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terça-feira, 2 de maio de 2017

PERFIL: David Beckham, de ídolo do futebol a ícone masculino do Século XXI

O ex-capitão do British Team deixou os gramados aos 38 anos, com um currículo recheado de títulos e passagens por grandes clubes do futebol mundial. Hoje, o talentoso meio-campista é história, mas ainda ouviremos falar muito do mito da moda e da publicidade; uma referência do show business. A MENSCH mostra quem foi esse grande atleta e quem é esse ícone do universo masculino.

O ATLETA 
Por trás do modelo, sexy simbol e celebridade que atrai os flashes dos paparazzi em busca dos melhores ângulos de sua vida pessoal, existe um atleta que marcou época no futebol do seu país e alcançou o estrelato dentro das quatro linhas. O meio-campista inglês David Beckham é também um dos melhores jogadores de futebol de sua geração, um líder que conduziu a seleção inglesa em três Copas do Mundo (1998, 2002 e 2006) e foi durante o auge da sua carreia alvo de cobiça dos grandes clubes do futebol mundial.

Beckham começou sua carreira juvenil em 1991 no poderoso Manchester United, conduzido pelo lendário treinador Sir Alex Ferguson. Desde muito cedo, seu futebol diferenciado chamou a atenção do técnico do time principal, sendo lançado nos profissionais em 1993. Nos Red Devils, Beckham logo se tornou o eixo do time, sendo peça fundamental na reestruturação da equipe dentro de campo, vencendo seis campeonatos ingleses em oito anos e com a incrível conquista da Champions League de 1999 (em uma final eletrizante contra o Bayern de Munique em Barcelona) e o posterior título mundial no Japão, além de ajudar o clube inglês a se tornar a maior potência econômica do futebol mundial.


Surgia então o jogador Beckham, o camisa 7 do English Team, que daria origem ao cultuado personagem. De passe refinado, Beckham era capaz de colocar os companheiros na cara do gol com lançamentos milimétricos, além de ser um exímio cobrador de faltas. Sua presença em campo era a garantia de um jogo cadenciado, surpreendente e decisivo, o sonho de qualquer treinador. Durante os noventa minutos de jogo, só existia um atleta de futebol apurado, passes precisos e taticamente disciplinado, o que o levou a ser eleito segundo melhor jogador do mundo pela Fifa por dois anos (1999 e 2001) e segundo melhor da Europa, na tradicional Bola de Ouro da revista France Football (1999).

Seus anos de sucesso no United fizeram o Real Madrid contratá-lo, em 2003, pela bagatela de 120 milhões de reais, para que fizesse parte do time galáctico, que reunia a nata do futebol mundial, como Ronaldo, Figo, Roberto Carlos e Zidane, e um expressivo potencial de marketing, fazendo do time uma verdadeira marca venerada pelos quatro cantos do mundo. Sucesso nos negócios, o time merengue fracassou em campo e começou a se desfazer dos seus preciosos garotos-propaganda. Em uma excelente oportunidade financeira (também para a sua mulher Victoria, ex-Spicy Girl, Beckham seguiu para o Los Angeles Galaxy, numa tentativa do time e da liga americana de popularizar o futebol nos EUA. Sem muito sucesso, ele voltou por empréstimo à Europa para jogar no Milan, não conseguindo muita expressão. Sua casa parece ser mesmo Los Angeles, onde continua jogando, aproveitando possíveis transferências nos intervalos dos calendários das competições.


Aos 36 anos, David Beckham continua na ativa, mas em outro patamar da carreira. Passado o auge, hoje vê brilhar uma nova geração de vinte e poucos anos, a de Messi, Cristiano Ronaldo e Kaká, e se junta a seus ex-companheiros de jornada nos anos 90 e 2000, encarando contratos rentáveis, porém de pouca visibilidade futebolística enquanto a hora de pendurar as chuteiras não chega. Embora hoje seu status de celebridade reluza mais do que o de jogador de futebol, a respeitável carreira de Beckham precisa ser exaltada. Sua contribuição para o futebol mundial supera de longe os bafafás que a imprensa sensacionalista tanto faz questão de mencionar. Certamente não foi por seus “feitos” extracampo que a rainha Elizabeth II lhe concedeu a Ordem do Império Britânico (OBE) e o Unicef lhe declarou embaixador. E quando todo o fuzuê em torno de sua imagem um dia arrefecer, quem emergirá é a memória do brilhante jogador de futebol, fazendo justiça a seu verdadeiro mérito.

A MARCA BECKHAM

David Beckham é muito mais do que faz nos campos com a bola no pé. É uma marca de sucesso que imprime sensualidade, ousadia, garra e uma boa imagem a qualquer produto ou serviço. Bonito, sexy, bem casado e super família, David é o “bom moço” reformulado do século XXI. Tem toque de Midas e é um grande astro do marketing, tal qual do futebol.

David Beckham, além de suspiros femininos, provoca altos índices de aceitação às marcas que divulga. Eleito, junto com a esposa, a ex-spicy Victoria, o casal mais bem vestido do mundo, é figura certa nos tablóides ingleses e publicações do mundo inteiro. E por que tudo isso? Para muitos analistas de negócios e marketing, Beckham é uma das maiores máquinas de marketing depois do astro do basquete Michael Jordan, reunindo todas as qualidades de um ícone: beleza, talento, imagem, personalidade, estilo e mais importante, seu estilo de vida como marido de uma popstar.



