo no churrascão dos amigos. A churrasqueira é peça fundamental, concordam? E ela pode ser de vários tipos:
- ALVENARIA – essa é do tipo fixo, deve ser construída em local que não receba muito vento e é ideal pra quem tem no churrasco uma rotina. Nesse tipo o carvão queima devagar e libera calor constante;
- PORTÁTIL – barata, simples, fácil de acender, pode ser movida a gás ou elétrica. A desvantagem é que por não ter tampa não é ideal para local aberta por risco de chuva e leva cerca de 10 minutos para começar a aquecer;
- CHURRASQUEIRA COM TAMPA – Próprias para o churrasco no bafo. Economiza carvão, não precisa virar a carne de tempo em tempo, permite um sabor diferenciado na carne já que não há contato com a fumaça branca porque a gordura não pinga na brasa;
- CHURRASQUEIRA A GÁS – Muito comum nos países portenhos e hispânicos. É muito usada para pequenos cortes de carnes;
- FOGO DE CHÃO – sistema gaúcho de espetar a carne em fogueiras enfileiradas;
2 - OS EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS:
- Faca de açougueiro - quanto maior mais precisão no corte da carne;
- Faca de desossa – para frangos e outras carnes com osso;
- Garfo Trinchante – auxilia no corte da carne depois de pronta;
- Pinça – usada para virar peças pequenas como linguiças, em caso de uso de grelhas;
- Afiador para facas;
- Álcool para fazer o fogo, de preferência em gel para evitar acidentes;
- Espetos – precisam ser compatíveis com o tamanho da churrasqueira. Para carnes mais pesadas, espetos mais largos, para salsichões, asinhas de frango e outras peças mais leves, espetos mais finos. Peças grandes e largas pedem espetos duplos. Uma dica, leve seus espetos ao fim do churrasco para evitar a oxidação pelo sal da carne;- Tábua de corte – quanto maior e larga melhor para o manuseio. Vidro é o ideal, mas as de polipropileno servem bem e as de madeira, apesar de acumularem bactérias, são esterilizadas em altas temperaturas;
- Vasilhas plásticas para o armazenamento das carnes antes de irem ao fogo;
- Vasilhas para tempero das carnes (mais rasas);
- Pano de prato;
- Pano descartável e lixeira para manter o ambiente limpo e higienizado;
- Avental para o churrasqueiro – há modelos bem modernos e descolados;
- Carvão - dê preferência para os de eucalipto;
- Sal grosso
- Temperos ao gosto dos convidados.
3 - FAZENDO AS COMPRAS
Com a lista de convidados na mão a próxima lista a fazer é a de compras. Escolha carnes, acompanhamentos e bebidas e calcule a quantidade pelo número de pessoas. Os especialistas sugerem uma média de 450gr de carne por convidado, já é uma referência. Como churrasco é sempre pra muita gente, o local ideal para as compras são atacadistas e frigoríficos ao invés de supermercados comuns. Você encontra de tudo em quantidade e preços bem mais interessantes.
Lembre-se de que alguns convidados em algum momento do churrasco vão querer “almoçar” além do petiscar que acontece o tempo todo. Nesse sentido é bom lembrar-se de acompanhamentos como arroz e maionese de batata. E para tornar tudo mais prático, o uso de utensílios descartáveis são bem vindos, de preferência os de madeira e papelão por questões ecológicas. No final de tudo, frutas e doces de compotas são bem vindos como sobremesa para adoçar o final da festa.
4 - ESCOLHENDO E CORTANDO AS CARNES
Os cortes mais desejados de carne para churrasco costumam ser a picanha, Costela, Bisteca e T-bone, Maminha, Fraldinha e Contrafilé.
- A picanha – deve ser escolhida uma peça com gordura uniforme sem falhas. O descongelamento deve ser feito na geladeira para manter a maciez da carne. O corte deve ser feito no sentido da gordura para a carne em bifes de 5 a 6 cm de espessuras. Na hora de assar o fogo deve estar bem quente, mas baixo para que ela não passe do ponto;
- Costela, bisteca e T-bone – a cor deve ser observada e a preferência é o vermelho vivo. A costela deve ter uma camada de gordura bem grossa, cerca de 5 cm e com coloração branca ou amarela clara, fuja das gorduras escuras. Os bifes de bisteca e T-bone devem ser cortados com no mínimo 2 cm de espessura;
- Maminha, Fraldinha e Contrafilé – essas carnes devem ser cortadas na transversal, ou seja, do lado contrário da fibra da carne. É preciso ficar atento à maminha e contrafilé que são carnes de preparo rápido, ficam prontas em minutos e devem ter espessuras acima de 1 cm. A fraldinha deve ser assada inteira em fogo médio.
5 - TEMPERANDO
A forma mais comum, simples e até mesmo rústica de se temperar a carne para o churrasco é o bom e velho sal grosso. Não tem erro.
A simplicidade do sal grosso tem como principal função realçar o sabor da carne. A forma de temperar é ainda mais simples, basta passar a carne no sal grosso despejado em uma vasilha que caiba a peça inteira. Um segredo para que o sal grosso fixe melhor na carne é lambuzá-la com azeite de oliva ou óleo.
Um jeito mais elaborado de temperar o churrasco são as marinadas, alho, misturas de ervas e outros temperos. No caso das marinadas, vinhas de alho e ervas a carne deve ficar imersa por várias horas para absorver estes sabores.
Vale lembrar que carnes vermelhas não devem ser temperadas com vinagre e/ou limão, pois enrijece as fibras.
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
HOMEM NA COZINHA: Uma sobremesa para ganhar o avental
A MENSCH veio coma proposta de bolar algo com mais estilo... Uau! Que motivo melhor eu poderia ter para escrever uma receita especial? Fiquei quebrando a cabeça com o que cozinhar, até que me deu um estalo e me pareceu um tanto óbvio: o prato que me deu o avental para entrar no Masterchef, claro! Já adianto: esse prato não é lá "tão" saudável como haveria de se esperar baseado no meu discurso da última edição. Mas por outro lado, acho importante relembrar que um estilo de vida saudável também envolve aquelas “jacadas” esporádicas, como eu havia comentado naquela edição.
Pronto! Agora que já fiz minha defesa, vamos ao prato: Brigadeiro com coulis de framboesa (coulis é nome bonito que damos para uma calda mais espessa), tuile de laranja (tuile também, é apenas um biscoito fininho que normalmente tem formato de telha, por isso o nome) e chantilly de cachaça. Demorei um bom tempo pensando nessa sobremesa antes de me colocar a prova dos jurados. E, por mais de uma semana, eu sentia falta de algo amarrando o prato em termos de sabor. O chantilly puro não acrescentava absolutamente nada ao prato e eu queria trazer algum apelo brasileiro sem gerar complexidade.
Pensei em muitas coisas, nada me agradava. Até que já cansado de pensar, resolvi jogar cachaça no chantilly! Aí nem preciso dizer, né?! Sucesso absoluto, que me rendeu o sim dos três chefs, com direito a um "Muito bem balanceado" do Fogaça, um "Seu prato me leva de volta para minha época de criança" do Jacquin e um "Seu prato está perfeito!" da Paola.
Uma coisa que gosto nessa receita é que não necessariamente você precisa fazer tudo, e ainda assim ter um doce gostoso. Por exemplo, apenas o brigadeiro com o coulis, ou a tuille sozinha, ou até usar o chantilly para acompanhar outros doces como um mousse de maracujá. Mas é claro, o que faz dessa receita especial, é a combinação de todos os elementos. Agora quero que vocês também façam e espero de coração que compartilhem a opinião dos chefs.
PARA O BRIGADEIRO
1 lata de leite condensado
2 colheres de sopa de cacau em pó 100% (escolham cacau de boa qualidade, ele que vai dar o sabor do seu brigadeiro junto com o doce do leite condensado).
*Se tiver dificuldade para achar o cacau, pode substituir por 6 a 8 colheres de sopa de raspas de chocolate 70%.
1/2 colher de sopa de manteiga extra
PARA O COULIS DE FRAMBOESA
2 xícaras de chá de framboesas congeladas
PARA A TUILE DE LARANJA
1 clara de ovo
75g de açúcar de confeiteiro
35g de farinha de trigo
60g de manteiga extra (em temperatura ambiente, ou pode colocar um pouco no micro-ondas para amolecer)
Raspas de 1/2 laranja
PARA O CHANTILLY DE CACHAÇA
1 xícara de creme de leite fresco (procure sempre o que tiver a maior quantidade de gordura na tabela nutricional)
2 colheres de chá de açúcar de confeiteiro
1 e 1/2 colher de chá de cachaça de boa qualidade
Passo 1: Brigadeiro
Junte os ingredientes numa panela e leve ao fogo baixo mexendo sem parar, até que o brigadeiro desgrude do fundo da panela, de forma que você consiga ver metade do fundo da panela enquanto estiver mexendo. Leve à geladeira para esfriar.
Passo 2: Tuile de laranja
Pré-aqueça o forno a 180 graus.
Junte a farinha, o açúcar, a manteiga e as raspas de laranja e misture bem até que fique empelotado, quase como uma farofa. Bata a clara em neve na batedeira ou com um mixer de mão multiuso que tenha a hélice do fouet (aquela própria para bater ovo). Aos poucos, acrescente a clara em neve à massa até ficar homogênea.
Forre uma fôrma com papel manteiga e unte bem com manteiga. Espalhe uma camada bem fina da massa na fôrma e leve ao forno por cerca de 10 minutos (provavelmente você terá que fazer umas 2 fornadas para o total da massa). É importante monitorar o ponto da tuile, pois queima muito rápido. Queremos que fique dourada.
Passo 3: Coulis de framboesa
Bata as framboesas congeladas no liquidificador ou em um mixer, até virar uma calda grossa. Se as framboesas estiverem muito congeladas, coloque por 30 segundos no micro-ondas para conseguir bater.
Passo 4: Chantilly de cachaça
Bata o creme de leite e o açúcar na batedeira. Quando sentir que está quase no ponto de chantilly, acrescente a cachaça e bata mais um pouco até chegar ao ponto.
SUGESTÃO DE FINALIZAÇÃO
Com uma colher de chá, faça traços com o coulis de framboesa no centro do prato. Faça bolas com o brigadeiro e passe no cacau para cobri-las. Posicione três brigadeiros nas laterais dos traços. Quebre grosseiramente a tuile e espete duas lascas em cada brigadeiro. Por fim acrescente uma colher de chantilly na lateral do prato e quebre algumas migalhas de tuile pelo prato. Decore com algumas framboesas (pode ser as congeladas mesmo).
Pronto! Agora que já fiz minha defesa, vamos ao prato: Brigadeiro com coulis de framboesa (coulis é nome bonito que damos para uma calda mais espessa), tuile de laranja (tuile também, é apenas um biscoito fininho que normalmente tem formato de telha, por isso o nome) e chantilly de cachaça. Demorei um bom tempo pensando nessa sobremesa antes de me colocar a prova dos jurados. E, por mais de uma semana, eu sentia falta de algo amarrando o prato em termos de sabor. O chantilly puro não acrescentava absolutamente nada ao prato e eu queria trazer algum apelo brasileiro sem gerar complexidade.
Pensei em muitas coisas, nada me agradava. Até que já cansado de pensar, resolvi jogar cachaça no chantilly! Aí nem preciso dizer, né?! Sucesso absoluto, que me rendeu o sim dos três chefs, com direito a um "Muito bem balanceado" do Fogaça, um "Seu prato me leva de volta para minha época de criança" do Jacquin e um "Seu prato está perfeito!" da Paola.
Uma coisa que gosto nessa receita é que não necessariamente você precisa fazer tudo, e ainda assim ter um doce gostoso. Por exemplo, apenas o brigadeiro com o coulis, ou a tuille sozinha, ou até usar o chantilly para acompanhar outros doces como um mousse de maracujá. Mas é claro, o que faz dessa receita especial, é a combinação de todos os elementos. Agora quero que vocês também façam e espero de coração que compartilhem a opinião dos chefs.
PARA O BRIGADEIRO
1 lata de leite condensado
2 colheres de sopa de cacau em pó 100% (escolham cacau de boa qualidade, ele que vai dar o sabor do seu brigadeiro junto com o doce do leite condensado).
*Se tiver dificuldade para achar o cacau, pode substituir por 6 a 8 colheres de sopa de raspas de chocolate 70%.
1/2 colher de sopa de manteiga extra
PARA O COULIS DE FRAMBOESA
2 xícaras de chá de framboesas congeladas
PARA A TUILE DE LARANJA
1 clara de ovo
75g de açúcar de confeiteiro
35g de farinha de trigo
60g de manteiga extra (em temperatura ambiente, ou pode colocar um pouco no micro-ondas para amolecer)
Raspas de 1/2 laranja
PARA O CHANTILLY DE CACHAÇA
1 xícara de creme de leite fresco (procure sempre o que tiver a maior quantidade de gordura na tabela nutricional)
2 colheres de chá de açúcar de confeiteiro
1 e 1/2 colher de chá de cachaça de boa qualidade
Passo 1: Brigadeiro
Junte os ingredientes numa panela e leve ao fogo baixo mexendo sem parar, até que o brigadeiro desgrude do fundo da panela, de forma que você consiga ver metade do fundo da panela enquanto estiver mexendo. Leve à geladeira para esfriar.
Passo 2: Tuile de laranjaPré-aqueça o forno a 180 graus.
Junte a farinha, o açúcar, a manteiga e as raspas de laranja e misture bem até que fique empelotado, quase como uma farofa. Bata a clara em neve na batedeira ou com um mixer de mão multiuso que tenha a hélice do fouet (aquela própria para bater ovo). Aos poucos, acrescente a clara em neve à massa até ficar homogênea.
Forre uma fôrma com papel manteiga e unte bem com manteiga. Espalhe uma camada bem fina da massa na fôrma e leve ao forno por cerca de 10 minutos (provavelmente você terá que fazer umas 2 fornadas para o total da massa). É importante monitorar o ponto da tuile, pois queima muito rápido. Queremos que fique dourada.
Passo 3: Coulis de framboesa
Bata as framboesas congeladas no liquidificador ou em um mixer, até virar uma calda grossa. Se as framboesas estiverem muito congeladas, coloque por 30 segundos no micro-ondas para conseguir bater.
Passo 4: Chantilly de cachaça
Bata o creme de leite e o açúcar na batedeira. Quando sentir que está quase no ponto de chantilly, acrescente a cachaça e bata mais um pouco até chegar ao ponto.
SUGESTÃO DE FINALIZAÇÃO
Com uma colher de chá, faça traços com o coulis de framboesa no centro do prato. Faça bolas com o brigadeiro e passe no cacau para cobri-las. Posicione três brigadeiros nas laterais dos traços. Quebre grosseiramente a tuile e espete duas lascas em cada brigadeiro. Por fim acrescente uma colher de chantilly na lateral do prato e quebre algumas migalhas de tuile pelo prato. Decore com algumas framboesas (pode ser as congeladas mesmo).
quinta-feira, 5 de outubro de 2017
HORIZONTE: Os sabores do Pará - Uma viagem gastronômica muito além da maniçoba
De sua capital, Belém, cidade das Mangueiras, cidade Morena, do ciclo da Borracha, terra do Rio Guamá, terra de muitos povos, entre eles, os povos Tupinambás, Paris das Américas. Muitas são as denominações da cidade que um dia teve seus domínios lusos, portugueses e tantas raças que aqui fincaram os pés. Já foi chamada Feliz Lusitânia, Santa Maria do Grão Pará. Muitas histórias permearam esse solo, conquistas, perdas, explorações, categorias que foram elevadas, e ainda tem em sua áurea, esse apogeu - a Índia das Américas.
De fato, Belém tem em suas margens e entrecortes todas essas manifestações. De sua arquitetura opulenta dos domínios e ciclos, de sua riqueza banhada pela proximidade da foz amazônica, de seus rios que a enobrece, o mercado que traduz o mais belo acervo de sua cultura, como seus múltiplos emblemas e rastros de miscigenação, Pará nas cidades que se seguem e na sua vasta região insular abre porta para uma história de redescobertas que há muito vem sendo explorada. De sua vegetação plural e variedade aquática, das terras do Rio Maguari, da cidade de Bragança da Marujada, do Santo Preto, Santo Benedito, da nossa Senhora de Nazaré, santa que abençoa esse povo forte das lutas, como a autêntica, revolta dos Cabanos.
Belém, Pará tramita e tem sabor de magia. De um canto a outro os temperos e essências nos remete a um feitiço de brasilidade, de danças e mãos ágeis, numa tríade perfeita das três raças dominantes, o carimbó, suje nessa busca representativa. Dos insumos e variedades diversas, dos usos e feitos, tanto quando ao país, o destaque aqui é que nesse lado do Brasil, a comida tem uma marca forte, um registro latente, o seu povo sabe falar de seus preparos, comem, admiram. Suas raízes estão acessas, e nos convida a um desejo de participar e entrar nesse universo.