O sucesso em campo aliado ao carisma e ao comportamento do esportista também fora do campo vai associando a ele cada vez mais percepções positivas. A família grande e bem estruturada que é mostrada em revistas de famosos, ajudam a construir e consolidar a marca Beckham, que além de tudo, é também símbolo de saúde e qualidade de vida, conceitos importantes nos tempos de hoje.


Beckham não só ajuda a vender um importante número de produtos de diferentes categorias como também ajuda a lançar tendência. Ele é, senão o primeiro, um dos primeiros a despertar o interesse em como um esportista se veste fora de campo, mostrando o seu potencial para marcas de vestuários masculinos. Depois de alguma insistência o jogador lançou uma marca própria de produtos de estética e perfumaria em parceria com a Coty.




Sobre se lançar por outros campos que não o futebol David Beckham afirma: “Não faz parte da minha inclinação pessoal me enxergar como uma marca, eu sou apenas uma pessoa que teve a boa sorte de explorar outros interesses e paixões além do futebol, que eu adoro.” Grandes marcas que tiveram David Beckham como garoto-propaganda, atrelando a imagem do atleta a seus produtos: Adidas, Emporio Armani, Pepsi, Motorola, Yahoo, M&S e Electronic Arts and Police. Prova de que David Beckham ainda é um grande investimento. Uma marca à prova do tempo.



Fonte:

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segunda-feira, 20 de junho de 2016

ESPORTE: A evolução das chuteiras, o calçado do chute

Em tempos de Olimpíadas falar de chuteira é falar de coisa séria. O desempenho em campo se dá dentre outros fatores pelo uso do calçado certo que possibilita ao atleta conforto e rendimento. E isso vale também para o atleta amador, o das peladas e fins de semana.

BOTE AQUI O SEU PEZINHO, OPA, PEZÃO!

Chuteira, todo mundo já deve saber é o calçado usado pelos atletas do futebol, sejam jogadores, árbitros e goleiro. Ao longo dos anos o calçado, assim como o próprio esporte foi evoluindo, mas o que permanece, independendo dos modelos desenvolvidos ao longo das décadas é o fato da chuteira possuir travas na sola, que impedem que o jogador escorregue no gramado e se machuque. E isso vem a ser fundamental nos jogos sob chuva!


Mas até mesmo as travas tão características das chuteiras não surgiram na primeira versão do calçado. As primeiras chuteiras tiveram como base de formato as botas, daí terem solado liso e levar muito jogador a nocaute! Sem os jogadores conseguirem parar em pé, em 1891 veio a ideia das travas, mas tudo dentro de regras e especificações para que nenhum jogador ou time levasse vantagem em relação ao outro.

As travas deveriam ser de couro, e com no máximo 1,27cm; outra característica dessas chuteiras, era a parte onde encaixaria o dedão do pé, que tinha um reforço, já que os lances mais comuns eram as bicudas. O que continua evoluindo é a ideia e necessidade de conforto como fator primordial juntamente com desempenho e segurança. Assim como a própria bola já foi pesada feito chumbo a chuteira já chegou a atrapalhar mais do que ajudar. No século XIX por exemplo, o calçado pesava 1kg, aí complicava, concorda?

Como a dificuldade de se chutar e finalizar com um calçado pesado era observada por atletas e indústria esportiva a chuteira foi ficando mais leve graças aos irmãos Dassler que em 1925 realizaram modificações no calçado; os canos baixaram, as travas podiam ser trocadas de acordo com o terreno e o peso caía para 500g. E com isso mais confortável, daí para melhorar o empenho em campo foi um pulo! Ou melhor, um chute!

MAS DE ONDE SURGIU A IDEIA DE UM SAPATO ESPECÍFICO PRA SE JOGAR BOLA?


Segundo dados históricos, o primeiro calçado especial para jogar futebol foi criado a pedido da realeza, no século XVI. Era uma bota de couro duro que protegia o pé. A partir de 1880, os sapatos passaram a ser fabricados com travas, para aumentar a resistência nos terrenos de barro. Devido a uma briga, dois irmãos alemães, os Dassler citados anteriormente, do ramo de calçados, fundaram na mesma época empresas concorrentes, Puma e Adidas. A última criou, em 1953, as versões mais modernas que estrearam na Copa do Mundo de 1954.

O futebol foi ficando cada vez mais popular e assim também os seus jogadores. A indústria esportiva atenta a isso começou a associar suas marcas aos jogadores mais famosos na década de 80 e a partir de 90, para imprimir mais personalidade as marcas e calçados começam a surgir diferentes formatos e cores (antes o padrão era preto).

E assim as chuteiras passam a fazer diferença em campo também pelo estilo. Confira sua evolução abaixo:



quinta-feira, 3 de março de 2016

ESPORTE: Por que gostamos de futebol? Como um esporte inglês se espalhou pelos quatro cantos do mundo e tomou conta do nosso dia-a-dia

E aí, o rugby ainda vai ser um esporte popular no Brasil? Passaremos a falar cotidianamente sobre esse esporte como fazemos com o futebol? Talvez você não concorde, mas os anúncios de um fabricante de materiais esportivos garantem que sim. Por mais que a publicidade exagere, a tentativa de popularizar um esporte no Brasil passa por tomar espaço do nosso maior gigante e depositário das nossas glórias desportivas: o futebol. Tarefa nada fácil!