Maniçoba, Tambaqui, Tacacá, Pato no Tucupi, Açaí, Jambu e milhares de variedades se entremeiam, numa imensa harmonia entre os voos que as garças alçam nos céus que em certa hora tomam uma cor acinzentada da chuva que todo o dia chega no horizonte.
A vida nessas bandas tem a cadência das marolas do rio, os barcos de tons e tamanhos diversos, seus homens que se confundem com as passagens do tempo e os goles de batida de caju-açu, que lembram os lados de Abaeté, a música tem ritmo sensual, onde a sensação é latente e pulsa na velocidade da riqueza aquática que habitam nesse ecossistema. Os cheiros são uma imensidão, e mesmo, o pitiú, odor forte de peixe, traz uma sensação de frescor, única que condensa as barcaças e a vida controlada pelas águas. Belém, e seus arredores tem essa identidade, esse legado forte que estar na pele, nas expressões, na fisionomia que traz traços tão marcantes dos nativos de tantas tribos que aqui, estão resistindo ao irresistível contexto mercantil.
As senhoras que banham suas ânsias, suas mãos que tramam nas panelas cheias de temperos com os tacacás, os tambaquins, maniçobas, tucunarés, filhotes e pirarucus, são as mesmas que esfregam incansavelmente as poucas e parcas roupas suas, mas de seus lábios a cada movimento de exaustão soam melodias suaves e que rebuscam um encontro sagrado de uma cidade que ao fundo se mira. As aningas, plantas aquáticas, que beiram a aproximação oceânica que contornam os furos regiões insular. Os açaís gritam e explodem com sua cachadas trazendo cultura e alimento ao povo. Os matapis, cesto de pescas, que ficam submersos nas águas de tons esverdeados que prometem uma excelente festança de camarão. Nessa região a fome ainda é distante, a vida é tão frondosa como a Mamorana (árvore amazônica) que vive submersa no rio, como uma simbiose entre ela e o caboclo, sente-se que aqui o tempo tem uma pausa, e tudo anda na trepidação dos motores a diesel, único fator que nos lembra da cidade grande e suas faces de destruição...
DIANTE DE TANTA RIQUEZA E BELEZA BELÉM DORME E AMANHECE INSÓLITA, LINDA EM DEGRADES E TONS
Entre igarapés e uma vegetação onde a rainha é a Samaumeira, árvore sagrada, os pés de cacau fazem festa, e numa casa fincada na beira das águas, o cheiro nos permite brincar com os sentidos mais doces da infância, chocolate triturado numa bancada com o moedor de ferro, formam-se em nibs, pó e doce em 100 a 70 por cento de cacau, uma maravilha amazônica. Vale a pena conhecer dona Nena, cuidadora dessa diversidade, mulher guerreira que trouxe de sua infância a braveza da natureza nativa.
Das mãos de tantos que nas ilhas, nas cidades condensam essas sensações, Belém dos homens e mulheres que se embalam no pavulagem, tramam suspiros e rotas que se miram em texturas e sabores únicos. Pará, dos caiçaras, povo curtido em em diversidade e belezas infinitas, que a priprioca, ervas sem fim, além de um visual que nos remetem a nobreza terrena.
Das lendas do Muiraquitã, batráquios (sapos) que eram confeccionamos em jade pelas belas nativas nos leitos do Rios amazônicos, que colocavam nos pescoços dos seus guerreiros para sorte levar em suas aventuras, as mururés, plantas aquáticas que banham os Rios, das construções coloniais com traços europeus e opulência do ciclo da borracha, dos telhados vermelhos das casas seculares, e das muitas riquezas que brilham jazido em tons lilás (ametista, nova descoberta) em tempos atuais, Pará, através de sua capital, traz muitos caminhos e rotas.
E entre mais de cinco rotas, Pará se estende na fé e na missão de seu povo, do Círio de Nazaré, procissão que movimenta uma multidão, onde há uma congregação em fervor a Nossa Senhora, a seus bravos homens e valorosas mulheres que em Bragança, na Vila do Castelo, no dia de São Pedro, reúnem-se em diversos embarcações e vão em busca da imagem do santo, a contemplar com suas barcas cheias de bolas coloridas e a agradecer mais um ano, mar a dentro, lançam suas rezas, a fartura vinda das águas que fazem desse estado, um pleito de variedades alimentares. Pará de D. Heloísa que em sua cozinha nos recepciona, com sua gentileza abre e convida a um banquete, um bandeirado na brasa e covinas fritas, peixes da região, acompanhado com Chibé, preparo indígena feito com água e farinha, feito pelas mãos habilidosas de Liliane, filha de um líder dos pescadores aposentado, seu Castro e enteada de D. Heloísa. Arroz entra como mais um complemento, mas a felicidade de se comer nessa mesa caiçara, mostra de fato o autêntico sabor do Pará.
Falar do Pará, de Belém tem essa sensação de um texto sem fim, onde a cada possível ponto, sempre virá uma vírgula, um nova e infinita permissão de vivência e emoção, Pará é para se sentir, se tem cheiro, tem tato, tem calor que emana, não só de seu aspecto climático, mas principalmente de seu povo e dá sensação de quem lá pisou chamais sairá de lá. Viva o Pará.
Horizonte é uma trilha, um caminho em meios diversos, onde o foco e mostrar os redutos mais adversos sobre uma ótica alimentar de raiz, de verdade e histórias, onde teremos contextos urbanos e rurais, mas todos serão pontuados, na possibilidade tenaz da boa e surpreendente visão dessa biodiversidade humana.
De fato, Belém tem em suas margens e entrecortes todas essas manifestações. De sua arquitetura opulenta dos domínios e ciclos, de sua riqueza banhada pela proximidade da foz amazônica, de seus rios que a enobrece, o mercado que traduz o mais belo acervo de sua cultura, como seus múltiplos emblemas e rastros de miscigenação, Pará nas cidades que se seguem e na sua vasta região insular abre porta para uma história de redescobertas que há muito vem sendo explorada. De sua vegetação plural e variedade aquática, das terras do Rio Maguari, da cidade de Bragança da Marujada, do Santo Preto, Santo Benedito, da nossa Senhora de Nazaré, santa que abençoa esse povo forte das lutas, como a autêntica, revolta dos Cabanos.
Belém, Pará tramita e tem sabor de magia. De um canto a outro os temperos e essências nos remete a um feitiço de brasilidade, de danças e mãos ágeis, numa tríade perfeita das três raças dominantes, o carimbó, suje nessa busca representativa. Dos insumos e variedades diversas, dos usos e feitos, tanto quando ao país, o destaque aqui é que nesse lado do Brasil, a comida tem uma marca forte, um registro latente, o seu povo sabe falar de seus preparos, comem, admiram. Suas raízes estão acessas, e nos convida a um desejo de participar e entrar nesse universo.Maniçoba, Tambaqui, Tacacá, Pato no Tucupi, Açaí, Jambu e milhares de variedades se entremeiam, numa imensa harmonia entre os voos que as garças alçam nos céus que em certa hora tomam uma cor acinzentada da chuva que todo o dia chega no horizonte.
A vida nessas bandas tem a cadência das marolas do rio, os barcos de tons e tamanhos diversos, seus homens que se confundem com as passagens do tempo e os goles de batida de caju-açu, que lembram os lados de Abaeté, a música tem ritmo sensual, onde a sensação é latente e pulsa na velocidade da riqueza aquática que habitam nesse ecossistema. Os cheiros são uma imensidão, e mesmo, o pitiú, odor forte de peixe, traz uma sensação de frescor, única que condensa as barcaças e a vida controlada pelas águas. Belém, e seus arredores tem essa identidade, esse legado forte que estar na pele, nas expressões, na fisionomia que traz traços tão marcantes dos nativos de tantas tribos que aqui, estão resistindo ao irresistível contexto mercantil.
DIANTE DE TANTA RIQUEZA E BELEZA BELÉM DORME E AMANHECE INSÓLITA, LINDA EM DEGRADES E TONS
Entre igarapés e uma vegetação onde a rainha é a Samaumeira, árvore sagrada, os pés de cacau fazem festa, e numa casa fincada na beira das águas, o cheiro nos permite brincar com os sentidos mais doces da infância, chocolate triturado numa bancada com o moedor de ferro, formam-se em nibs, pó e doce em 100 a 70 por cento de cacau, uma maravilha amazônica. Vale a pena conhecer dona Nena, cuidadora dessa diversidade, mulher guerreira que trouxe de sua infância a braveza da natureza nativa.
Das mãos de tantos que nas ilhas, nas cidades condensam essas sensações, Belém dos homens e mulheres que se embalam no pavulagem, tramam suspiros e rotas que se miram em texturas e sabores únicos. Pará, dos caiçaras, povo curtido em em diversidade e belezas infinitas, que a priprioca, ervas sem fim, além de um visual que nos remetem a nobreza terrena.
Das lendas do Muiraquitã, batráquios (sapos) que eram confeccionamos em jade pelas belas nativas nos leitos do Rios amazônicos, que colocavam nos pescoços dos seus guerreiros para sorte levar em suas aventuras, as mururés, plantas aquáticas que banham os Rios, das construções coloniais com traços europeus e opulência do ciclo da borracha, dos telhados vermelhos das casas seculares, e das muitas riquezas que brilham jazido em tons lilás (ametista, nova descoberta) em tempos atuais, Pará, através de sua capital, traz muitos caminhos e rotas.
E entre mais de cinco rotas, Pará se estende na fé e na missão de seu povo, do Círio de Nazaré, procissão que movimenta uma multidão, onde há uma congregação em fervor a Nossa Senhora, a seus bravos homens e valorosas mulheres que em Bragança, na Vila do Castelo, no dia de São Pedro, reúnem-se em diversos embarcações e vão em busca da imagem do santo, a contemplar com suas barcas cheias de bolas coloridas e a agradecer mais um ano, mar a dentro, lançam suas rezas, a fartura vinda das águas que fazem desse estado, um pleito de variedades alimentares. Pará de D. Heloísa que em sua cozinha nos recepciona, com sua gentileza abre e convida a um banquete, um bandeirado na brasa e covinas fritas, peixes da região, acompanhado com Chibé, preparo indígena feito com água e farinha, feito pelas mãos habilidosas de Liliane, filha de um líder dos pescadores aposentado, seu Castro e enteada de D. Heloísa. Arroz entra como mais um complemento, mas a felicidade de se comer nessa mesa caiçara, mostra de fato o autêntico sabor do Pará.
Falar do Pará, de Belém tem essa sensação de um texto sem fim, onde a cada possível ponto, sempre virá uma vírgula, um nova e infinita permissão de vivência e emoção, Pará é para se sentir, se tem cheiro, tem tato, tem calor que emana, não só de seu aspecto climático, mas principalmente de seu povo e dá sensação de quem lá pisou chamais sairá de lá. Viva o Pará.
Horizonte é uma trilha, um caminho em meios diversos, onde o foco e mostrar os redutos mais adversos sobre uma ótica alimentar de raiz, de verdade e histórias, onde teremos contextos urbanos e rurais, mas todos serão pontuados, na possibilidade tenaz da boa e surpreendente visão dessa biodiversidade humana.
FICHA TÉCNICA
Idealização e texto - Andrea Hunka
Coordenadora - Ângela Sicília
Produtora - Foco Filmes & Fotos
Colaborador no Pará - Flavio Contente (Fotógrafo/Videomaker)
Chefs correspondentes - Andrea Hunka, Alberto Bernardini,
Angela Sicília, Joyce Francisco, Geo Bassani e Geovana Nacarato
segunda-feira, 18 de setembro de 2017
EXPOSIÇÃO: A gastronomia contemporânea do Japão sob o olhar do fotógrafo Sergio Coimbra e o chef Yoshihiro Narisawa
A JAPAN HOUSE em São Paulo exalta a cozinha japonesa na exposição Satoyama. Com pré-lançamento mundial do livro de mesmo nome, que será lançado em 2018, é o resultado de um trabalho concebido a quatro mãos entre dois importantes nomes da cena gastronômica mundial, o fotógrafo brasileiro Sergio Coimbra e o chef de cozinha japonês Yoshihiro Narisawa.
Com abertura para o dia 19 de setembro, a exposição tem concepção e curadoria de Felipe Ribenboim, da Base7 Projetos Culturais. Nela serão exibidas cerca de 80 fotografias, além de objetos e vídeos com curiosidades e relatos de personagens presentes na trajetória e nas criações do chef durante os três anos de processo em que ele e o fotógrafo Sergio Coimbra percorreram diferentes localidades no Japão para retratar a gastronomia local, definida por Narisawa como Satoyama Cuisine – “alimento para o corpo e a alma”. A Satoyama é construída com base na origem da cultura dos japoneses, que têm coexistido com a natureza em terras, montanhas e mares.
O resultado destas dez viagens para a exploração de cenários e da natureza trazem à tona segredos da culinária japonesa, que mesmo os japoneses desconhecem, como o amplo respeito aos alimentos utilizados, sua sazonalidade e seu produtor, aspectos capturados pelas lentes do fotógrafo brasileiro que registrou a cultura e os hábitos alimentares apresentados por meio das releituras do renomado chef.
A mostra traz um panorama da diversidade regional e as histórias dos recursos alimentares do Japão interpretados pela sensibilidade de um renomado chef. Essas histórias estarão retratadas na exposição por meio de imagens fotográficas, tanto do prato finalizado quanto das regiões de sua produção, dos agentes envolvidos nesse processo, o produto e as culturas ancestrais relacionadas aos alimentos: das técnicas às significações.
Narisawa traduz para o século XXI técnicas gastronômicas tradicionais e a forma de pensar sobre a alimentação do futuro e a sua sustentabilidade. A exemplo, o uso do misterioso Koji – o fungo nacional; a utilização do carvão Binchotan, o preparo de cobras, entre outras, reforçando a valorização dos produtos regionais com uma perspectiva contemporânea e de consciência ambiental. Como resultado, criou um prato denominado Soil Soup (Sopa de Terra) que, em suas palavras, "expressa a importância do meio ambiente através do que comemos".
Em celebração a este encontro, o chef Yoshihiro Narisawa e o fotografo Sérgio Coimbra farão juntos uma palestra sobre a gastronomia japonesa, da tradicional à contemporânea. Dia 19 de setembro, na JAPAN HOUSE São Paulo, com vagas limitadas.
Com abertura para o dia 19 de setembro, a exposição tem concepção e curadoria de Felipe Ribenboim, da Base7 Projetos Culturais. Nela serão exibidas cerca de 80 fotografias, além de objetos e vídeos com curiosidades e relatos de personagens presentes na trajetória e nas criações do chef durante os três anos de processo em que ele e o fotógrafo Sergio Coimbra percorreram diferentes localidades no Japão para retratar a gastronomia local, definida por Narisawa como Satoyama Cuisine – “alimento para o corpo e a alma”. A Satoyama é construída com base na origem da cultura dos japoneses, que têm coexistido com a natureza em terras, montanhas e mares.
O resultado destas dez viagens para a exploração de cenários e da natureza trazem à tona segredos da culinária japonesa, que mesmo os japoneses desconhecem, como o amplo respeito aos alimentos utilizados, sua sazonalidade e seu produtor, aspectos capturados pelas lentes do fotógrafo brasileiro que registrou a cultura e os hábitos alimentares apresentados por meio das releituras do renomado chef.
A mostra traz um panorama da diversidade regional e as histórias dos recursos alimentares do Japão interpretados pela sensibilidade de um renomado chef. Essas histórias estarão retratadas na exposição por meio de imagens fotográficas, tanto do prato finalizado quanto das regiões de sua produção, dos agentes envolvidos nesse processo, o produto e as culturas ancestrais relacionadas aos alimentos: das técnicas às significações.
Narisawa traduz para o século XXI técnicas gastronômicas tradicionais e a forma de pensar sobre a alimentação do futuro e a sua sustentabilidade. A exemplo, o uso do misterioso Koji – o fungo nacional; a utilização do carvão Binchotan, o preparo de cobras, entre outras, reforçando a valorização dos produtos regionais com uma perspectiva contemporânea e de consciência ambiental. Como resultado, criou um prato denominado Soil Soup (Sopa de Terra) que, em suas palavras, "expressa a importância do meio ambiente através do que comemos".
Em celebração a este encontro, o chef Yoshihiro Narisawa e o fotografo Sérgio Coimbra farão juntos uma palestra sobre a gastronomia japonesa, da tradicional à contemporânea. Dia 19 de setembro, na JAPAN HOUSE São Paulo, com vagas limitadas.
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
ROTEIRO: 7 Restaurantes imperdíveis em Fortaleza
Nada é mais gostoso numa viagem do que descobrir os segredos da cidade, os lugares frequentados por quem mora nela e saber das coisas. Pensando nisso, fizemos uma seleção de 7 restaurantes imperdíveis em Fortaleza. Lugares que vão lhe surpreender pela gastronomia incrível e os ricos sabores para os mais diversos paladares. Você vai descobrir que a capital cearense tem muito mais do que lindas praias e gente hospitaleira para lhe oferecer.