O football foi inventado na Inglaterra no século 19 e exportado para todo o mundo, num reflexo claro do domínio naval e econômico britânico durante todo o período. Os ingleses que se aventuraram para além dos limites da sua ilha levaram também os seus costumes e esportes para as colônias e países com os quais mantinham relações comerciais. Muito embora o rugby e o críquete sejam esportes muito populares na Inglaterra e tenha ficando fortes raízes na África do Sul, Austrália e Estados Unidos, por exemplo, foi o futebol que caiu no gosto popular e se tornou o esporte mais admirado e consumido no mundo.

Mas o esporte das massas, que hoje movimenta milhões de reais em todo o mundo, um dia já foi marginalizado pelas elites brasileiras. No país, o jogador de futebol não tinha o prestígio de hoje em dia; um rapaz de família jamais poderia pleitear ser um jogador, que passava muito longe dos hábitos e costumes das elites. A contradição é que Charles Miller, o brasileiro que ao voltar de seus estudos em Londres trouxe as primeiras bolas e o livro de regras do esporte jogado com os pés, não representava as classes populares. Mas não teve jeito! O futebol aos poucos foi quebrando barreiras, se tornando conhecido e daí para adentrar nos clubes sociais, ultrapassar o remo — outro esporte inglês — em popularidade e ganhar o gosto do povo foi um pulo. Hoje, o Brasil é conhecido como “o país do futebol” e exporta craques numa proporção jamais igualada por nenhuma outra nação.

Devemos muito dessa história ao rádio, que desde a sua invenção e popularização cuidou de inserir em sua programação os jogos de futebol. A transmissão das partidas estaduais e interestaduais pelas rádios só fez incendiar a rivalidade entre os clubes e colocar definitivamente o assunto futebol na boca do povo. Sem falar nos primeiros feitos da Seleção Brasileira, como o bicampeonato mundial (58/62), cujas imagens só eram vistas semanas depois e no cinema. Sim, o “show de imagens” dos nossos primeiros títulos era a versão dos olhos dos locutores da rádio, que travessavam grandes distâncias para trazer ao Brasil as glórias do futebol canarinho.   

Gosto coletivo pelo futebol transformou esse esporte num poderoso instrumento de integração social, definição de identidade e cultura de um povo. Ser brasileiro é gostar de futebol. Embora muitos não concordem com esse atestado, é inegável o peso que esse esporte tem para a autodefinição do nosso povo. Através do futebol, compartilhamos o sentido das coisas, construímos metáforas para explicar o dia-a-dia (o ex-presidente Lula é craque nisso. Ops, “craque” já é uma metáfora emprestada do futebol) e, por que não, exercemos nosso patriotismo ao defendermos com unhas e dentes nossa superioridade técnica nos gramados mundiais.


É evidente também que o futebol não é o único esporte com o qual o brasileiro se identifica e tem orgulho. Temos uma história de sucesso no vôlei (talvez esportivamente até maior do que a do futebol), no iatismo (sim, somos uma potência na vela!), na Fórmula 1 (oito títulos mundiais é para poucos!) e em outros esportes. Mas nenhum outro conseguiu tanto apelo popular quanto o futebol. Nem o “Efeito Guga” e “Efeito Daiane” conseguiram que o tênis e a ginástica artística sequer ameaçassem a hegemonia do futebol no gosto do brasileiro. O que vemos é cada vez mais o futebol feminino ganhar espaço, além dos primos do nosso esporte preferido, como o futsal e o futebol de areia (e o futevôlei — queremos meter o futebol em tudo, não é?).

Na prática, hoje em dia, consumir é participar. O futebol chegou na moda, nos acessórios, no comportamento e cada vez mais invade outras searas do nosso cotidiano. Fugir de sua influência parece às vezes ser impossível. O seu barbeador é o mesmo que Kaká usa, compartilhamos com Neymar o talco antichulé, Ronaldo lhe sugere a operadora de telefonia celular e por aí vai. O futebol, na indústria cultural, ajuda na construção e na regulação do gosto público, tornando uma tarefa árdua tentar eliminar sua influência nas nossas vidas.

A pluralidade de gostos permite que outros esportes tenham sim espaço e vez na preferência popular. Mas se o rugby vai prosperar no Brasil como o futebol, só mesmo uma fé inquebrantável pode garantir. Por enquanto, patrocinadores, empresas de comunicação e o povo vão mesmo é depositar sua atenção no futebol. Afinal, em time que está ganhando não se mexe (só para terminar com mais uma do futebol!).

sexta-feira, 10 de abril de 2015

CAPA: Henrique Wruck, o melhor jogador do mundo é nosso!