1 - Embora já tenha filiais espalhadas por quase todo o país (e em breve inaugure sua primeira filial em Miami), a principal flagship do grupo Coco Bambu é parada obrigatória para almoço ou jantar, em plena Avenida Beira Mar, o principal corredor turístico de Fortaleza. O “camarão internacional” segue como o prato “best seller”, mas os meus preferidos são, sem dúvida, o espetinho de camarões na crosta de pão de alho e o “Rede de Pescador” – cataplana que vem com postas de peixe, camarões, lulas, mexilhões e lagostas grelhados com azeite extra virgem. Como sobremesa peça uma torta de côco (servida quente com sorvete de creme) ou “o melhor pudim de leite do mundo”. As caipirinhas daqui são deliciosas, e a carta de vinhos também oferece muitas opções!
Coco Bambu - Av. Beira Mar, 3698 - Beira Mar, Fortaleza - CE, 60165-121 - Fone: (85) 3198-6000
2 - Nenhum restaurante em Fortaleza é tão fiel às técnicas tradicionais da culinária francesa quanto o L’École, um complexo que reúne restaurante e escola de alta gastronomia num casarão lindo do século XIX, comandado pelo chef Albertino Araújo - Grand Diplome pela Le Cordon Bleu. Só o espetáculo da “esfera de chocolate” que se derrete na sua frente banhada com calda quente de chocolate meio amargo já valeria a visita, mas antes disso você precisa descobrir o “tartare de salmão” em cama de maracujá e o delicioso “fettuccini com camarões ao molho quatro queijos”. Outra opção de prato principal é o frango à Cordon Blue, que vem acompanhado de risoto de parmesão empanado. Você vai se surpreender!
L'École - R. Monsenhor Bruno, 819 - Meireles, Fortaleza - CE, 60115-190 - Fone: (85) 3051-3372
3 – Sob o comando do sócio e maître Azevedo – um cearense que tem na bagagem mais de 20 anos no Antiquarius carioca e dois anos no paulistano A Bela Cintra, o Sobreiro é sem dúvida a melhor cozinha portuguesa do Ceará e uma das melhores do Brasil. Com ambiente contemporâneo, serviço impecável e delícias como o “arroz de pato à portuguesa” e o “picadinho carioca”; minha sugestão vai mesmo para o “Bacalhau à Lagareiro”, que sempre chega dourado por fora e suculento por dentro, laminando desde a primeira garfada. Encerre tudo com uma “sericaia” - tradicional sobremesa ibérica servida com fio de mel de abelha ou o clássico tiramisú regado com creme de cassis. São inesquecíveis!
Sobreiro - Rua Manuel Queirós, 511 - Papicu, Fortaleza - CE, 60176-150 - Fone: (85) 3234-0062
4 - Com ambiente cosmopolita e despretensiosamente sofisticado, o L’Ô é um restaurante que facilmente faria sucesso em São Paulo, Nova York ou Londres. Ocupando um prédio antigo, bem próximo ao Centro Cultural Dragão do Mar e a caminho do centro da cidade, tem foco na gastronomia internacional com toques de “fusion food” e, entre as muitas delícias, você tem que provar o “camarão grelhado com molho curry”, servido com nhoque de mandioquinha, recheado com banana da terra e finalizado com chuva de gengibre confit. Termine tudo com a “tuille de amêndoas”, recheada com mouse de banana com sorvete de pipoca caramelizada. Você vai amar! A carta de vinhos oferece ótimas opções.
L'Ô - Av. Pessoa Anta, 217 - Praia de Iracema, Fortaleza - CE, 60060-440 - Fone: (85) 3265-2288
5 - O casamento de um gaúcho com uma mineira apaixonados pelo Ceará fez surgir o Villa Alexandrini, uma cantina discreta, bem intimista e especializada em risotos. O de camarões da Costa Negra com molho rústico de tomates frescos de São Benedito é simplesmente sensacional. E o de carne de sol com parmesão é uma excelente opção para os que preferem carne. Como entrada não deixe de pedir a “bruschetta em pão de coco” e como sobremesa, a panqueca “a la Campelo”, uma delícia que vem recheada com brownie gourmet e creme de avelã com cacau, servidos em piscina de calda quente de chocolate e acompanhado por sorvete de creme com cerejas confitadas. Sugiro um bom champagne brut para acompanhar tudo!
Villa Alexandrini - R. Frederico Borges, 81 - Varjota, Fortaleza - CE, 60175-040 - Fone: (85) 3267-1049
6 - Com ambiente requintado à meia luz, móveis clássicos e decoração pontuada com réplicas de quadros do pintor italiano que dá nome ao restaurante, o Caravaggio tem na sua cascata de lagostas um dos pratos de frutos do mar mais deliciosos da capital cearense. Um certo “fumado” dá a lúdica sensação de que o prato acabou de ser preparado por pescadores nativos, numa fogueira à beira da praia. Um verdadeiro espetáculo para a visão, olfato e paladar! Como prato principal, peça o filet com “foie gras” e encerre com a “Surpresa Caravaggio”, uma sobremesa gelada, ideal para quem gosta de iguarias bem doces com castanhas picadas. A carta de vinhos e champanhe daqui é uma das melhores da cidade.
Caravaggio - Rua Professor Dias da Rocha, 199 - Meireles, Fortaleza - CE, 60170-310 - Fone: (85) 3242-4703
7 – Situado num dos corredores mais movimentados da cidade, com decoração minimalista pontuada por obras de arte, alguns totens de joias contemporâneas e um grande bar ao centro, o Moana é uma ode à gastronomia de fusão - com toques especiais de vários sabores tipicamente cearenses. O cardápio atual leva assinatura do chef gaúcho Eduardo Sttiger que criou o “Camarão Chico Anysio”, meu prato preferido. Nele, os camarões são flambados na cachaça branca suave, acompanhados por um delicioso nhoque fresco de batata doce e finalizado com um suave molho de queijo gruyére. Como sobremesa, faça uma viagem pelo inesquecível “crème brûlée de rapadura” e finalize com uma dose da cachaça premium cearense Cedro do Líbano.
Moana - Av. Dom Luís, 55 - Meireles, Fortaleza - CE, 60160-230 - Fone: (85) 3181-7001
1 - Embora já tenha filiais espalhadas por quase todo o país (e em breve inaugure sua primeira filial em Miami), a principal flagship do grupo Coco Bambu é parada obrigatória para almoço ou jantar, em plena Avenida Beira Mar, o principal corredor turístico de Fortaleza. O “camarão internacional” segue como o prato “best seller”, mas os meus preferidos são, sem dúvida, o espetinho de camarões na crosta de pão de alho e o “Rede de Pescador” – cataplana que vem com postas de peixe, camarões, lulas, mexilhões e lagostas grelhados com azeite extra virgem. Como sobremesa peça uma torta de côco (servida quente com sorvete de creme) ou “o melhor pudim de leite do mundo”. As caipirinhas daqui são deliciosas, e a carta de vinhos também oferece muitas opções!
Coco Bambu - Av. Beira Mar, 3698 - Beira Mar, Fortaleza - CE, 60165-121 - Fone: (85) 3198-6000
2 - Nenhum restaurante em Fortaleza é tão fiel às técnicas tradicionais da culinária francesa quanto o L’École, um complexo que reúne restaurante e escola de alta gastronomia num casarão lindo do século XIX, comandado pelo chef Albertino Araújo - Grand Diplome pela Le Cordon Bleu. Só o espetáculo da “esfera de chocolate” que se derrete na sua frente banhada com calda quente de chocolate meio amargo já valeria a visita, mas antes disso você precisa descobrir o “tartare de salmão” em cama de maracujá e o delicioso “fettuccini com camarões ao molho quatro queijos”. Outra opção de prato principal é o frango à Cordon Blue, que vem acompanhado de risoto de parmesão empanado. Você vai se surpreender!
L'École - R. Monsenhor Bruno, 819 - Meireles, Fortaleza - CE, 60115-190 - Fone: (85) 3051-3372
3 – Sob o comando do sócio e maître Azevedo – um cearense que tem na bagagem mais de 20 anos no Antiquarius carioca e dois anos no paulistano A Bela Cintra, o Sobreiro é sem dúvida a melhor cozinha portuguesa do Ceará e uma das melhores do Brasil. Com ambiente contemporâneo, serviço impecável e delícias como o “arroz de pato à portuguesa” e o “picadinho carioca”; minha sugestão vai mesmo para o “Bacalhau à Lagareiro”, que sempre chega dourado por fora e suculento por dentro, laminando desde a primeira garfada. Encerre tudo com uma “sericaia” - tradicional sobremesa ibérica servida com fio de mel de abelha ou o clássico tiramisú regado com creme de cassis. São inesquecíveis!
Sobreiro - Rua Manuel Queirós, 511 - Papicu, Fortaleza - CE, 60176-150 - Fone: (85) 3234-0062
4 - Com ambiente cosmopolita e despretensiosamente sofisticado, o L’Ô é um restaurante que facilmente faria sucesso em São Paulo, Nova York ou Londres. Ocupando um prédio antigo, bem próximo ao Centro Cultural Dragão do Mar e a caminho do centro da cidade, tem foco na gastronomia internacional com toques de “fusion food” e, entre as muitas delícias, você tem que provar o “camarão grelhado com molho curry”, servido com nhoque de mandioquinha, recheado com banana da terra e finalizado com chuva de gengibre confit. Termine tudo com a “tuille de amêndoas”, recheada com mouse de banana com sorvete de pipoca caramelizada. Você vai amar! A carta de vinhos oferece ótimas opções.
L'Ô - Av. Pessoa Anta, 217 - Praia de Iracema, Fortaleza - CE, 60060-440 - Fone: (85) 3265-2288
5 - O casamento de um gaúcho com uma mineira apaixonados pelo Ceará fez surgir o Villa Alexandrini, uma cantina discreta, bem intimista e especializada em risotos. O de camarões da Costa Negra com molho rústico de tomates frescos de São Benedito é simplesmente sensacional. E o de carne de sol com parmesão é uma excelente opção para os que preferem carne. Como entrada não deixe de pedir a “bruschetta em pão de coco” e como sobremesa, a panqueca “a la Campelo”, uma delícia que vem recheada com brownie gourmet e creme de avelã com cacau, servidos em piscina de calda quente de chocolate e acompanhado por sorvete de creme com cerejas confitadas. Sugiro um bom champagne brut para acompanhar tudo!
Villa Alexandrini - R. Frederico Borges, 81 - Varjota, Fortaleza - CE, 60175-040 - Fone: (85) 3267-1049
6 - Com ambiente requintado à meia luz, móveis clássicos e decoração pontuada com réplicas de quadros do pintor italiano que dá nome ao restaurante, o Caravaggio tem na sua cascata de lagostas um dos pratos de frutos do mar mais deliciosos da capital cearense. Um certo “fumado” dá a lúdica sensação de que o prato acabou de ser preparado por pescadores nativos, numa fogueira à beira da praia. Um verdadeiro espetáculo para a visão, olfato e paladar! Como prato principal, peça o filet com “foie gras” e encerre com a “Surpresa Caravaggio”, uma sobremesa gelada, ideal para quem gosta de iguarias bem doces com castanhas picadas. A carta de vinhos e champanhe daqui é uma das melhores da cidade.
Caravaggio - Rua Professor Dias da Rocha, 199 - Meireles, Fortaleza - CE, 60170-310 - Fone: (85) 3242-4703
7 – Situado num dos corredores mais movimentados da cidade, com decoração minimalista pontuada por obras de arte, alguns totens de joias contemporâneas e um grande bar ao centro, o Moana é uma ode à gastronomia de fusão - com toques especiais de vários sabores tipicamente cearenses. O cardápio atual leva assinatura do chef gaúcho Eduardo Sttiger que criou o “Camarão Chico Anysio”, meu prato preferido. Nele, os camarões são flambados na cachaça branca suave, acompanhados por um delicioso nhoque fresco de batata doce e finalizado com um suave molho de queijo gruyére. Como sobremesa, faça uma viagem pelo inesquecível “crème brûlée de rapadura” e finalize com uma dose da cachaça premium cearense Cedro do Líbano.
Moana - Av. Dom Luís, 55 - Meireles, Fortaleza - CE, 60160-230 - Fone: (85) 3181-7001
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
MENSCH EXPERIENCE: Tour de France - Uma viagem por regiões da França através de uma seleção especial de vinhos
Vinho Espumante Cuvée Laurent Brut Blanc de Blancs
Região: Provence
Espumante francês, produzido na região da Provence, com as uvas Ugni-Blanc e Colombard. Leve e Refrescante, excelente opção para celebrar grandes momentos como hoje. Ideal para abrir as Degustações.
Harmonizando com: Parme panier aux brie
Cestinhas de presunto de parma guarnecidas com queijo brie, pimentão vermelho caramelizado e manjericão
Vinho L’Opale de la Presquile 2015 | AOP Denominação de Origem Protegida de Côtes de Provence
Região: Provence
Nada mais prazeroso que uma garrafa gelada deste rosé da Provence. L’Opale de la Presqu’Ile de St. Tropez é um vinho elegante, fresco e muito saboroso. O visual é de coloração rosa acobreado, límpido e muito brilhante. Os aromas recordam hibisco,rosas, morango fresco,cereja e canela. Na boca demostra equilíbrio, bom frescor e final muito saboroso. Este vinho é produzido em Ramatuelle, uma pequena vila da Provence que encontra-se perto de St. Tropez, verdadeiro cartão postal. Elaborado com as uvas Grenache, Cinsault e Carignan.
Harmoniza com: Mousse de Saumon et épinards:
Mousse de salmão com espinafre acompanhado de salada de alface verde, molho de morango e amêndoas tostadas.
Vinho Chateau Moulin de Mallet 2014 | AOC Bordeaux
Região: Bordeaux
O Chateau Moullin de Mallet 2014 é um Vinho extremamente elegante elaborado na Região de Bordeaux, na vila de Pujols próximo a ST Emilion região onde se encontra um dos melhores vinhos do Mundo. Elaborado a partir das uvas clássicas Merlot 90% e Cabernet Sauvignon 10%, apresenta no seu aspecto visual um vermelho com tons violáceos, brilho e uma boa limpidez. No olfato traz aromas de frutas vermelhas como cassis e morango e rosas. Na taça demonstra taninos suaves e uma boa fruta que equilibra bem diante da sua acidez.
Harmoniza com: Ragoût de canard avec purée de baroa:
Ragú de marreco guarnecido com purê de batata baroa
Vinho Espumante Cuvée Laurent Brut Rose
Região: Provence
Espumante Rosé com aroma de frutas vermelhas com belo visual rosé pálido e na boca ele é equilibrado e refrescante. Elaborado exclusivamente com a uva Grenache. A temperatura ideal para servi-lo é 6 a 8°C.
Harmoniza com: Flambée de fruits rouges dans le vol-au-vent:
Massa folhada guarnecida de flambé de frutas vermelhas e chantilly
Todos os vinhos da matéria estão disponíveis pelo site: http://wineinpack.com.br
Acompanhe um pouco do que aconteceu no MENSCH EXPERIENCE:
quarta-feira, 26 de julho de 2017
HOMEM NA COZINHA: A cozinha é para todos!
Antes de qualquer coisa, acho importante me apresentar: meu nome é Raphael, tenho 32 anos e sou de São Paulo. Minha formação é como publicitário e até pouco tempo atrás era responsável pela área de marketing de uma grande marca multinacional e apenas mais um apaixonado pela gastronomia. Para mim sempre pareceu muito distante fazer a transição da publicidade para a gastronomia, até que um dia levei a sério a sugestão feita por dezenas de amigos de me inscrever no reality Masterchef com o pensamento de "vamos ver no que vai dar".
Deu que fui evoluindo etapa a etapa até eventualmente ser eliminado. Mas o mais importante foi que finalmente vi um motivo para largar tudo e ir em busca dessa paixão que me perseguia há tanto tempo. Sim, larguei a estabilidade de um emprego em uma grande multinacional para me arriscar na cozinha. E se agora você está pensando "esse cara é louco", fiquei tranquilo, já ouvi isso bastante, inclusive do trio de chefs mais famoso do Brasil.
Já faz um tempo que levo um estilo de vida bastante saudável desde a prática diária de CrossFit até uma alimentação balanceada, buscando sempre manter o equilíbrio que inclui aquelas jacadas esporádicas em meio a rotina da dieta, afinal ninguém é de ferro.
Uma coisa que sempre me chamou atenção nesse universo de ser "saudável" foi o sofrimento e o alto índice de desistência dos que se aventuram nesse mundo. Não culpo ninguém pela dificuldade em seguir uma dieta, afinal elas sempre estão relacionadas a comidas sem graça, sem gosto, que parecem comida de hospital.