Ser jogador de futebol tem um valor muito maior que apenas os salários milionários de alguns atletas, o real prazer de realizar o sonho, jogar e fazer um gol deixando a plateia delirando tem um valor que o dinheiro não compra. Agora imagine no caso do craque Henrique Wruck, atualmente no Fluminense, que foi eleito pela Football 7 Worldwide como o melhor jogador do mundo. A trajetória desse craque, do sonho de moleque até essa consagração em algo que dá realização pessoal e profissional nós contamos aqui nesse papo descontraído com um atleta que ainda vai dar muito o que falar.

O que significou o título de melhor jogador do mundo pela Football 7 Worldwide para você? Para mim é uma realização pessoal. Ser considerado melhor do mundo em uma coisa que você gosta de fazer não tem preço que pague.

Foi pego de surpresa ou já esperava? E isso resultou em alguma mudança? Não posso falar que eu esperava, mas sempre busquei fazer o meu melhor para ajudar o Fluminense, acabou acontecendo naturalmente. Com esse título, as responsabilidades dentro e fora de campo aumentaram bastante.


Você também foi eleito o craque da Liga Fut 7 e da Liga das Américas (conquistadas pelo Fluminense) e vice artilheiro da equipe na temporada com 26 gols. À que você atribui esse desempenho todo? Muito treino, fé e talento? Com certeza não foi mérito somente meu, meus companheiros e todos da comissão técnica tem uma grande parcela nisso. Mas acredito que também com os treinamentos e bastante dedicação, pude conseguir esses feitos. Fora tudo isso, ainda tem minha família que me dá total apoio.

Isso é um reconhecimento do seu esforço e dedicação. Qual o próximo passo? O que você mais deseja? Chegar no topo em qualquer coisa que você faça é muito difícil, porém se manter lá é mais difícil ainda, e isso é o que eu penso, em conseguir me manter lá entre os melhores para poder ajudar sempre o Fluminense a ganhar o títulos.

No início do ano você estava sendo disputado por alguns times mas terminou renovando contrato com o Fluminense. O que pesou nessa escolha além do lado financeiro? No Fluminense eu me sinto em casa, além de ter muitas amizades e o apoio de todos. Eles me dão total conforto para eu me preocupar apenas em jogar futebol.



Muitos jogadores sonham em ir jogar em seleções de outros países, alguns conseguem destaque e outros não se adaptam. Como você ver isso? É um desejo seu? Eu acho bem legal essa globalização do futebol. Eu por exemplo tenho cidadania portuguesa e jogaria com maior prazer pela seleção de Portugal, mas com certeza minha prioridade é representar o Brasil.

Hoje você está com 26 anos e já possui uma carreira bem significativa. Como foi até chegar aqui? Quando e como o futebol te tocou? Não é fácil, muitas vezes já pensei em desistir e me dedicar aos estudos, mas o prazer em jogar falou mais alto sempre. Desde pequeno sempre gostei de jogar futebol, minha diversão era estar com a bola nos pés. Minha família sempre me deu apoio, principalmente meu pai, que me acompanha até hoje nos jogos quando ele consegue, meus amigos também sempre me deram muita força para continuar.

Qual o melhor e o pior momento da sua carreira? O pior momento pra qualquer atleta acredito que sejam nas lesões mais sérias e os momentos bons são com certeza nas vitórias, é muito bom ser campeão.


Normalmente qual sua rotina de treinos? Costuma seguir alguma dieta? Eu procuro todo dia fazer exercícios, até nos dias de folga do Fluminense. Faço academia ou até mesmo uma corrida na praia para tentar estar sempre em forma. Em relação a dieta, temos uma nutricionista que acompanha nosso dia a dia no Fluminense, e normalmente quando volto de férias preciso controlar minha alimentação.


Ser jogador de futebol de um grande clube é garantia de sucesso com as mulheres? Como é o assédio? Garantia acho que não é, mas eu sinceramente nem penso nisso, tenho namorada. Mas a grande parte do assédio são com as crianças que admiram o que eu faço. 

Você se considera um cara vaidoso? Do que você não abre mão na hora de cuidar da aparência? Não sou vaidoso não, gosto de me sentir bem independente de qualquer coisa, mas um perfume eu não abro mão.

Quais seus ídolos no futebol e algum que você se espelhe? Como eu joguei futsal minha vida inteira, tenho o Falcão como um dos meus ídolos, gostei muito também de ver o Ronaldinho Gaúcho jogar na melhor fase dele.

Quando não está jogando o que te dá prazer? Onde é mais fácil te encontrar? Gosto muito de ir à praia, sempre que posso vou à praia. Outra coisa que gosto de fazer é viajar, sempre que tenho um tempo livre tento conhecer novos lugares.

O que uma mulher precisa ter para chamar sua atenção e mudar seus hábitos? Acho que tem que ser bem simples, uma pessoa tranquila e bastante companheira para entender minha rotina de treino, jogos no final de semana e viagens para disputar campeonatos.



Foto/ Assessoria / Produção: Drica Donato
Make up: Andre Accioly
Henrique veste: Colcci, Sommer e Forum (Showroom da Barra da Tijuca). Agradecimento especial: Glorinha. Acessórios Kanto Store.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

FOTOGRAFIA: Pelada! Uma coletânea de imagens aéreas de campos de futebol

Você pode até não gostar de futebol mas ele está ao seu redor. São camisetas de clubes, bolas nos pés de gente de todas as idades, álbuns de figurinhas, estádios, bandeiras e aquelas três traves de madeira ou metal que, por vezes, aparecem em áreas com ou sem vegetação rasteira, mais ou menos retangulares e que congregam os apaixonados pelo esporte mais popular do país. Muitas vezes usado como artifício para manter desocupado um terreno ou "apropriado" de áreas devolutas pelos próprios jogadores, os campos de futebol dominam a paisagem vista do ar e dão uma dimensão do porquê desse país ser um grande produtor de talentos.