Mas nessa minha nova jornada de cozinheiro amador quero mostrar a todos que é possível ser saudável e ainda assim ter um comida cheia de sabor, descomplicada e sem sofrimento. E a parte do "descomplicada" acho que talvez seja a mais importante aqui, porque já perdi a conta das inúmeras vezes que deixei de tentar cozinhar algo por olhar para a receita e já sentir aquela preguiça de tantos processos e ingredientes envolvidos. Quero compartilhar minhas experiências e dificuldades na cozinha que tenho certeza que são as mesmas de qualquer outro que se atreve a entrar cozinha, e acredite, por mais assustador que pareça, raramente é um bicho de sete cabeças.
Minha ideia aqui é poder mostrar receitas e dicas que tragam enraizadas na comida esses 3 pilares: descomplicada, saudável e saborosa. De modo que seja delicioso levar um estilo de vida saudável e que prove que qualquer um pode cozinhar!
FILET CHATEAUBRIAND
COM REDUÇÃO DE BALSÂMICO, CEBOLAS CARAMELIZADAS E PURÊ DE COUVE FLOR COM AVELAS. VAMOS PRECISAR DE:
Rendimento: 4 porções
Tempo de preparo: 40 minutos
PARA A CARNE
4 files chateaubriand (se preferir pode usar 8 medalhões de file mignon, o chateaubriand nada mais é que um medalhão bem alto)
Fio de azeite para untar a frigideira
Sal e pimenta do reino a gosto
PARA O MOLHO
100ml de aceto balsâmico
1 colher de sopa de mel
PARA AS CEBOLAS
4 cebolas aperitivos ou 2 cebolas normais
2 colheres de chá de manteiga ghee (pode usar a normal também)
Sal a gosto
PARA O PURÊ
1 couve flor (cerca de 300g)
1 dente de alho
1 colher de sopa de manteiga ghee
Sal e pimenta a gosto
40g de avelas grosseiramente trituradas
Salsinha picada para temperar
Para facilitar vou dividir o processo em 4 passos, mas fique a vontade para fazer mais de um passo ao mesmo tempo.
PASSO 1 - PURÊ DE COUVE FLOR
Remova o talo do miolo e as folhas da couve flor quebrando o resto em pequenos floretes. Coloque-os numa panela junto com o dente de alho e cubra com água. Ferva por cerca de 8-10 minutos até que os floretes estejam macios ao espetar um garfo. Escoe a água, reservando um pouco para caso seja necessário deixar o purê mais liquido. Coloque no processador (liquidificador ou mixer também utilizados) a couve flor com o alho, a manteiga, sal e pimenta, e bata até obter a consistências de purê, se achar muito espesso bata mais com um pouco da água reservada até obter a consistências desejada.
PASSO 2 - REDUÇÃO DE BALSÂMICO COM MEL
Misture o balsâmico com o mel e leve a fogo médio numa frigideira. O liquido vai levantar fervura formando bolhas, mas fique tranquilo que não irá queimar. Aqueça até que o liquido tenha seu volume reduzido pela metade. Para checar o quanto já reduziu retire a frigideira do fogo, quando as bolhas fica fácil ver o quanto do liquido já evaporou. Coloque num recipiente e reserva na geladeira.
PASSO 3 - CEBOLAS CARAMELIZADAS
Corte as cebolas ao meio no sentido da raiz até a ponta. Derreta a manteiga numa panela e acrescente as cebolas com a parte interna voltada para baixo até que as cebolas absorvam parte da manteiga. Acrescente água a panela até quase cobrir as cebolas. Aqueça em fogo médio até que a água evapore completamente, quando isso acontecer mantenha a panela no fogo até que as cebolas estejam levemente queimadas e coradas em baixo.
PASSO 4 - FILÉ CHATEUBRIAND OU MEDALHÃO DE FILÉ MIGNON
Aqueça a frigideira em fogo alto. Unte com um fio de azeite e adicione a carne. Deixe a carne dourar cerca de 3 a 4 minutos de cada lado e depois doure as laterais da carne. Importante, tente mexer o mínimo possível na carne enquanto ela estiver assando para que ela mantenha sua suculências e não fique soltando sangue, o ideal é vira-la apenas uma vez. Retire a carne da frigideira e coloque-a num prato para descansar por cerca de 5 minutos. Depois do tempo de descanso tempero com sal e pimenta do reino a gosto (o processo de temperar a carne após a cocção faz com que a carne mantenha sua suculência)
SUGESTÃO DE FINALIZAÇÃO
Posicione o purê quase no centro do prato colocando a carne por cima dele na borda que estiver mais próxima ao centro. Acrescente as avelas e a salsinha por cima do purê. Separe as laminas das cebolas de modo que elas fiquem parecendo uma canoa e posicione algumas delas próximas a carne e ao purê. Despeje a redução de balsâmico dentro das cebola e por cima da carne, ela irá escorrer formando uma base de molho ao redor da carne.
Voilá! Você tem um prato saudável prático e super saboroso, de fazer qualquer um passar vontade.
Deu que fui evoluindo etapa a etapa até eventualmente ser eliminado. Mas o mais importante foi que finalmente vi um motivo para largar tudo e ir em busca dessa paixão que me perseguia há tanto tempo. Sim, larguei a estabilidade de um emprego em uma grande multinacional para me arriscar na cozinha. E se agora você está pensando "esse cara é louco", fiquei tranquilo, já ouvi isso bastante, inclusive do trio de chefs mais famoso do Brasil.
Já faz um tempo que levo um estilo de vida bastante saudável desde a prática diária de CrossFit até uma alimentação balanceada, buscando sempre manter o equilíbrio que inclui aquelas jacadas esporádicas em meio a rotina da dieta, afinal ninguém é de ferro.
Uma coisa que sempre me chamou atenção nesse universo de ser "saudável" foi o sofrimento e o alto índice de desistência dos que se aventuram nesse mundo. Não culpo ninguém pela dificuldade em seguir uma dieta, afinal elas sempre estão relacionadas a comidas sem graça, sem gosto, que parecem comida de hospital.
Mas nessa minha nova jornada de cozinheiro amador quero mostrar a todos que é possível ser saudável e ainda assim ter um comida cheia de sabor, descomplicada e sem sofrimento. E a parte do "descomplicada" acho que talvez seja a mais importante aqui, porque já perdi a conta das inúmeras vezes que deixei de tentar cozinhar algo por olhar para a receita e já sentir aquela preguiça de tantos processos e ingredientes envolvidos. Quero compartilhar minhas experiências e dificuldades na cozinha que tenho certeza que são as mesmas de qualquer outro que se atreve a entrar cozinha, e acredite, por mais assustador que pareça, raramente é um bicho de sete cabeças.
Minha ideia aqui é poder mostrar receitas e dicas que tragam enraizadas na comida esses 3 pilares: descomplicada, saudável e saborosa. De modo que seja delicioso levar um estilo de vida saudável e que prove que qualquer um pode cozinhar!
FILET CHATEAUBRIAND
COM REDUÇÃO DE BALSÂMICO, CEBOLAS CARAMELIZADAS E PURÊ DE COUVE FLOR COM AVELAS. VAMOS PRECISAR DE:
Rendimento: 4 porções
Tempo de preparo: 40 minutos
PARA A CARNE
4 files chateaubriand (se preferir pode usar 8 medalhões de file mignon, o chateaubriand nada mais é que um medalhão bem alto)
Fio de azeite para untar a frigideira
Sal e pimenta do reino a gosto
PARA O MOLHO
100ml de aceto balsâmico
1 colher de sopa de mel
PARA AS CEBOLAS
4 cebolas aperitivos ou 2 cebolas normais
2 colheres de chá de manteiga ghee (pode usar a normal também)
Sal a gosto
PARA O PURÊ
1 couve flor (cerca de 300g)
1 dente de alho
1 colher de sopa de manteiga ghee
Sal e pimenta a gosto
40g de avelas grosseiramente trituradas
Salsinha picada para temperar
Para facilitar vou dividir o processo em 4 passos, mas fique a vontade para fazer mais de um passo ao mesmo tempo.
PASSO 1 - PURÊ DE COUVE FLOR
Remova o talo do miolo e as folhas da couve flor quebrando o resto em pequenos floretes. Coloque-os numa panela junto com o dente de alho e cubra com água. Ferva por cerca de 8-10 minutos até que os floretes estejam macios ao espetar um garfo. Escoe a água, reservando um pouco para caso seja necessário deixar o purê mais liquido. Coloque no processador (liquidificador ou mixer também utilizados) a couve flor com o alho, a manteiga, sal e pimenta, e bata até obter a consistências de purê, se achar muito espesso bata mais com um pouco da água reservada até obter a consistências desejada.
PASSO 2 - REDUÇÃO DE BALSÂMICO COM MEL
Misture o balsâmico com o mel e leve a fogo médio numa frigideira. O liquido vai levantar fervura formando bolhas, mas fique tranquilo que não irá queimar. Aqueça até que o liquido tenha seu volume reduzido pela metade. Para checar o quanto já reduziu retire a frigideira do fogo, quando as bolhas fica fácil ver o quanto do liquido já evaporou. Coloque num recipiente e reserva na geladeira.
PASSO 3 - CEBOLAS CARAMELIZADAS
Corte as cebolas ao meio no sentido da raiz até a ponta. Derreta a manteiga numa panela e acrescente as cebolas com a parte interna voltada para baixo até que as cebolas absorvam parte da manteiga. Acrescente água a panela até quase cobrir as cebolas. Aqueça em fogo médio até que a água evapore completamente, quando isso acontecer mantenha a panela no fogo até que as cebolas estejam levemente queimadas e coradas em baixo.
PASSO 4 - FILÉ CHATEUBRIAND OU MEDALHÃO DE FILÉ MIGNON
Aqueça a frigideira em fogo alto. Unte com um fio de azeite e adicione a carne. Deixe a carne dourar cerca de 3 a 4 minutos de cada lado e depois doure as laterais da carne. Importante, tente mexer o mínimo possível na carne enquanto ela estiver assando para que ela mantenha sua suculências e não fique soltando sangue, o ideal é vira-la apenas uma vez. Retire a carne da frigideira e coloque-a num prato para descansar por cerca de 5 minutos. Depois do tempo de descanso tempero com sal e pimenta do reino a gosto (o processo de temperar a carne após a cocção faz com que a carne mantenha sua suculência)
SUGESTÃO DE FINALIZAÇÃO
Posicione o purê quase no centro do prato colocando a carne por cima dele na borda que estiver mais próxima ao centro. Acrescente as avelas e a salsinha por cima do purê. Separe as laminas das cebolas de modo que elas fiquem parecendo uma canoa e posicione algumas delas próximas a carne e ao purê. Despeje a redução de balsâmico dentro das cebola e por cima da carne, ela irá escorrer formando uma base de molho ao redor da carne.
Voilá! Você tem um prato saudável prático e super saboroso, de fazer qualquer um passar vontade.
sexta-feira, 7 de julho de 2017
PALATO: A salada como prato principal
A presença de hortaliças na nossa alimentação diária é de fundamental importância não só para quem está querendo perder peso, mas para quem quer ter saúde. Elas são fontes de fibras, que auxiliam o funcionamento intestinal e promovem saciedade, vitaminas e minerais, além de compostos bioativos com atividade antioxidante, que protegem nosso corpo dos danos causados por radicais livres, auxiliam na imunidade e reduzem inflamação.
ALGUMAS DICAS DEVEM SER LEVADAS EM CONSIDERAÇÃO:
- Consuma uma salada colorida, assim você terá uma variedade maior de micronutrientes e compostos bioativos;
- Procure, sempre que possível, consumir verduras e legumes orgânicos, para evitar a exposição aos agrotóxicos;
- Cuidado com os molhos industrializados! O ideal é utilizar opções naturais como azeite, limão ou mesmo molho naturais feitos em casa, como pesto, por exemplo.
Mesmo sabendo da importância, muitas pessoas ainda dizem que não gostam de saladas. Mas atualmente, a variedade de opções e combinações que encontramos no mercado é enorme e, dificilmente, você não vai encontrar uma que agrade ao seu paladar. É preciso tentar!
GREENMIX (@vivagreenmix)
- MAROMBA
Mix folhas verdes com almôndegas de frango com batata doce, tomate, palmito e molho de frutas vermelhas.
Essa é uma boa opção para os praticante de exercícios físicos, pois contém uma excelente fonte de carboidratos de baixa carga glicêmica (batata doce), que fornece energia por tempo prolongado, e proteína de alto valor biológico (frango), sendo muito bem utilizada e aproveitada pelo organismo para a recuperação muscular. Para finalizar, um molho regado de antocianinas, um potente antioxidante. Mas não quer dizer que quem não faz exercícios não pode consumir. Ela é saudável para todos.
- SALADA MIX
Mix de folhas verdes com penne gluten-free, caponata siciliana, cranberry, cebola roxa, amêndoas laminadas ao molho de azeite de ervas.
Salada vegetariana, excelente para quem adora uma massa, mas está evitando o consumo de glúten. Além disso, ela tem um alto poder antioxidante e anti-inflamatório por conter antocianinas, provenientes das frutas e vegetais vermelhos e roxos, como cranberry, berinjela e cebola roxa. As amêndoas e azeite ainda dão um toque final de gorduras do bem, que também agem como anti-inflamatório, auxiliam na regulação dos níveis de colesterol e são importantes para produção hormonal do nosso corpo.
SANSA (@sansarecife)
- FRANGO
Mix de folhas, cubos de frango grelhado, tomate cereja, queijo parmesão, molho pesto com limão siciliano e massinha de pizza integral maçaricado com muçarela.
Salada rica em proteínas devido a união do frango com dois tipos de queijos, e fibras proveniente são só das folhas, mas também da massa integral. Além disso, o tomate é fonte de licopeno, que protege nossas células contra o stress oxidativo e tem efeito preventivo de câncer de próstata. O molho pesto une os benefícios do azeite a outras ervas como o manjericão, sendo assim um molho leve, saudável e saboroso.
- QUEIJOS
Mix de folhas, pedaços de peito de frango, tomate pelado, queijos ricota, muçarela e parmesão, envolvidos no azeite com manjericão e farofa funcional crocante salgada, composta de cereais, alecrim, azeite e sal.
ALGUMAS DICAS DEVEM SER LEVADAS EM CONSIDERAÇÃO:
- Consuma uma salada colorida, assim você terá uma variedade maior de micronutrientes e compostos bioativos;
- Procure, sempre que possível, consumir verduras e legumes orgânicos, para evitar a exposição aos agrotóxicos;
- Cuidado com os molhos industrializados! O ideal é utilizar opções naturais como azeite, limão ou mesmo molho naturais feitos em casa, como pesto, por exemplo.
Mesmo sabendo da importância, muitas pessoas ainda dizem que não gostam de saladas. Mas atualmente, a variedade de opções e combinações que encontramos no mercado é enorme e, dificilmente, você não vai encontrar uma que agrade ao seu paladar. É preciso tentar!
GREENMIX (@vivagreenmix)
- MAROMBA
Mix folhas verdes com almôndegas de frango com batata doce, tomate, palmito e molho de frutas vermelhas.
Essa é uma boa opção para os praticante de exercícios físicos, pois contém uma excelente fonte de carboidratos de baixa carga glicêmica (batata doce), que fornece energia por tempo prolongado, e proteína de alto valor biológico (frango), sendo muito bem utilizada e aproveitada pelo organismo para a recuperação muscular. Para finalizar, um molho regado de antocianinas, um potente antioxidante. Mas não quer dizer que quem não faz exercícios não pode consumir. Ela é saudável para todos.
- SALADA MIX
Mix de folhas verdes com penne gluten-free, caponata siciliana, cranberry, cebola roxa, amêndoas laminadas ao molho de azeite de ervas.
Salada vegetariana, excelente para quem adora uma massa, mas está evitando o consumo de glúten. Além disso, ela tem um alto poder antioxidante e anti-inflamatório por conter antocianinas, provenientes das frutas e vegetais vermelhos e roxos, como cranberry, berinjela e cebola roxa. As amêndoas e azeite ainda dão um toque final de gorduras do bem, que também agem como anti-inflamatório, auxiliam na regulação dos níveis de colesterol e são importantes para produção hormonal do nosso corpo.
SANSA (@sansarecife)
- FRANGO
Mix de folhas, cubos de frango grelhado, tomate cereja, queijo parmesão, molho pesto com limão siciliano e massinha de pizza integral maçaricado com muçarela.
Salada rica em proteínas devido a união do frango com dois tipos de queijos, e fibras proveniente são só das folhas, mas também da massa integral. Além disso, o tomate é fonte de licopeno, que protege nossas células contra o stress oxidativo e tem efeito preventivo de câncer de próstata. O molho pesto une os benefícios do azeite a outras ervas como o manjericão, sendo assim um molho leve, saudável e saboroso.
- QUEIJOS
Mix de folhas, pedaços de peito de frango, tomate pelado, queijos ricota, muçarela e parmesão, envolvidos no azeite com manjericão e farofa funcional crocante salgada, composta de cereais, alecrim, azeite e sal.
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