Em praias paradisíacas, manguezais, florestas, morros, praças, junto à pistas de pouso, terrenos urbanos em cidades de todos os tamanhos, vemos as traves, alguma delimitação do espaço e, por vezes, marcações das áreas do compo de futebol. As medidas variam muito mas, certamente, ali se formam os futuros craques internacionais e os jogadores de fim de semana, sem um futuro brilhante além das quatro linhas que delimitam seu território de sonhar. 



segunda-feira, 26 de maio de 2014

ACONTECEU: The Champions Experience reúne fanáticos por futebol para assistir a final da UEFA Champions League

Futebol combina com cerveja? Qualquer pessoa que conheça minimamente o protocolo de um jogo de futebol sabe que a boa e velha bebida é uma parceira inseparável do torcedor, seja nas arquibancadas ou em frente à televisão. E a cervejaria holandesa Heineken é a que mais capitaliza para si essa paixão de homens de todo o mundo. Quem não associa o hino da UEFA Champions League na abertura de cada jogo da competição europeia às garrafinhas verde de cerveja?

Patrocinadora do campeonato desde o ano de 2005 (e com contrato até 2018), a Heineken vem dando um show na publicidade e no envolvimento do público com o seu produto e marca a partir do esporte mais popular do planeta, o futebol. No Recife, surgiu em 2012 a The Champions Experience, um evento de ativação da marca que acontece durante a final da UEFA Champions League, que este ano contou com os espanhóis do Real Madrid e do Atlético de Madrid. Reunidos no imponente Instituto Riccardo Brennand, mais de 400 pessoas puderam desfrutar de uma tarde do futebol de maior nível técnico do mundo, cerveja à vontade, diversão e prêmios para os participantes. E, claro, um super telão para acompanhar o jogo. 

The Champions Experience convidou 17 capitães para formarem seus times com 10 integrantes cada para participar de diversas atividades como campeonato de embaixadinhas, disputa de videogame e totó. O resultado foram horas de diversão e envolvimento do público com a marca da cerveja, além de todos apreciarem a eletrizante partida entre o Real Madrid e Atlético de Madrid, que rendeu ao time merengue sua décima taça da competição de clubes mais disputada e prestigiada do mundo (1x1 no tempo normal, com 4x1 na prorrogação).

O produtor audiovisual Gustavo Cunha, integrante de uma das equipes, aprovou o The Champions Experience. “É um evento de padrão internacional, de uma cerveja que enxerga seu público em todos os lugares, como aqui no Recife. É bom para afirmar a Heineken no mercado e com o consumidor local”, afirmou Gustavo, que apostou na vitória do Atlético por 2 a 1. No final do evento, a equipe vencedora do bolão da final levou para casa mais de 450 long necks, cerveja para toda a temporada do futebol.



Ativação da Marca – O patrocínio é uma das plataformas mais eficientes de promoção de produtos e serviços. O patrocinador encontra no esporte, por exemplo, um meio de divulgação de impacto devido ao alto envolvimento do público com as competições. Introduzir a marca nesse meio é tanto um desafio quanto uma oportunidade. Cada vez mais as marcas ganham lugar de destaque na publicidade e aproximá-la do consumidor é uma tarefa árdua, porém recompensadora. 


Enxergar além do produto é uma tendência dos grandes anunciantes, e a Heineken vem construindo uma história de sucesso dentro dessa estratégia. Utilizando a Uefa Champions League como plataforma, ela consegue mobilizar o público consumidor em torno de sua marca com ações criativas e de alto impacto, que viralizam e percorrem o mundo via internet.  É só procurar no Google e se deliciar com uma boa quantidade de vídeos das ações promo da cervejaria. No nível local também, tanto que o The Champions Experience foi expandido este ano e aconteceu simultaneamente no Recife, em Salvador e em Fortaleza, mostrando que o consumidor é importante em todos os cantos do mundo. E ai, vai uma cerveja? Ops... uma Heineken



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sexta-feira, 2 de maio de 2014

ENTREVISTA: O jogador Hernanes sonha (e quer) com a Copa

Fé. Trabalho. Esperança. Palavras que resumem muito bem o momento na vida do meio campista pernambucano Hernanes, atualmente na Inter de Milão. Aos 28 anos, o jogador aguarda a realização de um grande sonho: estar na Copa do Mundo de 2014. Para ele, mais que isso. "É um projeto de vida". A convocação está marcada para o próximo dia 07.  Mas o jogador garante que pensa nela há muito tempo. "Comecei a construir esse projeto lá atrás". A receita para poder jogar o mundial- Dedicação. Perseverança. E uma tabelinha constante com Deus. O pensamento e a forte crença levam o atleta até a viajar no tempo e chegar ao dia 13 de Julho. Data da final do Mundial no Maracanã. "Minha imaginação é de estar no palco da decisão". Confiança e estilo que deram a Hernanes o apelido de "Profeta". E as "visões", o jeito diferente e o desejo de estar no Mundial de 2014 são apenas alguns dos assuntos da entrevista com o jogador.

O que significa a Copa do Mundo de 2014 para você? Tenho uma vontade muito grande de jogar. É um grande sonho. Por ser Seleção Brasileira. Por ser uma Copa do Mundo no Brasil. É um projeto de vida. Comecei a construir esse projeto lá atrás. Estou totalmente focado. Eu trabalhei. Foquei. Fiz tudo o que podia para tentar convencer o Felipão. É um projeto meu. Espero que se transforme também no projeto do Felipão. Espero que dê tudo certo. É mesmo um projeto de vida para mim. Estou preparado, concentrado para esse grande momento, esse grande ano, essa meta.

Qual a análise que você faz do grupo do Brasil (Grupo A - Brasil, México, Croácia e Camarões)? O México sempre dá muito trabalho ao Brasil, com jogadores muito rápidos e habilidosos. Camarões tem muita força física. E a Croácia já foi até surpresa num Mundial (em 1998 a Croácia chegou a ficar na terceira colocação). São equipes que podem complicar. Não podemos relaxar. Temos que dar tudo a cada jogo.

Na Copa do Mundo de 1950 (no Brasil) A Seleção Brasileira sofreu com um certo "favoritismo", desvios de foco e pressões. Você acha que pode ser um obstáculo também em 2014? Cada momento tem sua história. Pressão tem sempre. Os jogadores tem que ser inteligentes e capazes para conseguir lidar com pressão que vem de fora. Nossos jogadores são experientes e vão saber lidar com essas situações.



Qual foi o diferencial do Brasil na Copa das Confederações do ano passado? Nos amistosos antes do início da competição tivemos dificuldades para conseguir os resultados positivos. Logo depois a Seleção engrenou. Com um futebol ágil, de forte marcação e posse de bola, força no ataque. Na hora do hino todos mostravam concentração em dar o nosso melhor. A torcida percebeu isso e foi junto com o time. Criamos um ambiente muito legal.

Qual a importância da Fé na tua carreira? Todo ser humano tem um potencial ilimitado. Muitas vezes enfrentei muitas dificuldades. A Fé, a Bíblia, as palavras e as promessas que eu encontro lá, sempre me tranquilizaram. Você tem um potencial ilimitado, mas são poucos aqueles que conseguem atingir e conseguir trabalhar com esse potencial que nós temos. A confiança é que faz você liberar esse potencial. Tudo isso eu só encontrei com a Fé. Eu encontrei essa confiança, essa tranquilidade, essa superação e aprender a nunca desistir. As coisas não apareceram num passe de mágica. Tive que perseverar muito. Acreditei, lutei. Tive confiança de que no final tudo ia dar certo.

Aonde você vai estar no dia 13 de Julho de 2014, data da final da Copa de 2014? Minha imaginação é de estar no palco da decisão (Maracanã). Esse é o meu grande desejo. Espero que se torne realidade.

Que recado você manda a torcida? Sou muito feliz com esse carinho da torcida, principalmente a de Pernambuco. O povo pernambucano sempre me apoiou, gosta do meu futebol. Queria agradecer a todos e contar com a torcida para que dê tudo certo neste Mundial. Obrigado a todos!

AÇÃO SOLIDÁRIA
O jogador da Internazionale, da Itália, Hernanes lançou recentemente uma nova campanha com a organização social love.fútbol, que tem como objetivo proporcionar áreas de lazer a crianças menos favorecidas no Brasil. A ação dará a dois participantes a oportunidade de ganhar uma viagem para a Copa do Mundo no Brasil, ingressos para um jogo, além conhecer Hernanes e seus amigos, pessoalmente. Para participar, interessados devem acessar www.prizeo.com/lovefutbol.

A campanha #lovefutbol se estenderá até o dia 1º de junho e tem o valor mínimo de participação de R$ 22,00 (cerca de 10 dólares). Todas as arrecadações serão dedicadas a apoiar a love.fútbol no desenvolvimento de campos de futebol em parceria com comunidades de baixa renda. Para mais informações, visite www.lovefutbol.org

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

FUTEBOL: Número 1 só na camisa? – A importância do goleiro

"Todo time começa por um grande goleiro." Frase antiga no futebol. Mas sempre atual. Uma equipe de alto rendimento exige segurança e técnica de um grande camisa 1. Mas se há uma busca tão forte por bons atletas dessa posição, por outro lado, acabam esquecendo os goleiros em princípios básicos.

No futebol moderno, o goleiro anda "esquecido" taticamente. Principalmente para as pessoas que formam opinião. Os torcedores acabam andando na mesma linha. Já notaram que ao falar de um esquema tático, sempre dizem- "Vamos jogar no 4-4-2, no 4-3-3, no 3-5-2". Não percebem que está faltando algo? Essa conta dos atletas em campo não está errada?

Está sim. É um erro não considerar o goleiro num esquema tático. Cada vez mais devemos optar pela troca. Em vez de 4-4-2, 1-4-4-2. Em vez do 4-3-3, o 1-4-3-3... E por aí vai. Os argumentos para isso vão muito além de uma simples "contagem numérica". O goleiro tem uma importância tática cada vez maior. Ele faz parte da organização defensiva e ofensiva das equipes. Em vários aspectos.
Na reposição de jogo, o goleiro pode primeiro optar por um tiro de meta "longo", sendo importante o trabalho tático da primeira e segunda bola. O tiro de meta deve ser treinado em sintonia com o posicionamento dos outros jogadores, principalmente os do meio campo e ataque, dependendo dos objetivos para determinados momentos da partida. A primeira e segunda bola são fundamentais para as jogadas ofensivas da equipe.

Outra opção é a reposição com aquela saída mais curta. O tal do "sair jogando". Onde se busca uma maior posse de bola e um menor percentual de erro na progressão de uma equipe. Mais importante que optar por um tipo ou outro de reposição, é saber qual o objetivo dessa ação. E ainda mais, planejar e treinar o posicionamento dos atletas para as duas possibilidades, de acordo com as necessidades do time no jogo.

Outro aspecto da importância do goleiro é saber usá-lo para os momentos em que a marcação adversária é muito forte e avançada. Aí o camisa 1 pode ser utilizado como uma peça a mais para a troca de passes, ficando um pouco adiantado, quase numa função de "líbero". O que gera mais espaços para os outros atletas do sistema defensivo e do meio campo buscarem a transição ofensiva. Para isso é preciso trabalhar bem mais o fundamento do passe em curtos espaços durante os treinamentos. Trazer para o treino uma "realidade" mais aproximada em relação às situações de jogo.

Por trabalhar bastante essas reposições, os goleiros vêm evoluindo tecnicamente (com os pés) e se arriscando mais nas outras jogadas de bolas paradas - cobranças de faltas e pênaltis. Outro diferencial para as equipes. Isso sem contar a visão estratégica que os atletas dessa posição tem. Eles são os que mais conseguem "enxergar" claramente o posicionamento de todo o time numa partida, podendo orientar com mais precisão. Se for um líder para o grupo, melhor ainda. Une a visão "tática" ao poder de motivação e liderança. Muitos goleiros são capitães. Outros viram técnicos. Uma posição diferenciada.
E que deve ser cada vez mais valorizada. 

Não só financeiramente.
Não só tecnicamente.
Mas principalmente nas táticas. Nos treinos e esquemas.
O 1 não pode ficar apenas na camisa...




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terça-feira, 5 de novembro de 2013

FUTEBOL: Novos caminhos no futebol - A transição das divisões de base para o time profissional

"Olho na base"; "Devemos valorizar os jogadores pratas da casa"; "Eles são o futuro do clube". Frases constantes na rotina do futebol moderno. Todas voltadas aos jogadores das divisões de base das equipes. Os futuros "craques". Para esse processo ter sucesso, uma fase é fundamental: a transição desses atletas para o time de futebol profissional. Jovens de 18, 19, 20 anos ainda não estão totalmente formados física  técnica e psicologicamente. E o que isso traz de consequência? Ao chegar a essas idades, eles são "jogados" nos times profissionais e sofrem grandes "choques":

Choque técnico - a diferença nesse quesito é grande para os jogadores mais experientes. Isso vai levar os jovens atletas a ficar num nível inferior nos treinos, a ficar longe da titularidade e cada vez mais tocar menos na bola e aprimorar menos os fundamentos. Ficando longe de se adaptar ao ritmo dos profissionais.

Choque físico - Os profissionais tem uma rotina mais pesada de treinos em relação os atletas da base. Participam de mais competições. Isso requer uma maior condição física. Mais força e mais resistência. Quanto menos capacidade física, mais a parte técnica vai ser prejudicada. Quanto mais a parte técnica é prejudicada, menos o garoto joga. Quanto menos joga, menos entra em forma... E segue o ciclo...

Choque psicológico - Estar ao lado dos jogadores profissionais já traz uma grande auto-cobrança para os mais novos. Sem contar a pressão dos torcedores. E como a capacidade técnica/física ainda não é a ideal, a tendência é errar mais. Quanto mais erra, mais cobrança e pressão vão receber. E segue o ciclo...

Choque social - Além dos obstáculos das quatro linhas, esse outro choque. Os garotos passam a encarar uma nova rotina. Com novos companheiros mais famosos. Normalmente com maiores salários. Novas residências. Novos habitos alimentares. Novas "baladas". Novos e perigosos "focos". Como nunca foi acostumado a isso, vai "sofrer" para conseguir uma melhor adaptação. E isso interfere diretamente no rendimento dentro do campo físico, técnico e psicológico. (O ciclo mais uma vez)

E COMO DIMINUIR ESSES EFEITOS?

1. Um campeonato brasileiro sub-23 - Para esse hiato entre as idades, o ideal seria uma competição nacional. Isso vai abrir espaço para novos profissionais- técnicos e jogadores. Vai poder valorizar os atletas. E o mais importante, vai dar ritmo, permitir evolução física, tática e psicológica dos jogadores. Trazer a real sensação de competição constante aos atletas. 

2. Time B - Alguns clubes no Mundo já tem essa cultura. Para preencher esse espaço entre as divisões de base e a idade real de formação, se cria um "segundo time". Uma espécie de laboratório para as equipes profissionais. 

3. Empréstimos - Como não tem espaço para esses jogadores, os clubes também podem acabar emprestando à equipes de outras regiões e divisões, para os atletas encontrar o amadurecimento necessário, dentro e fora das quatro linhas.

4. Modelo de jogo - Um clube deve ter um modelo de jogo definido para todas as idades. Isso já vai direcionar os tipos de treinamento nas categorias de base. Alinhados sempre aos treinos da equipe profissional, claro, respeitando as limitações de cada categoria. Quando o jogador passar por essas etapas já vai estar melhor adaptado em todos os aspectos.

5. Acompanhamento - Não adianta focar apenas o jogo com a bola. Fora das quatro linhas, outros aspectos são fundamentais na formação. Por isso é preciso um grande acompanhamento, com nutricionista, psicólogos, assistentes sociais e se possível, um consultor financeiro. 

Possíveis sugestões e soluções para diminuir os impactos de uma transição mal feita. Assim, quem sabe, nosso futebol deixa de perder vários talentos. Assim, quem sabe, muitos atletas não se perdem no meio do caminho. 
Lembrando sempre. Nas divisões de base, o mais importante não é o resultado. Não são as conquistas. E sim a total formação do jogador e a busca também pela formação ideal do ser humano.


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quinta-feira, 13 de junho de 2013

ESPORTE: Copa das Confederações - Oito seleções brigam pelo cobiçado troféu intercontinental da Fifa

Uns consideram apenas um evento-teste da Copa do Mundo. Outros a chamam de prévia. Tem até quem minimize sua importância. Mas, quando a bola começar a rolar na Copa das Confederações, é de futebol que estaremos falando. Oito seleções, seis cidades sedes com seus novíssimos estádios e apenas um vencedor, que mostrará suas credenciais para o ano seguinte, na Copa do Mundo.

Das oito seleções participantes do torneio, quatro já foram campeãs do mundo. São doze títulos mundiais no currículo dessas seleções ao todo, no que parece ser a edição mais forte da Copa das Confederações até hoje. Brasil, Itália, Uruguai e Espanha provavelmente protagonizarão os lances mais esperados da competição, mas, como os clichês do futebol dizem, não há mais time bobo e o futebol é uma caixinha de surpresa, portanto, olhos abertos para México, Japão, Taiti e Nigéria. Os coadjuvantes podem surpreender, como fizeram a Dinamarca em 1995 e o próprio México em 1999.

No Grupo A, temos Brasil, Japão, México e Itália. A esperança da seleção de Felipão é Neymar, novo craque do Barcelona. Jogando em casa, a seleção canarinha estará no foco da torcida, que é tão apaixonada quanto crítica. Este sim será o verdadeiro teste para todos nós. A Itália dispensa apresentações. Os tetracampeões do mundo são sempre favoritos. E veem com força máxima no ataque, com Balotelli e El Shaarawy. O México vai tentar o bicampeonato, vindo de um ouro olímpico justo contra o Brasil. Talvez um duelo a parte de uma rivalidade crescente. Seu destaque é o atacante titular do Manchester United, Chicharito. Já o Japão corre por fora, mas é o primeiro país já classificado para a Copa nas eliminatórias da Fifa. 

Do outro lado da tabela, no Grupo B, estão Espanha, Uruguai, Taiti e Nigéria. Se der a lógica, os atuais campeões do mundo e a celeste se classificam para as semifinais. A badalada Espanha pretende conquistar mais um título com esta geração vitoriosa, composta da base de Real Madrid e Barcelona. O Uruguai, que anda cambaleante, é historicamente um time aguerrido e conta com os astros Luíz Suarez e Diego Forlán. É provável que brigue muito em campo. A Nigéria vem do título da Copa Africana de Nações, mas está longe do nível técnico de seleções passadas, que conquistaram o bi olímpico (em cima de Argentina e Brasil). Já o Taiti vem aqui passear. O time, formado por jogadores amadores, só tem chances mesmo é de conhecer as belezas do Brasil.


Mas não é só o futebol que será testado. Na Copa das Confederações, a Fifa se rendeu ao apelo popular e vai testar a tecnologia na arena de jogo. Na dúvida, se a bola entrar no gol, não vão ser as câmeras ou as opiniões apaixonadas que confirmarão o gol, mas sensores instalados nas traves e na bola. Pela primeira vez, não será a interpretação do árbitro que definirá, e sim a conclusão inconteste da tecnologia. 

Outro teste, talvez maior, é o da capacidade brasileira em organizar grandes torneios. O pessimismo e a desconfiança tomam conta do povo, talvez traumatizado com tantas tentativas frustradas de nos tornarmos uma nação moderna. Da venda dos ingressos a ir a jogo de transporte público, tudo é novidade. Mas os estádios estão prontos e lindos, aguardando um comportamento à altura do torcedor, muito acostumado ao improviso. 

Mas fora isso, o torneio promete ser uma festa. Do jeito que sabemos fazer. A torcida é que a alegria seja dentro de campo, e o Brasil conquiste a Copa das Confederações pela quarta vez. Se a expectativa já está assim, imagine na Copa!

Para saber mais sobre todos os campeões e países sede clique AQUI.

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